Categoria: MUNDO

  • Moraes acabou com a diplomacia de Lula, diz advogado de Trump

    Moraes acabou com a diplomacia de Lula, diz advogado de Trump

    O advogado de Donald Trump, Martin de Luca, criticou Alexandre de Moraes por decretar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, afirmando que a decisão prejudica a diplomacia de Lula com os EUA. Ele retuitou mensagens de Tarcisio de Freitas e aliados de Trump, todos contrários à medida.

    Martin de Luca, advogado do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acabou com a diplomacia de Lula, após decretar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã deste sábado. Luca representou as empresas Rumble e Trump Media em uma queixa civil na Justiça Federal da Flórida contra o ministro Alexandre de Moraes.

    “Lula e Alckmin correram contra o relógio por meses para estabilizar a relação do Brasil com os EUA. Eles sabem que o Brasil caminha sobre gelo fino com Donald Trump. Finalmente, eles receberam o primeiro sinal de boa vontade ontem\”. Porém, completa ele, numa postagem no X, “na manhã seguinte, Moraes sabota todo o esforço diplomático com uma única decisão, exatamente o tipo de excesso que desencadeou a crise\”.

    “Enquanto a equipe de Lula tenta desesperadamente reconstruir a confiança com os EUA, Moraes faz tudo o que pode para provar por que foi sancionado”, escreveu ele. “Se o Brasil quer credibilidade no exterior, talvez devesse começar por pôr a sua própria casa em ordem, porque, neste momento, um homem está desfazendo o trabalho de todos os outros em tempo real.”

    Luca também retuitou um post do governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, também crítico à prisão. “Jair Bolsonaro tem enfrentado todos os ataques e todas as injustiças com a firmeza e a coragem de poucos. Tirar um homem de 70 anos da sua casa, desconsiderando seu grave estado de saúde e ignorando todos os apelos provenientes das mais diversas fontes, todos os laudos médicos e evidências, além de irresponsável, atenta contra o princípio da dignidade humana”, escreveu Tarcisio. “Bolsonaro é inocente e o tempo mostrará. Seguimos firmes ao seu lado e lutaremos para que essa injustiça seja reparada o quanto antes.”

    Luca também retuitou posts do advogado Jason Miller, conselheiro de Trump que atuou por sanções a Moraes. Além de um post do brasilianista texano Brian Winter, todos contrários à prisão preventiva.

    Moraes acabou com a diplomacia de Lula, diz advogado de Trump

  • Lula alerta que o funcionamento do G20 está ameaçado; entenda

    Lula alerta que o funcionamento do G20 está ameaçado; entenda

    Em discurso na cúpula do G20, Lula alertou que o bloco pode perder relevância após o boicote dos EUA e defendeu diálogo entre países ricos e emergentes. O presidente destacou impactos da guerra da Ucrânia, desigualdade global e dívidas públicas como ameaças que exigem soluções conjuntas e urgentes.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o G20 corre risco de perder sua capacidade de atuação após o boicote dos Estados Unidos à cúpula que começou em Joanesburgo, na África do Sul. Segundo ele, o grupo só continuará relevante se mantiver o diálogo amplo entre países desenvolvidos e emergentes.

    Lula declarou que o funcionamento do G20 como espaço de coordenação internacional “está ameaçado”, sem citar diretamente os EUA, que decidiram não participar dos debates. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o boicote após afirmar, no início de novembro, que sul-africanos brancos estariam sendo mortos e tendo terras confiscadas ilegalmente, acusações rejeitadas com veemência pelo governo da África do Sul.

    Com a decisão de Washington, o país será representado apenas pelo encarregado de negócios da embaixada em Pretória, Marc Dillard, na cerimônia de domingo. Nessa data, a África do Sul entrega a presidência rotativa do G20 justamente aos Estados Unidos, que assumem o comando em 1º de dezembro.

    Durante seu discurso, Lula defendeu que o bloco continue sendo um espaço para enfrentar os principais desafios globais. Ele citou o impacto da guerra da Ucrânia nas cadeias de energia e alimentos e mencionou as dificuldades estruturais da América Latina e do Caribe, que, segundo ele, seguem sem perspectiva de solução.

