Categoria: TECNOLOGIA

  • Elon Musk quer base na Lua para impulsionar IA da xAI

    Elon Musk quer base na Lua para impulsionar IA da xAI

    Segundo o The New York Times, bilionário defendeu em reunião interna a instalação de estruturas lunares para produção e lançamento de satélites voltados ao treinamento de modelos de inteligência artificial, ampliando a capacidade energética da empresa na corrida tecnológica.

    Elon Musk realizou, na terça-feira (10), uma reunião presencial com funcionários da xAI e voltou a defender a criação de uma base na Lua que também atenderia aos interesses da empresa de inteligência artificial.

    Segundo o jornal The New York Times, que afirma ter tido acesso a uma gravação do encontro, o bilionário disse que a companhia deveria instalar estruturas no solo lunar para fabricar satélites voltados ao desenvolvimento de modelos de IA. Musk também teria mencionado a ideia de construir uma espécie de catapulta gigante para lançar esses equipamentos ao espaço.

    “Você precisa ir para a Lua”, teria afirmado o empresário durante a reunião. De acordo com o relato, ele argumentou que a iniciativa daria à xAI uma vantagem energética significativa em relação a outras empresas que disputam a corrida pela inteligência artificial. “É difícil imaginar o que uma inteligência dessa magnitude pensaria, mas será incrivelmente empolgante ver isso acontecer”, acrescentou.

    A proposta se soma ao anúncio recente da fusão entre a SpaceX e a xAI. A nova estrutura empresarial tem como objetivo utilizar satélites em órbita para auxiliar no treinamento de modelos de IA.

    A ideia envolve a criação de centros de dados no espaço, que poderiam operar com energia solar e aproveitar as baixas temperaturas do ambiente espacial para resfriamento natural dos equipamentos, reduzindo custos e aumentando a eficiência operacional.
     

     

    Elon Musk quer base na Lua para impulsionar IA da xAI

  • Regulador britânico sela compromisso com Google e Apple para lojas de aplicativos mais justas

    Regulador britânico sela compromisso com Google e Apple para lojas de aplicativos mais justas

    Autoridade britânica abre consulta pública e estabelece regras para revisão, ranqueamento e interoperabilidade de aplicativos, com monitoramento contínuo e possibilidade de sanções caso compromissos não sejam cumpridos.

    A Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (10) que obteve compromissos da Apple e da Google para tornar mais justos, transparentes e previsíveis os processos das lojas de aplicativos no Reino Unido, além de ampliar a interoperabilidade do iOS e do iPadOS. A autoridade abriu uma consulta pública sobre o pacote, com prazo até 3 de março de 2026. Se aprovadas, as medidas entram em vigor em 1º de abril.

    Os compromissos incluem mudanças imediatas na revisão e no ranqueamento de aplicativos, que deverão ocorrer de forma objetiva e sem discriminação contra apps que concorram com produtos das próprias plataformas. Também estão previstas salvaguardas no uso de dados coletados de desenvolvedores e, no caso da Apple, a criação de um novo processo para pedidos de acesso interoperável a funcionalidades dos sistemas móveis, com critérios claros e prazos definidos.

    Segundo a CMA, as propostas são as primeiras ações após a designação, em outubro passado, das plataformas móveis da Apple e do Google como detentoras de “status de mercado estratégico” no novo regime de mercados digitais do país. A classificação permite à autoridade impor medidas direcionadas para garantir concorrência, escolhas abertas e maior transparência, sem a necessidade de processos longos.

    A implementação será monitorada de perto, com divulgação periódica de métricas como taxas de aprovação e rejeição de aplicativos, tempo de análise, número de reclamações e resultados, além de pedidos de interoperabilidade e seus desfechos. Caso as empresas não cumpram os compromissos, a CMA poderá avançar rapidamente para requisitos formais de conduta.

    Para a CEO da CMA, Sarah Cardell, os compromissos “dão aos desenvolvedores a confiança necessária para investir e inovar”, ao mesmo tempo em que demonstram a flexibilidade do regime britânico para entregar benefícios imediatos. A autoridade afirmou ainda que novas medidas estão em estudo, inclusive para ampliar a concorrência em carteiras digitais e apoiar o setor de fintechs.

    O Reino Unido abriga a maior economia de aplicativos da Europa em receita e número de desenvolvedores, responsável por cerca de 1,5% do PIB e aproximadamente 400 mil empregos.

