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  • 70 mil investidores do Master ainda não pediram o resgate ao FGC

    70 mil investidores do Master ainda não pediram o resgate ao FGC

    Montante equivale a 9% do total de pessoas físicas e jurídicas com direito à garantia de até R$ 250 mil; credores têm até cinco anos, a partir em que o FGC inicia os pagamentos, para requisitar o valor

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Até esta segunda-feira (23), 70 mil investidores do conglomerado do Banco Master não haviam requisitado suas garantias junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

    O montante equivale a 9% do total de pessoas físicas e jurídicas com direito à garantia de até R$ 250 mil. Em volume, ainda faltam ser pagos R$ 793 milhões, ou 2% do total, segundo informações do fundo.

    Os credores têm até cinco anos, a partir em que o FGC inicia os pagamentos, para requisitar o valor. Nesse período, a quantia a ser restituída fica reservada, sem qualquer correção monetária. Após o vencimento do prazo, a garantia não pode ser reavida.

    Nos 70 mil estão incluídos investidores dos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank. Ao todo, 689 mil pessoas já receberam o pagamento da garantia, 89% do total. Em valores, já foram pagos R$ 39 bilhões, o equivalente a 96% total referente a estas instituições.

    Já em relação ao Will Bank, que teve sua liquidação decretada posteriormente, o FGC estima que serão pagos R$ 6,3 bilhões em garantias. O fundo aguarda as informações dos credores da fintech que serão enviadas pelo liquidante da instituição.

    Antes de ter o quadro completo em mãos, o FGC antecipou o pagamento da garantia aos credores que eram clientes diretos do Will Bank e que tinham até R$ 1.000 a receber diretamente via app do banco.

    Nessa antecipação, já foram pagos R$ 124 milhões, o que representa 70% do montante a ser pago, valor estimado em R$ 178 milhões, beneficiando mais de 1 milhão credores, correspondente a 17% do total de 6 milhões com direito à antecipação da garantia.

    BANCO PLENO (EX-VOITER)

    Nesta segunda-feira (23), o FGC disponibilizou depositantes e investidores do Banco Pleno (ex-banco Voiter) o pedido de garantia pelo aplicativo e site do FGC. São 152 mil credores, com valor total de R$ 4,8 bilhões a ser pago pelo Fundo.

    Com a liquidação extrajudicial do Pleno, a conta de valores a serem ressarcidos pelo FGC relacionados ao caso Master subiu para R$ 51,8 bilhões.

    O FGC oferece garantia ordinária de até R$ 250 mil, por CPF ou CNPJ, para investimentos em produtos como conta corrente, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA e LCD, por instituição financeira associada ou conglomerado. Existe um teto de R$ 1 milhão, a cada período de quatro anos, para garantias pagas por CPF ou CNPJ.

    Pessoas físicas devem baixar o aplicativo do FGC na Apple Store ou na Play Store. Já as pessoas jurídicas devem realizar o procedimento pelo site da instituição.

    Faça o cadastro utilizando os dados do titular do investimento ou conta corrente. É necessário informar nome completo, CPF e data de nascimento e criar uma senha de acesso ao app. Em seguida, abra o email informado no cadastro para visualizar o código de verificação solicitado;

    Após a validação, aparecerá a mensagem “Cadastro realizado!”. Para acessar o aplicativo e suas funcionalidades, toque em “Fazer Login”. Depois de logado, cadastre a conta em que deseja receber o dinheiro quando ele for liberado. Para isso, clique em “Meu perfil” e vá em “Contas bancárias”;

    Em “Instituição financeira”, busque pelo seu banco ou instituição de pagamento. Selecione conta corrente e informe os dados da conta que deseja cadastrar para receber a garantia.

    Solicite o pagamento de garantia na página inicial do app clicando na instituição na qual tinha conta ou na qual investia;

    Ao finalizar o cadastro, a pessoa física poderá visualizar o valor que irá receber;

    Será necessário verificar a identidade via biometria (abrindo câmera do celular) e fazer a assinatura digital confirmando a solicitação do pagamento da garantia;

    Em até 48 horas úteis o dinheiro será depositado na conta informada.

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  • Receita recebe mais de 1 milhão de declarações do IRPF no primeiro dia

    Receita recebe mais de 1 milhão de declarações do IRPF no primeiro dia

    Maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (71,5%), mas 17,2% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line

    Pouco mais de 1 milhão de contribuintes acertaram as contas com o Leão no primeiro dia de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. Até as 17h30 desta segunda-feira (23), 1.001.411 documentos foram enviados. 

