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  • Anvisa recomenda não jogar fora os detergentes da Ypê

    Anvisa recomenda não jogar fora os detergentes da Ypê

    Agência reguladora pede que consumidor aguarde desdobramentos do caso antes de descartar itens. SAC da empresa falha tanto online quanto por telefone 0800 devido ao alto volume de procura

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ao consumidor que tenha algum produto da Ypê que faça parte do lote apontado como com risco de contaminação microbiológica não jogue fora e espere o “desdobramento do caso”.

    A empresa está fazendo o recolhimento do produto, mas com o alto volume de procura para orientações e devoluções, o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) tem falhado tanto online quanto por meio de telefone 0800-1300544. Há ainda a opção de fazer cadastro por meio de formulário no site da marca.

    “No momento a orientação é não jogar fora, mas sim aguardar o desdobramento do caso e da determinação de recolhimento”, diz nota enviada pela Anvisa.

    O recall da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) começou na quinta-feira (7), quando foi determinado o recolhimento de todos os lotes com numeração final 1 por apontar risco de contaminação microbiológica.

    A medida também previa a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos afetados. A empresa conseguiu a reversão de parte da determinação, mas optou por ainda não voltar a fabricar os produtos até que a situação seja regularizada na Anvisa. Há uma reunião prevista para esta quarta-feira (13).

    De acordo com a agência reguladora, a decisão foi tomada após avaliação técnica de risco sanitário. Durante inspeção realizada na unidade, foram identificados descumprimentos em etapas relevantes do processo produtivo, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

    Não há ainda orientações claras por parte do órgão regulador de como o produto que ainda será devolvido deve ser armazenado pelo consumidor nem sobre os riscos específicos ao meio ambiente. Especialistas, no entanto, não recomendam nenhum tipo de uso e afirmam que o líquido não deve ser despejado na natureza.

    As informações sobre o que pode acontecer com quem tiver contato com a possível bactéria identificada são de danos à pele, causados por irritação. Com isso, o produto não deve ser usado em nenhuma hipótese.

    Outro risco é de contaminação microbiológica maior caso o consumidor insista em utilizar os itens para fazer a higiene em sua casa.

    QUAIS OS RISCOS PARA A SAÚDE?

    No comunicado, a Anvisa citou possibilidade de presença de microrganismos patogênicos nos produtos afetados. O risco é de contaminação microbiológica, que pode dar origem a quadros diversos, mas para maior especificação a agência diz que precisa de mais prazo para a apuração.

    Em 2025, a própria empresa informou que havia identificado a bactéria Pseudomonas aeruginosa em alguns lotes de lava-roupas líquidos. Essa bactéria pode causar infecções, principalmente em pessoas imunossuprimidas, hospitalizadas ou com feridas abertas. Em indivíduos saudáveis, o risco costuma ser menor, mas o contato com produtos contaminados pode causar irritações ou infecções em situações específicas.

    QUAIS PRODUTOS FORAM SUSPENSOS?

    De acordo com a Anvisa, somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados:

    – Lava-louças Ypê Clear Care
    – Lava-louças com enzimas ativas Ypê
    – Lava-louças Ypê
    – Lava-louças Ypê Toque Suave
    – Lava-louças Concentrado Ypê Green
    – Lava-louças Ypê Clear
    – Lava-louças Ypê Green
    – Lava-roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
    – Lava-roupas líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas
    – Lava-roupas líquido Tixan Ypê Antibac
    – Lava-roupas líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
    – Lava-roupas líquido Tixan Ypê Green
    – Lava-roupas líquido Ypê Express
    – Lava-roupas líquido Ypê Power Act
    – Lava-roupas líquido Ypê Premium
    – Lava-roupas Tixan Maciez
    – Lava-roupas Tixan Primavera
    – Desinfetante Bak Ypê
    – Desinfetante de uso geral Atol
    – Desinfetante perfumado Atol
    – Desinfetante Pinho Ypê
    – Lava-roupas Tixan Power Act

    USEI O PRODUTO NA LIMPEZA. DEVO LAVAR A LOUÇA OU A ROUPA DE NOVO?

