Categoria: MUNDO

  • Venezuela tem 180 mulheres detidas por motivos políticos

    Venezuela tem 180 mulheres detidas por motivos políticos

    Mulheres presas por motivos políticos na Venezuela enfrentam superlotação, maus-tratos, falta de cuidados médicos e violência institucional, segundo denúncia do Clippve. A entidade alerta que ativistas, estudantes, mães e cidadãs seguem encarceradas em condições degradantes e cobra respeito, justiça e libertação imediata.

    O Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (Clippve) denunciou que mais de 180 mulheres estão presas por motivos políticos na Venezuela e sofrem maus-tratos, isolamento, falta de assistência médica e assédio. A denúncia foi feita no contexto do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, marcado pela campanha Elas não estão sozinhas.

    Segundo o Clippve, essas detentas são vítimas de detenções arbitrárias, violência institucional, tratamentos cruéis e represálias por manifestarem opiniões contrárias ao governo. A organização afirma que muitas delas vivem em celas superlotadas, sem dignidade mínima, sem acesso a cuidados ginecológicos e sem produtos básicos para lidar com a menstruação.

    A entidade alerta que a saúde dessas mulheres é diariamente violada dentro das prisões venezuelanas e afirma que o Estado continua falhando com as que estão encarceradas e com as que aguardam do lado de fora. O comitê insiste que a única culpa dessas mulheres é pensar de forma diferente e que ser mulher e presa política no país significa enfrentar ainda mais abusos, negligência médica, escassez de água, desnutrição e violência institucional.

    O Clippve lembra também que as mães dos presos políticos são frequentemente vítimas de abusos durante as visitas, relatando revistas humilhantes, maus-tratos e a recusa de itens essenciais. A organização destaca que a violência se estende além das prisões e afirma que neste 25 de novembro homenageia cada mulher detida injustamente, cada mãe submetida a constrangimentos e cada família que ainda espera por justiça.

    A ONG ressalta que falar de presos políticos é falar de mulheres ativistas, mães, estudantes, defensoras de direitos e cidadãs que enfrentam condições desumanas. O comitê afirma que continuará denunciando as violações até que todas sejam libertadas. Também destaca que a violência estatal contra mulheres inclui detenções arbitrárias, torturas, desaparecimentos forçados e negação de atendimento médico, atingindo inclusive idosas, doentes e cuidadoras.

    Dados recentes da organização Justiça, Encontro e Perdão (JEP) indicam que há 1.080 presos políticos na Venezuela. Entre eles estão 170 agentes ativos de segurança do Estado, 11 ativistas, 224 integrantes de organizações políticas, 35 ex-membros das forças de segurança, 20 jornalistas e 14 sindicalistas. Há ainda 145 pessoas sem qualquer informação oficial sobre o paradeiro e 50 venezuelanos com dupla nacionalidade.

    Venezuela tem 180 mulheres detidas por motivos políticos

  • FBI investiga diretor acusado de usar SWAT para proteger namorada

    FBI investiga diretor acusado de usar SWAT para proteger namorada

    Kash Patel enfrenta críticas internas após relatos de que mobilizou equipes da SWAT e utilizou jato oficial para viagens pessoais em favor da namorada, Alexis Wilkins. O caso levanta dúvidas sobre abuso de recursos públicos em meio a possíveis cortes no orçamento da agência.

    O diretor do FBI, Kash Patel, está no centro de uma polêmica após ser acusado por funcionários da própria agência de mobilizar equipes da SWAT para proteger sua namorada, a cantora country Alexis Wilkins. A denúncia foi revelada em uma reportagem do The New York Times, que descreve situações em que agentes altamente treinados para operações de alto risco foram deslocados para acompanhar Wilkins em eventos públicos.

