Blog

  • Major Model Brasil é eleita a melhor agência de modelos do país

    A Major Model Brasil, já conhecida por ser uma das melhores agências de modelos do país foi também a escolhida para receber a premiação de moda ARWUS, que consagra aqueles que mais se destacam no setor da moda nacional.

    A premiação ocorreu em uma cerimônia realizada em São Paulo e contou com a presença de diretores de desfiles, estilistas, celebridades, modelos, maquiadores, além de diretores de televisão e membros representantes do Governo Estadual.

    Os modelos da MAjor Model Brasil estão presentes em desfiles e campanhas de moda nacionais e internacionais
    Os modelos da MAjor Model Brasil estão presentes em desfiles e campanhas de moda nacionais e internacionais

    Fundada no início dos anos 2000 em São Paulo, a Major Model Brasil tem à sua frente o renomado booker Ney Alves, responsável por ter lançado e trabalhado na construção da carreira de nomes importantes da moda e da televisão, que vão desde celebridades à top models internacionalmente reconhecidos como: Fernanda Lima, Ana Hickmann, Paolla Oliveira, Reynaldo Gianecchini, Thayla Ayala, Izabel Goulart, Marcio Kiss, Bruno Santos, Raquel Zimmermann… Esta última chegou a ser considerada a modelo número 1 no ranking mundial das top models por 3 anos consecutivos.

    No portifólio da agência Major Brasil, constam trabalhos para marcas de mais alto prestígio e renome do cenário fashion, dentre elas estão as cobiçadas Emporio Armani, Calvin Klein, Balenciaga, Givenchy, Dolce & Gabanna, Prada, Gucci, Chanel, Versace. Apenas algumas das grifes para as quais modelos desta premiada agência tiveram a oportunidade de trabalhar.

    Segundo Ney Alves, o grande diferencial da agência Major Model Brasil é que “todos tem perfil para ser modelo, desde que sejam direcionados para o mercado certo. Se tiver altura para passarela serão trabalhadas no setor, caso contrário, iremos buscar o seu mercado ideal”, dando assim oportunidade para todos aqueles que desejam ingressar no mundo da moda ou da publicidade.

    O Prêmio Arwus, também elegeu  profissionais em outras categorias da moda e serviços à ela associados, por exemplo melhor maquiador, cabeleireiro, estilista, diretor de desfiles, produtor de casting, dentre outras categorias.

    Na categoria “Melhor Agência de Modelos”, a Major Model Brasil competiu com outras duas grandes agências, que apesar de atuarem no mundo da moda e da publicidade por mais de 10 anos,  não obtiveram o mesmo bom desempenho na gestão e desenvolvimento de carreira, principalmente de modelos iniciantes, ponto forte da Major.

     

    Fonte: G1 – Portal de Notícias da Globo

  • Ministro: "Problemas no Master foram detectados pela Previdência em 2024”

    Ministro: "Problemas no Master foram detectados pela Previdência em 2024”

    Ministro Wolney Queiroz, titular da Previdência Social revelou que dados levantados por auditorias da pasta ajudaram a Polícia Federal a atuar contra as fraudes cometidas por regimes de previdência de estados e municípios

    Convidado desta quarta-feira (20/5) do programa Bom Dia, Ministro, Wolney Queiroz, titular da pasta da Previdência Social, ressaltou que não existem recursos dos fundos de pensão ligados à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) no Banco Master e destacou que auditorias realizadas pela pasta ajudaram a Polícia Federal nas investigações relativas ao banco. 

    “Não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master. Os fundos de pensão reúnem 1,4 trilhão de reais no Brasil e são supervisionados pela PREVIC. A PREVIC está no guarda-chuva do Ministério da Previdência Social. Então, não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master”, afirmou Wolney Queiroz.

    Não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master. Os fundos de pensão reúnem 1,4 trilhão de reais no Brasil e são supervisionados pela PREVIC. A PREVIC está no guarda-chuva do Ministério da Previdência Social. Então, não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social 

    Segundo o ministro, os problemas no Banco Master foram detectados pela Previdência Social em 2024. “Nós, da Previdência Social, detectamos os problemas do Banco Master e fizemos em 2024 as auditorias em várias cidades. E todas essas auditorias foram usadas pela Polícia Federal para deflagrar as operações. Foi com base nas nossas auditorias, nos nossos dados, que a Polícia Federal fez as operações nas cidades onde já houve operações”, explicou, fazendo referência aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de estados e municípios.

