Categoria: MUNDO

  • Veja as imagens do trágico acidente entre dois trens na Espanha

    Veja as imagens do trágico acidente entre dois trens na Espanha

    Colisão envolvendo composições da Renfe e da Iryo ocorreu na região de Córdoba, na Andaluzia, mobilizou equipes de resgate durante a madrugada e levou à suspensão do tráfego ferroviário em diversas rotas do sul do país.

    Dois trens de alta velocidade colidiram no fim da tarde de domingo no município de Adamuz, na província de Córdoba, no sul da Espanha. O acidente deixou ao menos 39 mortos e dezenas de feridos. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que visitará o local nesta segunda-feira.

    A colisão ocorreu por volta das 19h45 no horário local, quando vagões de um trem da empresa privada Iryo, que seguia de Málaga para Madri, descarrilaram e invadiram a via paralela. No mesmo momento, um trem da estatal Renfe, que fazia o trajeto entre Madri e Huelva, passava em sentido contrário.

    As causas do acidente ainda são desconhecidas. Uma comissão técnica especializada foi designada para conduzir a investigação. O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, classificou o episódio como “tremendamente estranho”, ao destacar que a colisão ocorreu em um trecho reto da linha férrea, recentemente modernizada. Segundo ele, a via havia passado por obras concluídas em maio do ano passado e o trem que descarrilou tinha menos de quatro anos de uso.

    Relatos de passageiros descrevem momentos de pânico. Em entrevista ao jornal El País, María San José, de 33 anos, que viajava de Málaga para Madri, contou ter sentido fortes solavancos antes da parada brusca. “As malas começaram a cair. Quando saímos, vimos vagões retorcidos e outros dois tombados”, relatou.

    Outro passageiro, Santiago, de 44 anos, afirmou que o trem balançou intensamente antes de parar. Ele disse que os serviços de emergência levaram cerca de uma hora para chegar. “Vi uma pessoa morta e tentamos ajudar os feridos, mas a primeira carruagem estava completamente destruída”, contou.

    María Vidal, de 32 anos, que estava no trem da Iryo, descreveu a sensação como a de um terremoto. “Tudo tremeu, houve uma freada brusca e as luzes se apagaram. Ficamos cerca de 40 minutos dentro do vagão e vi pessoas em estado muito grave”, disse.

    A tragédia gerou manifestações de pesar de líderes internacionais. O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o acidente como uma tragédia e ofereceu apoio à Espanha. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também expressou solidariedade às famílias das vítimas e ao povo espanhol.

    Veja as imagens do trágico acidente entre dois trens na Espanha

  • Trump intensifica pressão sobre a Groenlândia; “Chegou a hora”

    Trump intensifica pressão sobre a Groenlândia; “Chegou a hora”

    Presidente dos Estados Unidos acusa a Dinamarca de falhar na contenção da Rússia, ameaça impor tarifas a países europeus e eleva o tom ao defender que Washington assuma o controle da ilha estratégica no Ártico

    A ameaça de tarifas comerciais e o envio de tropas europeias ao Ártico marcaram um novo capítulo da escalada diplomática em torno da Groenlândia. No centro da crise está o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou que “chegou a hora” de agir diante do que considera falhas históricas da Dinamarca na defesa do território.

    A declaração foi feita nesta segunda-feira (19), depois de Trump anunciar que poderá impor tarifas de até 25% a países europeus que se oponham aos planos americanos para a ilha. Segundo o republicano, a pressão econômica só será suspensa caso haja um acordo que permita aos Estados Unidos assumir o controle total da Groenlândia.

    Na avaliação do presidente, a Dinamarca ignorou alertas feitos ao longo de duas décadas pela OTAN sobre a presença russa na região. Para Trump, essa omissão teria criado um vácuo de segurança que agora justificaria uma ação direta de Washington. “Infelizmente, nada foi feito. Agora chegou a hora”, afirmou.

