Categoria: TECNOLOGIA

  • ONG: Gigantes tecnológicas mentem sobre os benefícios climáticos da IA

    ONG: Gigantes tecnológicas mentem sobre os benefícios climáticos da IA

    Relatório de organizações ambientais critica declarações de gigantes da tecnologia e da Agência Internacional de Energia, afirmando que faltam evidências científicas sobre benefícios climáticos da IA generativa e alertando para o alto consumo energético dos centros de dados

    Um estudo divulgado nesta terça-feira por uma coalizão internacional de organizações ambientais afirma que 74% das declarações sobre supostos benefícios climáticos da inteligência artificial generativa não têm base científica consistente. Segundo o relatório, essas narrativas favorecem interesses das indústrias de tecnologia e de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que minimizam os impactos ambientais associados à expansão da tecnologia.

    O levantamento foi conduzido por entidades como Beyond Fossil Fuels, Green Web Foundation e Friends of the Earth US, com apoio de grupos como Climate Action Against Disinformation, Stand.earth e Green Screen Coalition. Ao todo, foram analisadas 154 afirmações que defendem que a IA teria um impacto climático líquido positivo, incluindo declarações de empresas como Google e Microsoft e da Agência Internacional de Energia.

    De acordo com o estudo, apenas 26% dessas declarações fazem referência a artigos acadêmicos publicados, enquanto 36% não apresentam qualquer evidência. No geral, as organizações concluem que os argumentos se baseiam em dados frágeis e em modelos teóricos, e não em pesquisas revisadas por especialistas independentes.

    O relatório critica a Google por afirmar, em documentos oficiais, que a IA poderia reduzir entre 5% e 10% das emissões globais. Segundo as ONGs, a estimativa se apoia em projeções de uma consultoria privada e não em comprovação científica. O texto também aponta que a empresa atribui à IA benefícios que, na prática, seriam resultado do uso de painéis solares.

    A Agência Internacional de Energia é citada por sustentar que os ganhos superariam amplamente as emissões diretas, com base em modelos hipotéticos. O estudo também destaca que alguns relatórios da agência foram revisados por especialistas ligados a empresas como Google, Amazon, Nvidia, Meta e Microsoft, o que, na avaliação das ONGs, pode configurar potencial conflito de interesses.

    Já a Microsoft é mencionada por afirmar que desenvolve IA generativa para fortalecer uma força de trabalho sustentável, mas sem apresentar dados verificáveis ou metas claras de redução de emissões.

    A análise afirma ainda não ter encontrado exemplos concretos em que sistemas generativos como ChatGPT, Gemini ou Copilot tenham produzido reduções mensuráveis e substanciais de emissões. Para os autores, há uma tentativa de misturar os impactos da IA generativa, que demanda grande consumo energético, com aplicações de IA tradicional, que costumam ter pegada ambiental menor, como em previsões meteorológicas.

    O estudo, liderado pelo analista de clima e energia Ketan Joshi, foi publicado na véspera da Cúpula de Impacto da IA, realizada em Nova Délhi. Segundo Joshi, a falta de transparência sobre o funcionamento dos centros de dados, que consomem grandes volumes de energia, contribui para encobrir os impactos ambientais da expansão do setor. Ele afirma que as promessas de soluções tecnológicas continuam vagas, enquanto muitos data centers seguem operando com energia proveniente de carvão e gás.
     
     

     

    ONG: Gigantes tecnológicas mentem sobre os benefícios climáticos da IA

  • Há bons motivos para esperar pela próxima grande atualização do iPhone

    Há bons motivos para esperar pela próxima grande atualização do iPhone

    Nova versão do sistema da Apple pode trazer Siri mais avançada, com recursos semelhantes ao ChatGPT, e foco em eficiência energética. Atualização deve ser apresentada em junho, durante a conferência anual da empresa para desenvolvedores

    Como de costume, a Apple deve apresentar no segundo semestre uma nova versão do seu sistema operacional móvel. Em 2026, a expectativa é pelo lançamento do iOS 27, que, segundo informações da imprensa especializada, terá dois focos principais: ampliar o uso de Inteligência Artificial e melhorar a duração da bateria do iPhone.

