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  • Embraer: Grupo Latam assina acordo para aquisição de até 74 aeronaves E195-E2

    Embraer: Grupo Latam assina acordo para aquisição de até 74 aeronaves E195-E2

    As entregas das 24 aeronaves começarão no segundo semestre de 2026, inicialmente para a Latam Airlines Brasil e, posteriormente, com potencial de incluir outras afiliadas do grupo. Segundo a companhia aérea, os pedidos fazem parte de um plano para expandir a conectividade na América do Sul

    A Embraer informou nesta segunda-feira (22) que a Latam Airlines Group e suas afiliadas assinaram um acordo para aquisição de até 74 aeronaves Embraer E195-E2, de corredor único. O pedido inclui 24 entregas firmes, avaliadas em US$ 2,1 bilhões (a preço de tabela) e 50 opções de compra.

    As entregas das 24 aeronaves começarão no segundo semestre de 2026, inicialmente para a Latam Airlines Brasil e, posteriormente, com potencial de incluir outras afiliadas do grupo. Segundo a companhia aérea, os pedidos fazem parte de um plano para expandir a conectividade na América do Sul.

    Segundo a Latam, a iniciativa reforça o investimento contínuo no fortalecimento das operações domésticas e regionais. A nova frota, destaca a empresa, aumentará a flexibilidade nos hubs do grupo, permitindo ao grupo atender novos destinos e ampliar as opções de viagem para seus clientes, informa.

    “Nos últimos quatro anos, o grupo LATAM tem se concentrado na expansão de sua malha aérea doméstica e regional”, destaca o CEO do Latam Airlines Group, Roberto Alvo, em nota. Já o presidente e CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirma que a eficiência da aeronave foi um dos motivos da escolha da Latam pelo modelo.

    Os E195-E2 integrarão a frota do grupo Latam, hoje composta por 362 aeronaves: 283 Airbus narrow-bodies, 3 Airbus wide-bodies em leasing de curto prazo, 56 Boeing wide-bodies e 20 cargueiros Boeing. Desde 2021, o grupo ampliou sua malha aérea de 129 para 160 destinos de passageiros – um aumento de 24%.

    Embraer: Grupo Latam assina acordo para aquisição de até 74 aeronaves E195-E2

  • Governo dos EUA impõe Lei Magnitsky a mulher de Alexandre de Moraes

    Governo dos EUA impõe Lei Magnitsky a mulher de Alexandre de Moraes

    As sanções ampliam o alcance da Lei Magnitsky e agora atingem também a mulher de Alexandre de Moraes e o instituto ligado à família do ministro, bloqueando bens nos EUA e proibindo a entrada no país

    O governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, impôs as sanções da Lei Magnitsky à advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal TF Alexandre de Moraes, e ao instituto Lex, ligado à família do ministro. A lei já atinge Moraes desde 30 de julho.

    A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro norte-americano.

    A Lei Magnitsky é um mecanismo previsto na legislação estadunidense usado para punir unilateralmente supostos violadores de direitos humanos no exterior. Entre outros pontos, a medida bloqueia bens e empresas dos alvos da sanção nos EUA.

    Entre as sanções previstas estão o bloqueio de contas bancárias, de bens e interesses em bens dentro da jurisdição em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país.

     

    Governo dos EUA impõe Lei Magnitsky a mulher de Alexandre de Moraes

  • Flávio Dino pede vista e suspende julgamento da aposentadoria por invalidez do INSS no STF

    Flávio Dino pede vista e suspende julgamento da aposentadoria por invalidez do INSS no STF

    O ChatGPT disse:

    O STF analisa se a regra da reforma da Previdência de 2019, que reduziu o valor da aposentadoria por invalidez para 60% da média salarial mais 2% por ano extra de contribuição, é constitucional. A decisão pode redefinir benefícios de milhares de segurados

    (FOLHAPRESS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, pediu vista -mais tempo para análise- do processo que discute o cálculo da aposentadoria por invalidez do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) após a reforma da Previdência de 2019.

