Categoria: MUNDO

  • Trump irrita líderes europeus ao postar imagem com IA sobre a Groenlândia

    Trump irrita líderes europeus ao postar imagem com IA sobre a Groenlândia

    Publicações com inteligência artificial reacendem disputa diplomática, ocorrem às vésperas de encontros em Davos com líderes europeus e da Otan e refletem um segundo mandato marcado por medidas duras, conflitos internacionais e abalos em alianças históricas

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a recorrer à inteligência artificial para provocar aliados internacionais. Em uma publicação recente nas redes sociais, o republicano divulgou uma imagem manipulada em que aparece ao lado de líderes europeus no Salão Oval da Casa Branca, todos observando um quadro em que a Groenlândia surge pintada com as cores da bandeira dos Estados Unidos.

    A imagem foi compartilhada na plataforma Truth Social, rede criada pelo próprio Trump. Na montagem, aparecem figuras como o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

    Apesar da cena sugerida pela imagem, o encontro entre Trump e os líderes europeus ocorreu meses atrás e teve como pauta principal a guerra na Ucrânia, e não a Groenlândia. A publicação, em tom de provocação, reforça o histórico do ex-presidente de usar conteúdos gerados por IA para gerar repercussão política e alimentar debates nas redes sociais.

     
     
     

     
     
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    Mas qual seria a intenção de Donald Trump com a publicação? A divulgação da imagem ocorre no momento em que o republicano segue para Davos, na Suíça, onde deve se reunir com diversos líderes europeus durante o Fórum Econômico Mundial.

    A Groenlândia voltou ao centro do debate internacional após Trump reiterar o interesse dos Estados Unidos na ilha, que pertence à Dinamarca. A posição do ex-presidente tem sido duramente criticada por líderes europeus, que se manifestaram contra qualquer tentativa de controle norte-americano sobre o território.

    Nos últimos dias, Trump chegou a anunciar a intenção de impor, a partir de fevereiro, uma tarifa de importação de 10% sobre produtos de oito países europeus. Segundo ele, a medida seria uma resposta à oposição desses países à proposta de influência dos Estados Unidos sobre a Groenlândia.

    Diante do aumento das tensões, a União Europeia avalia recorrer, pela primeira vez, ao chamado mecanismo da “bazuca comercial”. O instrumento permite a adoção de sanções severas, como a exclusão de empresas norte-americanas do mercado único europeu, a imposição de controles de exportação e a suspensão de proteções à propriedade intelectual.

    Caso seja acionado, o mecanismo pode resultar no afastamento dos Estados Unidos de um mercado que reúne cerca de 500 milhões de consumidores, ampliando significativamente o embate comercial entre os dois lados do Atlântico.

    Outra imagem

    Posteriormente, Donald Trump divulgou outra imagem gerada por inteligência artificial. Na nova publicação, o republicano aparece segurando a bandeira dos Estados Unidos ao lado do secretário de Estado, Marco Rubio, e do vice-presidente norte-americano, JD Vance.

    Na montagem, os três estão na Gronelândia, diante de uma placa com a inscrição: “Groenlândia. Território norte-americano”. A publicação reforça o tom provocativo adotado por Trump em meio às tensões diplomáticas com a Europa sobre o futuro da ilha.

    Trump e Rutte se reúnem para discutir a Gronelândia

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que terá um encontro com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para tratar da situação da Groenlândia.

    Segundo Trump, a reunião foi acertada após “uma conversa telefônica muito interessante” com Rutte sobre o tema. “Concordei com uma reunião com as partes envolvidas”, afirmou o presidente norte-americano na noite de segunda-feira.

    Trump voltou a defender a relevância estratégica da ilha e disse que o assunto não admite recuos. “A Groenlândia é fundamental para a segurança nacional e global. Não há volta. Todos concordamos com isso”, declarou.

    Donald Trump completa um ano de mandato nesta terça-feira

    O primeiro ano de Donald Trump como 47º presidente dos Estados Unidos é avaliado por analistas como turbulento e fora dos padrões habituais, com impactos profundos tanto na política interna quanto no cenário internacional.

    Em seu segundo mandato, Trump tem adotado uma agenda marcada por medidas consideradas drásticas em diversas áreas, o que tem provocado mudanças significativas na condução do governo norte-americano. As decisões tomadas ao longo do período abalaram políticas internas e externas, além de tensionar e, em alguns casos, fragilizar alianças históricas dos Estados Unidos.