    No campo da IA, o sistema pode trazer uma nova geração da assistente Siri, com recursos mais avançados e funcionamento semelhante ao de plataformas como o ChatGPT, da OpenAI. A proposta é tornar as interações mais naturais e ampliar as possibilidades de uso dentro do próprio sistema.

    Já a segunda prioridade deve impactar diretamente o dia a dia dos usuários. De acordo com o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, engenheiros da Apple estariam trabalhando para tornar o iOS 27 mais eficiente em termos de consumo de energia. A estratégia inclui simplificar a estrutura do sistema e remover trechos de código antigos que tornam o software mais pesado.

    A expectativa é que essa reorganização interna reduza a complexidade do sistema e contribua para maior autonomia da bateria, mesmo sem mudanças visuais marcantes. Diferentemente do que ocorreu no ano passado, com a introdução de um novo padrão de design, a atualização de 2026 deve priorizar melhorias de desempenho.

    Antes do lançamento oficial, previsto para o fim do ano, o iOS 27 deve ser apresentado em junho, durante a Worldwide Developers Conference, evento anual da Apple voltado a desenvolvedores.

    Há bons motivos para esperar pela próxima grande atualização do iPhone

  • Os smartwatches podem substituir seu check-up anual?

    Os smartwatches podem substituir seu check-up anual?

    Seu médico x seu dispositivo

    Os smartwatches não servem mais apenas para verificar as horas ou gerenciar notificações; eles se tornaram parte essencial da rotina de saúde de muitas pessoas. Em 2023, mais de um quarto dos americanos usavam um relógio inteligente ou rastreador fitness, e espera-se que, até 2026, esse número ultrapasse 100 milhões.

    Esses dispositivos prometem muito: desde detectar ritmos cardíacos irregulares até verificar os níveis de oxigênio, monitorar o sono e até mesmo explorar a medição da glicemia. Embora ofereçam uma maneira conveniente e acessível de se manter atento à saúde, é importante lembrar que seus dados ainda estão aquém da precisão encontrada nos consultórios médicos.

    Os smartwatches podem substituir seu check-up anual?

  • iPhone 17e pode ser anunciado nesta semana, indicam rumores

    iPhone 17e pode ser anunciado nesta semana, indicam rumores

    Imagens divulgadas por canal no YouTube mostram possível novo modelo acessível da Apple com Dynamic Island, chip A19 e suporte ao MagSafe. Empresa ainda não confirmou oficialmente a apresentação do aparelho

    Os rumores sobre o lançamento do iPhone 17e ganharam força nos últimos dias e indicam que a Apple pode anunciar oficialmente o novo modelo já nesta semana, possivelmente no dia 19. Voltado ao segmento mais acessível da marca, o aparelho já começou a ter supostas imagens divulgadas antes da apresentação oficial.

    O canal Front Page Tech, comandado por Jon Prosser no YouTube, publicou um vídeo mostrando o que seriam as primeiras imagens do dispositivo. Pelos detalhes exibidos, o iPhone 17e teria visual renovado em relação ao iPhone 16e, com design mais próximo das versões mais avançadas da linha.

    Entre as mudanças apontadas está a presença da Dynamic Island na parte superior da tela, recurso que abriga a câmera frontal e sensores. Também há expectativa de que o modelo passe a contar com suporte ao carregamento sem fio MagSafe. Apesar disso, a traseira deve manter apenas um sensor de câmera.

    Quanto às especificações técnicas, o aparelho pode vir equipado com o novo processador A19 e tela de 6,1 polegadas com taxa de atualização de 60 Hz.

    Até o momento, a Apple não confirmou oficialmente as informações. A expectativa é que detalhes sobre o iPhone 17e sejam divulgados nos próximos dias, caso o anúncio realmente esteja próximo.
     

     
     

    iPhone 17e pode ser anunciado nesta semana, indicam rumores

  • OpenAI encerra GPT-4o e outros modelos de IA

    OpenAI encerra GPT-4o e outros modelos de IA

    Empresa também descontinuou GPT-5, GPT-4.1 e versões menores, alegando foco nas tecnologias mais recentes. CEO Sam Altman destacou ainda a importância da Índia, que já soma 100 milhões de usuários semanais do ChatGPT.

