Categoria: MUNDO

  • Helicóptero turístico desaparece perto de vulcão ativo no Japão

    Helicóptero turístico desaparece perto de vulcão ativo no Japão

    O helicóptero Robinson R44 decolou da cidade de Aso às 10h52, horário local, em 20 de janeiro, para um passeio planejado de 10 minutos. Mas não retornou, o que levou a uma operação de busca

    Um helicóptero turístico com três pessoas a bordo desapareceu perto do Monte Aso, um dos vulcões mais ativos do Japão, após não retornar de um curto voo panorâmico. O helicóptero Robinson R44 decolou da cidade de Aso às 10h52, horário local, em 20 de janeiro, para um passeio planejado de 10 minutos. Mas não retornou, o que levou a uma operação de busca. A polícia avistou posteriormente um objeto semelhante a uma aeronave dentro da cratera de Nakadake, um dos picos do Monte Aso, embora as autoridades não tenham confirmado se é o helicóptero desaparecido.

    A aeronave era pilotada por um veterano de 64 anos com quatro décadas de experiência e transportava dois passageiros taiwaneses. O tempo estava nublado na área e as buscas foram temporariamente suspensas durante a noite, sendo retomadas na manhã seguinte, 21 de janeiro.

    Acidentes com aviação comercial são raros. De fato, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), mais de 30 milhões de voos globais de companhias aéreas de passageiros decolam e pousam anualmente sem qualquer incidente. No entanto, isso pode acontecer. E, embora os investigadores de segurança sejam muitas vezes capazes de determinar as causas dos acidentes aéreos, sua tarefa se torna mais difícil quando os voos não chegam aos seus destinos ou quando parecem ter desaparecido no ar.

    Clique e relembre os casos de aeronaves que desapareceram misteriosamente. 

    Helicóptero turístico desaparece perto de vulcão ativo no Japão

  • Homem é acusado de agressão sexual em terraço de restaurante em Paris

    Homem é acusado de agressão sexual em terraço de restaurante em Paris

    ovem procurou a polícia horas após o ocorrido e exames médicos indicaram sinais de violência sexual. Suspeito de 46 anos foi identificado, tem antecedentes criminais e afirma que a relação foi consensual.

    Um homem de 46 anos foi indiciado por agressão sexual e permanece sob custódia policial após ser acusado de violentar uma jovem no terraço de um restaurante com pista de dança em Paris, na França. A denúncia foi feita pela própria vítima.

    O caso veio à tona na manhã de sábado, quando a jovem se apresentou a uma delegacia e relatou que conheceu o homem durante a madrugada. Segundo o depoimento, ele a teria levado até o terraço do estabelecimento, onde a obrigou a praticar atos sexuais contra a sua vontade.

    A vítima foi encaminhada a um hospital, onde exames ginecológicos apontaram vestígios compatíveis com uma relação sexual violenta, reforçando o relato apresentado à polícia.

    As autoridades conseguiram identificar o suspeito após a jovem informar que havia trocado números de telefone com ele naquela noite. Com base nessa informação, a polícia localizou o homem, ouviu duas testemunhas e passou a analisar imagens de câmeras de segurança do local, segundo o jornal Le Parisien.

    O suspeito foi abordado na segunda-feira em sua residência, no departamento de Val-de-Marne. Ele possui antecedentes criminais por violência doméstica. Em depoimento, afirmou que, à época do crime anterior, estava desempregado e fora de controle, mas alegou que hoje tem uma vida estável, com dois filhos e um relacionamento tranquilo.

    O homem, que trabalha em uma empresa de gestão de imóveis e organiza reuniões de condomínio, não negou que houve relação sexual, mas sustentou que o ato foi consensual. Ele afirmou que estava com amigos quando conheceu a jovem.

    A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do caso.
     