    “Em todas as cidades onde foram detectados investimentos em regimes próprios de estados e municípios que investiram desordenadamente ou de forma irregular no Banco Master, todas elas foram detectadas pelas nossas auditorias. Esses dados foram enviados para a Polícia Federal. Portanto, nós estamos muito bem colocados nesse assunto, porque fizemos o dever de casa. E graças a esse dever de casa bem feito foi que a Polícia Federal pôde usar os nossos dados, as nossas informações para atuar contra as fraudes cometidas por regimes próprios de previdência de estados e municípios espalhados por todo o Brasil”, prosseguiu Wolney Queiroz.

    TRABALHO EXEMPLAR

    O ministro da Previdência disse que as auditorias não estão mais em curso e elogiou o trabalho da pasta. “As auditorias foram encerradas. Os dados foram enviados. Eu recebi um ofício da Polícia Federal dizendo que as informações eram sensíveis, portanto, não podiam ser passadas. Eu não podia falar dessas auditorias, para não atrapalhar as investigações. O trabalho do Ministério da Previdência Social foi exemplar e está ajudando a Polícia Federal e os órgãos de controle a punir aqueles que fizeram investimentos irregulares no Banco Master”.

    PREVIC

    A PREVIC é um órgão do Governo Federal, vinculado ao Ministério da Previdência Social, responsável pelo licenciamento, orientação, supervisão e fiscalização das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). Seu papel é proteger participantes ativos, aposentados e seus dependentes, aumentando a segurança do sistema, estimulando boas práticas de governança e de investimento. O objetivo é que os associados recebam tudo o que têm direito quando se aposentarem.

    DESCONTOS INDEVIDOS

    Durante o programa, Wolney Queiroz ressaltou, ainda, todas as ações tomadas pelo Governo do Brasil para ressarcir milhões de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em seus benefícios previdenciários. “Não foi a fraude do INSS. A fraude foi aos segurados do INSS e contra o INSS. O nosso governo, com a transparência e a liberdade dos órgãos de controle da Polícia Federal e da CGU, encontrou a fraude e extinguiu a fraude. Nós fizemos o ressarcimento de mais de R$ 3 bilhões a mais de 4 milhões e meio de pensionistas e aposentados. Nunca na história do Brasil aconteceu isso: o governo devolvendo o dinheiro e procurando as pessoas”, frisou o ministro.

    PRAZO PRORROGADO

    O Governo do Brasil prorrogou, por mais 90 dias, o prazo para que brasileiros e brasileiras possam realizar a contestação. Com a medida, a data limite passou para 20 de junho. “A gente ampliou duas vezes o prazo. Até 20 de junho todo mundo que procurar e tiver direito vai ser ressarcido. Se teve desconto e não foi autorizado, você recebe tudo de volta, corrigido pelo IPCA, em parcela única. A pessoa tem que procurar o governo através de todos os mecanismos, Central 135, Meu INSS (aplicativo), agência dos Correios, e dizer: ‘olha, eu fui descontado, não autorizei esse desconto e quero receber de volta’. Tem que ser uma autodeclaração. O governo tem dinheiro e quer pagar”, ressaltou Wolney Queiroz.

    DESCONTOS ASSOCIATIVOS E CONSIGNADOS

    Wolney Queiroz lembrou que, após identificadas as fraudes, os descontos associativos para aposentados e pensionistas passaram a não mais serem permitidos. “Não começou no governo do presidente Lula, mas foi o governo do presidente Lula que pôs fim aos descontos, desnudou isso para a sociedade, e fez com que o povo soubesse disso que acontecia lá. Os descontos associativos foram proibidos, a gente conseguiu estancar isso. A gente colocou mecanismos de controle muito mais difíceis, travas com biometria para ter acesso aos servidores, aos aposentados e pensionistas de forma a impedir que fraudes de outra natureza possam acontecer. Para o crédito consignado, a gente implementou várias etapas de biometria”, afirmou o ministro.

