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  • Governo propõe subsídio de R$ 1,20 ao diesel após impasse do ICMS

    Governo propõe subsídio de R$ 1,20 ao diesel após impasse do ICMS

    União quer dividir custo com estados até maio; alternativa, apresentada prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida entre União e estados

    A equipe econômica apresentou uma nova proposta aos estados para conter a alta do diesel após resistência dos governadores em zerar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível, anunciou nesta terça-feira (24) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

    A alternativa, apresentada prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida entre União e estados.

    Pelo modelo sugerido:

    • R$ 0,60 seriam pagos pelo governo federal
    • R$ 0,60 ficariam a cargo dos estados

    “Essa linha dá uma resposta mais rápida às consequências da guerra, o efeito é mais célere, e não exige uma renúncia fiscal de ICMS, podemos ter essa contraproposta, por meio de subvenções, com efeitos mais rápidos”, disse Durigan a jornalistas.

    Medida temporária

    A proposta tem caráter emergencial e deve valer até 31 de maio. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total estimado é R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.

    Na semana passada, a pasta tinha informado que o gasto seria de R$ 3 bilhões mensais, totalizando R$ 6 bilhões. No entanto, a Fazenda corrigiu a informação nesta terça.

    O governo espera uma resposta dos estados até sexta-feira (27), durante reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), em São Paulo. Segundo Durigan, os ganhos de receitas dos estados produtores de petróleo com a alta do combustível ajudará a compensar o impacto da subvenção.

    “Tudo que já foi anunciado pelo governo federal está valendo, segue igual. O que estamos fazendo é outra frente agora, para que não seja necessária apenas a renúncia fiscal pelos estados. Aliás, existem estados que vão ganhar mais na arrecadação com esse aumento nos preços do petróleo, o que acaba compensando”, disse o ministro.

    Mudança de estratégia

    A nova proposta surge após governadores rejeitarem a ideia inicial de zerar o ICMS sobre o diesel importado. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o subsídio permitiria uma resposta mais rápida aos efeitos da alta do petróleo.

    A medida busca reduzir o impacto no preço final sem exigir renúncia direta de arrecadação por parte dos estados.

    Ações paralelas

    A nova ajuda se soma a outra medida já anunciada pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores.

    Esse valor deve ser repassado ao consumidor final no preço do combustível.

    Cenário externo

    O governo avalia que a alta recente do diesel está ligada ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional, influenciado por tensões no Oriente Médio.

    Outras medidas seguem em análise, incluindo possível redução de tributos sobre o biodiesel, a depender da evolução do cenário internacional.

    Governo propõe subsídio de R$ 1,20 ao diesel após impasse do ICMS

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  • Vorcaro recebe primeira visita do pai e da mãe após ser transferido para prisão na PF

    Vorcaro recebe primeira visita do pai e da mãe após ser transferido para prisão na PF

    Os pais de Vorcaro chegaram à Superintendência da PF na manhã desta terça-feira (24), acompanhados de advogados; banqueiro inicialmente foi alocado na carceragem comum da PF, mas ontem foi transferido para uma sala de Estado-Maior

    O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, recebeu a visita de seu pai e de sua mãe nesta terça-feira, 24, na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. É a primeira visita dos seus familiares desde que ele foi preso no último dia 4 de março.

    Os pais de Vorcaro chegaram por volta das 9h20 à Superintendência da PF, acompanhados de advogados. O pai dele, Henrique Vorcaro, chegou a ser alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero sob suspeita de ser beneficiário de valores desviados do Banco Master. Sua defesa nega as acusações.

    No período que permaneceu na penitenciária federal de Brasília, Vorcaro estava em isolamento e por isso não podia receber visitas de familiares. Na sexta-feira passada, ele foi transferido para a Superintendência da PF para dar início à negociação de sua delação premiada.

    A administração da Superintendência permite visitas de familiares aos presos nas terças e nas quintas. Por isso, não foi necessário solicitar autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

    Vorcaro inicialmente foi alocado na carceragem comum da PF, mas ontem foi transferido para uma sala de Estado-Maior que havia sido preparada anteriormente para receber o ex-presidente Jair Bolsonaro. A administração da PF, porém, retirou o aparelho de televisão da sala.

    Ele também tem recebido visitas de seus advogados diariamente, com o objetivo de iniciarem o desenho dos assuntos a serem abordados no acordo de delação premiada. Ainda não há um prazo para que esse escopo inicial fique pronto e seja apresentado aos investigadores.

