Categoria: MUNDO

  • Trump retira tarifas de 40% sobre carne, café, frutas e outros produtos do Brasil

    Trump retira tarifas de 40% sobre carne, café, frutas e outros produtos do Brasil

    Estão incluídos na lista carne e café, produtos importantes da pauta exportadora brasileira. Ao todo, são mais de 200 itens agrícolas e da pecuária, incluindo alguns fertilizantes à base de amônia

    SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou decreto nesta quinta-feira (20) que retira as tarifas de 40% sobre alguns produtos agrícolas vendidos pelo Brasil.

    Estão incluídos na lista carne e café, produtos importantes da pauta exportadora brasileira. Ao todo, são mais de 200 itens agrícolas e da pecuária, incluindo alguns fertilizantes à base de amônia.

    Em comunicado, Trump cita a conversa que teve por videoconferência com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O republicano afirma que ouviu opiniões de outras autoridades no sentido de que as tarifas não são mais necessárias porque “houve progresso inicial nas negociações com o governo do Brasil”.

    A isenção será retroativa para tudo que tiver entrado nos EUA a partir de 13 de novembro.

    No fim de julho, Trump impôs uma sobretaxa de 40% a produtos importados pelo Brasil, que somou-se às chamadas “tarifas recíprocas” de 10% aplicadas globalmente. O decreto, no entanto, previu uma lista com quase 700 exceções, como suco de laranja e produtos de aviação, que livrou 43% do valor de itens brasileiros exportados para o exterior, segundo levantamento feito pela Folha de S.Paulo.

    Na semana passada, o governo americano derrubou a tarifa de 10% das principais exportações brasileiras, como carne e café. Agora, a sobretaxa de 40% também caiu, isentando esses produtos das taxas adicionais aplicadas pelo republicano desde abril.

    Um dos motivos para a decisão dos americanos foi a alta da inflação no país, pressionada por itens como alimentos.

    O café, por exemplo, acumula alta de cerca de 20% em relação ao ano passado nos EUA, segundo dados do CPI (índice oficial de inflação do país). Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,96 bilhão em café para os Estados Unidos, sendo o maior fornecedor no período, segundo dados da International Trade Administration, órgão vinculado ao Departamento de Comércio americano.

    Desde que as tarifas de 50% entraram em vigor em agosto, no entanto, as vendas de café despencaram, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Em outubro, a retração foi de 54,4% em relação ao ano passado.

    Para Marcos Antonio Matos, diretor-geral do Cecafé, a decisão permite que o Brasil recupere o espaço perdido nesses meses. “Os próprios torrefadores [americanos] lutaram e muito pela reconquista da isonomia para os cafés brasileiros. A gente está agora em pé de igualdade, é o que a gente sempre quis”, afirmou.

    Para a carne bovina, os EUA enfrentam uma inflação de 12% a 18% em relação ao ano passado. Além das tarifas sobre o Brasil, o maior exportador global, uma redução do rebanho local também tem pressionado os preços.

    A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) diz que celebra a retirada das sobretaxas sobre a carne bovina. A entidade diz que a reversão reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos, inclusive para a carne bovina brasileira.

    “A medida demonstra a efetividade do diálogo técnico e das negociações conduzidas pelo governo brasileiro, que contribuíram para um desfecho construtivo e positivo. A Abiec seguirá atuando de forma cooperativa para ampliar oportunidades e fortalecer a presença do Brasil nos principais mercados globais.”

    A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) afirmou que a derrubada da sobretaxa sinaliza um resultado concreto do diálogo entre Brasil e Estados Unidos.

    “A medida representa um avanço importante rumo à normalização do comércio bilateral, com efeitos imediatos para a competitividade das empresas brasileiras envolvidas”, disse.

    A entidade, no entanto, reforçou que ainda é preciso intensificar as negociações para eliminar as sobretaxas aos produtos que ainda não foram beneficiados por isenções, como os bens industriais.

    O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, disse que a decisão de Trump é um avanço na renovação da agenda bilateral entre EUA e Brasil.

    “Vemos com grande otimismo a ampliação das exceções e acreditamos que a medida restaura parte do papel que o Brasil sempre teve como um dos grandes fornecedores do mercado americano”, afirmou.