    OPERAÇÕES

    O ministro reforçou, ainda, que as operações contra os fraudadores estão em curso. “Só nesse período que eu sou ministro, nós já fizemos 63 operações da Polícia Federal com a Força-Tarefa Previdenciária, que é a inteligência do nosso Ministério junto com a Polícia Federal, com uma economia projetada de 350 milhões de reais. São operações quase diárias. Semanalmente há operações para combater essas fraudes estruturadas e é esse modelo que a gente quer implementar de governança, de integridade permanente, para restabelecer essa confiança, e para que a gente possa restaurar a credibilidade do INSS”.

    R$ 3 BILHÕES

    De acordo com dados mais recentes divulgados pela pasta comandada por Wolney Queiroz, mais de R$ 3 bilhões já foram devolvidos a mais de 4,5 milhões de segurados em todo o país. Outros 748.734 beneficiários estão aptos a ingressar na negociação. Para ter direito ao ressarcimento de valores descontados, o segurado deve verificar sua situação pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 e/ou indo a agências dos Correios.

    Ministro: "Problemas no Master foram detectados pela Previdência em 2024”

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Mike Tyson relembra flagra de Brad Pitt com sua ex-mulher antes da fama

    Mike Tyson relembra flagra de Brad Pitt com sua ex-mulher antes da fama

    Ex-boxeador Mike Tyson encontrou o ator Brad Pitt com Robin Givens na garagem de casa. Ex-campeão já havia relatado a história em sua autobiografia de 2013

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Antes de virar astro de Hollywood, Brad Pitt teria passado por uma situação tensa diante de Mike Tyson. O ex-boxeador relembrou, em participação no podcast This Past Weekend, o dia em que encontrou o ator com Robin Givens, sua então esposa, na garagem de casa.

    Tyson e Givens se casaram em 1988 e se divorciaram no ano seguinte. Segundo o ex-campeão dos pesos-pesados, os dois já discutiam a separação, mas ainda moravam juntos. Em um dia, ele foi até a casa e não encontrou ninguém. Pouco depois, viu Givens chegar de carro.

    O lutador contou que, no início, pensou que o passageiro fosse algum colega de “Head of the Class”, série estrelada por Givens entre 1986 e 1991. “Mas não era um dos amigos dela. Era Brad Pitt”, disse.

    Na época, Pitt ainda estava longe da fama. Seu primeiro papel de maior destaque no cinema viria só em 1991, com “Thelma & Louise”. “Ele ainda não era o Brad Pitt. Eu não fazia ideia de quem ele era… ele nem tinha carro”, afirmou Tyson.

    O ex-boxeador já havia citado a história em sua autobiografia, publicada em 2013. No livro, ele insinuou que Pitt ficou assustado ao vê-lo.

    Givens confirmou que foi vista com Pitt no carro, mas negou outra versão de Tyson, de que teria flagrado os dois na cama antes da separação. O casamento dela com o lutador terminou em meio a acusações públicas de agressões físicas feitas por Givens contra o ex-marido.

    Mike Tyson relembra flagra de Brad Pitt com sua ex-mulher antes da fama

  • Atacantes em alta, goleiros em baixa: como chega a seleção brasileira para a Copa do Mundo

    Atacantes em alta, goleiros em baixa: como chega a seleção brasileira para a Copa do Mundo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Não há homogeneidade no grupo de 26 convocados pelo treinador da seleção brasileira Carlo Ancelotti para a disputa da Copa do Mundo, com jogadores que atravessam momentos bastante distintos em seus respectivos clubes.

    Enquanto alguns nomes chegam com a moral elevada por terem conquistado títulos nas ligas nacionais que disputam ou por viverem uma fase goleadora em seus times na Europa, há outros em baixa, por ainda estarem em recuperação de lesões ou por falhas cometidas recentemente.

    O cronograma da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) prevê que os jogadores devem se apresentar no dia 27 de maio para o início dos treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis. Eles ainda disputam um amistoso contra o Panamá no dia 31, no Maracanã, antes do embarque para os Estados Unidos.

    Haverá ainda mais um amistoso contra o Egito, em Cleveland, no dia 6 de junho, antes da estreia no dia 13 contra o Marrocos, em East Rutherford, nos arredores de Nova Jersey.

