Categoria: MUNDO

  • Mais de 200 kg de cocaína são achados sob navio que ia da Colômbia à Europa

    Mais de 200 kg de cocaína são achados sob navio que ia da Colômbia à Europa

    A apreensão aconteceu dias após a Marinha confiscar mais de 7 toneladas de drogas em duas lanchas rápidas e um “narcossubmarino” no Pacífico

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Mergulhadores na Colômbia encontraram 208 kg de cocaína embaixo de um navio mercante que estava de partida para Europa, informou a Marinha do país em publicação no X.

    Mergulhadores da Estação da Guarda Costeira de Buenaventura encontraram sete “sacos suspeitos” que estavam lacrados e continham narcóticos, informou a Marinha. Embalagens foram encontradas durante uma inspeção subaquática realizada ontem. Imagens da apreensão foram divulgadas em publicação no X.

     

    Operação impediu que mais de 521 mil doses da droga fossem traficadas, disse a Marinha. Segundo o órgão, a apreensão “afetou de forma contundente a entrada de mais de 10 milhões de dólares nas finanças criminosas de organizações de narcotráfico”.

    A apreensão aconteceu dias após a Marinha confiscar mais de 7 toneladas de drogas em duas lanchas rápidas e um “narcossubmarino” no Pacífico. Imagens mostram pacotes apreendidos e suspeitos se rendendo e sendo retirados da água.

    Os EUA anunciaram no mês passado sanções contra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e contra o ministro do Interior, Armando Benedetti, por apoio do país ao “tráfico global de drogas”. Em postagem no X na ocasião, ele escreveu que seu governo reduziu as taxas de crescimento do cultivo de folhas de coca.

    Mais de 200 kg de cocaína são achados sob navio que ia da Colômbia à Europa

  • Israel ataca Gaza após acusar Hamas de violar cessar-fogo; 25 morrem

    Israel ataca Gaza após acusar Hamas de violar cessar-fogo; 25 morrem

    O Governo da Palestina informou 279 mortes horas antes destes novos ataques; além dos mortos, outros 652 palestinos ficaram feridos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Exército de Israel anunciou ataques a alvos do Hamas nesta quarta-feira (19). A ofensiva seria uma resposta a violações do grupo extremista ao acordo de cessar-fogo.

    Ofensiva deixou ao menos 25 mortos no lado palestino. Segundo a agência da Defesa Civil de Gaza à AFP, foram 12 na Cidade de Gaza, no norte do território, e outras 13 em Khan Yunis, no sul.

    Forças de Defesa de Israel informou violação no X e logo depois, exército relatou ataques. Em uma postagem seguinte, eles informaram que os terroristas teriam aberto fogo contra soldados em Khan Yunis e, em resposta, as forças de defesa começaram a atacar alvos terroristas pelo território.

    “Vários terroristas foram identificados cruzando a linha amarela e se aproximando das tropas da IDF ao norte de Gaza, representando uma ameaça imediata”, disse comunicado das IDF, no início da tarde desta quarta-feira, no horário de Brasília.

    MORTES CONTINUAM MESMO COM TRÉGUA

    O Governo da Palestina informou 279 mortes horas antes destes novos ataques. O número inclui vítimas depois do início do cessar-fogo, em outubro deste ano. Israel não comentou as afirmações.

    Além dos mortos, outros 652 palestinos ficaram feridos. Os números foram divulgados hoje em um comunicado do Gabinete de Imprensa do país e contabilizam violações cometidas até a noite de ontem na região.

    O órgão acusa o Exército de Israel de 113 disparos diretos contra civis. De acordo com as autoridades, os militares teriam atacado diretamente cidadãos, casas, bairros residenciais e tendas de deslocados.

    Outras mortes teriam ocorrido em outros 174 ataques e bombardeios israelenses. Além disso, a pasta afirma que 17 incursões foram realizadas por veículos militares em áreas residenciais e agrícolas, enquanto houve também 85 demolições de casas e instalações civis durante esse período.

    Palestina diz que esse “comportamento agressivo” deve frustrar qualquer esforço internacional para manter a paz. “Isso confirma a insistência da ocupação israelense em minar o acordo e criar uma realidade sangrenta no terreno, ameaçando a segurança e a estabilidade na Faixa de Gaza”, acrescenta.

