Categoria: MUNDO

  • Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

    Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

    Pedro Sánchez acredita que Europa cumprirá compromissos climáticos

    O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, elogiou nesta sexta-feira (7) o papel exercido pelo Brasil na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, em Belém. O mandatário europeu disse, em coletiva de imprensa na Zona Azul, que o país sul-americano é um exemplo a ser seguido, por levar a sério os compromissos climáticos baseados na ciência.

    “A liderança do Brasil não é apenas inspiradora, mas também nos lembra de algo importante, que é de qual lado devemos estar. Do lado da razão, da ciência, e não do negacionismo e, portanto, do engano. Do lado da esperança diante do medo”, disse o presidente, que participa da Cúpula do Clima. O evento antecede a COP30 e reúne chefes de Estado, líderes de governos e representantes de alto nível de mais de 70 países.

    “Há dez anos, o mundo assinou um acordo muito importante, o Acordo de Paris, um pacto com o nosso próprio futuro como humanidade, um acordo que continua sendo a melhor ferramenta, o melhor instrumento que temos para enfrentar a emergência climática de forma solidária, eficaz e responsável. E hoje, mais do que nunca, precisamos retornar a esse espírito”, complementou. 
    Sánchez destacou os impactos da crise climática na Espanha e defendeu a urgência de implementar ações efetivas para evitar que esses eventos se repitam em todo o mundo.

    “Nos últimos 12 meses, vivenciamos inúmeras emergências climáticas: inundações, uma tempestade terrível, incêndios e ondas de calor sem precedentes. Até agora, nesta década, a emergência climática já ceifou mais de 20 mil vidas em nosso país”, disse Sánchez.

    “Tivemos consequências dramáticas neste verão, por exemplo, como a tempestade DANA [Depressão Isolada em Altos Níveis] em Valência. Trata-se também de um impacto econômico e social, pois muitos setores vitais foram afetados, como o turismo e o agronegócio em nosso país.”

    O presidente espanhol disse estar otimista com os resultados que poderão ser alcançados durante a COP30, desde que outros países sigam o caminho do multilateralismo. E não o exemplo isolacionista dos Estados Unidos.

    “A nova administração dos EUA está se retirando de grande parte da agenda multilateral. Acredito que, da perspectiva de outras potências, como a União Europeia, o compromisso é firme. Chegamos a um acordo para reduzir nossas emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040 e alcançar a neutralidade climática até 2050”, disse Sánchez.

    “Acredito que o que a Europa precisa fazer é o que a Espanha vem defendendo: abrir-se, criar e construir pontes com outras sociedades, com outros blocos regionais e, com sorte, sob a presidência brasileira, poderemos assinar esse importante acordo entre a União Europeia e o Mercosul”, acrescentou.

    Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

  • Jovem que acreditava ser Madeleine é condenada por assédio aos McCann

    Jovem que acreditava ser Madeleine é condenada por assédio aos McCann

    Jovem polonesa que acreditava ser Madeleine McCann foi considerada culpada pela Justiça, nesta sexta-feira (7), de assédio cometido contra os pais da menina britânica que desapareceu em Portugal em 2007

    Nesta sexta-feira (7), Julia Wandelt, jovem polonesa que acreditava ser Madeleine McCann, foi considerada culpada pela Justiça do Reino Unido por assédio aos pais da menina desaparecida na praia da Luz, em Portugal, em 2007.

    A jovem, que se declarou inocente, escondeu o rosto entre as mãos ao ouvir o veredito e chorou.

    A sentença poderá chegar a um máximo de seis meses de prisão, mas a BBC noticiou que Wandelt deverá ser deportada, já que a jovem deixou a Polônia e viajou até o Reino Unido, onde os McCann vivem.

    A cúmplice, Karen Spragg, uma sexagenária originária de Cardiff acusada de ter ajudado Wandelt, foi totalmente absolvida.