     

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  • Arrecadação federal bate recorde e soma R$ 222,1 bilhões em fevereiro

    Arrecadação federal bate recorde e soma R$ 222,1 bilhões em fevereiro

    Resultado representa alta de 5,68% na comparação com 2025; desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e por mudanças recentes na legislação tributária, com destaque para as arrecadações do Programa de Integração Social (PIS)

    A arrecadação federal alcançou R$ 222,1 bilhões em fevereiro, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O resultado representa crescimento real de 5,68% na comparação com fevereiro do ano passado, já descontada a inflação.

    Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24) pela Receita Federal.

    Também é o melhor desempenho arrecadatório para o acumulado do ano. No bimestre, a arrecadação alcançou R$ 547,9 bilhões, representando um acréscimo de 4,41%, corrigido pela inflação. 

    Segundo o Fisco, o desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e por mudanças recentes na legislação tributária, com destaque para as arrecadações do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

    As receitas do PIS/Confins somaram R$ 47,7 bilhões, com expansão real de 8,45% na comparação com o mesmo mês de 2025. No ano, essa arrecadação chega a R$ 104,1 bilhões, alta real de 6,19% sobre o mesmo período do ano passado. Segundo a Receita, a alta reflete o aumento no volume de vendas do comércio e de serviços e do desempenho do setor ligado a extração de petróleo.O IOF somou R$ 8,7 bilhões em fevereiro, com alta real de 35,73%, descontada a inflação, em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro e fevereiro, o imposto totalizou R$ 16,8 bilhões, aumento real de 41,83%. De acordo com a Receita, o resultado reflete alterações na legislação que ampliaram a incidência do imposto sobre novas operações financeiras.

    No bimestre, o IRRF-Capital também registrou crescimento expressivo de 26,45%, totalizando R$ 26,4 bilhões. O desempenho foi influenciado por aplicações em renda fixa e pela tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP), uma das formas de uma empresa distribuir lucros aos acionistas.

    No fim do ano passado, o Congresso Nacional aprovou o aumento de 15% para 17,5% da alíquota de Imposto de Renda Retido na Fonte para a JCP. No entanto, essa alta só se refletirá na arrecadação federal a partir de abril.

    Previdência

    A arrecadação da Previdência Social atingiu R$ 60,5 bilhões, com aumento real de 5,68% em relação a fevereiro do ano passado. O avanço foi atribuído ao crescimento de 3,89% na massa salarial e à alta de 7,98% na arrecadação do Simples Nacional.

    Além disso, houve crescimento de 23,42% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a fevereiro de 2025. Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos, a partir de janeiro de 2025.

    O aumento da arrecadação previdenciária também foi significativo no bimestre, chegando a R$ 124,4 bilhões, crescimento real de 5,58%.

    Outros tributos

    No acumulado do ano, a tributação sobre apostas online e jogos de azar gerou R$ 2,5 bilhões, contra R$ 756 milhões no primeiro bimestre do ano passado. O crescimento no setor atinge 236% na comparação anual, refletindo a regulamentação e a ampliação da cobrança sobre as chamadas “bets”.

    Em sentido contrário, tributos ligados à importação apresentaram recuo real. As receitas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação caíram 10,37% no bimestre, descontada a inflação, na comparação com janeiro e fevereiro de 2025. A Receita atribui o resultado à redução do volume de importações em dólar e à queda da taxa de câmbio na comparação anual.

    Os desempenhos reforçam o caixa do governo no início do ano e contribuem para o cumprimento da meta fiscal estabelecida para 2026, que prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões, excluindo o pagamento de precatórios e despesas fora do arcabouço fiscal.

    As regras fiscais, no entanto, estabelecem um limite de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Dessa forma, o governo está autorizado a obter resultado primário zero até superávit de R$ 68,6 bilhões em 2025.

    Arrecadação federal bate recorde e soma R$ 222,1 bilhões em fevereiro

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  • Fevereiro de 2026 tem recorde de CPFs negativados, aponta Serasa

    Fevereiro de 2026 tem recorde de CPFs negativados, aponta Serasa

    A economista Camila Abdelmalack afirma que não vê reversão de dados de inadimplência tão cedo, frisando que por mais que a Selic caia, ainda continuará em nível de juros muito restritivo

    O Brasil bateu recorde de 81,7 milhões de CPFs negativados em fevereiro de 2026 e tem registrado recordes desde janeiro de 2025, pois a taxa Selic está em um nível muito elevado, segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, em entrevista coletiva sobre os dez anos do Mapa da Inadimplência.