     

     
     

    Regulador britânico sela compromisso com Google e Apple para lojas de aplicativos mais justas

  • Discord vai adotar sistema para identificar adolescentes e checar idade

    Discord vai adotar sistema para identificar adolescentes e checar idade

    Plataforma passará a tratar todas as contas como adolescentes até que o usuário comprove a maioridade. Quem não fizer a verificação terá restrições, como bloqueio de mensagens privadas, além da análise de idade por inteligência artificial.

    O Discord anunciou que passará a exigir a verificação de idade de todos os usuários para liberar o acesso completo à plataforma. A mudança começa a valer em março e obrigará os perfis a comprovar que pertencem a adultos por meio do envio de um vídeo em formato de selfie ou da apresentação de um documento de identificação.

    Segundo a empresa, todas as contas serão inicialmente classificadas como pertencentes a adolescentes. Para remover as restrições, será necessário concluir o processo de verificação. Usuários que não comprovarem a maioridade terão limitações no uso do serviço, como bloqueio de mensagens privadas e pedidos de amizade de pessoas desconhecidas, além de conteúdo sensível automaticamente desfocado.

    A medida se soma a uma tendência recente de plataformas digitais que vêm adotando mecanismos mais rigorosos de controle de idade, especialmente para reforçar a proteção de menores.

    Além da verificação manual, o Discord informou ao site The Verge que também pretende implementar um sistema de inteligência artificial capaz de estimar a idade dos usuários. A tecnologia analisará padrões de uso da plataforma, como tipos de jogos acessados, tempo de permanência no aplicativo e horários mais frequentes de atividade.

     

    Discord vai adotar sistema para identificar adolescentes e checar idade

  • Não vai querer perder a próxima atualização do iPhone

    Não vai querer perder a próxima atualização do iPhone

    Atualização do iPhone deve trazer melhorias na Siri com integração ao Gemini, do Google, mas mudanças mais profundas na assistente virtual só são esperadas para junho, durante a conferência anual de desenvolvedores da empresa

    A Apple deve liberar, nas próximas duas semanas, a versão beta do iOS 26.4, próxima atualização do sistema operacional do iPhone. A informação é do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg.

    Segundo Gurman, o iOS 26.4 trará algumas das funções mais aguardadas pelos usuários, entre elas uma atualização da Siri que passará a contar com recursos de inteligência artificial do Google, por meio do modelo Gemini.

    Apesar da expectativa, a atualização não deve representar a reformulação completa da assistente virtual. A grande mudança na Siri, inspirada em ferramentas como o ChatGPT, estaria prevista apenas para ser apresentada em junho, durante a conferência anual de desenvolvedores da Apple, junto com o iOS 27.

    Se não houver novos adiamentos, a versão beta do iOS 26.4 deve ficar disponível ainda neste mês. Já o lançamento oficial para o público em geral é esperado para o fim de março.

    Não vai querer perder a próxima atualização do iPhone

  • Série 'God of War' do Prime Video terá Callum Vinson como Atreus

    Série 'God of War' do Prime Video terá Callum Vinson como Atreus

    A trama, que já tem duas temporadas confirmadas, acompanhará os eventos dos dois jogos mais recentes, com foco na relação entre Kratos e seu filho. Na história, a dupla parte em uma jornada para espalhar as cinzas de Faye, esposa de Kratos e mãe do garoto. No caminho, o guerreiro tenta ensinar ao filho como ser um bom deus, enquanto o menino busca mostrar ao pai o que significa ser humano.

    ANA CLARA COTTECCO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A adaptação de “God of War” acaba de ganhar mais um nome para o elenco. O ator Callum Vinson foi escalado para interpretar Atreus, o filho de Kratos na série live-action do Amazon Prime Video baseada no jogo de PlayStation.

    A trama, que já tem duas temporadas confirmadas, acompanhará os eventos dos dois jogos mais recentes, com foco na relação entre Kratos e seu filho. Na história, a dupla parte em uma jornada para espalhar as cinzas de Faye, esposa de Kratos e mãe do garoto. No caminho, o guerreiro tenta ensinar ao filho como ser um bom deus, enquanto o menino busca mostrar ao pai o que significa ser humano.