    Um dos episódios ocorreu durante a convenção anual da National Rifle Association, em Atlanta, na última primavera. Wilkins chegou ao local escoltada por dois agentes da SWAT, enviados por ordem direta de Patel, que estaria preocupado com a segurança da namorada, conhecida por posições ultraconservadoras e defesa irrestrita do porte de armas. Após verificarem o local, os agentes deixaram o evento antes do encerramento, o que irritou Patel. Segundo seis fontes ouvidas pelo jornal, ele repreendeu o comandante da equipe, afirmando que Wilkins havia ficado desprotegida e que houve falha de comunicação com a cadeia de comando.

    Não foi a única vez. Em setembro, durante um evento político em Salt Lake City, outra equipe local da SWAT teria sido acionada para acompanhar a cantora. As unidades já atuavam sob carga extra devido ao assassinato de Charlie Kirk no estado, mas, ainda assim, foram deslocadas por determinação de Patel, que temia um possível ataque parecido contra Wilkins.

    O diretor também recorreria a equipes da SWAT para reforçar a própria segurança, inclusive em sua casa em Las Vegas, depois de uma falsa ameaça registrada em junho. Fontes internas ouvidas pelo jornal afirmam que o uso da SWAT, treinada para cenários extremos, é altamente incomum em funções de proteção pessoal, especialmente porque esse tipo de unidade não é especializada em segurança de autoridades.

    A polêmica não se limita ao uso da SWAT. Patel também é acusado de utilizar o jato governamental destinado ao exercício do cargo para dezenas de viagens pessoais. Em agosto, teria voado de Washington para a Escócia, onde se encontrou com amigos em um resort de golfe. Em outras ocasiões, usou a aeronave para visitar Wilkins ou encontrar amigos em propriedades privadas. A legislação norte-americana permite o uso do avião em viagens pessoais, desde que o ocupante do cargo reembolse o governo pelo valor equivalente a uma passagem comercial. Segundo a reportagem, Patel fez uso frequente do recurso.

    As críticas vêm até de ex-funcionários do FBI. Christopher O’Leary, ex-fuzileiro naval e ex-supervisor de uma equipe especializada da agência, afirmou que o comportamento de Patel revela “falta de discernimento e humildade”, criticando o uso de agentes especializados para acompanhar a namorada e as viagens pessoais em aeronave oficial.

    Patel respondeu publicamente às acusações em uma postagem na rede social X, classificando as críticas como “repugnantes e infundadas” e defendendo Wilkins, a quem chamou de “verdadeira patriota”.

    As denúncias surgem em um momento em que o orçamento do FBI pode sofrer cortes significativos. Em maio, o próprio Patel apoiou uma proposta da Casa Branca que prevê reduzir em 500 milhões de dólares os recursos destinados ao órgão.

    FBI investiga diretor acusado de usar SWAT para proteger namorada

  • Relógio de passageiro do Titanic é leiloado por mais de R$ 12 milhões

    Relógio de passageiro do Titanic é leiloado por mais de R$ 12 milhões

    A peça de ouro que pertencia a Isidor Straus, passageiro de primeira classe que morreu ao lado da esposa no naufrágio do Titanic, alcançou cerca de R$ 12,6 milhões em leilão no Reino Unido. O relógio permaneceu mais de um século com a família antes da venda.

    Um relógio de bolso que pertenceu a um casal de idosos que morreu no naufrágio do Titanic em abril de 1912 foi leiloado por 1,78 milhão de libras, o equivalente a cerca de R$ 12,6 milhões.

    A peça pertencia a Isidor Straus e trazia a inscrição “Jules Jurgensen”, referência à tradicional casa de alta relojoaria. Isidor viajava em primeira classe no Titanic ao lado da esposa, Ida, ambos retratados no filme lançado em 1997. Ele chegou a receber a oferta de um lugar em um bote salva-vidas por causa da idade, mas recusou afirmando que não embarcaria antes dos outros homens. Ida também não aceitou sair sem o marido. Os dois morreram no naufrágio.

    O relógio foi recuperado do corpo de Isidor e devolvido à família, junto com outros pertences. A peça de ouro havia sido presenteada a ele em seu 43º aniversário, em 1888, ano em que também se tornou sócio da loja de departamentos Macy’s, em Nova York.

