Blog

  • Uber lança verificação para usuário; veja como fazer

    Uber lança verificação para usuário; veja como fazer

    Os dados informados pelos usuários no cadastro do app, como nome e telefone, serão cruzados com bases de terceiros. As contas aprovadas receberão um selo no perfil, que poderá ser visto ao lado do nome do usuário.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Uber lançou nesta semana uma nova etapa de verificação dos usuários, que concederá às contas um “selo de verificado”.

    Os dados informados pelos usuários no cadastro do app, como nome e telefone, serão cruzados com bases de terceiros. As contas aprovadas receberão um selo no perfil, que poderá ser visto ao lado do nome do usuário.

    A medida, segundo a Uber, tem o objetivo de aumentar a segurança e pretende agilizar a decisão dos motoristas ao aceitar corridas.

    O Brasil é o segundo, depois dos Estados Unidos, a adotar essa etapa adicional de verificação de dados. A plataforma já possuía mecanismos de checagem, como validação da conta via cartão de crédito, verificação de CPF para pagamentos em dinheiro e confirmação de identidade por documento e selfie.

    Se a checagem automática dos dados não for possível, será necessário enviar uma foto do documento de identidade e uma selfie para concluir o processo.

    Usuários verificados automaticamente poderão visualizar o selo no perfil do aplicativo. Já aqueles que precisarem enviar documentos devem acessar as configurações, clicar no perfil e, por fim, selecionar “começar a verificação”.

    Como fazer a verificação da conta

    1 – Acessar a conta
    2 – Entrar em “Configurações”
    3 – Clicar no perfil
    4 – Clicar em “Começar a verificação”
    5 – Enviar uma foto do documento de identidade e uma selfie

    Uber lança verificação para usuário; veja como fazer

  • Bolsonaro deixa prisão domiciliar e vai a hospital para exames médicos

    Bolsonaro deixa prisão domiciliar e vai a hospital para exames médicos

    O ex-presidente chegou ao hospital DF Star às 9h e, até as 11h30, permanecia no local. Ao atender o pedido dos advogados de Bolsonaro e autorizar que ele saísse de casa, Moraes estabeleceu que o ex-presidente deve retornar para seu condomínio em no máximo oito horas

    O ex-presidente da República Jair Bolsonaro deixou hoje (16), pela primeira vez, sua casa em um condomínio fechado do Lago Sul, em Brasília, desde que começou a cumprir a prisão domiciliar, no dia 4. Com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro se deslocou até um hospital particular da capital federal a fim de realizar exames clínicos.

    O ex-presidente chegou ao hospital DF Star às 9h e, até as 11h30, permanecia no local. Ao atender o pedido dos advogados de Bolsonaro e autorizar que ele saísse de casa, Moraes estabeleceu que o ex-presidente deve retornar para seu condomínio em no máximo oito horas, e apresentar, em até 48 horas, um atestado de comparecimento especificando os procedimentos realizados.

    Bolsonaro deve passar por exames de sangue, urina, endoscopia, tomografia computadorizada, ultrassonografia e ecocardiograma. Segundo a defesa do ex-presidente, os exames são necessários porque, nos últimos dias, ele  tem apresentado quadro de refluxo e soluços refratários.

     

    Desde 20218, quando foi alvo de um atentado, Bolsonaro necessita de acompanhamento médico periódico devido às consequências das cirurgias a que se submeteu em virtude da facada que recebeu na região do abdômen e que provocou graves lesões nos intestinos delgado e grosso.

    Durante o período em que estiver fora de casa, Bolsonaro continuará sendo monitorando por tornozeleira eletrônica. O ministro determinou que a Secretaria Administração Penitenciária (Seap-DF) acompanhe todo o deslocamento. O órgão é responsável pelo monitoramento eletrônico do equipamento.

    Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro no último dia 4, por entender que o ex-presidente usou redes sociais de seus filhos (Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro) para burlar a proibição de usar essas redes, inclusive por intermédio de terceiros.

    As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, é investigado pela atuação junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo. Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política.

    Nesse processo, o ex-presidente é investigado por mandar recursos, via Pix, para bancar a estadia de seu filho no exterior. Bolsonaro também é réu na ação penal da trama golpista no Supremo. O julgamento está marcado para setembro.

