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  • Alberto Cowboy diz estar cansado do BBB 26 e cogita deixar o reality

    Alberto Cowboy diz estar cansado do BBB 26 e cogita deixar o reality

    A conversa começou após o retorno de Breno e Juliano Floss ao jogo, na noite anterior. “O tombo veio em dobro”, comentou Jonas. Cowboy, porém, disse que está cansado da competição. “Tem motivo, sim. Estou cansado.Estava falando com a Jordana, eu vou pular fora”, desabafou.

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Na tarde desta quinta-feira (5), Alberto Cowboy conversou com Jordana e Jonas Sulzbach no quarto Sonho de Voar, no BBB 26. Durante o papo, o empresário desabafou sobre o desgaste no reality e chegou a mencionar a possibilidade de deixar o programa. A revelação pegou os dois aliados de surpresa, e a sister chegou a chorar.

    A conversa começou após o retorno de Breno e Juliano Floss ao jogo, na noite anterior. “O tombo veio em dobro”, comentou Jonas. Cowboy, porém, disse que está cansado da competição. “Tem motivo, sim. Estou cansado.Estava falando com a Jordana, eu vou pular fora”, desabafou.

    Jonas anima o colega a continuar no programa. “Luta por esse apartamento”, disse, referindo-se ao prêmio do reality. Cowboy respondeu que sente que chegou ao limite. “São quatro semanas, eu não vou chegar lá”, comentou. “Você não vai fazer isso, não. Você precisa”, insistiu Jonas.

    Cowboy então refletiu sobre o desgaste emocional da disputa com Jordana, que também alegou estar frustrada. “Ficar aqui perdendo tempo, correndo risco de me prejudicar sem a certeza de que vai ganhar nada não adianta ficar. Esse jogo está me maltratando. Não faz muito sentido.”

    O participante do BBB 7 contou estar preocupado com os rumos do jogo. “Estou muito preocupado”, afirmou. Jonas reforçou o apoio ao aliado. “Você tem força, meu irmão.” O empresário, porém, questionou a motivação para seguir. “Do que adianta ir para o paredão derrotado?” O modelo respondeu com uma mensagem de esperança: “Tenho fé de que coisas boas virão.”

    Jordana também comentou o impacto da semana no grupo. “O maior momento de fé que eu tive foi esta semana”, disse, lembrando a saída de Breno. “E olha o que aconteceu.”

    Alberto Cowboy diz estar cansado do BBB 26 e cogita deixar o reality

  • Trump apoia guerra civil no Irã, que ataca separatistas

    Trump apoia guerra civil no Irã, que ataca separatistas

    Temendo separatismo incentivado por Washington a grupos étnicos comuns com seus vizinhos, o Irã lançou um ataque a curdos no Iraque. Ao mesmo tempo, foi acusado por Baku por um ataque com drones, que negou sem convencer o belicoso governo de Ilam Aliyev.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Com o fracasso em incitar uma grande revolta popular após a morte do líder supremo Ali Khamenei no ataque, o governo de Donald Trump estuda uma arriscada aposta numa guerra civil para derrubar a teocracia. E ganhou no improvável Azerbaijão um aliado na pressão sobre Teerã.

    Temendo separatismo incentivado por Washington a grupos étnicos comuns com seus vizinhos, o Irã lançou um ataque a curdos no Iraque. Ao mesmo tempo, foi acusado por Baku por um ataque com drones, que negou sem convencer o belicoso governo de Ilam Aliyev.

    “Eu acho que é maravilhoso que eles queiram fazer isso, eu apoiaria completamente”, disse Trump à agência Reuters sobre uma revolta curda. O próprio presidente ligou nesta semana a dois líderes de milícias curdas iranianas baseadas no vizinho, segundo múltiplos relatos ratificando informação do site Axios. Ele não confirmou ter oferecido cobertura aérea à ação.

    Dado o cipoal étnico-confessional da região, é mais um barril de pólvora que o fogo do conflito pode incendiar. “Grupos separatistas não devem pensar que surgiu uma brisa, e eles devem tentar agir”, disse o poderoso secretário do Conselho Supremio de Segurança Nacional, Ali Larijani, a figura mais forte hoje da política iraniana.

