Categoria: MUNDO

  • EUA enviam supercaças a Israel antes de negociar com o Irã

    EUA enviam supercaças a Israel antes de negociar com o Irã

    É a primeira vez que americanos operam o modelo furtivo ao radar F-22 no Estado judeu, sinalizando opção de ataque semelhante ao de 2025; Trump mantém ameaça de guerra enquanto equipes de negociação retomam as conversas sobre programa nuclear de Teerã em Genebra

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em um movimento significativo no seu cerco militar ao Irã, o governo de Donald Trump enviou uma esquadrilha do mais poderoso caça do arsenal americano para Israel. É a primeira vez que o F-22 Raptor opera no Estado judeu.

    Os aviões estavam havia uma semana em Lakenheath, no Reino Unido. Ao menos 12 deles decolaram na terça-feira (24) rumo a um ponto não revelado do sul de Israel, provavelmente a base aérea de Nevatim. Segundo relatos da imprensa israelense, um dos caças teve um problema e voltou, sendo incerto se seguiu viagem depois.

    A chegada dos F-22 ocorre às vésperas da crucial reunião entre equipes negociadoras do Irã e dos Estados Unidos sob a mediação de Omã em Genebra, na Suíça, marcada para esta quinta (26).

    Trump ameaça atacar os iranianos caso não haja um acordo acerca do programa nuclear dos aiatolás. O americano quer o fim do enriquecimento de urânio pelo país, e também insiste no desmantelamento das capacidade de lançamento de mísseis balísticos dos persas.

    Teerã rejeita ambas as coisas, mas diz renunciar à bomba atômica e ofereceu diluir os 400 kg de urânio enriquecido a 60%, capaz de ser usado em talvez 15 artefatos de baixo rendimento, que produziu de forma acelerada de 2022 para cá.

    Em troca, quer o relaxamento das sanções que foram retomadas pelos EUA depois do fracasso do acordo de 2015 sobre o programa nuclear. Em 2018, Trump deixou o arranjo, que trocava as punições por diversos limites à capacidade de enriquecimento de urânio do Irã.

    No seu discurso sobre o Estado da União, na noite de terça, Trump voltou a dizer prefere uma solução diplomática, mas que está pronto para atacar. Ele afirmou de forma exagerada que destruiu o programa iraniano com o ataque feito a três instalações nucleares em junho passado, mas que os aiatolás querem “começar tudo de novo”.

    O inédito ataque de 2025 ocorreu no escopo da guerra de 12 dias entre Israel e o Irã, na qual as capacidades de defesa aérea da teocracia foram severamente degradadas. Teerã lançou cerca de 600 dos seus estimados 2.000 mísseis balísticos, mas depois do bombardeio americano apenas fez uma retaliação simbólica e previamente combinada contra uma base dos EUA no Qatar, encerrando o conflito.

    Agora tudo é diferente. Trump mobilizou o maior poderio aeronaval desde a guerra de 2003 contra o Iraque na região. Segundo a ONG americana Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais há hoje 18 navios de guerra americanos em torno do teatro de operações do Irã, 2 deles porta-aviões.

    É muito poder de fogo, mas parece insuficiente para uma guerra de maior duração visando a derrubada do regime. Em 2003, eram 55 navios contra o ditador Saddam Hussein, 5 deles porta-aviões, e havia o componente terrestre que não está presente no atual cerco.

    Segundo a inteligência israelense, o nível atual de forças americanas, sem contar a provável ajuda do Estado judeu, dá para cerca de uma semana de guerra em alta intensidade. Isso tudo leva ao cenário já especulado pelo próprio Trump de um ataque focado.

    Aí entra o simbolismo do F-22. O Raptor é um caça furtivo aos radares usado para superioridade aérea -destruir inimigos e abrir caminho abatendo inimigos e desabilitando baterias antiaéreas. Eles foram empregados desta forma no ataque de 2025, no qual as bombas em si foram despejadas pelos B-2.

