Categoria: TECNOLOGIA

  • Hinge, app em que prefeito de Nova York conheceu esposa, chega ao Brasil

    Hinge, app em que prefeito de Nova York conheceu esposa, chega ao Brasil

    O aplicativo de relacionamento Hinge começa a operar no Brasil com foco em conversas mais profundas e conexões duradouras, trazendo ferramentas como prompts obrigatórios, metas de relacionamento e filtros de segurança para garantir interações mais consistentes e respeitosas entre os usuários.

    (CBS NEWS) – O Hinge, aplicativo de relacionamento usado pelo prefeito eleito de Nova York, Zohran Mamdani, para conhecer sua esposa, Rama Duwaji, estreou no Brasil nesta segunda-feira (17). O casal se conheceu no app em 2021 e oficializou a união no início deste ano.

    O país é o segundo da América Latina a receber o serviço, depois do México, que ganhou acesso à plataforma em setembro. O app pode ser baixado gratuitamente na App Store e no Google. O Hinge foi adquirido pelo Match Group, dono do Tinder, em 2018.

    Fundado em 2012 nos Estados Unidos, o Hinge ficou conhecido por estimular interações mais longas entre os usuários, diferentemente de algumas plataformas que apostam em usos rápidos e sucessivos. Um dos principais recursos do app são os “quebra-gelos” -perguntas predefinidas que funcionam como prompts e são obrigatórias no perfil, criadas para facilitar o início das conversas.

    Segundo a plataforma, que adota o slogan “o aplicativo feito para ser deletado” em referência à proposta de incentivar relações duradouras, o Hinge é hoje o app de relacionamento que mais cresce em mercados como Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Nessas regiões, afirma a empresa, um encontro marcado pelo aplicativo ocorre a cada dois segundos.

    O fundador e CEO do Hinge, Justin McLeod, diz que a chegada ao Brasil pretende atrair usuários interessados em conexões reais. “O Brasil é conhecido por sua receptividade e autenticidade, e esses valores se alinham perfeitamente à missão do Hinge de promover conexões significativas”, afirma.

    Cada usuário deve responder a três quebra-gelos, como “A gente vai se dar bem se…” ou “Eu poderia passar a noite toda conversando sobre…”. Além de texto e fotos, é possível incluir áudios e vídeos nessas respostas.

    O app reúne outros recursos voltados a incentivar conversas mais consistentes. Um deles é o “Metas de relacionamento”, em que o usuário pode indicar se busca um parceiro de longo prazo, algo mais curto ou se ainda está definindo o que procura.

    Há ainda o “Sua vez”, que lembra quando é a vez do usuário responder, para evitar conversas interrompidas. O recurso também tem um limite: o aplicativo exige que a pessoa responda ou encerre diálogos antes de iniciar novas interações -medida que, segundo a empresa, elevou em 20% a taxa de resposta.

    Outro item é o “A gente se conheceu”, uma pesquisa enviada após o encontro presencial para perguntar se ambos têm interesse em se ver novamente.
    No Brasil, o aplicativo contará com mais de 50 opções de identidade de gênero e 21 de orientação sexual. Além disso, os usuários podem indicar preferências que refletem seus valores, religião, objetivos de vida ou até signos do zodíaco.

    SEGURANÇA E CIÊNCIA DO AMOR

    O aplicativo oferece verificação por selfie, lembretes que incentivam comportamentos considerados positivos e um filtro de comentários, mecanismos pensados para dar mais controle aos usuários e tentar evitar interações problemáticas antes que ocorram.

    A empresa afirma ter criado o Hinge Labs, uma equipe interna de pesquisadores e cientistas comportamentais dedicada a estudar o que favorece conexões duradouras. O grupo combina análises quantitativas e qualitativas para identificar desafios comuns no universo dos encontros e testar novas funcionalidades. A ideia, segundo o Hinge, é aprimorar a experiência dos encontros presenciais e torná-la mais segura e eficaz.

