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  • Aena vence leilão do aeroporto do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões

    Aena vence leilão do aeroporto do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões

    O leilão foi decidido na etapa viva-voz, quando as proponentes vão aumentando seus lances até que haja um vencedor. Após 13 rodadas de viva-voz, a Aena foi declarada a vencedora, com proposta final de R$ 2,9 bilhões (ágio de 210,88%)

    (FOLHAPRESS) – A espanhola Aena foi a vencedora do acirrado leilão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Com uma proposta de R$ 2,9 bilhões, o grupo superou as ofertas das outras duas concorrentes e vai ficar responsável pela administração e operação do terminal até 2039.

    O certame foi realizado nesta segunda-feira (30) na sede da B3, em São Paulo, e marcado pela forte concorrência. O critério da disputa era o maior valor de outorga, com lance mínimo de R$ 932 milhões. Além da Aena, apresentaram proposta a suíça Zurich Aiport e o consórcio formado pela Changi, de Singapura, e pela Vinci Compass -que têm participação na concessão atual.

    No Brasil, a Aena é hoje a concessionária responsável pelos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, Campo Grande, Maceió e Aracaju.

    Nas propostas enviadas por escrito, Zurich e Aena ofertaram o mesmo valor: R$ 1,5 bilhão (ágio de 60,8%). A RIOgaleão fez oferta inicial de R$ 934 milhões (ágio de 0,13%)

    O leilão foi decidido na etapa viva-voz, quando as proponentes vão aumentando seus lances até que haja um vencedor. Após 13 rodadas de viva-voz, a Aena foi declarada a vencedora, com proposta final de R$ 2,9 bilhões (ágio de 210,88%)

    As duas primeiras disputas no viva-voz ocorreram só entre Aena e RIOgaleão. A Zurich, que não havia feito nenhuma oferta, deu seu primeiro lance faltando 30 segundos para o fim da terceira rodada, em que a Aena seria declarada a vencedora.

    Da quarta rodada em diante, a RIOgaleão não fez mais propostas. E o ativo foi disputado só entre a suíça e a espanhola.

    O novo contrato marcará a saída da Infraero do negócio, o que foi um dos pontos considerados mais atrativos para o mercado. Hoje, a estatal detém 49% da concessão do Galeão, enquanto os outros 51% estão com a Changi e a Vinci, que comprou parte da fatia da empresa asiática em agosto de 2025. Na nova concessão, 100% da operação ficará nas mãos do parceiro privado.

    Outra mudança é em relação à outorga. Em vez de pagamentos fixos, o novo operador vai repassar à União 20% do faturamento anual da concessão até 2039.

    Principal concessão aeroportuária do atual mandato de Lula (PT), o leilão foi resultado de uma solução homologada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para reequilibrar economicamente a concessão, incorporar cláusulas mais recentes e viabilizar a retomada dos investimentos.

    O Galeão era um dos maiores ativos na lista dos chamados “contratos estressados”, nome dado às concessões que passaram a acumular problemas financeiros e pedidos de relicitação nos últimos anos.

    Para evitar a devolução do ativo, a saída encontrada foi otimizar o contrato e fazer um leilão simplificado. Nesse modelo, o governo negocia as melhorias diretamente com os atuais operadores e leva o projeto a mercado para que outras empresas do setor possam manifestar interesse em assumir o contrato com alterado.

    Inicialmente concedido à iniciativa privada em 2013, o Galeão atravessou anos de esvaziamento, processo intensificado durante a pandemia.

    Nos últimos anos, o aeroporto voltou a registrar alta de movimentação, impulsionado pelas restrições a voos no Santos Dumont, no centro da capital fluminense. Em 2025, o Galeão movimentou 17,5 milhões de passageiros, recorde da série histórica iniciada em 2000. O volume representou alta de 23,5% em relação a 2024, quando o terminal recebeu 14,2 milhões de viajantes.

    No ano passado, o Galeão teve o terceiro maior fluxo do país, atrás apenas de Guarulhos, com 46,3 milhões de passageiros, e Congonhas, com 24 milhões. Ainda assim, o movimento segue distante da capacidade do terminal, estimada em 37 milhões de passageiros por ano.

    Aena vence leilão do aeroporto do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões

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  • Juros do consignado privado atingem pico de 59,4% em fevereiro, mostra BC

    Juros do consignado privado atingem pico de 59,4% em fevereiro, mostra BC

    A insatisfação de Lula com os juros cobrados na modalidade é antiga e, ao contrário das expectativas do governo, a taxa média segue subindo. No ano passado, o presidente chegou a pedir um diagnóstico do Ministério da Fazenda para baratear o custo do crédito

    (FOLHAPRESS) – A taxa média de juros do consignado privado atingiu o pico de 59,4% ao ano em fevereiro, mostram dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (30). A cobrança de juros abusivos e o avanço do endividamento das famílias são motivos de preocupação para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O recorde foi registrado depois de uma alta mensal de 2 pontos percentuais. Em 12 meses, a elevação foi de 18,5 pontos percentuais. O patamar é superior ao praticado no mercado antes da implementação da modalidade do consignado para trabalhadores com carteira assinada, lançada pelo governo Lula em março do ano passado. Na época, a taxa média ficava ao redor de 40% ao ano.

    A insatisfação de Lula com os juros cobrados na modalidade é antiga e, ao contrário das expectativas do governo, a taxa média segue subindo. No ano passado, o presidente chegou a pedir um diagnóstico do Ministério da Fazenda para baratear o custo do crédito.

    “Nessa linha específica, se olhar de abril de 2025 para fevereiro de 2026, temos muito mais um cenário de novo patamar da taxa de juros do que uma trajetória de crescimento. Em abril de 2025 era 59,1% [ao ano] e agora passou para 59,4% [ao ano]”, afirmou o chefe do departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, na apresentação dos dados.

    As informações do BC mostraram também queda de 22,5% nas concessões de novos empréstimos para trabalhadores CLT em fevereiro em relação a janeiro, mês com três dias úteis a menos. Foram liberados R$ 7,15 bilhões para trabalhadores celetistas no consignado privado, contra R$ 9,22 bilhões no início de 2026.

    Outra modalidade que registrou alta de juros em fevereiro foi a do rotativo do cartão de crédito, com taxa média de 435,9% ao ano cobrada pelos bancos de pessoas físicas. Houve um aumento de 11,4 pontos percentuais na variação mensal. Nesse segmento, são cerca de 40 milhões de clientes.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, o governo quer mudanças para reduzir o custo do crédito rotativo. Na última quinta (26), Lula disse ter mandado o Ministério da Fazenda elaborar propostas.