    A Groenlândia é considerada estratégica pelo governo americano por sua posição no Ártico e pelo papel central que teria no chamado Domo de Ouro, projeto de escudo antimísseis que Trump pretende implementar. Embora os Estados Unidos já mantenham uma base militar na ilha, a presença foi reduzida nos últimos anos, movimento que o próprio presidente agora classifica como um erro.

    A retórica americana provocou reação imediata na Europa. Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia enviaram tropas à Gronelândia na última quinta-feira (15), em uma demonstração de apoio à soberania dinamarquesa e de resistência às pretensões dos EUA.

    Além da dimensão militar, Trump elevou o confronto ao campo econômico. Em publicação nas redes sociais, anunciou que, a partir de 1º de fevereiro de 2026, oito países europeus estarão sujeitos a uma tarifa inicial de 10% sobre exportações aos Estados Unidos, percentual que subiria para 25% em junho, caso não haja acordo.

    Segundo a agência Reuters, em carta ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, Trump afirmou que já não se sente obrigado a priorizar exclusivamente a paz nas negociações. A resposta norueguesa foi imediata: Støre classificou como inaceitável qualquer tentativa de coerção econômica ligada à Groenlândia.

    Trump intensifica pressão sobre a Groenlândia; “Chegou a hora”

  • Alemanha reage a ameaça de Trump de impor tarifas ligadas à Groenlândia

    Alemanha reage a ameaça de Trump de impor tarifas ligadas à Groenlândia

    Governo alemão afirma que acompanha as declarações do presidente dos EUA e diz que qualquer resposta será coordenada com parceiros europeus, enquanto setor empresarial e economistas alertam para impactos econômicos e risco de escalada comercial.

    O governo da Alemanha afirmou que acompanha com atenção as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas a países europeus envolvidos na presença militar na Gronelândia e que irá coordenar qualquer reação com os demais parceiros da União Europeia.

    Em publicação na rede X, o porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, disse que Berlim “tomou nota” das declarações do presidente americano e mantém contato estreito com os aliados europeus. Segundo ele, eventuais medidas serão decididas no momento oportuno. Até agora, o chanceler Friedrich Merz e os ministros do governo não se manifestaram publicamente sobre o assunto.

    No setor privado, as reações começaram a surgir. O presidente da confederação patronal alemã, Dirk Jandura, afirmou ao jornal Handelsblatt que o uso de tarifas como instrumento político tende a gerar prejuízos para todos os lados. Para ele, a escalada comercial pode resultar apenas em perdas econômicas generalizadas.

    O diretor do Instituto Alemão de Estudos Econômicos, Marcel Fratzscher, defendeu que a Alemanha e a União Europeia reforcem parcerias globais, inclusive com a China, como forma de responder à pressão dos Estados Unidos. Segundo Fratzscher, a Europa tem cedido de forma recorrente nos conflitos comerciais com Trump, deixando de defender seus próprios interesses e o multilateralismo. Na avaliação do economista, essa postura teria sido interpretada como fraqueza pelo presidente americano.

    Estimativas apontam que a imposição de tarifas de 25%, a partir de junho, poderia reduzir em 0,2% o Produto Interno Bruto da Alemanha. Trump ameaçou no sábado aplicar novas sobretaxas a países como Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia até que seja alcançado um acordo para a transferência do controle da Gronelândia aos Estados Unidos.

    De acordo com o presidente americano, uma tarifa inicial de 10% entraria em vigor em 1º de fevereiro, com possibilidade de aumento para 25% em 1º de junho. Diante da gravidade do impasse, está prevista para esta semana uma reunião de emergência dos embaixadores da União Europeia em Bruxelas. O presidente francês, Emmanuel Macron, também deve discutir o tema com outros líderes europeus nas próximas horas.

    Trump tem reiterado que os Estados Unidos pretendem assumir o controle da Gronelândia “de uma forma ou de outra”. A ilha é um território autônomo sob soberania da Dinamarca, localizado estrategicamente no Ártico e com cerca de 50 mil habitantes.

