Categoria: MUNDO

  • Empresa mostra resgate de María Corina Machado da Venezuela; veja o vídeo

    Empresa mostra resgate de María Corina Machado da Venezuela; veja o vídeo

    A Grey Bull Rescue, uma organização privada, divulgou um vídeo que mostra detalhes da operação “Golden Dynamite” – que resgatou a opositora María Corina Machado da Venezuela em dezembro de 2025.

    Poucos detalhes eram conhecidos sobre a operação que, em dezembro passado, levou à retirada de María Corina Machado da Venezuela. Agora, a Grey Bull Rescue, organização privada norte-americana responsável pela missão — batizada de “Golden Dynamite” — divulgou um vídeo que mostra a saída (secreta) da líder da oposição por via marítima.

    As imagens, publicadas no dia 16 de janeiro pela Grey Bull Rescue, começam mostrando Corina Machado já na embarcação, “em segurança” e “grata” pela operação.

    Em seguida, Bryan (membro da equipe de resgate) aparece no vídeo explicando: “Hoje é dia 9 de dezembro e eu e os ‘rapazes’ estamos saindo de barco de Curaçao para buscar María Corina Machado […] Retirá-la de onde ela está para onde precisa estar é um desafio, vamos ver como isso vai acontecer”.

    Mais adiante, nas mesmas imagens divulgadas, é possível ver o momento em que a opositora venezuelana embarca na embarcação da Grey Bull Rescue, assim como cenas de Corina já ao lado da equipe de resgate.

     

    Vale lembrar que, na época, o The Wall Street Journal informou que a líder da oposição venezuelana teria deixado o país de barco com destino a Curaçao, na tentativa de chegar a Oslo, na Noruega, para receber o Prêmio Nobel da Paz.

    Segundo o jornal, que citava fontes do governo norte-americano, María Corina Machado viajou secretamente para a ilha caribenha, localizada a menos de 80 quilômetros da costa venezuelana.

    No entanto, a opositora não chegou a tempo de participar da cerimônia realizada no dia 10 de dezembro, na capital norueguesa. Assim, foi sua filha, Ana Corina Sosa, quem recebeu o prêmio e leu o discurso em seu nome, embora tenha confirmado que María Corina estaria em Oslo nas horas seguintes.

    Empresa mostra resgate de María Corina Machado da Venezuela; veja o vídeo

  • EUA deixa aviso em português: "Se roubar, Trump vai te mandar de volta"

    EUA deixa aviso em português: "Se roubar, Trump vai te mandar de volta"

    A administração de Donald Trump emitiu um aviso em português aos imigrantes que cometem crimes nos Estados Unidos, afirmando que serão detidos e deportados. A mensagem foi publicada na conta oficial do Departamento de Estado norte-americano.

    A administração de Donald Trump deixou um aviso aos imigrantes que cometam crimes nos Estados Unido desta vez, em português.

    A publicação foi feita na rede social X através da conta oficial do Departamento de Estado norte-americano em português na quinta-feira, dia 15 de janeiro.

    “Se você vier aos Estados Unidos para roubar os americanos, o presidente Trump vai te jogar na cadeia e te mandar de volta para o lugar de onde você veio”, diz a publicação.

    Por baixo do texto, o Departamento de Estado deixa uma foto em preto e branco de Donald Trump as palavras “Envia-os de volta” em maiúsculas e salientadas com a cor vermelha.

    Nos comentários, os internautas, que aparentam ser, na maioria, brasileiros, deixaram o seu descontentamento bem claro e mencionam bastante, de forma irônica, o recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela.

    “E o que acontece se você invade outro país para roubar recursos?”, questiona um utilizador. “Corta para os Estados Unidos roubando todo o mundo”, lê-se em outro comentário. “Não tenho petróleo, senhor. Posso passar?”, atira ainda um outro.

    O aviso dos Estados Unidos não foi compartilhado apenas em português. Publicações semelhantes em inglês e em espanhol foram feitas em outras contas oficiais da administração de Donald Trump.

    As ameaças vão ao encontro daquilo que tem sido a política norte-americana durante o segundo mandato de Trump, com uma forte repressão de toda a imigração, sob a defesa de que a criminalidade nos Estados Unidos se devia, em grande parte, à presença de imigrantes ilegais no território.

    Segundo a administração atual, 605 mil pessoas foram deportadas entre 20 de janeiro e 10 de dezembros e quase dois milhões de imigrantes decidiram sair do país voluntariamente (em parte devido a ameaças e a incentivos financeiros do governo norte-americano). 

    O forte combate à imigração já levou a dezenas de situações inusitadas, com casos de cidadãos norte-americanos a serem detidos pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE) por engano e alguns deles até mesmo deportados. Há também casos de imigrantes legais – alguns há décadas – no país, que sofreram o mesmo destino.

