Categoria: MUNDO

  • Putin conversa com Trump e oferece propostas para fim da guerra no Irã, diz Kremlin

    Putin conversa com Trump e oferece propostas para fim da guerra no Irã, diz Kremlin

    Moscou afirma que ligação durou cerca de uma hora e tratou também de Ucrânia e cenário do mercado global de petróleo; Trump confirma diálogo e diz que russo quer ‘ser construtivo’; mais cedo, Putin prometeu ‘apoio inabalável’ a Teerã após escolha de novo líder

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone com Donald Trump nesta segunda-feira (9) e compartilhou suas propostas para uma resolução rápida da guerra no Irã, segundo o assessor de política externa do Kremlin, Iuri Ushakov.

    Ainda segundo o assessor, os líderes também discutiram o conflito na Ucrânia e a situação na Venezuela no contexto do cenário do mercado global de petróleo. A Casa Branca ainda não comentou sobre o diálogo, que teria durado uma hora.

    Mais cedo, segundo a correspondente da rede CBS News na Casa Branca, Weijia Jiang, o presidente dos Estados Unidos afirmou acreditar que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída” e que Washington estava “muito à frente” de sua estimativa inicial de quatro a cinco semanas para o fim do conflito.

    “Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea”, disse Trump, segundo Jiang, em rápida entrevista por telefone. Trump também afirmou que os EUA estão “muito à frente” de sua estimativa inicial de 4 a 5 semanas para a guerra.

    Sobre o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, Trump disse à CBS News que não tinha “nenhuma mensagem para ele” e afirmou que tem alguém em mente para substituir Khamenei, mas não deu mais detalhes. Mais cedo ele havia dito não estar contente com a escolha, que classificou como um “grande erro”.

    Também nesta nesta segunda-feira, Putin prometeu seu “apoio inabalável” ao novo líder supremo do Irã, um clérigo linha-dura e filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado (28), início dos ataques de Israel e dos EUA.

    “Gostaria de reafirmar nosso apoio inabalável a Teerã e nossa solidariedade aos nossos amigos iranianos”, disse o líder russo, acrescentando que seu país tem sido e continuará sendo “um parceiro confiável” da República Islâmica.

    “Em um momento em que o Irã enfrenta uma agressão armada, sua gestão em uma posição tão elevada exigirá, sem dúvida, grande coragem e dedicação”, concluiu Putin.

    Apesar da proximidade entre Rússia e Irã, Moscou não saiu em defesa de Teerã após o início dos ataques. Inicialmente, apenas condenou o que chamou de “passo inconsequente” dos EUA e de Israel que “não deixa dúvidas de que é um deliberado, premeditado e não provocado ato de agressão contra um membro da ONU soberano e independente”.

    Após os primeiros dias de bombardeio, o jornal americano The Washington Post publicou reportagem mostrando que a Rússia ajudou o Irã com informações de inteligência sobre alvos americanos no Oriente Médio, em meio à reação de Teerã aos ataques. Em seguida, perguntado sobre o tema, Trump rejeitou essa possibilidade.

     

    Putin conversa com Trump e oferece propostas para fim da guerra no Irã, diz Kremlin

  • Trump diz não estar contente com Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã

    Trump diz não estar contente com Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã

    Novo chefe em Teerã foi nomeado uma semana após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em ataques de EUA e Israel; anteriormente, presidente americano disse que candidatos que tinha em mente haviam morrido no conflito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não está contente com a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã. Ele foi nomeado uma semana após a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, no início da guerra contra Tel Aviv e Washington.

    “Não estou contente com ele”, disse o americano ao New York Post, durante entrevista em um clube de golfe perto de Miami, ao ser questionado sobre seus planos para Mojtaba. Mais tarde, à rede NBC, o republicano afirmou que a escolha do filho de Khamenei é um “grande erro”. “Não acho que isso vai durar. Acho que cometeram um grande erro”, afirmou.

    Mojtaba se torna o terceiro líder supremo da história da República Islâmica iniciada em 1979. O primeiro, Ruhollah Khomeini, morreu em 1989, sendo substituído por Ali Khamenei. O novo líder foi escolhido pela Assembleia de Especialistas, um grupo de 88 clérigos eleitos em 2024.

    Na última terça-feira (3), os Estados Unidos e Israel atingiram o prédio da Assembleia de Especialistas, mas não havia informações sobre a presença dos clérigos no local.