    O presidente brasileiro também alertou que problemas como desigualdade extrema e sobrecarga de dívidas públicas já configuram ameaças sistêmicas. Lula afirmou que quase metade da população mundial vive em países que gastam mais com o serviço da dívida do que com saúde ou educação, e defendeu mecanismos que permitam trocar dívidas por investimentos em desenvolvimento e ações climáticas.

    Lula pediu ainda que a desigualdade seja tratada como uma emergência global e que normas e instituições internacionais sejam reformuladas para reduzir assimetrias entre países ricos e pobres.

    A cúpula do G20, que termina no domingo, discute temas como crescimento econômico sustentável, comércio internacional, financiamento para o desenvolvimento e o endividamento dos países mais pobres.

    Criado em 1999, o G20 reúne 19 nações entre elas Brasil, Estados Unidos, China, Índia e Alemanha além da União Europeia e da União Africana.

    Lula alerta que o funcionamento do G20 está ameaçado; entenda

  • Europa sob pressão após navio com 3 mil vacas virar “navio da morte”

    Europa sob pressão após navio com 3 mil vacas virar “navio da morte”

    Organizações denunciam que o Spiridon 2 percorre o oceano há mais de dois meses com animais doentes, mortos e sem condições mínimas de bem-estar. Sem porto para atracar, o caso pressiona autoridades europeias a agir e rever regras do transporte marítimo de animais vivos.

    A situação do navio Spiridon 2, que circula há mais de dois meses com quase três mil vacas a bordo, levou organizações de proteção animal a exigirem que a Europa intervenha para evitar uma tragédia ao longo do transporte marítimo de animais vivos. O caso, considerado um dos piores dos últimos anos, colocou autoridades e entidades sob forte pressão.

    O Spiridon 2 deixou Montevidéu em 20 de setembro com 2.901 bovinos destinados à Turquia. A embarcação chegou ao porto de Bandirma em 22 de outubro, mas foi impedida de atracar por falhas de documentação e divergências na identificação dos animais. Sem autorização, o navio ficou quase um mês parado em alto-mar até ser obrigado a retornar. Agora, segue em direção à Líbia antes de voltar ao Uruguai, com previsão de chegada no meio de dezembro.

    Segundo a AWF e a Oipa, metade das vacas estaria prenhe. As entidades afirmam que mais de 140 bezerros nasceram durante a viagem, sem qualquer informação sobre sua sobrevivência. Há ainda o registro de 58 mortes confirmadas a bordo, com carcaças em decomposição no interior da embarcação. As organizações descrevem o Spiridon 2 como “um navio da morte”, alegando que os animais vivem sobre fezes acumuladas, sem ventilação adequada, sem descanso e possivelmente sem abastecimento recente de ração, água ou cuidados veterinários.

    O governo turco justificou a recusa ao navio citando ausência de brincos e chips eletrônicos e inconsistências entre a carga e a documentação entregue. Autoridades uruguaias, porém, apontam que a disputa seria comercial, não sanitária.

    Diante da situação, grupos de proteção animal pedem que a União Europeia intervenha imediatamente. As entidades querem inspeções obrigatórias em portos, mudanças na legislação e mecanismos que impeçam que navios continuem navegando com animais em condições extremas. Segundo a Oipa, se nenhuma ação for tomada, “parte do rebanho pode não sobreviver até o desembarque”.

    Europa sob pressão após navio com 3 mil vacas virar “navio da morte”

  • Idosa morre após passar dias ao lado do corpo da filha

    Idosa morre após passar dias ao lado do corpo da filha

    Autoridades descartam violência e investigam se a mulher sofreu um mal súbito ou ficou impossibilitada de pedir ajuda após a morte da filha, encontrada no mesmo cômodo da casa em Abegondo, na província de La Coruña.

    Uma idosa de 87 anos morreu na quinta-feira após passar vários dias ao lado do corpo da filha, de 50 anos, em Abegondo, na província de La Coruña, na Espanha. A polícia informou que não há sinais de violência nem qualquer indício de participação de terceiros.