    A ação mais dura foi justamente contra o Curdistão iraquiano, onde Teerã disse ter atingido sete bases de milícias que atuam de forma semiautônoma e estão em contato com os americanos. “Atacamos as sedes de grupos curdos opositores à revolução [islâmica do Irã] com três mísseis”, disse a agência estatal Irna.

    O Iraque já havia sido objeto da retaliação iraniana pela guerra, com drones e mísseis lançados contra bases americanas na região. Em Irbil, no norte do país, as ações foram feitas por grupos rebeldes pró-Irã bancados por Teerã.

    O ataque ocorre após a revelação de que há um plano da CIA, a agência de espionagem americana com longa história na região, para fornecer armas aos curdos iraquianos para que eles atravessem a fronteira e fomentem um movimento separatista no Irã.

    Um porta-voz do Partido da Liberdade do Curdistão, um desses grupos iraquianos, disse na quarta (4) que suas forças foram procuradas pelos americanos e que estão de prontidão na área fronteiriça.

    As províncias da fronteira oeste da teocracia têm maioria curda, etnia que compõe cerca de 10% dos 93 milhões de iranianos -o maior grupo é o persa, com aproximadamente 50% da população. Sob o regime islâmico instalado em 1979, os curdos sofreram grande repressão em sua busca por autonomia.

    Houve inúmeros conflitos ao longo dos anos, mas em 2022 eles foram evidenciados ao mundo quando uma jovem curda iraniana, Mahsa Amini, morreu na cadeia após ser presa por usar um véu islâmico de forma que não agradou a uma patrulha da polícia religiosa.

    O caso disparou enormes protestos no país, só suplantados pela onda de manifestações do começo deste ano, duramente reprimida e que serviu de desculpa inicial para Trump avançar o plano de atacar o Irã.

    O presidente do Curdistão iraquiano, Nechirvan Barzani, buscou baixar as tensões. A região, disse ele, “não deve ser parte de nenhum conflito”.

    O problema é que os grupos armados pela CIA, segundo os relatos disponíveis, são dissidentes do governo local. É uma confusão enorme, pois os americanos são aliados de Bagdá, que não quer ver a guerra entrar em seu território.

    Mas o movimento mais surpreendente do dia ocorreu no Azerbaijão, primeiro país sem presença de militares americanos ou ocidentais atingido pela guerra. Ao menos quatro pessoas ficaram feridas quando dois drones atingiram o aeroporto de Nakhchivan.
    As Forças Armadas em Teerã negaram a autoria do ataque. A chancelaria disse que estava investigando o caso e sugeriu que o ataque foi feito por Israel para “danificar os laços entre Baku e Teerã”.

    O Azerbaijão não parece ter acreditado, tendo depois fechado seu espaço aéreo junto ao Irã por ao menos 12 horas. Após a chancelaria condenar o ataque como terrorista e chamar o embaixador iraniano para se explicar, o presidente Aliyev ordenou “medidas de retaliação apropriadas” das Forças Armadas.

    “Esta é uma mancha que não sairá”, afirmou o líder, lembrando a assistência consular dada pelo país a iranianos no Líbano. A região atingida é um encrave azeri entre o Irã e a Armênia, e o terminal alvejado fica a cerca de 10 km da fronteira iraniana.

    No Irã, cerca de 25% da população é azeri étnica, mas o grupo é bastante integrado à vida social e política do país. Ali Khamenei, morto no ataque de sábado, era um deles, por exemplo. Os azeris são aderentes do xiismo, ramo minoritário do Irã centrado em Teerã -curdos são na sua maioria sunitas.

    Duas das 31 províncias iranianas se chamam Azerbaijão, e a etnia é prevalente também em outras duas.

    Isso dito, Teerã sempre desconfiou das intenções de Baku, onde defensores do chamado Grande Azerbaijão ficaram especialmente salientes após a vitória do país sobre a vizinha Armênia acerca do controle do encrave de Nagorno-Karabakh, em 2023.

