Categoria: MUNDO

  • Homem ficou 2h preso em incêndio em Hong Kong: "Pensei que ia morrer"

    Homem ficou 2h preso em incêndio em Hong Kong: "Pensei que ia morrer"

    William Li esteve duas horas dentro de um dos edifícios que pegou fogo em Hong Kong, na China. O homem de 40 anos contou que pensou que ia morrer, chegando a se despedir da família e amigos

    William Li estava de folga e, por isso, em casa quando recebeu uma chamada da sua esposa: “Há um incêndio. Precisas de sair daí”, disse a mulher. Ela não parecia nervosa nem preocupada e não havia nada a indicar que a situação fosse séria: Li não sentia o cheiro de fumaça e os alarmes não tinham disparado.

    O homem estava em um dos edifícios do bairro de Hong Kong que pegaram fogo durante dois dias, em um incêndio que se tornou o mais mortífero na história da região nos últimos 100 anos. Até ao momento, há 128 mortos confirmados.

    “Eu ainda demorei alguns minutos a me vestir e a me preparar para sair do apartamento”, contou Li ao New York Times. “Quando abri a porta, a fumaça entrou de repente. A minha primeira reação foi fechar logo a porta.”

    Foi aí que retribuiu a chamada à mulher, dizendo-lhe que não conseguia sair da casa que ambos moravam. “Ela começou a chorar convulsivamente. Estava pensando no pior cenário possível: eu ia morrer.”

    Li não entrou em desespero – em vez disso, pôs mãos à obra. Agarrou nas toalhas que tinha no apartamento e usou-as para tapar as brechas por baixo das portas para tentar impedir a fumaça de entrar. Pouco depois, começou a ouvir vozes no corredor.

    O homem de 40 anos colocou um pedaço de tecido molhado tapando a boca e saiu do apartamento. O corredor estava escuro como o breu. Li ainda tentou ligar a lanterna do seu celular, mas nem isso ajudou. Nem um minuto depois de ter saído do apartamento, a sua garganta começou a arder e os olhos a lacrimejar – a fumaça não perdoava.

    Li continuou em frente, mesmo assim, seguindo o som das vozes até encontrar um casal na casa dos 60.

    “Eu os conduzi através do fumaça de volta ao meu apartamento, usando a parede para me guiar até lá”, recordou. “Porque é que estavam fora? Tinha mais alguém?”, perguntou Li ao casal.

    A janela do apartamento dos seus vizinhos tinha se incendiado e o casal, com receio, fugiu para o corredor, pensando que essa era a sua melhor opção. Lá, ouviram uma cuidadora profissional chamando pela idosa de quem tomava conta e tentaram seguir a voz, mas, de repente, o som cessou e o casal viu-se perdido sem saber o que fazer.

    “Após viver aqui durante 40 anos, eu conheço o edifício muito bem”, continuou Li, detalhando todas as saídas do prédio. “Há dois lances de escadas em todos os pisos. Um vai dar à entrada e outro às traseiras. Os meus vizinhos disseram-me que a porta de trás costuma estar trancada, e a minha mulher, que agora estava à frente do prédio, disse-me que a entrada já estava em chamas”, recordou.

    Na prática, não havia forma de saírem do edifício – não sem ajuda.

    Li ligou então para as autoridades, informando-os de onde estava e o que acontecia. “Nós vamos enviar alguém para ir resgatar vocês”, teriam dito do outro lado da linha. Enquanto isso, os três deveriam ficar perto do chão e preservar a sua energia.

    “Da nossa janela conseguíamos ver as mangueiras de incêndio apontadas para os pisos acima de nós. Nós fizemos sinal aos bombeiros, mas eles não nos conseguiam ver”, contou Li. 

    “Pensei que ia morrer”

    Em uma fase inicial, o grupo ficou calmo. Mas, pouco a pouco, o incêndio começou a alastrar e o apartamento, até então, o local mais seguro, começou a apresentar sinais de desgaste.

    O cheiro de fumaça e a queimado começou a impregnar-se na casa. Pouco depois, o casal, que estava descansando no quarto, saiu alertando que a espuma à volta da janela tinha se incendiado – o mesmo que lhes tinha acontecido no seu próprio apartamento.

    “Naquele momento, eu pensei que ia morrer. Eu divido o quarto com a minha mulher e com os meus dois filhos. Há três colchões lá e montes de cobertores. Eu sabia que se a janela explodisse, o fogo ia se alastrar rapidamente.”

    Li começou a se preparar para o pior. No WhatsApp, família e amigos do homem iam recebendo mensagens de adeus, onde lhes pedia para ajudar a sua mulher e filhos depois de ele partir.

