Categoria: MUNDO

  • Trump expõe mensagens privadas de Macron e Rutte sobre a Groenlândia

    Trump expõe mensagens privadas de Macron e Rutte sobre a Groenlândia

    Presidente dos EUA divulgou trocas de mensagens com líderes europeus e da Otan, provocando reação em Paris e debate em Davos sobre soberania da Groenlândia, alinhamento diplomático, bastidores da política internacional e tentativas europeias de conter avanços do governo americano.

    Donald Trump divulgou em sua rede social, a Truth Social, duas mensagens privadas que teria recebido. A primeira foi enviada pelo presidente francês Emmanuel Macron, cuja autenticidade já foi confirmada pelo Palácio do Eliseu. A segunda teria como remetente Mark Rutte, secretário-geral da Otan.

    Na mensagem de Macron tornada pública pelo presidente dos Estados Unidos, é possível ler: “Meu amigo, estamos totalmente alinhados sobre a Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia”.

    O presidente francês também propôs “organizar uma reunião do G7 em Paris, na quinta-feira à tarde, após Davos”, período em que Trump estará na Europa a partir de quarta-feira. “Posso convidar ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos à margem da reunião”, acrescentou.

    “Vamos jantar juntos em Paris na quinta-feira, antes de você retornar aos Estados Unidos”, convidou ainda Macron, que assinou a mensagem apenas como “Emmanuel”.


    Segundo a Presidência francesa, a mensagem “demonstra que o presidente francês defende a mesma posição em público e em privado”.

    Sobre a Groenlândia, a mesma fonte ressaltou que “o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados não é negociável, e o compromisso, enquanto aliados na Otan, com a segurança na região do Ártico permanece intacto”.

    Trump também divulgou uma mensagem de Rutte: “Atenciosamente, Mark”.

    Pouco depois, Donald Trump voltou a tornar pública outra mensagem privada, desta vez enviada por Mark Rutte.

    “Senhor presidente, caro Donald, o que o senhor conseguiu hoje na Síria é incrível. Vou aproveitar minhas aparições públicas em Davos para destacar seu trabalho lá, em Gaza e na Ucrânia”, escreveu o líder da Otan.

    “Estou empenhado em encontrar uma solução para a Groenlândia. Mal posso esperar para vê-lo”, acrescentou, antes de encerrar: “Atenciosamente, Mark”.


    Em reação, Oana Lungescu, ex-porta-voz da Otan, afirmou à BBC que, assim como no caso da mensagem de Macron, a divulgação de comunicações privadas é “incomum”.

    Ainda assim, destacou que Rutte foi “coerente entre o que diz publicamente e em privado”, enquanto outros líderes “podem parecer mais duros em público e mais conciliadores em privado”.

    Vários líderes europeus, além de Rutte, estão em Davos nesta semana para o Fórum Econômico Mundial. A expectativa é convencer o presidente norte-americano, Donald Trump, a abandonar suas pretensões sobre a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, país membro da União Europeia e da Otan.

    Trump expõe mensagens privadas de Macron e Rutte sobre a Groenlândia

  • Europa precisa dizer não a Trump ou será escrava, diz premiê belga

    Europa precisa dizer não a Trump ou será escrava, diz premiê belga

    Em discurso duro em Davos, o primeiro-ministro da Bélgica afirmou que a Europa precisa reagir à ofensiva de Donald Trump, alertou para riscos de dependência dos EUA e defendeu rearmamento, autonomia tecnológica e uma mudança estrutural na postura do continente

    (CBS NEWS) Em uma rara declaração incisiva de um líder europeu, o primeiro-ministro da Bélgica afirmou nesta terça-feira (20) que o continente precisa dizer não à ofensiva de Donald Trump ou enfrentar um futuro de submissão em relação aos Estados Unidos.

    “Até aqui, tentamos apaziguar o novo presidente na Casa Branca. Fomos muito lenientes, inclusive com as tarifas. Fomos lenientes esperando ter seu apoio na guerra da Ucrânia”, disse Bart de Wever em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

    “Mas agora tantas linhas vermelhas foram cruzadas que é preciso escolher o amor próprio. Ser um instrumento feliz é uma coisa, ser um escravo miserável é outra. Se você ceder agora, vai perder sua dignidade”, afirmou.