    Bombardeiro também furtivo ao radar, o B-2 pode fazer missões de longo alcance, como em junho, quando um grupo deles voou diretamente dos EUA e voltou, em 37 horas de ação apoiadas por aviões-tanque. Agora, o Reino Unido vetou o uso de suas bases para servir de escala numa ação, sugerindo uma repetição de 2025.

    A inédita presença dos F-22 em Israel sinaliza que essa opção está mesmo na mesa, restando saber se um ataque duro para decapitar o regime teria o efeito de encerrá-lo ou apenas forçaria mais negociações.

    Para analistas como o iraniano radicado nos EUA Trita Parsi, se houver risco existencial, Teerã irá retaliar com força contra bases americanas na região e Israel -país que já está em alerta máximo. Outro foco de ação deve ser o estratégico estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e do gás liquefeito do mundo.

    Além disso, matar o líder Ali Khamenei e as cabeças da teocracia pode ter o efeito de jogar o país ou numa ditadura militar ou em guerra civil, ambos caminhos desastrosos.

    Ausentes da discussão estão os milhares de manifestantes contrários ao regime, cujos megaprotestos fizeram Trump prometer ajuda que não veio em janeiro, abrindo caminho para uma repressão que matou talvez mais de 5.000 pessoas.

    EUA enviam supercaças a Israel antes de negociar com o Irã

  • Diante de juízes da Suprema Corte, Trump critica queda das tarifas em discurso no Congresso

    Diante de juízes da Suprema Corte, Trump critica queda das tarifas em discurso no Congresso

    Republicano disse que ‘até democratas’ sabem que tarifas eram positivas para o país; presidente dos EUA realizou primeiro discurso do Estado da União em meio a desafios econômicos

    WASHINGTON, EUA, E PELOTAS, RS (CBS NEWS) – Diante de republicanos e democratas reunidos no Capitólio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a decisão que derrubou parte de sua política tarifária, durante o discurso do Estado da União, na noite desta terça-feira (24).

    Com a presença dos membros da Suprema Corte, Trump lamentou a decisão que tornou ilegais as tarifas sobre produtos vendidos aos EUA, um dos maiores golpes sofridos no segundo mandato. “Decisão muito lamentável”, disse o presidente, olhando para os juízes responsáveis pela decisão.

    Ele ainda disse que as tarifas eram positivas para o país e que até “os democratas” sabem disso, mas não querem admitir. Os parlamentares democratas presentes aplaudiram os membros da Corte enquanto o presidente falava.

    Ele afirmou, ainda, que “a boa notícia” é que “quase todos os países e empresas querem manter os acordos” estabelecidos com os EUA por temerem que novos pactos sejam mais prejudiciais do que aqueles já firmados. “Eles continuarão a trabalhar no mesmo caminho bem-sucedido que negociamos antes do envolvimento lamentável da Suprema Corte”, disse.

    A decisão da corte restringiu o uso da IEEPA como base para a imposição de tarifas comerciais amplas. Os magistrados entenderam que a lei -tradicionalmente acionada em contextos de sanções e ameaças externas- não autoriza medidas dessa natureza sem autorização específica do Congresso. O placar foi de 6 votos a 3 contra o governo.

    Apesar do revés judicial, esta terça também marcou o início da aplicação de tarifas globais de 10% anunciadas por Trump com base em outro dispositivo legal, a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. O mecanismo permite ao presidente impor tarifas temporárias para enfrentar “problemas fundamentais” no balanço de pagamentos dos EUA, sem necessidade de aval prévio do Legislativo.

    A legislação autoriza a adoção de tarifas amplas sob a justificativa de combater déficits considerados “grandes e graves” e distorções estruturais no sistema internacional de pagamentos. Especialistas, no entanto, afirmam que o uso recorrente desse instrumento pode gerar disputas judiciais e tensões com parceiros comerciais.

    O discurso ocorreu em meio à escalada das disputas comerciais iniciadas por Trump, que têm como alvo tanto adversários estratégicos quanto aliados históricos. As medidas provocaram reações imediatas de governos estrangeiros e aumentaram a incerteza nos mercados internacionais.

