Categoria: TECNOLOGIA

  • As 5 vantagens dos AirPods que talvez não conheça

    As 5 vantagens dos AirPods que talvez não conheça

    Além do cancelamento de ruído e do som de alta qualidade, os AirPods escondem funções úteis que passam despercebidas por muitos usuários, como controle por gestos, áudio adaptativo e conexão com a Apple TV. Recursos que tornam os fones ainda mais práticos no dia a dia

    Embora o iPhone e o Apple Watch costumem roubar a cena entre os consumidores, os AirPods estão entre os produtos mais bem-sucedidos e influentes da Apple. Com som de alta qualidade, design compacto e integração perfeita com o ecossistema da marca, os fones sem fio se tornaram indispensáveis para milhões de usuários.

    Mas, além das funções mais conhecidas como o cancelamento de ruído ativo, há recursos que passam despercebidos até pelos mais fiéis à Apple.

    Entre as funcionalidades menos exploradas estão os controles por gestos, que permitem trocar de música ou atender chamadas sem precisar tirar o celular do bolso. Também é possível desligar o cancelamento de ruído para economizar bateria ou ativar o modo de áudio adaptativo, que ajusta automaticamente o nível de isolamento conforme o ambiente.

    Os AirPods ainda podem ser conectados à Apple TV, oferecendo uma experiência mais imersiva, e contam com resistência ao suor, o que os torna ideais para treinos e atividades físicas.

    As 5 vantagens dos AirPods que talvez não conheça

  • Amazon corrige falha que deixou nuvem fora do ar, mas diz que ainda pode haver erro pontual

    Amazon corrige falha que deixou nuvem fora do ar, mas diz que ainda pode haver erro pontual

    Uma falha nos servidores da Amazon Web Services provocou instabilidade global e deixou fora do ar serviços como Fortnite, Snapchat, Alexa e Prime Video. No Brasil, aplicativos como Mercado Livre e Mercado Pago também foram afetados, mas já retomaram o funcionamento

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os serviços de nuvem da Amazon foram afetados por uma interrupção nesta madrugada de segunda-feira (20), causando instabilidade em diversos aplicativos e programas em todo o mundo, que impactaram Fortnite, Snapchat e serviços corporativos e da própria Amazon como o PrimeVideo e a Alexa.

    A AWS (Amazon Web Services) relatou um problema operacional que afetou múltiplos serviços em Virgínia do Norte, nos EUA, um dos seus principais data centers globais. Segundo a companhia, cerca de 500 empresas hospedados na nuvem da Amazon sofreram um apagão, em vários países, incluindo o Brasil.

    Por aqui, sites e apps como Mercado Livre, tiveram falha. Em nota, o Mercado Livre e o Mercado Pago reconhecem que houve uma instabilidade em seus aplicativos. “Nossos times trabalharam rapidamente para restabelecer o sistema, que já opera normalmente”, afirma o comunicado à imprensa.

    Os usuários começaram a relatar problemas por volta das 3h30 (horário de Brasília) desta segunda. Às 7h35, a AWS informou que a “maioria das operações de serviços” voltou a funcionar, pediu os usuários que limpassem o cache e reiniciassem os serviços impactados, mas alertou que falhas “pontuais” ainda estavam ocorrendo.

    Às 9h48, a empresa divulgou que havia corrigido outro sistema que caiu, mas que alguns serviços ainda poderiam apresentar lentidão e que a AWS trabalhava para diminuir a fila de solicitações. Parte das empresas afetadas também disseram que os serviços foram restabelecidos.

    A interrupção da AWS é a primeira grande perturbação da internet desde o mau funcionamento da CrowdStrike no ano passado, que paralisou sistemas tecnológicos em hospitais, bancos e aeroportos globalmente.

    Entre os serviços impactados da computação em nuvem estavam empresas de diferentes ramos como jogos populares como Fortnite e Roblox, a rede social Snapchat, a corretora de criptomoedas americana Coinbase, o mecanismo de busca de inteligência artificial Perplexity, os serviços de dados do London Stock Exchange Group, o site de venda de ingressos do time inglês de futebol Tottenham e o app de transporte Lyft.

