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  • Ciro Nogueira diz que pediu a Bolsonaro que defina seu apoio à Presidência até fim do ano

    Ciro Nogueira diz que pediu a Bolsonaro que defina seu apoio à Presidência até fim do ano

    O senador Ciro Nogueira afirmou ter pedido a Jair Bolsonaro que defina até o fim do ano quem apoiará na eleição presidencial de 2026. Segundo ele, Lula aparece hoje como favorito, mas a direita deve se unir para “virar o jogo”

    O presidente do PP e senador Ciro Nogueira (PI) disse que pediu ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível, que informe até o fim do ano o candidato à Presidência da República que pretende apoiar em 2026. “Ele me garantiu que ia fazer a sua escolha no momento correto. Eu defendi que ele fizesse isso até o final do ano”, disse, durante programa Canal Livre, da Band.

    Ciro Nogueira não quis dizer se Bolsonaro já deu sinais de quem poderia apoiar e afirmou que o ex-presidente tem ouvido muita gente. “Eu acho que vai fazer a sua escolha num momento correto para anunciar.”

    Na avaliação do senador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está hoje como favorito porque é o que já sinalizou que deverá ser candidato à reeleição. “Isso é porque só tem um time em campo, né? Agora, quando outro time entrar, têm jogadores bem melhores, eu não tenho dúvida que a gente vire esse jogo e vamos ganhar a eleição no próximo ano”, considerou.

    Sobre a potencial candidatura à Presidência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ciro disse que o carioca não deve “bater continência” a Bolsonaro. “Ele vai ser leal. Ele jamais pode trair o ex-presidente Bolsonaro. Ele sempre vai ser leal ao Bolsonaro, mas jamais vai ser subordinado ao mandato Bolsonaro. Isso aí pode ter toda certeza, eu conheço”, avaliou.

    Seja quem for o candidato, na opinião do presidente do PP não haverá ataques a Lula. “Ninguém vai roubar os eleitores de Lula”, disse, comentando que a direita precisa se unir e que um exemplo de má atuação foi a eleição de Ricardo Nunes para a Prefeitura de São Paulo, que, segundo ele, foi um exemplo de uma eleição que não unificou a fatia da direita.

    Ciro Nogueira diz que pediu a Bolsonaro que defina seu apoio à Presidência até fim do ano

  • Alckmin diz que Lula pediu suspensão de tarifa de 40% a Trump e que Rubio não é problema

    Alckmin diz que Lula pediu suspensão de tarifa de 40% a Trump e que Rubio não é problema

    Geraldo Alckmin disse estar otimista com a suspensão da tarifa de 40% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O vice-presidente destacou avanços recentes nas negociações e afirmou que o diálogo entre Lula e Trump pode destravar novas parcerias comerciais

    O vice-presidente, ministro do Desenvolvimento e um dos principais articuladores pelo fim do tarifaço com os Estados Unidos, Geraldo Alckmin, se disse otimista com a possibilidade de o presidente americano, Donald Trump, aceitar o pedido do Brasil de suspender a tarifa de 40% sobre produtos brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou com Trump por telefone na semana passada.

    “O pedido do presidente Lula para o presidente Trump foi que enquanto negocia, suspenda os 40%. Esse foi o pleito. Aí temos um ganha-ganha. Há muita possibilidade de parceria entre Brasil e EUA”, disse o vice-presidente neste domingo, 12. “Pode ter aí um avanço importante, já avançamos. A celulose saiu do tarifaço, hoje celulose e ferro-níquel já é 0%, isso dá 4% da exportação brasileira. Na semana passada, madeira serrada e macia dava 50%, veio para 10%. Armário, sofá, móveis, dava em 50%, veio para 25%. O que nós precisamos é avançar mais depressa”, continuou em conversa com jornalistas após participar de missa em Aparecida (SP).

    Há expectativa de que os líderes se encontrem pessoalmente na Malásia, no fim do mês, após um breve encontro na assembleia-geral da ONU pavimentar o caminho do diálogo. Alckmin disse também que não vê empecilhos na negociação com os EUA com a indicação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para ser interlocutor do lado americano. “Não acredito (que o nome atrapalhe o diálogo). A orientação do presidente (dos EUA, Donald) Trump foi muito clara. Nós queremos fazer um diálogo e entendimento, e o Brasil sempre defendeu isso”, considerou.