    O governo azeri também é associado à Turquia, rival regional do Irã, e a Israel, que forneceu tecnologia militar vital. Além disso, Trump foi fiador de um acordo de paz entre Baku e Ierevan no ano passado, e está bancando a criação de um corredor econômico ligando Nakhchivan ao território principal do Azerbaijão.

    Nesse sentido, o ataque mais limitado e depois negado ao aeroporto pode servir como um tiro de advertência acerca de intenções secessionistas. Por outro lado, se foi uma ação de terceiros ou mesmo de azeris, a teoria iraniana de uma conspiração para abertura de nova frente ganha corpo.

    Por fim, há relatos de que grupos da etnia balochi, que representa apenas 2% dos iranianos, estão se organizando com a ajuda americana no Paquistão, na fronteira leste da teocracia. Aqui é incerto se haverá ressonância entre os baloches do Irã.

    Até aqui, além de Israel, a retaliação iraniana atingiu outros sete países no Oriente Médio. Houve também ataques pontuais contra uma base britânica em Chipre, e um míssil foi interceptado pela Otan rumo à Turquia na quarta.

    Trump apoia guerra civil no Irã, que ataca separatistas

  • Drones do Irã atingem porta-aviões dos EUA, diz mídia estatal de Teerã

    Drones do Irã atingem porta-aviões dos EUA, diz mídia estatal de Teerã

    A emissora estatal não forneceu detalhes sobre a afirmação. As forças iranianas já haviam declarado anteriormente ter atingido a embarcação americana, mas o Pentágono declarou na ocasião que os “mísseis lançados sequer chegaram perto”.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A emissora estatal iraniana afirmou nesta quinta-feira (5) que drones disparados pela Guarda Revolucionária do Irã atingiram o porta-aviões USS Abraham Lincoln, dos Estados Unidos, que participa da guerra operando no mar da Arábia, perto de Omã.

    A emissora estatal não forneceu detalhes sobre a afirmação. As forças iranianas já haviam declarado anteriormente ter atingido a embarcação americana, mas o Pentágono declarou na ocasião que os “mísseis lançados sequer chegaram perto”.

    As Forças Armadas americanas não se pronunciaram sobre essa nova afirmação.

    Durante os combates com os rebeldes pró-Irã do Iêmen, porta-aviões americanos tiveram de ser defendidos por suas escoltas e caças diversas vezes contra drones e mísseis, mas nunca houve um impacto.

    Além do Lincoln, a guerra é apoiada pelo grupo do porta-aviões USS Gerald R. Ford, que está na costa mediterrânea de Israel.
    Ainda nesta quinta, o estreito de Hormuz, o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã foram classificados como “zona de guerra” pelo setor marítimo, após uma reunião entre sindicatos e empregadores de todo o mundo. Essa designação concede direitos ampliados aos marinheiros, incluindo o de solicitar repatriação às custas das operadoras.

    Cerca de 20 mil marinheiros e 15 mil passageiros estão retidos no Golfo devido à guerra no Oriente Médio e à paralisação do estreito de Hormuz, afirmou à AFP o secretário-geral da OMI (Organização Marítima Internacional), o panamenho Arsenio Domínguez.

    A Guarda Revolucionária, força responsável pelas operações externas do Irã, afirmou na quarta-feira (4) ter o controle total de Hormuz, um corredor marítimo estratégico por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial.

    Drones do Irã atingem porta-aviões dos EUA, diz mídia estatal de Teerã

  • Teorias da conspiração que provaram ser verdadeiras

    Teorias da conspiração que provaram ser verdadeiras

    Até o Dalai Lama está envolvido em muitas coisas polêmicas!

    A internet está cheia de teorias conspiratórias. Enquanto algumas podem soar como um completo absurdo, outras realmente se mostraram verdadeiras com o passar do tempo.

    Teorias da conspiração que provaram ser verdadeiras

  • Lula diz que PEC da Segurança combate crime, agradece a deputados por aprovação e pede análise do Senado

    Lula diz que PEC da Segurança combate crime, agradece a deputados por aprovação e pede análise do Senado

    Lula diz que PEC da Segurança combate crime, agradece a deputados por aprovação e pede análise do Senado

    CAIO SPECHOTO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira que a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública prepara o Brasil “para combater de forma ainda mais firme e eficaz o crime organizado”.