    Neste ano, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações.

    Segundo a Receita Federal, 82,8% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, enquanto 8,6% terão que pagar Imposto de Renda e 8,6% não têm imposto a pagar nem a receber.

    A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (71,5%), mas 17,2% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 11,4% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

    Um total de 51,5% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 57% dos envios.

    O prazo para entregar a declaração começou nesta segunda-feira (23) e termina às 23h59min59s de 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.

    Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

    As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

    Receita recebe mais de 1 milhão de declarações do IRPF no primeiro dia

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  • Golpe troca dados na hora de colar Pix e desvia dinheiro sem deixar rastro

    Golpe troca dados na hora de colar Pix e desvia dinheiro sem deixar rastro

    Os anúncios se disfarçam de serviços populares, como WhatsApp, Google Chrome e Correios, e levam a sites criados por cibercriminosos; infecção começa quando a pessoa clica no anúncio e baixa um instalador falso no Windows

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O trojan bancário brasileiro GoPix evoluiu e passou a desviar transações financeiras de empresas para criminosos, de acordo com a empresa de segurança Kaspersky. A nova técnica abrange alteração de carteiras de criptomoedas, Pix e de boletos, além de usar uma técnica para ocultação da praga na memória do computador.

    Campanhas do GoPix usam anúncios pagos maliciosos no Google como porta de entrada. Os anúncios se disfarçam de serviços populares, como WhatsApp, Google Chrome e Correios, e levam a sites criados por cibercriminosos. Esse tipo de praga é conhecida como trojan, pois se disfarça de software legítimo para enganar a pessoa e infectar o sistema. Consultado para comentar, o Google não respondeu ao pedido da reportagem. O espaço segue aberto para a empresa.

    Site faz triagem antes de oferecer o download do arquivo malicioso. A página verifica se o visitante parece ser cliente de bancos brasileiros, usuário de criptomoedas ou ligado a órgãos financeiros de governos estaduais e grandes corporações.

    Infecção começa quando a pessoa clica no anúncio e baixa um instalador falso no Windows. O arquivo simula ser o programa procurado, como um suposto instalador do “WhatsApp Web”, e o malware passa a operar de forma furtiva na máquina.

    Golpe mira computadores Windows e tenta agir sem deixar rastros no disco. A atuação diretamente na memória dificulta que a vítima perceba a fraude enquanto navega e faz transações -essa é a grande evolução comparada com a versão inicial do GoPix, registrada em 2023. O foco dos criminosos são usuários ligados a empresas, os que mais realizam transações bancárias por meio de computadores.

    Principal técnica é trocar dados copiados e colados para redirecionar pagamentos. Se a vítima copia uma chave Pix, um código de boleto ou um endereço de carteira de criptomoedas, o GoPix pode substituir a informação no momento da colagem e mandar o dinheiro para os criminosos.

    Outra manobra é driblar a proteção do HTTPS com um certificado falso injetado na memória do navegador. Com isso, o malware tenta se colocar no meio da comunicação para capturar ou modificar dados sensíveis, como credenciais e valores de transações, sem ficar visível para o usuário.

    “O GoPix consegue operar diretamente da memória do computador, deixando pouquíssimos rastros, o que dificulta a detecção. O malware ainda utiliza servidores de comando e controle com vida útil extremamente curta, ou seja, eles são desligados e substituídos rapidamente para evitar rastreamento, e explora serviços antifraude legítimos para identificar e selecionar suas vítimas”, afirmou Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina e Europa, em comunicado.

    COMO REDUZIR O RISCO DE CAIR NO GOLPE

    Desconfie de anúncios patrocinados que oferecem download de programas populares. A orientação é baixar softwares apenas em sites oficiais dos desenvolvedores e checar o endereço exibido na barra do navegador.

    Instalação de programas deve ser feita só a partir de fontes oficiais e reconhecidas. Links em anúncios, emails ou páginas desconhecidas aumentam o risco de o arquivo ser um instalador falso com malware embutido.

    Uso de solução de segurança e atualizações do sistema ajudam a bloquear ameaças. A Kaspersky recomenda ter solução de segurança confiável e atualizada no computador, além de manter correções do Windows e navegadores atualizadas.

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  • Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias com nova expansão

    Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias com nova expansão

    Cerca de 9,4 milhões novas famílias passam a receber o benefício, que garante a retirada gratuita do botijão de gás de 13 kg em revendas credenciadas; programa passa a alcançar todos os municípios do país

    O programa Gás do Povo passou a atender quase 15 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. A nova etapa de expansão começa nesta segunda-feira (23), com investimento de R$ 957,2 milhões apenas em março.