    Esta foi a primeira vez que Trump dividiu o plenário com membros da Suprema Corte desde a decisão que limitou sua política tarifária. Tradicionalmente, os ministros comparecem ao discurso do Estado da União, embora mantenham postura institucional de distanciamento.

    Na semana passada, ao ser questionado se os ministros continuavam convidados, Trump respondeu com desdém. Como o placar foi de 6 a 3 contra o governo, afirmou inicialmente que apenas três estariam convidados. Em seguida, declarou: “Eu não poderia me importar menos se eles comparecerem.”

    Além da defesa das tarifas, Trump exaltou de forma geral a política econômica de seu governo, afirmando que a economia está mais “pujante” do que nunca e que a inflação está “despencando”, apesar de dados oficiais mostrarem que as pressões sobre os preços permanecem acima da meta do Federal Reserve.

    Ele também celebrou o fim de políticas de DEI (diversidade e inclusão) no país e destacou sua agenda de “dominância energética”, afirmando que a produção americana de petróleo aumentou e que o país recebeu 80 milhões de barris de petróleo venezuelano.

    A oposição criticou as falas de Trump após o fim do discurso. Para o deputado democrata Glenn Ivey, o discurso foi permeado por desinformação sobre o que está acontecendo com a economia dos EUA. “No fim das contas, ele está tentando dizer ao povo americano que está tudo bem com a economia, mas eles sabem que não está.”

    ENERGIA E DATA CENTERS DE IA

    Trump também afirmou que as principais empresas de tecnologia farão um “compromisso de proteção ao consumidor de energia” para construir suas próprias usinas para data centers de IA.

    “Estamos dizendo às grandes empresas de tecnologia que elas têm a obrigação de prover suas próprias necessidades energéticas”, afirmou. “Em muitos casos, o preço da eletricidade vai cair substancialmente.”

    Os custos de energia elétrica são uma questão sensível às vésperas das eleições de meio de mandato. Trump prometeu durante a campanha cortar os custos de energia pela metade dentro de um ano após assumir o cargo, mas os preços da eletricidade subiram em média 8% em todo o país.

    Microsoft e OpenAI se comprometeram a manter os custos de eletricidade sob controle. A Casa Branca anunciou em janeiro planos para fazer as gigantes de tecnologia pagarem pela geração adicional de energia na operadora de rede que atende grandes concentrações de data centers na Virgínia e na Pensilvânia.

    Diante de juízes da Suprema Corte, Trump critica queda das tarifas em discurso no Congresso

  • Ataque a faca deixa ao menos quatro mortos nos EUA; agressor também morreu

    Ataque a faca deixa ao menos quatro mortos nos EUA; agressor também morreu

    Ataque com faca em Gig Harbor, Washington, resultou em quatro mortos; agressor foi morto por um policial após esfaquear vítimas em uma rua residencial

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Pelo menos quatro pessoas foram mortas a facadas nesta terça-feira (24) em Gig Harbor, no estado de Washington, nos Estados Unidos. O agressor, um homem de 32 anos, foi morto por policiais.

    Três adultos morreram no local. A quarta vítima foi socorrida em estado grave a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos, segundo a emissora KING 5. O ataque ocorreu na 87th Avenue Court NW. O suspeito, que ainda não foi identificado pelas autoridades, foi morto por um policial.

    Agentes do xerife do condado de Pierce foram acionados pouco antes das 09h no horário no local (11h em Brasília). Inicialmente, foi informado que o suspeito teria descumprido uma ordem de restrição. Mais tarde, a polícia esclareceu que a medida ainda não estava em vigor, pois não havia sido oficialmente entregue ao homem.

    Uma testemunha relatou que viu o homem com o que parecia ser um picador de gelo. Ainda segundo o relato, voltou para dentro de casa e trancou a porta, mas o suspeito tentou arrombá-la sem sucesso.

    O caso está sob investigação da Equipe de Investigação da Polícia do Condado de Pierce. O policial envolvido foi afastado administrativamente, conforme o protocolo do departamento.

