Categoria: MUNDO

  • Aeronaves são vistas voando baixo em Caracas; vídeo

    Aeronaves são vistas voando baixo em Caracas; vídeo

    Diante dos acontecimentos, o governo venezuelano declarou que o país foi alvo de uma “agressão militar” atribuída aos Estados Unidos. Em comunicado oficial, as autoridades afirmaram que os ataques não se limitaram à capital e também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

    Vídeos que circulam nas redes sociais mostram aeronaves voando em baixa altitude enquanto explosões eram registradas em Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado (3). As imagens revelam clarões no céu e ruídos intensos, que causaram medo entre moradores da cidade.

    Diante dos acontecimentos, o governo venezuelano declarou que o país foi alvo de uma “agressão militar” atribuída aos Estados Unidos. Em comunicado oficial, as autoridades afirmaram que os ataques não se limitaram à capital e também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo a nota divulgada, a ação teria como objetivo tomar o controle das reservas de petróleo e minerais da Venezuela.

    Até a última atualização desta reportagem, o governo dos Estados Unidos não havia confirmado oficialmente a autoria dos ataques. No entanto, de acordo com a emissora americana CBS News, fontes com conhecimento do assunto afirmaram que o presidente Donald Trump teria ordenado o bombardeio.

    Relatos reunidos por agências internacionais apontam para impactos diretos na infraestrutura da capital. Segundo a Reuters, uma testemunha informou que uma área próxima à base aérea de La Carlota, no sul de Caracas, ficou sem energia elétrica após as explosões. Também foram observadas colunas de fumaça em diferentes pontos da cidade.

    A Associated Press informou que pelo menos sete explosões foram registradas em Caracas durante a madrugada. A agência também confirmou que aeronaves foram vistas sobrevoando a região em baixa altitude. O barulho das detonações provocou correria entre pedestres que estavam nas ruas no momento dos incidentes.

    Uma das testemunhas, Carmen Hidalgo, relatou à AP a intensidade dos episódios. Ela caminhava com dois familiares, retornando de uma festa de aniversário, quando ouviu as explosões. “O chão inteiro tremeu. Isso é horrível. Ouvimos explosões e aviões à distância”, disse. Segundo ela, a força dos impactos era tão grande que dava a sensação de que o ar batia contra as pessoas.

    Aeronaves são vistas voando baixo em Caracas; vídeo

  • Vídeos de moradores mostram explosões na capital da Venezuela

    Vídeos de moradores mostram explosões na capital da Venezuela

    Em resposta aos acontecimentos, o governo venezuelano declarou que o país foi alvo de uma “agressão militar” atribuída aos Estados Unidos.

    Imagens divulgadas nas redes sociais registram o momento em que explosões atingem Caracas, capital da Venezuela, durante a madrugada deste sábado (3). Os vídeos mostram clarões no céu e barulhos intensos, provocando pânico entre moradores da cidade.

    Em resposta aos acontecimentos, o governo venezuelano declarou que o país foi alvo de uma “agressão militar” atribuída aos Estados Unidos. Em comunicado oficial, as autoridades afirmaram que, além de Caracas, ataques também teriam ocorrido nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo o governo, a ofensiva teria como finalidade assumir o controle das reservas venezuelanas de petróleo e minerais.

     

    Até a última atualização desta reportagem, o governo norte-americano não havia confirmado envolvimento nos ataques.

    De acordo com a agência Reuters, uma testemunha relatou que uma região próxima à base aérea de La Carlota, localizada no sul de Caracas, ficou sem fornecimento de energia elétrica após os episódios. Moradores também relataram a presença de colunas de fumaça em diferentes pontos da capital. Já a Associated Press informou que ao menos sete explosões foram registradas e confirmou que aeronaves sobrevoaram a cidade em baixa altitude. Pessoas que estavam nas ruas correram ao ouvir os estrondos.

