Categoria: MUNDO

  • Vídeo mostra começo de incêndio em Crans-Montana; 40 pessoas morreram

    Vídeo mostra começo de incêndio em Crans-Montana; 40 pessoas morreram

    Vídeo mostrará o momento em que as chamas começaram a tomar o bar Le Constellation, na estância de Crans-Montana, na Suíça; há registro de ao menos 40 vítimas mortais

    Novas imagens de dentro bar onde começou um incêndio que fez pelo menos 40 vítimas mortais em Crans Montana, nos Alpes Suíços, mostram o momento em que as chamas surgem, ainda que as causas do incêndio não tenham sido oficialmente esclarecidas.

    As imagens mostram um grupo de jovens festejando a chegada ao Novo Ano.

    Vale lembrar que apesar da causa do incêndio ainda não ter sido confirmada, acredita-se que na sua origem estariam garrafas de champagne com fogos de artificio no seu interior, que teriam sido erguidas por um grupo de jovens para festejar a chegada do Novo Ano.

    As faíscas destes artefatos, em contato com o telhado, provocaram as primeiras chamas no bar-discoteca La Constellation, na estância de Crans-Montana.

    O incêndio começou pelas 1h30 locais de quinta-feira (1º), seguindo-se uma explosão. Segundo explicou a procuradora de Valais, Beatrice Pilloud, “o fogo alastrou-se e, à medida que se intensificava, causou uma explosão generalizada”.

    As chamas propagaram-se, derrubando o teto de madeira, segundo disseram à estação.

    As pessoas tentaram desesperadamente escapar da discoteca no subsolo subindo uma escada estreita e passando por uma porta estreita, formando uma multidão, disse uma das mulheres.

    Outro jovem que estava no local disse que as pessoas quebraram janelas para escapar ao incêndio e que algumas ficaram gravemente feridas, noticiou a BFMTV

    Vídeo mostra começo de incêndio em Crans-Montana; 40 pessoas morreram

  • Maduro diz estar pronto para diálogo com EUA: "Quando quiserem"

    Maduro diz estar pronto para diálogo com EUA: "Quando quiserem"

    Maduro afirmou que a Venezuela está aberta a um plano para combate ao narcotráfico e que os Estados Unidos podem ajudar na questão, assim como na comercailização de petróleo

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou que está pronto para discutir assuntos relacionados com tráfico de droga, petróleo e acordos econômicos com os Estados Unidos, evitando confirmar a realização de um suposto ataque norte-americano em solo venezuelano.

    “O Governo dos Estados Unidos sabe disso, porque já dissemos a muitos dos seus porta-vozes: se quiserem discutir seriamente um acordo para combater o narcotráfico, estamos prontos. Se quiserem petróleo da Venezuela, a Venezuela está pronta para os investimentos americanos, como aconteceu com a Chevron, quando quiserem, onde quiserem e como quiserem”, afirmou em entrevista emitida na estação televisiva pública VTV na quinta-feira à noite.

    O líder venezuelano disse também que manteve “apenas uma conversa” com o norte-americano, Donald Trump, em uma tentativa de esclarecer “especulações”, após um suposto novo telefonema “muito recentemente” referido pelo líder norte-americano.

    “Estava vendo especulações sobre uma segunda conversa. Tivemos (…) apenas uma conversa. Ele me ligou na sexta-feira, 21 de novembro, da Casa Branca. E eu estava no Palácio de Miraflores”, relatou.

    O Presidente venezuelano, que condena reiteradamente ameaças dos Estados Unidos no contexto do destacamento militar de Washington no Caribe para supostamente combater o tráfico de droga, voltou a considerar que a conversa foi “muito respeitosa” e durou dez minutos.

    “A primeira coisa que me disse foi: ‘Sr. Presidente Maduro’. E eu disse: ‘Sr. Presidente Donald Trump’”, contou o líder venezuelano, descrevendo uma conversa agradável, apesar de adicionar que os desenvolvimentos seguintes “não foram agradáveis”.