    “Como Europa, precisamos dizer a Trump: não mais. Recue ou iremos até o fim”, declarou, em referência à ameaça europeia de retaliar a imposição de tarifas de 10% a países que apoiam a Dinamarca diante da intenção declarada do presidente americano de tomar a Groenlândia, território autônomo do reino dinamarquês.

    A crise se intensificou nesta terça-feira, com Trump atacando Reino Unido e França pelo apoio a Copenhague. De Wever apenas vocalizou de forma explícita a insatisfação europeia. Questionado se considera os EUA aliados, respondeu: “Infelizmente, não. Gostaria de confirmar que são, mas para isso precisam se comportar como aliados”.

    “Nós fomos um pouco ingênuos. É hora de acordar”, disse, ao argumentar que a Europa depende de tecnologias americanas que não controla. “Precisamos de plataformas tecnológicas próprias. Precisamos nos rearmar. Caso contrário, Trump pode nos tornar escravos, porque seremos realmente escravos e teremos de aceitar tudo o que ele fizer”, afirmou.

    De Wever ressaltou que se trata de uma “mudança estrutural”, que vai além do republicano. “Nos acostumamos com presidentes cordiais como Barack Obama e não percebemos que a mudança nos EUA não está ligada a uma única Presidência”, disse.

    “A face dos EUA se voltou para o Pacífico. Suas costas estão para o Atlântico, e isso não vai mudar depois de Trump”, afirmou, em referência à prioridade dada desde o governo Obama à competição com a China no Indo-Pacífico.

    Também nesta terça-feira, a presidente da Comissão Europeia defendeu que o bloco aproveite o momento de crise. “Só poderemos capitalizar essa oportunidade se reconhecermos que essa mudança é permanente. A nostalgia faz parte da história humana, mas não trará de volta a velha ordem”, disse Ursula von der Leyen em Davos. “Se a mudança é permanente, a Europa precisa mudar permanentemente também. É hora de aproveitar a oportunidade e construir uma nova Europa independente.”
     

     

    Europa precisa dizer não a Trump ou será escrava, diz premiê belga

  • Austrália registra série de ataques de tubarão e acende alerta no surfe

    Austrália registra série de ataques de tubarão e acende alerta no surfe

    Quatro ataques em menos de dois dias deixam feridos, mobilizam resgates e levam autoridades a recomendar que a população evite o mar no litoral de New South Wales.O caso mais recente ocorreu na manhã de terça-feira (20), no horário local, em Point Plomer Beach

    (UOL/CBS NEWS) – Uma sequência incomum de ataques de tubarão voltou a colocar a Austrália em estado de alerta nos últimos dias. Em menos de 48 horas, ao menos quatro pessoas foram atacadas no estado de New South Wales, três delas enquanto surfavam, em diferentes pontos da costa.

    O caso mais recente ocorreu na manhã de terça-feira (20), no horário local, em Point Plomer Beach, no litoral norte do estado. Um surfista de 39 anos foi mordido enquanto estava na água e precisou ser levado ao hospital. Apesar do susto, ele não sofreu ferimentos graves. A prancha apresentava marcas evidentes de dentes, indicando o ataque.

    Segundo Steve Pearce, diretor executivo do Surf Life Saving NSW, a região é conhecida por registrar atividade frequente de tubarões. “A região é conhecida pela presença de tubarões. Ele teve muita sorte por não ter sofrido ferimentos graves”, afirmou à ABC.

    Outros ataques
    O episódio se soma a outros três ataques registrados em um curto intervalo de tempo. O primeiro envolveu uma criança, mordida enquanto nadava no porto de Sydney.

    Pouco depois, um garoto de 11 anos foi atacado durante uma sessão de surfe em Dee Why, praia marcada por um episódio trágico recente, onde o surfista Mercury Psillakas morreu após um ataque de tubarão-branco, em setembro do ano passado.

    Na sequência, um homem na casa dos 20 anos foi gravemente ferido enquanto surfava em North Steyne Beach. Ele permanece em estado crítico.

    Um dos voluntários que ajudaram no resgate relatou o desespero do momento, descrevendo a grande quantidade de sangue e a tentativa de manter a vítima consciente até a chegada à areia. “Um amigo o colocou em cima da prancha e começou a empurrá-lo em direção à praia. Havia sangue na prancha, e eu tentava puxá-los para ajudar. Ele estava em silêncio por causa da dor, mas permanecia consciente. Eu só repetia para ele não olhar para a perna”, contou.