    A idosa foi encontrada inconsciente na noite de quarta-feira e levada em estado grave para um hospital, onde acabou não resistindo, segundo a emissora Telecinco. A morte da filha só veio à tona depois que colegas de trabalho estranharam a ausência dela por vários dias e não conseguiram contato. Um familiar foi até a residência e acionou os serviços de emergência ao encontrar as duas no imóvel.

    Mãe e filha estavam na mesma divisão da casa. A mulher de 50 anos já estava morta e a idosa ainda apresentava sinais vitais, mas não resistiu mesmo após receber atendimento.

    Segundo parentes, a idosa era totalmente independente e não necessitava de cuidados especiais. Agora, as autoridades apuram se ela sofreu uma queda ou algum mal súbito que a tenha impedido de pedir ajuda. A Guardia Civil reforça que não há evidências de agressão ou crime.

    Investigadores também consideram a possibilidade de que a idosa tenha sido incapaz de reagir às condições em que ficou após a morte da filha, permanecendo dias ao lado do corpo até entrar em colapso.

    Idosa morre após passar dias ao lado do corpo da filha

  • Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

    Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

    Durante uma celebração na Venezuela, Nicolás Maduro voltou a provocar os Estados Unidos ao afirmar que nenhuma ameaça vai detê-lo. O presidente usou música e declarações públicas em meio à crescente tensão militar entre Washington e Caracas.

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a usar música e dança para enviar recados políticos. Durante um evento pelo Dia do Estudante, na sexta-feira, ele subiu ao palco, dançou ao som de música eletrônica e afirmou que “as ameaças” dos Estados Unidos não vão detê-lo.

    Enquanto dançava, era possível ouvir frases como “No war, no crazy war, peace, peace yes, peace”. Animado, Maduro disse: “É sexta-feira e o que acontece na sexta? A Venezuela em paz. Sexta à noite é festa total. Festa, festa, festa! É sexta e eu vou para a festa. Ninguém me para! Música!”, segundo o g1.

    O vídeo circulou nas redes sociais.

    Desde agosto, os Estados Unidos mantêm navios de guerra, caças e milhares de militares nas águas do Caribe e do Pacífico, em uma operação voltada oficialmente ao combate ao narcotráfico. Caracas, porém, acusa Washington de promover uma “ameaça militar letal” com o objetivo de derrubar Maduro.

    Durante o encontro com estudantes universitários, o presidente venezuelano pediu que os jovens estabeleçam diálogo com movimentos estudantis norte-americanos para defender o fim da guerra.

    Essa não é a primeira vez que Maduro recorre à música para mandar mensagens aos EUA. Na semana anterior, ele cantou “Imagine”, de John Lennon, durante um comício em que pediu paz entre os países.

    A crise entre Venezuela e Estados Unidos

    A tensão entre Caracas e Washington aumentou depois da chegada do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, ao mar do Caribe. Os EUA afirmam que a operação tem como objetivo combater o tráfico de drogas, enquanto Maduro acusa o governo norte-americano de tentar derrubá-lo e se apoderar das reservas de petróleo venezuelanas.

    Em outubro, Washington chegou a oferecer uma recompensa de 50 milhões de dólares pela captura de Maduro, após acusá-lo de envolvimento com narcotráfico.

    O presidente Donald Trump, que já autorizou ações clandestinas da CIA em território venezuelano, disse que o governo de Maduro estava com os dias contados, embora não tenha detalhado como esse cenário ocorreria.

    Trump declarou ainda que pretende conversar com Maduro “em um futuro não muito distante”, afirmando ter “algo muito específico” a dizer ao líder venezuelano, em meio ao atual clima de tensão militar no Caribe.

    Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

  • Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

    Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

    A deputada Marjorie Taylor Greene afirmou que deixará o cargo em janeiro de 2026 após romper com Donald Trump por críticas à condução do caso Epstein. A congressista disse ter sido atacada e chamada de traidora pelo presidente ao defender vítimas de tráfico e abuso sexual.

    Marjorie Taylor Greene, antes uma das aliadas mais próximas de Donald Trump e um dos nomes mais influentes da direita radical nos Estados Unidos, anunciou na sexta-feira que deixará seu mandato na Câmara dos Representantes. A decisão ocorre após críticas que fez à forma como o presidente norte-americano tratou o caso Epstein.