    Nesta fase, cerca de 9,4 milhões novas famílias passam a receber o benefício, que garante a retirada gratuita do botijão de gás de 13 kg em revendas credenciadas.

    Expansão nacional

    Com a ampliação, o programa triplica o número de beneficiários e se consolida como uma das maiores iniciativas de acesso ao cozimento limpo no mundo.

    A política substituiu o modelo anterior de repasse em dinheiro pela entrega direta do gás, com o objetivo de aumentar a efetividade e garantir o acesso ao insumo essencial para o preparo de alimentos.

    A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano.

    Perfil beneficiado

    A maior parte dos lares atendidos é chefiada por mulheres. Segundo dados do programa, 92% dos beneficiários, cerca de 8,7 milhões de famílias, têm mulheres como responsáveis familiares.

    O dado reforça o foco da política em populações mais vulneráveis e no apoio à segurança alimentar.

    Ampliação

    O Gás do Povo foi implementado de forma gradual. A primeira fase, em novembro de 2025, atendeu 1 milhão de famílias em dez capitais. Em janeiro, o alcance foi ampliado para 17 capitais e, posteriormente, para todas as capitais do país.

    Na etapa seguinte, o programa incorporou automaticamente as 4,5 milhões de famílias que recebiam o Auxílio Gás. Agora, o benefício alcança todo o território nacional, com aumento significativo no número de revendas credenciadas.

    Combate à pobreza energética

    O programa busca enfrentar a chamada pobreza energética, garantindo acesso a uma fonte de energia mais limpa e segura.

    Sem o benefício, muitas famílias recorrem a alternativas como lenha e carvão, que aumentam riscos à saúde e de acidentes domésticos.

    Transformado recentemente em lei federal, o Gás do Povo passa a integrar uma estratégia mais ampla de acesso ao cozimento limpo, com mecanismos de financiamento, monitoramento e governança.

    A iniciativa também pretende estimular economias locais e ampliar o acesso a serviços essenciais em todo o país.

    Para receber o benefício, a família precisa:

    •    Ser beneficiária do Bolsa Família;

    •    Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;

    •    Ter renda per capita de até meio salário-mínimo;

    •    Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;

    •    Ter o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do Responsável Familiar regular, sem pendências.

    Como usar o vale-gás

    O benefício pode ser acessado de diferentes formas:

    •    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo;

    •    Cartão do Bolsa Família (com chip);

    •    Cartão de débito da Caixa;

    •    Informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha da revenda e receber código por SMS.

    Onde consultar o benefício

    •    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo, disponível para os celulares dos sistemas Android e iOS;

    •    Página oficial do Gás do Povo no site do MDS;

    •    Portal Cidadão Caixa;

    •    Caixa Cidadão: 0800-726-0207.

    Canais para tirar dúvidas

    •    Disque Social 121 (MDS);

    •    FalaBR, do Governo Federal;

    •    SAC Caixa: 0800-726-0101;

    Gás do Povo chega a 15 milhões de famílias com nova expansão

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  • Dólar recua a R$ 5,22 e Bolsa sobe mais de 3% após Trump adiar ataques ao Irã

    Dólar recua a R$ 5,22 e Bolsa sobe mais de 3% após Trump adiar ataques ao Irã

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou em relação a ameaças contra o Irã; na mínima do pregão, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,224, com queda de 1,67%

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar recua mais de 1% nesta segunda-feira (23), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar por cinco dias ataques contra usinas de energia do Irã e mencionar a possibilidade de negociações com o país.

    Com o petróleo em baixa no exterior, às 15h, a moeda norte-americana cedia 1,60%, cotado a R$ 5,227, em linha com o movimento da commodity. Na mínima do pregão, o dólar chegou a R$ 5,215, em queda de 1,80%.

    No mesmo horário, a Bolsa brasileira avançava 3,28%, a 182.014 pontos, em meio a um maior apetite global por ativos de risco (na máxima, o avanço foi de 3,77%). Nos Estados Unidos, Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 subiam em bloco, com alta de até 1,82%.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou em relação a ameaças de que destruiria usinas de energia iranianas, afirmando nesta que deu instruções para adiar quaisquer ataques militares por cinco dias.

    Em uma publicação no Truth Social, ele também disse que EUA e Irã tiveram conversas “muito boas e produtivas” nos últimos dois dias sobre uma “resolução completa e total das hostilidades no Oriente Médio”.

    O americano afirmou a jornalistas que está conversando com uma autoridade iraniana que não seria o líder supremo, Mojtaba Khamenei, e instou o país a parar de enriquecer urânio.

    Segundo a agência iraniana Mehr, a chancelaria do Irã disse que Trump só quer ganhar tempo para sua campanha militar e aliviar a pressão no mercado de petróleo, confirmou que há “iniciativas para reduzir a tensão”, mas que Teerã só aceitará propostas dos Estados Unidos diretamente.

    Segundo Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, a recente declaração de Trump trouxe um alívio aos mercados por sinalizar uma desescalada no conflito. “Isso ajudou a contar a disparada do petróleo, que vinha pressionando Bolsas. Há diminuição no sentimento de risco e nos temores de interrupção na oferta de energia”.

    Nas últimas semanas, a tensão entre EUA, Israel e Irã afetou os mercados acionários, com uma busca por ativos de segurança. O comportamento conhecido como “fuga para qualidade” fez com que ativos como dólar e renda fixa se valorizassem.

    Para se ter uma noção, o índice DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de seis moedas fortes, registra alta de 1,50% desde que a guerra no Oriente Médio começou. O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, por outro lado, registra recuo de 3,6%.

    Além disso, há um temor de que a inflação suba mais caso o conflito dure por mais tempo, e as cotações do petróleo permaneçam em alta.

    Os preços da commodity dispararam após o fechamento do estreito de Hormuz, localizado na fronteira do Irã e por onde passa cerca de 20% da produção global da commodity.

    O anúncio da trégua nesta segunda, por outro lado, levou o preço do petróleo a despencar mais de 13% e chegar a US$ 91,89 (R$ 488,12), às 8h (horário de Brasília).

    Antes disso, o barril Brent vinha oscilando entre US$ 105 e US$ 109, sendo que a máxima foi de US$ 109,68 (R$ 582,62), às 5h15. Mas o anúncio feito por volta das 7h fez com que o preço desabasse rapidamente até atingir US$ 91,89.

    “O mercado deu uma boa recuperada, já que passou a apostar mais em vias diplomáticas para solucionar o conflito. Principalmente por causa do escoamento de petróleo, que costuma deixar os mercados muito tensos, já que pressiona bastante a inflação. Nas últimas semanas, o mercado vinha precificando juros mais altos por mais tempo justamente por essa pressão inflacionária”, diz Ian Lopes, economista da Valor Investimentos.

    O movimento do pregão desta segunda é inverso ao da sexta, quando o dólar disparou 1,81%, cotado a R$ 5,311, e a Bolsa tombou 2,24%, a 176.219 pontos.

    Na semana passada, Trump mobilizou um segundo grupo expedicionário de fuzileiros navais para a região, apesar de ter negado a intenção de enviar soldados para uma ação terrestre. A ideia seria tomar a ilha de Kharg para pressionar Teerã a reabrir o estreito de Hormuz, importante via de transporte do petróleo global.

    No mesmo dia, Trump descartou “botas no solo” -na mesma fala, contudo, disse que não contaria à imprensa se tivesse outra ideia.

    O estreito de Hormuz é um ponto estratégico de Teerã, que o militarizou, provavelmente colocando minas em trechos importantes para obrigar os navios que autoriza a passar a usar uma rota que passa por suas águas.

    No Brasil, a agenda do dia é esvaziada de indicadores. Às 10h30, o Banco Central realizou leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) de US$ 2 bilhões, para rolagem do vencimento de 2 de abril. Do total, US$ 1,8 bilhão foi vendido.

    Os leilões são intervenções do BC no câmbio. Na prática, eles servem para aumentar a quantidade de dólares disponíveis para os investidores, seguindo a lei da oferta e demanda. Ou seja, quanto mais moeda puder ser comprada, menor vai ser a cotação dela.

    Ainda no Brasil, destaque para a suspensão de operações no Tesouro Direto na abertura do mercado para conter a forte volatilidade de títulos. A plataforma ficou fora do ar até às 11h15 desta segunda.

    Na sexta-feira (20), a escalada da tensão entre EUA e Israel contra o Irã fez com que os juros futuros subissem, mas nesta segunda, com a sinalização de uma possível trégua, o movimento é inverso.

    Por volta das 13h desta segunda, na curva de juros, o contrato para janeiro de 2028 recuava de 14,122% do ajuste da sessão anterior para 13,900% (queda de 22 pontos-base). Ou seja, o mercado espera juros menores em dois anos. Já para janeiro de 2035, o recuo era de 19 pontos-base, passando de 14,040% para 13,850%.