    A reportarem ainda não conseguiu contato com a assessoria do ex-presidente.

    Bolsonaro deixa prisão domiciliar e vai a hospital para exames médicos

  • Podcast A Mulher da Casa Abandonada vira série de TV que dá voz para a vítima

    Podcast A Mulher da Casa Abandonada vira série de TV que dá voz para a vítima

    A série documental “A Mulher da Casa Abandonada” ganhou enorme repercussão após podcast divulgar o caso e transformou a história em uma perseguição policial e midiática

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – “Essa história nunca acaba para mim. Desde que o primeiro episódio do podcast foi ao ar, três anos atrás, não tem um dia em que eu não fale com alguém sobre o caso da senhora procurada pelo FBI que se refugiou em uma mansão”, diz Chico Felitti, autor de A Mulher da Casa Abandonada, podcast realizado pela Folha de S.Paulo que atingiu a maior audiência do Brasil e mais de 11 milhões de downloads.

    Agora, depois de muita negociação, virou um documentário de três episódios cheios de suspense e novas revelações, lançado pela plataforma de streaming Prime Video. Os três capítulos entram no ar ao mesmo tempo, nesta sexta.

    “Tentei não atrapalhar muito a produção, não entrar no caminho”, conta Felitti, que vendeu os direitos de adaptação para o streaming depois de seis meses ouvindo todo tipo de propostas, “algumas sem pé nem cabeça”, até que uma fez sentido para ele.

    “Quando me disseram que a ideia era produzir uma série documental, dirigida pela Kátia Lund, fiquei tranquilo”, diz o jornalista. Kátia Lund é codiretora de um dos maiores e melhores filmes brasileiros de todos os tempos, “Cidade de Deus”, de 2002, indicado a quatro troféus no Oscar, inclusive o de direção.

    A série documental “A Mulher da Casa Abandonada” parte da enorme repercussão do podcast, que em um momento se transformou numa perseguição policial e midiática, com cobertura ao vivo de programas de crime na TV aberta, além de uma histeria coletiva com multidão na porta da tal casa abandonada, que virou quase um ponto turístico macabro.

    Numa tarde específica, houve invasão policial, denúncia de maus tratos a animais, a ativista Luisa Mell pulou o muro da casa para resgatar um cachorrinho pinscher. O destino do ex-pet de Margarida Bonetti, aliás, é revelado no episódio extra do podcast lançado na última quarta –para alívio dos amantes dos animais, é um final feliz.

    Houve até denúncia de abandono de incapaz, feita por uma vizinha que tomou as dores de Bonetti, a moradora da mansão caindo aos pedaços, uma fugitiva do FBI, acusada de manter a empregada por mais de 20 anos em trabalho análogo à escravidão.

    “A parte que se passa no Brasil o Chico contou muito bem no podcast, então parti para o outro lado, não queria fazer um documentário sem novidades”, conta Lund, numa entrevista por vídeo.

    A série documental tem diversos depoimentos de agentes federais norte-americanos envolvidos no processo contra René e Margarida Bonetti, que na época ainda eram um casal -aliás, não fica claro quando o casamento se dissolve.

    Além de cenas da casa, da rua, há entrevistas com vizinhos e, o que faz toda a diferença, a presença de Hilda, a mulher que se mudou para Washington com o casal para trabalhar como empregada doméstica e que, lá, passou a ser tratada de uma maneira desumana. Mas, na série, é Santos quem conta, em primeira pessoa, os abusos que sofreu. Ela, a vítima, é finalmente a personagem principal.

    Mas não foi sem muito trabalho que isso aconteceu. No podcast, Felitti fala com Santos por telefone, mas ela prefere não dar entrevista. A repercussão do trabalho do jornalista, no entanto, foi tão grande que ela, que continuou nos Estados Unidos após ser libertada, viu cenas do programa de José Luiz Datena que mostrava a ação da polícia na casa.

    Foi a primeira vez que a ex-empregada viu sua ex-patroa, Margarida Boneti, com roupas velhas e a cara coberta de pomada branca, morando num casarão em estado de abandono.

