Categoria: MUNDO

  • "Obcecado" abre fogo junto à Casa Branca: Veja o que aconteceu

    "Obcecado" abre fogo junto à Casa Branca: Veja o que aconteceu

    Homem “retirou uma arma da sua mala e abriu fogo” junto ao perímetro de segurança da Casa Branca. Os agentes dos Serviços Secretos responderam e atingiram o suspeito, de 21 anos, que acabou por morrer no hospital. Durante o tiroteio, um pedestre foi também atingido por disparos.

    Um homem armado abriu fogo contra agentes do United States Secret Service em frente à Casa Branca, no sábado, e morreu após ser baleado. O incidente aconteceu ainda antes do anoitecer, mas um forte esquema policial permaneceu no local durante toda a noite nos arredores da residência oficial do presidente dos Estados Unidos.

    O atirador disparou contra agentes em um posto de segurança próximo à Casa Branca. “Os agentes do Serviço Secreto reagiram, atingindo o suspeito, que foi levado a um hospital local, onde morreu posteriormente”, informou a corporação em comunicado.

    Uma pessoa que passava pelo local também ficou ferida durante a troca de tiros, segundo o serviço de segurança presidencial, que não divulgou detalhes sobre o estado de saúde da vítima. De acordo com a CBS News, o pedestre estaria em estado grave.

    Mais cedo, a imprensa norte-americana havia noticiado que agentes responsáveis pela segurança pessoal do presidente responderam a relatos sobre um homem armado nas proximidades da Casa Branca, o que desencadeou o tiroteio.

    Entre 15 e 30 disparos teriam sido efetuados em uma esquina a cerca de um quarteirão do prédio onde mora o presidente dos EUA, Donald Trump.

    O som dos tiros foi ouvido por jornalistas que estavam no gramado norte da Casa Branca fazendo transmissões ao vivo sobre o andamento das negociações de paz com o Irã e a possibilidade de um acordo anunciado por Trump naquele sábado.

    Os profissionais foram levados para a sala de imprensa e acompanharam a movimentação de agentes fortemente armados do Serviço Secreto.

    A correspondente-chefe da ABC News na Casa Branca, Selina Wang, foi uma das jornalistas que relatou o episódio e publicou um vídeo do momento.

    “Eu estava gravando um vídeo para as redes sociais com meu iPhone no gramado norte da Casa Branca quando ouvimos os tiros. Pareciam dezenas de disparos. Nos mandaram correr para a sala de coletiva de imprensa, onde estamos agora”, contou.

    Trump estava na Casa Branca no momento dos disparos. Ele havia cancelado todas as viagens do fim de semana por causa da crise com o Irã e não foi afetado pelo ocorrido, informou o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi.

    “Obcecado” pela Casa Branca

    Donald Trump também se pronunciou sobre o caso e afirmou que o homem que abriu fogo perto da Casa Branca tinha histórico de violência e parecia obcecado pelo local.

    “Agradeço aos nossos excelentes agentes do Serviço Secreto e às forças de segurança pela ação rápida e profissional nesta noite contra um atirador perto da Casa Branca que tinha histórico de violência e parecia obcecado pelo edifício mais amado da nossa nação”, escreveu nas redes sociais.

    Diversos veículos de imprensa dos Estados Unidos identificaram o suspeito como Nasire Best, de 21 anos. Morador de Maryland, ele tinha histórico de problemas de saúde mental e já era conhecido do Serviço Secreto por circular diversas vezes nas imediações da Casa Branca.

    Incidente ocorreu cerca de um mês após outro episódio de segurança

    O caso aconteceu cerca de um mês depois do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, quando um homem de 31 anos tentou entrar armado no salão do hotel onde ocorria o evento, que contava com a presença de Trump, da primeira-dama Melania Trump, integrantes do governo, do presidente da Câmara dos Representantes e cerca de dois mil convidados.

    Segundo a promotoria, por volta das 20h30, Cole Allen passou correndo pelo detector de metais, seguiu em direção à escadaria que levava ao salão principal e disparou uma arma.

    Agentes do Serviço Secreto responderam com cinco tiros. O homem não foi atingido, caiu no chão e foi imobilizado. Ninguém ficou ferido, embora os disparos tenham provocado a retirada de Trump do local.