    Após o ataque, o presidente americano afirmou que todas as pessoas que seu governo tinha em mente para assumir o comando do Irã após o fim da guerra “estão mortas”. O republicano não especificou quem elas seriam, nem em quais circunstâncias elas morreram.

    O conflito no Oriente Médio já passa de uma semana. Trump vem instando os iranianos a se insurgirem contra a República Islâmica que, até o momento, resiste apesar da morte de sua principal autoridade e de políticos de alto escalão.

    Ainda na entrevista, o americano disse que não estava “nem perto” de decidir sobre o envio de tropas terrestres ao país persa. “Não tomamos nenhuma decisão sobre isso. Não estamos nem perto disso”, disse Trump ao ser questionado sobre o tema.

    No fim de semana, o republicano sianlizou que o envio de forças americanas ao Irã sob certas circunstâncias estava sendo considerado.

    Trump disse a repórteres no Air Force One que enviaria tropas apenas por uma “razão muito boa” e se as Forças Armadas iranianas estivessem “tão dizimadas que não conseguiriam lutar em terra”.

    Ele acrescentou que enviar tropas para garantir os estoques de urânio enriquecido no Irã era algo que poderia ser feito “mais tarde”, embora os EUA não fariam isso “agora”.

    Autoridades do governo Trump insistem que o presidente nunca descartaria nenhuma opção e que o plano de guerra contra o Irã não envolve, no momento, o envio de tropas terrestres.

    Trump diz não estar contente com Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã

  • Bombardeiros dos EUA chegam a base britânica após fim de veto

    Bombardeiros dos EUA chegam a base britânica após fim de veto

    Premiê Starmer recuou após pressão de Trump e falou em ‘ataques defensivos’ para justificar mudança; modelos B-1B e B-52 são empregados em missões de precisão e já foram usados contra o Irã

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após semanas de mal-estar entre Estados Unidos e Reino Unido, os primeiros bombardeiros americanos pousaram em uma base britânica para emprego na guerra de Donald Trump contra o Irã neste fim de semana. Nesta segunda-feira (9), o movimento continuou.

    Ao menos quatro B-1B chegaram a Fairford, em Gloucestershire, região central da Inglaterra. Os modelos supersônicos foram acompanhados por diversos cargueiros C-17 com munição e equipamento de apoio. Já nesta segunda, ao menos três subsônicos B-52 também pousaram.

    Ambos os aviões já foram usado nesta guerra em voos diretos dos EUA, que demandam apoio de várias aeronaves de reabastecimento aéreo. Saindo de Fairford, o caminho é bem mais curto.

    Eles deverão atacar o Irã com suas armas de precisão a partir da base britânica, que é usada por americanos desde a Segunda Guerra Mundial e serve como principal ponto europeu para as forças táticas de bombardeiros, missões rotineiras de patrulha global de Washington.

    O governo do primeiro-ministro Keir Starmer havia vetado o uso de Fairford e da estratégica Diego Garcia, no oceano Índico, para missões de ataque ao Irã. Donald Trump ficou furioso e, em declarações e postagens, passou a criticar o aliado.

    Em outras guerras americanas, Londres sempre esteve ao lado de Washington. Escaldado pelo destino de seu antecessor Tony Blair, o também premiê trabalhista que caiu em desgraça após apoiar a invasão ilegal do Iraque em 2003, Starmer tentou resistir.

    Não deu muito certo. Sob pressão, anunciou na semana passada que permitiria o uso de suas bases para o que chamou de “ataques defensivos”, seja lá o que for isso. Trump continuou a admoestá-lo, até que ambos conversaram ao telefone no domingo (8), aparentemente acertando os ponteiros.

    O B-1B e o B-52 são desenhados para o tipo de ataque mais duro que os EUA prometem desde a sexta (6), quando Trump exigiu a rendição incondicional dos iranianos e Israel anunciou que também aumentaria a intensidade dos ataques.

    O Estado judeu participa da guerra ao lado dos americanos desde o começo, tendo envolvido 200 aviões só na primeira leva de ataques. Com a entrada do Hezbollah libanês no conflito para apoiar o Irã, ainda que com sérias limitações militares, os isarelenses também passaram a bombardear o Líbano.
    No golfo Pérsico, a retaliação iraniana continua. O presidente Masoud Pezeshkian chegou a pedir desculpa aos vizinhos pelas ações no sábado (8), mas foi desautorizado por seus militares, que reiteraram considerar países com bases americanas alvos legítimos.