    Nos treinamentos e nos amistosos, a comissão técnica liderada por Ancelotti terá de se debruçar -com especial atenção- para o gol.

    Titular absoluto nas duas últimas Copas, Alisson não entra em campo pelo Liverpool há mais de dois meses, afastado por conta de uma lesão muscular na coxa direita.

    O Liverpool informou que o goleiro está na fase final do processo de recuperação, mas é possível que o goleiro se apresente à seleção ainda sem ter voltado aos gramados -o time tem apenas mais uma partida até lá, no domingo (24), contra o Brentford, pela última rodada da Premier League.

    Reserva imediato nos dois últimos Mundiais, Ederson convive com uma série de críticas em sua primeira -e talvez última- temporada no Fenerbahçe.

    Após uma passagem vencedora pelo Manchester City, o goleiro foi anunciado pelo clube turco em setembro de 2025, com contrato até 2028, mas não tem conseguido repetir o bom desempenho.

    Em 36 jogos na temporada, Ederson já foi vazado 37 vezes. Recentemente, cometeu uma falha grave em duelo contra o Rizespor que impediu o Fenerbahçe de assumir a liderança do Campeonato Turco, e, na sequência, foi expulso no clássico contra o Galatasaray, quando chegou a danificar com um chute o equipamento do VAR à beira do campo.

    Com ameaças de torcedores dirigidas aos seus familiares, Ederson já estaria inclusive cogitando uma transferência de clube, segundo a imprensa turca.

    Weverton, do Grêmio, convocado surpreendentemente como terceiro goleiro, não atua pela seleção há mais de três anos e, portanto, ainda não foi testado por Ancelotti. Sua última partida pela equipe nacional foi em março de 2023, na derrota por 2 a 1 para o Marrocos, quando a equipe ainda era comandada por Ramon Menezes.

    CAMPEÕES NACIONAIS E ARTILHEIROS NO ATAQUE

    Na linha de frente, por outro lado, a seleção conta com uma porção de nomes em grande fase em seus clubes na Europa, com alguns tendo inclusive conquistado recentemente títulos nas respectivas ligas locais.

    Na Espanha, Raphinha voltou a ser um dos protagonistas na campanha do bicampeonato espanhol do Barcelona. É o vice-artilheiro da equipe na temporada, com 21 gols, atrás apenas de Lamine Yamal, com 24.

    O atacante vive o segundo ano mais artilheiro da carreira, superado só pela temporada passada, quando balançou as redes 34 vezes e chegou a ter o nome defendido por torcedores para o prêmio de melhor do mundo.

    Na Inglaterra, Gabriel Martinelli também deu importante contribuição para o Arsenal voltar a levantar a taça da Premier League após um hiato de 22 anos. É o vice-artilheiro do clube na temporada, com 11 gols, atrás do sueco Viktor Gyökeres, com 21.

    Também na Premier League, Rayan, revelado nas categorias de base do Vasco, vem sendo um dos destaques do Bournemouth.

    Em 6º lugar na tabela, o clube caminha para alcançar sua melhor colocação na história do campeonato, com vaga já assegurada pela primeira vez na Liga Europa.

    Mais novo dos convocados por Ancelotti, Rayan estreou no fim de janeiro, já tendo marcado 5 vezes em 14 partidas -é o quinto maior goleador do time.

    Quem também chega em alta pela performance recente na liga inglesa é Igor Thiago, artilheiro disparado do Brentford, com 25 bolas na rede -o vice tem sete-, atrás apenas do norueguês Erling Haaland na Premier League.

    Na França, Endrick, o segundo mais novo da seleção no Mundial, garantiu sua convocação -e seu retorno ao Real Madrid- com gols e assistências pelo Lyon.

    Em 21 partidas pelo time francês desde o início do ano, Endrick marcou oito gols -é o terceiro goleador da equipe na temporada- e distribuiu sete assistências -líder no quesito.

    Magalhães e Marquinhos seguros na zaga

    Companheiro de Gabriel Martinelli no Arsenal, Gabriel Magalhães se consolidou como um dos principais zagueiros em atuação hoje nas principais ligas europeias.

    Com atuações sólidas e um estilo de jogo marcado pela imposição física, Magalhães foi o único brasileiro incluído na seleção da Premier League na temporada passada. Com a confirmação do título inglês, o zagueiro tem boas chances de voltar a ser incluído na seleção do campeonato.