    A indicação de Rubio gerou apreensão no governo e foi comemorada pela direita. Recentemente, Rubio fez dezenas de críticas ao ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e foi um dos responsáveis por anunciar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro e sua mulher.

    Rubio já se encontrou algumas vezes com o deputado federal Eduardo Bolsonaro e fez comentários públicos ameaçadores sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, com quem também se reuniu no passado.

    Alckmin disse ainda que acha que o Brasil avançou no combate à pobreza com a saída do País do Mapa da Fome da ONU, mas destacou que a “tarefa nunca vai terminar”. “É importante cada dia avançar mais, no sentido da gente melhorar a qualidade de vida da nossa população”, afirmou.

    Alckmin diz que Lula pediu suspensão de tarifa de 40% a Trump e que Rubio não é problema

  • Alckmin participa da abertura da pré-COP em Brasília

    Alckmin participa da abertura da pré-COP em Brasília

    O evento será realizado em Brasília nesta segunda-feira, às 9h, com 72 delegações confirmadas. O objetivo do encontro é facilitar consensos antes do evento oficial, que será realizado de 10 a 21 de novembro em Belém.

    O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, vai participar da cerimônia de abertura oficial de abertura da Reunião MInisterial Preparatória da 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, a pré-COP.

     

    O evento será realizado em Brasília nesta segunda-feira, às 9h, com 72 delegações confirmadas. O objetivo do encontro é facilitar consensos antes do evento oficial, que será realizado de 10 a 21 de novembro em Belém.

     

    Também devem participar da abertura os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, entre outras autoridades.

    Alckmin participa da abertura da pré-COP em Brasília

  • Lula chega a Roma para encontro com papa Leão 14 e evento da ONU sobre a fome

    Lula chega a Roma para encontro com papa Leão 14 e evento da ONU sobre a fome

    Acompanhado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, o presidente chegou à capital italiana pouco depois das 10h (5h no horário de Brasília) e foi direto para a Embaixada do Brasil, na praça Navona, onde está hospedado.

    MICHELE OLIVEIRA
    ROMA, ITÁLIA (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou na manhã deste domingo (12) em Roma, onde, nesta segunda (13), será recebido pelo papa Leão 14 e participará de eventos na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

    Acompanhado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, o presidente chegou à capital italiana pouco depois das 10h (5h no horário de Brasília) e foi direto para a Embaixada do Brasil, na praça Navona, onde está hospedado.

    O primeiro compromisso oficial será a audiência com o papa, marcada para as 8h15 (3h15 em Brasília). Será o primeiro encontro entre os dois desde que o americano Robert Prevost foi eleito, em maio.

    Desde o primeiro mandato, iniciado em 2003, essa será a terceira vez que Lula será recebido como presidente por um papa no Vaticano. Antes, esteve com Bento 16, em 2008, e Francisco, em 2023. Como presidente, participou dos funerais de João Paulo 2o, em 2005, e de Francisco, em abril. Na posse de Leão 14, em maio, o Brasil foi representado pelo vice Geraldo Alckmin.

    À tarde, Lula estará na sede da FAO, que comemora 80 anos, para a abertura do Fórum Mundial da Alimentação. Está prevista ainda uma reunião sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa do Brasil lançada no G20 do Rio, no ano passado.

    Não há previsão de encontros entre o presidente e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. O petista deve voltar na própria segunda ao país.

    A comitiva do presidente é formada pelos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome).

    Lula chega a Roma para encontro com papa Leão 14 e evento da ONU sobre a fome

  • Michelle chama Lula e Janja de 'casalzinho que demoniza Israel' em evento do PL em Goiás

    Michelle chama Lula e Janja de 'casalzinho que demoniza Israel' em evento do PL em Goiás

    “Nós não vamos aceitar mais essa esquerda maldita governando a nossa nação. Um casalzinho, que demoniza Israel, mas que agora começou a frequentar as igrejas”, disse Michelle. “Vamos abrir os nossos olhos espirituais. Vamos entender que a mentira está dentro desse povo”, prosseguiu.

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez um discurso durante evento do PL Mulher neste sábado, 11, repleto de ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à atual primeira-dama, Rosângela Silva, a Janja, chamando-os de \”casalzinho que demoniza Israel\”.