    Hinge, app em que prefeito de Nova York conheceu esposa, chega ao Brasil

  • Conselhos de saúde do ChatGPT: Cuidados e como tirar o melhor proveito

    Conselhos de saúde do ChatGPT: Cuidados e como tirar o melhor proveito

    Especialistas alertam que, embora os chatbots de IA ofereçam respostas rápidas e acessíveis sobre saúde, eles podem disseminar informações erradas e até perigosas, aumentando o risco de diagnósticos equivocados e atrasando a busca por atendimento médico adequado

    Está cada vez mais difícil ter acesso a bons serviços de saúde. Os tempos de espera estão aumentando, assim como as contas médicas. Por isso, as pessoas estão recorrendo a chatbots com inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e CoPilot, em busca de respostas. Ao pedir conselhos médicos a uma plataforma dessas, você recebe uma resposta instantânea, gratuita e fácil de entender. Como resultado, cada vez mais pessoas estão se tornando dependentes da ideia de ter um médico à disposição no bolso. No entanto, esses conselhos trazem riscos. A IA pode fornecer informações falsas, dar conselhos incorretos e, às vezes, até mesmo emitir recomendações prejudiciais ou que coloquem a vida em risco.

    Portanto, clique para garantir que você esteja usando chatbots de forma responsável e descubra como tirar o máximo proveito deles.

    Conselhos de saúde do ChatGPT: Cuidados e como tirar o melhor proveito

  • Não consegue distinguir a realidade de IA? Apenas 5 minutos pode ajudá-lo

    Não consegue distinguir a realidade de IA? Apenas 5 minutos pode ajudá-lo

    Um estudo britânico mostra que um treinamento rápido de cinco minutos é suficiente para aumentar a capacidade de identificar rostos gerados por inteligência artificial. Pesquisadores explicam que entender pequenos detalhes visuais, como dentes e cabelos, ajuda a evitar enganos e possíveis fraudes digitais.

    A inteligência artificial tem avançado em ritmo acelerado. Até poucos anos atrás, era relativamente fácil distinguir uma foto de uma pessoa real de uma imagem gerada por ferramentas de IA. Hoje, essa tarefa se tornou muito mais desafiadora.

    Um estudo recente publicado pela Royal Society, conduzido por pesquisadores das universidades britânicas de Reading, Greenwich, Leeds e Lincoln, indica que, com apenas cinco minutos de treino, é possível melhorar significativamente a capacidade de identificar rostos reais e falsos.

    Na pesquisa, participaram 664 voluntários. Entre eles, os que já possuíam algum conhecimento sobre inteligência artificial acertaram 41% das vezes ao diferenciar rostos verdadeiros dos gerados por computador. Já os participantes com pouco ou nenhum conhecimento tiveram uma precisão de 31%.

    Após uma breve sessão de orientação, em que foram apresentadas as falhas mais comuns das imagens criadas por IA, como dentes desalinhados, detalhes de cabelo pouco naturais ou imperfeições artificiais na pele, os mesmos participantes foram novamente testados. O resultado mostrou melhora significativa na precisão das respostas.

    Segundo Katie Gray, pesquisadora da Universidade de Reading, os rostos gerados por IA representam um risco real para a segurança. Ela explica que essas imagens já têm sido utilizadas em perfis falsos de redes sociais, fraudes em verificações de identidade e até falsificação de documentos.

    A especialista reforça que as tecnologias mais recentes de geração de imagens produzem rostos quase indistinguíveis da realidade, o que aumenta os riscos de manipulação e engano. Por isso, adquirir um mínimo de conhecimento visual sobre os erros dessas ferramentas pode ser decisivo para evitar ser enganado, conclui o estudo.

    Não consegue distinguir a realidade de IA? Apenas 5 minutos pode ajudá-lo

  • Especialistas explicam a regra 20/80 que protege a bateria do celular

    Especialistas explicam a regra 20/80 que protege a bateria do celular

    Manter o nível de carga entre 20% e 80% ajuda a preservar a saúde da bateria e evita desgastes provocados por excesso ou falta de energia. Entenda por que essa prática simples pode prolongar o desempenho e a durabilidade do seu smartphone.

    Por mais que você tente, o celular nunca chega ao fim do dia com bateria? A explicação pode estar na forma como você o carrega. A solução é simples e tem nome: a regra de ouro dos 20/80.

    Essa regra recomenda manter a carga da bateria entre 20% e 80%, evitando deixar o celular descarregar completamente ou permanecer muito tempo em 100%, como costuma acontecer quando o aparelho fica plugado durante a noite.

