Categoria: MUNDO

  • Dinamarca pede aos EUA "respeito total" pela integridade da Gronelândia

    Dinamarca pede aos EUA "respeito total" pela integridade da Gronelândia

    O embaixador da Dinamarca em Washington apelou hoje ao “respeito total” pela integridade da Gronelândia, após um ‘tweet’ da mulher do diretor-adjunto de gabinete da Casa Branca, que partilhou uma fotografia do território autónomo dinamarquês com a bandeira norte-americana.

    Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, publicou no sábado, em sua conta pessoal na rede social X, uma imagem da Groenlândia colorida com as cores da bandeira dos Estados Unidos, acompanhada de uma legenda curta, em letras maiúsculas: “SOON” (“em breve”).

    A Groenlândia é alvo do interesse do presidente Donald Trump, o que tem causado desconforto na Dinamarca. As tensões entre os dois países voltaram a ganhar força após o anúncio feito no fim de dezembro pelo presidente norte-americano sobre a nomeação de um enviado especial para o vasto território autônomo dinamarquês.

    Em resposta à publicação de Katie Miller, o embaixador da Dinamarca nos Estados Unidos, Jesper Moller Sorensen, declarou: “Um pequeno lembrete amistoso aos Estados Unidos e ao Reino da Dinamarca: somos aliados próximos e devemos continuar trabalhando juntos como tal”.

    “E, sim, esperamos total respeito à integridade territorial do Reino da Dinamarca”, acrescentou o diplomata.

    Katie Miller atuou por um período como conselheira e porta-voz da comissão de eficiência governamental Doge, então liderada por Elon Musk, antes de passar a trabalhar com o bilionário no setor privado.

    A postagem de Miller na rede social X ocorre após uma operação do Exército dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, no sábado, em Caracas.

    Especialistas avaliam que a ação na Venezuela funciona como um aviso aos aliados dos Estados Unidos que demonstram preocupação com as ameaças de Trump de se apropriar de recursos estratégicos, começando por sua declarada intenção de anexar a Groenlândia.

    Dinamarca pede aos EUA "respeito total" pela integridade da Gronelândia

  • Prefeito de Nova York critica ato de guerra de Trump contra Venezuela

    Prefeito de Nova York critica ato de guerra de Trump contra Venezuela

    Em coletiva de imprensa no sábado, Zohran Mamdani disse ter tido uma conversa telefônica “franca e direta” com Donald Trump, a quem transmitiu o seu desacordo diante da “insistência em uma mudança de regime” na Venezuela.

    O prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, criticou o que considera ser “um ato de guerra” da administração de Donald Trump contra a Venezuela, cujo chefe de Estado foi capturado e levado para os Estados Unidos.

    Em coletiva de imprensa no sábado, Zohran Mamdani disse ter tido uma conversa telefônica “franca e direta” com Donald Trump, a quem transmitiu o seu desacordo diante da “insistência em uma mudança de regime” na Venezuela.

    Em comunicado publicado na sua página na rede social X, o prefeito disse que foi informado sobre a captura de Nicolás Maduro por tropas dos Estados Unidos, bem como sobre a “planejada detenção sob custódia federal em Nova York”.

     

    Mamdani, que foi eleito em novembro e tomou posse na última quinta-feira (1°), lembrou que “atacar unilateralmente uma nação soberana é um ato de guerra e uma violação da lei federal e internacional”.

    A “busca por uma mudança de regime” na Venezuela “não afeta apenas quem está no estrangeiro, mas também impacta diretamente os nova-iorquinos”, assinalou, recordando que dezenas de milhares de venezuelanos consideram Nova York a sua casa.

    “O meu foco é a segurança deles e a segurança de cada nova-iorquino”, realçou Mamdani, prometendo que vai “continuar a monitorar a situação e emitir orientações relevantes”.

    Acusação

    A acusação dos Estados Unidos contra Nicolás Maduro vai ser julgada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos no Distrito Sul de Nova York, onde promotores do Ministério Público já haviam apresentado um processo em 2020, acusando o líder venezuelano de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e crimes com armas automáticas.

    A acusação baseia-se em uma investigação da Administração de Repressão de Drogas (DEA, da sigla em inglês), que identifica Maduro como líder do Cartel de Los Soles, rede ligada a altas chefias militares venezuelanas que procurava enriquecer utilizando “a cocaína como arma contra os Estados Unidos”.