    Ataque a faca deixa ao menos quatro mortos nos EUA; agressor também morreu

  • Stephen Hawking surge em fotografia na ilha de Epstein

    Stephen Hawking surge em fotografia na ilha de Epstein

    Departamento de Justiça dos EUA divulgou mais imagens dos arquivos Epstein e, em uma delas, o famoso cientista britânico surge ao lado de duas mulheres em biquíni na ilha que era do magnata

    Stephen Hawking é a mais recente figura a aparecer nos arquivos de Jeffrey Epstein, depois de terem sido compartilhadas novas imagens do processo.

    Em uma nova foto, o professor e cientista surge ao lado de duas mulheres em biquíni, e cujos rostos surgem tapados. 

    Não são revelados detalhes sobre a data e o local onde a imagem foi registrada embora, segundo o The Mirror, o cenário se pareça com o existente em outras imagens registradas na ilha Little Saint James, que pertencia a Epstein, nas Ilhas Virgens Americanas.

    A relação entre os dois não é novidade. Vale lembrar que Hawking visitou, em março de 2006, a ilha do agora conhecido predador sexual para uma conferência focada em questões sobre a gravidade. Na época não eram conhecidas as acusações contra Jeffrey Epstein.

    Imagens compartilhadas apenas em 2015 mostravam o cientista britânico em um churrasco nas propriedades de Epstein e em uma viagem de submarino.

    O professor de Cambridge é mencionado pelo menos 250 vezes nos arquivos Epstein, embora não haja qualquer indício de que a sua aparição nos documentos implique qualquer irregularidade da sua parte.

    Stephen William Hawking, foi um físico teórico e autor britânico, reconhecido pela sua contribuição para a ciência, sendo um dos cientistas mais conceituados do século. Hawking era portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa que paralisa progressivamente os músculos do corpo. Morreu em 14 de março de 2018.

    Já Jeffrey Epstein, de 66 anos, foi preso no dia 6 de julho de 2019, por acusações de tráfico sexual. O multimilionário foi encontrado morto na sua cela, cerca de um mês depois, tendo vindo a comprovar, através da autópsia, de que se tratou de um suicídio. 

    O Departamento de Justiça norte-americano tem vindo a divulgar os arquivos do criminoso desde o ano passado, e onde constam o nome de várias figuras públicas.

    Stephen Hawking surge em fotografia na ilha de Epstein

  • Mulher que esteve 24 anos desaparecida conta o que a levou a sair de casa

    Mulher que esteve 24 anos desaparecida conta o que a levou a sair de casa

    Michele Smith desapareceu em dezembro de 2001. Foi encontrada bem de saúde 24 anos depois e pediu às autoridades que não revelassem o seu paradeiro

    A mulher que foi encontrada com vida, na última sexta-feira (20), depois de ter estado 24 anos em paradeiro desconhecido revelou às autoridades os motivos que a levaram a sair de casa.

    Michele Lyn Hundley Smith desapareceu em dezembro de 2001, quando tinha 38 anos, depois de ter saído de casa, supostamente, para ir fazer compras de Natal na região de Virginia, nos Estados Unidos.

    Durante anos ninguém soube o que teria acontecido até que, na semana passada, as autoridades viriam  a  descobrir que a mulher, que é mãe de três filhos, teria desaparecido por vontade própria.

    A mulher, que declarou querer manter anonimato sobre a sua atual vida, revelou entretanto, que na origem da sua fuga estão “divergências domésticas contínuas”.

    “Me deixe apenas dizer que não houve alegações de qualquer irregularidade em relação à sua partida”, informou o xerife do condado de Rockingham, Sam Page, à revista People, referindo-se ao fato dela não ter sido vítima de nenhum crime, como sequestro.

    “Ela disse que foi embora… devido a problemas domésticos contínuos na época”, acrescentou, referindo, contudo, que não há registros na polícia de que alguma vez tenha havido queixa para incidentes domésticos.

    O desaparecimento de Michele Hundley Smith, há 24 anos, levou várias agências na Carolina do Norte e da Virgínia, incluindo o FBI, a procurá-la por “inúmeras” horas e seguindo várias pistas de investigação na época. As investigações foram, contudo, infrutíferas e sabe-se agora que a mulher estava vivendo uma nova vida, não muito longe de casa.