    Além destes enganos, há ainda diversas situações em que os agentes do ICE causaram a morte a cidadãos – norte-americanos e estrangeiros.

    O caso mais recente, de Renee Good, de 37 anos, tem gerado bastante controvérsia nos Estados Unidos, com a população saindo às ruas em força para manifestar o seu descontentamento.

    A norte-americana foi morta por Jonathan Ross, agente do ICE, em 7 de janeiro com um tiro na cabeça.

    No dia do incidente, Good tinha acabado de deixar um dos seus três filhos na escola e decidiu passar por um protesto anti-ICE com a mulher, Becca Good, durante uma operação do serviço de imigração.

    As versões quanto ao que terá acontecido para a mulher ser atingida mudam. A administração dos Estados Unidos alega que o agente estava apenas a defender-se, dizendo que Renee Good o atropelou e que, inclusive, o homem ficou com uma hemorragia interna.

    Numa outra versão dos eventos, há quem diga que os quatro tiros disparados foram desnecessários e que o carro de Renee nem sequer tocou no agente em questão, eliminando, por isso, a teoria de que o homem agiu em legítima defesa.

    EUA deixa aviso em português: "Se roubar, Trump vai te mandar de volta"

  • Khamenei culpa Trump pelos mortos no Irã e EUA ameaçam

    Khamenei culpa Trump pelos mortos no Irã e EUA ameaçam

    O líder iraniano atribuiu ao presidente dos Estados Unidos a culpa pelas mortes e danos causados no país durante a série de protestos nos últimos dias. Durante um discurso, Khamenei chamou Trump de ‘criminoso’, segundo a Al Jazeera.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, atribuiu aos Estados Unidos a culpa pelas milhares de mortes que aconteceram no Irã no últimos dias e chamou Donald Trump de criminoso. Os EUA reagiram com recado.

    O líder iraniano atribuiu ao presidente dos Estados Unidos a culpa pelas mortes e danos causados no país durante a série de protestos nos últimos dias. Durante um discurso, Khamenei chamou Trump de ‘criminoso’, segundo a Al Jazeera.

    Mais tarde, em publicação, Khamenei disse que considera os EUA o “culpado”. “Consideramos o presidente dos EUA culpado devido às vítimas, aos danos e à difamação que infringiu à nação iraniana”, comunicou o líder iraniano no X na manhã deste sábado.

    O aiatolá ainda disse que não quer levar o país a uma guerra, ma que não pouparia “criminosos”, fossem nacionais ou estrangeiros. Khamenei ainda atribuiu o caos interno a interferência “ocidental” e ao “regime sionista”.

    “Aqueles ligados a Israel e EUA causaram danos maciços e mataram vários milhares”, afirmou Khamenei.

    O Departamento de Estado dos EUA reagiu com fervor. Em uma mensagem publicada em persa no X, o departamento enfatizou que se a “República Islâmica atacar alvos americanos, enfrentará uma força muito, muito poderosa”.

    “Já dissemos isso antes e repetimos: não brinquem com o presidente Trump”, publicou o Departamento de Estado dos EUA.

    PROTESTO E MORTES NO IRÃ

    Nas últimas semanas, centenas de iranianos morreram em meio a protestos no país que pedem a derrubada de atuais lideranças. A repressão aos protestos vem das próprias autoridades da nação.

    Os protestos reivindicam o fim do regime de aiatolás. Outras pautas citadas são o alto custo de vida e a inflação, que vem desvalorizando a moeda do país.

    Os EUA, por sua vez, ameaçou atacar pontos iranianos caso a repressão aos manifestos continue. O Irã já acusou o país norte-americano de se aliar a Israel para agravar a situação no país e fragilizar o governo. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, discutiram uma intervenção ao Irã, informou a agência Reuters.

    Trump disse que representantes iranianos ligaram para negociar após as ameaças de uma intervenção americana no país. Autoridades do Irã dizem estar prontas ao diálogo, mas também para a guerra.

    Ministro iraniano afirmou que país está pronto para a guerra e para as negociações. Abbas Araghchi, que comanda as Relações Exteriores da república, apontou que a diplomacia deve ser justa, “com direitos iguais e baseadas no respeito mútuo”. Durante uma conferência com embaixadores estrangeiros em Teerã, transmitida pela TV estatal, ele ainda acrescentou que a República Islâmica do Irã “não busca a guerra, mas está totalmente preparada para a guerra”.

    Líder supremo do país publicou montagem de Trump como um sarcófago destruído. O aiatolá Ali Khamenei, autoridade religiosa e política do país, comparou o americano a “Faraó, Nimrod, Reza Khan, Maomé Reza e outros semelhantes” que “foram depostos quando estavam no auge de seu orgulho”.

