Categoria: MUNDO

  • Ataque do Irã à Califórnia? “Estamos vulneráveis”, alerta militar

    Ataque do Irã à Califórnia? “Estamos vulneráveis”, alerta militar

    Ex-operador militar de drones dos Estados Unidos afirma que o Irã já possui tecnologia e capacidade para lançar ataques a longa distância. Segundo ele, o país estaria vulnerável a ofensivas desse tipo em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.

    Um especialista militar dos Estados Unidos alertou que o Irã poderia lançar, a qualquer momento, um ataque com drones contra o território americano, incluindo o estado da Califórnia. O alerta foi feito por Brett Velicovich, especialista em operações com drones e ex-integrante de missões militares norte-americanas.

    Segundo ele, o Irã já possui tecnologia, capacidade operacional e motivação suficientes para realizar esse tipo de ofensiva. Para Velicovich, a possibilidade de um ataque não pode ser descartada e deve ser considerada com seriedade pelas autoridades de segurança.

    O especialista afirmou que os Estados Unidos ainda apresentam vulnerabilidades diante desse tipo de ameaça. “Estamos muito vulneráveis a ataques”, disse. Ele também avalia que o país não está totalmente preparado para enfrentar uma ofensiva desse tipo caso ela ocorra.

    Velicovich explicou que o Irã possui milhares de drones de ataque capazes de operar a longas distâncias. Alguns desses equipamentos podem ser controlados remotamente a milhares de quilômetros ou até operar de forma autônoma, voando centenas de quilômetros antes de atingir um alvo.

    O especialista ficou conhecido por sua atuação em operações militares com drones usadas para localizar e atacar líderes do grupo extremista Estado Islâmico e de outras organizações terroristas. Em julho do ano passado, ele chegou a ser elogiado publicamente pelo presidente Donald Trump por sua experiência militar.

    O alerta acontece em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã. Durante os ataques, morreu o aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo de líder supremo do país desde 1989.

    Desde então, as tensões entre as nações continuam elevadas. O presidente americano Donald Trump tem feito declarações diferentes sobre a duração da operação militar. Em um comício realizado em Hebron, no estado do Kentucky, ele afirmou que os Estados Unidos precisam “terminar o trabalho” no Irã.

    “Não queremos sair antes da hora, certo? Precisamos terminar o trabalho”, declarou o presidente.

    Horas antes, no entanto, Trump havia sugerido que o conflito poderia estar próximo do fim, dizendo em entrevista ao site Axios que “praticamente não há mais nada para atacar” no território iraniano.

    As autoridades israelenses também indicaram que ainda existem diversos alvos militares no Irã que podem ser atingidos. Paralelamente, a Guarda Revolucionária iraniana tem feito ameaças de prolongar o confronto por meio de uma chamada “guerra de desgaste”, que poderia impactar a economia global.

    Entre as ações já adotadas por Teerã está a pressão sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. A instabilidade na região já provocou alta nos preços do combustível no mercado internacional.
     

     
     
     
     
     
     
     

    Ataque do Irã à Califórnia? “Estamos vulneráveis”, alerta militar

  • Imagem de menino antes de morrer em ataque no Irã viraliza nas redes

    Imagem de menino antes de morrer em ataque no Irã viraliza nas redes

    Imagem mostra criança acenando para a mãe antes de sair para a escola em Minab, pouco antes do bombardeio que atingiu o local no primeiro dia da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel e deixou dezenas de mortos.

    Uma fotografia simples, tirada poucos minutos antes de uma criança sair para a escola, acabou se transformando em um dos símbolos mais compartilhados da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel. A imagem mostra um menino iraniano acenando para a mãe enquanto desce as escadas de casa para começar mais um dia de aula. Horas depois, ele estaria entre as vítimas de um ataque que atingiu uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã.