    “Ela ficou muito chocada com o estado da casa, não se conformava com isso”, lembra Lund. Santos passou muitos anos naquela casa, sempre como empregada, desde muito nova. Seus patrões eram os pais de Boneti, e ela cuidava da menina, a mais nova de três filhas, quando era criança.

    Enquanto estava sob os cuidados dos pais de Bonetti, a mansão do bairro paulistano de Higienópolis era impecável, mantida tinindo por diversos serviçais, onde aconteciam jantares e festas elegantes frequentadas pela elite paulistana.

    O oposto do que é agora, uma casa cheia de lixo, caindo aos pedaços, com uma acumuladora com um passado marcado por um crime como sua única moradora. É a única casa em uma rua de prédios elegantes, num bairro que continua de elite, mas sem o estilo quatrocentão das décadas anteriores.

     

    E, de maneira muito parecida com a descrita no podcast a respeito da entrevista de Bonetti, feita por Felitti depois de 72 horas acampado em frente à sua casa, o depoimento de Santos aconteceu depois de uma semana de convivência intensa com Lund.

    “Fiquei cinco dias, cinco horas por dia conversando com a Hilda até ela aceitar o meu convite para contar seu lado da história para as câmeras”, conta a diretora. Ela falava muito sobre o que tinha vivido, acho que tinha uma grande necessidade de contar sua versão, mas hesitou em dar entrevista. Quando decidiu, decidiu para valer, e contou tudo que viveu”.

    A MULHER DA CASA ABANDONADA

    Quando Episódios disponíveis em 15 de agosto
    Onde Prime Video

    Podcast A Mulher da Casa Abandonada vira série de TV que dá voz para a vítima

  • PF vai investigar emenda de R$ 6 milhões de deputado do PL

    PF vai investigar emenda de R$ 6 milhões de deputado do PL

    Em nota, Fraga afirmou que não tem responsabilidade sobre a execução do dinheiro e “reafirma seu compromisso com a correta aplicação dos recursos públicos e a transparência dos atos administrativos”

    Por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), R$ 6 milhões de uma emenda do deputado Alberto Fraga (PL-GO) para a área da saúde do Distrito Federal terão de ser devolvidos. Dino mandou notificar a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que investiguem suspeitas de irregularidades no uso dos recursos públicos.

    Em nota, Fraga afirmou que não tem responsabilidade sobre a execução do dinheiro e “reafirma seu compromisso com a correta aplicação dos recursos públicos e a transparência dos atos administrativos”.

    “Eventuais inconsistências devem ser apuradas com responsabilidade, respeitando os trâmites legais e o contraditório das instituições envolvidas.” A Secretaria de Saúde do DF disse que “trabalha de maneira transparente com os órgãos de controle”.

    A decisão foi tomada depois que o Ministério da Saúde apontou que a execução da emenda “demonstrou incompatibilidade com preços de mercado”. As verbas foram destinadas ao projeto A Tenda+, voltado ao atendimento médico itinerante no DF.

    PF vai investigar emenda de R$ 6 milhões de deputado do PL

  • Lula diz que Brasil passa por turbulência desnecessária porque Trump criou imagem mentirosa

    Lula diz que Brasil passa por turbulência desnecessária porque Trump criou imagem mentirosa

    “Não dá para a gente aceitar a criação de uma imagem mentirosa contra um país como o Brasil, que não tem contencioso no mundo”, afirmou o presidente Lula durante inauguração da fábrica da GWM

    IRACEMÁPOLIS, SP (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) disse nesta sexta (14) que o Brasil passa por uma turbulência desnecessária porque o presidente dos EUA, Donald Trump, criou uma imagem mentirosa sobre o país.

    “A ideia de passar para o mundo que o Brasil é um país horrível para negociar não é verdade, e eu não posso admitir que o presidente de um país do tamanho dos EUA possa contar a quantidade de inverdades que ele tem contado sobre o Brasil”, afirmou Lula durante evento de inauguração da fábrica da montadora GWM.

    “Não dá para a gente aceitar a criação de uma imagem mentirosa contra um país como o Brasil, que não tem contencioso no mundo.”