    Como medida de precaução, consumidores podem lavar novamente roupas, utensílios ou superfícies que tiveram contato direto com um produto suspenso, especialmente em casos de irritação, alteração no cheiro, cor ou textura do item. Não há indicação, porém, de risco que exija jogar fora objetos domésticos usados com o produto.

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  • Trump planeja reduzir tarifas sobre carne importada nos EUA, diz jornal

    Trump planeja reduzir tarifas sobre carne importada nos EUA, diz jornal

    Governo avalia acabar tarifa cobrada para compras que superarem cotas para reduzir preços no país. Medida pode beneficiar empresas brasileiras; país já estourou cota deste ano e tem taxa de 26%

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governo Donald Trump planeja reduzir as tarifas de importação de carne bovina para diminuir o preço do produto nos Estados Unidos, segundo reportagem publicada pelo jornal The Wall Street Journal nesta segunda-feira (11).

    Pessoas a par do assunto disseram à publicação que o presidente dos EUA pode fazer o anúncio ainda nesta segunda. Trump já divulgou que reduzirá o imposto federal cobrado sobre combustíveis em US$ 0,18, mas a medida precisa ser aprovada pelo Congresso.

    O republicano disse que a medida sobre combustíveis terá a duração “que seja apropriada”, mas não fez comentários sobre a intervenção no preço da carne importada.

    O WSJ afirma que a medida deve suspender a tarifa aplicada às compras que superarem as cotas do produto, o volume limite de importação.

    O Brasil passou a ter uma cobrança de 26% após superar 65 mil toneladas de carne exportadas aos EUA neste ano. O limite foi atingido em janeiro e, segundo dados do governo dos EUA, o Brasil exportou US$ 795 milhões do produto no primeiro trimestre, 21% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado.

    A medida visa aumentar as importações de carne aos EUA e tentar reduzir o aumento dos preços do produto para o consumidor norte-americano.

    O governo Trump havia anunciado em 4 de maio a abertura de investigação sobre supostas violações de regras de concorrência na indústria de processamento de carne. O processo envolvia empresas brasileiras como a MBRF, dona da National Beef investigada pelo governo, e a JBS.

    As ações das empresas brasileiras do setor nos EUA subiram após a publicação da reportagem do Wall Street Journal. Os papéis da Minerva subiram quase 3% e as da JBS NV, 2%, enquanto as ações da Tyson Foods, maior empresa de carne dos EUA, caíram 4,7%.

    Além da mudança na cobrança de impostos de importação, o governo avalia aumentar os empréstimos para pecuaristas dos EUA e alterar algumas exigências como o uso obrigatório de brincos de identificação.

    Trump planeja reduzir tarifas sobre carne importada nos EUA, diz jornal

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  • Novo Desenrola já tem perto de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas, diz ministro da Fazenda

    Novo Desenrola já tem perto de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas, diz ministro da Fazenda

    Dario Durigan, ministro da Fazenda, garantiu que o governo não vai deixar de fazer também um estímulo para os adimplentes; “Cada dia a gente tem visto mais renegociações sendo feitas, o que é muito importante”, disse

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira, 11, que o Novo Desenrola já tem perto de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas e 200 mil pedidos em avaliação dos bancos. Segundo ele, destes 200 mil, 100 mil estão praticamente fechados.

    “Cada dia a gente tem visto mais renegociações sendo feitas, o que é muito importante. Essa semana o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) para os inadimplentes deve estar totalmente operativo. A medida provisória na semana passada deu as condições, os bancos têm tirado dúvidas junto com o MEC (Ministério da Educação) e a Fazenda, essa semana vai estar operativo”, afirmou Durigan.

    Ele garantiu que o governo não vai deixar de fazer também um estímulo para os adimplentes.

