Categoria: MUNDO

  • Zelensky alerta que Rússia se prepara para uma "grande guerra" na Europa

    Zelensky alerta que Rússia se prepara para uma "grande guerra" na Europa

    O presidente ucraniano afirmou que Moscou aumenta a produção militar e pode estar se preparando para um conflito em larga escala nos próximos anos. Zelensky pediu mais pressão internacional para conter a Rússia e reduzir sua capacidade de ataque antes que uma nova guerra se inicie na Europa.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (13) que não há indícios de que a Rússia pretenda encerrar a guerra e alertou que o país de Vladimir Putin pode estar se preparando para um conflito de grandes proporções entre 2029 e 2030.

    “Precisamos aumentar a pressão sobre a Rússia. Pela situação no campo de batalha, não vemos sinais de que eles queiram parar. O problema é que, ao observarmos a indústria militar russa, percebemos que estão ampliando sua produção. Nossa avaliação é de que pretendem continuar essa guerra”, escreveu Zelensky na rede social X (antigo Twitter).

    Segundo o presidente, uma pressão internacional mais forte poderia forçar Moscou a fazer uma pausa. No entanto, ele advertiu que a Rússia “quer uma grande guerra” e que o país precisa estar pronto para isso em poucos anos.

    “Acreditamos que, se houver forte pressão, os russos precisarão de uma pausa. Mas devemos reconhecer que eles se preparam para um grande conflito e podem estar prontos entre 2029 e 2030 para iniciar uma guerra dessa dimensão, no continente europeu. Encaramos isso como um enorme desafio”, afirmou.

    Zelensky reforçou ainda que é essencial “pensar em como deter a Rússia na Ucrânia” e fazer tudo o que for possível para “reduzir sua capacidade militar”.

    O alerta do líder ucraniano foi feito um dia após o Canadá anunciar novas sanções contra Moscou, voltadas principalmente ao setor energético. As medidas atingem 13 pessoas e 11 empresas ligadas à produção de gás natural liquefeito e ao desenvolvimento do programa de drones da Rússia, além de 100 navios usados para contornar penalidades internacionais.

    Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido já haviam imposto sanções semelhantes.

    Nas últimas semanas, a Ucrânia vem enfrentando uma nova onda de ataques russos contra suas infraestruturas energéticas e a ofensiva sobre a cidade estratégica de Pokrovsk, no leste do país, enquanto o inverno se aproxima e as negociações de paz permanecem estagnadas.
     

     

    Zelensky alerta que Rússia se prepara para uma "grande guerra" na Europa

  • Trump orienta embaixadas a negar visto por obesidade ou doenças crônicas

    Trump orienta embaixadas a negar visto por obesidade ou doenças crônicas

    Nova diretriz do governo Trump autoriza embaixadas a negar vistos a estrangeiros com doenças crônicas, como obesidade e diabetes, sob o argumento de evitar custos ao sistema de saúde. A medida amplia as exigências médicas e financeiras para quem deseja viver nos Estados Unidos.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma diretriz às embaixadas que pode barrar o visto de entrada no país a pessoas com doenças crônicas, incluindo obesidade e diabetes.

    Trump justifica medida com base na possibilidade de aumento de custos para o sistema de saúde. A nova diretriz aumentou a gama de doenças a serem consideradas na hora de emitir a permissão de entrada nos EUA. O documento cita condições específicas, como doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, câncer, diabetes, doenças metabólicas, doenças neurológicas e transtornos mentais, e insta os agentes a considerarem ainda a obesidade, com base nos problemas médicos que ela pode causar.

    Diretriz não especifica o tipo de visto requerido para aplicação das exigências. Documento foi enviado pelo Departamento de Estado dos EUA a embaixadas e obtido pelo KFF Health News. O veículo especializado em assuntos de saúde teve acesso às orientações antes de serem divulgadas ao público. Segundo um especialista entrevistado pelo portal, é possível que as embaixadas só apliquem a exigência para quem quiser morar no país.