    Dólar recua a R$ 5,22 e Bolsa sobe mais de 3% após Trump adiar ataques ao Irã

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  • Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 passa de 1,83% para 1,84%

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 passa de 1,83% para 1,84%

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80% pela 12ª semana consecutiva. Considerando só as 56 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 1,80%

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 aumentou levemente, de 1,83% para 1,84%. Um mês antes, era de 1,82%. Considerando apenas as 59 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa aumentou de 1,84% para 1,85%.

    O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.

    Já a estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80% pela 12ª semana consecutiva. Considerando só as 56 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 1,80%.

    As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00% , pela 106ª e 53ª semana seguida, respectivamente.

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 passa de 1,83% para 1,84%

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  • Casas Bahia passa a vender na Amazon após prejuízo bilionário e amplia disputa no varejo online

    Casas Bahia passa a vender na Amazon após prejuízo bilionário e amplia disputa no varejo online

    A iniciativa com a Amazon faz parte da aposta da varejista na expansão digital por meio de parcerias com gigantes. A presença da Casas Bahia em marketplaces de terceiros representou 45,5% do total do grupo no quarto trimestre de 2025

    (FOLHAPRESS) – A partir desta semana, a Casas Bahia passa vender seus produtos dentro do marketplace da Amazon no Brasil. A parceria ocorre em meio a uma reestruturação que reduziu a dívida da companhia, mas ainda não equacionou sua rentabilidade.

    A varejista vai oferecer itens como televisores, smartphones, computadores, móveis da marca Bartira e produtos para casa. Por tempo limitado, clientes de São Paulo e Rio de Janeiro terão frete grátis em compras a partir de R$ 399 em produtos selecionados.

    Segundo anúncio feito em conjunto pelas empresas, em uma segunda fase, a logística da Casas Bahia será integrada à rede da Amazon, tornando seus produtos elegíveis ao selo Prime, com entrega grátis e em menor tempo para membros do programa.

    Em nota, o CEO do Grupo Casas Bahia, Renato Franklin, afirmou que o movimento faz parte da estratégia de ampliar o portfólio de produtos e expandir a presença da companhia em diferentes canais de venda.

    O acordo reforça a estratégia de expansão da Amazono no Brasil. A empresa afirma ter investido cerca de R$ 55 bilhões em tecnologia, infraestrutura e pessoal desde que iniciou operações no país, e hoje opera mais de 250 centros logísticos. Só em 2025, foram inauguradas cerca de cem novas unidades.

    Neste mês, a Amazon lançou um serviço de entregas em até 15 minutos que marcou a entrada da empresa no segmento de envios ultrarrápidos no Brasil e a estreia na venda de alimentos frescos e congelados no país, ampliando a disputa com aplicativos de delivery e varejistas digitais.

    A iniciativa ocorre após a Casas Bahia sair de uma recuperação extrajudicial iniciada em 2024. A companhia conseguiu reduzir sua dívida em mais de 70%, fechando 2025 com um débito de R$ 1,13 bilhão.

    Sob o controle da gestora Mapa Capital, que detém 85,5% do grupo, a varejista aplica um controle rigoroso na concessão de crédito, visando manter a inadimplência abaixo de 9%, mesmo que isso signifique liberar menos vendas a prazo no curto prazo.

    Apesar da redução da dívida, a Casas Bahia ainda opera no prejuízo. Em 2025, as perdas somaram R$ 2,98 bilhões, quase o triplo do ano anterior, devido a ajustes contábeis e ao impacto das altas taxas de juros no resultado financeiro.

    A iniciativa com a Amazon faz parte da aposta da varejista na expansão digital por meio de parcerias com gigantes. A presença da Casas Bahia em marketplaces de terceiros representou 45,5% do total do grupo no quarto trimestre de 2025.

    O avanço, que superou os 31% registrados no acumulado até setembro do mesmo ano, foi impulsionado pelo acordo firmado com o Mercado Livre em novembro de 2024, permitindo à companhia ampliar seus canais de distribuição e atrair novos consumidores.

    Em paralelo à ofensiva digital, a empresa atravessa uma reestruturação operacional e atua hoje com uma estrutura mais enxuta, com redução de seu quadro de funcionários em 24% nos últimos cinco anos -passando de 46 mil para os atuais quase 35 mil colaboradores.