    “Isso vai ser feito em um segundo momento, daqui a alguns dias, para que a gente primeiro faça a comunicação para quem está inadimplente, que é uma situação muito diferente, para que depois a gente também honre e dê um estímulo, uma espécie de prêmio também, um merecimento para quem ficou adimplente”, completou o ministro da Fazenda.

    Novo Desenrola já tem perto de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas, diz ministro da Fazenda

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  • Governo detalha lei que estabelece quantidade de cacau em chocolates

    Governo detalha lei que estabelece quantidade de cacau em chocolates

    Porcentual total de cacau deverá ser informado nas embalagens dos produtos nacionais e importados; regras entrarão em vigor em 360 dias

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei 15.404/2026 que define os porcentuais mínimos obrigatórios de cacau em chocolates. A medida consta no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 11. A lei havia sido aprovada anteriormente pelo Senado em 15 de abril. As regras entrarão em vigor 360 dias depois da publicação da lei.

    A lei estabelece que embalagens dos produtos, tanto nacionais quanto importados, devem informar o porcentual total de cacau.

    A normativa diferencia ainda massa, pasta ou licor de cacau da manteiga de cacau e dos sólidos totais de cacau (manteiga de cacau, massa de cacau e cacau em pó).

    A normativa não distingue chocolate amargo ou meio amargo.

    Os porcentuais mínimos obrigatórios de cacau nos produtos foram estabelecidos em:

    – Cacau em pó: mínimo de 10% de manteiga de cacau, em relação à matéria seca, e, no máximo, 9% de umidade;

    – Cacau solúvel: produto obtido do cacau em pó adicionado de ingredientes para solubilidade;

    – Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau;

    – Chocolate ao leite: no mínimo 25% de sólidos totais de cacau e 14% de sólidos totais de leite ou derivados;

    – Chocolate branco: no mínimo 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos totais de leite;

    – Chocolate: 35% de sólidos totais de cacau, dos quais ao menos 18% devem ser de manteiga de cacau e 14% isentos de gordura, com limite de 5% para outras gorduras vegetais autorizadas;

    – Chocolate doce: 25% de sólidos totais de cacau, dos quais pelo menos 18% são manteiga de cacau e 12% são isentos de gordura;

    – Achocolatado, chocolate fantasia, chocolate composto, cobertura sabor chocolate ou cobertura sabor chocolate branco: mínimo de 15% de sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau;

    – Bombom de chocolate ou chocolate recheado: produto composto de recheio de substâncias comestíveis e de cobertura de chocolate.

    Critérios técnicos

    Os critérios técnicos para indicação do porcentual de cacau serão estabelecidos em ato do Poder Executivo, dentro dos limites e requisitos fixados na lei.

    As empresas que descumprirem as normas estarão sujeitas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na legislação sanitária, prevê a nova legislação.

    Governo detalha lei que estabelece quantidade de cacau em chocolates

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  • Brasil atinge metade da cota da China para carne bovina e pode ser taxado nos próximos meses

    Brasil atinge metade da cota da China para carne bovina e pode ser taxado nos próximos meses

    Brasil já atingiu metade da cota chinesa para carne bovina em 2026 e pode alcançar o limite antes de agosto, o que acionaria tarifa de 55%; governo busca novos mercados, mas setor prevê queda nas exportações

    (FOLHAPRESS) – O Ministério do Comércio da China afirmou que o Brasil atingiu, no sábado (9), a marca de 50% das cotas impostas por Pequim neste ano como medida de salvaguarda.

    Membros do setor privado, porém, afirmam que o número é superior, levando em consideração a carga já embarcada que ainda não chegou aos portos chineses. Com isso, é possível que o Brasil atinja o limite antes de agosto.

    No final de dezembro, Pequim impôs uma medida de salvaguarda determinando que países que ultrapassassem a cota estabelecida pelo país asiático para a carne bovina seriam taxados em 55%.

    O Brasil será taxado caso exceda 1,1 milhão de toneladas em 2026. Para se ter uma ideia, a China respondeu por 48% do volume exportado em 2025, com 1,68 milhão de toneladas e US$ 8,9 bilhões. O segundo destino, os EUA, registrou 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão.