    Khamenei culpa Trump pelos mortos no Irã e EUA ameaçam

  • Mulher morta pelo ICE foi atingida por vários disparos de arma de fogo

    Mulher morta pelo ICE foi atingida por vários disparos de arma de fogo

    Socorristas “encontraram dois ferimentos por arma de fogo no lado direito do tórax do paciente”. Outro ferimento foi observado no antebraço esquerdo e possivelmente um ferimento de bala no lado esquerdo da cabeça. O laudo necroscópico feito no corpo de Renee ainda não foi divulgado.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A americana Renee Nicole Good, 37, morta baleada por um agente de imigração nos EUA, foi atingida por disparos no peito, antebraço e possivelmente na cabeça, segundo documentos do Corpo de Bombeiros de Minneapolis.

    Socorristas “encontraram dois ferimentos por arma de fogo no lado direito do tórax do paciente”. Outro ferimento foi observado no antebraço esquerdo e possivelmente um ferimento de bala no lado esquerdo da cabeça. O laudo necroscópico feito no corpo de Renee ainda não foi divulgado.

    Avaliação médica constatou que Renee não respirava, estava inconsciente e com pulso fraco. Nos documentos, os socorristas detalham que a vítima foi retirada do veículo e foi levada, inicialmente, a um banco de neve próximo. Na sequência, ela foi encaminhada a uma calçada próxima para os socorristas terem um ambiente mais adequado para o trabalho, facilitar o acesso de ambulâncias e separar a vítima “de uma situação que estava se agravando, envolvendo policiais e curiosos”, informou a ABC News.

    Médicos tentaram reanimar a vítima com manobras de RPC (Reanimação Cardiopulmonar) e outras ações médicas. Ela foi conduzida a um hospital, mas não resistiu e morreu, segundo a CNN Internacional.

    Os registros dos bombeiros também mostraram o que solicitantes disseram em ligação à emergência. Um deles declarou que viu “um agente do ICE disparar dois tiros em direção ao para-brisa contra a motorista”. Essa pessoa afirmou que Renee “tentou fugir, mas bateu no veículo estacionado mais próximo”, destacando que viu “sangue por todo o [corpo da] motorista e depois na parceira dela que estava tentando prestar socorro”.

    “Ela está morta. Eles atiraram nela”, disse outra pessoa que ligou para o socorro. Ela acrescentou que havia 15 agentes de imigração no local e eles atiraram porque a mulher não abriu a porta do carro. Um terceiro solicitante, que disse telefonar em nome dos agentes de segurança interna, destacou que os policiais estavam presos em um carro e havia “agitadores no local”, havendo disparos feitos por moradores.

    VÍDEO MOSTRA MULHER SENDO MORTA

    Um vídeo gravado por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Fronteiras dos Estados Unidos) mostra o momento em que Renee é morta a tiros. O caso ocorreu em 7 de janeiro.

    Registro flagrou Renee falando com agentes. Ela afirma que “está tudo bem, cara”, enquanto o agente que a filma dá a volta no veículo. “Eu não estou brava com você. Eu não estou brava com você”, repete Renee. As imagens foram divulgadas inicialmente pelo portal de notícias Alpha News e compartilhadas pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA e pela Casa Branca.

    Uma segunda voz, que aparenta ser da esposa de Renee, pede que o agente mostre o rosto, que estava parcialmente coberto, e filmava a placa do carro da vítima. “Está tudo bem, a gente não muda nossa placa do carro todas as manhãs, só para você saber. Será a mesma placa quando você voltar para conversar com a gente depois. Está tudo bem. [Somos] cidadãos dos Estados Unidos. Quer vir nos pegar? Eu te diria para ir comer alguma coisa, grandalhão”.

    Na sequência, outro agente exige que Renee saia do carro. Ele repete a frase três vezes. A esposa tenta abrir a porta do passageiro, quando grita algo. Renee dá ré, aparentando tentar se afastar do agente que gravava a situação, acelera e disparos são ouvidos. É possível ver o carro dela colidindo contra outros veículos em seguida.

    ENTENDA O CASO

    Manifestantes violentos atropelaram os agentes, disse o Departamento de Segurança Interna. “Um agente do ICE [Serviço de Imigração e Alfândega], temendo por sua vida, pela vida de seus colegas e pela segurança pública, disparou em legítima defesa”, afirma em comunicado, reproduzido pela CNN Internacional.

    Agentes teriam sido atacados quando ficaram presos na neve. “Eles estavam tentando desatolar o veículo quando uma mulher os atacou, assim como as pessoas ao redor, e tentou atropelá-los com o carro”, afirmou Kristi Noem, secretária do Departamento de Segurança Interna.

    FBI assumiu a investigação do caso após a repercussão da morte. A partir de agora somente o órgão federal vai ter acesso às provas e evidências da ocorrência. O procurador-geral de Minnesota, Keith Elisson, demonstrou preocupação com o caso, questionando o motivo para a decisão, já que o departamento local já tocava a investigação.

    Vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que Renee é culpada pela própria morte. Ele reforçou o discurso de Donald Trump, que classificou o comportamento da mulher como “horrível”, e também responsabilizou a “esquerda radical” pelo caso. “Você tem uma mulher que joga o carro em um agente da lei e pressiona o acelerador. Ninguém debate isso. Eu posso acreditar que a morte dela é uma tragédia, mas também reconhecer que é uma tragédia causada por ela mesma”, afirmou, durante coletiva de imprensa.

    Agente de imigração que matou Renee sofreu uma hemorragia interna após o ocorrido. Segundo autoridades federais dos EUA, Jonathan Ross teria tido uma hemorragia interna no tronco do corpo. A informação foi dada por dois funcionários do ICE à CBS News e foi confirmada na sequência por outros veículos de notícia. Ainda não está claro qual foi a extensão e gravidade do sangramento.

    Renee Nicole Good nasceu no Colorado. Ela morava em Minneapolis com a sua esposa a poucos quarteirões de onde foi baleada. Ela deixou três filhos, um deles, um menino de seis anos, que morava com ela. Os outros dois filhos de Renee, um menino e uma menina adolescentes, vivem em outra cidade com familiares. Eles eram fruto do primeiro casamento dela.

    Mulher morta pelo ICE foi atingida por vários disparos de arma de fogo

  • Trio armado rouba R$ 500 mil em cartas de Pokémon nos EUA

    Trio armado rouba R$ 500 mil em cartas de Pokémon nos EUA

    Três homens armados roubaram cerca de R$ 500 mil reais em cartas de Pokémon de uma loja em Nova York, nos Estados Unidos. O roubo ocorreu durante um evento da comunidade no local, com cerca de 50 pessoas presentes. Os ladrões ainda não foram identificados.

    Três homens encapuzados e usando máscaras assaltaram uma loja de cartas de Pokémon na última quarta-feira, dia 14 de janeiro. Ao todo, o grupo levou cerca de 110 mil dólares em mercadorias.

    O roubo aconteceu em uma das principais áreas comerciais de Nova York, repleta de lojas e boutiques de luxo, onde nada indicava que o alvo seria a recém-inaugurada Poké Court.

    Os criminosos entraram no estabelecimento por volta das 18h45 e, imediatamente, um deles sacou uma arma e a apontou para os clientes da Poké Court, fazendo ameaças.

    A loja realizava seu primeiro evento desde a inauguração, em novembro, e, por isso, estava mais cheia do que o normal: cerca de 50 pessoas estavam no local no momento do assalto.

    Pouco depois de entrarem, um dos assaltantes quebrou as vitrines do estabelecimento com um martelo. Os expositores guardavam algumas das cartas mais valiosas da loja. Um segundo criminoso se aproximou, apontando a arma para os clientes, para mantê-los afastados.

    Em seguida, o primeiro assaltante colocou as cartas na bolsa do segundo.

    “Eles começaram a levar sistematicamente os itens de maior valor”, contou Courtney Chin, proprietária da Poké Court, ao The New York Times. Entre as cartas roubadas estava uma primeira edição autenticada do famoso Pokémon Charizard, avaliada em cerca de 15 mil dólares (aproximadamente 13 mil euros).

    A vitrine quebrada pelos criminosos armazenava cartas avaliadas entre 400 e 18 mil dólares.

    Enquanto a dupla recolhia as cartas, um terceiro assaltante ficou na porta da loja, garantindo que ninguém saísse do local.

    Além das cartas, os criminosos também levaram o dinheiro do caixa registradora — cujo valor não foi divulgado — e o celular de uma mulher de 27 anos.

    “Todos estão fisicamente bem e isso, acima de tudo, é o mais importante”, informou a Poké Court em uma publicação sobre o ocorrido. “Nós amamos Pokémon, mas nenhuma carta é mais valiosa do que uma vida humana.”

    Na mesma publicação, a loja afirmou que, “nos próximos dias e semanas”, fará o possível para oferecer apoio às pessoas que estavam presentes no dia do assalto, ajudando cada uma a processar o ocorrido de forma saudável.

    Apesar de reconhecer que “até abrir a loja foi difícil”, a Poké Court garantiu que continuará promovendo eventos para a comunidade, após reavaliar as medidas de segurança do local.

    “Mal podemos esperar para abrir mais cartas brilhantes com vocês”, disse a loja.

    Ao todo, o assalto durou cerca de três minutos, e os criminosos fugiram sem deixar pistas. As autoridades investigam o caso, mas, até o momento, nenhum dos suspeitos foi identificado ou preso.

    Trio armado rouba R$ 500 mil em cartas de Pokémon nos EUA

  • Desfile de carnaval com "Stephens Hawkings" na Espanha viraliza; vídeo

    Desfile de carnaval com "Stephens Hawkings" na Espanha viraliza; vídeo

    Um grupo de doze homens mascarou-se do astrofísico Stephen Hawking no Carnaval de Cádiz, em Espanha, para sensibilizar a população para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) – doença de que Hawking sofria. O coletivo, que participa numa competição de disfarces, planeia doar as cadeiras de rodas a doentes com ELA.