    Na última segunda-feira, Trump disse ter falado “muito brevemente” com Maduro, mas que a conversa não foi produtiva para aliviar a pressão das autoridades de Washington sobre a Venezuela, no desdobramento de uma campanha de combate ao narcotráfico, ao qual atribuem ligações do regime de Caracas.

    Os Estados Unidos mantêm um destacamento militar no Mar do Caribe, junto às águas venezuelanas, desde agosto passado, presumivelmente para combater o narcotráfico, mas o Governo venezuelano considera que se trata de um pretexto para procurar uma mudança de regime.

    A tensão entre Caracas e Washington aumentou depois de Trump ter anunciado a proibição da entrada e saída de todos os petroleiros sancionados da Venezuela e a apreensão de dois navios que transportavam crude venezuelano nas últimas semanas.

    Donald Trump também afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos destruíram uma área de atracagem utilizada por navios acusados de envolvimento com o tráfico de droga na Venezuela.

    Segundo noticiou o jornal The New York Times, os serviços de informação CIA realizaram um ataque com drones na semana passada contra uma instalação portuária na Venezuela, embora o Governo de Caracas ainda não se tenha pronunciado.

    Na entrevista divulgada na quinta-feira, a VTV questionou Maduro se confirmava este ataque, mas o Presidente venezuelano foi evasivo. “Este pode ser um assunto que discutiremos dentro de alguns dias. Certamente poderemos discuti-lo dentro de alguns dias”, comentou apenas.

    Maduro diz estar pronto para diálogo com EUA: "Quando quiserem"

  • Países com menos risco de desastres naturais

    Países com menos risco de desastres naturais

    Você mora em uma dessas nações menos propensas a desastres naturais?

    De terremotos a erupções vulcânicas, inundações a secas, todos os anos desastres naturais afetam milhões de pessoas no mundo. Embora os países possam reduzir o número de vítimas com boas medidas de segurança e infraestruturas, ninguém pode realmente impedir a força da natureza. Porém, para avaliar melhor quais países correm maior e menor risco, o WorldRiskReport classificou 193 países quanto ao risco de sofrer catástrofes e vulnerabilidade a eventos naturais extremos. De acordo com o ranking, as Filipinas, a Índia e a Indonésia apresentam o maior risco global de desastres. Mas em quais países a mãe natureza tem menos probabilidade de causar estragos?

    Países com menos risco de desastres naturais

  • Incêndio em bar de estação de esqui mata cerca de 40 na Suíça e fere 115

    Incêndio em bar de estação de esqui mata cerca de 40 na Suíça e fere 115

    A polícia cita dezenas de mortos, mas sem especificar a quantidade. Em entrevista coletiva horas após o incidente, autoridades disseram ser prematuro informar um número exato de óbitos.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um incêndio, seguido de uma explosão, deixou cerca de 40 mortos e 115 feridos na sofisticada estação de esqui alpina de Crans-Montana, na Suíça, segundo autoridades de segurança e regionais.

    O incêndio ocorreu por volta da 1h30 no bar Le Constellation, um local popular entre turistas, enquanto os frequentadores comemoravam a passagem de ano. Parte das vítimas é de estrangeiros; procurado, o Itamaraty informou que não há registro de brasileiros entre os feridos até o momento.

    A polícia cita dezenas de mortos, mas sem especificar a quantidade. Em entrevista coletiva horas após o incidente, autoridades disseram ser prematuro informar um número exato de óbitos.

    Ao menos cem pessoas ficaram feridas, a maioria em estado grave, e lotaram o hospital mais próximo. Muitas delas, com fortes queimaduras, foram levadas a vários outros hospitais do país, em Berna, Genebra, Rennaz, Zurique e Lausanne -as duas últimas têm os dois grandes centros hospitalares universitários especializados em tratamentos de queimaduras graves do país.