    Alban também ressaltou a atuação do setor privado nas negociações do Brasil com os EUA. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o empresário Joesley Batista, um dos donos da gigante de carnes JBS, foi recebido em audiência por Trump, e a própria CNI foi a Washington com representantes de diversos setores para negociar a derrubada das tarifas com o governo americano.

    O anúncio do governo americano foi celebrado por petistas e integrantes do centrão no Congresso, sobretudo pelo impacto positivo para o agronegócio. O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), disse que a decisão “confirma a força da diplomacia ativa do governo Lula, que trabalha com diálogo, respeito e inteligência estratégica”.

    Já o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), comemorou a medida, sem mencionar a atuação do governo brasileiro, e disse que ainda é preciso avançar para retirar tarifas de mais produtos.

    “É preciso reconhecer: embora os passos dados pelos EUA sejam muito positivos, o processo está longe de terminado. Persistem tarifas que atingem segmentos estratégicos e reduzem o potencial de expansão do nosso agro no maior mercado consumidor do planeta”, disse.

    Integrantes da oposição, por sua vez, evitam creditar às autoridades brasileiras a nova redução de tarifas. De acordo com eles, trata-se de uma decisão tão somente para atender interesses comerciais dos Estados Unidos, que querem reduzir os preços.

    O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que, se fosse resultado das ações diplomáticas do governo Lula, teria sido anunciado ao lado de Mauro Vieira na semana passada. “Só interesse americano. Zero aproximação com o governo brasileiro. Trump está defendendo os interesses do país dele”, disse.

    O empresário Paulo Figueiredo, que atua ao lado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, usou o mesmo argumento. “Trump simplesmente retirou as tarifas de alguns produtos brasileiros (como já tinha feito anteriormente) em busca da redução de preços domésticos -em alguns setores onde os EUA não são competitivos”, disse.

    Trump retira tarifas de 40% sobre carne, café, frutas e outros produtos do Brasil

  • Dicionário de Cambridge elege parassocial como a palavra do ano; entenda

    Dicionário de Cambridge elege parassocial como a palavra do ano; entenda

    A escolha de parassocial como termo do ano pelo Dicionário de Cambridge expõe um fenômeno silencioso que redefine vínculos, celebridades e até interações com a inteligência artificial, revelando como novas relações invisíveis moldam o comportamento global

    O Dicionário de Cambridge anunciou a palavra do ano de 2025: parassocial. O termo, antes restrito ao meio acadêmico, ganhou grande projeção pública e entrou de vez no vocabulário popular, impulsionado por fenômenos como o noivado de Taylor Swift e Travis Kelce, que reacendeu discussões sobre a relação emocional intensa que muitos fãs desenvolvem com celebridades.

    Na linguagem contemporânea, uma relação parassocial descreve a sensação de intimidade com uma figura pública, sem qualquer convivência real. Pode assumir contornos românticos, de amizade ou até envolver personagens gerados por inteligência artificial, funcionando como uma espécie de amor platônico. Em Portugal, porém, a palavra ainda é usada sobretudo no Direito, para designar acordos privados entre sócios.

    O conceito surgiu em 1956, quando sociólogos da Universidade de Chicago analisaram telespectadores que criavam vínculos emocionais com personalidades de TV e livros. Desde então, ganhou novas camadas com o avanço das redes sociais e da inteligência artificial, que permitiram relações ainda mais próximas — ao menos na percepção dos usuários.

    Segundo o editor do Cambridge, Colin McIntosh, o termo “captura o espírito de época de 2025”. As buscas por parassocial explodiram no dicionário e no Google, refletindo a popularização de um conceito antes acadêmico. O Cambridge citou, inclusive, o noivado de Swift e Kelce, o álbum West End Girl, de Lily Allen, e o uso crescente de chatbots como exemplos marcantes de relações parassociais neste ano.

    Para Simone Schnall, professora de Psicologia Social Experimental da Universidade de Cambridge, a ascensão dessas relações redefine o comportamento dos fãs, o papel das celebridades e a própria dinâmica das interações online. A queda de confiança em mídias tradicionais também impulsiona vínculos desproporcionais com influenciadores digitais, que podem gerar relações emocionalmente intensas e pouco saudáveis.