    Eles surgiram curvados em suas cadeiras de rodas, com as pernas e a cabeça inclinadas para o lado e uma das mãos segurando o controle para conduzir o equipamento. Todos vestiam o mesmo figurino: terno, camisa branca por baixo, sapatos marrons, lenço no pescoço e óculos redondos. De repente, doze Stephen Hawkings estavam no palco do Gran Teatro Falla, em Cádiz, na Espanha.

    A caracterização foi montada de forma meticulosa para o Carnaval deste ano na região. Durante cerca de um ano, os doze homens aperfeiçoaram a fantasia para se parecerem o máximo possível com o astrofísico britânico, conhecido mundialmente não apenas por suas pesquisas, mas também pela perseverança em seguir estudando mesmo diante de uma doença altamente limitante.

    “Foi uma ideia do tipo ‘tudo ou nada’”, contou o autor da proposta, Miguel Ángel Llul, ao El País.

    O grupo se fantasiou especialmente para o Concurso Oficial de Grupos de Carnaval de Cádiz, não apenas com o objetivo de vencer a competição, mas também de conscientizar o público sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença da qual Stephen Hawking sofria.

    Ao longo dos 30 minutos de apresentação no Gran Teatro Falla, o grupo fez diversos elogios ao cientista, em tom de homenagem.

    “Com a minha vontade de viver e a minha cadeira de rodas, cheguei ao topo, até mesmo a ver as estrelas.”

    “A ELA me deixou como vocês podem ver, mas consegui ser independente. Triunfei sozinho.”

    Mas essa foi apenas uma parte da performance. O El País descreveu a meia hora de espetáculo como um momento de humor negro “ousado”. Logo na entrada em cena, o grupo começa a cantar uma música cujos primeiros versos dizem: “A máquina chegou para curtir o Carnaval”.

    Durante a apresentação, os integrantes imitam os gestos de Hawking, inclusive a voz robótica que ele utilizava (“Não se ofendam, é só uma brincadeira”, dizem), recheando o espetáculo com piadas inesperadas e referências a temas atuais.

    “Embora o problema das espécies invasoras seja sério, trabalhar como funcionário do Julio Iglesias é mais perigoso”, canta o grupo em um dos trechos.

    Vale lembrar que o cantor foi recentemente acusado por duas ex-funcionárias de agressão sexual e tráfico humano.

    A performance dos “Stephen Hawkings” foi um sucesso absoluto no Carnaval de Cádiz e rapidamente se tornou viral. Vídeos do grupo circularam pelas redes sociais, levando os integrantes a participarem de programas de televisão e outros eventos.

    “Estamos cansados, mas felizes”, afirmou Llul.

    O sucesso da apresentação, no entanto, só foi possível após o aval da Associação de ELA da Andaluzia, que foi convidada para o ensaio geral e, segundo Llul, deu sua autorização para que o grupo participasse da competição.

    Por enquanto, o grupo ainda precisa ser aprovado em mais três fases do concurso para chegar à grande final, marcada para o dia 13 de fevereiro.

    Independentemente do resultado, uma coisa já está definida: ao final das apresentações, as cadeiras de rodas utilizadas serão doadas a pacientes com ELA que precisem do equipamento.

    “São cadeiras de verdade, que custaram 400 euros cada”, explicou Llul. “Inicialmente, uma marca se ofereceu para nos dar as cadeiras gratuitamente, mas o grupo decidiu comprá-las para poder fazer esse gesto de caridade e doá-las a quem realmente precisa”, acrescentou.

    “Já que estamos carregando o fardo, nada mais justo do que fazer uma boa ação”, concluiu, rindo.

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  • "Vergonha". Leavitt abandona conferência após questão sobre Renee Good

    "Vergonha". Leavitt abandona conferência após questão sobre Renee Good

    Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, abandonou uma conferência de imprensa após ser confrontada com questões sobre o serviço de imigrantes norte-americano (ICE) e a sua atuação na morte de Renee Good.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, abandonou uma coletiva de imprensa na quinta-feira, 15 de janeiro, após ser confrontada com questionamentos sobre o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) e sua atuação na morte de Renee Good.

    Durante a coletiva, o irlandês Niall Stanage mencionou que, no ano passado, 32 pessoas morreram enquanto estavam sob custódia do ICE e que 170 cidadãos norte-americanos foram detidos pelo órgão. Além disso, destacou que uma mulher foi morta com um tiro na cabeça por um agente do ICE.

    “Como isso equivale a dizer que vocês estão fazendo tudo corretamente?”, questionou o jornalista, referindo-se a uma expressão usada pela secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos.

    Leavitt respondeu com outra pergunta: “Por que Renee Good, infelizmente e tragicamente, foi morta?”