    Nicolás Maduro e a sua mulher, Cília Fortes, estão desde ontem sob custódia em uma prisão federal em Brooklyn, Nova York, após terem sido capturados em Caracas, capital venezuelana.

    Depois de aterrisar na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, aeroporto militar localizado no norte do estado de Nova York, o chefe de Estado venezuelano desceu do avião militar Boeing 757 acompanhado por uma ampla operação de segurança.

    Dezenas de agentes do FBI (polícia federal de investigação) e da DEA esperavam Maduro, sob uma temperatura de dois graus Celsius negativos.

    Maduro foi então escoltado para uma instalação federal ligada à DEA, onde foi identificado, e transferido para o Centro de Detenção Metropolitano.

    A presidência dos Estados Unidos divulgou imagens da detenção e da transferência, mostrando Maduro caminhando por um corredor com uma passadeira azul e com a inscrição DEA NYD – Administração de Repressão de Drogas do Distrito de Nova York.

    O líder venezuelano deverá se apresentar a um juiz federal em Manhattan nos próximos dias.

    Entenda

    Os Estados Unidos lançaram no sábado (3) “um ataque de grande escala contra a Venezuela”, que capturou o Maduro e sua mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

    Entretanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela entregou a presidência interina à vice-presidente executiva, Delcy Rodriguez, “de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”.

    Não se sabe ainda quando ela tomará posse, mas Delcy Rodriguez, que será a primeira mulher na história do país a liderar o executivo, já exigiu “a libertação imediata” de Nicolás Maduro, “o único presidente da Venezuela”, e condenou a operação militar dos Estados Unidos.

    A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação da ação dos Estados Unidos e o júbilo pela queda de Maduro.

     

     

    Prefeito de Nova York critica ato de guerra de Trump contra Venezuela

  • Nicolás Maduro passa a noite em centro de detenção de Nova York

    Nicolás Maduro passa a noite em centro de detenção de Nova York

    Na chegada de Maduro, um dos perfis oficiais da Casa Branca publicou, no X, um vídeo em que ele caminha, algemado, na sede da agência antidrogas do país, em Nova York. Na filmagem, o ditador carrega uma garrafa de água, veste roupas de inverno e é escolado por três agentes. Segundo o jornal The New York Times, ele foi levado, logo após, para um centro de detenção no bairro do Brooklyn.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, passou a noite num centro de detenção em Nova York após ter desembarcado, neste sábado (3), no Aeroporto Internacional Stewart, sob forte escolta de policiais, militares e agentes de segurança ao ser capturado durante ataque dos Estados Unidos contra Caracas horas antes.

    Na chegada de Maduro, um dos perfis oficiais da Casa Branca publicou, no X, um vídeo em que ele caminha, algemado, na sede da agência antidrogas do país, em Nova York. Na filmagem, o ditador carrega uma garrafa de água, veste roupas de inverno e é escolado por três agentes. Segundo o jornal The New York Times, ele foi levado, logo após, para um centro de detenção no bairro do Brooklyn.

    Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para um navio militar americano no Caribe e, então, transportados até Nova York, onde responderão a acusações feitas pelo Departamento de Justiça do governo Donald Trump de crimes comonarcoterrorismo, tráfico de drogas e porte ilegal de armas.

    Nicolás Maduro passa a noite em centro de detenção de Nova York

  • China pede aos EUA a libertação imediata de Maduro e sua esposa

    China pede aos EUA a libertação imediata de Maduro e sua esposa

    Para o governo chinês, que é um dos principais parceiros políticos e econômicos da Venezuela, a ação deflagrada pelos Estados Unidos “violou claramente” o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais, além dos propósitos e princípios estabelecidos pela Carta da Organização das Nações Unidas (ONU).

    O Ministério das Relações Exteriores da China pediu hoje (4) que os Estados Unidos libertem imediatamente o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, que foram capturados ontem (3) em Caracas e estão sendo mantidos sob custódia em uma prisão federal no Brooklyn, em Nova York.

    Para o governo chinês, que é um dos principais parceiros políticos e econômicos da Venezuela, a ação deflagrada pelos Estados Unidos “violou claramente” o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais, além dos propósitos e princípios estabelecidos pela Carta da Organização das Nações Unidas (ONU).

    No comunicado, a China pede que os Estados Unidos garantam a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa e cessem com a tentativa de derrubar o governo venezuelano. Além disso, afirma o governo chinês, os Estados Unidos precisam garantir que esse problema seja resolvido “por meio do diálogo e da negociação”.

