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  • Tesouro Reserva é lançado: veja como investir, render e sacar na hora

    Tesouro Reserva é lançado: veja como investir, render e sacar na hora

    Novo título público voltado para reserva de emergência começa a operar nesta segunda (11), com rendimento atrelado à Selic, resgates via Pix a qualquer hora e sem marcação a mercado, buscando competir com poupança e cofrinhos digitais

    O Tesouro Nacional lançou o Tesouro Reserva, um novo título público voltado para quem quer guardar dinheiro com facilidade e acesso rápido, funcionando como alternativa à poupança e aos “cofrinhos” de bancos.

    O produto permite investir a partir de R$ 1, com rendimento atrelado à taxa Selic, e foi criado principalmente para a formação de reserva de emergência. O dinheiro pode ser resgatado a qualquer momento, com recebimento via Pix, inclusive fora do horário bancário.

    Neste primeiro momento, o título está disponível apenas para clientes do Banco do Brasil, por meio do aplicativo Investimentos BB. A expectativa é que outras instituições passem a oferecer o produto em breve. As aplicações e resgates podem ser feitos 24 horas por dia, todos os dias da semana.

    Entre os diferenciais, o Tesouro Reserva não possui marcação a mercado, o que evita oscilações no valor aplicado antes do resgate. Na prática, isso significa que o investidor não verá variações negativas no saldo ao retirar o dinheiro antecipadamente, algo comum em outros títulos públicos.

    O rendimento começa a contar a partir do primeiro dia útil após a aplicação. O limite de investimento é de R$ 500 mil por mês por pessoa, sem restrições para saques.

    A proposta é simplificar o acesso ao Tesouro Direto, especialmente para pequenos investidores que priorizam liquidez e previsibilidade. Hoje, muitos utilizam CDBs com liquidez diária, fundos DI ou produtos de bancos digitais justamente pela facilidade de acesso ao dinheiro.

    Apesar das vantagens, o Tesouro Reserva não substitui necessariamente outros investimentos. Alguns CDBs podem oferecer rentabilidade maior, e fundos DI seguem sendo opção para quem busca gestão profissional.

    Na tributação, valem as mesmas regras dos títulos públicos: há cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos, com alíquotas regressivas conforme o tempo da aplicação. Também pode haver cobrança de IOF para resgates em até 30 dias. Os descontos são feitos automaticamente na fonte.

    O novo título amplia as opções para quem busca guardar dinheiro com segurança, liquidez imediata e menos complexidade no dia a dia.
     

    .O que é o Tesouro Reserva?
    É um título público criado para formação de reserva de emergência, com liquidez imediata e rendimento atrelado à taxa básica de juros.

    Quem pode investir?
    Pessoas físicas com conta no Banco do Brasil e acesso ao aplicativo Investimentos BB. Novas plataformas devem aderir ao produto futuramente.

    Como investir?
    O investimento é feito diretamente pelo aplicativo Investimentos BB, de forma digital e simples.

    Qual o valor mínimo?
    A partir de R$ 1.

    Existe limite de investimento?
    Sim. O limite é de R$ 500 mil por mês por investidor.

    Como funciona o rendimento?
    O título acompanha a taxa Selic e começa a render a partir do primeiro dia útil após a aplicação.

    Quando posso resgatar o dinheiro?
    A qualquer momento, com recebimento imediato via Pix.

    Funciona fora do horário bancário?
    Sim. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

    Tem risco de perda ao resgatar antes?
    Não há marcação a mercado, o que evita variações negativas no valor antes do resgate.

    Tem imposto?
    Sim. Há cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos, com alíquotas regressivas. Pode haver IOF para resgates em até 30 dias.

    Substitui poupança ou outros investimentos?
    Pode ser uma alternativa, mas não necessariamente substitui outros produtos. A escolha depende do perfil do investidor e das condições oferecidas por cada instituição financeira.
     
     

     

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  • Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

    Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

    Documentos apontam que agência contratou influenciadores por até R$ 8 milhões para atacar o Banco Central e o ex-diretor Renato Gomes, com conteúdos e roteiros previamente definidos; Polícia Federal investiga a atuação e já identificou dezenas de perfis envolvidos

    (FOLHAPRESS) – Os ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução da autarquia, Renato Gomes, seguiram uma cartilha com instruções e direcionamentos elaborados pelo projeto de gestão de crise de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    As informações estão em documentos do chamado “Projeto DV”, aos quais a reportagem teve acesso. O nome faz alusão às iniciais do ex-banqueiro.

    Os contratos com os influenciadores foram firmados pela agência Mithi, do publicitário Thiago Miranda. Somados, chegavam a R$ 8 milhões, mas a maior parte foi interrompida após a PF (Polícia Federal) começar a investigar o bombardeio contra o BC, em janeiro.

    O Banco Central virou alvo ao rejeitar a compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília). A PF identificou cerca de 40 perfis que teriam sido contratados por Vorcaro para integrar o projeto.

    As orientações do “Projeto DV” para as publicações eram direcionadas de acordo com o perfil de cada página, com indicações para títulos, textos, fotos e roteiros para vídeos curtos do Instagram. Alguns dos contratados cumpriram os direcionamentos à risca.

    Procurado, Thiago Miranda não quis se pronunciar. Ele irá prestar depoimento nesta terça-feira (12) à PF na investigação que apura os ataques ao BC e aos investigadores do caso Master.

    Dos R$ 8 milhões descritos nos contratos, Miranda fez pagamentos de R$ 3,5 milhões entre o fim de dezembro de 2025 e 5 de janeiro deste ano. As transferências ocorreram após ele ter recebido o mesmo valor da Super Empreendimentos, empresa ligada a Vorcaro.

    A defesa de Vorcaro não quis se manifestar.

    Um dos documentos se refere ao site GPS Brasília, que, além de site próprio, tem 182 mil seguidores no Instagram. O veículo deveria seguir um “tom liberal clássico, em defesa da livre iniciativa, institucional” e publicar títulos como “Fim da gestão Renato Gomes: um erro caro para o sistema financeiro”.

    Renato Gomes, que deixou o cargo em 31 de dezembro de 2025, foi o principal alvo das publicações encomendadas. Foi a área dele que recomendou o veto à compra do Master pelo BRB.

    Em 1º de janeiro, o portal fez a publicação intitulada “Saída de Renato Gomes do BC deixa indícios de um erro caro para o sistema financeiro”, distribuída no Instagram. O site já havia publicado, em 29 de dezembro, outro texto sob o título “Renato Gomes e um Banco Central fragilizado por decisões erradas”.