    A determinação, vigente desde janeiro, terá duração de três anos.

    A questão é uma das mais sensíveis para o governo no que diz respeito ao setor, uma vez que o país é o principal destino da carne bovina brasileira. O entrave levou o Brasil a tentar negociar saídas, como a redistribuição das cotas remanescentes de outros países, o que foi negado pelo regime chinês.

    Agora, o governo mira outros mercados para tentar reduzir as perdas. O principal alvo são os Estados Unidos, que não têm condições de abastecer o mercado interno sem importações, diante da forte demanda e da redução do rebanho local.

    Ainda assim, a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) afirma que nenhum destino é capaz de suprir o vácuo deixado pela China.

    A entidade projeta queda de cerca de 10% nas exportações de carne bovina brasileira em 2026 devido às medidas de salvaguarda chinesas.

    A perspectiva de recuo contrasta com a produção recorde de 2025, de 11,1 milhões de toneladas, alta de 7,2% em relação a 2024, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O desempenho, que alçou o Brasil à condição de maior produtor e exportador de carne bovina do mundo, é ameaçado pelas incertezas geradas pela medida chinesa, que pode levar ainda à redução do rebanho brasileiro caso os frigoríficos não consigam realocar a produção.

    Brasil atinge metade da cota da China para carne bovina e pode ser taxado nos próximos meses

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  • Dólar no fim de 2026 passa de R$ 5,25 para R$ 5,20, calcula Focus

    Dólar no fim de 2026 passa de R$ 5,25 para R$ 5,20, calcula Focus

    Relatório Focus aponta nova queda nas projeções do dólar para os próximos anos, com estimativa de R$ 5,20 ao fim de 2026; recuo reflete revisões recentes do mercado e tendência de apreciação do real nas previsões

    A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20. Um mês antes, a mediana para o dólar no fim de 2026 era de R$ 5,37. Considerando apenas as 48 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária passou de R$ 5,24 para R$ 5,19.

    A mediana para o dólar no fim de 2027 continuou em R$ 5,30. Um mês antes, era de R$ 5,40. A estimativa intermediária para o fim de 2028 caiu de R$ 5,39 para R$ 5,35. Há quatro semanas, era de R$ 5,46.

    Para 2029, a projeção permaneceu em R$ 5,40. Há um mês, era de R$ 5,50.

    A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

    Dólar no fim de 2026 passa de R$ 5,25 para R$ 5,20, calcula Focus

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  • Lucro do BTG salta 42% para R$ 4,8 bi com expansão do crédito e de gestora

    Lucro do BTG salta 42% para R$ 4,8 bi com expansão do crédito e de gestora

    BTG Pactual registra lucro recorde de R$ 4,8 bilhões no 1º trimestre de 2026, impulsionado pelo avanço do crédito e das áreas de gestão de ativos e patrimônio, mesmo em cenário de maior volatilidade e tensões geopolíticas

    JÚLIA MOURA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O resultado do BTG Pactual acelerou com o forte crescimento da carteira de crédito e das áreas de gestão de ativos e de patrimônio.

    O banco de André Esteves teve um lucro ajustado de R$ 4,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 42% em relação ao mesmo período do ano passado e de 4,3% ante o trimestre anterior. Segundo o balanço divulgado nesta segunda-feira (11), o resultado é recorde.

    O ROAE (retorno sobre o patrimônio líquido médio), que mede a lucratividade de bancos, foi de 26,6%, alta anual de 3,4 pontos percentuais, mas queda de 1 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025.

    “Entregamos mais um trimestre de resultados recordes, mesmo diante de um cenário mais desafiador ao longo do período, marcado por maior volatilidade nos mercados e tensões geopolíticas”, afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, na divulgação dos números.

    A receita da instituição somou R$ 10 bilhões no período, já considerando a consolidação do Banco Pan, alta de 34,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Já a carteira de crédito total alcançou R$ 355 bilhões, crescimento anual de 24% e trimestral de 8,5%, impulsionada por empréstimos a grandes empresas, que alcançaram receita recorde de R$ 2,3 bilhões no trimestre, alta de 20,7% na comparação anual.

    Considerando o Pan, os empréstimos a pessoa física chegaram a R$ 73,6 bilhões, aumento de 14,1% no trimestre, impulsionado principalmente pelo crédito consignado e financiamento de veículos.

    “Mantivemos o foco em qualidade e disciplina na originação, apoiados por uma base de funding estável e bem diversificada. Esse desempenho reflete a força da nossa marca e a confiança fiduciária dos nossos clientes, mesmo em um ambiente de mercado mais incerto”, disse o banco.

    Outro destaque foi o braço de assessoria a emissões de ativos e captações no mercado a grandes empresas, cuja receita saltou 65% para de R$ 628 milhões no início do ano, puxada pelas dívidas corporativas. No trimestre, o BTG Pactual coordenou a emissão de R$ 4 bilhões em debêntures verdes da Neoenergia e o CRA verde de R$ 750 milhões da Caramuru.

    Já a área da gestora atingiu R$ 1,31 trilhão em ativos sob gestão e administração, crescimento anual de 28,1%, impulsionado pela captação líquida de R$ 47,9 bilhões. As receitas, por sua vez, somaram R$ 783,4 milhões no período, alta de 6,5% na comparação anual.

    A gestão de patrimônio e fortunas, por sua vez, teve receita recordes de R$ 1,5 bilhão no trimestre, alta de 44,6% em relação ao ano anterior, impulsionada pelo maior nível de atividade de clientes. A captação líquida totalizou R$ 34,9 bilhões, encerrando março com um total de ativos de R$ 1,28 trilhão.

    RAIO-X | BTG PACTUAL NO 1º TRI DE 2026
    Lucro: R$ 4,8 bilhões
    Rentabilidade (ROAE): 26,6%
    Funcionários: 12 mil
    Concorrentes: XP, Santander, Itaú, Bradesco

    Lucro do BTG salta 42% para R$ 4,8 bi com expansão do crédito e de gestora

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  • Lula edita decreto que amplia Luz para Todos para até 233 mil novas famílias

    Lula edita decreto que amplia Luz para Todos para até 233 mil novas famílias

    Decreto amplia o Luz para Todos com foco na Amazônia, priorizando comunidades vulneráveis e projetos de geração de renda; governo prevê atender até 233 mil novas famílias e expandir acesso à energia, água, internet e infraestrutura comunitária

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decreto que amplia o alcance do programa Luz para Todos, com foco em comunidades remotas da Amazônia e no uso produtivo da energia para geração de renda.

    O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Na última sexta-feira, 8, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a ampliação do programa irá atender até 233 mil novas famílias.

    Pelo decreto, o programa passa a “apoiar a qualificação de mão de obra local associada à prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica em regiões remotas da Amazônia Legal”.

    Além disso, a nova redação também coloca como prioridades no atendimento as famílias chefiadas por mulheres inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); as famílias com pessoas com deficiência, idosos dependentes ou que tenham entre seus moradores quem receba o benefício de prestação continuada da assistência social (BPC); e as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e extrativistas, os demais povos tradicionais, os assentamentos rurais, os agricultores familiares e as comunidades localizadas em unidades de conservação ou impactadas diretamente por empreendimentos de geração ou de transmissão de energia elétrica cuja responsabilidade não seja do concessionário titular desses empreendimentos.

    O decreto prevê ainda a priorização de instalações de serviços públicos de conectividade à internet e de acesso à água, as infraestruturas públicas de assistência social ou de prestação de serviços públicos, as infraestruturas comunitárias de segurança alimentar, incluídos as cozinhas comunitárias, as câmaras frias comunitárias e os sistemas coletivos de bombeamento e abastecimento de água, e as infraestruturas comunitárias de comunicação e conectividade; além de espaços coletivos, incluídas as associações e as cooperativas, as instalações de apoio e de desenvolvimento socioeconômico local e os projetos e as instalações produtivas comunitárias vinculadas à sociobioeconomia e às cadeias de valor da sociobiodiversidade.

    Lula edita decreto que amplia Luz para Todos para até 233 mil novas famílias

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  • Tesouro Reserva é lançado: veja como investir, render e sacar na hora

    Tesouro Reserva é lançado: veja como investir, render e sacar na hora

    Novo título público voltado para reserva de emergência começa a operar nesta segunda (11), com rendimento atrelado à Selic, resgates via Pix a qualquer hora e sem marcação a mercado, buscando competir com poupança e cofrinhos digitais

    O Tesouro Nacional lançou o Tesouro Reserva, um novo título público voltado para quem quer guardar dinheiro com facilidade e acesso rápido, funcionando como alternativa à poupança e aos “cofrinhos” de bancos.

    O produto permite investir a partir de R$ 1, com rendimento atrelado à taxa Selic, e foi criado principalmente para a formação de reserva de emergência. O dinheiro pode ser resgatado a qualquer momento, com recebimento via Pix, inclusive fora do horário bancário.

    Neste primeiro momento, o título está disponível apenas para clientes do Banco do Brasil, por meio do aplicativo Investimentos BB. A expectativa é que outras instituições passem a oferecer o produto em breve. As aplicações e resgates podem ser feitos 24 horas por dia, todos os dias da semana.

    Entre os diferenciais, o Tesouro Reserva não possui marcação a mercado, o que evita oscilações no valor aplicado antes do resgate. Na prática, isso significa que o investidor não verá variações negativas no saldo ao retirar o dinheiro antecipadamente, algo comum em outros títulos públicos.

    O rendimento começa a contar a partir do primeiro dia útil após a aplicação. O limite de investimento é de R$ 500 mil por mês por pessoa, sem restrições para saques.

    A proposta é simplificar o acesso ao Tesouro Direto, especialmente para pequenos investidores que priorizam liquidez e previsibilidade. Hoje, muitos utilizam CDBs com liquidez diária, fundos DI ou produtos de bancos digitais justamente pela facilidade de acesso ao dinheiro.

    Apesar das vantagens, o Tesouro Reserva não substitui necessariamente outros investimentos. Alguns CDBs podem oferecer rentabilidade maior, e fundos DI seguem sendo opção para quem busca gestão profissional.

    Na tributação, valem as mesmas regras dos títulos públicos: há cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos, com alíquotas regressivas conforme o tempo da aplicação. Também pode haver cobrança de IOF para resgates em até 30 dias. Os descontos são feitos automaticamente na fonte.

    O novo título amplia as opções para quem busca guardar dinheiro com segurança, liquidez imediata e menos complexidade no dia a dia.
     

    .O que é o Tesouro Reserva?
    É um título público criado para formação de reserva de emergência, com liquidez imediata e rendimento atrelado à taxa básica de juros.

    Quem pode investir?
    Pessoas físicas com conta no Banco do Brasil e acesso ao aplicativo Investimentos BB. Novas plataformas devem aderir ao produto futuramente.

    Como investir?
    O investimento é feito diretamente pelo aplicativo Investimentos BB, de forma digital e simples.

    Qual o valor mínimo?
    A partir de R$ 1.

    Existe limite de investimento?
    Sim. O limite é de R$ 500 mil por mês por investidor.

    Como funciona o rendimento?
    O título acompanha a taxa Selic e começa a render a partir do primeiro dia útil após a aplicação.

    Quando posso resgatar o dinheiro?
    A qualquer momento, com recebimento imediato via Pix.

    Funciona fora do horário bancário?
    Sim. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

    Tem risco de perda ao resgatar antes?
    Não há marcação a mercado, o que evita variações negativas no valor antes do resgate.

    Tem imposto?
    Sim. Há cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos, com alíquotas regressivas. Pode haver IOF para resgates em até 30 dias.

