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  • Embraer: Finnair assina acordo para compra de até 46 aeronaves E195-E2

    Embraer: Finnair assina acordo para compra de até 46 aeronaves E195-E2

    Contrato prevê até 46 jatos E195-E2 para renovar frota e ampliar operações na Europa. Entregas começam em 2027 e reforçam estratégia de crescimento da companhia finlandesa com maior eficiência e redução de emissões

    A Embraer informou nesta segunda-feira (23) que assinou um acordo com a Finnair para a venda de até 46 aeronaves E195-E2, incluindo 18 pedidos firmes, 16 opções e 12 direitos de compra. Segundo a empresa, o E195-E2 substituirá a frota mais antiga da Finnair, apoiando a estratégia da companhia aérea europeia de expandir suas operações com rentabilidade.

    Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que as entregas das aeronaves têm início previsto para o segundo semestre de 2027. A encomenda será adicionada à carteira de pedidos da Embraer do primeiro trimestre de 2026. A empresa não revelou os valores do acordo.

    No documento, o CEO da Finnair, Turkka Kuusisto, afirma que este é um dos maiores investimentos nos 102 anos de história da Finnair. “O E2 nos permitirá fortalecer nossa malha na Europa e aproveitar novas oportunidades de crescimento no mercado. A renovação da frota narrowbody também é fundamental para reduzir as emissões de CO2 e avançar em nossas metas climáticas”, ressalta.

    O presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer, por sua vez, destaca que a combinação única de eficiência, conforto e confiabilidade do E195-E2 proporciona benefícios significativos, como menor consumo de combustível, menores emissões de CO2 e eficiência operacional superior.

    Embraer: Finnair assina acordo para compra de até 46 aeronaves E195-E2

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  • Preço do etanol sobe em 23 Estados, cai em 2 e fica estável no DF, afirma ANP

    Preço do etanol sobe em 23 Estados, cai em 2 e fica estável no DF, afirma ANP

    Levantamento da ANP mostra aumento no preço médio do etanol no país, com alta registrada na maioria dos Estados. Biocombustível segue mais vantajoso que a gasolina apenas em três regiões, enquanto paridade nacional indica perda de competitividade

    Os preços médios do etanol hidratado subiram em 23 Estados, caíram apenas no Acre e em Mato Grosso do Sul e ficaram estáveis só no Distrito Federal (DF) na semana encerrada em 21 de março. No Amapá não houve levantamento de preços. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.

    Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu na comparação com a semana anterior, de R$ 4,64 para R$ 4,70 o litro (+1,29%). Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, o preço subiu 1,12%, para R$ 4,52 o litro.

    A maior alta porcentual na semana, de 6,26%, foi registrada em Pernambuco, de R$ 5,43 para R$ 5,77 o litro. A maior queda ocorreu no Acre, de -12,58%, de R$ 6,20 para R$ 5,42 o litro.

    O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,86 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,99, foi observado no Rio Grande do Sul. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,34, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi verificado no Rio Grande do Norte, de R$ 5,89 o litro.

    Competitividade

    O etanol era mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo na semana encerrada em 21 de março. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol tinha paridade de 70,68% ante a gasolina, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas.

    Em Mato Grosso, a paridade era de 69,57%; em Mato Grosso do Sul, de 68,89%, e em São Paulo, de 69,11%. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

    Preço do etanol sobe em 23 Estados, cai em 2 e fica estável no DF, afirma ANP

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  • Dupla isenção do IR: entenda quem tem direito e como funciona

    Dupla isenção do IR: entenda quem tem direito e como funciona

    Aposentados e pensionistas com mais de 65 anos têm direito a um valor extra livre de imposto sobre seus benefícios. Regra, porém, exige atenção na declaração e pode gerar cobrança adicional em casos de múltiplas rendas

    Começou o prazo para a entrega do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025), e um ponto que costuma gerar dúvidas entre os contribuintes é a chamada dupla isenção de IR para aposentados e pensionistas com 65 anos ou mais.

    O que é a dupla isenção?