    O chefe do governo agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e os demais deputados pela aprovação da proposta na Casa. O texto foi votado na noite de quarta-feira (4). Lula também disse que o Senado será sensível à importância da proposta, em um pedido indireto para que os senadores também aprovem o projeto rapidamente.

    “A aprovação da PEC da Segurança Pública pela Câmara dos Deputados na noite de ontem, quando a grande maioria dos parlamentares aprovou o projeto que teve origem em nosso governo, prepara o país para combater de forma ainda mais firme e eficaz o crime organizado”, declarou Lula em seu perfil no X, antigo Twitter.

    “Agradeço ao presidente Hugo Motta e a todos os líderes e parlamentares que contribuíram para essa conquista. Estou certo de que o Senado, que agora analisará o texto, será sensível à importância deste tema para todas as famílias brasileiras”, disse o presidente da República.

    Lula mencionou na postagem algumas das mudanças promovidas pelo projeto. “Com o Sistema Único de Segurança Pública garantido na Constituição, Estados, Municípios e a União terão melhores condições para atuar de modo conjunto, eficiente e organizado, assim como agem hoje no SUS. E contarão com mais orçamento para isso, com recursos provenientes das Bets”, afirmou o petista.

    O chefe do governo também citou a transformação das guardas civis em polícias municipais. O texto possibilita que cidades menores tenham corporações próprias. A regra que vigora hoje só permite a criação de órgãos do tipo em cidades com mais de 100 mil habitantes.

    O petista ainda mencionou que a Polícia Federal “estará ainda mais presente na repressão às facções criminosas e milícias privadas”.
    O relator do projeto na Câmara, deputado Mendonça Filho (União-PE), disse que a expectativa é quadruplicar o valor destinado à segurança pública quando o texto estiver em vigor.

    O texto foi levado ao plenário após uma longa negociação entre Mendonça Filho, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o governo federal.

    Como parte do acordo, foi retirada da proposta a previsão de plebiscito sobre a maioridade penal, tema que deverá ser discutido em uma PEC separada. A alteração não contou com o apoio da oposição, que afirmou que obstruiria a votação, mas isso não se concretizou.

    A proposta é uma das principais apostas do governo federal para melhorar a percepção do eleitorado sobre as ações estatais em relação à segurança pública.

    Lula, que disputará a reeleição em outubro, busca encaixar um discurso sobre o tema que reverbere positivamente junto ao eleitorado.

    As forças políticas de esquerda, lideradas pelo presidente da República, tiveram dificuldade para debater o assunto publicamente nas últimas décadas. Enquanto isso, diversos políticos de direita, adversários do petista, conseguiram ganhar notoriedade com falas linha-dura sobre o tema.

    É consenso no mundo político que a segurança pública deverá ser um dos principais assuntos da disputa presidencial deste ano. O provável principal adversário de Lula é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Lula diz que PEC da Segurança combate crime, agradece a deputados por aprovação e pede análise do Senado

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  • Israel ordena retirada de civis e causa pânico em Beirute

    Israel ordena retirada de civis e causa pânico em Beirute

    Após os últimos ataques contra o Hezbollah, que deixaram 102 mortos, de acordo com o Ministério de Saúde libanês, as forças israelenses vêm ampliando bombardeios na região sul da cidade, que está se tornando um novo palco do conflito no Oriente Médio.

    SIDNEY FONTINELE
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Milhares de pessoas estão tentando fugir de Beirute depois que o Exército de Israel emitiu ordens de retirada para a população da capital do Líbano nesta quinta-feira (5).

    Após os últimos ataques contra o Hezbollah, que deixaram 102 mortos, de acordo com o Ministério de Saúde libanês, as forças israelenses vêm ampliando bombardeios na região sul da cidade, que está se tornando um novo palco do conflito no Oriente Médio.

    Logo em seguida à emissão da ordem de retirada nas redes sociais, as ruas de Beirute ficaram congestionadas com carros buzinando enquanto moradores em pânico tentavam fugir da área conhecida como Dahiya, um aglomerado densamente povoado de bairros onde o Hezbollah há muito tempo exerce influência.

