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  • Galípolo diz que BC será transatlântico em ano de incerteza e evita sinalizar rumo dos juros

    Galípolo diz que BC será transatlântico em ano de incerteza e evita sinalizar rumo dos juros

    Para os próximos anos, indicou que a agenda do BC estará centrada na “estabilidade”, tanto monetária quanto financeira. “Avançamos muito em competição e inclusão. Agora, a ênfase será estabilidade”, afirmou

    (FOLHAPRESS) – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou, nesta quarta-feira (11), que a autoridade monetária está em busca de dados adicionais que reforcem a confiança necessária para iniciar um ciclo de redução na taxa básica de juros, a Selic, a partir de março. Atualmente, os juros brasileiros encontram-se em 15% ao ano.

    “O Banco Central está mais para um transatlântico do que para um jet ski. Ele não pode fazer grandes movimentos e mudanças”, disse Galípolo, ao participar do CEO Conference Brasil, evento promovido pelo BTG Pactual.

    Segundo Galípolo, a palavra-chave do momento é “calibragem”. Ele afirmou que o BC seguirá dependente dos dados e não pretende oferecer sinalizações adicionais sobre os próximos passos do Copom (Comitê de Política Monetária) além do que já foi comunicado.

    O presidente do BC negou que o uso recente dos termos “serenidade” e “parcimônia” representaria alteração na estratégia da instituição. “Não há nenhuma mudança de função de reação”, afirmou.

    “Sobre o resto do ano, qualquer sinalização corre o risco de ser frustrada e causar mais dano do que ajudar”, disse ele, referindo-se ao cenário incerto de geopolítica, mudanças na política econômica dos Estados Unidos e as eleições brasileiras.

    Galípolo afirmou que a resiliência do mercado de trabalho segue um ponto de atenção, com desemprego em níveis historicamente baixos, e que os salários crescem acima da inflação e da produtividade -fator que, segundo ele, pressiona a dinâmica de preços.

    Ele defendeu que o país avance na agenda de produtividade para permitir crescimento mais sustentável e juros mais baixos no longo prazo. “A melhoria de bem-estar está calcada em ganhos de produtividade.”

    Ao tratar do regime de metas de inflação, disse que o patamar brasileiro está alinhado ao de outros países e elogiou declarações recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em defesa da meta. Para Galípolo, o debate central deveria ser outro: por que o Brasil precisa manter juros estruturalmente mais elevados que seus pares e, ainda assim, enfrenta dificuldade para convergir a inflação.

    Sobre a volatilidade recente do câmbio, Galípolo disse que o BC já atuou de formas opostas em momentos distintos: sem intervir em um fim de ano e promovendo, no seguinte, a maior intervenção cambial da história recente. “A diferença foi a realidade.”

    Para ele, o Brasil se beneficiou recentemente de uma reavaliação global de riscos, com investidores diversificando posições fora dos Estados Unidos. 

    Ainda assim, ponderou que não está claro se esse movimento é estrutural.
    Segundo a avaliação dele, a agenda econômica do governo americano tenta resolver um dilema complexo: manter o dólar como moeda de reserva internacional sem sustentar déficits elevados em conta-corrente.

    Para o Brasil aproveitar o momento, disse, é preciso avançar em reformas que aumentem a atratividade ao investimento privado. “As vantagens competitivas estão colocadas. Depende de nós.”

    FOCO EM ESTABILIDADE

    Questionado sobre episódios recentes no sistema financeiro, incluindo a liquidação do Banco Master, Galípolo afirmou que o BC discute aperfeiçoamentos regulatórios, como mudanças nas regras do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), limites de alavancagem e maior atenção ao descasamento entre ativos e passivos.

    Ele agradeceu publicamente o apoio da Polícia Federal nas investigações e disse que o aprimoramento da supervisão é contínuo. “É um trabalho de polícia e ladrão. Você fecha uma porta, tentam abrir outra.”

    Para os próximos anos, indicou que a agenda do BC estará centrada na “estabilidade”, tanto monetária quanto financeira. “Avançamos muito em competição e inclusão. Agora, a ênfase será estabilidade”, afirmou.

    Sobre as duas vagas abertas na diretoria do BC, limitou-se a dizer que a indicação é prerrogativa do presidente da República e defendeu que a política monetária dependa cada vez menos de nomes e mais do arcabouço institucional.

    “Eu sonho com o dia em que ninguém saiba quem é o presidente do Banco Central”, disse.

