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  • Brasil inicia processo de resposta a tarifas dos EUA

    Brasil inicia processo de resposta a tarifas dos EUA

    O governo brasileiro avalia adotar medidas de reciprocidade após os EUA imporem tarifas extras de 50% sobre importações do país. A Camex tem 30 dias para analisar o caso, enquanto a diplomacia busca manter aberto o diálogo com a administração Trump

    O governo brasileiro autorizou o início de consultas para avaliar a aplicação da lei da reciprocidade em resposta à tarifa adicional de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre grande parte das importações brasileiras, segundo fontes diplomáticas. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi notificada nesta quinta-feira (28) e terá 30 dias para analisar se as medidas norte-americanas se enquadram na legislação, informou a agência EFE.

    Em vigor desde julho, a lei da reciprocidade estabelece mecanismos de proteção econômica diante de barreiras unilaterais de parceiros comerciais que prejudiquem as exportações do Brasil. Caso a Camex considere procedente, será criado um grupo de trabalho para sugerir contramedidas em bens, serviços ou propriedade intelectual.

    O Ministério das Relações Exteriores notificará formalmente os Estados Unidos ainda hoje, e Washington poderá se manifestar durante o processo de investigação da Camex. Apesar da medida, fontes da diplomacia brasileira ressaltam que o canal de negociação segue aberto para discutir as tarifas, em vigor desde 6 de agosto.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, justificou a decisão alegando motivos políticos, incluindo o que chamou de perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que responde no Supremo Tribunal Federal a um processo relacionado a tentativa de golpe de Estado.

    Desde o anúncio, integrantes do governo brasileiro tentam abrir diálogo com a administração Trump para negociar as sanções, mas sem avanços até o momento. Paralelamente, o Brasil já havia recorrido à Organização Mundial do Comércio e contratou um escritório de advocacia nos EUA para defender seus interesses.

    Brasil inicia processo de resposta a tarifas dos EUA

  • Gabinetes da base de Tarcísio na Alesp têm elo político com investigados pela PF

    Gabinetes da base de Tarcísio na Alesp têm elo político com investigados pela PF

    Investigação da Polícia Federal sobre corrupção e lavagem de dinheiro em São Bernardo do Campo alcança gabinetes de deputados aliados de Tarcísio de Freitas na Alesp. Parentes e assessores próximos do prefeito afastado Marcelo Lima ocuparam cargos estratégicos, levantando suspeitas sobre influência política e uso da estrutura pública

    (CBS NEWS) – Gabinetes de deputados da base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) abrigaram parentes e aliados do prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), afastado do cargo por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na cidade.
    Em dois casos, segundo a investigação da Polícia Federal, o próprio prefeito negociou diretamente as contratações.

    No mesmo dia em que a PF deflagrou a operação que teve Lima como alvo, no dia 14 de agosto, Larissa Souza, filha mais velha dele, foi nomeada assessora no gabinete da deputada estadual Carla Morando (PSDB) na Alesp.

    Além dela, a Assembleia já teve em seu quadro de funcionários a mulher do prefeito, Rosângela Lima, e outros dois investigados: Paulo Iran, apontado como principal operador do esquema, e Roque Araújo Neto, suspeito de ter recebido R$ 390 mil em propina.

    A reportagem apurou que a mulher de Paulo Iran, Karina Luz de Queiroz, foi assessora da Prefeitura de São Bernardo até o ano passado. Segundo a PF, Iran utilizou a conta dela para efetuar diversos pagamentos no esquema, no qual servidores públicos cobravam e pagavam empresas contratadas pelo município com dinheiro vivo.

    Larissa, Rosângela, Iran e Roque foram divididos em dois gabinetes da Alesp: o de Carla Morando e o do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL), ambos integrantes da base de Tarcísio na Casa e assíduos nas agendas do governador, com quem possuem diversas fotos e vídeos nas redes sociais.

    Procurada, a assessoria do governo Tarcísio afirmou que “não cabe ao poder Executivo interferência na nomeação de servidores escolhidos para gabinetes de deputados eleitos pela população.”

    Carla Morando é mulher do ex-prefeito de São Bernardo Orlando Morando, atual secretário municipal de Segurança Urbana de São Paulo na gestão Ricardo Nunes (MDB). Lima foi o vice de Morando na prefeitura entre 2017 e 2022 e, durante as eleições de 2022, elegeu-se deputado federal em campanha conjunta com Carla, eleita deputada estadual. O casal apoiou Lima durante o segundo turno da eleição municipal de 2024.

    Funcionária da Alesp desde abril de 2019, Larissa Souza trabalhava na liderança do PSDB até a PF deflagrar a operação envolvendo seu pai. Deputados e assessores disseram à reportagem que o partido chegou a debater a exoneração de Larissa para não correr o risco de se envolver no caso, mas que optou por encaminhá-la ao gabinete de Carla. Seu salário bruto mensal é de R$ 10,2 mil.

    A família Morando possui bastante influência sobre as decisões tucanas na Alesp, já que Orlando foi filiado à sigla por quase 20 anos.

