Categoria: MUNDO

  • Planeta perdeu mais de 41 milhões de hectares de florestas em 10 anos

    Planeta perdeu mais de 41 milhões de hectares de florestas em 10 anos

    Relatório da ONU aponta avanço do desmatamento entre 2015 e 2025, com maiores perdas registradas na América do Sul e na África. Documento também alerta para destruição de florestas primárias e falta de recursos para preservação ambiental

    A área florestal do planeta encolheu mais de 41 milhões de hectares entre 2015 e 2025, o equivalente a cerca de 1% da cobertura mundial de florestas. Os dados fazem parte do Relatório sobre os Objetivos Florestais Globais 2026, divulgado nesta terça-feira durante o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, realizado em Nova York.

    Segundo o documento, América do Sul e África registraram as maiores perdas no período, com reduções de 4,61% e 4,28%, respectivamente.

    O ritmo médio de destruição florestal na última década foi de 4,12 milhões de hectares por ano, acima da média registrada entre 2000 e 2015, quando a perda anual era de 3,68 milhões de hectares. Ainda assim, o número segue abaixo do registrado ao longo do século XX, quando o planeta chegou a perder cerca de 10,7 milhões de hectares de floresta por ano.

    O relatório destaca ainda a destruição de aproximadamente 16 milhões de hectares de florestas primárias nos últimos dez anos. Esse tipo de floresta é considerado essencial para a biodiversidade por apresentar pouca ou nenhuma interferência humana.

    O documento avalia o cumprimento dos seis Objetivos Globais para as Florestas e das 26 metas estabelecidas pela ONU no Plano Estratégico para Florestas 2017-2030.

    Segundo a avaliação, sete metas já foram alcançadas, 17 avançaram parcialmente e duas estão claramente atrasadas: o aumento da área florestal mundial em 3% e a erradicação da pobreza extrema entre populações que dependem diretamente das florestas para sobreviver, especialmente na África Subsaariana.

    O relatório foi elaborado com base em informações enviadas voluntariamente por 48 países e em dados de organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

    Entre os avanços considerados positivos estão o aumento das áreas protegidas, melhorias na gestão florestal sustentável e maior cooperação internacional.

    Atualmente, quase 20% das áreas florestais do mundo estão protegidas. Apesar disso, o ritmo de expansão caiu. Entre 2000 e 2015, a média de crescimento das áreas protegidas era de 10 milhões de hectares por ano. Entre 2015 e 2025, esse número caiu para 4 milhões de hectares anuais.

    A ONU também alerta para “desafios persistentes”, como a degradação contínua das florestas, os impactos das mudanças climáticas e a falta de financiamento adequado para políticas ambientais.

    Segundo o relatório, o financiamento global destinado à gestão florestal sustentável alcançou cerca de 84 bilhões de dólares em 2023, muito abaixo dos 300 bilhões de dólares anuais considerados necessários até 2030.

    Cerca de 90% dos recursos atuais vêm de fundos públicos nacionais, enquanto menos de 4% têm origem em ajuda internacional ao desenvolvimento. A participação do setor privado ainda é considerada pequena.

    Entre as prioridades apontadas pelo Fórum das Nações Unidas estão interromper o desmatamento, recuperar áreas degradadas, ampliar o acesso de comunidades florestais a mercados e capacitação técnica, além de aumentar os investimentos em gestão sustentável.

    O relatório também recomenda reforço no combate à extração ilegal de madeira e ao comércio clandestino ligado à atividade.

    Entre os exemplos positivos citados pela ONU está o Brasil, que ampliou áreas de manejo sustentável de longo prazo. Segundo o documento, isso permitiu a produção de mais de 2,15 milhões de metros cúbicos de madeira com rastreabilidade e origem certificada.

    Outro destaque foi a China, que criou em 2021 seus cinco primeiros parques nacionais, abrangendo uma área total de 230 mil quilômetros quadrados.

    Atualmente, as florestas cobrem cerca de 32% da superfície terrestre, somando aproximadamente 4,14 bilhões de hectares.