    Galípolo diz que BC será transatlântico em ano de incerteza e evita sinalizar rumo dos juros

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  • Dólar mantém queda ante real com apetite por risco em NY e rotação de fluxo

    Dólar mantém queda ante real com apetite por risco em NY e rotação de fluxo

    A relativa estabilidade da moeda americana no exterior, mesmo após o payroll forte reforçar a postura cautelosa do Federal Reserve, limita uma recuperação mais consistente da divisa norte-americana

    O dólar opera em queda ante o real na manhã desta quinta-feira, 12, pressionado pela rotação global de carteiras em direção a emergentes e pela sinalização de gradualismo na Selic pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

    A relativa estabilidade da moeda americana no exterior, mesmo após o payroll forte reforçar a postura cautelosa do Federal Reserve, limita uma recuperação mais consistente da divisa norte-americana.

    O índice DXY segue travado, intercalando viés de alta e viés de queda, enquanto investidores aguardam o CPI dos EUA amanhã e, hoje, dados de auxílio-desemprego (10h30) e moradias (12h).

    Os juros futuros curtos e intermediários oscilam próximos dos ajustes anteriores em meio a quedas do dólar ante o real e dos dados de Serviços no país maior que a previsão mediana do mercado na margem. Os juros longos recuam, alinhados aos rendimentos dos Treasuries.

    O volume de serviços caiu 0,4% em dezembro ante novembro, mais que a mediana de -0,1%, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve alta de 3,4%, próxima à estimativa de 3,5%. Em 2025, o setor acumulou crescimento de 2,8%, em linha com o esperado.

    O Tribunal de Justiça de São Paulo prevê gastar R$ 4,8 bilhões em 2026 para penduricalhos suspensos por liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino. Segundo o Estadão/Broadcast, ao menos seis rubricas não têm previsão legal. O Ministério da Previdência, liderado por Wolney Queiroz, recomendou veto parcial aos aumentos salariais dos servidores do Congresso devido à inclusão inconstitucional de gratificações nas aposentadorias, competência do presidente da República.

    A Petrobras pagará no dia 20 a primeira parcela da remuneração aos acionistas referente à antecipação de 2025, integralmente em juros sobre capital próprio (JCP), no valor bruto de R$ 0,48052467 por ação, corrigido pela Selic.

    Líderes de toda a União Europeia estão reunidos nesta quinta-feira à medida que o bloco de 27 nações enfrenta o antagonismo do presidente dos EUA, Donald Trump, táticas econômicas agressivas da China e ameaças híbridas da Rússia, desafios que levaram a uma reconsideração da abordagem europeia em relação à diplomacia e ao comércio.

    A Restaurant Brands International (RBI), dona do Burger King, lucrou US$ 113 milhões no 4º trimestre, abaixo de um ano antes. O lucro ajustado por ação (US$ 0,96) e a receita (US$ 2,47 bilhões) superaram as estimativas. A ação subia 1,2% no pré-mercado.

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  • Caso Master e do INSS começaram em governo que não detectava corrupção, diz ministro da CGU

    Caso Master e do INSS começaram em governo que não detectava corrupção, diz ministro da CGU

    Ministro Vinicius de Carvalho afirmou que os casos tiveram início em gestões que não detectavam corrupção e defendeu que, no governo Lula, órgãos de controle atuam com autonomia. Ele também criticou indicadores baseados apenas na percepção da população

    O ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, afirmou nesta quinta-feira que as fraudes envolvendo o banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social, INSS, começaram em governos que não detectavam corrupção. Ele participou do programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação, EBC.

    Durante a entrevista, Carvalho comparou o combate à corrupção a uma cidade que tem ou não um aparelho de ressonância magnética. Segundo ele, quando há o equipamento, os casos de câncer são identificados e contabilizados. Já onde não há, não se investiga e afirma-se que não existem doentes.

    “O governo do presidente Lula é o governo que tem ressonância magnética. É o governo em que as pessoas podem ter certeza de que a CGU faz o seu trabalho, a Polícia Federal faz o seu trabalho, a Receita Federal faz o seu trabalho e todos os órgãos responsáveis por controle, fiscalização e investigação fazem o seu trabalho”, disse.

    Carvalho também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, não politiza o tema da corrupção. Para ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, mencionava o assunto com frequência, mas não adotava medidas efetivas.

    “É melhor um presidente que não politiza o tema da corrupção, como o presidente Lula não politiza e deixa as instituições trabalharem, do que um presidente que fala de corrupção todo dia, como a gente tinha no Brasil, e não fazia nada, não enfrentava o tema na verdade”, completou.

    O ministro citou ainda pontos de uma pesquisa da OCDE segundo a qual os brasileiros demonstram maior confiança no setor público e no combate à corrupção. Ele criticou, no entanto, indicadores que medem apenas a percepção de corrupção, que teria aumentado em outro levantamento.