    O garoto foi identificado como Mikaeil Mirdoraghi, aluno do terceiro ano do ensino fundamental. Na foto, ele aparece usando mochila e lancheira azuis e olhando para trás enquanto se despede da mãe, que registrava o momento. A imagem foi feita na manhã de 28 de fevereiro, data que marcou o início da ofensiva militar lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

    Poucas horas depois do registro, uma escola primária em Minab foi atingida durante os ataques. Segundo informações divulgadas por autoridades e pela imprensa iraniana, cerca de 175 pessoas morreram no bombardeio, a maioria crianças e professores.

    Desde então, a fotografia do menino passou a circular intensamente nas redes sociais e em veículos de comunicação, sendo utilizada pelo governo iraniano como símbolo das crianças mortas nos ataques. Em publicações oficiais, Mikaeil e outras vítimas passaram a ser chamados de “mártires” do conflito.

    A mãe do menino relatou em entrevista a um jornal iraniano que o filho pediu para ser fotografado antes de sair para a escola naquela manhã. Segundo ela, na noite anterior o garoto havia feito elogios incomuns ao jantar preparado pela família.

    “Naquela noite ele disse: ‘Mãe, a comida que você fez é muito boa, parece comida do paraíso’”, contou.

    Ela também recordou um momento de brincadeira entre Mikaeil e o irmão. Usando travesseiros como se fossem barricadas, os dois fingiam participar de uma batalha. “Ele disse: ‘Eu sou o Irã, e você é os Estados Unidos’. Depois comemorou dizendo: ‘O Irã venceu’”, lembrou a mãe.

    A autoria do ataque ainda é tema de investigação. Análises preliminares indicam que o bombardeio pode ter sido resultado de um erro nas coordenadas utilizadas pelos militares dos Estados Unidos, que teriam trabalhado com informações de inteligência desatualizadas sobre o alvo.

    O episódio ocorreu logo no primeiro dia da guerra que começou em 28 de fevereiro, quando forças americanas e israelenses lançaram ataques contra território iraniano. O conflito já deixou milhares de mortos e intensificou a instabilidade em todo o Oriente Médio.

    Enquanto as investigações continuam, a imagem do menino acenando para a mãe permanece circulando pelo mundo, transformando um gesto cotidiano de despedida em um retrato marcante do impacto da guerra sobre civis, especialmente crianças.

    Imagem de menino antes de morrer em ataque no Irã viraliza nas redes

  • Pai e filho são presos por abusar de funcionária mantida em cativeiro

    Pai e filho são presos por abusar de funcionária mantida em cativeiro

    Mulher foi atraída com promessa de trabalho durante a festa de Las Fallas, em Valência. Segundo a polícia, ela acabou mantida em condições precárias e sofreu tentativas de abuso sexual antes de conseguir denunciar os suspeitos.

    Dois homens, de 50 e 25 anos, foram presos na segunda-feira na Espanha suspeitos de abusar sexualmente de uma mulher colombiana que havia sido contratada para trabalhar durante as festividades de Las Fallas, tradicional celebração realizada na cidade de Valência. Segundo a polícia, a vítima também teria sido mantida em cativeiro.

    De acordo com informações divulgadas pela emissora espanhola Telecinco, os suspeitos, pai e filho, teriam pago a viagem da mulher da Colômbia para a Espanha após ela ser colocada em contato com eles por outra imigrante colombiana. A promessa era de um emprego em uma churrascaria durante as festas locais.

    No entanto, segundo as investigações, a mulher nunca chegou a trabalhar no estabelecimento. Em vez disso, teria sido mantida presa na casa de um dos suspeitos, em condições precárias.

    Ainda de acordo com o relato da vítima, um dos homens tentou manter relações sexuais com ela na mesma noite em que chegou à Espanha, em 18 de fevereiro. Durante o período em que permaneceu na residência, o homem de 25 anos também teria tentado abusar dela.

    A polícia informou que a mulher era mantida com pouca comida e sem liberdade para sair ou sequer usar o banheiro adequadamente.

    No dia 2 de março, pai e filho disseram à vítima que precisariam do quarto para outro funcionário e se ofereceram para levá-la até um albergue. Antes disso, exigiram que ela pagasse o valor da passagem aérea, embora tenham lhe entregue apenas 20 euros como pagamento pelo trabalho que supostamente teria realizado.

