Categoria: MUNDO

  • Alerta global: Cientistas alertam para uma possível catástrofe em 2026

    Alerta global: Cientistas alertam para uma possível catástrofe em 2026

    À medida que a população mundial continua a aumentar, juntamente com a insegurança alimentar, a urbanização, a desmatamento das florestas e as alterações climáticas, van Foerster prevê que 2026 será o ano em que estes fatores atingirão um ponto de ebulição.

    Segundo o físico Heinz von Foerster, 2026 será um ano horrível para a humanidade. À medida que a população mundial continua a aumentar, juntamente com a insegurança alimentar, a urbanização, a desmatamento das florestas e as alterações climáticas, van Foerster prevê que 2026 será o ano em que estes fatores atingirão um ponto de ebulição. Como ele chegou a essa previsão e o que podemos fazer para evitar esse destino terrível?

    Alerta global: Cientistas alertam para uma possível catástrofe em 2026

  • "Estou com medo", diz mãe de menino brasileiro que teve dedos amputados

    "Estou com medo", diz mãe de menino brasileiro que teve dedos amputados

    A mãe do menino brasileiro de nove anos que perdeu as pontas de dois dedos arrancados em um caso de bullying, na Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, disse ter sido alvo de represálias.

    A mãe do menino de nove anos que perdeu as pontas de dois dedos em um caso de bullying, na Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, confessou ter sido alvo de represálias por parte dos pais das crianças envolvidas no caso. E decidiu, por isso, se mudar para uma cidade a cerca de uma hora de distância.

    Vim para Portugal à procura de uma vida melhor. Vivi no Porto por três anos e depois fui para uma região mais barata. Mas, agora, tenho de mudar tudo de novo. Estou com medo”, confessou Nívia Estevam ao g1.

    Desde que denunciou o episódio, a família da jovem de 27 anos está temporariamente na casa dos sogros, regressando à sua residência apenas para alimentar o animal de estimação, um gato chamado Shelbinho. Contudo, Nívia decidiu mudar-se permanentemente, por temer novas represálias.

    “O meu receio é que é uma cidade pequena, como se fosse uma região no interior do Brasil. As pessoas conhecem-se todas e, como os pais dos agressores têm família e amigos na região, não sei o que podem fazer. Não sei a maldade deles”, afirmou Nívia.

    A mãe da criança adiantou ao g1 que a mudança será feita num único dia, com a ajuda de familiares. Será também necessário matricular o menino numa nova escola, mas a jovem confessou temer que ocorram mais situações de violência, já que “muitas regiões de Portugal são racistas e xenófobas”.

    O caso de bullying foi denunciado pela própria Nívia, que se apresentou na rede social Instagram como “mãe da criança de nove anos que teve as pontas dos dedos amputados dentro da escola em Portugal”.

    “Duas crianças fecharam a porta nos dedos do meu filho” quando ele foi ao banheiro, e o impediram “de sair e pedir ajuda”, contou numa das publicações, acrescentando que o menino “perdeu muito sangue e precisou se arrastar por baixo da porta com os dedos já amputados”.

    O menor foi submetido a três horas de cirurgia no Hospital de São João, no Porto, e irá ficar “com sequelas físicas e psicológicas”, afirmou, pedindo ajuda jurídica para enfrentar o momento que está vivendo.

    Segundo Nívia, o episódio de segunda-feira, dia 10 de novembro, aconteceu depois de já ter feito outras queixas relativas a “puxões de cabelo, pontapés e enforcamento”, sendo que “nenhuma atitude foi tomada pela escola”.

    A mãe criticou o fato da escola não ter acionado a Polícia de Segurança Pública (PSP), e de não ter explicado a ela a gravidade da situação (da qual só se percebeu quando já ia na ambulância) e de as funcionárias terem limpado “todo o local” do incidente.

    “A escola está tratando isto como uma brincadeira que correu mal”, lamentou.

    Agrupamento e Inspeção-Geral da Educação abriram inquéritos

    Entretanto, o Agrupamento de Escolas de Souselo abriu um inquérito interno para apurar o que aconteceu, segundo disse à agência Lusa o seu diretor, Carlos Silveira.