    RAIO-X

    CASAS BAHIA
    Fundação: 1957
    Sede: São Paulo
    Funcionários: 35 mil
    Lojas e centros de distribuição (CDs): 1.070 lojas e 25 CDs, em 23 estados e no Distrito Federal
    Concorrentes: Magazine Luiza, Mercado Livre, Shopee, Lojas Cem
    Faturamento 2025: R$ 34,8 bilhões

    AMAZON BRASIL
    Fundação: 2012
    Funcionários: 36 mil, entre diretos e indiretos
    Estrutura logística: Mais de 250 centros logísticos
    Principais concorrentes: Mercado Livre, Magazine Luiza e Shopee

    Casas Bahia passa a vender na Amazon após prejuízo bilionário e amplia disputa no varejo online

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  • Focus: dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,40; no fim de 2027 passa de R$ 5,47 para R$ 5,45

    Focus: dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,40; no fim de 2027 passa de R$ 5,47 para R$ 5,45

    Relatório Focus mantém dólar estável para 2026 e ajusta levemente projeções dos anos seguintes. Expectativas indicam variações moderadas até 2029, com câmbio projetado próximo de R$ 5,50 no longo prazo

    A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 seguiu em R$ 5,40. A projeção para a moeda no fim de 2027 caiu de R$ 5,47 para R$ 5,45. Há um mês, eram de R$ 5,45 e R$ 5,50, respectivamente.

    Para o fim de 2028, a mediana permaneceu em R$ 5,50 pela 6ª semana seguida. Para o fim de 2029, oscilou de R$ 5,51 para R$ 5,50. Há um mês, era de R$ 5,52.

    A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

    Focus: dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,40; no fim de 2027 passa de R$ 5,47 para R$ 5,45

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  • Selic no fim de 2026 passa de 12,25% para 12,50%, aponta Focus

    Selic no fim de 2026 passa de 12,25% para 12,50%, aponta Focus

    No Focus desta segunda-feira, a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,00% pela 9ª leitura seguida. Já a estimativa para 2029, seguiu em 9,50% pela 21ª semana consecutiva

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 aumentou pela terceira leitura consecutiva, desta vez de 12,25% para 12,50%. Há um mês, era de 12,13%. Considerando só as 87 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 12,25% para 12,50%.

    Já a projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 58ª semana seguida. Considerando só as 85 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa subiu de 10,50% para 10,75%.

    Essa é a primeira divulgação do Boletim Focus desde que o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano, na última quarta-feira, 18. Foi a primeira redução da taxa de juros em quase dois anos.

    No comunicado da decisão, o colegiado afirmou que os próximos passos do processo de “calibração” da Selic poderão incorporar novas informações relacionadas à profundidade e à extensão do conflito no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo. Também reafirmou “serenidade e cautela na condução da política monetária”.

    No Focus desta segunda-feira, a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,00% pela 9ª leitura seguida. Já a estimativa para 2029, seguiu em 9,50% pela 21ª semana consecutiva.

     

    Selic no fim de 2026 passa de 12,25% para 12,50%, aponta Focus

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  • Focus: mediana de IPCA 2026 passa de 4,10% para 4,17%, abaixo do teto da meta de inflação

    Focus: mediana de IPCA 2026 passa de 4,10% para 4,17%, abaixo do teto da meta de inflação

    No Focus desta segunda-feira, a projeção para o IPCA de 2028 subiu de 3,50% para 3,52%. Há um mês, era de 3,50%. Para o IPCA de 2029, permaneceu em 3,50, pela 29ª semana seguida

    A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu de 4,10% para 4,17%, em meio às incertezas com a guerra no Oriente Médio e à disparada nos preços do petróleo. A taxa está 0,33 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 3,91%.

    Considerando apenas as 97 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 4,12% para 4,17%.

    A projeção para o IPCA de 2027 seguiu em 3,80% pela 2ª semana consecutiva. Há um mês, também era de 3,80%, mas oscilou durante o período. Considerando apenas as 94 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida aumentou de 3,80% para 3,81%.

    O Banco Central prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,9% e espera que a inflação acumulada em 12 meses chegará a 3,3% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027. A trajetória consta no comunicado da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgado na última quarta-feira, 18.

    A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

    No Focus desta segunda-feira, a projeção para o IPCA de 2028 subiu de 3,50% para 3,52%. Há um mês, era de 3,50%. Para o IPCA de 2029, permaneceu em 3,50, pela 29ª semana seguida.

     

    Focus: mediana de IPCA 2026 passa de 4,10% para 4,17%, abaixo do teto da meta de inflação

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