    Trump irrita líderes europeus ao postar imagem com IA sobre a Groenlândia

  • Turista é encontrada morta em praia cercada por cães: “cena horrível”

    Turista é encontrada morta em praia cercada por cães: “cena horrível”

    Polícia investiga circunstâncias da morte em área selvagem de Queensland; corpo apresentava marcas compatíveis com mordidas de cães, e autoridades ainda apuram se a jovem morreu por afogamento ou ataque de animais.

    Uma jovem turista canadense foi encontrada morta em uma praia da Austrália, em circunstâncias descritas pela polícia como “cena horrível”. O caso está sob investigação.

    O corpo foi localizado por volta das 6h35 desta segunda-feira, no horário local, na praia de Maheno Wreck, em Queensland. A polícia foi acionada após a informação de que havia uma pessoa inconsciente no local, e o óbito foi constatado pouco depois.

    A mulher foi encontrada por dois homens que trafegavam por uma estrada próxima à praia. Inicialmente, eles pensaram se tratar de um objeto, mas ao se aproximarem perceberam que era o corpo de uma mulher. A suspeita é de que a vítima tenha ido ao local por volta das 5h da manhã para nadar.

    “Era claramente uma situação muito dramática, uma cena horrível com a qual eles se depararam”, afirmou o chefe da polícia local.

    Uma fonte policial informou que o corpo apresentava marcas compatíveis com mordidas de cães selvagens, embora a causa da morte ainda não tenha sido confirmada. “Não podemos afirmar se essa jovem morreu por afogamento ou em decorrência de um ataque de cães”, disse.

    De acordo com a revista People, a vítima vivia havia cerca de seis semanas na ilha australiana de K’gari, onde trabalhava em um hostel. A identidade da jovem ainda não foi divulgada oficialmente.

    A autópsia deve ser realizada nos próximos dias. As autoridades afirmaram que vão empregar todos os recursos disponíveis para esclarecer o caso e dar respostas à família.

    A investigação conta com o apoio do Departamento do Meio Ambiente, Turismo, Ciência e Inovação. Segundo a polícia, K’gari é uma área de natureza selvagem. “Embora os cães tenham importância cultural para a região e para a comunidade local, continuam sendo animais selvagens e devem ser tratados como tal”, destacou o chefe da corporação.

    Turista é encontrada morta em praia cercada por cães: “cena horrível”

  • Menina de 6 anos perde pais, irmão e primo no descarrilamento na Espanha

    Menina de 6 anos perde pais, irmão e primo no descarrilamento na Espanha

    Descarrilamento deixou ao menos 40 mortos na Andaluzia, devastou famílias inteiras e levantou questionamentos sobre a segurança da linha. Investigação aponta possível falha estrutural nos trilhos, apesar de alertas prévios de sindicato e de recentes obras de renovação na ferrovia

    Uma menina de seis anos perdeu os pais, o irmão e o primo no recente descarrilamento de trens na Espanha. A criança foi encontrada sozinha entre os destroços do acidente, que deixou ao menos 40 mortos.

    Já durante a noite, dois socorristas localizaram a menina vagando pela área onde dois trens saíram dos trilhos e colidiram. Desorientada e aparentemente sozinha, ela caminhava ao longo da linha férrea onde ocorreu a tragédia.

    Na estação de Huelva, a avó da criança, que havia se deslocado ao local após saber do acidente, foi informada de que a neta havia sido encontrada e estava bem, o que renovou momentaneamente a esperança da família.

    A menina viajava a lazer com os pais, o irmão de 12 anos e um primo de 23. Os cinco haviam ido a Madri para assistir a uma partida do Real Madrid contra o Levante, no sábado, e deixaram o estádio comemorando a vitória do time por dois gols.

    No domingo, embarcaram em um trem de alta velocidade da empresa pública Renfe para retornar a Huelva, onde moravam, sem imaginar o que estava por vir.

    Por volta das 19h45 no horário local, um trem da empresa privada Iryo, que fazia o trajeto entre Málaga e Madri, descarrilou e atingiu uma composição da Renfe que seguia no sentido contrário.