    A pergunta levou Stanage a esclarecer se Leavitt estava pedindo sua “opinião” sobre o ocorrido, ao que a porta-voz da Casa Branca respondeu afirmativamente.

    “Porque um agente do ICE agiu de forma imprudente e a matou de maneira injustificada”, respondeu o jornalista.

    “Então você é um jornalista tendencioso, com uma opinião de esquerda”, rebateu Leavitt sem hesitar. “Porque você é um infiltrado da esquerda”, continuou.

    A porta-voz da Casa Branca seguiu com os ataques, afirmando que Stanage estava “se fazendo passar” por jornalista, algo que, segundo ela, ficou claro “pela premissa da sua pergunta”.

    “Pessoas da mídia que têm esse viés, mas fingem ser jornalistas, nem deveriam estar sentadas nesses lugares”, disse, apontando para a sala cheia de repórteres. “Vocês fingem ser jornalistas, mas são ativistas de esquerda.”

    Leavitt também questionou se Stanage tinha dados sobre quantos cidadãos norte-americanos “foram mortos por imigrantes ilegais que o ICE está tentando remover” do país. “Aposto que não”, afirmou.

    “Os homens e mulheres corajosos do ICE estão fazendo tudo o que podem para remover esses indivíduos horríveis e tornar nossa comunidade mais segura. Pessoas como você, na mídia, deveriam sentir vergonha”, disparou.

    Pouco depois, Leavitt deixou a coletiva de imprensa, deixando as perguntas do jornalista sem resposta.

    A reação da porta-voz dos Estados Unidos ocorre em meio à polêmica das últimas semanas envolvendo a morte de Renee Good, uma norte-americana assassinada pelo agente do ICE Jonathan Ross, em 7 de janeiro. Good havia acabado de deixar um de seus três filhos na escola e decidiu passar por um protesto anti-ICE com a esposa, Becca Good, durante uma operação do serviço de imigração.

    As versões sobre o que aconteceu divergem. A administração dos Estados Unidos afirma que o agente estava apenas se defendendo, alegando que Renee Good o atropelou e que ele teria sofrido, inclusive, uma hemorragia interna.

    Em outra versão dos fatos, há quem afirme que os quatro disparos efetuados foram desnecessários e que o carro de Renee sequer teria encostado no agente, descartando, assim, a tese de legítima defesa.

    A morte da mulher, de 37 anos, gerou forte indignação na sociedade norte-americana — que, ao longo do último ano, já vinha demonstrando insatisfação com a forma de atuação do ICE —, levando a protestos em massa em todo o país, especialmente no estado de Minnesota, onde o incidente ocorreu.

    "Vergonha". Leavitt abandona conferência após questão sobre Renee Good

  • Trump se oferece para mediar Egito e Etiópia sobre barragem no Nilo

    Trump se oferece para mediar Egito e Etiópia sobre barragem no Nilo

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se ofereceu para mediar as disputas entre o Egito e a Etiópia sobre a maior obra hidroelétrica de África, uma barragem no Nilo Azul.

    Estou pronto para retomar a mediação dos Estados Unidos entre o Egito e a Etiópia para resolver, de forma responsável, a questão da ‘partilha das águas do Nilo’ de uma vez por todas”, declarou Trump, em carta enviada ao homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi.

    O republicano afirma que, durante as negociações conduzidas em seu primeiro mandato (2017–2021), evitou uma guerra, embora em julho tenha admitido que a barragem “se tornou um problema muito sério” e tenha instado as partes a “encontrarem uma solução”.

    O presidente norte-americano reiterou que nenhum país deve “controlar unilateralmente” as águas do Nilo em prejuízo dos demais Estados e que ajudaria a “garantir as necessidades hídricas” do Egito, da Etiópia e do Sudão.

    “Com o conhecimento técnico adequado, negociações justas e transparentes e um papel significativo dos Estados Unidos no acompanhamento e na coordenação entre as partes, podemos alcançar um acordo duradouro para todas as nações da Bacia do Nilo”, diz a carta.

    Trump afirmou que pretende garantir descargas previsíveis de água durante os períodos de seca no Egito e no Sudão, enquanto a Etiópia poderá continuar a gerar “quantidades substanciais” de eletricidade, que ele propõe que sejam “doadas ou vendidas” aos outros dois países.

    Egito e Etiópia mantêm fortes tensões em torno da construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope, inaugurada por Adis Abeba no Nilo Azul em setembro, e que tanto o Egito quanto o Sudão consideram uma ameaça à sua segurança hídrica.

    Logo após a inauguração da Grande Barragem, o Egito acusou a Etiópia de agir de forma unilateral e de “violar o direito internacional”, em carta de protesto enviada ao Conselho de Segurança da ONU.

    Com cerca de 110 milhões de habitantes, o Egito depende do Nilo para 97% de suas necessidades hídricas, especialmente para a agricultura.