    O veículo firmou, em 3 de janeiro, contrato com a Mithi no valor de R$ 100 mil mensais, por um ano. O documento foi assinado por Rafael Badra, sócio do GPS Brasília.

    O acordo, fechado com cláusula de confidencialidade, previa a veiculação de seis conteúdos, metade no Instagram, e a outra no portal de notícias. A Folha teve acesso a comprovantes de pagamento feitos ao portal em 5 de janeiro, neste mesmo valor.

    O diretor e editor Jorge Eduardo disse que mantém contratos publicitários com várias agências. Também afirmou que o GPS Brasília já firmara acordos pontuais com a Mithi -um deles teria validade de um ano, mas foi rescindido dez dias após a assinatura.

    Segundo o editor, a interrupção foi feita por “incompatibilidades entre os conteúdos propostos e a linha editorial”. Ele diz que o site faz cobertura ampla, inclusive de notícias sobre o Master. “Reafirmamos nosso compromisso de fidelidade com os melhores princípios do jornalismo, pilar essencial de uma sociedade evoluída”.

    O projeto também incluiu contrato com uma empresa do jornalista Luiz Bacci, que tem 24,3 milhões de seguidores no Instagram. O pagamento previsto à BN Publicidade e Marketing, de Bacci, foi de R$ 500 mil mensais por seis meses, para 30 postagens mensais.

    Bacci confirmou à reportagem a relação comercial com a Mithi, mas não comentou detalhes. “Em conformidade com nossas diretrizes de compliance e sigilo, não divulgamos informações sobre contratos firmados com nossos clientes”, disse. Segundo Bacci, eles têm negócios desde 2021.

    Ele trabalhou no SBT de maio de 2025 ao fim de ano passado. Procurada, a emissora disse que encerrou o vínculo em 18 de dezembro. “À época de sua contratação, Bacci não foi questionado acerca de eventuais parcerias comerciais em suas redes sociais, inclusive por se tratar de contas pessoais.”

    Já o perfil Not Journal, com 289 mil seguidores, assinou contrato de R$ 30 mil por mês para 12 publicações mensais no Instagram e no site. O Projeto DV determinou que o perfil deveria adotar “tom acadêmico, sóbrio e institucional, com foco na eficiência de mercado”.

    A página, então, publicou textos críticos a Renato Gomes em dezembro e janeiro, com os títulos “Banco Central vira a página de uma gestão de Renato Gomes marcada por mudanças regulatórias, concentração e ruído institucional” e “Gestão Renato Gomes amplia debate sobre credibilidade do Banco Central”.

    O diretor do veículo, Bruno Richards, confirmou o contrato, mas disse que não havia definição de conteúdo. “A gente sempre atuou com muita rigidez no caso Master. Recebemos três notificações extrajudiciais direto do Banco Master”, disse.

    Já os textos publicados em sintonia com o direcionamento da Mithi teriam sido feitos, segundo Richards, por um ex-funcionário. “A única e principal regra é ser fato e não publicarmos fake news”, disse.

    O projeto de Vorcaro previu a compra de 50% do Not Journal. A oferta de R$ 5 milhões foi recusada, diz Richards.

    A conta de Charles Costa Oficial, que tem 696 mil seguidores, recebeu R$ 35 mil de Miranda. Entre as indicações de conteúdo da agência havia: “Renato Gomes sai, mas o estrago no mercado financeiro fica”, o que foi cumprido à risca. Procurado por telefone, WhatsApp e por mensagem direta nas redes desde quarta-feira (6), ele não respondeu.

    O projeto contratou também o influenciador Cardoso Mundo, que recebeu R$ 200 mil de Miranda, segundo os documentos aos quais a reportagem teve acesso. O dono do perfil de 4,6 milhões de seguidores, Paulo Cardoso, confirmou a relação comercial, mas disse não poder divulgar informações comerciais. “Nunca assinamos ou recebemos nenhum valor de contrato de publicidade relacionado a Daniel Vorcaro ou Banco Master”, disse.

    As postagens sobre o assunto no perfil foram deletadas. Segundo Cardoso, devido a um redirecionamento da imagem do portal.

    Já a agência Paulo & Renno Ltda, dona do perfil Marcelo Rennó (1,2 milhão de seguidores), recebeu R$ 78,4 mil. A empresa disse que o valor mencionado refere-se a serviços prestados e formalizados, “sem qualquer relação com campanhas, direcionamentos ou iniciativas dessa natureza”.

    O perfil Alfinetei, que recebeu R$ 500 mil, segundo os documentos, não respondeu à reportagem. Foram enviados pedidos de resposta via WhatsApp e por mensagem direta no Instagram na quarta. A reportagem também mandou emails na quarta para a agência Deu Buzz e para seu dono, Artur Moreno Martins, que assina o contrato, contemplado com a mesma quantia, mas não obteve resposta. Também ligou para o telefone pessoal de Martins e mandou mensagens no WhatsApp e pelo Instagram, na quarta e quinta-feira.

    Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

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  • Guerra pressiona caixa de companhias aéreas no Brasil, e setor prevê impacto na aviação regional

    Guerra pressiona caixa de companhias aéreas no Brasil, e setor prevê impacto na aviação regional

    Alta do combustível após tensões no Oriente Médio já leva companhias aéreas a reduzir voos no Brasil; setor prevê mais cancelamentos, impacto na demanda e prejuízos financeiros, com maior efeito esperado na aviação regional nos próximos meses

    (FOLHAPRESS) – Companhias aéreas brasileiras começam a estimar o prejuízo causado pela disparada no preço dos combustíveis após a escalada dos conflitos no Oriente Médio nos últimos meses. O setor prevê aumento no número de cancelamentos, com um baque esperado para a aviação regional, e especialistas apontam impacto financeiro futuro para as empresas.

    Por ora, a Abear, associação que representa as três principais companhias aéreas brasileiras, Gol, Azul e Latam, não vê risco de falta de combustíveis nos próximos meses. Isso porque a maior parte do QAV (querosene de aviação) usado pelas empresas no Brasil é produzido em território nacional.

    Juliano Norman, presidente da entidade, diz que, apesar disso, a passagem mais cara por causa da alta nos combustíveis pode desestimular a demanda. Por isso, segundo ele, as companhias já vêm ajustando a malha, com redução dos voos projetados para os próximos meses.

    De acordo com um levantamento exclusivo feito pela Abear a partir de dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Brasil registrou uma queda de 3,3% no número de voos projetados para o mês de maio.

    Os dados referem-se especificamente ao mercado doméstico e regular (sem táxis aéreos, fretados, aviação executiva etc.).