    “Se o índice, ao detectar uma percepção pior da população sobre corrupção, está registrando que isso ocorre por causa de casos que estão sendo descobertos, esse índice precisa ser discutido, precisa ser debatido. Ele pode premiar a cidade que não tem ressonância magnética. Qual é o sentido disso, qual é a utilidade disso?”, afirmou.

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    Caso Master e do INSS começaram em governo que não detectava corrupção, diz ministro da CGU

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  • Siemens vê queda em lucro, mas ainda supera estimativas, e eleva guidance para 2026

    Siemens vê queda em lucro, mas ainda supera estimativas, e eleva guidance para 2026

    Para o exercício fiscal de 2026, a companhia manteve seu guidance, mas elevou a projeção de lucro por ação (EPS) para um intervalo entre 10,70 euros e 11,10 euros, ante faixa anterior de 10,40 euros a 11,00 euros

    A Siemens registrou aumento na receita do primeiro trimestre, com desempenho positivo em todos os negócios industriais, enquanto o lucro líquido recuou em meio à continuidade de pressões cambiais. A gigante industrial alemã informou nesta quinta-feira (12) que o lucro líquido no trimestre encerrado em dezembro caiu para 2,03 bilhões de euros, ante 3,71 bilhões de euros um ano antes. O resultado superou a previsão de 1,60 bilhão de euros de analistas, segundo consenso compilado pela própria companhia.

    A receita avançou 8% em base comparável, para 19,14 bilhões de euros. As encomendas somaram 21,37 bilhões de euros, ante 20,07 bilhões de euros no mesmo período do ano anterior. Analistas projetavam receita de 19,10 bilhões de euros e entrada de pedidos de 20,84 bilhões de euros, de acordo com o mesmo consenso.

    O lucro do negócio industrial subiu para 2,90 bilhões de euros, de 2,52 bilhões de euros, com a margem aumentando para 15,6%. O número também superou a expectativa de 2,64 bilhões de euros dos analistas.

    A divisão de infraestrutura inteligente registrou encomendas em nível recorde trimestral, de 7,17 bilhões de euros, enquanto a receita da área cresceu 10% em base comparável, para 5,53 bilhões de euros.

    A unidade de indústrias digitais registrou alta nas encomendas e na receita em todas as regiões reportadas, com fortes avanços comparáveis tanto na China quanto nos Estados Unidos, informou a Siemens.

    Para o exercício fiscal de 2026, a companhia manteve seu guidance, mas elevou a projeção de lucro por ação (EPS) para um intervalo entre 10,70 euros e 11,10 euros, ante faixa anterior de 10,40 euros a 11,00 euros.

    Por volta das 8h30 (de Brasília), a Siemens subia 6,93% em Frankfurt. Fonte: Dow Jones Newswires.

     

    Siemens vê queda em lucro, mas ainda supera estimativas, e eleva guidance para 2026

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  • INSS pode antecipar 13º salário em 2026; veja o que se sabe

    INSS pode antecipar 13º salário em 2026; veja o que se sabe

    Sem calendário oficial até o momento, tendência é que o abono anual seja pago entre abril e junho, mantendo o modelo adotado pelo governo desde 2020 e beneficiando aposentados e pensionistas da Previdência Social.

    A possibilidade de o INSS antecipar o pagamento do 13º salário em 2026 é sempre tema de expectativa entre aposentados e pensionistas. Apesar de o governo ainda não ter publicado o decreto que define as datas, o comportamento adotado nos últimos anos reforça a tendência de que o valor seja liberado antes do segundo semestre.

    Nos últimos cinco anos, a antecipação do chamado abono anual foi usada como instrumento para aquecer a economia e reforçar o orçamento de milhões de segurados. Como o pagamento já integra a previsão orçamentária, a mudança não amplia despesas públicas, apenas altera o período em que o dinheiro é liberado.

    Se o modelo recente for repetido, os depósitos devem ocorrer entre abril e junho, divididos em duas etapas. A ordem segue o número final do benefício, desconsiderando o dígito após o traço.

    Têm direito ao 13º quem recebeu, ao longo do ano, aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão. Beneficiários do BPC e da Renda Mensal Vitalícia ficam de fora, já que esses pagamentos não têm natureza previdenciária.

    Em geral, a primeira parcela corresponde à metade do valor total e não sofre desconto de Imposto de Renda. Já a segunda parte inclui eventuais tributos para quem é contribuinte. Quem começou a receber o benefício depois do início do ano recebe o valor proporcional.

    Após a oficialização do calendário, as informações poderão ser consultadas pelo aplicativo e site Meu INSS ou pelo telefone 135. O número final do cartão do benefício é o que determina a data exata do depósito.