    A especialista alerta que celebridades como Taylor Swift frequentemente se tornam alvo de interpretações obsessivas e debates acalorados. Já ferramentas de inteligência artificial, como chatbots, começam a ser tratadas por alguns usuários como amigos ou confidentes, ampliando ainda mais o alcance do fenômeno.

    O crescente interesse público também acompanha a entrada de outros termos relacionados à cultura digital e à IA no Cambridge, como slop (conteúdo de IA produzido em massa) e memeify (transformar algo em meme viral). Em agosto, palavras como delulu, tradwife e broligarcy também passaram a integrar o dicionário, parte de um conjunto de seis mil novos verbetes que refletem mudanças permanentes no uso da linguagem.

     

     

    Dicionário de Cambridge elege parassocial como a palavra do ano; entenda

  • Trump promete trabalhar para acabar com guerra no Sudão após pedido de príncipe saudita

    Trump promete trabalhar para acabar com guerra no Sudão após pedido de príncipe saudita

    Presidente americano afirma que já começou a trabalhar no assunto após reunião com Mohammed bin Salman; líder sudanês declarou que está disposto a cooperar com EUA e Arábia Saudita para buscar a paz no país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Donald Trump disse nesta quarta-feira (19) que trabalhará para ajudar a acabar com a guerra no Sudão, depois que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, pediu que o presidente americano se envolvesse no assunto.

    “Já começamos a trabalhar nisso”, disse Trump em uma conferência de investimentos saudita, um dia depois de se reunir com o governante do país na Casa Branca.

    O Conselho Soberano do Sudão, comandado pelo atual líder do país e chefe do Exército, Abdel Fattah al-Burhan, declarou que está disposto a cooperar com os EUA e a Arábia Saudita para buscar a paz no país.

    Em comunicado, o órgão agradeceu a Washington e Riad por “seus esforços contínuos para deter o derramamento de sangue sudanês” e expressou sua “prontidão para se engajar seriamente com eles para alcançar a paz que o povo sudanês almeja”.

    O conflito no Sudão eclodiu em 2023 em meio a uma luta pelo poder entre as Forças Armadas sudanesas e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF), antes de uma transição planejada para um regime civil. Isso causou a morte de dezenas de milhares de pessoas, com acusações de limpeza étnica, destruição generalizada e deslocamento em massa, atraindo atenção potências estrangeiras e ameaçando dividir o Sudão.

    O príncipe herdeiro saudita diz acreditar que a pressão direta de Trump é necessária para quebrar o impasse nas negociações para acabar com mais de dois anos e meio de guerra, apontando para seu trabalho para alcançar um cessar-fogo em Gaza em outubro, disseram cinco pessoas familiarizadas com o assunto.

    Salman pareceu apelar para a visão que o presidente dos EUA tem de si mesmo como um pacificador, de acordo com o relato de Trump. “Ele mencionou o Sudão ontem e disse: ‘Senhor, o senhor está falando sobre muitas guerras, mas há um lugar na Terra chamado Sudão, e é horrível o que está acontecendo’”, disse o americano.

    Para a Arábia Saudita, a resolução do conflito está ligada à segurança nacional, com centenas de quilômetros do litoral sudanês situados em frente à costa do Mar Vermelho do reino.

    Trump disse que seu governo começou a trabalhar na questão cerca de 30 minutos depois que o príncipe herdeiro explicou sua importância.

    Trump promete trabalhar para acabar com guerra no Sudão após pedido de príncipe saudita

  • Rêmoras “surfam” em baleias-jubarte na Austrália; veja as imagens

    Rêmoras “surfam” em baleias-jubarte na Austrália; veja as imagens

    Pesquisadores registraram imagens raras de rêmoras viajando grudadas em baleias-jubarte durante a migração anual na costa australiana. O comportamento revelou a impressionante sincronia dos peixes, que se soltam antes de as baleias emergirem e voltam a se fixar instantes depois.

    Um grupo de cientistas registrou imagens raras de rêmoras surfando nas costas de baleias-jubarte durante uma viagem em alta velocidade pelo oceano, até o momento em que os mamíferos sobem à superfície para respirar.

    O vídeo, produzido pelo Whales and Climate Research Program, que reúne equipes da Austrália, África do Sul e América do Sul, mostra várias rêmoras grudadas em uma baleia-jubarte na costa australiana. Pouco depois, o animal rompe a superfície da água para respirar, fazendo com que os peixes se soltem.

