Categoria: MUNDO

  • ONU endossa plano de Trump para Gaza e autoriza força internacional no território

    ONU endossa plano de Trump para Gaza e autoriza força internacional no território

    Último rascunho da resolução dizia que Estados-membros do órgão podiam participar de conselho de reconstrução; Washington vinha pressionando Nações Unidas a aprovar o texto para não fragilizar ainda mais o cessar-fogo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta segunda-feira (17), uma resolução dos Estados Unidos que endossa o plano de paz do presidente Donald Trump para a Faixa de Gaza e autoriza uma força internacional de estabilização no território palestino.

    O último rascunho da resolução, visto pela agência de notícias Reuters, dizia que os Estados-membros do órgão das Nações Unidas podiam participar do chamado Conselho de Paz, previsto como uma autoridade transitória para reconstruir Gaza, e autorizava uma força internacional para desmilitarizar o território.

    Além disso, o plano de 20 pontos de Trump, que interrompeu a guerra em Gaza no mês passado, estava anexado ao documento. Embora tenha sido vago em questões espinhosas sobre o futuro da região, a proposta do republicano encerrou o conflito de dois anos que devastou o território palestino e libertou todos os reféns vivos que estavam em poder do Hamas.

    Nos últimos dias, Washington pressionou o órgão das Nações Unidas a aprovar o texto sob a justificativa de que a recusa poderia fazer o frágil cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista ruir. Para ser aprovada, a resolução precisava que 9 dos 15 membros do conselho votassem a favor, incluindo todos os cinco membros permanentes -incluindo Rússia e a China, que têm poder de veto.

    A aprovação era considerada incerta até a semana passada. Assim como o plano de Trump, a resolução era vista como uma forma de marginalizar a Autoridade Palestina, que representa o território em órgãos internacionais, uma vez que não lhe conferia qualquer papel em Gaza.

    A Rússia, que possui poder de veto no Conselho de Segurança, havia sinalizado potencial oposição à resolução nos últimos dias, e inclusive apresentou uma resolução rival. Na última sexta-feira (14), porém, Autoridade Palestina divulgou uma declaração apoiando a resolução, o que reforçou suas chances de aprovação.

    A resolução é polêmica em Israel, já que menciona a possibilidade de um Estado para os palestinos no futuro. O último rascunho diz que as “condições podem finalmente estar em vigor para um caminho credível para a autodeterminação e condição de Estado palestino”.

    O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, sob pressão de ultranacionalistas que compõem o seu governo, disse no domingo (16) que Israel continua se opondo à medida e prometeu desmilitarizar Gaza “pelo caminho fácil ou pelo difícil”.

    O Hamas condiciona o desarmamento a um Estado para os palestinos. No final do domingo, um movimento que reúne facções palestinas lideradas pelo grupo terrorista emitiu uma declaração contra a resolução, chamando-a de um passo perigoso em direção à imposição de tutela estrangeira sobre o território.

    ONU endossa plano de Trump para Gaza e autoriza força internacional no território

  • A maior ferrovia do mundo cruza oito fusos horários em sete dias de viagem

    A maior ferrovia do mundo cruza oito fusos horários em sete dias de viagem

    A Ferrovia Transiberiana russa conecta Moscou ao Pacífico e segue como uma das viagens mais impressionantes do todo o mundo

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Ferrovia Transiberiana é conhecida como a linha ferroviária contínua mais longa do mundo. Passa por oito fusos horários e pode levar até sete dias para ser percorrida de ponta a ponta.

    CONSTRUÇÃO MONUMENTAL

    Concluída em 1916, a ferrovia liga Moscou ao Extremo Oriente russo, em Vladivostok. No total, são cerca de 9.289 km de extensão.

    Além de unir o país, a Transiberiana é um importante elo de conexão entre Europa e Ásia. A partir dela, existem rotas que seguem rumo à Mongólia, China e até Coreia do Norte.

    Considerada um monumento histórico, a ferrovia teve papel estratégico durante grandes conflitos, incluindo a Segunda Guerra Mundial. Foi utilizada tanto pelas tropas alemãs quanto por judeus que fugiam da Europa em direção à Ásia.