    Pode parecer estranho não carregar até o máximo, mas há uma razão técnica. As baterias de íon-lítio, presentes na maioria dos smartphones atuais, funcionam em ciclos de carga e descarga. Quando são levadas aos extremos, totalmente carregadas ou totalmente descarregadas, seus eletrodos trabalham sob alta tensão, o que acelera reações químicas internas e reduz gradualmente a vida útil da bateria, segundo o site especializado TechTudo.

    Por isso, os primeiros e os últimos 20% de carga exigem mais esforço da bateria, causando desgaste mais rápido tanto quando há energia em excesso quanto quando há escassez.

    Como aplicar a regra no seu celular

    Muitos sistemas operacionais já oferecem recursos automáticos para preservar a bateria. Nos iPhones, por exemplo, há o carregamento otimizado, que aprende a rotina do usuário e evita que o celular fique com 100% de carga por longos períodos. Nos modelos mais recentes, como o iPhone 15, é possível até definir um limite máximo de 80% e receber alertas quando o nível de bateria estiver baixo ou completo.

    Nos aparelhos Android há funções semelhantes. Os celulares da Samsung oferecem três níveis de proteção da bateria (básico, adaptativo e máximo), sendo que o último também limita a carga a 80%. Marcas como Google Pixel, Xiaomi e Motorola contam com o carregamento adaptativo, que ajusta a velocidade de recarga com base nos hábitos do usuário, garantindo que o celular atinja 100% apenas uma hora antes de ser desconectado da tomada.

    Além da regra 20/80, outras práticas ajudam a conservar a bateria: evitar exposição a temperaturas extremas ou à luz solar direta, fechar aplicativos em segundo plano, reduzir o brilho da tela e, sempre que possível, usar carregadores originais ou certificados. Essas pequenas mudanças podem aumentar significativamente a durabilidade do seu celular.

    Especialistas explicam a regra 20/80 que protege a bateria do celular

  • Vendas de iPhones na China aumentam 22% após novo lançamento

    Vendas de iPhones na China aumentam 22% após novo lançamento

    As vendas de iPhones na China viram um aumento de 22% no primeiro mês após o lançamento do iPhone 17, de acordo com um estudo da empresa Counterpoint.

    As vendas de iPhones na China aumentaram 22% em relação ao mesmo período do ano anterior, no primeiro mês após o lançamento do iPhone 17. A conclusão é de um estudo da empresa Counterpoint, citado pela agência de notícias Reuters.

    Segundo os dados, o iPhone 17 foi responsável pela maioria dos smartphones da Apple vendidos no país desde o lançamento, em 19 de setembro, representando cerca de 80% das unidades compradas pelos consumidores.

    No ano anterior, após o lançamento do iPhone 16 em setembro de 2024, as vendas haviam registrado uma queda de 5%.

    O lançamento do iPhone 17, lembra a Reuters, atraiu centenas de pessoas à loja principal da Apple em Pequim, apesar da crescente concorrência de marcas como Xiaomi e Huawei.

    A linha iPhone 16, iPhone 17 Pro, iPhone 17 Pro Max e iPhone Air foi apresentada oficialmente em 9 de setembro e lançada em 19 de setembro.

    O preço do iPhone 17 começa em 989 euros, mantendo o mesmo valor de lançamento do iPhone 16 no ano passado. No entanto, o iPhone 16 tinha uma versão básica de 128 GB, enquanto as configurações do iPhone 17 começam em 256 GB.

    Dessa forma, a versão mais barata da série iPhone 17 passa a contar com apenas duas opções — já que não existe uma versão com 1 TB de armazenamento interno.

    Já o iPhone Air pode ser adquirido por 1.249 euros na versão de 256 GB. O iPhone 17 Pro, por sua vez, custa 1.349 euros.

    O iPhone 17 Pro Max custa 1.499 euros na versão de 256 GB, sendo o mesmo valor cobrado pela Apple em 2024 pela configuração equivalente do iPhone 16 Pro Max.

    Vendas de iPhones na China aumentam 22% após novo lançamento

  • É seguro mexer no celular durante uma tempestade? Entenda

    É seguro mexer no celular durante uma tempestade? Entenda

    Apesar de não haver dados que comprovem que os celulares atraem descargas elétricas, há alguns cuidados que deve ter com o uso de aparelhos eletrônicos durante uma tempestade como a que atingiu o país esta semana.