    Kratos será vivido por Ryan Hurst, enquanto o elenco ainda inclui Max Parker (Heimdall), Ólafur Darri Ólafsson (Thor), Mandy Patinkin (Odin), Alastair Duncan (Mimir) e a dupla Danny Woodburn e Jeff Gulka como os irmãos Brok e Sindri, segundo a Variety.

    O projeto é comandado por Ronald D. Moore, conhecido por trabalhos como “Outlander” e “For All Mankind”. Ele atua como roteirista, showrunner e produtor executivo. A direção dos dois primeiros episódios ficará a cargo de Frederick E.O. Toye, que já trabalhou em “Shogun” e “The Boys”.

    Vinson participou da série “Gêmeas: Mórbida Semelhança”, além de trabalhos em “Poker Face”, “Long Bright River” e “FBI: International.” Ele também está confirmado na terceira temporada de “O Agente Noturno” e no prelúdio de “Sexta-Feira 13”, intitulado “Crystal Lake”, no papel de Jason Vorhees.

    A produção reúne Sony Pictures Television, Amazon MGM Studios, PlayStation Productions e Tall Ship Productions, consolidando a aposta do streaming em adaptações de grandes franquias dos videogames.

    Série 'God of War' do Prime Video terá Callum Vinson como Atreus

  • China desenvolve arma espacial potencialmente "assassina do Starlink"

    China desenvolve arma espacial potencialmente "assassina do Starlink"

    Estarão sendo traçadas novas linhas de batalha além da atmosfera da Terra?

    A China desenvolveu um dispositivo compacto de pulso de alta potência que poderia ser usado em guerra espacial, potencialmente conferindo-lhe uma vantagem estratégica sobre os Estados Unidos. A tecnologia poderia eventualmente ser adaptada para armas de micropulso capazes de desativar redes de satélite como a Starlink. Esses sistemas são mais difíceis de detectar do que mísseis antissatélite convencionais.

    A pesquisa, publicada em dezembro de 2025 pelo Instituto Noroeste de Tecnologia Nuclear (NINT), uma instituição intimamente ligada ao establishment militar chinês, sugere que a China pode estar ganhando terreno no domínio emergente da guerra espacial.

    A principal inovação do dispositivo reside em seu tamanho compacto, significativamente menor do que sistemas similares. Isso o torna adequado para instalação em plataformas de armas mais portáteis. Além disso, o dispositivo pode operar com pulsos sustentados que duram mais de um minuto, em comparação com os poucos segundos alcançáveis ​​por tecnologias comparáveis.

    Armas de micropulso estão sendo estudadas por diversas nações como um meio de desativar satélites inimigos sem destruí-los fisicamente. Essa abordagem reduz o risco de criação de detritos espaciais, que também poderiam colocar em risco o país atacante.

    De fato, diversos especialistas militares alertam que o espaço provavelmente será a próxima fronteira da guerra em um mundo cada vez mais dependente da tecnologia. Mas será que estamos realmente entrando em uma nova era de ‘Star Wars’, onde o conflito no espaço deixa de ser ficção científica?

    China desenvolve arma espacial potencialmente "assassina do Starlink"

  • Comissão Europeia notifica Meta por violação de regras antitruste após investigação preliminar

    Comissão Europeia notifica Meta por violação de regras antitruste após investigação preliminar

    Executivo da União Europeia avalia que a empresa abusou de posição dominante ao barrar assistentes de IA concorrentes no WhatsApp e estuda impor medidas provisórias para evitar prejuízos à concorrência no mercado europeu.

    A Comissão Europeia informou nesta segunda-feira, 9, que enviou uma “Declaração de Objeções” à Meta, na qual expõe, de forma preliminar, o entendimento de que a empresa violou as regras antitruste da União Europeia. Segundo o órgão, a Meta teria impedido que assistentes de inteligência artificial de terceiros acessassem e interagissem com usuários no WhatsApp.

    De acordo com a Comissão, a conduta da empresa “corre o risco de bloquear a entrada ou a expansão de concorrentes” em um mercado considerado de rápido crescimento, o de assistentes de IA. O órgão afirma ainda que avalia a adoção de medidas provisórias para evitar que a mudança de política “cause danos sérios e irreparáveis ao mercado”, respeitando o direito de defesa da Meta.

    Na avaliação preliminar, a Comissão Europeia concluiu que a Meta provavelmente ocupa posição dominante no Espaço Econômico Europeu no segmento de aplicativos de comunicação voltados a consumidores, especialmente por meio do WhatsApp, e que estaria abusando dessa posição.