    Porta-voz confirmou autenticidade do documento à Fox News. Tommy Piggot, porta-voz adjunto do Departamento de Estado, disse, em nota, que “não é segredo que a administração de Trump está colocando os americanos em primeiro lugar, isso inclui a aplicação de políticas que garantam que nosso sistema de imigração não seja um fardo para o contribuinte americano.”

    ANÁLISES PASSAM A SER MAIS DETALHADAS

    Familiares também serão considerados. Não apenas o solicitante do visto será investigado, mas também os dependentes dele. Se algum tiver doenças crônicas ou necessidades de saúde que possam impedir que o imigrante trabalhe, o visto pode ser negado.

    Exames médicos vão ficar mais rigorosos. Mesmo antes da nova diretriz, solicitantes de vistos de imigração já tinham que passar por uma avaliação médica. No entanto, a checagem observava principalmente doenças contagiosas, como tuberculose, e o histórico vacinal. Agora, com as novas orientações, essa triagem passa a ser mais rigorosa e incluir, ainda, uma projeção de custos e necessidades médicas futuras.

    Além das doenças, os solicitantes terão capacidades financeiras checadas. Com base no objetivo de não gerar custos ao sistema de saúde, as embaixadas vão avaliar se os estrangeiros teriam condições de pagar pelos tratamentos de que eventualmente precisem sem recorrer ao governo.

    Trump orienta embaixadas a negar visto por obesidade ou doenças crônicas

  • Democratas divulgam emails de Epstein que citam Trump: Casa Branca reage

    Democratas divulgam emails de Epstein que citam Trump: Casa Branca reage

    Emails de 2019 revelados por democratas dos EUA mostram que Jeffrey Epstein teria afirmado que Donald Trump “sabia das meninas”. A Casa Branca classificou o caso como “farsa”, e o ex-presidente negou qualquer envolvimento com os crimes do financista condenado por exploração sexual.

    Os democratas do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgaram, nesta quarta-feira, documentos que incluem trocas de emails entre Jeffrey Epstein e pessoas próximas de Donald Trump. As mensagens, datadas de 2019, mostram que o financista, condenado por crimes sexuais, afirmou que o então presidente “sabia das meninas”.

    Em um dos emails enviados a Michael Wolff, escritor e jornalista norte-americano, Epstein disse que Trump pediu que ele renunciasse à condição de membro de Mar-a-Lago, o clube privado do ex-presidente na Flórida. “É claro que ele sabia das meninas, pois pediu a Ghislaine que parasse”, escreveu o financista, referindo-se a Ghislaine Maxwell, sua ex-companheira e cúmplice.

    Outro email, de 2011, indicaria que Trump passou “várias horas” com uma das vítimas, identificada como Virginia Giuffre, que morreu em abril de 2025, aos 41 anos. O documento faz parte do espólio de Epstein, morto em 2019, e foi usado pelos congressistas democratas para questionar o que o ex-presidente sabia sobre os crimes cometidos pelo milionário.

    Trump reagiu dizendo que o caso é “mais uma tentativa de distração” dos democratas. “Eles querem ressuscitar a farsa de Jeffrey Epstein para desviar a atenção de seus fracassos, como a paralisação do governo”, escreveu o republicano na rede Truth Social. Segundo ele, “só um republicano muito tolo cairia nessa armadilha”.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também defendeu Trump, afirmando que os emails “não provam absolutamente nada” e que o ex-presidente “não fez nada de errado”. Ela acusou os democratas de “vazar seletivamente informações para criar uma narrativa falsa”.

    Leavitt lembrou que Trump expulsou Epstein de Mar-a-Lago “há décadas, por mau comportamento com funcionárias” e citou que Virginia Giuffre teria declarado em mais de uma ocasião que o ex-presidente “não fez nada de errado e sempre foi cordial” nas poucas vezes em que se encontraram.

    O governo norte-americano também divulgou uma lista de reportagens que, segundo a Casa Branca, demonstram a falta de credibilidade de Michael Wolff, o autor que recebeu o email de Epstein, classificando seu trabalho como “repleto de erros e imprecisões”.