    Em 2 de abril de 2026, estavam previstos 2.193 voos por dia no Brasil em maio, segundo o levantamento. O patamar caiu para 2.121 voos por dia em 6 de maio, quando a associação voltou a fazer o monitoramento.

    No total projetado para o mês, são 2.225 voos a menos em todo o país em relação à primeira projeção.

    Norman afirma que, se a situação com os combustíveis não mudar, os cancelamentos devem continuar crescendo nos próximos meses. Segundo ele, a aviação regional deve ser mais afetada do que a ponte aérea entre Rio e São Paulo e outras rotas mais movimentadas.

    “Tem um limite do quanto você consegue repassar. Claro que isso é rota a rota. Os mercados mais premium absorvem mais, os outros, menos. Tem um limite. E fica simplesmente inviável”, afirma.

    Nos resultados trimestrais divulgados pelas companhias aéreas nesta semana, as empresas anunciaram prejuízo financeiro gerado pela alta dos combustíveis.
    A Latam disse que a guerra causou um impacto de US$ 40 milhões (cerca de R$ 200 milhões) no primeiro trimestre deste ano.

    O conflito fez a empresa rever projeções para uma série de indicadores. Antes, a aérea previa um preço de US$ 90 por barril de petróleo. Agora, a empresa projeta que esse patamar suba para US$ 170 no segundo e no terceiro trimestres de 2026, e para US$ 150 no final do ano.

    Em dezembro, a Latam projetava que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançaria uma margem entre US$ 4,2 bilhões e US$ 4,6 bilhões em 2026. Agora, essa faixa caiu para entre US$ 3,8 bilhões e US$ 4,2 bilhões.

    A Latam disse em nota que prevê atualmente em junho de 2026 um crescimento de 8% na sua capacidade doméstica medida em ASK (Assentos-Quilômetros Oferecidos) na comparação com junho de 2025. Trata-se de uma redução de 3% no crescimento originalmente planejado para o mês, de acordo com a empresa.

    Durante entrevista a jornalistas na última semana, a Folha de S. Paulo questionou Jerome Cardier, CEO da Latam, se a empresa prevê falta de combustível nos próximos meses. O executivo disse que a companhia tem acompanhado com os parceiros comerciais um potencial risco de falta de disponibilidade de QAV -cenário fora de cogitação, por enquanto, segundo ele.

    “Isso depende muito do que acontecer nas próximas semanas e meses em relação à disponibilidade de combustível. Mas hoje a gente ainda não tem nenhum risco mapeado de desabastecimento dos destinos onde a Latam opera”, afirmou.

    Em teleconferência a investidores, o CEO da Azul, John Rodgerson, disse que o fluxo de caixa da empresa foi impactado negativamente por uma redução no ATL (sigla em inglês para o valor dos bilhetes vendidos antes da viagem). Segundo ele, o cenário é resultado dos efeitos da guerra no Irã e, por consequência, da menor capacidade na operação da empresa.

    “Esse impacto deve ter caráter pontual, ocorrendo apenas enquanto ajustamos nossos níveis de capacidade. À medida que a capacidade se normalizar, o ATL também deve retornar a níveis mais típicos”, afirmou o executivo na teleconferência.

    Companhia de capital fechado, a Gol não divulga seus resultados trimestrais. Em nota à reportagem, a empresa disse que se manifesta por meio da Abear.
    Na opinião de Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos, entre as três maiores companhias aéreas do país, a maior prejudicada pela alta no preço dos combustíveis deve ser a Gol.

    “A Azul tem muitas rotas exclusivas em que ela opera sozinha, e a Latam, por ser um grupo internacional, tem negociação global de combustível, tem maior poder de barganha. A Gol opera majoritariamente no mercado doméstico brasileiro em regiões de alta competição”, explica.

    Adalberto Febeliano, ex-diretor de Relações Institucionais da Azul e especialista em aviação civil, afirma que a Azul tem a vantagem de operar em rotas onde ela não tem concorrência. Segundo ele, porém, essa vantagem é relativa, já que o custo do combustível afeta todas as rotas.

    O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse em teleconferência com investidores e jornalistas nesta sexta-feira (8) que a fabricante brasileira ainda não registrou nenhum efeito do aumento dos preços dos combustíveis nem dos cancelamentos de voos pelas companhias aéreas. Segundo ele, as vendas estão normais tanto na área de aviação comercial quanto na de jatinhos (aviação executiva).

    O executivo diz que, internamente, a diretoria da companhia está dando mais atenção para os processos de gestão de custo e gestão de eficiência, para que estejam preparados para algum impacto futuro.

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  • Ypê vira alvo de embate político nas redes sociais após suspensão da Anvisa

    Ypê vira alvo de embate político nas redes sociais após suspensão da Anvisa

    A Ypê declarou, em nota divulgada à imprensa neste sábado (9), que manterá suspensa a linha de produção de detergentes, lava roupas líquidos e desinfetantes que fazem parte do lote com final 1, mesmo com um efeito suspensivo obtido contra a decisão da Anvisa.

    FELIPE MENDES
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O caso envolvendo a fabricante de produtos de limpeza Ypê virou símbolo do que é o ‘Fla-Flu’ na política brasileira. A empresa, que tem como dono apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, virou alvo de debates nas redes sociais após ter parte de sua produção suspensa por determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na última quinta-feira (7).

    A Ypê declarou, em nota divulgada à imprensa neste sábado (9), que manterá suspensa a linha de produção de detergentes, lava roupas líquidos e desinfetantes que fazem parte do lote com final 1, mesmo com um efeito suspensivo obtido contra a decisão da Anvisa.

    A Química Amparo, dona da marca Ypê, é controlada pelos irmãos Waldir Beira Júnior, Jorge Beira e Ricardo Beira. São herdeiros de Waldyr Beira, fundador do negócio que morreu em um acidente no trabalho. Nas eleições de 2022, quatro integrantes da família doaram, juntos, R$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro, que tentava se reeleger naquele momento.

    Apoiadores do ex-presidente iniciaram uma campanha a favor da empresa nas redes sociais. Até artistas endossaram as críticas contra órgãos sanitários. Nas redes, bolsonaristas dizem que a empresa é alvo de perseguição e represália por parte do governo Lula.

    O ator global Júlio Rocha e a cantora Jojo Toddynho foram alguns dos famosos que endossaram os críticos à suspensão. Rocha disse “já tomei banho com Ypê” no Instagram, enquanto a cantora afirmou que não abriria mão de usar produtos do lote suspenso pela Anvisa.