    INSS pode antecipar 13º salário em 2026; veja o que se sabe

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  • Pagamento do IPVA em cota única vence a partir desta quinta (12) em SP

    Pagamento do IPVA em cota única vence a partir desta quinta (12) em SP

    Os primeiros vencimentos são para os proprietários de veículos com placa final 1, com prazo até esta quinta. Na sexta-feira (13), é a vez dos veículos com final 2. O cronograma avança nos dias úteis seguintes até alcançar as placas de final 0, no dia 23

    (FOLHAPRESS) – Começa nesta quinta-feira (12) o segundo ciclo de vencimentos do IPVA 2026 em São Paulo. Nesta etapa, os motoristas que não optaram pelo pagamento à vista devem pagar a cota única sem desconto ou, para quem parcelou, quitar a segunda prestação do imposto. O calendário segue até o dia 23, de acordo com o final da placa.

    Os primeiros vencimentos são para os proprietários de veículos com placa final 1, com prazo até esta quinta. Na sexta-feira (13), é a vez dos veículos com final 2. O cronograma avança nos dias úteis seguintes até alcançar as placas de final 0, no dia 23.

    Caso a data caia em fim de semana ou feriado, o pagamento pode ser feito no próximo dia útil. Após o vencimento, passam a incidir multa e juros, além da quebra do parcelamento para quem optou pelo pagamento em cotas.
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    VEJA O CALENDÁRIO DE VENCIMENTOS DO IPVA 2026 EM SP

    Para automóveis, motocicletas, ônibus, micro-ônibus, camionetas e caminhonetes, o vencimento da primeira parcela ou da cota única do IPVA ocorreu em janeiro, de acordo com o final da placa do veículo.

    Final da placa – 2ª parcela ou cota única sem desconto – 3ª parcela – 4ª parcela

    1 – 12 de fevereiro – 12 de março – 12 de abril
    2 – 13 de fevereiro – 13 de março – 13 de abril
    3 – 14 de fevereiro – 14 de março – 14 de abril
    4 – 15 de fevereiro – 15 de março – 15 de abril
    5 – 16 de fevereiro – 16 de março – 16 de abril
    6 – 19 de fevereiro – 19 de março – 19 de abril
    7 – 20 de fevereiro – 20 de março – 20 de abril
    8 – 21 de fevereiro – 21 de março – 21 de abril
    9 – 22 de fevereiro – 22 de março – 22 de abril
    0 – 23 de fevereiro – 23 de março – 23 de abril

    Se perdeu o prazo para o pagamento à vista ou para o parcelamento, em fevereiro há a possibilidade de quitar o imposto em parcela única, mas sem desconto.

    O parcelamento é cancelado quando uma parcela -exceto a primeira- deixa de ser paga no prazo.

    O IPVA paulista teve aumento médio de 2,51% em relação ao ano passado, segundo a tabela de valores venais divulgada pela Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), com base em levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). As alíquotas do imposto permanecem inalteradas.

    Para carros de passeio, o .IPVA corresponde a 4% do valor venal do veículo. No caso de motocicletas, motonetas, caminhonetes com cabine simples, ônibus e micro-ônibus, a alíquota é de 2%. Caminhões pagam 1,5%, enquanto veículos pertencentes a locadoras registradas no estado recolhem 1%.

    COMO PAGAR O IPVA 2026?

    O pagamento do IPVA 2026 pode ser feito nos canais digitais de bancos autorizados pelo governo paulista, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Santander, Safra, Sicoob, Daycoval, Mercantil e Rendimento. A quitação pode ser feita após informar o número do Renavam. É possível que os dados do veículo já estejam gravados, se o contribuinte quitou o IPVA daquele carro em anos anteriores pelo app do banco.

    Para pagar via Pix, o contribuinte deve acessar o site da Sefaz-SP, informar os dados do veículo e gerar um QR Code. A quitação pode ser feita em qualquer instituição financeira ou de pagamento participante do Pix -atualmente, mais de 900 no país-, com confirmação imediata.

    O QR Code tem validade de 15 minutos. Caso expire sem pagamento, é necessário emitir um novo código, sempre pelo site oficial da Sefaz-SP. No momento da transação, o contribuinte deve verificar se o destinatário é a “Secretaria da Fazenda e Planejamento”, com CNPJ 46.377.222/0003-90, em conta do Banco do Brasil.

    MOTORISTAS JÁ PODEM PAGAR O LICENCIAMENTO 2026

    Motoristas de São Paulo podem pagar o licenciamento de 2026, mesmo antes do início do calendário oficial de vencimentos do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), que começa em julho e vai até dezembro, conforme o final da placa. A antecipação vale para veículos de qualquer numeração e permite começar o ano com a documentação regularizada.

    Neste ano, a taxa do licenciamento é de R$ 174,08. Para concluir o procedimento, é necessário que não haja pendências no veículo, como multas de trânsito ou débitos de débitos de IPVA. Segundo o Detran-SP, a atualização do documento ocorre de forma imediata após a confirmação do pagamento.

    É possível pagar a taxa em bancos conveniados ou no próprio portal do Detran-SP, onde o motorista informa o número do Renavam e pode quitar, no mesmo ambiente, eventuais débitos pendentes, inclusive via Pix.

    A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) diz que a disponibilização dessas informações nos sistemas depende da implementação de cada instituição financeira, mas que, no geral, já é possível acessar o licenciamento nos canais de atendimento.

    VEJA O CALENDÁRIO DE LICENCIAMENTO 2026 EM SP
    Para motos, automóveis e camionetas

    Mês – Final da placa
    Julho – 1 e 2
    Agosto – 3 e 4
    Setembro – 5 e 6
    Outubro – 7 e 8
    Novembro – 9
    Dezembro – 0

    Para caminhões e caminhões-tratores
    Mês – Final da placa
    Setembro – 1 e 2
    Outubro – 3, 4 e 5
    Novembro – 6, 7 e 8
    Dezembro – 9 e 0

    CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DO IPVA PARA CAMINHÕES

    Os caminhões seguem um calendário diferenciado. Para esses veículos, o pagamento integral antecipado em janeiro também gerou desconto de 3%, enquanto a quitação em cota única, sem desconto, vence em 22 de abril. O parcelamento pode ser feito em até cinco vezes, com vencimentos distribuídos entre os meses de março e setembro.

    Final da placa – 1ª parcela – Cota única sem desconto – 2ª parcela – 3ª parcela – 4ª parcela – 5ª parcela
    1 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    2 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    3 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    4 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    5 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    6 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    7 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    8 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    9 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro
    0 – 20 de março – 22 de abril – 20 de maio – 20 de julho – 20 de agosto – 20 de setembro

    GOVERNO ALERTA PARA EVITAR CAIR EM GOLPES

    A Sefaz-SP alerta que as informações oficiais sobre o IPVA 2026 estão disponíveis apenas em páginas do domínio “sp.gov.br” e orienta os contribuintes a desconfiarem de links enviados por mensagens, emails ou redes sociais que prometem facilidades no pagamento do imposto.

    O motorista que deixar de pagar o IPVA no prazo fica sujeito a multa de 0,33% por dia de atraso, além de juros de mora calculados com base na taxa Selic. Após 60 dias, a multa chega a 20% do valor do imposto. A inadimplência também impede o licenciamento do veículo e pode resultar na inscrição do débito na dívida ativa.

    Os proprietários que desejam antecipar o licenciamento anual do veículo devem quitar todos os débitos pendentes, incluindo o IPVA, a taxa de licenciamento e eventuais multas de trânsito.

    Pagamento do IPVA em cota única vence a partir desta quinta (12) em SP

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  • Por unanimidade, plenário do Cade aprova operação da Azul com a United Airlines

    Por unanimidade, plenário do Cade aprova operação da Azul com a United Airlines

    Cade valida aumento da participação da United na Azul no contexto do Chapter 11 e afasta, por ora, riscos concorrenciais; relator faz ressalvas sobre governança e indica nova análise caso a American Airlines ingresse na estrutura societária da companhia brasileira.

    O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, aprovou por unanimidade o ato de concentração envolvendo a Azul e a United Airlines. A operação prevê o aumento da participação minoritária da United na companhia brasileira, no contexto do processo de reorganização judicial conduzido nos Estados Unidos sob o Chapter 11. Com a medida, a fatia da empresa norte-americana no capital social da Azul passa de 2,02% para cerca de 8%.

    Em 30 de dezembro, a Superintendência-Geral do Cade já havia dado aval ao negócio em rito sumário, sem impor restrições, ao concluir que não havia riscos concorrenciais relevantes. O Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo apresentou recurso, argumentando que a análise deveria incluir também a operação envolvendo a American Airlines, ainda não notificada ao Cade, diante do que chamou de forte entrelaçamento estratégico no âmbito do Chapter 11 e da influência das empresas norte-americanas no mercado latino-americano.

    O instituto sustentou ainda que a participação minoritária da United tanto na Azul quanto na holding Abra Aviação, controladora da Gol Linhas Aéreas, poderia facilitar a troca de informações concorrencialmente sensíveis e abrir espaço para condutas coordenadas entre empresas como United, Azul, Gol, Copa, Avianca e, futuramente, American Airlines.

    Relator do caso, o conselheiro Diogo Thomson afirmou que o novo Estatuto Social da Azul estabelece salvaguardas específicas para restringir o acesso a informações sensíveis e disciplinar potenciais conflitos de interesse. Segundo ele, “entendo que as preocupações concorrenciais associadas ao potencial compartilhamento de informações sensíveis mostram-se, no presente momento, suficientemente mitigadas”.

    O conselheiro fez ressalvas quanto a compromissos de governança e compliance e destacou que, caso a American Airlines venha a ingressar na estrutura societária da Azul, o Cade fará uma análise concorrencial mais aprofundada. “O cenário concorrencial poderá ser substancialmente alterado na hipótese de ingresso efetivo da American Airlines na estrutura societária da Azul”, afirmou.

    Thomson manteve a decisão da Superintendência-Geral, acrescentando fundamentos apresentados em seu voto. Ressaltou que, embora o novo Estatuto Social ainda não tenha sido formalmente aprovado, as disposições acordadas são premissas relevantes para a aprovação da operação, juntamente com os compromissos assumidos pelas partes.

    A análise do caso havia sido postergada após o recurso do IPSConsumo. O relator habilitou o instituto como terceiro interessado para aprofundar a instrução, citando a complexidade da operação e a existência de “questões estruturais ainda abertas, especialmente relacionadas à governança e aos incentivos concorrenciais decorrentes da operação”.

    A Azul alertou ao Cade que eventuais atrasos na saída do Chapter 11 representariam “graves riscos” à saúde financeira e à continuidade operacional da companhia. A empresa afirmou que a prorrogação injustificada da análise poderia comprometer seus serviços e aumentar os custos do processo de reestruturação.

    Segundo a aérea, “a operação é extremamente relevante para que a Azul permaneça uma concorrente agressiva e efetiva, sendo, portanto, claramente pró-competitiva em relação ao seu cenário contrafactual”. A companhia também mencionou riscos jurídicos relacionados a possíveis questionamentos de credores ao plano de recuperação e informou que eventuais atrasos além de fevereiro de 2026 poderiam elevar ainda mais os custos mensais do processo.

    O plano de reestruturação, iniciado em maio de 2025, estabelece que a Azul precisa captar ao menos 850 milhões de dólares como condição para sair do Chapter 11. A captação ocorrerá por meio de oferta pública de ações, sendo 750 milhões de dólares aportados por um grupo de credores e 100 milhões de dólares pela United Airlines.

    Por unanimidade, plenário do Cade aprova operação da Azul com a United Airlines

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  • 73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, diz pesquisa

    73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, diz pesquisa

    Pesquisa aponta amplo apoio ao fim da escala 6×1 sem corte de salários e mostra diferenças de opinião entre eleitores de Lula e Bolsonaro; proposta volta à pauta da Câmara após decisão de Hugo Motta.

    Levantamento divulgado pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados mostrou que 73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 11.

    De acordo com o estudo, 63% dos entrevistados disseram inicialmente ser favoráveis ao fim da escala 6×1, sem considerar a questão salarial, enquanto 22% afirmaram ser contrários.

    A taxa de aprovação cresce 10 pontos percentuais quando os entrevistados contrários são questionados se passariam a apoiar a proposta caso ela não implicasse redução de salário.

    Por outro lado, 28% se dizem favoráveis ao fim da escala 6×1 mesmo que haja diminuição nos vencimentos.

    Segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os dados indicam que o apoio diminui quando a proposta envolve perda de renda. “Quase todo mundo é a favor de uma jornada de trabalho menor, mas pouca gente aceita abrir mão de recursos financeiros em troca disso”, afirmou.

    O levantamento apontou ainda que:

    28% são a favor do fim da escala 6×1, mesmo com redução do salário;

    30% apoiam o fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial;

    11% são contra o fim da escala 6×1, mesmo sem redução de salário;

    10% são contra, mas apoiariam se não houvesse redução salarial;

    6% não são nem a favor nem contra;

    5% são a favor do fim da escala 6×1, mas não se posicionaram quanto à redução de salário;

    1% é contra o fim da escala 6×1, mas não opinou sobre a questão salarial.

    Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 71% são favoráveis ao fim da escala 6×1, 15% são contrários e 15% não opinaram. Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 53% apoiam o fim da escala, 32% são contrários e 15% não se posicionaram.

    A pesquisa também mostrou que 62% dos brasileiros afirmaram já ter ouvido falar do tema, mas apenas 12% disseram entender bem o que a proposta significa. Outros 35% nunca ouviram falar das discussões sobre o fim da escala 6×1.

    Foram entrevistadas 2.021 pessoas com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da federação, entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

    Na segunda-feira, 9, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu anexar a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que trata do tema, a outra proposta semelhante apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estava parada na Comissão de Constituição e Justiça.