    Muitos acharam a situação preocupante porque ninguém acreditava que Michele fosse capaz de sair de casa por vontade própria, deixando os três filhos, de sete, 14 e 19 anos para trás. Estavam enganados.

    A descoberta e a reação da família

    A polícia recebeu no dia 19 de fevereiro, quinta-feira, informações sobre o paradeiro de Michele e no dia seguinte estabeleceram contato com a própria, que pediu anonimato e para que não fosse revelada a sua nova localização.

    “Durante anos não sabíamos se devíamos esperar ou fazer o luto. A minha maior questão é ‘O que aconteceu naquele dezembro? O que te fez ir abandonar? O que aconteceu?’”, questionava uma familiar, citada pelo Daily Mail. 

    Após a descoberta, também a sua filha Amanda publicou um longo desabafo nas redes sociais, em que descreve um misto de alegria, raiva e tristeza, além da incerteza sobre uma possível reaproximação. 

    “Quanto às minhas opiniões e sentimentos em relação à minha mãe… Estou extasiada, estou irritada, estou de coração partido, estou completamente confusa! Será que voltarei a ter uma relação com a minha mãe? Sinceramente, não sei responder a essa pergunta, porque nem eu sei. A minha reação inicial seria sim, com certeza, mas depois penso em toda a dor… Mas, mesmo assim, a minha mãe é apenas humana, tal como todos nós”, escreveu, lembrando que durante o tempo que conviveu com Michele nunca lhe faltou amor.

    Mulher que esteve 24 anos desaparecida conta o que a levou a sair de casa

  • Homem é preso em Lisboa após ingerir um quilo de cocaína para traficar

    Homem é preso em Lisboa após ingerir um quilo de cocaína para traficar

    Homem foi detido no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, após ingerir mais de um quilo de cocaína para traficar em Portugal; suspeito foi levado para o hospital, onde acabou por expelir a substância

    Um homem de nacionalidade estrangeira foi preso ao chegar ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, com mais de um quilo de droga no organismo, que pretendia traficar para Portugal.

    Em um comunicado enviado à imprensa, a Polícia de Segurança Pública (PSP) informa que “um cidadão de nacionalidade estrangeira, do sexo masculino, com 39 anos” foi interceptado ao pousar em Lisboa, vindo de São Paulo, no Brasil.

    “No seguimento do controle fronteiriço, e após ter apresentado declarações inconsistentes quanto aos motivos da viagem, acabou admitindo ter ingerido cápsulas contendo produto entorpecente”, pode ler-se nessa mesma nota.

    “Por razões de salvaguarda da sua integridade física, foi de imediato acionado o transporte para unidade hospitalar, onde permaneceu internado sob vigilância policial até à completa expulsão do produto transportado do interior do organismo”, continua o comunicado.

    Ao todo, a PSP contabilizou, depois, um total de 1.174,9 gramas de cocaína, que se encontravam dentro do suspeito.

    O homem foi, por isso, preso e “sujeito às formalidades legais previstas no Código de Processo Penal, encontrando-se o processo sob direção do Ministério Público”.

    A detenção foi feita através da Divisão de Segurança Aeroportuárias e Controlo Fronteiriço do aeroporto de Lisboa da PSP, sob a coordenação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras.

    No comunicado, a polícia local reafirma ainda o seu compromisso e empenho permanente no combate ao tráfico internacional de droga, reforçando os mecanismos de controlo nas fronteiras aéreas e contribuindo para a proteção da comunidade, da segurança interna e do espaço europeu.

    Apesar de ter saído de um voo em São Paulo, a polícia não confirmou se a nacionalidade do homem era brasileira.