    O órgão destaca que o WhatsApp funciona como um “ponto de entrada” relevante para que assistentes de IA de uso geral alcancem os consumidores. Por isso, mudanças nas regras da plataforma podem afetar diretamente a concorrência no setor.

    A Comissão também lembrou que, em 15 de outubro de 2025, a Meta anunciou uma atualização nos Termos da Solução de Negócios do WhatsApp que, na prática, passou a proibir a atuação de assistentes de IA de uso geral desenvolvidos por terceiros dentro do aplicativo.

    Como consequência, desde 15 de janeiro de 2026, o único assistente de IA disponível no WhatsApp passou a ser o Meta AI, enquanto soluções concorrentes foram excluídas. Para a Comissão Europeia, essa alteração de política aparenta, à primeira vista, violar as normas de concorrência do bloco.

    Além do WhatsApp, a Meta controla plataformas como Facebook e Instagram, atua no mercado de publicidade digital e desenvolve produtos de realidade virtual e aumentada, além de oferecer seu próprio assistente de inteligência artificial..

    Comissão Europeia notifica Meta por violação de regras antitruste após investigação preliminar

  • Estudo da Nasa reforça hipótese de vida antiga em Marte; entenda

    Estudo da Nasa reforça hipótese de vida antiga em Marte; entenda

    Pesquisa baseada em dados do robô Curiosity identificou compostos orgânicos em rochas marcianas que não são totalmente explicados por processos não biológicos conhecidos. Cientistas destacam que os achados ampliam as evidências, mas não confirmam a existência de vida no planeta

    Cientistas da NASA divulgaram novos resultados que mantêm em aberto a hipótese de que Marte possa ter abrigado vida no passado. As conclusões fazem parte de um estudo publicado em 4 de fevereiro na revista científica Astrobiology e se baseiam na análise de compostos orgânicos encontrados pelo robô Curiosity em rochas do planeta vermelho.

    A pesquisa analisou dados coletados na Cratera Gale, área explorada pelo Curiosity desde 2011. Em março de 2025, o laboratório químico do robô identificou pequenas quantidades de decano, undecano e dodecano em uma amostra de rocha sedimentar. Para os pesquisadores da agência espacial americana, essas moléculas podem ser vestígios de ácidos graxos antigos, preservados no subsolo marciano ao longo de bilhões de anos.

    Na Terra, esse tipo de composto está geralmente associado à atividade biológica, embora também possa surgir por reações geológicas. Por isso, os cientistas da NASA avaliaram explicações alternativas, como a possibilidade de os compostos terem chegado a Marte por meio de meteoritos. Segundo o estudo, esses mecanismos conhecidos não explicam os níveis de matéria orgânica detectados.

    Para aprofundar a análise, a equipe combinou experimentos de laboratório, modelos matemáticos e dados do Curiosity para reconstruir a história das rochas ao longo de cerca de 80 milhões de anos — período em que o material teria ficado exposto à radiação cósmica, fator que tende a degradar moléculas orgânicas.

    Os resultados indicam que a quantidade original de matéria orgânica pode ter sido significativamente maior do que aquela normalmente produzida por processos não biológicos conhecidos. Diante disso, os cientistas consideram plausível que organismos vivos tenham contribuído para a formação dessas moléculas em algum momento do passado de Marte.

    Apesar do avanço, os pesquisadores ressaltam que as descobertas não confirmam a existência de vida no planeta.

    Estudo da Nasa reforça hipótese de vida antiga em Marte; entenda

  • Apple prepara lançamento do iPhone 17e e novos iPads

    Apple prepara lançamento do iPhone 17e e novos iPads

    Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a Apple deve apresentar o iPhone 17e com chip A19 e MagSafe, além de novos modelos do iPad e do iPad Air com processadores mais avançados e foco em desempenho e inteligência artificial

    Os rumores e vazamentos sobre o iPhone 17e se intensificaram nas últimas semanas e vêm ajudando a delinear os planos da Apple para seu primeiro smartphone de 2026.

    Agora, novas informações divulgadas pelo jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, reforçam essas especulações. Segundo ele, o aparelho deverá se chamar oficialmente iPhone 17e, será equipado com o processador A19, o mesmo previsto para o iPhone 17, e contará com suporte à tecnologia de carregamento sem fio MagSafe.