    Alemanha reage a ameaça de Trump de impor tarifas ligadas à Groenlândia

  • Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário

    Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário

    Para o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, líderes europeus reconhecerão que o controle da Groenlândia pelos Estados Unidos é a melhor opção em termos de segurança, diante do que classificou como fragilidade estratégica da Europa.

    O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou acreditar que a Europa acabará aceitando a anexação da Groenlândia pelos EUA, ideia defendida pelo presidente Donald Trump, por considerar que esse seria o “melhor desfecho possível” em termos de segurança internacional.

    Em entrevista à NBC, Bessent declarou que os países europeus “projetam fraqueza” e dependem das garantias de segurança oferecidas por Washington. “Paz por meio da força. Se a Groenlândia for incorporada aos Estados Unidos, não haverá conflito. Os EUA são hoje o país mais forte do mundo”, disse.

    Segundo o secretário, líderes europeus acabariam cedendo ao perceberem que precisam da proteção norte-americana. “Eles vão compreender que a Groenlândia sob controle dos Estados Unidos é o melhor resultado possível”, afirmou. Bessent também reforçou que o território é considerado estratégico para os EUA, sobretudo no contexto do novo sistema de defesa antimísseis batizado de “Cúpula Dourada”.

    “O presidente Trump está avaliando os riscos de um eventual conflito no Ártico nos próximos anos. A América precisa manter o controle da situação”, acrescentou.

    Em paralelo, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, fez um apelo para que a Europa evite retaliações comerciais após o Partido Popular Europeu defender a suspensão do acordo comercial entre Washington e Bruxelas, que havia encerrado a última disputa tarifária entre as partes.

    “Nós moderamos nossas tarifas enquanto aguardamos que eles façam o mesmo”, disse Greer à Fox News. “Se eu estivesse no lugar deles, deixaria esse assunto de lado. Mas, se quiserem transformar isso em um problema comercial, que o façam.”
     
     

     

    Europa aceitará anexação da Groenlândia pelos EUA, afirma secretário

  • Acidente entre trens de alta velocidade deixa 39 mortos na Espanha

    Acidente entre trens de alta velocidade deixa 39 mortos na Espanha

    Colisão envolvendo composições da Renfe e da Iryo ocorreu na região de Córdoba, na Andaluzia, mobilizou equipes de resgate durante a madrugada e levou à suspensão do tráfego ferroviário em diversas rotas do sul do país.

    Pelo menos 39 pessoas morreram e outras 75 ficaram feridas, 15 em estado grave, após um grave acidente ferroviário ocorrido neste domingo na região de Córdoba, no sul da Espanha. A colisão envolveu dois trens de alta velocidade e mobilizou equipes de resgate durante toda a noite.

    O presidente do governo regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, informou que a maioria dos feridos foi encaminhada ao Hospital Rainha Sofia, em Córdoba. Segundo ele, os números ainda podem sofrer alterações. “Amanhã teremos dados mais confiáveis, tanto sobre o total de vítimas quanto sobre os feridos”, afirmou.

    As operações de emergência seguem concentradas na retirada dos corpos das composições, um trabalho considerado complexo devido às condições de algumas carruagens. Inicialmente, o governo espanhol havia confirmado 21 mortes, mas já admitia a possibilidade de aumento no número de vítimas.

    Em Madri, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, disse que todos os feridos já receberam atendimento médico e que, neste momento, as equipes atuam exclusivamente no resgate dos corpos. Ele destacou que ainda não há explicação para o acidente e que as causas serão apuradas por uma comissão técnica especializada.

    Puente classificou o episódio como “tremendamente estranho”, ressaltando que o trecho onde ocorreu a colisão é uma reta e que a via havia passado por uma renovação completa, concluída em maio. O trem que descarrilou inicialmente, segundo o ministro, era praticamente novo, com cerca de quatro anos de uso.

    O acidente aconteceu por volta das 19h45, no município de Adamuz, quando vagões de um trem da empresa privada Iryo, que fazia o trajeto Málaga–Madri, descarrilaram e invadiram a via contrária no momento em que passava um trem da estatal Renfe, que seguia de Madri para Huelva. O impacto fez com que as duas primeiras carruagens do trem Alvia, da Renfe, saíssem violentamente dos trilhos, concentrando a maioria das mortes.

