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  • Boulos volta a criticar “terrorismo econômico” contra fim da 6 por 1

    Boulos volta a criticar “terrorismo econômico” contra fim da 6 por 1

    “Esses grupos chegam a fazer terrorismo econômico, na tentativa de postergar a votação da matéria no Legislativo”, disse Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República

    O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (12) que a proposta do fim da escala de trabalho 6 por 1 tem enfrentado resistência porque atinge interesses de setores poderosos da economia brasileira.

    “Esses grupos chegam a fazer terrorismo econômico, na tentativa de postergar a votação da matéria no Legislativo”, disse no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    De acordo com Boulos, os grupos contrários à redução da jornada de trabalho que dá ao trabalhador dois dias de folga semanais, estão tentando, inclusive, estabelecer prazos para que a nova jornada comece a vigorar. Algo que, segundo ele, não terá apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Na avaliação do ministro, o presidente Lula, ao defender a redução da jornada de trabalho, se coloca em posição de enfrentamento a “um grande sistema econômico”. 

    “Mas foi para isso que ele foi eleito”, acrescentou.

    Movimento recorrente

    As críticas à proposta, segundo o ministro, fazem parte de um movimento recorrente sempre que há avanços em direitos trabalhistas, o mesmo quando se propôs a criação do salário mínimo, das férias remuneradas e do 13º salário.

    “O que existe é um terrorismo econômico brutal nessa história, que, aliás, não é novo no Brasil, se você observar os arquivos dos jornais de 1940, quando [o então presidente] Getúlio Vargas criou a lei do salário mínimo. Hoje, tem doido para tudo. Alguns até falam em acabar com o salário mínimo. Mas ninguém aceita isso”, argumentou.

    O ministro defendeu que o debate sobre o tema seja feito com base em dados reais. Nesse sentido, citou estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), segundo o qual o impacto médio da redução da jornada para 40 horas semanais seria de cerca de 1% no custo operacional das empresas.

    “Isso é semelhante ao impacto causado pelo aumento real do salário mínimo, algo que se teve em todos os governos do Lula. Alguma empresa faliu? Gerou desemprego? Ao contrário, temos o menor índice de desemprego da série histórica no Brasil. A atividade econômica, o PIB, está crescendo como não crescia há 12 anos no país”, afirmou.

    “Você tem muita conversa de terrorismo para querer inviabilizar, e tem pouco fato”, complementou.

    Boulos reiterou o argumento de que a redução da jornada tem, entre seus impactos positivos, o aumento da produtividade.

    “Não é segredo para ninguém que um trabalhador cansado vai render menos. Tem havido uma explosão de casos de Burnout [síndrome do esgotamento] no trabalho, por ansiedade, depressão, exaustão. No ano passado, 500 mil trabalhadores foram afastados por problemas de saúde mental, por excesso de trabalho”, argumentou.

    Mulheres

    O ministro Guilherme Boulos ressaltou que a mudança terá impacto direto na vida das mulheres, que frequentemente acumulam dupla jornada.

    “O homem trabalha na 6 por 1 e tem um dia de descanso. A mulher trabalha na 6 por 1 e não tem nenhum dia de descanso, porque no único dia que deveria ser de descanso, ela trabalha em casa”, disse ao lembrar que tarefas domésticas transformam o dia de folga feminina em mais trabalho.

    Para o ministro, o fim da escala representa também uma correção dessa desigualdade. 

    “Quando a gente acaba com a seis por um, nós também estamos dando um respiro para as mulheres trabalhadoras deste país”.

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  • União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

    União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

    Decisão ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França. Bloco acusa Brasil de falhas sobre uso de antimicrobianos

    A União Europeia anunciou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para o bloco europeu. 

    A medida passa a valer em 3 de setembro e foi tomada porque, segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

    Na prática, isso significa que produtos brasileiros como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão deixar de entrar no mercado europeu caso o governo brasileiro não consiga atender às exigências sanitárias até a data-limite.