    Segundo Rocha, os altos juros cobrados no rotativo puxaram para cima a média das demais operações. Com isso, foi registrada em fevereiro a maior taxa média de juros cobrada em todas as modalidades do país desde o início da série histórica do BC, em março de 2011.

    “Se a gente considerar pessoa física, pessoa jurídica, [crédito] livre, [crédito] direcionado, essa taxa [média de juros] atingiu 33% ao ano no mês de fevereiro e é a maior taxa de juros da série histórica do BC, com crescimento de 0,3 ponto percentual no mês e aumento de 2,6 pontos percentuais em 12 meses”, disse o técnico da autoridade monetária.

    Lula teme impacto sobre sua popularidade em ano eleitoral diante do maior endividamento dos brasileiros. Para auxiliares do presidente, todo o aumento de renda da população está se esvaindo com as dívidas, alterando a percepção dos cidadãos com relação à redução do desemprego e ao controle da inflação e gerando mal-estar com o governo.

    O comprometimento de renda (parcela do orçamento familiar destinado ao pagamento de dívidas e despesas fixas) subiu 0,1 ponto percentual no mês, alcançando 29,3% em janeiro. Esse é o maior patamar da série histórica do BC, iniciada também em março de 2011.

    Segundo Rocha, as operações de crédito emergencial, em especial do rotativo do cartão de crédito, tiveram papel relevante no crescimento do comprometimento de renda da população brasileira.

    O endividamento das famílias situou-se em 49,7% em janeiro (o dado é apresentado pelo BC com defasagem maior), permanecendo estável no mês e aumentando 1,1 ponto percentual em 12 meses.

    No crédito com recursos livres, a inadimplência -pagamento em atraso há mais de 90 dias- subiu 0,2 ponto percentual em fevereiro e alcançou 5,5%, com aumentos equivalentes nas carteiras de pessoas físicas (6,9%) e de pessoas jurídicas (3,3%).

    O crescimento da inadimplência no período recente, contudo, reflete em parte a mudança nas regras contábeis. Desde janeiro, as instituições financeiras não têm mais um prazo limite para classificar esse crédito como prejuízo, de forma que essa inadimplência pode ser pode ser computada por mais tempo.

    No caso do consignado para trabalhadores do privado, a inadimplência saltou para 6,3% em fevereiro, ante 5,4% um mês antes. No rotativo do cartão de crédito, por outro lado, houve queda na inadimplência, de 62,5% em janeiro para 59,7% em fevereiro.

    O rotativo é a linha de crédito mais cara do mercado, recomendada por especialistas apenas em casos emergenciais. Ele é acionado quando o cliente não paga o valor integral da fatura na data de vencimento.

    Segundo especialistas, a escalada do calote entre os mais pobres pode ser explicada pela maior vulnerabilidade a juros altos daqueles que ganham menos, que em geral possuem menos poupança para amortecer choques.

    Na semana passada, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que as taxas de juros cobradas no rotativo do cartão de crédito são punitivas e defendeu uma discussão estrutural sobre a criação de alternativas mais adequadas aos brasileiros.

    Desde janeiro de 2024, está em vigor a norma que estabelece que a dívida de quem atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito não pode superar o dobro do montante original. Isso significa que a taxa de juros é limitada a um teto de 100% do valor da dívida contraída. Esse modelo é conhecido no jargão econômico como “muro inglês.

    Questionado por jornalistas se a medida não se mostrou eficaz após dois anos de implementação, Galípolo disse que o “muro inglês cumpriu seu papel”, mas que “talvez a extensão dessa política precise ser ponderada”.

    Na apresentação das estatísticas, Rocha ressaltou que cerca de metade de um total de 70 empresas que fornecem informações ao Banco Central sobre esse indicador “ou estão com taxa de juros, daqueles devedores maiores, travadas em 100% ou estão ali em 99%, mostrando a efetividade do muro inglês.”

    Desde 2017, os bancos são obrigados a transferir a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado após 30 dias. De acordo com dados do BC, em fevereiro, a taxa média nessa modalidade subiu a 200,2% ao ano -alta de 5,3 pontos percentuais no mês. Esse foi o maior patamar desde abril de 2023.

    O técnico do BC destacou ainda que, ao olhar o estoque, o ritmo de crescimento do crédito está em desaceleração em qualquer uma das métricas observadas pela autoridade monetária (pessoas físicas, pessoas jurídicas, crédito livre ou crédito direcionado).

    CONCESSÕES EM QUEDA

    As concessões a consumidores e empresas somaram R$ 699,8 bilhões em fevereiro, na série que considera os ajustes sazonais. Isso representou uma queda de 0,5% na comparação com janeiro, segundo os dados do Banco Central.

    Para a economista Isabela Tavares, da Tendências Consultoria, a retração mostra que o avanço das taxas de juros para consumidores e o aumento da inadimplência vêm refreando o crédito.

    O spread (diferença entre o custo que as instituições financeiras pagam para captar recursos e os juros cobrados na ponta) dos consumidores subiu mais do que os juros, diz ela. “Parte desse movimento reflete a piora da qualidade da carteira, com maior participação de modalidades emergenciais no último ano.”

    A expectativa, segundo a economista da Tendências, é de nova elevação dos juros nos próximos meses, devido ao maior risco de crédito e ao aumento nos juros futuros.

    “Mais à frente, no fim de 2026 e ao longo de 2027, a tendência é de melhora gradual das condições financeiras, com cortes na Selic [taxa básica de juros] reduzindo o custo de captação e avanços em renegociações e portabilidade aliviando a inadimplência.”

    Em relatório, o Goldman Sachs apontou que acredita que o crédito enfrentará dificuldades nos próximos meses, como consequência das condições monetárias restritivas e da moderação no crescimento e na dinâmica do mercado de trabalho.

    “Por outro lado, o ativismo de crédito por parte dos bancos públicos e as novas linhas de financiamento patrocinadas pelo governo federal e bancos públicos devem amortecer o ciclo de crédito”, afirmou o banco.

    Juros do consignado privado atingem pico de 59,4% em fevereiro, mostra BC

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  • Preço do petróleo sobe nesta segunda com novos ataques no Oriente Médio

    Preço do petróleo sobe nesta segunda com novos ataques no Oriente Médio

    O contrato de junho do barril Brent, referência mundial, chegou a ser negociado a US$ 109,44, alta de 3,91%, às 22h (horário de Brasília) de domingo (29), mas abaixou para o patamar entre US$ 107 e US$ 108

    (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo está em alta nesta segunda-feira (30) com a continuidade dos confrontos entre Israel e Irã, e a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de invadir a ilha de Kharg, por onde a maior parte do petróleo iraniano é exportada.

    O contrato de junho do barril Brent, referência mundial, chegou a ser negociado a US$ 109,44, alta de 3,91%, às 22h (horário de Brasília) de domingo (29), mas abaixou para o patamar entre US$ 107 e US$ 108. Às 13h10 desta segunda-feira (30), ele era vendido a US$ 107,90, subida de 2,45%. Já o contrato de maio era cotado a US$ 112,29, queda de 0,28%.

    Desde o início do conflito, no dia 28 de fevereiro, até a última sexta (27), os futuros da commodity já haviam avançado mais de 45%, em meio ao desabastecimento provocado pelas interrupções do fluxo de petróleo no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial. Antes dos ataques, o Brent estava a US$ 72,48.

    Já o barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 103,51, alta de 3,88%, no contrato de junho, enquanto o de maio era vendido a US$ 100,83.

    Iranianos e israelenses voltaram a se atacar nesta segunda, horas após Trump afirmar que as negociações para o fim do confronto “estavam bem” e que estaria mais próximo de um acordo.

    O Exército israelense anunciou na manhã de segunda-feira que suas forças atacam “atualmente infraestruturas militares do regime de terror iraniano ao longo de Teerã”. Ao mesmo tempo, o exército do país informou que havia detectado mísseis lançados do Irã e que levaram ao acionamento dos sistemas de defesa.

    Na noite de domingo, Trump afirmou que sua “preferência seria tomar o petróleo” do Irã, comparando a possível medida à Venezuela, onde os EUA passaram a controlar a indústria petrolífera e a receita obtida com a venda do petróleo local após invadirem o país e capturarem o ditador Nicolás Maduro em janeiro.

    “Para ser honesto com você, minha coisa favorita é tomar o petróleo do Irã, mas algumas pessoas estúpidas nos EUA dizem: ‘por que você está fazendo isso?’ Mas são pessoas estúpidas”, disse Trump ao jornal Financial Times.

    Tal medida envolveria tomar a ilha de Kharg, por onde a maior parte do petróleo do Irã é exportada. Na semana passada, o Pentágono determinou o envio de mais 10 mil soldados para o Oriente Médio. Com a chegada de 3.500 na última sexta-feira (27), o país soma mais de 50 mil militares na ação.

    O presidente norte-americano também afirmou que o Irã permitirá o trânsito de 20 navios-petroleiros pelo estreito de Hormuz, por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e GNL (gás natural liquefeito).

    O regime iraniano afirmou que já se prepara para coibir uma possível incursão terrestre das tropas norte-americanas. “Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma ofensiva terrestre”, afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em comunicado.

    “Nossos homens aguardam a chegada dos soldados americanos em terra para atacá-los e punir de uma vez por todas seus aliados regionais”, comentou Ghalibaf. A Guarda Revolucionária do Irã disse que bombardeou com mísseis balísticos um complexo industrial no sul de Israel em resposta aos ataques sofridos.

    O Irã também confirmou a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Na semana passada, Israel havia anunciado que tinha matado Tangsiri em um bombardeio. Ele seria o responsável pela estratégia para manter o bloqueio no estreito de Hormuz.

    A entrada dos houthis, grupo que atua principalmente no Iêmen, no confronto no último sábado (28) causou preocupação nos investidores. Os ataques no golfo continuaram durante o fim de semana, com uma nova camada de risco surgindo quando os houthis do Iêmen entraram na disputa, o que pode restringir o transporte marítimo no Mar Vermelho, adicionando outro ponto de estrangulamento ao fornecimento de petróleo”, afirmou Richard Hunter, diretor de mercados da Interactive Investor.

    A situação no Oriente Médio causou reações diferentes no mercado financeiro. As Bolsas da Europa estão em alta nesta segunda, mas a maioria dos mercados na Ásia fecharam em baixa.

    O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, estava em alta de 0,70%, às 13h10, em tendência seguida em Frankfurt (0,88%), Londres (1,61%), Paris (0,92%), Madri (0,79%) e Milão (1,02%). Nos EUA, as três Bolsas em Nova York subiam: Dow Jones (0,70%), S&P 500 (0,31%) e Nasdaq (0,05%).

    Já na Ásia, os principais índices tiveram queda como ocorreu em Tóquio (-2,81%), Seul (-2,97%), Hong Kong (-0,81%) e Taiwan (-1,8%). A exceção foi Xangai, que subiu 0,24%, apesar de o índice CSI300, que reúne as principais companhias em Xangai e Shenzhen, ter fechado em queda de 0,24%.

    Os preços do alumínio avançaram até cerca de 6% na Bolsa de Metais de Londres após ataques supostamente vindos do Irã terem atingido duas grandes usinas de alumínio no golfo Pérsico, levantando preocupações sobre interrupções no fornecimento.

    Preço do petróleo sobe nesta segunda com novos ataques no Oriente Médio

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  • Juros do cartão de crédito pesam mais para famílias em fevereiro

    Juros do cartão de crédito pesam mais para famílias em fevereiro

    O destaque em fevereiro foi o avanço de 11,4 p.p. na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 435,9% ao ano. A modalidade é uma das mais altas do mercado

    A taxa média de juros cobradas pelos bancos subiu para as famílias em fevereiro, com o cartão de crédito rotativo pesando mais no bolso. De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC), a taxa média das concessões de crédito livre para pessoas físicas teve alta de 1 ponto percentual (p.p.) no mês e de 5,4 p.p. em 12 meses, chegando a 62% ao ano.

    O destaque em fevereiro foi o avanço de 11,4 p.p. na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 435,9% ao ano. A modalidade é uma das mais altas do mercado.

    os juros seguem variando sem uma queda expressiva ao longo dos meses. Isso porque a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da contratação do crédito.

     

    Nos 12 meses encerrados em fevereiro, os juros do cartão de crédito rotativo tiveram recuo de 16,7 p.p. para as famílias. O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.

    Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito. Neste caso do cartão parcelado, os juros subiram 5,3 p.p. no mês e 16,9 p.p. pp em 12 meses, indo para 200,2% ao ano.

    No caso das operações com empresas, os juros médios nas novas contratações de crédito livre recuaram 0,1 p.p. no mês e subiram 1,1 p.p. em 12 meses, alcançando 24,9%. Destaca-se, nesse cenário, a redução mensal de 3,1 p.p. e de 1,8 p.p. em 12 meses na taxa média de juros das operações de capital de giro com prazo até 365 dias, que chegou a 22,5% ao ano.