    No Downdetector (site que monitora problemas de funcionamento), usuários reclamaram da AWS em vários países pelo mundo e também reportaram problemas nos sites que têm os seus serviços veiculados à companhia.
    A Ookla, proprietária do Downdetector, disse que mais de 4 milhões de usuários relataram problemas devido ao incidente.

    A AWS é líder global em serviços de computação em nuvem e fornece armazenamento de dados e outros serviços digitais para empresas, governos e indivíduos. Interrupções em seus servidores podem causar falhas em sites e plataformas que dependem de sua infraestrutura em nuvem. A AWS supera os rivais do Google e da Microsoft.

    A unidade de nuvem é um importante gerador de lucro para a gigante do comércio eletrônico, que investe dezenas de bilhões de dólares na expansão de data centers para treinar e implementar aplicativos com inteligência artificial.
    Ainda não ficou claro se todos os problemas relatados globalmente estavam diretamente ligados às falhas da AWS.

    O QUE OCORREU

    Os primeiros relatos de falhas começaram por volta das 3h30 (de Brasília). Às 4h11, a AWS informou que investigava “aumento nas taxas de erro e latências” e que trabalhava para o restabelecimento.

    Às 5h26, a companhia relatou que o erro impedia que os usuários abrissem ou atualizações notificações de falhas junto ao suporte da AWS. Cerca de 30 minutos depois, a companhia relatou que a origem seria o servidor na Vírginia do Norte, nos EUA. Às 6h22, a AWS instruiu os usuários a reiniciar os serviços, que já estavam voltando a funcionar.

    Em novo comunicado, divulgado às 7h35, a AWS informou que a “maioria das operações de serviços” voltou a funcionar e pediu os usuários que limpassem o cache e reiniciassem os serviços impactados. Porém, a empresa alertou que “falhas pontuais” ainda poderiam ocorrer, apesar de o problema que gerou o DNS (quando o servidor não responde ao pedido do usuário) ter sido corrigido.

    “Serviços da AWS que dependem de SQS Lambda como atualização de políticas corporativas também podem estar apresentando lentidão”, afirmou a AWS, em comunicado às 8h48. Cerca de 20 minutos depiis, a empresa divulgou que o SQS Lambda fora corrigido e que trabalhava para o restabelecimento de outro sistema que apresentou falha.

    Junade Ali, engenheiro de software, especialista cibernético e membro da Instituição de Engenharia e Tecnologia, disse que o problema parecia estar em um dos sistemas de rede que a AWS usa para controlar um produto de banco de dados.

    “Como esse problema geralmente pode ser resolvido de forma centralizada… a menos que haja outros problemas identificados, ele deverá ser mitigado nas próximas horas”, afirmou Ali.

    CLIENTES IMPACTADOS

    Alguns dos jogos mais populares do mundo como Fortnite, Roblox, Clash Royale e Clash of Clans ficaram fora do ar, assim como as plataformas financeiras Venmo, do Paypal, e Chime.

    O CEO da Perplexity, Aravind Srinivas, postou na rede social X (antigo Twitter) e disse que o site trabalhava para resolver a falha. “O Perplexity está fora do ar no momento. A causa raiz é um problema da AWS. Estamos trabalhando para resolvê-lo”, disse, durante a madrugada.

    Rival da Uber, o aplicativo de transportes Lyft também estava fora do ar para milhares de usuários nos EUA. A presidente do aplicativo de mensagens Signal, Meredith Whittaker, confirmou no X que a plataforma da empresa também foi afetada pela interrupção da AWS.

    Na Inglaterra, o Lloyd Bank, o Bank of Scotland, os provedores de serviços de telecomunicações Vodafone e BT, e o site de venda de ingressos do time de futebol Tottenham ficaram fora do ar devido à instabilidade na AWS, assim como foi relatado problemas pela autoridade tributária, de pagamentos e alfandegária britânica HMRC.

    Ainda na manhã de segunda, empresas como Coinbase, Perplexity, Fortnite e HMRC afirmaram que os serviços foram retomados.