    Carlos Silveira não quis dar mais esclarecimentos sobre o que aconteceu na segunda-feira, por ocorrer o inquérito interno, mas garantiu que “os socorros foram prontamente chamados” e a escola desenvolveu os procedimentos adequados.

    “Não há PSP em Cinfães, só GNR. Quando é acionado o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), se considerar que é uma situação grave, automaticamente entra em contacto com as forças de segurança”, explicou.

    Também a Inspeção-Geral da Educação abriu “um processo de averiguações sobre o incidente, a pedido do diretor geral da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares”.

    O pedido de ajuda de Nívia foi ouvido e um grupo de 15 advogados já se disponibilizou para tratar do processo.

    “Vamos proceder à queixa ao Ministério Público e vamos tratar do processo administrativo, da responsabilidade civil da escola em termos de vigilância e do processo cível”, revelou à Lusa a advogada Catarina Zuccaro.

    No que respeita à questão criminal, os advogados vão estudar o que poderá ser feito, porque “os envolvidos são menores de idade”, mas terão de ser responsabilizados, acrescentou.

    “Somos 15 advogados que vamos atuar. Cada núcleo vai ficar com uma parte: com o criminal, com o administrativo e com o cível”, contou Catarina Zuccaro.

     

    "Estou com medo", diz mãe de menino brasileiro que teve dedos amputados

  • Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

    Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

    O Chile vota hoje num cenário político que reedita, aos tempos atuais, a dicotomia entre o socialista Salvador Allende e o ditador Augusto Pinochet, com três candidatos que reivindicam o legado do general, 52 anos após o golpe militar.

    “Desde 1990, quando a democracia foi restaurada no Chile, todos os presidentes foram de centro-esquerda ou de centro-direita, contrários a Pinochet, incluindo o presidente Sebastián Piñera. Agora, se um dos três candidatos da direita vencer, teremos um presidente ‘pinochetista’. Será a primeira vez na nossa história”, disse à Lusa o analista político, escritor e ex-embaixador do Chile em Portugal (2009-2012), Fernando Ayala.

    Em 11 de setembro de 1973, Salvador Allende, então o único socialista a chegar à presidência pelo voto popular e, por isso, uma referência em toda a América Latina, suicidou-se ao ver os bombardeios ordenados pelo general Augusto Pinochet ao Palácio La Moneda, sede do governo chileno e palco do golpe militar.

    Passados 52 anos, Jeannette Jara, a primeira candidata comunista apoiada por uma coalizão de centro-esquerda, concorre contra três candidatos, dois deles de extrema-direita, mas todos abertamente ‘pinochetistas’. Antes, os políticos de direita chilenos defendiam a escola neoliberal de Pinochet na economia; agora, os candidatos reivindicam o legado do ditador em toda a sua extensão, especialmente a chamada “mão dura” como forma de combater o crime, e estão dispostos a rever os limites dos direitos humanos.

    O candidato de extrema-direita José Antonio Kast, segundo nas intenções de voto, disse que, se Pinochet estivesse vivo, votaria em Kast.

    O também candidato de extrema-direita Johannes Kaiser, tecnicamente empatado com Kast, afirmou que, se o país estivesse nas mesmas condições políticas de 52 anos atrás, ele apoiaria um novo golpe de Estado.

    A candidata de direita Evelyn Matthei, filha de Fernando Matthei — um dos integrantes da junta militar de Pinochet — defende que o golpe era inevitável ou o Chile teria se tornado Cuba. Também considera que os crimes cometidos nos dois primeiros anos da ditadura eram inevitáveis.

    Os três, descendentes de alemães, se cumprimentam em alemão e anunciam que vão libertar os militares condenados por crimes contra a humanidade durante a ditadura. E, se o golpe de 1973 foi financiado pela CIA, agora Donald Trump já afirmou que espera somar um aliado ideológico no Chile.