    Após conseguir sair da casa, a mulher procurou as autoridades e denunciou o caso.

    Os dois suspeitos foram presos por volta das 10h de segunda-feira. A investigação está sendo conduzida pela Unidade contra Redes de Imigração Ilegal e Falsificação Documental (UCRIF) da Polícia Nacional da Espanha.
     
     

    Pai e filho são presos por abusar de funcionária mantida em cativeiro

  • Menina desaparecida há mais de cinco anos é encontrada viva nos EUA

    Menina desaparecida há mais de cinco anos é encontrada viva nos EUA

    Criança, hoje com 11 anos, havia sumido na Califórnia em 2020 e foi localizada na Carolina do Norte, a mais de 3 mil quilômetros de distância. Autoridades afirmam que ela está em segurança e investigam as circunstâncias do desaparecimento

    Uma menina que havia desaparecido há mais de cinco anos e meio foi encontrada viva nesta terça-feira nos Estados Unidos, a mais de 3 mil quilômetros do local onde foi vista pela última vez. A criança, hoje com 11 anos, desapareceu no estado da Califórnia e foi localizada na Carolina do Norte.

    Segundo informações divulgadas por autoridades locais, a menina foi vista pela última vez em 2 de junho de 2020. Desde então, vivia no condado de Washington, na Carolina do Norte, utilizando outro nome.

    Em comunicado publicado nas redes sociais, a polícia destacou que casos antigos como esse raramente têm um desfecho positivo.

    “É muito raro que um caso tão antigo tenha um resultado tão feliz. Isso mostra que, com trabalho duro, dedicação e cooperação entre diferentes agências, finais positivos ainda podem acontecer”, disseram as autoridades.

    A operação contou com colaboração entre equipes policiais de diferentes estados e também com apoio de um distrito escolar da Califórnia

     

    As autoridades confirmaram que a menina foi localizada em segurança, mas informaram que não podem divulgar muitos detalhes neste momento porque a investigação ainda está em andamento e a vítima é menor de idade.

    De acordo com a revista People, o desaparecimento foi denunciado às autoridades em 2020. No entanto, pouco tempo depois, a mãe da criança teria interrompido a comunicação com a polícia.

    Os investigadores acreditam que a própria mãe pode ter levado a menina na época do desaparecimento.

    A apuração do caso segue em andamento, com cooperação entre autoridades da Califórnia e da Carolina do Norte. Até o momento, não foi informado se houve alguma prisão relacionada ao caso.

    Menina desaparecida há mais de cinco anos é encontrada viva nos EUA

  • Israel lança ataques em grande escala contra Hezbollah em Beirute

    Israel lança ataques em grande escala contra Hezbollah em Beirute

    Bombardeios atingiram subúrbios ao sul da capital libanesa, reduto do grupo aliado ao Irã. Escalada ocorre após disparos de morteiros contra o norte de Israel e amplia o conflito regional iniciado após ataques de EUA e Israel ao Irã

    O Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira que realizou uma série de bombardeios de grande escala contra posições do grupo xiita Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano. As forças israelenses afirmaram que pretendem continuar os ataques com “força considerável” contra o movimento aliado ao Irã.

    Em comunicado, o Exército informou que iniciou ofensivas contra infraestruturas e posições estratégicas do Hezbollah localizadas na região sul da cidade, considerada um dos principais redutos do grupo.

    Pouco antes dos bombardeios, autoridades israelenses relataram que o Hezbollah teria disparado uma série de morteiros contra o norte de Israel.

    O porta-voz militar israelense em língua árabe, coronel Avichay Adraee, declarou nas redes sociais que a operação é uma resposta aos ataques do grupo libanês.

    “Após os graves crimes cometidos pela organização terrorista Hezbollah, o Exército israelense atuará com grande intensidade contra suas instalações, interesses e meios militares”, afirmou.