    No trem da Iryo viajavam 317 pessoas, segundo a empresa. Já a composição da Renfe transportava cerca de 200 passageiros. As duas carruagens que descarrilaram levavam 37 pessoas.

    O governo regional ativou o plano autonômico de emergências de proteção civil, e o governo central enviou 37 militares da Unidade Militar de Emergências para atuar no local.

    A administradora de infraestruturas ferroviárias Adif anunciou a suspensão de todos os trens de alta velocidade entre Madri e cidades da Andaluzia, como Córdoba, Sevilha, Málaga, Granada e Huelva, ao menos durante toda a segunda-feira. As estações dessas cidades permanecerão abertas para acolher familiares das vítimas que precisem de apoio.

     

    Acidente entre trens de alta velocidade deixa 39 mortos na Espanha

  • Mortes em protestos no Irã chegam a 5.000, diz agência; Khamenei faz ameaça

    Mortes em protestos no Irã chegam a 5.000, diz agência; Khamenei faz ameaça

    Autoridades locais responsabilizaram os “terroristas e manifestantes armados” pelas mortes de “iranianos inocentes”, segundo um oficial iraniano que falou à Reuters.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – As autoridades iranianas confirmaram à Reuters a morte de pelo menos 5.000 pessoas durante protestos no Irã, incluindo cerca de 500 membros das forças de segurança.

    Autoridades locais responsabilizaram os “terroristas e manifestantes armados” pelas mortes de “iranianos inocentes”, segundo um oficial iraniano que falou à Reuters.

    A confirmação foi feita por um oficial iraniano que preferiu não se identificar devido à sensibilidade do assunto. Segundo a Reuters, os confrontos mais intensos e o maior número de mortes ocorreram nas áreas curdas do noroeste do Irã, onde separatistas curdos têm sido ativos.

    O oficial afirmou que o número final de mortos não deve aumentar drasticamente. Ele também acusou “Israel e grupos armados no exterior” de apoiarem e equiparem os manifestantes.

    O Irã frequentemente culpam inimigos estrangeiros pelos distúrbios. Israel, considerado um grande adversário da República Islâmica, realizou ataques militares contra o país em junho.

    O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, relatou que o número de mortos chegou a 3.308. Além disso, há outros 4.382 casos sob revisão e mais de 24.000 prisões confirmadas.

    Líder supremo fez ameaças aos manifestantes

    O líder supremo do Irã afirmou que as autoridades devem agir com rigor contra os manifestantes. Ali Khamenei destacou a obrigação de “quebrar as costas dos insurgentes”. Ele fez essa declaração durante um evento religioso, enfatizando que não haverá perdão para criminosos domésticos ou internacionais.

    Os protestos no Irã começaram em 28 de dezembro. Inicialmente liderados por comerciantes insatisfeitos com a crise econômica, os protestos se transformaram em uma mobilização contra o regime teocrático.

    As autoridades iranianas classificaram os protestos como “terroristas”. Elas acusam os Estados Unidos de incitar a revolta e iniciarem uma repressão.

    Khamenei criticou Donald Trump por ameaçar atacar o Irã. O líder iraniano afirmou que Trump é responsável pelas mortes e danos causados, descrevendo a situação como uma conspiração americana para subjugar o Irã.

    O procurador de Teerã, Ali Salehi, comentou sobre a resposta do governo. Ele afirmou à TV estatal que a reação foi “firme, dissuasiva e rápida”.

    Mortes em protestos no Irã chegam a 5.000, diz agência; Khamenei faz ameaça

  • Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

    Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

    Em nota conjunta, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. O governo groenlandês também se manifestou, agradecendo publicamente o respaldo europeu.

    Países europeus anunciaram neste domingo (18) o reforço da segurança no Ártico como forma de apoio à Groenlândia, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de anexar a ilha. Em nota conjunta, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda reafirmaram o compromisso com a defesa da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. O governo groenlandês também se manifestou, agradecendo publicamente o respaldo europeu.