    Quando tempestades atingem nossos dias, muitas dúvidas, inseguranças e receios acabam surgindo. Uma delas está relacionada ao uso de celulares durante uma trovoada.

    A dúvida aparece principalmente pelo medo de que um smartphone possa atrair descargas elétricas durante uma tempestade.

    Para esclarecer essa questão, o TechTudo explica que é possível usar o celular sem medo de que algo grave aconteça. Em alguns casos, porém, é importante tomar certas precauções.

    Segundo a publicação brasileira, no país as principais vítimas de raios são pessoas em áreas abertas, em zonas rurais, e pessoas dentro de casa em contato com objetos ligados à rede elétrica ou telefônica.

    Dito isso, dentro de casa durante uma tempestade, é recomendado evitar mexer no celular caso ele esteja carregando. Já ao ar livre, é preciso considerar que pode ser arriscado usar o celular em áreas abertas.

    A CNN Brasil, por sua vez, lembra que raios são descargas atmosféricas que, em regiões tropicais, geralmente ocorrem durante chuvas. Essas descargas tendem a ser atraídas pelos pontos mais altos do local, especialmente quando há objetos metálicos.

    Na mesma linha, o TechTudo reforça que celulares são aparelhos pequenos demais para funcionarem como um “ímã” para raios. Pelo contrário, árvores, postes, antenas e corpos d’água têm muito mais probabilidade de serem atingidos.

    É seguro mexer no celular durante uma tempestade? Entenda

  • Espanha multa rede social X em R$ 29 milhões por anúncios fraudulentos

    Espanha multa rede social X em R$ 29 milhões por anúncios fraudulentos

    A rede social X, antiga Twitter, foi multada em 5 milhões de euros (cerca de R$ 29 milhões) pela CNMV da Espanha por veicular anúncios de esquemas financeiros fraudulentos e ignorar alertas sobre a empresa Quantum AI, que operava sem autorização no país.

    A Comissão Nacional do Mercado de Valores da Espanha (CNMV) aplicou uma multa de 5 milhões de euros (cerca de R$ 29 milhões) à rede social X (antigo Twitter) por uma infração considerada “muito grave” e de caráter continuado.

    De acordo com o jornal ABC, a penalidade foi imposta por causa da divulgação de anúncios de esquemas financeiros fraudulentos, segundo informou o Boletim Oficial do Estado nesta quinta-feira (13).

    O órgão regulador afirma que a empresa não colaborou adequadamente com uma solicitação relacionada a anúncios sobre a empresa Quantum AI, suspeita de operar de forma irregular. A CNMV explicou que a plataforma não verificou se a Quantum AI possuía autorização para oferecer serviços financeiros na Espanha nem se constava na lista de entidades advertidas por atuar sem licença — mesmo após ter sido notificada sobre o caso em 8 de novembro.

    A multa faz parte das medidas da CNMV para reforçar a proteção de investidores e combater fraudes financeiras divulgadas em plataformas digitais, um problema crescente em todo o continente europeu.

    Espanha multa rede social X em R$ 29 milhões por anúncios fraudulentos

  • Disney+ permitirá que usuários criem conteúdos via inteligência artificial

    Disney+ permitirá que usuários criem conteúdos via inteligência artificial

    CEO da Disney, Bob Iger, afirma que novidade será grande mudança tecnológica; Discussões reacendem caso de IA em série da Marvel Studios

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Bob Iger, CEO da Disney, revelou que a empresa pretende incluir ferramentas de inteligência artificial em seu streaming, o Disney+. Segundo o empresário, conforme revelado numa apresentação para acionistas, a ideia é que os usuários possam produzir conteúdos próprios ao usar propriedades intelectuais da Disney que serão adicionadas à plataforma.

    “A IA nos dará a habilidade de fornecer a usuários do Disney+ uma experiência muito mais engajadora, incluindo a possibilidade de eles criarem e consumirem conteúdos -majoritariamente em formatos curtos- criados por terceiros”, disse Iger. Segundo o The Hollywood Reporter, o CEO se referiu à novidade como a “maior e mais significativa mudança comercial e tecnológica” desde o próprio streaming da companhia.