     

    “O chão inteiro tremeu. Isso é horrível. Ouvimos explosões e aviões à distância”, afirmou Carmen Hidalgo à Associated Press. Ela caminhava com dois familiares após sair de uma festa de aniversário. Segundo o relato, a força das explosões era tão intensa que parecia empurrar o ar contra as pessoas.

    Os ataques acontecem em meio ao aumento das tensões entre Venezuela e Estados Unidos. Na semana anterior, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que forças dos EUA realizaram o primeiro ataque em solo venezuelano, com o objetivo de destruir um pequeno porto que, segundo ele, seria utilizado para o narcotráfico. A imprensa americana informou que essa operação teria sido realizada com o uso de um drone e conduzida pela Agência Central de Inteligência (CIA).

    A pressão sobre o governo de Nicolás Maduro vem se intensificando desde agosto. Naquele mês, os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano e enviaram um grande aparato militar ao Mar do Caribe. Inicialmente, a Casa Branca afirmou que o reforço tinha como objetivo combater o tráfico internacional de drogas. Posteriormente, autoridades americanas passaram a declarar, sob condição de anonimato, que a meta final seria derrubar o governo de Maduro.

    Em novembro, Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone, mas, segundo a imprensa americana, as negociações não avançaram devido à resistência do líder venezuelano em deixar o poder. Ainda de acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos demonstram interesse em assumir o controle das reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo. Nas últimas semanas, navios petroleiros venezuelanos foram apreendidos por militares americanos, e Trump determinou um bloqueio a embarcações sob sanções, além de acusar Maduro de roubar os Estados Unidos.

    Vídeos de moradores mostram explosões na capital da Venezuela

  • Ataque na Venezuela foi ordenado por Donald Trump, diz TV americana

    Ataque na Venezuela foi ordenado por Donald Trump, diz TV americana

    A emissora de TV norte-americana CBS News informou, com base em fontes, que o presidente Donald Trump ordenou ataques contra a Venezuela. Entre os alvos estariam estruturas militares.

    A capital venezuelana de Caracas, foi atingida por uma série de explosões na madrugada deste sábado (3). Pouco depois, o governo venezuelano afirmou que o país foi alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos.

    A emissora de TV norte-americana CBS News informou, com base em fontes, que o presidente Donald Trump ordenou ataques contra a Venezuela. Entre os alvos estariam estruturas militares.

    Segundo o jornal “The New York Times”, os ataques contra Caracas ainda estão em andamento, mas diminuíram. Testemunhas relataram que o barulho de aeronaves é ouvido com frequência.

    O governo de Nicolás Maduro condenou o que considera serem ataques norte-americanos no país e declarou situação de emergência.
     

     

    Ataque na Venezuela foi ordenado por Donald Trump, diz TV americana

  • Venezuela acusa EUA de lançarem ataque e declara emergência

    Venezuela acusa EUA de lançarem ataque e declara emergência

    O governo de Nicolás Maduro já reagiu aos ataques que estão acontecendo no país, acusando Washington de ser o responsável. Para além de Caracas, o local onde as primeiras explosões foram denunciadas, teriam acontecido ataques nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

    O governo da Venezuela atribuiu, neste sábado (3), a autoria dos ataques em Caracas aos Estados Unidos, que nas últimas semanas vêm ameaçando o país, além de atacar diversos barcos que estariam envolvidos no tráfico de drogas. Além de Caracas, também foram denunciados ataques nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

    O governo de Nicolás Maduro afirmou que “rejeita, repudia e denuncia a agressão militar” dos Estados Unidos.

    Segundo a imprensa internacional, Caracas acusa Washington de “se apropriar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente do seu petróleo e de seus minerais, em uma tentativa de romper à força a independência política do país”.

    “Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especificamente na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas”, diz uma nota emitida pelo governo venezuelano.

    Nicolás Maduro também declarou estado de emergência em todo o país, com o objetivo de “proteger os direitos da população, garantir o pleno funcionamento das instituições republicanas e iniciar imediatamente a luta armada”.

    “Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, conclui a nota.

    Vale lembrar que fortes explosões, acompanhadas de sons semelhantes aos de aeronaves sobrevoando Caracas, ocorreram hoje por volta das 2h (3h da madrugada no horário de Brasília).