    Enquanto isso, os órgãos sanitários pedem cautela. O CVS (Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo) reforçou, em nota enviada à Folha, que o risco sanitário permanece, portanto não recomenda que consumidores utilizem produtos do lote 1.

    O trabalho de avaliação tem sido realizado entre Anvisa, CVS e a Vigilância Sanitária do município de Amparo, no interior de São Paulo.

    Segundo o comunicado, a liminar obtida pela empresa não libera consumidores ao uso ou a venda dos produtos do lote possivelmente infectado. “O CVS esclarece que a avaliação técnica sobre o risco sanitário permanece mantida. A apresentação de recurso administrativo pela empresa segue o rito previsto na legislação vigente e será analisada pela Anvisa, sem alterar, até o momento, a avaliação decorrente da inspeção”, diz.

    Os órgãos sanitários apontam que a inspeção realizada na última semana identificou descumprimentos em etapas essenciais da produção, além de falhas que indicam risco sanitário em diversos produtos.

    “A recomendação aos consumidores é que não utilizem os produtos indicados na medida sanitária, que abrange lava louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes de lotes específicos da marca”, afirma o CVS. “A mesma recomendação vale para o comércio destes produtos em mercados, supermercados e similares, no sentido de que segreguem os lotes destes produtos e não os coloquem à venda.”

    O QUE DIZ A YPÊ SOBRE A ANVISA

    “A Ypê esclarece que tem mantido suspensa as linhas de produção da sua fábrica de líquidos desde o último dia 7 de maio, responsáveis pela fabricação dos produtos lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes de número de lote final 1 (um), objeto da RE n. 1834/2026”, afirma a empresa. “Esta medida continua em curso, independentemente do efeito suspensivo obtido com o nosso recurso, e tem como objetivo acelerar o cronograma e a conclusão de medidas apontadas pela Anvisa.”

    A empresa diz que tem colaborado com as autoridades na busca por uma solução à situação. Em comunicado divulgado anteriormente, a Ypê diz que recebeu a determinação da Anvisa e que colabora integralmente, “conduzindo todas as ações necessárias com máxima prioridade, responsabilidade e transparência”. A fabricante diz que ampliou a estrutura de atendimento do SAC nesta sexta-feira (8).

    QUEM É A YPÊ

    Fundada em 1950, a Ypê é líder do mercado de diversas categorias no segmento de higiene e limpeza no país. Segundo estimativas da própria empresa, está presente com seus produtos em cerca de 95% dos lares brasileiros, com um portfólio com mais de 450 itens diferentes em 23 categorias. Também é dona de marcas como Assolan, Atol, Tixan, entre outras.
    A matriz da companhia é em Amparo, a 129 km de São Paulo. De capital fechado, a empresa emprega mais de 7.000 pessoas e conta com complexos fabris em Salto (SP), Simões Filho (BA), Anápolis (GO), Goiânia (GO), Itajubá (MG) e Itapissuma (PE). Ao longo do tempo, a dona da Ypê se tornou uma concorrente de peso para a gigante Unilever, dona também do limpador e desinfetante Cif, e da P&G, dona das marcas Ariel, Downy, Ace.

    QUE PRODUTOS FORAM SUSPENSOS?

    De acordo com a Anvisa, somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados:
    Lava-louças Ypê Clear Care
    Lava-louças com enzimas ativas Ypê
    Lava-louças Ypê
    Lava-louças Ypê Toque Suave
    Lava-louças Concentrado Ypê Green
    Lava-louças Ypê Clear
    Lava-louças Ypê Green
    Lava-roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
    Lava-roupas líquido
    Tixan Ypê Cuida das Roupas
    Lava-roupas líquido Tixan Ypê Antibac
    Lava-roupas líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
    Lava-roupas líquido Tixan Ypê Green
    Lava-roupas líquido Ypê Express
    Lava-roupas líquido Ypê Power Act
    Lava-roupas líquido Ypê Premium
    Lava-roupas Tixan Maciez
    Lava-roupas Tixan Primavera
    Desinfetante Bak Ypê
    Desinfetante de uso geral Atol
    Desinfetante perfumado Atol
    Desinfetante Pinho Ypê
    Lava-roupas Tixan Power Act

    RAIO-X | QUÍMICA AMPARO
    Fundação: 1950
    Sede: Amparo (SP)
    Funcionários: 7.300
    Marcas: Ypê, Tixan, Banho a Banho, Flor de Ypê, Siene, Perfex, Assolan, Atol
    Fábricas: Amparo (SP), Salto (SP), Simões Filho (BA), Anápolis (GO), Goiânia (GO), Itajubá (MG) e Itapissuma (PE)
    Concorrentes: Unilever, P&G, Reckitt, Flora, Limppano, Bombril
    Faturamento: R$ 10 bilhões

    Ypê vira alvo de embate político nas redes sociais após suspensão da Anvisa

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  • Vorcaro soube usar 'omissão sistêmica' em favor do Master

    Vorcaro soube usar 'omissão sistêmica' em favor do Master

    Especialistas divergem sobre quais mecanismos alimentaram essa cegueira em tantas instituições públicas e privadas, por tanto tempo, até o escândalo se tornar público com a liquidação do Master e a prisão de Daniel Vorcaro em novembro do ano passado.

    Para especialistas, servidores não têm devida blindagem para atuar preventivamente contra riscos de fraudes Nos EUA, incentivo a denúncias é tão estruturado que oferece até prêmio em dinheiro para quem apontar irregularidades

    Na semana passada, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino expressou a dúvida que acomete a todos quando se trata das irregularidades do Banco Master: “Como ninguém viu? O elefante é grande, está pintado de azul, desfilando na frente de todo mundo.”

    Especialistas divergem sobre quais mecanismos alimentaram essa cegueira em tantas instituições públicas e privadas, por tanto tempo, até o escândalo se tornar público com a liquidação do Master e a prisão de Daniel Vorcaro em novembro do ano passado.

    No entanto, concordam num ponto: Vorcaro e seus companheiros não inventaram nada novo e souberam usar a favor do Master os sistemas regulatório, político e jurídico que incentivam a omissão, não a denúncia, abrindo espaço para a fraude bancária mais custosa da história do país.

    Manifestação contra Banco Master, em frente à sede da empresa na Vila Olímpia, em São Paulo; manifestantes questionavam demora nas ações das autoridades Bruno Santos -22.jan.26 Folhapress Indivíduo veste máscara facial com imagem de rosto masculino sorridente e segura charuto em ambiente urbano com outras pessoas ao fundo. Imagem pequena ** As estimativas apontam prejuízos de R$ 60 bilhões. A título de comparação, superam as principais crises bancárias dos últimos 20 anos e até as perdas apuradas pela Lava Jato, que ficaram entre R$ 29 bilhões, segundo o TCU (Tribunal de Contas da União) e R$ 42 bilhões, pelas estimativas de PF (Polícia Federal).