    Terminadas as despedidas, os três decidiram tentar, uma última vez, chamar a atenção dos bombeiros usando as lanternas dos telemóveis para sinalizar onde estavam. Desta vez, o esforço não foi em vão.

    Os agentes viram o grupo e Li apressou-se a apontar para a janela em chamas. Os bombeiros apontaram, de imediato, as mangueiras ao foco de incêndio, apagando o fogo e dando tempo ao grupo.

    “No início, eles tiveram dificuldade para colocar a escada de incêndio na nossa unidade – o andaime estava no caminho e havia detritos caindo dos andares superiores. Pouco depois das 17h, eles finalmente chegaram à nossa janela”, recordou Li.

    A mulher do casal insistiu para que ele fosse primeiro, mas Li respondeu: “Não, vá você primeiro. Eu sou mais jovem”.

    Primeiro foi ela, depois o marido e Li ficou para último.

    “Tudo o que eu tinha estava virando pó”

    “Durante uns minutos, Li ficou sozinho no apartamento. O ambiente era muito sombrio”, recordou. “Olhei à minha volta para ver o que podia levar comigo. Queria levar tudo, mas não podia levar nada: a janela era muito estreita, com espaço suficiente apenas para uma pessoa sair na diagonal”.

    Li conseguiu sair do edifício em chamas com o relógio da mulher e algum dinheiro que tinha em casa.

    “Quando subi a escada, senti como se o tempo tivesse desacelerado. Fiquei triste por deixar a minha casa para trás. Estava encharcado pelas mangueiras dos bombeiros e sentia muito frio”, contou Li. “Parecia que o céu estava caindo. Tudo o que eu tinha estava virando pó.”

    No chão, e de volta à segurança, os bombeiros levaram-nos para um local mais calmo e deram-lhes uma bebida para se hidratarem e recuperarem as forças. As ruas estavam bloqueadas devido ao incêndio e as ambulâncias não conseguiam chegar ao local.

    “Os bombeiros disseram que podíamos sair por conta própria. O casal e eu trocamos números [de celular e seguimos caminhos diferentes.” Li foi ao encontro de sua família. Os filhos choravam muito.

    Ao todo, William Li esteve duas horas no prédio em chamas.

    Homem ficou 2h preso em incêndio em Hong Kong: "Pensei que ia morrer"

  • Após demissão, ex-chefe de gabinete de Zelensky vai para a guerra

    Após demissão, ex-chefe de gabinete de Zelensky vai para a guerra

    Andriy Yermak, o chefe de gabinete do presidente ucraniano, que se demitiu na sexta-feira (28), revelou que vai para a frente da guerra com a Rússia; “Não quero criar problemas para Zelensky”, justificou

    Após apresentar a sua demissão nesta sexta-feira (28), Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, revelou que vai para a frente da guerra com a Rússia.

    A informação foi revelada pelo próprio ao New York Post em uma série de mensagens de texto. 

    “Eu vou para a frente [de guerra] e estou pronto para enfrentar qualquer represália”, escreveu Andriy Yermak ao jornal norte-americano. “Eu servi a Ucrânia e estava em Kyiv em 24 de fevereiro de 2022”, acrescentou, referindo-se ao dia em que a Rússia iniciou a ofensiva. 

    Ao longo a troca de mensagens, Yermak não especificou se iria alistar-se nas Forças Armadas da Ucrânia, como iria até à frente de combate ou sequer quando é que estava planejando ir para lá. Talvez nos vejamos outra vez. Glória à Ucrânia”, respondeu apenas.

    Em certo momento, simplesmente pediu desculpa caso deixasse de conseguir falar por celular.

    Yermak está “revoltado” com ofensas e falta de apoio

    Yermak demitiu-se após ter sido alvo de buscas em um caso de corrupção. Esta será a maior investigação neste âmbito durante a presidência de Volodymyr Zelensky.

    A notícia foi divulgada por Zelensky ai revelar um esquema de corrupção envolvendo a empresa estatal Energoatom, responsável pela energia nuclear na Ucrânia.

    “Eu fui profanado e a minha dignidade não foi protegida, apesar de estar em Kyiv desde 24 de fevereiro de 2022”, acusou o ex-chefe de gabinete. “Estou revoltado com as ofensas contra mim e ainda mais revoltado com a falta de apoio daqueles que conhecem a verdade”, confessou Yermak. 

    E frisou: “Sou uma pessoa honesta e decente. Portanto, não quero criar problemas para Zelensky; vou para a frente de batalha”.