    A dupla isenção é um benefício extra concedido a quem recebe aposentadoria ou pensão e já completou 65 anos. Na prática, além da faixa de isenção comum a todos os contribuintes, esse público tem direito a um valor adicional que não é tributado.

    Esse valor extra é de R$ 1.903,98 por mês, o que soma R$ 24.751,74 por ano, incluindo o 13º salário.

    Como funciona na prática?
    Funciona assim:

    Primeiro, aplica-se a isenção extra exclusiva para maiores de 65 anos sobre aposentadorias e pensões.

    Depois, o valor restante entra na tabela normal do Imposto de Renda, como acontece com qualquer contribuinte.
    Ou seja, o aposentado tem uma “folga” maior antes de começar a pagar imposto.

    Importante: nem toda renda entra na dupla isenção
    Esse benefício vale apenas para aposentadoria e pensão.

    Não entram na dupla isenção:

    Salários (caso a pessoa ainda trabalhe)
    Aluguéis
    Pró-labore
    Previdência privada
    Esses rendimentos seguem a tributação normal.

    Atenção para quem recebe mais de uma renda
    Aqui está um ponto que gera muita confusão.

    Se a pessoa recebe:

    duas aposentadorias, ou
    aposentadoria + pensão
    cada fonte pode aplicar a isenção extra mensalmente ao longo do ano.

    Mas, na declaração anual, a Receita Federal considera que essa isenção adicional só pode ser usada uma vez no total.

    Resultado:
    muita gente descobre que:

    a restituição diminuiu, ou
    passou a ter imposto a pagar
    Isso acontece porque os valores são somados no ajuste final.

    Como declarar a dupla isenção

    Para lançar corretamente no Imposto de Renda:

    Acesse a ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”
    Use o código 10 – Parcela isenta de aposentadoria e pensão (65 anos ou mais)
    Informe o valor anual de até R$ 24.751,74
    Se você informar um valor acima disso, o próprio sistema da Receita sugere ajustar automaticamente o excedente como rendimento tributável.

    Resumo rápido

    A dupla isenção é um benefício extra para quem tem 65 anos ou mais
    Só vale para aposentadoria e pensão
    O limite anual é de R$ 24.751,74
    Não pode ser aplicada duas vezes no ajuste final
    Deve ser declarada corretamente para evitar problemas com a Receita
    Entender esse mecanismo é essencial para evitar surpresas na hora de declarar e não cair na malha fina.
     
     

     

    Dupla isenção do IR: entenda quem tem direito e como funciona

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  • Declaração do Imposto de Renda 2026 já pode ser enviada

    Declaração do Imposto de Renda 2026 já pode ser enviada

    Neste ano, o prazo de entrega será mais curto que nos anos anteriores. Tradicionalmente, o envio das declarações começa em 15 de março ou no primeiro dia útil seguinte. Em 2026, no entanto, o Fisco adiou o início em uma semana

    Os contribuintes podem acertar as contas com o Leão. Começa às 8h desta segunda-feira (23) o envio da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025).

    O prazo de entrega vai até 29 de maio, às 29h59min59s. Neste ano, o Fisco espera receber cerca de 44 milhões de declarações.

    O Programa Gerador da Declaração pode ser baixado desde as 18h de quinta-feira (19). A partir desta segunda, o contribuinte também pode usar o site

    Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online da declaração.

    Neste ano, o prazo de entrega será mais curto que nos anos anteriores. Tradicionalmente, o envio das declarações começa em 15 de março ou no primeiro dia útil seguinte. Em 2026, no entanto, o Fisco adiou o início em uma semana.

    Novidades

    Entre as novidades da declaração deste ano estão mudanças na restituição, novas exigências para ganhos com apostas online e a possibilidade de uso de nome social na declaração.

    Também haverá um cashback para pequenos contribuintes, com restituições automáticas a quem teve imposto retido na fonte no ano passado, mas ficou isento da declaração.

    Principais mudanças

    Nome social: contribuintes poderão informar nome social na declaração.

    Dados de diversidade: formulário terá campo para informar raça e cor do titular e dos dependentes.