    Por atravessar regiões muito distintas, a Transiberiana cruza múltiplos climas e paisagens – de áreas mais acessíveis a zonas extremamente remotas. Entre os trechos mais desafiadores está a Sibéria, que passou a ser mais explorada, habitada e industrializada após a construção da ferrovia.

    A importância da Transiberiana para a Rússia é enorme. Ela responde por cerca de 30% das exportações do país e é fundamental tanto para o transporte de cargas quanto para viagens domésticas.

    Além disso, tornou-se um dos trajetos ferroviários mais famosos do mundo, atraindo diversos turistas. Segundo o Russia Beyond, o trem que percorre a rota clássica Moscou-Vladivostok transporta cerca de 200 mil passageiros por ano.

    MANUTENÇÃO É O MAIOR DESAFIO

    A manutenção dessa ferrovia gigantesca é um dos maiores desafios. Para garantir a estabilidade dos trilhos, a Rússia reforça a base da linha com isolantes térmicos e geossintéticos que protegem o solo dos impactos da geada e do degelo.

    Todos os anos, milhares de quilômetros de trilhos são renovados e pontes antigas são substituídas. Em 2020, por exemplo, a Russian Railways (RZD) renovou 5.480,8 km de trilhos. Pontes e estruturas críticas também passam por inspeções com tecnologias modernas, com o monitoramento de drones, reduzindo a necessidade de interrupções no tráfego.

    No rigoroso inverno russo, cercas de contenção e barreiras naturais ajudam a evitar o acúmulo de neve sobre os trilhos. Em algumas regiões, até o reflorestamento é usado estrategicamente para diminuir o impacto das tempestades de neve.

    Hoje, a Ferrovia Transiberiana permanece como a espinha dorsal da rede ferroviária russa. Por isso, é considerada uma obra monumental que continua permitindo que milhões de pessoas atravessem o maior país do planeta.

    A maior ferrovia do mundo cruza oito fusos horários em sete dias de viagem

  • Gato é condenado à 'prisão domiciliar' na França após briga de vizinhos

    Gato é condenado à 'prisão domiciliar' na França após briga de vizinhos

    Dona do animal foi condenada a pagar 1.250 euros e considera decisão injusta; Sociedade Protetora dos Animais alerta que decisão contraria o Código Rural francês

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um tribunal no sul da França determinou que Rémi, um gato laranja da cidade de Agde, está proibido de sair de casa. A decisão veio depois que um vizinho processou a tutora do animal, alegando que o felino invadia repetidamente seu jardim e atrapalhava o uso do espaço.

    Segundo informações da AFP, a dona de Rémi, Dominique Valdès, foi condenada a pagar 1.250 euros (cerca de R$ 7,6 mil) em indenização e custos do processo. Valdès não recorreu o processo devido aos custos e afirmou considera a condenação injusta.

    O vizinho acusa Rémi de impedi-lo de desfrutar da área externa e causar danos no jardim. Dominique contesta o exagero, mas acabou se rendendo às ordens da Justiça e hoje mantém o animal trancado em casa, mesmo contra a natureza exploradora do bichano. “Um gato sobe com facilidade no muro, salta muito alto”, disse ela à agência francesa.

    A decisão também acendeu o alerta entre entidades de proteção animal. A Sociedade Protetora dos Animais lembra que o Código Rural francês garante aos gatos o direito de circular num raio de até 1 km de sua casa e teme que o caso crie um precedente para forçar tutores a manterem os bichos presos para evitar processos.

    Gato é condenado à 'prisão domiciliar' na França após briga de vizinhos

  • Avião da Embraer com ministro congolês pega fogo após pouso

    Avião da Embraer com ministro congolês pega fogo após pouso

    Titular da pasta de Mineração da República Democrática do Congo havia inspecionado local de acidente em mina; nenhum dos passageiros e tripulantes da aeronave se feriu no incidente

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Uma aeronave da Embraer usada pelo ministro de Mineração da República Democrática do Congo pegou fogo nesta segunda-feira (17) depois de pousar na pista de aeroporto da cidade de Kolwezi, na província de Lualaba, no sul do país.

    Nenhum dos 20 ocupantes se feriu, e todos conseguiram deixar o avião, um bimotor modelo ERJ-145 antes que o fogo consumisse a fuselagem.