    “Diferentemente de todos os demais países onde os ditadores morreram no poder, fugiram ou foram presos, Pinochet manteve-se como comandante do Exército e senador vitalício. Essa anomalia nunca foi resolvida porque sua Constituição continua vigente e, quando tivemos a chance de enterrá-la definitivamente, falhamos”, conta Fernando Ayala.

    Nestas eleições, como nunca antes nos últimos 35 anos de democracia, Pinochet revive. No ato de encerramento da campanha de Johannes Kaiser, imagens do general eram vendidas como santinhos.

    Um estudo da consultoria Cadem indicou, em setembro, que Pinochet é a segunda figura histórica mais admirada pelos chilenos, com 10% dos votos — três pontos a mais do que no ano passado, quando começou a aparecer na lista dos dez mais admirados. Em 2023, ano dos 50 anos do golpe de Estado, ele havia obtido apenas 4%.

    O deposto Salvador Allende, sempre presente na lista, ficou agora em terceiro lugar, com 8%.

    “O motivo pelo qual os chilenos estão revivendo os símbolos da ditadura é a situação da criminalidade no país e a demanda social por segurança através da mão dura, uma bandeira política que impulsionou a extrema-direita”, observa Fernando Ayala.

    Para a analista política Claudia Heiss, “estas eleições têm uma estética e uma retórica que reivindicam a figura de Pinochet”.

    “O que se esperaria, 50 anos após o golpe, é que a direita mostrasse suas credenciais democráticas, mas a verdade é que a ideia do caos e do medo usada na ditadura ainda ressoa no eleitorado chileno”, aponta a cientista política da Universidade do Chile.

    A presença de uma candidata comunista e a demanda por segurança pública contra o crime ajudam a manter viva a dicotomia chilena.

    “Existe algo da Guerra Fria presente nos debates atuais. A direita fala do câncer marxista e defende o Estado mínimo e certas ideias programáticas, colocando a esquerda como irresponsável. Além disso, ainda está muito viva a eclosão social de 2019, quando jovens foram às ruas em uma luta épica semelhante ao enfrentamento entre a Unidade Popular (de Allende) e o golpe de Estado (de Pinochet), com o uso da violência”, compara Claudia Heiss.

    Há seis anos, milhares de pessoas foram às ruas em grandes e espontâneas manifestações populares contra a Constituição neoliberal de 1980, imposta por Pinochet e vista como o ponto de partida da desigualdade no país.

    “Não havia nenhuma ação coordenada nem grupo armado, mas essa eclosão social alimentou temores na direita reacionária e anticomunista”, explica Heiss.

    “Enquanto não mudarmos essa Constituição, o fantasma de Pinochet continuará pelas ruas do Chile”, sentencia Fernando Ayala.

    Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

  • Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA

    Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA

    Segundo a Defensoria Pública, seis menores de idade que teriam sido recrutados por facções estão entre os mortos em um bombardeio ordenado pelo presidente Gustavo Petro na região amazônica do sul do país.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Após pressão feita pelos Estados Unidos para que a Colômbia detenha o narcotráfico, as Forças Armadas do país sul-americano mataram, em uma semana, 28 pessoas, incluindo menores de idade, acusadas de envolvimento com grupos de guerrilha e com tráfico de cocaína.

    Segundo a Defensoria Pública, seis menores de idade que teriam sido recrutados por facções estão entre os mortos em um bombardeio ordenado pelo presidente Gustavo Petro na região amazônica do sul do país.

    “Tudo isso é lamentável. É a guerra em seu desdobramento doloroso e desumano afetando os mais vulneráveis: menores recrutados devido à falta de proteção e hoje transformados em alvos militares”, disse a defensora Iris Marín, em áudio enviado à imprensa.

    Ela afirmou ainda que “as forças militares devem adotar todas as precauções possíveis para proteger as crianças” de acordo com os princípios internacionais que “obrigam a avaliar muito cuidadosamente os meios e métodos de guerra para evitar danos desproporcionais ou desnecessários”.

    Na última terça (11), o Exército anunciou o resgate de três menores de idade em poder de uma guerrilha. Em paralelo, veículos de comunicação informaram sobre a possível morte de adolescentes nas operações.