    Em nota, a assessoria de imprensa da deputada disse que a contratação ocorreu dentro dos padrões legais e que a funcionária cumpre regularmente a carga horária, sem ter qualquer conduta questionada. “Além disso, até o momento, não existe nenhuma relação entre a funcionária e a investigação do esquema de corrupção, em São Bernardo”, diz o texto.

    Carla também teve em seu quadro de funcionários Roque Araújo Neto, investigado por supostamente receber propina de Paulo Iran no esquema. Neto foi exonerado no dia seguinte à operação da PF. A deputada alega que a exoneração foi feita assim que soube da investigação.

    A defesa de Roque aponta erro de identificação e diz que o servidor da Alesp exonerado não é a pessoa envolvida nos esquemas e que o celular apontado no inquérito não é o dele.

    NEGOCIAÇÕES DO PREFEITO

    Mensagens coletadas pela PF mostram Lima negociando os cargos de sua esposa e de Paulo Iran na Alesp em 2022. Lima mostrou a Iran uma conversa com uma pessoa identificada apenas como “Frajola” o orientando a procurar a sala onde fica o gabinete do deputado.

    A reportagem apurou que Frajola é José Roberto Venancio de Souza, conhecido como Roberto Frajola, que era então assessor de Moraes na Alesp. Atualmente, Frajola é vereador de Ilha Comprida, no litoral sul paulista, pelo PP. Segundo auxiliares de Lima, Frajola foi uma pessoa ativa nos bastidores de sua campanha no ano passado.

    Após receber a mensagem de Lima, na manhã do dia 2 de setembro de 2022, Iran respondeu: “Ok. Já vou combinar com a Zana [como é conhecida Rosângela]”. No mesmo dia, Iran e Rosângela foram nomeados no gabinete de Moraes.

    Rosângela foi assistente parlamentar de Moraes até novembro de 2024. Na ocasião, ela recebia um salário mensal bruto no valor de R$ 10,2 mil. Nas redes sociais, nunca fez menção ao cargo ou mesmo incluiu registros de sua rotina na Alesp. Durante a campanha do marido à prefeitura, no ano passado, esteve presente em quase todas as agendas, inclusive em horários nos quais supostamente estaria em expediente.

    Já Iran, que até junho recebia um salário bruto mensal de R$ 8,4 mil, foi exonerado em 15 de agosto, um dia após a operação da PF. Procurado, Moraes respondeu, por meio de sua assessoria, que o exonerou quando soube da investigação.

    Em nota, o deputado afirmou que ambas as contratações foram feitas “dentro dos trâmites legais e administrativos” e que tanto Rosângela quanto Iran atuavam em funções externas na região do ABC paulista.

    “A sra. Rosângela Lima teve seu vínculo encerrado antes do início das investigações que vieram a público. No caso do sr. Paulo Iran, o deputado determinou sua exoneração imediata assim que tomou conhecimento das suspeitas, por meio da imprensa”, diz o texto.

    A defesa de Iran não respondeu, assim como os assessores de Marcelo Lima e de Rosângela Lima.

    CARGO PARA MULHER DO OPERADOR

    A investigação teve início em julho de 2025, quando R$ 14 milhões em espécie (entre reais e dólares) foram encontrados por acaso, disseram os agentes no inquérito, na casa de Iran.

    O esquema também envolvia, ainda segundo a denúncia, o pagamento de diversas despesas pessoais do prefeito e de seus familiares. Entre os pagamentos, estavam as mensalidades da faculdade de medicina de Gabriele Fernandes, filha mais nova de Marcelo Lima e irmã de Larissa.

    Apontado como principal operador dos desvios, Iran enviava a Lima registros de pagamentos. Uma planilha datada de 17 de novembro de 2022, por exemplo, mostra anotações de transferências para “OM” e “ML”, sendo ML identificado pelos investigadores como Marcelo Lima -a outra sigla não foi identificada na apuração.

    Iran também efetuou pagamentos também por meio da conta de sua mulher, Karina Luz de Queiroz, segundo comprovantes resgatados pela PF.

    Queiroz foi assessora de governo na Secretaria de Serviços Urbanos de São Bernardo entre julho de 2021 e dezembro de 2024, durante a segunda gestão de Orlando Morando na cidade. O salário bruto mensal dela era de R$ 8,4 mil. Ela não foi localizada pela reportagem para responder sobre o caso.

    Em nota, a assessoria de Morando disse que Karina foi contratada por Marcelo Lima. Em 2021, além de vice, Lima também exerceu o cargo de secretário municipal de Serviços Urbanos até ser afastado do posto, em outubro daquele ano, sob suspeita de favorecimento em contratos sem licitação.

    A equipe de Morando acrescenta que “a servidora mencionada exerceu apenas funções técnicas, sem ocupar cargo de direção”.

    Gabinetes da base de Tarcísio na Alesp têm elo político com investigados pela PF

  • Brasil e México abrem mercados para novos produtos agrícolas

    Brasil e México abrem mercados para novos produtos agrícolas

    Brasil e México são as duas maiores economias da América Latina e possuem uma corrente de comércio que soma US$ 13,6 bilhões em 2024

    O vice-presidente Geraldo Alckmin, que é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, avaliou como positiva a visita oficial ao México, encerrada nesta quinta-feira (28), na Cidade do México, a capital do país. O último compromisso e ponto alto da viagem foi uma audiência com a presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional.  

    “Convidei a presidenta Claudia para a COP30, em Belém, no mês de novembro. Falamos de multilateralismo, fortalecimento da democracia, inclusão e combate à fome. Então, foi uma conversa muito proveitosa”, destacou Alckmin em uma entrevista coletiva pouco antes de embarcar de volta a Brasília.

    Brasil e México são as duas maiores economias da América Latina e possuem uma corrente de comércio que soma US$ 13,6 bilhões em 2024. 

    Um dos objetivos da viagem foi tentar ampliar negociações comerciais em setores estratégicos, como agronegócio e indústria. 

    Acompanhado por empresários, pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, o vice-presidente anunciou a assinatura acordos para abertura de novos mercados entre os países.

    “São três produtos que o Brasil abrirá o comércio: aspargos, pêssego e derivados de atum. E eles abrem o mercado para a farinha de ração animal para bovinos e suínos”, destacou.

    Pacote contra a inflação

    O governo brasileiro também solicitou ao México a continuidade dos incentivos do Pacote contra a Inflação e a Escassez, conhecido como Pacic, na sigla em espanhol, que facilita a compra alimentos pelo Brasil.

    “O México é o segundo destino da carne bovina brasileira. Solicitamos a continuidade do Pacic, e ele complementa a agropecuária mexicana. Eles têm uma exigência de que haja uma rastreabilidade individual [da carne]. Vamos cumprir, mas queremos que não se interrompa essa venda enquanto o Brasil caminha na rastreabilidade. O Brasil cumprirá na rastreabilidade, temos um cronograma”, observou.

    O vice-presidente comentou o avanço em conversas para a atualização do Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE 53) assinado com o México em 2002 e que trata da eliminação ou redução de tarifas de importação para um universo de aproximadamente 800 posições tarifárias.Também foram assinados acordos nas áreas de vigilância sanitária para a aprovação de novos fármacos e na área de pesquisa sobre arboviroses, que incluem troca de experiências no desenvolvimento de vacinas, como a da dengue, em que o Brasil está em estágio avançado.

    Venda do KC-390

    Outro destaque da agenda, segundo o vice-presidente, foi o avanço dos negócios da Embraer no México. A empresa brasileira fechou a venda de 20 aeronaves das famílias de jatos E190 e E195 para a companhia estatal Mexicana de Aviación, a maior do país.

    Segundo o vice-presidente, o governo também ofereceu a possibilidade de abrir negócios no setor militar, com a venda do cargueiro KC-390, também fabricado pela Embraer, uma aeronave multimissão com capacidade para transportar até 26 toneladas, realizar reabastecimento aéreo e atuar em missões como busca e salvamento e ajuda humanitária.

    “A Embraer está presente no México, tem aqui fábrica de componentes com mais de mil colaboradores”, destacou Alckmin. “Colocamos a pretensão de oferecer o cargueiro KC-390. Não foi resolvido, mas ficou o pleito brasileiro com todos os argumentos favoráveis”, finalizou. 

    Brasil e México abrem mercados para novos produtos agrícolas

  • Banco Genial renuncia à gestão de fundo investigado em operação contra o PCC

    Banco Genial renuncia à gestão de fundo investigado em operação contra o PCC

    Instituição financeira disse que não recebeu notificação sobre o caso e condenou ilações; Fundo Radford é apontado como destinatário de dinheiro retirado de usina apontado como sendo do PCC

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Administrador do Radford Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito Privado, citado como destino de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) nas investigações da Operação Carbono Oculto, o banco Genial disse que renunciou à prestação de todos os serviços do fundo até que o caso seja esclarecido pelas autoridades.

    De acordo com os levantamentos da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo, o fundo é citado em uma exceção de indisponibilidade de bens, sugerindo que a retirada de valores da Usina Itajobi, outra citada na operação, ocorreu por meio deste fundo.

    Sob gestão do grupo Mourad, a usina teria encaminhado R$ 100 milhões para o fundo Radford através do BK Instituição de Pagamento, uma fintech que atuaria como banco paralelo do PCC.

    Em nota divulgada no início da noite desta quinta, o banco Genial disse que tomou conhecimento da operação pela imprensa e que, até o momento, não recebeu notificação oficial sobre a existência de investigações diretas ou indiretas envolvendo a instituição.

    O Genial também explicou que o fundo Radford foi originalmente estruturado por outros prestadores de serviços e transferido ao banco em agosto de 2024.

    “Na ocasião, a instituição promoveu as devidas diligências, abrangendo o investidor exclusivo e os ativos que integravam a carteira. Desde então, o Fundo opera nos termos do seu regulamento”, disse o banco.

    O banco disse que, diante de menções negativas, e até que os fatos sejam esclarecidos, renunciou à prestação de todos os serviços do fundo.

    “O Banco Genial sempre conduziu suas atividades com base nos mais elevados padrões de governança corporativa, ética e compliance regulatório, em estrita observância à legislação e regulamentação aplicáveis”, disse em nota.

    A instituição bancária reiterou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e que repudia qualquer tipo de ilação apontando o envolvimento da instituição com os fatos veiculados pela imprensa.

    ENTENDA O CASO

    A fintech BK Instituição de Pagamento S.A., também conhecida como BK Bank, tornou-se um dos principais alvos da operação Carbono Oculto, deflagrada pela Receita Federal e pelo MP para desarticular uma suposta infiltração do PCC no setor de combustíveis e no sistema financeiro.

    Segundo a Receita Federal, a fintech atuaria como banco paralelo da organização e teria movimentado sozinha R$ 46 bilhões não rastreáveis de 2020 a 2024. Abarcando um período maior, a apuração da PF, por sua vez, afirma ter identificado R$ 68,9 milhões movimentados em contas na BK Bank entre janeiro de 2020 e agosto de 2025.

    A reportagem não localizou os responsáveis pela empresa até a publicação deste texto.

    Parte das transações, segundo os investigadores, envolveria diretamente a circulação de valores oriundos da venda clandestina de metanol desviado, inseridos no mercado formal por meio das chamadas “contas-bolsão” -mecanismo típico de fintechs que concentra depósitos de múltiplos clientes em uma única conta, dificultando o rastreamento da origem do dinheiro.

    Com sede em Barueri (SP), a fintech é apontada pelos investigadores como peça central na engrenagem de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial ligada ao desvio de metanol e à adulteração de combustíveis.

    A força-tarefa também investiga os ativos do Grupo Mourad, uma empresa atuante em toda a cadeia do setor de combustíveis -de usinas sucroalcooleiras a lojas de conveniência, entre elas a Usina Itajobi. Essa holding mantinha relações com membros conhecidos do PCC, segundo os investigadores, e é suspeita de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro, de acordo com pedido de busca de provas do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

    Pessoas associadas ao grupo Mourad, presidido por Mohamad Hussein Mourad, mantinham investimentos em fundos administrados por sete gestoras.

    No total, a Operação Carbono Oculto tem 350 alvos. É a maior operação desse tipo na história, segundo a Receita, mobilizou 1.400 agentes em oito estados numa megaoperação nesta quinta-feira (28) e busca desarticular a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e em instituições financeiras utilizadas como suporte dessa cadeia.

    Banco Genial renuncia à gestão de fundo investigado em operação contra o PCC

  • Gás gratuito: programa para baixa renda será lançado semana que vem

    Gás gratuito: programa para baixa renda será lançado semana que vem

    Gás do Povo substituirá o Gás para Todos e deve atender cerca de 17 milhões de famílias

    O governo federal anunciará, na semana que vem, o novo programa que garantirá gás de cozinha gratuito a famílias de baixa renda. O Gás do Povo substituirá o Gás para Todos e deve atender cerca de 17 milhões de famílias. A informação é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Record Minas, nesta quinta-feira (28).

    Lula cumpre agenda em Minas Gerais nesta sexta-feira (28), em Contagem e Montes Claros. “E na semana que vem eu volto a Belo Horizonte para ir no Aglomerado da Serra anunciar o programa chamado Gás do Povo. É um programa de financiamento de gás para as pessoas mais pobres do país, que não vão pagar mais pelo gás, vão receber o gás gratuitamente”, disse o presidente.

    Na entrevista, ele também antecipou alguns anúncios que fará amanhã em Contagem, na área de mobilidade urbana. São investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções: 31 propostas de R$ 9,6 bilhões e mais 70 propostas de renovação de frota para todo o país. 

    Além disso, será anunciada a expansão do metrô de Belo Horizonte a Contagem, com R$ 1 bilhão em investimentos. “O povo está esperando há muito tempo”, disse Lula sobre a obra.

    Ainda, haverá a assinatura de dois contratos com a prefeitura de Belo Horizonte, um no valor de R$ 456 milhões para a implantação de 64,3 quilômetros de faixas exclusivas para transporte coletivo e outro para a aquisição de 100 ônibus elétricos.

    Também em Contagem, Lula fará uma visita às obras da Avenida Maracanã e entregará o primeiro trecho da nova via.

    Gás gratuito: programa para baixa renda será lançado semana que vem

  • Julgamento de Bolsonaro põe crimes contra democracia sob discussão e consolida jurisprudência

    Julgamento de Bolsonaro põe crimes contra democracia sob discussão e consolida jurisprudência

    Novos na legislação, tipos penais foram testados com ações do 8 de Janeiro, mas ainda trazem dúvidas, dizem especialistas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Marcado para começar no próximo dia 2, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ajudar a consolidar a jurisprudência sobre crimes contra a democracia apreciados na ação penal no STF (Supremo Tribunal Federal).

    A PGR (Procuradoria-Geral da República) imputa ao político a liderança da trama golpista de 2022 e 2023. Entre os cinco crimes de que ele é acusado, dois entraram na legislação em 2021, incluídos pela lei 14.197, durante o governo do ex-presidente.

    Trata-se dos tipos penais de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado.

    Antes do processo da tentativa de golpe, eles foram discutidos apenas em um contexto, quando ministros do STF julgaram envolvidos nos ataques golpistas de 8 de Janeiro.

    Até 12 de agosto, a corte responsabilizou 1.190 pessoas pelo episódio. Desse total, 638 foram condenadas, 279 das quais por crimes graves contra a democracia.

    Os julgamentos ajudaram a construir a jurisprudência, mas os crimes novos na legislação ainda têm pontos a serem debatidos, na avaliação de especialistas ouvidos pela reportagem. Para eles, o julgamento do ex-presidente deve levantar discussões ainda não aprofundadas.

    A defesa de Bolsonaro se apoia na novidade dos tipos penais para procurar frestas a fim de livrar o político. Ela alega que o ex-presidente é inocente de todos os crimes a ele imputados.

    A principal linha dos advogados é a de que a ação do golpe julgada pela corte não se enquadra na tentativa descrita nos tipos penais. A defesa do político faz um comparativo com a legislação de outros países, como Alemanha e Estados Unidos, para sustentar que, ao contrário deles, o Brasil não prevê a punição de atos preparatórios dos crimes.

    Eles afirmam que a legislação brasileira vê a tentativa -descrita no tipo penal- como atrelada ao início da execução, que dependeria do emprego de violência ou grave ameaça.

    A defesa também argumenta que apenas dois fatos narrados pela PGR se aproximariam de tais requisitos: o plano para matar autoridades e o 8 de Janeiro, este último com maior destaque nas alegações finais entregue ao STF.
    Diz, entretanto, que não há provas que relacionem Bolsonaro aos episódios e que a inclusão do 8 de Janeiro na denúncia tem o objetivo de “trazer a violência que sempre se soube não existir” nas acusações.

    Além disso, os advogados do ex-presidente tentam normalizar outros eventos levantados pela PGR como parte da cronologia do golpe. Eles afirmam, por exemplo, que as minutas golpistas foram constitucionais.

    Argumentam também que, mesmo se identificados como ilegais, tais considerandos seriam apenas atos preparatórios, uma vez que não apresentariam os requisitos de violência ou grave ameaça que separariam essa etapa da fase de execução. Já as falas contra as urnas feitas pelo ex-presidente são encaradas como direito de opinião pela defesa.

    Também na tentativa de afastar o episódio dos crimes previstos na legislação, os advogados do político dizem que a violência ou grave ameaça previstas nos tipos penais precisam ser contra pessoa, não contra coisas ou instituições.

    “Ainda que se queira, por amor ao debate, entender suas falas [de Bolsonaro] como ataques aos Poderes constitucionais, estas não trazem a violência ou grave ameaça contra a pessoa. Os demais atos (como, por exemplo, o “Copa 2022″ [operação ligada ao plano para matar autoridades] e o 8 de Janeiro), já foi aqui demonstrado, ainda que se aproximem da violência prevista no tipo penal, não têm qualquer relação com alguma ação do ex-presidente e, pelo contrário, ocorreram em sentido diametralmente oposto às suas ações”, diz a defesa nas alegações finais.

    A PGR, por sua vez, trata o 8 de Janeiro como apogeu de uma série de eventos com o mesmo objetivo de impedir a posse do presidente Lula (PT). Ela fala de um iter criminis (trajetória do crime) distendido e iniciado com reuniões e declarações do ex-presidente intensificadas a partir de 2021.

    Nessa perspectiva, ações como o descrédito das urnas e a operação da Polícia Rodoviária Federal em dia de eleição já punham em marcha os crimes contra a democracia, passíveis de punição desde a tentativa.

    A PGR reforça que tais atos executórios foram documentados pela organização criminosa por meio de manuscritos, arquivos digitais, planilhas e trocas de mensagem “reveladores da marcha de ruptura da ordem democrática”.

    Assim, o golpe teria sido posto em marcha por meio de uma série de ações envolvendo o ex-presidente e só não foi finalizado por circunstâncias alheias a ele.

    A diferença de perspectiva entre acusação e defesa vai dar ao STF a oportunidade de pensar em questões ainda pendentes sobre os tipos penais, afirma Raquel Scalcon, professora da FGV Direito SP.

    Uma delas é justamente o objeto -pessoas, instituições ou a própria democracia- da violência e da grave ameaça citadas na lei.

    Outra questão levantada pela defesa de Bolsonaro é sobre não caber participação por instigação em crimes multitudinários. Ela alega que o ex-presidente não estava presente no 8 de Janeiro e que não é possível a instigação em crimes sem pessoas determinadas como alvo do incitador.

    De acordo com Ricardo Yamin, doutor em direito pela PUC-SP, a argumentação da defesa de Bolsonaro sobre crimes multitudinários é mera retórica em um caso difícil de afastar uma condenação.

    Yamin afirma que o julgamento do ex-presidente vai ajudar a elucidar dúvidas ainda pendentes, como a classificação dos atos em preparatórios ou executórios. “Há situações que, de fato, trazem alguma dúvida jurídica, como quando começam os atos executórios num crime que pune a tentativa, como é o caso de golpe de Estado”.

    Segundo Raquel Scalcon, o país também precisa enfrentar a inescapável reflexão sobre se a legislação atual captura adequadamente as formas contemporâneas de ascensão de regimes autoritários.

    “Finalizado esse julgamento e à luz da interpretação que o Supremo vai dar, acho que valeria a pena pensarmos se nós estamos capturando todas as fases [de ascensão de regimes autoritários]. Os tipos penais foram pensados há 4 anos. Parece pouco tempo, mas as coisas estão mudando muito rápido”, avalia a especialista, para quem talvez seja necessário debater a inserção de outros tipos penais na legislação após o julgamento do ex-presidente.

    CRIMES CONTRA A DEMOCRACIA NO JULGAMENTO DE BOLSONARO:

    Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
    Art. 359-L do Código Penal: Tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais:
    Pena – reclusão, de 4 a 8 anos, além da pena correspondente à violência.

    Golpe de Estado
    Art. 359-M do Código Penal: Tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído:
    Pena – reclusão, de 4 a 12 anos, além da pena correspondente à violência.

    Julgamento de Bolsonaro põe crimes contra democracia sob discussão e consolida jurisprudência

  • Receita: campanha contra fiscalização do Pix, de Nikolas, ajudou o PCC

    Receita: campanha contra fiscalização do Pix, de Nikolas, ajudou o PCC

    Nikolas Ferreira (PL-MG) fez campanha nas redes sociais contra fiscalização do Pix; o PCC expandiu o uso de instituições financeiras e fundos de investimento para impedir o rastreamento e lavar dinheiro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta quinta-feira (28) que a campanha contra a instrução normativa de fiscalização do Pix, que acabou com a derrubada da norma no início deste ano, ajudou o crime organizado.

    A afirmação foi feita durante entrevista coletiva sobre a operação Carbono Oculto, que mira empresas do setor de combustíveis e do mercado financeiro com suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

    A instrução normativa estendia o monitoramento do fisco aos novos membros do sistema financeiro -notadamente o Pix, entre os meios de transação, e fintechs e bancos digitais, entre as instituições.

    “Publicamos essa instrução em setembro do ano passado para valer em janeiro [de 2025]. O que aconteceu em janeiro, todos nós sabemos. A Receita Federal recebeu o maior ataque da história de mentiras, de fake news, dizendo mentirosamente que aquela instrução normativa tratava de tributação de meios de pagamento”, afirmou Barreirinhas.

    Um dos principais fatores para o cancelamento da norma pelo governo foi um vídeo crítico do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que hoje tem mais de 9 milhões de curtidas no Instagram.

    “As operações de hoje [quinta-feira] mostram quem ganhou com essa mentira, com essas fake news: o crime organizado. As operações mostram que, independentemente das intenções, as pessoas que espalharam aquelas fake news, aquelas mentiras no início do ano, ajudaram o crime organizado”, disse o secretário da Receita sem citar o parlamentar.

    O PCC expandiu o uso de instituições financeiras e fundos de investimento para impedir o rastreamento e lavar dinheiro. Segundo a Receita, mil estabelecimentos vinculados à facção movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

    A Receita Federal vê um processo de “bancarização do crime organizado”.

    As fintechs participantes do esquema colocariam recursos ilegais no mercado financeiro, onde se torna mais difícil questionar, uma vez investidos em fundos, se a origem é regular ou não.

    “Os antigos traficantes enterravam dinheiro e aquilo perdia valor porque era consumido pela umidade. Hoje [o crime organizado] ‘bancariza’ e coloca no mercado de capitais para render”, disse Maria Cecília Meng, superintendente da 8ª Região Fiscal da Receita, que engloba o estado de São Paulo.

    Ela analisa que o desafio é rastrear os investimentos para chegar aos destinatários finais porque as fintechs operam por meio de chamadas “contas bolsão” em bancos comerciais, sem informações sobre o titular do dinheiro.

    “Nós já temos esses dados. Essas operações são um novo início. Há um paraíso fiscal no Brasil formado por fintechs e fundos [de investimento]”, completa Maria Cecília.

    Um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto é a fintech BK Bank.

    Segundo a Receita Federal, a fintech seria o banco paralelo da organização e teria movimentado sozinha R$ 46 bilhões não rastreáveis de 2020 a 2024. Abarcando um período maior, a apuração da PF, por sua vez, afirma ter identificado R$ 68,9 milhões movimentados em contas na BK Bank entre janeiro de 2020 e agosto de 2025.

    A defesa da empresa não foi localizada.

    Receita: campanha contra fiscalização do Pix, de Nikolas, ajudou o PCC

  • Ibovespa atinge máxima histórica com megaoperação da PF e efeito Tarcísio em pesquisa

    Ibovespa atinge máxima histórica com megaoperação da PF e efeito Tarcísio em pesquisa

    No começo da tarde o dólar tinha queda 0,24%, cotado a R$ 5,402, com os investidores repercutindo números da economia dos Estados Unidos em busca de sinais sobre os próximos passos do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ibovespa registra alta nesta nesta quinta-feira (21), impulsionado por mais um dia de recuperação das ações de bancos brasileiros, pela alta dos papéis das distribuidoras de combustível após megaoperação da Polícia Federal contra PCC (Primeiro Comando da Capital) e pelo cenário eleitoral para as eleições do ano que vem.

    Às 14h03, a a Bolsa subia 1,83%, a 141.753 pontos -a caminho de fechar em uma nova máxima e após superar os 142 mil pontos nesta manhã pela primeira vez na história.

    Enquanto isso, o dólar tinha queda 0,24%, cotado a R$ 5,402, com os investidores repercutindo números da economia dos Estados Unidos em busca de sinais sobre os próximos passos do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA).

    Na cena doméstica, uma nova pesquisa divulgada nesta manhã apresentou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um cenário hipotético de segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

    O levantamento realizado pela Atlas/Intel indica Tarcísio marcando 48,4% contra 46,6% de Lula na disputa presidencial do ano que vem.

    Tarcísio é considerado o principal nome da centro-direita para concorrer à Presidência contra o petista em 2026 e é tratado como candidato por banqueiros e empresários.

    O mercado também acompanha as consequências da força-tarefa que atua para cumprir mandados de busca, apreensão e prisão em empresas do setor de combustíveis e do mercado financeiro nesta quinta. A operação mira mais de 350 alvos, pessoas físicas e jurídicas, que são utilizadas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital).

    Pelas estimativas dos investigadores, o conjunto de negócios que foi alvo da operação nesta quinta movimentou cerca de R$ 30 bilhões para o crime organizado. Os agentes têm mandados para bloquear R$ 1,4 bilhão.

    Como reflexo, as ações de distribuidoras de combustível subiram forte no começo desta tarde. Os papéis da Ultrapar (dona dos postos Ipiranga) subiam 7,31%, acompanhadas por altas de 5,66% e 5,01% nos papéis da Raízen e Vibra Energia (maior distribuidora de combustíveis do Brasil), respectivamente.

    Além do mercado financeiro e setor de combustíveis, a atuação de grupos de crime organizado também é investigada no mercado imobiliário, transporte público, clínicas odontológicas, entre outros.

    Na agenda internacional, dados econômicos estão no foco. Segundo o Departamento de Comércio dos EUA nesta quinta, o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos teve alta anualizada de 3,3% no segundo trimestre de 2025. A primeira leitura, divulgada há cerca de um mês, havia apontado avanço de 3%.

    Apesar dos números da economia americana mostrarem crescimento, analistas ainda projetam um corte de juros para setembro pelo Fed. Jerome Powell, presidente do BC americano, sinalizou um possível corte durante discurso na última sexta.

    Operadores precificam 84% de chance de uma redução de 0,25 ponto percentual em setembro, segundo dados da LSEG, com outro corte de mesma magnitude totalmente precificado até dezembro.

    O Fed vem mantendo a taxa de juros entre 4,25% e 4,5% desde dezembro do ano passado. Para os mercados de renda variável e de câmbio, cortes nos juros do Fed são uma boa notícia, já que costumam vir acompanhados de uma injeção de recursos de investidores egressos da renda fixa norte-americana. Quando os juros por lá caem, os rendimentos dos títulos ligados ao Tesouro dos Estados Unidos também caem.

    Os agentes também continuam monitorando os desdobramentos da demissão de Lisa Cook, do Fed. Segundo analistas, a tentativa de Trump demitir a diretora gera incertezas sobre a autonomia da autoridade monetária americana.

    Lisa é uma três diretoras do Fed com mandato que ultrapassa o período de governo de Trump, e foi uma das nove diretoras que votou pela manutenção da taxa de juros entre 4,25% e 4,5% na reunião realizada no fim de julho, decisão que irritou Trump.

    A diretora do Fed afirmou que a sua demissão não tem amparo legal e que também não vai renunciar ao posto.

    As tentativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de negociar a tarifa de 50% imposta por Washington sobre produtos brasileiros permanecem no radar dos investidores.

    Os canais de negociação entre os países continuam fechados e há um temor de que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado para a próxima semana, intensifique as tensões.

    Integrantes do governo Lula (PT) e do STF (Supremo Tribunal Federal) consideram real a possibilidade de Trump aplicar novas sanções econômicas contra o Brasil e outras restrições a autoridades do país com o julgamento de Bolsonaro.

    Segundo relatos de aliados que estiveram com o Bolsonaro nos últimos dias, ele considera uma condenação no processo da trama golpista de 2022 no STF (Supremo Tribunal Federal) como certa.

    Esses aliados também preveem uma condenação, mas esperam que a Primeira Turma do Supremo não aplique a pena máxima pelos crimes que devem ser imputados a Bolsonaro.

    Além disso, ministros do STF têm avaliado que uma prisão do ex-presidente Bolsonaro não deve ser cumprida em um quartel do Exército.

    A avaliação parte de uma leitura no Supremo de que uma possível detenção de Bolsonaro em área militar poderia precipitar movimentos de apoiadores do ex-presidente em área próxima ao QG do Exército -uma reedição dos acampamentos golpistas de 2022.

    Ibovespa atinge máxima histórica com megaoperação da PF e efeito Tarcísio em pesquisa

  • Lula exalta "maior operação contra o crime organizado da história"

    Lula exalta "maior operação contra o crime organizado da história"

    Presidente Lula destacou ações coordenadas envolvendo PF, Receita e MP

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta quinta-feira (28) a deflagração de uma série de operações policiais que investigam a atuação de grupos criminosos na cadeia produtiva de combustíveis para lavagem de dinheiro oriundo de facções do narcotráfico.

    “A população em todo o país assistiu hoje à maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui. Em atuações coordenadas que envolveram Polícia Federal, Receita Federal e Ministérios Públicos estaduais, foram deflagradas três operações simultâneas nos setores financeiro e de combustíveis, envolvendo 10 estados”, enumerou o presidente, em uma postagem nas redes sociais.

    Lula enalteceu o trabalho integrado, iniciado com a criação, no Ministério da Justiça, do Núcleo de Combate ao Crime Organizado. “Permitiu acompanhar toda a cadeia e atingir o núcleo financeiro que sustenta essas práticas”, observou o presidente. 

    “Nosso compromisso é proteger cidadãos e consumidores: cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal. Seguiremos atuando com coordenação e seriedade para dar segurança às pessoas e estabilidade à economia”, prosseguiu o presidente.

    Operações em andamento

    De acordo com a PF, as ações policiais em ao menos duas operações, embora distintas, objetivam desarticular “esquemas de lavagem de dinheiro, com grande impacto financeiro”. As investigações apuraram um sofisticado esquema que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.

    Estão sendo cumpridos, no âmbito da Operação Quasar, 12 mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo: na capital paulista e nas cidades de Campinas e Ribeirão Preto.

    A Justiça Federal autorizou o sequestro de fundos de investimento dos investigados, além do bloqueio de bens e valores até o limite de cerca de R$ 1,2 bilhão, valor correspondente às autuações fiscais já realizadas. Também foi determinado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

    Policiais federais também cumprem desde cedo mandados judiciais contra integrantes de uma das “maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado do Paraná”. Segundo a PF, a organização criminosa investigada na Operação Tank atuava desde 2019 e pode ter lavado pelo menos R$ 600 milhões. “Movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.”

    Os criminosos utilizavam diversos artifícios para ocultar a origem dos recursos. De acordo com as investigações, eles faziam uso de depósitos fracionados, que ultrapassaram R$ 594 milhões. Isso era feito por meio de “laranjas, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços”.

    O trabalho investigativo constatou também fraudes na comercialização de combustíveis, entre elas “adulteração de gasolina e a chamada ‘bomba baixa’, em que o volume abastecido é inferior ao indicado. Pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba estavam envolvidos nessas práticas”.

    Os agentes cumprem 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro. “Foram bloqueados bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando uma constrição patrimonial superior a R$ 1 bilhão.”

    Lula exalta "maior operação contra o crime organizado da história"

  • Lula chama Zema de 'falso humilde' e diz que governador não pagou dívida do estado

    Lula chama Zema de 'falso humilde' e diz que governador não pagou dívida do estado

    Frase foi repetida pelo presidente ao longo de entrevista concedida a jornal de Minas Gerais nesta quinta (28)

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) fez novas críticas nesta quinta-feira (28) ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) ao chamá-lo de “falso humilde” e criticar a postura do mineiro durante a entrevista concedida na última segunda (25) ao programa Roda Viva.

    “Não faço distinção a nenhum governador, nem ao de Santa Catarina, que me ataca todo dia, nem ao Zema que mente. Porque o Zema é um falso humilde. Quem quiser conhecer que assista ao Roda Viva”, disse o presidente em entrevista ao Balanço Geral de Minas Gerais.

    No programa, Zema tentou distanciar sua figura da do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao qual declarou apoio público nas eleições de 2018, mas também defendeu anistia para os crimes aos quais Bolsonaro responde na Justiça.

    “Quando ele aparece comendo uma banana com casca, poderia ter sido mais radical, comer um abacaxi com casca, uma jaca com casca. Seria muito melhor pra mostrar a bobagem que ele tentou passar pro povo. Ele é um falso humilde. Ele tenta vender uma humildade que ele não tem, ele tem um comportamento que não condiz com a necessidade de Minas Gerais”, completou.

    Lula citou ainda a dívida do estado, a qual acusa Zema de nunca ter pago, em contraponto a seu antecessor Fernando Pimentel (PT).

    “Oito anos [Zema] falando mal do Pimentel, sem explicar a verdade. Porque a verdade nua e crua é que o Pimentel teve que pagar dívida com o governo federal e ele até agora não pagou nada da dívida”, disse. “Pimentel pagava e ele não pagou.”

    Minas é o estado mais sabido politicamente e merecia um governador melhor que o Zema, um melhor mineiro, que no fosse um falso humilde e fosse mais verdadeiro. A Minas de Tiradentes, de Henfil, Frei Beto, de Dilma”, declarou.

    O estado de Minas Gerais é o segundo colégio eleitoral do país, no qual Lula venceu de forma acirrada nas eleições de 2022. Nesta sexta-feira (29) e na próxima semana, o presidente visita duas cidades do estado, como parte dos lançamentos do PAC Seleções.

    Na entrevista, Lula falou sobre as eleições de 2026, e disse acreditar que o pleito será polarizado.

    “Vai ser polarizada, porque no mundo inteiro uma eleição quando tem dois candidatos, vai ser polarizada. Não acho que vai ter espaço para uma terceira via, as pessoas vão ter que escolher um lado”, disse. “Agora quero saber se os outros vão ter a mesma saúde que eu.”

    Lula chama Zema de 'falso humilde' e diz que governador não pagou dívida do estado