    Substitui poupança ou outros investimentos?
    Pode ser uma alternativa, mas não necessariamente substitui outros produtos. A escolha depende do perfil do investidor e das condições oferecidas por cada instituição financeira.
     
     

     

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  • Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

    Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

    Documentos apontam que agência contratou influenciadores por até R$ 8 milhões para atacar o Banco Central e o ex-diretor Renato Gomes, com conteúdos e roteiros previamente definidos; Polícia Federal investiga a atuação e já identificou dezenas de perfis envolvidos

    (FOLHAPRESS) – Os ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução da autarquia, Renato Gomes, seguiram uma cartilha com instruções e direcionamentos elaborados pelo projeto de gestão de crise de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    As informações estão em documentos do chamado “Projeto DV”, aos quais a reportagem teve acesso. O nome faz alusão às iniciais do ex-banqueiro.

    Os contratos com os influenciadores foram firmados pela agência Mithi, do publicitário Thiago Miranda. Somados, chegavam a R$ 8 milhões, mas a maior parte foi interrompida após a PF (Polícia Federal) começar a investigar o bombardeio contra o BC, em janeiro.

    O Banco Central virou alvo ao rejeitar a compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília). A PF identificou cerca de 40 perfis que teriam sido contratados por Vorcaro para integrar o projeto.

    As orientações do “Projeto DV” para as publicações eram direcionadas de acordo com o perfil de cada página, com indicações para títulos, textos, fotos e roteiros para vídeos curtos do Instagram. Alguns dos contratados cumpriram os direcionamentos à risca.

    Procurado, Thiago Miranda não quis se pronunciar. Ele irá prestar depoimento nesta terça-feira (12) à PF na investigação que apura os ataques ao BC e aos investigadores do caso Master.

    Dos R$ 8 milhões descritos nos contratos, Miranda fez pagamentos de R$ 3,5 milhões entre o fim de dezembro de 2025 e 5 de janeiro deste ano. As transferências ocorreram após ele ter recebido o mesmo valor da Super Empreendimentos, empresa ligada a Vorcaro.

    A defesa de Vorcaro não quis se manifestar.

    Um dos documentos se refere ao site GPS Brasília, que, além de site próprio, tem 182 mil seguidores no Instagram. O veículo deveria seguir um “tom liberal clássico, em defesa da livre iniciativa, institucional” e publicar títulos como “Fim da gestão Renato Gomes: um erro caro para o sistema financeiro”.

    Renato Gomes, que deixou o cargo em 31 de dezembro de 2025, foi o principal alvo das publicações encomendadas. Foi a área dele que recomendou o veto à compra do Master pelo BRB.

    Em 1º de janeiro, o portal fez a publicação intitulada “Saída de Renato Gomes do BC deixa indícios de um erro caro para o sistema financeiro”, distribuída no Instagram. O site já havia publicado, em 29 de dezembro, outro texto sob o título “Renato Gomes e um Banco Central fragilizado por decisões erradas”.

    O veículo firmou, em 3 de janeiro, contrato com a Mithi no valor de R$ 100 mil mensais, por um ano. O documento foi assinado por Rafael Badra, sócio do GPS Brasília.

    O acordo, fechado com cláusula de confidencialidade, previa a veiculação de seis conteúdos, metade no Instagram, e a outra no portal de notícias. A Folha teve acesso a comprovantes de pagamento feitos ao portal em 5 de janeiro, neste mesmo valor.

    O diretor e editor Jorge Eduardo disse que mantém contratos publicitários com várias agências. Também afirmou que o GPS Brasília já firmara acordos pontuais com a Mithi -um deles teria validade de um ano, mas foi rescindido dez dias após a assinatura.

    Segundo o editor, a interrupção foi feita por “incompatibilidades entre os conteúdos propostos e a linha editorial”. Ele diz que o site faz cobertura ampla, inclusive de notícias sobre o Master. “Reafirmamos nosso compromisso de fidelidade com os melhores princípios do jornalismo, pilar essencial de uma sociedade evoluída”.