    Pelo menos sete explosões e aeronaves em baixa altitude foram ouvidas em Caracas, levando moradores de vários bairros da capital a abandonarem suas casas e correrem para as ruas.

    Nas redes sociais, foram publicadas imagens de grandes incêndios com colunas de fumaça, mas não é possível identificar com precisão o local das explosões, que parecem ter ocorrido no sul e no leste de Caracas.

    Em 22 de dezembro, Donald Trump afirmou que seria sensato o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deixar o poder, em um momento em que Washington intensificava a pressão militar sobre Caracas.

    “Cabe a ele [Maduro] decidir o que quer fazer. Acho que seria sensato da parte dele”, disse o líder norte-americano, ao ser questionado sobre se o objetivo de Washington era forçar o líder venezuelano a abandonar o poder.

    Questionado sobre suas declarações a respeito de intervenções em terra, além do mar, para conter o narcotráfico, Trump afirmou que elas se aplicam “a qualquer lugar de onde venham drogas, não apenas à Venezuela”.

    Na segunda-feira passada, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos destruíram uma área de atracação utilizada por navios acusados de envolvimento com o tráfico de drogas na Venezuela, no que pode ter sido a primeira operação terrestre.

    Na sexta-feira, o presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que um míssil norte-americano atingiu um alvo na região venezuelana de Alta Guajira, que faz fronteira com a Colômbia, no âmbito da campanha norte-americana contra o tráfico de drogas.

    Venezuela acusa EUA de lançarem ataque e declara emergência

  • Brasil e Reino Unido firmam acordo contra tráfico de pessoas

    Brasil e Reino Unido firmam acordo contra tráfico de pessoas

    O fortalecimento da cooperação internacional integra as ações prioritárias do plano criado pelo Governo Federal para prevenir e reprimir esse tipo de crime, bem como proteger as vítimas

    Brasil e Reino Unido assinaram um protocolo de cooperação para enfrentar o tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes, classificado entre os principais crimes transnacionais que movimentam US$ 150 bilhões por ano.

    O memorando, que coordena esforços entre os dois países na prevenção, assistência às vítimas, investigação e ação penal, foi firmado durante a Cúpula de Niagara, no Canadá, e publicado nesta sexta-feira (2).

    O documento enfatiza a vulnerabilidade especialmente de mulheres, crianças e adolescentes. 

    Estão previstas campanhas de informação e sensibilização para o problema do tráfico de pessoas, capacitação de agentes públicos, troca de informações para identificar rotas e responsáveis, proteção de dados e identidade das vítimas, testemunhas e familiares, além do estímulo à repatriação voluntária.

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil e o Ministério do Interior do Reino Unido poderão elaborar um plano de trabalho conjunto para colocar as iniciativas na prática, para os próximos cinco anos, pelo menos.

    Ampliar a cooperação internacional é uma das ações prioritárias do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, elaborado em 2024.

    Brasil já tem acordos semelhantes com outros países, como Colômbia e Bolívia.

    Brasil e Reino Unido firmam acordo contra tráfico de pessoas

  • Zelenski nomeia comandante da inteligência militar como novo chefe de gabinete após escândalo

    Zelenski nomeia comandante da inteligência militar como novo chefe de gabinete após escândalo

    Kirilo Budanov substitui Andrii Iermak, braço direito de presidente da Ucrânia removido após inquérito de corrupção; como general, Budanov foi responsável por operações especiais na guerra e trocas de prisioneiros com a Rússia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, nomeou nesta sexta-feira (2) o general Kirilo Budanov, comandante da inteligência militar ucraniana, como novo chefe de gabinete da Presidência. Budanov substituirá o ex-braço direito de Zelenski, Andii Iermak, que perdeu o cargo em novembro depois de ser acusado de envolvimento em um escândalo de corrupção que abalou o governo do país em guerra.