     

     

    Homem é acusado de agressão sexual em terraço de restaurante em Paris

  • Trump suspende tarifas contra Europa e diz que acordo com Groenlândia está encaminhado

    Trump suspende tarifas contra Europa e diz que acordo com Groenlândia está encaminhado

    Após descartar o uso da força, presidente dos EUA anuncia início de negociações com a Otan sobre a Groenlândia, suspende tarifas contra países europeus aliados da Dinamarca e mantém discurso de que a ilha é estratégica para a segurança americana no Ártico.

    (CBS NEWS) — Horas depois de afirmar que não abriria mão da Groenlândia, mas descartar o uso da força, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a abertura de negociações com a Otan sobre o território e suspendeu a imposição de tarifas contra países que defendem a soberania da Dinamarca sobre a região autônoma.

    Trump se reuniu no início da noite desta quarta-feira (21) com o secretário-geral da aliança militar ocidental, o holandês Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

    Mais cedo, em um discurso extenso no evento, o presidente havia declarado: “As pessoas acham que eu vou usar a força, mas eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força e não vou usá-la”. Na ocasião, acrescentou que buscava “negociações imediatas para discutir a aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos”.

    O encontro com Rutte foi breve e não houve declarações públicas conjuntas. Pouco depois, Trump se manifestou por meio da rede social Truth Social. “Definimos a estrutura de um futuro acordo em relação à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico. Se essa solução se concretizar, será excelente para os EUA e para todas as nações da Otan. Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que entrariam em vigor em 1º de fevereiro”, escreveu.

    No sábado (17), Trump havia anunciado sobretaxas de 10% sobre importações provenientes da Dinamarca e de outros sete países europeus que apoiaram Copenhague, inclusive com o envio de pequenos contingentes militares para exercícios de defesa da ilha ártica. A União Europeia chegou a marcar uma reunião de emergência para esta quinta-feira (22) a fim de discutir possíveis retaliações, que agora podem ser revistas após o recuo americano.

    Ainda não há detalhes sobre o formato das negociações. Os Estados Unidos já mantêm a maior presença militar estrangeira na Groenlândia, com uma base remanescente da Guerra Fria destinada ao monitoramento de lançamentos de mísseis nucleares a partir do Ártico. Uma das hipóteses em discussão é a ampliação dessa presença, com base no tratado firmado com a Dinamarca em 1951, que permitiu a instalação de outras bases na ilha no passado.

    Durante o discurso em Davos, Trump voltou a classificar a Groenlândia como um ativo estratégico indispensável para a segurança dos EUA em um eventual conflito com Rússia ou China. “Qualquer guerra seria travada lá”, afirmou. Em tom irônico, disse ainda que “só pede um grande e belo pedaço de gelo”, alegando que os Estados Unidos deram muito à Otan ao longo dos anos sem receber o suficiente em troca.

    O chanceler dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, avaliou como positiva a decisão de Trump de descartar, ao menos por ora, o uso da força, mas ressaltou que “a ambição do presidente permanece intacta”.

    Trump também relembrou que os Estados Unidos ocuparam a Groenlândia em 1940, durante a invasão nazista da Dinamarca, devolvendo o território ao fim da Segunda Guerra Mundial. Chamou a decisão de “estúpida” e disse que o país europeu teria sido “ingrato”. Em 1946, Washington tentou comprar a ilha, mas a proposta foi rejeitada.

    Apesar de negar interesse nos recursos minerais da Groenlândia, que classificou como de difícil acesso, Trump voltou a afirmar que “nenhuma nação ou grupo de nações está em posição de garantir a segurança da ilha além dos Estados Unidos”, citando sua localização estratégica no Ártico.
     
     

    Trump suspende tarifas contra Europa e diz que acordo com Groenlândia está encaminhado

  • Brasileira acusada de matar a mulher do patrão fez postagens íntimas

    Brasileira acusada de matar a mulher do patrão fez postagens íntimas

    Imagens divulgadas pela promotoria no julgamento nos Estados Unidos mostram Juliana Peres Magalhães em clima de intimidade com Brendan Banfield, ex-agente do FBI e patrão da brasileira, semanas antes do assassinato de Christine Banfield, ocorrido em 2023, na Virgínia.

