Categoria: MUNDO

  • Afinal, tarifa de 10% passa para 15%: "Permitido e legalmente testado"

    Afinal, tarifa de 10% passa para 15%: "Permitido e legalmente testado"

    O presidente norte-americano, Donald Trump, revelou, este sábado, que a tarifa global de 10% anunciada ontem passará, afinal, para os 15%, após a anulação da maioria das taxas por ele impostas.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou neste sábado que a tarifa global de 10% decretada na véspera passará, afinal, para 15%, depois de a Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter anulado a maioria das taxas impostas por ele.

    “Com base em uma análise minuciosa, detalhada e completa da decisão ridícula, mal redigida e extraordinariamente antiamericana sobre tarifas emitida ontem, após MUITOS meses de reflexão, pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos, esta declaração serve para informar que eu, como presidente dos Estados Unidos da América, irei, com efeito imediato, aumentar a tarifa mundial de 10% sobre países — muitos dos quais têm ‘roubado’ os EUA durante décadas, sem retaliação (até eu chegar!) — para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%”, escreveu Trump na Truth Social.

    O chefe de Estado acrescentou que, “nos próximos meses, o Governo Trump determinará e anunciará as novas tarifas legalmente permitidas”, a fim de dar “continuidade ao [seu] processo extraordinariamente bem-sucedido de tornar a América grande novamente — MAIOR DO QUE NUNCA!!!”, garantiu.


    Vale lembrar que, na sexta-feira, o magnata havia anunciado a imposição de uma tarifa global de 10%, poucas horas depois de seis dos nove juízes que compõem a Suprema Corte norte-americana terem votado pela anulação das medidas. Apesar das duras críticas de Trump, é importante destacar que a maioria dos magistrados é, assim como o próprio presidente, de perfil conservador.

    Especificamente, os três juízes liberais — Ketanji Brown Jackson, Elena Kagan e Sonia Sotomayor — e os três juízes conservadores — Amy Coney Barrett, Neil Gorsuch e John Roberts — votaram a favor da revogação das tarifas, enquanto Brett Kavanaugh, Samuel Alito e Clarence Thomas divergiram.

    Afinal, tarifa de 10% passa para 15%: "Permitido e legalmente testado"

  • Após conquistar internet, Punch já tem amigos: "Resiliência"

    Após conquistar internet, Punch já tem amigos: "Resiliência"

    O macaco Punch, de apenas sete meses, tornou-se viral depois de ter surgido num vídeo agarrado a um macaco de peluche. A cria foi abandonada pela mãe e os seus tratadores deram de presente a ele um boneco para que fosse um apoio emocional.

    Punch — ou Panchi-ku —, um macaco de sete meses, está conquistando a cidade de Ichikawa, no Japão, além de pessoas de outros países, por causa de sua história comovente. Após ser abandonado pela mãe, ele encontrou conforto em um macaco de pelúcia enquanto tenta se integrar a outros macacos.

    O filhote viralizou nas redes sociais depois que foi compartilhado um vídeo em que Punch aparece abraçado ao macaco de pelúcia, que lhe foi dado por um tratador do zoológico como apoio emocional.

    O carinho dos internautas por Punch só aumentou à medida que novas imagens foram divulgadas. Em várias delas, é possível ver o pequeno macaco sempre sozinho, sem nunca largar seu “amiguinho” de pelúcia.

    No entanto, sua popularidade na internet não se refletia entre os outros macacos. Em um dos vídeos, Punch tenta se aproximar de outro filhote, mas acaba sendo empurrado por um adulto, o que gerou uma onda de carinho e preocupação nas redes sociais.

    Na rede social X (antigo Twitter), chegou até a ser criada a hashtag “HangInTherePunch” (“Força, Punch”, em tradução livre).

    Após a repercussão do vídeo em que o pequeno Punch é empurrado, o zoológico divulgou um comunicado informando que “a fêmea adulta que afastou Punch provavelmente é a mãe da filhote com quem ele tentou interagir”.

    “Ela provavelmente sentiu que sua cria estava sendo incomodada e ficou irritada”, diz a nota.

    No entanto, no dia 6 de fevereiro, o zoológico garantiu que Punch já estava mais integrado e começando a criar laços com seus companheiros, compartilhando inclusive alguns vídeos do filhote de sete meses ao lado de outros macacos.

