EUA deixa aviso em português: "Se roubar, Trump vai te mandar de volta"

A administração de Donald Trump emitiu um aviso em português aos imigrantes que cometem crimes nos Estados Unidos, afirmando que serão detidos e deportados. A mensagem foi publicada na conta oficial do Departamento de Estado norte-americano.

A administração de Donald Trump deixou um aviso aos imigrantes que cometam crimes nos Estados Unido desta vez, em português.

A publicação foi feita na rede social X através da conta oficial do Departamento de Estado norte-americano em português na quinta-feira, dia 15 de janeiro.

“Se você vier aos Estados Unidos para roubar os americanos, o presidente Trump vai te jogar na cadeia e te mandar de volta para o lugar de onde você veio”, diz a publicação.

Por baixo do texto, o Departamento de Estado deixa uma foto em preto e branco de Donald Trump as palavras “Envia-os de volta” em maiúsculas e salientadas com a cor vermelha.

Nos comentários, os internautas, que aparentam ser, na maioria, brasileiros, deixaram o seu descontentamento bem claro e mencionam bastante, de forma irônica, o recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela.

“E o que acontece se você invade outro país para roubar recursos?”, questiona um utilizador. “Corta para os Estados Unidos roubando todo o mundo”, lê-se em outro comentário. “Não tenho petróleo, senhor. Posso passar?”, atira ainda um outro.

O aviso dos Estados Unidos não foi compartilhado apenas em português. Publicações semelhantes em inglês e em espanhol foram feitas em outras contas oficiais da administração de Donald Trump.

As ameaças vão ao encontro daquilo que tem sido a política norte-americana durante o segundo mandato de Trump, com uma forte repressão de toda a imigração, sob a defesa de que a criminalidade nos Estados Unidos se devia, em grande parte, à presença de imigrantes ilegais no território.

Segundo a administração atual, 605 mil pessoas foram deportadas entre 20 de janeiro e 10 de dezembros e quase dois milhões de imigrantes decidiram sair do país voluntariamente (em parte devido a ameaças e a incentivos financeiros do governo norte-americano). 

O forte combate à imigração já levou a dezenas de situações inusitadas, com casos de cidadãos norte-americanos a serem detidos pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE) por engano e alguns deles até mesmo deportados. Há também casos de imigrantes legais – alguns há décadas – no país, que sofreram o mesmo destino.

Além destes enganos, há ainda diversas situações em que os agentes do ICE causaram a morte a cidadãos – norte-americanos e estrangeiros.

O caso mais recente, de Renee Good, de 37 anos, tem gerado bastante controvérsia nos Estados Unidos, com a população saindo às ruas em força para manifestar o seu descontentamento.

A norte-americana foi morta por Jonathan Ross, agente do ICE, em 7 de janeiro com um tiro na cabeça.

No dia do incidente, Good tinha acabado de deixar um dos seus três filhos na escola e decidiu passar por um protesto anti-ICE com a mulher, Becca Good, durante uma operação do serviço de imigração.

As versões quanto ao que terá acontecido para a mulher ser atingida mudam. A administração dos Estados Unidos alega que o agente estava apenas a defender-se, dizendo que Renee Good o atropelou e que, inclusive, o homem ficou com uma hemorragia interna.

Numa outra versão dos eventos, há quem diga que os quatro tiros disparados foram desnecessários e que o carro de Renee nem sequer tocou no agente em questão, eliminando, por isso, a teoria de que o homem agiu em legítima defesa.

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