    O assassinato de Christine Banfield, ocorrido em fevereiro de 2023, está no centro de um julgamento que expôs detalhes íntimos e perturbadores da relação entre os acusados. A brasileira Juliana Peres Magalhães e o ex-agente do FBI Brendan Banfield são acusados de planejar a morte da esposa dele para manterem um relacionamento amoroso. Nesta semana, durante o julgamento na Virgínia, nos Estados Unidos, promotores apresentaram novas provas, incluindo fotos publicadas pela própria Juliana nas redes sociais antes do crime.

    As imagens mostram Juliana e Brendan em momentos de intimidade, como registros em uma banheira, aparentemente nus. Em uma das fotos, datada de 30 de dezembro de 2022, a brasileira cobre o rosto do amante com um emoji e escreve na legenda: “Aí gente, tô muito cu****. Apaixonadinha desde julho do ano passado”. Em outro registro semelhante, também feito em uma banheira, o rosto de Brendan aparece claramente. Não foi informado se as duas imagens foram feitas no mesmo dia.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Commonwealth of Virginia via Court TV  

    Outras publicações apresentadas à Justiça revelam ainda mais proximidade entre os dois. Na véspera do réveillon, Juliana postou a foto de uma mão sobre sua perna com a legenda “Meu ano novo”. Há também imagens dela em aulas de tiro, acompanhadas de comentários descontraídos, que chamaram a atenção da acusação por reforçarem o vínculo entre os dois antes do crime.

    Além das fotos retiradas do Instagram, a promotoria anexou ao processo provas materiais, como a faca usada no assassinato, o tênis de Juliana com manchas de sangue e registros detalhados da cena do crime.

    Segundo a investigação, Juliana foi presa ainda em 2023, acusada pela morte de Christine Banfield e de Joseph Ryan, um homem que acabou envolvido na trama. Meses depois, ela confessou à Justiça norte-americana que o plano teria sido arquitetado por Brendan, com o objetivo de eliminar a esposa e assumir o romance com a brasileira, que trabalhava como au pair na casa do casal.

    De acordo com o depoimento, os dois criaram estratégias para tentar despistar as autoridades. Uma delas teria sido a criação de um perfil falso em um aplicativo de relacionamentos, supostamente em nome de Christine, ligado a uma comunidade de fetiches sexuais. Usando essa conta, teriam atraído um homem até a residência para encenar uma fantasia de estupro, deixando a porta destrancada.

    Ainda segundo essa versão, após o homem chegar e violentar Christine, Brendan teria atirado nele e, em seguida, matado a própria esposa a facadas. Depois, ligou para a polícia e alegou que a mulher havia sido assassinada pelo invasor. A investigação, no entanto, apontou inconsistências na narrativa e levou à acusação formal do casal, que agora responde pelo crime.
     

     
     

    Brasileira acusada de matar a mulher do patrão fez postagens íntimas

  • Não quero usar a força, só quero a Groenlândia, diz Trump

    Não quero usar a força, só quero a Groenlândia, diz Trump

    Trump afirmou em Davos que pretende abrir negociações imediatas para assumir o controle da Groenlândia, considerada estratégica para a segurança dos EUA, voltou a criticar a Dinamarca e a Otan e negou intenção de usar força militar para tomar o território

    (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (21) que não quer usar a força para tomar a Groenlândia, mas começar negociações imediatas para ter a posse do território autônomo que a Dinamarca diz que não está à venda.

    Ele fez a afirmação no seu esperado discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça). Ele comentava sua investida sobre a ilha ártica, que novamente chamou de um ativo indispensável parar a segurança dos EUA em caso de um conflito com a Rússia ou a China. “Qualquer guerra seria travada lá”, disse.