    O objeto estava há décadas com os descendentes do casal e agora foi leiloado pela casa Henry Aldridge & Son, no Reino Unido. Entre todos os itens relacionados ao Titanic já vendidos em leilões, este relógio alcançou o maior valor. No mesmo evento, uma carta escrita por Ida Straus foi arrematada por 100 mil libras, cerca de R$ 707 mil.

    O recorde anterior também era de um relógio de bolso, oferecido ao capitão de um navio que resgatou mais de 700 sobreviventes. A peça havia sido vendida por 1,56 milhão de libras, aproximadamente R$ 11 milhões.

    O Titanic afundou na madrugada de 15 de abril de 1912 após colidir com um iceberg durante sua viagem inaugural entre Southampton e Nova York. Cerca de 1.500 pessoas morreram entre os 2.224 passageiros e tripulantes. A tragédia motivou livros, filmes e pesquisas, sendo “Titanic”, de 1997, o mais famoso. O longa recebeu diversos Oscars, incluindo o de melhor filme e melhor direção.

    Relógio de passageiro do Titanic é leiloado por mais de R$ 12 milhões

  • Israel ataca chefe do Hezbollah em Beirute e intensifica conflito no Líbano

    Israel ataca chefe do Hezbollah em Beirute e intensifica conflito no Líbano

    Israel confirmou ter atacado neste domingo (23) em Beirute o chefe do Estado-Maior do Hezbollah, Haytham Ali Tabatabai. A ação deixou dezenas de feridos e elevou a tensão regional. Netanyahu e o ministro da Defesa prometeram intensificar operações contra o grupo, enquanto os EUA foram informados apenas após o ataque.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel afirmou neste domingo (23) ter atacado um dos chefes do grupo libanês Hezbollah, alinhado ao Irã. O gabinete do premiê Binyamin Netanyahu confirmou que a ação “no coração de Beirute”, teve como alvo “o chefe do Estado-Maior do Hezbollah”, Haytham Ali Tabatabai.

    O ataque atingiu uma via de carros, onde moradores disseram à agência de notícias Reuters ter ouvido o barulho de aviões de guerra antes da explosão. Moradores saíram correndo de seus prédios com medo de novos ataques, relatou um repórter da agência na região.
    Pelo menos duas dezenas de pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais da região, segundo fontes médicas. Não houve comentários imediatos do Hezbollah ou do Ministério da Saúde do Líbano.

    Antes do ataque, o primeiro-ministro israelense disse a seu gabinete que Israel continuaria a combater o “terrorismo” em várias frentes. “Continuaremos a fazer tudo o que for necessário para impedir que o Hezbollah restabeleça sua capacidade de nos ameaçar”, afirmou.

    Em novembro, Israel intensificou os ataques aéreos no sul do Líbano, dando continuidade a uma campanha de ataques quase diários que, segundo o Tel Aviv, visa impedir o ressurgimento militar do Hezbollah na região fronteiriça.
    Israel acusa o Hezbollah de tentar se rearmar desde o cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos no ano passado. O grupo afirma ter cumprido as exigências para encerrar sua presença militar na região fronteiriça próxima a Israel e para que o exército libanês se mobilizasse para lá.

    Um funcionário americano de alto escalão ouvido pelo portal Axios afirmou que Israel não notificou os EUA com antecedência sobre o ataque deste domingo. A pessoa disse que o governo de Donald Trump -aliado de Netanyahu- foi informado imediatamente após o ataque, e um segundo funcionário americano afirmou que os EUA sabiam há dias que Israel planejava intensificar os ataques no Líbano, de acordo com a publicação.

    O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou após o ataque que o país seguirá com operações do tipo. “Continuaremos a agir com firmeza para evitar qualquer ameaça aos residentes do norte e ao Estado de Israel”, disse em comunicado. “Quem levantar a mão contra Israel, terá a mão cortada”, disse ele, ao acrescentar que, junto de Netanyahu, está “determinado a continuar a política de aplicação máxima da lei no Líbano e em todos os outros lugares”.