    De acordo com documentos judiciais, Allen deixou mensagens eletrônicas antes do ataque dizendo que seu alvo era Trump, a quem chamou de “pedófilo, estuprador e traidor”. Nos textos, ele também pedia desculpas à família, explicava os motivos da invasão, afirmava estar disposto a matar integrantes do governo e dizia considerar os demais convidados como “dano colateral aceitável”.

    Ainda segundo a investigação, Allen planejou o ataque durante semanas e viajou de trem desde a Califórnia para evitar os controles de segurança dos aeroportos.

    Além disso, reservou duas noites no hotel onde o jantar acontecia para conseguir acessar o local como hóspede, já que essa era a única forma de entrar no evento.

    Allen se declarou inocente das acusações e deve voltar ao tribunal no dia 29 de junho.

    "Obcecado" abre fogo junto à Casa Branca: Veja o que aconteceu

  • Oito mortos e dezenas de trabalhadores presos em mina de carvão na China

    Oito mortos e dezenas de trabalhadores presos em mina de carvão na China

    Pelo menos oito trabalhadores morreram e dezenas permanecem presos no interior de uma mina de carvão, no nordeste da China, após uma explosão de gás, informou hoje a agência de notícias oficial Xinhua.

    Um total de 247 mineiros estava na mina de Liushenyu quando o acidente ocorreu na noite de sexta-feira, informou a agência Xinhua News Agency, antes de atualizar o número de mortos de quatro para oito.

    Às 6h da manhã de hoje (horário local), 201 pessoas já haviam sido resgatadas e 38 trabalhadores ainda permaneciam presos no interior da mina, enquanto as operações de resgate continuavam, segundo autoridades locais de gestão de emergências citadas pela mesma fonte.

    Horas antes, a Xinhua havia informado que os trabalhadores presos estavam em “estado crítico”, destacando que os níveis de monóxido de carbono — um gás tóxico e inodoro — haviam ultrapassado limites perigosos dentro da mina na sexta-feira.

    A mina de carvão fica localizada a cerca de 500 quilômetros a sudoeste de Pequim, na província de Shanxi, uma das principais regiões de mineração de carvão da China.

    A segurança nas minas chinesas melhorou nas últimas décadas, mas acidentes ainda são frequentes em um setor no qual os protocolos de segurança muitas vezes não são rigorosos.

    Oito mortos e dezenas de trabalhadores presos em mina de carvão na China

  • Australiano morre após cair durante trilha até Machu Picchu

    Australiano morre após cair durante trilha até Machu Picchu

    O homem morreu depois de cair por um barrando enquanto caminha na Trilha Inca rumo a Machu Picchu, no Peru. Matthew Cameron Paton pertencia à polícia de Victoria, na Austrália, e devia assumir um novo cargo no próximo mês.

    Um homem de nacionalidade australiana morreu na última quarta-feira após cair em um barranco enquanto caminhava pela Trilha Inca rumo a Machu Picchu, no Peru.

    O corpo de Matthew Cameron Paton, de 52 anos, foi encontrado na quinta-feira por integrantes da Unidade de Resgate em Montanha da cidade de Cusco, segundo informaram as autoridades, citadas pela imprensa australiana. A vítima foi localizada no fundo de uma encosta íngreme, a cerca de 300 metros de profundidade, na área conhecida como “50 Gradas” da trilha da famosa montanha peruana.

    Matthew havia sido dado como desaparecido na quarta-feira, depois de cair após o rompimento de um corrimão de madeira. Segundo a polícia, ele havia chegado a Cusco cerca de 12 dias antes, acompanhado da esposa, e fazia o percurso com um grupo de turistas e um guia.

    “Temos informações de que ele pode ter tropeçado ao atravessar uma ponte de madeira e provavelmente tentou se segurar no corrimão. Mas a estrutura cedeu e ele caiu no abismo”, afirmou o chefe da polícia de Cusco, Virgilio Velasquez, citado pela agência peruana Andina.

    A família afirmou estar “devastada” com a morte e disse que Matthew “sempre sonhou em viajar para o Peru”.

    “A família era a coisa mais importante para Matt”, acrescentou a nota da família. Ele deixa a esposa, com quem era casado havia 31 anos, e três filhos.