    A economista afirma que não vê reversão de dados de inadimplência tão cedo, frisando que por mais que a Selic caia, ainda continuará em nível de juros muito restritivo – e acrescentou que o Banco Central mudou um pouco a sinalização nas últimas comunicações, colocando mais cautela para o ciclo de flexibilização monetária.

    “Se antes tínhamos expectativa de juro perto de 12%, mercado começou a revisar para cima essas projeções. Vemos boletim Focus vendo taxa de juros no nível de 12,50% no fim de 2026, e precificação na curva de juros com nível entre 13% e 14% nos juros de longo prazo, dois dígitos”, acrescenta.

    Abdelmalack ainda observa que as instituições financeiras estão desacelerando o ritmo de concessão, principalmente puxado pelas modalidades de juros mais barato. “Ou seja, a população está se endividando em modalidades mais caras.”

    Em uma década, houve uma alta de 38,1% no número de brasileiros inadimplentes, de 59 milhões em 2016 para 81,7 milhões em 2026.

    A economista diz também que não basta ver se o crédito está mais caro ou mais barato para entender a inadimplência. “Tem a história da inflação por trás disso, porque corrói poder de compra da população, principalmente nas faixas de renda menor.”

    Dados da Serasa Experian mostram que, em média, o brasileiro tem 70,5% da sua renda comprometida, mostrando como está alavancado.

    Fevereiro de 2026 tem recorde de CPFs negativados, aponta Serasa

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  • Dólar sobe com ata do Copom e negociações entre EUA e Irã no radar

    Dólar sobe com ata do Copom e negociações entre EUA e Irã no radar

    A alta do dólar também reflete o fortalecimento global da moeda americana e avanço dos rendimentos dos Treasuries, impulsionados pela subida dos preços do petróleo, embora abaixo de US$ 100 o barril

    O dólar avança no mercado à vista na manhã desta terça-feira, 24,, rodando em torno de R$ 5,26 por volta das 9h40, em meio à leitura da ata do Copom, que indica continuidade do ciclo de cortes, mas divide as expectativas no mercado para o curto prazo, entre redução de 25 pb e 50 PB na Selic.

    O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou na ata da sua mais recente reunião, quando a Selic foi reduzida em 25 pb, a 14,75% ao ano na semana passada, que a inflação brasileira continua pressionada pela demanda, o que exige a manutenção da taxa Selic em um nível contracionista. Por outro lado, disse que a política monetária tem contribuído para um arrefecimento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    A alta do dólar também reflete o fortalecimento global da moeda americana e avanço dos rendimentos dos Treasuries, impulsionados pela subida dos preços do petróleo, embora abaixo de US$ 100 o barril.

    Os investidores acompanham as supostas negociações entre EUA e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, já no 25º dia, o que mantém a cautela com inflação e atividade e pressiona os futuros das bolsas em Nova York.

    O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, informou secretamente o enviado americano Steve Witkoff de que o líder supremo Mojtaba Khamenei aprovou negociações para um possível acordo, informou a Al Arabiya nesta terça-feira, citando o jornal israelense Yedioth Ahronoth. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o líder supremo concordou em encerrar rapidamente o conflito, de acordo com as condições do Irã.

    Na Europa e em partes da Ásia a atividade empresarial desacelerou, à medida que a guerra no Oriente Médio elevou os preços de energia e a incerteza, enquanto o arrefecimento de novos pedidos sugere danos mais duradouros caso o conflito se prolongue ou se intensifique.

    Dólar sobe com ata do Copom e negociações entre EUA e Irã no radar

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  • Movimento suspeito antecipa fala de Trump e levanta alerta no mercado

    Movimento suspeito antecipa fala de Trump e levanta alerta no mercado

    Operações bilionárias com ações e petróleo ocorreram minutos antes de anúncio sobre conflito, levantando suspeitas de informação privilegiada. Após declaração, preços despencaram e investidores lucraram com a volatilidade global.

    Movimentações atípicas no mercado chamaram a atenção de investidores pouco antes de um anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Cerca de 15 minutos antes de ele divulgar a suspensão de ataques a instalações energéticas, foram registradas operações de grande volume, levantando suspeitas de possível uso de informação privilegiada.

    Dados analisados pela BBC indicam que, nesse curto intervalo, foram comprados cerca de US$ 1,5 bilhão em contratos futuros do S&P 500 e vendidos aproximadamente US$ 192 milhões em contratos futuros de petróleo. Segundo a CNBC, essas ordens foram de quatro a seis vezes maiores do que o padrão habitual para aquele momento do dia, sem que houvesse qualquer notícia pública que justificasse o movimento.