    Wandelt, de 24 anos, foi presa no aeroporto de Bristol, no Reino Unido, em fevereiro, e foi acusada de quatro crimes de perseguição por ter telefonado e escrito repetidamente a Kate e Gerry McCann entre junho de 2022 e fevereiro de 2025, e de se ter deslocado à residência da família em Rothley, perto de Leicester, centro da Inglaterra. Foi também acusada de enviar mensagens através das redes sociais aos gêmeos, Sean e Amelie. 

    Após um julgamento de cinco semanas no tribunal criminal de Leicester, o júri absolveu Julia Wandelt da acusação de perseguição, que, na legislação britânica, corresponde ao ato de seguir alguém ou de se dirigir à sua casa de forma não solicitada e obsessiva, mas declarou-a culpada de assédio.

    Em 2023, Wandelt alegou no Instagram ser a menina desaparecida, mas um teste de DNA provou que não tinha qualquer ligação com a família.

    Madeleine McCann desapareceu em 3 de maio de 2007, poucos dias antes de fazer quatro anos, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gêmeos, mais novos, em um apartamento de uma região turística, na Praia da Luz.

    Por que acredita Julia que é Maddie?

    Nos últimos dois anos, Julia alegava ser ela a menina britânica que desapareceu em Portugal. Em um dos seus testemunhos em tribunal, a jovem explicou quando e porque é que começaram a surgir as dúvidas quanto à sua própria identidade.

    “A minha mãe tem cabelo e olhos castanhos. O meu pai tem cabelo escuro, agora grisalho, mas era escuro, e olhos castanhos também”, disse Wandelt, que tem cabelo e olhos claros e cujas memórias, segundo a própria, só começaram a partir dos oito, nove anos.

    Apesar de pedir para ver as suas fotografias de infância, durante vários anos, Wandelt disse que os seus pais sempre se recusaram a mostrar-lhe as imagens e em uma época em que começou a acreditar ser adotada e ter pedido para fazerem um teste de DNA, este também lhe foi recusado.

    A jovem contou ainda em tribunal que foi abusada por um familiar idoso, e que o seu pai comentou com ela que esse homem, em tempos, chegou a raptar uma pessoa. Terá sido isto que levou à etapa seguinte da sua investigação: começar a verificar dados de base de pessoas desaparecidas, na procura por alguém com caraterísticas semelhantes às suas. E foi aí que encontrou a imagem de Maddie.

    Jovem que acreditava ser Madeleine é condenada por assédio aos McCann

  • Mulher é morta por engano ao tentar limpar casa errada nos EUA

    Mulher é morta por engano ao tentar limpar casa errada nos EUA

    Maria Florinda Ríos Pérez, de 32 anos, foi baleada pelo dono de uma casa em Indiana após confundir o endereço onde faria um serviço de limpeza. O marido presenciou o crime. A polícia confirmou que o casal havia parado na residência errada por engano

    Uma mulher que trabalhava para uma empresa de limpeza doméstica foi morta na quarta-feira (6) após confundir o endereço onde prestaria serviço. Ao tentar entrar por engano em uma casa errada, ela foi atingida por um disparo feito pelo morador. O marido, que a acompanhava, presenciou toda a cena.

    Maria Florinda Ríos Pérez, de 32 anos, foi baleada por volta das 7h, em Whitestown, no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Segundo o marido, o casal chegou à residência acreditando ser o local do trabalho de limpeza agendado. Enquanto ele procurava as chaves, Maria teria se impacientado, pegado as chaves de sua mão e se aproximado da porta.

    “Ela nem chegou a colocar a chave na fechadura”, contou o marido, relembrando o momento em que ouviu o disparo e viu Maria cair no chão.

    Enquanto o incidente ocorria, a central de emergência dos Estados Unidos recebeu uma ligação relatando uma possível tentativa de invasão na mesma casa. Quando a polícia chegou, encontrou a mulher já sem vida.