    A OpenAI confirmou o encerramento do modelo GPT-4o, que havia tido a aposentadoria adiada no ano passado. Agora, a empresa decidiu descontinuá-lo de forma definitiva. Além dele, outros modelos também deixaram de ser oferecidos.

    Em comunicado divulgado na rede social X e no blog oficial, a empresa informou que os modelos GPT-5, GPT-4.1, GPT-4.1 mini e OpenAI o4-mini também foram retirados de operação. Segundo a OpenAI, a maior parte dos usuários atualmente utiliza o GPT-5.2, versão mais recente da tecnologia.

    “Sabemos que perder o acesso ao GPT-4o é frustrante para alguns utilizadores e não tomámos esta decisão de ânimo leve”, afirmou a empresa. “Descontinuar modelos nunca é fácil, mas permite-nos focar em melhorar os modelos que a maioria das pessoas usa hoje em dia”.

    Enquanto promove mudanças no portfólio de modelos, a OpenAI amplia sua presença global. Nesta segunda-feira, 16, acontece o AI Impact Summit, evento sobre Inteligência Artificial realizado em Nova Délhi, na Índia, com a presença do cofundador e CEO da empresa, Sam Altman.

    Em entrevista ao Times of India, Altman destacou a importância do mercado indiano para a companhia. Segundo ele, o ChatGPT conta com 100 milhões de usuários ativos por semana no país. A Índia também concentra o maior número de estudantes que utilizam a ferramenta.

    “Com o seu foco no acesso, na literacia prática em Inteligência Artificial e na infraestrutura que apoia a adoção generalizada, a Índia está bem posicionada para ampliar quem beneficia da tecnologia e para ajudar a moldar como a Inteligência Artificial democrática será adotada em larga escala”, afirmou Altman no artigo publicado pelo jornal indiano.
     
     

     

    OpenAI encerra GPT-4o e outros modelos de IA

  • Meta quer integrar reconhecimento facial em óculos inteligentes

    Meta quer integrar reconhecimento facial em óculos inteligentes

    Segundo o The New York Times, empresa avalia integrar a tecnologia aos Ray-Ban Meta AI e pretende aproveitar o cenário político nos EUA para reduzir críticas. Recurso pode exibir informações ao identificar pessoas pelo olhar

    A Meta, empresa comandada por Mark Zuckerberg, estuda incorporar tecnologia de reconhecimento facial aos seus óculos inteligentes com Inteligência Artificial, os Ray-Ban Meta AI. A informação foi divulgada pelo The New York Times, que cita fontes próximas ao projeto.

    De acordo com a publicação, a companhia pretende aproveitar o atual cenário político nos Estados Unidos para reduzir possíveis reações negativas à novidade. Um documento interno do Reality Labs, divisão da Meta responsável por projetos de realidade virtual e aumentada, indica essa estratégia.

    “Faremos o lançamento durante um ambiente politicamente dinâmico onde muitos grupos da sociedade civil que nos atacaram terão seus recursos focados em outras preocupações”, afirma o trecho ao qual o jornal teve acesso.

    A cautela se deve aos riscos associados à funcionalidade. A tecnologia permitiria que usuários dos Ray-Ban Meta AI obtivessem informações sobre outras pessoas apenas ao olhar em sua direção, o que pode levantar questionamentos sobre privacidade e uso de dados.

    Ainda não está definido como o recurso funcionaria na prática. Segundo o jornal, a Meta avalia se os óculos exibiriam dados apenas de pessoas com quem o usuário já esteja conectado em outras plataformas da empresa ou se também mostrariam informações de perfis públicos do Instagram.

    Não há confirmação oficial sobre a data de lançamento da ferramenta, mas o The New York Times afirma que os planos da empresa preveem a implementação do reconhecimento facial nos óculos ao longo de 2026.

    Meta quer integrar reconhecimento facial em óculos inteligentes

  • Investigação alerta para impacto de vídeos curtos no desenvolvimento de crianças

    Investigação alerta para impacto de vídeos curtos no desenvolvimento de crianças

    Duas investigadoras da Universidade de Macau concluíram que vídeos de formato curto usados nas redes sociais e vistos em “scrolling” nos celulares impactam negativamente o desenvolvimento cognitivo das crianças, podendo causar ansiedade social e insegurança.