     

    Esta foi a segunda manifestação oficial da China sobre o caso. Ontem (3), o Ministério das Relações Exteriores da China já havia condenado o uso da força pelos Estados Unidos contra Maduro, dizendo estar “profundamente chocado” com a ação deflagrada ontem.

    “A China condena veementemente o uso flagrante da força por parte dos Estados Unidos contra um país soberano e sua ação contra o presidente de outro Estado”, afirmou a chancelaria.

    Uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas deve acontecer amanhã (5) para discutir a situação da Venezuela.

    China pede aos EUA a libertação imediata de Maduro e sua esposa

  • Donald Trump "nada satisfeito" com Vladimir Putin: "Banho de sangue"

    Donald Trump "nada satisfeito" com Vladimir Putin: "Banho de sangue"

    Donald Trump disse que não está “nada satisfeito” com Vladimir Putin, apontando que a Rússia “está matando muitas pessoas” e caracterizando a guerra na Ucrânia como um “banho de sangue”. No entanto, sem adiantar muito sobre o assunto, disse que estão sendo feitos progressos nas negociações de paz.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que está insatisfeito com seu homólogo russo, Vladimir Putin, destacando que a Rússia “está matando muitas pessoas”.

    “Não estou nem um pouco satisfeito com Putin”, disse Trump ao ser questionado sobre o líder russo durante uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, a respeito da operação militar realizada na Venezuela que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa.

    Trump ressaltou ainda que a Rússia “está matando muitas pessoas” em decorrência da guerra com a Ucrânia, classificando o conflito como um “banho de sangue”.

    O presidente norte-americano destacou, no entanto, que há avanços nas negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, sem fornecer mais detalhes aos jornalistas.

    Vale lembrar que, no início da semana passada, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que uma das residências de Vladimir Putin havia sido atacada, responsabilizando a Ucrânia pelo suposto ataque.

    Por sua vez, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, negou a acusação e declarou que se tratava das “típicas mentiras russas”.

    Vladimir Putin teria inclusive telefonado para Donald Trump para relatar o ocorrido, observando que as negociações de paz poderiam estar em risco.

    Não foram encontrados indícios de ataque à casa de Putin

    Já na quinta-feira, 1º de janeiro, autoridades norte-americanas informaram que a CIA revelou não ter encontrado provas de que a Ucrânia tenha atacado uma residência do presidente russo, Vladimir Putin.

    Fontes da inteligência de Washington ouvidas por um jornal norte-americano afirmaram que a Ucrânia tinha como alvo um objetivo militar que já havia sido atacado anteriormente na região de Novgorod, onde fica a residência de campo de Putin, mas não nas proximidades do local indicado por Kyiv.

    Zelensky diz que “acordo de paz está 90% pronto”

    O presidente ucraniano afirmou também na quinta-feira, em seu discurso de Ano Novo, que a proposta de um acordo de paz com a Rússia está 90% pronta, embora ressalte que a parte decisiva está nos 10% restantes.

    “O acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. (…) Esses 10% contêm tudo, na verdade. São esses 10% que vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa”, declarou em um vídeo publicado na rede Telegram, destacando “10% para a paz”.

    Zelensky afirmou que seu país deseja o fim do conflito, mas não “a qualquer preço”, e que um eventual acordo deve incluir fortes garantias de segurança para impedir que a Rússia lance uma nova invasão.

    Donald Trump "nada satisfeito" com Vladimir Putin: "Banho de sangue"

  • Coreia do Norte lança míssil balístico no mar do Japão

    Coreia do Norte lança míssil balístico no mar do Japão

    As autoridades de Tóquio denunciaram hoje o lançamento, pela Coreia do Norte, de pelo menos um possível míssil balístico em direção ao mar do Japão, no primeiro teste de armas de Pyongyang em 2026.

    A Coreia do Norte lançou o que pode ser um míssil balístico”, anunciou o Ministério da Defesa do Japão, em um breve comunicado publicado em seu portal oficial, acrescentando que fornecerá atualizações “assim que estiverem disponíveis”.

    O gabinete da primeira-ministra, Sanae Takaichi, reiterou o anúncio na rede social X e compartilhou um breve conjunto de três orientações a serem seguidas em resposta ao lançamento.

    A lista exige “o máximo esforço na coleta e na análise de informações, bem como em sua divulgação ao público de forma oportuna e adequada”, e recomenda “garantir a segurança de aeronaves, embarcações e outros ativos”.