    Segundo a Victoria Police, Matthew ingressou na corporação em 2009 e assumiria um novo cargo como sargento sênior no próximo mês.

    O chefe da polícia de Victoria, Mike Bush, afirmou que o colega “serviu com distinção durante 16 anos” e será lembrado por seu “altruísmo, incrível senso de humor, extrema bondade e inclusão”.

    As autoridades peruanas vão investigar as causas da queda, e o corpo de Matthew deverá ser transferido para uma cidade próxima.

    Australiano morre após cair durante trilha até Machu Picchu

  • Irã promete resposta "esmagadora" caso EUA retomem a guerra

    Irã promete resposta "esmagadora" caso EUA retomem a guerra

    O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, prometeu hoje uma resposta “esmagadora” caso os Estados Unidos retomem a guerra e afirmou que o Irã “reconstruiu” as forças armadas durante o cessar-fogo iniciado em 08 de abril.

    “As nossas Forças Armadas se reconstruíram durante o período de cessar-fogo de tal forma que, se Donald Trump cometer outro ato imprudente e reiniciar a guerra, as consequências certamente serão muito mais devastadoras e amargas para os Estados Unidos do que no primeiro dia do conflito”, declarou Mohammad Bagher Ghalibaf nas redes sociais.

    Os esforços diplomáticos por um acordo de paz entre o Irã e os Estados Unidos se intensificaram nas últimas horas, com conversas entre autoridades do Qatar, Turquia, Iraque, Omã e Irã, enquanto Teerã analisa a proposta mais recente enviada por Washington.

    Desde a noite passada, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, mantém conversas telefônicas com seus colegas da Turquia, Hakan Fidan; do Iraque, Fuad Hussein; do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani; e de Omã, Badr al-Busaidi, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores iraniano, sem divulgar mais detalhes.

    Araqchi também conversou por telefone com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, a quem informou sobre o avanço das negociações de paz.

    Segundo a imprensa iraniana, a República Islâmica exigiu dos EUA o fim da guerra em todas as frentes, o levantamento das sanções, a liberação de ativos iranianos congelados, indenizações pelos danos causados pelo conflito e o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz como pré-condições para um acordo inicial.

    A imprensa norte-americana informou que Washington estaria considerando novos ataques contra Teerã.

    De acordo com a CBS News, os militares norte-americanos estão se preparando para possíveis bombardeios durante o fim de semana.

    Na sexta-feira, Donald Trump reuniu seus principais conselheiros para discutir a guerra, segundo informou o portal Axios, e anunciou que não poderá comparecer ao casamento de seu filho mais velho, Don Jr., nas Bahamas, neste fim de semana, para permanecer em Washington por “razões relacionadas a assuntos de Estado”.

    Trump também reafirmou que o Irã “nunca terá uma arma nuclear” e que o conflito “será resolvido em breve”.

    Irã promete resposta "esmagadora" caso EUA retomem a guerra

  • Depósito de petróleo russo em chamas após ataque de drones ucranianos

    Depósito de petróleo russo em chamas após ataque de drones ucranianos

    Um incêndio deflagrou num depósito de petróleo em Novorossiysk, na costa do mar Negro, sul da Rússia, após um ataque de drones ucranianos, anunciaram hoje as autoridades locais.

    “Destroços de drones caíram e provocaram um incêndio no depósito de petróleo. Vários prédios técnicos e administrativos pegaram fogo. Fragmentos dos drones também caíram na área do terminal petrolífero”, escreveu o prefeito de Novorossiysk, Andrei Kravchenko, na plataforma de mensagens Telegram.

    O ataque deixou duas pessoas feridas, acrescentou o prefeito, informando ainda que equipes de resgate e serviços especializados estão atuando no local.

    Localizado na ponta de vários oleodutos que transportam petróleo do sul da Rússia e da região do Mar Cáspio, o terminal petrolífero de Novorossiysk é um dos principais pontos de exportação de hidrocarbonetos do país.

    Em resposta aos bombardeios militares russos que já duram mais de quatro anos, a Ucrânia realiza ataques frequentes contra alvos em território russo, afirmando que mira tanto instalações militares quanto estruturas de energia, com o objetivo de reduzir a capacidade de Moscou de financiar a ofensiva militar.