    A Apple ainda não anunciou a data oficial de lançamento do iPhone 17e. Como referência, o iPhone 16e foi apresentado em 20 de fevereiro de 2025. Com isso, cresce a expectativa de que o novo modelo seja revelado até o fim deste mês, ocasião em que a empresa também pode apresentar outras novidades.

    Além do iPhone 17e, Gurman afirma que a Apple deve aproveitar o início de 2026 para anunciar novos modelos de tablets. Estão previstos uma nova versão básica do iPad, equipada com o chip A18, e um novo iPad Air com processador M4.

    Essas atualizações devem se concentrar principalmente no desempenho, já que a Apple deve manter os mesmos designs adotados desde 2020 no iPad Air e desde 2022 no iPad tradicional. Ainda assim, a chegada dos novos chips abre espaço para recursos adicionais.

    No caso do iPad de entrada, a adoção do processador A18 permitirá, pela primeira vez, a inclusão das funcionalidades de inteligência artificial da Apple Intelligence nesse modelo.
     

     

     

    Apple prepara lançamento do iPhone 17e e novos iPads

  • Guerra entre donos do ChatGPT e Claude chega ao Super Bowl

    Guerra entre donos do ChatGPT e Claude chega ao Super Bowl

    A escolha pelo Super Bowl como palco desse embate não é à toa. A final do campeonato de futebol americano é considerado um dos grandes eventos do calendário dos Estados Unidos, se não o maior. A edição do ano passado atraiu um recorde de 127,7 milhões de telespectadores via TV e streaming no país

    (CBS NEWS) – É ao som de Dr. Dre que a Anthropic, dona da inteligência artificial Claude, embalou seus comerciais para o Super Bowl deste domingo (8).

    A pergunta “qual é a diferença entre mim e você?”, da canção “What’s the Difference”, encerra as quatro peças de publicidade que passam uma mensagem clara: a empresa não colocará anúncios no serviço de chatbot -uma alfinetada para a OpenAI, que afirmou em janeiro que testará propagandas na versão gratuita do ChatGPT para usuários adultos dos Estados Unidos.

    As propagandas inflamaram uma rivalidade de longa data entre duas das maiores empresas de inteligência artificial do mundo. Os fundadores da Anthropic são ex-funcionários da OpenAI, que deixaram a empresa em meio a divergências sobre o desenvolvimento do ChatGPT, estratégias de segurança e ritmo de crescimento.

    Embora não tenha citado nomes nas quatro peças de publicidade, executivos da OpenAI sentiram a indireta. Sam Altman, CEO da companhia, escreveu no X (ex-Twitter) que, embora as propagandas sejam engraçadas e ele tenha rido delas, a mensagem final é “claramente desonesta”.

    “Imagino que seja típico da Anthropic usar um anúncio enganoso para criticar anúncios enganosos teóricos que não existem de verdade, mas um anúncio do Super Bowl não é onde eu esperaria isso”, escreveu em postagem na quarta-feira (4).

    Em uma das peças, a Anthropic traz um jovem que quer uma barriga tanquinho rápido. Com um tom suave, porém robótico, de um chatbot de IA, um homem musculoso responde: “Perfeito, esse é um objetivo claro e atingível. Gostaria que eu fizesse uma rotina de exercícios personalizada?”. Ele pergunta informações sobre o jovem -idade, peso e altura-, mas interrompe o plano fitness para fazer uma propaganda de palmilhas que adicionam até 3cm de altura e ajudam “baixinhos a ficarem de pé de forma orgulhosa”. Ele, em seguida, fornece um cupom para descontos.

    O comercial leva o nome de “Violação”. Os outros três são intitulados “Traição”, “Engano” e “Perseguição”, que também satirizam anúncios no meio de interações com chatbots, aqui personificados por atores.

    Altman afirmou que os anúncios no ChatGPT não serão bem assim. “Obviamente, jamais veicularíamos anúncios da maneira como a Anthropic os descreve. Não somos ingênuos e sabemos que nossos usuários rejeitariam isso”, escreveu.

    A introdução de anúncios no ChatGPT foi apresentada em 17 de janeiro, e Altman já havia expressado, ele próprio, ressalvas para a veiculação de propagandas no ChatGPT. A mudança, porém, ocorre em um momento em que a OpenAI busca maneiras de aumentar a receita para arcar com o investimento de US$ 1,4 trilhão prometido para infraestrutura de IA nos próximos oito anos.

