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  • Entenda em 5 pontos os votos de Moraes e Dino no julgamento da trama golpista

    Entenda em 5 pontos os votos de Moraes e Dino no julgamento da trama golpista

    Alexandre de Moraes e Flávio Dino, já deram seus votos e defenderam a condenação de Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus da ação penal

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O julgamento do núcleo central da trama golpista foi retomado nesta terça-feira (9) na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), com a leitura dos votos de Alexandre de Moraes, relator do caso, e de Flávio Dino. Ambos os ministros defenderam a condenação de Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus da ação penal.

    Ao longo de quase cinco horas, Moraes sustentou que o ex-presidente exerceu papel de liderança em uma organização criminosa que atuou de 2021 até os ataques de 8 de janeiro de 2023. Dino, em seguida, reforçou o entendimento, embora tenha feito ressalvas a alguns dos acusados.

    O julgamento será retomado nesta quarta-feira (10), às 9h, com previsão dos votos de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

    DELAÇÃO DE CID

    Moraes iniciou seu voto analisando as questões preliminares levantadas pelas defesas, rejeitando pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid e rebatendo críticas à sua condução como relator.

    O ministro disse que “beira a litigância de má-fé” que as defesas digam que os oito primeiros depoimentos de Cid sejam totalmente contraditórios ou “oito diferentes delações”. Afirmou que foi uma estratégia da Polícia Federal fazer a divisão das audiências em temas, com fatos diversos.

    LISTA COM 13 ANOS

    Na sequência, o ministro apresentou uma lista de 13 atos que classificou como executórios da tentativa de golpe, sustentando que não se tratavam de meros preparativos, mas de etapas concretas de uma ação em curso. Entre eles, citou o uso da máquina pública para monitorar adversários, a live de 2021 em que Bolsonaro questionou sem provas as urnas, o discurso a embaixadores em 2022 e o uso da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições.

    O relator destacou ainda o plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato de Lula (PT), do vice Geraldo Alckmin e do próprio Moraes. Segundo o ministro, a presença de Bolsonaro em reuniões em que documentos foram impressos e discutidos, além de áudios de militares envolvidos, são provas do envolvimento do ex-presidente.

    “Não há nenhuma dúvida de que houve tentativa de abolição ao Estado democrático de Direito, tentativa de golpe e atuação de uma organização criminosa”, afirmou Moraes ao defender a condenação dos oito réus. Para ele, Bolsonaro usou a estrutura do Estado para implementar um “projeto autoritário de poder”.

    CRÍTICAS ÀS DEFESAS E REAFIRMAÇÃO DE SUA CONDUTA

    Em seu voto, Moraes também respondeu diretamente a argumentos apresentados pelos advogados dos réus. Chamou de “esdrúxula” a contagem de perguntas feitas por ele durante interrogatórios e rejeitou pedidos de anulação por causa da acareação entre Mauro Cid e o general Braga Netto.

    Disse ainda que “a ideia de que o juiz deve ser uma samambaia jurídica durante o processo não tem nada a ver com o sistema acusatório”. Para o relator, sua atuação no processo seguiu todos os parâmetros legais e constitucionais.

    DINO ACOMPANHA MORAES

    O ministro Flávio Dino foi o segundo a votar. Ele acompanhou integralmente a posição de Moraes quanto à condenação de Bolsonaro e da maior parte dos réus, afirmando que “não há dúvidas” de que o ex-presidente e Braga Netto ocupavam posições de comando na organização criminosa.

    Logo no início de seu voto, o ministro destacou o precedente do caso Daniel Silveira para reforçar que crimes contra o Estado democrático de Direito não podem ser objeto de anistia ou indulto. “Jamais houve anistia em proveito de quem exercia o poder dominante”, afirmou.

    Ele também se posicionou contra a tese de absorção do crime de abolição violenta do Estado democrático pelo de golpe de Estado. Para Dino, são infrações distintas, cada uma com desvalor próprio.

    O ministro ressaltou ainda que o processo não serve para julgar as Forças Armadas como instituição, mas deve funcionar como alerta. “Não é normal que, a cada 20 anos, tenhamos episódios de ruptura constitucional. Creio que, para além do julgamento que nos cabe, não há dúvidas de que as considerações aqui devem se prestar a uma reflexão para que todas as instituições do Estado se mantenham isentas e apartidárias”, declarou.