    Iermak foi alvo de um mandado de busca e apreensão no âmbito do inquérito que investiga o suposto desvio de pelo menos US$ 100 bilhões (R$ 543 bilhões) do setor de energia. O escândalo também derrubou os ministros de Energia e Justiça. Até aqui, Iermak não foi formalmente acusado de nenhum crime.

    Ao anunciar o novo chefe de gabinete, Zelenski disse em nota que “a Ucrânia precisa de maior foco em questões de segurança, desenvolvimento das Forças Armadas, e nas negociações diplomáticas. O gabinete da Presidência trabalhará para completar essas tarefas”. “Kirilo tem ampla experiência nessas áreas e a força necessária para entregar resultados”, afirmou o presidente.

    Budanov, 39, é comandante do setor de inteligência do Exército ucraniano desde 2020. Ao longo da guerra com a Rússia, ele coordenou uma série de operações especiais, incluindo trocas de prisioneiros com Moscou.

    Iermak, 54, é amigo de Zelenski, 47, desde que o presidente era um comediante que fez carreira nas TVs russa e ucraniana. As duas agências anticorrupção que investigam Iermak, o Escritório Nacional Anticorrupção e a Procuradoria especializada Anticorrupção, tinham sido objeto de polêmica em junho.

    Zelenski tentou tirar o poder delas de investigar pessoas em altos cargos, caso de Iermak, o que levou aos primeiros grandes protestos de rua contra o presidente desde que Vladimir Putin invadiu seu país, em fevereiro de 2022.

    Pressionado em casa e pelos aliados, que doaram cerca de US$ 1,5 trilhão (R$ 8 trilhões) para o esforço de guerra até agora e querem saber para onde vai o dinheiro, o presidente recuou da proposta.

    Zelenski nomeia comandante da inteligência militar como novo chefe de gabinete após escândalo

  • Trump ameaça intervir no Irã por repressão a protestos

    Trump ameaça intervir no Irã por repressão a protestos

    “Seria cruzar ‘linha vermelha”, diz regime

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira (2) ajudar os manifestantes no Irã se as forças de segurança atirarem contra eles. O aceno de Trump ocorre cinco dias após o início de protestos que já deixaram mortos (o número ainda é incerto) e representam a maior ameaça interna às autoridades iranianas em três anos.

    “Se o Irã atira e mata violentamente manifestantes pacíficos, o que praxe deles, os Estados Unidos irão em seu resgate. Estamos prontos e carregados para agir”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais. Os EUA atacaram instalações nucleares iranianas em junho do ano passado, juntando-se a uma campanha aérea israelense que teve como alvo o programa atômico de Teerã e a liderança militar.

    O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, respondeu aos comentários de Trump alertando que a interferência dos EUA em questões domésticas iranianas equivaleria a um “caos em toda a região”. Teerã apoia grupos no Líbano, Iraque e Iêmen. “O povo americano deve saber que Trump iniciou o aventureirismo. Eles devem vigiar seus soldados”, disse Larijani.

    Os comentários vieram enquanto um funcionário local no oeste do Irã, onde várias mortes foram relatadas, foi citado pela mídia estatal advertindo que qualquer agitação ou reuniões ilegais seriam enfrentadas de forma decisiva e sem clemência, aumentando a probabilidade de escalada.

    “Qualquer mão intervencionista que ataque a segurança do Irã sob qualquer pretexto será exposta a uma resposta”, escreveu Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo, Ali Khamenei, no X. “A segurança do Irã é uma linha vermelha.”

    MAIORES PROTESTOS EM TRÊS ANOS

    Os protestos desta semana contra a inflação em alta se espalharam pelo Irã, com confrontos entre manifestantes e forças de segurança concentrados nas províncias ocidentais de Lorestan e Chaharmahal e Bakhtiari.

    A imprensa ligada ao Estado e grupos de direitos humanos relataram pelo menos seis mortes desde quarta-feira (31), incluindo um homem que as autoridades disseram ser membro da milícia Basij, afiliada à Guarda Revolucionária.