    A corte vai decidir se o redutor de 40% aplicado neste benefício -hoje chamado de aposentadoria por incapacidade permanente- é constitucional. O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF e relator do tema 1.300, já votou a favor da mudança. Seu voto foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.

    Segundo emenda constitucional 103, a aposentadoria por invalidez deve ser calculada em 60% da média salarial mais 2% a cada ano extra que ultrapassar o tempo mínimo, como ocorre com as demais aposentadorias da Previdência Social.

    Quando houver invalidez por acidente de trabalho, doença ocupacional ou doença do trabalho, o cálculo deve ser de 100% sobre a média salarial.

    Dino tem 90 dias para analisar o processo e devolvê-lo com seu voto. Novo julgamento, no entanto, depende da presidência da STF, que é quem irá marcar a data.

    O caso estava sendo julgado no plenário virtual do Supremo, onde os ministros têm uma semana para depositar seu voto. A análise estava prevista para terminar nesta sexta-feira (26), mas foi adiada. Mesmo quando a ação for devolvida, qualquer outro ministro pode pedir vista ou destaque, que leva o processo ao plenário físico.

    Em seu voto, o ministro Barroso propôs a seguinte tese: “é constitucional o pagamento do benefício de aposentadoria por incapacidade permanente nos termos fixados pelo art. 26, parágrafo 2º da emenda constitucional nº 103/2019 para os casos em que a incapacidade para o trabalho seja constatada posteriormente à reforma da Previdência”.

    O processo em análise é de um aposentado do Sul do país que foi à Justiça pedindo revisão do valor do benefício após ter o benefício por incapacidade permanente concedido em 2021. Ele alega, no entanto, que sua incapacidade data de maio de 2019, quando começou a receber o auxílio-doença do INSS. A reforma passou a valer apenas em novembro daquele ano.

    Barroso entendeu que se a concessão for anterior à reforma da Previdência, os segurados têm direito ao cálculo antigo, mais vantajoso, que garante 100% da média salarial na aposentadoria por invalidez. No caso do segurado, no entanto, afirma que a concessão ocorreu apenas após a mudança da lei, e que deve ser aplicado o cálculo novo.

    Defensores dos aposentados, no entanto, afirmam que o cálculo da aposentadoria por invalidez, que é um benefício permanente, ficou pior do que o do auxílio-doença, pago de forma temporária. O auxílio é de 91% da média salarial.

    A advogada Adriane Bramante, conselheira da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em SP) e do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), o cálculo trazido pela reforma é “extremamente prejudicial” ao segurado por causa dessa diferença.

    “Considerando que o segurado teria uma incapacidade mais gravosa, com baixa probabilidade de retorno ao trabalho quando ele tem uma incapacidade permanente, não se justifica um benefício menor em relação àquele que é temporário”, diz.
    *
    O QUE STF IRÁ DECIDIR?

    Os ministros do Supremo irão decidir se a regra de cálculo da reforma da Previdência de 2019, que aplica redutor na aposentadoria por incapacidade permanente, antiga aposentadoria por invalidez, é constitucional.

    Além disso, deverá dizer se aposentadoria por invalidez decorrente de doença grave, contagiosa ou incurável deve ser integral.
    Também irá decidir se é constitucional o aposentado por invalidez receber valor menor do que quem tem auxílio-doença, que é um benefício temporário.

    QUAL É A REGRA DE CÁLCULO DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ?

    Para incapacidade permanente após 13 de novembro de 2019, data em que a reforma da Previdência passou a valer, o cálculo é de 60% da média salarial mais 2% a cada ano que ultrapassar 20 anos de contribuição.

    Nos casos de invalidez por doença do trabalho, doença ocupacional ou acidente do trabalho, o valor do benefício é de 100% da média salarial.

    COMO ERA O CÁLCULO ANTES DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA?

    Antes da reforma da Previdência, o segurado que se aposentava por invalidez recebia como aposentadoria 100% da média salarial. Para calcular a média, o INSS considerava os 80% maiores salários de contribuição e descartava os 20% menores.