    Além do uso de ferramentas generativas, também foi anunciado que a plataforma pretende oferecer “uma série de programas parecidos com jogos”, que será produzida junto a Epic Games, conhecida pelo game “Fortnite” e que possui autorização para utilizar propriedades da Disney em seus produtos.

    O anúncio levantou discussões nas redes sociais e debates semelhantes ao caso da série “Invasão Secreta”, produção original da Marvel Studios e do Disney+. Na ocasião, a abertura criada para a série, lançada em 2023, recebeu uma série de críticas pelo uso de IA.

    Por outro lado, a Disney se juntou a Universal para processar a empresa de tecnologia generativa Midjourney, em um caso de infração de direitos autorais após usuários terem utilizado a plataforma de IA para gerar modelos e peças baseadas em personagens de ambos os estúdios cinematográficos.

    Disney+ permitirá que usuários criem conteúdos via inteligência artificial

  • UE investiga Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais em buscas online

    UE investiga Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais em buscas online

    A Comissão Europeia abriu investigação contra o Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais, suspeitando que a empresa rebaixe veículos de mídia nos resultados de busca. Se confirmada a infração, a Alphabet poderá ser multada em até 20% do faturamento global e forçada a adotar medidas corretivas

    A Comissão Europeia abriu nesta quinta-feira uma investigação formal para apurar se o Google violou a Lei de Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês) ao rebaixar sites e conteúdos de veículos de mídia nos resultados de busca. Segundo comunicado do braço executivo da UE, há indícios de que a empresa estaria aplicando sua política de “abuso de reputação do site” de forma a prejudicar editores que utilizam conteúdos de parceiros comerciais, prática descrita como “comum e legítima” para monetização.

    A UE pretende concluir a investigação em até 12 meses. Em caso de infração, podem ser aplicadas multas de até 10% do volume de negócios mundial da Alphabet – controladora do Google -, chegando a 20% em reincidência. A Comissão também poderá impor medidas adicionais, como obrigar a companhia a vender partes do negócio ou impedir novas aquisições.

    De acordo com o texto, essa política “parece impactar diretamente” a forma como publishers conduzem negócios, inovam e cooperam com terceiros. A investigação busca determinar se as demissões feitas pelo Google podem afetar a liberdade de conduzir atividades comerciais legítimas.

    A Comissão ressalta que a abertura do processo não prejulga uma conclusão, mas indica que o caso será aprofundado. Se forem encontradas evidências de descumprimento, Bruxelas informará ao Google suas conclusões preliminares e as medidas necessárias para sanar as preocupações.

    Em setembro, o bloco europeu multou o Google em 2,95 bilhões de euros por contrariar boas práticas de concorrência para publicidade em sua plataforma de buscas, favorecendo, segundo a Comissão, seus próprios serviços de propaganda digital.

    Às 8h25 (de Brasília), a Alphabet recuava 0,39% no pré-mercado de Nova York.

    UE investiga Google por possível violação da Lei de Mercados Digitais em buscas online

  • CEO do Nubank diz que funcionários confundiram canal corporativo com rede social ou estádio

    CEO do Nubank diz que funcionários confundiram canal corporativo com rede social ou estádio

    Comentário foi feito em resposta a críticas de ex-funcionário no LinkedIn; executivo disse que o ex-empregado não fazia ideia do tipo de linguagem e comportamento das pessoas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O fundador e presidente global do Nubank, David Vélez, respondeu a um comentário de um ex-funcionário no LinkedIn, afirmando que alguns empregados “confundiram um canal corporativo com rede social ou arquibancada de estádio”.

    A declaração foi feita em meio às recentes críticas que o banco vem recebendo após a demissão, por justa causa, de 14 funcionários desde a última semana.

    O comentário do executivo foi uma resposta ao ex-funcionário Rafael Calsaverini, que havia reagido a uma publicação da presidente do Sindicato dos Bancários, Neiva Ribeiro. Na publicação, ela afirmou estar em contato com a direção do Nubank desde sexta-feira (7) para marcar uma reunião emergencial e discutir a demissão de 12 trabalhadores, ocorrida logo após uma live interna com o CEO para anunciar o fim do home office.