    Quando a baleia subia à superfície e fazia movimentos muito rápidos, as rêmoras reagiam de imediato, acompanhando cada mudança de direção, explicou Olaf Meynecke, membro do programa, em entrevista ao New York Post.

    Assim que a baleia mergulhava novamente, as rêmoras voltavam a se fixar na pele do mamífero usando as ventosas localizadas em suas cabeças. Elas sabiam exatamente o momento certo de se soltar antes de a baleia atravessar a linha da água e retornavam ao mesmo ponto poucos segundos depois, completou o cientista.

    As rêmoras são peixes marinhos da família Echeneidae e possuem uma estrutura única no topo da cabeça que funciona como uma ventosa natural. Essa ventosa lhes permite grudar em animais muito maiores, como baleias, tubarões, golfinhos e tartarugas, e “viajar de carona” enquanto se alimentam de pequenos crustáceos e de restos de pele ou comida dos hospedeiros. Por isso, também são conhecidas como “peixes-piloto” ou “peixes-de-ventosa”.

    Esses peixes passam praticamente toda a vida grudados em seus anfitriões, inclusive se reproduzindo sobre eles. Elas acasalam e se reproduzem enquanto estão fixadas ao corpo da baleia, explicou o pesquisador.

    Embora o relacionamento seja geralmente simbiótico — já que ajudam a limpar a pele dos grandes mamíferos —, o vídeo mostra que, nesse caso, a baleia parecia irritada com os passageiros. Observamos alguns animais com muitas rêmoras, subindo repetidamente à superfície mesmo sem a presença de outras baleias por perto. Parecia que estavam tentando se livrar delas, comentou Meynecke.

    As imagens foram captadas na chamada autoestrada das baleias-jubarte, um corredor migratório usado por cerca de 40 mil baleias todos os anos na costa leste da Austrália.

    Ainda não se sabe até onde as rêmoras viajam durante essa migração de 10 mil quilômetros, nem se permanecem com o mesmo animal durante toda a jornada. É um mistério fascinante que ainda estamos tentando desvendar, concluiu o cientista.

    Rêmoras “surfam” em baleias-jubarte na Austrália; veja as imagens

  • Lula terá que aceitar que Alemanha é um dos países mais lindos do mundo, diz Merz

    Lula terá que aceitar que Alemanha é um dos países mais lindos do mundo, diz Merz

    O premiê alemão Friedrich Merz voltou a defender suas declarações sobre o Brasil e disse que Lula terá de aceitar que a Alemanha é “um dos países mais lindos do mundo”. As falas, feitas após visita a Belém para a COP30, geraram reações de autoridades brasileiras e críticas políticas.

    (CBS NEWS) – O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, voltou a falar, nesta quarta-feira (19), sobre a polêmica envolvendo suas críticas ao Brasil. Segundo ele, o presidente Lula terá que aceitar que a Alemanha é um dos países mais lindos do mundo.

    O político alemão esteve em Belém para participar da Cúpula de Líderes, encontro que precedeu a COP30, cúpula climática da ONU que ocorre até o dia 21 de novembro.

    Na semana passada, Merz afirmou que a delegação alemã estava feliz em voltar para casa.

    “Senhoras e senhores, nós vivemos em um dos países mais bonitos do mundo. Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada: ‘Quem de vocês gostaria de ficar aqui?’ Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha, a noite de sexta para sábado, especialmente daquele lugar onde estávamos”, disse em um discurso no Congresso Alemão do Comércio na última semana.

    A fala gerou reações de políticos brasileiros, de ambientalistas e da membros da oposição no país europeu.

    “Eu disse que a Alemanha é um dos países mais lindos do mundo, e isso provavelmente o presidente Lula também vai aceitar”, afirmou Merz nesta quarta-feira, depois de um encontro com o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, em Berlim.

    Mais cedo nesta quarta, o governo alemão já havia minimizado a questão. Em uma entrevista de tons ásperos com jornalistas alemães, Stefan Kornelius, porta-voz e secretário de Comunicação do governo, disse que Merz não depreciou Belém ou o Brasil durante discurso na semana passada e, por isso, não iria se desculpar.