    Zelensky elogiou e agradeceu a Yermak

    A demissão de Yermak foi foi comentada no discurso diário à nação di presidente ucraniano: “Haverá uma reformulação do Gabinete da Presidência da Ucrânia. O chefe de gabinete, Andriy Yermak, apresentou a sua carta de demissão”.

    Zelensky fez questão de agradecer a Yermak por ter “apresentado sempre a posição ucraniana de forma precisa e correta nas negociações”. 

    “Sempre foi uma posição patriótica. Mas quero evitar rumores e especulações”, afirmou, acrescentando que irá reunir-se com “candidatos aptos” para o cargo já neste sábado.

    Andriy Yermak, ex-produtor de cinema e advogado, é considerado como uma figura muito influente na Ucrânia. A suposta influência de Yermak sobre o chefe de Estado tem levantado questões e dúvidas junto da equipe presidencial ucraniana.

    Após demissão, ex-chefe de gabinete de Zelensky vai para a guerra

  • Trump diz que documentos assinados por Biden com caneta automática são nulos

    Trump diz que documentos assinados por Biden com caneta automática são nulos

    Republicano sustenta que democrata não estava apto a governar o país e foi enganado por assessores; aparelho que reproduz assinaturas é frequentemente usado por presidentes dos EUA

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (28) que todos os documentos assinados por seu antecessor, Joe Biden, por meio de caneta automática são nulos. Embora possa anular quaisquer decretos emitidos por governos anteriores, Trump não tem poder para suspender o efeito de leis ou perdões presidenciais.

    “Todo documento assinado pelo sonolento Joe Biden com a caneta automática, ou seja, aproximadamente 92% deles, está doravante suspenso e não possui mais força ou efeito”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social -não está claro de onde vem o dado citado pelo republicano. “A caneta automática não pode ser usada sem a permissão explícita do presidente dos Estados Unidos.”

    A polêmica a respeito do uso da caneta automática por Biden se arrasta há meses. O dispositivo imita a assinatura de uma pessoa e é frequentemente utilizado por presidentes americanos, que precisam afixar sua firma a centenas de documentos.

    Trump e membros do Partido Republicano afirmam que Biden, cuja capacidade mental foi questionada até mesmo por correligionários, teria sido enganado por assessores. Na versão propagada pelos republicanos, esses funcionários da Casa Branca governaram o país no lugar de Biden, usando a caneta automática sem seu consentimento no apagar das luzes de seu mandato para aprovar medidas como perdões presidenciais.

    Pouco antes de deixar o poder, Biden emitiu milhares de perdões ou indultos. As ações se dividiram em três categorias amplas: o então presidente diminuiu as penas de pessoas condenadas por crimes não-violentos relacionados a drogas, perdoou pessoas que estavam em prisão domiciliar por causa da pandemia e que teriam que voltar ao regime fechado, e transformou a pena de morte de 37 das 40 pessoas que aguardavam execução em prisões federais em pena de prisão perpétua.

    Além disso, Biden perdoou de maneira preventiva pessoas que poderiam sofrer perseguição judicial do governo Trump, como o general aposentado Mark Milley e o médico que liderou os esforços do governo contra a pandemia, Anthony Fauci. O democrata emitiu também perdões para membros da sua família, incluindo seu filho, Hunter Biden, condenado por fraude fiscal e posse ilegal de arma.

    Embora tenha falado em anular “todos os documentos” assinados por Biden com a caneta automática, Trump não pode suspender perdões ou indultos. Se tentar abrir investigações contra pessoas protegidas por Biden, certamente haverá questionamentos na Justiça.

    “Os malucos da esquerda radical que rodeavam Biden ao redor da linda Mesa do Resolute no Salão Oval roubaram a Presidência dele. Assim, cancelo todos os decretos e tudo mais que não foi assinado diretamente pelo picareta Joe Biden, porque as pessoas que operaram a caneta automática o fizeram ilegalmente”, prosseguiu Trump nesta sexta. “Biden não estava envolvido no processo, e se diz que estava, ele será processado por falso testemunho.”

    Em junho, Trump ordenou a abertura de um inquérito contra Biden com base nas acusações, citando o “declínio cognitivo” do democrata, mas a investigação ainda não andou. O ex-presidente se defendeu em entrevista ao New York Times em julho, quando disse que autorizou o uso da caneta automática “para cada uma” das decisões que tomou no fim do mandato.

    Em maio, um livro lançado pelos jornalistas americanos Jake Tapper e Alex Thompson mostrou que aliados de Biden e doadores importantes do Partido Democrata, como o ator Geroge Clooney, ficaram cada vez mais preocupados nos bastidores da campanha presidencial ao perceber o estado mental do então presidente.