    Governo palestino pede que o presidente dos EUA, Donald Trump, tome uma providência em relação ao que está acontecendo. Além dele, os países mediadores e o Conselho de Segurança da ONU devem atuar de forma séria e eficaz para “obrigar Israel a cumprir os termos do cessar-fogo e do protocolo humanitário”.

    TRÉGUA FRÁGIL

    Hamas e Israel têm trocado acusações de quebra do acordo selado pelos EUA desde o dia um do cessar-fogo. Nos primeiros dias, o país de Benjamin Netanyahu alegava demora na entrega de corpos de reféns, enquanto o Hamas afirmava que os bombardeios no enclave não haviam cessado.

    Neste último mês, ataques em Gaza não cessaram. O exército israelense chegou a atacar o local por três dias consecutivos em retaliação a morte de um soldado de Israel, deixando 104 palestinos mortos. O agente teria sido morto em um suposto ataque de homens armados, mas o Hamas rejeitou a acusação.

    Israel ataca Gaza após acusar Hamas de violar cessar-fogo; 25 morrem

  • Secretária de Justiça dos EUA diz que vai liberar arquivos Epstein em até 30 dias

    Secretária de Justiça dos EUA diz que vai liberar arquivos Epstein em até 30 dias

    Congresso aprovou lei obrigando governo a divulgar material; Trump ainda não sancionou medida; pasta antecipou que não publicará documentos relacionados a investigações em andamento

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A secretária de Justiça do governo Donald Trump, Pam Bondi, disse nesta quarta-feira (19) que vai liberar os arquivos do caso Jeffrey Epstein em até 30 dias depois de o Congresso dos Estados Unidos aprovar nesta terça (18) uma lei exigindo essa publicação. O texto ainda precisa ser sancionado por Trump.

    O Departamento de Justiça, que controla o FBI, a polícia federal americana, foi responsável pelo caso a nível federal que prendeu o financista e abusador em 2019, acusado de coordenar uma ampla rede de tráfico sexual. Epstein morreu na prisão um mês depois, em um caso que foi considerado suicídio.

    Trump, que é citado na investigação, tem resistido a divulgar os materiais, embora tenha prometido que assinará a legislação. Ainda não se sabe se os papéis que ainda são sigilosos ajudarão a elucidar questões sem resposta no caso -como, por exemplo, se Trump sabia dos abusos e até mesmo se teria participado deles, como alguns dos emails que já vieram à tona dão a entender.

    Neles, Epstein escreveu que Trump passou “horas em sua casa” com uma das vítimas e que o atual presidente “sabia sobre as meninas” envolvidas em seu esquema, sem esclarecer o que quis dizer exatamente com a frase.

    A resistência do presidente americano causou desgaste sem precedentes entre o governo e sua base do Partido Republicano, com alguns parlamentares governistas chegando a sugerir que Trump teria algo a esconder. Quando ficou claro que a pressão era grande demais, o presidente mudou de estratégia e passou a apoiar a divulgação do material -o que resultou na aprovação quase unânime da lei na Câmara e no Senado na terça.

    “Continuaremos e seguir a lei e a priorizar a transparência”, disse Bondi nesta quarta. Apesar da aprovação da lei, críticos apontam que Trump não precisava de legislação do tipo se quisesse ordenar a publicação dos arquivos Epstein, e ainda não está claro o que será divulgado.

    O Departamento de Justiça, que nos EUA tem funções similares às do Ministério Público Federal no Brasil, disse que não divulgará trechos da investigação que revelem nomes de vítimas ou que possam interferir em investigações em andamento. Isso inclui a mais recente, contra o ex-presidente Bill Clinton, cuja abertura foi determinada por Trump em uma tentativa de aliviar a pressão de sua base a respeito do tema.

    Além de Clinton, outras figuras ligadas ao Partido Democrata também são citadas nas últimas revelações, como o ex-secretário do Tesouro de Clinton Larry Summers. O professor de Harvard disse na segunda (17) estar “profundamente envergonhado” por manter contato com Epstein e anunciou que vai se afastar de compromissos públicos enquanto tenta “reconstruir confiança e reparar relações”.