    O advogado José Andrés Lopes da Costa, especialista em regulação bancária, acompanhou as crises de instituições como Santos, Panamericano e Cruzeiro do Sul. Ele conta que, apesar de o Brasil ter leis robustas e profissionais competentes, a dinâmica da omissão foi contaminando as estruturas de regulação e fiscalização nos últimos anos, produzindo distorções cada vez maiores.

    Nesse contexto, ele apresenta duas leituras possíveis para explicar como o caso Master escalou.

    “A primeira é a do escândalo. Houve gente que deveria ter visto e não viu, ou que viu e tapou os olhos, ou que, tendo visto, preferiu nada dizer. Essa é a leitura da falha individual, do conluio, que oferece vilões ao público, permite que se troquem nomes e a história prossiga, mantendo intactas as estruturas que geraram a crise”, afirma o advogado.

    “A segunda leitura é mais técnica e incômoda. Os sistemas regulatório, político e jurídico, incluindo o do funcionalismo público de carreira, não oferecem incentivos à reação. Isso faz com que cada agente, ao ponderar seus próprios riscos e ganhos, perceba que tem mais a perder vendo do que não vendo.”

    O próprio caso Master produziu exemplos dessa dinâmica.

    Em 2024, três gestores da Caixa Asset, braço de investimentos da Caixa Econômica Federal, redigiram um relatório contra a compra de R$ 500 milhões em letras financeiras do banco de Daniel Vorcaro. A operação foi considerada arriscada e suspeita. O trio foi afastado de suas funções.

    Em 2025, a diretoria da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) julgou um polêmico caso da Ambipar, envolvendo o Master e o empresário Nelson Tanure numa suspeita de manipulação de mercado. O então presidente da autarquia, João Pedro Nascimento, votou contra o pleito das empresas e, nove dias depois, renunciou.

    O interino que assumiu na sequência, Otto Lobo, reverteu o voto, dando ganho de causa às empresas. Em janeiro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Lobo para ficar em definitivo na presidência da CVM.

    “O Brasil precisa redesenhar a estrutura de prêmios e punições da burocracia regulatória, blindar institucionalmente o agente que reporta irregularidades, criar caminhos de progressão de carreira que premiem a coragem em vez de penalizá-la, alterar os mecanismos de financiamento político que tornam a omissão racionalmente preferível ao testemunho. É trabalho de décadas”, afirma Costa.

    O economista e colunista da Folha Marcos Lisboa chama a atenção para dois outros componentes que incentivam a letargia do sistema.

    O primeiro é o risco de sanções para quem tenta evitar a crise antes que ela tenha espalhado prejuízos e feito número suficiente de vítimas para se tornar incontestável. “Servidores que ousem atuar preventivamente, na tentativa de evitar uma fraude, podem ser acionados na Justiça, em processos que se prolongam por anos, ou enfrentarem questionamentos do TCU”, diz.

    Galeria Veja imóveis que teriam sido recebidos como propina por ex-presidente do BRB Seis imóveis, em São Paulo e no DF, teriam sido transfeidos para aprovar compra de carteiras do Banco Master.

    Há também exemplo desse risco. O TCU questionou o Banco Central sobre a liquidação do Master. O ministro Jhonathan de Jesus apurou possível “precipitação” e exigiu explicações.

    Os Estados Unidos oferecem o ambiente oposto. Quem faz um alerta preventivo não sofre penalidades caso não se confirme, e quem dá dica certeira pode até receber prêmio em dinheiro. Lá existe a figura do “whistleblower”, o tocador de apito.

    A False Claims Act, de 1863 e reformada em 1986, autoriza qualquer cidadão a propor ação civil em nome do governo federal contra fraudadores e garante ao denunciante de 15% a 30% dos valores recuperados. O Dodd-Frank Act, de 2010, em resposta à crise de 2008, criou o programa de whistleblowers na SEC (Securities and Exchange Commission, a agência regulatória do mercado de capitais). O denunciante recebe de 10% a 30% das sanções acima de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) quando a informação leva a uma ação bem-sucedida.

    Outro problema, diz Marcos Lisboa, está na esfera privada: o tratamento difuso dado à responsabilidade solidária no mercado financeiro. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, todos os integrantes da cadeia de fornecimento –fabricante, distribuidor, comerciante– respondem por um produto.

    “Assim como um supermercado é responsável pelo molho de tomate que vende, ainda que não o tenha fabricado, as corretoras são responsáveis pelos produtos financeiros que oferecem e devem alertar os investidores. Bastava ler os balanços do Master para ver o tamanho do risco de seus CDBs, por exemplo.”

    As demonstrações financeiras de 2020 e 2021, por exemplo, mostravam que o Master já concentrava parcela elevada de seus ativos em precatórios e direitos creditórios federais, que têm liquidez incerta e difícil precificação. Em 2023, cerca de 80% da carteira de títulos do banco era composta por fundos ligados a ativos de baixa liquidez e avaliados principalmente por modelos internos, e não por preços transparentes de mercado.

    Em 2024, o balanço trouxe sinais de fragilidade financeira. Dos R$ 18,4 bilhões registrados como depósitos interfinanceiros –operações entre instituições– R$ 17,9 bilhões vinham de partes relacionadas. Isso indicava forte dependência de recursos ligados ao próprio grupo econômico, e falta de apoio do mercado interbancário tradicional.

    O economista Roberto Teixeira da Costa, um decano com 50 anos de atuação no mercado de capitais e autor do livro “Crises Financeiras – Brasil e Mundo (1929-2023)”, diz que era possível identificar a fragilidade do Master até de forma intuitiva. Segundo ele, se um CDB paga muito acima do mercado, por si só, já é um alerta.

    “Jamais aplicaria naquilo. Então, entrou aí o componente ganância. Houve pagamentos de comissões altas para a distribuição do papel, e muitas pessoas sacrificaram o raciocínio lógico à espera de ganhos um pouco maiores”, afirma.

    Galeria Veja imóveis que teriam sido recebidos como propina por ex-presidente do BRB Seis imóveis, em São Paulo e no DF, teriam sido transfeidos para aprovar compra de carteiras do Banco Master.

    Teixeira da Costa lembra que a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) ajudou a sustentar a estratégia de captação agressiva do Master. Como os CDBs têm cobertura de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, muitos investidores aceitavam taxas elevadas sem considerar o risco. Por isso, defende que o instrumento seja recalibrado.