    O Irã conseguiu conter repetidos protestos nas últimas décadas, muitas vezes com pesadas medidas de segurança e prisões em massa. Mas os problemas econômicos podem deixar as autoridades mais vulneráveis agora.

    Os protestos desta semana são os maiores em três anos, desde que manifestações nacionais desencadeadas pela morte de uma jovem sob custódia no final de 2022 paralisaram o Irã por semanas, com grupos de direitos humanos relatando centenas de mortos.

    O presidente Masoud Pezeshkian adotou um tom conciliatório, prometendo diálogo com líderes de protestos sobre a crise do custo de vida, mesmo enquanto grupos de direitos humanos afirmavam que forças de segurança haviam atirado contra manifestantes.

    Falando na quinta-feira (1º), antes de Trump ameaçar ação dos EUA, Pezeshkian reconheceu que falhas das autoridades estavam por trás da crise.

    “A culpa é nossa. Não procurem a América ou qualquer outro para culpar. Devemos servir adequadamente para que as pessoas fiquem satisfeitas conosco. Somos nós que temos que encontrar uma solução para esses problemas”, disse ele.

    O governo de Pezeshkian está tentando um programa de liberalização econômica, mas uma de suas medidas, a desregulamentação de algumas trocas de moeda, contribuiu para um forte declínio no valor do rial iraniano no mercado não oficial.

    A moeda em queda agravou a inflação, que permaneceu acima de 36% desde março, mesmo por estimativas oficiais, em uma economia abalada por sanções ocidentais sobre o programa nuclear.

    Os ataques israelenses e americanos do ano passado aumentaram a pressão sobre as autoridades, assim como a destituição de Bashar al-Assad da Síria, um aliado próximo de Teerã, e o bombardeio israelense de seu principal parceiro regional, o Hezbollah do Líbano.

    O Irã continua apoiando grupos no Iraque que anteriormente dispararam foguetes contra forças americanas no país, bem como a milícia houthi que controla grande parte do norte do Iêmen.

    MORTES E PRISÕES

    O grupo de direitos humanos Hengaw relatou na quinta-feira que 29 manifestantes foram detidos durante a última onda de manifestações.

    Na província de Lorestan, lar de grande parte da população étnica lor do Irã e local de alguns protestos intensos, um alto funcionário judicial disse à mídia estatal que não haverá tolerância para ações ilegais que ameacem a ordem pública e a segurança.

    Chaharmahal e Bakhtiari também testemunharam protestos.

    A Agência de Notícias semi-oficial Fars relatou na quinta-feira que três manifestantes foram mortos e 17 ficaram feridos durante um ataque a uma delegacia de polícia no oeste de Lorestan.

    Trump ameaça intervir no Irã por repressão a protestos

  • Milei afirma que pretende montar bloco com países de direita na América do Sul

    Milei afirma que pretende montar bloco com países de direita na América do Sul

    Em entrevista à CNN, presidente argentino diz que região rejeitou o que chama de socialismo do século 21; um dos objetivos do grupo seria enfrentar políticas ‘woke’, termo controverso para ideário progressista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que planeja formar um bloco com países de direita na América do Sul para enfrentar a esquerda na região. Em entrevista à rede de televisão CNN no fim do ano passado, ele disse que o grupo deve ter cerca de dez participantes, sem especificar quais.

    Segundo Milei, a região descobriu que “o socialismo é uma farsa criada por um conjunto de bandidos para tomar o poder e empobrecer a população”.

    A declaração chega em meio a mudanças na política regional, que deu uma guinada à direita nas eleições mais recentes. O Chile elegeu o ultradireitista José Antonio Kast, já a Bolívia escolheu como presidente o direitista Rodrigo Paz. O Paraguai é governado pelo também direitista Santiago Peña, assim como o Equador, com Daniel Noboa. Enquanto isso, países como Brasil, Uruguai e Colômbia mantêm governos progressistas após terem feito o movimento inverso, mas no caso colombiano é grande a chance de a direita voltar ao poder no pleito em maio, principalmente com o atual mandato impopular do esquerdista Gustavo Petro.