    Evitar o mar
    Diante da escalada de ocorrências, autoridades locais reforçaram os alertas de segurança e chegaram a recomendar que a população evite entrar no mar. De acordo com Pearce, as condições ambientais atuais favorecem a presença de tubarões-touro, espécie conhecida por frequentar águas costeiras e de baixa visibilidade.

    “A qualidade da água está muito ruim, o que é um fator que atrai esse tipo de tubarão. Temos duas pessoas gravemente feridas no hospital. Neste momento, a recomendação é clara: as praias não são seguras”, disse Pearce à ABC.

    A Austrália convive historicamente com a presença de tubarões, mas a concentração de ataques em um intervalo tão curto chama atenção e reacende o debate sobre segurança, monitoramento e protocolos em áreas muito frequentadas por surfistas e banhistas.

    Austrália registra série de ataques de tubarão e acende alerta no surfe

  • Anistia alerta que jovem preso no Irã pode ser executado nesta quarta

    Anistia alerta que jovem preso no Irã pode ser executado nesta quarta

    Organização afirma que Amirhosein Ghaderzadeh, de 19 anos, foi condenado à morte após julgamento sumário, denuncia tortura, violência sexual e desaparecimento forçado e pede pressão internacional para que Teerã suspenda execuções e encerre a repressão aos manifestantes

    A Anistia Internacional denunciou nesta terça-feira que um jovem de 19 anos corre risco iminente de execução no Irã, prevista para quarta-feira (21). Amirhosein Ghaderzadeh foi preso em 9 de janeiro após participar de protestos antigovernamentais na cidade de Rasht, na província de Gilan.

    Em comunicado divulgado nas redes sociais, a organização afirmou que as autoridades iranianas devem suspender imediatamente qualquer plano de executar o jovem e interromper o uso da pena de morte como instrumento de repressão contra manifestantes.

    Segundo a Anistia Internacional, Ghaderzadeh foi detido em sua residência e submetido, junto com as duas irmãs, uma delas de apenas 14 anos, a violência sexual por agentes de segurança. De acordo com o relato, os três foram despidos à força diante de outras pessoas enquanto os agentes revistavam seus corpos à procura de fragmentos metálicos que supostamente comprovariam a participação nos protestos.

    O jovem teria sido preso após as forças de segurança identificarem marcas de balas de borracha em seu corpo. Ele foi condenado à morte por enforcamento em um julgamento realizado em 17 de janeiro, sob acusação de traição ao país. A família foi informada de que a execução está marcada para quarta-feira, 21 de janeiro.

    A organização também afirmou que Ghaderzadeh está em situação de desaparecimento forçado desde a prisão e cobrou das autoridades a divulgação imediata de seu paradeiro, além de proteção contra novas torturas, maus-tratos e a garantia de acesso a atendimento médico adequado.

    A Anistia Internacional pediu ainda que países membros da Organização das Nações Unidas pressionem com urgência Teerã para suspender todas as execuções e pôr fim à repressão violenta contra os protestos, cuja dimensão, segundo a ONG, permanece ocultada por bloqueios à internet.

    Na segunda-feira, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf defenderam que pessoas que não tiveram papel central nos distúrbios sejam tratadas com compaixão e clemência islâmicas.

    O Irã vive, desde 28 de dezembro, uma onda de protestos iniciada em Teerã por comerciantes e trabalhadores afetados pelo colapso do rial e pela inflação elevada. As manifestações se espalharam para mais de 100 cidades do país.

    A inflação anual supera 42% e, ao longo de 2025, a moeda iraniana perdeu cerca de 69% de seu valor frente ao dólar, em meio aos efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos e pela ONU devido ao programa nuclear iraniano.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a ameaçar o regime iraniano com uma possível intervenção militar para conter a repressão, afirmando que a ajuda estava a caminho. Posteriormente, porém, recuou e declarou que Washington não intervirá, voltando sua atenção a outros temas da agenda internacional, como a Groenlândia.
     
     

    Anistia alerta que jovem preso no Irã pode ser executado nesta quarta

  • Groenlândia reage a ameaça dos EUA e orienta população a se preparar

    Groenlândia reage a ameaça dos EUA e orienta população a se preparar

    Primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen afirmou que a população deve se preparar para cenários extremos diante da escalada de tensões com os Estados Unidos. Dinamarca e aliados europeus veem risco de agravamento da crise e já iniciam resposta militar coordenada

    O governo da Groenlândia passou a adotar um discurso de alerta máximo diante da escalada de tensão com os Estados Unidos. Nesta terça-feira (20), o primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen afirmou que a população deve começar a se preparar para cenários extremos, incluindo uma eventual ação militar contra o território.