    Foi determinante para esse resultado, a redução da taxa média de juros do capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-3,1%).

    No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado – com regras definidas pelo governo – é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

    No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 10,8% ao ano em fevereiro, com redução de 0,3 p.p. em relação a janeiro e aumento de 0,3 p.p. em 12 meses. Para empresas, a taxa subiu 0,2 p.p. no mês e 1,1 p.p. em 12 meses, indo para 13,2% ao ano.

     Juros em alta

    Com isso, considerando recursos livres e direcionados, para famílias e empresas, a taxa média de juros das concessões em fevereiro aumentou 0,3 p.p. no mês e 2,6 p.p. em 12 meses, atingindo 33% ao ano.

    Como esperado, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para manter a inflação sob controle.

    De setembro de 2024 a junho de 2025, a Selic foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas cinco reuniões seguintes do Copom. Após esse período prolongado de manutenção da taxa em 15% ao ano, havia indicação de início de um ciclo de redução e a Selic foi reduzida em 0,25 p.p. na última reunião, neste mês.

    Entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será em abril.

    Ao aumentar a taxa, o BC visa esfriar a demanda e conter a inflação, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que as pessoas consumam menos e os preços caiam.

    Assim como os juros, o spread bancário apresentou alta de 0,5 p.p. no mês e 2,8 p.p. em 12 meses. Ele mede a diferença entre o custo de captação dos recursos pelos bancos e as taxas médias cobradas dos clientes. O spread é uma margem que cobre custos operacionais, riscos de inadimplência, impostos e outros gastos e resulta, assim, no lucro dos bancos.

    Aumento no saldo

    Em fevereiro, as concessões de crédito chegaram a R$ 602,3 bilhões. Nas séries sazonalmente ajustadas, elas recuaram 0,5% no mês, com redução de 1,9% nas operações com pessoas jurídicas e expansão de 0,3% com as famílias.

    Em 12 meses, as concessões nominais cresceram 8,2%, com altas de 8,1% nas operações com empresas e de 8,3% com pessoa física.

    Com isso, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 7,145 trilhões, um crescimento de 0,4% em relação a janeiro. Esse resultado decorreu da expansão de 0,6% na carteira de crédito para famílias e estabilidade no crédito às empresas, cujos saldos fecharam o mês em R$ 4,491 trilhões e R$ 2,653 trilhões, na mesma ordem.

    O crédito ampliado ao setor não financeiro – que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos, independentemente da fonte (bancário, mercado de títulos ou dívida externa) – alcançou R$ 21,043 trilhões, com aumento de 1,1% no mês, refletindo principalmente o acréscimo de 2% nos títulos públicos e privados de dívida.

    Em 12 meses, o crédito ampliado cresceu 11,8%, com avanços nos títulos públicos de dívida (17,2%), nos empréstimos do SFN (9,5%) e nos títulos privados de dívida (18,5%).

    Endividamento das famílias

    Segundo o Banco Central, a inadimplência – atrasos acima de 90 dias – subiu 0,2 p.p. no mês e 1 p.p. em 12 meses, registrando 4,3% em fevereiro, sendo 5,2% nas operações com pessoas físicas e 2,6% com pessoas jurídicas.

    O endividamento das famílias – relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses – ficou em 49,7% em janeiro, com estabilidade no mês e aumento de 1,1% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, o endividamento ficou em 31,3% no primeiro mês do ano.

    Já o comprometimento da renda – relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período – ficou em 29,3% em janeiro, aumento de 0,1% na passagem do mês e 1,6% em 12 meses.

    O endividamento e comprometimento de renda são indicadores apresentados com uma defasagem maior de tempo, pois o Banco Central usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

     

    Juros do cartão de crédito pesam mais para famílias em fevereiro

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  • Dólar mostra volatilidade em meio alta do petróleo por guerra sem trégua e fator técnico

    Dólar mostra volatilidade em meio alta do petróleo por guerra sem trégua e fator técnico

    Dólar oscila em meio à alta do petróleo e tensões no Oriente Médio, enquanto mercado reage a dados de inflação no Brasil e no exterior. Expectativas econômicas pioram e investidores ajustam posições diante de incertezas globais e cenário político

    O dólar mostra volatilidade no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, 30. Retomava a queda, rodando em torno de R$ 5,23 por volta das 9h40, após oscilar nos primeiros negócios. A divisa americana pode estar sofrendo influência de fator técnico ligado à formação da taxa Ptax de fim de março e do primeiro trimestre, que será definida amanhã, pois acumula alta de perto de 2% no mês.

    O investidor ajusta posições de olho na alta do petróleo, com o Brent acima de US$ 107 o barril, por preocupações com a escalada da guerra no Oriente Médio, que completa um mês, e seus impactos na inflação e no crescimento global. No exterior, o dólar avança ante seis moedas fortes (DXY) e também frente à maioria das divisas emergentes, à exceção do peso colombiano, peso mexicano, rublo russo e do real.

    O presidente Donald Trump disse que os EUA negociam “seriamente” com um novo regime no Irã para encerrar as operações militares e afirmou haver “grandes progressos”. Porém, alertou que, sem acordo e com o Estreito de Ormuz fechado, Washington pode intensificar ataques, mirando infraestrutura energética, petróleo, a Ilha de Kharg e até usinas de dessalinização no Irã.

    Na Alemanha, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) acelerou para 2,7% em março, ante 1,9% em fevereiro, segundo o Destatis.

    No mercado doméstico, o Boletim Focus trouxe piora nas expectativas de inflação até 2028. A projeção suavizada do IPCA para 12 meses à frente passou de 4,07% para 4,10%.

    As projeções de IPCA para 2026 subiram pela terceira semana seguida, de 4,17% para 4,31%, ante 3,91% há um mês e 0,19 ponto porcentual abaixo do teto da meta (4,50%). Para 2027, avançaram de 3,80% para 3,84%, ante 3,79% há um mês. Para 2028, passaram de 3,52% para 3,57%.

    O IGP-M subiu 0,52% em março, após queda de 0,73% em fevereiro, informou a FGV. O resultado ficou acima da mediana das projeções, que era de 0,46%.

    As concessões de crédito livre dos bancos caíram 6,8% em fevereiro ante janeiro, para R$ 551,6 bilhões. Em 12 meses, cresceram 8,3%, sem ajuste sazonal, segundo o Banco Central.

    O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 2,7 pontos de fevereiro para março, para 84,6 pontos, enquanto o Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 1,8 ponto no mesmo período, para 88,4 pontos, na série dessazonalizada, informou a FGV.

    No cenário eleitoral, a Paraná Pesquisas mostra o senador Flávio Bolsonaro com 45,2% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 44,1% no segundo turno. Brancos e nulos somaram 6,2%, e 4,5% não responderam.

    Dólar mostra volatilidade em meio alta do petróleo por guerra sem trégua e fator técnico

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  • Bônus da Páscoa do INSS é liberado, veja quem recebe

    Bônus da Páscoa do INSS é liberado, veja quem recebe

    Antecipação do 13º salário começa a ser paga junto com calendário de março e abril. Benefício contempla aposentados, pensionistas e segurados de auxílios, garantindo reforço no orçamento de milhões de brasileiros

    O Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, já iniciou o calendário de pagamentos de 2026 e também confirmou a antecipação do chamado “bônus da Páscoa”, que corresponde ao pagamento da primeira parcela do 13º salário para milhões de beneficiários.

    A medida beneficia aposentados, pensionistas e pessoas que recebem auxílios previdenciários, como auxílio-doença, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. Na prática, trata-se da antecipação de parte do 13º salário, que costuma ser paga em duas parcelas ao longo do ano.

    Quem tem direito ao bônus da Páscoa

    Recebem o valor todos os segurados que têm direito ao 13º do INSS. Isso inclui:

    Aposentados
    Pensionistas
    Beneficiários de auxílios previdenciários

    Ficam de fora apenas os beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada), já que esse tipo de benefício não dá direito ao 13º salário.

    Quando o pagamento será feito

    O pagamento segue o mesmo calendário regular do INSS, que começou no dia 25 de março e vai até o início de abril para quem recebe até um salário mínimo. Já os segurados que recebem acima do piso começam a receber a partir de 1º de abril.

    As datas são definidas de acordo com dois critérios:

    Número final do benefício
    Valor recebido, sendo priorizados os que ganham até um salário mínimo

    Esse modelo é repetido ao longo do ano, com pequenos ajustes mensais.

    Como funciona o calendário

    O cronograma é escalonado para evitar sobrecarga no sistema bancário e garantir organização nos pagamentos. A divisão também ajuda a reduzir filas e prioriza quem depende de valores menores.

    Atualmente, cerca de 35 milhões de benefícios são pagos todos os meses no Brasil, o que torna o INSS um dos principais responsáveis pela circulação de renda no país.

    Impacto na economia

    Os depósitos do INSS movimentam bilhões de reais e têm efeito direto no consumo, especialmente em cidades menores. O dinheiro costuma ser usado para despesas básicas, como alimentação, contas e medicamentos, além de impulsionar o comércio local.

    Como consultar o pagamento

    Os beneficiários podem conferir as datas e valores pelos canais oficiais:

    Aplicativo Meu INSS
    Site do INSS
    Telefone 135
    Extrato bancário

    Caso o valor não seja depositado na data prevista, a recomendação é verificar os dados no sistema ou entrar em contato com o banco ou com o próprio INSS.

    Com a antecipação do 13º, o chamado bônus da Páscoa surge como um reforço importante no orçamento de milhões de brasileiros neste período do ano.
     
     
     

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  • Fachin barra recurso de CPI contra decisão de Gilmar sobre quebra de sigilo de empresa de Toffoli

    Fachin barra recurso de CPI contra decisão de Gilmar sobre quebra de sigilo de empresa de Toffoli

    Fachin declarou que essa ferramenta não funciona como um recurso comum e não pode servir para revisar decisões individuais dentro do tribunal. O presidente da corte também afirmou que não cabe a ele, como uma espécie de instância superior, rever o que outro ministro decidiu

    (FOLHAPRESS) – O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, negou um pedido da CPI do Crime Organizado do Senado que buscava suspender os efeitos de uma decisão do ministro Gilmar Mendes a respeito da empresa Maridt Participações, que tem o também ministro Dias Toffoli entre seus sócios.

    Fachin manteve válida a ordem de Gilmar de anular a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt. A CPI tinha aprovado medidas para acessar os dados da empresa, alegando haver indícios de irregularidades financeiras, possíveis práticas de lavagem de dinheiro e conexões com pessoas investigadas.

    A Maridt, porém, que tem irmãos de Toffoli como sócios, questionou a medida no STF, e o caso acabou nas mãos de Gilmar Mendes. O ministro concedeu, por iniciativa própria, um habeas corpus em favor da empresa, anulando as decisões da CPI, sob o argumento de que houve irregularidade na forma como as quebras de sigilo foram determinadas.

    Diante disso, a CPI pediu ao presidente do STF que suspendesse os efeitos da decisão de Gilmar, sob o argumento de que ela causava prejuízo às investigações e que poderia comprometer a coleta de provas.

    O presidente do STF não avaliou se a decisão de Gilmar estava correta ou não. Em vez disso, fez um apontamento técnico sobre a “suspensão de liminar” apresentada pela CPI, uma alternativa jurídica que é usada para situações específicas, que pretendam evitar que decisões judiciais possam causar danos graves à ordem pública, à economia ou à segurança, por exemplo.

    Fachin declarou que essa ferramenta não funciona como um recurso comum e não pode servir para revisar decisões individuais dentro do tribunal. O presidente da corte também afirmou que não cabe a ele, como uma espécie de instância superior, rever o que outro ministro decidiu.

    “Não se admite, como regra, pedido de suspensão de decisão proferida por Ministro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Fachin, ao negar o pleito, sem entrar na análise do mérito em si. A decisão de Gilmar Mendes, portanto, continua valendo integralmente.

    Em um procedimento paralelo, Fachin encaminhou outra petição da comissão ao próprio relator do caso, o ministro Gilmar Mendes, para que preste esclarecimentos.

    Os questionamentos sobre as conexões do ministro Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, crescem desde que a primeira relação entre os dois foi revelada pela Folha de S. Paulo, em janeiro, e podem ser respondidos ao longo da investigação da Polícia Federal sobre o caso.

    O ministro não é investigado pela PF -isso só poderia ocorrer com autorização do próprio Supremo. No entanto, como mostrou a Folha de S. Paulo, investigadores suspeitam de crimes financeiros em fundos ligados ao resort Tayayá, do qual a família do magistrado é ex-sócia, e avançam na apuração.

    O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado, afirmou neste sábado (28) que a decisão de Fachin “limita o avanço das investigações e impacta diretamente o exercício das prerrogativas constitucionais das CPIs, que dispõem de poderes próprios de autoridade judicial, conforme entendimento já consolidado pelo STF”.