    “O FGC foi uma criação importante, porque permitiu que os títulos emitidos por bancos de menor porte pudessem ter acolhida, mas não se previu abusos. Agora, acho que deveriam revê-lo para reembolsar, vamos dizer, 75% do valor investido. Isso obrigaria as pessoas, ainda que modestamente, a não serem omissas e avaliarem se querem assumir riscos.”

    O advogado Guilherme France, da Transparência Internacional, chama a atenção para um grande diferencial da fraude do Master que promove a dissuasão indiretamente: a presença de altas autoridades na rede de influência criada por Daniel Vorcaro.

    “Essa rede, pelo que estamos constatando, reuniu representantes nos três Poderes –desde parlamentares em altas posições do Congresso Nacional, ministros do Supremo, pessoas no Executivo em cargos de ministério”, afirma France.

    Na avaliação dele, mesmo que passivamente, essa rede serve para intimidar.
    “Se há proximidade de ministros do Supremo, qual o incentivo para um procurador da República em São Paulo investigar o dono deste banco? Qual o incentivo para um analista da CVM apontar uma irregularidade? A gente já viu fraudes bancárias maiores em outros países, mas tal captura dos Poderes da República para evitar responsabilização é inédita. Vorcaro inaugurou aí um novo patamar.”

    YouTube Gestor de fundos antecipou esquema do Master, diz estar quebrado e só anda de guarda-costas “Estou quebrado”, diz à Folha o investidor Vladimir Timerman, 46 anos, atribuindo a situação financeira ao bloqueio judicial de fundos da Esh Capital. Na véspera, o investidor estava em Brasília, depondo, na condição de testemunha, à CPI do Crime.

    Vorcaro soube usar 'omissão sistêmica' em favor do Master

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  • Bolsa Família de R$ 900 reais? Veja quem tem direito de receber em 2026

    Bolsa Família de R$ 900 reais? Veja quem tem direito de receber em 2026

    Os pagamentos extras foram criados para atender famílias com mais integrantes, especialmente aquelas que possuem crianças pequenas, adolescentes, gestantes e mães que amamentam. Com isso, o benefício varia de acordo com a quantidade de pessoas que se encaixam nas regras estabelecidas pelo programa.

    O Bolsa Família segue com pagamento mínimo de R$ 600 para famílias aprovadas no programa social do governo federal. No entanto, muitos beneficiários conseguem receber valores maiores graças aos adicionais oferecidos conforme a composição familiar. Em alguns casos, o valor pode chegar próximo dos R$ 900 mensais, desde que os requisitos exigidos sejam cumpridos.

    Os pagamentos extras foram criados para atender famílias com mais integrantes, especialmente aquelas que possuem crianças pequenas, adolescentes, gestantes e mães que amamentam. Com isso, o benefício varia de acordo com a quantidade de pessoas que se encaixam nas regras estabelecidas pelo programa.

    Atualmente, o Bolsa Família oferece R$ 150 adicionais para cada criança de até 6 anos de idade através do Benefício Primeira Infância. Além disso, o programa também paga R$ 50 extras para cada gestante, nutriz — mãe que amamenta — e também para crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos incompletos.

    Outro valor complementar é o Benefício Variável Familiar Nutriz, que garante R$ 50 por bebê de até 6 meses de idade, pago em seis parcelas consecutivas. Esses adicionais também são válidos para famílias que tenham adolescentes de até 17 anos ou mulheres grávidas cadastradas corretamente.

    Para receber os valores extras, é necessário informar ao CRAS a existência desses integrantes na família. O cálculo final do benefício dependerá justamente da quantidade de pessoas que se encaixam nas categorias previstas pelo programa.

    Como receber o benefício?

    Quem deseja entrar no Bolsa Família precisa, inicialmente, realizar o cadastro de todos os membros da família no Cadastro Único (CadÚnico). O procedimento deve ser feito em um CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) ou em um posto de cadastramento do município.

    Depois disso, o governo faz uma análise das informações. Caso seja comprovado que a renda por pessoa da família é de até R$ 218 e o cadastro seja aprovado, os pagamentos passam a ser realizados pela conta Caixa Tem.

    O calendário de pagamentos de maio já foi divulgado. Beneficiários com NIS final 1 recebem no dia 18 de maio. Os pagamentos seguem até o dia 29 para quem possui NIS final 0.

    Bolsa Família de R$ 900 reais? Veja quem tem direito de receber em 2026

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  • Veja se você está entre os mais ricos ou mais pobres do Brasil

    Veja se você está entre os mais ricos ou mais pobres do Brasil

    Rendimento per capita dos 5% mais pobres era de até R$ 299 por mês em 2025. Fatia 1% mais rica ganhava acima de R$ 15,2 mil por pessoa, segundo IBGE

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A renda domiciliar per capita (por pessoa) dos 5% mais pobres do Brasil era de até R$ 299 por mês em 2025, enquanto o 1% mais rico ganhava acima de R$ 15,2 mil.

    É o que indicam dados divulgados nesta sexta (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As informações são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua): Rendimento de todas as fontes.

    A renda domiciliar per capita soma os recursos obtidos pelos moradores de um lar e divide esse dinheiro pelo número de pessoas.

    Por exemplo: se uma mulher ganha R$ 5.000 por mês e vive com um filho (mãe solo), o rendimento domiciliar por pessoa é de R$ 2.500.

    Podem entrar no cálculo recursos obtidos com o trabalho ou outras fontes. As outras fontes pesquisadas pelo IBGE são as seguintes:

    – aposentadoria e pensão;
    – aluguel e arrendamento;
    – pensão alimentícia, doação e mesada de não morador;
    – programas sociais de transferência de renda do governo federal (como Bolsa Família e BPC), dos estados ou dos municípios;
    – outros rendimentos, como rentabilidade de aplicações financeiras, bolsas de estudo, direitos autorais, exploração de patentes etc.

    Entre os 5% mais pobres, o rendimento por pessoa era de até R$ 299 por mês em 2025. Se a análise considerar uma base mais ampla, dos 30% mais pobres, o rendimento máximo fica em R$ 906 por pessoa.

    Na fatia da população que ganhava acima dos 30% mais pobres e abaixo dos 20% mais ricos, uma camada intermediária, a renda correspondia a mais de R$ 906 até R$ 2.958 por pessoa. Esse seria o caso hipotético da mãe com o filho citado no início deste texto (R$ 2.500 por pessoa).