    Depósito de petróleo russo em chamas após ataque de drones ucranianos

  • Trump publica vídeo de IA em que atira apresentador em lata de lixo

    Trump publica vídeo de IA em que atira apresentador em lata de lixo

    O presidente norte-americano recorreu às redes sociais para compartilhar um vídeo gerado por IA onde aparece atirando o apresentador de televisão Stephen Colbert em uma lata de lixo. O “The Late Show” foi ao ar pela última vez na sexta-feira, ao fim de 33 anos, num cancelamento pela estação CBS que Stephen Colbert, e outros consideram cedência a pressões de Donald Trump.

    Um dia depois do fim do programa “The Late Show”, apresentado por Stephen Colbert, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou um vídeo gerado por Inteligência Artificial (IA) no qual aparece jogando o apresentador dentro de uma lixeira.

    O vídeo foi publicado tanto na página do Instagram da Casa Branca quanto na rede social de Trump, a Truth Social. Nas imagens, Trump aparece entrando no que parece ser o palco do “The Late Show”, por trás de Colbert. Em seguida, segura o apresentador pela gola e o joga dentro de uma caçamba de lixo.

    Depois, o presidente encerra o vídeo fazendo sua dança característica, com os punhos cerrados, ao som de YMCA, do grupo Village People.

    A publicação feita pela página da Casa Branca veio acompanhada da legenda “Bye-Bye” e de um emoji de mão acenando.

    Vale lembrar que Donald Trump já havia comemorado o fim do programa humorístico. “Colbert finalmente acabou na CBS. Incrível que tenha durado tanto tempo!”, escreveu o presidente em sua plataforma, a Truth Social.

    O cancelamento do programa, que estava no ar havia 33 anos com diferentes apresentadores e autores, foi anunciado durante o verão norte-americano. Colbert acusou Trump de subornar executivos com um acordo de 16 milhões de dólares (cerca de 14 milhões de euros) envolvendo a Paramount Global, dona da emissora, após uma disputa relacionada à edição de uma entrevista com sua ex-rival na corrida presidencial, Kamala Harris.

    Nas últimas semanas, o “The Late Show” recebeu convidados de grande destaque, incluindo o ex-presidente Barack Obama, o ator Tom Hanks e a apresentadora Oprah Winfrey. Todos manifestaram apoio a Colbert e criticaram a decisão da CBS de tirar do ar o programa líder de audiência em seu horário.

    A CBS afirma que a decisão de cancelar o “The Late Show” foi puramente financeira, sem relação com os esforços da Paramount, sua empresa controladora, para conseguir aprovação do governo para a fusão de 8,4 bilhões de dólares com a Skydance Media. No entanto, muitos — incluindo o próprio apresentador de 62 anos — enxergaram na decisão a influência do presidente norte-americano, que mantém uma disputa aberta contra veículos de imprensa que considera hostis.

    Em diversas ocasiões, Trump afirmou que a CBS estava “fora de controle” e chamou Colbert de “um desastre patético” que precisava ser “retirado de cena”.

    Trump publica vídeo de IA em que atira apresentador em lata de lixo

  • Surto de ebola: EUA restringem entrada de viajantes de 3 países africanos; veja quais

    Surto de ebola: EUA restringem entrada de viajantes de 3 países africanos; veja quais

    Autoridades americanas emitiram um alerta com a recomendação de que os cidadãos americanos não viajem para República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul

    Os Estados Unidos restringiram a entrada de viajantes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul após o avanço do surto de ebola na África Central.

    As autoridades americanas emitiram um alerta no início desta semana com a recomendação de que os cidadãos americanos não viajem para os três países africanos. Na quinta-feira, 21, o Departamento de Segurança Interna divulgou as restrições para os viajantes.

    De acordo com o comunicado, de quinta-feira, 21, todos os cidadãos americanos e residentes permanentes legais (LPRs), que estiveram na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul nos 21 dias anteriores à chegada aos Estados Unidos, devem retornar ao país apenas pelo Aeroporto Internacional Washington Dulles (IAD), em Washington, capital dos Estados Unidos, para triagem reforçada.