    Mais cedo, citando autoridades suíças, o Ministério de Relações Exteriores da Itália afirmara que o número de mortos já havia chegado a 40, o que não foi confirmado. A Itália conta 16 nacionais desaparecidos e cerca de uma dezena em tratamento. Pelo menos dois cidadãos franceses estavam entre os feridos, de acordo com relatórios iniciais do ministério das Relações Exteriores da França.

    As autoridades também descartaram que o incêndio fosse criminoso ou que se tratasse de um atentado terrorista. Frédéric Gisler, comandante da polícia do cantão de Valais, no sul do país, afirma que os relatos de testemunhas indicam ter havido um incêndio generalizado que, então, provocou uma explosão, não o contrário. Uma investigação continua em andamento.

    Crans-Montana é um resort frequentado por celebridades e por profissionais dos esportes de inverno, e é sede habitual da Copa do Mundo de Esqui. O ator britânico Roger Moore, que encarnou James Bond nos filmes da franquia 007, viveu no local, hoje com 10 mil habitantes.

    À imprensa europeia, testemunhas relatam cenas de terror e caos generalizado depois que o fogo se alastrou rapidamente pelo teto do Le Constellation.

    O incêndio foi lembrado nas redes sociais brasileiras pela semelhança com a tragédia da boate Kiss, em 2013, em Santa Maria (RS), quando 242 pessoas morreram após o uso de artefatos pirotécnicos em show no local incendiar o teto, cujo material contribuiu para alastrar o fogo rapidamente e exalou fumaça tóxica.
    Duas testemunhas ouvidas pela BFMTV afirmaram que a escada de entrada e saída do bar era pequena para a quantidade de pessoas presentes.

    Elas disseram ainda ter visto o fogo se espalhando rapidamente após velas que soltam faíscas serem levantadas por pessoas que estavam no local e tocarem o teto. As testemunhas também contaram que deixaram rapidamente o local assim que notaram o fogo, e muitos presentes quebraram janelas para fugir do bar, que ficava no subsolo.

    Outras testemunhas que estavam fora do bar descreveram o entorno do Le Constellation conforme feridos conseguiam sair do local em chamas. Cerca de 200 pessoas estavam no bar no momento do incêndio -o Le Constellation tem capacidade para 300 pessoas e mais 40 em seu terraço.

    “Dava para ver o laranja, amarelo, vermelho [das chamas]”, afirmou Dominic Dubois à agência Reuters, lembrando que a prioridade das equipes de resgate e voluntários era esquentar as pessoas que deixavam o local em chamas apenas para se ver em meio ao intenso frio do inverno suíço, que marcava temperatura abaixo de zero na madrugada.

    Dubois disse ainda que um escritório do banco UBS abriu as portas para servir de refúgio aos feridos. “Todas as mesas foram encostadas, e as pessoas entraram para ficarem aquecidas. A triagem começou ali”, afirmou à Reuters.

    “Ainda estou em choque”, disse Anaïs, 17, ao site suíço 24 Heures. “Íamos [ao bar] ontem à noite com uns quinze amigos. Milagrosamente, não tínhamos confirmado a mesa e acabamos ficando em outro local”, contou.

    “O que deveria ser um momento de alegria se transformou, no primeiro dia do ano em Crans-Montana, em um luto que toca todo o país e além”, lamentou o presidente suíço, Guy Parmelin.

    Líderes europeus prestaram homenagens às vítimas e ofereceram ajuda ao governo suíço. “Em meu nome e em nome do governo [da Itália], expresso as minhas mais profundas condolências pelo trágico incêndio ocorrido em Crans-Montana, na Suíça”, disse a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

    “Profundamente comovido após o incêndio em Crans-Montana. Meus pensamentos estão com as famílias enlutadas e os feridos. À Suíça, ao seu povo e às suas autoridades, expresso a total solidariedade e o apoio fraterno da França”, afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron. O bar, segundo registros da empresa, é de propriedade de um casal francês.

    Imagens publicadas pela imprensa suíça mostram o prédio em chamas, com equipes de emergência no local. Já registros publicados em redes sociais dão a ideia do caos após o incêndio, com pessoas gritando e correndo. Outro vídeo mostrou o início do alastramento do fogo no teto do local.