    “Parece que a região acordou do pesadelo do socialismo”, afirmou o argentino
    A ideia do bloco, segundo Milei, é enfrentar o que ele chama de socialismo do século 21, classificado por ele como “woke”, termo controverso para ideário progressista de conscientização sobre injustiças a minorias.

    Quando questionado se a relação da Argentina com a China afrontaria a estratégia de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, de quem Milei é próximo, o argentino afirmou que o aspecto geopolítico da política americana é totalmente diferente do aspecto comercial que ele mantém com os chineses.

    Milei afirma que pretende montar bloco com países de direita na América do Sul

  • Sob dúvidas por sua saúde, Trump diz ter acertado todas as questões de avaliação mental

    Sob dúvidas por sua saúde, Trump diz ter acertado todas as questões de avaliação mental

    Donald Trump, que na corrida eleitoral do ano passado questionou a capacidade cognitiva do então presidente Joe Biden, é sensível quanto à sua idade

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (2) que está em saúde perfeita em meio a questionamentos sobre a sua capacidade cognitiva e aumento de cansaço. Em um post em sua rede Truth Social, ele disse que acertou todas as perguntas de um teste que avalia aptidão mental, segundo médicos da Casa Branca.

    Esta teria sido a terceira avaliação cognitiva feita pelo republicano. “Algo que nenhum outro presidente ou vice-presidente anterior se dispôs a fazer”, escreveu. “Nosso grande país não pode ser governado por pessoas estúpidas ou incompetentes”.

    A reação de Trump, de 79 anos, ocorre em meio a relatos que colocam em dúvida sua saúde física e mental. Nas últimas semanas, ele apareceu com uma descoloração na mão esquerda, ao que atribuiu ao uso de aspirina. Em uma reunião com os seus secretários há algumas semanas, o presidente aparentou cochilar, o que ele também negou.

    No fim do ano passado, o presidente foi submetido a uma ressonância magnética durante uma avaliação médica recente, mas não divulgou o propósito do procedimento -que não é um exame típico para avaliações de rotina.

    A falta de detalhes levantou dúvidas sobre se informações completas da saúde do presidente estão sendo divulgadas em tempo hábil pela Casa Branca.

    Em julho do ano passado, o republicano recebeu diagnóstico de insuficiência venosa crônica após ser examinado por seu médico devido a um inchaço nas pernas. Trata-se de uma anormalidade do sistema venoso na qual vasos danificados dos membros inferiores não mantêm um fluxo sanguíneo adequado.

    Trump, que na corrida eleitoral do ano passado questionou a capacidade cognitiva do então presidente Joe Biden, é sensível quanto à sua idade. Ele atacou pessoalmente uma repórter do New York Times nas redes sociais em novembro por causa de uma reportagem que ela escreveu examinando as maneiras pelas quais a idade de Trump pode estar afetando seus níveis de energia. O texto mostrava que o presidente tem diminuído o ritmo da sua agenda nos últimos meses.

    Sob dúvidas por sua saúde, Trump diz ter acertado todas as questões de avaliação mental

  • Italiano de 16 anos é a primeira vítima identificada em incêndio na Suíça; mortes vão a 47

    Italiano de 16 anos é a primeira vítima identificada em incêndio na Suíça; mortes vão a 47

    Emanuele Galeppin, um jovem italiano de 16 anos que morreu na tragédia, era um golfista que morava em Dubai

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A primeira vítima do incêndio que matou mais de 40 pessoas em um bar na Suíça foi identificada nesta sexta (2) como Emanuele Galeppin, um italiano de 16 anos. O jovem era um golfista que morava em Dubai.

    Investigadores iniciaram a tarefa de identificar os corpos carbonizados do incidente em uma festa de Ano-Novo na estação de esqui suíça de Crans-Montana. Já são 47 mortes confirmadas.

    Os ferimentos por queimaduras foram tão graves na maioria dos jovens frequentadores do bar Le Constellation que as autoridades do país afirmaram que pode levar dias para nomear todas as vítimas do fogo, que também deixou mais de 100 feridos, muitos em estado grave.