    A CPI, segundo o senador, vai recorrer da decisão, com expectativa de que o plenário da corte restabeleça a decisão colegiada dos parlamentares. “No âmbito do pedido de redistribuição apresentado pela CPI (PET 15615), em que o ministro Edson Fachin determinou a manifestação do ministro Gilmar Mendes acerca da distribuição do processo, a Presidência da Comissão confia que o desvirtuamento do sistema de distribuição será devidamente corrigido”, afirmou Contarato.

    A PF elaborou um relatório de 200 páginas sobre as relações de Toffoli e Vorcaro e entregou o documento ao presidente do STF, Edson Fachin, em fevereiro. Os achados da PF não foram suficientes para Fachin autorizar uma investigação contra o ministro, mas provocaram a saída de Toffoli da relatoria do caso, que passou para o ministro André Mendonça. Agora, qualquer avanço nas investigações contra Toffoli dependerá de decisões de Mendonça.

    A parceria no resort localizado em Rio Claro (PR) começou em setembro de 2021, quando a Maridt Participações S.A., empresa do ministro com os irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, vendeu metade de sua participação no empreendimento ao fundo de investimentos Arleen. Esse fundo integra uma extensa cadeia de fundos utilizados pelo Master, de acordo com as investigações da PF e do Banco Central.

    A Maridt deixou a sociedade nas empresas que compõem o grupo Tayayá em fevereiro do ano passado, quando o restante de sua participação foi adquirido pelo empresário Paulo Humberto Barbosa.

    Barbosa é um advogado goiano que atuou diversas vezes para a JBS, empresa do grupo J&F. Quando ele comprou a participação do Arleen no Tayayá, o fundo não pertencia mais a Zettel, mas sim a Alberto Leite, empresário amigo de Toffoli que manteve as cotas do fundo por menos de um ano.

    Na época da revelação da Folha de S. Paulo, o ministro Dias Toffoli não disse que também era sócio da Maridt. Ele só fez a revelação em 12 de fevereiro, após a PF produzir um relatório sobre as relações entre Toffoli e Vorcaro.

    A Maridt, afirmou Toffoli em nota enviada à Folha de S. Paulo na semana passada, é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal.

    “Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas”, afirmou.

    “O ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do ministro”, acrescentou, o que é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura.

    Sobre as vendas de participações no Tayayá para o fundo Arleen e para Paulo Humberto, Toffoli afirmou que “tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro do valor de mercado”.

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  • Petróleo já subiu cerca de 50% desde o início da guerra no Irã, há um mês

    Petróleo já subiu cerca de 50% desde o início da guerra no Irã, há um mês

    Alta do petróleo reflete escalada da guerra no Irã e ameaça ao abastecimento global, com bloqueios no Estreito de Ormuz elevando preços e pressionando combustíveis. Conflito também já impacta o Brasil, enquanto governos discutem medidas para conter reajustes.

    (FOLHAPRESS) – O petróleo abriu o segundo mês da guerra no Irã em alta, em meio à escalada do conflito.

    Por volta das 22h20 deste domingo (29), os contratos do barril Brent com vencimento em junho de 2026 eram negociados a US$ 108,74, em alta de 3,28%, segundo dados da plataforma Investing.com.

    Desde o início do conflito, no dia 28 de fevereiro, até a última sexta (27), os futuros da commodity já haviam avançado mais de 45%, em meio ao desabastecimento provocado pelas interrupções do fluxo de petróleo no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial. Antes dos ataques, o Brent estava a US$ 72,48.

    No contrato com vencimento em maio, a cotação chegou a US$ 115,33 por barril, com uma alta de 58% no mês.

    “Quanto mais tempo o estreito permanecer fechado, maior será a redução nos estoques de reserva, o que poderá desencadear aumentos expressivos no preço do petróleo bruto, do gás natural e de outras commodities”, afirmou Bruce Kasman, chefe global de economia do JPMorgan.

    “Um cenário em que o estreito permaneça fechado por mais um mês seria compatível com os preços do petróleo subindo em direção a US$ 150 por barril e com restrições aos consumidores industriais de energia.”

    Durante o fim de semana, rebeldes houthis do Iêmen, aliados do Irã, lançaram mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra, enquanto o exército israelense continuou com extensos ataques contra Teerã e expandiu sua invasão ao Líbano.

    No domingo, Mohammad Bagher Ghalibaf, um dos principais líderes militares do Irã, acusou os EUA de usar esforços diplomáticos como cobertura para se preparar para operações terrestres.

    No Brasil, os preços da gasolina e do diesel nos postos subiram após o início da guerra. Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), a gasolina foi vendida na semana passada, em média, a R$ 6,78 por litro, aumento de 8% em relação ao preço praticado antes do conflito, ou R$ 0,50 por litro.

    O litro do diesel S-10 custou, em média, R$ 7,57 na semana passada. O aumento acumulado desde a semana anterior à guerra é de 24%, ou R$ 1,48 por litro.

    No início desta semana, os governos estaduais devem tomar uma decisão sobre o subsídio ao diesel importado como forma de amortecer a alta nos preços do combustível.

    A proposta do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para criar um subsídio extra de R$ 1,20 para compensar o aumento no preço do diesel importado já tem o apoio de alguns estados, mas a maioria dos governos locais deve definir sua posição nos próximos dias.

    A medida proposta pela União é bancar metade do benefício (R$ 0,60 por litro).

    A disparada dos preços dos combustíveis é motivo de preocupação no governo, que teme efeitos sobre a eleição de outubro. Na sexta-feira (27), a Polícia Federal realizou a operação Vem Diesel, para coibir supostos aumentos abusivos.

    A operação é parte de uma ofensiva do Planalto contra distribuidoras e postos, que inclui fiscalizações conjuntas entre a ANP e o Ministério da Justiça.

    Segundo o jornal Washington Post, que cita autoridades americanas sob anonimato, o Pentágono se prepara para realizar operações terrestres de várias semanas que não seriam uma invasão em grande escala, mas incursões em território iraniano por forças especiais.

    O comandante da Marinha do Irã, Shahram Irani, afirmou neste domingo que o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln será atacado se entrar em uma área de alcance de tiro iraniano.

    “Assim que o grupo aeronaval do USS Abraham Lincol n estiver ao alcance, vingaremos o sangue dos mártires do navio Dena lançando diferentes tipos de mísseis”, afirmou, em declarações veiculadas pela televisão estatal. A embarcação à qual ele faz referência é a fragata iraniana afundada pelos EUA no início da guerra.