    A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia e ainda precisa ser formalizada no diário oficial da União Europeia para produzir efeitos legais definitivos.

    A União Europeia mantém uma lista de países considerados aptos a exportar produtos de origem animal ao bloco. Para integrar essa relação, cada país precisa comprovar que segue as normas sanitárias europeias.

    O Brasil estava autorizado até agora, mas acabou retirado da lista após a revisão das regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal.

    Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram autorizados a exportar normalmente para o bloco europeu.

    Entenda substâncias

    Antimicrobianos são medicamentos usados para combater microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Na pecuária, essas substâncias podem servir tanto para tratar doenças quanto para estimular o crescimento dos animais e aumentar a produtividade.

    A União Europeia proíbe especialmente o uso de antimicrobianos que também são importantes para tratamentos médicos em humanos. O objetivo é evitar a chamada resistência antimicrobiana, situação em que bactérias passam a resistir aos medicamentos.

    Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

    O bloco europeu considera que o Brasil ainda não demonstrou de forma suficiente que essas substâncias deixaram de ser usadas ao longo de toda a cadeia produtiva animal destinada à exportação.

    Como afeta o Brasil

    A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

    Além da carne bovina, a medida pode afetar exportações de aves, ovos, mel, peixes, equinos e produtos derivados de origem animal.

    O problema não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

    Para voltar à lista, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados.

    Caminhos possíveis

    Em abril, o governo brasileiro publicou uma portaria proibindo parte dos antimicrobianos utilizados como melhoradores de desempenho animal. Mesmo assim, a União Europeia avalia que ainda faltam garantias adicionais.

    O Brasil tem dois caminhos para reverter a situação: ampliar as restrições legais aos medicamentos restantes ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam essas substâncias.

    A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

    Setor reage

    Entidades do agronegócio brasileiro afirmaram que trabalham em conjunto com o Ministério da Agricultura para atender às exigências europeias antes da entrada em vigor da medida.

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que o Brasil continua habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu até setembro e disse que o setor tem sistemas robustos de controle sanitário e rastreabilidade.

    Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) declarou que o país cumpre as normas internacionais e prestará esclarecimentos técnicos às autoridades europeias.

    Representantes do setor de mel também criticaram a decisão. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel, o Brasil é um dos maiores produtores de mel orgânico do mundo e não haveria justificativa técnica para restrições ao produto.

    Pressão europeia

    A decisão ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, tema que enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França. Na segunda-feira (11), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) anunciou que o Brasil tinha começado a exportar carnes bovina e de aves ao mercado europeu com alíquota zero, por causa do regime de cotas do acordo.

    Apesar disso, a medida sanitária não faz parte diretamente do acordo comercial. As regras sobre antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo.

    O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, afirmou nesta terça que os produtores europeus seguem regras sanitárias rigorosas e que os produtos importados precisam obedecer aos mesmos padrões.

    * com informações da Agência Lusa

    União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro

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  • Petrobras abre 150 vagas em programa de estágio; veja como participar

    Petrobras abre 150 vagas em programa de estágio; veja como participar

    Podem se inscrever os estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino públicas ou privadas, de nível superior, reconhecidas pelo MEC. Inscrições começam no próximo dia 21

    A Petrobras vai oferecer 150 vagas no programa de estágios de 2026. As inscrições começam no próximo dia 21 e, pela primeira vez, quase um terço das oportunidades foi reservada para mulheres. Há cotas para negros, indígenas, quilombolas e Pessoas com deficiência (PCD).

    Veja os detalhes divulgados pela estatal:

    Quem pode se inscrever

    Estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino públicas ou privadas, de nível superior, reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

    Áreas de atuação

    A empresa abriu vagas para estudantes nas áreas de administração de empresas, advocacia, análise de sistemas, biblioteconomia, biologia, ciência de dados, ciências atuariais, ciências contábeis, economia, enfermagem, engenharias (ambiental, civil, de computação, controle e automação, petróleo, produção, telecomunicações, elétrica, mecânica, naval, química), geofísica, geologia, jornalismo, marketing, oceanografia e relações públicas.

