Categoria: MUNDO

  • Planos de paz: Trump quer conceder territórios ocupados à Rússia

    Planos de paz: Trump quer conceder territórios ocupados à Rússia

    Putin já havia informado que a ocupação de territórios era uma das condições para aceitar o plano de paz; Trump parece estar disposto a conceder-lhe estes áreas para pôr fim ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia

    Nesta sexta-feira (28), o jornal The Telegraph revelou que Donald Trump está disposto a reconhecer os territórios ucranianos ocupados como sendo parte da Rússia. A posição do norte-americano pretende acelerar um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia.

    Segundo a publicação britânica, o presidente dos Estados Unidos da América enviou o seu enviado especial Steve Witkoff e o seu genro Jared Kushner à Rússia para apresentarem esta proposta pessoalmente a Vladimir Putin.

    Em discussão está o reconhecimento de regiões como a Crimeira, Lugansk ou Donetsk como sendo territórios russos.

    Vale lembrar que nesta quinta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou  que Moscou cessará as hostilidades com a Ucrânia caso Kyiv retire as suas forças dos territórios que a Rússia supostamente teria anexado.

    “Se as tropas ucranianas abandonarem os territórios ocupados, cessaremos as hostilidades. Se não saírem, iremos expulsá-las pela força militar”, declarou em uma coletiva de imprensa em Bishkek, capital do Quirguistão, onde realizava uma visita de Estado.

    O líder russo não especificou se era referente apenas às regiões de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, consideradas alvos prioritários pelo Kremlin, ou também às de Kherson e Zaporijjia, no sul.

    Em setembro de 2022, a Rússia reivindicou a anexação destes quatro territórios, que não controla totalmente.

    Entretanto, a Ucrânia e os Estados Unidos têm-se esforçado ao longo das últimas semanas em um plano de paz e nas garantias de segurança para Kyiv.

    Uma proposta de Washington divulgada na semana passada, que incluía as principais exigências de Moscou, foi inicialmente bem acolhida pelo Kremlin, mas sofreu entretanto alterações no seguimento de negociações entre norte-americanos, ucranianos e europeus.

    Em 23 de novembro decorreu em Genebra uma reunião entre as autoridades ucranianas, norte-americanas e europeias, onde as partes discutiram uma proposta de plano de paz apresentada por Washington com o objetivo de pôr fim à guerra na Ucrânia.

    Após as negociações em Genebra, a Ucrânia e os Estados Unidos concordaram em continuar trabalhando em propostas conjuntas para um acordo de paz, destacou a Ukrinform.

    O enviado norte-americano, Steve Witkoff, é esperado em Moscovo na próxima semana para discutir o plano com responsáveis russos.

    Planos de paz: Trump quer conceder territórios ocupados à Rússia

  • Balões gigantes e multidões: o desfile de Ação de Graças em Nova York

    Balões gigantes e multidões: o desfile de Ação de Graças em Nova York

    A tradicional parada de Ação de Graças abriu a temporada de festas nos Estados Unidos com personagens famosos, artistas renomados e milhares de pessoas acompanhando o trajeto pelas ruas de Manhattan, dando início ao clima natalino na cidade.

    O tradicional desfile do Dia de Ação de Graças da rede Macy’s abriu oficialmente a temporada de festas de 2025 nos Estados Unidos. Muito conhecido pelos brasileiros que acompanham a cultura americana, o evento é um dos maiores símbolos do feriado e marca a chegada do Papai Noel em Nova York. A tradição existe desde 1924 e reúne milhares de pessoas nas ruas de Manhattan e milhões diante da televisão.

    Nesta edição, o desfile trouxe 32 balões gigantes, três superbalões, 27 personagens infláveis, 33 grupos de palhaços, 11 bandas marciais e diversos carros alegóricos. Entre os destaques estavam personagens populares do público jovem, como Labubus e figuras do sucesso de K-pop Demon Hunters, além de clássicos que fazem parte do imaginário coletivo, como Bob Esponja e Homem-Aranha.

    O desfile, que durou três horas e meia, também contou com apresentações musicais de grandes nomes. Subiram ao palco móvel artistas como Cynthia Erivo, estrela do musical “Wicked”, o rapper Busta Rhymes, a cantora country Lainey Wilson, Conan Gray e Taylor Momsen, entre outros convidados.