    Durante uma coletiva de imprensa, Nielsen disse que o Executivo criou um grupo de trabalho encarregado de orientar os moradores sobre medidas básicas de autoproteção. Entre elas, estão recomendações como manter reservas de alimentos e seguir instruções que serão divulgadas em materiais informativos preparados pelo governo.

    Segundo o premiê, declarações recentes do presidente norte-americano, Donald Trump, indicam que a possibilidade de uso da força não foi descartada. “Quando um chefe de Estado afirma publicamente que essa opção está em aberto, não podemos agir como se fosse impossível”, afirmou.

    Apesar de considerar um conflito armado improvável, Nielsen deixou claro que a hipótese não será ignorada. Ele lembrou que a Groenlândia integra a Otan e que qualquer escalada teria repercussões internacionais. “Uma crise desse tipo não se limitaria à ilha. As consequências seriam globais”, disse.

    No mesmo dia, Trump voltou a afirmar que não pretende abandonar o objetivo de assumir o controle da Groenlândia e evitou afastar explicitamente a possibilidade de uma ação militar para garantir o domínio do território ártico.

    Clima de alerta na Europa

    A reação europeia também se intensificou. Em Copenhague, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou ao Parlamento que o cenário tende a se agravar. Para ela, a crise atual representa um momento particularmente delicado da política internacional e pode evoluir para uma fase ainda mais crítica.

    A Groenlândia, embora autônoma, está sob soberania dinamarquesa e faz parte da estrutura de segurança da Otan. A insistência de Trump em anexar o território ameaça desestabilizar alianças que sustentam a segurança do Ocidente há décadas.

    Desde o início de seu segundo mandato, o presidente americano classifica a ilha como estratégica para a defesa dos Estados Unidos, especialmente por seu papel em um futuro sistema antimísseis conhecido como Domo de Ouro.

    Diante do aumento da tensão, países como Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia iniciaram o envio de tropas à Groenlândia e planejam exercícios militares no território, em um esforço coordenado de demonstração de apoio à Dinamarca e à aliança atlântica.

    Groenlândia reage a ameaça dos EUA e orienta população a se preparar

  • Cidades famosas que todo mundo acha que são capitais, mas não são

    Cidades famosas que todo mundo acha que são capitais, mas não são

    De metrópoles cinematográficas a centros históricos, algumas das cidades mais icônicas do mundo são frequentemente confundidas com capitais nacionais. Sua fama, cultura e influência global fazem com que pareçam centros políticos, embora a administração oficial resida em outros lugares. Sejam potências financeiras, ícones culturais ou destinos turísticos lendários, essas cidades cativaram a imaginação do mundo todo, mas as verdadeiras capitaisdesses países podem te surpreender.

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    Cidades famosas que todo mundo acha que são capitais, mas não são

  • Trump tenta reunir Putin e Zelenski em Conselho da Paz, mas sobre Gaza

    Trump tenta reunir Putin e Zelenski em Conselho da Paz, mas sobre Gaza

    Zelenski confirma convite, mas evita resposta imediata; proposta de Trump reúne dezenas de países, provoca resistências na Europa, amplia tensão com aliados históricos e prevê colegiado sob tutela direta dos Estados Unidos para tratar do futuro de Gaza

    (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o ucraniano Volodimir Zelenski para integrar o chamado Conselho da Paz, parte da segunda fase do plano do republicano para o fim do conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

    Zelenski confirmou o convite nesta terça-feira (20), mas ainda não deu uma resposta, assim como a maioria dos líderes globais chamados por Trump para compor o grupo, entre eles o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

    Autoridades ucranianas, no entanto, afirmam que não se veem participando de qualquer comissão ao lado de Putin e do líder da Belarus, Aleksandr Lukachenko, também convidado, enquanto o país segue sob a invasão russa.

    Na noite de segunda-feira (19), Trump confirmou que havia convidado Putin. Já nesta terça, a China informou que também recebeu o convite do presidente americano.

    O governo brasileiro foi igualmente chamado, assim como Argentina, Paraguai, Alemanha, Canadá, Polônia, Armênia, Cazaquistão, Uzbequistão, entre dezenas de outros países, incluindo Israel. O Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre o tema.