    Cinco países concentram mais da metade das florestas do planeta: Rússia (20%), Brasil (12%), Canadá (9%), Estados Unidos (7%) e China (5%).

    Segundo a ONU, as florestas armazenam cerca de 172 toneladas de carbono por hectare e abrigam 80% das espécies de anfíbios do mundo, 75% das aves e 68% dos mamíferos.
     
     

     

    Planeta perdeu mais de 41 milhões de hectares de florestas em 10 anos

  • Menino de 2 anos cai de varanda e é salvo por vizinhos na Colômbia; vídeo

    Menino de 2 anos cai de varanda e é salvo por vizinhos na Colômbia; vídeo

    Criança despencou de apartamento em Bogotá após ficar pendurada na sacada por vários segundos. Vizinhos correram para tentar amortecer a queda e, segundo a família, o menino sofreu apenas ferimentos leves

    O bairro La Gaitana, em Bogotá, na Colômbia, foi cenário de um resgate impressionante no último dia 7 de maio. Um menino de apenas 2 anos sobreviveu após cair da varanda de um apartamento localizado no quarto andar de um prédio residencial.

    O momento foi registrado em vídeo e rapidamente repercutiu nas redes sociais e na imprensa local. As imagens mostram a criança pendurada na sacada enquanto tenta se equilibrar antes de perder as forças e cair.

    Ao perceberem a situação, moradores da região correram para tentar salvar o menino. Alguns vizinhos estenderam casacos e também usaram os próprios braços para amortecer a queda da criança.

    Segundo os pais, o menino sofreu apenas ferimentos leves graças à ação rápida dos moradores e foi levado ao hospital sem risco de morte.

    Apesar do desfecho positivo, o caso gerou indignação entre moradores da comunidade, e os pais da criança passaram a ser alvo de críticas após o acidente.

    Em entrevistas à imprensa colombiana, a mãe contou que estava sozinha em casa com o filho e havia ido ao banheiro quando o menino saiu sem que ela percebesse.

    Já o pai teria deixado o apartamento por alguns minutos para comprar cigarros junto com outro filho. Ao retornar, encontrou uma grande movimentação em frente ao prédio.

    O comandante da Polícia Metropolitana de Bogotá, Javier Cardenas, confirmou o caso e afirmou que “uma criança de dois anos caiu do terceiro andar de um prédio depois de ficar vários segundos pendurada em uma varanda”.

    Mais tarde, o pai declarou que o filho “não sofreu nenhuma fratura e está em boas condições”.

    Os serviços sociais da Colômbia abriram uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente.

    Confira no vídeo acima o momento do salvamento. Alertamos, contudo, que as imagens poderão ferir a suscetibilidade do leitor.

     

    Menino de 2 anos cai de varanda e é salvo por vizinhos na Colômbia; vídeo

  • Mais de 70 deputados pedem saída de Keir Starmer após crise

    Mais de 70 deputados pedem saída de Keir Starmer após crise

    Pressionado por derrotas eleitorais, primeiro-ministro britânico sofreu novo abalo após a demissão da ministra Miatta Fahnbulleh, que também defendeu publicamente uma transição no comando do Partido Trabalhista e do governo do Reino Unido.

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfrenta uma crescente pressão dentro do Partido Trabalhista após a derrota da legenda nas eleições locais e regionais realizadas no último dia 7 de maio. Mais de 70 deputados trabalhistas passaram a defender publicamente a saída do premiê, enquanto integrantes do próprio governo também pressionam por uma transição no comando do partido.

    A crise se agravou nesta terça-feira (12), após a ministra da Fé e das Comunidades, Miatta Fahnbulleh, anunciar sua demissão e pedir publicamente que Starmer deixe o cargo.

    Em publicação nas redes sociais, a agora ex-ministra informou que enviou sua carta de renúncia ao primeiro-ministro e defendeu a criação de um cronograma para uma transição organizada de poder.

    “Peço ao primeiro-ministro que faça o que é certo para o país e para o partido e estabeleça um calendário para uma transição ordenada”, escreveu.

    Na carta divulgada por Fahnbulleh, ela afirmou que o governo perdeu a confiança da população e disse não acreditar mais que Starmer seja capaz de liderar as mudanças exigidas pelo país.