    O movimento também ocorre em meio às desconfianças crescentes do mercado sobre a sustentabilidade dos investimentos massivos em inteligência artificial. Nesta semana, temores de uma bolha de IA voltaram a rondar as mesas de operação depois que a Anthropic anunciou uma nova ferramenta de automação.

    Cerca de US$ 285 bilhões deixaram o setor de software, serviços financeiros e gestão de ativos nos índices S&P500 e Nasdaq na terça-feira, dando início a uma sequência de três sessões de baixa conforme investidores expressam preocupação com a disrupção causada pela tecnologia de IA.

    Os planos de investimento exorbitantes em IA de grandes empresas de tecnologia, incluindo Alphabet (dona do Google) e Amazon, só adicionaram mais fogo à fogueira. Quatro das maiores empresas de tecnologia juntas previram gastos de capital que chegarão a cerca de US$ 650 bilhões em 2026, destinados a novos data centers e aos equipamentos necessários para operá-los.

    Por isso a necessidade da dona do ChatGPT em aumentar as fontes de receita: a OpenAI está se preparando para um IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) no quarto trimestre de 2026 e precisa driblar os temores que rondam os mercados dos EUA. O histórico também é favorável, já que a introdução de anúncios impulsionou o crescimento de gigantes de tecnologia como Meta e Alphabet.

    “Nós acreditamos que todos merecem usar IA e estamos comprometidos com o acesso gratuito, porque acreditamos que o acesso gera autonomia. Mais texanos usam o ChatGPT gratuitamente do que o total de usuários do Claude nos EUA, então temos um problema com um formato diferente do deles”, disse Altman, acrescentando que as versões pagas do ChatGPT não mostram anúncios.

    Ele ainda aproveitou para criticar o modelo de negócios da Anthropic -ainda que o ChatGPT seja o nome mais popular do setor, o Claude é o favorito entre os engenheiros de software, que afirmam que o Claude Code e o Claude Cowork transformaram o setor.

    “A Anthropic oferece um produto caro para pessoas ricas. Estamos felizes que eles façam isso e nós também estamos fazendo, mas também acreditamos firmemente que precisamos levar a IA a bilhões de pessoas que não podem pagar por assinaturas”, disse. A OpenAI lançou sua própria ferramenta de programação, a Codex, e anunciou mais ferramentas para empresas, como a plataforma Frontier, que gerencia agentes de IA.

    A Anthropic já saiu em defesa de seu modelo de negócios no passado. Em um discurso no Fórum Econômico Mundial no mês passado, em Davos, o CEO Dario Amodei afirmou que a empresa não precisa “maximizar o engajamento de um bilhão de usuários gratuitos por estarmos em uma corrida mortal com algum outro grande concorrente”. O carro-chefe da dona do Claude são grandes contratos comerciais e assinaturas pagas.

    Em uma publicação no blog da Anthropic, a empresa também abordou a política de não incluir anúncios no chatbot como parte do princípio “ser genuinamente prestativo”, um dos fundamentos da “Constituição de Claude”, que descreve a visão para o caráter do chatbot e como a companhia treinou o modelo de IA generativa.

    “Um modelo de negócios baseado em publicidade introduziria incentivos que poderiam ir contra esse princípio”, diz a publicação.

    Amodei também já falou anteriormente sobre os riscos representados pela tecnologia e por aqueles que a controlam. As empresas poderiam, por exemplo, “usar seus produtos de IA para manipular sua enorme base de usuários consumidores, e o público deve estar atento ao risco que isso representa”.

    A escolha pelo Super Bowl como palco desse embate não é à toa. A final do campeonato de futebol americano é considerado um dos grandes eventos do calendário dos Estados Unidos, se não o maior. A edição do ano passado atraiu um recorde de 127,7 milhões de telespectadores via TV e streaming no país.

    A deste ano deve ser a maior para a indústria publicitária dos EUA, com algumas das maiores marcas do mundo pagando mais de US$ 10 milhões por propagandas de 30 segundos.

    A OpenAI também deve exibir seu próprio comercial neste domingo. “Ele é sobre construtores e como qualquer pessoa agora pode construir qualquer coisa”, escreveu Altman.

    Guerra entre donos do ChatGPT e Claude chega ao Super Bowl