    Ele disse, porém, que continuará dando aulas na universidade, mesmo diante da pressão para que a instituição rompa vínculos com ele. Harvard anunciou que abrirá nova investigação contra Summers, e o ex-secretário também renunciou ao cargo que ocupava no conselho diretor da OpenAI.

    Na noite de terça, Trump publicou em sua rede social, a Truth Social, que não se importava com a aprovação da lei. “Só não quero que os republicanos esqueçam de todas as vitórias que tivemos”, escreveu o presidente, citando seu pacote orçamentário, “fronteiras fechadas”, cortes de impostos e “ser respeitado por todos os países no mundo”, entre outros. Desde a aprovação do texto pelo Senado, não voltou a mencionar o assunto.

    Secretária de Justiça dos EUA diz que vai liberar arquivos Epstein em até 30 dias

  • Trump adota posição de Putin em novo plano para Ucrânia

    Trump adota posição de Putin em novo plano para Ucrânia

    Texto foi combinado entre enviados dos EUA e do Kremlin antes de ser entregue para o governo de Zelenski em Miami; segundo proposta vazada, ucranianos entregam o Donbass, cortam Forças Armadas pela metade e perdem armas ofensivas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Naquilo que parece uma grande derrota de Volodimir Zelenski, um novo plano de paz proposto para a Guerra da Ucrânia pelo governo de Donald Trump foi combinado antes com os russos, que invadiram o vizinho em 2022.

    A proposta foi divulgada nesta quarta-feira (19) pelo site americano Axios e confirmada em múltiplos vazamentos para órgãos como o jornal britânico Financial Times e agências de notícias como a Reuters. A Folha de S.Paulo ouviu de uma pessoa ligada ao Kremlin em Moscou que a proposta está em linha com o esperado pelo governo russo.

    Sendo um vazamento, pode também servir para testar a reação global às ideias. Ela tende a ser negativa no Ocidente, dado que os pontos divulgados sugerem perdas grandes para Kiev.

    Primeiro, a entrega dos 15% restantes de Donetsk, a região que está no foco de grandes batalhas que podem levar as defesas ucranianas ao colapso. Com isso estaria completa a tomada do Donbass, região russófona mais desejada pelo Kremlin.

    As linhas em Zaporíjia e Kherson, outras duas áreas anexadas ilegalmente em 2022, ficariam congeladas e podem ser negociadas.

    Hoje, Putin ocupa cerca de 20% de todo o território ucraniano, contando aí os 7,3% que já dominava na Crimeia anexada e nas áreas do leste sob controle de separatistas desde a guerra civil iniciada em 2014.

    Mais significativa do que a perda territorial, que Trump já havia dito ser inevitável desde o começo de seu mandato para chegar a um acordo com Vladimir Putin, é a adoção de termos duros daquilo que o russo chama de necessária desmilitarização da Ucrânia.

    Segundo os vazamentos, o acordo prevê o corte das Forças Armadas ucranianas pela metade. É incerto se isso se refere ao tamanho atual, que Zelenski diz ser de 980 mil soldados mobilizados e bastante armados, ou do nível pré-guerra, inferior a 200 mil.

    Além disso, o texto afirma que a Ucrânia terá de renunciar a armas ofensivas que possam atingir alvos no território russo, como os mísseis de cruzeiro e drones domésticos que desenvolveu, e modelos avançados ocidentais como os ATACMS usados em um ataque contra Voronej (sul russo) na noite de terça (18).

    Não há citação a armas europeias, como o míssil Taurus que o governo alemão até aqui rejeitou fornecer, temendo uma escalada com os russos, ou os já fornecidos Storm Shadow/Scalp-EG franco-britânicos.

    Isso sugere que os parceiros continentais de Trump na Otan não foram informados dos termos combinados. A chancelaria do Reino Unido, questionada pela agência Reuters sobre o plano, afirmou que compartilha o desejo de Trump pela paz, mas espera a improvável retirada russa.

    É péssima notícia para Zelenski, que tem se fiado em anúncios bombásticos de parceria com a Europa, como a intenção de comprar 150 caças suecos Gripen e 100 franceses Rafale, mas na prática depende de armamentos americanos.

    Segundo o Instituto Kiel, da Alemanha, desde que o americano assinou em 14 de julho com a aliança o programa em que europeus compram suas armas e dão para Kiev, o envio de ajuda militar caiu 43% na média mensal ante o registrado de janeiro a junho deste ano.