    Declaração pré-preenchida: ficará disponível desde o primeiro dia do prazo, com mais informações automáticas.

    Restituição em quatro lotes: pagamento ocorrerá em quatro etapas, e não mais em cinco.

    Prioridade digital: quem usar declaração pré-preenchida e Pix terá prioridade no recebimento.

    Cashback do IR

    Uma das principais novidades é a criação de um “cashback” de restituição.

    A medida permitirá que contribuintes isentos de declarar, mas que tiveram imposto retido na fonte, recebam automaticamente valores a que têm direito.

    Principais pontos:

    pagamento em lote especial em 15 de julho;

    estimativa de 4 milhões de beneficiados;

    restituição média de R$ 125;

    valor máximo de R$ 1 mil;

    previsão de R$ 500 milhões em pagamentos.

    Quem terá direito

    não estava obrigado a declarar em 2025;

    tem restituição de até R$ 1 mil;

    possui CPF regular e baixo risco fiscal;

    em chave Pix vinculada ao CPF.

    Bets e apostas

    A Receita também passou a exigir a declaração de ganhos com apostas online.

    Devem informar os valores os contribuintes que:

    tiveram ganhos acima de R$ 28.467,20 em bets ou loterias de quota fixa em 2025;

    possuíam saldo superior a R$ 5 mil em contas de apostas em 31 de dezembro de 2025.

    Esses valores devem ser informados na declaração e podem gerar cobrança de imposto, dependendo da situação do contribuinte.

    Quem deve declarar

    Deve enviar a declaração quem, em 2025:

    recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584;

    recebeu rendimentos isentos ou tributados na fonte acima de R$ 200 mil;

    teve ganho de capital na venda de bens ou direitos;

    realizou operações em bolsa acima de R$ 40 mil ou com lucro tributável;

    teve receita rural acima de R$ 177.920;

    possuía bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro;

    passou à condição de residente no Brasil em 2025;

    possui investimentos ou estruturas financeiras no exterior, como trusts ou offshores.

    Quem está dispensado

    Ficam dispensados da declaração os contribuintes que:

    não se enquadram nos critérios de obrigatoriedade;

    tiveram rendimentos declarados pelo cônjuge ou companheiro, com bens próprios abaixo de R$ 800 mil;

    constam como dependentes em declaração de outra pessoa.

    Calendário da restituição

    Com um lote a menos neste ano, a restituição será paga nas seguintes datas:

    1º lote: 29 de maio de 2026;

    2º lote: 30 de junho de 2026;

    3º lote: 31 de julho de 2026;

    4º lote: 28 de agosto de 2026.

    A ordem de pagamento segue a data de entrega da declaração, respeitando prioridades legais.

    Prioridade no pagamento

    A ordem de prioridade definida pela legislação é:

    idosos acima de 80 anos;

    idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;

    contribuintes cuja principal renda seja magistério;

    quem usar declaração pré-preenchida e Pix simultaneamente;

    quem usar apenas um desses recursos (pré-preenchida ou Pix);

    demais contribuintes.

    Quem entregar a declaração após 29 de maio terá que pagar multa de pelo menos R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

     

    Declaração do Imposto de Renda 2026 já pode ser enviada

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  • Lula e Peña acertam avanço nas negociações sobre Itaipu

    Lula e Peña acertam avanço nas negociações sobre Itaipu

    Brasil e Paraguai decidiram retomar as discussões sobre o tratado da usina hidrelétrica, incluindo a revisão das regras e do preço da energia. Tema é central para a relação entre os países e está em debate há anos

    Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Santiago Peña, do Paraguai, se reuniram neste domingo (22), em Campo Grande (MS), e decidiram retomar as negociações sobre o tratado da Usina de Itaipu, uma das principais parcerias energéticas entre os dois países.

    O encontro aconteceu durante a realização da COP15, conferência da ONU sobre espécies migratórias, e teve como foco acelerar a revisão do chamado Anexo C do tratado, que define regras financeiras e o preço da energia gerada pela hidrelétrica.