    “O consumo compulsivo de vídeos curtos tem um impacto negativo no desenvolvimento cognitivo, podendo causar falta de concentração, ansiedade social e insegurança”, explicou à agência Lusa Wang Wei, professora de Psicologia Educacional da Universidade de Macau e autora do estudo “Dependência de vídeos curtos, envolvimento escolar e inclusão social entre estudantes rurais chineses”.

    “Essa dinâmica dos vídeos curtos pode ser particularmente perigosa para as crianças”, alertou a pesquisadora. “Nossa investigação indica uma correlação direta: quanto mais os estudantes consomem vídeos curtos, menos se envolvem com a escola”, acrescentou Wang.

    Segundo ela, embora as necessidades psicológicas fundamentais das crianças devam ser atendidas fora do ambiente digital, a estrutura das plataformas de vídeos curtos — com algoritmos personalizados e recursos de interação social — acaba satisfazendo de forma direta e sutil essas mesmas necessidades.

    Essa satisfação paralela, aponta a pesquisa, “pode levar ao uso excessivo e até ao vício”.

    “A natureza estimulante e acelerada dos vídeos curtos os torna extremamente atraentes para os alunos”, destacou.

    Já Anise Wu Man Sze, professora de Psicologia na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Macau e autora do estudo “A relação dos componentes afetivos e cognitivos no uso problemático de vídeos curtos”, acrescenta que a superestimulação também prejudica o desenvolvimento cognitivo saudável das crianças.

    Os vídeos curtos capturam a atenção com facilidade justamente porque “estão sempre disponíveis e são gratuitos”, destacou Wu à Lusa. As pessoas podem acessar grandes quantidades desse conteúdo “a qualquer hora e em qualquer lugar”.

    Segundo ela, comportamentos de dependência geralmente têm origem em um “propósito funcional”.

    “É preciso aumentar a conscientização, especialmente quando o uso começa a afetar a vida cotidiana, levando à redução do tempo com a família, à privação de sono ou ao consumo de conteúdo em momentos inadequados, como durante as aulas ou ao dirigir, colocando em risco a própria pessoa ou outras”, afirmou.

    Além do design das plataformas, do uso de algoritmos e da própria natureza dinâmica dos vídeos, Wu identificou outros fatores que contribuem para o comportamento de dependência.

    De acordo com a pesquisadora, o estresse diário, o ambiente e até predisposições genéticas também influenciam esses comportamentos, conforme detalhado no estudo.

    “Na verdade, uma das principais razões para a dependência — que resulta nesses comportamentos compulsivos — é a tentativa de escapar de realidades desagradáveis, pressões ou situações que as pessoas preferem evitar”, explicou Anise Wu, reforçando a necessidade de conscientização sobre os efeitos do consumo de vídeos curtos.

    Em relação a intervenções voltadas às crianças, Wang Wei destacou que “é muito importante” atender às necessidades emocionais delas, ao mesmo tempo em que se desenvolvem habilidades de letramento digital e autorregulação — “em vez de simplesmente tirar o celular”.

    Até dezembro de 2024, o número de pessoas com acesso a vídeos curtos na China chegou a cerca de 1,1 bilhão, sendo que 98,4% eram usuários ativos desse formato, segundo o Relatório Anual sobre o Desenvolvimento dos Serviços Audiovisuais na Internet, publicado pelas autoridades chinesas.

    “A dimensão da indústria ultrapassou 1,22 trilhão de yuans (cerca de 149 bilhões de euros), impulsionada pelo consumo de vídeos curtos e transmissões ao vivo. As microsséries registraram um crescimento explosivo de usuários, enquanto a inteligência artificial generativa remodelou o ecossistema de conteúdo”, destacou o relatório.

    Investigação alerta para impacto de vídeos curtos no desenvolvimento de crianças

  • Microsoft: IA vai automatizar trabalho de escritório em 18 meses

    Microsoft: IA vai automatizar trabalho de escritório em 18 meses

    O CEO da Microsoft AI, Mustafa Suleyman, acredita que trabalhos advogado, contabilista, gestor de projeto ou na área do marketing – onde se recorre a um computador – terão tarefas 100% automatizadas nos próximos 18 meses.

    O CEO da divisão de Inteligência Artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, afirmou em entrevista ao Financial Times que, no ritmo em que a tecnologia está avançando, alguns trabalhos de escritório podem desaparecer em pouco mais de um ano.