    O problema destaca o quão interconectados os serviços digitais cotidianos se tornaram e o quanto eles dependem agora de um pequeno número de provedores globais de nuvem, com uma falha causando estragos nos negócios e na vida cotidiana, disseram especialistas e acadêmicos.

    “O principal motivo para esse problema é que todas essas grandes empresas dependem de apenas um serviço”, comentou Nishanth Sastry, Diretor de Pesquisa do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Surrey.

    Amazon corrige falha que deixou nuvem fora do ar, mas diz que ainda pode haver erro pontual

  • Meta lança ferramenta de IA que edita fotos automaticamente no Facebook

    Meta lança ferramenta de IA que edita fotos automaticamente no Facebook

    Nova função analisa imagens tiradas com o celular e sugere edições para incentivar postagens no feed e nos Stories; usuários podem desativar o recurso e decidir se suas fotos serão usadas para treinar a inteligência artificial da empresa

    Usuários do Facebook nos Estados Unidos e no Canadá começaram a receber uma nova ferramenta desenvolvida pela Meta que utiliza inteligência artificial para analisar fotos tiradas com o celular e sugerir edições automáticas. O objetivo é incentivar que os usuários publiquem essas imagens no feed ou nos Stories da rede social.

    A função, que vinha sendo testada desde o verão no hemisfério norte, foi oficialmente lançada nesta semana. Segundo a empresa informou ao site CNet, a expansão para outros países deve ocorrer “ao longo dos próximos meses”.

    A novidade, no entanto, levanta preocupações sobre privacidade. Isso porque as fotos analisadas podem ser usadas para treinar os modelos de IA da Meta — mas apenas em casos específicos. Em comunicado divulgado na sexta-feira (17), a empresa esclareceu que as imagens enviadas apenas para receber sugestões não são usadas para aprimorar seus sistemas de inteligência artificial.

    “Somente se o usuário editar as fotos com nossas ferramentas de IA ou publicar as versões modificadas no Facebook é que essas imagens poderão ser usadas para melhorar a tecnologia”, explicou uma porta-voz da Meta ao site The Verge.

    A ferramenta é opcional: o usuário precisa ativá-la manualmente e pode desativá-la a qualquer momento nas configurações do aplicativo. Ainda não há previsão para o lançamento da funcionalidade na União Europeia ou em outros países fora da América do Norte.

    Meta lança ferramenta de IA que edita fotos automaticamente no Facebook

  • Falha na Amazon Web Services causa instabilidade global em apps e jogos

    Falha na Amazon Web Services causa instabilidade global em apps e jogos

    Problema técnico afetou plataformas como Snapchat, Duolingo, Canva, Fortnite e Roblox. Usuários relataram falhas de acesso e lentidão em vários países, enquanto a AWS trabalha para restabelecer os serviços

    Diversas das maiores redes sociais, plataformas digitais e jogos online enfrentaram instabilidade nesta segunda-feira (20) devido a uma falha técnica na infraestrutura de nuvem da Amazon Web Services (AWS).

    Segundo o site DownDetector, entre os serviços afetados estão Snapchat, Duolingo, Canva, Fortnite, Roblox, Goodreads, Crunchyroll e até sistemas da própria Amazon.

    De acordo com o jornal britânico The Independent, os problemas começaram a ser registrados no início da manhã e provocaram interrupções e erros de acesso em aplicativos e sites. Embora os Estados Unidos sejam a região mais afetada, a falha teve reflexos em várias partes do mundo.

    Em nota, a página de suporte da AWS confirmou o incidente e informou que suas equipes “estão investigando o aumento das taxas de erro e de latência em diversos serviços”, prometendo atualizações à medida que o problema for resolvido

    [Notícia em atualização]

     

    Falha na Amazon Web Services causa instabilidade global em apps e jogos

  • "Crédito à OpenAI por terem lançado o ChatGPT primeiro"

    "Crédito à OpenAI por terem lançado o ChatGPT primeiro"

    O líder da Google, Sundar Pichai, reconheceu mérito à rival OpenAI por se ter antecipado com o lançamento de um ‘bot’ de conversação de Inteligência Artificial na reta final de 2022.