    Posteriormente, o zoológico afirmou que Punch estava fazendo progressos: “Com o passar dos dias, o número de macacos com os quais Punch interage tem aumentado”, surgindo novos vídeos onde o pequeno surge abraçado a um macaco – vídeo que pode ver acima.

    Felizes com a adaptação de Punch, o jardim zoológico registou um aumento do número de visitantes porque todos o querem conhecer. 

    Mas não fica por aqui, uma vez que há até grandes marcas que têm demonstrado apoio ao pequeno Punch. Aliás, o prefeito de Ichikawa, Ko Tanaka, compartilhou, na terça-feira passada, uma publicação junto da presidente e diretora de Sustentabilidade da IKEA Japão, onde afirma que estavam sendo doadas várias unidade do macaco de pelúcia, assim como outros brinquedos para Punch.

    Entretanto, na sexta-feira, o Jardim Zoológico voltou a reiterar que “nenhum macaco demonstrou agressividade contra Punch”, pedindo ao público para “apoiar os esforços dele em vez de sentirem pena”. 

    “Apesar de por vezes ser repreendido [por outros macacos], Punch tem demonstrado resiliência e força mental”, diz o comunicado.

    Após conquistar internet, Punch já tem amigos: "Resiliência"

  • Oito morrem após ônibus cair no lago mais fundo do mundo, na Sibéria

    Oito morrem após ônibus cair no lago mais fundo do mundo, na Sibéria

    Vítimas são seis turistas chineses -incluindo um adolescente de 14 anos, um morador da região e o motorista russo. Segundo Igor Kobzev, governador de Irkutsk, no sul da Rússia, apenas um passageiro foi resgatado vivo. Mergulhadores realizam buscas na área do acidente.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Ao menos oito pessoas morreram depois que um micro-ônibus com turistas chineses caiu no lago mais fundo do mundo, na Sibéria, nesta sexta-feira (20).

    Vítimas são seis turistas chineses -incluindo um adolescente de 14 anos, um morador da região e o motorista russo. Segundo Igor Kobzev, governador de Irkutsk, no sul da Rússia, apenas um passageiro foi resgatado vivo. Mergulhadores realizam buscas na área do acidente.

    Micro-ônibus trafegava sobre água congelada do Lago Baikal rumo ao Cabo Khoboy, destino turístico na fronteira com a Mongólia. Durante o trajeto na estrada improvisada, a camada de gelo sob o veículo se rompeu e ele afundou cerca de 18 metros.

    Passeio tinha guia não registrado, de acordo com a Associação de Operadores Turísticos da Rússia. Um inquérito criminal foi aberto pelas autoridades russas para apurar as circunstâncias do acidente.
    Motorista é acusado de usar rota considerada arriscada. Ele foi identificado como Nikolay Dorzheev, de 44 anos. A área onde o micro-ônibus trafegava quando ocorreu o acidente tinha fissuras recentes, que levaram à abertura de um buraco de cerca de três metros de largura, informaram as autoridades.

    LAGO É PATRIMÔNIO MUNDIAL DA UNESCO

    Considerado uma das maravilhas do mundo, o Baikal concentra cerca de 20% da água doce não congelada do planeta. Ele atinge aproximadamente 1.642 metros de profundidade na sua parte mais funda e tem água cristalina.

    Turismo chinês é comum na região. Para favorecer a atividade, no ano passado, os países anunciaram isenção mútua de visto.

    Oito morrem após ônibus cair no lago mais fundo do mundo, na Sibéria

  • EUA atacam embarcação no Pacífico e matam mais três pessoas

    EUA atacam embarcação no Pacífico e matam mais três pessoas

    Membros do Exército “executaram um ataque letal contra uma embarcação operada por organizações terroristas designadas”, termo usado por Washington para se referir a grupos do narcotráfico, diz trecho da publicação. “Três narcoterroristas homens morreram nessa ação.”

    CAMPINAS, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos afirmaram nesta sexta-feira (20) que realizaram mais um ataque a uma embarcação no Pacífico, matando três pessoas supostamente envolvidas com narcotráfico na região. A informação foi publicada pelas Comando Sul americano no X -antigo Twitter.