    “Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) do Departamento de Segurança Interna (DHS) aplicarão triagem de saúde pública reforçada no IAD em resposta ao surto de Ebola”, diz o comunicado.

    Na segunda-feira, 18, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar “preocupado” com o surto de ebola.

    A Embaixada dos EUA em Kampala, capital do Uganda, suspendeu temporariamente todos os serviços de emissão de vistos.

    “Neste momento, o CDC avalia o risco imediato para o público em geral dos EUA como baixo, mas continuaremos a avaliar a evolução da situação e podemos ajustar as medidas de saúde pública à medida que informações adicionais se tornam disponíveis”, disse a agência de saúde num comunicado.

    Emergência pública internacional

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no domingo, 17, que o surto de doença pelo vírus ebola no Congo e em Uganda é uma emergência de saúde pública de importância internacional.

    A principal autoridade de saúde pública da África confirmou pela primeira vez um novo surto de ebola na província de Ituri, no Congo, na sexta-feira. Até sábado, haviam sido relatados 336 casos suspeitos e 88 mortes. Todos os casos estão no Congo, exceto dois registrados na vizinha Uganda.

    Autoridades de saúde afirmam que o surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara para a qual não existem tratamentos ou vacinas aprovados, tornando o combate muito mais difícil. Embora mais de 20 surtos de ebola tenham ocorrido no Congo e em Uganda, incluindo 17 no Congo desde que a doença surgiu no país em 1976, esta é apenas a terceira vez que o vírus Bundibugyo é registrado.

    Surto de ebola: EUA restringem entrada de viajantes de 3 países africanos; veja quais

  • Trump volta a atacar Stephen Colbert após último episódio do Late Show

    Trump volta a atacar Stephen Colbert após último episódio do Late Show

    Presidente dos EUA publicou as críticas em sua rede social. CBS encerrou o programa alegando queda de audiência

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, voltou a atacar o apresentador e comediante Stephen Colbert após o último episódio do The Late Show, exibido na quinta-feira (21) após 11 temporadas na CBS.

    O programa, apresentado por Colbert desde 2015, quando ele substituiu David Letterman, chegou ao fim com uma festa recheada de estrelas no Teatro Ed Sullivan, em Nova York.

    “Colbert finalmente está fora da CBS. Impressionante que tenha durado tanto tempo! Sem talento, sem audiência, sem vida. Você poderia pegar qualquer um na rua e seria melhor do que esse completo idiota”, escreveu Trump na madrugada desta sexta, na plataforma Truth Social.

    Quando o cancelamento foi anunciado, em julho do ano passado, Trump já havia escrito que “absolutamente amava” que Colbert tivesse sido demitido. O apresentador respondeu ao vivo com um “go fuck yourself” -ou “vá se ferrar”-, que foi censurado na transmissão.

    Em dezembro, Trump voltou a pedir o fim do programa, chamando o comediante de “um naufrágio patético, sem talento”. A relação azedou ainda mais quando Colbert chamou de “suborno bem gordo” o acordo de 16 milhões de dólares da CBS com o presidente, referente a uma suposta edição tendenciosa de uma entrevista com Kamala Harris em 2024.

    A CBS afirma que o cancelamento foi uma decisão puramente financeira, motivada pela queda de audiência e pelas mudanças nos hábitos dos espectadores. No último episódio, Paul McCartney cantou “Hello, Goodbye” no mesmo palco onde os Beatles estrearam nos Estados Unidos, em 1964.

    “Nós pensávamos que os Estados Unidos era a terra da liberdade, a maior democracia”, disse o beatle, apontando para Colbert. “Era. Ainda é, espero.”

    Trump volta a atacar Stephen Colbert após último episódio do Late Show

  • 'Pablo Escobar brasileiro' é julgado na Bélgica em processo marcado por impasses

    'Pablo Escobar brasileiro' é julgado na Bélgica em processo marcado por impasses

    Segundo a imprensa belga, a sentença interlocutória foi emitida nesta sexta-feira, 22, mas a decisão final só deve ser anunciada após a conclusão do julgamento, que será retomado em 7 de setembro

    A Justiça da Bélgica emitiu nesta sexta-feira, 22, a sentença interlocutória do julgamento do brasileiro Sergio Roberto de Carvalho, conhecido como “Pablo Escobar brasileiro”, segundo a imprensa belga. A sentença interlocutória é uma decisão tomada no meio do processo, antes da sentença final. No caso desta sexta, o tribunal respondeu a pedidos preliminares das defesas dos réus, discutidos nas audiências realizadas em março e abril. A decisão final só deve ser anunciada após a conclusão do julgamento, que será retomado em 7 de setembro.