    “O nosso país enfrenta desafios enormes e as pessoas pedem mudanças à altura desses problemas. O público não acredita que o senhor seja capaz de liderar essa mudança  e eu também não”, afirmou.

     
     This morning I sent my letter of resignation to the Prime Minister.
    I urge the Prime Minister to do the right thing for the country and the Party and set a timetable for an orderly transition. pic.twitter.com/u5UArjv7uR

    Apesar da pressão crescente, Starmer reforçou nesta terça-feira que pretende permanecer no cargo.

    “O país espera que continuemos governando. É isso que estou fazendo e é isso que devemos fazer enquanto governo”, declarou durante reunião semanal do conselho de ministros.

    O premiê reconheceu responsabilidade pelo mau desempenho eleitoral do Partido Trabalhista, mas afirmou que os últimos dias foram “desestabilizadores” para o governo e alertou para impactos econômicos causados pela crise política.

    Segundo o jornal The Times, integrantes importantes do gabinete também passaram a defender que Starmer discuta uma data para deixar o cargo. Entre os nomes citados estão a ministra do Interior, Shabana Mahmood, além de outros ministros.

    De acordo com o The Guardian, a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, também teria sugerido uma transição organizada de poder. Já a ITV News informou que David Lammy, vice de Starmer, estaria pressionando o premiê a definir um cronograma de saída.

    Além disso, quatro assessores ministeriais deixaram seus cargos nos últimos dias por considerarem que Starmer não é o nome ideal para liderar o Partido Trabalhista nas eleições gerais previstas para 2029.

    Mesmo diante da crise interna, o primeiro-ministro já anunciou novas nomeações para substituir parte dos integrantes que deixaram o governo.

     

    Mais de 70 deputados pedem saída de Keir Starmer após crise

  • Menina de 5 anos sobrevive após passar 30 horas ao lado dos pais mortos

    Menina de 5 anos sobrevive após passar 30 horas ao lado dos pais mortos

    Criança foi encontrada com vida dentro de carro que caiu em uma ribanceira no Colorado, nos Estados Unidos. Segundo a polícia, ela permaneceu no veículo ao lado dos corpos dos pais até ser resgatada por equipes de emergência

    Uma menina de 5 anos foi a única sobrevivente de um grave acidente de carro ocorrido no dia 1º de maio, no estado do Colorado, nos Estados Unidos. Após a tragédia, a criança permaneceu por cerca de 30 horas ao lado dos corpos dos pais dentro do veículo até ser resgatada.

    Kayce Griffin viajava em uma caminhonete Chevrolet S10 com o pai, Devante Griffin, de 25 anos, e a mãe, Klariza Tarango, de 24, quando o veículo saiu da pista e despencou por uma ribanceira.

    Segundo a polícia do Colorado, o carro ficou em uma área de difícil visualização para motoristas que passavam pela rodovia, o que fez com que o acidente demorasse a ser percebido.

    As autoridades informaram que o acidente aconteceu por volta das 6h30 da manhã e não envolveu outros veículos. Nenhum dos ocupantes utilizava cinto de segurança.

    A polícia acredita que a menina permaneceu dentro da caminhonete durante todo o tempo por se sentir mais segura ao lado dos pais.

    “Ficamos impressionados com a capacidade de resistência das crianças”, afirmaram as autoridades locais ao comentarem o caso.

    Quando as equipes de resgate chegaram ao local, Kayce conseguiu sair do veículo e caminhar em direção aos socorristas. A menina sofreu apenas ferimentos leves e foi levada para um hospital da região. Ela recebeu alta no mesmo dia e agora está sob os cuidados dos avós.

    Segundo o chefe da polícia responsável pela investigação, a criança “teve muita sorte” de sobreviver ao acidente.

    As autoridades divulgaram o caso também como um alerta sobre a importância do uso de cadeirinhas infantis e equipamentos de segurança adequados para crianças durante viagens de carro.

    As circunstâncias do acidente ainda estão sendo investigadas. A polícia confirmou que o pai da menina dirigia o veículo no momento da queda.