    O CEO do Google, Sundar Pichai, marcou presença no evento Dreamforce, da Salesforce, e explicou como se sentiu no final de 2022, quando a OpenAI se antecipou à gigante de tecnologia no lançamento de uma ferramenta de Inteligência Artificial.

    De acordo com o site Business Insider, o CEO da Salesforce, Marc Benioff, perguntou a Pichai como foi para o Google — na época considerado um “líder absoluto em Inteligência Artificial” — ver “uma pequena empresa de São Francisco chamada OpenAI surgir com esse produto chamado ChatGPT”.

    Pichai contou que o Google vinha trabalhando intensamente no desenvolvimento de Inteligência Artificial e que a empresa já tinha criado uma versão interna do seu próprio bot de conversação. No entanto, ele reconheceu o mérito da OpenAI por ter se adiantado e lançado o ChatGPT.

    “Você está certo, crédito para a OpenAI por ter lançado [o bot de conversação] primeiro”, afirmou o CEO do Google.

    “Sabíamos que, em outro cenário, provavelmente teríamos lançado nosso bot de conversação alguns meses depois. Não estávamos prontos para disponibilizá-lo de forma que as pessoas se sentissem confortáveis com o Google lançando aquele produto. Na época, ainda havia alguns problemas. Ao contrário do que muitos pensam, fiquei animado com o lançamento do ChatGPT”, contou Pichai, destacando que o Google tinha um risco reputacional maior do que a OpenAI ao lançar uma ferramenta desse tipo.

    "Crédito à OpenAI por terem lançado o ChatGPT primeiro"

  • Manifesto contra a 'merdificação' da internet mostra como as big techs pioraram a vida de usuários

    Manifesto contra a 'merdificação' da internet mostra como as big techs pioraram a vida de usuários

    A expressão ganhou uso corrente, foi eleita a palavra do ano pela American Dialect Society em 2023 e inspirou a temporada de 2025 da série Black Mirror.

    PATRÍCIA CAMPOS MELLO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O autor canadense Cory Doctorow, 54, conquistou um feito para poucos: popularizou uma palavra que resume o espírito do nosso tempo. Doctorow difundiu o termo enshittification (“merdificação”, em tradução livre) a partir de 2022. A expressão ganhou uso corrente, foi eleita a palavra do ano pela American Dialect Society em 2023 e inspirou a temporada de 2025 da série Black Mirror.

    Agora, Doctorow aprofunda o conceito de “merdificação” em seu livro “Enshittification: Why Everything Suddenly Got Worse and What to Do About It” (Merdificação: por que tudo piorou de repente e o que fazer a respeito), lançado nesta semana nos Estados Unidos.

    “Não é só com você. A internet está ficando pior, rápido. Os serviços em que a gente confiava, que a gente amava? Todos estão virando um monte de merda”. É assim que Doctorow abre o livro, no qual ele trata a enshittification como uma doença, e examina suas causas, seus efeitos e possíveis tratamentos.

    Mas, afinal, o que é a merdificação?
    Trata-se da piora gradual nos serviços prestados pelas plataformas de internet na medida em que as empresas se tornam mais poderosas. Elas vão aumentando sua taxa de lucros ao arrochar clientes e parceiros comerciais, já que não enfrentam competição, nem estão sujeitas a regulação. E ainda assim, as pessoas continuam usando esses serviços piorados.

    A busca do Google passou a privilegiar anúncios e links patrocinados em vez dos resultados mais relevantes. O Twitter se deteriorou após ser comprado por Elon Musk e rebatizado de X, substituindo fontes de notícias e formadores de opinião por contas de memes e trolls de ultradireita. A Amazon soterra o usuário com produtos de má qualidade e preço mais alto, com links patrocinados, antes dos resultados reais da busca.

    A merdificação é um processo.
    No começo, tudo é lindo. As big techs estavam cheias de dinheiro de seus investidores e faziam de tudo para conquistar os usuários, inclusive oferecer produtos grátis. A Amazon, por exemplo, vendia livros mais baratos que todo mundo, perdendo dinheiro para conquistar clientes.