    Para muitas famílias americanas, o Dia de Ação de Graças só começa depois de acompanhar o desfile da Macy’s, seja pela TV, direto do sofá, seja ao vivo, ao longo das ruas de Nova York. O percurso inicia no Upper West Side e segue por aproximadamente quatro quilômetros até chegar à famosa loja da Macy’s na Herald Square, na West 34th Street, onde Papai Noel encerra a celebração e abre oficialmente a temporada natalina.

    Balões gigantes e multidões: o desfile de Ação de Graças em Nova York

  • Trump promete barrar entrada de imigrantes de 'países de terceiro mundo'

    Trump promete barrar entrada de imigrantes de 'países de terceiro mundo'

    Donald Trump anunciou que pretende “pausar permanentemente” a entrada de imigrantes de países que chama de “terceiro mundo”, retirar benefícios de não cidadãos e revisar Green Cards de 19 nações. Criticou Biden, defendeu “migração reversa” e associou imigração a criminalidade e pressão sobre serviços públicos.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender medidas rígidas contra a imigração e fez novos anúncios polêmicos na madrugada desta sexta-feira (28). Em uma série de publicações nas redes sociais, o republicano afirmou que pretende “pausar permanentemente” a entrada de imigrantes vindos de países que ele descreve como “terceiro mundo”, sem indicar quais nações seriam afetadas.

    “Vou pausar permanentemente a imigração de todos os países do terceiro mundo para permitir que o sistema dos EUA se recupere totalmente”, escreveu Trump. Ele ainda declarou que planeja retirar benefícios e subsídios concedidos a não cidadãos que já vivem no país. Segundo o presidente, sua intenção é “desnaturalizar imigrantes que minam a tranquilidade doméstica e deportar qualquer estrangeiro que seja um encargo público, risco à segurança ou incompatível com a Civilização Ocidental”.

    As declarações vieram acompanhadas de críticas ao governo Biden. Trump afirmou que milhões de imigrantes teriam sido admitidos ilegalmente durante a gestão anterior e prometeu reverter todas essas autorizações, incluindo aquelas que, segundo ele, teriam sido aprovadas por meio de “Autopen”.

    O republicano também voltou a defender o que chama de “migração reversa”, que, de acordo com ele, seria a única forma de resolver o que descreve como problemas sociais relacionados à chegada de estrangeiros. Nas mensagens, Trump ampliou os ataques a comunidades específicas de imigrantes, além de criticar governadores, prefeitos e parlamentares democratas, associando imigração a criminalidade, pressão sobre serviços públicos e deterioração urbana.

    Na quinta-feira (27), Trump já havia pedido a revisão dos Green Cards concedidos a cidadãos de 19 países: Afeganistão, Chade, Congo, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Irã, Iêmen, Líbia, Mianmar, Somália, Sudão, Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela. O Green Card é o documento que garante residência permanente nos Estados Unidos, permitindo trabalhar, viver no país e futuramente solicitar cidadania.

    As novas declarações de Trump surgem após a morte de uma integrante da Guarda Nacional, ferida em um ataque ocorrido perto da Casa Branca na quarta-feira (26). Dois soldados foram baleados na ocasião, e um deles permanece em estado grave.
     
     

     

    Trump promete barrar entrada de imigrantes de 'países de terceiro mundo'

  • Incêndio em Hong Kong deixa 94 mortos e expõe falhas estruturais no país

    Incêndio em Hong Kong deixa 94 mortos e expõe falhas estruturais no país

    As autoridades concluíram o combate às chamas no complexo residencial, no pior incêndio em décadas. O desastre gerou comoção, levou a prisões, abriu investigação por corrupção e levantou dúvidas sobre práticas de construção e segurança urbana.

    Os bombeiros de Hong Kong concluíram nesta sexta-feira (28) as operações de combate ao incêndio que deixou pelo menos 94 mortos em um complexo residencial, o pior desastre do tipo na cidade em décadas, informou o governo local. Segundo um porta-voz, as chamas estavam “amplamente extintas” às 10h18 no horário local e o trabalho de contenção havia sido finalizado. No horário de Brasília, isso corresponde às 23h18 da noite anterior.