    Cidades

    As 150 vagas estão distribuídas em cidades de 12 unidades da federação. São elas Rio de Janeiro (RJ), Macaé (RJ), Duque de Caxias (RJ), Itaboraí (RJ), São Paulo (SP), Santos (SP), Cubatão (SP), São José dos Campos (SP), Paulínia (SP), Mauá (SP), Vitória (ES), Brasília (DF), Canoas (RS), Salvador (BA), Camaçari (BA), Betim (MG), Ipojuca (PE), Araucária (PR), São Mateus do Sul (PR), Aracaju (SE), Laranjeiras (SE), Fortaleza (CE) e Manaus (AM).

    Reserva de vagas

    São reservadas 30% das vagas para mulheres; 30% para negros, indígenas e quilombolas; além de 10% para pessoas com deficiência (PCD).

    A diretora de Assuntos Corporativos da Petrobras, Clarice Coppetti, ressalta que a reserva é uma forma de “estimular a presença de mulheres e pessoas negras nas carreiras Stem [Ciência, Tecnologias e Matemática, na sigla em inglês] e ampliar a presença dos grupos sub-representados na indústria de energia”.

    Carga horária

    O regime do estágio será de 20 horas semanais, de segunda a sexta-feira, podendo ser adotado o regime híbrido, a critério da empresa. Os estagiários com deficiência poderão aderir ao teletrabalho integral, desde que compatível com o plano de atividades do estágio.

    Prazo de inscrição

    De 21 de maio a 3 de junho, pelo site. 

    Provas

    O processo seletivo será realizado por meio de aplicação de prova objetiva online com 60 questões, sendo 10 de língua portuguesa, 10 de conhecimentos gerais, 10 de matemática, 10 de raciocínio lógico, 10 de tecnologias, ciência de dados e inteligência artificial e 10 de conhecimentos sobre a Petrobras. 

    Imediatamente após a inscrição no processo seletivo, os candidatos já poderão realizar a prova objetiva.

    Benefícios

    A Petrobras oferece bolsa-auxílio de R$ 1.825, vale transporte de R$ 15 por dia de trabalho presencial, seguro contra acidentes pessoais, além de recesso remunerado, conforme prevê a legislação.

    Sem efetivação

    A estatal esclarece que o programa de estágio não gera vínculo empregatício com a Petrobras e não é concurso público para contratação de empregados efetivos. A companhia reforça que não possui concurso aberto no momento e não tem previsão de realização de processo seletivo público para contratação de empregados efetivos.

     

    Petrobras abre 150 vagas em programa de estágio; veja como participar

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  • Inflação desacelera a 0,67% em abril e vai a 4,39% em 12 meses

    Inflação desacelera a 0,67% em abril e vai a 4,39% em 12 meses

    IPCA desacelera ante março (0,88%), mas ainda reflete impactos da guerra no Irã. Alta acumulada em 12 meses vai a 4,39% e se aproxima do teto da meta (4,5%)

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O índice oficial de inflação do Brasil desacelerou a 0,67% em abril, após subir 0,88% em março, quando houve os impactos iniciais da guerra no Irã.

    É o que apontam os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O novo resultado veio em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que também era de 0,67%. O grupo alimentação e bebidas subiu menos do que em março, mas seguiu pressionando o índice, assim como a gasolina.

    Apesar da trégua ante o mês anterior, a taxa de 0,67% é a maior para meses de abril em quatro anos, desde 2022 (1,06%).

    No acumulado de 12 meses, a inflação medida pelo IPCA acelerou a 4,39%, após marcar 4,14% na leitura anterior. O ganho de força se explica em parte pelo fato de que o índice havia subido menos em abril do ano passado (0,43%).

    Ao marcar 4,39%, o IPCA se aproxima do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida de maneira contínua pelo BC (Banco Central).

    ALIMENTOS E GASOLINA PRESSIONAM

    O grupo alimentação e bebidas registrou alta de preços de 1,34% em abril. O avanço foi menos intenso do que o verificado em março (1,56%).