    \”Nós não vamos aceitar mais essa esquerda maldita governando a nossa nação. Um casalzinho, que demoniza Israel, mas que agora começou a frequentar as igrejas\”, disse Michelle. \”Vamos abrir os nossos olhos espirituais. Vamos entender que a mentira está dentro desse povo\”, prosseguiu.

    O discurso ocorreu em Rio Verde (GO) em um evento do PL Mulher, grupo do partido do qual Michelle é presidente nacional. A ex-primeira-dama ainda acusou Lula, Janja e outras lideranças de esquerda de frequentar igrejas para \”enganar o povo cristão\”.

    A mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma das vozes mais fortes na atual configuração da extrema-direita e tem sido cogitada como possível candidata ou vice em uma eventual chapa em 2026.

    O PL Mulher é a plataforma de Michelle para se inserir na política e angariar o apoio deste grupo historicamente refratário ao bolsonarismo.

    Michelle chama Lula e Janja de 'casalzinho que demoniza Israel' em evento do PL em Goiás

  • Alexandre de Moraes vai a show de Alcione em Brasília e é ovacionado aos gritos de 'sem anistia'

    Alexandre de Moraes vai a show de Alcione em Brasília e é ovacionado aos gritos de 'sem anistia'

    Alcione abriu o show, cantou uma musica e, após isso, afirmou que Moraes havia ido ao camarim falar com ela. Grande parte do público, então, gritou “sem anistia” em referência à tentativa do bolsonarismo de aprovar no Congresso um perdão aos condenados por atos golpistas. Ela dedicou o show ao ministro.

    JOÃO GABRIEL E RANIER BRAGON
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes foi ao show da cantora Alcione na noite deste sábado (11), em Brasília, e foi ovacionado pelo público aos gritos de “sem anistia”.

    Moraes acenou para o público em retribuição.

    Alcione abriu o show, cantou uma musica e, após isso, afirmou que Moraes havia ido ao camarim falar com ela. Grande parte do público, então, gritou “sem anistia” em referência à tentativa do bolsonarismo de aprovar no Congresso um perdão aos condenados por atos golpistas. Ela dedicou o show ao ministro.

    No fim da apresentação, realizada no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, novos gritos de “sem anistia” em direção a Moraes, que estava no camarote acompanhado de outras pessoas. O ministro, então, acenou diversas vezes em retribuição ao público.
    Alcione já manifestou admiração por Moraes, que é relator dos processos relativos à trama golpista ocorrida no governo de Jair Bolsonaro (PL) no final de 2022.

    “Adoro nosso ministro Alexandre de Moraes. Sempre falei para a minha irmã que, se tivesse conhecido ele há mais tempo, eu tinha casado com ele”, afirmou, antes de começar a cantar “Faz uma Loucura por Mim” em um show em março, em São Paulo.

    Alexandre de Moraes vai a show de Alcione em Brasília e é ovacionado aos gritos de 'sem anistia'

  • China ameaça retaliar: 'Não temos medo de brigar'

    China ameaça retaliar: 'Não temos medo de brigar'

    “A China é o único país que tem capacidade e condições de usar a mesma ferramenta contra os EUA – e já fez isso anteriormente”, diz o economista. Segundo Vale, até 1º de novembro, prazo dado por Trump para o início das novas tarifas, o mercado deve atravessar um período de forte volatilidade.

    O anúncio de um novo tarifaço sobre a China, feito na sexta-feira, 10, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem grandes chances de escalar para novas retaliações chinesas nos próximos dias, segundo o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale. Caso a taxa adicional de 100% seja mesmo confirmada, há “grandes chances” de a China anunciar medidas na mesma linha e proporção, afirma.

    “A China é o único país que tem capacidade e condições de usar a mesma ferramenta contra os EUA – e já fez isso anteriormente”, diz o economista. Segundo Vale, até 1º de novembro, prazo dado por Trump para o início das novas tarifas, o mercado deve atravessar um período de forte volatilidade.

    Por meio de um comunicado, a pasta chinesa afirmou que “as recentes contramedidas comerciais da China em relação aos EUA foram ações necessárias e defensivas”, e que “tomará medidas correspondentes para proteger seus direitos” caso os americanos insistam em suas ações. 
    “Ameaçar com tarifas elevadas a cada passo não é a maneira certa de lidar com a China”, disse o Ministério do Comércio. “A China insta os EUA a corrigirem suas práticas equivocadas o quanto antes.” O país afirmou ainda que não quer lutar, mas que não tem medo de lutar.
     

    Na sexta-feira, diferentes indicadores sofreram impacto assim que a retaliação foi anunciada. O petróleo caiu mais de 4% e o Ibovespa futuro registrou queda de 1,15%. As cotações de moedas digitais, como o bitcoin e o ethereum, encolheram 8,23% e 14,56%, respectivamente. Já o dólar futuro para novembro acelerou, com alta de 2,67%.

    Para Vale, o tarifaço de Trump terá efeito inócuo nas demandas pretendidas pelo presidente dos EUA, mas piorará as condições econômicas dentro do país. \”Nada do que ele está propondo vai adiantar em termos de balança comercial, arrecadação ou industrialização dos EUA\”, afirma. \”Ele aprendeu a usar as tarifas como uma arma para fazer bullying contra outros países, mas está apenas afastando-os dos EUA, que está reduzindo seu comércio internacional, se tornando uma economia mais fechada e com maior inflação.\”

    TERRAS RARAS

    Esta semana, a China anunciou restrições às suas exportações de terras raras. O país extrai 70% desses minerais do mundo e realiza o processamento químico de cerca de 90% do fornecimento global. Trump chamou as restrições impostas pela China de \”sinistras e hostis\” e disse que elas \”tornariam a vida difícil para praticamente todos os países do mundo\”.

    \”Na verdade, Trump e as empresas americanas precisam das terras raras chinesas\”, afirma Vale. \”A capacidade de negociação dos EUA, neste caso, não é grande.\”

    No caso da soja, outra reclamação de Trump, o problema é outro. \”Seja por conta do combate à imigração, à alta dos fertilizantes e equipamentos por causa de tarifas, os EUA deixaram de ser competitivo\”, afirma. \”É natural que a China busque soja no Brasil e na Argentina.\”

     

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    China ameaça retaliar: 'Não temos medo de brigar'

  • China defende controle de terras raras; impacto será "muito limitado"

    China defende controle de terras raras; impacto será "muito limitado"

    O Ministério do Comércio da China defendeu hoje a legitimidade das novas restrições impostas esta semana à exportação de terras raras, assegurando que o impacto nas cadeias de abastecimento vai ser “muito limitado”.

    As medidas são “uma ação legítima do governo chinês para ajustar o sistema de controle das exportações em conformidade com as leis e regulamentos”, afirmou um porta-voz do Ministério do Comércio em comunicado.

    “Os controles de exportação da China não são proibições de exportação, e serão concedidas licenças para pedidos que atendam aos critérios”, disse o porta-voz, acrescentando que Pequim informou antecipadamente os parceiros comerciais sobre as medidas “por meio de mecanismos de diálogo bilateral”.

    “As empresas não precisam se preocupar”, reforçou o porta-voz.

    Pequim reiterou que as restrições têm como objetivo impedir que as terras-raras e seus produtos derivados sejam usados na produção de itens militares ou de defesa, a fim de “defender a paz mundial, a estabilidade regional e cumprir suas obrigações internacionais de não proliferação”.

    O ministério afirmou ainda que a China avaliou detalhadamente o impacto potencial das novas restrições nas cadeias industriais e de suprimento e concluiu que esse impacto “é muito limitado”.

    Na quinta-feira, as autoridades chinesas anunciaram uma nova rodada de restrições à exportação de terras-raras, essenciais para a fabricação de tecnologia avançada, e adicionaram cinco novos metais à lista de produtos controlados.

    A China, que domina mais de 70% da produção mundial e quase 90% da transformação desse material estratégico, tem imposto restrições à exportação como instrumento de negociação desde que os Estados Unidos iniciaram a guerra tarifária, em abril. Ainda assim, recentemente, Pequim flexibilizou parte dessas medidas no contexto da trégua comercial entre as duas potências.

    As terras-raras têm sido um ponto de atrito nas negociações comerciais sino-americanas, com Washington acusando Pequim de atrasar deliberadamente a aprovação de licenças de exportação.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira a imposição de uma sobretaxa de 100% sobre importações da China a partir de novembro, em resposta a medidas comerciais que classificou como “extremamente hostis” por parte de Pequim.

    A partir de 1º de novembro — ou até antes, “dependendo de quaisquer ações ou mudanças futuras tomadas pela China” — os EUA imporão “uma tarifa de 100% sobre a China, além de qualquer tarifa já vigente”, declarou Trump na rede social Truth.

    Ainda no início do próximo mês, segundo o republicano, Washington também imporá controles de exportação contra Pequim sobre “todo e qualquer software crítico”.

    “O anúncio de Donald Trump é um exemplo típico de ‘dois pesos, duas medidas’”, reagiu a China.

    O Ministério do Comércio chinês afirmou que as ações de Washington “prejudicam gravemente os interesses da China e minam (…) o clima das discussões econômicas e comerciais entre as duas partes”.

    “Ameaçar constantemente com tarifas elevadas não é a forma correta de cooperar com a China”, acrescentou o ministério.

    As novas medidas surgem pouco antes da reunião dos líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul, onde se esperava um possível encontro entre os presidentes dos dois países — algo que agora está em dúvida.

    China defende controle de terras raras; impacto será "muito limitado"

  • Lula viaja para Roma para abertura do Fórum Mundial da Alimentação

    Lula viaja para Roma para abertura do Fórum Mundial da Alimentação

    A Aliança foi estabelecida como uma proposta da presidência brasileira do G20 para apoiar e acelerar os esforços para erradicar a fome e a pobreza e, ao mesmo tempo, reduzir as desigualdades.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca no final da tarde deste sábado (11), na Base Aérea de Brasília, para a Itália. O presidente participa da abertura do Fórum Mundial da Alimentação, na segunda-feira (13), em Roma, evento promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Na sequência, participa da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

    Copresidida por Brasil e Espanha, a Segunda Reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza reunirá ministros, representantes de governos, agências da ONU, bancos multilaterais e organizações da sociedade civil. O encontro ocorrerá em formato híbrido e avaliará o progresso da iniciativa desde sua criação, em 2024.

    A Aliança foi estabelecida como uma proposta da presidência brasileira do G20 para apoiar e acelerar os esforços para erradicar a fome e a pobreza e, ao mesmo tempo, reduzir as desigualdades.

     

    Entre os principais temas estão os avanços da Iniciativa de Implementação Acelerada (Fast Track), que apoia planos nacionais de combate à fome e à pobreza em países como Etiópia, Quênia, Haiti, Ruanda e Zâmbia, com mais de 80 manifestações de interesse por parte de parceiros financeiros e técnicos. 

    Como parte da iniciativa, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza está apoiando ativamente o desenvolvimento de nove planos nacionais voltados para acelerar a ação contra a fome, a pobreza e os riscos climáticos.

    De acordo com o Itamaraty, a Aliança está prestes a contabilizar 200 membros, entre países e organismos como agências, programas, instituições universitárias e bancos de desenvolvimento – as principais fontes de financiamento de seus projetos e planos.

    Há, atualmente, 13 pedidos de novos integrantes no grupo, sendo sete do continente africano, dois da América Latina e Caribe, três do sudeste asiático e um do Oriente Médio.

    O presidente Lula também participará, em Roma, da inauguração do espaço onde funcionarão os mecanismos de apoio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, antes de retornar ao Brasil, ainda no dia 13.

    O convite para a participação de Lula no Fórum partiu do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, em julho, quando o presidente brasileiro foi informado, por ligação telefônica, de que o Brasil saiu do Mapa da Fome. 

    O Fórum Mundial da Alimentação vai até o dia 18, período em que também serão comemorados os 80 anos de criação da FAO. Criado em 1945, o Fórum Mundial da Alimentação é uma plataforma global para acelerar a transformação dos sistemas agroalimentares, em consonância com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). 

    Estruturado nos pilares Juventude, Ciência e Inovação e Investimentos, o Fórum adota os “quatro melhores” (four betters) que orientam a gestão do diretor-geral, Qu Dongyu: melhor produção, melhor nutrição, melhor meio ambiente e melhor vida.

    A edição de 2025 será marcada por uma série de atividades comemorativas e de reconhecimento de boas práticas em segurança alimentar e agricultura sustentável. 

    “Como parte da iniciativa, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza está apoiando ativamente o desenvolvimento de nove planos nacionais voltados para acelerar a ação contra a fome, a pobreza e os riscos climáticos”, disse o Itamaraty.

     

    Lula viaja para Roma para abertura do Fórum Mundial da Alimentação

  • Trump anuncia tarifa adicional de 100% sobre produtos da China a partir de 1º de novembro

    Trump anuncia tarifa adicional de 100% sobre produtos da China a partir de 1º de novembro

    Os Estados Unidos vão aplicar uma tarifa adicional de 100% sobre as importações da China e impor controlos de exportação sobre todo o software essencial fabricado nos EUA a partir de 1 de novembro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (10) que vai impor tarifas adicionais de 100% sobre produtos da China a partir do dia 1º de novembro. A tarifa dos EUA sobre produtos chineses em vigor atualmente é de 30%.

    Na mesma data, também serão aplicados controles de exportação para todos os tipos de software crítico, de acordo com a publicação de Trump na plataforma Truth Social.

    O presidente já havia adiantado mais cedo que avaliava um “aumento massivo” nas taxas e que não via motivo para se reunir com o líder da China, Xi Jinping, em três semanas na Coreia do Sul.

    As medidas, segundo o republicano, são uma resposta aos planos da China de “impor controles de exportação para todos os tipos de produtos”, em um movimento descrito por Trump como “obviamente um plano elaborado há muitos anos”. Ele acrescentou que as tarifas adicionais podem ser impostas até antes do dia 1º de novembro, a depender das ações ou mudanças de postura adotadas pela China.

    “Ninguém nunca viu nada parecido, mas, essencialmente, isso ‘entupiria’ os mercados e tornaria a vida difícil para praticamente todos os países do mundo, especialmente para a China”, disse ele na publicação.

    Mais cedo, Trump havia dito que não via motivos para se encontrar com Xi Jinping. “Eu deveria me encontrar com o presidente Xi, na Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em português), na Coreia do Sul, mas agora parece não haver motivo para isso.”

    A Casa Branca e a embaixada chinesa em Washington não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

    Um porta-voz do representante de comércio dos EUA recusou-se a comentar, enquanto um porta-voz do Tesouro dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Os dois escritórios lideraram as negociações com Pequim sobre comércio.

    Em setembro, ao anunciar um acordo para manter o TikTok ativo nos EUA, Trump afirmou que pretendia se encontrar com o líder chinês para discutir comércio, drogas ilícitas e a guerra da Rússia na Ucrânia.

    No começo de outubro, o presidente americano voltou a falar do encontro e disse que a soja seria um dos principais tópicos da conversa com Xi Jinping. Pequim nunca confirmou publicamente a reunião entre os líderes.

    Na última quinta-feira (9), a China anunciou novas políticas de controle para a exportação de terras raras, tema crucial na disputa comercial envolvendo as potências. O novo movimento tem como objetivo aumentar o domínio chinês sobre a cadeia de produção de itens que utilizam os minerais raros oriundos do país asiático.

    Com o anúncio, que tem efeito imediato, o país quer restringir o uso para fins militares, proibir cooperação não autorizada entre nações estrangeiras e atingir a fabricação de chips de alta tecnologia.

    Na prática, a China cria um tipo de jurisdição extraterritorial ao exigir licença de exportação para produtos fabricados no exterior que utilizem terras raras de origem chinesa.

    Segundo o porta-voz do Ministério do Comércio, o objetivo principal é salvaguardar a segurança e os interesses da China.

    MERCADO REAGE MAL

    O ataque de Trump à China nesta sexta-feira teve um forte impacto nos preços das Bolsas americanas. O índice S&P 500, composto por ações de grandes empresas, fechou em queda de 2,71%.

    A Bolsa Dow Jones encerrou em queda de 1,90%, enquanto o Nasdaq, com forte presença de empresas de tecnologia, desvalorizou 3,56%. Na semana, os índices caíram 2,73%, 2,43%, e 2,53%, respectivamente.

    Os índices S&P 500 e Nasdaq registraram as maiores quedas percentuais desde 10 de abril.

    No mercado doméstico, o dólar disparou 2,39% e encerrou a semana cotado a R$ 5,503, patamar que não alcançava desde o último mês de agosto. A Bolsa, seguindo as demais praças acionárias globais, fechou em queda de 0,72%, a 140.680 pontos.

    O nervosismo dos investidores acompanhou tanto o embate do presidente dos Estados Unidos com a China quanto o temor sobre o equilíbrio das contas públicas do Brasil.

    Trump anuncia tarifa adicional de 100% sobre produtos da China a partir de 1º de novembro