    A aeronave tinha como origem a capital do país, Kinshasa, e o ministro, Louis Kabamba, viajou ao local para inspecionar o colapso de uma mina de cobre em Kawama, onde ao menos 32 pessoas morreram, no sábado (15).

    O colapso da mina, segundo agência de mineração artesanal do país, conhecido pela sigla francesa Saemape, foi provocado por um movimento de pânico desencadeado por disparos efetuados por militares responsáveis pela segurança do local. Diante do barulho, os trabalhadores correram e se aglomeraram em uma ponte, que não suportou o peso.

    Procurado pela agência de notícias Reuters, o porta-voz das Forças Armadas não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. Já o ministro do Interior da província, Roy Kaumba, afirmou em pronunciamento na TV que 32 mortes tinham sido confirmadas até o momento.

    Acidentes em minas artesanais são frequentes no Congo, onde cerca de 1,5 milhão a 2 milhões de pessoas dependem desse tipo de atividade, e mais de 10 milhões vivem indiretamente dela. A falta de regulamentação e de equipamentos de segurança faz com que desabamentos e mortes ocorram todos os anos em áreas nas quais trabalhadores escavam solo profundo de forma precária.

    Avião da Embraer com ministro congolês pega fogo após pouso

  • Acidente com ônibus de peregrinos na Arábia Saudita deixa 45 mortos

    Acidente com ônibus de peregrinos na Arábia Saudita deixa 45 mortos

    Um ônibus que transportava peregrinos indianos pegou fogo após colidir em uma rodovia entre Meca e Medina. Segundo autoridades locais, apenas um passageiro sobreviveu. O governo da Índia enviou equipes de apoio e lamentou a tragédia que chocou o país

    Um grave acidente de ônibus na rodovia que liga Meca a Medina, na Arábia Saudita, deixou ao menos 45 mortos na noite de domingo (17). O veículo, que transportava peregrinos indianos de volta a Medina após a peregrinação Umrah, pegou fogo logo após a colisão, quando a maioria dos passageiros ainda estava a bordo.

    De acordo com a embaixada da Índia em Riade, o grupo havia encerrado a visita à cidade sagrada de Meca e seguia viagem de retorno quando ocorreu o acidente. Relatos da imprensa indiana indicam que muitos passageiros dormiam no momento da batida, o que dificultou a fuga das chamas.

    O comissário de polícia VC Sajjanar informou que apenas um passageiro sobreviveu, mas está internado em estado grave. “Quarenta e cinco pessoas morreram e há apenas um sobrevivente, que segue hospitalizado”, declarou.

    Equipes da Defesa Civil e da polícia saudita foram enviadas imediatamente para o local do desastre. O Consulado da Índia em Jidá instalou uma central de atendimento 24 horas para oferecer suporte às famílias das vítimas e coordenar a repatriação dos corpos.

    O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, lamentou a tragédia e prestou condolências às famílias. “Profundamente entristecido pelo acidente em Medina envolvendo cidadãos indianos. Meus pensamentos estão com as famílias que perderam seus entes queridos e rezo pela recuperação dos feridos”, escreveu nas redes sociais.

    Acidente com ônibus de peregrinos na Arábia Saudita deixa 45 mortos

  • Sheikh Hasina, ex-premiê de Bangladesh, é condenada à pena de morte

    Sheikh Hasina, ex-premiê de Bangladesh, é condenada à pena de morte

    Sheikh Hasina, ex-primeira-ministra de Bangladesh, foi considerada culpada por ordenar a repressão violenta de protestos estudantis em 2024. Segundo a Reuters, o tribunal em Daca impôs a pena de morte à líder, que fugiu para a Índia e ainda pode recorrer da sentença.

    A ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, foi condenada à pena de morte nesta segunda-feira (17) por crimes contra a humanidade, após ser considerada responsável pela violenta repressão a protestos estudantis ocorridos em 2024. O julgamento, conduzido pelo Tribunal de Crimes Internacionais de Bangladesh, em Daca, durou meses e foi realizado sob forte esquema de segurança.