    O caso reacendeu o debate político sobre as relações de Epstein com figuras influentes. Em setembro, os democratas já haviam revelado uma carta sexualmente sugestiva supostamente assinada por Trump e endereçada ao financista. Embora o magnata e a Casa Branca tenham negado, o The New York Times apontou semelhanças entre a assinatura da carta e a usada por Trump em correspondências pessoais.

    Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, em Nova York, sob circunstâncias que levantaram suspeitas de homicídio. Ele mantinha laços próximos com políticos, empresários e celebridades, entre eles Donald Trump, Bill Clinton e o príncipe Andrew, do Reino Unido.

    Durante sua campanha à presidência, Trump prometeu “revelações bombásticas” sobre o caso, mas desde então tem tentado minimizar o tema, chamando as acusações de “farsa orquestrada pela oposição democrata”.

    Democratas divulgam emails de Epstein que citam Trump: Casa Branca reage

  • Avião com congressistas dos EUA faz pouso de emergência após tumulto

    Avião com congressistas dos EUA faz pouso de emergência após tumulto

    Uma passageira provocou um tumulto a bordo de um voo que levava quatro membros do Congresso norte-americano para Washington. A aeronave precisou pousar de emergência no Kansas. A mulher foi retirada pela polícia, e o avião chegou ao destino horas depois

    Um avião que transportava quatro membros do Congresso dos Estados Unidos precisou desviar a rota e fazer um pouso de emergência na terça-feira, 11 de novembro, após uma passageira causar um tumulto a bordo.

    A informação foi divulgada pelo deputado republicano Greg Stanton em sua conta na rede social X. Além dele, também estavam no voo os congressistas republicanos Eli Crane, Andy Biggs e Paul Gosar.

    Os quatro parlamentares seguiam para Washington, onde participariam da votação que decidiu pelo fim da paralisação do governo norte-americano, realizada na quarta-feira.

    O avião, que partiu do Aeroporto Internacional de Phoenix Sky Harbor, fez um pouso não programado no estado do Kansas após a passageira iniciar um confronto durante o voo. Segundo o site FlightAware, a aeronave já estava no ar havia 2 horas e 41 minutos quando foi desviada, pousando em segurança por volta das 18h15 (horário local).

    Ainda não se sabe o que motivou o comportamento da mulher, mas a companhia aérea confirmou o incidente. Em vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível ver a passageira sendo retirada da aeronave por policiais após o pouso.

    Depois do episódio, o avião retomou a viagem e chegou ao destino final por volta das 21h, no horário local.
     
      Confira acima.

    Avião com congressistas dos EUA faz pouso de emergência após tumulto

  • Incêndio consome parte de histórico estádio inglês durante a noite; veja

    Incêndio consome parte de histórico estádio inglês durante a noite; veja

    Incêndio atingiu parte do estádio St. James Park, do Exeter City, na noite de quarta-feira. O clube confirmou que uma área foi danificada, mas o fogo foi controlado em cerca de duas horas após a rápida ação dos bombeiros e de moradores que alertaram sobre o incidente.

    Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite de quarta-feira, parte do St. James Park, estádio do Exeter City, tradicional clube inglês que atualmente disputa a League One, equivalente à terceira divisão do futebol do país.

    Em comunicado divulgado na manhã desta quinta-feira, o clube, sediado no sudoeste da Inglaterra, informou que “uma pequena área” do estádio foi danificada pelo fogo e agradeceu a rápida atuação dos bombeiros e das pessoas que alertaram sobre o incidente.

    “Tudo indica que o incêndio começou na esquina do estádio entre a St. James Road e a Well Street, e causou danos à estrutura temporária que abriga a sala de controle do estádio”, diz o texto.

    “O alarme foi acionado logo após as 22h (horário local), e o incêndio foi combatido por mais de cinco corporações de bombeiros, que conseguiram controlar as chamas em cerca de duas horas”, acrescenta o comunicado.

    O Exeter City informou ainda que fará uma avaliação detalhada dos danos ao longo das próximas horas e prometeu divulgar novas informações assim que possível.