    De acordo com a agência estatal de notícias do Líbano, ao menos seis bombardeios intensos atingiram bairros da periferia sul de Beirute. Moradores relataram fortes explosões e a formação de grandes colunas de fumaça na região.

    O Líbano acabou sendo arrastado para a escalada militar que começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã. Poucos dias depois, em 2 de março, o Hezbollah entrou diretamente no conflito ao atacar território israelense.

    Desde então, Israel intensificou os bombardeios contra alvos no Líbano.

    Segundo autoridades locais, em cerca de dez dias de confrontos entre Israel e Hezbollah, mais de 634 pessoas morreram no território libanês, entre elas 91 mulheres e 47 crianças. O número de feridos já ultrapassa 1.500.

    A escalada também provocou uma crise humanitária, com aproximadamente 816 mil pessoas deslocadas de suas casas no país, sendo cerca de 126 mil acolhidas em centros de abrigo.
     
     

     

    Israel lança ataques em grande escala contra Hezbollah em Beirute

  • Irã ataca navios no golfo e fala em barril de petróleo a US$ 200

    Irã ataca navios no golfo e fala em barril de petróleo a US$ 200

    Ao menos três cargueiros foram atingidos por drones; americanos afundaram 16 navios com minas; quatro ficam feridos perto do aeroporto de Dubai; Israel lança novos bombardeios contra Teerã e Beirute

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A guerra no Oriente Médio entrou em seu 12º dia em alta intensidade, com o Irã atacando nesta quarta-feira (11) navios mercantes no golfo Pérsico para reafirmar sua disposição de manter fechado o estratégico estreito de Hormuz.

    “Se preparem para o petróleo a US$ 200 o barril, porque o preço depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse o porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari. O referencial barril Brent está flutuando acima de US$ 90, depois de ter batido quase US$ 120.

    Na véspera, os EUA haviam anunciado ter afundado 16 navios lançadores de minas marítimas na região. O objetivo, disse o Pentágono, foi o de evitar que eles operassem agora que o grosso da Marinha de Teerã está inutilizado. Segundo relatos de militares, ao menos 12 minas chegaram a ser espalhadas.

    Pela estreita rota passam, normalmente, 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta, o que levou a variações brutais no preço das commodities. O Irã militarizou o estreito, distribuindo ao menos 16 bases na sua costa norte e ilhas, e os EUA atacaram ao menos 10 desses pontos segundo imagens de satélite.

    Nesta quarta, um dos cinco cargueiros atingidos, de bandeira tailandesa, teve de ser evacuado devido a um incêndio a bordo perto de Omã -que registrou também um ataque com drone Shahed-136 que atingiu tanques de combustível. Os outros dois incidentes foram menos graves, e os navios foram levados para portos dos Emirados Árabes Unidos.

    Os iranianos disseram que o navio tailandês ignorou avisos e assumiram um segundo ataque, sem comentar o terceiro. Além disso, dois petroleiros carregando óleo do Iraque foram alvejados e pegaram fogo, segundo Bagdá. Cerca de 25 tripulantes foram retirados das embarcações.

    Os Emirados são o país mais atingido, em volume de ataques do Irã, na guerra. Também nesta quarta, ao menos quatro pessoas ficaram feridas durante uma ação com drones junto ao aeroporto de Dubai, que opera de forma parcial.

    No Bahrein, o aeroporto internacional também foi alvo de ações. O reino foi particularmente atingido por abrigar a estação naval da Quinta Frota dos EUA, que teve um radar avaliado em US$ 1,1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) destruído no começo da guerra, em 28 de fevereiro.

    Com isso, sob forte pressão militar dos EUA e de Israel, o Irã muda o foco para o maior temor global em relação à guerra, a instabilidade no comércio de energia. Se não pode derrotar as forças mobilizadas contra si, Teerã tem vários recursos para causar caos neste setor.

    Após o Brent chegar a quase US$ 120 na segunda (9), falas do presidente Donald Trump dando a entender que o conflito será curto o levaram a níveis em torno de US$ 90, mas com forte oscilação.