    Segundo Lula, a ideia é avançar rapidamente nas discussões para destravar um processo que já deveria ter sido concluído há cerca de três anos, mas segue travado por divergências entre os governos.

    Um dos principais pontos de impasse envolve o valor da tarifa da energia. O Brasil defende uma redução no preço pago pelo excedente gerado pelo Paraguai, enquanto o governo paraguaio resiste à proposta, alegando que os recursos são importantes para o desenvolvimento econômico do país.

    Peña afirmou que a negociação precisa considerar os impactos da tarifa tanto no curto quanto no longo prazo, destacando que Itaipu deve ser vista como um motor de crescimento para as duas nações.

    As conversas também ganharam complexidade após tensões recentes entre os países, incluindo um episódio de espionagem envolvendo autoridades paraguaias, que acabou atrasando ainda mais o avanço das tratativas.

    Além de Itaipu, Lula e Peña discutiram temas como o fortalecimento do Mercosul, a integração econômica regional e o cenário geopolítico internacional. A situação da Venezuela também entrou na pauta, com menção à necessidade de cooperação para a reconstrução democrática no país.

    Ao final do encontro, os dois líderes trocaram convites para visitas oficiais, ainda sem datas definidas, reforçando a tentativa de reaproximação e avanço nas negociações bilaterais.
     
     
     

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    Lula e Peña acertam avanço nas negociações sobre Itaipu

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  • Celular tocou e ninguém disse nada? Autoridades alertam para novo golpe

    Celular tocou e ninguém disse nada? Autoridades alertam para novo golpe

    Uma das táticas utilizadas começa com ligações silenciosas ou muito rápidas. Nessas chamadas, os golpistas conseguem captar trechos da voz de quem atende. Posteriormente, esses áudios são inseridos em softwares capazes de reproduzir a fala da vítima com grande semelhança. A partir disso, passam a enviar mensagens e áudios, principalmente via WhatsApp, alegando situações urgentes para pedir dinheiro.

    Golpes realizados por telefone e aplicativos de mensagens estão se tornando mais sofisticados com o uso de inteligência artificial, especialmente na clonagem de voz. Esse tipo de fraude tem se espalhado pelo Brasil e preocupa autoridades. Em Pelotas, por exemplo, o Procon municipal identificou casos em que criminosos imitam o timbre de voz de vítimas para enganar familiares e solicitar transferências de dinheiro.

    Uma das táticas utilizadas começa com ligações silenciosas ou muito rápidas. Nessas chamadas, os golpistas conseguem captar trechos da voz de quem atende. Posteriormente, esses áudios são inseridos em softwares capazes de reproduzir a fala da vítima com grande semelhança. A partir disso, passam a enviar mensagens e áudios, principalmente via WhatsApp, alegando situações urgentes para pedir dinheiro.

    “Todos os consumidores precisam desconfiar e ficar atentos às tentativas de criminosos que utilizam o padrão vocal, igual ou muito parecido, capturado da pessoa cujos contatos pretendem enganar”, afirma o coordenador executivo do Procon Pelotas Crístoni Costa.

    Após criar a falsa identidade, os criminosos costumam entrar em contato com pessoas próximas da vítima, relatando emergências financeiras para pressionar o envio imediato de valores. As transferências geralmente são feitas via Pix, QR Code ou depósitos bancários. Também são comuns tentativas de obter dados pessoais e senhas por meio de links falsos enviados por SMS, e-mail ou aplicativos.

    Outro método frequente envolve alegações de problemas em contas bancárias ou compras suspeitas, com o objetivo de obter informações sigilosas. A principal característica desses golpes é a urgência, usada para impedir que a vítima confirme a veracidade da história.

    “Quando há pressão para envio imediato de dinheiro ou compartilhamento de dados, é importante interromper o contato e tentar confirmar a informação por outro meio”, orienta Costa.

    Para se proteger, a recomendação é desconfiar de contatos desconhecidos e não interagir com ligações que ninguém fala nada do outro lado, evitar compartilhar dados sensíveis e buscar confirmar a identidade por outros meios, como videochamadas. Caso haja suspeita, o ideal é registrar ocorrência junto à Polícia Civil.