    Incêndio consome parte de histórico estádio inglês durante a noite; veja

  • Governo federal dos EUA volta a funcionar após assinatura de Donald Trump

    Governo federal dos EUA volta a funcionar após assinatura de Donald Trump

    Donald Trump sancionou a lei que encerra a paralisação de 43 dias no governo dos EUA, a mais longa da história. O acordo garante financiamento temporário até 30 de janeiro e prevê o retorno de 670 mil funcionários federais, além do pagamento retroativo dos servidores essenciais.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira a proposta de lei aprovada pelo Congresso que encerra o bloqueio de 43 dias nas atividades administrativas do governo, o mais longo da história do país.

    O acordo, aprovado horas antes pelos parlamentares, estabelece um orçamento provisório até 30 de janeiro. Até essa data, o Congresso americano deverá aprovar as verbas definitivas para o restante do ano fiscal, a fim de evitar uma nova paralisação.

    O pacote orçamentário garante o financiamento temporário das agências governamentais, dando mais tempo para negociações de longo prazo, e inclui mecanismos para evitar novas suspensões. Entre as medidas, está a liberação de recursos para o Departamento de Agricultura durante todo o exercício fiscal, assegurando a continuidade do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP), que fornece ajuda alimentar a milhões de americanos.

    Durante a paralisação, iniciada no começo de novembro, cerca de 10% da população, o equivalente a uma em cada dez pessoas, ficou sem acesso ao benefício.

    O novo orçamento também permite que cerca de 670 mil funcionários federais retornem ao trabalho após mais de seis semanas sem salário, e garante o pagamento retroativo a outros 730 mil servidores que continuaram em funções consideradas essenciais. O último pagamento havia sido feito em meados de outubro, e de forma parcial.

    A medida deve ainda aliviar a crise no transporte aéreo, já que a falta de controladores de voo reduziu o número de decolagens para cerca de 10% do normal nos principais aeroportos, gerando milhares de atrasos e cancelamentos.

    A proposta, aprovada no Senado na segunda-feira com o apoio de oito democratas e ratificada nesta quarta pela Câmara dos Representantes, também anula cerca de seis mil demissões autorizadas pelo governo Trump durante o bloqueio e impede novas reduções de pessoal federal até janeiro.

    Durante a cerimônia de assinatura na Casa Branca, Trump agradeceu aos senadores democratas que apoiaram o texto e afirmou que não permitirá outra extorsão nas próximas negociações orçamentárias. Segundo ele, as discussões não deveriam ser tão complexas, dada a maioria republicana no Congresso.

    Os Estados Unidos recorrem há décadas a resoluções orçamentárias temporárias e projetos omnibus, que acumulam atrasos. O último orçamento anual completo foi aprovado em 1997.

    O impasse de mais de um mês no Congresso foi motivado pela recusa dos democratas em apoiar a continuidade do orçamento sem a renovação dos subsídios ao Obamacare, que expiram no fim do ano. Já os republicanos exigiam primeiro reabrir o governo para só depois negociar o tema.

    Após o acordo, os republicanos prometeram permitir a votação da extensão dos subsídios do Obamacare assim que o orçamento provisório for aprovado.

    Governo federal dos EUA volta a funcionar após assinatura de Donald Trump

  • Ônibus despenca de desfiladeiro no Peru, e ao menos 37 morrem

    Ônibus despenca de desfiladeiro no Peru, e ao menos 37 morrem

    Em 2018, 44 morreram após queda no mesmo trecho da estrada Panamericana Sul, na região de Arequipa; há 26 feridos, dos quais 3 em estado grave, dizem autoridades

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pelo menos 37 pessoas morreram e outras 24 ficaram feridas nesta quarta-feira (12) após um ônibus despencar em um desfiladeiro em uma região montanhosa no departamento (estado) de Arequipa, no sul do Peru, informaram autoridades locais.

    O acidente, ocorrido na madrugada, é um dos piores dos últimos anos no país. Em fevereiro de 2018, perto do local da tragédia desta quarta-feira, 44 pessoas morreram após um ônibus também cair nesse trecho da Panamericana Sul e parar às margens do rio Ocoña.