    COMO O INSS CALCULA A MÉDIA SALARIAL?

    Após a reforma da Previdência, o cálculo da média salarial é feito sobre todos os salários de benefício pagos desde julho de 1994, data em que entrou em vigor o Plano Real. Os salários pagos anteriormente, em outras moedas não entram no cálculo da média salarial

    Antes, até 13 de novembro de 2019, a média salarial era calculada sobre os 80% maiores salários após julho de 1994. Os 20% menores eram descartados pelo INSS, fazendo com que a média salarial ficasse um pouco maior.

    Flávio Dino pede vista e suspende julgamento da aposentadoria por invalidez do INSS no STF

  • Dólar no fim de 2025 segue em R$ 5,50, calcula Focus

    Dólar no fim de 2025 segue em R$ 5,50, calcula Focus

    A projeção para a moeda americana no fim de 2027 se manteve em R$ 5,60. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,63. A estimativa para o fim de 2028 seguiu em R$ 5,54. Um mês antes, era de R$ 5,60

    A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 continuou em R$ 5,50. Um mês antes, era de R$ 5,59. Já a estimativa intermediária para o fim de 2026 seguiu em R$ 5,60. Um mês antes, era de R$ 5,64.

    A projeção para a moeda americana no fim de 2027 se manteve em R$ 5,60. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,63. A estimativa para o fim de 2028 seguiu em R$ 5,54. Um mês antes, era de R$ 5,60.

    A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

    Dólar no fim de 2025 segue em R$ 5,50, calcula Focus

  • Brasil desconfia mais de informações sobre eleições do que outros países, diz estudo

    Brasil desconfia mais de informações sobre eleições do que outros países, diz estudo

    O cenário indica uma população desconfiada da informação que consome, o que pode ser propício para acirrar a polarização em uma sociedade na qual tem sido cada vez mais difícil sair da bolha, avaliam pesquisadoras

    (CBS NEWS) – Comparado com outros países da América Latina, o Brasil apresenta maior percepção de que informações divulgadas sobre eleições e política são falsas, segundo estudo que analisou 19 países da região.

    O cenário indica uma população desconfiada da informação que consome, o que pode ser propício para acirrar a polarização em uma sociedade na qual tem sido cada vez mais difícil sair da bolha, avaliam pesquisadoras.

    A conclusão parte de dados levantados pela pesquisa “Vetores e implicações da desordem informacional da América Latina”, divulgada pelo InternetLab e pela Rede Conhecimento Social nesta segunda-feira (22).

    O estudo não limita o conceito de “notícia” a informações produzidas pela imprensa profissional. Com isso, o termo pode se referir a qualquer tipo de informação disponível nas mídias (TV, rádio, redes sociais, aplicativos de mensagens ou sites) utilizadas pelos entrevistados para se informar.

    O levantamento analisou 19 países da região divididos em cinco agrupamentos: México, América Central, Andes/Amazônia, Brasil e Cone Sul.

    De 5 a 14 de julho de 2024, pesquisadores coletaram via questionário online a percepção de maiores de 16 anos com acesso à internet e uso ativo de redes sociais sobre temas ligados à desinformação.

    O estudo é representativo das cinco regiões para a população com acesso à internet. A margem de erro é de 3 pontos percentuais sobre o total da amostra, com intervalo de confiança de 95%.

    Houve também fase qualitativa, com seis grupos de discussão, com 5 ou 6 pessoas, e 13 entrevistas individuais em profundidade.

    Segundo o levantamento, 37% dos respondentes brasileiros acham que tudo ou quase tudo sobre eleições são informações falsas ou desinformação, contra 30% registrado para toda a América Latina.

    O tema é o que mais gera desconfiança nas pessoas entre os assuntos abordados pela pesquisa, que também avaliou a percepção dos respondentes em nichos como a vida de celebridades, segurança e saúde pública.

    Quando o assunto é política no geral, 27% dos brasileiros têm a percepção de que tudo é falso. O valor para a totalidade de países é de 21%.

    Segundo Heloisa Massaro, diretora de pesquisa do InternetLab e uma das autoras do estudo, a desconfiança é maior entre brasileiros provavelmente porque o país está envolto na discussão sobre fake news desde um pouco antes que outras regiões da América Latina.

    O valor é alto, entretanto, também no conjunto dos países estudados. Análise de toda a região aponta que 51% dos respondentes acham que bastante do que circula sobre eleições não é confiável. Apenas 11% dizem que nada ou quase nada é desinformação ou falso. 8% não souberam responder.

    Quando o assunto é política, 65% acham que bastante informação é falsa e 9%, nada ou quase nada.

    O levantamento também apontou que, imersos nesse cenário de desconfiança, as pessoas tendem a checar a informação que recebem.

    Por um lado, a verificação é positiva ao indicar que os usuários estão cientes de que nem tudo que circula nas redes é verdade. Por outro, pode apontar para horizonte preocupante, uma vez que a maneira como é feita a checagem nem sempre resulta em apuração correta ao se misturar com o viés do usuário.

    Segundo Massaro, a forma de verificação varia, com 15% dos brasileiros dizendo que eles mesmos são as pessoas mais confiáveis para falar sobre política. Também tem destaque a confiança na família e nos amigos.

    Comparado com os outros quatro agrupamentos e com o resultado de toda a América Latina, o Brasil se destaca por dar mais credibilidade a essas pessoas como as fontes mais confiáveis.

    Com isso, o processo de checagem pode se dar de forma a confirmar as próprias percepções, a despeito da factualidade dos dados.

    “Se, de um lado, criou-se essa ética de verificar a informação, a forma dessa verificação tem nos preocupado bastante. Ela pode ser, em alguns casos, entender como amigos se posicionam em relação ao assunto, fazendo de familiares e do próprio usuário as pessoas de referência”, afirma Marisa Villi, diretora-executiva da Rede Conhecimento Social.

    O comportamento reforça bolhas de comunicação e a tendência entre usuários de criarem seus próprios ecossistemas informacionais, o que pode acentuar processos de polarização, diz Villi.

    “O efeito disso para um período de eleição, por exemplo, é que você dificilmente consegue colocar diferentes bolhas para conversarem entre elas.”

    Nesse cenário de alta desconfiança, 4 a cada 10 pessoas na América Latina defendem alguma forma de regulação das plataformas.

    Aqueles que se dizem de esquerda são os que mais defendem totalmente algum tipo de regulação, segundo o estudo. Já os de direita são os que mais falam em risco para a liberdade de expressão com a possibilidade de bloqueio de conteúdos.

    Indivíduos de centro são os mais ponderados “em relação aos diferentes tipos de regulação das plataformas, sendo que mais da metade deles defende de alguma forma a regulação por lei”, aponta a pesquisa.

    Brasil desconfia mais de informações sobre eleições do que outros países, diz estudo

  • Selic no fim de 2025 continua em 15%, aponta Focus

    Selic no fim de 2025 continua em 15%, aponta Focus

    A mediana para a Selic no fim de 2026 passou de 12,38% para 12,25%. Considerando só as 75 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana diminuiu de 12,50% para 12,25%

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,00% pela 13ª semana consecutiva, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido os juros neste nível na mais recente decisão, no dia 17 de setembro.

    No comunicado, o Copom reafirmou que a incerteza demanda “cautela” na condução da política monetária e que seus próximos passos podem ser ajustados, mas não apresentou um forward guidance, como havia feito na reunião de julho, quando disse que iria continuar “na interrupção no ciclo de alta de juros”.

    “O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, disse o Copom.

    Considerando apenas as 75 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também seguiu em 15,00%.

    A mediana para a Selic no fim de 2026 passou de 12,38% para 12,25%. Considerando só as 75 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana diminuiu de 12,50% para 12,25%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 32ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,00% pela 39ª semana consecutiva.

    Selic no fim de 2025 continua em 15%, aponta Focus

  • Focus: mediana de IPCA 2025 segue em 4,83%, acima do teto da meta

    Focus: mediana de IPCA 2025 segue em 4,83%, acima do teto da meta

    A projeção para o IPCA de 2026 caiu de 4,30% para 4,29%. Considerando apenas as 95 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de 4,30% para 4,27%

    A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 seguiu em 4,83%. A taxa está 0,33 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Considerando apenas as 95 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida continuou em 4,82% .

    A projeção para o IPCA de 2026 caiu de 4,30% para 4,29%. Considerando apenas as 95 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de 4,30% para 4,27%.

    O Banco Central espera que o IPCA some 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no último ciclo de comunicações do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante, o primeiro trimestre de 2027, o colegiado espera que a inflação em 12 meses seja de 3,4%.

    Na última decisão, manteve a taxa Selic em 15%, mas retirou o forward guidance de que antecipava “uma continuação na interrupção no ciclo de alta de juros”. O colegiado, no entanto, reafirmou que o cenário é marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária.

    “O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse.

    A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

    Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho, no dia 10 de julho. A autoridade monetária publicou uma carta aberta informando que espera queda da taxa abaixo de 4,50% no fim do primeiro trimestre de 2026.

    A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 3,90%. A projeção para o IPCA de 2028 seguiu em 3,70%.

    Focus: mediana de IPCA 2025 segue em 4,83%, acima do teto da meta

  • Leilão da Caixa oferece 487 imóveis a partir de R$ 18 mil

    Leilão da Caixa oferece 487 imóveis a partir de R$ 18 mil

    Podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos, ou a partir dos 16 anos no caso de emancipados, além de pessoas jurídicas estabelecidas no território nacional. Estrangeiros também podem concorrer, desde que atendam à legislação brasileira e apresentem a documentação exigida

    (FOLHAPRESS) – A Caixa Econômica Federal terá um novo leilão com 487 imóveis residenciais, comerciais e terrenos distribuídos por 22 unidades federativas. A sessão de lotes está prevista para o dia 2 de outubro, e os descontos podem chegar a 47% em relação ao valor de mercado, segundo a plataforma Fidalgo Leilões.

    Para participar do leilão, os interessados devem se cadastrar no site Fidalgo Leilões e buscar, na página inicial, o edital 0038/0325. Também é preciso fazer um cadastro prévio no site www.caixa.gov.br/imoveiscaixa para gerar o boleto de pagamento. É também no portal que o resultado final do leilão será divulgado.

    Segundo o edital, somente são admitidos lances pagos à vista com recursos próprio e/ou à vista com recursos da conta vinculada do FGTS. O boleto de pagamento pode ser obtido no portal www.caixa.gov.br/imoveiscaixa, na opção “Meus Resultados”.

    Ao participar, o comprador deve considerar ainda que haverá uma comissão de 5% do valor total da proposta ao leiloeiro. Esse valor não está incluso no lance ofertado e seu pagamento deve ser efetuado no dia da arrematação.

    O imóvel mais barato do leilão é uma casa com dois quartos de 82 m² em Itaitinga (CE), com lance inicial de R$ 18 mil, enquanto o mais caro é um galpão de 1.189,07 m² em Nova Iguaçu (RJ), com lance inicial de R$ 1,6 milhão.

    Outros imóveis com valores de venda muito baixos incluem uma casa em Cocalzinho de Goiás (GO) de 51,12 m² por R$ 21.726,06; uma casa em Praia do Vento (PI) de 53,4 m² com lance inicial de R$ 31.041,67; e um terreno em Tarabai (SP) de 200 m² por R$ 33.983,27.

    Há também uma casa em Nova Chá de Alegria (PE) de 45 m² por R$ 36.655,46 e um terreno em Bauru (SP) de 145,2 m² por R$ 38.340,10.

    Entre as opções de valor intermediário, há um apartamento em Maceió (AL) pelo valor de R$ 107.852,22 com 44,22 m² de área privativa e dois quartos. Também no Nordeste, em Itaitinga (CE), é possível encontrar uma casa com três quartos e 81,44 m² por R$ 100.741,08.

    Em Campo Grande (MS), uma casa está sendo vendida por R$ 117.256,22 com 59,05 m². Já em Ceilândia (DF) um apartamento é vendido por R$ 139.102,55 com 49,3 m² de área privativa.

    Em Canoas (RS), um apartamento de 44,7 m² e dois quartos está sendo ofertado por R$ 113.025,32. Em Curitiba (PR), um apartamento de 40,28 m² é vendido por R$ 116.651,81.

    Em Campos do Jordão (SP) encontra-se a segunda propriedade mais cara da lista: uma casa localizada em um condomínio com três quartos e uma área de 253,34 m². O lance mínimo é de R$ 1.210.897,17.

    Em São Paulo, no bairro de Água Fria, há um apartamento também localizado em um condomínio com 119,54 m² por R$ 793.456,30.

    Ainda em São Paulo, no Jardim Vazani, há uma cobertura duplex de 141,16 m² de área privativa pelo lance mínimo de R$ 618.194,87.
    Em Petrolina (PE) há um casa pelo valor de R$ 573.582,87 com 44,05 m² de área privativa.

    Podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos, ou a partir dos 16 anos no caso de emancipados, além de pessoas jurídicas estabelecidas no território nacional. Estrangeiros também podem concorrer, desde que atendam à legislação brasileira e apresentem a documentação exigida.

    A título de entrada, é exigido o pagamento de pelo menos 5% do valor total da proposta, mesmo nos casos em que haja utilização do FGTS.

    O pagamento da parte à vista deve ser quitada em até dois dias úteis após a homologação do resultado do leilão. Para propostas acima de R$ 500 mil pagas integralmente à vista, há prazos estendidos para o pagamento do valor remanescente (95%).

    A desistência ou o descumprimento de prazos e condições pode acarretar penalidades, como a retenção de multa equivalente a 5% do valor total da proposta, além do bloqueio provisório ou definitivo do cliente para participar de futuras aquisições de imóveis da Caixa.
    *
    COMO PARTICIPAR DO LEILÃO DA CAIXA?

    Acesse o site www.fidalgoleiloes.com.br
    Clique em “Cadastre-se”
    Escolha o perfil “pessoa física” ou “pessoa jurídica”
    Preencha os dados e insira os arquivos necessários
    Aceite o termo de adesão e salve o cadastro

    Será preciso aguardar a análise dos dados por parte do leiloeiro, que deverá enviar um email de confirmação ao usuário cadastrado. Após esse período, será possível habilitar-se para participar do leilão.

    Na página inicial da Fidalgo Leilões, encontre o edital 0038/0325 (https://fidalgoleiloes.com.br/leilao.php?idLeilao=3442)
    Acesse “Habilite-se aqui” ou “Habilite-se para o leilão”
    Leia o edital e clique em “Aceitar e enviar”
    Receba o email com instruções para se cadastrar no site da Caixa

    Quando estiver habilitado, o usuário poderá acessar o “Auditório virtual”, escolher os lotes desejados e clicar em “Enviar lance”, atentando-se ao valor do lance inicial, do lance atual e ao incremento mínimo necessário.

    Leilão da Caixa oferece 487 imóveis a partir de R$ 18 mil

  • Relator do 'PL da Dosimetria' vê manifestações como 'mais do mesmo'

    Relator do 'PL da Dosimetria' vê manifestações como 'mais do mesmo'

    Relator do projeto que prevê redução de penas para condenados do 8 de Janeiro descarta rever texto após protestos em capitais e afirma que relatório será entregue até quarta-feira, com expectativa de votação na Câmara já na próxima semana

    O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto que pretende reduzir penas dos condenados pela tentativa de golpe, afirmou que as manifestações deste domingo, 21, contra a anistia, não o farão mudar a proposta. A proposta que tramita em urgência, inicialmente chamada de PL (projeto de lei) da Anistia, passou a ser denominada PL da Dosimetria, pela relação com o tamanho das penas.

    “Não vi as manifestações. Foram grandes? Essas manifestações viraram mais do mesmo. Vamos nos manter firmes no nosso propósito de apresentar um relatório até terça-feira à noite ou quarta pela manhã\”, disse. O relator pretende se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em São Paulo, neste domingo, para tratar do calendário de tramitação da proposta. A expectativa é de que ela seja votada até a próxima semana.

    Paulinho tem uma bateria de reuniões para segunda e terça-feira, em Brasília, quando pretende se reunir com a maior parte dos líderes partidários, de governo e oposição, para discutir o texto. “Estamos convencidos de que reduzir as penas pode pacificar o País, na medida que atenderemos a maioria da população”, afirmou Paulinho. O relator já afirmou que uma anistia “ampla, geral e irrestrita” está fora de cogitação. O caminho é oferecer alguma redução de pena, inclusive para o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão.

    O PL do ex-presidente Bolsonaro é contra uma redução de penas sem anistia aos condenados por tentar um golpe de Estado e por participação nos ato de 8 de Janeiro. Já o PT e forças governistas são contra aliviar as condenações impostas pelo Poder Judiciário nesses casos.

    Com as manifestações realizadas em pelo menos dez capitais, governistas acreditam que a tramitação de propostas como a da anistia e PEC da Blindagem vão perder tração.

    Relator do 'PL da Dosimetria' vê manifestações como 'mais do mesmo'

  • Prisão e julgamento de Bolsonaro tensionam direita e devem levar STF para debate eleitoral

    Prisão e julgamento de Bolsonaro tensionam direita e devem levar STF para debate eleitoral

    Cientistas políticos veem a movimentação das últimas semanas a favor da anistia e de embate com o STF como um efeito da disputa da direita pela herança dos votos e do apoio de Bolsonaro. Fazem a ressalva, contudo, que para conquistar votos do eleitor de centro e de direita mais moderado, o passo é arriscado

    FOLHAPRESS) – Integrantes do mundo político, sobretudo do bolsonarismo, avaliam que é provável que o STF (Supremo Tribunal Federal) surja nos discursos de candidatos em 2026, enquanto ministros do Supremo veem um ano de turbulências para o Judiciário, com o possível aumento dos ataques.

    Tudo isso graças à Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado, ao lado de aliados e militares, por liderar tentativa de golpe, algo inédito na história do Brasil. Já em prisão domiciliar após descumprimento de medidas cautelares, a pena do ex-presidente de 27 anos e três meses pode ainda ser cumprida em regime fechado.
    Ainda que a condenação estivesse prevista, ela elevou a pressão sobre a direita, que agora sonha em livrar o ex-presidente penalmente, reconquistar o Palácio do Planalto e alcançar a maioria nas duas casas do Congresso para impor derrotas ao Judiciário. Com isso, devem arrastar o STF para o debate eleitoral em 2026.

    Cientistas políticos veem a movimentação das últimas semanas a favor da anistia e de embate com o STF como um efeito da disputa da direita pela herança dos votos e do apoio de Bolsonaro. Fazem a ressalva, contudo, que para conquistar votos do eleitor de centro e de direita mais moderado, o passo é arriscado.

    Apostam também que dificilmente o tema será explorado na campanha presidencial, mas sim por candidatos bolsonaristas na Câmara e no Senado.

    No Congresso, a pauta anti-STF será prioridade dos candidatos de direita, sobretudo ao Senado. Como a Folha de S.Paulo mostrou, Bolsonaro priorizará a eleição ao Congresso “para ter mais poderes que o próprio presidente”, e candidatos que postularem seu apoio deverão apoiar o impeachment de ministros do STF, sobretudo de Alexandre de Moraes.

    Entre candidatos de esquerda, há dúvida ainda se será possível tirar a corte do debate eleitoral. Não é esta a discussão que parlamentares e integrantes dos partidos de esquerda querem ter, mas se a direita tiver sucesso em pautá-la, será preciso fazer frente a isso.

    Pré-candidatos da direita, por sua vez, desejosos de herdar o espólio bolsonarista nas urnas, se veem no dilema de conquistar o eleitorado mais radical e de, ao mesmo tempo, não fechar as portas com os grupos mais moderados.

    A condenação do principal líder político do grupo, Bolsonaro, fez com que todos os governadores de direita declarassem apoio ao projeto de anistia no Congresso, que pode livrar o ex-presidente da cadeia.

    Fez ainda Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, não apenas entrar na articulação política para o texto avançar na Câmara, como subir o tom contra Moraes na última manifestação de 7 de Setembro.

    O governador, visto como mais moderado, chamou o magistrado de tirano. Auxiliares classificaram as declarações como um desabafo, outros como gesto para a militância, mas todas as alas do bolsonarismo aplaudiram o provável sucessor do espólio do ex-presidente.

    A defesa da anistia -seja ampla, geral e irrestrita ou por meio de redução de penas- virou condição para partidos integrarem frente de direita que buscam articular para 2026 com os governadores, sobretudo em torno de Tarcísio. O tema surgiu num jantar da federação PP-União Brasil no mês passado.

    Entre ministros do Supremo, está precificado que o ano eleitoral será de turbulências para o Judiciário, com o possível aumento dos ataques. Essa é uma das razões usadas por Moraes e outros membros do tribunal para a manutenção do inquérito das milícias digitais para 2026.

    Parte dos ministros faz contas sobre o possível aumento da bancada bolsonarista no Senado. Espera-se a eleição de uma maioria conservadora, com cerca de 10 a 12 radicais.

    A leitura majoritária no STF é que mesmo uma mudança na composição do Senado não deve causar o impeachment de ministros, como sugerem apoiadores do ex-presidente, por causa da força de parlamentares do centrão no Congresso -estes, sim, com maior trânsito no Judiciário.

    A cientista política Carolina de Paula, que coordena o projeto “Monitor do Debate Público” do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), avalia que a pauta anti-STF deve aparecer mais nas campanhas de candidatos a deputado federal e, em menor proporção, ao Senado.

    Já no caso de candidatos a presidente e governador, ela vê como improvável que esse discurso incisivo de embate com a corte e de defesa do impeachment de ministros apareça. “Posições mais radicalizadas nesse sentido, para fechar o STF, contra ministros, xingando ministros, não é uma postura que tende a agradar o eleitor de direita e de centro menos radical”, diz.

    Para ela, a conduta de Tarcísio nas últimas semanas em favor da anistia e com críticas a ministros já teria sido uma manobra bastante arriscada em termos de opinião pública. Ela acredita, porém, que seria algo passageiro. “No momento que ele vira Tarcísio, o candidato, eu acredito que ele muda de postura.”

    Também o cientista político André Borges, professor da UnB (Universidade de Brasília) e organizador do livro “Para Entender a Nova Direita Brasileira” faz análise semelhante.

    “O que aconteceu nas últimas semanas reflete um pouco a divisão que existe na direita hoje, que é basicamente uma disputa para saber quem vai ficar com o espólio eleitoral do Bolsonaro”, diz ele, que vê na postura de Tarcísio, a favor da anistia, um aceno à base mais radical do ex-presidente.

    Para Borges, por outro lado, é um movimento que tem risco, porque, para atrair o eleitor de direita que não é bolsonarista, Tarcísio não pode passar a imagem de que seria um mero poste político representando Bolsonaro.

    Quanto à pauta anti-STF no debate eleitoral, ele aponta como uma bandeira do bolsonarismo que deverá ser mobilizada por candidatos a deputado federal, e possivelmente com variação regional, a depender do nível de apoio ao ex-presidente Bolsonaro ou a Lula pelo país. “Você não consegue eleger um presidente com esse tipo de discurso”, diz.

    Prisão e julgamento de Bolsonaro tensionam direita e devem levar STF para debate eleitoral