    Membros do Exército “executaram um ataque letal contra uma embarcação operada por organizações terroristas designadas”, termo usado por Washington para se referir a grupos do narcotráfico, diz trecho da publicação. “Três narcoterroristas homens morreram nessa ação.”

    Trata-se de mais uma das ações contra embarcações nos mares do Caribe, movimento iniciado em setembro do ano passado pelas forças americanas. Desde então, cerca de 150 pessoas foram mortas em mais de 40 ataques.

    Em uma recente operação, realizada na terça-feira (17), 11 pessoas foram mortas em bombardeios contra três lanchas.

    O governo de Donald Trump insiste que está em guerra contra supostos narcoterroristas que operam na América Latina, mas não apresentou provas conclusivas de que as embarcações estejam envolvidas no tráfico de drogas. A ação gerou um debate sobre a legalidade das operações.

    Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos afirmam que os ataques provavelmente constituem execuções extrajudiciais, já que aparentemente tiveram como alvos civis que não representam uma ameaça imediata aos EUA.

    Washington mobilizou uma enorme força naval no Caribe que, além de atrapalhar essas supostas rotas marítimas de contrabando, também ajudou a aplicar um bloqueio petrolífero contra a Venezuela e a capturar o ditador Nicolás Maduro, atualmente detido nos Estados Unidos.

    .

    EUA atacam embarcação no Pacífico e matam mais três pessoas

  • França em 'alerta' após desaparecimento de 3 menores; pais são suspeitos

    França em 'alerta' após desaparecimento de 3 menores; pais são suspeitos

    Três crianças, uma delas com apenas seis semanas, teriam sido sequestradas pelos pais depois de ter sido emitida uma ordem pelos serviços infantis para retirar os menores da família devido a faltas de condições, assim como pelo uso de drogas por parte dos progenitores. Até ao momento, ainda não foram localizadas.

    Um alerta Amber foi emitido no início da manhã deste sábado devido ao desaparecimento de três irmãos — um bebê prematuro, um bebê de 18 meses e uma criança de dois anos — em Épinay-sur-Seine, na França. Os principais suspeitos são os próprios pais.

    O alerta Amber, vale destacar, é um sistema nacional de emergência utilizado para divulgar informações urgentes sobre o sequestro ou desaparecimento de crianças em risco iminente de morte ou de sofrer ferimentos graves.

    “Dalia, uma menina de seis semanas, foi sequestrada no dia 19 de fevereiro de 2026, em Épinay-sur-Seine. O irmão e a irmã, Nael, de 18 meses, e Éline, de dois anos, foram sequestrados ao mesmo tempo”, informou um comunicado do Ministério da Justiça francês, divulgado às 5h45 no horário local (4h45 em Lisboa), citado pelo jornal Le Figaro.

    Os suspeitos do sequestro são os pais das crianças, segundo a mesma nota, que descreve ambos: “Abdelkader Benanderrahmane, 24 anos, 1,70m, magro, cabelo e olhos castanhos e um possível arranhão na região do rosto. Chaina Hattab, 20 anos, entre 1,62m e 1,65m, magra, cabelo e olhos castanhos. É provável que tentem deixar o país”.

    O que se sabe?

    As três crianças foram retiradas dos pais após uma ordem provisória emitida na quarta-feira pelos Serviços de Proteção à Infância, depois de um relatório hospitalar indicar que a família vivia em “moradia precária”, havia “uso de drogas por parte dos pais e negligência das necessidades básicas dos menores”.

    Cabe destacar ainda que Dalia, a bebê de seis semanas, sofre de um problema cardíaco que, “sem os cuidados adequados, pode se agravar em 48 horas”.

    Também se sabe que, no dia em que os serviços de proteção foram buscar as crianças, os pais teriam resistido e fugido com os três menores.

    As autoridades abriram uma investigação por “sequestro de menor de 15 anos por grupo organizado” e tentam localizar as três crianças, mas, até o momento, sem sucesso. Caso a população veja os menores, a orientação é que “não tentem resolver a situação por conta própria” e que entrem em contato imediatamente com a polícia.