    O veículo com 60 passageiros, da empresa Llamosas, colidiu com uma picape em uma curva em uma região de traçado muito sinuoso, entre o rio e o oceano Pacífico. O impacto fez com que o ônibus caísse em um precipício de cerca de 200 metros de profundidade. As circunstâncias do acidente ainda são desconhecidas.

    De acordo com Walther Oporto, chefe regional de saúde de Arequipa, 36 pessoas morreram no local, e outra faleceu no hospital, segundo informações dos bombeiros que atuaram no resgate. No entanto, o número de mortos pode aumentar; 26 pessoas ficaram feridas, 3 delas em estado grave. Entre os feridos há um bebê de oito meses e outras duas crianças, conforme uma lista divulgada por autoridades locais.

    MOTORISTA DETIDO

    O veículo de passageiros havia partido na noite de terça-feira da localidade de Chala, na província de Caravelí, com destino a Arequipa, a segunda maior cidade do Peru. Faltavam cerca de 200 km para o fim da viagem.

    O ônibus capotou por uma área árida até parar às margens de um rio, segundo imagens da Panamericana Televisão, enquanto a picape ficou na lateral da curva com a cabine totalmente destruída.

    O Ministério Público de Arequipa informou em um comunicado que o motorista do carro sobreviveu e “está detido”. Não informou, no entanto, se havia mais pessoas no veículo.

    “Serão realizadas as diligências correspondentes para determinar sua responsabilidade no acidente”, acrescentou em uma mensagem no Facebook.
    Cerca de 30 policiais, em coordenação com bombeiros, trabalhavam na retirada de feridos e recuperação de corpos, informou o Ministério do Interior em um comunicado.

    A grande quantidade de acidentes no Peru está associada principalmente ao excesso de velocidade, embriaguez, entre outras imprudências, além da topografia do país. No ano passado, foram registrados 3.173 mortos nas vias peruanas.

    Ônibus despenca de desfiladeiro no Peru, e ao menos 37 morrem

  • Brasileira presa no Camboja é condenada a 2 anos e 6 meses de prisão, diz família

    Brasileira presa no Camboja é condenada a 2 anos e 6 meses de prisão, diz família

    Irmã afirma que arquiteta foi condenada injustamente e é vítima de tráfico internacional; Itamaraty diz que embaixada em Bancoc tem conhecimento do caso e vem dialogando com autoridades

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A brasileira Daniela Marys, 36, presa no Camboja sob acusação de porte de drogas, foi condenada a dois anos e seis meses de prisão. A informação foi confirmada pela irmã de Daniela, Lorena Oliveira. Segundo ela a jovem foi vítima de tráfico internacional de pessoas.

    A família tem até 30 dias para recorrer da decisão. “Estamos abalados e muito tristes”, diz Lorena. A reportagem procurou o Itamaraty e questionou se o órgão deve entrar com algum recurso para extraditar a arquiteta, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

    Segundo Lorena, o advogado de Daniela abandonou o caso e não compareceu nesta quarta-feira (12) para ouvir a sentença. Agora, a família busca uma nova defesa e conta com apoio e assessoria de advogados no Brasil para solicitar providências cabíveis junto ao Itamaraty visando uma possível extradição.

    Até hoje, a família desconhece qual substância Daniela é acusada de portar -as autoridades afirmam apenas que ela possuía três cápsulas.

    Daniela, que é arquiteta, viajou ao Camboja em 30 de janeiro após receber uma proposta de emprego na área de telemarketing.

    A família ficou preocupada com a ideia, mas Daniela dizia que seria algo provisório para juntar dinheiro e retornar ao Brasil. A irmã afirma que a arquiteta já morou em outros países -como nos Estados Unidos e em Dubai- e nunca havia tido problemas.

    De acordo com a irmã, logo após chegar ao país, Daniela teria estranhado a exigência em entregar ao passaporte ao seus empregadores. Além disso, relatou ter de dividir o quarto com outras jovens e não poder fechar a porta do cômodo.