    Ao longo da semana, França, Alemanha, Reino Unido e outros países enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia, a pedido da Dinamarca. A iniciativa provocou reação de Trump, que ameaçou impor tarifas comerciais a oito aliados europeus enquanto os Estados Unidos não fossem autorizados a adquirir a ilha. No sábado (17), líderes da Europa alertaram para o risco de uma “espiral descendente perigosa” diante das ameaças tarifárias e reforçaram o apoio à soberania dinamarquesa. Em resposta, embaixadores dos 27 países da União Europeia marcaram reunião para discutir o tema.

    A ministra da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, destacou o momento delicado ao afirmar: “Vivemos tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem”. Trump justifica o interesse pela Groenlândia por razões estratégicas e pela presença de minerais, e já declarou que não descarta o uso da força, o que elevou o nível de alerta entre países da Otan.

    Segundo Christian Keldsen, presidente da Associação Empresarial da Groenlândia, as empresas locais não devem sofrer impactos diretos com possíveis tarifas. Para ele, “o objetivo, portanto, não parece ser a Groenlândia, mas sim pressionar nossos aliados europeus da OTAN”. Manifestações na Dinamarca e na Groenlândia reuniram milhares de pessoas contrárias às declarações do presidente americano.

    O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca anunciou visitas a Oslo, Londres e Estocolmo para discutir maior coordenação da Otan no Ártico. “O que nossos países têm em comum é que todos concordamos que o papel da OTAN no Ártico deve ser fortalecido”, afirmou Lars Lökke Rasmussen. Já o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, foi direto ao declarar: “Não nos deixaremos chantagear”.

    Líderes da Finlândia e da Noruega também defenderam o fortalecimento da segurança regional e ressaltaram que divergências entre aliados devem ser resolvidas por meio do diálogo, não por pressão.

    Europa anuncia reforço da segurança no Ártico em apoio à Groenlândia

  • Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

    Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

    O ultraliberal argentino, um dos principais aliados de Trump na América Latina, publicou uma foto do convite no X. “É uma honra ter recebido o convite para que a Argentina integre, como membro fundador, o Conselho da Paz”, escreveu Milei.

    MANOELLA SMITH, ISABELLA MENON E DOUGLAS GAVRAS
    SÃO PAULO, SP, WASHINGTON, EUA, E ASSUNÇÃO, PARAGUAI (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o líder brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para integrar o chamado Conselho da Paz, órgão criado para supervisionar o governo tecnocrático da Faixa de Gaza. A notícia foi publicada pelo site ICL Notícias e confirmada à Folha por integrantes do Itamaraty.

    O governo Trump enviou a proposta na sexta (16) à embaixada do Brasil em Washington. Não havia, até a noite deste sábado (17), informações sobre a opinião de Lula relacionada ao convite. O americano também convidou outros chefes de Estado, incluindo os presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

    O ultraliberal argentino, um dos principais aliados de Trump na América Latina, publicou uma foto do convite no X. “É uma honra ter recebido o convite para que a Argentina integre, como membro fundador, o Conselho da Paz”, escreveu Milei.

    “A Argentina sempre estará ao lado dos países que enfrentam o terrorismo de forma direta, que defendem a vida e a propriedade, e que promovem a paz e a liberdade.”

    Erdogan não havia se pronunciado sobre o convite de Trump -o anúncio foi feito pelo porta-voz do governo Burhanettin Duran. O americano ainda convidou o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que disse que assumirá “a responsabilidade com honra”, o ditador do Egito, Abdel Fatah Al-Sisi, segundo a chancelaria do país árabe, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, que tem a intenção de aceitar a oferta, de acordo com um funcionário do alto escalão de Ottawa.

    Em contrapartida, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o anúncio de Trump sobre o conselho não foi coordenado com Tel Aviv e que a iniciativa vai na direção oposta à política adotada por Israel. Segundo o comunicado, o ministro das Relações Exteriores de Israel levará a questão ao chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio.