    “Quem se envolve nas hostilidades perde toda proteção, sem distinção alguma. O que mata não é a idade, é a arma em si”, disse o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, em declarações repudiadas pela oposição.

    Os ataques ocorrem após pressões dos EUA contra a Colômbia e seu presidente para que detenha o narcotráfico. Nos últimos dias, Petro intensificou a ofensiva contra os grupos armados e determinou bombardeios. O mais mortal ocorreu na terça, em Guaviare, no sul do país, que matou 19 pessoas.

    Os militares disseram que os mortos integravam grupos dissidentes das extintas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Essa foi a operação mais letal do tipo durante a Presidência de Petro, que começou em 2022.

    Uma autoridade do Ministério da Defesa disse à agência de notícias AFP, na sexta-feira (14), que nove rebeldes também morreram em uma operação em Arauca, na fronteira com a Venezuela.

    Veículos de comunicação locais relatam que uma investigação está em andamento para determinar se um comandante de alta patente conhecido como Antonio Medina, que lidera uma sangrenta guerra contra o grupo guerrilheiro ELN, está entre as vítimas.

    “O que sabemos é que o ataque foi extremamente preciso e atingiu o alvo pretendido”, afirmou Sánchez, o ministro da Defesa.

    O presidente colombiano afirma que as forças de segurança estão utilizando todos os recursos para combater os grupos armados e critica os EUA por, segundo ele, não conseguirem conter o consumo de drogas.

    Petro enfrenta sanções impostas pelo governo de Donald Trump por sua suposta inação no combate aos cartéis de drogas que operam na Colômbia. O republicano chegou a chamá-lo de “chefão do narcotráfico”.

    As duas facções guerrilheiras alvejadas pelas Forças Armadas colombianas seriam comandadas por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país.

    No entanto, opositores dizem que as organizações se fortaleceram sob a política de Petro de negociar seu desarmamento. Petro tentou fazer as pazes com Mordisco, mas o líder rebelde se retirou das negociações.

    Na terça, o presidente escreveu na plataforma X que havia ordenado a suspensão do compartilhamento de informações com as agências de inteligência dos EUA até que Washington interrompesse os ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico, que deixaram pelo menos 80 mortos. Dois dias depois, o governo recuou e garantiu que a cooperação continuaria.

    Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA

  • EUA: Criança de 11 anos morre baleada em desentendimento no trânsito

    EUA: Criança de 11 anos morre baleada em desentendimento no trânsito

    Um menino de 11 anos morreu, na manhã de sexta-feira, ao ter sido baleado durante um desentendimento de trânsito. Um jovem de 22 anos foi detido e acusado de homicídio.

    Um menino de 11 anos morreu na manhã de sexta-feira após ser baleado durante um desentendimento no trânsito em uma rodovia de Las Vegas, nos Estados Unidos. Um jovem de 22 anos foi detido e acusado de homicídio.

    “Hoje perdemos uma vida que não precisava ter sido perdida. Um menino de 11 anos estava a caminho da escola e esse ato sem sentido tirou sua vida”, disse o chefe de polícia de Henderson, Reggie Rader, segundo a NBC News.

    O incidente aconteceu por volta das 7h30 (horário local), quando dois motoristas tentavam ultrapassar um ao outro na rodovia congestionada. Um deles conseguiu fazê-lo pela pista de emergência, o que levou a uma discussão verbal.

    “O suspeito pegou uma arma e atirou contra o veículo da vítima, atingindo um passageiro de 11 anos que estava sentado no banco de trás”, afirmou Rader.

    O padrasto do menino, que dirigia o carro, acabou colidindo com o veículo do suspeito, identificado como Tyler Matthew Johns, fazendo com que ambos os automóveis parassem. No entanto, segundo a ABC News, os motoristas saíram dos carros e continuaram discutindo.

    Um policial do Departamento de Polícia de Las Vegas passava pelo local por acaso. Ao perceber a situação, confiscou a arma e prendeu o jovem de 22 anos.