    A área foi completamente isolada e uma zona de exclusão aérea foi imposta sobre Crans-Montana enquanto o resgate era feito, informou a polícia.

    O governo do cantão de Valais declarou estado de emergência para mobilizar recursos rapidamente. Equipes de bombeiros e a polícia utilizaram dez helicópteros, e 40 ambulâncias foram mobilizadas para o resgate, de acordo com autoridades.

    “Muitos recursos estão sendo alocados em análise forense para identificar as vítimas e nos permitir entregar os corpos às famílias o mais rápido possível”, afirmou a procuradora-geral Beatrice Pilloud.

    Incêndio em bar de estação de esqui mata cerca de 40 na Suíça e fere 115

  • Explosão em festa na Suíça deixa dezenas de mortos

    Explosão em festa na Suíça deixa dezenas de mortos

    Tudo ocorreu quando se celebrava a entrada do ano novo. Mais de 100 pessoas estariam no interior do bar no momento da explosão.

    Um número ainda não determinado de pessoas morreu — e outras ficaram feridas — após uma explosão seguida de incêndio em um bar da estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça.

    As causas do incidente “ainda são desconhecidas”, informou o jornal Blick. A explosão ocorreu por volta da 1h30 da madrugada (horário local), no Le Constellation Bar and Lounge, duas horas à frente do horário de Brasília.

    O mesmo veículo destaca que o incidente aconteceu durante as comemorações da chegada do Ano Novo. Mais de 100 pessoas estariam dentro do bar no momento da explosão.

    A polícia do cantão de Valais já divulgou uma nota em que o porta-voz Gaetan Lathion confirmou um “incidente em Crans-Montana”. “Várias pessoas feridas estão recebendo atendimento médico. Posso confirmar que há várias vítimas fatais”, acrescentou.

    Crans-Montana é uma estação de esportes de inverno que atrai turistas de todo o mundo.

    Explosão em festa na Suíça deixa dezenas de mortos

  • Trump anuncia retirada da Guarda Nacional de cidades norte-americanas

    Trump anuncia retirada da Guarda Nacional de cidades norte-americanas

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje a retirada da Guarda Nacional, uma unidade de reserva militar dos Estados Unidos, de Chicago, Portland e Los Angeles, destacamentos que tinham sido amplamente contestados na justiça.

    Estamos retirando a Guarda Nacional de Chicago, Los Angeles e Portland”, anunciou o líder da Casa Branca em sua rede social, a Truth Social. Donald Trump não descartou a possibilidade de voltar a mobilizar essas unidades.

    O presidente dos Estados Unidos justificou a decisão afirmando que “o crime foi significativamente reduzido” nessas cidades do país.

    “Voltaremos, talvez de uma forma muito diferente e mais forte, quando o crime começar a aumentar novamente — é apenas uma questão de tempo!”, advertiu.

    O envio de efetivos da Guarda Nacional havia sido bloqueado pela Suprema Corte em Chicago e por juízes federais em Los Angeles e Portland.

    Os militares já haviam deixado Los Angeles depois de o presidente norte-americano tê-los enviado no início deste ano, como parte de uma repressão mais ampla ao crime e à imigração ilegal.

    As tropas também foram enviadas para Chicago e Portland, mas nunca chegaram às ruas devido aos questionamentos legais à decisão presidencial.

    Trump anuncia retirada da Guarda Nacional de cidades norte-americanas

  • Olá, 2026! Mundo celebra chegada do Ano Novo com fogos, luz e cor

    Olá, 2026! Mundo celebra chegada do Ano Novo com fogos, luz e cor

    O mundo celebrou a chegada de 2026 com espetáculos de fogo de artifício, luz e cor. As celebrações ocorreram em diversos locais, desde Sydney ao Japão, de Londres a Nova York, com milhões de pessoas a saírem à rua para assistir.

    Olá, 2026!!! O mundo recebeu o Ano Novo em festa com (muitos) fogos de artificio, luz e espetáculos de cor. O Kiribati foi o primeiro país a comemorar.