     
     
     

    Celular tocou e ninguém disse nada? Autoridades alertam para novo golpe

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  • Se aprovado, fim da 6×1 deve afetar preços relativos num primeiro momento, dizem analistas

    Se aprovado, fim da 6×1 deve afetar preços relativos num primeiro momento, dizem analistas

    No médio prazo, segundo os especialistas, o mercado se ajustará e as empresas se adequarão à nova realidade, como aconteceu em 1988, quando, na esteira da nova Constituição, a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para 44 horas semanais.

    O fim da jornada de 6 dias de trabalho por 1 de folga, se aprovado, terá impacto nos preços relativos da economia, pelo menos em um primeiro momento, preveem especialistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. De imediato, os custos das empresas subirão na medida em que as horas trabalhadas diminuírem e considerando que os salários não poderão ser reduzidos.

    No médio prazo, segundo os especialistas, o mercado se ajustará e as empresas se adequarão à nova realidade, como aconteceu em 1988, quando, na esteira da nova Constituição, a jornada de trabalho foi reduzida de 48 para 44 horas semanais.

    A inflação, num primeiro momento, deve subir também porque, segundo o sociólogo, professor e coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz Lúcio, com um dia a mais de folga o trabalhador passará a consumir mais.

    Na outra ponta, para atender ao aumento da demanda, o setor produtivo terá que produzir mais. Para isso terá que contratar mais funcionários, fazendo com que a roda da economia passe a girar mais rápido. \”O resultado será de um saldo positivo para a economia\”, defende Ganz Lúcio.

    Daniel Teles Barbosa, sócio da Valor Investimentos, também vê o fim da jornada 6×1 alterando os preços relativos da economia por meio de uma inevitável melhora na massa salarial. Setores que não podem interromper suas atividades aos fins de semana vão ter de buscar reposição nos seus dias de folga dos seus empregados ou pagar horas extras.

    Para o executivo, num cenário de mercado de trabalho superaquecido, com escassez de mão de obra e plataformas e aplicativos levando vantagem na disputa de trabalhadores com rendas mais atrativas, o setor formal terá que melhorar salários e benefícios para conseguir atrair o trabalhador informal para um ambiente em que terá de cumprir horários, estar sujeito a regras e normas. \”Um motorista de aplicativo hoje consegue movimentar no mês de R$ 6 mil a R$ 9 mil\”, disse Teles.

    De acordo com o coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Ganz Lúcio, num primeiro momento, será inevitável alguma pressão sobre custos das empresas, sobretudo nos das micro e pequenas, que são mais intensivas em mão de obra e carentes de condições para se automatizarem e inovarem.

    Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) quantifica o impacto que o fim da jornada 6×1 exercerá sobre custos.

    O efeito será diferente para cada setor e porte, indo de 0,5% a 6,5%, sendo que as empresas maiores e mais automatizadas sofrerão menos pressão que as micros e pequenas.

    Tendência Mundial Inevitável

    Para o presidente do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri, a redução da jornada trabalho é uma tendência mundial, inevitável e bem-vinda. Defende a melhora da qualidade de vida do trabalhador, mas também algum incentivo para que as micro e pequenas empresas possam se automatizar.

    Enquanto grandes associações entendem que o debate sobre o fim da jornada 6×1 não cabe em um país com baixo ganho de produtividade e escassez de mão de obra, Couri diz que é só pagar o que o trabalhador pede e merece que a mão de obra aparece.

    Ainda, de acordo com ele, o impacto não será generalizado porque muitas empresas já cumprem uma jornada de 40 horas semanais.

    \”Quanto menos mecanizado for um segmento, maior será o impacto do fim da jornada 6×1 sobre seus custos. Quanto mais mecanizado, menos impacto terá\”, avalia o presidente do Simpi, para quem alguma contrapartida para os micros e pequenos deveria acompanhar a mudança.