    As autoridades elevaram o número de vítimas para 94 na noite de quinta-feira, incluindo um bombeiro. Ainda há pessoas desaparecidas. O incêndio, o mais grave desde 1948, provocou grande comoção na região administrativa especial chinesa e expôs vulnerabilidades ligadas à alta densidade populacional. A tragédia também motivou uma revisão das práticas de construção e o início de uma investigação sobre possível corrupção.

    Moradores do conjunto habitacional, que possui quase duas mil unidades e foi inaugurado em 1983 no distrito de Tai Po, no norte de Hong Kong, disseram à AFP que não ouviram alarmes e que precisaram bater nas portas dos vizinhos para alertá-los. “O fogo se espalhou muito rápido”, contou um morador identificado como Suen. “Tocávamos a campainha e batíamos nas portas mandando o pessoal correr. Foi assim que aconteceu.”

    A polícia prendeu três homens suspeitos de “negligência grosseira” depois que materiais inflamáveis deixados para trás durante obras foram encontrados no local. O vento forte teria facilitado a propagação das chamas. A participação exata dos detidos no início do incêndio ainda está sendo investigada.

    O chefe do Executivo, John Lee Ka-chiu, anunciou que todos os grandes projetos de renovação urbana da cidade serão inspecionados. Já o secretário-chefe do governo, Eric Chan, afirmou ser essencial acelerar a substituição completa dos tradicionais andaimes de bambu por estruturas metálicas, ainda muito comuns em Hong Kong.

    O incêndio também levanta dúvidas sobre a concessão e a execução de contratos de construção. A Comissão Independente de Combate à Corrupção informou que, diante da indignação pública, foi criada uma força-tarefa para investigar possíveis atos de corrupção no projeto de reforma do Wang Fuk Court, em Tai Po.

    A Hong Kong Horse Racing Corporation, instituição centenária, anunciou que as corridas de domingo em Sha Tin serão realizadas sem público e que os jóqueis usarão braçadeiras pretas em sinal de luto.

    Com 7,5 milhões de habitantes e uma média de mais de 7.100 pessoas por quilômetro quadrado, Hong Kong está entre as regiões mais densamente povoadas do mundo. Nas áreas mais urbanizadas, essa densidade pode triplicar. Por causa da limitação territorial, a cidade concentra dezenas de torres residenciais, algumas com mais de 50 andares.

    Incêndio em Hong Kong deixa 94 mortos e expõe falhas estruturais no país

  • Trump anuncia intervenção militar na Venezuela. Maduro pede "prontidão"

    Trump anuncia intervenção militar na Venezuela. Maduro pede "prontidão"

    Em meio ao aumento das tensões entre Washington e Caracas, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos agirão “muito em breve” por terra contra narcotraficantes venezuelanos, enquanto Nicolás Maduro ordenou prontidão total da força aérea para defender o território.

    Washington advertiu que agirá “muito em breve” em terra contra “narcotraficantes da Venezuela”, e Caracas apelou ao estado de prontidão da força aérea venezuelana para defender o território, numa escalada de tensão entre os dois países.

    “Provavelmente já se aperceberam que as pessoas já não querem entregar [droga] por mar, e nós vamos começar a impedi-las por terra. Além disso, por terra é mais fácil, e isso vai começar muito em breve. Avisámo-los para pararem de enviar veneno para o nosso país”, disse Donald Trump na quinta-feira, num telefonema com militares por ocasião do Dia de Ação de Graças.

    O líder republicano, que não detalhou em que consistiriam as ações terrestres, destacou os ataques no mar do Caribe e no Pacífico, onde as forças norte-americanas mataram mais de 80 pessoas ao destruírem mais de 20 embarcações alegadamente ligadas ao narcotráfico, maioritariamente da Venezuela, desde 1.º de setembro.

    As ações foram levadas a cabo por um destacamento militar naval e terrestre na região, que inclui o maior navio militar do mundo, o porta-aviões Gerald R. Ford, com quatro mil soldados e 75 caças a bordo, que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, interpreta como uma tentativa de afastá-lo do poder.

    O líder chavista pediu aos elementos da força aérea que estejam em “alerta, prontos e dispostos” a defender os direitos da Venezuela.

    “Peço a vocês que estejam sempre imperturbáveis na serenidade, alerta, prontos e dispostos a defender os nossos direitos como nação, como pátria livre e soberana, e sei que nunca falharão à Venezuela, sei que a Venezuela conta com vocês”, disse Maduro na quinta-feira.