    De Sydney ao Japão, de Londres a Nova York, o ano de 2026 não começou modesto nas festividades e milhões de pessoas fizeram questão de sair às ruas para ver os espetáculos preparados em cada cidade. 

     

    Veja as celebrações de Ano Novo pelo mundo na galeria de imagens acima!

    Olá, 2026! Mundo celebra chegada do Ano Novo com fogos, luz e cor

  • CIA não encontrou indícios de ataque contra casa de Putin

    CIA não encontrou indícios de ataque contra casa de Putin

    A CIA não encontrou provas de que a Ucrânia tenha atacado uma residência do Presidente russo, Vladimir Putin, segundo responsáveis norte-americanos citados na quarta-feira pelo diário Wall Street Journal, contrariando as alegações de Moscovo.

    Fontes dos serviços de inteligência de Washington ouvidas pelo jornal norte-americano afirmam que a Ucrânia tinha como alvo um objetivo militar que já havia sido atacado anteriormente na região de Novgorod, onde fica a residência de campo de Putin, mas não nas proximidades do alvo em Kyiv.

    A notícia foi divulgada no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nas redes sociais um editorial do New York Post que acusa Moscou de fabricar o ataque para sabotar o processo de paz com Kyiv.

    O artigo é bastante crítico ao líder do Kremlin, a quem acusa de basear toda a campanha contra a Ucrânia em uma mentira, de “desprezar os Estados Unidos” e de agir contra a agenda de Trump ao se aliar a países como Irã, Coreia do Norte e Venezuela.

    Na última segunda-feira, Trump afirmou que foi o próprio homólogo russo quem lhe contou por telefone sobre o suposto ataque à sua residência.

    Em uma primeira reação, o dirigente norte-americano expressou insatisfação com a alegada ação ucraniana, embora tenha admitido que a operação poderia não ter ocorrido da forma descrita por Putin.

    Anteriormente, o chefe da diplomacia de Moscou, Sergei Lavrov, afirmou que as forças russas frustraram um ataque contra a residência de Putin em Novgorod, alegação negada por Kyiv.

    “Na noite de 28 para 29 de dezembro de 2025, o regime de Kyiv lançou um ataque terrorista com 91 veículos aéreos não tripulados de longo alcance contra a residência oficial do presidente russo na região de Novgorod”, disse Lavrov.

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou na terça-feira que os aliados de Kyiv têm a oportunidade de verificar a falsidade da acusação de Moscou.

    “Nossa equipe de negociação entrou em contato com a equipe norte-americana, analisamos os detalhes e descobrimos que é falsa. E, claro, nossos parceiros também podem verificar, usando seus recursos técnicos, que era falsa”, argumentou.

    A alta representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, questionou no dia seguinte a veracidade do suposto ataque ucraniano à residência do presidente russo, considerando tratar-se de “uma distração deliberada”.

    O governo ucraniano já havia declarado que Moscou não possui provas para sustentar a acusação, o que levou a diplomacia russa a ameaçar um endurecimento de sua posição nas negociações de paz promovidas pela Casa Branca.

    Essa tensão repentina ocorre logo após declarações dos Estados Unidos e da Ucrânia indicando avanços na busca por um entendimento.

    Em sua mensagem de Ano Novo, Zelensky afirmou que a proposta de um acordo de paz com a Rússia está 90% pronta, embora observe que a parte decisiva esteja nos 10% restantes.

    “O acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. (…) Esses 10% contêm tudo, na verdade. São esses 10% que vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa”, declarou em uma mensagem em vídeo na plataforma Telegram, na qual destacou “10% para a paz”.

    O presidente ucraniano afirmou que seu país deseja o fim do conflito, mas não “a qualquer preço”, e que um acordo deverá incluir fortes garantias de segurança para impedir que a Rússia lance outra invasão.