    Nessa primeira fase, as empresas ganham um número enorme de usuários que passam a depender das plataformas. Uma vez criado um público cativo, as empresas passam a explorar seus usuários para atrair anunciantes e limitam os serviços grátis. Por exemplo, o Facebook, no início, era realmente de graça. Depois que um número significativo de pessoas entrou na plataforma e muitos relutariam em sair porque, afinal, todos os seus amigos estavam lá, a empresa apertou os clientes. Começou a vender os dados dos usuários para anunciantes, muitas vezes, sem eles saberem.

    Na terceira fase, são os parceiros comerciais que se tornam dependentes e passam a ser explorados. As plataformas inflacionam o preço dos anúncios ou estabelecem enormes taxas para vendedores terem seus resultados visíveis na busca da Amazon.

    No final do processo de enshittification, quando a plataforma já capturou tanto os usuários quanto anunciantes ou vendedores, além de dizimar os concorrentes, ela piora os serviços para todos, para maximizar seus lucros.

    As big techs podem se dar ao luxo de “enshittificar” e não perder usuários ou parceiros comerciais porque estão mais poderosas do que nunca, diz Doctorow. Ele explica que, enquanto houver monopólios e falta de regulação, as empresas vão continuar piorando seus serviços, sem sofrer consequências.

    O livro narra a cena em que executivos do Google desenham uma estratégia para aumentar os lucros do mecanismo de busca da empresa, que domina 98% do mercado: eles resolvem piorar os resultados de pesquisa. Com isso, os usuários têm de fazer buscas adicionais, e o Google ganha mais dinheiro mostrando mais anúncios em cada página de resultados.

    Um dos exemplos mais claros de enshittification é a Amazon. No início, a empresa oferecia livros com preços imbatíveis, subsidiava o frete e tinha uma política de trocas e devoluções ultra generosa. Isso atraiu milhões de usuários para a plataforma. Uma vez lá, os usuários faziam a assinatura Prime, que os fidelizava. Ficava muito menos vantajoso comprar em outro site, já que na Amazon o frete já estava pago.

    Com isso, a Amazon dizimou as lojas menores, que não conseguiam competir. Quando a concorrência tinha sido esmagada, a plataforma começou a apertar os vendedores. Exigia enormes descontos para que pudessem vender na plataforma e impunha a regra do “status de nação mais favorecida” -eles não podiam vender mais barato em nenhum outro varejista online. A empresa também passou a cobrar enormes taxas para que os produtos tivessem algum destaque nos resultados de busca no site.

    Para o usuário, a experiência também foi piorando. Quando o consumidor procurava um produto, os primeiros resultados, patrocinados, eram frequentemente de pior qualidade e mais caros. O motivo, segundo o autor, é que a Amazon ganha mais de US$ 50 bilhões todos os anos cobrando dos comerciantes pelo posicionamento nas buscas.

    Doctorow é uma das vozes mais relevantes em defesa da internet livre. Ao longo de 40 anos de carreira, que inclui anos de colaboração com a Electronic Frontier Foundation, ele escreveu 15 livros de ficção, seis de não ficção, além de influentes ensaios. De posse dessa bagagem, ele não se restringe a diagnosticar as causas da decadência digital generalizada -ele transforma seu livro em um manifesto para salvar a internet.

    Interoperabilidade é chave para que se possa encontrar plataformas alternativas e jeitos melhores de se usar os produtos e serviços das big techs quando elas começam a reduzir a qualidade.

    Não é possível que as empresas sejam tão grandes, segundo Doctorow, que prega uma legislação antitruste robusta e adaptada ao mundo digital. Para ele, está claro que a autorregulação fracassou. É preciso implementar regulamentação que seja factível.
    Infelizmente, ainda estamos muito longe de colocar em prática essas prescrições. Prova disso é um episódio recente de metalinguagem explícita.

    No mesmo dia em que o livro de Doctorow foi publicado e anunciado na Amazon, a plataforma já estava vendendo versões caça-níqueis da obra, imitações feitas com IA. Uma delas, com título parecido com o original e trechos típicos de IA, era vendida por um dólar a menos que o livro digital de Doctorow. A Amazon afirma ter um sistema rígido contra cópias e produtos de má qualidade.