    “Gostaria de esclarecer mais uma vez o contexto, pois percebo uma certa agitação em torno deste tema que pouco tem a ver com os fatos”, declarou Kornelius.

    Depois da fala de Merz sobre a beleza alemã, o presidente Lula (PT) respondeu às críticas do premiê da Alemanha afirmando ele deveria ter “ido num boteco no Pará”.

    “O primeiro-ministro da Alemanha esses dias se queixou: ‘ai eu fui no Pará, mas eu voltei logo porque eu gosto mesmo é de Berlim’. Ele, na verdade, devia ter ido num boteco no Pará. Ele, na verdade, deveria ter dançado no Pará. Ele, na verdade, deveria ter provado a culinária do Pará, porque ele ia perceber que Berlim não oferece pra ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará e a cidade de Belém. E eu falava toda hora ‘coma maniçoba’”, disse o brasileiro na terça-feira (18).

    Lula afirmou que o Pará “saiu do anonimato” com a realização da COP30. “Qualquer parte do mundo sabe hoje que existe o estado do Pará, que existe a cidade de Belém, que é pobre, mas tem um povo generoso como pouca parte do mundo.”

    O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), disse nesta segunda-feira (17) que o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, fez uma fala “infeliz, arrogante e preconceituosa” sobre a cidade, após passagem por Belém para a Cúpula dos Líderes.

    O governador do Pará, Helder Barbalho, também respondeu às declarações de Merz.

    Ele disse que a Amazônia recebeu o mundo “de portas abertas, com a força de um povo acolhedor”, e afirmou que causa estranhamento quando “quem ajudou a aquecer o planeta questiona o calor da Amazônia”.

    Já prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), chamou o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, de “filhote de Hitler vagabundo” e “nazista” em uma postagem no X, nesta terça.

    Lula terá que aceitar que Alemanha é um dos países mais lindos do mundo, diz Merz

  • Mãe e filho de 4 anos descobrem ter câncer no mesmo dia

    Mãe e filho de 4 anos descobrem ter câncer no mesmo dia

    A família McRae, do Oregon, viu a rotina mudar após descobrir que Jamon, de 4 anos, tem um tumor cerebral agressivo e que a mãe, Britney, enfrenta uma rara condição ligada a gravidez molar. Ambos passam por tratamento enquanto parentes organizam uma campanha de apoio.

    A rotina da família McRae, do Oregon, nos Estados Unidos, mudou completamente no mês passado, quando mãe e filho receberam diagnósticos de câncer no mesmo dia.

    Jake McRae conta que, até então, levava uma vida tranquila ao lado da esposa e dos três filhos. O susto começou quando Jamon, de apenas quatro anos, passou a reclamar de fortes dores de cabeça. O que parecia algo simples foi se agravando até que a família descobriu que o menino tinha um tumor no cérebro. Ele passou por uma cirurgia que durou mais de dez horas. Semanas depois veio o resultado final da biópsia: o tumor era maligno e agressivo.

    Agora, Jamon deve enfrentar uma segunda cirurgia, seis semanas de radioterapia diária e meses de quimioterapia. Ele também faz terapias para reaprender a andar e falar.

    Mas o choque não terminou aí. No mesmo dia em que receberam o diagnóstico do filho, Britney McRae, mãe das crianças, também recebeu notícias difíceis. Ela havia marcado uma consulta médica e descobriu que tinha neoplasia trofoblástica gestacional, uma condição rara associada a uma gravidez molar completa — situação em que, em vez de uma placenta, formam-se tumores devido a alterações genéticas. Britney iniciou o tratamento com quimioterapia.

    Jake relata a impotência diante da situação: “Sinto que não posso fazer nada por eles. Essa é a pior parte”.

    A família criou uma página de arrecadação para ajudar nos custos do tratamento de ambos e para apoiar Jake, que agora cuida sozinho das duas filhas mais velhas. No texto, os irmãos de Britney contam que “em apenas 24 horas, Britney e seu filho de 4 anos foram diagnosticados com câncer” e destacam que a casa, antes cheia de alegria, vive hoje um cenário inimaginável.
     