    Outro ponto sensível que afasta as partes diz respeito às questões territoriais, com Moscou reivindicando a legitimação da anexação das regiões ocupadas na Ucrânia, algo que Kyiv tem se recusado a aceitar.

    CIA não encontrou indícios de ataque contra casa de Putin

  • Surto de síndrome de Guillain-Barré na Índia gera preocupações mundiais

    Surto de síndrome de Guillain-Barré na Índia gera preocupações mundiais

    Cerca de 160 casos foram relatados desde o início do surto

    Pune, uma grande cidade no oeste da Índia, tem testemunhado um número crescente de casos de síndrome de Guillain-Barré desde o início do ano. Investigações apontaram para Campylobacter jejuni, um patógeno responsável por doenças transmitidas por alimentos e reconhecido como um fator-chave por trás da síndrome de Guillain-Barré em todo o mundo. Essa ligação foi estabelecida pela primeira vez na década de 1990 na China rural, onde os surtos da doença coincidiram com as estações das monções devido a crianças brincando em água contaminada por resíduos de aves.

    Os números mais recentes indicam que Pune presenciou 160 casos, com cinco mortes suspeitas. Atualmente, 48 pacientes permanecem em terapia intensiva, 21 estão em ventiladores e 38 receberam alta após o tratamento.

    Conforme mencionado, a disseminação da síndrome de Guillain-Barré ligada à Campylobacter jejuni e não é exclusiva da Índia. Além da China, em 2023, o Peru registrou mais de 200 casos suspeitos e quatro mortes em apenas sete meses, levando o governo a declarar uma emergência nacional de saúde. Dois terços dos afetados foram diagnosticados com infecções causadas por Campylobacter. 

    A enfermidade chamou a atenção dos brasileiros em julho de 2023, quando houve um surto na América do Sul. Na ocasião, o governo do Peru decretou estado emergência sanitária nacional devido ao “aumento incomum” de casos. Segundo os dados do Ministério da Saúde local, o país vizinho registrou 182 pacientes com a doença no primeiro semestre de 2023. Desse total, quatro morreram. Além disso, até um famoso desenvolveu a doença. No dia 11 de junho de 2024, o ator Reynaldo Gianecchini revelou que desenvolveu a condição. Em entrevista ao podcast PodDelas, o artista contou que a síndrome afetou parte de seus movimentos.

    De todas as doenças autoimunes que existem, a síndrome de Guillain-Barré é definitivamente uma das menos comuns. Essa condição, que afeta os nervos do corpo e causa fraqueza muscular que evolui para paralisia, é grave e pode matar. A boa notícia é que pode ser tratada com um rápido diagnóstico.

    Surto de síndrome de Guillain-Barré na Índia gera preocupações mundiais

  • Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou

    Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou

    Lançado pelo líder do regime, Xi Jinping, em 2012, o “sonho chinês” defende que uma nação mais jovem é o caminho para a prosperidade -o que significa, nas entrelinhas, manter o status de potência e avançar ainda mais economicamente, sobretudo em relação ao Ocidente.

    VICTORIA DAMASCENO
    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – Por mais de 35 anos os casais chineses só podiam, por lei, ter um filho, até uma diretriz entrar em vigor em 1º de janeiro de 2016 e autorizá-los, naquele momento, a ter dois. Hoje, dez anos após o fim da Política do Filho Único, a China ainda colhe os efeitos de décadas de restrição e enfrenta uma crise demográfica que dificulta a realização do chamado “sonho chinês”.

    Se, em 1979, quando foi criada, a política buscava conter um crescimento populacional visto como ameaça ao desenvolvimento social e econômico do país, hoje as lideranças do Partido Comunista batem cabeça para estimular o rejuvenescimento da população e garantir que a força produtiva continue sustentando o crescimento econômico.

    Lançado pelo líder do regime, Xi Jinping, em 2012, o “sonho chinês” defende que uma nação mais jovem é o caminho para a prosperidade -o que significa, nas entrelinhas, manter o status de potência e avançar ainda mais economicamente, sobretudo em relação ao Ocidente. O conceito também se opõe ao sonho americano, ao subordinar a realização individual ao sucesso coletivo e à liderança do PC.