    Trump diz que documentos assinados por Biden com caneta automática são nulos

  • Secretário dos EUA anuncia corte de benefícios fiscais de indocumentados

    Secretário dos EUA anuncia corte de benefícios fiscais de indocumentados

    Decisão surge após Trump ordenar bloqueio à imigração aos Estados Unidos de países “do Terceiro Mundo”

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou que o governo vai cortar os benefícios fiscais para as pessoas indocumentadas, depois da ordem de Donald Trump de travar a imigração de “todos os países do Terceiro Mundo”.

    “Sob a ordem de Donald Trump (Presidente norte-americano), estamos trabalhando para cortar os benefícios federais dos estrangeiros ilegais e preservá-los para os cidadãos dos EUA”, escreveu Bessent ao divulgar o anúncio de Trump nas redes sociais.

    A medida vai excluir os imigrantes sem documentos e “outros estrangeiros que não qualifiquem” das partes reembolsáveis de créditos fiscais como o do crédito adicional por filhos, o crédito de “oportunidade americana” e o crédito por contribuições para a conta de poupança.

    Na publicação de Trump que replicou Bessent, ele sustentou que um migrante que ganhe 30 mil dólares por ano com o seu cartão de residente, recebe “cerca de” 50 mil dólares anuais em benefícios para a sua família.

    O mandatário avisou que interromperá de forma permanente a imigração “de todos os países do Terceiro Mundo”, depois do tiroteio de quarta-feira em que um cidadão afegão disparou contra a Guarda Nacional em Washington D.C., que deixou uma agente morta e outro em estado crítico.

    “O Presidente tem razão. Quem está aqui ilegalmente, não tem lugar no nosso sistema financeiro. É uma exploração que os estrangeiros ilegais usem as nossas instituições financeiras para movimentar os seus fundos obtidos ilicitamente, e isso vai acabar”, concluiu Bessent.

    Secretário dos EUA anuncia corte de benefícios fiscais de indocumentados

  • 11 bombeiros são acusados de estupro de outro agente em Portugal

    11 bombeiros são acusados de estupro de outro agente em Portugal

    Um jovem bombeiro de 19 anos acusou os colegas de abusos sexuais na sede dos Bombeiros Voluntários do Fundão, em Portugal

    Nesta sexta-feira (28), o comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, José Sousa, se demitiu após uma denúncia sobre supostos abusos sexuais dentro do quartel. O caso envolve 11 agentes que teriam participado do estupro coletivo de um jovem de 19 anos.

    De acordo com informações da ‘SIC Notícias’, o líder da corporação considera que, após os fatos denunciados, não está em condições de continuar assumindo funções no quartel. Deixou uma mensagem à corporação e se disse com “o coração pesado, mas com a dignidade que a casa merece”.

    Oito dos 11 bombeiros do Fundão foram presos pela Polícia Judiciária por suspeita dos crimes de estupro e coação sexual. A corporação informou que os oficiais foram suspensos, na sequência de uma investigação interna.

    José Sousa dirigiu-se ao quadro ativo dos bombeiros do Fundão e explicou a decisão tomada de se afastar. “Depois de tudo o que aconteceu (…) apresentei a minha demissão do cargo de comandante. Esta decisão foi tomada com sentido de responsabilidade e, acima de tudo, com respeito pelos superiores interesses da instituição e por todos vocês, que nada fizeram para merecer carregar este peso nos ombros”, disse.

    Na mensagem, o comandante pediu ainda à corporação para que “permaneça unida e que apoie o comando que continuará”. “Acompanhem a direção [da Associação Humanitária] neste período difícil. E, sobretudo, mantenham viva a essência do que somos: bombeiros, irmãos e mulheres e homens de palavra, honra e missão”, lê-se no comunicado.

    José Sousa destacou ainda que nunca abandonou os colegas, nem “jamais lhes virará as costas”.

    “Sei que este momento causa inquietação, tristeza e revolta a vocês, a mim também. Mas sei, ainda melhor, que o quadro ativo saberá estar à altura, como sempre esteve”.

    “Deixo o cargo. Mas, nunca deixarei esta família”, frisou.

    O caso

    Onze elementos da corporação de bombeiros do Fundão foram presos na terça-feira, dia 25 de novembro, por serem suspeitos da prática de um crime de estupro contra um jovem.

    A “vítima é um jovem bombeiro de 19 anos, que foi “sujeito a atos sexuais violentos, em um ‘trote’ duvidoso”.

    Os fatos, que teriam acontecido dentro do quartel, no âmbito de um trote ao novo membro da corporação, ocorreram no mês de setembro, tendo sido denunciado às autoridades pela própria vítima, com o apoio do Comando da corporação que, segundo a PJ, “em todo o momento colaborou com a Polícia”.