    O órgão será presidido pelo próprio Trump. A criação do conselho faz parte da segunda fase do plano de paz dos EUA para a região.
    Os detalhes sobre o funcionamento do grupo ainda não estão claros. Segundo a agência Bloomberg, o governo Trump pretende exigir o pagamento de ao menos US$ 1 bilhão dos países com assento permanente no conselho. As decisões seriam tomadas por maioria, com direito a um voto para cada Estado-membro, mas todas dependeriam da aprovação final do presidente americano.

    Na sexta, Trump anunciou primeiro nomes que vão compor o grupo: Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair; os enviados de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner (este, genro de Trump); o bilionário americano Marc Rowan; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e Robert Gabriel, assessor de Trump.

    O conselho estará acima do chamado Comitê Nacional para o Governo de Gaza (NCAG, em inglês), liderado por Ali Shaath, ex-ministro dos Transportes da Autoridade Palestina, entidade que governa parcialmente a Cisjordânia ocupada. Nascido em Khan Yunis, na Faixa de Gaza, Shaath será responsável pela reconstrução do território palestino, em ruínas após dois anos de bombardeios de Israel.

    Com a criação do conselho, o republicano cumpre o que prometeu, para espanto do mundo, em fevereiro de 2025, dias após voltar ao poder nos EUA. Na ocasião, o presidente disse que Washington assumiria o governo de Gaza, declaração da qual seu governo depois recuou.

    Agora, os EUA terão controle administrativo e militar do território.
    A atuação do Conselho da Paz e do NCAG estava prevista na segunda fase do plano de paz dos EUA, apresentado em setembro de 2025. O plano foi aceito por Tel Aviv e pelo Hamas e aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU em novembro. Ele prevê também o envio de uma força militar de estabilização ao território, composta por Exércitos de países árabes, e o desarmamento do Hamas, ponto mais delicado do tratado.

    O Hamas continua dizendo que só entregará as armas quando a criação de um Estado palestino se concretizar. A terceira fase do plano de paz prevê o reconhecimento desse Estado -um desfecho que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, já disse que nunca permitirá.

    Lula tem feito críticas recorrentes à atuação de Israel na Faixa de Gaza. O presidente brasileiro afirmou em diversas ocasiões que as forças israelenses cometem genocídio contra os palestinos. As declarações desencadearam uma crise diplomática com Tel Aviv.
    Milei, por sua vez, viajou neste sábado até Assunção, no Paraguai, para participar da assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia. Ao ser convidado a discursar, o presidente argentino voltou a elogiar o governo Trump e a defender a ação dos EUA na Venezuela que levou à prisão de Nicolás Maduro.

    Ao defender o acordo como um símbolo de liberdade e integração na região, ele mencionou a situação na Venezuela como um exemplo. “A situação na Venezuela é uma prova disso, por isso valorizamos a decisão do presidente Donald Trump”, disse Milei, arrancando alguns aplausos da plateia.

    Trump convida Lula, Milei e outros líderes para conselho que governará Gaza

  • EUA matam líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025

    EUA matam líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025

    Os Estados Unidos declararam que as forças norte-americanas mataram na Síria um líder ligado à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico (EI), responsável pela emboscada que matou dois militares dos EUA e um intérprete civil em 2025.

    O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou, no sábado, que realizou um ataque no noroeste da Síria na sexta-feira, como parte de uma série de ofensivas contra o Estado Islâmico, iniciadas após a morte de cidadãos norte-americanos.

    “Bilal Hasan al-Jasim era um líder terrorista experiente que planejava ataques e estava diretamente ligado ao atirador do EI que matou e feriu militares norte-americanos e sírios no mês passado, em Palmira, na Síria”, explicou o comando em comunicado.

    O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a morte demonstra “a determinação” dos Estados Unidos em “perseguir terroristas que atacam” as forças norte-americanas.