    Os meios que tiveram acesso aos termos discutidos falam em 28 pontos, boa parte deles minúcias que soam como música para o Kremlin, incluindo o status de língua oficial do russo, que é falado por boa parte dos ucranianos, e a proteção da Igreja Ortodoxa de Moscou no país.

    Bastante significativo do sentido geral da proposta, que por evidente poderá alterada, é o fato de que ela foi amarrada entre o enviado de Trump para o conflito, Steve Witkoff, e negociadores russos não identificados -o “czar dos investimentos” Kirill Dmitriev esteve nos Estados Unidos no fim de outubro.

    Segundo o Financial Times, Witkoff entregou o prato feito em conversa, não por escrito, a Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança da Ucrânia e ex-ministro da Defesa, durante um encontro em Miami.

    O plano, se avançar, vai em linha com a tendência de Trump de comprar a versão russa do conflito. Ele chegou a encontrar-se com Putin no Alasca em agosto, mas de lá para cá sua frustração com o russo ganhou um primeiro contorno prático, com a aplicação de sanções às maiores petroleiras do país beligerante.

    Zelenski e Trump ainda não comentaram o caso. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, se limitou a dizer que não havia avanços desde que o americano cancelou a cúpula que faria com Putin em Budapeste, mas disse que Witkoff pode aparecer a qualquer momento em Moscou e “será bem-vindo”.

    O ucraniano visitou nesta quarta o colega turco Recep Tayyip Erdogan, e voltou a dizer que está pronto para retomar as negociações diplomáticas e que irá encontrar-se com autoridades militares americanas em Kiev nesta quinta (20).

    Witkoff deveria participar do encontro, segundo o Axios, mas desistiu dada a insistência de Zelenski de incluir negociadores de aliados europeus à mesa.

    Além disso, a fragilidade política do ucraniano, que teve de demitir nesta quarta dois ministros acusados em um escândalo de desvio milionário no setor de energia, tem feito Washington tratá-lo mais à distância.

    Trump adota posição de Putin em novo plano para Ucrânia

  • Maduro propôs deixar poder na Venezuela em dois anos, e EUA rejeitaram, diz jornal

    Maduro propôs deixar poder na Venezuela em dois anos, e EUA rejeitaram, diz jornal

    The New York Times afirma que proposta foi feita em negociações que ocorrem nos bastidores; Forças Armadas americanas continuam mobilizadas no Caribe e pressionam ditador

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs ao governo dos Estados Unidos renunciar em dois anos, de acordo com o jornal americano The New York Times, que ouviu diversas pessoas com conhecimento do assunto, sob anonimato. A Casa Branca, ainda segundo o jornal, recusou a oferta de Maduro.

    A proposta ocorre em meio a uma grande pressão de Washington contra o ditador e autoridades do regime. O maior porta-aviões do mundo e uma série de outras embarcações, aeronaves e milhares de soldados estão posicionados no Caribe enquanto os EUA têm assassinado supostos narcotraficantes em lanchas na região, sem fornecer evidências da ligação dos barcos com o narcotráfico.

    A mensagem a Caracas é clara, já que Washington considera Maduro líder de um cartel de drogas, acusação que o ditador rejeita.

    Embora as ameaças estejam dadas, o presidente Donald Trump abriu a possibilidade de diálogo com Caracas, no último domingo (16). Teria sido a partir dessa nova rodada de negociações que Maduro fez a proposta rejeitada, segundo o New York Times.

    Trump assinou planos para que a agência de inteligência americana execute operações secretas dentro da Venezuela -ações que podem ter como objetivo preparar o campo de batalha para operações futuras, disseram as pessoas com quem o New York Times conversou.

    Não está claro quais seriam as ações secretas ou quando qualquer uma delas poderia ser executada. Trump ainda não autorizou o uso de tropas em solo venezuelano, o que significa que a próxima fase da campanha de pressão contra Maduro poderia estar relacionada a atos de sabotagem ou algum tipo de operação cibernética, psicológica ou de informação.

    Segundo o jornal, o presidente americano não tomou uma decisão sobre o curso mais amplo de ação a seguir na Venezuela -na semana passada, ele disse que já havia se decidido, mas que não divulgaria qual medida tomaria.