    O agressor era o único que portava uma arma de fogo, segundo as autoridades.

    “Preciso que todos tenham mais paciência no trânsito. Temos a obrigação de cuidar uns dos outros. Não vale a pena se envolver nesse tipo de comportamento, seja qual for o lado”, alertou Rader.

    A rodovia permanecerá interditada ao tráfego “por muito tempo”, acrescentou.

    “Não sei por que as pessoas são tão impacientes. […] Meu apelo à comunidade, especialmente agora que entramos na época festiva, é que reduzam a velocidade. Vocês vão chegar ao destino — só precisam chegar com segurança”, disse.

    EUA: Criança de 11 anos morre baleada em desentendimento no trânsito

  • Trump discute com Pentágono opções para ação militar na Venezuela

    Trump discute com Pentágono opções para ação militar na Venezuela

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se na sexta-feira com altos responsáveis do Pentágono na Casa Branca, para discutir várias opções para uma possível ação militar na Venezuela, de acordo com o jornal The Washington Post.

    O secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, visitaram a Casa Branca pelo segundo dia consecutivo.

    Um alto funcionário do governo explicou que o presidente recebeu “uma série de opções” e continua “estrategicamente indeciso” sobre suas ações futuras, segundo o Washington Post, citado pela agência EFE.

    A reunião privada, de acordo com o Post, ocorreu 24 horas depois de Hegseth ter anunciado em sua conta oficial na rede social X o início da Operação Lança do Sul na região, com o objetivo de combater o narcotráfico, embora sem detalhar metas ou operações específicas.

    Fontes consultadas pelo jornal afirmam que algumas forças norte-americanas posicionadas na região “estão se preparando para possíveis ordens de ataque”.

    Outro funcionário afirmou que Washington está “muito ciente do que está acontecendo na Venezuela, das conversas entre os aliados de Maduro e a cúpula do seu regime”, e alertou que o presidente venezuelano “está muito assustado — e com razão”, diante da variedade de opções “prejudiciais” que Trump tem à disposição.

    Desde agosto, os Estados Unidos reforçaram significativamente sua presença militar no sul do Caribe sob o pretexto de uma missão antidrogas.

    Cerca de 10 mil soldados foram mobilizados, segundo fontes oficiais, e um dos principais navios da Marinha dos EUA, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do Pentágono, foi posicionado próximo à costa venezuelana.

    Em outubro, Trump declarou que não descartava possíveis ataques a alvos terrestres tanto na Venezuela quanto na Colômbia, cujos presidentes ele acusa de serem narcotraficantes.

    Por sua vez, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu à população que se prepare para uma possível “luta armada” e anunciou o envio de 200 mil soldados para o país.

    Trump discute com Pentágono opções para ação militar na Venezuela

  • E-mails? Jeffrey Epstein acusou Donald Trump de ser "perigoso"

    E-mails? Jeffrey Epstein acusou Donald Trump de ser "perigoso"

    Num e-mail datado de 8 de fevereiro de 2017, Jeffrey Epstein acusou Donald Trump de ser “perigoso”, notando que conheceu “pessoas muitas más”, mas nenhuma “tão má quanto Trump”. Esta troca de e-mails entre Epstein e o ex-secretário do Tesouro, Larry Summers, aconteceu semanas depois de o republicano ter sido eleito presidente dos Estados Unidos.

    Há novos detalhes sobre os e-mails de Jeffrey Epstein nos quais aparece o nome de Donald Trump. Em um dos e-mails recentemente divulgados, o magnata norte-americano afirmou que o atual presidente dos Estados Unidos era “perigoso”, descrevendo-o como a pior pessoa que já conheceu.

    Na quarta-feira, o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes divulgou mais de 20 mil páginas de documentos do espólio de Jeffrey Epstein, incluindo uma suposta conversa entre o predador sexual e o ex-secretário do Tesouro, Larry Summers, datada de 8 de fevereiro de 2007.

    Essa troca de e-mails aconteceu cerca de três semanas depois de Donald Trump assumir a presidência dos EUA, em 20 de janeiro de 2017.