    Até o momento, os investigadores afirmam que não há indícios de que excesso de velocidade ou consumo de álcool tenham contribuído para o acidente. A expectativa das autoridades é que nenhuma acusação criminal seja apresentada no caso.
     
     

     

    Menina de 5 anos sobrevive após passar 30 horas ao lado dos pais mortos

  • União Europeia impõe sanções contra colonos israelenses na Cisjordânia

    União Europeia impõe sanções contra colonos israelenses na Cisjordânia

    Premiê Binyamin Netanyahu chama medida de ‘falência moral’ e diz que bloco europeu cria falsa simetria. Assentamentos são ilegais para a comunidade internacional, que reconhece o território como sendo palestino

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A União Europeia anunciou nesta segunda-feira (11) que vai aplicar sanções contra colonos israelenses na Cisjordânia, uma medida que acaba com impasse sobre o assunto no bloco.

    Ações do tipo eram bloqueadas havia meses pelo governo do húngaro Viktor Orbán, aliado do governo de Binyamin Netanyahu e derrotado em eleições por Péter Magyar, que tomou posse no sábado (9) com promessas de reaproximação de seu país com a Europa.

    “Era hora de superarmos o impasse e agirmos. Extremismos e violência têm consequência”, afirmou a estoniana Kaja Kallas, chefe da diplomacia do bloco europeu, em publicação no X na qual também disse que a medida atinge figuras proeminentes do Hamas. Não há, por enquanto, detalhes sobre os indíviduos alvo das sanções.

    O governo israelense reagiu ao anúncio com críticas duras à UE. “Enquanto Israel e os EUA estão ‘fazendo o trabalho sujo da Europa’ ao lutar pela civilização contra lunáticos jihadistas no Irã e em outros lugaers, a União Europeia expõe sua falência moral ao estabelecer uma falsa simetria entre cidadãos israelenses e terroristas do Hamas”, publicou a conta do gabinete de Netanyahu no X.

    A referência do premiê foi à declaração do primeiro-ministro da Alemanh,a Friedrich Merz, em junho do ano passado, que afirmou que o Estado judeu estava “fazendo o serviço sujo por todos nós” ao atacar o Irã, no que ficou conhecido como guerra dos 12 dias em Israel.

    A mensagem de Tel Aviv carrega ainda um dos principais debates e polêmicas relativas à Cisjordânia: a ocupação do Estado de Israel do território palestino, assim reconhecido pela maioria da comunidade internacional, inclusive o Brasil.

    “Políticos europeus são coagidos por seus eleitores radicais, mas sancionar judeus por viverem na Judeia e na Samária é inaceitável. Judeia é de onde vêm os judeus, e Israel vai sempre proteger os direitos dos judeus de viverem no coração de nossa pátria ancestral”, afirma a publicação.

    Judeia e Samária são os termos oficiais de divisão administrativa usados por Israel para se referir à Cisjordânia. Esse território palestino, assim delimitado pelo plano de partilha da área desenhado pela ONU em 1947, foi ocupado pela atual Jordânia até 1967, quando Israel toma controle do território durante a Guerra dos Seis Dias.

    Em 1993, os Acordos de Oslo criaram três áreas dentro da Cisjordânia: uma (a menor) sob controle da Autoridade Nacional Palestina, outra sob controle partilhado, e uma terceira, maior, sob controle de Israel.

    É nesta terceira onde se concentra a maioria dos assentamentos judeus que, sob a ótica do direito internacional e, em alguns casos, até mesmo sob a legislação israelense, são ilegais -Israel aprova novos assentamentos, e locais sem aprovação estão, em tese, fora da lei.

    Isso não impede, contudo, que colonos ocupem terras palestinas a despeito de possuírem autorização, e muitos deles agem com violência contra moradores palestinos, o que não é coibido nem pelo Exército nem pela polícia israelense, ambos atuantes no território a despeito de serem forças ocupantes, o que resulta com frequência em mortes e em um clima perene de medo e insegurança na região.

    Na prática, a política israelense, em particular sob a coalizão de direita radical que sustenta Netanyahu no poder e após a guerra na Faixa de Gaza, incentiva novas ocupações.