    O presidente venezuelano fez as declarações remotamente durante um evento liderado pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e por altos comandantes militares na base aérea de Maracay, capital do estado de Aragua, para assinalar o 105.º aniversário da criação da força aérea venezuelana.

    Na ocasião, as tropas realizaram um exercício de simulação da interceptação de um avião e de tropas invasoras.

    Sem especificar, Padrino López criticou governos que “se prestam ao jogo imperialista para militarizar o Caribe” e apelou para que deixem de agir contra os sentimentos de seus povos.

    O ministro da Defesa fez a declaração no mesmo dia em que o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, visitou o USS Gerald R. Ford para agradecer às tropas por enfrentarem os cartéis da droga.

    Na quarta-feira, Hegseth esteve na República Dominicana, cujo governo autorizou os Estados Unidos a utilizarem “de forma provisória” dois aeroportos no âmbito da luta contra o tráfico de drogas na região.

    A região do Caribe foi palco, na segunda-feira, de demonstrações de bombardeiros B-52H, revelou a força aérea norte-americana na quarta-feira.

    No plano interno, e também devido às manobras militares na região, a Venezuela despertou na quinta-feira com a atividade aérea civil reduzida, com Caracas cumprindo a ameaça feita na noite de quarta-feira de revogar as licenças das companhias aéreas TAP, Iberia, Turkish Airlines, Avianca, Latam Colombia e Gol, que acusou de se “unirem aos atos terroristas” promovidos pelos EUA.

    O Aeroporto Internacional de Maiquetía, que serve Caracas, operou na quinta-feira com uma oferta limitada de viagens, com apenas sete partidas e sete chegadas previstas, no mesmo dia em que a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que engloba mais de 300 companhias aéreas de todo o mundo, instou as autoridades venezuelanas a reconsiderar a revogação das concessões de voos.

    Durante a 19.ª edição da Comissão Intergovernamental de Alto Nível Rússia-Venezuela, realizada virtualmente, a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez acusou a Administração Trump de tentar isolar o país sul-americano e de pressionar outros governos a impedirem as companhias aéreas de voarem para Caracas.

    Neste contexto, apelou a um aumento dos voos entre a capital venezuelana e Moscou.

    A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) tinha apelado, na sexta-feira anterior, à “extrema cautela” das companhias aéreas no sobrevoo da Venezuela e do sul do Caribe, o que levou a uma cascata de cancelamentos de voos para o país sul-americano.

    Na quinta-feira, o governo português avisou a Venezuela que não cederia a ameaças, após a revogação da concessão de voo da TAP, que voa para o país há quase 50 anos, enquanto a companhia aérea espanhola Iberia disse esperar retomar os voos o mais rapidamente possível, assim que estejam reunidas todas as condições de segurança para os passageiros.
     
     

     

    Trump anuncia intervenção militar na Venezuela. Maduro pede "prontidão"

  • Mortes em Hong Kong vão a 83 após incêndio; bombeiros não sabem paradeiro de 50 pessoas

    Mortes em Hong Kong vão a 83 após incêndio; bombeiros não sabem paradeiro de 50 pessoas

    Incêndio atingiu os edifícios de Wang Fuk Court na quarta (26) e rapidamente se espalhou por várias torres do complexo residencial; equipes de resgate tentam chegar aos locais mais atingidos após controlar o fogo em todas as torres

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O número de mortes no incêndio que destruiu prédios residenciais no distrito de Tai Po, em Hong Kong, subiu para 83, segundo o Corpo de Bombeiros local. Ainda há 50 pessoas consideradas desaparecidas, e equipes de resgate tentam chegar aos locais mais atingidos após controlar o fogo em todas as torres.

    O número de desaparecidos se refere a pessoas que ligaram pedindo ajuda para as autoridades, mas que não tinham sido encontradas até a tarde desta quinta (27).

    O incêndio atingiu os edifícios de Wang Fuk Court na quarta (26) e rapidamente se espalhou por várias torres do complexo que passavam por renovação e tinham andaimes de bambu em seu entorno. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo foi apagado em 4 torres e controlado em outras 3.

    As autoridades falam ainda em 76 feridos, entre os quais estão 11 bombeiros. Ainda não há informações sobre as causas do incêndio, e uma força-tarefa foi designada para investigar a ocorrência.