    A investigação concluiu que Maria Florinda foi confundida com uma invasora, mas o casal havia apenas se enganado de endereço. “Mais tarde, determinamos que as pessoas que tentaram entrar eram funcionários de uma empresa de limpeza que chegaram por engano à casa errada”, informou o Departamento de Polícia Metropolitana de Whitestown em comunicado. As autoridades ressaltaram que não há indícios de tentativa de invasão.

    “A perda de uma vida é sempre uma tragédia. Nossos corações e orações estão com todos os afetados”, acrescentou a polícia.

    O marido contou que o casal trabalhava com limpeza de residências havia sete meses e que, naquele dia, conferiu o endereço duas vezes antes de parar na casa errada. Eles têm quatro filhos, o mais novo com apenas 11 meses, que agora ficam sob os cuidados dele.

    “A única coisa que peço é justiça. Ele tirou a vida da minha esposa, e eu não consigo acreditar que isso seja humano”, declarou Mauricio Velázquez à emissora WRTV.

    A polícia segue investigando o caso.

    Mulher é morta por engano ao tentar limpar casa errada nos EUA

  • Coreia do Sul diz que Pyongyang lançou míssil balístico para mar do Japão

    Coreia do Sul diz que Pyongyang lançou míssil balístico para mar do Japão

    A Coreia do Norte realizou um novo teste de míssil balístico no mar do Japão, um dia após ameaçar retaliar as sanções impostas pelos Estados Unidos. O lançamento ocorre em meio à crescente tensão regional e ao fortalecimento militar entre Seul, Washington e Tóquio

    O Exército da Coreia do Sul anunciou nesta sexta-feira (6) que a Coreia do Norte lançou um míssil balístico não identificado no mar do Japão, um dia depois de Pyongyang ameaçar retaliar contra as sanções impostas pelos Estados Unidos.

    De acordo com o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, o lançamento ocorreu por volta das 12h40 (horário local) e o projétil caiu no mar do Japão. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre o tipo de míssil.

    A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, também confirmou o lançamento e informou que o míssil caiu fora da zona econômica exclusiva japonesa. “No momento, não há registros de danos”, afirmou em comunicado à imprensa.

    Na quinta-feira, a Coreia do Norte havia prometido “responder adequadamente” às sanções norte-americanas aplicadas contra indivíduos e empresas acusados de lavagem de dinheiro para financiar o programa nuclear do regime.

    O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou oito pessoas e duas empresas por envolvimento em esquemas ilegais de transferências financeiras destinadas a sustentar o desenvolvimento de armas nucleares norte-coreanas.

    Nas últimas semanas, Pyongyang intensificou os testes de armamentos, incluindo o lançamento de supostos mísseis hipersônicos e de cruzeiro em outubro.

    O novo teste ocorre poucos dias após a visita do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, à Coreia do Sul para reuniões sobre segurança regional. Hegseth elogiou os planos de Seul de ampliar os investimentos militares diante das ameaças nucleares vindas do Norte.

    Desde o colapso das negociações com Donald Trump, em 2019, o líder norte-coreano Kim Jong-un se recusou a retomar o diálogo com Washington e Seul. Desde então, o país vem acelerando seu programa de armas e estreitando laços com a Rússia, enviando soldados e equipamentos para apoiar a guerra na Ucrânia.

    Atualmente, o arsenal de Kim inclui mísseis nucleares com capacidade para atingir o território continental dos Estados Unidos.

    Coreia do Sul diz que Pyongyang lançou míssil balístico para mar do Japão

  • Novo ataque aéreo dos EUA contra um navio faz três mortos no Caribe

    Novo ataque aéreo dos EUA contra um navio faz três mortos no Caribe

    Os Estados Unidos realizaram um novo ataque aéreo no mar do Caribe contra uma embarcação suspeita de tráfico de drogas, com três mortos. A ação, defendida por Donald Trump, reacende o debate no Congresso sobre a legalidade das operações e a escalada de tensão com a Venezuela

    Os Estados Unidos realizaram um novo ataque aéreo no mar do Caribe contra uma embarcação suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas, resultando na morte de três pessoas, segundo anunciou o secretário de Defesa norte-americano.