    Segundo a Reuters, o tribunal concluiu que “todos os elementos constitutivos de um crime contra a humanidade foram comprovados”, nas palavras do juiz Golam Mortuza Mozumder, que impôs a pena máxima. Hasina não estava presente na audiência, pois fugiu para a Índia em agosto de 2024. Ela ainda poderá recorrer da decisão à Suprema Corte do país.

    A condenação ocorre mais de um ano após a repressão aos protestos da Geração Z, movimento formado por estudantes que se mobilizaram contra um sistema de cotas considerado discriminatório. As manifestações, realizadas entre julho e agosto de 2024, foram duramente contidas pelas forças de segurança. De acordo com estimativas da ONU, mais de mil pessoas foram mortas e milhares ficaram feridas, configurando o episódio mais violento em Bangladesh desde a guerra de independência, em 1971.

    Durante o julgamento, os promotores afirmaram ter encontrado provas de que Hasina deu ordens diretas para o uso de força letal contra os manifestantes. A defesa, representada por um advogado nomeado pelo Estado, alegou que as acusações são politicamente motivadas e pediu a absolvição da ex-líder.

    De fora do país, Hasina divulgou uma nota dizendo que o veredito é “enviesado e sem base legal”. Ela afirmou que não teve acesso a uma defesa justa e negou ter planejado qualquer ataque contra civis. Segundo a ex-premiê, o governo “perdeu o controle da situação”, mas “não é possível caracterizar o que ocorreu como uma ação premeditada”.

    O caso reacende tensões políticas em Bangladesh às vésperas das eleições parlamentares, marcadas para fevereiro de 2026. O partido de Hasina, a Liga Awami, foi impedido de participar do pleito, o que aumenta o risco de novos protestos e instabilidade.

    O filho da ex-primeira-ministra, Sajeeb Wazed, afirmou à Reuters que a família não pretende recorrer da decisão “enquanto o país não tiver um governo democraticamente eleito”.

    Os protestos de 2024 tiveram como estopim o sistema de cotas que reservava um terço das vagas em cargos públicos para familiares de veteranos da guerra de independência. A medida, vista como injusta por jovens desempregados, provocou semanas de manifestações em todo o país.

    De acordo com a ONU, entre 15 de julho e 5 de agosto de 2024, até 1.400 pessoas podem ter morrido e milhares ficaram feridas, a maioria atingida por tiros das forças de segurança.

    Sheikh Hasina, ex-premiê de Bangladesh, é condenada à pena de morte

  • Homem se finge de piloto e engana companhia aérea por três anos

    Homem se finge de piloto e engana companhia aérea por três anos

    Espanhol é investigado por atuar como comandante na companhia lituana Avion Express sem ter habilitação para o cargo. Ele apresentou documentos falsos e pilotou voos comerciais por três anos. A fraude envolve múltiplos países e é apurada por autoridades de aviação europeias

    Um cidadão espanhol está sendo investigado por ter trabalhado como piloto comandante durante três anos na companhia aérea Avion Express, sediada na Lituânia, utilizando supostamente documentos falsos. O caso foi revelado pelo jornal italiano Corriere della Sera e gerou preocupação entre autoridades de aviação europeias.

    De acordo com a publicação, o homem se apresentou à empresa como comandante experiente, com mais de 10 mil horas de voo e uma carreira de duas décadas. No entanto, ele possuía apenas a licença de primeiro-oficial, habilitação que permite atuar como copiloto, mas não como piloto responsável pela aeronave.

    Fontes próximas à investigação informaram que ele estava autorizado a operar apenas aeronaves do modelo Airbus A320, voltadas para voos curtos e médios, e que sua experiência anterior se limitava à função de copiloto na companhia Garuda Indonesia, principal empresa aérea da Indonésia.

    Durante o período em que trabalhou na Avion Express, o espanhol teria comandado voos não só da própria empresa, mas também de outras companhias europeias, já que a Avion Express opera no sistema ACMI, modelo no qual as aeronaves e tripulações são alugadas para companhias parceiras.

    A suposta fraude veio à tona quando a empresa recebeu informações não verificadas sobre a experiência do funcionário. Pouco depois, ele pediu demissão, e uma investigação interna foi aberta. Em nota enviada ao Corriere della Sera, a Avion Express confirmou que o homem havia trabalhado na companhia, mas afirmou que ainda não existem provas conclusivas de falsificação.