    Se aprovado, fim da 6×1 deve afetar preços relativos num primeiro momento, dizem analistas

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  • Preço do café cai, mas ainda remunera produtor, e mercado vive incertezas com juros e guerra

    Preço do café cai, mas ainda remunera produtor, e mercado vive incertezas com juros e guerra

    Os temas foram discutidos por produtores rurais dos dois estados durante a 25ª Femagri (Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas), realizada pela Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores), em Guaxupé (MG), entre quarta-feira (18) e esta sexta (20).

    MARCELO TOLEDO
    RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) – Numa safra em que os preços do café estão mais baixos do que em anos anteriores –mas ainda assim remuneradores–, cafeicultores de Minas Gerais e São Paulo vivem incertezas em relação principalmente aos efeitos da guerra no Irã e das taxas de juros.

    Os temas foram discutidos por produtores rurais dos dois estados durante a 25ª Femagri (Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas), realizada pela Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores), em Guaxupé (MG), entre quarta-feira (18) e esta sexta (20).

    Cotada atualmente em valores que vão de R$ 1.500 a R$ 1.950 –oscila conforme a região–, a saca de 60 quilos chegou a ser comercializada a mais de R$ 2.500 um ano atrás, ou R$ 2.595, valor atualizado pela inflação.

    Isso impulsionou investimentos no campo e, ao mesmo tempo, aumentou a ação de criminosos nas propriedades rurais, que chegaram a furtar café ainda no pé.

    Agora, sem os preços mais atrativos de 2025, com os efeitos do tarifaço aplicado no ano passado pelos Estados Unidos e com a taxa de juros em 14,75% ao ano, os cafeicultores também terão neste ano uma safra menor.

    A cooperativa, a maior do país, estima embarcar 4,4 milhões de sacas, cerca de 400 mil a menos do que em 2025, mas com perspectiva de melhorar nos últimos meses deste ano, o que deverá representar um cenário mais positivo em 2027.

    Nos dois primeiros meses deste ano, o país exportou 5,41 milhões de sacas, redução de 27,3% em comparação com o primeiro bimestre de 2025, conforme dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

    “O café a R$ 1.500, R$ 1.800, para pagar a conta, é, sem dúvida nenhuma, um bom nível de preço. Nós, enquanto produtores, sonhávamos há poucos anos com US$ 100 a saca. Hoje, US$ 100 não sei se a cafeicultura sobreviveria, mas a gente vive US$ 300 nesse momento. É preciso aproveitar esse mercado para não entrar em endividamento porque, sem dúvida nenhuma, juros de dois dígitos é igual a quebradeira em qualquer atividade econômica do mundo”, disse o produtor rural em Nova Resende (MG) Osvaldo Bachião Filho, vice-presidente da Cooxupé.

    Devido aos preços elevados da saca na última safra, a cooperativa anunciou em 2025 faturamento recorde no ano anterior e a maior distribuição de sobras já feita aos seus cooperados.

    O faturamento em 2024 chegou a R$ 10,7 bilhões, o que representou um avanço de 67% em comparação com os R$ 6,4 bilhões do ano anterior –R$ 6,78 bilhões, corrigidos pela inflação. Foram distribuídos aos cooperados R$ 134,4 milhões, ante os R$ 101,4 milhões de um ano antes (R$ 107,4 milhões, corrigidos).

    Em entrevista coletiva no primeiro dia da feira agrícola, o presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, disse que o conflito no Oriente Médio provoca impactos no setor e também criticou a taxa de juros elevada.

    No mesmo dia, o Copom (Comitê de Política Monetária) iniciou o ciclo de corte de juros e reduziu a taxa básica (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, na primeira queda sob a gestão de Gabriel Galípolo.

    Os impactos da guerra, segundo ele, envolvem logística na importação de insumos e os embarques de café.

    “[Um deles é] O de importação de fertilizantes, porque no caso do Irã, somos dependentes de nitratos de lá, e tem o impacto do café, porque nós aumentamos a participação tanto na Ásia como um todo e também o Oriente Médio. Então, isso não deixa de nos afetar e a cooperativa, como sendo a maior, nossa exportação é a maior dentro desse quadro […] Tem sim alguma consequência, mas nós acreditamos que ninguém vai ficar sem tomar café, pelo contrário, vai aumentar”, disse.