    Mais cedo, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse que o investimento da empresa chinesa é prova de que o Brasil é um bom parceiro comercial.
    As falas durante o evento em Iracemápolis (a 166 km de São Paulo) são uma resposta a Trump. O presidente americano afirmou que o Brasil é um “péssimo parceiro comercial”.

    Lula afirmou que o Brasil é uma democracia em que os direitos humanos são respeitados, ao contrário do que dizem os EUA, e listou os motivos pelos quais o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) -que tem sido defendido por Trump- está sendo julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

    “Ele não está sendo julgado por nenhuma acusação da oposição, de nenhum empresário, de nenhum deputado. Ele está sendo julgado por delação dos seus pares em função de uma tentativa de golpe que ele tentou dar no dia 8 de janeiro de 2023″, afirmou Lula.

    O presidente disse ainda que a acusação também considera a tentativa de assassiná-lo antes da posse, entre outros crimes.

    “Ele está sendo julgado porque ele colocou, junto com os seus comparsas, um caminhão com bomba no aeroporto de Brasília, na perspectiva de causar um verdadeiro desastre para evitar a posse do presidente eleito.”

    Lula diz que Brasil passa por turbulência desnecessária porque Trump criou imagem mentirosa

  • Mais de 600 mil ainda não aderiram a acordo sobre descontos no INSS

    Mais de 600 mil ainda não aderiram a acordo sobre descontos no INSS

    As devoluções pelo governo começaram no dia 27 de julho

    Pelo menos 613 mil aposentados e pensionistas do INSS, que têm direito ao ressarcimento de descontos indevidos, ainda não fizeram a adesão ao acordo para receber o dinheiro de volta.  

    O acordo garante que as vítimas da fraude possam receber os valores que foram descontados, de forma integral e corrigidos pela inflação, diretamente na conta bancária onde o benefício é pago.

    Podem fazer a adesão aqueles que contestaram e não receberam, em até 15 dias úteis, resposta da entidade ou associação responsável pelos descontos indevidos. Se enquadram todos que tiveram descontos entre março de 2020 e março de 2025 e aqueles com processo na justiça, que devem desistir da ação para ter o ressarcimento. 

    Ainda para aderir ao acordo, o beneficiário deve formalizar a contestação dos descontos junto à Previdência Social até o dia 14 de novembro, pelo aplicativo Meu INSS, na central 135 ou em agências dos Correios. Até agora, mais de 1,8 milhão de beneficiários, o que representa 75% dos que estão aptos, já aderiram ao acordo.  A expectativa é que 99% deles recebam os valores descontados indevidamente até a próxima segunda-feira, dia 18.

    Mais de 600 mil ainda não aderiram a acordo sobre descontos no INSS

  • Governo acha que Trump quer mudança de regime no Brasil e prevê ações para além de Bolsonaro

    Governo acha que Trump quer mudança de regime no Brasil e prevê ações para além de Bolsonaro

    Para uma fonte do Planalto, as ações de Trump visam a influenciar o processo eleitoral brasileiro. Nessa visão, a ideia do governo americano é garantir que exista um candidato com afinidade ideológica com Trump na cédula eleitoral da eleição presidencial do Brasil em 2026

    (CBS NEWS) – O governo brasileiro encara o tarifaço e as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil como uma tentativa de “mudança de regime” e acredita que as ações de presidente Donald Trump não se restringem a pressão sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo STF (Supremo Tribunal Federal), marcado para setembro.

    Para uma fonte do Planalto, as ações de Trump visam a influenciar o processo eleitoral brasileiro. Nessa visão, a ideia do governo americano é garantir que exista um candidato com afinidade ideológica com Trump na cédula eleitoral da eleição presidencial do Brasil em 2026.

    O governo brasileiro também acredita que, caso haja vitória do presidente Lula (PT) no ano que vem, haverá questionamento da legitimidade da disputa no Brasil por parte de Trump. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) vem afirmando há meses que, se Bolsonaro não estiver na cédula, os EUA não vão reconhecer a eleição no Brasil.

    O Planalto vê um movimento dos EUA de reafirmar a América Latina como seu quintal. Além de pressionar pela absolvição de Bolsonaro no julgamento do STF e criticar a prisão do ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe (de direita), Washington manifestou apoio à prisão da ex-presidente Cristina Kirchner (de esquerda) na Argentina.