    “A iniciativa dos assentamentos não será dissuadida. Continuarem a construir, a plantar, a defender e a colonizar por toda a terra de Israel”, afirmou o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, após o anúncio europeu, chamando o bloco de “união antissemita”.

    O que Ben-Gvir chama de terra de Israel é motivo de debate no país, e em sua concepção maximalista defendida pelo campo político do ministro radical, inclui território muito além da Cisjordânia, estendendo-se do Egito ao Iraque e do Líbano a partes da Arábia Saudita.

    Um dos instrumentos utilizados pelo Estado de Israel para ampliar recentemente os assentamentos é a declaração de que terras da Cisjordânia fazem parte do Estado de Israel, o que permite que elas sejam destinadas a novos assentamentos. Tel Aviv acelerou esse mecanismo após o início do conflito com o Hamas em Gaza, declarando como tal em 2024 uma área maior do que em 23 anos anteriores.

    No terreno, o clima de tensão se traduz em violência perene e incerteza. No início de março, por exemplo, segundo a organização israelense de direitos humanos B’Tselem, colonos que invadiram a propriedade de uma família palestina ao sul de Hebron atiraram com um rifle em dois homens, um dos quais morreu no hospital. Uma semana depois, em Nablus, mais ao norte, outro grupo atacou uma vila , ferindo ao menos três e matando um palestino.

    Segundo o escritório da ONU para assuntos humanitários (Ocha), de janeiro de 2025 até o fim de março de 2026, 273 palestinos foram mortos na Cisjordânia como resultado do conflito com colonos ou com forças de segurança israelenses; 62 desses palestinos eram crianças, de acordo com a ONU, enquanto o número de mortos do lado israelense no mesmo período foi de 17, incluindo 1 criança e 6 membros de forças de segurança.

    União Europeia impõe sanções contra colonos israelenses na Cisjordânia

  • Espanhol que estava em cruzeiro tem diagnóstico positivo para hantavírus

    Espanhol que estava em cruzeiro tem diagnóstico positivo para hantavírus

    Passageiro não apresenta sintomas e está em boas condições, segundo o Ministério da Saúde da Espanha. Outros 13 cidadãos espanhóis que estavam em quarentena tiveram resultados negativos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O teste de um espanhol que está em quarentena em Madri após ser retirado do navio de cruzeiro MV Hondius apresentou resultado positivo para hantavírus, informou o Ministério da Saúde do país nesta segunda-feira (11).

    Segundo o governo da Espanha, o paciente não apresentava sintomas e estava em boas condições de saúde. Exames adicionais, contudo, ainda seriam realizados, acrescentou a pasta. Testes de outros 13 espanhóis que já estavam em quarentena no mesmo hospital militar deram negativo para o vírus.

    Com a confirmação do diagnóstico do espanhol, subiu para sete o número de casos confirmados de hantavírus entre os passageiros do navio. Três pessoas morreram.

    No domingo (10), o Departamento de Saúde dos Estados Unidos informou que o teste de um dos 17 americanos que estavam no navio também deu positivo para o vírus.

    Os ocupantes do cruzeiro MV Hondius começaram a deixar a embarcação no domingo. O desembarque teve início horas depois de sua chegada ao porto de Granadilla de Abona, na ilha espanhola de Tenerife.

    Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Monica Garcia, a retirada de todos os passageiros terminou nesta segunda. “Concluímos a operação com sucesso. Entre ontem e hoje, retiramos 125 passageiros e tripulantes de 23 países. Eles já estão em seus países ou estão sendo levados”, disse.

    O governo espanhol afirma que a operação de desembarque ocorreu com “todas as garantias de saúde pública” e que não foram detectados roedores a bordo da embarcação.

    Em relatório, o Ministério da Saúde do país destacou que mais de 500 cruzeiros saem da Argentina e do Chile, onde o hantavírus é endêmico, e chegam todos os anos à Europa sem que surtos tenham sido registrados no continente, classificando como “remota” a possibilidade de um surto relacionado ao MV Hondius.