    O principal foco dos ataques de Teerã são os Emirados Árabes Unidos, que também têm usado helicópteros nas missões de defesa contra drones suicidas iranianos, que no sábado quase atingiram em cheio o aeroporto local.

    Ao longo do fim de semana, as ações continuaram lá e em outros pontos, como no Kuwait, onde um arranha-céu foi atingido e pegou fogo.

    Bombardeiros dos EUA chegam a base britânica após fim de veto

  • Portugal: fim do envio de vistos por Correios vai impactar brasileiros

    Portugal: fim do envio de vistos por Correios vai impactar brasileiros

    Novas regras entram em vigor a partir de abril; entenda como se planejar

    A partir de 17 de abril de 2026, brasileiros que desejam solicitar visto para entrada e residência em Portugal não poderão mais usar o envio de documentação pelos Correios, devendo realizar o pedido de forma presencial em centros de atendimento autorizados, como os administrados pela VFS Global nas principais capitais brasileiras. Pedidos enviados pelo sistema postal após essa data serão devolvidos, segundo comunicado das autoridades consulares lusitanas.

    A mudança representa uma alteração significativa no procedimento de imigração que vinha sendo praticado e que facilitava o acesso de brasileiros — especialmente os que vivem distante das grandes capitais — ao processo de obtenção de vistos longos para estudo, trabalho ou residência. O objetivo declarado pelo Governo português é “garantir maior eficiência e proximidade com os utentes”, mas a obrigatoriedade de comparecimento pessoal pode elevar custos e complexidade para os solicitantes.

    De acordo com Filipa Palma, advogada internacionalista do Ambiel Bonilha Advogados com atuação em Portugal, o novo modelo traz desafios importantes para quem está em processo de migração ou planeja iniciar um pedido de visto. “A exigência de presença física nas unidades de atendimento aumenta os requisitos logísticos e financeiros dos pedidos, e todos os documentos apresentados agora deverão ser conferidos com ainda mais rigor do que no sistema postal anterior”.

    Na avaliação de Filipa, a decisão também influencia o tempo e investimento na tramitação dos pedidos, que já enfrentam elevado fluxo e históricos atrasos em processos de imigração envolvendo brasileiros em Portugal. “Essa mudança é relevante porque muitos brasileiros utilizavam os Correios para enviar a documentação de visto, já que não há postos consulares portugueses ou unidades da VFS em todos os estados. Com o fim dessa possibilidade, o solicitante precisará se deslocar obrigatoriamente até uma cidade com atendimento presencial. Isso exige mais planejamento financeiro e de tempo, além de provocar um aumento médio de até 33% nos custos por cada titular do processo”.

    Especialmente relevante é a necessidade de planejamento antecipado dos brasileiros interessados em vistos de longa duração. Com a suspensão do uso dos Correios, os futuros migrantes precisarão incluir no planejamento a viagem até um dos centros de atendimento presencial, que estão localizados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Recife, Curitiba e Porto Alegre, o que pode impactar tanto o orçamento quanto o cronograma de estadia pretendido. “A documentação agora deve ser cuidadosamente organizada, com comprovantes atualizados de renda, antecedentes, vínculos profissionais ou familiares e todos os formulários preenchidos corretamente, pois o consulado terá oportunidade direta de questionar ou solicitar complementações no momento do atendimento presencial”.

    Reorganização do modelo de atendimento

    É importante frisar que os agendamentos e uploads dos documentos vão ser on-line, entretanto, o requerente deverá comparecer pessoalmente para apresentar os documentos no original, e fazer a “famigerada” entrevista, na sede do consulado da área respectiva. “Não acredito que a intenção seja dificultar o acesso dos brasileiros aos vistos, mas sim reorganizar o modelo de atendimento. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal vem adotando medidas para tornar os processos mais controlados e padronizados. É possível, sim, que no futuro exista uma alternativa digital para o envio inicial da documentação, mas hoje o comparecimento presencial ainda é visto como uma forma de reduzir erros, fraudes e pedidos incompletos”, conclui Marcial Sá, advogado internacionalista do Godke Advogados e mestre em Direito pela Universidade de Lisboa (Portugal).

    Portugal: fim do envio de vistos por Correios vai impactar brasileiros

  • Passageira é expulsa de voo por reproduzir vídeos no alto-falante

    Passageira é expulsa de voo por reproduzir vídeos no alto-falante

    Uma passageira foi questionada por outros passageiros e comissários de um voo da American Airlines o motivo pelo qual ela assistia um vídeo no alto-falante e a situação saiu do controle!