    A jornalistas, Motta afirmou que o debate sobre a escala 6×1 é “inadiável”.

     
     

    73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 sem redução salarial, diz pesquisa

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  • Banco Master financiou maior aquisição de áreas de minerais críticos do país

    Banco Master financiou maior aquisição de áreas de minerais críticos do país

    Documentos apontam que 3D Minerals, criada semanas antes de leilão da ANM, recebeu financiamento do banco para consolidar controle de 116 áreas de minerais críticos; caso está sob análise do TCU.

    (FOLHAPRESS) – O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, financiou a maior aquisição de áreas de minerais críticos já registrada no Brasil. Documentos obtidos pela Folha de S.Paulo indicam que a empresa 3D Minerals, vencedora de 116 lotes em leilão da Agência Nacional de Mineração em agosto de 2024, contou com aporte direto da instituição financeira.

    Criada apenas 45 dias antes do leilão, a 3D Minerals arrematou áreas que, somadas, ultrapassam o tamanho do Distrito Federal. O direito minerário dessas regiões passou a ser investigado pelo Tribunal de Contas da União após reportagem publicada no ano passado.

    Em novembro de 2024, o Banco Master concedeu empréstimo à 3D Minerals, tendo como garantia metade das ações da empresa. O recurso foi usado para quitar uma dívida milionária assumida pela companhia poucos meses depois de vencer o leilão.

    Com sede em um pequeno escritório em Belo Horizonte e capital social de R$ 5 mil, a 3D Minerals conseguiu controlar 6.462 km² em áreas estratégicas para exploração de minerais críticos. No mesmo leilão, a empresa se envolveu em outra controvérsia ao obter autorização da ANM para alterar o valor de um lance após a abertura dos envelopes. Após a revelação do caso, o TCU determinou o cancelamento da proposta.

    A 3D Minerals foi fundada por Eduardo e Daniel Wanderley, integrantes de uma tradicional família do setor de construção civil em Belo Horizonte. Desde o ano passado, a reportagem tenta contato com os sócios, mas não obteve resposta. Questionamentos recentes sobre a relação com o Banco Master também não foram respondidos.

    As conexões entre Vorcaro e a família Wanderley vão além da 3D Minerals. Documentos revelam uma rede de negócios envolvendo mineração, setor alimentício e até sociedade em aeronave executiva.

    Um fundo de investimento chamado Victoria Falls, estruturado no ecossistema do Banco Master, foi utilizado para organizar participações societárias e injetar recursos em empresas ligadas aos Wanderley. Em maio de 2022, o fundo criou a holding 5W Participações, com capital social de R$ 10 milhões, voltada principalmente ao setor mineral.

    Embora o fundo controlasse formalmente a 5W, a gestão era exercida por cinco membros da família Wanderley. O Victoria Falls era administrado pelo Master, com carteira gerida pela Smart Agro Investimentos, ligada a executivos também associados à Reag Investimentos. Tanto o Master quanto a Reag tiveram operações liquidadas pelo Banco Central sob suspeitas de fraudes.

    Outros documentos mostram que Fabiano Zettel, pastor e cunhado de Vorcaro, mantém sociedade com Saulo Wanderley Filho em uma aeronave modelo Falcon 2000, avaliada entre US$ 6 milhões e US$ 10 milhões. Zettel foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

    O avanço do grupo na mineração incluiu ainda participação na Taquaril Mineração, conhecida como Tamisa, responsável por um polêmico projeto na Serra do Curral, em Minas Gerais. Em determinado momento, o ativo chegou a representar mais de 90% do capital da mineradora nos balanços do fundo.

    Em setembro de 2025, com a liquidação do fundo ligado ao Master, as cotas da 5W foram transferidas integralmente para integrantes da família Wanderley. Já a 3D Minerals permanece sob controle de Daniel e Eduardo Wanderley.

    O Victoria Falls também participou da holding H4ALL, voltada ao setor de alimentos saudáveis, mas deixou o negócio no mesmo período, repassando as cotas aos sócios da família.

    O fundo teve origem em 2010, quando era denominado FIP Cowan e estava vinculado à construtora dos Wanderley. Ao longo dos anos, mudou de nome e de gestores até integrar a estrutura do Banco Master e ampliar sua atuação para outros setores.

    Em agosto do ano passado, o Ministério Público junto ao TCU solicitou a suspensão das tratativas relacionadas às 116 áreas vencidas pela 3D Minerals. O relator do caso, ministro Aroldo Cedraz, negou a cautelar e determinou diligências. O processo segue em análise técnica e ainda não foi julgado pelo plenário.