    “A história demonstra que o futuro e o destino de cada um de nós estão intimamente ligados aos de nosso país e de nossa nação. Só podemos prosperar quando nosso país e nossa nação prosperarem. Alcançar o rejuvenescimento da nação chinesa é uma missão gloriosa e árdua, que exige o esforço dedicado do povo chinês, geração após geração”, disse Xi em discurso naquele ano. “Agora estamos mais próximos desse objetivo e mais confiantes e capazes de alcançá-lo do que em qualquer outro momento da história.”

    Mais de uma década depois, em outubro deste ano, durante as comemorações do aniversário de fundação da República Popular da China, o dirigente afirmou que “alcançar o grande rejuvenescimento da nação chinesa é uma causa sem precedentes”, indicando que atingir o objetivo ainda está distante.

    Desde que assumiu o cargo, Xi anunciou medidas para enfrentar a crise demográfica. Além de encerrar a política do filho único, em 2021 ampliou para três o número de filhos permitidos por casal. Outros incentivos, como subsídios nacionais para o cuidado de crianças pequenas e a redução dos custos associados à gravidez, também foram implementados.

    Apesar dos esforços, a natalidade na China segue em queda, apontando para uma população cada vez mais envelhecida e para uma sobrecarga econômica associada ao fenômeno.

    Quando a política foi criada, em 1979, nasciam mais pessoas do que morriam. Eram registrados 17,8 nascimentos e 6,2 mortes por mil habitantes, o que levou o regime a considerar urgente a contenção do crescimento populacional. Já os dados mais recentes, de 2024, mostram que essa relação se inverteu, com a mortalidade chegando a 7,8 por mil, superando a taxa de nascimentos, de 6,8.
    Na prática, a China passou de um crescimento natural positivo de 11,6 por mil para um declínio populacional de cerca de -1, consolidando uma tendência que já se arrasta há anos.

    Para Yi Fuxian, pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) e autor de “Big Country with an Empty Nest” (País Grande com um Ninho Vazio, em português), a China enfrenta uma crise demográfica e civilizacional sem precedentes. “Se esta crise não for resolvida, o chamado ‘sonho chinês’ não será um sonho de grande rejuvenescimento da nação chinesa, mas um pesadelo de colapso demográfico e civilizacional”, afirma.

    Um relatório de 2024 do Banco Mundial atribui parte da desaceleração da economia chinesa ao envelhecimento da população, apontando que, de 2003 a 2012, o crescimento médio anual foi de 10,5%, enquanto de 2013 a 2022 caiu para 6,2%.

    “Sem políticas e ajustes comportamentais que mitiguem esses efeitos, o envelhecimento pode reduzir ainda mais o tamanho da força de trabalho, diminuir a poupança das famílias -o que pode reduzir os recursos disponíveis para investimento e para o reequilíbrio da economia-, pressionar as finanças do governo e afetar negativamente a produtividade”, diz o documento.

    Remédios como reforma previdenciária, estímulo à participação feminina no mercado de trabalho e automação de processos industriais vêm sendo administrados. Ainda assim, as medidas têm se mostrado insuficientes para conter a crise e transformar o “sonho chinês” em realidade.

    O status da China como potência, para Yi, decorre de sua grande população. Em 1800, o país respondia por cerca de 34% da população mundial, segundo o projeto Our World in Data, uma parceria da Universidade de Oxford com a organização Global Change Data Lab. De 1950 a 1980, essa proporção permaneceu estável, em torno de 22%.

    Em 2025, porém, a China representa cerca de 17% da população global, segundo estimativas do Worldometer. O cenário é considerado desfavorável às ambições do PC.

    “Se a China tiver a sorte de estabilizar sua taxa de fecundidade em 0,8, sua população total cairá para 1 bilhão em 2050 e para 320 milhões em 2100, o que representaria, respectivamente, 11% e 3% da população mundial”, diz o pesquisador.

    Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou