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  • Caixa libera dinheiro de antigo fundo PIS/Pasep; veja como sacar

    Caixa libera dinheiro de antigo fundo PIS/Pasep; veja como sacar

    Caixa libera novo lote de valores esquecidos do antigo fundo PIS/Pasep para trabalhadores e servidores que atuaram entre 1971 e 1988, com média de até R$ 2,9 mil, e permite consulta e solicitação pelo app FGTS ou portal Repis Cidadão

    Empregados com carteira assinada e servidores públicos que trabalharam de 1971 a 1988 e estão na fila para sacar as cotas do antigo fundo Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) podem reaver o valor. A Caixa Econômica Federal começou a pagar nesta segunda-feira (27) um novo lote de valores esquecidos.

    Nesta rodada, recebem aqueles que pediram o ressarcimento até 31 de março. O valor médio pago varia de R$ 2,8 mil a R$ 2,9 mil, dependendo do tempo de trabalho e do salário da época.

    Quem tem direito

    Podem sacar os valores:

     

    • Trabalhadores com carteira assinada entre 1971 e 1988;
    • Servidores públicos do mesmo período;
    • Herdeiros ou dependentes legais, em caso de falecimento;
    • Quem pediu o dinheiro até 31 de março.

    O benefício não tem relação com o abono salarial atual do PIS/Pasep, pago anualmente. Trata-se de cotas de um fundo antigo, extinto em 2020.

    Como consultar se há dinheiro disponível

    A consulta é feita pelo portal Repis Cidadão, com login via conta Gov.br nos níveis prata e ouro.

    Passo a passo:

    Acesse o site e faça login com CPF e senha;Informe o número do PIS/Pasep ou NIS (se solicitado);Clique em “pesquisar”;O sistema indicará se há valores e como proceder;Também é possível consultar pelo aplicativo do FGTS.

    Como pedir o pagamento

    O pedido pode ser feito de duas formas:

    Pelo aplicativo FGTS:

    Acesse “Mais”;Clique em “Ressarcimento PIS/Pasep”;Envie os documentos e acompanhe o pedido.

    Em uma agência da Caixa:

    Leve documento oficial com foto

    O pagamento é feito por crédito em conta. Quem não tiver conta na Caixa receberá automaticamente uma poupança social digital, movimentada pelo app Caixa Tem.

    E no caso de herdeiros?

    Herdeiros também podem solicitar o valor, desde que apresentem:

    Documento de identificaçãoCertidão de dependentes ou autorização judicialDocumento que comprove vínculo com o titular

    Calendário de pagamentos

    O pagamento depende da data em que o pedido foi feito. 
     

    Pedido feito até Recebe em
    31/3/2026 27/4/2026 (lote atual)
    30/4/2026 25/5/2026
    31/5/2026 25/6/2026
    30/6/2026 27/7/2026
    31/7/2026 25/8/2026
    31/8/2026 25/9/2026
    30/9/2026 26/10/2026
    31/10/2026 25/11/2026
    30/11/2026 28/12/2026
    31/12/2026 janeiro de 2027

    Fonte: Caixa Econômica Federal

    O que é o fundo PIS/Pasep

    Criado na década de 1970, o fundo reunia recursos para complementar a renda de trabalhadores e servidores. Em 1988, ele foi substituído pelo modelo atual de abono salarial.

    Os valores não sacados foram transferidos em 2020 para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, depois, ao Tesouro Nacional. Agora, o governo permite o resgate mediante pedido.

    Prazo para sacar

    O pedido pode ser feito até setembro de 2028. Após esse prazo, os valores serão incorporados definitivamente ao Tesouro, sem possibilidade de saque.

    Canais de dúvidas

    A Caixa oferece atendimento pelos seguintes canais:

    Telefone: 0800-726-0207SAC: 0800-726-0101Ouvidoria: 0800-725-7474

    • Site: caixa.gov.br

    A orientação é verificar o quanto antes se há valores disponíveis para evitar perder o prazo.

     

     

     

    Caixa libera dinheiro de antigo fundo PIS/Pasep; veja como sacar

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  • Dívida Pública Federal cai 2,34% em março ante fevereiro, a R$ 8,633 trilhões, afirma Tesouro

    Dívida Pública Federal cai 2,34% em março ante fevereiro, a R$ 8,633 trilhões, afirma Tesouro

    A Dívida Pública Federal (DPF) inclui a dívida interna e externa. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Tesouro Nacional

    O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) caiu 2,34% em março, na comparação com fevereiro, de R$ 8,841 trilhões para R$ 8,633 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Tesouro Nacional.

    A variação deveu-se à resgate líquido, no valor de R$ 305,386 bilhões, e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 98,080 bilhões.

    A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu 2,46%, e fechou o mês em R$ 8,302 trilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 0,61%, para R$ 331,64 bilhões.

    A parcela de títulos da DPF atrelada à Selic diminuiu de 49,10% em fevereiro para 47,71% em março. O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 prevê um intervalo de 46% a 50% para a participação desses papéis.

    A participação dos papéis pré-fixados cresceu de 21,33% para 21,80%, ante 21% a 25% no plano. A parcela dos títulos indexados à inflação subiu de 25,85% para 26,67%, contra um intervalo de 23% a 27% no PAF. Os papéis cambiais passaram de 3,71% para 3,83%. No PAF, esse intervalo vai de 3% a 7%.

    O Tesouro informou, ainda, que a parcela da DPF a vencer em 12 meses aumentou de 16,65% em fevereiro para 19,52% em março. No PAF de 2026, o intervalo previsto é de 18% a 22%.

    O prazo médio da dívida subiu de 4,0 anos para 4,10 anos. Os limites do PAF são de 3,8 a 4,2 anos para 2026. Já o custo médio acumulado em 12 meses da DPF aumentou de 11,90% ao ano em fevereiro para 12,20% ao ano em março.

     

    Dívida Pública Federal cai 2,34% em março ante fevereiro, a R$ 8,633 trilhões, afirma Tesouro

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  • Novo lote de dinheiro esquecido do PIS/Pasep é liberado

    Novo lote de dinheiro esquecido do PIS/Pasep é liberado

    Crédito é destinado aos trabalhadores que solicitaram o ressarcimento até o dia 31 de março; cidadãos podem verificar se possuem valores disponíveis por meio da plataforma Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Caixa Econômica Federal libera nesta segunda-feira (27) um novo lote de pagamentos referentes aos valores esquecidos no antigo fundo PIS/Pasep.

    O crédito é destinado aos trabalhadores que solicitaram o ressarcimento até o dia 31 de março. Para quem fizer o pedido até a próxima quinta-feira (30), o pagamento está previsto para ocorrer em 25 de maio, conforme o cronograma divulgado pelo governo federal.

    O fundo PIS/Pasep funcionou entre 1971 e 1988 e tinha como objetivo complementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos. Esse mecanismo é diferente do abono salarial pago atualmente aos trabalhadores que se enquadram nas regras do PIS/Pasep.

    Os cidadãos podem verificar se possuem valores disponíveis por meio da plataforma Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. Segundo o governo federal, o valor médio disponível para saque é de cerca de R$ 2,8 mil por beneficiário, mas o montante pode variar de acordo com o tempo de trabalho e os salários recebidos na época. Os valores foram atualizados com base na inflação.

    A plataforma Repis Cidadão também orienta sobre como realizar o pedido de ressarcimento. O sistema apresenta inclusive instruções específicas para herdeiros, nos casos em que o titular do benefício já tenha falecido.
    Para acessar o serviço, é necessário possuir uma conta gov.br com nível de segurança prata ou ouro.

    O governo também estabeleceu um prazo final para solicitação. Caso o saque não seja pedido até setembro de 2028, os recursos serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de retirada posterior.

    COMO CONSULTAR SE HÁ DINHEIRO ESQUECIDO

    1. Para verificar se existe saldo disponível, o trabalhador deve acessar o site repiscidadao.fazenda.gov.br e fazer login utilizando a conta gov.br.
    2. Após entrar no sistema, é necessário informar o CPF e autorizar o acesso. Em seguida, o usuário deve digitar o NIS (Número de Identificação Social), que é o mesmo número do PIS.
    3. Depois de preencher os dados, basta clicar em “pesquisar”. Caso haja valores a receber, o próprio sistema indicará as etapas necessárias para solicitar o ressarcimento.

    O QUE É O NIS E COMO ENCONTRAR O NÚMERO

    O NIS (Número de Identificação Social) é um registro composto por 11 dígitos, emitido pela Caixa Econômica Federal. Ele é utilizado tanto por trabalhadores formais quanto por cidadãos que participam de programas sociais do governo.

    O número do NIS é o mesmo utilizado no PIS (Programa de Integração Social).

    A diferença entre eles está apenas na forma como são gerados. O NIS surge quando a pessoa passa a ter acesso a benefícios sociais, enquanto o PIS é criado quando o trabalhador tem a carteira assinada pela primeira vez.

    O número pode ser consultado em diferentes canais do governo, tanto digitais quanto físicos. Entre as opções estão o extrato do FGTS, disponível no aplicativo, o Cartão Cidadão, onde o número aparece logo abaixo do nome do titular, e o portal Meu INSS, em que o registro aparece identificado como NIT nos dados cadastrais.

    Também é possível obter a informação pelo telefone da Previdência Social, no número 135. O atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, ou ainda pelo site e aplicativo do CadÚnico

    CONFIRA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTOS

    – Solicitações realizadas até 31/12/2025 – pagamento no dia 26/01/2026

    – Até 31/01/2026 – pagamento no dia 25/02/2026
    – Até 28/02/2026 – pagamento no dia 25/03/2026
    – Até 31/03/2026 – pagamento no dia 27/04/2026
    – Até 30/04/2026 – pagamento no dia 25/05/2026
    – Até 31/05/2026 – pagamento no dia 25/06/2026
    – Até 30/06/2026 – pagamento no dia 27/07/2026
    – Até 31/07/2026 – pagamento no dia 25/08/2026
    – Até 31/08/2026 – pagamento no dia 25/09/2026
    – Até 30/09/2026 – pagamento no dia 26/10/2026
    – Até 31/10/2026 – pagamento no dia 25/11/2026
    – Até 30/11/2026 – pagamento no dia 28/12/2026
    – Até 31/12/2026 – pagamento em janeiro de 2027

    Novo lote de dinheiro esquecido do PIS/Pasep é liberado

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  • Economistas preveem que Copom reduzirá Selic para 14,5% mesmo com inflação mais alta

    Economistas preveem que Copom reduzirá Selic para 14,5% mesmo com inflação mais alta

    O Banco Central deverá reduzir a taxa de juros dos atuais 14,75% para 14,5% na reunião que começa nesta terça-feira (28)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os economistas voltaram a aumentar a previsão da inflação deste ano e acreditam que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central deverá reduzir a taxa de juros dos atuais 14,75% para 14,5% na reunião que começa nesta terça-feira (28), um corte de 0,25 ponto percentual.

    O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (27) mostra que a expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 4,8% para 4,86% na sétima semana consecutiva de elevação do índice.

    Com isso, os analistas mantêm a perspectiva que a inflação fechará o ano acima do teto da meta que é de 4,5%, já que o BC impôs o objetivo de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    A previsão do IPCA era de 3,91% em 9 de março, mas passou a subir seguidamente com o temor sobre os impactos da guerra no Irã, que começou em 28 de fevereiro com os ataques de EUA e Israel ao Irã, que revidou as ofensivas.

    Os economistas também elevaram a previsão do IPCA para 2027 (de 3,99% para 4%) e de 2028 (de 3,6% para 3,61%).

    O boletim Focus ainda indica que os especialistas ouvidos pelo BC apostam em um corte de 0,25 na reunião desta semana. O anúncio será feito na quarta-feira (29).

    Os analistas mantiveram a expectativa que o país terminará o ano com os juros a 13%. As previsões para os dois anos seguintes também ficaram estagnadas em 11% (2027) e 10% (2028), mas caiu em 2029 de 9,88% para 9,75%.

    A perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano caiu pela primeira vez no ano, indo de 1,86% para 1,85%. O mercado também diminuiu a previsão do dólar para R$ 5,25, contra R$ 5,30 da semana passada.

    Economistas preveem que Copom reduzirá Selic para 14,5% mesmo com inflação mais alta

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  • Ministro Luiz Marinho avalia que escala 6×1 é 'muito mais cruel para as mulheres'

    Ministro Luiz Marinho avalia que escala 6×1 é 'muito mais cruel para as mulheres'

    Ministro afirma que país está pronto para mudança e destaca demanda da população por mais tempo livre

    O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse nesta segunda-feira, 27, que o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso é uma pauta visivelmente importante para mulheres, embora seja relevante também para homens. Ele discursou na cerimônia de lançamento do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios.