    Seu companheiro na linha de defesa na seleção de Ancelotti, Marquinhos -que levantou a taça de campeão francês pela quinta vez seguida com o PSG- chega para sua terceira Copa estabelecido como uma das principais lideranças.

    Ainda veloz na cobertura defensiva aos 32 anos e reconhecido pela inteligência tática privilegiada, o defensor deve ser um dos capitães do Brasil no Mundial, alternando a braçadeira com Casemiro.

    NEYMAR AINDA EM BUSCA DA FORMA IDEAL

    Embora ainda seja reverenciado pelos companheiros como uma das principais lideranças técnicas do grupo, Neymar tem tido dificuldades para ter uma sequência de jogos no Santos, o que fez Ancelotti deixar sua inclusão na lista para os 45 minutos do segundo tempo.

    O atacante participou de menos da metade dos jogos do time na temporada, e chega à Copa com a menor participação em gols da carreira. Em 2026, balançou as redes seis vezes e distribuiu quatro assistências em 15 partidas.

    Longe do auge físico, Neymar ainda deve perder as duas próximas partidas do Santos, contra San Lorenzo e Grêmio, pela Copa Sul-Americana e pelo Campeonato Brasileiro, respectivamente, devido a um desconforto na panturrilha sentido durante a derrota por 3 a 0 para o Coritiba.

    Atacantes em alta, goleiros em baixa: como chega a seleção brasileira para a Copa do Mundo

  • Flotilha registra 428 ativistas desaparecidos após ataques de Israel

    Flotilha registra 428 ativistas desaparecidos após ataques de Israel

    A Global Sumud Flotilla (GSF) acusa as autoridades de Israel de terem ordenado a captura dos 428 militantes, incluindo quatro brasileiros que foram detidos e ainda estão desaparecidos

    Pelo menos 428 ativistas de direitos humanos que atuam na Palestina estão desaparecidos. A denúncia é da Global Sumud Flotilla (GSF), que acusa as autoridades de Israel de terem ordenado a captura dos militantes.

    Quatro brasileiros que foram detidos ainda estão desaparecidos:

    • Beatriz Moreira, militante do Movimento de Atingido por Barragens;
    • Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da GSF no Brasil;
    • Thainara Rogério, desenvolvedora de software, nascida no Brasil e cidadã espanhola e
    • Cássio Pelegrini, médico pediatra.

    As três mulheres foram presas juntas. Pelegrini estava no penúltimo barco interceptado, que quase chegou a Gaza, ficando a menos de 100 milhas náuticas da costa. Segundo lideranças da GSF, até o momento, não há nenhuma notícia sobre os brasileiros. Além de o Estado de Israel não atualizá-las sobre seu paradeiro nem seu estado de saúde, foram proibidos o atendimento consular e o contato com advogados.

    A preocupação é de que sofram torturas, violência sexual e outros tipos de agressão. A Embaixada do Brasil em Tel Aviv informou que todos os ativistas serão levados ao porto de Ashdod e serão encaminhados ao centro de detenção de Ktzi’ot. A expectativa é de que as visitas consulares sejam permitidas nesta quinta-feira (21).

    Pela contagem da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2008 até a última segunda-feira (18), 7.455 palestinos foram assassinados, contra 375 mortes de israelenses. Do total de vítimas fatais do lado palestino, a maioria (4.421) era civil e foi morta em Gaza, Rafah e Khan Yunis, por ataques aéreos. 

    A Palestina contabiliza, ainda, mais de 165 mil feridos, com concentração de casos na Cisjordânia. Pouco mais de 72 mil morreram pela inalação de gás lacrimogêneo.

    Flotilha registra 428 ativistas desaparecidos após ataques de Israel

  • Caiado diz que quem está contaminado por Vorcaro não pode ser presidente

    Caiado diz que quem está contaminado por Vorcaro não pode ser presidente

    Pré-candidato afirma que não faz referência indireta: ‘Isso cabe a todos que venham a disputar a Presidência’. Ex-governador evitou se posicionar sobre fim da escala 6×1 e repetiu Flávio ao defender negociação entre empresário e trabalhador

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Em meio ao caso Dark Horse, o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) citou nesta quarta-feira (20) o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e disse que “a pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da presidência da República”.