    Após o anúncio de Trump, o mercado reagiu imediatamente. As declarações do presidente, que falou em “conversas muito boas” com autoridades iranianas, sinalizando uma possível redução das tensões, provocaram uma forte queda nos preços do petróleo.

    Mesmo com a negativa do Irã sobre qualquer negociação, o mercado interpretou as falas como um indicativo de desescalada no conflito. Com isso, investidores correram para vender contratos e realizar lucros, o que ampliou a queda das cotações.

    O barril do Brent, referência internacional, caiu mais de 10% e fechou a US$ 99,94. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 10,28%, a US$ 88,13. Em determinados momentos do dia, as perdas chegaram a ultrapassar 14%.

    A volatilidade ocorre em meio a um cenário de forte tensão geopolítica. O conflito no Oriente Médio tem impactado diretamente o mercado de energia, especialmente por causa do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

    Segundo o diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, a crise já representa uma redução de cerca de 11 milhões de barris por dia na oferta global, superando o impacto combinado das crises do petróleo da década de 1970.

    Especialistas alertam que uma escalada mais intensa poderia levar o preço do petróleo a níveis próximos de US$ 150 por barril, com efeitos significativos para a economia global. Ao mesmo tempo, a recente queda das cotações reflete o alívio dos investidores diante da possibilidade de redução das tensões.

    Ainda assim, analistas destacam que o cenário segue incerto. Apesar das sinalizações de Trump, operações militares continuam em andamento, e o Irã nega qualquer negociação. Para o mercado, uma estabilização real dependerá da normalização do tráfego no Estreito de Ormuz e da recuperação das infraestruturas energéticas afetadas, muitas das quais sofreram danos significativos nos últimos ataques.

    Além disso, países importadores já começaram a utilizar reservas estratégicas, o que pode manter a pressão sobre a demanda e os preços mesmo em caso de trégua.
     

     

     

    Movimento suspeito antecipa fala de Trump e levanta alerta no mercado

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  • Tereza Cristina: acordo Mercosul-UE é marco histórico, mas sucesso dependerá da execução

    Tereza Cristina: acordo Mercosul-UE é marco histórico, mas sucesso dependerá da execução

    Senadora afirma que tratado entre Mercosul e União Europeia é histórico, mas alerta que benefícios dependem da execução. Segundo ela, Brasil precisará de coordenação entre governo e setor produtivo para transformar o acordo em crescimento econômico, geração de empregos e aumento da competitividade.

    A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, nesta segunda-feira (23), que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia representa um marco histórico, mas destacou que o principal desafio será a implementação e a capacidade de o Brasil transformar o tratado em ganhos concretos para a economia.

    “O verdadeiro teste de um acordo não está na sua assinatura, mas na sua execução”, disse durante o seminário A Geopolítica do Agronegócio, realizado em São Paulo. Segundo ela, os benefícios não serão automáticos e dependerão de políticas públicas e coordenação institucional. “Em última análise, o sucesso do acordo será medido por resultados tangíveis. Mais investimentos, mais produtividade, mais emprego, mais renda”, afirmou.

    A senadora ressaltou que a operacionalização exigirá articulação entre governo e setor produtivo, com medidas que envolvem adaptação regulatória, investimentos em infraestrutura e redução de custos logísticos. “Implementar um acordo dessa magnitude exige coordenação contínua entre Estado e o setor produtivo”, disse.

    Para Tereza Cristina, o tratado vai além da redução de tarifas e inaugura um novo nível de integração econômica. Ela também avaliou que o acordo pode ser um dos últimos grandes exemplos de negociações comerciais amplas no modelo tradicional. “Talvez represente uma das últimas grandes expressões de um paradigma de negociação internacional baseado em processos longos, técnicos e estruturados”, afirmou.

    Nesse cenário, a senadora destacou que acordos desse tipo tendem a se tornar mais raros, o que aumenta a responsabilidade do Brasil. “Não basta celebrar o acordo. É necessário defendê-lo, operacionalizá-lo e extrair dele o máximo dos seus benefícios”, disse.

    Ela alertou, no entanto, que alguns setores mais expostos à concorrência internacional podem enfrentar dificuldades e precisar de políticas de transição, como os segmentos de lácteos e vinhos. Por outro lado, apontou oportunidades relevantes, como agregação de valor e diversificação das exportações. “Abre-se espaço para agregação de valor, diversificação exportadora e inserção em cadeias globais mais sofisticadas”, afirmou.