    O gabinete de Sanae Takaichi também aconselha “adotar todas as medidas de precaução possíveis, incluindo o planejamento de contingência”.

    Momentos depois, o Ministério da Defesa do Japão informou, por meio das redes sociais, que “o possível míssil balístico lançado anteriormente pela Coreia do Norte já caiu”.

    Segundo a imprensa japonesa, a informação também foi confirmada pela Guarda Costeira do Japão, que especificou que o míssil caiu aproximadamente dez minutos após o lançamento.

    O Exército da Coreia do Sul também havia anunciado a detecção de um suposto lançamento de um míssil balístico não identificado por parte do Norte.

    O lançamento ocorre em um momento em que o líder do regime de Pyongyang, Kim Jong-un, tem se mostrado particularmente ativo no campo militar.

    Há duas semanas, ele visitou um estaleiro de construção de submarinos nucleares e acompanhou o teste de um “novo tipo” de míssil antiaéreo.

    Na ocasião, a agência oficial de notícias norte-coreana KCNA informou que Kim assistiu ao teste de um “novo tipo de míssil antiaéreo de longo alcance e alta altitude” sobre o mar do Japão, além de ter sido apresentado a projetos em andamento sobre “novas armas submarinas secretas”.

    No início de novembro, o Exército sul-coreano anunciou que a Coreia do Norte havia lançado outro míssil balístico não identificado no mar do Japão, um dia depois de Pyongyang ameaçar retaliar contra sanções impostas pelos Estados Unidos.

    Resoluções das Nações Unidas proíbem a Coreia do Norte de lançar ou mesmo testar mísseis balísticos de qualquer alcance.

    Coreia do Norte lança míssil balístico no mar do Japão

  • Vídeo mostra Maduro em sede da agência antidrogas

    Vídeo mostra Maduro em sede da agência antidrogas

    O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está passando a primeira noite sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova York, após ter sido capturado há menos de 24 horas pelos Estados Unidos em Caracas.

    Maduro aterrissou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, um aeroporto militar localizado no norte do estado de Nova York.

    O chefe de Estado venezuelano desceu do avião militar Boeing 757 que o transportou até Nova York em meio a uma ampla operação de segurança.

    Dezenas de agentes de agências como a Polícia Federal de Investigação, o FBI, e a Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) aguardavam a chegada de Maduro, sob uma temperatura de 2 graus Celsius negativos.

    O presidente da Venezuela foi então escoltado até uma instalação federal ligada à DEA, onde foi identificado, e posteriormente transferido para o Centro de Detenção Metropolitano.

    A Presidência dos Estados Unidos divulgou imagens da detenção e da transferência, mostrando Maduro caminhando por um corredor com um tapete azul com a inscrição “DEA NYD” — Administração de Repressão às Drogas do Distrito de Nova York.

    Em um vídeo, Maduro parece desejar a alguém “Boa noite, Feliz Ano Novo”. De acordo com uma fonte do Departamento de Justiça dos EUA citada pela Reuters, Maduro deverá ser apresentado a um tribunal federal em Manhattan na segunda-feira.

    As acusações contra Maduro
    O líder venezuelano já havia sido formalmente acusado em 2020 pelo Ministério Público do Distrito Sul de Nova York, que no sábado apresentou novas acusações ao mesmo tribunal.

    Maduro é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados ao uso de armas automáticas.

    O próximo passo no processo judicial deve ocorrer nos próximos dias, diante de um juiz federal em Manhattan.

    No sábado, os Estados Unidos lançaram “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, que resultou na captura do presidente venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores, e anunciaram que irão governar o país até a conclusão de uma transição de poder.

    O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, horas após o ataque contra Caracas.

    No entanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em espanhol) decidiu que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina.

    Rodríguez torna-se a primeira mulher na história do país a chefiar o Poder Executivo, “a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”, declarou a presidente do TSJ, Tania D’Amelio.

    O comunicado não especifica quando Rodríguez tomará posse.

    A posse do novo parlamento, com mandato até 2031 e dominado por aliados leais a Maduro, estava marcada para segunda-feira.

    A comunidade internacional tem se dividido entre condenações aos Estados Unidos e manifestações de apoio à queda de Maduro.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos EUA pode ter “implicações preocupantes” para a região.