    A milícia disparou foguetes contra o norte de Israel no início desta semana, desencadeando a mais recente rodada de combates.

    “Acabei de ver a mensagem, mas não tenho para onde ir”, disse ao jornal The New York Times Amir Hattoum, um dos milhares que tentavam partir. Ele havia atravessado ruas secundárias em sua moto.

    Israel vem atacando partes de Dahiya desde segunda-feira (2), mas um ministro israelense de alto escalão, em um vídeo divulgado na quinta-feira nas redes sociais, ameaçou destruir totalmente a área.
    “Dahiya vai ficar igual a Khan Younis”, disse o ministro das  Finanças de Israel, o extremista Bezalel Smotrich, referindo-se à cidade em Gaza que foi devastada durante a campanha de bombardeio israelense. “Vocês queriam nos dar o inferno, mas trouxeram o inferno sobre vocês mesmos.”

    O exército israelense disse que as pessoas deveriam se dirigir ao norte ou leste da cidade, mas não deveriam ir para o sul, pois isso poderia “colocar suas vidas em perigo”. Nos últimos dias, o exército israelense emitiu amplos alertas de retirada de civis em todo o sul do Líbano, levantando preocupações de que possa estar prestes a lançar uma invasão terrestre.

    Muitas das centenas de milhares de pessoas que vivem em Dahiya já haviam deixado suas casas nos últimos dias, após Israel começar a realizar ataques aéreos na região.

    Muitos moradores se refugiaram nos prédios do governo e escolas que as autoridades converteram em abrigos improvisados, mas, com espaço limitado, alguns foram forçados a dormir em seus carros ou na rua.

    “Não há mais lugar seguro no Líbano”, disse Fatima Ibrahim ao The New York Times, que estava preparando o almoço em um dos abrigos quando a ordem de evacuação foi emitida. Ela disse que largou tudo e fugiu, juntando-se às multidões que lotavam as ruas enquanto as pessoas corriam em todas as direções. A Sra. Ibrahim planejava tentar chegar ao litoral da cidade, disse ela, esperando que pudessem estar mais seguros lá.

    Alertas de evacuação tão abrangentes como estes não foram emitidos durante a guerra mais recente entre Israel e Hezbollah, que terminou com um frágil cessar-fogo em novembro de 2024. A medida deixou muitos temendo o que pode vir a seguir.

    “Estamos com medo”, desabafou Ibrahim. “Para onde devemos ir?”

    Israel ordena retirada de civis e causa pânico em Beirute

  • Guerra no Irã ameaça exportação de grãos e suprimento de fertilizantes do Brasil

    Guerra no Irã ameaça exportação de grãos e suprimento de fertilizantes do Brasil

    O Oriente Médio é um dos maiores produtores mundiais de fertilizantes, enquanto o estreito de Hormuz é uma rota marítima crucial para as exportações. Cerca de 35% das exportações globais de ureia passam por essa via navegável, segundo dados do grupo CRU. A ureia é o fertilizante nitrogenado mais utilizado no mundo.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os agricultores brasileiros podem ser afetados pela escalada do conflito no Oriente Médio, de acordo com analistas e dados de mercado que mostram que a região é um destino fundamental para as exportações agrícolas do Brasil e um importante fornecedor de fertilizantes como a ureia.

    O Oriente Médio é um dos maiores produtores mundiais de fertilizantes, enquanto o estreito de Hormuz é uma rota marítima crucial para as exportações. Cerca de 35% das exportações globais de ureia passam por essa via navegável, segundo dados do grupo CRU. A ureia é o fertilizante nitrogenado mais utilizado no mundo.

    A escalada do conflito entre Estados Unidos e o Irã, que também tem envolvido países vizinhos na região, pode provocar cancelamentos de contratos de grãos e escassez de fertilizantes no Brasil, que é altamente dependente de importações, devido às interrupções no tráfego marítimo pelo estreito de Hormuz.

    Os exportadores estão avaliando se devem descarregar cargas de grãos em Omã para evitar problemas no golfo Pérsico, segundo a consultoria Argus.