    Ainda assim, o segmento teve a maior variação e o principal impacto (0,29 ponto percentual) no IPCA entre os nove grupos pesquisados.

    O ramo de saúde e cuidados pessoais veio na sequência (1,16% e 0,16 p.p.). Juntos, os dois grupos representaram, aproximadamente, 67% do resultado do mês.

    Dentro de alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio (em casa) registrou alta de 1,64%.

    Houve influência da carestia da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). Do lado das quedas, o IBGE destacou o café moído (-2,3%) e o frango em pedaços (-2,14%).

    Já a alimentação fora do domicílio, em locais como bares e restaurantes, registrou alta de 0,59%.

    O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, disse que dois fatores podem explicar o novo aumento do grupo de alimentos e bebidas: a redução da oferta de produtos nesta época do ano e a carestia do óleo diesel após o início da guerra no Irã.

    O preço do diesel subiu 4,46% em abril, após alta de 13,9% em março.

    Quando a análise considera os bens e serviços de forma individual, a maior pressão no IPCA veio da gasolina (0,10 p.p.). O combustível subiu 1,86% em abril, após aumento de 4,59% em março.

    O leite longa vida (0,09 p.p.) veio na sequência da lista de impactos.

    IPCA, JUROS E PROJEÇÕES

    O IPCA serve de referência para a condução da política de juros do BC. Como a inflação deu sinais de trégua antes da guerra no Irã, o BC passou a cortar a taxa Selic, que caiu a 14,5% ao ano em abril.

    O conflito, contudo, segue sem resolução e, conforme analistas, pode afetar a duração e a intensidade do ciclo de cortes dos juros.

    A guerra pressionou as cotações do petróleo no mercado internacional, o que elevou os custos de combustíveis no Brasil.

    Na mediana, as projeções do mercado financeiro para o IPCA de 2026 estão em alta há nove semanas consecutivas, conforme o boletim Focus divulgado pelo BC na segunda-feira (11).

    A alta esperada subiu a 4,91% para o acumulado até dezembro. Assim, distanciou-se do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida de maneira contínua pelo BC.

    O quadro preocupa o governo Lula (PT) em ano eleitoral. Após o início da guerra, o Executivo lançou um pacote de medidas para tentar conter a alta de parte dos combustíveis.

     

    Inflação desacelera a 0,67% em abril e vai a 4,39% em 12 meses

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  • Bancos terão até 30 dias para limpar nome de clientes com dívidas de até R$ 100 no Desenrola

    Bancos terão até 30 dias para limpar nome de clientes com dívidas de até R$ 100 no Desenrola

    Bancos que aderirem ao novo Desenrola Brasil terão até 30 dias para retirar dos cadastros de inadimplência dívidas originais de até R$ 100. Programa prevê descontos que podem chegar a 90% e parcelamento em até quatro anos para famílias endividadas

    (FOLHAPRESS) – Os bancos que aderiram ao novo Desenrola Brasil terão até 30 dias para retirar dos cadastros de inadimplência os registros de dívidas originais de até R$ 100. A exigência faz parte das condições estabelecidas pelo governo federal para participação das instituições financeiras no programa de renegociação.

    Segundo o Ministério da Fazenda, a baixa deverá ser feita de forma permanente junto aos birôs de crédito. A expectativa do governo é que mais de 1 milhão de pessoas sejam beneficiadas pela medida, a depender da adesão dos bancos ao programa.

    A regra para dívidas renegociadas acima de R$ 100 é diferente. Nesses casos, o nome do consumidor deixa os cadastros de inadimplência apenas após o pagamento da primeira parcela do novo acordo, e não no momento da renegociação. Depois da formalização do acordo, o consumidor terá prazo de até 35 dias para quitar a primeira parcela.

    Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os registros de dívidas de até R$ 100 estão espalhados entre sistemas das próprias instituições financeiras e dos birôs de crédito, sem uma base centralizada.