    “Vou renunciar ao meu cargo em 5 de janeiro de 2026”, afirmou a deputada da Geórgia em comunicado publicado no X. Ela declarou ainda que defender mulheres norte-americanas que foram abusadas aos 14 anos e vítimas de tráfico sexual “não deveria resultar em ser chamada de traidora e ser ameaçada pelo presidente dos Estados Unidos, por quem lutei”.

    Em um vídeo divulgado online, Greene disse também que sempre foi “desprezada em Washington” e que “nunca se encaixou” no ambiente político da capital.

    A ruptura entre Trump e uma de suas principais apoiadoras tornou-se pública depois que ele passou a chamá-la de “Marjorie, a Traidora Greene” e “Maggie, a Louca”, em resposta às críticas dela sobre a condução do caso envolvendo Jeffrey Epstein, o financista de Nova York que morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais.

    A postura de Trump sobre o caso, considerando sua antiga proximidade com Epstein, provocou divisões dentro do Partido Republicano, normalmente alinhado ao presidente. Após resistir por muito tempo, Trump acabou sancionando uma lei que obriga seu governo a divulgar documentos relacionados ao caso, ainda que com limitações processuais. Não está claro, porém, até onde essas revelações irão.

    O presidente norte-americano sempre negou ter conhecimento dos crimes cometidos por Epstein. Ele afirma que os dois deixaram de se relacionar anos antes de surgirem as acusações que levaram o financista à prisão.

    Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

  • EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir

    EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir

    Donald Trump pressiona a Ucrânia a assinar acordo de paz com a Rússia até 27 de novembro, sob ameaça de corte no fornecimento de inteligência e armas. Zelenski busca apoio europeu para preservar soberania, enquanto os termos favorecem Moscou e limitam forças ucranianas em meio a avanços russos no front.

    (CBS NEWS) – O governo de Donald Trump pressiona a Ucrânia a aceitar o acordo de paz desenhado em conjunto com a Rússia para encerrar o conflito disparado pela invasão de Vladimir Putin em 24 de fevereiro de 2022.

    Segundo vazamentos da Casa Branca a meios de comunicação ocidentais, como a agência de notícia Reuters, o republicano quer ver os 28 pontos do acordo assinados por Volodimir Zelenski até a quinta-feira da semana que vem (27).

    Se isso não ocorrer, dizem autoridades americanas, o país pode cortar o fornecimento de informações de inteligência vitais para Kiev lutar sua guerra, como imagens de satélite com movimentos de tropas e monitoramento de lançamento de mísseis e drones.

    O suprimento de armas, que hoje só chegam por meio de reduzidas compras feitas por países europeus de equipamento dos EUA, também será vetado. Na prática, tudo isso pode dificultar muito a defesa da Ucrânia, já sob intensa pressão em três pontos da frente de mil quilômetros de extensão.

    Cercado, Zelenski buscou apoio dos aliados europeus, que foram deixados de lado por Trump na negociação com os russos para pôr fim ao conflito mais sangrento em solo europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

    Ele participou de uma conversa telefônica com o presidente francês, Emmanuel Macron, e os premiês Keir Starmer, do Reino Unido, e Friedrich Merz, da Alemanha. Segundo a chancelaria em Berlim, todos concordaram que a Ucrânia tem de se manter soberana e reter capacidade de defesa.

    Zelenski, por sua vez, afirmou que irá trabalhar para ter os “princípios da Ucrânia” respeitados no acordo, que é amplamente favorável ao Kremlin -a única concessão maior de Putin foi ceder um terço dos US$ 300 bilhões em reservas externas congeladas para a reconstrução do país invadido.

    No mais, pelos termos colocados a Ucrânia perderá cerca pouco mais de um quinto do seu território e terá as Forças Armadas limitadas a 600 mil soldados, 40% a menos do que têm hoje em combate. Ficará proibida de ingressar na Otan e de ter militares da aliança ocidental em seu território, assim como aviões de combate.