    Os 11 bombeiros ficaram proibidos de contatos com a vítima, também bombeiro, sendo que oito ficaram impedidos de entrarem e frequentarem o quartel.

    Segundo o tribunal, os 11 bombeiros estão ainda proibidos de frequentar e permanecer na residência e trabalho da vítima e de se aproximarem a menos de 500 metros e proibidos de contactar com os demais réus e testemunhas dos autos.

    A decisão do tribunal considerou os “elementos de prova recolhidos até ao momento” e verificou haver “perigos de continuação da atividade criminosa, perturbação do curso do inquérito e perturbação da ordem e tranquilidade públicas”.

    O Tribunal indicou ainda que nenhum dos 11 bombeiros prestou declarações durante o interrogatório.

    O agora ex-comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, José Sousa, disse que os bombeiros iriam ser alvo de um processo de inquérito interno e adiantou que o resultado da investigação policial iria cruzar-se com o processo de diligências internas instaurado aos elementos da corporação.

    O comandante, que se demitiu, disse ainda que, assim que teve conhecimento do “comportamento absolutamente inqualificável que alguns bombeiros tiveram” contra o colega, a sua prioridade “foi, e continuará sempre sendo, a defesa, o apoio e a proteção da vítima e da sua família. Nada está acima da dignidade humana. Nada está acima da justiça”.

    “É igualmente fundamental afirmar, de forma clara e inequívoca, que nunca tive conhecimento prévio de quaisquer atos semelhantes por parte dos suspeitos, dentro ou fora da instituição”.

    Disse ainda que determinou de imediato “o apoio integral à vítima, recolhendo informação rigorosa sobre o sucedido; a abertura de um processo disciplinar, com o objetivo de apurar sem hesitações todos os factos e responsabilidades”.

    “Quero deixar uma mensagem absolutamente clara: como comandante, estive sempre próximo, vigilante e empenhado na proteção da vítima. Não hesitei, não hesitarei. Não posso aceitar, nem aceitarei, qualquer conduta que desrespeite os valores, princípios e a dignidade humana que devem reger um Corpo de Bombeiros. Quem pratica atos desta natureza não tem lugar nesta, nem em qualquer outra instituição que viva da confiança do povo”.

    11 bombeiros são acusados de estupro de outro agente em Portugal

  • Alarmes não dispararam em prédios de Hong Kong, e 80 corpos não puderam ser identificados

    Alarmes não dispararam em prédios de Hong Kong, e 80 corpos não puderam ser identificados

    Ao menos 128 morreram em fogo em oito torres residenciais; incidente foi o mais mortal do tipo na cidade desde 1948; feridos vão a 79, e situação de 200 pessoas ainda é incerta, o que inclui os 80 corpos não identificados

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Os alarmes de incêndio nas oito torres do conjunto residencial de Wang Fuk Court, em Hong Kong, não funcionaram após testes, afirmou o Corpo de Bombeiros após a conclusão dos trabalhos para apagar o fogo que deixou ao menos 128 mortos.

    Os testes dos bombeiros confirmam relatos de residentes que conseguiram escapar das chamas e disseram não ter escutado alarmes. O diretor do Corpo de Bombeiros, Andy Yeung Yan-kin, afirmou que a corporação vai processar a empreiteira responsável pela reforma por causa do mal funcionamento dos equipamentos.

    Desses 128 mortos, 108 foram encontrados já sem vida nos prédios, segundo autoridades. Entre as pessoas mortas, 80 não puderam ser identificadas, segundo o secretário de Segurança de Hong Kong, Chris Tang Ping-keung. Ele não especificou o motivo. Tang afirma ainda que 200 pessoas estão desaparecidas, o que inclui as 80 cujos corpos não puderam ser identificados.

    “Não descartamos a possibilidade de que mais corpos podem ser descobertas quando a polícia entrar nos prédios para investigações detalhadas”, afirmou Tang. Segundo ele, os esforços de resgate já foram concluídos, e o número de feridos foi a 79, incluindo 12 bombeiros.

    “Nossa meta agora é garantir que a temperatura do prédio abaixe e, assim que tudo seja considerado seguro, a polícia vai coletar evidência”, disse ele.

    Os moradores do complexo habitacional foram informados pelas autoridades no ano passado que enfrentavam “riscos de incêndio relativamente baixos” após reclamarem repetidamente sobre os perigos de incêndio representados pelas obras de renovação nos prédios, disse à agência Reuters o Departamento do Trabalho da cidade.