    No final de julho, o nomeado de Trump para ser o próximo embaixador americano na Argentina, Peter Lamelas, afirmou que Cristina deveria “receber a justiça que merece”. “Se ela não fosse política, estaria na prisão. Ela está em prisão domiciliar por algum tipo de favoritismo político”, afirmou.

    O secretário de Estado americano, Marco Rubio, saiu em defesa de Uribe, dizendo que seu único crime foi “lutar e defender incansavelmente sua pátria” e acusou o Judiciário de ser “instrumentalizado” por “juízes radicais”.

    Uma das estratégias do governo brasileiro para não ficar isolado na América do Sul, para evitar um “grupo de Lima” contra o Brasil, como afirmam integrantes do governo, é criar vínculos com governos de direita na região. O grupo de Lima foi formado em 2017 com chanceleres de países com governos de direita e centro-direita da região que pressionavam pela saída do ditador Nicolás Maduro do poder na Venezuela e apoiavam o opositor Juan Guaidó.

    Fontes apontam para a visita do presidente de centro-direita do Equador, Daniel Noboa, a Brasília na segunda-feira (18), onde se reúne com Lula, como parte dessa aproximação com a direita. No caso da Argentina, apesar de não haver aproximação com Javier Milei, o Brasil está comprando gás do país.

    Com a Unasul extinta e a Celac bloqueada, o Brasil quer usar o Mercosul e a OTCA para discutir temas que podem unir a região, como mudança do clima e cooperação energética.

    Além disso, Lula vai continuar com seu movimento de aproximação com países afetados pelas tarifas de Trump. Nesta semana, ele irá conversar por telefone com o presidente da França, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

    Sanções financeiras

    Integrantes do governo não acham provável os EUA imporem sanções contra os bancos brasileiros, por potencialmente estarem desrespeitando a Lei Magnitsky ao manter operações do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

    Eduardo Bolsonaro tem discutido a questão com autoridades americanas. Mas uma fonte do governo acha que isso seria uma ação temerária, pois poderia gerar instabilidade no sistema financeiro. E apontam que sanções financeiras iriam atingir em cheio a Faria Lima, um eleitorado fiel de Bolsonaro.

    Eles acham, no entanto, que há chances de sanções da Lei Magnitsky contra outros membros do Judiciário, antes ou depois do julgamento de Bolsonaro.

    Governo acha que Trump quer mudança de regime no Brasil e prevê ações para além de Bolsonaro

  • Rússia restringe chamadas no WhatsApp e Telegram por “segurança nacional”

    Rússia restringe chamadas no WhatsApp e Telegram por “segurança nacional”

    O órgão regulador da internet na Rússia afirmou que os aplicativos estariam sendo usados para extorsão e atividades de sabotagem. O WhatsApp respondeu que Moscou tenta restringir o direito de milhões de cidadãos a comunicações seguras

    O aplicativo de mensagens WhatsApp começou a ter funções restringidas na Rússia, segundo comunicado divulgado pelo órgão regulador da internet do país, o Roskomnadzor, nesta semana.

    De acordo com a agência Associated Press, a limitação atinge parcialmente as chamadas de voz no WhatsApp e também no Telegram. O regulador russo alegou que ambos os aplicativos estrangeiros “tornaram-se os principais serviços de voz usados para enganar e extorquir dinheiro, bem como envolver cidadãos russos em atividades de sabotagem e terrorismo”.

    O Roskomnadzor afirmou ainda que tentou contato com as duas plataformas para discutir medidas de contenção, mas que “os donos dos serviços ignoraram os pedidos”.

    Em resposta, um representante do WhatsApp declarou que o aplicativo “desafia as tentativas do governo russo de violar os direitos dos cidadãos a comunicações seguras”, e afirmou que essa seria a razão por trás da decisão de Moscou de tentar bloquear o acesso de mais de 100 milhões de usuários no país.

    O WhatsApp não é o primeiro serviço da Meta a enfrentar restrições na Rússia. O Facebook e o Instagram estão oficialmente bloqueados desde a invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022.