    Após a ligação, Macron afirmou que os líderes concordaram que qualquer conversa a partir de agora terá de ter a participação da Ucrânia, da União Europeia e da Otan, já que o futuro do continente depende do arranjo de paz mais amplo proposto no acordo.

    É o que o francês e outros podem fazer, dado que os termos em si já estão na mesa. Como muitos deles são vagos, há espaço contudo para negociações. O site americano Axios, por exemplo, diz que as garantias de segurança que não são detalhadas na proposta podem incluir uma cláusula de defesa da Ucrânia semelhante ao mecanismo da Otan de assistência mútua em caso de ataque.

    A situação do ucraniano, de todo modo, é grave. Ele está sob forte pressão doméstica após a descoberta de um desvio de US$ 100 milhões no setor de energia do país, escândalo que derrubou dois ministros.

    No campo de batalha, os russos tomaram a estratégica Kupiansk, em Kharkiv, e nesta sexta conquistaram cinco vilarejos em Donetsk. Em Zaporíjia, no sul, as forças de Putin fizeram avanços rápidos devido ao enfraquecimento da defesa de Kiev, que foi obrigada a mandar reforços para o leste.

    O Kremlin tem buscado distância do debate público. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou nesta sexta que o país ainda não foi informado oficialmente dos 28 tópicos do acordo, um diversionismo, e que não irá fazer comentários para não atrapalhar as negociações que foram conduzidas de seu lado pelo chefe do fundo soberano do país, Kirill Dmitriev.

    EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir

  • Plano de paz dos EUA para Ucrânia? "UE não recebeu qualquer comunicação"

    Plano de paz dos EUA para Ucrânia? "UE não recebeu qualquer comunicação"

    A União Europeia afirmou que não foi consultada sobre a proposta de Washington para encerrar a guerra na Ucrânia. António Costa e Ursula von der Leyen defenderam que qualquer acordo precisa garantir uma paz justa e rejeitar concessões territoriais à Rússia.

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que os Estados Unidos apresentaram um plano de paz para a Ucrânia sem qualquer consulta prévia à União Europeia. Segundo ele, Washington não enviou comunicação oficial à UE sobre a proposta elaborada pela Casa Branca.

    Costa declarou que, diante dessa ausência de informação formal, não faz sentido comentar o conteúdo do plano. A declaração foi feita em Joanesburgo, na África do Sul, durante uma coletiva ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ambos reforçaram a posição europeia de que qualquer acordo precisa garantir uma paz justa e duradoura para a Ucrânia.

    A União Europeia já havia sinalizado desconforto com a proposta. Na quinta-feira, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que um plano que prevê recompensar Moscou com territórios ocupados desde 24 de fevereiro de 2022 e a redução das Forças Armadas ucranianas não é compatível com os princípios defendidos pela UE.

    Ursula von der Leyen acrescentou que o plano apresentado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, será discutido entre os líderes europeus e também nas conversas previstas à margem da cúpula do G20, que acontece na mesma cidade.

    Os representantes da União Europeia reforçaram que o bloco continuará apoiando a Ucrânia, tanto no campo militar, limitando as capacidades da Rússia, quanto no econômico, com financiamento e cooperação contínua.

    O governo ucraniano informou, na noite de quarta-feira, que recebeu oficialmente a proposta elaborada pelos Estados Unidos. O documento inclui a cessão de territórios atualmente anexados pela Rússia e a redução do tamanho das Forças Armadas ucranianas.

    Plano de paz dos EUA para Ucrânia? "UE não recebeu qualquer comunicação"

  • Jogadora não percebe pedido de casamento em campo e reação viraliza

    Jogadora não percebe pedido de casamento em campo e reação viraliza

    Nicole Colley estava tão focada em um jogo de softball que passou direto pelo namorado ajoelhado com o anel. Após o susto e muitas risadas, o casal confirmou o noivado e planeja o casamento para o outono de 2027.

    Nicole Colley estava tão concentrada no jogo de softball que estava prestes a disputar que não percebeu que estava sendo pedida em casamento. O momento aconteceu em setembro, no estado de Ohio, nos Estados Unidos, e terminou de forma totalmente inesperada e feliz.