    Pesa na decisão brasileira a estrutura do colegiado, que ficaria sob tutela direta de Trump, e o fato de o presidente americano tentar transformar o grupo em uma alternativa aos fóruns tradicionais de decisões internacionais, especialmente a ONU. Ainda assim, a criação do conselho para Gaza foi autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

    Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o governo Trump pretende exigir o pagamento de ao menos US$ 1 bilhão dos países interessados em obter um assento permanente no grupo. As decisões seriam tomadas por maioria simples, com um voto por Estado-membro, mas dependeriam de aval final do presidente dos Estados Unidos.

    Em meio ao momento mais delicado das relações entre Washington e a Europa nos últimos anos, o presidente da França, Emmanuel Macron, deve recusar o convite para integrar o Conselho de Paz para Gaza, de acordo com a agência Reuters, citando uma fonte próxima ao Palácio do Eliseu.

    Alvo frequente de críticas de Trump, Macron tem adotado postura mais firme contra o republicano desde a escalada das ameaças americanas de controle sobre a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

    Nesta terça-feira, Trump publicou uma série de mensagens na rede Truth Social intensificando o tom contra aliados históricos dos Estados Unidos. Em uma delas, divulgou uma suposta mensagem de Macron afirmando não entender a postura americana em relação à Groenlândia.

    Antes disso, Trump já havia ameaçado impor tarifas e ironizado a situação política do presidente francês, cujo mandato termina em maio de 2027. Questionado sobre a possível recusa de Macron ao convite, o republicano afirmou que “ninguém o quer porque ele deixará o cargo em breve”.

    “Vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes, e ele vai aderir, mas não precisa fazer isso”, disse Trump. O Ministério da Agricultura da França classificou a declaração como chantagem.

    O Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, deve concentrar novas respostas ao convite para o conselho sobre Gaza. Macron chegou a convidar Trump para um jantar em Paris após o evento, mas ambos estarão na Suíça em dias diferentes e não devem se encontrar.

    Trump vai a Davos acompanhado de uma ampla comitiva e deve se reunir com o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, figura central nas negociações do cessar-fogo em Gaza e também convidado para o Conselho da Paz. Autoridades egípcias, inclusive, integram o Conselho Executivo para Gaza, braço técnico do plano que prevê a gestão do território palestino.

     

    Trump tenta reunir Putin e Zelenski em Conselho da Paz, mas sobre Gaza

  • Macron critica EUA em Davos e diz que Europa prefere respeito a lidar com valentões

    Macron critica EUA em Davos e diz que Europa prefere respeito a lidar com valentões

    Em Davos, presidente francês faz críticas indiretas a Trump, rejeita ameaças tarifárias, defende uma Europa mais forte e protecionista e afirma que aliados devem priorizar o multilateralismo e o respeito, em meio às tensões sobre Groenlândia, Gaza e comércio internacional.

    (CBS NEWS) A Europa “prefere o respeito aos valentões”, afirmou o presidente da França, Emmanuel Macron, em discurso nesta terça-feira (20), no encontro anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A declaração foi uma referência indireta a Donald Trump, cujas atitudes recentes colocaram em xeque a aliança histórica entre os Estados Unidos e os países europeus.

    Macron não citou diretamente o nome do presidente americano. O argumento central de sua fala foi a defesa de uma Europa mais forte, capaz de se proteger em um mundo cada vez mais imprevisível.

    “Diante da brutalização do mundo, a França e a Europa devem defender um multilateralismo eficaz, porque ele serve aos nossos interesses e aos de todos que se recusam a se submeter ao domínio da força”, afirmou.

    Após o discurso, Macron participou de um diálogo no palco com o bilionário americano Larry Fink, CEO da gestora BlackRock. Na conversa, fez uma referência mais direta à ameaça de Trump de impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses caso a França recuse o convite para participar do comitê proposto pela Casa Branca para gerir o futuro da Faixa de Gaza.

    “Não faz sentido haver tarifas entre aliados, muito menos ameaçar agora com tarifas adicionais”, disse Macron. “Não vamos perder tempo com ideias malucas. Não vamos abrir a caixa de Pandora com novos temas. Não é hora de um novo imperialismo ou de um novo colonialismo”, acrescentou.