    “Tudo o que eu peço é um pedaço de gelo. É bem menos do que recebemos ao longo dos anos. Nós demos à Otan muito, e não recebemos nada de volta”, disse Trump sobre a Otan, aliança militar ocidental criada pelos EUA em 1949, da qual a Dinamarca é membro fundador.

    O republicano lembrou que os EUA ocuparam a ilha quando os nazistas tomaram a Dinamarca, em 1940, devolvendo o território a Copenhague ao fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. “Foi estúpido”, disse Trump, dizendo que “a Dinamarca foi ingrata”.

    Em 1946, a Casa Branca tentou comprar a ilha, mas a proposta foi rejeitada pelos europeus. “Só queremos esse pedaço de gelo. Se vocês aceitarem, vamos gostar. Se não, vamos nos lembrar”, afirmou, depois de negar que a ação vise minar a Otan.

    Essa reportagem está sendo atualizada

    Não quero usar a força, só quero a Groenlândia, diz Trump

  • Dinamarca pede a funcionários do governo que desativem Bluetooth

    Dinamarca pede a funcionários do governo que desativem Bluetooth

    Governo orientou autoridades a desativar Bluetooth e evitar dispositivos sem fio por temor de ciberataques. Copenhague também defende presença permanente da Otan na Groenlândia diante das ameaças de anexação e de novas tarifas anunciadas por Donald Trump.

    A escalada das tensões entre os Estados Unidos e a Dinamarca em torno da Groenlândia levou o governo dinamarquês a adotar medidas preventivas na área de segurança digital. Segundo o jornal Le Parisien, autoridades do país orientaram integrantes das forças de segurança e funcionários de agências governamentais a desativarem o Bluetooth de celulares e evitarem o uso de fones sem fio, como AirPods, e outros dispositivos que utilizem essa tecnologia durante o exercício de suas funções.

    De acordo com a publicação, a recomendação foi reforçada por um comunicado do departamento de cibersegurança da polícia dinamarquesa, que pediu a desativação do Bluetooth em celulares, tablets, computadores e equipamentos similares, tanto no uso profissional quanto pessoal, até nova orientação. A medida reflete o receio de que autoridades possam ser alvo de ciberataques capazes de interceptar dados e comunicações sensíveis.

    Dinamarca defende presença da Otan na Groenlândia

    Nesta terça-feira (20), a primeira-ministra Mette Frederiksen afirmou que uma solução para a segurança da Groenlândia pode passar por uma presença permanente da Otan, nos moldes do que ocorre nos países bálticos. Segundo ela, Copenhague já apresentou esse pedido à aliança.

    “O que propusemos por meio da Otan é uma presença mais permanente na Groenlândia e em seu entorno”, declarou Frederiksen, após uma sessão de escrutínio parlamentar em Copenhague, em declarações citadas pela agência Ritzau.

    A proposta se inspira no modelo adotado no Mar Báltico, onde tropas da Otan estão permanentemente estacionadas na Estônia, Letônia e Lituânia, além de atuarem na vigilância marítima por meio da missão Baltic Sentinel. “Esse modelo pode ser transferido para a região do Ártico”, afirmou a premiê.

    Diante das pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para anexar a Groenlândia, o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, e a ministra das Relações Exteriores do território autônomo, Vivian Motzfeldt, apresentaram ao secretário-geral da Otan, Mark Rutte, a proposta de uma missão de segurança no entorno da ilha.

    Frederiksen disse ainda que houve “uma resposta positiva” da Otan ao compromisso de reforçar a segurança na região. Ela mencionou também os exercícios militares “Resistência Ártica”, conduzidos pelas Forças Armadas dinamarquesas na Groenlândia com a participação de aliados europeus, ressaltando que as ações não representam uma reação contra os Estados Unidos e que houve “total transparência” com Washington.