    Segundo o jornal francês Le Monde, ao lado do belga Flor Bressers, Carvalho é apontado como um dos líderes de uma organização criminosa responsável por enviar drogas de portos do Brasil para a Europa, principalmente por Antuérpia, na Bélgica, e Roterdã, na Holanda. O grupo teria movimentado pelo menos 45 toneladas de drogas, com lucro de € 500 milhões (cerca de R$ 2,9 bilhões na conversão atual).

    Carvalho foi detido na Hungria em junho de 2022, em uma operação conjunta da Polícia Federal (PF), da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e da Polícia Judiciária de Portugal. Um ano depois, ele foi extraditado para a Bélgica. No Brasil, o homem era conhecido como Major Carvalho, por ter ocupado esse posto na Polícia Militar do Mato Grosso do Sul. Ele foi expulso da corporação em 2018, após ter sido condenado na Justiça Federal por tráfico de drogas.

    Ele usou identidades falsas para viver em diferentes países da Europa. Na Espanha, Carvalho usava o nome Paul Wouter e vivia na cidade costeira de Marbella. Ele chegou a ser alvo de um pedido de condenação de 13 anos por tráfico de drogas, mas antes da decisão, os juízes receberam um atestado de óbito datado de 29 de agosto de 2020, que afirmava que Wouter havia morrido de covid-19.

    Foram as autoridades brasileiras que alertaram a Justiça da Espanha de que as impressões digitais de Wouter coincidiam com as de Carvalho – e que acreditavam que o óbito era falso. As investigações apontaram ainda que ele tinha bases em Portugal, Dubai e Ucrânia.

    Julgamento polêmico na Bélgica

    Segundo o jornal belga Het Laatste Nieuws (HLN), ao todo, mais de 30 réus estão sendo julgados por supostas ligações com o caso, que ficou conhecido na Europa como “Samba”, devido ao braço brasileiro da organização criminosa. O julgamento teve início em 2024, mas tem enfrentado polêmicas desde então.

    Em setembro do ano passado, o advogado Louis De Groote, que representa o empresário holandês Bastiaan K., apontado como responsável pela lavagem de dinheiro do grupo, teve o pedido de fala rejeitado pelo juiz durante uma audiência, mas se pronunciou mesmo assim e foi retirado da sala por policiais.

    Após o episódio, as defesas apresentaram dezenas de pedidos para tentar afastar os magistrados. Um dos recursos, apresentado ao Tribunal de Apelação de Gante, foi aceito, o que levou à anulação da composição anterior da corte e à nomeação de três novos juízes.

    O HLN informou que os advogados tentaram alegar ainda que a substituição poderia sugerir parcialidade. No entanto, na sentença interlocutória, o tribunal considerou que se tratou de uma decisão administrativa objetiva e que não houve qualquer interferência de conteúdo no processo criminal.

    Outro ponto questionado pelas defesas é o local onde o julgamento está sendo realizado. O caso é julgado pelo Tribunal Correcional de Bruges, cidade a cerca de 100 quilômetros de Bruxelas, mas as sessões foram realizadas no Palácio da Justiça, na capital belga, por questões de segurança.

    O HLN afirmou que os advogados dos acusados alegaram que o tribunal não teria jurisdição para se reunir em Bruxelas. No entanto, os juízes decidiram que, apesar de estar fisicamente sediado na capital belga, o tribunal tem jurisdição sobre o distrito de Flandres Ocidental. As defesas também se opuseram às medidas de segurança adotadas, que incluem a presença de uma dupla de policiais ao lado de cada um dos principais réus.

    “Este é o prédio mais fortemente protegido da Bélgica. Vocês acham que meu cliente pode de repente sair voando com um guarda-chuva como Mary Poppins?”, questionou De Groote. Nesse aspecto, os magistrados concordaram parcialmente com as defesas. Eles determinaram que a escolta policial deve continuar, mas que os agentes devem manter distância suficiente para que os acusados possam consultar seus advogados e trocar informações sem serem incomodados.