    “Evidente que é importante para homens e mulheres, mas é óbvio, está visível, está latente que essa jornada de trabalho é muito mais cruel para as mulheres”, disse o ministro do Trabalho, defendendo a importância de agregar esforços para melhorar as condições das mulheres.

    Marinho ainda defendeu que o voto em lista fechada – uma proposta de reforma política que já foi defendida pelo PT, mas não avançou – poderia servir para aumentar a participação das mulheres na política. Segundo o ministro, os partidos poderiam ser obrigados a intercalar homens e mulheres nas listas, o que tenderia à paridade em cargos eleitos.

    Ministro Luiz Marinho avalia que escala 6×1 é 'muito mais cruel para as mulheres'

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  • Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

    Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

    Mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13% – mesmo percentual projetado na semana passada; expectativa é que economia do país cresça 1,85%

    O mercado financeiro aumentou, pela sétima semana consecutiva, as previsões de inflação para 2026. De acordo com o Boletim Focus, o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, em 4,86%.

    Na edição anterior do boletim divulgado pelo Banco Central, a previsão era de que o IPCA de 2026 ficaria em 4,80%, acima dos 4,31% projetados há quatro semanas.

    Para os anos subsequentes, as projeções do mercado estão em 4% para 2027; e 3,61% para 2028. Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Taxa Selic

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    Atualmente, o mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13% – mesmo percentual projetado na semana passada, mas 0,5 ponto percentual acima das projeções feitas há quatro semanas (12,5%). Para 2027 e 2028, as projeções são de Selic a 11% e a 10%, respectivamente.

    Quando estava em 15% ao ano, a Selic registrava o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas.

    PIB e Câmbio

    Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas riquezas produzidas no país) e ao câmbio, o mercado reviu para baixo esses índices, na comparação com a semana anterior.

    A expectativa é de que a economia do país cresça 1,85% em 2026, percentual ligeiramente abaixo do 1,86% projetado na semana passada. Para 2027, o mercado projeta que o PIB feche o ano em 1,80%. Para 2028, projeta-se uma inflação de 2%, segundo o Focus.

    O dólar fechará 2026 contado a R$ 5,25, caso as projeções do mercado financeiro se confirmarem. Na semana passada, a cotação da moeda estadunidense estava em R$ 5,30; e há quatro semanas estava em R$ 5,40.

    Para 2027 e 2028, as expectativas apontadas pelo boletim é de o dólar a R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.

    Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026

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  • Mulheres recebem 21,3% a menos que homens em empresas privadas com mais de 100 empregados

    Mulheres recebem 21,3% a menos que homens em empresas privadas com mais de 100 empregados

    As mulheres ganham 14,3% a menos do que os homens – também uma alta na comparação com 2023, quando a diferença era de 13,7%

    As mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que homens em empresas privadas com 100 ou mais empregados, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 27, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A desigualdade salarial aumentou na comparação com 2023, quando era de 20,7%.

    Considerando o salário mediano de contratação, as mulheres ganham 14,3% a menos do que os homens – também uma alta na comparação com 2023, quando a diferença era de 13,7%.

    O número de mulheres empregadas aumentou 11% entre 2023 e 2025, de 7,2 milhões para 8 milhões, o equivalente a 41,4% do mercado total. Em contrapartida, a massa de rendimentos feminina representa apenas 35,2% do total – uma alta frente aos 33,7% de 2023.

    Para que os rendimentos chegassem a 41,4% do total, em linha com a participação feminina no mercado de trabalho, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos, de acordo com o MTE.

    A proporção de empresas que afirmam promover mulheres aumentou de 38,8% para 48,7%. Já as ações de contratação de mulheres com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família permaneceram relativamente estáveis.

    O total de mulheres negras empregadas aumentou 29% entre 2023 e 2026, de 3,2 milhões para 4,2 milhões. O número de estabelecimentos com pelo menos 10% de mulheres negras no seu corpo funcional cresceu 3,6%, para 21.759 das 53,5 mil empresas consideradas.