    Uma passageira da American Airlines acabou sendo expulsa de um voo após proferir uma série de palavrões contra a tripulação de um voo que deixava Tampa, na Flórida, com destino a Miami. 

    A mulher foi questionada por outros passageiros o motivo pelo qual reproduzia um vídeo em seu celular pelo alto-falante e ficou irritada. Imagens registradas por outros passageiros e publicadas nas redes sociais mostram a mulher repreendendo comissários de bordo após ser solicitada diversas vezes a usar fones de ouvido.

    “Eu reproduzi um vídeo por 30 segundos, com o som em 50%, e é por essa porra que você está me expulsando”, disparou “Pode chamar a polícia, que merda é essa?”, gritou ela para um comissário.

    Em seguida, as imagens mostram os policiais confrontando a mulher enquanto ela continua gritando com eles dentro da cabine da aeronave. “Escuta. Isto não é uma América onde se vive a liberdade de expressão, ou estamos sendo uns idiotas com todo mundo?”, pergunta ela a um dos agentes.

    Enquanto as autoridades tentavam escoltá-la para fora do avião, a passageira continuou gritando e chegou a agarrar um dos policiais pelo braço. “Não posso expressar meus sentimentos?”, questiona.

    Um dos policiais responde calmamente: “Você não pode expressar seus sentimentos ali?”

    Outros passageiros aplaudiram enquanto a mulher era retirada do avião. A mulher então, parece zombando e batendo palmas sarcasticamente.

    O vídeo que viralizou foi publicado em uma página do TikTok e o usuário que compartilhou as imagens disse que as cenas caóticas ocorreram em um voo da American Airlines no dia 26 de fevereiro. O internauta disse que a mulher parecia embriagada. “Uma situação completamente inacreditável. Nunca na minha vida imaginei que presenciaria algo assim.”

    Passageira é expulsa de voo por reproduzir vídeos no alto-falante

  • OTAN intercepta segundo míssil iraniano na Turquia

    OTAN intercepta segundo míssil iraniano na Turquia

    Segundo o Ministério da Defesa turco, o projétil foi neutralizado por sistemas de defesa da OTAN no Mediterrâneo Oriental. Destroços caíram em uma área rural da província de Gaziantep, no sudeste do país, mas não houve registro de mortos ou feridos

    Forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) interceptaram e destruíram um segundo míssil balístico lançado do Irã que havia entrado no espaço aéreo da Turquia. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo Ministério da Defesa turco.

    De acordo com o comunicado oficial, o projétil foi neutralizado por sistemas de defesa aérea e antimísseis da aliança que estão posicionados no Mediterrâneo Oriental.

    “O míssil balístico disparado do Irã e que penetrou no espaço aéreo turco foi neutralizado pelos elementos de defesa aérea e antimíssil da OTAN destacados na região”, informou o ministério.

    Segundo o governo turco, fragmentos do artefato caíram em áreas agrícolas na província de Gaziantep, no sudeste do país. O incidente não deixou mortos nem feridos.

    Um episódio semelhante já havia sido registrado anteriormente. Na quarta-feira, 4 de março, autoridades turcas denunciaram que outro míssil lançado do Irã também havia sido interceptado após entrar no espaço aéreo do país.

    O caso ocorreu no quarto dia do conflito desencadeado pela ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

    OTAN intercepta segundo míssil iraniano na Turquia

  • Juntos até o último suspiro: casal morre de mãos dadas após 70 anos

    Juntos até o último suspiro: casal morre de mãos dadas após 70 anos

    Kenneth e Marilyn Oland estavam casados desde 1955 e foram vítimas de um acidente de carro nos Estados Unidos. Após serem levados ao hospital, os dois não resistiram aos ferimentos e morreram lado a lado

    Um casal do estado de Maryland, nos Estados Unidos, morreu lado a lado após mais de 70 anos de casamento. Kenneth e Marilyn Oland foram vítimas de um acidente de carro e não resistiram aos ferimentos.

    Os dois se conheceram ainda jovens, quando eram colegas de escola, em julho de 1955. Desde então, permaneceram juntos por sete décadas.

    Na semana passada, o veículo conduzido por Kenneth, de 90 anos, foi atingido por outro carro. Ele e a esposa, Marilyn, de 88 anos, foram socorridos e levados às pressas para um hospital, onde precisaram ser ligados a aparelhos de suporte de vida, segundo o jornal New York Post.