    Homem é preso em Lisboa após ingerir um quilo de cocaína para traficar

  • Democratas planejam boicote e protestos durante discurso de Trump ao Congresso

    Democratas planejam boicote e protestos durante discurso de Trump ao Congresso

    Entre as mulheres democratas, é esperado o retorno ao uso do branco -após muitas terem optado pelo rosa no ano passado- como já ocorreu em outros discursos de Trump. Teresa Leger Fernández, presidente do Caucus das Mulheres Democratas, afirmou que o branco remete às sufragistas, que vestiam a cor em protestos pelo direito ao voto.

    ISABELLA MENON
    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O discurso do Estado da União do presidente dos EUA, Donald Trump, deve ser marcado por protestos de democratas, que planejam ações que vão desde o uso de uma cor específica até a presença de pessoas afetadas pelo ICE, a polícia de imigração, e vítimas de Jeffrey Epstein, financista condenado por abuso sexual.

    Entre as mulheres democratas, é esperado o retorno ao uso do branco -após muitas terem optado pelo rosa no ano passado- como já ocorreu em outros discursos de Trump. Teresa Leger Fernández, presidente do Caucus das Mulheres Democratas, afirmou que o branco remete às sufragistas, que vestiam a cor em protestos pelo direito ao voto.

    A preocupação surge em meio às pressões do governo Trump para aprovar o Save America Act -projeto de lei que, segundo a Casa Branca, visa evitar que não cidadãos votem nos EUA. Para os democratas, há risco de que a legislação restrinja o direito de voto feminino, devido a uma combinação de barreiras burocráticas, financeiras e logísticas que afetariam desproporcionalmente o público feminino.

    Entre os pontos criticados, as democratas destacam que mais de 70 milhões de mulheres nos EUA mudaram seus sobrenomes após o casamento, o que significa que seus nomes atuais não coincidem com os das certidões de nascimento. Elas temem que, caso a legislação seja aprovada, mulheres cujo nome atual não corresponda exatamente aos documentos de nascimento ou cidadania possam ser impedidas de se registrar para votar.

    “As sufragistas vestiam branco enquanto protestavam, marchavam e faziam greve de fome pelo direito ao voto, que as mulheres finalmente conquistaram em 1920. Cento e seis anos depois, Trump e os republicanos querem tirar esse direito”, afirmou Fernández. “As mulheres não estão seguras na América de Trump, enquanto os custos continuam subindo, o acesso à saúde se torna cada vez mais limitado e a violência vira manchete diária.”

    Outro grupo que deve marcar presença no evento são algumas das vítimas de Jeffrey Epstein. O Partido Democrata acusa Trump de não ter divulgado todos os documentos relacionados ao caso e de acobertar homens poderosos que teriam atuado ao lado de Epstein.
    A deputada Emily Randall afirmou que a presença das vítimas tem como objetivo “lutar pela democracia, lutar por transparência e responsabilidade”. “Temos que garantir que a história de meninas e mulheres não será apagada. Estamos nos levantando não apenas por nós, mas por pessoas ao redor do mundo que vivem esse tipo de atrocidade.”

    Outro desafio de Trump está relacionado à sua política anti-imigração, uma das principais promessas de sua campanha. Ações truculentas de agentes de imigração mataram dois cidadãos americanos em janeiro, gerando críticas até de membros do Partido Republicano.

    A deputada Ilhan Omar deve comparecer ao evento acompanhada de pessoas que tiveram a vida afetada pela presença do ICE. Em discurso nesta terça, ela afirmou que a fala de Trump será “repleta de mentiras” e criticou a operação em Minnesota que mobilizou milhares de agentes de imigração para o estado.

    “Americanos não conseguem pagar seguros de saúde ou empréstimos, estão afogados em financiamentos estudantis, e apenas metade dos arquivos do Epstein foram divulgados. A verdade é que nosso país respira por aparelhos, e os americanos estão pagando o preço”, completou.

    Democratas também organizam um boicote ao evento: ao menos 20 congressistas afirmaram que não comparecerão ao discurso e planejam, simultaneamente, um protesto no National Mall. Os políticos justificam que não podem tratar a atual situação política como normal nem dar a Trump a audiência que ele busca.

    “Eu não vou comparecer ao Estado da União. Nunca perdi um, mas não podemos tratar isso como normal. Não vou dar a ele a audiência que ele anseia para as mentiras que conta”, disse o senador democrata Adam Schiff.