    Após algum tempo, Daniela teria descoberto que o trabalho consistia em aplicar golpes em brasileiros. Descontente, ela teria pedido para deixar o local, segundo a irmã. Mas, em 26 de março, policiais apareceram no dormitório e a prenderam por posse das cápsulas.

    A partir daí, a faília relata que começaram as dificuldades para conseguir contato com Daniela. Após a prisão, golpistas que estavam em posse do telefone da brasileira ainda aplicaram um golpe, obrigando a família a transferir R$ 27 mil, conta a irmã.

    Todos os gastos com comida, água e itens de higiene usados por Daniela na prisão precisam ser pagos pela família. Por isso, foi criada uma vaquinha online para arrecadar R$ 60 mil, a fim de cobrir as despesas já acumuladas, incluindo o valor que poderá ser necessário para o retorno dela ao Brasil.

    BRASIL ALERTA PARA ALICIAMENTO DE PESSOAS COM FALSAS PROPOSTAS DE EMPREGO

    Em outubro, o ministério de Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Bancoc tem conhecimento do caso e vem realizando gestões junto ao governo cambojano, prestando a assistência consular cabível, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares e com o Protocolo Operativo Padrão de Atendimento às Vítimas Brasileiras do Tráfico Internacional de Pessoas.

    A pasta acrescenta que atua em iniciativas de prevenção e que, desde a identificação dos primeiros casos de tráfico humano na região, em 2022, publicou um alerta sobre o aliciamento de brasileiros.

    Em fevereiro de 2025, foi emitido um novo alerta. No comunicado, o ministério informa que os golpes ocorrem por meio de propostas de emprego em call centers -como no caso de Daniela- e em cassinos, onde as vítimas acabam submetidas a condições análogas à escravidão, forçadas a cometer fraudes cibernéticas e a aliciar outras pessoas da mesma nacionalidade.

    Em 2024, o Brasil anunciou a decisão de abrir uma embaixada em Phnom Penh. Em junho deste ano, o Senado aprovou a indicação de Vivian Loss Sanmartin como a primeira embaixadora do Brasil no Camboja.

    Segundo o Senado, a embaixada deverá acompanhar os casos de brasileiros vítimas de tráfico humano e de condições de trabalho degradantes no país.

    Atualmente, estima-se que cerca de 20 brasileiros residam no país asiático. Nove brasileiros contratados para trabalhar em centros de crime cibernético foram repatriados entre 2022 e 2023.

    Brasileira presa no Camboja é condenada a 2 anos e 6 meses de prisão, diz família

  • Emails de Epstein sugerem que Trump sabia de abusos sexuais

    Emails de Epstein sugerem que Trump sabia de abusos sexuais

    Republicano tinha ciência sobre esquema, segundo mensagens divulgadas por democratas; ele nega envolvimento; atual presidente também teria passado horas com uma das vítimas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O financista Jeffrey Epstein, morto em 2019 após ser acusado de exploração e tráfico sexual, escreveu em emails que Donald Trump passou “horas em sua casa” com uma das vítimas e que o atual presidente “sabia sobre as meninas” envolvidas no esquema, segundo mensagens obtidas pelo Congresso dos Estados Unidos.

    As mensagens foram divulgadas por democratas do Comitê de Supervisão da Câmara e levantam dúvidas sobre a relação entre Trump e Epstein. O republicano sempre negou envolvimento nos crimes atribuídos ao financista.

    Segundo o jornal americano The New York Times, os emails foram enviados ao Congresso junto de outros documentos como parte da investigação sobre a rede sexual. As mensagens foram editadas para proteger a identidade das vítimas e não está claro se fazem parte de diálogos mais amplos.

    Os emails teriam sido trocados após o acordo judicial de 2008 que livrou Epstein de acusações federais, mais graves, em troca de uma confissão de culpa em nível estadual.

    “Quero que você perceba que aquele cachorro que não latiu é Trump. [A vítima] passou horas na minha casa com ele, e ele nunca foi mencionado”, escreveu Epstein numa mensagem de 2011 enviada à socialite Ghislaine Maxwell, que foi namorada do financista e condenada pela Justiça em cinco acusações por recrutar jovens e ajudar o investidor a abusar delas.