    Os residentes haviam manifestado preocupações sobre as reformas em setembro de 2024, incluindo sobre o potencial inflamável da malha protetora verde que os empreiteiros usavam para cobrir os andaimes de bambu erguidos ao redor dos edifícios, disse um porta-voz do departamento em um email à agência de notícias.

    Enquanto os bombeiros terminavam de conter o incêndio, as famílias de vítimas tiveram de lidar com a tarefa de olhar fotografias dos mortos tiradas pelos socorristas para identificar corpos.

    Mirra Wong, cujos pais moravam em Wang Fuk Court, estava procurando notícias do pai. “Apenas olhei alguma foto que talvez seja do corpo do meu pai. O corpo do meu pai ainda está desaparecido aqui”, disse Wong, 48.

    Outra moradora, que não quis ser identificada, disse que a esposa de um amigo estava entre os desaparecidos. “Racionalmente falando, não há esperança”, disse ela. “Mas os corpos ainda precisam ser encontrados, certo? É simplesmente muito doloroso. Quando envolve pessoas que você conhece, é ainda mais doloroso.” As doações para o fundo de auxílio às vítimas já ultrapassaram US$ 100 milhões.

    Na quinta, o Corpo de Bombeiros disse ter recebido relatos de que um incêndio havia começado em Wang Fuk Court, complexo habitacional composto por oito blocos e quase 2.000 unidades residenciais próximo à divisa do território autônomo chinês com o restante da China. O complexo faz parte de um programa de subsídios para casa própria do governo local e foi inaugurado em 1983.

    A polícia informou que, além de os prédios estarem cobertos com telas de proteção e plástico que não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio, as janelas de uma construção não afetada estavam seladas com um material de espuma instalado por uma construtora que fazia trabalhos de manutenção.

    “Temos motivos para acreditar que os responsáveis da empresa foram extremamente negligentes, o que levou a este acidente e fez com que o fogo se alastrasse de forma descontrolada, resultando em um grande número de vítimas”, disse Eileen Chung, superintendente da polícia de Hong Kong.

    A Comissão Independente contra a Corrupção de Hong Kong afirmou nesta sexta que prendeu mais 6 pessoas suspeitas relacionadas à reforma dos prédios, além de dois diretores da empresa responsável que também já haviam sido detidos.

    O incêndio é o mais mortal de Hong Kong desde 1948, quando 176 pessoas morreram em fogo em um armazém.

    Alarmes não dispararam em prédios de Hong Kong, e 80 corpos não puderam ser identificados

  • Britânico desaparece no mar após cair de navio de cruzeiro na Espanha

    Britânico desaparece no mar após cair de navio de cruzeiro na Espanha

    Um homem britânico de 76 anos desapareceu após cair de um cruzeiro em Tenerife, na manhã de quinta-feira (27); navio partiu da Madeira e tinha como destino San Sebastián de La Gomera, nas Canárias, Espanha

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Autoridades espanholas fazem buscas nesta sexta-feira (28) por um turista britânico que caiu de um navio de cruzeiro na Ilha das Canárias, em Tenerife.

    Desde ontem, estão em curso as buscas pelo homem de 76 anos. Ele teria caído no mar por volta das 9h40 do horário local, momento em que a guarda costeira da Espanha foi acionada, informou o órgão pelas redes sociais.

    O incidente ocorreu no navio Marella Explorer 2, operado pela TUI. A embarcação ia em direção a outra ilha, a de La Gomera, quando o idoso foi visto entrando na água.

    No mesmo momento, um alarme tocou em todo navio com anúncio de “homem ao mar”. À BBC, uma passageira da viagem, Lesney-Anne Kelly, contou que tomava café da manhã com a mãe quando o capitão informou que o veículo teria que permanecer no local até que a guarda o autorizasse a partir.

    Buscas foram temporariamente suspensas na noite de ontem devido à escuridão. “O clima estava bastante sombrio ontem à noite, especialmente depois do anúncio de que estavam encerrando as buscas”, disse a passageira à publicação britânica.

    Navio participou da operação inicial de resgate, mas atracou em Santa Cruz durante a madrugada. Os guardas informaram que a procura pela vítima, que foi retomada no dia de nesta sexta-feira, acontece pelo mar e pelo ar -com embarcações, helicópteros e aeronave especializada.

    Cruzeiro teria sido iniciado no dia 21 de novembro. Ele havia partido de Tenerife e estava retornando ao mesmo local quando o acidente ocorreu.

    Empresa responsável pela viagem ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso. Segundo seu site, o navio Marella Explores 2 é exclusivo para adultos e tem 907 cabines, enquanto o valor médio de um passeio como o que fez o britânico é de 1.100 euros (cerca de R$ 6 mil na cotação atual).