    Entre os pontos positivos do acordo, Tereza Cristina destacou a proteção de indicações geográficas, a redução de custos de importação de insumos e bens de capital e a ampliação do comércio de serviços e investimentos. “A abertura em serviços e investimentos tende a ampliar fluxos de tecnologia e inovação”, concluiu.

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    Tereza Cristina: acordo Mercosul-UE é marco histórico, mas sucesso dependerá da execução

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  • Ata do Copom reforça que passos futuros podem incorporar informações novas sobre a guerra

    Ata do Copom reforça que passos futuros podem incorporar informações novas sobre a guerra

    Ata do Copom aponta que conflitos no Oriente Médio aumentam incertezas e podem influenciar decisões sobre juros. Comitê sinaliza cautela nos próximos passos, mantém projeções de inflação acima da meta e não indica ritmo para novos cortes da Selic

    O Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou, nesta terça-feira (24), que os próximos passos na calibragem da taxa básica de juros poderão levar em conta novos dados sobre a intensidade e a duração dos conflitos no Oriente Médio, além dos impactos diretos e indiretos sobre a inflação, diante do “forte aumento da incerteza”.

    A avaliação consta na ata da reunião de março, divulgada nesta manhã. Assim como no comunicado anterior, o colegiado não indicou qual será o ritmo dos cortes da Selic nem o tamanho total do ciclo de redução.

    Na última quarta-feira (18), o Copom reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. Foi o primeiro corte após quase dois anos, já que a última redução havia ocorrido em maio de 2024.

    Na ata, o comitê reafirmou que pretende conduzir a política monetária com “serenidade e cautela” diante do cenário de incertezas. O colegiado também destacou que a decisão é compatível com a estratégia de levar a inflação para perto da meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, informou.

    O Copom manteve as projeções de inflação. A estimativa é de alta de 3,9% para o IPCA em 2026 e de 3,3% no terceiro trimestre de 2027, horizonte relevante da política monetária, ambos acima do centro da meta de 3%.

    Para os preços livres, a projeção é de alta de 3,7% em 2026 e 3,3% em 2027. Já os preços administrados devem subir 4,3% e 3,2%, respectivamente.

    As estimativas consideram o cenário de referência com base no Relatório Focus de 16 de março, bandeira amarela de energia elétrica no fim de 2026 e 2027, câmbio inicial em R$ 5,20 e evolução conforme a paridade do poder de compra. Já os preços do petróleo seguem a curva futura por seis meses e depois avançam 2% ao ano.

     

     

    Ata do Copom reforça que passos futuros podem incorporar informações novas sobre a guerra

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  • Restituição do IR 2026 terá 4 lotes; veja datas e quem recebe primeiro

    Restituição do IR 2026 terá 4 lotes; veja datas e quem recebe primeiro

    Receita Federal reduz número de pagamentos e deve antecipar maioria das restituições. Idosos, professores e quem usar declaração pré-preenchida com Pix recebem antes, enquanto demais contribuintes dependem da data de envio

    A restituição do Imposto de Renda 2026 terá um calendário mais enxuto. Neste ano, a Receita Federal reduziu de cinco para quatro o número de lotes de pagamento, com o objetivo de acelerar a devolução dos valores aos contribuintes.

    Com a mudança, a expectativa é que a maior parte das restituições seja paga ainda no primeiro semestre. Confira o calendário:

    • 1º lote: 29 de maio
    • 2º lote: 30 de junho
    • 3º lote: 31 de julho
    • 4º lote: 28 de agosto

    A tendência é que cerca de 80% dos contribuintes recebam até o segundo lote.

    Quem recebe primeiro

    A ordem de pagamento segue regras de prioridade. Recebem antes:

    • Idosos com 80 anos ou mais
    • Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave
    • Professores cuja principal renda seja o magistério
    • Quem usar declaração pré-preenchida e escolher receber via Pix
    • Quem utilizar apenas um desses critérios
    • Demais contribuintes, conforme a data de envio da declaração

    Para quem não está nos grupos prioritários, a recomendação é enviar a declaração o quanto antes e sem erros para aumentar as chances de receber mais rápido.

    Consulta e lote residual

    A Receita também libera a consulta ao lote residual de março a partir das 10h desta terça-feira (24). Serão pagas 87.440 restituições, somando R$ 300 milhões, destinados a contribuintes com prioridade legal. O pagamento será feito em 31 de março.