    Vídeo mostra Maduro em sede da agência antidrogas

  • Trump diz que EUA vão administrar a Venezuela

    Trump diz que EUA vão administrar a Venezuela

    Segundo ele, o objetivo é garantir uma transição “adequada, justa e legal” e promover “liberdade e justiça para o povo venezuelano”.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os EUA vão “administrar” a Venezuela de forma interina após a captura do presidente Nicolás Maduro. Segundo ele, o objetivo é garantir uma transição “adequada, justa e legal” e promover “liberdade e justiça para o povo venezuelano”.

    Trump disse que, sob suas ordens, as Forças Armadas dos EUA realizaram uma operação militar de grande escala em Caracas, com ações aéreas, terrestres e marítimas. O ataque resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, após meses de especulações e operações militares próximas à costa venezuelana.
    “Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou Trump.

     

    Trump diz que EUA vão administrar a Venezuela

  • Trump divulga foto de Maduro vendado após captura

    Trump divulga foto de Maduro vendado após captura

    A divulgação ocorreu após uma ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3).

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou uma imagem que mostraria o presidente venezuelano Nicolás Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima. Na foto, Maduro aparece usando moletom, com os olhos cobertos por óculos, aparentemente algemado. A divulgação ocorreu após uma ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3).

    A operação incluiu ataques a diferentes regiões do país, com explosões registradas em Caracas e também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo Trump, a ação resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O presidente norte-americano afirmou que ambos estão sendo levados para Nova York em uma das embarcações da Marinha dos Estados Unidos que estavam posicionadas no mar do Caribe desde o fim de 2025.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução  

    Ainda neste sábado, Trump declarou que segue avaliando quais decisões serão tomadas em relação ao futuro da Venezuela após a captura do chefe de Estado do país. Em entrevista concedida à emissora Fox News, ele afirmou que os Estados Unidos passarão a ter forte envolvimento com a indústria petrolífera venezuelana, embora não tenha detalhado como essa participação ocorrerá. Segundo ele, a China continuará recebendo petróleo da Venezuela.

    Questionado sobre a possibilidade de a líder opositora María Corina Machado assumir o poder com apoio norte-americano, Trump respondeu que ainda não tomou uma decisão sobre o futuro político do país. Ele mencionou também a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, como outro nome no cenário.

    Durante a entrevista, Trump afirmou que acompanhou a captura de Maduro em tempo real por meio de transmissões feitas por agentes envolvidos na missão em Caracas. Ele comparou a experiência a assistir a um programa de televisão. O presidente dos EUA revelou ainda que a ofensiva militar estava inicialmente programada para ocorrer quatro dias antes, mas foi adiada por causa de condições climáticas desfavoráveis.

    Trump também declarou que conversou com Maduro cerca de uma semana antes da operação. Segundo ele, o governo venezuelano teria tentado negociar uma saída pacífica do poder pouco antes do ataque. No entanto, Trump afirmou que recusou a proposta. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria”, disse o presidente norte-americano ao comentar o episódio.

    Trump divulga foto de Maduro vendado após captura

  • Trump comemora operação contra Venezuela em entrevista ao New York Times

    Trump comemora operação contra Venezuela em entrevista ao New York Times

    Ele comemorou o resultado da missão como um sucesso e elogiou o planejamento, os soldados e as pessoas envolvidas, segundo o jornal.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em entrevista concedida ao jornal The New York Times após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3), o presidente Donald Trump disse que “a operação foi brilhante”.

    Ele comemorou o resultado da missão como um sucesso e elogiou o planejamento, os soldados e as pessoas envolvidas, segundo o jornal.
    Questionado se havia buscado permissão do Congresso antes do ataque, Trump disse que realizaria entrevista coletiva. “Vamos discutir isso”, ele afirmou, segundo a publicação. A coletiva está marcada para as 13h, horário de Brasília.

    Mais cedo, o presidente americano escreveu em sua rede social, a Truth Social, que os EUA realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e que Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país de avião com sua esposa.

    De acordo com o New York Times, a conversa de seu repórter com Trump durou 50 segundos e foi concedida por telefone, poucos minutos após Trump anunciar nas redes sociais que o país havia capturado Maduro. Segundo o jornalista, Trump parecia cansado.

    O repórter diz ter tentado perguntar o que ele prevê para a Venezuela a partir de agora e se a missão de alto risco valeria a pena, mas o presidente respondeu apenas que tudo seria revelado na coletiva.

    O regime venezuelano também divulgou comunicado afirmando ter sofrido uma “agressão militar” dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

    Segundo comunicado da Venezuela, os ataques também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

    Trump comemora operação contra Venezuela em entrevista ao New York Times