    Ministro faz ressalvas

    Dino, porém, defendeu que os réus Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Alexandre Ramagem sejam condenados com reconhecimento de participação de menor importância, a ser considerada na dosimetria da pena. Segundo o ministro, há menos provas contra este grupo sobre a participação na trama nos meses finais do governo Bolsonaro.

    “Creio que uma técnica justa […] é considerarmos que há possibilidade de redução da pena abaixo do mínimo legal”, sugeriu.

    O resultado final do julgamento depende ainda dos votos de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O processo seguirá até sexta-feira (12).

    Entenda em 5 pontos os votos de Moraes e Dino no julgamento da trama golpista

  • Lula diz que operação contra crime organizado 'finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima'

    Lula diz que operação contra crime organizado 'finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima'

    Lula afirmou ainda que organizações criminosas são “verdadeiras multinacionais embrenhadas em diversos setores da sociedade” e que “os mais vulneráveis são os que mais sofrem”

    CURITIBA, PR E MANAUS, AM (FOLHAPRESS) – Ao falar sobre o crime organizado nesta terça-feira (9), em Manaus (AM), o presidente Lula disse que a investigação “finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima”, em referência à megaoperação do final de agosto que desvendou a infiltração do crime organizado em setores da economia.

    “Para combater o crime de forma efetiva, é preciso neutralizar suas lideranças e asfixiar seus mecanismos de financiamento. Há poucos dias, realizamos no Brasil a maior operação da história contra o crime organizado que finalmente alcançou o andar de cima do crime organizado, a Faria Lima, a famosa linha bancária do Brasil”, disse Lula.

    Ao todo, três operações que miraram a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) ocorreram ao mesmo tempo no dia 28 de agosto. A mais importante delas é a Carbono Oculto, uma parceria entre o Gaeco, do Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal, vinculada ao governo federal. As outras duas, Quasar e Tank, foram feitas pela Polícia Federal.

    “Não podemos permitir que os moradores das periferias, os povos indígenas e as comunidades ribeirinhas tenham suas vidas marcadas pela violência enquanto os mais endinheirados ficam impunes. Os mais vulneráveis são os que mais sofrem com a criminalidade”, continuou o presidente.

    No dia das operações, Lula também turbinou a divulgação das ações contra o crime organizado depois de saber que o secretário de Segurança Pública da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) participaria do anúncio à imprensa sobre a Carbono Oculto.

    O episódio foi mais um capítulo da disputa da Polícia Federal com o Ministério Público de São Paulo e deu uma amostra de uma possível disputa eleitoral de Lula contra Tarcísio.

    Nesta terça Lula afirmou ainda que organizações criminosas são “verdadeiras multinacionais embrenhadas em diversos setores da sociedade” e que “os mais vulneráveis são os que mais sofrem”.

    O presidente citou a operação durante discurso na cerimônia de inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia.

    Segundo o governo federal, a unidade, chamada CCPI Amazônia, com sede em Manaus, quer promover a colaboração entre os nove países amazônicos e os nove estados brasileiros que compõem a Amazônia Legal no enfrentamento de crimes ambientais, tráfico de entorpecentes, armas e pessoas.

    No início da noite, em mais uma agenda de Lula em Manaus, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, também citou a Faria Lima. “Nunca chegava no andar de cima, nunca chegava nas fintechs, nas organizações financeiras, e [a operação agora] mostrou a conexão do crime com a Faria Lima, com os poderosos”, disse ele.

    “Eles [crime organizado] não vão tomar conta da Amazônia porque agora tem governo e tem coragem para enfrentar o crime nesta sociedade”, continuou Mercadante.

    O evento da CCPI Amazônia contou com a presença do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e também da vice-presidente do Equador, María José Pinto.

    “É a primeira vez na história da Amazônia que tantos atores se reúnem no mesmo espaço físico em torno de um objetivo comum. Não precisamos de intervenções estrangeiras nem de ameaças à nossa soberania. Somos perfeitamente capazes de sermos protagonistas das nossas próprias soluções”, disse Lula.

    “Não existem espaços vazios. O crime ocupa os lugares que o Estado não preenche. Nossa missão é restituir a força da lei pela presença do estado. É isso que simboliza este centro”, continuou.

    O CCPI Amazônia funcionará como espaço de articulação entre a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e as forças de segurança dos nove estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), além de autoridades policiais de países da Panamazônia e de organismos internacionais.

    Segundo o governo federal, o CCPI tem investimento de R$ 36,7 milhões do Fundo Amazônia, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e gerido pelo BNDES.

    Lula diz que operação contra crime organizado 'finalmente alcançou o andar de cima, a Faria Lima'

  • Empresários criticam radicalização de Tarcísio e dizem que ele 'pode perder apoio'

    Empresários criticam radicalização de Tarcísio e dizem que ele 'pode perder apoio'

    “Errou muito na dose e pode perder apoio”, disseram empresário após o governador de São Paulo atacar a Justiça brasileira

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A recente radicalização de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nos gestos de embate contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e seu apoio incondicional a Jair Bolsonaro não foi bem recebida pelo empresariado -uma fatia da sociedade que demonstra simpatia ao nome do governador de São Paulo como candidato à Presidência em 2026.

    O alerta começou no fim do mês passado, quando Tarcísio anunciou a promessa de conceder um indulto a Bolsonaro caso seja eleito presidente no ano que vem. Mas o desconforto cresceu no empresariado durante o fim de semana, após o discurso em que o governador fez um duro ataque ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos que miram os bolsonaristas.

    Nas conversas reservadas, o nome do governador costumava ser o primeiro citado por representantes do setor privado como uma alternativa à dobradinha entre o petismo e o bolsonarismo. Sua postura extremada, porém, levantou ressalvas. O tema eleitoral é sempre tratado com discrição por CEOs e empresários, que evitam demonstrar preferências publicamente, mas a rejeição ao cenário polarizado que o Brasil enfrenta há anos é mais consensual.

    Para o empresário Antônio Carlos Pipponzi, que é hoje membro do conselho de administração do grupo RD Saúde, o radicalismo desanima.

    “Até aqui era notório que Tarcísio era o candidato preferido do empresariado, seja pela sua visão sobre a economia, seja pelo seu equilíbrio com relação ao extremismo que ainda toma conta das discussões políticas no país. Suas falas radicais arrefecem muito o entusiasmo da linha mais equilibrada da ala empresarial, que coloca a manutenção do Estado de Direito com respeito à Constituição acima do direcionamento econômico. Ao mesmo tempo, as novas lideranças que estão se apresentando como pré-candidatos vão começar a ganhar tração, e poderemos ter surpresas na disputa final”, diz Pipponzi.

    Em discurso na manifestação do 7 de Setembro, neste domingo, na avenida Paulista, em São Paulo, Tarcísio chamou Moraes de tirano e afirmou que o STF está julgando “um crime que não existiu”, em referência ao julgamento da trama golpista.

    O empresário Fábio Barbosa, que foi presidente de Santander e da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e permanece em conselhos de várias companhias, afirma que compreende a lógica de Tarcísio ao buscar apoio e votos na direita bolsonarista. “Mas acho que errou muito, e desnecessariamente, na dose. E com isso pode perder o apoio do centro e moderados de direita. Preocupa, pois era, ou é, visto como um bom nome da direita”, afirma Barbosa.

    Nas últimas semanas, o governador vinha fazendo movimentos de aproximação ao empresariado, participando de eventos de bancos, associações setoriais e fóruns do agronegócio.

    O banqueiro Ricardo Lacerda, fundador da BR Partners, alerta que o eleitorado pode rejeitar os discursos extremados.

    “Estamos em uma fase do processo eleitoral na qual os candidatos falam para suas bases. Daí o discurso de pobres contra ricos do presidente Lula e a recente radicalização pró-Bolsonaro do governador Tarcísio. Mas eu acho que no decorrer do processo ambos buscarão mais o centro. Teremos uma disputa que será decidida por 2% ou 3% de eleitores de centro, então é preciso cuidado para não explodir pontes com esse grupo”, diz Lacerda.

    João Camargo, fundador do grupo de empresários Esfera, também faz ressalva à polarização. “A eleição ainda está a 13 meses de distância, e até lá muita coisa pode mudar. O processo democrático prevê que as convenções partidárias escolham os melhores representantes, tanto no campo progressista quanto no liberal. O essencial, acima de nomes ou polarizações, é que o Brasil tenha um verdadeiro plano de Estado, sólido, de longo prazo e capaz de guiar o país com estabilidade e visão”, diz Camargo.

    Para Lawrence Pih, que foi um dos primeiros empresários a apoiar o PT nos anos 1980 e também um dos primeiros a criticar o governo Dilma Rousseff publicamente, Tarcísio se mostra como um “ente político de criação de Bolsonaro, que não existe como político pensante próprio”, e a imagem do governador como um “Bolsonaro light” é uma ficção.

    “Ele diz que não confia na Justiça e, se eleito presidente, irá indultar o golpista Bolsonaro como primeiro ato de governo. Tarcísio não mede esforço para viabilizar o projeto da anistia ampla para livrar Bolsonaro do golpe de estado que arquitetou, mesmo afrontando as mais sagradas instituições do país. Na realidade Tarcísio está convicto de que Bolsonaro continuará inelegível e prepara terreno para seguir os passos do mentor”, afirma Pih.

    Nas listas de possíveis nomes citados por empresários para as eleições de 2026, também aparecem os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).

    Empresários criticam radicalização de Tarcísio e dizem que ele 'pode perder apoio'

  • 3° dia de julgamento da trama golpista tem referência a máfia, ao Mickey e a noite de 7/9 no STF

    3° dia de julgamento da trama golpista tem referência a máfia, ao Mickey e a noite de 7/9 no STF

    Moraes fez comparações da conduta de Bolsonaro com a máfia, e Dino fez referências ao personagem Mickey ao abordar as sanções do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos integrantes da corte

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O terceiro dia do julgamento da trama golpista pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça-feira (9), foi repleto de ironia e de analogias feitas por Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Em algumas vezes, os votos foram interrompidos por brincadeiras entre os dois ministros.

    Eles fizeram uso de comparações e diferentes referências ao longo das manifestações dadas para condenar Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do núcleo central do caso. As manifestações foram consideradas duras e não houve voto pela absolvição de qualquer um dos envolvidos.

    Na fundamentação das posições, Moraes fez comparações da conduta de Bolsonaro com a máfia, e Dino fez referências ao personagem Mickey ao abordar as sanções do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos integrantes da corte.

    O relator do caso comparou o ex-presidente a um chefão da máfia por ter saído do país quando seus apoiadores atacaram as sedes dos Poderes em 8 de janeiro de 2023. De acordo com o ministro, isso não afasta Bolsonaro da liderança do movimento.

    Qual é o melhor disfarce para um líder de organização criminosa para efetivar o golpe, que não conseguiu durante esse período todo, do que viajar para o exterior? ‘Eu não estava lá’”, disse Moraes. “Obviamente, quando o soldado da máfia comete um crime a mando do capo da máfia, ele não está lá, o chefe da organização criminosa. Mas responde porque ele determinou”, disse.

    Ao ler as anotações de Alexandre Ramagem, ex-diretor de Abin (Agência Brasileira de Inteligência) sob Bolsonaro, com ataques às urnas eletrônicas e enviadas ao ex-presidente, a comparação foi com o crime organizado brasileiro: “Isso não é uma mensagem de um delinquente do PCC para outro, é uma mensagem do diretor da Abin para o então presidente da República.

    Moraes optou por apresentar seu voto de forma cronológica, para reforçar a existência de uma organização criminosa que atuou pela manutenção de Bolsonaro no poder, e chegou a citar réus de núcleos da trama golpista cujos julgamentos ainda não foram realizados.

    Num momento, disse não ser crível que o general Mario Fernandes teria feito “barquinho de papel” com a impressão do plano Punhal Verde e Amarelo, que previa assassinatos de autoridades.

    Segundo as investigações, Fernandes imprimiu o planejamento dos assassinatos em 9 de novembro de 2022 no Palácio do Planalto. Cerca de 40 minutos depois ele teria ido até o Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência então ocupada por Bolsonaro.

    “Não é crível, não é razoável que Mario Fernandes imprimiu e se dirigiu ao Palácio da Alvorada, onde lá estava o presidente, ficou 1h06 e fez barquinho de papel com a impressão. Isso é ridicularizar a inteligência do tribunal”, disse.

    Moraes também tratou de forma jocosa as menções a ele e a outros ministros feitas por Jair Bolsonaro na reunião ministerial de 2022.

    Ao ler citação feita por Bolsonaro sobre os ministros na ocasião -“Este cidadão que está aqui é um marxista, advogado do MST”-, Moraes faz a ressalva: “Não sou eu, ministro Flávio [Dino], a referência aqui é ao ministro [Edson] Fachin”.

    Ele continua a reproduzir as falas de Bolsonaro: “O Alexandre de Moraes vocês sabem qual é a vida pregressa dele”, lê Moraes, fazendo um gesto de dúvida.

    O ministro diz também que “indagado no interrogatório judicial, na 42ª pergunta que esse magistrado fez após os advogados terem feito 14 perguntas, se desculpou, disse que era o jeito dele, que não tinha nenhuma prova. A menção ao número de perguntas também é uma piada sobre a defesa do general Augusto Heleno, que o chamou de “juiz inquisidor”.

    Já Flávio Dino, ao votar, reforçou que a intenção dos envolvidos na tentativa de golpe após a derrota eleitoral de Bolsonaro não era pacifista.

    Como exemplo, ele usou o nome do plano que envolvia a morte de autoridades. “O nome do plano não era Bíblia Verde e Amarela, era Punhal Verde e Amarelo”, disse.

    O ministro também relembrou a manifestação de 7 de setembro de 2021, em que Bolsonaro ameaçou o STF, e perguntou a Luiz Fux se ele havia de fato dormido no tribunal, como comentado.

    “Ministro Fux, apesar da nossa ótima relação pessoal, eu nunca perguntei se procede a narrativa segundo a qual vossa excelência dormiu naquela noite na presidência”, perguntou Dino.

    “Eu compareci ao tribunal porque tinha 150 mil pessoas na Praça dos Três Poderes e não aconteceu absolutamente nada”, respondeu Fux, presidente da corte à época. “Com a graça de Deus”, emendou Dino.

    O julgamento teve seu momento de maior tensão quando Luiz Fux se queixou de uma manifestação de Dino durante o voto de Moraes.

    “Conforme nós conversamos naquela sala aqui do lado, os ministros votariam direto sem intervenção de outros colegas, muito embora foi própria essa intervenção do ministro Flávio Dino. Mas eu gostaria de cumprir aquilo que nós combinamos no momento em que eu votar”, disse Fux.

    Dino comentava o fato de as decisões monocráticas nos tribunais passarem por referendo do plenário. O presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, afirmou que, no caso, Moraes havia concedido o aparte a Dino. Fux respondeu: “mas eu não vou conceder”.

    Por fim, Dino rebateu: “Eu o tranquilizo, ministro Fux, porque não pedirei de vossa excelência, pode dormir em paz”.

    Em resposta aos ataques de Trump ao Brasil e aos ministros, Dino também soltou: “Eu me espanto com alguém imaginar que alguém chega ao Supremo e vá se intimidar com tuíte. Será que as pessoas acreditam que um tuíte de uma autoridade, de um governo estrangeiro, vai mudar o julgamento do Supremo? Será que alguém imagina que um cartão de crédito ou o Mickey vai mudar o julgamento?”.

    3° dia de julgamento da trama golpista tem referência a máfia, ao Mickey e a noite de 7/9 no STF

  • Brasil abre mercado para produto agropecuário na Argentina e no Paraguai

    Brasil abre mercado para produto agropecuário na Argentina e no Paraguai

    Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para a Argentina, com destaque para produtos agroflorestais, cacau e café

    O governo brasileiro e o governo da Argentina concluíram negociação sanitária para que o Brasil exporte ovos em pó para alimentação animal, matérias-primas de suínos e miúdos suínos “in natura” para aquele país. As informações estão em comunicado do Ministério da Agricultura e Pecuária.

    Segundo o ministério, as novas aberturas de mercado fortalecem a integração comercial entre Brasil e Argentina, principais parceiros no âmbito do Mercosul.

    Com mais de 45 milhões de habitantes, a Argentina tem um mercado de produtos “pet” em expansão, com demanda crescente por produtos voltados para a indústria de nutrição animal. No caso da cadeia suinícola, o setor produtivo nacional terá novas oportunidades de negócio para cortes menos consumidos no mercado doméstico.

    Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para a Argentina, com destaque para produtos agroflorestais, cacau e café.

    O resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    Paraguai

    O governo brasileiro e o governo do Paraguai também concluíram negociação fitossanitária para que o Brasil exporte chia em grãos para aquele país.

    Essa abertura de mercado representa uma oportunidade de negócios para pequenos e médios produtores rurais que se dedicam à produção de chia como fonte de renda, principalmente nos Estados do Centro-Oeste, no oeste paranaense e noroeste do Rio Grande do Sul.

    Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 963 milhões em produtos agropecuários para o Paraguai.

    Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 426 aberturas de mercado desde o início de 2023. O resultado é fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e o MRE.

    Brasil abre mercado para produto agropecuário na Argentina e no Paraguai

  • Preço do etanol sobe em 13 Estados, cai em 9 e fica estável em 4 e no DF na semana, diz ANP

    Preço do etanol sobe em 13 Estados, cai em 9 e fica estável em 4 e no DF na semana, diz ANP

    O preço médio do etanol subiu 0,96% na comparação com a semana anterior, de R$ 4,15 para R$ 4,19 o litro, nos postos pesquisados

    Os preços médios do etanol hidratado subiram em 13 Estados, caíram em 9 e ficaram estáveis em 4 e no Distrito Federal, na semana de 31 de agosto a 6 de setembro. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela Agência em todo o País, o preço médio do etanol subiu 0,96% na comparação com a semana anterior, de R$ 4,15 para R$ 4,19 o litro.

    Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,01% na comparação semanal, de R$ 3,98 para R$ 4,02 o litro. A maior queda porcentual na semana, de 11,02%, foi registrada no Acre. A maior alta no período, em Goiás, foi de 2,79%.

    O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,19 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,85, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,49 o litro.

    Preço do etanol sobe em 13 Estados, cai em 9 e fica estável em 4 e no DF na semana, diz ANP

  • Moraes rebate acusação de que seria relator de crime contra si mesmo

    Moraes rebate acusação de que seria relator de crime contra si mesmo

    A relatoria do ministro foi questionada por várias das defesas dos réus sob o argumento de que ele não seria imparcial para julgar um caso em que seria potencial vítima

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes rebateu acusações de que seria suspeito para julgar caso da trama golpista de 2022 por ter sido um dos alvos de ações para matar autoridades identificadas no Punhal Verde e Amarelo. Segundo ele, não há processo por tentativa de homicídio. A relatoria do ministro foi questionada por várias das defesas dos réus sob o argumento de que ele não seria imparcial para julgar um caso em que seria potencial vítima.

    “É mais um ato executório dos crimes imputados pela PGR, ou seja, demonstrando que a organização criminosa, em unidade de desígnios, com divisão de tarefas, hierarquizado, com liderança de Jair Bolsonaro, pretendia impedir que o presidente eleito tomasse posse. A vítima é o Estado brasileiro”, disse.

    O ministro afirmou ainda que magistrados não se tornam suspeitos ou impedidos por ameaças, coações ou mesmo agressões no curso do processo.

    “Seria muito fácil escolherem os juízes. Ora, o Código de Processo Penal é claro: qualquer fato superveniente ligado ao processo que tentar obstruir a Justiça não é causa de suspeição e impedimento. Aqui não há nenhuma investigação de homicídio, mas sim de ações de monitoramento, isso é ato executório, ações de utilização de forças especiais para golpe de Estado, é ato executório em relação a golpe de Estado e isso está totalmente demonstrado.”

    Moraes também afirmou que está provado que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu com os chefes das Forças Armadas para discutir a viabilidade de um golpe de Estado após a derrota nas eleições presidenciais para Lula (PT).

    A afirmação de Moraes é uma resposta às reclamações das defesas de que a investigação da Polícia Federal não encontrou as minutas citadas pelo delator Mauro Cid.

    “Não há nenhuma dúvida da ocorrência de reuniões do réu Jair Messias Bolsonaro com comandantes das Forças Armadas, entre outras pessoas, para discutir a quebra da normalidade constitucional”, disse.

    Moraes rebate acusação de que seria relator de crime contra si mesmo

  • Aprovados em lista de espera no CNU devem manifestar interesse até dia 18

    Aprovados em lista de espera no CNU devem manifestar interesse até dia 18

    O prazo começou nesta terça (9) às 10h e se encerra às 23h59 da próxima quinta-feira (18)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Candidatos aprovados em lista de espera na primeira edição do CNU (Concurso Nacional Unificado) devem manifestar interesse em continuar concorrendo aos cargos até as 23h59 da próxima quinta-feira (18). O prazo começou nesta terça (9) às 10h.

    A confirmação deverá ser feita no site ou aplicativo Sougov.br, em cada um dos cargos disponíveis. É preciso ter uma conta prata ou ouro no portal Gov.br para acessar (veja aqui como aumentar o nível da conta). Durante o prazo previsto no edital, é possível mudar a escolha quantas vezes quiser.

    Não há limite de cargos, ou seja, os aprovados poderão marcar que desejam continuar concorrendo a todos nos quais estejam em lista de espera.

    É preciso confirmar que tem interesse para continuar na lista de espera daquele cargo e futuramente, caso surjam novas vagas, conseguir ser chamado para nomeação e posse. Ou seja, essa etapa não garante que o candidato será chamado, apenas que permanecerá habilitado.

    O candidato que perder o prazo será eliminado de todos os cargos, inclusive das possíveis contratações temporárias.

    COMO MANIFESTAR INTERESSE NOS CARGOS?

    1 – Veja em quais cargos foi aprovado em lista de espera no link https://cpnu.cesgranrio.org.br/login
    2 – Acesse o site www.gov.br/sougov ou baixe o aplicativo para Android ou iOS (É preciso ter conta Gov.br nível prata ou ouro)
    3 – Acesse a área de confirmação de interesse, leia o edital e clique em “Iniciar”
    4 – Leia as orientações e clique em “Avançar”
    5 – Verifique seus dados cadastrais e, se necessário, atualize seu endereço, telefone ou email (esses dados serão utilizados para contato em caso de convocação para nomeação)
    6 – Em cada um dos cargos disponíveis, selecione “Editar”
    7 – Se deseja continuar disputando a vaga ou ainda está em dúvida, marque “Tenho interesse”
    8 – Se já tem certeza de que não vai assumir a vaga, marque “Sem interesse”
    9 – Repita o processo com cada um dos cargos aos quais está habilitado
    10 – Revise e confirme seus dados e assinale a declaração de conferência
    O resultado das novas listas de espera alteradas com base nas respostas das manifestações de interesse será divulgado até o dia 10 de outubro. Segundo o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), todos os candidatos aprovados em lista de espera serão informados por email.

    MGI TIRA DÚVIDAS EM LIVE

    Na próxima segunda-feira (15), às 16h, o MGI realizará um tira-dúvidas ao vivo em seu canal do YouTube. As dúvidas poderão ser enviadas previamente pelo perfil da pasta no Instagram.

    Além da live, dúvidas podem ser encaminhadas pela Central Sipec, após a realização de um cadastro, no ícone do CNU.

    Aprovados em lista de espera no CNU devem manifestar interesse até dia 18

  • Dino acompanha Moraes e vota pela condenação de Bolsonaro pela trama golpista

    Dino acompanha Moraes e vota pela condenação de Bolsonaro pela trama golpista

    Dino disse durante voto que “não há dúvidas” de que Bolsonaro e o ex-ministro Walter Braga Netto ocuparam posição de destaque na organização criminosa

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou nesta terça-feira (9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus da trama golpista. É o segundo voto da Primeira Turma do tribunal contra a tentativa de golpe de Estado.

    Dino disse que “não há dúvidas” de que Bolsonaro e o ex-ministro Walter Braga Netto ocuparam posição de destaque na organização criminosa. “[Eles] Tinham domínio de todos os eventos narrados nos autos”, completou.

    O ministro apresentou ressalva em relação aos ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira e o ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem -contra quem, segundo Dino, há menos provas sobre a participação nos meses finais do governo Bolsonaro. O ministro defendeu a condenação deles, mas que seja ressalvada a “participação de menor importância” quando for definido o tamanho da pena.

    O julgamento será retomado nesta quarta-feira (10), às 9h.

    No início de seu voto, Dino destacou que o Supremo decidiu pela impossibilidade de perdão para crimes contra o Estado Democrático de Direito ao derrubar o indulto concedido por Bolsonaro ao ex-deputado Daniel Silveira (à época no PTB-RJ).

    “Esses tipos penais são insuscetíveis de anistia, de modo inequívoco. Nós tivemos já muitas anistias no Brasil. Certas ou não, não somos um tribunal da história, somos tribunal do direito positivo dos fatos concretos existente. Mas é certo que jamais houve anistia em proveito de quem exercia o poder dominante”, afirmou.

    O ministro leu trechos dos votos de Luiz Fux e de Dias Toffoli sobre o caso Daniel Silveira. “Esses crimes já foram declarados pelo plenário do STF como insuscetíveis de indulto e anistia, e essas condutas políticas não podem receber extinção da punibilidade”, completou.

    Ele também se posicionou de forma contrária à tese de que o crime de golpe de Estado deveria absorver a abolição do Estado Democrático de Direito. Ele diz que os dois são crimes diferentes.

    “E se, por hipótese, os já condenados pelo tribunal tivessem invadido somente o Palácio do Planalto? Não foi isso que aconteceu. Era uma incursão sobre o Estado Democrático de Direito -por isso não havia crime-meio e crime-fim, mas sim duas condutas com desvalor que merecem ser mensurados porque não há irrelevantes penais que devem ser sugados por um crime que absorva”, completou.

    A declaração foi dada durante o voto de Dino no julgamento de Bolsonaro e outros sete réus pela trama golpista de 2022. O ministro destacou que o processo sobre a tentativa de golpe de Estado não serve para julgar as Forças Armadas e destacou a função dos militares na soberania nacional.

    “Mas, lembremos, a função preventiva do direito penal também incide no caso. Não é normal que a cada 20 anos […] nós tenhamos eventos de tentativa ou de ruptura do tecido constitucional”, disse Dino.

    “Então creio que, para muito além do julgamento criminal que nos cabe, não há dúvida que as considerações que constam na denúncia e nas defesas, no julgamento, devem se prestar a uma reflexão do conjunto de instituições de Estado para que elas se mantenham isentas e apartidárias. Não só as Forças Armadas, mas todas as instituições de Estado”, completou.

    Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação do ex-presidente e dos demais sete réus pela trama golpista.

    São eles Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI); Mauro Cid (ex-chefe da Ajudância de Ordens, que também é delator), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil).

    O voto de Moraes é pela condenação de todos os cinco crimes pelos quais os réus foram acusados pela PGR (Procuradoria-Geral da República): organização criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.

    Relator do caso,o ministro votou para condenar Bolsonaro por liderar a trama golpista e os demais réus da ação por envolvimento com o plano. Moraes marcou a leitura do seu voto com referências frequentes a Dino, que é o ministro na Primeira Turma com visões mais próximas das suas em relação ao julgamento da trama golpista.

    Os réus “praticaram todas as infrações penais imputadas pela Procuradoria-Geral da República”, disse Moraes em seu voto de cerca de 5 horas.

    “Jair Bolsonaro exerceu o papel de líder da organização criminosa, utilizando-se da estrutura do Estado brasileiro para implementação do projeto autoritário de poder”, declarou o relator.

    Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o início de agosto, quando investigadores e o tribunal identificaram o que seria um risco de fuga.

    Dino acompanha Moraes e vota pela condenação de Bolsonaro pela trama golpista

  • Reunião com embaixadores foi transmitida para propagar desinformação, diz Moraes

    Reunião com embaixadores foi transmitida para propagar desinformação, diz Moraes

    A reunião em questão foi pivô da condenação de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que resultou na inelegibilidade do ex-chefe do Executivo

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira, 9, que a reunião em que o ex-presidente Jair Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas diante de embaixadores “talvez entre para a história como um dos momentos de maior entreguismo nacional”. A reunião em questão foi pivô da condenação de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que resultou na inelegibilidade do ex-chefe do Executivo.

    O ministro ainda completou a reflexão sobre o “entreguismo nacional”, alfinetando a articulação de bolsonaristas junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: “Na verdade, os últimos acontecimentos demonstram que essa reunião foi só preparatória para uma tentativa de retorno à condição de colônia brasileira, somente não mais de Portugal”.

    Moraes ponderou que a reunião com embaixadores foi transmitida para propagar desinformação em massa, juntando notícias, vídeos e fotos fraudulentas “para deslegitimar não só o Poder Judiciário e a Justiça Eleitoral, agora perante diversos embaixadores, mas também para já preparar o descrédito no resultado das eleições, sempre dentro daquele intuito desse grupo político de se perpetuar no poder independentemente do resultado das eleições”, disse.

    O relator ainda contestou as alegações, em interrogatório, de Bolsonaro de que outros presidentes também se reuniam com embaixadores. “É óbvio. Não há ilegalidade na reunião. Não há ilegalidade em se reunir com embaixadores. A ilegalidade está no conteúdo da reunião. Mais um ato executório, atentando contra a democracia, o estado democrático de direito, atentando contra o Poder Judiciário. E o Tribunal Superior Eleitoral reconheceu isso, julgando procedente a ação de investigação judicial eleitoral”, afirmou.

    Reunião com embaixadores foi transmitida para propagar desinformação, diz Moraes