    No sábado, Trump anunciou a intenção de impor tarifas de 10% a partir de fevereiro e de 25% a partir de junho sobre produtos de oito países europeus que se opõem ao controle americano da Groenlândia. A lista inclui Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia, além de Noruega e Reino Unido. Segundo o presidente americano, as tarifas permaneceriam em vigor até que fosse alcançado um acordo para a “compra total da Groenlândia” pelos Estados Unidos.

    Dinamarca pede a funcionários do governo que desativem Bluetooth

  • Assassino de ex-premiê é condenado à prisão perpétua no Japão

    Assassino de ex-premiê é condenado à prisão perpétua no Japão

    Tetsuya Yamagami foi considerado culpado pelo ataque que matou o ex-primeiro-ministro em 2022. Crime chocou o país, expôs falhas na segurança, levou ao escrutínio da Igreja da Unificação e resultou em mudanças na legislação sobre armas.

    O homem acusado de assassinar a tiros o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe foi considerado culpado nesta terça-feira por um tribunal do Japão e condenado à prisão perpétua. Tetsuya Yamagami, de 45 anos, atacou o ex-líder durante um comício eleitoral em julho de 2022, na cidade de Nara, cerca de dois anos após Abe deixar o cargo.

    A sentença foi anunciada pelo juiz Shinichi Tanaka durante audiência realizada no tribunal de Nara, próximo a Quioto. Yamagami utilizou uma arma caseira para cometer o crime, em 8 de julho de 2022, em plena atividade de campanha.

    No início do julgamento, em outubro, o réu confessou o assassinato. O Ministério Público havia pedido prisão perpétua, classificando o caso como um crime sem precedentes no Japão do pós-guerra e destacando as consequências profundas para a sociedade japonesa.

    Embora a pena de prisão perpétua no Japão preveja, em tese, a possibilidade de liberdade condicional, especialistas apontam que muitos condenados acabam morrendo sob custódia.

    O assassinato de Shinzo Abe causou forte comoção em um país onde crimes com armas de fogo são extremamente raros. O caso também trouxe à tona o motivo alegado por Yamagami, que afirmou ter escolhido Abe como alvo devido a supostos vínculos do ex-premiê com a Igreja da Unificação, também conhecida como Moonies.

    Fundada em 1954 na Coreia do Sul por Sun Myung Moon, a Igreja da Unificação passou a ser alvo de intenso escrutínio após o crime, acusada de pressionar financeiramente seus fiéis e de manter relações estreitas com políticos japoneses. Abe havia participado de eventos organizados por entidades ligadas à igreja.

    Durante o processo, a promotoria afirmou que Yamagami nutria profundo ressentimento contra a organização religiosa. Segundo os investigadores, ele começou a planejar o ataque em 2020, pesquisando na internet como fabricar uma arma de fogo e realizando testes em áreas montanhosas isoladas.

    A defesa destacou o histórico familiar do réu, incluindo o suicídio do pai quando ele tinha quatro anos e o impacto financeiro causado pelas doações feitas pela mãe à Igreja da Unificação. Ela teria entregue cerca de 100 milhões de ienes à organização, o que levou a família à ruína. Yamagami abandonou os estudos e tentou tirar a própria vida em 2005. Um irmão morreu dez anos antes, em um caso também tratado como suicídio.

    Segundo a acusação, Yamagami acreditava que matar uma figura tão influente quanto Abe chamaria a atenção pública para a atuação da igreja.

    As investigações revelaram ligações entre a Igreja da Unificação e membros do Partido Liberal Democrático, legenda de Abe, o que resultou na renúncia de quatro ministros à época. Um levantamento interno do partido indicou que metade dos parlamentares tinha algum tipo de vínculo com a organização.

    Em abril de 2025, um tribunal determinou a dissolução da filial japonesa da Igreja da Unificação, citando danos sem precedentes à sociedade.