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  • Trump e Maduro conversaram por telefone em meio a tensão militar no Caribe, diz jornal

    Trump e Maduro conversaram por telefone em meio a tensão militar no Caribe, diz jornal

    Líderes se falaram apesar da crise diplomática e pressão para que ditador deixe o poder, afirma The New York Times; um possível encontro entre o americano e o venezuelano nos EUA teria sido discutido, segundo reportagem

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, conversaram por telefone na semana passada, de acordo com uma reportagem publicada nesta sexta-feira (28) pelo jornal americano The New York Times.

    A ligação ocorre em meio à maior mobilização militar dos EUA na América Latina em décadas -um acúmulo de tropas, aviões e navios de guerra com o objetivo declarado de combater o tráfico de drogas e implícito de pressionar Maduro a deixar o poder.

    A reportagem do New York Times diz que o telefonema ocorreu em algum momento no final da semana passada, de acordo com autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato. Os dois líderes conversaram sobre uma possível visita de Maduro aos EUA e um encontro com Trump —o ditador é oficialmente procurado pelas agências antidrogas americanas como suposto líder de uma facção de narcotraficantes, o que o venezuelano nega.

    Pessoas próximas ao regime disseram ao jornal que não há nenhuma visita programada. Desde que assumiu o poder na Venezuela, Maduro só esteve nos Estados Unidos em três ocasiões: 2014, 2015 e 2018, sempre para discursar à Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. A última vez em que um líder venezuelano visitou os EUA para uma reunião bilateral com um presidente americano foi em 1999, quando o recém-eleito Hugo Chávez encontrou Bill Clinton.

    O secretário de Estado, Marco Rubio, também teria participado da ligação entre Trump e Maduro. Rubio lidera a linha dura da Casa Branca que apoia uma intervenção militar dos EUA na Venezuela a fim de derrubar o regime —filho de cubanos exilados, o chefe da diplomacia americana defende há anos que Washington trabalhe ativamente para remover do poder os regimes de esquerda na América Latina.

    Também nesta sexta, o jornal Washington Post disse em reportagem que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, deu uma ordem verbal para “matar todos” os homens suspeitos de traficar drogas no primeiro ataque americano contra uma embarcação no Caribe este ano.

    Trump e Maduro conversaram por telefone em meio a tensão militar no Caribe, diz jornal

  • Itália desarticula esquema de fraude em residências para obtenção de cidadania, diz agência

    Itália desarticula esquema de fraude em residências para obtenção de cidadania, diz agência

    Seis pessoas foram denunciadas por falsidade ideológica, de acordo com a polícia da Itália, incluindo servidores públicos; esquema teria sido operado por uma mulher albanesa e um homem brasileiro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma organização criminosa que fraudava comprovantes de residência com o objetivo de facilitar a obtenção da cidadania italiana por brasileiros foi desmantelada pela polícia da Itália, revelou nesta sexta-feira (28) a agência de notícias Ansa.

    Segundo as autoridades, o esquema funcionava na pequena cidade de Moggio Udinese, na fronteira entre a Itália e a Áustria. Entre 2018 e 2024, os acusados teriam reconhecido a residência no município de 84 brasileiros que não moravam ali.

    Com esse comprovante em mãos, os beneficiados conseguiam furar as longas filas dos consulados e obter em poucos meses a cidadania italiana -a lei facilita o processo caso a pessoa com ascendência italiana decida morar no país europeu, escolha feita por uma pequena fração dos latino-americanos que buscam reivindicar a cidadania.

    Seis pessoas foram denunciadas por falsidade ideológica, de acordo com a polícia da Itália, incluindo servidores públicos. O esquema teria sido operado por uma mulher albanesa de 61 anos e um homem brasileiro de 54, que agora são acusados de forjar contratos de aluguel, documentos e organizar viagens curtas à Itália para concluir o processo de cidadania.

    Os beneficiados pagavam um valor aproximado de EUR 6.000 (R$ 37 mil) por pessoa para obter o comprovante de residência fraudulento e tinham a opção de desembolsar mais para completar o processo sem precisar viajar à Itália. No total, os operadores do esquema movimentaram mais de EUR 500 mil (R$ 3 milhões).

    Esquemas do tipo já foram desmontados pelas autoridades italianas no passado. A Itália, como a maioria dos países europeus, reconhece a cidadania por meio do direito do jus sanguinis, isto é, o direito do sangue -é cidadão a pessoa que tem antepassados italianos.

    A regra difere do direito do jus solis, praticado por quase todos os países das Américas, segundo o qual é cidadão a pessoa nascida em território nacional, não importa a origem de seus pais.