    “[Vemos] Vorcaro contaminando todos os poderes. E nós estamos vivendo essa desordem institucional do poder hoje”, afirmou Caiado na Marcha dos Prefeitos, que é organizada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios).

    Na última quarta-feira (13), o Intercept Brasil revelou áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra o pagamento de R$ 134 milhões de Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, uma cinebiografia simpática ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Flávio admitiu ter tratado com o banqueiro, mas classificou a negociação como parte de uma relação de investimento privado, sem qualquer promessa de contrapartida. Nesta terça-feira (19), o senador admitiu ter encontrado pessoalmente o banqueiro no final de 2025, em São Paulo, quando Vorcaro já estava preso em regime de prisão domiciliar, acusado de fraude financeira e de outros crimes, para botar “um ponto final” na relação entre os dois.

    Em coletiva de imprensa mais tarde na própria quarta-feira (20), Caiado negou que fizesse referência indireta ao senador em sua fala no evento. “Eu nunca falei nada de forma indireta na minha vida. Cada um tem o direito de se explicar sobre as acusações que pesam sobre ele”, disse.

    “[O que falei] é que isso são condicionantes para o exercício da função de presidente. Quando você apresenta uma condição que não dá a você a condição do exemplo, da correção de rumos, o Brasil continuará da maneira como ele está. Isso cabe a todos que venham a disputar a Presidência”, disse o pré-candidato.

    Caiado evitou se posicionar sobre o fim da escala 6×1, tema que está a todo vapor no Congresso Nacional, mas disse que a pauta caminha para ser aprovada com apoio quase unânime.

    O ex-governador defendeu um modelo em que o trabalhador e o patrão negociam o número de horas trabalhadas -para o qual deu poucos detalhes. “Eu a vida toda defendi que cada cidadão tivesse o direito de trabalhar quantas horas ele quiser trabalhar”, afirmou. “[O trabalhador procura o empresário e diz] ‘olha eu me proponho a trabalhar na sua empresa; me comprometo tantos dias por semana, tantas horas por dia.”

    Ao defender a proposta, Caiado repete o rival Flávio Bolsonaro, que nesta terça-feira (19) chamou a discussão sobre o fim da escala 6×1 de legítima, mas “inoportuna e eleitoreira”, e disse defender a negociação da carga horária entre trabalhador e empresário. “A remuneração por hora trabalhada traz liberdade, aumento da renda e proteção”, afirmou Flávio.

    No plenário da Marcha dos Prefeitos, Caiado fez uma fala inicial de 42 minutos, apesar de o presidente da CNM, Paulo Roberto Ziulkoski, ter dado cinco minutos para que o presidenciável fizesse seu pronunciamento inicial.

    A organização até tentou interromper o político ao final do tempo regulamentar, mas foi interrompida aos gritos de “deixa ele falar”. Com isso, o que deveria ser uma fala inicial seguida de respostas a perguntas se transformou num longo discurso, em que Caiado falou de combate a facções criminosas, saúde pública, alimentação escolar e construção de rodovias.

    “Nós tínhamos 5 minutos iniciais e acabamos dando a liberdade, o senhor falou 42 minutos”, afirmou Ziulkoski, da CNM, ao final da fala de Caiado.

    Caiado diz que quem está contaminado por Vorcaro não pode ser presidente

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Ministério Público de São Paulo pede prisão preventiva do rapper Oruam

    Ministério Público de São Paulo pede prisão preventiva do rapper Oruam

    Rapper disparou espingarda em festa com várias pessoas em Igaratá, no interior paulista; artista é investigado no RJ por ligação com o Comando Vermelho. Advogado não atendeu ligação e não respondeu mensagem enviada pela reportagem

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. Atualmente, o artista é considerado foragido da Justiça por outro processo que tramita contra ele no Rio de Janeiro.

    O advogado Fernando Henrique Cardoso, que representa Oruam, não atendeu a ligação feita às 14h53 e não respondeu a mensagem de texto enviada pela reportagem.