    Israel ataca chefe do Hezbollah em Beirute e intensifica conflito no Líbano

  • Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'

    Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'

    Considerado um aliado pelo bolsonarismo, Trump impôs uma sobretaxa sobre produtos brasileiros no fim de julho, citando Bolsonaro e dizendo que o ex-presidente sofria perseguição de Alexandre de Moraes. Um dos fundamentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-presidente foi o risco de fuga.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (22) que não tinha ficado sabendo da prisão de Jair Bolsonaro (PL) e que é uma pena.

    O ex-presidente brasileiro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22), em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    O republicano foi questionado sobre a prisão pelo jornalista Mathias Brotero, correspondente da Record em Washington.

    Em um primeiro momento, ele diz que não estava a par. Depois indaga se foi isso que aconteceu e diz: “É uma pena”.

    Considerado um aliado pelo bolsonarismo, Trump impôs uma sobretaxa sobre produtos brasileiros no fim de julho, citando Bolsonaro e dizendo que o ex-presidente sofria perseguição de Alexandre de Moraes.

    Um dos fundamentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-presidente foi o risco de fuga.

    O magistrado diz que o trajeto de 13 quilômetros entre a casa onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar e o Setor de Embaixadas Sul é percorrível em menos de 15 minutos.

    Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'

  • Navio com 3 mil vacas vira crise global e inicia retorno ao Uruguai

    Navio com 3 mil vacas vira crise global e inicia retorno ao Uruguai

    Após semanas bloqueado na Turquia, o Spiridon II navega com animais debilitados e dezenas de mortes registradas. Organizações pressionam governos europeus e denunciam falta de comida, água e condições mínimas, reacendendo o debate sobre o transporte marítimo de gado vivo.

    O navio Spiridon II, que transporta quase três mil vacas em situação extremamente debilitada, deixou finalmente a costa da Turquia e segue viagem de volta ao Uruguai. Informações da plataforma Marine Traffic mostram que a embarcação já se aproxima da região costeira da Líbia, no norte da África.

    A viagem começou em Montevidéu, de onde o cargueiro partiu rumo ao porto de Bandirma. Ao chegar ao destino, as autoridades turcas recusaram o desembarque do gado alegando problemas na documentação de identificação dos animais. A Animal Welfare Foundation informou que essa recusa gerou semanas de espera em alto-mar e levou a ONG a pedir que países europeus acolhessem as vacas para evitar um cenário ainda mais grave.

    Em meio à repercussão internacional, o Spiridon II recebeu autorização apenas para abastecer-se com ração e material de cama. Nada disso resolveu a situação de fundo. A maior parte do rebanho é formada por novilhas prenhes e a ONG calcula que pelo menos 58 animais morreram durante o período de espera. A equipe da Animal Welfare Foundation também alerta que a longa viagem e a permanência a bordo deixaram o gado debilitado, sem garantia real de alimentação adequada ou acesso contínuo à água.

    Para a organização, o caso simboliza as falhas estruturais do transporte marítimo de animais vivos. A gerente de projetos Maria Boada Saña afirmou que episódios desse tipo continuarão ocorrendo enquanto esse modelo de exportação for permitido por lei.

    A expectativa é que o Spiridon II retorne a Montevidéu por volta de 14 de dezembro.
     
     

     

    Navio com 3 mil vacas vira crise global e inicia retorno ao Uruguai

  • EUA pressionam Justiça a liberar transcrições sigilosas do caso Epstein

    EUA pressionam Justiça a liberar transcrições sigilosas do caso Epstein

    Governo Trump volta a pedir a divulgação dos depoimentos do grande júri sobre Jeffrey Epstein, após decisões anteriores bloquearem o acesso. A nova lei assinada pelo presidente reforça a disputa judicial por documentos considerados de enorme interesse público.