    Após a colisão, segundo o jornal El Mundo, a criança conseguiu sair do vagão destruído por uma das janelas. Ela foi levada a um hospital e precisou levar apenas três pontos na cabeça, saindo praticamente ilesa do acidente.

    Na manhã desta segunda-feira, familiares chegaram a receber a informação de que o irmão da menina também estaria internado no mesmo hospital, o que reacendeu a esperança. Mais tarde, porém, a informação foi desmentida. O menino não estava internado, assim como os pais da criança e o primo, que morreram no acidente.

    Da família de cinco pessoas que viajou a Madri, apenas a menina sobreviveu.

    Os Zamora Álvarez moravam em Aljaraque, perto de Huelva, e eram bastante conhecidos em Punta Umbría, onde mantinham uma loja de roupas infantis muito popular na comunidade, segundo o jornal El País. “Eram muito queridos”, lamentou o representante local José Carlos Hernández, ao destacar a forte ligação da família com a população da região.

    Notícias ao Minuto Mãe, irmão e primo da família Zamorano Álvarez© @andreikraciun/X

    Confirmados 40 mortos

    A família Zamorano Álvarez é apenas uma entre dezenas atingidas pelo descarrilamento ocorrido na tarde de domingo, em Adamuz, na Espanha. Até o momento, as autoridades confirmaram 40 mortes. Outras 41 pessoas permanecem internadas, sendo 12 delas, incluindo uma criança, em unidades de terapia intensiva.

    As causas do acidente ainda não foram oficialmente esclarecidas, mas a investigação identificou nesta segunda-feira um elemento considerado crucial para entender o que provocou a tragédia.

    No local do acidente, os investigadores encontraram uma junta quebrada, responsável pela ligação entre os trilhos. De acordo com a agência Reuters, a equipe responsável pela apuração do caso identificou indícios de que a falha já existia havia algum tempo.

    A peça defeituosa teria provocado a abertura gradual entre as duas partes do trilho. Com a passagem constante de trens de alta velocidade, esse espaço teria aumentado progressivamente. A principal hipótese é que essa falha estrutural esteja relacionada ao descarrilamento das duas composições.

    Sindicato havia alertado para “desgaste severo” nos trilhos

    O caso ganhou um novo elemento nesta segunda-feira com a divulgação de uma carta do sindicato espanhol de maquinistas, o SEMAF, que já havia alertado para problemas graves no trecho onde ocorreu o acidente. O documento, enviado em agosto do ano passado, mencionava um “desgaste severo” nos trilhos da região.

    Na carta encaminhada à Administradora de Infraestruturas Ferroviárias (ADIF), o sindicato apontava sinais claros de deterioração na ferrovia de alta velocidade, como buracos, saliências e desequilíbrios nas linhas elétricas. Segundo o SEMAF, essas falhas provocavam avarias frequentes e causavam danos aos trens que circulavam pelo local.

    O alerta contrasta com a avaliação inicial do ministro dos Transportes, Óscar Puente, que classificou o acidente como “extremamente estranho”. Após consultar especialistas, ele destacou que a colisão ocorreu em um trecho reto da linha ferroviária, acrescentando que o trem que descarrilou é “praticamente novo”, com menos de quatro anos de uso, e que a via havia passado por obras recentes.

    Puente informou ainda que foram investidos cerca de 700 mil euros na renovação da ferrovia e que as intervenções no local do acidente foram concluídas em maio do ano passado. A carta do sindicato, no entanto, é datada de agosto de 2025, meses depois da conclusão dessas obras.

    Também foi confirmado que o trem envolvido no descarrilamento, fabricado em 2022, havia passado por inspeção no dia 15 de janeiro, apenas três dias antes do acidente.

    Menina de 6 anos perde pais, irmão e primo no descarrilamento na Espanha

  • Veronika, a vaca que usa uma vassoura para se coçar. Não acredita? Veja

    Veronika, a vaca que usa uma vassoura para se coçar. Não acredita? Veja

    Estudo inédito mostra que Veronika, de 13 anos, utiliza o objeto de forma estratégica para se coçar, comportamento raro entre mamíferos não primatas e até então associado principalmente a chimpanzés

    Veronika, uma vaca austríaca de 13 anos, chamou a atenção de cientistas ao usar uma vassoura para se coçar, demonstrando uma capacidade inédita de uso de ferramentas entre mamíferos não primatas. Não se trata de um chimpanzé nem de um animal aparentado, mas de um bovino que apresenta um comportamento até então considerado improvável para a espécie.