    “Ainda não há clareza se essa opção é viável, porém a alternativa seria o cancelamento dos embarques”, disse a Argus à Reuters. “Também ainda é incerto se todos os volumes poderiam seguir de Omã até seus destinos finais por caminhão ou ferrovia”.

    Cargas a granel, como milho, entram na região pelo estreito de Hormuz, afirmou Arthur da Anunciação Neto, sócio-diretor da Alphamar Agência Marítima.

    Pelo local também passa cerca de 45% da produção mundial de enxofre, ingrediente essencial na produção de fertilizantes fosfatados, além de volumes significativos de amônia, componente fundamental para fertilizantes nitrogenados. Por isso, há uma preocupação com o tráfego em Hormuz.

    Os preços dos fertilizantes já subiram acentuadamente. A ureia granulada no Oriente Médio aumentou cerca de US$ 130 (R$ 678,39), para algo entre US$ 575 e US$ 650 (entre R$ 3.000,58 e R$ 3.391,96) por tonelada desde sexta-feira (27), enquanto os preços de exportação do Egito subiram cerca de US$ 125 (R$ 652,30) para cerca de US$ 610 a US$ 625 (entre R$ 3.183,22 e R$ 3.261,50) por tonelada no mesmo período, segundo a Argus.

    Os contratos futuros de amônia na Europa também dispararam, com uma carga de 1.000 toneladas para abril sendo negociada a US$ 725 (R$ 3.783,34) por tonelada -cerca de US$ 130 (R$ 678,39) a mais do que quando o contrato foi negociado pela última vez, em meados de fevereiro.

    As ameaças à navegação em águas cada vez mais perigosas aumentaram o custo do seguro marítimo, declarou Neto. Dez navios estavam programados para partir para o Irã com mais de 600 mil toneladas de soja e farelo de soja brasileiros, segundo dados da Alphamar. Neto ressaltou que essas cargas, dependendo das circunstâncias, podem ser desviadas para outros destinos.

    O Irã foi o principal destino das exportações de milho do Brasil no ano passado, comprando cerca de 9 milhões de toneladas, ou aproximadamente 20% dos embarques. A maior parte do milho brasileiro é embarcada no segundo semestre do ano.

    ROTAS DE NAVEGAÇÃO CRIATIVAS

    Os produtores de fertilizantes do Oriente Médio, especialmente o Irã, também são fornecedores importantes para os agricultores brasileiros.

    Dados da consultoria Agrinvest mostram que o Brasil supriu 100% de suas necessidades de ureia com importações em 2025. Estima-se que 41% dessas importações, ou quase 3 milhões de toneladas, passaram pelo estreito de Hormuz antes de chegar ao Brasil, segundo os dados.

    Francisco Vieira, sócio-diretor da consultoria Agroconsult, afirmou que a guerra provavelmente restringirá o fornecimento de ureia e aumentará os preços no curto prazo. “Do Irã não deve vir nada…Não se sabe se as fábricas estão sendo atingidas”, afirmou.

    Dados do governo brasileiro mostraram 7,7 milhões de toneladas de importações de ureia no ano passado, com remessas do Irã representando menos de 2,5%. No entanto, estimativas privadas sugerem que o Irã seja a origem de cerca de 1,3 milhão a 1,4 milhão de toneladas das importações brasileiras anuais.

    As remessas do Irã são frequentemente encaminhadas via Omã devido às sanções dos EUA que afetam pagamentos internacionais envolvendo contrapartes iranianas.

    Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, acrescentou que dependendo do país, seria possível pensar em rotas que ficam mais afastadas do estreito de Hormuz, como alternativa.

    PROBLEMAS À VISTA

    Um conflito prolongado pode afetar as entregas de fertilizantes antes do ciclo de plantio da safra 2026/27 do Brasil, que começa em setembro. Thamires Cateli, fundadora da consultoria e corretora Hudie Consulting, disse que a guerra no Irã fez com que os vendedores retirassem suas listas de preços de ureia esta semana, interrompendo o comércio global.

    Alguns países podem substituir parte dos embarques de ureia iraniana para o Brasil, mas esses efeitos indiretos ainda não estão claros.