    Apesar dos esforços médicos, o casal não resistiu às consequências da colisão e morreu na segunda-feira, de mãos dadas.

    Amigos próximos dizem que a ligação entre os dois sempre foi muito forte.

    “Eu não acredito que eles conseguiriam viver um sem o outro”, afirmou Nancy Echard, amiga da família, em entrevista à emissora Fox 5.

    Funcionários de um centro de convivência frequentado pelo casal também lembraram da relação entre eles.

    “Raramente se via um sem o outro, e isso não era por acaso. Eles se escolhiam todos os dias. Eram uma lembrança viva do que é um amor duradouro, e tivemos a sorte de testemunhar isso”, disseram.

    No dia do acidente, Kenneth e Marilyn haviam passado parte da tarde no centro sênior de Thurmont. A tragédia aconteceu cerca de 15 minutos depois de saírem do local.

    Familiares e amigos lamentaram a perda, mas afirmaram encontrar algum conforto no fato de que o casal partiu junto.

    “Se há algo que podemos dizer sobre meus avós, não é apenas que passaram 70 anos juntos, mas que escolheram estar juntos todos os dias. Eles partiram juntos e deixaram este mundo juntos”, afirmou a neta Kristie Hopkin.

    Juntos até o último suspiro: casal morre de mãos dadas após 70 anos

  • Explosão atinge sinagoga na Bélgica e é tratada como ato antissemita

    Explosão atinge sinagoga na Bélgica e é tratada como ato antissemita

    Ataque ocorreu durante a madrugada em Liège e destruiu janelas do templo e de prédios próximos. Autoridades reforçaram a segurança em locais da comunidade judaica enquanto a promotoria federal investiga o caso

    Uma explosão atingiu uma sinagoga na cidade de Liège, no leste da Bélgica, na madrugada desta segunda-feira (9). O governo belga classificou o episódio como um ato antissemita direcionado à comunidade judaica do país.

    Segundo informações da polícia local, a detonação ocorreu por volta das 4h da manhã e causou danos no edifício religioso. As janelas da sinagoga foram destruídas, assim como as de um prédio localizado do outro lado da rua.

    Apesar do impacto da explosão, não houve registro de feridos.

    O ministro do Interior da Bélgica, Bernard Quintin, condenou o ataque e afirmou que o caso está sendo tratado como um crime de motivação antissemita.

    “É um ato antissemita abjeto que teve como alvo direto a comunidade judaica da Bélgica”, declarou o ministro em uma publicação nas redes sociais.

    Quintin também informou que a Procuradoria Federal abriu uma investigação judicial para apurar as circunstâncias do incidente.

    Além disso, as autoridades decidiram reforçar as medidas de segurança em locais semelhantes em todo o país.

    O prefeito de Liège, Willy Demeyer, também se manifestou sobre o caso e afirmou que o ataque foi intencional.

    “Tudo indica que foi um ato deliberado e direcionado. Condenamos esse ato antissemita da forma mais firme possível”, afirmou em entrevista à emissora pública RTBF.

    Demeyer acrescentou que não se pode permitir que tensões internacionais sejam transferidas para o cotidiano da cidade, em referência ao atual conflito no Oriente Médio.

    Após a explosão, a polícia isolou a área enquanto uma unidade especializada em contraterrorismo iniciou os trabalhos de investigação.

    A sinagoga atingida foi construída em 1899 e também abriga um museu dedicado à história da comunidade judaica em Liège.

    Na Bélgica, a comunidade judaica reúne cerca de 50 mil pessoas, concentradas principalmente nas cidades de Antuérpia e Bruxelas.

    Explosão atinge sinagoga na Bélgica e é tratada como ato antissemita

  • Irã envia míssil a Israel com mensagem para novo líder supremo

    Irã envia míssil a Israel com mensagem para novo líder supremo

    Imagem divulgada por canais ligados ao governo iraniano mostra projétil com frase direcionada a Mojtaba Khamenei, escolhido recentemente para comandar o país. Ataque faz parte da escalada militar na região após confrontos com Israel e os Estados Unidos.

    O Irã teria lançado um míssil contra Israel com uma mensagem direcionada ao novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei.

    Segundo informações divulgadas por veículos oficiais iranianos, o armamento fazia parte da primeira ofensiva realizada após o anúncio de Mojtaba como líder da República Islâmica.

    O ataque ocorreu no domingo, quando o Irã lançou uma nova salva de mísseis contra território israelense.