    O Nilo, cuja bacia hidrográfica abrange 11 países, possui dois principais afluentes: o Nilo Branco, que nasce na região dos Grandes Lagos; e o Nilo Azul, que nasce no lago Tana, na Etiópia, e é responsável por 85% do volume de água do rio.

    O projeto está localizado na região etíope de Benishangul-Gumuz, no oeste do país, a cerca de 15 quilômetros da fronteira com o Sudão.

    A usina hidrelétrica, a 15ª maior do mundo, tem capacidade para gerar 5.150 megawatts de energia elétrica — o equivalente a quase seis usinas nucleares — e para armazenar cerca de 74 bilhões de metros cúbicos de água.

    Apesar das reiteradas garantias da Etiópia de que o projeto não causará danos significativos, os três países não conseguiram chegar a um acordo nas sucessivas negociações realizadas desde 2015.

    Diversas tentativas de mediação ao longo da última década entre os três países — sob a égide, em diferentes momentos, dos Estados Unidos, do Banco Mundial, da Rússia, dos Emirados Árabes Unidos e da União Africana — fracassaram.

    Trump se oferece para mediar Egito e Etiópia sobre barragem no Nilo

  • EUA mobilizam dois porta-aviões para manter pressão sobre o Irã

    EUA mobilizam dois porta-aviões para manter pressão sobre o Irã

    Navios e seus grupos de ataque navegam para o Oriente Médio, aonde podem chegar em menos de duas semanas; Trump havia baixado a tensão na quarta, e bases na região reduziram o alerta, mas sinais contraditórios seguem no ar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Pentágono mobilizou dois grupos de porta-aviões para manter a pressão sobre o Irã, apesar de o presidente Donald Trump ter baixado a expectativa de um ataque americano contra a teocracia devido à repressão aos protestos que chacoalham o país do Oriente Médio desde o fim de 2025.

    Não há confirmações oficiais sobre as missões dos grupos centrados no USS Abraham Lincoln e no USS George H. W. Bush, apenas relatos múltiplos de autoridades sob anonimato e imagens de satélite.

    O que se sabe é que ambos deixaram suas áreas e rumam na direção de posições de ataque ao Irã. No caso do Lincoln, ele e sua escolta com três destróieres e um submarino de propulsão nuclear começaram a se mover a oeste do mar do Sul da China, onde operavam.

    Imagens de satélite mostram o momento da manobra de virada rumo ao mar da Arábia do gigantesco navio de propulsão nuclear. Ele carrega mais de 5.000 tripulantes, incluindo os aviadores que operam o caça de quinta geração F-35 Lightning 2 em sua versão naval, a C, e o usual F/A-18 Super Hornet, que é padrão deste tipo de embarcação americana.

    Sua escolta carrega grande poder de fogo, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk, a arma preferida para ataques como um presumido ao Irã. O navio pode chegar à área de ação em uma ou duas semanas.

    Já o Bush estava em seu porto em Norfolk, na costa leste americana, e o deixou sem aviso prévio na terça-feira (13). Ao mesmo tempo, o USS Theodore Roosevelt deixou sua base em San Diego, para cobrir a falta do Lincoln no teatro do Pacífico.

    O Bush está no Atlântico Norte neste momento. Ele usualmente opera no Mediterrâneo, e a porção leste daquele mar é a área de ataque para qualquer ação contra o Irã: um grupo de porta-aviões fica por lá e outro, ao sul do Golfo Pérsico.

    Como não houve comunicado oficial, o Bush pode apenas ficar em treinamento no oceano, por ora. Se rumar direto à costa de Israel com sua escolta semelhante à do Lincoln, deve chegar em talvez duas semanas ou menos.

    A movimentação pode ser apenas um reforço de precaução. Quando os sinais de que Trump atacaria começaram a se acumular, havia um problema para as Forças Armadas dos EUA: nenhum grupo de porta-aviões estava presente.

    Eles não são essenciais para um ataque, claro, que pode ser feito com mísseis de longa distância ou penetração de bombardeiros furtivos B-2, como ocorreu na ação que destruiu instalações nucleares no Irã em 21 de junho passado.

    Mas sua presença garante muito mais poder de fogo aproximado e proteção, por meio dos sistemas antimísseis dos destróieres da escolta e pelos caças embarcados, das cerca de 20 bases que os EUA têm no Oriente Médio.

    Na imprensa americana, há também relatos de que haverá deslocamento de ativos de defesa aérea, caças e bombardeiros para bases na região.

    Na quarta (14), auge da tensão, as bases começaram a evacuar o pessoal não-essencial, inclusive na principal instalação de Washington na região, Al-Udeid, no Qatar -que foi alvo de uma retaliação cenográfica de Teerã ao ataque de junho, abrindo caminho a uma trégua com EUA e Israel.