    A família Wanderley, Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel e o Banco Master não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

     

     
     

    Banco Master financiou maior aquisição de áreas de minerais críticos do país

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  • Governo espera que Azul saia da recuperação judicial nos EUA no próximo mês

    Governo espera que Azul saia da recuperação judicial nos EUA no próximo mês

    Durante evento do BTG Pactual nesta terça-feira (10), o ministro citou a possível conclusão do processo para ilustrar seu entusiasmo com o atual momento do setor aéreo brasileiro. Segundo ele, as principais companhias em operação no país estão conseguindo se recuperar financeiramente, a exemplo da Gol -que deixou o Chapter 11 em junho do ano passado- e da Latam, que recentemente anunciou a compra de 74 aviões da Embraer.

    THIAGO BETHÔNICO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), disse esperar que a Azul saia da recuperação judicial nos Estados Unidos -o chamado Chapter 11- nos próximos 30 dias.

    Durante evento do BTG Pactual nesta terça-feira (10), o ministro citou a possível conclusão do processo para ilustrar seu entusiasmo com o atual momento do setor aéreo brasileiro. Segundo ele, as principais companhias em operação no país estão conseguindo se recuperar financeiramente, a exemplo da Gol -que deixou o Chapter 11 em junho do ano passado- e da Latam, que recentemente anunciou a compra de 74 aviões da Embraer.

    “A gente saneou as companhias aéreas ofertando crédito por meio do Fnac [Fundo Nacional de Aviação Civil] de R$ 5 bilhões e agora surge uma janela positiva”, afirmou.
    O prazo esperado pelo ministro para a conclusão da recuperação judicial da Azul está alinhado com o que a própria companhia antecipa. Em dezembro de 2025, a aérea teve seu plano aprovado pela Justiça dos EUA, o que é considerado um dos principais passos para o encerramento do processo.

    Para concluir o Chapter 11, a Azul propôs uma redução de mais de US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões) em dívidas, obrigações com arrendamentos de aeronaves, juros anuais e custos recorrentes com frota. A empresa também previu uma captação de quase US$ 1 bilhão.

    A companhia entrou com o pedido de recuperação judicial nos EUA em maio de 2025 com o objetivo de reorganizar suas dívidas. Poucos meses depois, após encerrar operações em diversas cidades e deixar de ofertar rotas, a companhia viu seu desempenho operacional melhorar e declarou ter “dinheiro suficiente” para sair do Chapter 11.

    O mercado de aviação comercial vem se recuperando nos últimos anos da crise da pandemia. Durante o evento do BTG, o ministro Costa Filho comemorou o crescimento do setor aéreo no país e citou o retorno de grandes empresas ao mercado, como TAP, Emirates, Iberia e American Airlines. Segundo ele, a aviação internacional cresceu mais de 14% em 2025.

    De acordo com o ministro, também cresceu o número de usuários anuais da malha aérea. “Fechamos o ano passado com 130 milhões de passageiros no Brasil. Em três anos de governo foram incluídos mais de 30 milhões de passageiros na aviação do país”, disse. “Estou muito animado com o momento que vive a aviação brasileira.”

    LEILÃO DO TECON 10 FICA PARA MAIO

    Durante o painel no evento, Silvio Costa Filho falou sobre o cronograma com que o ministério trabalha para o leilão do Tecon 10, o megaterminal do porto de Santos.

    Segundo ele, a expectativa é que o edital seja publicado nos primeiros dez dias de março, e que o leilão seja realizado em maio.
    “Nós estamos modelando ainda o edital para que a gente possa, ao lado da Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários], apresentar após o carnaval ao presidente Lula”, afirmou.

    O leilão do Tecon 10 vive um vaivém há meses. Um dos principais entraves é uma regra para impedir a participação de armadores, como são chamados os donos de navios.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, o episódio mais recente colocou em campos opostos a Casa Civil e o Ministério de Portos e Aeroportos. Isso porque a preferência do presidente Lula é por uma solução que permita a participação de armadores chineses no certame. A indefinição pode adiar ainda mais o certame, que deveria ter acontecido no final do ano passado.

    O megaterminal será instalado em uma área no bairro do Saboó, em Santos, de 622 mil metros quadrados. O projeto é que seja multipropósito, movimentando contêineres e carga solta. O vencedor do leilão será definido pelo modelo da maior outorga: ganha quem oferecer mais dinheiro pelo direito de construí-lo e operá-lo.

    Serão quatro berços, como são chamados os locais de atracação do navio para embarque e desembarque. A previsão de investimento nos 25 anos de concessão pode chegar a R$ 40 bilhões.

    Governo espera que Azul saia da recuperação judicial nos EUA no próximo mês

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