    De acordo com imagens divulgadas nas redes sociais por canais ligados ao governo iraniano, um dos mísseis trazia a inscrição “Ao seu serviço, mestre Mojtaba”.

    A fotografia do projétil foi compartilhada em plataformas digitais associadas à emissora estatal do país.

    Em publicação no Telegram, a agência de notícias Irib afirmou que os mísseis iranianos estariam respondendo ao “terceiro líder da República Islâmica”.

    Mojtaba Khamenei foi escolhido no domingo para assumir a liderança do país. Além de se tornar a principal autoridade política do Irã, ele também passa a ocupar o posto máximo religioso do xiismo.

    A corrente religiosa é majoritária no Irã e tem forte presença em países do Oriente Médio como Iraque, Síria e Líbano.

    Desde o fim de fevereiro, o Irã tem realizado ataques de retaliação após ofensivas militares realizadas por Israel e pelos Estados Unidos.

    Os alvos incluem Israel, bases norte-americanas e infraestruturas localizadas em vários países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

    Também foram registrados incidentes envolvendo projéteis iranianos em países como Chipre e Turquia.
     
     

     

    Irã envia míssil a Israel com mensagem para novo líder supremo

  • Guerra no Oriente Médio se intensifica com ataques a bases dos EUA

    Guerra no Oriente Médio se intensifica com ataques a bases dos EUA

    Drones, mísseis e foguetes atingem alvos no Iraque, Golfo e Israel, enquanto países reforçam defesas militares. Conflito já deixou mais de mil mortos no Irã e eleva tensão global com impacto no preço do petróleo

    Uma série de ataques e ações militares em diferentes pontos do Oriente Médio ampliou a tensão regional nos últimos dias, com registros de ofensivas contra bases norte-americanas, instalações energéticas e áreas urbanas.

    No norte do Iraque, uma base militar dos Estados Unidos localizada nas proximidades do aeroporto de Erbil, no Curdistão iraquiano, foi atingida por um drone. Outro alvo foi uma instalação diplomática americana perto do Aeroporto Internacional de Bagdá, que sofreu ataques com foguetes e drones. Segundo fontes policiais, os projéteis foram interceptados pelo sistema de defesa C-RAM.

    No Golfo, uma coluna de fumaça foi vista na direção da refinaria de petróleo Bapco, no Bahrein, após um ataque atribuído a drones iranianos. Já a Arábia Saudita informou que conseguiu abater um drone na região de Al Jawf, no norte do país.

    Diante do agravamento da crise, alguns governos passaram a reforçar sua presença militar. A Turquia anunciou o envio de seis caças F-16 Fighting Falcon e sistemas de defesa aérea para o norte de Chipre, território separatista sob influência turca. O Ministério da Defesa do país informou que novas medidas poderão ser adotadas conforme a evolução do cenário.

    Israel também voltou a emitir alertas de segurança. As autoridades pediram que moradores do sul de Beirute deixem a região diante da possibilidade de novos bombardeios. Segundo o Exército israelense, prédios ligados à associação financeira Al-Qard al-Hasan, que Tel Aviv acusa de financiar o Hezbollah, podem ser alvo de ataques.

    No território israelense, as Forças Armadas disseram ter identificado uma nova onda de mísseis lançados pelo Irã. Sistemas de defesa foram acionados para interceptar os projéteis, e alertas foram enviados à população em áreas consideradas de risco.

    O impacto humano do conflito também tem aumentado. De acordo com o vice-ministro da Saúde do Irã, Ali Jafarian, mais de 1.255 pessoas morreram e cerca de 12 mil ficaram feridas no país nos últimos nove dias.

    Entre as vítimas estão 200 mulheres e 168 crianças, que teriam morrido após um ataque atingir uma escola primária na cidade de Minab. O balanço divulgado pelas autoridades iranianas também aponta a morte de 11 profissionais de saúde e outros 55 feridos.

    A escalada da guerra já provoca reflexos econômicos e políticos fora da região. A Comissão Europeia convocou reuniões emergenciais com grupos responsáveis por coordenar o abastecimento de petróleo e gás no bloco. O objetivo é avaliar os impactos do conflito no mercado energético, depois que o preço do barril de petróleo ultrapassou os US$ 100.

    A tensão também atingiu os Emirados Árabes Unidos. Em Abu Dhabi, duas pessoas ficaram feridas após a queda de destroços durante a interceptação de projéteis pelas defesas aéreas, segundo informações divulgadas pela agência Reuters.

    Guerra no Oriente Médio se intensifica com ataques a bases dos EUA