    A deputada Shontel Brown, de Ohio, também defendeu o boicote: “Não podemos tratar isso como um momento normal enquanto nossa democracia está sob ameaça. Não podemos continuar trabalhando normalmente sob um governo que acredita estar acima da lei.”

    Democratas planejam boicote e protestos durante discurso de Trump ao Congresso

  • Itamaraty alerta para falsas propostas de emprego no Sudeste Asiático

    Itamaraty alerta para falsas propostas de emprego no Sudeste Asiático

    O documento foi preparado em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com a Defensoria Pública da União (DPU) e faz uma série de recomendações.

    O Sudeste Asiático, que reúne países como Tailândia, Camboja, Vietnã e Mianmar, tem se consolidado como o principal foco de tráfico de cidadãos brasileiros para exploração laboral, representando uma crescente preocupação para as embaixadas do Brasil na região. O alerta é do Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que formulou uma cartilha destinada a orientar na identificação dos riscos e até mesmo na busca por repatriação quando o cidadão já tiver emigrado e se encontrar em situação de emergência. O documento foi preparado em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com a Defensoria Pública da União (DPU) e faz uma série de recomendações.

    Segundo a publicação, os brasileiros aliciados são, em sua maioria, jovens com conhecimentos em informática. Eles costumam ser recrutados por meio de redes sociais com falsas promessas de emprego em call centers ou supostas empresas de tecnologia. Oferta de salários competitivos, supostas comissões por ativos
    vendidos e passagens aéreas e hospedagem incluídas costumam ser uma isca para atrair as vítimas brasileiras. Países como Camboja e Mianmar, este último imerso em uma grave guerra civil, são os destinos mais perigosos para esse tipo de golpe.

    Ao chegarem nesses países, os brasileiros vítimas do tráfico internacional de pessoas são submetidos a funções com longas jornadas de trabalho, privação parcial de liberdade, abusos físicos e obrigação de trabalhar em atividades ilícitas, como golpes golpes e outras fraudes virtuais e esquemas com jogos de azar, criptomoedas e outros crimes.

     

    “Mesmo após eventual liberação, as vítimas podem enfrentar dificuldades para retornar ao Brasil, sobretudo nos casos em que estejam com o visto vencido, situação em que se faz necessária a obtenção de autorização de saída junto às autoridades migratórias locais, além do pagamento de multa pelo período de permanência irregular. Diante desse cenário, o Itamaraty recomenda não aceitar ofertas de trabalho no Sudeste Asiático que prometam ganhos elevados, contratação rápida ou intermediação informal”, disse a pasta, em nota.

    No ano passado, os brasileiros Luckas Viana dos Santos, de 31 anos, e Phelipe de Moura Ferreira, de 26, conseguiram escapar de uma quadrilha de tráfico humano em Mianmar. Eles aceitaram uma oferta de trabalho que oferecia salário atraente e mudança de vida. Ao chegarem à região de Myawaddy, no país asiático – que está em guerra civil -, ambos tiveram os passaportes confiscados e foram mantidos em cativeiro por um grupo que opera golpes online, com jornadas de mais de 15 horas diárias, torturas e espancamentos quando metas não eram cumpridas. Após fugirem pela fronteira com a Tailândia, eles receberam assistência consular em Bangkok e o Itamaraty atuou no processo de repatriação.

    Repatriação

    Na cartilha sobre tráfico humano internacional, Itamaraty, MJSP e DPU esclarecem que brasileiros que se encontram no exterior devem garantir, por recursos próprios, seu retorno ao Brasil. Assim, via de regra, não há obrigação do Estado brasileiro em pagar passagem de retorno do exterior para nenhum nacional, com exceção de algumas situações previstas no procedimento de repatriação. Isso ocorre quando for caracterizada a situação de desvalimento do cidadão brasileiro fora do país e mediante disponibilidade orçamentária da assistência consular do MRE.