    “Enshittification: Why Everything Suddenly Got Worse and What to Do About It”
    Cory Doctorow
    Editora Farrar, Straus and Giroux
    Preço versão Kindle, em inglês: R$ 87,27

    Manifesto contra a 'merdificação' da internet mostra como as big techs pioraram a vida de usuários

  • Meta adiciona controle parental para interações de adolescentes com IA

    Meta adiciona controle parental para interações de adolescentes com IA

    A Meta anunciou hoje que está adicionando controle parental para as interações entre crianças e os ‘chatbots’ de Inteligência Artificial (IA), incluindo a capacidade de desativar parcialmente os modelos de IA a partir do início do próximo ano.

    A empresa informou que a nova atualização não permite que os pais desativem totalmente o assistente de IA da Meta, que “continuará disponível para oferecer informações úteis e oportunidades educacionais, com proteções padrão adequadas à idade para ajudar a manter os adolescentes seguros”.

    Nesse sentido, os pais poderão desativar apenas alguns aspectos e funcionalidades específicas dos chatbots, além de poderem receber “informações” sobre o que os filhos estão conversando com as ferramentas — embora não tenham acesso completo ao histórico das conversas.

    As mudanças acontecem em um momento em que a gigante das redes sociais enfrenta críticas sobre os danos causados às crianças pelas plataformas digitais, enquanto os chatbots de IA também vêm sendo alvo de escrutínio devido às interações com menores de idade.

    Mais de 70% dos adolescentes já usaram modelos de IA e metade deles utiliza regularmente, de acordo com um estudo recente da Common Sense Media, uma organização sem fins lucrativos que pesquisa e defende o uso consciente da tecnologia.

    Na última terça-feira, a empresa também anunciou que reforçou a segurança das contas de adolescentes no Instagram, para filtrar ainda mais conteúdos relacionados a tendências virais consideradas potencialmente nocivas.

    A gigante da tecnologia afirmou que também vai ocultar “qualquer publicação que contenha linguagem grosseira e certos desafios considerados arriscados”, bem como conteúdos que possam incitar “comportamentos potencialmente prejudiciais”, segundo comunicado citado pela agência France Presse (AFP).

    Meta adiciona controle parental para interações de adolescentes com IA

  • 'Battlefield 6' só precisou de 3 dias para vender 7 milhões de cópias

    'Battlefield 6' só precisou de 3 dias para vender 7 milhões de cópias

    O novo Battlefield 6 vendeu 7 milhões de cópias em apenas três dias e já soma 172 milhões de partidas online. O sucesso chega em meio ao anúncio da compra da Electronic Arts por um grupo liderado pela Arábia Saudita, em um acordo de cerca de R$ 307 bilhões

    A Electronic Arts (EA) anunciou que Battlefield 6, lançado em 10 de outubro para PlayStation 5, Xbox Series e PC, vendeu 7 milhões de cópias nos três primeiros dias após o lançamento.

    No mesmo período, os jogadores disputaram 172 milhões de partidas online, e o game foi transmitido por mais de 15 milhões de horas em plataformas de streaming, segundo comunicado divulgado pela empresa.

    “Antes de tudo, queremos agradecer aos nossos jogadores”, afirmou Byron Beede, gerente-geral da franquia. “Battlefield 6 foi desenvolvido com a colaboração da nossa comunidade. Desde o conceito inicial até o Battlefield Labs e a beta aberta que quebrou recordes, estivemos atentos ao retorno dos fãs.”

    Vince Zampella, vice-presidente executivo da EA, acrescentou: “Nunca tomamos esses momentos como garantidos. É um privilégio compartilhar esse sucesso com nossos estúdios globais e com a comunidade apaixonada que nos trouxe até aqui.”

    A EA também confirmou que o primeiro conteúdo de temporada de Battlefield 6 será lançado em 28 de outubro, ampliando as experiências online do jogo.