    No e-mail, citado pela ABC News, Jeffrey Epstein escreveu a Larry Summers: “Lembre-se do que eu te disse. Já conheci pessoas muito ruins, mas nenhuma tão ruim quanto Trump. Ele não tem uma célula decente no corpo… então sim, ele é perigoso.”

    “Quer fotos do Donald com garotas…?”

    Em outro e-mail anterior, datado de 8 de dezembro de 2015, Epstein conversava com o então jornalista do The New York Times, Landon Thomas Jr., sugerindo possíveis linhas de investigação.

    A troca começou depois que Thomas escreveu um artigo no qual Donald Trump descrevia Epstein como “um cara fantástico” que “gosta de mulheres bonitas”.

    “Agora todo mundo está vindo atrás de mim porque acham que eu tenho informações bombásticas sobre você e o Trump”, escreveu o jornalista. Epstein respondeu sugerindo que Thomas investigasse as finanças do republicano antes de entrar em assuntos mais pessoais.

    Em um dos e-mails, Epstein escreveu: “Quer fotos do Donald com garotas de biquíni na minha cozinha?”. O jornalista respondeu: “Sim”.

    Não está claro se Epstein realmente possuía essas fotos ou se chegou a enviá-las ao jornalista do New York Times.

    Mas os e-mails sobre Trump não pararam aí. Epstein teria enviado mensagens sugerindo que repórteres “perguntassem ao mordomo sobre Donald, que quase atravessou uma porta e deixou a marca do nariz no vidro enquanto mulheres jovens nadavam na piscina”. Segundo Epstein, “ele estava tão concentrado que bateu na porta”.

    Trump “sabia das meninas” ou os e-mails são falsos?

    Os democratas do Comitê de Supervisão divulgaram documentos que incluem e-mails trocados em 2019 entre Epstein e uma pessoa próxima a Donald Trump, nos quais o criminoso sexual alegou que o magnata “sabia das meninas”.

    Em um e-mail enviado a Michael Wolff, por exemplo, Epstein escreveu: “É claro que ele sabia sobre as garotas, pois pediu à Ghislaine para parar”.

    Casa Branca diz que e-mails são “narrativa falsa”. E Trump?

    A Casa Branca afirmou que a divulgação dos e-mails é uma tentativa de “criar uma narrativa falsa para difamar o presidente”.

    “Os democratas divulgaram seletivamente esses e-mails para a mídia de esquerda para criar uma narrativa falsa e difamar o presidente Trump”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, segundo a BBC.

    Ela acrescentou: “A ‘vítima não identificada’ mencionada nos e-mails é Virginia Giuffre — que já faleceu — e que afirmou repetidamente que o presidente Trump não esteve envolvido em nenhuma irregularidade e que ‘não poderia ter sido mais respeitoso’ nas poucas interações que tiveram.”

    Donald Trump também reagiu, dizendo que “apenas um republicano muito mau ou muito estúpido cairia nessa armadilha”, atacando os democratas.

    “Os democratas estão tentando ressuscitar a farsa Jeffrey Epstein porque farão de tudo para desviar a atenção do quão mal se saíram com a paralisação do governo e tantos outros assuntos”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

    Ele continuou: “Apenas um republicano muito mau ou estúpido cairia nessa armadilha. Os democratas custaram ao nosso país 1,5 bilhão de dólares com suas recentes maldades de fechar nosso país, colocando muitos em risco — eles deveriam pagar um preço justo.”

    E-mails? Jeffrey Epstein acusou Donald Trump de ser "perigoso"

  • China desaconselha viagens para o Japão: "Declarações provocadoras"

    China desaconselha viagens para o Japão: "Declarações provocadoras"

    A China está desaconselhando os cidadãos do país a viajarem para o Japão, após declarações da primeira-ministra nipônica, Sanae Takaichi, sobre uma eventual intervenção de Tóquio num conflito no estreito de Taiwan.