    A solicitação à Justiça foi feita pelo promotor Alan Carlos Reis Silva, em 5 de maio, em investigação de disparo de arma de fogo em festa. O pedido deve ser analisado pela Justiça com o decreto da prisão ou a negativa. Não há prazo para isso ocorrer.

    Em 16 de dezembro de 2024, Oruam disparou tiro de espingarda no meio de várias pessoas, na cidade de Igaratá, no interior de São Paulo. O ato foi filmado e postado em redes sociais.

    No pedido, o promotor afirma que Oruam é pessoa de interesse em investigação por crimes de lavagem de dinheiro e suspeito de envolvimento com o Comando Vermelho, além da tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro.

    Ainda segundo Silva, o denunciado “se encontra foragido, inviabilizando a efetividade da jurisdição penal e comprometendo o cumprimento de eventual decreto condenatório”.

    Para o promotor, o fato de o cantor estar foragido evidencia risco concreto e atual de “frustração da aplicação da lei”.

    No estado do Rio de Janeiro, Oruam responde por duas tentativas de homicídio qualificado relacionadas a um episódio ocorrido em julho de 2025.

    Na ocasião, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um menor investigado por tráfico de drogas, que estava na residência de Oruam, no Joá, zona sudoeste do Rio.

    Segundo a Promotoria, Oruam e outro acusado teriam arremessado pedras contra os policiais, assumindo o risco de causar a morte dos agentes. Além das acusações de tentativa de homicídio, o rapper também responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.

    O oficial de cartório sofreu ferimentos nas costas e no calcanhar esquerdo. Já o delegado se escondeu atrás de um carro da polícia para não ser atingido.

    “Ambos tiveram que se esconder e desviar dos constantes arremessos, os quais persistiram com elevada intensidade e com clara intenção de atingi-los”, diz trecho da denúncia assinada pelo promotor Eduardo Paes Fernandes.

    Atualmente, Oruam é considerado foragido após a revogação de um habeas corpus e o restabelecimento da prisão preventiva, motivados pelo descumprimento de medidas cautelares, incluindo regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.

    Além desse processo, o rapper também é investigado em outra operação. No fim de abril, ele foi incluído na lista de procurados em uma ação da Polícia Civil contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho.

    Também foram alvos da operação a mãe do cantor, a empresária Márcia Gama, e o irmão Lucas Santos Nepomuceno. Márcia já havia sido alvo de prisão em março, durante a Operação Contenção Red Legacy, mas não foi localizada.

    No início de abril, a Justiça do Rio concedeu habeas corpus à mãe do rapper, que deixou de constar na lista de procurados. Atualmente, segundo as investigações, o rapper e o irmão seguem foragidos.

    Oruam é filho de Marcinho VP, 55. O traficante, por sua vez, é líder máximo do Comando Vermelho e considerado de alta periculosidade, conforme a polícia. Sua prisão ocorreu em setembro de 1996 sob acusação de comandar o tráfico no Complexo do Alemão, na zona norte.

    Ele possui condenações que somam 55 anos e oito meses de reclusão. O criminoso está detido em presídio federal.

    Ministério Público de São Paulo pede prisão preventiva do rapper Oruam

  • Vacina contra cepa do ebola na África pode demorar até 9 meses

    Vacina contra cepa do ebola na África pode demorar até 9 meses

    O processo de seleção de imunizantes candidatos está sendo acelerado diante dos surtos da doença registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, mas levará meses para ser concluído

    Uma vacina capaz de combater a cepa de ebola que atinge a África pode demorar de seis a nove meses para ficar pronta para ser aplicada na população. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), durante coletiva de imprensa em Genebra.

    De acordo com o consultor e líder da área de pesquisa e desenvolvimento da entidade, Vasee Moorthy, o processo de seleção de imunizantes candidatos está sendo acelerado diante dos surtos da doença registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, mas levará meses para ser concluído.

    Segundo Moorthy, há uma vacina sendo desenvolvida para combater especificamente a cepa Bundibugyo, responsável pelos surtos na África, mas não há doses do imunizante disponíveis para ensaios clínicos neste momento. “Esta deve ser a vacina priorizada como a mais promissora contra a cepa Bundibugyo”.

    “A informação que temos é que isso provavelmente levará de seis a nove meses”, destacou.