    Nesses casos excepcionais, o cidadão brasileiro precisa apresentar declaração de hipossuficiência econômica solicitada junto à Defensoria Pública da União e não ter sido repatriado anteriormente. Uma portaria do MRE define que a repatriação será concedida para o primeiro ponto de entrada em território nacional, devendo deslocamentos internos no Brasil serem feitos por conta própria. Também não cabe a repatriação de brasileiros que também tenham cidadania no país em que residem.

    Brasil no Sudeste Asiático

    O Sudeste Asiático conta com embaixadas brasileiras na Tailândia (Bangkok), no Camboja (Phnom Pehn) e no Mianmar (Yangon). A embaixada em Bangkok também presta assistência a brasileiros que se encontram no Laos, país onde ainda não há embaixada ou consulado do Brasil.

    Quem for submetido a condições que caracterizem uma situação de tráfico humano internacional deve ir pessoalmente à embaixada ou ao consulado mais próximo, no horário comercial de funcionamento, para se apresentar e realizar uma entrevista pessoal. Em casos de emergência, a opção é ligar nos números de plantão consular das respectivas embaixadas.

    São consideradas emergências que necessitam a atuação imediata do agente consular situações de crises humanitárias decorrentes de desastres naturais, de guerras civis ou conflitos armados, desaparecimento brasileiros no exterior nas últimas 48 horas, casos de tráfico de pessoas, de violência, de maus-tratos e de internação hospitalar de pessoas sem documentos ou sem recursos financeiros. Situações que envolvem prisões, detenções, retenções migratórias e acidentes graves também são consideradas emergências que devem receber atendimento consular.

    Itamaraty alerta para falsas propostas de emprego no Sudeste Asiático

  • Lula exibe luva com quatro dedos em encontro com presidente da Coreia do Sul

    Lula exibe luva com quatro dedos em encontro com presidente da Coreia do Sul

    A peça faz referência à trajetória de Lula, que perdeu o dedo mínimo da mão esquerda após um acidente de trabalho, quando ainda era metalúrgico, em 1964. Lee Jae-myung tem uma história semelhante: também trabalhou em fábricas na juventude e sofreu um grave acidente que resultou em deficiência permanente na mão.

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Durante encontro com o líder sul-coreano Lee Jae-Myung, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou à primeira-dama Janja uma luva com quatro dedos, confeccionada pelo governo da Coreia do Sul. A cena chamou atenção pelo significado pessoal e político.

    A peça faz referência à trajetória de Lula, que perdeu o dedo mínimo da mão esquerda após um acidente de trabalho, quando ainda era metalúrgico, em 1964. Lee Jae-myung tem uma história semelhante: também trabalhou em fábricas na juventude e sofreu um grave acidente que resultou em deficiência permanente na mão.

    Recentemente, Lee publicou nas redes sociais um vídeo feito com inteligência artificial em que versões infantis dele e de Lula aparecem se abraçando. Na postagem, chamou Lula de “irmão” e afirmou que as dificuldades enfrentadas no passado não os impediram de chegar ao poder.

    Mais do que um gesto protocolar, a luva se tornou símbolo da identificação entre os dois líderes, que compartilham origens humildes, trabalho precoce e acidentes industriais -experiências que, segundo eles, influenciaram sua atuação política e compromisso social.

    Lula exibe luva com quatro dedos em encontro com presidente da Coreia do Sul

  • Guerra da Ucrânia? Os conflitos mais mortais do século 21

    Guerra da Ucrânia? Os conflitos mais mortais do século 21

    Revelando o número de vítimas dos conflitos que mais marcaram este século.

    O século 21 viu alguns dos conflitos mais devastadores e destrutivos da história moderna, incluindo a guerra entre a Rússia e Ucrânia em andamento, o conflito Israel-Hamas e a brutal Guerra Civil Síria. Esses confrontos, e várias outros neste século, causaram milhões de mortes, deslocamento generalizado e profunda agitação social e econômica. À medida que as potências globais e os atores regionais continuam a lutar por recursos, ideologias e controle territorial, os civis sofrem o peso da violência.

    Guerra da Ucrânia? Os conflitos mais mortais do século 21