    A companhia informou que a investigação está em andamento e envolve autoridades de vários países, com o objetivo de verificar todos os detalhes sobre a experiência profissional do piloto. A Avion Express também afirmou que colaborará integralmente com as autoridades caso seja comprovada qualquer fraude.

    Especialistas em aviação ouvidos pelo jornal destacaram a gravidade do caso, explicando que o comandante de uma aeronave é o responsável final pela segurança de todos a bordo, com autoridade para tomar decisões críticas, gerenciar emergências e garantir o cumprimento de todos os protocolos de voo.

    A Avion Express realiza operações em diversos países europeus, incluindo Portugal, com voos para Lisboa, Porto e Faro, mas a maior parte de suas atividades ocorre por meio de parcerias com outras companhias aéreas. O caso segue sob investigação internacional.

    Homem se finge de piloto e engana companhia aérea por três anos

  • Esquerda e extrema direita disputarão 2º turno das eleições no Chile

    Esquerda e extrema direita disputarão 2º turno das eleições no Chile

    Jeannette Jara, ex-ministra do governo Boric, e o ultraconservador José Antonio Kast lideraram as urnas e se enfrentarão em 14 de dezembro. A eleição chilena teve participação recorde de 85% e revelou a força da polarização política no país

    A candidata de esquerda Jeannette Jara e o ultraconservador José Antonio Kast foram os mais votados nas eleições presidenciais do Chile, realizadas neste domingo (16), e vão disputar o segundo turno em 14 de dezembro.

    Com quase todos os votos apurados, Jara, ex-ministra do Trabalho do governo de Gabriel Boric, lidera a disputa com 26,8% dos votos, pouco mais de 340 mil, enquanto Kast, advogado de perfil ultracatólico e líder da direita radical, obteve 23,9%. A eleição teve participação recorde, com 85% dos eleitores comparecendo às urnas.

    A vantagem da candidata foi menor do que previam as pesquisas, que apontavam ampla liderança. Militante comunista e única representante da esquerda no pleito, Jara reconheceu que o desafio agora será conquistar o apoio dos eleitores que não votaram nela nem em Kast. “Os desafios são imensos. A partir de amanhã vou escutar quase metade dos chilenos que não votaram em nós”, declarou.

    A grande surpresa da votação foi o desempenho do populista de direita Franco Parisi, que terminou em terceiro lugar, com 19,5% dos votos. O apoio de seus eleitores poderá ser decisivo no segundo turno.

    Durante a campanha, Jara tentou se distanciar da imagem de Boric, cujo governo tem aprovação abaixo de 30%. Ela enfrenta o desafio de ampliar o apoio ao governo e romper o ciclo político conhecido como pêndulo chileno, já que desde 2006 nenhum presidente conseguiu eleger um sucessor do mesmo partido.

    “Não deixem que o medo congele seus corações. Aqueles que nos dividem e semeiam o ódio prestam um péssimo serviço ao futuro do Chile”, afirmou Jara, de 51 anos, que ganhou destaque ao liderar reformas sociais como o aumento do salário mínimo e a revisão do sistema de pensões.

    Do outro lado, Kast baseou sua campanha em temas como segurança pública e imigração irregular, evitando expor suas posições ultraconservadoras sobre costumes e sua conhecida defesa da ditadura de Augusto Pinochet, que governou o país de 1973 a 1990.

    Em discurso após o resultado, o candidato afirmou que “o Chile acordou”, em referência ao lema usado nos protestos de 2019. “Depois de seis anos de violência, ideologia e mediocridade, milhões de chilenos escolheram abraçar um projeto que se opõe a este governo fracassado”, declarou Kast, que tem como referências os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Nayib Bukele, de El Salvador.

    Kast, que concorre à Presidência pela terceira vez, já conta com o apoio do também ultradireitista Johannes Kaiser e da ex-prefeita Evelyn Matthei, representante da direita tradicional. “À terceira é de vez”, disse Kast ao celebrar o resultado.