    De acordo com a ministra, 94 pessoas foram retiradas no domingo e transportadas em oito voos. Nesta segunda, outros dois voos partiram em direção à Holanda: um deles com 21 tripulantes e dois médicos da OMS (Organização Mundial da Saúde) e outro com seis pessoas que seguirão posterioramente para a Austrália.

    Cerca de 30 tripulantes permanecem no navio. Eles seguirão para a Holanda, com previsão de chegada no próximo domingo (17). De lá a embarcação passará por um processo de desinfecção.

    A operação de repatriação do MV Hondius envolveu a retirada dos passageiros em lanchas até o porto de Tenerife. Seguiram, então, em ônibus militares até o aeroporto, de onde embarcaram em aviões enviados por seus países, sem contato com a população local.

    Todos os ocupantes do navio passaram por procedimentos de descontaminação antes dos voos de repatriação, afirma o governo espanhol.

    A repatriação foi realizada por nacionalidades, 23 no total. Os primeiros a serem retirados do cruzeiro foram os 14 passageiros espanhóis, transportados ao aeroporto em ônibus especiais da Unidade Militar de Emergências (UME), adaptados com separação sanitária, com destino a Madri.

    No domingo também partiram voos para França, Países Baixos -que levou um passageiro argentino e um tripulante guatemalteco, os dois latino-americanos do navio-, Canadá, Irlanda, Turquia, Estados Unidos e Reino Unido.

    A operação é coordenada pelo governo da Espanha com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

    A agência da ONU recomendou a adoção de uma quarentena de 42 dias para todos os passageiros do navio a partir deste domingo, afirmou Maria Van Kerkhove, diretora de gestão de epidemias e pandemias da organização, em uma entrevista coletiva.

    O cruzeiro saiu em 1º de abril da Argentina, com 149 pessoas a bordo, de 23 nacionalidades. O vírus foi detectado em 2 de maio, 21 dias após a morte do primeiro passageiro, um cidadão holandês de 70 anos. Também morreram a esposa dele, uma holandesa de 69 anos, e um cidadão alemão.

    O hantavírus geralmente é transmitido por roedores, mas em casos raros (cepa Andes) pode ser transmitido de pessoa para pessoa. A principal forma de transmissão se dá pelo contato com urina, fezes e saliva com roedores silvestres, conhecidos como ratos do mato.

    Com Reuters

    Espanhol que estava em cruzeiro tem diagnóstico positivo para hantavírus

  • Trump diz considerar 'seriamente' anexar Venezuela aos EUA; Delcy rejeita

    Trump diz considerar 'seriamente' anexar Venezuela aos EUA; Delcy rejeita

    Trump diz considerar Venezuela como 51º estado dos EUA e amplia desgaste diplomático entre os países; “Continuaremos a defender nossa integridade”, disse Delcy Rodríguez

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse considerar “seriamente” a possibilidade de tornar a Venezuela o 51º estado americano.

    Fala de Trump teria ocorrido durante entrevista ao canal de notícias FOX News. Segundo o apresentador John Roberts, em uma publicação nas redes sociais, o presidente disse que está “considerando seriamente tornar a Venezuela o 51º estado dos EUA”. A Casa Branca ainda não se manifestou oficialmente.

    “Eles estavam infelizes. Agora estão felizes. Está sendo bem administrado. A quantidade de petróleo que está sendo extraída é enorme, a maior em muitos anos. E as grandes companhias petrolíferas estão usando as plataformas mais enormes e bonitas que você já viu”, disse Donald Trump.

    Atual presidente da Venezuela rejeitou a ideia durante discurso. Delcy Rodríguez disse que A Venezuela “não é uma colônia, mas um país livre”. “Continuaremos a defender nossa integridade, nossa soberania, nossa independência e nossa história.”

    Trump diz considerar 'seriamente' anexar Venezuela aos EUA; Delcy rejeita

  • Trump chama proposta do Irã para a paz de pedaço de lixo

    Trump chama proposta do Irã para a paz de pedaço de lixo

    O presidente norte-americano disse que “nem terminou de ler” os pontos devolvidos por Teerã a Washington no fim de semana; “[O cessar-fogo] está inacreditavelmente fraco”, disse Trump

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou hoje a proposta de paz enviada pelo Irã como resposta ao plano inicial dos EUA de “pedaço de lixo”.