    Nesta quarta, tanto Israel quanto o Irã foram na mão contrária do americano. O ministro Israel Katz (Defesa) disse que o conflito irá continuar “sem qualquer limite de tempo”, enquanto a poderosa Guarda Revolucionária do regime de Teerã reafirmou que lutará “até a sombra a guerra ser levantada”.

    Alvo de ataques na noite de terça (10), a Arábia Saudita está especialmente preocupada, já que 90% de sua produção é escoada por Hormuz. Segundo a estatal Saudi Aramco, o prolongamento do conflito pode levar a uma “tragédia”, enquanto o país tenta ampliar o funcionamento de oleodutos rumo ao mar Vermelho.

    Os EUA parecem atentos a esse ponto, talvez de olho na hipótese hoje improvável de uma acomodação com o Irã após a guerra. Até aqui, nem os americanos, nem os israelenses atacaram a ilha de Kargh, que concentra a infraestrutura para exportar de 80% a 90% do petróleo iraniano no golfo.

    Entra na equação a pressão da China, com quem Trump trava duras negociações comerciais. Pequim comprou em 2025 quase 15% de seu petróleo, a preço com desconto, de Teerã. A destruição dos terminais de escoamento da commodity impactaria duramente a economia dos rivais, dando assim uma carta a mais para os americanos.

    A madrugada e a manhã seguiram violentas do lado de quem começou a guerra. Os EUA promoveram diversos ataques, alguns com bombardeiros saídos de bases antes vetadas para seu uso no Reino Unido, mirando principalmente a infraestrutura de mísseis balísticos do Irã.

    Nesta quarta, modelos B-1B em Fairford (Inglaterra) tiveram seus sistemas de lançamento de mísseis removidos e substituídos por bombas de ataque direto contra bunkers, o que pressupõe ações mais precisas e confiança no controle do espaço aéreo. A troca foi feita junto à cerca da base, para quem quisesse filmar.

    Os ataques ao país persa já deixaram, segundo o governo, mais de 1.300 mortos. O Crescente Vermelho, órgão humanitário análogo da Cruz Vermelha em países islâmicos, disse nesta quarta que 19.734 edifícios civis foram danificados no Irã, incluindo 77 centros médicos e 65 escolas.

    Já Israel fez uma nova onda de ataques a Teerã e a posições do grupo libanês Hezbollah em Beirute. O Hezbollah, aliado da teocracia iraniana, lançou ataques contra o norte e centro do Estado judeu.

    Ao menos 630 pessoas já morreram no país árabe, cujo governo viu sua tentativa de mediar o conflito entre os fundamentalistas xiitas e o Estado judeu fracassar.

    No começo da noite, o Hezbollah reagiu com a maior barragem até aqui de foguetes, cerca de cem projéteis, disparados contra a região de Haifa, no norte israelense. O céu ficou iluminado com os rastros e as interceptações do sistema Domo de Ferro, que não conseguiu atingir ao menos 12 projeteis segundo a mídia local.

    Irã ataca navios no golfo e fala em barril de petróleo a US$ 200

  • Trump diz que EUA derrubaram liderança do Irã 'duas vezes'

    Trump diz que EUA derrubaram liderança do Irã 'duas vezes'

    “Derrubamos a liderança deles duas vezes. Agora há um novo grupo assumindo. Vamos ver o que acontece com eles”, disse Donald Trump sobre a guerra dos Estados Unidos contra o Irã

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (11) que as forças americanas “derrubaram” a liderança do Irã duas vezes.

    Trump afirmou que as forças americanas destruíram a Marinha iraniana. Em conversa com repórteres em Cincinnati, no estado de Ohio, o presidente falou sobre o conflito e a liderança do Irã, mas não citou nomes.

    “Derrubamos a liderança deles duas vezes. Agora há um novo grupo assumindo. Vamos ver o que acontece com eles”, disse Donald Trump.

    Mais cedo, a agência de notícias Reuters informou que o recém-empossado líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, teria sofrido ferimentos leves, mas que seguia no comando do país, segundo uma autoridade iraniana.