    O governo dos Estados Unidos voltou a pedir a um tribunal federal que libere as transcrições do grande júri relacionadas ao caso Jeffrey Epstein. A solicitação ocorre meses após juízes de Nova York e da Flórida terem negado pedidos semelhantes, citando limites previstos na legislação.

    É o primeiro movimento público da administração Donald Trump desde que o presidente sancionou uma lei determinando a divulgação de quase todos os arquivos da investigação sobre Epstein. No pedido enviado ao Tribunal Federal do Sul da Flórida, o Departamento de Justiça menciona a nova legislação e requer que as transcrições sejam tornadas públicas, além da revisão de qualquer ordem de sigilo que impeça a liberação do material.

    Segundo o documento, assinado pela procuradora-geral Pam Bondi, a lei não impede automaticamente a divulgação de todas as transcrições do grande júri. Ainda assim, a juíza responsável pelo caso no mesmo tribunal já havia negado acesso aos depoimentos em julho, afirmando que a legislação permite esse tipo de divulgação apenas em circunstâncias específicas, que não se aplicariam ao processo envolvendo Epstein. Na decisão, ela reconheceu o forte interesse público no caso, mas destacou que somente o Supremo Tribunal poderia autorizar a liberação.

    A nova lei assinada por Trump não menciona diretamente testemunhos prestados perante o grande júri. O presidente, que durante anos se posicionou contra a divulgação dos documentos — chamando o esforço de uma “farsa” dos democratas — mudou de postura recentemente, ao perceber que o Congresso aprovaria a lei com apoio expressivo do Partido Republicano.

    Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 na Flórida por explorar sexualmente uma menor, após um acordo controverso com o governo federal. Em 2019, aguardava novo julgamento por acusações federais de tráfico sexual, que poderiam resultar em até 45 anos de prisão, quando morreu por suicídio em uma penitenciária de Nova York.

    EUA pressionam Justiça a liberar transcrições sigilosas do caso Epstein

  • Neta de JFK revela câncer terminal e diz ter menos de um ano de vida

    Neta de JFK revela câncer terminal e diz ter menos de um ano de vida

    A jornalista Tatiana Schlossberg, filha de Caroline Kennedy, contou que descobriu uma mutação rara de leucemia logo após o parto e enfrenta um prognóstico severo. No relato emocionante, ela descreve o impacto da doença na família Kennedy e nos filhos pequenos.

    A jornalista Tatiana Schlossberg, neta do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, revelou que foi diagnosticada com câncer terminal e que tem menos de um ano de vida.

    Em um artigo publicado na revista The New Yorker, a filha de 35 anos de Caroline Kennedy e do artista Edwin Schlossberg contou que recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda (LMA) com uma mutação rara chamada Inversão 3, uma anomalia genética presente em menos de 2% dos casos de LMA.

    Tatiana explicou que descobriu a doença após dar à luz sua filha, quando seu médico identificou uma alteração expressiva na contagem de glóbulos brancos.

    “Algumas horas depois, meu médico percebeu que meu hemograma estava estranho. Uma contagem normal de glóbulos brancos é de cerca de quatro a onze mil células por microlitro. A minha estava em cento e trinta e uma mil células por microlitro”, escreveu.

    Naquele momento, o médico alertou que “podia ser algo relacionado à gravidez e ao parto” ou “podia ser leucemia”, mas Tatiana inicialmente rejeitou a ideia. “Eu tinha um filho que amava mais do que tudo e um recém-nascido que precisava de cuidados”, afirmou.

    A neta de John F. Kennedy, assassinado em Dallas, no Texas, há 62 anos, é casada com George Moran desde 2017. Eles têm dois filhos: um menino de três anos e uma menina de um ano.

    Tatiana foi informada de que “não poderia ser curada por um tratamento padrão”.

    “Eu não conseguia acreditar que estavam falando de mim”, disse. “No dia anterior eu tinha nadado uma milha na piscina, grávida de nove meses. Eu não estava doente. Eu não me sentia doente. Na verdade, eu era uma das pessoas mais saudáveis que conhecia.”