    Por sua vez, Trump divulgou em sua rede social Truth Social uma mensagem que teria sido enviada por Macron na manhã desta terça-feira. O Palácio do Eliseu confirmou ao jornal Le Monde a autenticidade do texto.

    “Meu amigo”, escreveu Macron. “Estamos totalmente alinhados sobre a Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia. Vamos tentar construir grandes coisas.”

    Na sequência, o presidente francês sugeriu um encontro do G7 em Paris, na quinta-feira (22). “Posso convidar os ucranianos, os dinamarqueses, os sírios e os russos à margem”, propôs.

    Questionado novamente por jornalistas, na saída do auditório, sobre as ameaças de Trump, Macron voltou a responder de forma indireta, citando disputas tarifárias envolvendo a França e outros países, como a China.

    “Não devemos nos deixar impressionar. Protegeremos todos os nossos produtores”, afirmou.

    O presidente francês disse ainda que o encontro proposto a Trump em Paris não estava confirmado e que os assessores diplomáticos seguiam negociando. Minutos depois, porém, a imprensa francesa informou que a reunião não ocorrerá.

    Macron também não mencionou diretamente em seu discurso o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, assinado no sábado (17) contra a posição da França. Ainda assim, defendeu uma Europa mais protecionista, com salvaguardas e cláusulas espelho em acordos comerciais.

    Houve também uma breve referência ao Brics, bloco de países emergentes do qual o Brasil faz parte. Macron defendeu a construção de pontes e o fortalecimento da cooperação com países emergentes, o Brics e o G20.
     

    Macron critica EUA em Davos e diz que Europa prefere respeito a lidar com valentões

  • Trump ameaça impor tarifas de 200% sobre vinho francês; entenda

    Trump ameaça impor tarifas de 200% sobre vinho francês; entenda

    Presidente dos EUA ironiza resistência da França, que levanta dúvidas sobre compatibilidade do órgão com a ONU; iniciativa integra a segunda fase do cessar-fogo entre Israel e Hamas e reúne líderes e ex-líderes mundiais.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de até 200% sobre vinhos e champanhes franceses caso a França recuse integrar o Conselho de Paz para Gaza, iniciativa lançada por Washington no contexto da segunda fase do cessar-fogo no território palestino. A declaração foi uma reação à sinalização de que o presidente francês, Emmanuel Macron, não pretende aderir ao órgão “neste momento”.

    Trump afirmou que Macron recebeu convite para participar do conselho, mas indicou resistência do governo francês. Segundo um funcionário ouvido pelo New York Post, Paris levantou dúvidas sobre o respeito aos princípios e à estrutura das Nações Unidas. Ao comentar o impasse, o presidente norte-americano ironizou o líder francês e vinculou a adesão ao conselho a uma possível retaliação comercial. “Vou impor uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes”, disse, acrescentando que Macron “não precisa participar”.

    A França, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, reagiu reafirmando compromisso com a Carta das Nações Unidas. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores informou que foi convidada a integrar o Conselho de Paz e que, em coordenação com parceiros, analisa o texto que propõe a criação do órgão, cujo escopo “vai além de Gaza”. A chancelaria destacou ainda que a Carta da ONU permanece como base do multilateralismo, da igualdade soberana entre Estados e da resolução pacífica de disputas.

    O Conselho de Paz para Gaza integra a segunda etapa do acordo de cessar-fogo entre Hamas e Israel. Segundo a Casa Branca, o órgão terá a missão de supervisionar um comitê palestino temporário de tecnocratas, mobilizar recursos internacionais e garantir responsabilização durante a transição de Gaza do conflito para a reconstrução.

    Trump já divulgou parte da composição do conselho. Entre os convidados estão o secretário de Estado Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff, o genro do presidente Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga e o investidor Marc Rowan.

    Moscou informou que Vladimir Putin também recebeu convite, atualmente sob análise do Kremlin. Trump confirmou ainda convites a líderes como o rei Abdullah II, o presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan, o presidente da Argentina Javier Milei, o presidente do Paraguai Santiago Peña, além dos primeiros-ministros Shehbaz Sharif, Narendra Modi e Mark Carney. Washington também estendeu convite à China e ao premiê israelense Benjamin Netanyahu.
     