    A fonte não deu detalhes sobre quando Khamenei teria se ferido nem explicou por que ele não fez nenhuma declaração pública desde a nomeação.

    Trump diz que EUA derrubaram liderança do Irã 'duas vezes'

  • Pentágono diz que 6 dias de guerra já custaram bilhões aos EUA, diz jornal

    Pentágono diz que 6 dias de guerra já custaram bilhões aos EUA, diz jornal

    Estados Unidos estão em conflito contra o Irã desde o final de fevereiro deste ano; a estimativa apontada não incluiu alguns dos custos associados à operação, revelou o The New York Times

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Autoridades do Pentágono disseram, em uma reunião a portas fechadas com parlamentares, que a guerra no Irã já custou aos Estados Unidos o valor de US$ 11,3 bilhões (ou R$ 57,9 na cotação atual) em apenas seis dias, segundo informou o jornal The New York Times.

    A reunião entre governo Trump e parlamentares ocorreu no Capitólio. A estimativa apontada não incluiu alguns dos custos associados à operação. O jornal citou três pessoas familiarizadas com o evento.

    “Por esse motivo, os parlamentares esperam que o número aumente consideravelmente à medida que o Pentágono continua a calcular os custos acumulados apenas na primeira semana” – The New York Times

    EUA estão em conflito contra o Irã desde o final de fevereiro. Ao lado de Israel, o país lançou ofensiva militar em Teerã que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. O segundo filho dele, Mojtaba Khamenei, foi eleito para sucedê-lo.

    Os Estados Unidos atingiram pelo menos 5.000 alvos durante os 12 dias de conflito. Segundo a rede de TV americana CBS News, dos cinco mil alvos, 50 navios iranianos foram destruídos ou danificados e 30 bases ou instalações militares atingidas. Os dados foram fornecidos pelo Centcom (Comando Central dos Estados Unidos).

    VEJA ABAIXO:

    • Navios iranianos destruídos ou danificados: 50
    • Bases ou instalações militares: 30
    • Locais de lançamento de mísseis (incluindo pelo menos 200 lançadores): 23
    • Instalações de liderança governamental: 11
    • Instalações de comando, controle e inteligência: 28
    • Instalações industriais de defesa: 9
    • Instalações de energia (incluindo refinarias de petróleo): 4
    • Aeroportos: 4
    • Instalações de pesquisa nuclear: 2
    • Instalações de mídia administradas pelo Estado: 2

    Dados foram contabilizados até a manhã desta terça (10). Teoricamente, nessa conta, não foram contabilizados os 16 navios minadores inativos destruídos pelos americanos no Estreito de Hormuz. O número de drones abatidos também não.

    Suspeita de bombardear escola em Teerã. Os Estados Unidos são acusados de terem promovido ataque a uma escola de meninas, que causou a morte de 168 crianças no primeiro dia de guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Após pressão internacional, os americanos anunciaram a abertura de investigação.

    Emissora também mapeou alvos atingidos pelo Irã. O número é significativamente menor do que o registrado pelos EUA.

    ALVOS ATINGIDOS PELO IRÃ

    • Instalações militares dos EUA e aliados: 18
    • Unidades ou posições militares: 6
    • Instalações e embarcações de energia: 6
    • Embaixadas e consulados: 4
    • Aeroportos (quase todos civis em cinco países):6
    • Instalações civis (incluindo vários hotéis): 8
    • Instalações portuárias: 3
    • Navios comerciais civis: 3

    Número de mortos aumenta no Irã. Até agora, os ataques de Israel e EUA já mataram 1.262 pessoas, segundo reportou a Hrana (Human Rights Activists News Agency), uma agência de notícias iraniana focada em direitos humanos. A maior parte das vítimas são civis, incluindo 200 crianças.

    Pentágono diz que 6 dias de guerra já custaram bilhões aos EUA, diz jornal

  • Os 30 países mais endividados hoje: Brasil está melhor que potências mundiais

    Os 30 países mais endividados hoje: Brasil está melhor que potências mundiais

    Essas nações agora carregam dívidas que superam em muito sua produção econômica anual.