    “Trabalho de escritório, em que você está sentado no computador, seja como advogado, contador, gerente de projeto ou profissional de marketing — a maioria dessas tarefas estará 100% automatizada por Inteligência Artificial nos próximos 12 a 18 meses”, declarou Suleyman.

    A previsão do líder da Microsoft AI se baseia no fato de que a empresa está desenvolvendo modelos de Inteligência Artificial que, segundo ele, serão capazes de desempenhar tarefas atualmente realizadas por trabalhadores de escritório em computadores.

    Além disso, Suleyman acrescentou que agentes de Inteligência Artificial devem se tornar ainda mais eficientes na coordenação de atividades em grandes empresas nos próximos dois a três anos.

    “Melhor conselho de carreira”

    Cofundador e ex-líder da DeepMind, da Google, e atual CEO da divisão de Inteligência Artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman compartilhou em sua página na rede social X o que considera ser o “melhor conselho de carreira” que já recebeu.

    “Se uma oportunidade é um pouco intimidadora e parece um desafio, então provavelmente é a oportunidade certa”, escreveu Suleyman na plataforma.

    Vale lembrar que Suleyman ajudou a fundar a DeepMind em 2010, e que a empresa de Inteligência Artificial foi adquirida pela Google em 2014 por cerca de 400 milhões de libras (455,4 milhões de euros). Em 2019, ele se juntou oficialmente à Google e deixou a gigante de tecnologia em 2022 para fundar a Inflection AI.

    Ao observar a trajetória de Suleyman, fica claro que o conselho que ele compartilha agora na rede social X é algo que parece ter seguido ao longo da carreira. A julgar por publicações anteriores, ele também procura contratar pessoas com a mesma disposição para assumir riscos.

    “Prefiro contratar alguém que assumiu grandes riscos e falhou do que alguém que jogou pelo seguro e acertou”, escreveu Suleyman em outra publicação na plataforma.

    Microsoft: IA vai automatizar trabalho de escritório em 18 meses

  • Dona da Ray-Ban diz que vendeu 7 milhões de óculos de IA da Meta em 2025

    Dona da Ray-Ban diz que vendeu 7 milhões de óculos de IA da Meta em 2025

    A EssilorLuxottica revelou na mais recente apresentação de resultados que, só em 2025, foram vendidas mais de 7 milhões de unidades dos óculos inteligentes da Meta equipados com Inteligência Artificial.

    A empresa responsável pela Ray-Ban, a EssilorLuxottica, revelou em sua mais recente apresentação de resultados financeiros que, em 2025, foram vendidas mais de 7 milhões de unidades dos óculos inteligentes com Inteligência Artificial desenvolvidos em parceria com a Meta.

    Segundo a CNBC, esse número é muito superior ao registrado entre 2023 e 2024, período em que a EssilorLuxottica informou ter vendido “apenas” 2 milhões de unidades. O crescimento levou a empresa a considerar sua entrada no mercado de wearables um sucesso.

    “O nosso sucesso no mercado de wearables está ajudando a impulsionar a revolução dos óculos com Inteligência Artificial, com nossas marcas icônicas sendo um poderoso motor de demanda”, declarou a EssilorLuxottica em comunicado.

    Vale lembrar que, em 2025, a Oakley — marca também pertencente à EssilorLuxottica — se juntou à Meta para lançar seus próprios óculos inteligentes com Inteligência Artificial.

    Esse parece ser apenas o início da colaboração entre a Meta e a EssilorLuxottica, já que as duas empresas decidiram estender a parceria em 2024.

    Dona da Ray-Ban diz que vendeu 7 milhões de óculos de IA da Meta em 2025

  • Metade dos fundadores da xAI abandonaram a empresa de IA de Musk

    Metade dos fundadores da xAI abandonaram a empresa de IA de Musk

    Apesar da saída desta semana, Jimmy Ba aproveitou para compartilhar uma publicação na rede social X onde agradeceu a Elon Musk e à equipe da xAI pelo trabalho feito em conjunto.

    A semana passada foi marcada pela saída de mais um fundador da xAI, empresa de Inteligência Artificial de Elon Musk que, com isso, passa a contar com apenas metade dos 12 fundadores originais.