    “Não existe lugar seguro para aqueles que executam, planejam ou inspiram ataques contra cidadãos norte-americanos e nossos combatentes. Nós os encontraremos”, acrescentou.

    Sob a Operação Hawkeye Strike, forças dos Estados Unidos e aliados atingiram mais de 100 alvos de infraestrutura e armamentos do Estado Islâmico, utilizando mais de 200 munições de precisão.

    De acordo com o comunicado, as forças norte-americanas capturaram “mais de 300 operativos do EI e mataram mais de 20 pessoas em toda a Síria no último ano, eliminando terroristas que representavam uma ameaça direta aos Estados Unidos e à segurança regional”.

    Há uma semana, o comando anunciou a realização de uma segunda rodada de bombardeios contra “múltiplos alvos” do Estado Islâmico, em retaliação às mortes de três cidadãos norte-americanos.

    Em 13 de dezembro do ano passado, três norte-americanos morreram e outros três ficaram feridos quando um atirador solitário do Estado Islâmico — posteriormente morto — invadiu uma reunião entre soldados e líderes locais.

    Desde o retorno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Casa Branca, há quase um ano, o país realizou ações militares em seis nações — Iêmen, Somália, Irã, Nigéria, Síria e Venezuela —, a maioria delas ataques aéreos com aviões ou drones contra alvos considerados estratégicos por Washington.

    EUA matam líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025

  • Encontrada fuselagem que pode pertencer a avião desaparecido na Indonésia

    Encontrada fuselagem que pode pertencer a avião desaparecido na Indonésia

    As autoridades indonésias anunciaram hoje que encontraram uma fuselagem que “se suspeita ser” do avião que perdeu contato no sábado com a torre de controlo aéreo na região centro-leste do arquipélago, com 10 pessoas a bordo.

    Recebemos informações (…) de que foi avistado um pequeno fragmento de destroços de uma janela de avião. Às 7h49, encontramos uma fuselagem que se suspeita ser da aeronave”, disse Andi Sultan, da divisão de Makassar da Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas), em um vídeo divulgado pela entidade.

    O avião, um ATR 42-500, partiu de Yogyakarta, no oeste da Indonésia, no sábado, e tinha previsão de pousar no Aeroporto Internacional Sultan Hasanuddin, em Makassar, no centro-leste do país, quando o Controle de Tráfego Aéreo (ATC) “perdeu comunicação com a aeronave”, que transportava sete tripulantes e três passageiros, explicou, em comunicado, a Diretoria-Geral de Transporte Aéreo da Indonésia.

    Uma fonte do Ministério dos Transportes havia informado anteriormente que havia oito tripulantes e três passageiros a bordo.

    As buscas pelo avião, que envolveram centenas de pessoas, foram retomadas hoje às 6h15 (22h15 de sábado em Lisboa), observou Sultan, após terem sido suspensas durante a noite “devido ao céu nublado”, segundo explicou o diretor da Basarnas, Mohammad Syafii.

    A área de buscas abrange as montanhas de Bantimurung, em Maros, parte das Celebes do Sul, província localizada a leste da ilha de Bornéu, famosa por suas florestas tropicais.

    A aeronave, operada pela companhia aérea local Indonesia Air Transport, havia sido fretada pelo Ministério da Pesca, responsável pelo monitoramento de recursos aéreos, e três funcionários do ministério estavam a bordo, de acordo com as autoridades.

    A cronologia divulgada pela Diretoria-Geral de Transporte Aéreo detalha que o Controle de Tráfego Aéreo de Makassar solicitou que a aeronave se aproximasse de uma pista do Aeroporto Sultan Hasanuddin. Ao detectar que o avião “não se encontrava na trajetória correta de aproximação”, o controle pediu à tripulação que corrigisse a posição.

    Após as instruções, “a comunicação com a aeronave foi perdida”, por razões ainda desconhecidas.

    As condições meteorológicas naquele momento eram de céu parcialmente nublado na área ao redor, com visibilidade de aproximadamente oito quilômetros.

    Encontrada fuselagem que pode pertencer a avião desaparecido na Indonésia