    Embora o episódio possa parecer curioso, o registro representa o primeiro relato desse tipo em mamíferos não primatas. Até o momento, Veronika é o único caso conhecido, revelando habilidades que desafiam o que se sabia sobre as capacidades cognitivas do gado.

    O comportamento foi descrito em um estudo publicado na revista científica Current Biology, assinado por Antonio J. Osuna-Mascaró e Alice M. I. Auersperg. Os pesquisadores observaram a vaca agarrar o cabo da vassoura com a língua, levá-lo até a boca e, com o auxílio dos dentes, segurar o objeto. Em seguida, ela gira o pescoço e utiliza tanto as cerdas quanto a parte de madeira para se coçar.

    “Esperávamos passar horas no pasto aguardando que ela usasse uma ferramenta, mas Veronika nos surpreendeu. Ela começou a usar o cabo assim que o objeto foi colocado à sua frente”, afirmou Osuna-Mascaró em entrevista ao jornal The Telegraph.

    Segundo o pesquisador do Instituto Messerli, a vaca segurou o objeto com a língua de forma semelhante a uma mão, alinhou-o com o corpo e esfregou-o em áreas das costas que dificilmente conseguiria alcançar de outra maneira.

    O estudo também identificou que Veronika escolhe diferentes partes da vassoura conforme a região do corpo que deseja coçar. As cerdas são usadas principalmente no torso, enquanto o cabo é preferido para a região da barriga, embora, na maioria das vezes, ela opte pelas cerdas.

    De acordo com os autores, essa escolha não pode ser explicada pelo formato ou pela distribuição do peso do objeto. “Veronika adaptou dinamicamente sua técnica a cada região do corpo. As mudanças observadas sugerem antecipação da ação, uma característica associada ao uso inovador de ferramentas”, aponta o estudo, destacando que comportamentos comparáveis só foram documentados de forma consistente em chimpanzés.

    Comportamento começou ainda jovem

    Segundo Witgar Wiegele, dono de Veronika, o comportamento foi observado pela primeira vez há cerca de dez anos, quando a vaca tinha apenas três anos de idade. Na época, ele percebeu que o animal ocasionalmente pegava paus ou outros objetos alongados com a boca para se coçar.

    O caso chegou aos pesquisadores apenas recentemente, após um amigo do agricultor enviar um vídeo de Veronika aos cientistas Osuna-Mascaró e Auersperg.

    “Quando vi as imagens, pensei imediatamente que não se tratava apenas de um comportamento curioso, mas de um exemplo cientificamente valioso do uso de ferramentas por uma espécie tradicionalmente subestimada em termos de cognição”, afirmou Auersperg.

    O uso de ferramentas desse tipo é geralmente associado a primatas e a níveis elevados de complexidade cognitiva. “Pelo que sabemos, este é o primeiro caso documentado de gado utilizando ferramentas”, concluiu a pesquisadora.

    Veronika, a vaca que usa uma vassoura para se coçar. Não acredita? Veja

  • Governo da França reconhece falha que poderia ter evitado abuso de Gisèle Pelicot

    Governo da França reconhece falha que poderia ter evitado abuso de Gisèle Pelicot

    A mulher era dopada e violentada por estranhos recrutados por Dominique na internet enquanto estava desacordada. Ele foi condenado a 20 anos de prisão por um tribunal de Avignon

    (CBS NEWS) – Um relatório do Ministério da Justiça da França, publicado nesta segunda-feira (19), revela que falhas na investigação de um caso de estupro ocorrido em 1999 poderiam ter evitado os abusos sofridos por Gisèle Pelicot. O ex-marido dela, Dominique Pelicot, foi condenado em dezembro de 2024 por ter orquestrado estupros contra a então companheira entre 2011 e 2020.

    A mulher era dopada e violentada por estranhos recrutados por Dominique na internet enquanto estava desacordada. Ele foi condenado a 20 anos de prisão por um tribunal de Avignon.