    Ele tampouco tem falado publicamente sobre objetivos além de conter o fluxo de drogas da região, Planejadores militares e da CIA prepararam múltiplas opções para diferentes contingências, além de listas de supostas instalações de drogas que poderiam ser atacadas.

    O Pentágono também avalia ataques a unidades militares próximas a Maduro. Trump realizou duas reuniões na semana passada na Sala de Crise da Casa Branca, local de tomada de decisões de presidentes americanos em situações de emergência, para discutir a situação na Venezuela e revisar opções com seus principais conselheiros.

    Qualquer ação secreta da CIA provavelmente ocorreria antes de tais ataques militares. Tanto a Casa Branca como a CIA recusaram-se a comentar sobre a ordem de Trump após pedidos do New York Times.

    Maduro propôs deixar poder na Venezuela em dois anos, e EUA rejeitaram, diz jornal

  • Consulado pede providências sobre agressão a criança brasileira

    Consulado pede providências sobre agressão a criança brasileira

    Consulado pede providências sobre agressão a criança brasileira

    O consulado brasileiro na cidade do Porto, em Portugal, entrou em contato com autoridades portuguesas, solicitando informações sobre o ocorrido com o menino brasileiro de 9 anos, que sofreu amputação parcial de dois dedos em uma escola naquele país.

    Os diplomatas brasileiros contactaram também a mãe do menino, Nívea Estevam, a quem foi oferecida assistência jurídica e psicológica à família.

    O caso ocorreu em Cinfães, no dia 10 de novembro, na Escola Básica Fonte Coberta. As suspeitas são de que a agressão – cometida por outros estudantes que teriam usado uma porta do banheiro para pressionar os dedos da criança – teria sido motivada por xenofobia e racismo. 

    Relatos da mãe da criança indicam que estudantes praticavam bullying contra seu filho. O caso chamou a atenção da mídia portuguesa, levando a coordenadora do Bloco da Esquerda (BE), Mariana Mortágua, a questionar o Ministério da Educação de Portugal sobre a possibilidade de se tratar de mais um caso de racismo e xenofobia nas escolas do país.

    Informações e providências

    A solicitação de informações sobre o caso foi feita pelo embaixador do Brasil em Lisboa, Raimundo Carrero, a autoridades dos ministérios da Administração Interna e da Educação, Ciência e Inovação.

    Segundo as autoridades consulares brasileiras, na solicitação de informações foi pedido também que providências sejam adotadas, caso se confirmem as suspeitas de motivações xenofóbicas ou racistas contra o estudante brasileiro, que é negro.

    Denúncia

    Diante do ocorrido, a mãe do menino usou as redes sociais para denunciar o caso. Disse que foi procurada pela escola, que classificou o caso como um acidente. Disse também ter sido mal atendida, ao contactar a polícia pública portuguesa para denunciar o caso, após ter informado sobre a possibilidade de se tratar de um caso de racismo.

    Segundo ela, o policial teria batido na mesa e dito que não toleraria que se falasse em racismo ou xenofobia porque todos seriam iguais em Portugal, e que se a escola havia dito que foi algo acidental, é porque, de fato, teria sido um acidente.

    Consulado pede providências sobre agressão a criança brasileira

  • Político australiano renuncia após filha surgir em série de pornografia

    Político australiano renuncia após filha surgir em série de pornografia

    Dugal Saunders decidiu renunciar ao cargo de líder do Partido Nacional de Nova Gales, justificando a sua saída com querer concentrar-se na família

    O líder do Partido Nacional de Nova Gales do Sul (NSW), Dugald Saunders, renunciou, nesta segunda-feira (17), ao cargo depois de a filha de 19 anos ter participado de uma série sobre a indústria pornográfica. 

    O The Australian revela que Saunders chocou os colegas com a sua renúncia repentina ao cargo de líder do partido, justificando que queria se concentrar na família. O seu anúncio aconteceu exatamente um dia depois de a filha ter aparecido em uma série sobre pornografia online. 

    No entanto, um porta-voz do deputado afirmou que foi apenas uma coincidência a renúncia ter acontecido após a aparição da filha no documentário, destacando que Dugald Saunders teria vários membros da família com doenças graves. 