    O Egito, que responde por cerca de 8% da oferta global, depende do fornecimento de gás natural de Israel para sua produção, que também pode estar ameaçado, disse Françoso.

    A China, outro grande produtor de fertilizantes, vem reduzindo as exportações nos últimos anos para abastecer seu mercado interno. 

    A Rússia, que representou cerca de 16% do fornecimento global de ureia em 2024, também poderia suprir essa lacuna.

    No entanto, ataques com drones, como o ocorrido contra uma fábrica de fertilizantes na região russa de Smolensk no mês passado, mostram riscos a cadeias alternativas de fornecimento de insumos como ureia.

    Guerra no Irã ameaça exportação de grãos e suprimento de fertilizantes do Brasil

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  • Netanyahu decidiu matar Khamenei em novembro passado

    Netanyahu decidiu matar Khamenei em novembro passado

    O ataque, contudo, estava previsto para ocorrer em meados deste ano, e foi adiantado devido à evolução da crise entre EUA e Irã.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ministro Israel Katz (Defesa) disse que a decisão do Estado judeu de atacar e matar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi tomada em novembro do ano passado. “Em novembro, nós nos reunimos com o primeiro-ministro [Binyamin Netanyahu] e ele estabeleceu a meta de eliminar Khamenei”, afirmou ao canal de TV israelense N12.

    O ataque, contudo, estava previsto para ocorrer em meados deste ano, e foi adiantado devido à evolução da crise entre EUA e Irã.

    Netanyahu decidiu matar Khamenei em novembro passado

  • Morre Ana Luisa Peluffo, atriz das novelas 'Marimar' e 'Carinha de Anjo'

    Morre Ana Luisa Peluffo, atriz das novelas 'Marimar' e 'Carinha de Anjo'

    A informação foi confirmada por seus familiares à imprensa mexicana. “Ela faleceu em paz em seu rancho em Jalisco, na companhia de seus entes queridos. As cerimônias fúnebres foram realizadas de forma íntima e privada, em respeito à sua vontade”, afirmou o comunicado familiar, divulgado pelo canal de TV Las Estrellas.

    LONDRINA, PR (UOL/CBS NEWS) – Morreu na manhã desta quarta-feira (4) a atriz mexicana Ana Luisa Peluffo, aos 96 anos de idade.

    A informação foi confirmada por seus familiares à imprensa mexicana. “Ela faleceu em paz em seu rancho em Jalisco, na companhia de seus entes queridos. As cerimônias fúnebres foram realizadas de forma íntima e privada, em respeito à sua vontade”, afirmou o comunicado familiar, divulgado pelo canal de TV Las Estrellas.

    Ana Luisa morreu enquanto dormia, segundo a também atriz Leticia Perdigón. “Foi uma morte muito tranquila”, informou a colega ao programa local Hoy.

    Peluffo participou em vida de várias novelas da Televisa, como “Marimar” (1994) e “Carinha de Anjo” (2000). “Maria Isabel” (1997), “Laços de Amor” (1995) e “Serafim” (1999) foram outros folhetins em que esteve presente.

    Morre Ana Luisa Peluffo, atriz das novelas 'Marimar' e 'Carinha de Anjo'

  • F1 adota combustível sustentável, mas ‘era verde’ esbarra em calendário global

    F1 adota combustível sustentável, mas ‘era verde’ esbarra em calendário global

    GABRIELE KOGA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em 2026, a F1 dá mais um passo para reduzir suas emissões de carbono. Neste ano, a principal categoria do automobilismo mundial implementa mudanças no regulamento técnico e inclui a adoção de combustível 100% sustentável e a reformulação das unidades de potência, que passam a ter participação ainda maior da energia elétrica. O objetivo faz parte da meta de zerar as emissões líquidas até 2030.

    As medidas entram em vigor em mais uma edição com 24 corridas, espalhadas por quatro continentes. Ao mesmo tempo em que mantém seu alcance global, a categoria encara o desafio de reduzir o seu impacto ambiental diante de sua complexa logística intercontinental.