    De acordo com Pete Hegseth, o ataque aconteceu em águas internacionais e teve como alvo uma embarcação operada por uma organização terrorista. Em publicação feita na rede social X, ele divulgou um vídeo de 20 segundos da operação e declarou que os ataques a embarcações de narcoterroristas continuarão até que o envenenamento do povo norte-americano cesse.

    Com essa ação, o número de mortos em operações semelhantes realizadas pelos Estados Unidos chegou a 70, em um total de 17 ataques desde o início da campanha.

    Na quarta-feira, o presidente Donald Trump defendeu publicamente as ofensivas durante um discurso no Fórum Empresarial Americano. Segundo ele, cada ataque salva 25 mil vidas norte-americanas das consequências do tráfico de drogas.

    Hegseth e o secretário de Estado, Marco Rubio, também informaram um grupo de líderes do Congresso sobre a campanha militar, apresentando detalhes da estratégia e da justificativa legal por trás das ações.

    Enquanto republicanos expressaram apoio ou mantiveram silêncio sobre o tema, parlamentares democratas cobraram mais transparência sobre os ataques e questionaram a legalidade das ações, que, segundo críticos, podem violar o direito internacional por resultarem na morte de supostos traficantes em alto-mar.

    No mesmo dia, o Senado norte-americano, de maioria republicana, rejeitou uma proposta que limitaria o poder de Trump de ordenar ataques contra a Venezuela. A iniciativa havia sido apresentada pelos democratas, que pedem maior controle do Congresso sobre as operações militares conduzidas pelo governo.

    Durante o Fórum Empresarial, a líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado, manifestou apoio à estratégia norte-americana. Ela afirmou que Maduro começou essa guerra e o presidente Trump está terminando.

    Segundo ela, a estratégia do presidente Trump contra essa estrutura criminosa e narcoterrorista é absolutamente correta, porque Nicolás Maduro não é um chefe de Estado legítimo, mas o líder de uma rede narcoterrorista que trava uma guerra contra o povo venezuelano.
     
     

     

     

    Novo ataque aéreo dos EUA contra um navio faz três mortos no Caribe

  • Candidatas abandonam Miss Universo após mexicana ser humilhada

    Candidatas abandonam Miss Universo após mexicana ser humilhada

    Durante reunião em hotel na Tailândia, o diretor do Miss Universo chamou a candidata do México de “burra” e mandou que ela se calasse. A reação em cadeia levou outras participantes a abandonarem o evento, e o responsável acabou afastado do cargo após forte repercussão

    Um vídeo divulgado sobre os bastidores do Miss Universo está dando o que falar! O diretor do concurso na Tailândia repreendeu a candidata do México, afirmando que se tem uma voz devia calá-la, caso quisesse vencer o concurso. Tudo aconteceu durante um encontro promovido pela organização do concurso, em um hotel em Bangkok, na Tailândia. O homem acabou sendo afastado do cargo.

    No momento em questão, as candidatas estavam reunidas e Nawat Itsaragrisil surge chamando Fatima Bosch (Miss México) de ‘burra’. Em seguida, as outras candidatas ao Miss Universo abandonaram um dos eventos do concurso indignadas com a situação.

    O diretor alegou que decidiu repreender a candidata mexicana por considerar que ela estava tendo um comportamento desrespeitoso. Nawat Itsaragrisil chamou a candidata do México, para a  questionar sobre o fato dela não querer participar de uma publicidade sobre o país onde se realizava o evento, a Tailândia. “Acho que isso não é bom para você”, afirmou.

    Quando ela tentou se defender-, o homem disse que deveria se calar chegando a dizer que estava sendo mal-educada e a desrespeitá-lo. Mais tarde ameaçou mesmo chamar um segurança para a tirar da sala.