    A investigação do governo francês mostrou que, antes de cometer esses crimes, Dominique poderia ter sido ligado a uma tentativa de estupro contra uma corretora imobiliária em 1999, em Villeparisis, na região de Seine-et-Marne, próxima a Paris. O caso só foi reaberto em 2022, quando ele admitiu a culpa após ser identificado por meio de DNA encontrado no local.

    Na época, Dominique já era investigado pelos estupros contra a esposa, descobertos em 2020, quando ele foi preso ao filmar mulheres em um shopping da região de Mazan. A polícia encontrou cerca de 4.000 vídeos de abusos contra Gisèle em seu computador.

    O relatório aponta, no entanto, que a identificação poderia ter ocorrido em 2010. Naquele ano, Dominique foi preso na região metropolitana de Paris, também por filmar mulheres desconhecidas, e teve uma amostra de DNA coletada. O material era compatível com o DNA registrado no estupro de 1999.

    O resultado da análise, porém, foi enviado por carta ao Tribunal de Justiça de Meaux, responsável pelo caso de Nanterre. O Ministério da Justiça constatou que não há indícios de que a corte tenha recebido o documento que poderia levar à condenação de Dominique.

    Diante da constatação, o ministério informou que mudará os protocolos de envio de resultados de análises de DNA, que ainda são feitos pelos correios. A recomendação é que esses documentos passem a ser transmitidos exclusivamente de forma digital.

    Na sexta-feira (16), a Promotoria de Nanterre informou à agência AFP que Dominique será alvo de novas investigações. Além do estupro de 1999, ele é investigado por um caso de violência sexual seguida de assassinato ocorrido na cidade em 1991. Nos dois episódios, as vítimas eram corretoras de imóveis.

    Dominique nega participação no crime de 1991, e o relatório do Ministério da Justiça aponta que o Tribunal de Justiça de Paris perdeu objetos apreendidos na cena, incluindo roupas que poderiam conter vestígios de DNA.

    CASO PELICOT

    O processo contra Dominique Pelicot ganhou repercussão mundial após Gisèle pedir que o julgamento fosse público, sob o argumento de que “a vergonha tem que mudar de lado”. Durante o julgamento, ela afirmou: “Quando ouço essas mulheres, esposas dos acusados, dizerem que seus maridos não são estupradores, eu pensava o mesmo. Quando decidi retirar o sigilo, queria que elas dissessem: ‘Se a senhora Pelicot fez isso, nós também podemos’. Não quero mais que elas sintam vergonha. A vergonha não é nossa, é deles. Não expresso nem minha raiva nem meu ódio, mas a determinação de mudar esta sociedade”.

    Dominique afirmou ter crescido em um ambiente familiar nocivo, com um pai “autoritário e tirânico”. Segundo sua advogada, ele sofreu uma série de traumas na infância antes de “cair na perversidade”. A defesa sustenta que o réu teria dupla personalidade.

    Ele recrutou cerca de 50 homens, principalmente por meio de fóruns online. Em depoimento, afirmou que deixava claro aos desconhecidos que a esposa não estava consciente e que eles não deveriam tentar acordá-la.

    Alguns dos réus contestaram essa versão e disseram ter sido enganados. Segundo eles, Dominique afirmou que Gisèle apenas estaria dormindo e consentia com as atitudes do então marido.
     
     

    Governo da França reconhece falha que poderia ter evitado abuso de Gisèle Pelicot

  • Não sou obrigado a pensar apenas na paz, diz Trump a premiê da Noruega

    Não sou obrigado a pensar apenas na paz, diz Trump a premiê da Noruega

    Na mensagem a Store, Trump questionou a posse da Groenlândia pela Dinamarca e afirmou que a Otan, aliança militar ocidental liderada por Washington e fundamental para a estratégia de política externa americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial, deveria fazer mais pelos EUA

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump vinculou o fato de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz -vencido neste ano pela venezuelana María Corina Machado- à tentativa de anexar a Groenlândia, em mensagem ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store.

    “Considerando que seu país decidiu não me dar o Prêmio Nobel da Paz… Eu não me sinto mais na obrigação de pensar apenas na Paz, embora ela sempre será predominante, mas posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América”, escreveu Trump, que adicionou: “O Mundo não está seguro a não ser que tenhamos Controle Total e Completo da Groenlândia”.

    Store confirmou, na manhã desta segunda, a mensagem, relatada primeiramente pela rede PBS News. Ele afirmou que recebeu o texto de Trump após enviar mensagem ao presidente americano protestando contra o anúncio de que Washington imporiam tarifas na Noruega e outros países europeus por enviarem tropas à Groenlândia.

    O comitê responsável pela premiação é norueguês e, segundo Oslo, independente. Autoridades militares da Noruega afirmaram que o país vive seu pior cenário de segurança desde a Segunda Guerra Mundial e anunciaram que proprietários de imóveis e embarcações podem ter seus bens requisitados, caso o país entre em guerra.

    Na mensagem a Store, Trump questionou a posse da Groenlândia pela Dinamarca e afirmou que a Otan, aliança militar ocidental liderada por Washington e fundamental para a estratégia de política externa americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial, deveria fazer mais pelos EUA.

    “A Dinamarca não pode proteger aquela terra da Rússia e da China, e em todo caso, por que eles têm o ‘direito de posse? Não há documentos escritos, é só que um barco aportou lá há séculos, mas nós também tivemos barcos lá”, escreveu Trump.

    “Eu fiz mais pela Otan do que qualquer outra pessoa desde sua fundação, e agora, a Otan deveria fazer algo pelos Estados Unidos”, afirmou o presidente americano.

    A mensagem é mais um passo da escalada, até o momento retórica, de Trump contra os principais aliados dos EUA.

    Após um período em que a Europa tentou aplacar o ímpeto agressivo do americano, que em seu primeiro ano de mandato aplicou tarifas comerciais tanto a rivais quanto a aliados, líderes do continente agora se deparam com ameaças existenciais com o potencial de dinamitar a aliança que balizou a história política e militar do Ocidente depois da Segunda Guerra Mundial.

    Neste domingo (18), europeus saíram em defesa da Groenlândia ao anunciar envio de tropas ao território dinamarquês em declaração assinada por oito países: além da própria Dinamarca, subscrevem o documento Finlândia, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido.

    “Como membros da Otan, estamos comprometidos em fortalecer a segurança no Ártico como um interesse transatlântico compartilhado”, diz a declaração. “Ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e correm o risco de provocar uma perigosa espiral descendente”, afirma ainda o texto, em referência à nova ameaça de Trump de impor tarifas a aliados que se opõem à proposta de anexação da Groenlândia pelos EUA.

    Mais cedo nesta segunda, Trump havia afirmado em mensagem nas redes sociais que a Dinamarca não foi capaz de “afastar a ameaça russa da Groenlândia”. A declaração foi publicada em sua rede Truth Social. No post, o líder cita a Otan e afirma que “agora é a hora” para uma ação ser feita.

    “A Otan tem dito à Dinamarca, por 20 anos, que ‘vocês precisam afastar a ameaça russa da Groenlândia.’ Infelizmente, a Dinamarca não conseguiu fazer nada a respeito. Agora é hora, e isso será feito!!!”, afirmou na publicação.

    Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado, Trump reiterou em várias ocasiões sua ambição de tomar o controle da Groenlândia, hoje território autônomo dinamarquês. Ele disse que conseguiria isto “de uma maneira ou de outra” para fazer contraposição à Rússia e à China no Ártico.

    O presidente americano afirma que a ilha é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e aos grandes depósitos minerais. Ela seria também essencial para um sistema antiaéreo que Trump quer construir e chama de Domo de Ouro.

    Não sou obrigado a pensar apenas na paz, diz Trump a premiê da Noruega

  • Colisão entre trens: "celulares ao lado dos corpos não paravam de tocar"

    Colisão entre trens: "celulares ao lado dos corpos não paravam de tocar"

    Colisão envolvendo composições da Renfe e da Iryo ocorreu na região de Córdoba, na Andaluzia, mobilizou equipes de resgate durante a madrugada e levou à suspensão do tráfego ferroviário em diversas rotas do sul do país.

    A colisão entre dois trens, neste domingo, na Andaluzia, na Espanha, concentra as atenções do país nos trabalhos de resgate e salvamento.

    Até o momento, foram confirmadas 39 mortes e dezenas de feridos no descarrilamento de dois trens de alta velocidade. Familiares aguardam por informações e têm recorrido às redes sociais para pedir ajuda. Segundo os bombeiros, os celulares encontrados junto às vítimas, inclusive aos corpos, não paravam de tocar, evidenciando o desespero de parentes em busca de notícias.