    Em outro email, de 2019, Epstein escreveu ao escritor Michael Wolff que Trump “sabia sobre as meninas, pois pediu a Ghislaine que parasse [o esquema]”, ainda de acordo com as mensagens divulgadas.

    “Esses emails e correspondências recentes levantam questões gritantes sobre o que mais a Casa Branca está escondendo e sobre a natureza da relação entre Epstein e o presidente”, escreveu o deputado democrata Robert Garcia, da Califórnia, em comunicado após a divulgação das mensagens.

    Trump nega qualquer envolvimento e diz que o caso é “mais uma farsa dos democratas”. Ele reconhece ter sido próximo de Epstein nos anos 1990 e início dos 2000, mas afirma que rompeu a amizade após uma disputa por um imóvel em Palm Beach, na Flórida.

    Emails de Epstein sugerem que Trump sabia de abusos sexuais

  • Trump pressiona presidente de Israel por perdão a Netanyahu em caso de corrupção

    Trump pressiona presidente de Israel por perdão a Netanyahu em caso de corrupção

    Premiê israelense é acusado de suborno, fraude e quebra de confiança desde 2019; ele afirma ser inocente; presidente americano escreve em carta que processo contra aliado é ‘perseguição política injustificada’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente de Israel, Isaac Herzog, recebeu uma carta do seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo que considere conceder perdão ao primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, informou o gabinete presidencial israelense nesta quarta-feira (12).

    Netanyahu enfrenta processos relacionados à corrupção, e Trump, um de seus aliados mais próximos, já havia solicitado o perdão outras vezes. O premiê israelense nega as acusações e se declara inocente.

    “Embora eu respeite plenamente a independência do sistema judiciário israelense e suas exigências, acredito que este caso contra Bibi [como o premiê israelense é conhecido], que lutou ao meu lado por tanto tempo, inclusive contra o Irã, é uma perseguição política injustificada”, escreveu Trump na carta divulgada pelo gabinete de Herzog.

    A Presidência israelense enfatizou, no entanto, que qualquer pedido de indulto deve ser formalizado conforme os procedimentos legais estabelecidos.

    Durante visita a Israel em outubro, Trump já havia defendido publicamente que Herzog concedesse o perdão a Netanyahu em um discurso no Parlamento, em Jerusalém. Na ocasião, o americano foi recebido com aplausos e elogiou o premiê por sua “grande coragem e patriotismo”

    Netanyahu foi indiciado em 2019 por acusações relacionadas a suborno, fraude e quebra de confiança -todas as quais ele nega. Ele descreveu o julgamento contra ele como uma “caça às bruxas orquestrada pela esquerda” com o “objetivo de derrubar um líder de direita democraticamente eleito”.

    O julgamento do premiê começou em maio de 2020 e tem sido adiado várias vezes desde então. Em um dos processos, ele e sua esposa, Sara Netanyahu, são acusados de ter recebido presentes de luxo, incluindo charutos, joias e champanhe, avaliados em mais de US$ 260 mil (cerca de R$ 1,4 milhão) de empresários bilionários em troca de favores políticos.

    Em outros dois casos, o primeiro-ministro responde por supostas tentativas de obter cobertura jornalística favorável em dois veículos de imprensa israelenses em troca de benefícios regulatórios ou políticos.

    Embora o cargo de presidente em Israel seja majoritariamente cerimonial, Herzog tem autoridade para conceder perdões em circunstâncias excepcionais.

    O premiê tem sido acusado de prolongar a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza para se proteger contra uma eventual ordem de prisão ao permanecer no poder. Mais de 68 mil palestinos já foram mortos no conflito, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo grupo terrorista.

    Além dos problemas domésticos, a imagem de Netanyahu sofreu novo desgaste no ano passado, quando o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra ele e seu ex-ministro de Defesa Yoav Gallant, juntamente com um líder do Hamas, por supostos crimes de guerra no conflito em Gaza.

    Trump pressiona presidente de Israel por perdão a Netanyahu em caso de corrupção