    Ainda segundo a Pnad, os 20% mais ricos ganhavam mais de R$ 2.958 por mês por pessoa no ano passado. Porém, como o grupo com os maiores rendimentos é bastante heterogêneo, especialistas recomendam um olhar mais detalhado para ele.

    Quando a análise considera os 10% mais ricos, a renda per capita ficava acima de R$ 4.609 no ano passado. Já os 5% mais ricos recebiam acima de R$ 6.900. Por fim, o 1% mais rico tinha ganho per capita superior a R$ 15.214 por mês.

    A análise considera o rendimento bruto. Segundo o IBGE, ganhos esporádicos, como aqueles de loterias ou similares, não são captados.

    André Salata, coordenador do laboratório de estudos PUCRS Data Social, diz que a renda per capita é importante para analisar o bem-estar das pessoas.
    “O bem-estar depende muito do rendimento do grupo familiar, porque os recursos são divididos na família”, afirma.

    QUAL É A RENDA POR PESSOA DE CADA FAIXA NO BRASIL*

    – 5% mais pobres: até R$ 299
    – 10% mais pobres: até R$ 451
    – 20% mais pobres: até R$ 694
    – 30% mais pobres: até R$ 906
    – Grupo acima dos 30% mais pobres e abaixo dos 20% mais ricos: mais de R$ 906 até R$ 2.958
    – 20% mais ricos: mais de R$ 2.958
    – 10% mais ricos: mais de R$ 4.609
    – 5% mais ricos: mais de R$ 6.900
    – 1% mais rico: mais de R$ 15.214

    Fonte: IBGE

    *Rendimento domiciliar per capita por mês em 2025 (soma a renda dos moradores de um domicílio e divide essa quantia pelo número de pessoas)

    Veja se você está entre os mais ricos ou mais pobres do Brasil

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  • Gás do Povo: governo fixa data de pagamento no dia 10 de cada mês

    Gás do Povo: governo fixa data de pagamento no dia 10 de cada mês

    Programa atende 15 milhões de famílias em todo o país

    O benefício do Programa Gás do Povo será pago sempre no dia 10 de cada mês, independentemente de a data cair em fim de semana ou feriado, informou nesta sexta-feira (8) o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

    A medida começa a valer já neste domingo (10), quando será liberado o crédito de maio para 2,71 milhões de famílias brasileiras.

    De acordo com o MDS, o investimento total em maio será de R$ 288,66 milhões. O programa garante a recarga gratuita do botijão de gás de 13 quilos para famílias de baixa renda cadastradas no Cadastro Único.

    Como funciona

    O benefício é concedido de acordo com o tamanho da família registrada no Cadastro Único.

    A regra funcionam assim:

    • famílias com dois ou três integrantes recebem um vale a cada três meses;
    • famílias com quatro ou mais pessoas recebem um vale a cada dois meses.

    Segundo o governo, o vale anterior permanece válido até o dia 9 do mês seguinte ao novo pagamento.

    Em maio, cerca de 345 mil famílias entrarão no programa pela primeira vez.

    Alcance nacional

    Atualmente, o Gás do Povo atende 15,05 milhões de famílias em todo o Brasil, alcançando aproximadamente 45,19 milhões de pessoas.

    A maioria dos benefícios é destinada a mulheres responsáveis pelos lares.

    Segundo o MDS:

    • 14,02 milhões de mulheres recebem o benefício;
    • elas representam 93,14% dos domicílios atendidos.

    O percentual de mulheres é ainda maior em algumas regiões:

    • Centro-Oeste: 95,95%;
    • Sudeste: 95,07%;
    • Sul: 94,86%;
    • Nordeste: 92,18%;
    • Norte: 90,4%.

    Divisão regional

    O Nordeste concentra o maior número de famílias atendidas pelo programa em maio.

    Veja os números por região:

    • Nordeste: 1,09 milhão de famílias e R$ 116,10 milhões;
    • Sudeste: 760,21 mil famílias e R$ 76,03 milhões;
    • Norte: 480,41 mil famílias e R$ 56,85 milhões;
    • Centro-Oeste: 194,05 mil famílias e R$ 20,59 milhões;
    • Sul: 179,71 mil famílias e R$ 19,07 milhões.

    Combate à pobreza

    O principal objetivo do programa é combater a chamada pobreza energética, situação em que famílias não conseguem arcar com custos básicos de energia, como o gás de cozinha.

    O benefício garante gratuitamente apenas para recarga do botijão de 13 kg. O programa não cobre o valor do vasilhame nem custos de entrega.

    Além da distribuição do gás, o governo criou o Programa Nacional de Acesso ao Cozimento Limpo, que prevê ações permanentes para ampliar o acesso a fontes de energia doméstica.

    Expansão gradual

    O Gás do Povo começou a ser adotado em novembro. A primeira etapa contemplou 1 milhão de famílias em dez capitais brasileiras.

    Em janeiro, o programa foi ampliado para as demais capitais do país e incorporou automaticamente famílias que já recebiam benefícios de programas anteriores.

    Para participar do programa, a família precisa:

    • ter renda por pessoa de até meio salário mínimo;
    • estar inscrita no Cadastro Único;
    • manter o cadastro atualizado nos últimos 24 meses;
    • possuir CPF regular do responsável familiar;
    • ter pelo menos duas pessoas na composição familiar.o programa prioriza famílias que já recebem o Bolsa Família.

    Como consultar

    Os beneficiários podem verificar se têm direito ao vale e localizar revendas credenciadas pelos seguintes canais:

    • aplicativo Meu Social, Gás do Povo;
    • portal oficial do programa;
    • Disque Social 121.

    No atendimento telefônico, basta informar o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do responsável familiar para consultar automaticamente a situação do benefício.

    Gás do Povo: governo fixa data de pagamento no dia 10 de cada mês

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  • Dólar fecha a R$ 4,89, menor nível desde janeiro de 2024; Bolsa avança

    Dólar fecha a R$ 4,89, menor nível desde janeiro de 2024; Bolsa avança

    Dólar fecha a R$ 4,895 com queda de 0,54% e acumula baixa de 10,8% no ano; Bolsa de Valores brasileira foi impactada e encerrou o dia em alta de 0,48%, a 184.108 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em mais de dois anos, com queda de 0,54%, cotado a R$ 4,895, nesta sexta-feira (8). É o menor valor de fechamento da moeda desde 15 de janeiro de 2024, quando terminou o dia a R$ 4,866.

    Durante o pregão, os investidores repercutiram dados do mercado de trabalho dos EUA mais fortes do que o esperado em abril e um ambiente global mais favorável a ativos de risco, o que beneficiou o real.