    O clima, em tese, é o fator que hoje menos preocupa para os próximos meses, caso as previsões se confirmem, segundo os produtores rurais.

    Bachião Filho afirmou que o setor está vivendo a questão climática como “há vários anos não vivia”, com chuvas bem distribuídas em todas as regiões produtoras no país e temperatura agradável.

    “Percebemos que as lavouras estão melhores e há uma safra maior no pé, uma safra [futura] que a gente não tinha havia alguns anos e, se Deus quiser e o clima continuar bom, deveremos ter uma safra boa e, consequentemente, nosso produtor com condição de participar bem do mercado.”

    A Femagri, que teve 120 expositores distribuídos numa área de 107 mil metros quadrados, recebeu nos três dias 45.336 visitantes –a previsão era receber mais de 42 mil visitantes.

    A maioria dos visitantes foi composta por agricultores familiares do sul de Minas Gerais e da média mogiana paulista, que fizeram 10.360 orçamentos para a compra de máquinas, implementos e insumos.

    Preço do café cai, mas ainda remunera produtor, e mercado vive incertezas com juros e guerra

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  • Lula confirma antecipação do 13º salário do INSS; veja se tem direito

    Lula confirma antecipação do 13º salário do INSS; veja se tem direito

    O pagamento será dividido em duas parcelas: a primeira será depositada em abril e a segunda em maio. Os valores serão pagos junto aos benefícios mensais, com início em 24 de abril para a primeira parcela e em 25 de maio para a segunda. A iniciativa deve alcançar aproximadamente 35 milhões de beneficiários e movimentar mais de R$ 70 bilhões na economia.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, na quinta-feira (19), a antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e mantém uma prática adotada desde 2020, durante a pandemia.

    O pagamento será dividido em duas parcelas: a primeira será depositada em abril e a segunda em maio. Os valores serão pagos junto aos benefícios mensais, com início em 24 de abril para a primeira parcela e em 25 de maio para a segunda. A iniciativa deve alcançar aproximadamente 35 milhões de beneficiários e movimentar mais de R$ 70 bilhões na economia.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução/INSS  

    Quem tem direito? 

    Recebem o abono segurados e dependentes da Previdência Social que são contemplados com benefícios como auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte e auxílio-reclusão. Já os beneficiários de auxílios assistenciais não têm direito ao 13º salário. Por esse motivo, a quantidade de pessoas que recebem o abono é inferior ao total de benefícios pagos pelo INSS.

    Em 2025, o valor mínimo dos benefícios é de R$ 1.621, enquanto o teto estabelecido pelo INSS é de R$ 8.475,55.

    Para verificar valores e datas de pagamento, é possível acessar o aplicativo Meu INSS ou o site gov.br/meuinss. As informações ficam disponíveis após o fechamento da folha mensal.

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  • Cunhado de Vorcaro recebeu R$ 485 mi de empresa investigada pela PF em caso Master

    Cunhado de Vorcaro recebeu R$ 485 mi de empresa investigada pela PF em caso Master

    As informações estão no extrato de uma conta de Zettel obtido pela reportagem. Os repasses foram feitos entre julho de 2022 e janeiro deste ano. Só no ano passado, Zettel recebeu R$ 160 milhões da Super, originados de 264 transferências. Os maiores repasses foram feitos entre fevereiro e abril, de R$ 5 milhões cada.

    CONSTANÇA REZENDE E LUCAS MARCHESINI
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master, recebeu R$ 485 milhões da Super Empreendimentos, empresa investigada pela PF (Polícia Federal) sob a suspeita de servir de canal de pagamentos a uma suposta milícia privada do grupo e a agentes públicos.

    As informações estão no extrato de uma conta de Zettel obtido pela reportagem. Os repasses foram feitos entre julho de 2022 e janeiro deste ano. Só no ano passado, Zettel recebeu R$ 160 milhões da Super, originados de 264 transferências. Os maiores repasses foram feitos entre fevereiro e abril, de R$ 5 milhões cada.