    O projeto também incluiu contrato com uma empresa do jornalista Luiz Bacci, que tem 24,3 milhões de seguidores no Instagram. O pagamento previsto à BN Publicidade e Marketing, de Bacci, foi de R$ 500 mil mensais por seis meses, para 30 postagens mensais.

    Bacci confirmou à reportagem a relação comercial com a Mithi, mas não comentou detalhes. “Em conformidade com nossas diretrizes de compliance e sigilo, não divulgamos informações sobre contratos firmados com nossos clientes”, disse. Segundo Bacci, eles têm negócios desde 2021.

    Ele trabalhou no SBT de maio de 2025 ao fim de ano passado. Procurada, a emissora disse que encerrou o vínculo em 18 de dezembro. “À época de sua contratação, Bacci não foi questionado acerca de eventuais parcerias comerciais em suas redes sociais, inclusive por se tratar de contas pessoais.”

    Já o perfil Not Journal, com 289 mil seguidores, assinou contrato de R$ 30 mil por mês para 12 publicações mensais no Instagram e no site. O Projeto DV determinou que o perfil deveria adotar “tom acadêmico, sóbrio e institucional, com foco na eficiência de mercado”.

    A página, então, publicou textos críticos a Renato Gomes em dezembro e janeiro, com os títulos “Banco Central vira a página de uma gestão de Renato Gomes marcada por mudanças regulatórias, concentração e ruído institucional” e “Gestão Renato Gomes amplia debate sobre credibilidade do Banco Central”.

    O diretor do veículo, Bruno Richards, confirmou o contrato, mas disse que não havia definição de conteúdo. “A gente sempre atuou com muita rigidez no caso Master. Recebemos três notificações extrajudiciais direto do Banco Master”, disse.

    Já os textos publicados em sintonia com o direcionamento da Mithi teriam sido feitos, segundo Richards, por um ex-funcionário. “A única e principal regra é ser fato e não publicarmos fake news”, disse.

    O projeto de Vorcaro previu a compra de 50% do Not Journal. A oferta de R$ 5 milhões foi recusada, diz Richards.

    A conta de Charles Costa Oficial, que tem 696 mil seguidores, recebeu R$ 35 mil de Miranda. Entre as indicações de conteúdo da agência havia: “Renato Gomes sai, mas o estrago no mercado financeiro fica”, o que foi cumprido à risca. Procurado por telefone, WhatsApp e por mensagem direta nas redes desde quarta-feira (6), ele não respondeu.

    O projeto contratou também o influenciador Cardoso Mundo, que recebeu R$ 200 mil de Miranda, segundo os documentos aos quais a reportagem teve acesso. O dono do perfil de 4,6 milhões de seguidores, Paulo Cardoso, confirmou a relação comercial, mas disse não poder divulgar informações comerciais. “Nunca assinamos ou recebemos nenhum valor de contrato de publicidade relacionado a Daniel Vorcaro ou Banco Master”, disse.

    As postagens sobre o assunto no perfil foram deletadas. Segundo Cardoso, devido a um redirecionamento da imagem do portal.

    Já a agência Paulo & Renno Ltda, dona do perfil Marcelo Rennó (1,2 milhão de seguidores), recebeu R$ 78,4 mil. A empresa disse que o valor mencionado refere-se a serviços prestados e formalizados, “sem qualquer relação com campanhas, direcionamentos ou iniciativas dessa natureza”.

    O perfil Alfinetei, que recebeu R$ 500 mil, segundo os documentos, não respondeu à reportagem. Foram enviados pedidos de resposta via WhatsApp e por mensagem direta no Instagram na quarta. A reportagem também mandou emails na quarta para a agência Deu Buzz e para seu dono, Artur Moreno Martins, que assina o contrato, contemplado com a mesma quantia, mas não obteve resposta. Também ligou para o telefone pessoal de Martins e mandou mensagens no WhatsApp e pelo Instagram, na quarta e quinta-feira.

    Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

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