    Nesse momento, todas as concorrentes, incluindo a vencedora do concurso do ano passado, levantaram-se e começaram a sair da sala, apesar das ameaças do homem.

    Já no exterior, a Miss Universo 2024, Victoria Theilvig, em solidariedade para com a colega, considerou que a situação não era correta.

    “Isto é sobre os direitos das mulheres”, começou afirmando ao sair da sala, considerando que “criticar uma mulher” desta forma “vai para lá do “desrespeitoso”. “É algo que para mim, enquanto pessoa, não concordo”, afirmou, afastando-se depois do local para espanto dos muitos jornalistas.

    Também com ela, vieram todas as outras concorrentes, que perante o tom autoritário do dono do concurso, consideraram que a melhor forma de mostrar o seu descontentamento seria deixá-lo sozinho na sala.

    O momento registrado em vídeo pode ser visto acima.

    A candidata do México, após o confronto, falou com os jornalistas, para criticar a atitude do diretor do concurso. “O que o diretor acabou de fazer é desrespeitoso. Não foi justo”, considerou Fátima Bosch, disparando ainda: “Nada pode calar a nossa voz”.

    Depois, Nawat Itsaragrisil falou novamente sobre o caso. Em um vídeo compartilhado nas suas redes sociais, o homem pediu desculpa se magoou alguém, mas lembrou que na sala estavam várias dezenas mulheres, tendo se dirigido apenas a uma delas.

    Lembrou ainda o seu trabalho intenso para garantir que todo o concurso decorresse com normalidade, o que inclui muito trabalho, e lamentou que às vezes as coisas não corram tão bem como o planejado.

    Apesar do pedido de desculpas, o mal já estava feito e o diretor geral do Miss Universo, Raul Rocha Cantú, acabou afastando o diretor da organização.

    “O que Nawat fez é inaceitável. A Miss Universo é uma plataforma para empoderar as mulher, não para humilhá-las”, disse.

    O concurso realiza-se este ano na Tailândia e decorre entre 19 e 21 de novembro.

    Candidatas abandonam Miss Universo após mexicana ser humilhada

  • Milei cai em fake news e comemora convite falso para cantar com AC/DC

    Milei cai em fake news e comemora convite falso para cantar com AC/DC

    O presidente compartilhou nas redes sociais uma notícia falsa que dizia que o AC/DC havia o convidado para cantar com a banda no estádio do River Plate, palco do show na Argentina

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente da Argentina, Javier Milei, foi vítima de uma fake news envolvendo a banda AC/DC, que tem show marcado no país para março do ano que vem. As informações são do jornal argentino Clarín.

    Javier Milei compartilhou nas redes sociais uma notícia falsa que dizia que o AC/DC havia o convidado para cantar com a banda no estádio do River Plate, palco do show na Argentina. O post compartilhado por um internauta ainda continha a seguinte frase: “Me preparei a vida toda para ver o Javo cantar Thunderstruck”, fazendo referência ao presidente, que tem Javo como um de seus apelidos, e a um dos clássicos do AC/DC, presente no álbum The Razors Edge (1990).

    “VAAAAAAAAMOOOOOO”, escreveu Milei em sua conta na rede social X. Embora o presidente tenha apagado sua publicação, o momento ‘fake news’ foi registrado pelos internautas argentinos. “Mal posso esperar para comprar os ingressos para ver o Javo, e de brinde ver o AC/DC”, brincou um deles em sua resposta no X, ainda com o post de Milei no ar.

    A fake news acontece uma pouco depois de Milei ter se arriscado como cantor de uma banda de rock em um show para 15 mil pessoas na Movistar Arena, em Buenos Aires. O evento contou com o lançamento de seu último livro, “La Construcción del Milagro”.