    Ela passou cinco semanas internada no Hospital Columbia-Presbyterian, em Nova York, antes de ser transferida para o Memorial Sloan Kettering, onde recebeu um transplante de medula óssea.

    No artigo, relatou que vivia esse período enquanto seu primo, Robert F. Kennedy Jr., era confirmado como secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, depois de “ter concorrido à presidência como independente, mas principalmente como uma vergonha para mim e para o resto da minha família”.

    Tatiana contou ainda que seus pais e irmãos, incluindo Jack Schlossberg que recentemente se candidatou ao Congresso dos Estados Unidos — têm ajudado a cuidar das crianças e permanecem ao seu lado “quase todos os dias durante o último ano e meio”.

    “Eles seguraram minha mão com firmeza enquanto eu sofria, tentando não mostrar a própria dor e tristeza para me proteger delas. Isso tem sido um grande presente, mesmo que eu sinta a dor deles todos os dias”, escreveu, lamentando por ter acrescentado “uma nova tragédia” à história da família.

    “Durante toda a minha vida tentei ser boa, uma boa aluna, uma boa irmã e uma boa filha, e proteger minha mãe, nunca a deixando preocupada ou irritada. Agora, acrescentei uma nova tragédia à vida dela, à vida da nossa família, e não há nada que eu possa fazer para impedir”, afirmou.

    Ela se referia ao histórico de tragédias dos Kennedy, que inclui, além do assassinato do avô, o assassinato do tio-avô, o ex-procurador-geral Robert F. Kennedy, em 1968.

    Neta de JFK revela câncer terminal e diz ter menos de um ano de vida

  • Merz diz a Lula que não quis ofender brasileiros com fala sobre Belém

    Merz diz a Lula que não quis ofender brasileiros com fala sobre Belém

    No encontro com Merz neste sábado, Lula falou das belezas de Belém, da comida e das danças típicas da região. Também estavam na pauta do evento outros temas de interesse dos dois países, como o apoio alemão ao TFFF, o fundo para preservação das florestas tropicais lançado pelo Brasil na COP30

    (CBS NEWS) – O primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, disse a Lula (PT) neste sábado (22) que não teve a intenção de ofender Belém e os brasileiros ao expressar alívio por retornar ao seu país depois da COP30. Merz, entretanto, não chegou a se desculpar pela declaração.

    O premiê e o presidente brasileiro tiveram um encontro bilateral de pouco mais de meia hora durante a cúpula do G20, que acontece neste fim de semana em Joanesburgo, na África do Sul.

    Respondendo sobre o encontro à TV Globo depois de participar de uma entrevista coletiva com jornalistas alemães, Merz descreveu a reunião com Lula como “ótima”. O premiê ressaltou que o brasileiro irá a Hanover, na Alemanha, em abril de 2026, para visitar uma feira industrial.

    “Somos amigos próximos. Estou realmente ansioso para encontrá-lo várias vezes no futuro”, acrescentou Merz, que foi pressionado pela oposição na Alemanha após a fala sobre Belém. A declaração, na qual o premiê disse que todos ficaram felizes de ir embora “daquele lugar”, causou mal-estar entre políticos brasileiros como o prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que se referiu ao alemão como “filhote de Hitler vagabundo” nas redes sociais.

    No encontro com Merz neste sábado, Lula falou das belezas de Belém, da comida e das danças típicas da região. Também estavam na pauta do evento outros temas de interesse dos dois países, como o apoio alemão ao TFFF, o fundo para preservação das florestas tropicais lançado pelo Brasil na COP30.

    Após a reunião, Merz fez uma publicação em uma rede social e disse: “Foi um prazer revê-lo hoje, presidente Lula” -os dois estiveram juntos na capital paraense no último dia 7 para a Cúpula de Líderes, que antecedeu o início oficial da COP30. “Na próxima vez que estiver em Belém, explorarei mais -desde os passos de dança à gastronomia local e à floresta tropical. Espero fortalecer ainda mais nossa relação de parceria e amizade”, concluiu o primeiro-ministro.