    “Quando chegamos, havia um grande caos”, relatou uma fonte dos Bombeiros de Córdoba ao ABC, descrevendo corpos espalhados, pessoas desorientadas gritando e muita confusão. “Os telefones não paravam de tocar junto aos corpos dos mortos”, acrescentou.

    As equipes de resgate trabalham para retirar pessoas presas entre os destroços de ferro. De acordo com a imprensa espanhola, foram montados vários pontos de atuação ao longo de cerca de um quilômetro. Familiares dos passageiros continuam a usar as redes sociais para localizar parentes, com a divulgação de fotos e informações de pessoas que viajavam nos trens Alvia e Iryo.

    Balanço das vítimas

    Estão confirmadas 39 mortes e 75 feridos, dos quais 15 em estado grave. Cerca de 48 pessoas seguem hospitalizadas, incluindo 11 adultos e duas crianças em unidades de terapia intensiva.

    Segundo o jornal El País, entre os mortos está o maquinista do trem Alvia, de 27 anos. O chefe dos Bombeiros de Córdoba afirmou que havia vítimas presas com cortes, contusões e fraturas expostas, e que a destruição dos vagões dificultou o acesso aos feridos.

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que, até o momento, não há registro de vítimas portuguesas no acidente.

    Investigação

    As causas do acidente ainda são desconhecidas. Uma comissão especializada já foi criada para apurar o ocorrido. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, classificou o caso como “extremamente estranho”, por ter ocorrido em um trecho reto da linha férrea. Segundo ele, o trem que descarrilou é praticamente novo, com menos de quatro anos de uso, e a ferrovia havia passado por renovação.

    Puente informou que foram investidos 700 mil euros na modernização da via e que as melhorias no local foram concluídas em maio do ano passado. A inspeção do trem italiano Iryo, fabricado em 2022, havia sido realizada em 15 de janeiro.

    Colisão entre trens: "celulares ao lado dos corpos não paravam de tocar"

  • Trump convida Putin para conselho internacional de paz para Gaza

    Trump convida Putin para conselho internacional de paz para Gaza

    Convite do presidente dos Estados Unidos ao líder russo integra a segunda fase do plano de cessar-fogo entre Israel e Hamas e prevê a criação de um Conselho Executivo internacional, presidido por Trump, com participação de cerca de 60 países.

    O Kremlin informou nesta segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para integrar o Conselho Executivo para a Paz em Gaza, iniciativa que faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel.

    Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Putin recebeu a proposta por canais diplomáticos e o governo russo ainda analisa os termos do convite. “De fato, o presidente Putin recebeu uma oferta para participar desse Conselho de Paz. No momento, estamos avaliando todos os detalhes da proposta”, disse Peskov à agência estatal russa Tass. Ele acrescentou que Moscou espera retomar contatos com Washington para esclarecer os pontos da iniciativa.

    De acordo com documentos obtidos pela agência Reuters, o Conselho para a Paz em Gaza teria Trump como presidente vitalício e começaria com foco exclusivo no conflito na Faixa de Gaza. Em uma etapa posterior, o órgão poderia ser ampliado para tratar de outros conflitos internacionais.

    A minuta do estatuto prevê que os países-membros tenham mandatos de três anos, com a possibilidade de adesão permanente mediante o pagamento de US$ 1 bilhão para financiar as atividades do conselho. Ao todo, cerca de 60 países teriam sido convidados a integrar a iniciativa.

    Entre os primeiros nomes divulgados estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial norte-americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o empresário Jared Kushner, genro de Trump, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. Argentina, Turquia, Paraguai, Canadá e Egito confirmaram no fim de semana que receberam o convite. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, indicou, por meio de fonte próxima ouvida pela AFP, que pretende aceitar a participação. Também foram convidados os primeiros-ministros do Paquistão, Shehbaz Sharif, e da Índia, Narendra Modi.