    França em 'alerta' após desaparecimento de 3 menores; pais são suspeitos

  • Força aérea dos EUA intercepta cinco aeronaves russas perto do Alasca

    Força aérea dos EUA intercepta cinco aeronaves russas perto do Alasca

    A força aérea dos Estados Unidos (EUA) enviou caças militares para interceptar cinco aeronaves russas que sobrevoavam o espaço aéreo internacional na costa oeste do Alasca, mas garantiu que não foram vistas como uma provocação.

    Na sexta-feira, o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD, na sigla em inglês) informou que detectou e monitorou dois caças russos Tu-95, dois Su-35 e um A-50 operando perto do Estreito de Bering na quinta-feira.

    Em resposta, o NORAD acionou dois caças F-16, dois F-35, um E-3 e quatro aviões-tanque KC-135 para interceptar, identificar e escoltar as aeronaves russas até que deixassem a área, de acordo com um comunicado.

    “As aeronaves militares russas permaneceram no espaço aéreo internacional e não entraram no espaço aéreo soberano dos Estados Unidos ou do Canadá”, destacou o NORAD.

    O comunicado também afirmou que esse tipo de atividade “ocorre regularmente e não é considerado uma ameaça”.

    As aeronaves russas estavam operando em uma área próxima ao Estreito de Bering, uma estreita faixa de água com cerca de 80 quilômetros de largura que separa os oceanos Pacífico e Ártico, chamada Zona de Identificação de Defesa Aérea do Alasca.

    Essas zonas começam onde termina o espaço aéreo soberano. Embora seja espaço aéreo internacional, todas as aeronaves são obrigadas a se identificar ao entrar nessas áreas, por motivos de segurança nacional, informou o NORAD.

    O comando utilizou satélites, radares terrestres e aéreos e aeronaves para detectar e acompanhar os aviões russos.

    As operações do NORAD no estado do Alasca têm como base a Base Conjunta Elmendorf-Richardson, em Anchorage.

    Força aérea dos EUA intercepta cinco aeronaves russas perto do Alasca

  • 'Vou te matar', diz advogado a coconspirador de Epstein em julgamento

    'Vou te matar', diz advogado a coconspirador de Epstein em julgamento

    Bilionário Les Wexner é identificado como ‘coconspirador’ de Jeffrey Epstein pelo FBI e depôs perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados dos EUA sobre seus vínculos com o criminoso sexual

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O depoimento do bilionário e ex-CEO da Victoria’s Secret, Leslie Wexner, 88, no Congresso dos Estados Unidos, sobre o escândalo sexual de Jeffrey Epstein, ficou marcado por uma advertência ruidosa de seu advogado.

    Leslie depôs ontem por cerca de quatro horas no Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados dos EUA. O bilionário foi questionado sobre a relação de proximidade que manteve com Epstein ao longo de duas décadas.
    Em determinado momento, uma advertência do advogado de Leslie vazou no microfone e chamou a atenção pelo teor: “Eu vou te matar se você responder outra pergunta com mais de cinco palavras”, disse Michael Levy próximo ao ouvido de Leslie.

    Wexner reagiu com sorriso à advertência do advogado e respondeu apenas com “ok”. Após esse momento, o bilionário continuou a responder os questionamentos feitos pelo Comitê. A “bronca” do defensor repercutiu na imprensa internacional.

    Leslie foi chamado para depor por aparecer como “coconspirador” de Epstein em um documento feito pelo FBI em 2019. O fato de ser citado no documento não significa que ele cometeu crimes, mas os congressistas americanos têm investigado todos aqueles citados em documentos do caso do criminoso sexual.

    Durante o depoimento, Leslie admitiu que era próximo de Epstein e que visitou a ilha do criminoso sexual uma única vez. O ex-CEO da Victoria’s Secret, porém, negou ter conhecimento das práticas criminosas de Epstein e garantiu que não “testemunhou, tolerou ou acobertou” qualquer conduta ilícita do então amigo.

    Bilionário afirmou que rompeu laços definitivos com Jeffrey e o acusou de roubo. “Rompi relações com Epstein de forma completa e irrevogável há quase 20 anos, quando descobri que ele era um abusador, um criminoso e um mentiroso. Nunca participei, nem fui cúmplice, de nenhuma das atividades ilegais de Epstein”.