    O governo alemão quer incentivar o investimento privado no Fundo de Florestas. Berlim anunciou € 1 bilhão para a iniciativa na última quarta-feira (21) e espera que o valor “seja um catalisador para mais financiamento privado” e “contribuição fundamental para a abordagem inovadora do TFFF”.

    Segundo o Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento do país, “o mecanismo exato de contribuição ainda está sendo avaliado pelo governo”. A explicação dada à Folha contrasta com a assertiva no meio da semana de Carsten Schneider, ministro do Meio Ambiente, que descreveu o aporte como “subvenção, não investimento”.

    Isso significa que a Alemanha está colocando recursos no fundo sem expectativa de retorno, como uma doação, o que progressivamente aumentaria a participação alemã no fundo. “É particularmente importante que 20% dos recursos sejam destinados diretamente às populações indígenas que vivem na floresta e dela dependem”, disse Carsten em Belém.

    A proposta inicial do governo brasileiro era levantar US$ 25 bilhões com países, valor que alavancaria outros US$ 100 bilhões de investidores privados. A aplicação dos recursos em papéis de mercado, notadamente em título de países em desenvolvimento, geraria rendimentos para remunerar os investidores e também os países que preservarem suas florestas.

    Merz diz a Lula que não quis ofender brasileiros com fala sobre Belém

  • Jovem de 18 anos é encontrada morta debaixo da cama em cruzeiro nos EUA

    Jovem de 18 anos é encontrada morta debaixo da cama em cruzeiro nos EUA

    Anna Kepner, de 18 anos, foi encontrada morta em um navio que seguia de Miami ao Caribe. A polícia investiga se houve envolvimento do meio-irmão, enquanto analisa imagens de segurança e registros do cruzeiro. A família descreve a jovem como dedicada e cheia de planos para o futuro.

    Uma jovem de 18 anos foi encontrada morta sob uma cama em um navio de cruzeiro que navegava pela costa dos Estados Unidos em 8 de novembro. As autoridades agora investigam o possível envolvimento do meio-irmão da vítima.

    Anna Kepner viajava no Carnival Horizon, que fazia a rota entre Miami e o Caribe, quando foi localizada sem vida. Segundo a ABC News, que teve acesso a informações preliminares da investigação, o corpo estava enrolado em um cobertor e coberto por coletes salva-vidas.

    A polícia trabalha com diferentes linhas de apuração. Uma delas aponta para uma possível briga entre Anna e o meio-irmão antes da morte. Outras hipóteses, como emergência médica ou overdose, ainda não foram descartadas.

    Imagens das câmeras de segurança, registros de movimentação por cartão e demais dados coletados no navio estão sendo analisados para determinar onde familiares da jovem estavam no momento do ocorrido.

    Um documento judicial relacionado a um processo de custódia, sem ligação direta com a morte, sugere que o adolescente pode vir a ser responsabilizado. No texto, a madrasta de Anna afirma que o FBI conduz uma investigação ligada ao “falecimento repentino de Anna Kepner, 18 anos”, e pede o adiamento da audiência porque um dos filhos menores pode enfrentar acusações criminais.

    Segundo o documento, qualquer depoimento da madrasta poderia prejudicar o adolescente, motivo pelo qual ela não poderia ser obrigada a testemunhar.

    A família de Anna a descreve como uma jovem cheia de vida, comunicativa e excelente aluna. Parentes afirmaram à ABC News que ela sonhava em seguir carreira militar, havia participado de audições e já conversava com recrutadores. “Ela iluminava qualquer ambiente”, disseram. “Era divertida, fazia todos rirem e tinha uma energia que atraía as pessoas.”

    Jovem de 18 anos é encontrada morta debaixo da cama em cruzeiro nos EUA