    “Recentemente, os líderes japoneses fizeram declarações abertamente provocadoras em relação a Taiwan, prejudicando gravemente o clima de intercâmbio entre os povos”, declarou, na noite de sexta-feira, a embaixada da China em Tóquio nas redes sociais.

    “O Ministério das Relações Exteriores e a embaixada e consulados da China no Japão lembram solenemente aos cidadãos chineses que evitem viajar para o Japão em um futuro próximo”, acrescenta a nota.

    Há uma semana, a nova primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou no parlamento que, se uma situação de emergência em Taiwan implicasse “o envio de navios de guerra e o uso da força, isso poderia representar uma ameaça à sobrevivência do Japão”.

    “Temos de considerar o pior cenário”, acrescentou.

    As declarações foram amplamente interpretadas como uma indicação de que um ataque a Taiwan poderia justificar o apoio militar de Tóquio à ilha.

    De acordo com a legislação japonesa, o país só pode intervir militarmente em determinadas condições, especialmente em caso de ameaça existencial — Taiwan fica a apenas 100 quilômetros da ilha japonesa mais próxima.

    Na sexta-feira, Pequim anunciou ter convocado o embaixador do Japão, considerando “extremamente graves” as declarações de Sanae Takaichi.

    Por sua vez, o Japão afirmou ter feito o mesmo com o embaixador da China, após uma ameaça considerada “extremamente inadequada” por parte do cônsul-geral chinês em Osaka, Xue Jian.

    Em uma mensagem posteriormente apagada da rede social X, Xue ameaçou “cortar a cabeça suja sem a menor hesitação”, citando um artigo que relatava a fala de Takaichi.

    Tóquio afirmou na sexta-feira que sua posição sobre Taiwan permanecia inalterada e defendeu “a paz e a estabilidade”.

    Taiwan é uma ilha com governo próprio desde 1949, que a China considera uma “província rebelde” e parte inalienável de seu território, tendo ameaçado várias vezes recorrer à força para alcançar a reunificação.

    Apesar de ter reconhecido a República Popular da China como o único governo legítimo em 1972, o Japão mantém relações não oficiais com Taipé. O ex-primeiro-ministro Shinzo Abe (1954–2022), inclusive, defendeu publicamente que qualquer invasão da ilha justificaria uma resposta militar japonesa, dentro do acordo de segurança com os Estados Unidos.

    China desaconselha viagens para o Japão: "Declarações provocadoras"

  • Rússia faz mega-ataque contra Kiev, e Ucrânia atinge porto russo

    Rússia faz mega-ataque contra Kiev, e Ucrânia atinge porto russo

    Ataques se intensificam enquanto Moscou avança no leste do vizinho; ao menos 6 morreram na capital ucraniana; violência escala enquanto governo de Donald Trump espera que sanções contra petroleiras russas façam efeito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A guerra aérea entre Rússia e Ucrânia voltou a ter uma noite violenta nesta sexta-feira (14), enquanto as forças de Vladimir Putin seguem avançando sobre as defesas de Volodimir Zelenski no país invadido por Moscou em 2022.

    Ao menos seis pessoas morreram na capital ucraniana, Kiev, durante um mega-ataque que durou quase três horas durante a madrugada. Segundo Zelenski, foram lançados 430 drones e 19 mísseis, a maior parte contra a cidade.

    Todos os distritos de Kiev foram atingidos, e incêndios eram combatidos já com o sol a pino. A Força Aérea local disse ter abatido 405 drones e 14 mísseis, incluindo 2 hipersônicos do tipo Kinjal. A Rússia empregou também um modelo hipersônico Tsirkon, raramente usado, que não foi interceptado, segundo os ucranianos.

    Outras áreas do país também foram atingidas, mas o foco foi Kiev. Segundo o Ministério da Defesa russo, o ataque foi uma retaliação por ações contra refinarias e infraestrutura energética executadas pela Ucrânia nos últimos dias.

    O foco do conflito vinha sendo mais em solo, com o avanço russo sobre áreas no leste e no sul do vizinho. A pressão sobre o centro logístico de Pokrovsk continua, com tropas de Putin em boa parte da cidade -cuja eventual queda pode dificultar a defesa dos 20% remanescentes da província de Donetsk em mãos de Zelenski.