    Trump disse que “nem terminou de ler” os pontos devolvidos por Teerã a Washington no fim de semana. Ele falou sobre o assunto a jornalistas no Salão Oval na tarde de hoje.

    “[O cessar-fogo] está inacreditavelmente fraco. Eu diria que está mais fraco ainda depois de ler aquele pedaço de lixo. Nem terminei de ler. Falei: ‘não vou perder meu tempo lendo isso’”, disse Donald Trump.

    O republicano afirmou, ainda, que a trégua “respira com ajuda de aparelhos” e comparou o cessar-fogo com um paciente que tem 1% de chance de sobreviver. Ele brincou com o assunto porque o evento no qual estava tinha a participação de médicos e do secretário da Saúde do país, Robert F. Kennedy Jr.

    A trégua entre os dois países entrou em vigor no começo de abril e foi prolongada unilateralmente pelos EUA desde então. Os dois países chegaram a se encontrar presencialmente no Paquistão, país mediador dos contatos, após o cessar-fogo, mas não chegaram a um consenso após mais de 20 horas de reunião.

    CESSAR-FOGO FRÁGIL

    O presidente dos Estados Unidos chamou nesta segunda-feira (11) a proposta de paz do Irã para o fim da guerra de “totalmente inaceitável”. Donald Trump falou sobre o assunto em uma publicação na rede social Truth.

    Proposta americana tem exigências nucleares. Os EUA demandam que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio por pelo menos 12 anos e entregue seu estoque de 440 kg de urânio enriquecido a 60%. Em troca, haveria suspensão gradual de sanções, liberação de ativos congelados e fim do bloqueio naval.

    Ministério das Relações Exteriores iraniano, por sua vez, diz não estar exigindo nenhuma concessão. “Nossa exigência é legítima: o fim da guerra, o levantamento do bloqueio [dos EUA] e da pirataria, e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão dos EUA”, falou o porta-voz Esmaeil Baghaei em coletiva nesta segunda.

    Governo iraniano também cobra garantias para a navegação no Estreito de Ormuz. “A passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano foram outras exigências do Irã, consideradas uma oferta generosa e responsável para a segurança regional”, afirmou o porta-voz.

    Negociações também abordam o programa nuclear iraniano. Segundo o Wall Street Journal, o Irã aceitaria diluir parte do urânio enriquecido e transferir o restante para um “país terceiro”, mas rejeita desmantelar equipamentos e uma moratória de 20 anos no enriquecimento.

    Pedidos do Irã foram transmitidos aos EUA pelo Paquistão ontem. Governo iraniano continua a dizer que exigências americanas, por sua vez, são “irrazoáveis e unilaterais”.

    Trump chama proposta do Irã para a paz de pedaço de lixo

  • Acusada de matar brasileira em Portugal diz sofrer de 'ciúme patológico'

    Acusada de matar brasileira em Portugal diz sofrer de 'ciúme patológico'

    Patroa acusada de matar a babá do filho em Lisboa, há cinco meses, está tentanta justificar o crime. A Defesa alega que ela sofre de “ciúme patológico” causado por uma depressão pós-parto

    Há cinco meses, a vida de José Teodoro deu uma reviravolta. A esposa, Lucinete Freitas, de 55 anos, uma cidadã brasileira que vivia em Portugal desde abril de 2025, foi assassinada pela patroa.

    Depois de várias semanas desaparecida, Lucinete foi encontrada morta em uma mata da Amadora, na Grande Lisboa. Rapidamente, as autoridades identificaram a suspeita do homicídio: Ilderlane Ferreira, de 43 anos.

    Em prisão preventiva desde dezembro do ano passado no Estabelecimento Prisional de Tires, a suposta assassina tenta agora atenuar a condenação, justificando o crime com suposto “ciúmes patológicos”, causados por uma depressão pós-parto.