    Ele também admitiu que escreveu uma mensagem com par de seios para Epstein, mas disse se arrepender. “Infelizmente, eu a escrevi”, disse ele, que alegou tratar de uma felicitação pelo aniversário de Jeffrey.

    Jeffrey Epstein foi gestor financeiro pessoal de Wexner. Depois de pelo menos duas décadas de parceria, o bilionário rompeu com Jeffrey após acusá-lo de usar seu dinheiro para comprar propriedades. Em seu depoimento, ele afirma ter sido enganado por Epstein, a quem chamou de “vigarista”.

    'Vou te matar', diz advogado a coconspirador de Epstein em julgamento

  • Trump anuncia tarifa global de 10% para contornar IEEPA após decisão da Suprema Corte

    Trump anuncia tarifa global de 10% para contornar IEEPA após decisão da Suprema Corte

    O Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou, esta sexta-feira (20), a maioria das tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, a nível global, por considerar que o chefe de Estado excedeu a sua autoridade

    O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 20, que assinará ainda nesta mesma data um decreto impondo uma tarifa global de 10% com base na Seção 122 da Lei de Comércio, horas após a Suprema Corte derrubar as tarifas adotadas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). \”A decisão da Suprema Corte é profundamente decepcionante\”, afirmou Trump, em coletiva convocada após o veredicto. “Tenho vergonha de certos membros da Suprema Corte”, disse, ao mesmo tempo em que parabenizou os juízes dissidentes que votaram a favor das tarifas – entre eles Brett Kavanaugh.

    Trump afirmou que a nova tarifa global de 10%, com base na Seção 122, será aplicada “além das tarifas normais já cobradas”, o que indica caráter cumulativo e não substitutivo em relação às tarifas já em vigor.

    Por 6 votos a 3, a Corte concluiu que a IEEPA não autoriza o presidente a impor tarifas, ressaltando que a Constituição atribui ao Congresso o poder de instituir e arrecadar tributos. O presidente da Corte, John Roberts, destacou no voto majoritário que os termos da lei de 1977 não conferem autorização clara para tarifas amplas, de valor e duração ilimitados.

    Trump reagiu com ataques diretos ao tribunal, dizendo que a Corte foi “influenciada por interesses estrangeiros”, age como “tola e subserviente” e que “países estrangeiros estão dançando nas ruas após a decisão, mas não por muito tempo”.

    Segundo ele, o caso das tarifas era “um símbolo da segurança econômica nacional” e as medidas “nos proporcionaram grande segurança nacional”.

    O presidente dos EUA afirmou que as tarifas ligadas ao fentanil permanecem e que todas as tarifas aplicadas sob as Seções 232 e 301 continuam em vigor. Ele também anunciou a abertura de novas investigações com base na Seção 301.

    Trump sustentou que a decisão “não anulou tarifas, apenas anulou um de seus formatos de aplicação” e que a Suprema Corte “consolidou” seus poderes tarifários ao indicar outros caminhos legais. “Agora estou indo em uma direção diferente. Provavelmente a direção que eu deveria ter ido desde o início. Uma direção mais forte”, declarou, acrescentando que poderá “cobrar muito mais do que cobrava antes” sob dispositivos como as Seções 122, 201, 301, 232 e 338.

    As Seções 122, 201 e 301 integram a Lei de Comércio de 1974 e oferecem diferentes instrumentos tarifários ao Executivo: a Seção 122 permite impor tarifas de até 15% por até 150 dias para enfrentar desequilíbrios no balanço de pagamentos, sem investigação prévia. A Seção 201 autoriza salvaguardas temporárias – como tarifas ou cotas -, e a Seção 301 permite retaliar práticas comerciais consideradas desleais por outros países, após investigação do USTR, sendo amplamente usada contra a China.

    Já a Seção 232, da Lei de Expansão Comercial de 1962, possibilita tarifas por razões de segurança nacional, com base em investigação do Departamento de Comércio, enquanto a Seção 338, da Lei Tarifária de 1930, autoriza tarifas de até 50% contra países que discriminem produtos dos EUA – dispositivo antigo e nunca aplicado, mas ainda formalmente disponível.