    EA é adquirida por grupo liderado pela Arábia Saudita
    No final de setembro, a EA — dona de franquias como EA Sports FC (antigo FIFA), Apex Legends, The Sims, Dragon Age e Mass Effect — foi oficialmente adquirida por um grupo de investidores liderado pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita. O negócio está avaliado em cerca de US$ 55 bilhões (aproximadamente R$ 307 bilhões).

    O consórcio inclui ainda a empresa americana Silver Lake e a Affinity Partners, fundada e comandada por Jared Kushner, genro do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A expectativa é que o acordo seja concluído até o primeiro trimestre fiscal de 2027, após aprovação de acionistas e órgãos reguladores.

    “Nossas equipes criativas e dedicadas criaram experiências extraordinárias para centenas de milhões de fãs, desenvolveram propriedades intelectuais icônicas e geraram um valor enorme para o nosso negócio”, disse Andrew Wilson, presidente e CEO da EA. “Este momento é um poderoso reconhecimento desse trabalho notável.”

    Wilson afirmou ainda que a empresa continuará a explorar os limites entre entretenimento, esporte e tecnologia. “Com nossos novos parceiros, vamos criar experiências transformadoras para inspirar as próximas gerações. Estou mais empolgado do que nunca com o futuro que estamos construindo.”

    'Battlefield 6' só precisou de 3 dias para vender 7 milhões de cópias

  • Apple prepara novo MacBook Pro com tela sensível ao toque e chip M6

    Apple prepara novo MacBook Pro com tela sensível ao toque e chip M6

    Após o lançamento do modelo com chip M5, a Apple já trabalha em um MacBook Pro redesenhado com tela OLED sensível ao toque. A novidade deve chegar entre o fim de 2026 e o início de 2027, trazendo desempenho superior e design aprimorado

    A Apple apresentou nesta semana uma nova versão do MacBook Pro de 14 polegadas, equipada com o processador M5, que promete desempenho aprimorado e eficiência energética para as demandas atuais.

    Apesar das melhorias pontuais, o lançamento não empolgou parte dos fãs da marca, que aguardam por uma verdadeira nova geração do notebook profissional. No entanto, o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, revelou que a empresa já trabalha em um modelo de MacBook Pro totalmente reformulado, que deve trazer uma das maiores inovações da linha: uma tela sensível ao toque.

    Segundo Gurman, o novo modelo será o primeiro MacBook Pro a adotar um display touchscreen, algo já comum em notebooks com sistema Windows. Além disso, a Apple deve utilizar tecnologia OLED, garantindo cores mais vibrantes e contraste superior. A companhia também estaria desenvolvendo uma nova dobradiça para evitar que a tela se mova ao ser pressionada pelos dedos do usuário.

    A previsão é de que essa nova geração do MacBook Pro seja lançada entre o final de 2026 e o início de 2027, possivelmente equipada com o futuro chip M6, sucessor direto do M5.

    Apple prepara novo MacBook Pro com tela sensível ao toque e chip M6

  • Vírus assume controle do WhatsApp Web para roubar senhas de bancos

    Vírus assume controle do WhatsApp Web para roubar senhas de bancos

    Quadrilha envia arquivo zip a todos contatos de vítima; golpe só funciona em computadores brasileiros; app trabalha para fortalecer segurança; Febraban diz que sistema bancário tem defesa robusta

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O vírus que se espalha no WhatsApp Web, ao menos desde setembro, usa uma tela falsa para roubar dados de clientes de mais de duas dúzias de bancos brasileiros, além de corretoras de criptomoedas, incluindo senhas e outras credenciais de acesso. As instituições financeiras que estão entre os alvos não foram divulgadas em estudo da Kaspersky.

    O ataque tem início com o download de um arquivo compactado, no formato “.zip”, que contém um atalho no formato “.lnk”. É a execução desse arquivo que invoca o código malicioso, que assume o controle do navegador da máquina infectada, acessa o WhatsApp Web e envia o arquivo “.zip” a todos os contatos da vítima.

    O programa malicioso foi escrito com comentários em português brasileiro e compartilha trechos do código de outro vírus nacional descoberto no ano passado, de acordo com análises das empresas de cibersegurança Sophos e Kaspersky. O novo vírus foi batizado de maverick.