    A consulta pode ser feita no site da Receita Federal, na área “Meu Imposto de Renda”, pelo aplicativo oficial ou pelo portal e-CAC. Caso haja pendências, é possível enviar uma declaração retificadora para corrigir as informações.
     

     

    Restituição do IR 2026 terá 4 lotes; veja datas e quem recebe primeiro

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  • 70 mil investidores do Master ainda não pediram o resgate ao FGC

    70 mil investidores do Master ainda não pediram o resgate ao FGC

    Montante equivale a 9% do total de pessoas físicas e jurídicas com direito à garantia de até R$ 250 mil; credores têm até cinco anos, a partir em que o FGC inicia os pagamentos, para requisitar o valor

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Até esta segunda-feira (23), 70 mil investidores do conglomerado do Banco Master não haviam requisitado suas garantias junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

    O montante equivale a 9% do total de pessoas físicas e jurídicas com direito à garantia de até R$ 250 mil. Em volume, ainda faltam ser pagos R$ 793 milhões, ou 2% do total, segundo informações do fundo.

    Os credores têm até cinco anos, a partir em que o FGC inicia os pagamentos, para requisitar o valor. Nesse período, a quantia a ser restituída fica reservada, sem qualquer correção monetária. Após o vencimento do prazo, a garantia não pode ser reavida.

    Nos 70 mil estão incluídos investidores dos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank. Ao todo, 689 mil pessoas já receberam o pagamento da garantia, 89% do total. Em valores, já foram pagos R$ 39 bilhões, o equivalente a 96% total referente a estas instituições.

    Já em relação ao Will Bank, que teve sua liquidação decretada posteriormente, o FGC estima que serão pagos R$ 6,3 bilhões em garantias. O fundo aguarda as informações dos credores da fintech que serão enviadas pelo liquidante da instituição.

    Antes de ter o quadro completo em mãos, o FGC antecipou o pagamento da garantia aos credores que eram clientes diretos do Will Bank e que tinham até R$ 1.000 a receber diretamente via app do banco.

    Nessa antecipação, já foram pagos R$ 124 milhões, o que representa 70% do montante a ser pago, valor estimado em R$ 178 milhões, beneficiando mais de 1 milhão credores, correspondente a 17% do total de 6 milhões com direito à antecipação da garantia.

    BANCO PLENO (EX-VOITER)

    Nesta segunda-feira (23), o FGC disponibilizou depositantes e investidores do Banco Pleno (ex-banco Voiter) o pedido de garantia pelo aplicativo e site do FGC. São 152 mil credores, com valor total de R$ 4,8 bilhões a ser pago pelo Fundo.

    Com a liquidação extrajudicial do Pleno, a conta de valores a serem ressarcidos pelo FGC relacionados ao caso Master subiu para R$ 51,8 bilhões.

    O FGC oferece garantia ordinária de até R$ 250 mil, por CPF ou CNPJ, para investimentos em produtos como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e LCD, por instituição financeira associada ou conglomerado. Existe um teto de R$ 1 milhão, a cada período de quatro anos, para garantias pagas por CPF ou CNPJ.

    Pessoas físicas devem baixar o aplicativo do FGC na Apple Store ou na Play Store. Já as pessoas jurídicas devem realizar o procedimento pelo site da instituição.

    Faça o cadastro utilizando os dados do titular do investimento ou conta corrente. É necessário informar nome completo, CPF e data de nascimento e criar uma senha de acesso ao app. Em seguida, abra o email informado no cadastro para visualizar o código de verificação solicitado;

    Após a validação, aparecerá a mensagem “Cadastro realizado!”. Para acessar o aplicativo e suas funcionalidades, toque em “Fazer Login”. Depois de logado, cadastre a conta em que deseja receber o dinheiro quando ele for liberado. Para isso, clique em “Meu perfil” e vá em “Contas bancárias”;

    Em “Instituição financeira”, busque pelo seu banco ou instituição de pagamento. Selecione conta corrente e informe os dados da conta que deseja cadastrar para receber a garantia.

    Solicite o pagamento de garantia na página inicial do app clicando na instituição na qual tinha conta ou na qual investia;

    Ao finalizar o cadastro, a pessoa física poderá visualizar o valor que irá receber;

    Será necessário verificar a identidade via biometria (abrindo câmera do celular) e fazer a assinatura digital confirmando a solicitação do pagamento da garantia;

    Em até 48 horas úteis o dinheiro será depositado na conta informada.

    70 mil investidores do Master ainda não pediram o resgate ao FGC

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