     

     

    Trump ameaça impor tarifas de 200% sobre vinho francês; entenda

  • Trump irrita líderes europeus ao postar imagem com IA sobre a Groenlândia

    Trump irrita líderes europeus ao postar imagem com IA sobre a Groenlândia

    Publicações com inteligência artificial reacendem disputa diplomática, ocorrem às vésperas de encontros em Davos com líderes europeus e da Otan e refletem um segundo mandato marcado por medidas duras, conflitos internacionais e abalos em alianças históricas

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a recorrer à inteligência artificial para provocar aliados internacionais. Em uma publicação recente nas redes sociais, o republicano divulgou uma imagem manipulada em que aparece ao lado de líderes europeus no Salão Oval da Casa Branca, todos observando um quadro em que a Groenlândia surge pintada com as cores da bandeira dos Estados Unidos.

    A imagem foi compartilhada na plataforma Truth Social, rede criada pelo próprio Trump. Na montagem, aparecem figuras como o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

    Apesar da cena sugerida pela imagem, o encontro entre Trump e os líderes europeus ocorreu meses atrás e teve como pauta principal a guerra na Ucrânia, e não a Groenlândia. A publicação, em tom de provocação, reforça o histórico do ex-presidente de usar conteúdos gerados por IA para gerar repercussão política e alimentar debates nas redes sociais.

     
     
     

     
     
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    Mas qual seria a intenção de Donald Trump com a publicação? A divulgação da imagem ocorre no momento em que o republicano segue para Davos, na Suíça, onde deve se reunir com diversos líderes europeus durante o Fórum Econômico Mundial.

    A Groenlândia voltou ao centro do debate internacional após Trump reiterar o interesse dos Estados Unidos na ilha, que pertence à Dinamarca. A posição do ex-presidente tem sido duramente criticada por líderes europeus, que se manifestaram contra qualquer tentativa de controle norte-americano sobre o território.

    Nos últimos dias, Trump chegou a anunciar a intenção de impor, a partir de fevereiro, uma tarifa de importação de 10% sobre produtos de oito países europeus. Segundo ele, a medida seria uma resposta à oposição desses países à proposta de influência dos Estados Unidos sobre a Groenlândia.

    Diante do aumento das tensões, a União Europeia avalia recorrer, pela primeira vez, ao chamado mecanismo da “bazuca comercial”. O instrumento permite a adoção de sanções severas, como a exclusão de empresas norte-americanas do mercado único europeu, a imposição de controles de exportação e a suspensão de proteções à propriedade intelectual.

    Caso seja acionado, o mecanismo pode resultar no afastamento dos Estados Unidos de um mercado que reúne cerca de 500 milhões de consumidores, ampliando significativamente o embate comercial entre os dois lados do Atlântico.

    Outra imagem

    Posteriormente, Donald Trump divulgou outra imagem gerada por inteligência artificial. Na nova publicação, o republicano aparece segurando a bandeira dos Estados Unidos ao lado do secretário de Estado, Marco Rubio, e do vice-presidente norte-americano, JD Vance.

    Na montagem, os três estão na Gronelândia, diante de uma placa com a inscrição: “Groenlândia. Território norte-americano”. A publicação reforça o tom provocativo adotado por Trump em meio às tensões diplomáticas com a Europa sobre o futuro da ilha.

    Trump e Rutte se reúnem para discutir a Gronelândia

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que terá um encontro com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para tratar da situação da Groenlândia.

    Segundo Trump, a reunião foi acertada após “uma conversa telefônica muito interessante” com Rutte sobre o tema. “Concordei com uma reunião com as partes envolvidas”, afirmou o presidente norte-americano na noite de segunda-feira.

    Trump voltou a defender a relevância estratégica da ilha e disse que o assunto não admite recuos. “A Groenlândia é fundamental para a segurança nacional e global. Não há volta. Todos concordamos com isso”, declarou.

    Donald Trump completa um ano de mandato nesta terça-feira

    O primeiro ano de Donald Trump como 47º presidente dos Estados Unidos é avaliado por analistas como turbulento e fora dos padrões habituais, com impactos profundos tanto na política interna quanto no cenário internacional.

    Em seu segundo mandato, Trump tem adotado uma agenda marcada por medidas consideradas drásticas em diversas áreas, o que tem provocado mudanças significativas na condução do governo norte-americano. As decisões tomadas ao longo do período abalaram políticas internas e externas, além de tensionar e, em alguns casos, fragilizar alianças históricas dos Estados Unidos.

    Trump irrita líderes europeus ao postar imagem com IA sobre a Groenlândia