    Um navio americano de assalto anfíbio, à frente de um grupo naval que inclui cerca de 3.500 fuzileiros navais e outros soldados, chegou na sexta à região de operações do Comando Central das Forças Armadas americanas.

    Representantes da Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita se reúnem neste domingo e na segunda-feira (30) em Islamabad, capital paquistanesa, para conversas sobre o conflito. Segundo pessoas próximas das discussões ouvidas pela agência Reuters, os líderes tratam principalmente de propostas relativas ao estreito de Hormuz.

    Petróleo já subiu cerca de 50% desde o início da guerra no Irã, há um mês

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  • Preocupações com a economia global se aprofundam à medida que a guerra no Irã se arrasta

    Preocupações com a economia global se aprofundam à medida que a guerra no Irã se arrasta

    Ataques e contra-ataques em andamento a refinarias, oleodutos, campos de gás e terminais de petroleiros no Golfo Pérsico ameaçam prolongar a dor econômica global por meses, até anos.

    Ataques dos EUA e de Israel ao Irã elevaram os preços, pioraram as perspectivas para a economia mundial, derrubaram os mercados globais de ações e forçaram países em desenvolvimento a racionar combustível e subsidiar os custos de energia para proteger os mais pobres.

    Ataques e contra-ataques em andamento a refinarias, oleodutos, campos de gás e terminais de petroleiros no Golfo Pérsico ameaçam prolongar a dor econômica global por meses, até anos.

    \”Há uma semana, ou certamente duas semanas atrás, eu teria dito: se a guerra parasse naquele dia, as implicações de longo prazo seriam bem pequenas\”, diz Christopher Knittel, economista de energia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. \”Mas o que estamos vendo é infraestrutura sendo realmente destruída, o que significa que as consequências dessa guerra serão duradouras.\”

    O Irã atingiu o terminal de gás natural Ras Laffan, no Catar, que produz 20% do gás natural liquefeito do mundo. O ataque de 18 de março eliminou 17% da capacidade de exportação de GNL do Catar, e os reparos levarão até cinco anos, declarou a estatal QatarEnergy. A guerra causou um choque no petróleo desde o início. O Irã respondeu aos ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro fechando, na prática, o Estreito de Ormuz – ponto de passagem de um quinto do petróleo mundial – ao ameaçar petroleiros que tentassem atravessá-lo.

    Exportadores de petróleo do Golfo, como Kuwait e Iraque, cortaram a produção porque não havia para onde enviar o petróleo sem acesso ao estreito. A perda de 20 milhões de barris de petróleo por dia provocou o que a Agência Internacional de Energia chama de “a maior interrupção de oferta da história do mercado global de petróleo.

    O preço do barril do petróleo Brent subiu 3,4% na sexta-feira, fechando a US$ 105,32. Antes da guerra, estava perto de US$ 70. O petróleo de referência dos EUA subiu 5,5%, fechando a US$ 99,64 por barril. \”Historicamente, choques no preço do petróleo como este levaram a recessões globais\”, observou Knittel.

    A guerra também trouxe à tona uma lembrança econômica ruim dos choques do petróleo dos anos 1970: a estagflação.

    \”Você está aumentando o risco de inflação mais alta e crescimento mais baixo\”, relata Carmen Reinhart, da Harvard Kennedy School e ex-economista-chefe do Banco Mundial.

    Gita Gopinath, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, escreveu recentemente que o crescimento econômico global, que antes da guerra era esperado em 3,3% neste ano, seria de 0,3 a 0,4 ponto percentual menor se os preços do petróleo atingirem média de US$ 85 por barril em 2026.

    Escassez e alta de fertilizantes prejudicam agricultores

    O Golfo Pérsico responde por uma grande parcela das exportações de dois fertilizantes essenciais: um terço da ureia e um quarto da amônia. Produtores da região têm vantagem: acesso fácil a gás natural barato, principal insumo dos fertilizantes nitrogenados.

    Até 40% das exportações mundiais de fertilizantes nitrogenados passam pelo Estreito de Ormuz.

    Agora que a passagem está bloqueada, os preços da ureia subiram 50% desde a guerra e os da amônia, 20%. O Brasil, grande produtor agrícola, é especialmente vulnerável porque obtém 85% de seus fertilizantes por importação, escreveu a estrategista de commodities Kelly Xu, da Alpine Macro. O Egito, grande produtor de fertilizantes, precisa de gás natural para fabricá-los, e a produção cai quando o abastecimento é insuficiente.

    Com o tempo, os preços mais altos de fertilizantes devem encarecer os alimentos e reduzir a oferta, à medida que agricultores economizam no uso e obtêm menores colheitas. O aperto na oferta de alimentos atingirá mais fortemente famílias de países mais pobres.

    A guerra também interrompeu o fornecimento global de hélio, subproduto do gás natural e insumo essencial para fabricação de chips, foguetes e exames de imagem médica. O Catar produz hélio na instalação de Ras Laffan e fornece um terço do hélio mundial.

    Racionamento de gás e limitação do ar-condicionado

    \”Nenhum país ficará imune aos efeitos desta crise se ela continuar nessa direção\”, afirmou Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia, em 23 de março.

    Países mais pobres serão os mais afetados e enfrentarão as maiores escassezes de energia \”porque serão superados em lances ao competir pelo petróleo e gás natural restantes\”, afirma Lutz Kilian, diretor do Centro de Energia e Economia do Federal Reserve Bank de Dallas.

    A Ásia está especialmente exposta: mais de 80% do petróleo e do GNL que passam pelo Estreito de Ormuz seguem para lá.

    Nas Filipinas, repartições públicas agora funcionam apenas quatro dias por semana, e funcionários devem limitar o uso do ar-condicionado a, no máximo, 24°C. Na Tailândia, servidores foram orientados a usar escadas em vez de elevadores.

    A Índia é o segundo maior importador mundial de gás liquefeito de petróleo, usado para cozinhar. O governo indiano está priorizando as famílias em relação às empresas ao distribuir o suprimento limitado e absorvendo a maior parte dos aumentos de preço para manter os custos baixos para famílias pobres.

    Mas a escassez de GLP obrigou alguns restaurantes a reduzir horários, fechar temporariamente ou retirar pratos como curries e frituras, que exigem muita energia.

    A Coreia do Sul, dependente de importações de energia, está restringindo o uso de carros por servidores públicos e restabeleceu tetos para preços de combustíveis que haviam sido abandonados nos anos 1990.

    Crise atinge uma economia dos EUA vulnerável

    Os Estados Unidos, maior economia do mundo, estão relativamente protegidos.