    Procuradas, as defesas de Zettel e Vorcaro não quiseram responder aos questionamentos da reportagem. Zettel é apontado nas investigações como o responsável por intermediar e operacionalizar pagamentos relacionados às possíveis atividades ilegais do Master.

    De acordo com integrantes da PF, a atuação do cunhado de Vorcaro seria central no esquema para viabilizar financeiramente as atividades ilícitas do grupo. A polícia ainda analisa mensagens trocadas entre ele e o dono do Master em que há ordens de pagamentos e citações a transações financeiras com menções a políticos.

    O empresário é pastor afastado da Igreja Batista da Lagoinha e teve sua prisão preventiva decretada junto com a de Vorcaro, na terceira fase da Compliance Zero. Na ocasião, seus advogados, Maurício Campos e Juliano Brasileiro, disseram que Zettel estava à inteira disposição das autoridades.

    Casado com Natalia Vorcaro, ele ganhou projeção no meio empresarial como fundador e CEO da Moriah Asset, gestora que se apresenta como o primeiro e maior private equity focado em bem-estar no Brasil.

    Por meio da Moriah, tornou-se sócio de negócios como o Grupo Frutaria (Frutaria São Paulo, Empório Frutaria e Néctar), da rede de açaí Oakberry, da academia de luxo Les Cinq, da Desinchá e da Super Nutrition, marca de suplementos como creatina.

    Em 2022, ele foi o maior doador das campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governado Tarcísior de Freitas (Republicanos-SP), com cerca de R$ 5 milhões no total -R$ 3 milhões para Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio.

    Já a Super é citada como parte da engenharia financeira para movimentar o dinheiro que era desviado do Master. Ela teria sido utilizada para tomar empréstimos fraudulentos do banco. O Master venderia esses financiamentos para fundos de investimento, limpando o seu balanço.

    O dinheiro era usado tanto para adquirir bens quanto para alimentar uma rede de fundos responsável por desviar recursos do banco e retroalimentar o próprio Master a partir da compra de CDBs (Certificados de Depósito Bancário).

    De acordo com a PF, a empresa também teria sido usada para o pagamento ilícito feito por Vorcaro a dois ex-funcionários do Banco Central investigados no esquema de desvios do Master, o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe do departamento de supervisão bancária Belline Santana.

    Segundo decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, ambos atuavam como consultores privados de Vorcaro para assuntos relacionados ao BC e recebiam propina por isso. Entre os pagamentos, a decisão menciona uma viagem à Disney feita por Souza, cujo guia foi pago pelo dono do Master.

    Além disso, está no nome da Super a casa de R$ 36 milhões em Brasília onde o banqueiro recebeu políticos como o senador Ciro Nogueira (PP) e o deputado Hugo Motta (Republicanos). Segundo a assessoria de Vorcaro, ele é inquilino do imóvel.

    Hoje, a casa está em nome da Prime Aviation, empresa de aluguel de bens de luxo que já teve Vorcaro entre seus sócios.

    O ex-banqueiro também declarou à Receita Federal ter feito pagamentos de R$ 68 milhões em 2023 à empresa. Os valores quitaram dívidas de Vorcaro com a Super na compra de imóveis e outros investimentos.

    Na decisão em que determinou a prisão preventiva de Vorcaro, no começo de março, Mendonça apontou que a Super foi também utilizada para os pagamentos do grupo chamado de “A Turma”, encarregada de monitorar e pressionar pessoas consideradas adversárias do banqueiro ou ligadas às apurações sobre o banco. O ministro também determinou a suspensão das atividades da empresa.

    Zettel deixou a diretoria da Super em julho de 2024. Empresas dele e de Vorcaro aparecem registradas no mesmo endereço comercial em Belo Horizonte, segundo dados da Receita. Sua sócia Ana Cláudia Queiroz de Paiva segue como diretora da instituição.

    Em nota enviada à Folha de S.Paulo em dezembro, a assessoria de imprensa de Vorcaro confirmou que o cunhado Zettel era um dos sócios da Super, mas destacou que a relação entre Vorcaro e a Super era meramente comercial.

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