    Pais de jovens desaparecidos fizeram apelos desesperados por notícias de seus filhos, enquanto embaixadas estrangeiras corriam para verificar se seus cidadãos estavam entre as vítimas de uma das piores tragédias da Suíça moderna. Segundo o Itamaraty, não há brasileiros na lista.

    “Estou procurando meu filho há 30 horas. A espera é insuportável”, disse Laetitia, mãe do desaparecido Arthur, 16 , ao canal BFM TV, afirmando estar desesperada para saber se ele está vivo ou morto, e onde. “Se ele está no hospital, não sei qual. Se está no necrotério, não sei qual. Se meu filho está vivo, ele está sozinho no hospital, e eu não posso ficar ao lado dele.”

    As autoridades alertaram que nomear as vítimas ou confirmar o número exato de mortes levará tempo, pois muitos corpos estão gravemente queimados. “Todo esse trabalho é necessário porque as informações são tão terríveis e sensíveis que nada pode ser dito às famílias sem 100% de certeza”, afirmou Mathias Reynard, chefe de governo do cantão (equivalente a um estado brasileiro) de Valais. Especialistas usam amostras dentárias e de DNA para as identificações, segundo ele.

    A origem do incêndio ainda é incerta. Autoridades suíças indicam que parece ter sido um acidente, não um ataque. Relatos de sobreviventes e vídeos em redes sociais sugerem que o teto do porão do bar pode ter pegado fogo quando velas de faíscas se aproximaram demais.

    Resort frequentado por celebridades e por profissionais dos esportes de inverno, Crans-Montana é sede habitual da Copa do Mundo de Esqui. O ator britânico Roger Moore, que encarnou James Bond nos filmes da franquia 007, viveu no local, hoje com 10 mil habitantes.

    “Podia ter sido a gente”, disse Emma, 18, de Genebra, do lado de fora do bar isolado. “Havia uma fila enorme, então decidimos não entrar na virada do ano. Tivemos tanta sorte. Mesmo vivos e bem, estamos em choque. É um trauma até para nós. Vejo os desaparecidos e são todos da nossa idade.”

    Atrás do cordão policial, os corpos de algumas vítimas ainda estavam no bar, disseram as autoridades, prometendo trabalhar 24 horas por dia para identificar todos os que sucumbiram ao fogo.

    Elisa Sousa, 17, disse que ia estar no bar no momento do incêndio, mas acabou passando a noite em uma reunião familiar. “E, sinceramente, vou ter que agradecer minha mãe cem vezes por não me deixar ir”, afirmou na vigília pelas vítimas. “Porque só Deus sabe onde eu estaria agora.”

    Itália e França estão entre os países que confirmaram desaparecidos, e o ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, visitará Crans-Montana nesta sexta, segundo o embaixador italiano na Suíça, Gian Lorenzo Cornado. A Austrália informou que um de seus cidadãos ficou ferido.

    Dos 112 feridos, todos menos cinco já foram identificados, disse Cornado. Seis italianos continuam desaparecidos, e 13 estão hospitalizados; três foram repatriados na quinta e mais três na sexta-feira.

    Em um comunicado nesta sexta, o papa Leão 14 disse sentir compaixão e preocupação com os familiares das vítimas.

    “Rezo para que Deus acolha os falecidos em sua morada de paz e luz, e sustente a coragem daqueles que sofrem no coração ou no corpo”, afirmou em mensagem dirigida ao bispo Jean-Marie Lovey, da diocese de Sion, onde ocorreu a tragédia.

    O incêndio foi lembrado no Brasil pela semelhança com a tragédia da boate Kiss, em 2013, em Santa Maria (RS), quando 242 pessoas morreram após o uso de artefatos pirotécnicos em show no local incendiar o teto, cujo material contribuiu para alastrar o fogo rapidamente e exalou fumaça tóxica.

    Italiano de 16 anos é a primeira vítima identificada em incêndio na Suíça; mortes vão a 47