    Em um comunicado, Sanders referiu que estava “dando um passo atrás” para “focar na família”, mas que foi “uma honra liderar a equipe parlamentar durante um período desafiante na oposição”.

    “É também o momento certo para que um novo líder assuma esta luta antes das próximas eleições”, disse, uma vez que Nova Gales de Sul irá ter eleições em março de 2027. 

    Saunders, que liderava o partido desde 2023 e que, em tempos, foi locutor da ABC Western Planis, foi ainda elogiado pelo líder da oposição, Mark Speakman, que afirmou que o homem continuaria sendo um “campeão do seu eleitorado em Dubbo”.

    “As pessoas ainda se lembram dele narrando os Jogos Olímpicos de Sydney (em 2000) e dos anos na Rádio ABC, dando voz aos moradores de toda a região oeste”, disse Speakman, acrescentando que quando Saunders entrou na política “as qualidades como locutor foram aproveitadas”.

    Quanto à filha do líder do partido, a jovem apareceu no primeiro episódio de Spicy Summer, onde contou aos produtores que começou a criar conteúdo pornográfico quando completou 18 anos. 

    “O TikTok me inspirou. Se eles conseguem, eu também consigo”, referiu Charlie, de 19 anos.

    Charlie acusou ainda as mulheres mais velhas de terem “inveja” porque o OnlyFans “não existia quando eram mais jovens e que tinham de ser apenas donas de casa”. 

    Em seguida, a jovem é filmada a fazer um ‘beer bong’, que é um funil com um tubo longo que permite que alguém beba álcool. Já sobre o conteúdo que estava disposta a fazer, Charlie afirmou que nada estava fora de questão.  “Literalmente, já fiz de tudo, sem mostrar a minha cara”, disparou.

    Político australiano renuncia após filha surgir em série de pornografia

  • Oposição na Alemanha crítica Merz por saldo desastroso de viagem a Belém

    Oposição na Alemanha crítica Merz por saldo desastroso de viagem a Belém

    Declarações de Friedrich Merz sobre Belém geraram forte reação de opositores e ambientalistas na Alemanha, que apontaram desrespeito ao Brasil e falhas na política externa e climática. O episódio viralizou nas redes e ampliou a pressão sobre o primeiro-ministro após a visita à COP30.

    (CBS NEWS) – Katharina Dröge, co-líder dos Verdes no Parlamento alemão, criticou Friedrich Merz pelas declarações negativas em relação a Belém. “Aos poucos começamos a nos perguntar se o o primeiro-ministro ainda pode aparecer em algum lugar sem colocar a Alemanha em uma situação difícil”, disse a opositora à agência DPA.

    “A imagem que o primeiro-ministro transmitiu durante sua viagem ao Brasil foi desastrosa: falta de tato na política externa, falta de ambição na política climática e simplesmente desrespeito ao Brasil.” Merz também foi criticado por ambientalistas alemães que participam da COP30 em Belém.

    Lars Klingbeil, vice-premiê e principal nome do SPD na coligação de governo montada pelo conservador Merz, fez uma defesa calculada do chefe. “Acho que, no geral, podemos dizer que foi uma visita muito boa a Belém por parte do primeiro-ministro”, disse o social-democrata durante uma viagem à China.

    Sobre o incidente, Klingbeil diz ter percebido “que existe essa irritação”. “Porém vamos dissipá-la rapidamente.” Questionado se o primeiro-ministro deveria se expressar dessa forma, o aliado pulou para a teoria: “Sempre sou a favor de que os políticos possam falar livremente”.

    Após resposta pública do presidente Lula a Merz, a reportagem voltou a procurar o governo alemão em Berlim, mas não obteve resposta. Na terça-feira (18), o gabinete do primeiro-ministro não comentou as críticas ao chefe de governo, mas enalteceu a “beleza natural” do Brasil e relatou que Merz lamentou não ter tido mais tempo para conhecer Belém e a Amazônia.

    Na última segunda-feira, vídeo de um discurso de Merz comparando Brasil e Alemanha e sublinhando de maneira negativa Belém viralizou nas redes sociais, provocando reação de políticos, diplomatas e ambientalistas.