     

     

    Mãe e filho de 4 anos descobrem ter câncer no mesmo dia

  • Pelo menos 3 mortos e 15 feridos em ataques israelenses na Faixa de Gaza

    Pelo menos 3 mortos e 15 feridos em ataques israelenses na Faixa de Gaza

    Os bombardeios atingiram uma casa em Bani Suhaila, a leste de Khan Yunis, durante a madrugada. Segundo autoridades locais, os ataques continuaram na região mesmo após o horário em que os bombardeios aéreos teriam cessado, aumentando a tensão sobre o cessar-fogo em vigor.

    A Defesa Civil, que atua sob controle do Hamas, informou que três pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas após um bombardeio israelense atingir uma casa na área de Bani Suhaila, a leste de Khan Yunis, por volta das 04h00, no horário local.

    Hamas e Israel trocam acusações sobre violações do cessar-fogo que entrou em vigor há um mês.

    Procurado pela agência AFP, o Exército israelense afirmou que está investigando o ataque.

    Segundo uma fonte do Ministério do Interior de Gaza, também sob controle do Hamas, os bombardeios aéreos cessaram às 05h00, no horário local, mas a artilharia israelense seguia ativa na região de Khan Yunis.

    A guerra na Faixa de Gaza começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque contra Israel, deixando mais de 1.200 mortos e cerca de 250 reféns. As operações israelenses em Gaza já resultaram em mais de 69 mil mortos.

    Pelo menos 3 mortos e 15 feridos em ataques israelenses na Faixa de Gaza

  • Miss Jamaica despenca da passarela em desfile e é retirada de maca; veja

    Miss Jamaica despenca da passarela em desfile e é retirada de maca; veja

    Gabrielle Henry caiu da passarela durante o desfile preliminar de gala do Miss Universo, na Tailândia. A candidata foi retirada do local em uma maca e levada ao hospital, mas não sofreu ferimentos graves, segundo a organização do concurso

    A representante da Jamaica no Miss Universo sofreu uma queda durante o desfile preliminar de vestidos de gala, realizado na Tailândia.

    Gabrielle Henry desfilava com um vestido laranja quando perdeu o equilíbrio e caiu do palco. O público se levantou imediatamente, preocupado com a modelo, que foi retirada do local em uma maca pouco depois.

    Ela foi levada para o Hospital Paolo Rangsit e, segundo a organização do concurso, não sofreu ferimentos que coloquem sua vida em risco.

    Candidata foi retirada do evento de maca© X/@KhaosodEnglish  

    “Pedimos a todos que mantenham pensamentos positivos e torçam por sua recuperação enquanto ela recebe os cuidados médicos necessários”, informou o comunicado oficial.

    Outra fonte ligada ao evento afirmou que Gabrielle não sofreu fraturas e está sendo bem assistida pela equipe médica.

    Os desfiles de traje de banho, trajes nacionais e vestidos de gala aconteceram nesta quarta-feira, etapa em que as candidatas disputavam vagas para a final.

    A coroação da 74ª vencedora do Miss Universo está marcada para esta sexta-feira, 21 de novembro.

    O vídeo da queda foi compartilhado nas redes sociais e ganhou grande repercussão.

    Concurso cercado por polêmicas

    A edição deste ano tem sido marcada por controvérsias. Nesta quinta-feira, dois jurados anunciaram sua saída do concurso. Um deles afirmou que já havia uma pré-seleção das finalistas mesmo antes das etapas preliminares, sem a participação dos oito jurados oficiais.

    Semanas antes, o responsável pelo evento na Tailândia renunciou ao cargo após uma discussão acalorada com a Miss México. Durante um encontro promovido pela organização em um hotel de Bangkok, o diretor repreendeu Fátima Bosch, dizendo que, se ela tinha voz, deveria “calá-la” caso quisesse vencer o concurso.

    As demais candidatas, incluindo a vencedora do ano anterior, se levantaram e deixaram a sala em solidariedade à colega, mesmo diante das ameaças do diretor.

    Depois da repercussão negativa, Nawat Itsaragrisil divulgou um vídeo pedindo desculpas, afirmando que não teve intenção de ferir ninguém e destacando o trabalho intenso para que o concurso transcorresse normalmente. Mesmo assim, o diretor-geral do Miss Universo, Raul Rocha Cantú, decidiu afastá-lo do cargo.
     