    “Embora a implementação da desnegativação dessas dívidas envolva rotinas internas, sistemas e fluxos operacionais próprios de cada instituição financeira, o programa estabelece diretrizes e requisitos comuns a todos os participantes, os quais foram detalhados e complementados por atos normativos do Ministério da Fazenda”, diz a entidade.

    A Febraban afirma ainda que está apoiando as instituições nos esclarecimentos técnicos para a correta implementação do programa.

    Em respostas enviadas à Folha, Bradesco, Itaú, C6 Bank e Nubank afirmaram que, nos casos de dívidas acima de R$ 100 renegociadas no programa, a retirada do nome dos cadastros de inadimplência ocorre após o pagamento da primeira parcela, como prevê a medida provisória. O Nubank disse ainda que a desnegativação é feita automaticamente, sem necessidade de solicitação por parte do cliente.

    DESENROLA BRASIL

    O programa de renegociação voltado a famílias endividadas conta com descontos que variam de acordo com o tipo de dívida e o tempo de inadimplência. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, na média, os descontos podem chegar a cerca de 65%, mas há variações relevantes entre as modalidades.

    Para dívidas de cartão de crédito rotativo e cheque especial, os descontos previstos vão de 40% a 90%. Já no caso do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), os abatimentos ficam entre 30% e 80%.

    Após o desconto negociado, os débitos poderão ser parcelados em até quatro anos, com juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 35 dias para o pagamento da primeira parcela. A renegociação será feita diretamente com os bancos.

    Podem ser renegociados até R$ 15 mil por pessoa (após descontos), por instituição financeira, com garantia do FGO (Fundo de Garantia de Operações).

    O Desenrola contempla brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105), que deverão procurar os canais oficiais dos bancos para aderir à renegociação. Para as famílias que aderirem, está previsto o bloqueio do CPF em casas de apostas por 12 meses.

    Bancos terão até 30 dias para limpar nome de clientes com dívidas de até R$ 100 no Desenrola

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  • Bis: Galípolo foi escolhido chair da reunião de BCs de economias emergentes

    Bis: Galípolo foi escolhido chair da reunião de BCs de economias emergentes

    Gabriel Galípolo foi escolhido pelo Banco de Compensações Internacionais para presidir reuniões de banqueiros centrais de grandes economias emergentes. Mandato do presidente do Banco Central brasileiro terá duração de dois anos e começa em setembro

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi escolhido pelo conselho de administração do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) como chair das reuniões de banqueiros centrais das grandes economias de mercado emergentes. O mandato de Galípolo, de dois anos, começa em 1º de setembro.

    As reuniões de banqueiros centrais das grandes economias de mercados emergentes acontecem três vezes por ano, no contexto dos ciclos de encontros do BIS. Nessa instância, os participantes trocam visões sobre riscos e desenvolvimentos macroeconômicos e financeiros, além de outros assuntos.

    As informações foram divulgadas pelo BIS. O presidente do BC brasileiro substitui o executivo-chefe da Autoridade Monetária de Hong Kong, Eddie Yue, como chair das reuniões. Até a última segunda-feira, 11, Galípolo estava em Basileia, na Suíça, onde participou das reuniões bimestrais do BIS.

    Bis: Galípolo foi escolhido chair da reunião de BCs de economias emergentes

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  • Brasil e China aprovam isenção de vistos para viagens de até 30 dias

    Brasil e China aprovam isenção de vistos para viagens de até 30 dias

    Medida entrou em vigor nesta terça-feira e será válida até o fim do ano para turismo, negócios, eventos culturais e visitas familiares. Governo brasileiro espera aumento no número de turistas chineses no país

    Brasil e China aprovaram uma isenção recíproca de vistos que entrou em vigor nesta terça-feira e será válida até o fim do ano, segundo informaram os ministérios das Relações Exteriores e do Turismo.

    De acordo com o comunicado oficial, os dois países chegaram a um acordo para permitir viagens sem visto para permanências de até 30 dias.