    O governo de Hong Kong anunciou a criação de um fundo de auxílio às vítimas que já reúne US$ 38 milhões em doações de entidades e empresas. Na manhã desta sexta no horário local (ainda quinta em Brasília), voluntários estavam rejeitando doações de roupas e mantimentos para as vítimas resgatadas, dado o volume de material doado.

    Na quinta, o Corpo de Bombeiros disse ter recebido relatos de que um incêndio havia começado em Wang Fuk Court, complexo habitacional composto por oito blocos e quase 2.000 unidades residenciais próximo à divisa do território autônomo chinês com o restante da China. O complexo faz parte de um programa de subsídios para casa própria do governo local e foi inaugurado em 1983.

    A polícia informou que, além de os prédios estarem cobertos com telas de proteção e plástico que não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio, as janelas de uma construção não afetada estavam seladas com um material de espuma instalado por uma construtora que fazia trabalhos de manutenção.

    “Temos motivos para acreditar que os responsáveis da empresa foram extremamente negligentes, o que levou a este acidente e fez com que o fogo se alastrasse de forma descontrolada, resultando em um grande número de vítimas”, disse Eileen Chung, superintendente da polícia de Hong Kong. Três pessoas que trabalhavam na construtora foram detidas sob suspeita de homicídio culposo.

    Citando questões de segurança, o governo anunciou em março deste ano o início de uma eliminação gradual do bambu em andaimes. Hong Kong é um dos últimos lugares do mundo que ainda usa o material para esse tipo de estrutura na construção civil.

    Embora o risco de chamas não tenha sido citado como motivo para a medida, houve pelo menos três incêndios envolvendo andaimes de bambu este ano, segundo a Associação para os Direitos das Vítimas de Acidentes de Trabalho em Hong Kong.

    O incêndio iniciado na quarta é o mais mortal na cidade desde novembro de 1996, quando chamas causadas por uma soldagem durante reformas internas em um prédio comercial no distrito de Kowloon mataram 41 pessoas. Na época, uma investigação resultou em amplas atualizações nos padrões de construção e nas normas de segurança contra incêndio em prédios comerciais, lojas e residências.

    O líder chinês, Xi Jinping, pediu um “esforço total” para extinguir o incêndio e minimizar vítimas e prejuízos, informou a emissora estatal CCTV.

    Mortes em Hong Kong vão a 83 após incêndio; bombeiros não sabem paradeiro de 50 pessoas

  • Governo Trump intensifica campanha anti-imigração após ataque em Washington

    Governo Trump intensifica campanha anti-imigração após ataque em Washington

    Imigrante afegão ligado à CIA é suspeito de atirar contra soldados da Guarda Nacional; presidente fala em terrorismo; Trump culpa Joe Biden por entradas irregulares e vai reavaliar green cards e documentos de estrangeiros no país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos reexaminarão “todos os green cards de todos os estrangeiros de todos os países” que o governo Trump considera preocupantes, depois que dois soldados da Guarda Nacional foram baleados e gravemente feridos por um imigrante afegão em Washington.

    O diretor dos serviços de imigração e cidadania dos EUA, Joseph Edlow, afirmou nesta quinta-feira (27) que, “sob direção do presidente”, ordenou um reexame completo das documentações já existentes. O órgão havia anunciado, na noite de quarta (26), a suspensão do processamento de todos os pedidos de imigração relacionados a cidadãos do Afeganistão.

    O presidente Donald Trump classificou o tiroteio perto da Casa Branca de “um ato de terrorismo” e afirmou que o suspeito Rahmanullah Lakanwal, que trabalhou com a CIA no Afeganistão, veio do país do Oriente Médio para os EUA em 2021. As medidas anunciadas vem após o pedido do presidente para que o governo reexamine os casos de afegãos que entraram no país durante o mandato do democrata Joe Biden.

    “Devemos tomar todas as medidas necessárias para garantir a expulsão de qualquer estrangeiro de qualquer país que não pertença aqui ou que não traga benefícios para o nosso país. Se eles não conseguem amar o nosso país, não os queremos”, disse Trump.