    Trump anuncia tarifa global de 10% para contornar IEEPA após decisão da Suprema Corte

  • Trump diz que é 'uma desgraça' a decisão da Suprema Corte de barrar suas tarifas

    Trump diz que é 'uma desgraça' a decisão da Suprema Corte de barrar suas tarifas

    O Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou, esta sexta-feira (20), a maioria das tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, a nível global, por considerar que o chefe de Estado excedeu a sua autoridade

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que é “uma desgraça” a decisão da Suprema Corte do país de derrubar as tarifas de importação impostas pelo republicano.

    Segundo apuração do jornal The New York Times feita com duas pessoas próximas ao governo, a declaração de Trump foi dada em um encontro com governadores nesta sexta-feira (20).

    A Suprema Corte definiu por 6 votos a 3 que o uso de uma lei de 1977 para justificar a cobrança de taxas de outros países é irregular, pois o presidente não pode impor tarifas amplas sem autorização explícita do Congresso.

    Presidente da Suprema Corte, John Roberts, afirmou que o presidente deve “‘apontar uma autorização clara do Congresso’ para justificar sua extraordinária afirmação desse poder.”

    Trump se apoiou na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional) para a condução das tarifas. Para Roberts, o órgão “autoriza o presidente a investigar, bloquear durante a pendência de uma investigação, regular, dirigir e obrigar, anular, invalidade, prevenir ou proibir importação ou exportação” e aponta que, nesta lista, não há menção a tarifas ou impostos.

    “Se o Congresso tivesse a intenção de conceder o poder distinto e extraordinário de impor tarifas, teria feito isso expressamente, como tem feito de forma consistente em outras leis tarifárias”, disse Roberts.

    A medida impacta a maioria, mas não todas as tarifas impostas pelo presidente. Entre as exceções estão as tarifas que foram implementadas sob a Seção 232, que se refere a uma disposição da Lei de Expansão Comercial dos EUA que permite a imposição de tarifas quando a segurança nacional é considerada em risco. Entre os produtos, estão aço, alumínio, madeira e o setor automotivo.

    A derrota representa um duro golpe econômico e político a uma das iniciativas mais emblemáticas do segundo mandato de Trump. Além de perder capital político, os EUA podem ser obrigados a devolver mais de US$ 175 bilhões (R$ 912 bilhões) de arrecadações tarifárias, segundo um cálculo realizado por economistas do Penn-Wharton Budget Model a pedido da Reuters.

    O Brasil, que chegou a ser taxado em 50% antes de ter parte das tarifas reduzidas no fim do ano passado, aguarda com expectativa o fim das sobretaxas. A previsão era que oassunto estaria na pauta do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump -reunião prevista para março, mas ainda sem data definida.

    Em fevereiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin expressou otimismo com a relação bilateral. “A expectativa é positiva e mais focada na relação Brasil-Estados Unidos. Já melhorou. Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os Estados Unidos agravada com 10%, mais 40% -tarifaço de 50%. Hoje está em 22%. Já caiu bem. Mas a ideia é zerar. Não há razão para ter um tarifaço”, disse.

    Parte da produção brasileira ainda é impactada pela cobrança adicional de sobretaxa de 40%, que foi determinada por Trump em junho do ano passado. Na ocasião, o mandatário dos EUA isentou 700 itens como as peças de aviação. Cinco meses depois, Trump retirou a tarifa de 40% sobre mais de 200 produtos, mas a maioria era agrícola ou da pecuária. A cobrança dos 40% segue para 22% das exportações brasileiras, de acordo com Alckimin.

    Os reembolsos de US$ 175 bilhões excederiam os gastos combinados do Departamento de Transportes, de US$ 127,6 bilhões, e do Departamento de Justiça, de US$ 44,9 bilhões, no ano fiscal de 2025.

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já afirmou que o governo deve recorrer da decisão da Corte, mas também adiantou que a gestão pode cobrir quaisquer reembolsos de tarifas.

    Apesar das taxas, a economia norte-americana não conseguiu o impulso tão propagado por Trump. O déficit comercial em 2025 reduziu apenas 0,2%, para US$ 901,5 bilhões (R$ 4,72 trilhões), mesmo com as cobranças a produtos importados. Se for levado em consideração apenas a negociação de bens de consumo, o déficit bateu recorde, atingindo US$ 1,24 trilhão (R$ 6,49 trilhões), segundo dados divulgados pelo governo nessa quinta-feira (19).