    Mas naquele dia Trump afirmou que havia sido informado por uma alta autoridade iraniana de que “a matança havia parado” no país, em referência à morte de mais de 3.500 manifestantes contrários ao regime islâmico no poder desde 1979. A repressão vinha sendo usada por ele como justificativa para agir.

    Com toda essa mobilização, a dúvida que fica é se o americano apenas quer manter uma opção de ataque à mão ou se apenas empregou uma cortina de fumaça com sua frase mais comedida. Como o deslocamento dos navios é lento, Trump poderá manter a ambiguidade.

    Pesa contra a ação a pressão de aliados regionais e até mesmo de Israel, que lutou uma guerra aérea de 12 dias com Teerã no ano passado e saiu vencedor, mas arranhado.

    No caso do Estado judeu, o Washington Post relatou que o governo de Binyamin Netanyahu e o regime de Ali Khamenei se comunicaram por meio da Rússia, prometendo não atacar um ao outro se os EUA forem às vias de fato.

    Para os rivais árabes do Irã, Arábia Saudita e Emirados à frente, a preocupação maior é com a disrupção do comércio mundial de energia: 20% do petróleo e 20% do gás liquefeito do planeta passam pelo estreito de Hormuz, controlado estrategicamente pelo Irã.

    EUA mobilizam dois porta-aviões para manter pressão sobre o Irã

  • Após encontro com Trump, María Corina afirma que será presidente da Venezuela 'na hora certa'

    Após encontro com Trump, María Corina afirma que será presidente da Venezuela 'na hora certa'

    Republicano já afirmou que opositora ‘não tem apoio interno nem respeito’ para governar o país; durante encontro na Casa Branca, na quinta, ela entregou medalha do Nobel da Paz ao líder americano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A líder da oposição venezuelana e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado, afirmou que espera ser eleita presidente da Venezuela “na hora certa”. A declaração foi feita em entrevista exibida nesta sexta (16) pela Fox News, gravada após seu encontro, na quinta, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano, por ora, não sinaliza disposição para pressionar por uma mudança de regime.

    “Há uma missão: vamos transformar a Venezuela naquela terra de graça, e acredito que serei eleita presidente da Venezuela na hora certa, a primeira mulher presidente”, disse María Corina. Questionada sobre o futuro do país, ela respondeu que deseja liberdade. “E não só isso, teremos um país que será a inveja do mundo.”

    O cenário político da Venezuela passa por mudanças após a deposição de Nicolás Maduro, ditador capturado por forças americanas em Caracas, no último dia 3. Delcy Rodríguez, que era vice, assumiu o comando do regime de forma interina e, desde então, mantém diálogos com Trump.

    Trump e Delcy já conversaram por telefone, e o americano descreveu a venezuelana como “uma pessoa formidável” e alguém com quem Washington “trabalha muito bem”. O líder republicano também já disse que María Corina “não tem o apoio interno nem o respeito do país” para governar a Venezuela.

    A opositora deixou o território venezuelano com apoio dos EUA, em dezembro, para receber na Noruega o Prêmio Nobel da Paz. Ela não chegou a tempo da cerimônia de entrega, entretanto, e foi representada pela filha. Na quinta (15), durante o encontro com Trump na Casa Branca, María Corina decidiu entregar a medalha do Nobel ao presidente, num gesto descrito por ele como maravilhoso e de respeito mútuo.

    Mesmo que María Corina tenha dado a medalha para Trump, a honra continua sendo dela. O Instituto Nobel da Noruega afirmou que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado. Ainda assim, na entrevista à Fox, a opositora disse que a homenagem a Trump foi emocionante.

    “Decidi entregar a medalha ao presidente em nome do povo da Venezuela e expliquei a ele onde encontrei a inspiração”, afirmou. Segundo ela, há precedentes históricos. “Duzentos anos atrás, o general Lafayette presenteou Simón Bolívar, o libertador dos venezuelanos, com uma medalha com a imagem de George Washington [o primeiro presidente dos EUA]”.

    Lafayette, militar francês que participou da Guerra da Independência dos EUA, teve papel central também na Revolução Francesa de 1789. “Bolívar guardou essa medalha até o fim de seus dias. Sendo assim, duzentos anos depois, o povo de Bolívar está presenteando o herdeiro de Washington com uma medalha. Neste caso, o Prêmio Nobel”, afirmou María Corina.

    Trump diz que resolveu oito conflitos ao redor do mundo desde que assumiu o cargo, incluindo guerras marcadas por décadas de massacres, caso do conflito entre Camboja e Tailândia. Por esse motivo, manifestava abertamente o desejo de receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025, distinção que acabou sendo concedida a María Corina.

    A líder opositora foi impedida de disputar a eleição presidencial de 2024 por decisão da Suprema Corte da Venezuela, controlada pelo regime. Naquele pleito, Maduro foi declarado vencedor, mas observadores internacionais consideram que Edmundo González, candidato da oposição, foi o mais votado.

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