    A medida vale até 31 de dezembro e contempla viagens com finalidades de turismo, negócios, atividades artísticas, culturais, recreativas e esportivas, além de visitas a familiares, participação em conferências, congressos e reuniões.

    Com a isenção, o governo brasileiro espera um “aumento significativo” no número de turistas chineses no país.

    Ainda segundo o comunicado, a iniciativa representa “mais um passo no fortalecimento das relações bilaterais” e deve contribuir para ampliar o fluxo turístico e empresarial entre Brasil e China.

    Em 2025, o Brasil registrou recorde histórico no número de turistas estrangeiros, com a entrada de 9,28 milhões de visitantes internacionais, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores.

    Brasil e China aprovam isenção de vistos para viagens de até 30 dias

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  • Saiba o que significa o fim da criptografia nos chats do Instagram

    Saiba o que significa o fim da criptografia nos chats do Instagram

    Meta encerrou criptografia de ponta a ponta nas mensagens do Instagram, permitindo acesso ao conteúdo das conversas pela plataforma. Mudança reacende debate sobre privacidade, moderação de conteúdo, uso de dados para IA e pressão de autoridades por maior controle sobre mensagens privadas.

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Instagram deixou de oferecer criptografia de ponta a ponta nas mensagens diretas (DMs), o que faz com que o conteúdo dos chats possa ser lido por terceiros.

    A Meta encerrou o suporte à criptografia de ponta a ponta nas DMs do Instagram na última sexta. Em nota no site de suporte, a empresa afirma: “As mensagens criptografadas de ponta a ponta no Instagram não terão mais suporte após 8 de maio de 2026”.

    A empresa justificou a mudança dizendo que pouca gente ativava o recurso, que era opcional. Um porta-voz da Meta disse ao jornal britânico The Guardian: “Muito poucas pessoas ativavam a criptografia de ponta a ponta nas DMs, então estamos tirando essa opção do Instagram”.

    Na prática, a mudança altera quem consegue acessar o conteúdo das conversas. A criptografia de ponta a ponta é uma técnica que embaralha a mensagem para que só os aparelhos de quem envia e de quem recebe consigam ler, sem acesso pela plataforma que transporta o texto. As mensagens são protegidas, mas a Meta detém as chaves de acesso. Logo, a empresa poderá acessá-las (ler, processar e armazenar) para cumprir ordens judiciais ou para moderação humana ou análise de sistemas automatizados.

    A Meta já usa criptografia de ponta a ponta por padrão no WhatsApp e também adotou a tecnologia no Facebook Messenger em mensagens pessoais. Um porta-voz da empresa sugere que quem quiser ter conversas protegidas utilize o WhatsApp.

    Em comunicado, a companhia afirmou que os usuários afetados receberão instruções para baixar mídias e mensagens.

    PRIVACIDADE, ANÚNCIOS E SEGURANÇÃ DE CRIANÇAS

    Sem a criptografia, as mensagens passam a se encaixar de forma mais direta no conjunto de dados que a Meta admite coletar. A política de privacidade da empresa lista o conteúdo de mensagens enviadas e recebidas entre os dados coletados, o que, em tese, pode ser usado para personalizar recursos, treinar modelos de inteligência artificial (IA) e direcionar publicidade.

    A mudança também ocorre em meio à pressão de autoridades e entidades de proteção infantil, que veem a criptografia como um obstáculo à detecção de abuso. O debate ganhou força em casos como a ação do procurador-geral do Novo México nos EUA, Raúl Torrez, que alegou que a empresa sabia que a criptografia dificultaria detectar e reportar exploração sexual infantil; em março, um júri considerou a Meta responsável e fixou US$ 375 milhões em penalidades civis.

    Outras redes também têm usado o argumento do equilíbrio entre privacidade e moderação ao falar de mensagens privadas. Em março, o TikTok disse que não planeja adotar criptografia de ponta a ponta nas DMs e afirmou: “Nosso sistema de mensagens foi projetado para equilibrar a privacidade do usuário com a capacidade de responder a golpes, assédio e outras preocupações de segurança quando os usuários as denunciam ou quando exigido por lei”.