    O vírus não funciona em celulares e mira apenas máquinas brasileiras -há instruções para acionar o programa apenas quando o teclado tiver “ç” e data no padrão do Brasil. A mensagem padrão enviada pelo grupo criminoso diz: “Visualização permitida somente em computadores.”

    “Caso esteja utilizando o Chrome, poderá ser solicitado para ‘manter’ o arquivo por se tratar de um arquivo zipado”, acrescenta a mensagem fraudulenta.

    O vírus foi descoberto pela empresa de cibersegurança Trend Micro no último dia 3, após circularem relatos sobre o ataque nas redes sociais. Ainda assim, o programa malicioso continua se espalhando e gerou mais de 200 mil disparos no WhatsApp, mostra relatório da empresa de cibersegurança Solo Iron, que teve acesso a um dashboard usado pela quadrilha para gerenciar a operação.

    Segundo o documento, os criminosos usam ferramentas de geração automatizada dos nomes de arquivos maliciosos, além de um painel estatístico com métricas de entrega, como total de envios, taxa de sucesso e controle da distribuição dos links. “Esses artefatos apontam para uma operação profissionalizada”, diz o diretor de segurança da informação da Solo Iron, Felipe Guimarães.

    Tanto a Sophos quanto a Kaspersky dizem que já atualizaram seus antivírus para bloquear o download do arquivo “.zip” responsável pela infecção.

    A pessoa que já foi infectada deve apagar os arquivos baixados, porque o vírus foi programado para monitorar o computador da vítima toda vez que a máquina for ligada.

    “Quando a vítima entra no site do banco, o vírus congela a tela do computador e mostra uma mensagem de segurança falsa, como se fosse o banco pedindo as credenciais dela para validar alguma coisa”, explica o analista da Kaspersky Anderson Leite. Dessa maneira, o maverick rouba os dados da vítima sem precisar varrer o computador infectado.

    Tudo é feito por meio de servidores na internet, sem deixar vestígios. A tomada de controle do WhatsApp ocorre por meio de uma ferramenta de automação de navegadores, chamada selenium. Por isso, o aplicativo de mensageria interpreta que é a vítima acessando sua conta.

    A Meta diz que está trabalhando para tornar o WhatsApp um lugar mais seguro, e que possui camadas de proteção “que oferecem mais contexto sobre com quem você está conversando ao receber uma mensagem de alguém que você não conhece -além de proteger suas conversas pessoais com a criptografia de ponta a ponta”.

    Procurada, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) diz que o sistema bancário possui “robustas estruturas de monitoramento de seus sistemas e utiliza o que há de mais moderno em termos de tecnologia e segurança da informação”, como mensageria criptografada, autenticação biométrica e tokenização, além de tecnologias como big data, analytics e inteligência artificial em processos de prevenção de riscos.

    Ainda de acordo com a Kaspersky e com a Sophos, o maverick usa vários trechos do código do vírus brasileiro coyote, descoberto pela equipe da Kaspersky no Brasil em 2024.

    Diferentemente do maverick, o coyote já estava pronto para operar em outros países e mirava mais de 60 bancos. “É uma evidência de que o trabalho pertence à mesma quadrilha ou a um grupo relacionado”, disse Leite, da Kaspersky.

    VEJA COMO SE PROTEGER

    A empresa recomenda as seguintes medidas de precaução:
    – Desative downloads automáticos no WhatsApp para evitar a abertura acidental de arquivos maliciosos
    – Restrinja transferências de arquivos em aplicativos pessoais nos dispositivos corporativos
    – Fique atento a mensagens suspeitas, principalmente aquelas que solicitam permissões em navegadores ou orientam ações fora do comum
    – Garanta que seu antivírus esteja sempre atualizado, tanto no celular quanto no computador
    – Não abra anexos recebidos pelo WhatsApp de imediato. Antes, confirme com a pessoa se o envio foi intencional
    – Pergunte se a pessoa realmente enviou o arquivo. Em muitos casos, o usuário não tem conhecimento de que sua conta foi invadida

    Vírus assume controle do WhatsApp Web para roubar senhas de bancos