    Até pouco tempo, entretanto, a legislação italiana divergia da de países como a França e a Alemanha ao reconhecer a cidadania de pessoas cujos antepassados distantes emigraram da Itália. O governo Giorgia Meloni restringiu essa possibilidade.

    Itália desarticula esquema de fraude em residências para obtenção de cidadania, diz agência

  • Escândalo de corrupção derruba braço-direito de Zelenski na Ucrânia

    Escândalo de corrupção derruba braço-direito de Zelenski na Ucrânia

    Chefe de gabinete Andrii Iermak, que negociou revisão do acordo de paz proposto por Trump, sofre busca em casa; caso não foi detalhado, mas Ucrânia está sob impacto da apuração de escândalo de desvio na área de energia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma investigação sobre corrupção derrubou nesta sexta-feira (28) Andrii Iermak, o chefe de gabinete do presidente Volodimir Zelenski e segundo homem mais poderoso do país, responsável pela negociação do acordo de paz com a Rússia proposto pelo governo dos Estados Unidos.

    Em nota, o Escritório Nacional Anticorrupção (Nabu, na sigla local) e a Procuradoria especializada Anticorrupção (Sapo) afirmaram que a Justiça autorizou uma batida na casa do político, mas não revelaram o teor da investigação. Sua saída foi anunciada pelo presidente logo depois, com o presidente alegando ser vital manter “a unidade nacional”.

    A ação provavelmente teve a ver com o megaescândalo de desvio de ao menos US$ 100 bilhões (R$ 530 bilhões) do setor de energia, que derrubou os ministros da área e da Justiça. Iermak afirmou que está colaborando com as apurações.

    As duas agências que investigam seu então número 2, visto amplamente como quem dá as cartas na política ucraniana pelo lado do governo, tinham sido objeto de polêmica em junho.

    O presidente tentou tirar o poder delas investigar pessoas em altos cargos, caso de Iermak, o que levou aos primeiros grandes protestos de rua contra Zelenski desde que Vladimir Putin invadiu seu país, em fevereiro de 2022.

    Pressionado em casa e pelos aliados, que doaram algo como US$ 1,5 trilhão (R$ 8 trilhões) para o esforço de guerra até agora e querem saber para onde vai o dinheiro, o presidente recuou da proposta. Agora, vê a Nabu e a Sapo agindo na cozinha do governo.

    O momento não poderia ser pior para o ucraniano, que tem no ex-chefe das Forças Armadas Valeri Zalujni o principal candidato a sucessor -quando houver eleições, já que o estado de sítio impede a realização de pleitos mesmo com o mandato de Zelenski tendo expirado em maio do ano passado.

    Putin se aproveita da situação sempre que pode. Na quinta (27), ele disse no Quirguistão que Zelenski era “ilegítimo” e que “não fazia sentido assinar nenhum documento” a seu lado. Nesta sexta, o Kremlin disse que mesmo achando isso a Rússia seguirá negociando.

    O próprio Trump, que não esconde sua preferência pessoal pelo russo ante o ucraniano, já chamou Zelenski de “ditador sem voto”, apesar de ele ter sido eleito democraticamente em 2019.

    Iermak, 54, é amigo de Zelenski, 47, desde que o presidente era um comediante que fez carreira nas TVs russa e ucraniana.

    Ele foi o chefe da delegação que negociou a mudança no plano pró-Rússia apresentado pelos EUA na semana passada, num encontro em Genebra no domingo (23) com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o enviado de Trump Steve Witkoff.

    Da reunião saiu uma versão revisada da proposta, que havia sido rascunhada por Witkoff com o russo Kirill Dmitriev. Ela não foi totalmente divulgada, mas o que emergiu sugere algo ao gosto de Kiev, enquanto a primeira minuta era francamente favorável a Putin.

    O presidente russo disse que é possível negociar a paz a partir do texto atual, mas ele terá de ser alterado. O jornal britânico Telegraph diz que o novo documento garantirá a Putin os ganhos até aqui no conflito.

    Entre os pontos que o Kremlin diz se inegociáveis está a neutralidade militar da Ucrânia e o reconhecimento das quatro regiões que anexou ilegalmente em 2022, mais o da Crimeia anexada em 2014, entre outros.

    Ainda é preciso saber do que Iermak foi acusado, mas o histórico de corrupção na Ucrânia e o fato de que Zelenski tentou amordaçar as agências independentes que apuram o caso não sugerem um cenário róseo, o que foi evidenciado por sua degola.

    Segundo o ranking de percepção de corrupção da ONG Transparência Internacional, Kiev está no 105º lugar entre 180 países, sendo a primeira posição a melhor.

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