    A banda australiana volta à Argentina após 16 anos com a turnê “Power Up”, nomeada em homenagem ao seu mais recente álbum de estúdio. O show acontece em 23 de março, quase um mês após a apresentação no Brasil, marcada para 24 de fevereiro, no estádio do Morumbi.

    Milei cai em fake news e comemora convite falso para cantar com AC/DC

  • Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

    Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

    Iniciativa foi lançada durante a COP30, em Belém; países que conseguirem recuperar e manter suas florestas de pé serão recompensados financeiramente por esse esforço

    A sigla TFFF vem de Tropical Forest Forever Facility, batizado em português de Fundo Florestas Tropicais Para Sempre. Trata-se de um modelo de financiamento que vai combinar investimento público e privado e prevê que os recursos sejam repassados a países com florestas tropicais que trabalhem pela preservação dessas áreas. 

    Entre eles estão: 

    • Brasil, 
    • Colômbia, 
    • Peru, 
    • Indonésia, 
    • República Democrática do Congo e 
    • Gana.

    Na prática, países que conseguirem recuperar e manter suas florestas de pé serão recompensados financeiramente por esse esforço. Eles só receberão os valores após verificação por imagens de satélite que confirmem níveis de desmatamento abaixo de limites pré-definidos. 

    Da mesma forma, haverá deduções para cada hectare desmatado ou degradado. 

    A lógica do TFFF é a de que as florestas tropicais regulam o clima global, fornecem água doce e abrigam uma biodiversidade valiosa que impacta a vida de todos ao redor do planeta e a própria sobrevivência da humanidade – e geram benefício não apenas para o território em que se encontram. 

    Por isso, a ideia é que os países que trabalham pela preservação sejam recompensados financeiramente, uma vez que os benefícios da floresta em pé são usufruídos por todo o planeta.  

    O TFFF já está em funcionamento? A ideia foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, na COP 28 em Dubai, e passa a funcionar neste ano, a partir do lançamento oficial durante a  Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em Belém. 

    O Brasil fez o primeiro aporte de US$ 1 bilhão para o fundo durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em setembro.  O TFF está movimentando os debates da Cúpula do Clima, em Belém, evento que reúne chefes de Estado e governos e precede os debates oficiais COP30.  

    Quem já doou para o TFFF? 

    Além do aporte inicial de US$ 1 bilhão feito pelo Brasil, no primeiro dia da Cúpula do Clima, em Belém, outros países anunciaram investimentos:

    • Noruega – US$3 bilhões
    • Indonésia – US$1 bilhão
    • França – US$500 milhões 

    Dessa forma, até esta data, o TFF já totaliza mais de US$ 5 bilhões.

    O fundo já conta com o apoio de cinco países com florestas tropicais (Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia), além de outros potenciais investidores como Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido. 

    Como ele funciona? 

    O TFFF se diferencia dos modelos tradicionais como os fundos que são alimentados por doações. Isso porque ele paga por resultados, em vez de financiar projetos e recompensar florestas em pé. 

    Além disso, prevê um protagonismo das populações indígenas e povos e comunidades tradicionais, que desempenham papel direto na proteção das florestas. O mecanismo propõe destinar pelo menos 20% dos pagamentos nacionais a essas populações. 

    Quanto será investido no TFFF? 

    A proposta é que sejam captados, durante a COP20, US$ 25 bilhões por países investidores. Espera-se que o aporte seja um atrativo para alavancar o capital da iniciativa privada e, com isso, reunir US$ 125 bilhões a serem investidos na conservação das florestas tropicais.  

    De acordo com o Ministério de Meio Ambiente (MMA), o objetivo é mobilizar cerca de US$ 4 bilhões por ano, a serem distribuídos entre os países com florestas tropicais. Esse valor representa, segundo o governo, de três a quatro vezes os orçamentos discricionários dos ministérios do Meio Ambiente dos principais países florestais. 

    Por isso, a avaliação é de que o TFFF pode ter um impacto transformador sobre as políticas nacionais de conservação florestal.

    Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

  • Professora baleada por aluno de 6 anos ganha indenização de R$ 53 milhões

    Professora baleada por aluno de 6 anos ganha indenização de R$ 53 milhões

    Júri dos EUA responsabiliza ex-vice-diretora por negligência após não agir diante de alertas de que aluno, de 6 anos, armado representava risco

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um tribunal dos Estados Unidos concedeu uma indenização de R$ 53 milhões a uma professora que foi baleada por um aluno de seis anos. O episódio aconteceu em janeiro de 2023, na Virgínia.

    Abigail Zwerner alegou que avisou a vice-diretora da unidade sobre a criança estar com uma arma de fogo. No tribunal, ela ainda disse que Ebony Parker não agiu diante dos alertas.

    A bala atingiu a mão esquerda e depois a parte superior do tórax. A docente ficou gravemente ferida e precisou passar por cirurgias.

    Alunos teriam avisado adultos sobre arma dentro da mochila. No julgamento, duas professoras da unidade testemunharam que teriam alertado a professora e a diretora que o menino tinha levado uma arma para a escola, mas Ebony teria decidido não revistá-lo.

    O advogado da professora baleada afirmou que Parker se fez de desentendida perante o júri. O defensor de Parker, por outro lado, argumentou que ela não poderia saber o que aconteceria e afirmou que a docente exagerou em relação aos ferimentos.

    Professora cuidava de uma sala com 15 crianças, com idades de 6 e 7 anos. “Lembro de ver dois colegas de trabalho ao meu redor, e perceber que estava machucada, e eles estarem pressionando o local da dor”, disse a docente.

    Indenização é de US$ 10 milhões (cerca de R$ 53 milhões). Valor inicial pedido por ela foi de US$ 40 milhões. A vítima decidiu não atuar mais em sala de aula e agora deve investir na área da beleza.

    Vice-diretora também será julgada por abuso infantil com risco de vida. Ela enfrenta acusações criminais pela suposta negligência infantil. No total, são oito acusações. O julgamento está previsto para começar ainda este mês.

    Arma era da mãe do menino, que cumpre quatro anos de prisão. Ela foi culpada de negligência infantil e declarações falsas sobre uso de drogas no ano passado. Na casa, descobriu-se que não havia um local seguro para o armazenamento da pistola -como um cofre ou trava.

    Menino não foi acusado de irregularidades. Ele está sob cuidados de um parente e foi matriculado em uma escola diferente.

    Professora baleada por aluno de 6 anos ganha indenização de R$ 53 milhões

  • EUA enviam bombardeiros à costa da Venezuela pela 4ª vez

    EUA enviam bombardeiros à costa da Venezuela pela 4ª vez

    Dois B-52 circulam o Caribe perto de Caracas e outros pontos do país em meio ao vaivém de Trump sobre ataque; americano já disse que atacaria e depois voltou atrás, mas montou operação de guerra até com porta-aviões na região

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Donald Trump ordenou a quarta missão de bombardeiros estratégicos pesados junto à costa da Venezuela em três semanas, com dois modelos B-52 se aproximando do país caribenho governado pelo ditador Nicolás Maduro.

    A exibição de força integra a política de vaivém adotada pelo presidente americano na crise com Caracas, iniciada em meados de agosto com o envio de uma força-tarefa expedicionária de fuzileiros navais e diversos navios à região.

    De lá para cá, Trump promoveu uma grande escalada militar, revitalizando uma base fechada havia 23 anos em Porto Rico e deslocando caças, aviões e submarinos.

    A caminho do Caribe também está o maior e mais poderoso porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, que deixou o Mediterrâneo rumo ao Atlântico no começo da semana.

    Nesta quinta-feira (6), foi a vez de outro instrumento de pressão, o sobrevoo de bombadeiros estratégicos. No dia 15 de outubro foram três B-52, seguidos por dois B-1B no dia 23 e outros dois aparelhos do mesmo modelo no dia 27.