    O país é exportador de petróleo, então empresas de energia podem se beneficiar dos preços mais altos. E os preços do GNL são menores nos EUA do que em outros lugares porque as instalações de liquefação para exportação já operam com 100% da capacidade. Os EUA não podem exportar mais GNL do que já exportam, então o gás permanece no país, mantendo a oferta doméstica abundante e os preços estáveis.

    Ainda assim, o aumento da gasolina pesa sobre consumidores americanos já frustrados com o alto custo de vida. Segundo a AAA, o preço médio do galão de gasolina subiu para quase US$ 4, ante US$ 2,98 há um mês. \”Nada pesa mais no psicológico coletivo dos consumidores do que ter de pagar mais na bomba\”, escreveu Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics, com colegas.

    A economia dos EUA já dava sinais de fraqueza, crescendo a uma taxa anual de apenas 0,7% de outubro a dezembro, abaixo dos 4,4% de julho a setembro. Empregadores cortaram inesperadamente 92 mil vagas em fevereiro e criaram apenas 9.700 empregos por mês em 2025, o ritmo mais fraco fora de uma recessão desde 2002.

    Gregory Daco, economista-chefe da EY-Parthenon, elevou a probabilidade de recessão nos EUA no próximo ano para 40%. Em tempos \”normais\”, o risco é de apenas 15%.

    A recuperação levará tempo

    A economia mundial tem se mostrado resiliente diante de choques sucessivos: pandemia, invasão da Ucrânia pela Rússia, retorno da inflação e juros altos necessários para controlá-la.

    Por isso, havia otimismo de que também poderia absorver os danos da guerra no Irã. Mas essas esperanças estão diminuindo à medida que persistem as ameaças à infraestrutura energética do Golfo.

    \”Parte dos danos às instalações de GNL do Catar provavelmente levará anos para ser reparada\”, diz Kilian, do Fed de Dallas, que também mencionou os reparos necessários em refinarias de países como o Kuwait e em petroleiros do Golfo que precisam ser reabastecidos com combustível marítimo. \”O processo de recuperação será lento mesmo nas melhores circunstâncias.\”

    \”Não há nenhum ganho econômico no conflito com o Irã\”, escreveram Zandi e colegas. \”Neste momento, as perguntas são por quanto tempo as hostilidades continuarão e quanta destruição econômica causarão.\”

    Preocupações com a economia global se aprofundam à medida que a guerra no Irã se arrasta

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  • Presidente da CPI do INSS comprou avião de R$ 1,5 milhão

    Presidente da CPI do INSS comprou avião de R$ 1,5 milhão

    Trata-se de um avião de modelo EMB-810D, fabricado pela Neiva em 1984, com prefixo PT-RVD. A aeronave é de pouso convencional, tem dois motores e capacidade para até cinco passageiros, além do piloto.

    AUGUSTO TENÓRIO E THAÍSA OLIVEIRA
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), comprou um avião avaliado em R$ 1,5 milhão em outubro do ano passado. O valor corresponde a 42% dos R$ 3,5 milhões em bens declarados pelo parlamentar em 2024.

    Trata-se de um avião de modelo EMB-810D, fabricado pela Neiva em 1984, com prefixo PT-RVD. A aeronave é de pouso convencional, tem dois motores e capacidade para até cinco passageiros, além do piloto.

    De acordo com dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), ele está sob propriedade única da Fazenda Salto Grande, que pertence a Viana. O empreendimento foi lançado pelo parlamentar em 2022, e declarado com valor de R$ 400 mil.

    “A aeronave mencionada foi adquirida por pessoa jurídica regularmente constituída, estando devidamente registrada conforme a legislação vigente. A Fazenda Salto Grande não se trata de propriedade rural em nome de pessoa física, mas sim de uma empresa do setor agropecuário, constituída em 2022”, afirmou o senador em nota.

    De acordo com o registro do QSA (Quadro de Sócios e Administradores) no portal da Receita Federal, a fazenda tem apenas Viana como sócio-administrador. Ela fica no município de Verdelândia (MG) e tem como principal atividade declarada a criação de bovinos para corte.

    “As quotas da empresa estão devidamente declaradas no Imposto de Renda desde 2022, regularmente informadas às autoridades fiscais. Todos os atos seguem integralmente a legislação fiscal, patrimonial e registral”, completou a equipe do senador.

    Viana foi eleito senador em 2018. Depois, concorreu ao governo de Minas Gerais em 2022 e à Prefeitura de Belo Horizonte em 2024. Foi nessa última eleição que ele declarou ter R$ 3.566.739,62 em bens. Neste ano, é pré-candidato à reeleição.

    O senador foi eleito presidente da CPI do INSS em uma manobra da oposição durante a instalação da comissão, em agosto de 2025. O chefe do colegiado, porém, passou a ser alvo de denúncias da base governista quando a CPMI passou a se debruçar sobre o escândalo do Banco Master.

    O senador entrou em rota de colisão com a cúpula do Congresso ao tratar do escândalo financeiro, uma vez que o objeto inicial da CPI eram os descontos indevidos feitos por entidades no pagamento dos aposentados. Um segundo momento de desgaste ocorreu por causa do vazamento de informações sigilosas em posse do colegiado.

    Viana também passou a ser alvo de denúncias da base governista que apontam suposta ligação com o caso Master.

    O senador enviou emenda parlamentar de R$ 3,6 milhões à Igreja Batista da Lagoinha, instituição que tinha como um dos seus líderes o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O repasse foi feito a um braço da igreja chamado de Fundação Oásis.

    Deputados do PT pediram ao Congresso o afastamento de Viana da presidência da CPI. No documento, eles afirmam que surgiram fatos novos que revelariam conflito de interesse e comprometimento da imparcialidade do parlamentar na condução das ações do grupo.

    Os petistas sustentaram que as apurações avançaram sobre personagens e entidades que são próximas ao entorno político-religioso de Viana, especialmente o envolvimento do pastor André Valadão e de uma das unidades da Igreja Batista da Lagoinha.

    O senador ficou isolado junto à oposição no colegiado e não conseguiu convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a prorrogar a CPI, que só pode funcionar até este sábado (28). Dessa forma, ele entrou no STF (Supremo Tribunal Federal) e conseguiu, com o ministro André Mendonça, uma liminar para estender os trabalhos da comissão.

    Nesta quinta-feira (26), o plenário do STF impôs uma derrota a Viana e Mendonça e derrubou a liminar.

    Presidente da CPI do INSS comprou avião de R$ 1,5 milhão

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