    “Tirou a minha alma. São cinco meses e ainda não recuperei. Estou em acompanhamento psicológico, porque eu não entendo a pessoa demoníaca tentando justificar [o assassinato]. Monstruosa”, disparou o marido de Lucinete ao saber que a Defesa de Ilderlane, que teria matado a mulher com um bloco de cimento, pediu uma perícia psiquiátrica para tentar comprovar que sofre de uma doença mental.

    Aos meios de comunicação de Portugal, José Teodoro garantiu que a mulher “tinha uma relação de trabalho com a família e quase nem via o empregador, que saía cedo e chegava tarde”.

    Apesar de estar revoltado com a defesa de Lucinete, o viúvo acredita que a acusada “vai pagar” pelo crime. “Eu vi a criança em uma chamada de vídeo com a Lucinete. Tinha dois anos, não era recém-nascida”, descredibilizou.

    “Se a lógica prevalecer, vão ver que não foi coisa do momento. Ela alugou um carro três dias antes”, destacou.

    Vale destacar que o Ministério Público (MP) tem até 20 de junho para concluir a acusação de Ilderlane.

    O caso

    Lucinete foi assassinada a 5 de dezembro de 2025 com um bloco de cimento na cabeça. A patroa, para quem trabalhava como babá, cuidando do filho, de dois anos, é a única suspeita do crime.

    A Polícia Judiciária (PJ) encontrou o corpo da brasileira 11 dias depois do desaparecimento, em uma área isolada da Amadora. Na ocasião, os inspetores revelaram que o crime ocorreu “por motivo fútil”.

    A suspeita ficou em prisão preventiva porque há “fortes indícios da prática de um crime de homicídio qualificado”.

    Além de deixar viúvo José Teodoro, Lucinete deixa também órfão um filho de 14 anos. O objetivo era a família juntar-se toda em Portugal, mas o visto de José foi recusado e a mulher imigrou primeiro.

    O que não esperavam é que a procura de uma vida melhor acabasse na tragédia que terminou.

    Acusada de matar brasileira em Portugal diz sofrer de 'ciúme patológico'

  • Duas pessoas retiradas de navio testam positivo para o hantavírus

    Duas pessoas retiradas de navio testam positivo para o hantavírus

    Autoridades confirmam casos de hantavírus em passageiros do cruzeiro MV Hondius, que enfrentou surto a bordo; operação internacional retira e repatria viajantes na Espanha após mortes e semanas de quarentena recomendada pela OMS

    Duas pessoas testaram positivo para o hantavírus depois de terem sido retiradas do navio de cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto, disseram autoridades de saúde. Nesta segunda-feira (11), a Espanha retira e repatria os últimos passageiros do navio.

    Um passageiro francês que foi retirado do MV Hondius testou positivo para o vírus e sua condição estava piorando, disse hoje a ministra da Saúde da França, Stephanie Rist.

     

    O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos informou, nesse domingo (10), que um dos 17 norte-americanos que estão sendo repatriados apresentou resultado levemente positivo para a cepa Andes do vírus, enquanto o segundo apresentou sintomas leves.

     

    Os últimos 24 passageiros a bordo do MV Hondius devem ser retirados na tarde de hoje do navio de cruzeiro, agora ancorado perto da ilha espanhola de Tenerife, no Atlântico, de acordo com as autoridades espanholas que coordenam a atividade.

    A ação encerrará uma operação complexa que, até o momento, resultou na retirada e repatriação de 94 pessoas para seus países, 41 dias após a partida do MV Hondius do sul da Argentina e nove dias após o primeiro resultado positivo de teste para a infecção viral respiratória.

    Três pessoas morreram desde o início do surto — um casal holandês e um cidadão alemão.

    O luxuoso navio de cruzeiro partiu da costa de Cabo Verde para as Ilhas Canárias, na Espanha, em 6 de maio, depois que Madri concordou — a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da União Europeia — em administrar a retirada dos passageiros.

    A OMS recomendou uma quarentena de 42 dias para todos os passageiros do barco a partir de 10 de maio, disse a diretora de gerenciamento de epidemias e pandemias, Maria Van Kerkhove, em entrevista.

    Duas pessoas retiradas de navio testam positivo para o hantavírus