     

    Miss Jamaica despenca da passarela em desfile e é retirada de maca; veja

  • Turquia irá sediar COP31, em parceria inédita com a Austrália

    Turquia irá sediar COP31, em parceria inédita com a Austrália

    Acordo entre os países ainda não foi oficialmente anunciado; sede da edição de 2026 da conferência climática da ONU era disputada há meses

    BELÉM, PA (CBS NEWS) – Acabou o drama: a Turquia levou o posto de anfitrião da COP31, a próxima conferência climática das Nações Unidas. Após meses de disputa nos bastidores, a Austrália desistiu da sua candidatura para receber a cúpula na cidade litorânea de Adelaide, em parceria com nações insulares do Pacífico -algumas das mais ameaçadas pela crise do clima.

    Os ministros de mudança climática da Turquia, Murat Kurum, e da Austrália, Chris Bowen, vieram a Belém para tratar do tema. Eles chegaram a um acordo inédito, compartilhando a chefia do evento.

    O anúncio oficial ainda não foi feito, mas boatos da vitória turca começaram a circular nesta quarta-feira (19) nos corredores da COP30, onde estavam acontecendo reuniões entre os dois países para resolver a questão.

    Segundo uma fonte ligada às negociações, que pediu para não ser identificada, os eventos serão divididos. A Cúpula dos Líderes e as negociações da COP31 irão acontecer na Turquia, enquanto os eventos pré-COP vão ocorrer no Pacífico.

    A chefia das negociações, por sua vez, ficará com os australianos, enquanto que o posto da presidência ficará com os turcos. Como isso se dará, na prática, é difícil saber, já que algo do gênero nunca aconteceu.

    “É um pacote”, disse o secretário alemão do Ministério do Meio Ambiente, Jochen Flasbarth, confirmando a configuração da parceria. Ele avaliou o arranjo como bom para o multilateralismo.

    “É algo extraordinário que dois países, de lados muito diferentes do planeta, mas membros do mesmo grupo [regional], tenham chegado a um acordo inovador”, afirmou. Flasbarth acrescentou que os países do Pacífico participaram da elaboração do plano.

    O acordo ainda precisa ser validado pelo grupo regional que os dois países integram, dos chamados Estados da Europa Ocidental e Outros. A sede das COPs é decidida com base em um revezamento entre diferentes regiões do mundo.

    A COP32, em 2027, já tem um país anfitrião. Na última semana, a Etiópia foi escolhida pelo grupo de países africanos com unanimidade; a outra candidata era a Nigéria.

    Turquia irá sediar COP31, em parceria inédita com a Austrália

  • Governo alemão minimiza polêmica sobre Belém e diz que Merz não vai se desculpar

    Governo alemão minimiza polêmica sobre Belém e diz que Merz não vai se desculpar

    Pressionado por jornalistas, porta-voz afirma que não vê dano na relação entre os países; fala de Lula faz gabinete revelar que primeiro-ministro experimentou e gostou de comida brasileira

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – Friedrich Merz não depreciou Belém ou o Brasil durante discurso na semana passada. Portanto, não vai pedir desculpa. Em uma entrevista de tons ásperos com jornalistas alemães, Stefan Kornelius, porta-voz e secretário de Comunicação do governo Merz, buscou minimizar a polêmica que desde segunda-feira (18) persegue o primeiro-ministro da Alemanha.

    “Gostaria de esclarecer mais uma vez o contexto, pois percebo uma certa agitação em torno deste tema que pouco tem a ver com os fatos”, declarou Kornelius, nesta quarta-feira, em Berlim, quando indagado se o governo pensava em pedir desculpa.

    O secretário então passou a fazer um breve relato da visita do premiê a Belém, no último dia 7, idêntico ao passado por seu gabinete à Folha de S.Paulo na terça. Na capital paraense para a Cúpula dos Líderes da COP30, Merz lamentou não ter tido tempo para conhecer melhor a “beleza natural” de Belém e da Amazônia.

    A proximidade entre os dois países também foi destacada. “Queremos continuar a fortalecer as relações com o Brasil, incluindo a economia e o comércio. A Feira de Hannover, que o presidente Lula prometeu visitar no próximo ano, também servirá para esse fim. A Alemanha mantém uma parceria estratégica com o Brasil. A cooperação bilateral é estreita e baseada na confiança. Nesse sentido, a impressão do primeiro-ministro sobre esta viagem muito curta à América Latina foi bastante positiva.”