    O anúncio da composição do Conselho Executivo ocorreu após a Casa Branca divulgar a segunda fase do plano de paz proposto por Trump para Gaza. Essa etapa prevê a formação de um governo tecnocrático no território palestino e o desarmamento do Hamas. A nova fase entrou em vigor na última quarta-feira, 14 de janeiro, conforme anunciou Steve Witkoff nas redes sociais, ao afirmar que o plano avançaria do cessar-fogo para a desmilitarização, a criação de uma administração tecnocrática e a reconstrução da Faixa de Gaza.

    Trump convida Putin para conselho internacional de paz para Gaza

  • Exército israelense lança ampla operação na Cisjordânia

    Exército israelense lança ampla operação na Cisjordânia

    As Forças de Defesa de Israel afirmam que a ofensiva na Cisjordânia tem como objetivo desmantelar infraestruturas consideradas terroristas, combater a posse ilegal de armas e reforçar a segurança, em meio à escalada de violência desde o início da guerra em Gaza.

    O Exército de Israel iniciou nesta segunda-feira (19) uma ampla operação militar na cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada. Segundo as Forças de Defesa de Israel, a ação deve se estender por vários dias.

    Em comunicado, os militares informaram que a ofensiva tem como objetivo “desmantelar infraestruturas terroristas, erradicar a posse ilegal de armas e reforçar a segurança na região”. O Exército também alertou para um aumento significativo da presença de tropas israelenses na área durante o período da operação, sem divulgar detalhes adicionais.

    Até o momento, as autoridades palestinas não se pronunciaram sobre as novas incursões militares em Hebron.

    Desde 7 de outubro de 2023, quando teve início a guerra na Faixa de Gaza entre Israel e o grupo palestino Hamas, operações do Exército israelense e ataques de colonos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental resultaram na morte de quase 1.050 palestinos. O número representa um dos períodos mais violentos já registrados nesses territórios, com recordes de vítimas nos primeiros nove meses após o início do conflito.

    Exército israelense lança ampla operação na Cisjordânia

  • Veja as imagens do trágico acidente entre dois trens na Espanha

    Veja as imagens do trágico acidente entre dois trens na Espanha

    Colisão envolvendo composições da Renfe e da Iryo ocorreu na região de Córdoba, na Andaluzia, mobilizou equipes de resgate durante a madrugada e levou à suspensão do tráfego ferroviário em diversas rotas do sul do país.

    Dois trens de alta velocidade colidiram no fim da tarde de domingo no município de Adamuz, na província de Córdoba, no sul da Espanha. O acidente deixou ao menos 39 mortos e dezenas de feridos. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que visitará o local nesta segunda-feira.

    A colisão ocorreu por volta das 19h45 no horário local, quando vagões de um trem da empresa privada Iryo, que seguia de Málaga para Madri, descarrilaram e invadiram a via paralela. No mesmo momento, um trem da estatal Renfe, que fazia o trajeto entre Madri e Huelva, passava em sentido contrário.

    As causas do acidente ainda são desconhecidas. Uma comissão técnica especializada foi designada para conduzir a investigação. O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, classificou o episódio como “tremendamente estranho”, ao destacar que a colisão ocorreu em um trecho reto da linha férrea, recentemente modernizada. Segundo ele, a via havia passado por obras concluídas em maio do ano passado e o trem que descarrilou tinha menos de quatro anos de uso.

    Relatos de passageiros descrevem momentos de pânico. Em entrevista ao jornal El País, María San José, de 33 anos, que viajava de Málaga para Madri, contou ter sentido fortes solavancos antes da parada brusca. “As malas começaram a cair. Quando saímos, vimos vagões retorcidos e outros dois tombados”, relatou.

    Outro passageiro, Santiago, de 44 anos, afirmou que o trem balançou intensamente antes de parar. Ele disse que os serviços de emergência levaram cerca de uma hora para chegar. “Vi uma pessoa morta e tentamos ajudar os feridos, mas a primeira carruagem estava completamente destruída”, contou.

    María Vidal, de 32 anos, que estava no trem da Iryo, descreveu a sensação como a de um terremoto. “Tudo tremeu, houve uma freada brusca e as luzes se apagaram. Ficamos cerca de 40 minutos dentro do vagão e vi pessoas em estado muito grave”, disse.

    A tragédia gerou manifestações de pesar de líderes internacionais. O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o acidente como uma tragédia e ofereceu apoio à Espanha. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também expressou solidariedade às famílias das vítimas e ao povo espanhol.

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