    A abertura será neste fim de semana, com o GP da Austrália. A largada será na madrugada de sábado (7) para domingo (8), à 1h (de Brasília).

    O combustível desenvolvido para 2026 substitui o E10 -fórmula feita com 90% gasolina e 10% etanol, usado desde 2022. A atual composição será produzida de forma sintética pela captura de carbono, retirada diretamente do ar ou de emissões industriais, resíduos urbanos e biomassa não alimentar, ou seja, matéria orgânica não destinada ao consumo humano.

    “Ao contrário da gasolina convencional, que é produzida por meio do refino do petróleo bruto, esses componentes são fabricados convertendo as matérias-primas sustentáveis em moléculas de combustível por meio de processos químicos delicados”, explica um porta-voz da Aramco, empresa fornecedora de lubrificantes à equipe Aston Martin.

    Segundo a Aramco, que também produziu o combustível sustentável usado na F2 e na F3, categorias de acesso à F1, no ano passado, o principal desafio foi identificar componentes que atendam aos critérios de sustentabilidade determinados pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para a F1.

    “Cada componente pode ter seu próprio processo de produção único, adaptado à matéria-prima específica utilizada, e a mistura final de combustível deve cumprir os limites de emissões de gases de efeito estufa”, diz a fornecedora.

    Até então, o custo do combustível usado era contabilizado como parte do limite orçamentário que as equipes apresentavam à FIA. Com o aumento nos custos de pesquisa e produção das novas fórmulas, essa despesa deixa de integrar o teto anual de gastos.

    De acordo com a F1, o combustível foi projetado para substituir equivalentes fósseis sem necessidade de adaptações nos motores, o que permite seu uso em veículos de rua.

    A categoria também dá destaque à eletrificação dos motores, que aumenta de forma significativa e passa a dividir quase igualmente a entrega de potência com o motor a combustão.

    O brasileiro Pietro Fittipaldi, piloto de testes da Cadillac, explica que a mudança impacta a pilotagem e as estratégias de corrida.

    “A estratégia de como usar o acelerador e a energia ao longo da volta também vai ser muito diferente do que era no passado. Antes, era algo como 75% da potência vindo do motor a combustão e 25% da bateria. Agora, virou mais ou menos 50% a 50%”, conta Fittipaldi.
    Na prática, as equipes terão de rever abordagens tanto para voltas de classificação quanto para a corrida, já que a energia elétrica precisa ser gerenciada e recarregada.

    “Isso afeta bastante a forma como o piloto conduz o carro, já que ele pode ser mais eficiente no uso de energia ao longo da volta. Durante a corrida, isso pode se acumular. Um piloto que é mais inteligente na estratégia pode ganhar vantagem. A gente viu isso bem cedo no simulador e já começou a entender o que é mais importante para maximizar o potencial do carro”, explica.

    Se dentro da pista a meta é reduzir emissões e aumentar eficiência, fora dela o desafio é logístico. A temporada 2026 terá 24 etapas distribuídas na América, Europa, Ásia e Oceania. O transporte de carros, peças, estruturas de hospitalidade e equipamentos de transmissão envolve operações aéreas e marítimas de grande escala.

    Embora a F1 tenha tentado otimizar rotas -como a reorganização de etapas na América do Norte, aproximando Canadá e Miami-, o modelo de um calendário extenso e intercontinental impõe limites práticos à redução de emissões.

    No caso do Autódromo de Interlagos, que recebe a 21ª etapa do calendário, a operação aérea parte do México, sede da corrida anterior. “De lá, chegam oito aviões cargueiros com os materiais mais nobres, como carros e motores, no aeroporto de Viracopos, em Campinas”, explica Regina Yazbek, da Célere Intralogística, empresa responsável pela operação do GP São Paulo.

    “Para cada voo, são utilizadas entre 14 e 16 carretas. No total, de Viracopos até Interlagos, realizamos entre 115 e 120 viagens.”

    Além da ponte aérea, há também a carga marítima, que chega cerca de três semanas antes do evento. “São 600 toneladas transportadas em navios que atracam no porto de Santos, vindos de diferentes regiões, como Singapura e Europa”, afirma Yazbek.

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