    Os níveis de endividamento estão aumentando em todo o mundo e, em algumas economias, os totais atingiram patamares impressionantes. De acordo com dados do Global Debt Monitor do Instituto de Finanças Internacionais, diversos países agora possuem dívidas combinadas de famílias, empresas e governos superiores a 300% do PIB: mais de três vezes o que produzem em um ano.

    Os 30 países mais endividados hoje: Brasil está melhor que potências mundiais

  • EUA alertam para ataques contra portos civis do Irã no Estreito de Hormuz

    EUA alertam para ataques contra portos civis do Irã no Estreito de Hormuz

    EUA alertaram civis iranianos para que se mantenham afastados dos portos ao longo do Estreito de Ormuz; Trump prometeu que, “em breve”, a rota marítima voltará a ser segura para as empresas petrolíferas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio emitiu alerta na manhã de hoje para a possibilidade de ataques norte-americanos contra portos civis do Irã no Estreito do Hormuz. A região se tornou um ponto crucial da guerra desde que a República Islâmica bloqueou a circulação de navios petrolíferos na semana passada.

    EUA alertaram civis iranianos para que se mantenham afastados dos portos ao longo do Estreito de Ormuz. No comunicado, o governo norte-americano alegou que esses estão sendo usados por Teerã para fins militares e, por esse motivo, serão atacados.

    Ações do Irã ameaçam a circulação de navios na rota, alegou o governo do presidente Donald Trump. “O regime iraniano está usando portos civis ao longo do Estreito de Ormuz para conduzir operações militares que ameaçam o transporte marítimo internacional”, afirmou Washington.

    EUA afirmam que “essas ações perigosas colocam em risco a vida de pessoas inocentes”. “O Comando Central insta os civis no Irã a evitarem imediatamente todos os portos onde as forças navais iranianas operam. Os estivadores iranianos, o pessoal administrativo e as tripulações de navios comerciais devem manter-se afastados dos navios da Marinha iraniana e do equipamento militar”.

    Trump prometeu que, “em breve”, a rota marítima voltará a ser segura para as empresas petrolíferas. “Acho que vocês vão ver uma grande segurança e vai ser muito, muito em breve”, falou ao ser questionados por jornalistas na Casa Branca.

    Ontem, os Estados Unidos informaram ter destruído 16 navios minadores que poderiam ter sido usados para bloquear o estreito. Essa região é uma rota marítima vital para as exportações de petróleo e gás do Golfo.

    BLOQUEIO DO ESTREITO DE HORMUZ

    Irã tem bloqueando o estreito de Hormuz por onde passa boa parte da produção mundial de petróleo, além de atacar infraestruturas energéticas no Golfo. Um ataque de drone iraniano provocou, ontem, o fechamento da refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, uma das maiores do mundo.

    Diante da alta dos preços do petróleo, Donald Trump ameaçou o Irã com “consequências militares sem precedentes”. O republicano advertiu que, caso o país destruísse o estreito de Hormuz, por onde normalmente transita 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito, os EUA vão revidar com até “20 vezes mais força”.

    O Irã, no entanto, não deu sinais de recuo. Durante a noite de ontem, a Guarda Revolucionária reivindicou a onda de ataques “mais violenta e mais pesada desde o início da guerra” em toda a região.

    Pelo menos quatro navios foram atacados na área do Estreito de Hormuz nas últimas 24 horas. Entre as embarcações atacadas estão um porta-contêineres britânico e um graneleiro com bandeira da Tailândia também foi atacado. As outras duas embarcações alvos dos iranianos não foram identificadas até o momento.

    Gigantes do transporte marítimo de contêineres suspenderam as operações na região. Os navios foram redirecionados para ao redor da ponta sul da África. Não há previsão de quando a rota por Hormuz voltará a ser segura para as empresas petrolíferas.

    EUA alertam para ataques contra portos civis do Irã no Estreito de Hormuz