    Mulheres recebem 21,3% a menos que homens em empresas privadas com mais de 100 empregados

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  • Dólar e Bolsa recuam, com impasses na guerra no Irã e 'superquarta' no radar

    Dólar e Bolsa recuam, com impasses na guerra no Irã e 'superquarta' no radar

    No começo da tarde desta segunda-feira (27), o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, registrava baixa de 0,72%, a 186.790 pontos; moeda norte-americana caía 0,47%, cotada a R$ 4,974

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta segunda-feira (27), com investidores à espera das decisões de juros do Brasil e dos Estados Unidos já nesta quarta-feira. A guerra no Irã também permanece sob os holofotes, ainda sem perspectiva de resolução.

    Às 11h57, a moeda norte-americana caía 0,47%, cotada a R$ 4,974. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,964. A movimentação vai em linha com o exterior, com o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, em queda de 0,17%, a 98,36 pontos.

    Já a Bolsa tinha perdas de 0,31%, a 190.140 pontos.

    As reuniões de política monetária serão o grande foco da semana. A data, apelidada de “superquarta”, deve ter como ponto central o debate sobre as consequências econômicas da guerra no Oriente Médio, em particular sobre a inflação.

    No Brasil, a expectativa é que o Copom (Comitê de Política Monetária) dê continuidade no ciclo de cortes iniciado na reunião passada e reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual mais uma vez, a 14,5% ao ano.

    O movimento acontece a despeito das projeções de alta no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação do país. Isso porque, dizem os dirigentes do Copom, a Selic está com um “gordura extra” que pode combater o aumento de preços causado pela guerra no Irã e ainda se manter em nível restritivo.

    “O nível de juros hoje tem mais gordura do que tinha seis meses atrás. Obviamente que esse evento do conflito vai do outro lado, porque ele está dando um choque de preços relevante que tem chances reais de ter efeitos de segunda ordem”, afirmou Nilton David, diretor de política monetária do BC, em evento no início do mês.

    A autarquia não pode “abaixar a guarda”, disse ele, reiterando também que os cortes na Selic são parte de um processo de “calibração”, e não de “afrouxamento”, porque o objetivo é manter os juros em território restritivo.

    Nesse sentido, a decisão dessa semana “será decisiva para calibrar a percepção sobre o ritmo de cortes da Selic”, diz Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, considerando que o ambiente ainda é de “juros altos pesando sobre o consumo e as ações da Bolsa”.

    Segundo o Boletim Focus dessa semana, a expectativa é que a Selic termine 2026 em 12,5% ao ano.

    Já nos Estados Unidos, o consenso aponta para a manutenção dos juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), atualmente na banda de 3,5% e 3,75%. Esta “superquarta” pode ser a última reunião de Jerome Powell como presidente da autoridade monetária.

    A data de 15 de maio para o fim dos oito anos de Powell no comando do Fed parece agora mais provável depois que um grande obstáculo à confirmação de seu sucessor indicado, Kevin Warsh, foi removido na sexta-feira (24) no Senado.

    Ainda assim, a reunião e a entrevista coletiva de Powell após o anúncio da decisão poderão definir questões importantes, inclusive se as autoridades acenarão com a possibilidade de aumentos nos juros ainda este ano caso a inflação acelere.

    A permanência de Powell na diretoria do Fed, mesmo que Warsh seja confirmado a tempo de dirigir a próxima reunião de política monetária em junho, também deverá ser abordada na quarta-feira.

    “Como não há a menor possibilidade de que o Fed altere suas taxas, nossa atenção estará voltada principalmente para qualquer elemento que diga respeito aos futuros movimentos de política monetária do banco central”, diz Nancy Vanden Houten, economista da Oxford Economics.

    Enquanto isso, a cena geopolítica segue incerta. Novas negociações entre Estados Unidos e Irã, aguardadas para sábado (25), não ocorreram.

    Ainda que o chanceler iraniano Abbas Araghchi tenha se reunido com autoridades paquistanesas, o presidente Donald Trump cancelou a viagem dos enviados norte-americanos para Islamabad, capital do Paquistão.

    A decisão de Trump marca um revés nas negociações entre Washington e Teerã e frustra as expectativas dos mercados globais, que anseiam pelo desfecho da guerra que tomou o Oriente Médio há dois meses.

    “Muito tempo perdido viajando, muito trabalho! Além disso, há uma tremenda disputa interna e confusão dentro da ‘liderança’ deles. Ninguém sabe quem está no comando, incluindo eles mesmos. Além disso, nós temos todas as cartas, eles não têm nenhuma! Se quiserem conversar, basta ligar!!!”, escreveu Trump em rede social.