    No mesmo domingo, o Chile também realizou eleições legislativas para renovar toda a Câmara dos Deputados e parte do Senado. O Partido Republicano, liderado por Kast, obteve avanços significativos nas duas casas, o que pode fortalecer um eventual governo de extrema direita.

    Esquerda e extrema direita disputarão 2º turno das eleições no Chile

  • Vulcão entra em erupção, e voos são cancelados no Japão

    Vulcão entra em erupção, e voos são cancelados no Japão

    O vulcão, chamado Sakurajima e localizado na ponta sul de Kyushu, perto da cidade de Kagoshima, entrou em erupção por volta da 1h no horário local (13h de sábado em Brasília), informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA). Houve mais duas erupções por volta das 2h30 e 8h50 locais.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Um vulcão entrou em erupção, neste domingo (16), na principal ilha ocidental do Japão, Kyushu. Cinzas e uma coluna de fumaça alcançaram até 4,4 km de altura, o que causou dezenas de cancelamentos de voos.

    O vulcão, chamado Sakurajima e localizado na ponta sul de Kyushu, perto da cidade de Kagoshima, entrou em erupção por volta da 1h no horário local (13h de sábado em Brasília), informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA). Houve mais duas erupções por volta das 2h30 e 8h50 locais.

    Segundo a agência de notícias Kyodo, esta foi a primeira erupção a atingir 4 km ou mais de altura em quase 13 meses. A mídia local também noticiou o cancelamento de 30 voos que chegariam ou partiriam do aeroporto de Kagoshima devido à queda de cinzas e outros motivos relacionados.

    A JMA informou que as cinzas vulcânicas foram lançadas para nordeste após a última erupção e que esperava que caíssem em Kagoshima e na província vizinha de Miyazaki neste domingo.
    Sakurajima é um dos vulcões mais ativos do Japão, e erupções de diferentes níveis ocorrem regularmente. Em 2019, o vulcão lançou cinzas a uma altura de até 5,5 km.

    Vulcão entra em erupção, e voos são cancelados no Japão

  • Zelensky anuncia reforma de setor energético após escândalo de corrupção

    Zelensky anuncia reforma de setor energético após escândalo de corrupção

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje uma reformulação das empresas estatais de energia, incluindo a operadora nuclear Energoatom, que está no centro de um escândalo de corrupção há vários dias.

    Estamos iniciando uma reformulação nas principais empresas estatais de energia”, anunciou o líder ucraniano em um comunicado compartilhado nas redes sociais.

    De acordo com o comunicado, um novo conselho de supervisão deve assumir suas funções dentro de uma semana na Energoatom.

    Outras estatais do setor energético também estão envolvidas no escândalo, incluindo a operadora hidrelétrica do país e as empresas nacionais de extração e transporte de gás.

    Na segunda-feira, o Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) anunciou ter descoberto um esquema criminoso que teria desviado 100 milhões de dólares (cerca de 86 milhões de euros) no setor, o que levou à demissão dos ministros da Justiça e da Energia.

    Segundo Zelensky, será realizada uma auditoria completa das atividades financeiras das empresas envolvidas, além da substituição de seus administradores e dos representantes do Estado nos conselhos de administração.

    “Qualquer esquema descoberto nessas empresas deve ser enfrentado com uma resposta rápida e justa”, alertou.

    O presidente ucraniano afirmou no comunicado que instruiu os membros do governo a manterem “uma comunicação constante e construtiva com as autoridades policiais e os órgãos anticorrupção”.

    O escândalo recente também abalou a presidência, já que o suposto mentor do esquema, Timur Mindich, era considerado um amigo próximo de Zelensky.

    No último verão, o governo foi amplamente criticado por tentar retirar a independência do NABU e da Procuradoria Anticorrupção (SAP), criados há 10 anos, mas recuou diante dos protestos generalizados da sociedade civil e dos aliados ocidentais de Kyiv.

    O setor energético da Ucrânia tem sido duramente atingido nos últimos dias por uma campanha de bombardeios em larga escala com mísseis e drones russos, deixando grande parte do país no escuro.

    O último grande ataque em Kyiv, ocorrido na madrugada de sexta-feira, deixou pelo menos sete mortos e dezenas de feridos.

    Zelensky anuncia reforma de setor energético após escândalo de corrupção