    O caso também expôs falhas graves na segurança do ex-primeiro-ministro, já que os agentes presentes não reagiram imediatamente ao primeiro disparo. Após o crime, o Japão endureceu sua legislação sobre armas em 2024, passando a criminalizar também o compartilhamento de instruções para fabricação ou venda de armamentos nas redes sociais.

    Assassino de ex-premiê é condenado à prisão perpétua no Japão

  • Avião de Trump que seguia para Davos sofre "problema" elétrico e regressa à base

    Avião de Trump que seguia para Davos sofre "problema" elétrico e regressa à base

    O Air Force One apresentou uma falha elétrica logo após a decolagem e precisou retornar a Washington por precaução. Donald Trump seguirá para o Fórum Econômico Mundial em Davos em outra aeronave, segundo informou a Casa Branca.

    O avião presidencial dos Estados Unidos, o Air Force One, apresentou um pequeno problema elétrico no início da viagem ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, e precisou retornar à base em Washington. O presidente Donald Trump deverá seguir viagem em outra aeronave.

    Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, a decisão de retornar foi tomada após a decolagem, quando a tripulação identificou a falha elétrica e, por precaução, optou por regressar. A informação foi divulgada pela Associated Press.

    Um repórter que estava a bordo relatou que as luzes da cabine de imprensa se apagaram brevemente logo após a decolagem, sem que fosse apresentada uma explicação oficial no momento.

    Trump embarcará em outro avião e continuará a viagem para Davos, onde é esperado ainda nesta quarta-feira.

    Os dois aviões atualmente utilizados como Air Force One estão em operação há quase quatro décadas. A Boeing trabalha na substituição das aeronaves, mas o programa acumula sucessivos atrasos.

    No ano passado, a família governante do Catar presenteou Trump com um jato Boeing 747-8 de luxo para integrar a frota presidencial, iniciativa que gerou forte repercussão. A aeronave passa atualmente por adaptações para atender aos requisitos de segurança.

    Leavitt fez uma brincadeira com os repórteres a bordo na noite de terça-feira, afirmando que, naquele momento, um jato do Catar parecia “uma opção bem melhor”.

    Avião de Trump que seguia para Davos sofre "problema" elétrico e regressa à base

  • Trump discursa hoje no Fórum de Davos em clima de alta tensão com Europa

    Trump discursa hoje no Fórum de Davos em clima de alta tensão com Europa

    Fala do presidente americano ocorre às 10h30 (horário de Brasília) e é aguardada com expectativa diante da escalada de tensões diplomáticas e comerciais com países europeus, após ameaças de anexação do território e anúncio de novas tarifas.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa nesta quarta-feira no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A fala é aguardada com grande expectativa diante do clima de forte tensão entre os Estados Unidos e a Europa, provocado pela disputa em torno da Groenlândia.

    A edição deste ano do fórum, que reúne anualmente em Davos líderes políticos e econômicos de todo o mundo, ocorre em um cenário de elevada instabilidade global e tem Trump como principal figura do evento, em meio a um ambiente marcado por conflitos diplomáticos e comerciais.

    O presidente norte-americano volta a participar presencialmente do Fórum de Davos após seis anos. A última vez foi em 2020, durante seu primeiro mandato na Casa Branca, entre 2017 e 2021.

    Nas últimas semanas, Trump tem ameaçado anexar a Groenlândia, território autônomo sob soberania da Dinamarca e integrante da Otan. Segundo ele, a segurança e a vigilância da ilha ártica teriam sido negligenciadas, abrindo espaço para a influência da China ou da Rússia. A argumentação é rejeitada pela maioria dos países europeus, que defendem a soberania e a integridade territorial da Groenlândia.

    A escalada das tensões levou países europeus aliados a enviarem tropas à região para a realização de exercícios militares. No sábado passado, Trump anunciou ainda a imposição de tarifas comerciais adicionais, a partir de fevereiro, sobre produtos de oito países europeus que se alinharam à Dinamarca, entre eles França, Reino Unido e Alemanha. As taxas poderiam chegar a 25% a partir de 1º de junho, caso não haja um acordo que, segundo o presidente americano, garanta o controle total da Groenlândia.