    Diferentemente da véspera, quando o governo alemão não comentou as críticas brasileiras e internacionais à fala de Merz, Kornelius desta vez arriscou uma explicação.

    “A observação referia-se, essencialmente, ao desejo da delegação de iniciar a viagem de volta após um voo noturno muito cansativo e um longo dia em Belém. Quando o primeiro-ministro diz ‘vivemos em um dos países mais bonitos do mundo’, isso não significa que outros países não sejam também muito bonitos.”

    Completou o comentário afirmando que considerava “muito apropriado o primeiro-ministro descrever a Alemanha como um dos países mais bonitos do mundo.”

    Na semana passada, em discurso no Congresso Alemão do Comércio, Merz usou o Brasil como referência negativa para enaltecer a Alemanha. “Senhoras e senhores, nós vivemos em um dos países mais bonitos do mundo. Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada: ‘Quem de vocês gostaria de ficar aqui?’ Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha, na noite de sexta para sábado, especialmente daquele lugar onde estávamos.”

    O vídeo com esse trecho do discurso de Merz viralizou, provocando críticas de autoridades brasileiras e ambientalistas alemães que estão na COP30.

    Perguntado novamente se o primeiro-ministro não iria se desculpar e se ele não via dano na relação entre os países, Kornelius respondeu: “Duas vezes não”.

    Em uma troca de argumentos ríspida com um dos jornalistas, Kornelius declarou: “Você está insinuando que o primeiro-ministro ficou repugnado com a cidade. Isso não é verdade”.

    O questionamento então se espalhou para os outros integrantes da comitiva alemã em Belém. O porta-voz respondeu que não havia ministros no voo do premiê, mas, diante da insistência, assessores de outras pastas acabaram se pronunciando, em tom conciliatório, relatando “conversas muito interessantes e estimulantes no local, especialmente com a população indígena”.

    “Foi um dia muito curto. Ele passou muito tempo no centro de conferências. À noite, houve realmente uma breve visita ao delta do Amazonas, a um restaurante, onde, aliás, ele seguiu o conselho do presidente brasileiro e comeu comida brasileira. Foi muito bom”, declarou Kornelius, em referência ao comentário de Luiz Inácio Lula da Silva de que Merz deveria ter ido a um boteco na capital paraense.

    “Devo repetir que o primeiro-ministro não se manifestou com descontentamento. Ele disse que vivemos em um dos países mais bonitos do mundo. Ele se referia à Alemanha. Posso repetir que o Brasil certamente também é um dos países mais bonitos do mundo. Mas acho que não é repreensível que o chanceler alemão faça uma pequena hierarquização nesse sentido”, declarou o secretário, diante da insistência dos jornalistas.

    Depois de defender a atual política ambiental do país e afirmar que a Alemanha se comprometeu a fazer uma “contribuição significativa” ao TFFF, o fundo de florestas lançado oficialmente pelo Brasil na COP30, Kornelius se viu obrigado a voltar à polêmica.

    “Já expliquei isso várias vezes e só posso repetir: o primeiro-ministro está longe de fazer comentários depreciativos sobre o Brasil. Ele fez uma comparação. Além disso, ele aproveitou intensamente essa viagem muito curta ao Brasil para aprofundar as excelentes relações que a Alemanha mantém com o Brasil.”

    OPOSIÇÃO

    Katharina Dröge, co-líder dos Verdes no Parlamento alemão, criticou Merz pelas declarações negativas em relação a Belém. “Aos poucos começamos a nos perguntar se o o primeiro-ministro ainda pode aparecer em algum lugar sem colocar a Alemanha em uma situação difícil”, disse a opositora à agência DPA.

    “A imagem que o primeiro-ministro transmitiu durante sua viagem ao Brasil foi desastrosa: falta de tato na política externa, falta de ambição na política climática e simplesmente desrespeito ao Brasil.”

    Há seis meses no poder, o governo Merz sofre uma crise de popularidade. A proporção de eleitores insatisfeitos com o premiê alcançou um novo pico nesta semana, 73%, de acordo com pesquisa RTL/ntv.

    Governo alemão minimiza polêmica sobre Belém e diz que Merz não vai se desculpar