    O cofundador mais recente a deixar a xAI foi Jimmy Ba, que publicou uma mensagem na rede social X agradecendo a Elon Musk.

    “Sou grato por ter ajudado desde o início. Um enorme agradecimento a Elon Musk por nos reunir nessa jornada incrível”, escreveu Ba. “Tenho muito orgulho do que a xAI construiu e continuarei próximo como amigo da equipe. Obrigado por todo o trabalho realizado em conjunto. As pessoas e o espírito de equipe são os verdadeiros tesouros deste lugar.”

    Segundo o Business Insider, que ouviu fontes próximas à xAI, Ba era responsável por grande parte das operações da empresa até o fim do ano passado. No entanto, suas responsabilidades foram retiradas e divididas entre outros dois cofundadores, Tony Wu e Guodong Zhang.

    Wu, porém, deixou a empresa dois dias antes de Ba, o que obrigou a xAI a passar por uma nova reestruturação.

    Comissão Europeia investiga o Grok

    A Comissão Europeia anunciou a abertura de uma investigação contra o Grok, ferramenta de inteligência artificial da rede social X, por disseminação de imagens sexualmente explícitas manipuladas na União Europeia (UE), incluindo conteúdos que possam configurar abuso sexual infantil.

    Em comunicado divulgado em Bruxelas, o órgão executivo da UE informou a abertura de um novo processo formal contra o X, com base na Lei dos Serviços Digitais, para “avaliar se a empresa avaliou e mitigou adequadamente os riscos associados à implementação das funcionalidades do Grok […] na UE”.

    “Esses riscos incluem a disseminação de conteúdos ilegais na UE, como imagens sexualmente explícitas manipuladas, incluindo conteúdos que possam constituir material de abuso sexual infantil”, afirmou a instituição, acusando o X de “expor os cidadãos da União a danos graves”.

    A investigação, tratada como prioritária, analisará com mais profundidade se o X cumpre, com o Grok, suas obrigações previstas na Lei dos Serviços Digitais — especialmente no que diz respeito à prevenção da disseminação de conteúdos ilegais, aos efeitos negativos relacionados à violência de gênero, às consequências graves e à comunicação adequada das “avaliações de risco” a Bruxelas.

    A apuração envolve a introdução de uma funcionalidade que permite a criação de conteúdos manipulados, conhecidos como deepfakes.

    A Comissão Europeia também ampliou outra investigação já em curso, iniciada em dezembro de 2023, sobre o cumprimento, por parte do X, das obrigações de gestão de riscos associadas aos seus sistemas de recomendação.

    Bruxelas quer verificar “o impacto da recente mudança anunciada para um sistema de recomendação baseado no Grok”.

    Caso as acusações sejam confirmadas, poderão ser caracterizadas diversas infrações à legislação europeia, sujeitas à aplicação de multas significativas.

    A Comissão Europeia informou que continuará reunindo provas, inclusive por meio de novos pedidos de informação, entrevistas e inspeções. Também poderá impor medidas provisórias caso não haja ajustes relevantes no serviço do X.

    O Grok é uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida desde 2024 pelo X, rede social do empresário norte-americano Elon Musk, que permite aos usuários gerar e editar textos e imagens, além de fornecer informações contextuais às publicações.

    A UE tornou-se a primeira jurisdição do mundo a adotar regras específicas para plataformas digitais, obrigando-as a remover conteúdos ilegais e nocivos no âmbito da nova Lei dos Serviços Digitais.

    A legislação foi criada para proteger os direitos fundamentais dos usuários online na UE e representa um marco regulatório inédito no ambiente digital, responsabilizando as plataformas por conteúdos prejudiciais, como desinformação.

    Empresas de tecnologia que descumprirem as regras podem receber multas proporcionais ao seu porte.

    Essas regras mais rigorosas têm gerado tensão entre Bruxelas e Washington, especialmente diante do apoio do governo norte-americano às grandes plataformas digitais.

    Os Estados Unidos argumentam que as recentes leis europeias criam barreiras não tarifárias que prejudicam suas gigantes de tecnologia, como Google, Amazon e Meta.

    Apesar das críticas norte-americanas, a Comissão Europeia já aplicou multas com base na nova legislação.

    Metade dos fundadores da xAI abandonaram a empresa de IA de Musk