    Saiba o que significa o fim da criptografia nos chats do Instagram

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  • Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã

    Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã

    Importação russa quase dobrou, chegando a US$ 1,76 bilhão em diesel, e domina mercado brasileiro. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 112,92 milhões, ou 6,42% do total

    O Brasil ampliou fortemente as compras de diesel da Rússia desde o início da guerra no Oriente Médio, após a suspensão das importações vindas da região. Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que Rússia e Estados Unidos passaram a liderar o fornecimento do combustível ao país nos últimos meses.

    Em março e em abril, o Brasil importou US$ 1,76 bilhão em diesel. Desse total, US$ 1,43 bilhão tiveram origem na Rússia, equivalente a 81,25% das compras externas do produto. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 112,92 milhões, ou 6,42% do total.

    Apenas em abril, a dependência do diesel russo aumentou ainda mais. O país comprou US$ 924 milhões do combustível da Rússia, o que correspondeu a 89,84% das importações no mês. Os Estados Unidos responderam por 10,98% das compras, enquanto o Reino Unido teve participação residual.

    Principais números

    •    US$ 1,76 bilhão em diesel importado em março e abril
    •    81,25% do total vieram da Rússia
    •    US$ 924 milhões importados da Rússia apenas em abril
    •    89,84% de participação russa nas compras de abril

    Antes do conflito, o Brasil ainda mantinha parte das importações vindas do Oriente Médio. Em março, o país recebeu carregamentos enviados antes do agravamento da guerra, incluindo compras dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

    Os números mostram uma rápida escalada das compras russas. Em fevereiro, o Brasil importou US$ 433,22 milhões em diesel da Rússia. O valor subiu para US$ 505,86 milhões em março e se aproximou de US$ 1 bilhão em abril.

    Medidas

    Para conter os impactos da alta do diesel sobre consumidores e transportadores, o governo federal anunciou uma série de medidas de compensação.Em março, uma medida provisória liberou R$ 10 bilhões em subsídios para importação e comercialização do combustível. Paralelamente, decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel.

    Segundo o governo, a desoneração tributária deve reduzir o preço em R$ 0,32 por litro nas refinarias. O subsídio adicional a produtores e importadores pode gerar nova queda de R$ 0,32 por litro.

    A equipe econômica afirma que a perda de arrecadação foi compensada pelo aumento das receitas com royalties do petróleo, impulsionadas pela valorização internacional do barril.

    Corte do ICMS

    Em abril, o governo federal lançou um programa para incentivar os estados a reduzirem o ICMS sobre o diesel importado. O custo da medida é dividido entre União e governos estaduais.

    A redução estimada é de R$ 1,20 por litro nas bombas, com custo total de R$ 4 bilhões em dois meses. Apenas Rondônia não aderiu ao acordo.

    O governo também anunciou uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com impacto estimado de R$ 3 bilhões por mês. 

    Empresas beneficiadas precisarão comprovar o repasse da redução ao consumidor final.

    Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã

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  • Dólar fecha em queda e chega a R$ 4,89; Bolsa cai mais de 1%

    Dólar fecha em queda e chega a R$ 4,89; Bolsa cai mais de 1%

    Novos ataques no estreito de Hormuz e as incertezas sobre a guerra pesaram sobre os ativos domésticos. Moeda norte-americana se mantém abaixo do patamar dos R$ 5

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Bolsa fechou em queda de 1,19%, a 181.908 pontos, nesta segunda-feira (11), após os EUA recusarem uma proposta do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A negativa elevou a cautela entre os investidores e pressionou ativos de risco em Bolsas ao redor do mundo.

    O pregão também foi impactado pela temporada de balanços, com destaque para os resultados do banco BTG Pactual e para a expectativa pelos números da Petrobras -que serão divulgados após o fechamento do mercado.

    O dólar, por outro lado, teve movimento mais tímido. A moeda norte-americana encerrou o dia próximo da estabilidade, com queda de 0,06%, a R$ 4,892.