    Eles passaram a cerca de 80 km da costa da Venezuela, cujo espaço aéreo começa a pouco mais de 20 km do solo.

    Os B-52 envolvidos na ação mais recente são da base aérea de Minot, na Dakota do Norte. Segundo sua identificação em sites de rastreio de voos, ambos os aviões integram a frota de 30 modelos com capacidade apenas para ataques convencionais -outros 46 são equipados para receber mísseis e bombas com ogivas nucleares.

    Ninguém sabe onde Trump quer chegar. Ele já disse autorizou a CIA, a agência de espionagem dos EUA com longa tradição em fomentar golpes e crises na América Latina, a agir em solo venezuleano para desestabilizar Maduro.

    Depois, negou que fosse promover um ataque militar terrestre, mesmo tendo dito que isso iria acontecer. Na manifestação mais recente, na segunda (3), ele disse duvidar que haveria uma guerra entre seu país e a Venezuela, mas que o ditador estava com os dias contados.

    O republicano diz estar atrás dos cartéis de drogas que inundam os EUA com produtos como cocaína e fentanil. Desde 2020 Maduro é procurado pelo Departamento de Justiça sob a acusação de liderar um grupo narcoterrorista, e Trump subiu a recompensa por pistas que o levem à cadeia a US$ 50 milhões.

    Já o ditador afirma que o americano só está interessado em derrubá-lo para tomar as reservas de petróleo de seu país, as maiores do mundo. Maduro tem feito mobilizações de seus recursos militares, que não fazem frente aos EUA mas que podem causar danos pontuais à navios, como no hipotético emprego de mísseis antinavio russos disparados por seus caças Su-30.

    Algumas das demonstrações viraram motivo de piada online. Depois de mostrar camponeses fora de forma tentando manejar fuzis Kalachnikov, Maduro enfileirou alguns sistemas antiaéreos S-125 Petchora em praias do país.

    Por evidente, a função militar é nula, dado que é vital para esse tipo de armamento ficar o mais escondido possível, para evitar ser destruído antes ou depois do uso. De todo modo, os Petchora são eficazes relíquias soviéticas da Guerra Fria, em contraste com os bem mais avançados modelos russos S-300 de que Maduro dispõe.

    Trump, por sua vez, tem ido à vias de fato. Mais de 60 pessoas já foram mortas em ataques a barcos com supostos traficantes na região, com alguns incidentes também junto à costa colombiana no Pacífico. Bogotá e o presidente Gustavo Petro são outros alvos, menos ostensivos por ora, da campanha dos EUA.

    A crise tem gerado tensão regional ampla. O presidente Lula (PT), que está rompido com Maduro, irá a uma reunião de países latino-ameicanos e caribenhos na semana que vem para prestar solidariedade à Venezuela. Ele se colocou, sem sucesso, à disposição de Trump para mediar o conflito.

    Ante a pressão, Maduro já pediu ajuda diretamente à Rússia, sua maior fornecedora de material militar, China e Irã, todos país do polo oposto ao dos EUA na Guerra Fria 2.0. Moscou deu declarações simpáticas e prometeu apoio, mas na prática não parece ter passado disso.

    Na semana passada, um avião cargueiro Il-76 vindo da Rússia com escalas na Armênia e países africanos pousou em Caracas antes de seguir para Cuba, outra aliada de Moscou na região. Isso disparou especulações de reforços militares, que nas redes sociais já viraram a hipótese do envio de mísseis avançados.

    Segundo a Folha ouviu de pessoas próximas ao Kremlin, se havia algo, era dinheiro. Elas dizem que Maduro parou de ter condições para pagar por armas russas desde pouco antes da pandemia, e que Vladimir Putin não arriscará uma escalada na já tensa relação com Trump, devido à Guerra da Ucrânia.

    EUA enviam bombardeiros à costa da Venezuela pela 4ª vez