    A transmissão foi convocada para a mudança para o formato híbrido, que impactará cerca de 7.000 empregados. Outros dois funcionários foram dispensados após a empresa suspeitar de plano para sabotar sistemas internos da fintech, de acordo com um comunicado à equipe.

    A decisão sobre o fim do home office foi inicialmente comunicada ao sindicato e, em seguida, apresentada na live, onde os funcionários puderam se manifestar pelo chat. Em seu post, Neiva Ribeiro disse que, neste momento, houve reações dos funcionários. “Mesmo com o prazo de oito meses para transição, a mudança interfere diretamente na vida dos trabalhadores, exigindo adaptação, mudança de casa, de rotina e reorganização familiar”, afirmou a presidente do sindicato.

    Ao final da reunião, as 12 pessoas foram demitidas após o Nubank considerar que os profissionais passaram do limite nos comentários, enquanto os trabalhadores dizem ter apenas manifestado descontentamento.

    Em seu comentário ao post da presidente do sindicato, o ex-funcionário disse que o Nubank cultivou por anos a ideia de que confrontar a gestão da empresa é perfeitamente válida e que, em cinco anos de casa, viu “mensagens bem mais agressivas e injuriosas que não resultaram em demissões”.

    Ele disse que centenas de funcionários teriam recebido advertências após um mal-entendido com um meme de jogo online, que, segundo ele, foi interpretado de forma equivocada como se contivesse uma ofensa.

    Vélez respondeu dizendo que o ex-funcionário tinha pouca informação sobre o caso e que o trabalhador não aceitaria esse comportamento em sua própria casa.

    Em nota, o Nubank afirma que não comenta casos individuais de desligamento. “Trabalhamos para preservar canais e rituais abertos para o livre debate entre os funcionários, mas não toleramos desrespeito e violações de conduta”, disse.

    A demissão dos 12 funcionários foi anunciada por meio de um email de Velez. “Foi uma decisão difícil, mas nós impusemos um limite do que é desrespeito e agressão.”

    O anúncio também contava com um link para um site de perguntas e respostas sobre a transição do home office para o trabalho híbrido. A página acumula centenas de interações dos funcionários -algumas enviadas depois das demissões.

    Alguns trabalhadores dizem que moram longe de cidades onde há escritórios do Nubank e que organizaram suas vidas em torno disso. Outros mencionam a falta de representatividade de pessoas de fora do Sudeste na instituição financeira para dizer que a decisão afeta desproporcionalmente quem não mora em São Paulo.

    O CEO atualmente mora no Uruguai e disse que se mudará para um país com escritório da empresa para acompanhar as mudanças.

    A fintech afirmou que vai expandir seus escritórios para atender à demanda. São unidades em São Paulo (Pinheiros e Vila Leopoldina), uma na Cidade do México e uma em Bogotá, na Colômbia. A empresa ainda tem três “hubs de talentos”, espaços para networking e capacitação, em Montevidéu (Uruguai), Berlim (Alemanha) e Durham (EUA).

    Devem ser inaugurados novos escritórios nas cidades de Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Buenos Aires (Argentina) e na região metropolitana de Washington (EUA), Miami e Palo Alto, nos Estados Unidos.
    Algumas funções serão exceções e permanecerão remotas, segundo o Nubank, “devido à natureza de seus trabalhos exigir pouca ou nenhuma interação com outras equipes”. São elas:

    – Xpeers (profissionais de atendimento ao cliente)
    – Investor help (profissional de investimentos)
    – Ouvidoria
    – Data labeling (rotulador de dados)
    – Financial crime investigation (investigador de crimes financeiros)
    – Regulatory solutions (profissionais de soluções regulatórias)
    – Talent acquisition (função de recursos humanos para atrair talentos)

    Será possível solicitar uma exceção pessoal -por exemplo, quando houver situações médicas específicas-, que será analisada caso a caso. O Nubank considera critérios como senioridade, desempenho e distância do escritório para elegibilidade, mas ressalta que as exceções serão raras.

    Empregados elegíveis também poderão se inscrever para o programa de auxílio-realocação, para apoio em mudanças, quando necessário.

    CEO do Nubank diz que funcionários confundiram canal corporativo com rede social ou estádio