    O emprego nas fábricas diminuiu em 83 mil postos de trabalho de janeiro de 2025 a janeiro de 2026, o custo de vida do norte-americano aumentou, levando inclusive os restaurantes a reduzirem as porções para atrair o público, e a inflação fechou 2025 em 2,9%.

    Em novembro, Trump anunciou que pagaria US$ 2.000 a cada americano em virtude da cobrança de tarifas, mas até o momento a medida não foi aprovada.

    Trump diz que é 'uma desgraça' a decisão da Suprema Corte de barrar suas tarifas

  • Trump anuncia que vai divulgar arquivos sobre extraterrestres

    Trump anuncia que vai divulgar arquivos sobre extraterrestres

    Anúncio ocorre após polêmica envolvendo declarações de Barack Obama sobre extraterrestres. Casa Branca não detalhou quais documentos poderão ser divulgados, enquanto Pentágono afirma que relatórios recentes não encontraram evidências de vida alienígena

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende ordenar ao Pentágono e a outras agências federais a abertura de documentos relacionados à vida extraterrestre. A decisão foi divulgada após uma nova polêmica envolvendo declarações do ex-presidente Barack Obama sobre o tema.

    “Diante do enorme interesse demonstrado, darei ordens ao Secretário da Guerra e a outros departamentos e agências relevantes para iniciar o processo de identificação e divulgação de arquivos governamentais relacionados à vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAP) e objetos voadores não identificados (OVNIs), bem como qualquer outra informação ligada a esses assuntos altamente complexos, mas extremamente interessantes e importantes”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

    Segundo a CNN, ainda não está claro que tipo de material poderá ser tornado público nem quando isso ocorrerá. Nos últimos anos, o Departamento de Defesa tem conduzido investigações por meio do Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios, responsável por catalogar e analisar relatos de objetos voadores não identificados. Em relatório divulgado em 2024, o órgão afirmou não ter encontrado evidências de vida extraterrestre.

    A iniciativa de Trump ocorre após críticas a Obama, que em um podcast sugeriu, em tom descontraído, que extraterrestres poderiam existir. “Ele divulgou informações confidenciais, não deveria ter feito isso”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One. “Não sei se são reais ou não, mas ele cometeu um grande erro”, acrescentou.

    O que disse Obama

    No fim de semana anterior, ao participar de um podcast, Obama respondeu a uma pergunta sobre extraterrestres dizendo: “Eles são reais, mas eu não os vi”. Em seguida, afirmou que, até onde sabia, não existem instalações subterrâneas destinadas a esconder seres de outro planeta, como sustentam teorias conspiratórias.

    Após a repercussão nas redes sociais, o ex-presidente publicou mensagem no Instagram para esclarecer que o comentário foi feito em tom leve. “Estatisticamente, o universo é tão vasto que as chances de existir vida em outros lugares são altas”, escreveu.

    A origem das teorias sobre a Área 51

    Grande parte das especulações sobre vida extraterrestre nos Estados Unidos gira em torno da Area 51, instalação militar da Força Aérea localizada em Groom Lake, no estado de Nevada. O complexo é restrito ao público e opera sob rígido esquema de segurança.

    De acordo com a Enciclopédia Britânica, funcionários da base chegam ao local por meio de voos autorizados a partir de um terminal reservado no aeroporto de Las Vegas. Imagens de satélite da instalação foram censuradas até 2018, aumentando o mistério em torno do local.

    As teorias ganharam força em 1989, quando Robert Lazar afirmou ter trabalhado na base com tecnologia extraterrestre. Ele declarou ao jornalista George Knapp ter visto fotos de autópsias de alienígenas e alegou que o governo analisava naves recuperadas. Embora suas afirmações tenham sido desmentidas, elas alimentaram décadas de especulações.

    Segundo a CIA, muitos relatos de OVNIs na região estariam ligados a testes de aeronaves militares, como o U-2. “Não há evidências de contato extraterrestre na Área 51 ou em qualquer outro lugar”, afirma a agência.

    Trump anuncia que vai divulgar arquivos sobre extraterrestres