    Nesta sexta, o ministério anunciou a tomada de mais dois vilarejos na região. A pressão também continua em Zaporíjia, ao sul, onde a resistência ucraniana tem sido vencida pela pressão russa e pela transferência de reforços de lá para Pokrovsk.

    O governo de Kiev, por sua vez, acentuou o combate assimétrico, lançando segundo Zelenski novos mísseis de cruzeiro de fabricação local, o Netuno Longo, contra alvos na Rússia.

    Mas foi um ataque atribuído a drones que causou o maior estrago da noite na terra de Putin, com múltiplas explosões no porto de Novorossisk, no sul russo.

    O terminal já sofre com a queda no volume embarcado de petróleo e grãos, e a mídia local afirma que todo o trabalho foi paralisado para reparos nesta sexta.
    A escalada sem freios no conflito ocorre no momento em que o governo de Donald Trump deixou de insistir na negociação direta com Putin e passou a esperar os efeitos de novas sanções aplicadas às duas maiores petroleiras russas, a Rosneft e a Lukoil.

    A última vive uma situação complexa, pois tem US$ 22 bilhões de ativos no exterior, de postos de gasolina na Finlândia e refinaria na Bulgária a campos de petróleo e gás em diversos países. Compradores correm para fazer ofertas, mas o eventual ganho da Lukoil pode ser congelado pelas sanções.

    No Egito, Cazaquistão e Moldova, os governos locais ensaiam a nacionalização dos ativos russos. Apesar disso, nada sugere ainda que Putin irá reduzir a intensidade de sua campanha contra a Ucrânia.

    Zelenski também vive um momento político complexo, tentando abafar o escândalo de desvio do equivalente a R$ 527 milhões do setor de energia do país, justamente um dos mais afetados pelos ataques russos.

    O presidente afastou o atual ministro da Justiça, German Galuschenko, que era o titular da pasta da Energia. A crise gerou admoestação de apoiadores europeus de Kiev, como a Alemanha, cujo premiê Friedrich Merz ligou para Zelenski pedindo rigor nas apurações.

    A União Europeia chamou o episódio de lamentável, e a França anunciou uma visita de Zelenski a Paris na segunda (17) para tentar sinalizar apoio continuado aos ucranianos.

    Rússia faz mega-ataque contra Kiev, e Ucrânia atinge porto russo

  • Ônibus avança contra ponto de ônibus e deixa mortos e feridos na capital da Suécia

    Ônibus avança contra ponto de ônibus e deixa mortos e feridos na capital da Suécia

    O motorista do ônibus foi detido e está sendo investigado pelo crime de homicídio culposo, em que não há intenção de matar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Autoridades da Suécia informaram que várias pessoas morreram e outras ficaram feridas nesta sexta-feira (14) após um ônibus avançar contra um ponto de ônibus no centro de Estocolmo. Os investigadores ainda não sabem o que provocou a colisão e afirmam que é cedo para apontar qualquer causa.

    Um porta-voz do serviço de resgate da capital afirmou à agência de notícias Reuters que seis pessoas foram atingidas, sem especificar o número de mortos ou feridos. Equipes médicas e policiais foram mobilizadas para a região, que permanece isolada enquanto peritos analisam o local.

    O motorista do ônibus foi detido e está sendo investigado pelo crime de homicídio culposo, em que não há intenção de matar. Segundo a polícia, trata-se de um procedimento padrão em ocorrências desse tipo. O veículo não tinha passageiros no momento da colisão.

    Motoristas são orientados a evitar a área. As autoridades não divulgaram detalhes sobre o estado de saúde dos feridos nem a identidade das vítimas. Disseram ainda que novas informações serão fornecidas conforme a investigação avançar.

    O primeiro-ministro Ulf Kristersson manifestou solidariedade às vítimas em publicação nas redes sociais. “Neste momento, meus pensamentos estão principalmente com aqueles que foram afetados e em suas famílias”, escreveu.

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