    No anúncio desta quinta, Edlow ainda reiterou a fala do presidente ao afirmar que “o povo americano não arcará com o custo das políticas de reassentamento imprudentes do governo anterior”. Segundo ele, “a segurança dos americanos é inegociável”. Em paralelo às decisões sobre imigração, a secretária de Justiça americana, Pam Bondi, afirmou que buscará a pena de morte para o suspeito.

    A promotora da capital americana, Jeanine Pirro, informou que o afegão de 29 anos morava no estado de Washington, no extremo oposto da capital do país, e que chegou de carro ao local do tiroteio.

    Ele enfrenta acusações de agressão com intenção de matar. Se algum dos dois militares feridos morrer, o suspeito será acusado também de homicídio doloso, disse Pirro. “Ele escolheu o alvo errado, a cidade errada e o país errado”, acrescentou a promotora.

    Junto de Pirro, o diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que o governo Biden não realizou verificações adequadas dos antecedentes ou investigações sobre Lakanwal antes de permitir sua entrada nos EUA em 2021. Nenhum dos dois apresentou provas para sustentar a afirmação.

    Patel disse que Lakanwal foi indevidamente autorizado a entrar nos EUA porque “o governo anterior tomou a decisão de permitir a entrada de milhares de pessoas neste país sem fazer uma única verificação de antecedentes ou investigação”. O afegão colaborou com as forças do governo americano, inclusive a CIA, durante a guerra em seu país.

    O programa Operation Allies Welcome (operação aliados bem-vindos), que permitiu a entrada de mais de 70 mil cidadãos afegãos nos EUA, de acordo com um relatório do Congresso, foi elaborado com procedimentos de verificação, incluindo por agências de contraterrorismo e inteligência americanas. Mas a natureza em grande escala e apressada das evacuações levou críticos a dizer que as verificações foram ineficientes.

    Mesmo que Trump e integrantes de seu governo culpem Biden pelas supostas falhas de triagem, o suspeito recebeu asilo no país este ano, já sob o governo do republicano, segundo um documento obtido pela agência de notícias Reuters.

    No programa do qual Lakanwal fez parte, os afegãos evacuados para os EUA receberam uma “liberdade condicional” de dois anos que lhes permitiu viver e trabalhar legalmente e, posteriormente, solicitar um estatuto permanente.

    O documento analisado pela Reuters demonstra que o suspeito solicitou asilo em dezembro de 2024 e foi aprovado em 23 de abril deste ano, três meses após Trump assumir o cargo. Ele não tinha antecedentes criminais conhecidos, segundo um funcionário do governo ouvido pela agência.

    “Este animal nunca teria estado aqui se não fosse pelas políticas perigosas de Joe Biden, que permitiram que inúmeros criminosos não investigados invadissem nosso país e prejudicassem o povo americano”, disse Abigail Jackson, porta-voz da Casa Branca.

    O diretor da CIA, John Ratcliffe, confirmou em um comunicado que Lakanwal trabalhou com unidades locais apoiadas pela agência de espionagem no Afeganistão. “O governo Biden justificou trazer o suposto atirador para os EUA em setembro de 2021 devido ao seu trabalho anterior com o governo dos EUA, incluindo a CIA, como membro de uma força parceira em Kandahar [no sul do país], que terminou logo após a evacuação caótica”, disse Ratcliffe, em referência à retirada das tropas americanas do país do Oriente Médio. “Este indivíduo -e tantos outros- nunca deveriam ter sido autorizados a vir para cá”, acrescentou.

    Embora Lakanwal estivesse no país legalmente, Trump tem usado o incidente como mais uma peça em sua narrativa anti-imigração. O presidente fez da repressão aos imigrantes em situação ilegal uma peça central de seu mandato. O caso de Lakanwal, segundo analistas, pode lhe dar uma abertura para ampliar o debate além da legalidade e rejeitar a entrada de mais pessoas.

    Governo Trump intensifica campanha anti-imigração após ataque em Washington

  • Ex-presidente do Peru é condenado a mais de 11 anos de prisão por tentativa de autogolpe

    Ex-presidente do Peru é condenado a mais de 11 anos de prisão por tentativa de autogolpe

    Vindo do movimento sindical de esquerda, ex-líder do país vizinho tentou fechar Congresso em 2022; crise política do Peru faz com que nenhum presidente tenha cumprido todo o mandato em quase uma década

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – A Justiça do Peru condenou nesta quinta-feira (27) a 11 anos e cinco meses de prisão o ex-presidente Pedro Castillo pelo crime de conspiração após uma tentativa fracassada de autogolpe em 2022. Ele foi absolvido do crime de abuso de autoridade.