    Oposição na Alemanha crítica Merz por saldo desastroso de viagem a Belém

  • 2024 foi o pior ano para as crianças desde a II Guerra Mundial

    2024 foi o pior ano para as crianças desde a II Guerra Mundial

    O representante da UNICEF, Bainvel, afirma que 2024 se tornou o pior ano para a infância desde a Segunda Guerra, com mais pobreza, violência, falta de vacinas e milhões de crianças deslocadas, enquanto a Unicef cobra novas estratégias globais e financiamento adequado para proteger seus direitos.

    O representante da Unicef junto à União Europeia, Bertrand Bainvel, afirmou nesta quarta-feira (19) que 2024 se tornou o pior ano para as crianças desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo ele, o planeta vive uma crise global de solidariedade, marcada por mais pobreza, menos acesso a educação e imunização, além de um número recorde de pessoas deslocadas — metade delas, crianças.

    Diretor do Escritório de Parcerias da Unicef em Bruxelas, Bainvel participou de uma conferência em Lisboa e descreveu o cenário atual como um período de profunda incerteza para a infância. Ele lembrou que, em 1989, o mundo se uniu para aprovar a Convenção sobre os Direitos da Criança, hoje o documento mais ratificado do planeta, mas que precisa ser atualizado diante de desafios contemporâneos, como o impacto das novas tecnologias.

    Bainvel destacou ainda que o subfinanciamento das agências da ONU e de entidades de defesa dos direitos humanos cria obstáculos sérios para atuar em escala global. Para ele, investir em proteção à infância “não é caridade, é responsabilidade”. Os próximos meses serão decisivos, já que a União Europeia discutirá o próximo Quadro Financeiro Plurianual, que determinará o volume de recursos destinados a organismos como a Unicef entre 2028 e 2034.

    A diretora executiva da Unicef, Beatriz Imperatori, também defendeu novas estratégias para enfrentar a violência contra crianças. Apenas em 2024, mais de 1,3 milhão de pessoas relataram ter sofrido violência na infância, incluindo mais de mil denúncias de abuso sexual infantil.

    Imperatori ressaltou a urgência de políticas robustas de prevenção e destacou a proposta do Comitê Português para a Unicef, que defende a criação de uma Estratégia Nacional para a Erradicação da Pobreza Infantil e de uma entidade independente para coordenar as políticas de proteção à infância em Portugal.

    Apesar dos desafios, a diretora lembrou que os 35 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança representam avanços importantes em Portugal, como a queda expressiva do analfabetismo, a ampliação da escolaridade obrigatória, o acesso universal à saúde, o fortalecimento da cobertura vacinal e a proibição de casamentos antes dos 18 anos a partir de 2025.

    A Unicef celebra nesta quinta-feira (20) o aniversário da Declaração dos Direitos da Criança, adotada em 1959, e da Convenção de 1989.

     
     

    2024 foi o pior ano para as crianças desde a II Guerra Mundial

  • Incêndio atinge pelo menos 170 edifícios na cidade de Oita no Japão

    Incêndio atinge pelo menos 170 edifícios na cidade de Oita no Japão

    Um incêndio de grandes proporções devastou parte de uma área residencial em Oita, no sul do Japão, destruindo dezenas de imóveis, deixando uma pessoa desaparecida e forçando a retirada de 175 moradores enquanto bombeiros seguem em ação para conter as chamas que avançam pela floresta próxima

    Um grande incêndio atingiu uma área residencial na cidade de Oita, no sul do Japão, deixando uma pessoa desaparecida e forçando a retirada de 175 moradores, segundo autoridades locais.

    De acordo com a emissora NHK, equipes de bombeiros continuam trabalhando para controlar o fogo, que também avançou para uma área de floresta próxima.

    Imagens registradas na noite de terça-feira mostram chamas intensas consumindo casas enquanto moradores eram levados para um centro de evacuação.

    O incêndio começou ainda na noite de terça e levou à retirada de famílias de 115 residências. Ao todo, pelo menos 170 prédios foram atingidos.

    O governo regional informou que o governador pediu apoio das Forças de Autodefesa do Japão para reforçar o combate ao fogo.

    Cerca de 300 casas permanecem sem energia elétrica e uma pessoa segue desaparecida.

    Incêndio atinge pelo menos 170 edifícios na cidade de Oita no Japão