    Os negociadores eram Steve Witkoff, encarregado dos EUA para as negociações no Oriente Médio, e Jared Kushner, genro do presidente que cuida dos interesses empresariais do sogro mesmo sem ter cargo oficial.

    Em postagem no X, horas depois do anúncio de Trump, o chanceler iraniano afirmou ter “compartilhado a posição do Irã a respeito de uma estrutura viável para encerrar permanentemente a guerra contra o Irã; ainda resta saber se os EUA estão realmente levando a diplomacia a sério.”

    Enquanto não há acordo entre as partes, a passagem pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, continua bloqueada por iranianos e norte-americanos. O tráfego marítimo no local diminuiu em 95% desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

    O revés diplomático está dando impulso para as cotações do petróleo no exterior. O Brent, referência internacional, chegou a saltar 3,08%, atingindo US$ 102,18 às 5h (horário de Brasília), até firmar em US$ 101 pela manhã.

    Como exportador de petróleo, o Brasil se beneficia com alta do petróleo, tanto via fluxo de estrangeiros quanto pela balança comercial.

    “O petróleo negociando acima de US$ 100 tem efeito direto nos termos de troca do Brasil e amplia a perspectiva de superávit comercial, elevando a oferta de dólares no mercado local”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    Ele acrescenta que, apesar dos impasses nas negociações, o mercado não prevê uma escalada relevante no conflito, o que reduz a demanda por ativos defensivos, como o dólar e o ouro. “Soma-se a isso o diferencial de juros ainda elevado, que segue atraindo fluxo para o país. A combinação desses fatores sustenta a valorização do real .”

    Dólar e Bolsa recuam, com impasses na guerra no Irã e 'superquarta' no radar

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  • Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2026 cai de 1,86% para 1,85%

    Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2026 cai de 1,86% para 1,85%

    Crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central, de 1,6%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 oscilou de 1,86% para 1,85%. Um mês antes, era de 1,85%. Considerando apenas as 81 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa passou de 1,89% para 1,87%.

    O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central, de 1,6%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre. O Ministério da Fazenda espera alta de 2,33% para o PIB.

     

    A mediana do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 permaneceu em 1,80% pela 17ª semana consecutiva. Levando em conta apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária passou de 1,74% para 1,73%.

    As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,0%, pela 111ª e 58ª semana seguida, respectivamente.

    Projeção do Focus para crescimento do PIB de 2026 cai de 1,86% para 1,85%

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  • Focus: Selic no fim de 2026 segue em 13% e no fim de 2027, em 11%

    Focus: Selic no fim de 2026 segue em 13% e no fim de 2027, em 11%

    Na última pesquisa Projeções Broadcast, 33 de 37 instituições financeiras esperavam um novo corte de 0,25 ponto na taxa de juros esta semana

    A mediana do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,0%, às vésperas das decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, 29. Um mês antes, era de 12,50%. O mercado vem calibrando as expectativas para a trajetória dos juros, em meio à pressão inflacionária causada pela disparada dos preços do petróleo.

    Considerando só as 110 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim de 2026 também permaneceu em 13,0%.

    A mediana do Focus para a taxa Selic no fim de 2027 se estabilizou em 11,0%. Um mês atrás, era de 10,50%. Considerando apenas as 107 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também continuou em 11,0%.

    Na última decisão, do dia 18 de março, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano. Foi a primeira diminuição dos juros em quase dois anos. Apesar do corte, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário, por causa do conflito no Oriente Médio, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz.

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse, durante entrevista coletiva no dia 26 de março, que o “conservadorismo” da autoridade monetária durante 2025 compraria tempo para analisar o cenário e entender os efeitos da alta do petróleo sobre os preços domésticos. “Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom”, ele afirmou.

    Na última pesquisa Projeções Broadcast, 33 de 37 instituições financeiras esperavam um novo corte de 0,25 ponto na Selic esta semana, que levaria a taxa a 14,50%. Dois outros respondentes previam uma redução maior, de 0,50 ponto, e dois, manutenção dos juros em 14,75%.

    No Focus desta segunda-feira, 27, a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,0% pela 14ª leitura seguida. A estimativa para 2029 caiu de 9,88% para 9,75%. Um mês antes, também era de 9,75%.

     

    Focus: Selic no fim de 2026 segue em 13% e no fim de 2027, em 11%

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