    'Pablo Escobar brasileiro' é julgado na Bélgica em processo marcado por impasses

  • Aliado de Trump faz manobra para impedir votação que limitaria poder de guerra do presidente

    Aliado de Trump faz manobra para impedir votação que limitaria poder de guerra do presidente

    Presidente da Câmara suspende a deliberação quando ficou claro que lei seria aprovada. Texto exige que Casa Branca busque aprovação do Congresso para continuar conflito; Legislativo entra em recesso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Mike Johnson, foi forçado a realizar uma manobra a fim de evitar que o governo sofresse grave derrota e visse aprovada uma lei restringindo os poderes de guerra de Donald Trump.

    A votação, marcada para acontecer nesta quinta-feira (21), seria a quarta tentativa do Partido Democrata de aprovar uma medida que obrigue Trump a pedir autorização do Congresso para continuar a guerra no Irã. Johnson suspendeu a deliberação quando ficou claro que não teria votos suficientes para barrá-la.

    Com isso, o aliado de Trump ganhou tempo para o presidente –graças ao feriado prolongado do Memorial Day nos EUA, o Congresso entra em recesso nesta quinta e só retorna no dia 1º de junho. Entretanto, membros do Partido Republicano que se rebelaram contra Trump e se opõem à guerra disseram ao jornal The New York Times que, da próxima vez que a medida for ao plenário, será aprovada.

    Se isso acontecer, a lei ainda precisa passar pelo Senado, também controlado pelos republicanos, antes de ir à sanção presidencial, quando certamente será vetada. Em seguida, os deputados e senadores precisariam derrubar o veto por uma maioria de dois terços em sessão conjunta, algo que, por enquanto, é bastante improvável.

    Ainda assim, o descontentamento com o presidente entre a base republicana cresce. Na terça-feira (19), o Senado americano avançou uma lei semelhante à da Câmara, conseguindo superar o número de votos necessário graças à rebelião de um único senador republicano, Bill Cassidy, da Louisiana. No domingo (17), Cassidy foi derrotado nas primárias por um candidato apoiado por Trump e terá que deixar a Casa no ano que vem.

    Trump enfrenta hoje seus piores números de aprovação em meio a uma guerra impopular que ameaça aumentar os preços nos EUA e no mundo e pode resultar em um desastre eleitoral em novembro, quando os americanos renovam a Câmara e dois terços do Senado nas eleições de meio de mandato.

    Os democratas pretendem se aproveitar do mau momento do governo. Membros da oposição vem acusando repetidamente o presidente de iniciar o conflito de maneira ilegal, uma vez que a Constituição americana dá apenas ao Legislativo o poder de declarar guerra.

    A Casa Branca argumentou inicialmente que o conflito não se tratava de uma guerra aberta e, portanto, não necessitaria de aprovação do Congresso. Depois, disse se basear em uma cláusula regimental segundo a qual o presidente tem 60 dias para buscar apoio do Legislativo a fim de conduzir uma guerra.

    Quando esse prazo se esgotou, o Executivo passou a dizer que, com o cessar-fogo em vigor entre Washington e Teerã desde o dia 8 de abril, o prazo de 60 dias estava congelado.

    Em mais um sinal de que seu controle sobre o partido não é absoluto, Trump viu nesta quinta congressistas republicanos abandonarem os planos de votar um projeto de US$ 72 bilhões (R$ 360 bilhões) destinado a financiar a política de deportação em massa do governo.

    O movimento foi uma resposta às exigências do presidente relacionadas a gastos considerados controversos até mesmo por seus correligionários, como a criação de um fundo de US$ 1,8 bilhão para indenizar supostas vítimas da “instrumentalização política” do governo e outro de US$ 1 bilhão para a construção do novo salão de festas da Casa Branca.

    O fundo de instrumentalização pode beneficiar aliados de Trump e pessoas condenadas pelos ataques ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, quando uma turba apoiada pelo então presidente em seu primeiro mandato invadiu o Congresso para tentar impedir a certificação da vitória do democrata Joe Biden.

    Aliado de Trump faz manobra para impedir votação que limitaria poder de guerra do presidente