    Rússia restringe chamadas no WhatsApp e Telegram por “segurança nacional”

  • Eduardo Bolsonaro pode ser cassado; Conselho de Ética já analisa caso

    Eduardo Bolsonaro pode ser cassado; Conselho de Ética já analisa caso

    O Conselho de Ética da Câmara iniciou a análise de quatro representações contra Eduardo Bolsonaro. Os pedidos, apresentados por PT e PSOL, apontam quebra de decoro parlamentar e podem levar à cassação do mandato

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) agora é alvo de uma análise formal do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Nesta sexta-feira, 15, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorizou o envio de quatro representações que acusam o parlamentar de quebra de decoro por atuar contra a soberania nacional.

    Os pedidos, protocolados pelos partidos PT e PSOL, estavam aguardando uma decisão na Mesa Diretora por semanas. O despacho de Motta para liberar a tramitação das ações ocorre após intensa pressão de partidos que apoiam o governo atual.

     
    Declarações de Eduardo Bolsonaro motivaram representações

    Eduardo Bolsonaro está fora do país desde março e, em suas recentes declarações, tem criticado publicamente autoridades brasileiras. Ele afirmou que um possível recuo nas articulações por sanções internacionais contra o Brasil dependeria da aprovação, no Congresso, de um projeto que concederia anistia a envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

    O deputado também sugeriu que o próprio Hugo Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), poderiam ser alvos de retaliações por parte dos Estados Unidos, caso a anistia não seja aprovada.

     Próximos passos no Conselho de Ética

    Com a autorização de Hugo Motta, o Conselho de Ética dará início aos procedimentos internos para avaliar os casos. Segundo o regimento da Câmara, o colegiado tem a obrigação de se reunir para formalizar a abertura dos processos. Na sequência, serão sorteados três nomes entre os membros do Conselho, e seu presidente designará um relator para cada uma das quatro representações.

    Eduardo Bolsonaro pode ser cassado; Conselho de Ética já analisa caso

  • Reforço militar dos EUA na América Latina gera apreensão em Brasília

    Reforço militar dos EUA na América Latina gera apreensão em Brasília

    O presidente Donald Trump ordenou o envio de submarinos, navios de guerra e fuzileiros ao Mar do Caribe Meridional. O movimento, voltado ao combate ao narcotráfico, também pressiona o governo de Nicolás Maduro, gerando apreensão em Brasília

    O governo brasileiro acompanha com cautela a decisão dos Estados Unidos de reforçar sua presença militar no Mar do Caribe Meridional. A operação, anunciada pelo presidente Donald Trump, prevê o envio de navios de guerra, submarinos e aeronaves para atuar sob o comando do Southcom, responsável pelas operações americanas na região.

    Segundo fontes de defesa citadas por veículos internacionais, o destacamento inclui o Grupo Anfíbio de Prontidão Iwo Jima, a 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais, além de um submarino nuclear e contratorpedeiros. O objetivo declarado por Washington é combater organizações de narcotráfico na América Latina, mas analistas apontam também pressão direta sobre o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.

    O movimento ocorre dias depois de Trump anunciar um aumento para US$ 50 milhões na recompensa por informações que levem à captura de Maduro, acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de envolvimento com narcotráfico. O presidente venezuelano respondeu chamando a iniciativa de “ameaça imperialista” e advertiu que qualquer ataque poderia significar “o fim do império americano”.

    Em Brasília, a leitura inicial é de que o deslocamento militar causa preocupação “em qualquer circunstância”, segundo assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a BBC. Embora o governo mexicano, liderado por Claudia Sheinbaum, tenha minimizado o risco de intervenção direta por ocorrer em águas internacionais, fontes diplomáticas brasileiras monitoram o avanço da operação.

    De acordo com informações divulgadas pela CNN Americana, os reforços enviados pelos EUA também visam enfrentar “ameaças à segurança nacional” atribuídas a grupos narcoterroristas da região. Um oficial da Marinha americana declarou que a tropa está preparada para “executar ordens legais e apoiar os comandantes combatentes conforme necessário”.

    Reforço militar dos EUA na América Latina gera apreensão em Brasília