    Nicole, de 25 anos, namorava Jacob Lear há pouco mais de dois anos, mas os dois se conhecem desde o fim do ensino médio, quando participaram da mesma liga de softball. “Fomos amigos por quatro ou cinco anos antes de eu lhe dar uma chance”, contou ela ao Today.

    Depois de meses planejando tudo, Jacob escolheu o Berliner Sports Park, em Columbus, para fazer o pedido, o mesmo lugar onde havia iniciado o namoro. Mas, para surpresa geral, Nicole passou direto por ele sem notar nada. “Vamos jogar!”, gritou ela, sem perceber que todos estavam esperando por um momento especial.

    Ela contou que o treinador pediu que lançasse uma moeda antes do início da partida. Ao ver que ninguém se mexia, tentou animar a equipe. Foi então que ouviu gritos chamando sua atenção.

    Quando finalmente se virou, encontrou Jacob ajoelhado, segurando uma caixa feita com uma bola de softball, onde estava o anel de noivado. “Fiquei em choque. Comecei a chorar. Todo mundo falou ‘que besteira, você não viu nada’. Todos os dias alguém grita ‘vamos jogar’, então eu realmente não imaginei nada”, lembrou.

    Nicole disse ainda que não fazia ideia do plano. Jacob havia dito que pretendia esperar mais dois anos para fazer o pedido. Na noite anterior, o casal passou a noite em um Airbnb com amigos. Quando ela se levantou, eles perguntaram a Jacob por que ainda não tinha pedido Nicole em casamento. Foi então que ele revelou o que faria no dia seguinte.

    “Todo mundo ficou em silêncio, e eu não conseguia acreditar”, disse ela.

    Os amigos brincaram que o casamento deveria acontecer no campo de softball, mas essa ideia está fora dos planos. Nicole e Jacob querem aproveitar o noivado e pretendem oficializar a união no outono de 2027.

    Jogadora não percebe pedido de casamento em campo e reação viraliza

  • Jovem italiano mata irmã à facada e mostra corpo à mãe por videochamada

    Jovem italiano mata irmã à facada e mostra corpo à mãe por videochamada

    Vincenzo Riccardi, de 25 anos, foi preso após confessar ter matado a irmã Noemi, de 23, com várias facadas dentro da casa da família, em Nápoles. O jovem chegou a ligar para a mãe e para a emergência após o crime e agora responde por homicídio qualificado.

    Vincenzo Riccardi, de 25 anos, foi preso em flagrante e acusado de homicídio na quarta-feira, após esfaquear e matar a irmã Noemi, de 23 anos, dentro da casa da família em Nápoles, na Itália.

    Depois do crime, ele fez duas ligações: primeiro, uma videochamada para a mãe, na qual mostrou o corpo da irmã; em seguida, telefonou para o número de emergência 112 e confessou o que havia feito.

    Quando os Carabinieri chegaram à residência, em San Paolo Belsito, Vincenzo admitiu o ataque e afirmou ter tido “um surto de loucura”, segundo o jornal La Stampa. Ele recebia acompanhamento em um centro de saúde mental, assim como a irmã. Noemi foi esfaqueada pelo menos seis vezes.

    A Promotoria ordenou uma autópsia para determinar o número exato de golpes. Vincenzo foi indiciado por homicídio qualificado.

    Na semana passada, outra morte chocou a Itália: uma espanhola que havia acusado o próprio tio de envenená-la morreu na Sicília. Ángela, natural de Requena, na região de Valência, estava viajando quando passou mal e foi internada, mas não resistiu.

    Ela e o companheiro vinham sofrendo problemas gastrointestinais havia meses, sem explicação aparente. O homem chegou a ser internado na UTI, momento em que o casal passou a suspeitar de contaminação dentro da casa. Ángela afirmou que o tio teria manipulado alimentos entre setembro de 2024 e maio deste ano, motivado por conflitos envolvendo herança.

    O tio foi preso. Na casa dele, foram encontradas embalagens de inseticidas, herbicidas e veneno para ratos, o que o colocou como principal suspeito. Está acusado de tentativa de homicídio.

    Jovem italiano mata irmã à facada e mostra corpo à mãe por videochamada