    Para Otávio Araújo, consultor sênior da Zero Markets Brasil, a negativa dos EUA à contraproposta do Irã reacendeu o temor da inflação global. “O noticiário internacional pesou mais, principalmente porque o avanço do petróleo influenciou o desempenho de companhias ligadas a consumo e transporte”, afirma.

    Os preços do petróleo voltaram a subir. Na máxima, o barril Brent, referência mundial, chegou a US$ 105,97, alta de 4,62%. Por volta das 17h, a commodity avançava 2,91%, a US$ 104,24.

    Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX, diz que o mercado reincorporou um prêmio de risco geopolítico que havia sido parcialmente removido. “A rigidez das exigências iranianas sugere que qualquer acordo segue distante, o que tende a manter o Brent em patamares elevados enquanto o impasse persistir”.

    No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a resposta enviada pelo Irã à proposta americana para encerrar a guerra. “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gostei -TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.

    Segundo a imprensa iraniana, Teerã propôs o encerramento imediato da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, a suspensão do bloqueio naval imposto pelas forças americanas, garantias de que não haveria mais ataques, e o fim das sanções econômicas, incluindo as restrições de Washington à venda de petróleo do país persa.

    O Irã também teria proposto diluir parte de seu urânio enriquecido e transferir o restante para um terceiro país. Teerã ainda teria exigido compensação pelos danos causados na guerra.

    A proposta inicial dos EUA previa a interrupção dos combates antes da abertura de negociações sobre temas mais sensíveis, entre eles o fim do programa nuclear iraniano, o que Teerã rejeita.

    A maior aversão ao risco pressionou o setor bancário brasileiro, com destaque para as ações do BTG Pactual, cujo balanço foi divulgado durante o pregão, e Santander. Os papéis dos bancos caíram 2,88% e 2,52%, respectivamente.

    As indefinições também repercutiram em Wall Street, onde as Bolsas subiram discretamente. O Dow Jones avançou 0,19%, enquanto o S&P 500 e a Nasdaq avançaram 0,12% e 0,10%, respectivamente -o suficiente para esses dois últimos renovarem os recordes de fechamento.

    Analistas da Ágora Investimentos destacaram, em relatório a investidores, maior cautela no pregão. “O cenário externo mais cauteloso limitou o apetite por risco, reduzindo o fôlego do real e do Ibovespa, ao mesmo tempo em que pressionou a curva de juros”.

    No Brasil, o impacto da continuidade do conflito é misto. Por um lado, o real e a Bolsa brasileira são beneficiados pela distância do país em relação ao conflito e pela exposição do país ao petróleo. Por outro, o aumento das incertezas ligadas ao petróleo pode gerar um movimento global de fuga de ativos voláteis para ativos seguros.

    Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o mercado vinha esperando a redução das tensões nos últimos pregões. “[Analistas] talvez tenham precificado uma queda relevante do petróleo de maneira muito rápida nos ativos. O mercado não trabalha com a manutenção desses níveis mais elevados. O grande risco é justamente esse cenário não se concretizar, porque ele já está bastante implícito nos preços”.

    Segundo ele, o Brasil, por ser um mercado emergente, acaba sendo considerado um ativo de maior risco. “Assim, uma reescalada do conflito provavelmente significaria dólar em alta, curva de juros no Brasil também para cima e Bolsa para baixo”.

    Ainda no cenário doméstico, destaque para a temporada de balanços. Além do BTG, investidores aguardam resultados da Petrobras no 1º trimestre -as ações preferenciais da empresa fecharam em alta de 1,51%.

    O pregão também teve a estreia das ações da Compass, companhia de gás e energia da Cosan. É o primeiro IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) em quase cinco anos na B3 (Bolsa de Valores brasileira).

    As ações fecharam em queda de 2,17%, cotadas a R$ 27,39 cada. Na máxima da sessão, os papéis avançaram 1,25%, enquanto, na mínima, chegaram a recuar 3,57%.

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