    A decisão foi tomada pela Câmara Criminal Especial da Suprema Corte, presidida pelo juiz José Neyra Flores e composta pelos magistrados Iván Guerrero López e Norma Carbajal Chávez. A audiência começou alguns minutos depois das 11h (no horário de Brasília).

    No dia 7 de dezembro de 2022, Castillo antecipou-se a uma sessão em que o Congresso analisaria um terceiro processo de destituição dele e leu uma mensagem ao país anunciando a dissolução do Legislativo e a convocação de uma Assembleia Constituinte.

    Após sua manobra fracassada, ele foi afastado e levado para o presídio de Barbadillo, um pequeno centro de detenção para presidentes dentro da sede da Diretoria de Operações Especiais da Polícia, ao leste de Lima.

    A Constituição do Peru permite que o presidente dissolva o Congresso sob certas condições. Este mecanismo foi discutido após Castillo tentar fechar o Parlamento e instaurar um estado de exceção antes da análise de uma moção de vacância.

    Castillo exacerbou a instabilidade política que já afetava o país, já que desde a saída de Ollanta Humala, em 2016, vários presidentes enfrentaram crises e destituições.

    Com sua queda, o Congresso destituiu Castillo e empossou Dina Boluarte, que também foi removida este ano. O Parlamento, então, escolheu o líder do Congresso, José Jeri, como o novo presidente do país menos de uma hora após votarem unanimemente pela remoção de Boluarte. Ele deve completar o atual mandato até as eleições de 2026.

    Antes do início da audiência, Castillo pediu à Câmara Criminal Especial que declarasse nulo e sem efeito o julgamento oral do golpe.

    A decisão encerra oito meses de audiências contra o ex-presidente e outros sete processados, incluindo a ex-primeira-ministra Betssy Chávez, asilada desde 3 de novembro na embaixada do México em Lima. Ela também foi condenada a mais de 11 anos de prisão.

    O tribunal também concluiu que a decretação de que o cargo de Castillo estava vago era legalmente válida, conforme estabelecido pelo Tribunal Constitucional.

    O Ministério Público pedia 34 anos de prisão para Castillo e 25 anos para Chávez.

    Castillo foi professor de escola rural e sindicalista e venceu, contra todas as expectativas, a eleição em 2021. Sua chegada ao governo gerou expectativa de reformas e de um projeto de distribuição de renda e inclusão social, mas ele fracassou, com acusações de corrupção em meio à sua tentativa frustrada de dissolver o Congresso para evitar uma destituição.

    Além dele, o Peru tem outros três ex-presidentes presos: Alejandro Toledo, Ollanta Humala e Martín Vizcarra.

    Na quarta-feira (26), a Justiça condenou Vizcarra a 14 anos de prisão por aceitar subornos quando era governador regional. O político governou o país sul-americano de 2018 a 2020, com um discurso anticorrupção.

    Ex-presidente do Peru é condenado a mais de 11 anos de prisão por tentativa de autogolpe

  • Nova polêmica no Miss Universo: vitória da mexicana foi comprada?

    Nova polêmica no Miss Universo: vitória da mexicana foi comprada?

    Fátima Bosh está novamente no centro das atenções das polêmicas envolvendo o concurso Miss Universo; candidata, que foi chamada de “burra” nos bastidores e que acabou levando o título, está sendo alvo de denúncias que dizem que a vitória foi comprada

    Há mais uma polêmica envolvendo a realização da Miss Universo. Desta vez, Fátima Bosch, a candidata do México e vencedora do concurso, volta a estar no centro de uma controvérsia.

    Depois de um jurado do programa ter desistido dias antes da realização da final do concurso, alegando que a vencedora já estaria escolhida, as redes sociais decidiram fazer a sua parte e surgiram com novas alegações, que apontam possíveis relações entre o responsável da Miss Universo Raúl Rocha Cantú e o pai da candidata mexicana,  Bernardo Bosch Hermández.