    Apesar da ausência de novidades relevantes, as negociações no Oriente Médio também seguiram no radar. O comportamento mais estável do petróleo beneficiou os mercados acionários.

    A Bolsa de Valores brasileira foi impactada e encerrou o dia em alta de 0,48%, a 184.108 pontos, recuperando parte das perdas da véspera.

    No ano, a moeda norte-americana tem uma baixa acumulada de 10,8%, e o Ibovespa, alta de 14,3%. Na semana, o dólar e Bolsa recuaram 1,2% e 1,7%, respectivamente.

    O principal fator do pregão foi a divulgação dos dados de emprego de abril nos Estados Unidos. A economia norte-americana abriu 115 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, acima da expectativa de 62 mil vagas, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho em relatório divulgado nesta sexta-feira. A taxa de desemprego permaneceu em 4,3%.

    Economistas atribuíram parte dos resultados a um ajuste no modelo que o governo usa para estimar quantos empregos foram criados ou perdidos. Segundo eles, a grande rotatividade de empresas criadas dificulta a estimativa de empregos associados a essas companhias.

    O indicador é a principal referência do mercado para acompanhar o emprego nos EUA. Os dados reforçaram a percepção de resiliência da economia norte-americana e diminuíram os riscos de uma estagflação -quando o crescimento esfria e a inflação aumenta.

    Segundo o FedWatch da CME, o mercado aposta majoritariamente que o Fed manterá os juros na faixa de 3,5% a 3,75% nas próximas reuniões da instituição em 2026.

    Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o resultado confirma um mercado de trabalho equilibrado e resiliente. Isso ocorre mesmo em meio ao conflito no Oriente Médio. “Ao observar os indicadores, o Fed enxerga uma economia que não demanda qualquer tipo de afrouxamento monetário neste momento.”

    Segundo ele, os dados sinalizam que o foco do Fed deve se deslocar para o monitoramento da inflação, “especialmente no que diz respeito aos impactos do conflito”. “Esse cenário é consistente com a postura que Powell indicou na última reunião do Fed: aguardar e observar antes de sinalizar qualquer movimento”.

    Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, também destaca que o Fed ganha mais conforto para definir a trajetória de juros. Segundo ele, os resultados afastam os temores “de uma desaceleração econômica que flertava com o risco de estagflação”.

    Os dados repercutem no exterior, onde o dólar cai e as Bolsas sobem. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana, recuou 0,39%. Nos EUA, S&P 500 e o Nasdaq fecharam em recordes, com avanços de 0,84% e 1,71%.

    Os dados também reforçaram o diferencial de juros do Brasil em relação aos EUA. No final de abril, o Fed manteve a taxa de juros inalterada na faixa de 3,5% a 3,75%. No mesmo dia, o Copom anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic a 14,5% ao ano.

    Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, esse é um dos fatores que beneficiam o mercado doméstico e ajudam a explicar a valorização do real e Bolsa ao longo de 2026.

    “O Brasil tem alguns fatores particulares. Além de atrair fluxo para a Bolsa devido a essa realocação geográfica, o país oferece um diferencial de juros importante. O real é uma das moedas com maior carrego entre os emergentes e, ao mesmo tempo, é extremamente líquido para o investidor internacional montar e desmontar posições”, afirma.

    Para ele, investidores estão aumentando exposição a emergentes por conta da política econômica do governo norte-americano e vendo o país como um mercado com juros atrativos, espaço para corte de juros no futuro, inflação convergindo para a meta e um Banco Central responsável. “Tudo isso sustenta esse fluxo para o país”.

    O pregão também foi marcado pelo confronto envolvendo EUA e Irã no Oriente Médio. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um cessar-fogo permanece em vigor, apesar da intensificação dos combates na região.

    Segundo o chefe da diplomacia de Washington, Marco Rubio, o país espera receber ainda nesta sexta-feira uma resposta do Irã à sua mais recente proposta para encerrar a guerra no Oriente Médio.

    Na quinta-feira, Trump afirmou que três destróieres da Marinha dos EUA foram atacados enquanto atravessavam o estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás.

    Os Emirados Árabes Unidos também disseram que suas defesas aéreas estavam enfrentando ameaças de mísseis e drones do Irã no início da sexta-feira, embora os detalhes fossem escassos.

    Na quarta-feira, um porta-voz do Paquistão afirmou que os dois países estavam próximos de um acordo. O tratado envolveria três pontos: o fim formal da guerra, o desbloqueio no estreito de Hormuz e uma janela de 30 dias para negociações sobre um acordo mais amplo, segundo as pessoas ouvidas.

    Para Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX, “o mercado pondera entre a sinalização de Trump de que o cessar-fogo segue em vigor e o ceticismo crescente em relação à possibilidade de um acordo definitivo de paz”.

    O conflito no Oriente Médio bloqueia o fluxo no estreito de Hormuz. A paralisação tem gerado um temor de um repique inflacionário global por levar os preços de petróleo a dispararem. Nesta sexta, o contrato de julho do petróleo Brent, referência mundial, subia 0,43%, a US$ 100,49, por volta das 17h.

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  • Mendonça autoriza transferência de ex-presidente do BRB para Papudinha

    Mendonça autoriza transferência de ex-presidente do BRB para Papudinha

    Decisão do ministro indica andamento de negociações de delação premiada. Investigações apontam que Paulo Henrique Costa foi peça essencial na aquisição de carteiras do Master

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atutorizou nesta sexta-feira (8) a transfência do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa, preso em 16 de abril por envolvimento nas fraudes do Banco Master, para o 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

    A decisão é um indício para o andamento das negociações de um acordo de colaboração premiada.

    Costa foi preso em abril em seu apartamento no Noroeste, região nobre de Brasília, e levado até a Superintendência da PF. A medida foi autorizada pelo relator do caso na corte. No mesmo dia, ele foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, também na capital federal.

    Paulo Henrique Costa é investigado por seu papel na tentativa de compra do Master pelo BRB e na compra de carteiras oferecidas pelo banco de Daniel Vorcaro, além das operações em que o banqueiro e seus associados se tornaram acionistas do Banco de Brasília.

    Segundo o Ministério Público, Costa “foi peça essencial” na viabilização da aquisição dessas carteiras.

    As investigações indicam que o executivo teria ocultado seis imóveis recebidos como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões , dos quais cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos, conforme os elementos reunidos até o momento da operação.

    Advogado de Costa, Cléber Lopes disse anteriormente que seu cliente não praticou crime algum e que a prisão realizada pela PF foi um exagero por parte da Justiça. Ele disse que não mudará a estratégia e segue “firme na convicção de que o Paulo Henrique não cometeu crime algum”.

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