    O embate transatlântico domina os debates do Fórum de Davos deste ano, que tem como tema “Um Espírito de Diálogo”. Na terça-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a resposta da União Europeia às ameaças tarifárias será “firme, unida e proporcional”.

    Também em Davos, o presidente francês Emmanuel Macron alertou que a União Europeia pode ser forçada a recorrer ao instrumento de combate à coerção comercial contra os Estados Unidos, classificando a postura americana como “uma agressão inútil” e “uma loucura”.

    O discurso de Trump está previsto para as 10h30 (horário de Brasília).
     
     

     

    Trump discursa hoje no Fórum de Davos em clima de alta tensão com Europa

  • Trump expõe mensagens privadas de Macron e Rutte sobre a Groenlândia

    Trump expõe mensagens privadas de Macron e Rutte sobre a Groenlândia

    Presidente dos EUA divulgou trocas de mensagens com líderes europeus e da Otan, provocando reação em Paris e debate em Davos sobre soberania da Groenlândia, alinhamento diplomático, bastidores da política internacional e tentativas europeias de conter avanços do governo americano.

    Donald Trump divulgou em sua rede social, a Truth Social, duas mensagens privadas que teria recebido. A primeira foi enviada pelo presidente francês Emmanuel Macron, cuja autenticidade já foi confirmada pelo Palácio do Eliseu. A segunda teria como remetente Mark Rutte, secretário-geral da Otan.

    Na mensagem de Macron tornada pública pelo presidente dos Estados Unidos, é possível ler: “Meu amigo, estamos totalmente alinhados sobre a Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia”.

    O presidente francês também propôs “organizar uma reunião do G7 em Paris, na quinta-feira à tarde, após Davos”, período em que Trump estará na Europa a partir de quarta-feira. “Posso convidar ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos à margem da reunião”, acrescentou.

    “Vamos jantar juntos em Paris na quinta-feira, antes de você retornar aos Estados Unidos”, convidou ainda Macron, que assinou a mensagem apenas como “Emmanuel”.


    Segundo a Presidência francesa, a mensagem “demonstra que o presidente francês defende a mesma posição em público e em privado”.

    Sobre a Groenlândia, a mesma fonte ressaltou que “o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados não é negociável, e o compromisso, enquanto aliados na Otan, com a segurança na região do Ártico permanece intacto”.

    Trump também divulgou uma mensagem de Rutte: “Atenciosamente, Mark”.

    Pouco depois, Donald Trump voltou a tornar pública outra mensagem privada, desta vez enviada por Mark Rutte.

    “Senhor presidente, caro Donald, o que o senhor conseguiu hoje na Síria é incrível. Vou aproveitar minhas aparições públicas em Davos para destacar seu trabalho lá, em Gaza e na Ucrânia”, escreveu o líder da Otan.

    “Estou empenhado em encontrar uma solução para a Groenlândia. Mal posso esperar para vê-lo”, acrescentou, antes de encerrar: “Atenciosamente, Mark”.


    Em reação, Oana Lungescu, ex-porta-voz da Otan, afirmou à BBC que, assim como no caso da mensagem de Macron, a divulgação de comunicações privadas é “incomum”.

    Ainda assim, destacou que Rutte foi “coerente entre o que diz publicamente e em privado”, enquanto outros líderes “podem parecer mais duros em público e mais conciliadores em privado”.

    Vários líderes europeus, além de Rutte, estão em Davos nesta semana para o Fórum Econômico Mundial. A expectativa é convencer o presidente norte-americano, Donald Trump, a abandonar suas pretensões sobre a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, país membro da União Europeia e da Otan.

    Trump expõe mensagens privadas de Macron e Rutte sobre a Groenlândia