    Segundo o jornal La Reforma, Bernardo Bosch Hernández é, desde 2017, consultor do diretor-geral da Pemex Exploração e Produção (PEP) na Petróleos Mexicanos. A partir do cargo que ocupa atualmente “participa na definição de políticas e no acompanhamento de projetos estratégicos”.

    Esta empresa, por coincidência, faz negócios com a Soluciones Gasíferas del Sur, dirigida por Raúl Rocha Cantú.

    Assim, começam a  surgir alegações de que a vitória de Fátima poderia ter sido comprada e que estaria relacionada com estes negócios.

    Raúl Rocha já veio se defender dizendo que não tem “nada a ver” com a empresa do pai de Fátima, mas as informações não estão a seu favor. O homem, vale destacar, foi também acusado de fraude no concurso e indiciado por tráfico de drogas e armas, bem como contrabando de combustível, nos últimos dias.

    Polêmica… atrás de polêmica

    Fatima Bosch venceu  o concurso que elege a mulher mais bonita do universo na última sexta-feira. A sua vitória virou notícia pelo fato de que dias antes a candidata tinha se envolvido em um confronto com o organizador do evento na Tailândia.

    O homem mandou a concorrente se calar em uma reunião, momento em que ela tentou se defender e com o apoio das outras candidatas acabou abandonando uma das atividades do evento. A mulher estava sendo criticada por não participar nas atividades promocionais do país anfitrião.

    Todas as concorrentes, incluindo a vencedora do concurso do ano passado, levantaram-se e começaram a sair da sala. Já no exterior, a Miss Universo 2024, Victoria Theilvig, considerou que “isto é sobre os direitos das mulheres”, e que “criticar uma garota” desta forma “vai para lá do “desrespeitoso”.

    Após a polêmica, Nawat Itsaragrisil veio apresentar a sua versão dos fatos. Ele lembrou o seu trabalho intenso para garantir que todo o concurso decorresse com normalidade, o que inclui muito trabalho, e lamentou que às vezes as coisas não corram tão bem como o planeado.

    Apesar do pedido de desculpas, o mal já estava feito e o diretor geral do Miss Universo, Raul Rocha Cantú, acabou afastando o diretor da organização.

    As vencedoras

    A candidata do México acabou no entanto por arrecadar o ouro na final do Miss Universo, depois de ter sido chamada de “burra” pelo diretor do concurso. 

    Atrás de Fátima Bosch Fernández, de 25 anos, ficou a tailandesa Praveenar Singh, de 29 anos. Já a venezuelana Stephany Adriana Abasali Nasser, de 25 anos, ficou em terceiro lugar, enquanto a filipina Ahtisa Manalo, de 28 anos, alcançou a quarta posição. Fechando o top 5 ficou a representante da Costa do Marfim, Olivia Yacé, de 27 anos.

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  • Rússia vai parar ataques se Ucrânia sair de terras reivindicadas, diz Putin

    Rússia vai parar ataques se Ucrânia sair de terras reivindicadas, diz Putin

    Vladimir Putin afirmou que só cessará os bombardeios se a Ucrânia entregar territórios reivindicados pela Rússia. A proposta de paz foi rejeitada por Kiev e União Europeia, que consideram inaceitável ceder Donetsk e Luhansk. Trump pressiona Zelensky a aceitar, enquanto negociações seguem em clima de impasse.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Vladimir Putin, presidente da Rússia, afirmou nesta quinta-feira (27) que vai parar de bombardear a Ucrânia se o país deixar os territórios reivindicados pelo país.

    Putin disse que o esboço do plano de paz pode se tornar a base de futuros acordos para acabar com o conflito. Na última semana, autoridades dos Estados Unidos, Ucrânia e países da Europa vem se reunindo para discutir uma nova proposta para o fim da guerra.

    Enviado especial de Trump vai se encontrar com Putin em Moscou na próxima semana. A proposta elaborada no último fim de semana foi rejeitada por Putin, que insiste em querer anexar partes da Ucrânia ao território russo.

    Kiev e Europa são contra cessão de territórios. Trump pressiona Zelensy a aceitar o acordo e havia dado prazo até esta quinta-feira para o líder ucraniano responder sobre a proposta. Já a União Europeia, principal apoiadora da Ucrânia, afirma que se manterá ao lado do país até o fim do conflito. Zelensky e o bloco consideram “inaceitáveis” que ele cedesse os territórios de Donetsk e Luhansk.

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