    Uma outra vacina candidata para combater a doença, segundo o consultor, também está em desenvolvimento, cujas doses para ensaios clínicos podem estar disponíveis em cerca de dois ou três meses. “Há muita incerteza. Vai depender dos resultados de testes em animais para que ela possa ser considerada uma vacina promissora”.

    Números

    A OMS contabiliza quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas por ebola em surtos registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.

    Oficialmente, 51 casos foram confirmados em duas províncias ao norte da RDC, embora a própria OMS admita ter ciência de que a escala do surto na região é muito maior do que os números apontam.

    Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala, ambos em pessoas que haviam passado pela República Democrática do Congo. Um dos pacientes morreu pela doença e o outro, um norte-americano, foi transferido para a Alemanha.

    Entenda

    No início do mês, autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade causado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O cenário incluía até mesmo mortes entre profissionais de saúde.

    Cerca de dez dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa, capital da RDC, analisou 13 amostras de sangue colhidas no distrito de Rwampara. A avaliação laboratorial confirmou a presença do vírus Bundibugyo em oito das 13 amostras colhidas.

    Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país.

    Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda, país vizinho, confirmou surto de ebola, também do vírus Bundibugyo, após identificar um caso importado: um congolês que morreu na capital, Kampala.

    No dia seguinte, o diretor-geral da OMS, após consultar ambos os Estados-Membros onde os surtos foram identificados, determinou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo tanto na RDC quanto em Uganda constitui emergência em saúde pública de importância internacional.

     

    Vacina contra cepa do ebola na África pode demorar até 9 meses

  • Empresária diz que nunca repassou dinheiro do Careca do INSS para Lulinha em depoimento à PF

    Empresária diz que nunca repassou dinheiro do Careca do INSS para Lulinha em depoimento à PF

    Roberta Luchsinger recebeu R$ 1,5 milhão do “Careca do INSS”, conforme os registros obtidos pela PF, mas afirmou que nenhum valor foi repassado para o filho do presidente Lula

    A empresária Roberta Luchsinger prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira, 20, no inquérito que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e afirmou aos investigadores que nunca repassou dinheiro a Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente da República, conhecido como Lulinha.

    Roberta admitiu ter prestado serviços e recebido pagamentos do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, mas disse que atuou na regulação do mercado de canabidiol no Brasil e afirmou não ter conhecimento que ele tinha envolvimento com desvios de aposentadorias.

    Como mostrou o Estadão, a PF apura se Lulinha foi sócio oculto do “Careca do INSS” em negócios envolvendo canabidiol. A defesa do filho do presidente já admitiu que ele teve uma viagem a Portugal paga pelo Careca do INSS para prospectar negócios, mas disse que ele não fechou nenhum contrato com o empresário.

    Uma das linhas de apuração é se Roberta dividiu os pagamentos com Lulinha. Ela recebeu R$ 1,5 milhão do “Careca do INSS”, conforme os registros obtidos pela PF.

    No depoimento, Roberta disse que Lulinha não prestou nenhum serviço sobre a regulação de canabidiol no Brasil e, por isso, não recebeu pagamentos do “Careca do INSS”. Ela confirmou ter apresentado Lulinha ao empresário e disse que tem relação de amizade com o filho do presidente há muitos anos.

    Em nota, a defesa de Roberta afirmou que seus esclarecimentos derrubam a tese acusatória.

    “Roberta tem sido alvo de verdadeira campanha difamatória. Sua trajetória foi eclipsada de maneira bastante misógina e preconceituosa, sendo reportada como herdeira, amiga, sócia, representante, socialite ou ainda, mais comum, e de maneira pejorativa, como ‘lobista’. Os esclarecimentos apresentados por meio de petição e ora oferecidos presencialmente desvelam por completo a tese acusatória desenhada inicialmente e vazada seletivamente de forma sistemática. Esperamos que após o depoimento, com a conclusão das apurações, sejam as investigações arquivadas em relação a sua pessoa, ante a demonstração da absoluta inexistência de qualquer conduta ilícita”, afirmou, em nota, o advogado Bruno Salles.

    O depoimento ocorre em um momento no qual a Polícia Federal trocou o delegado que coordenava as investigações da Operação Sem Desconto.

    Até então, o caso estava sendo coordenado pelo delegado-chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da PF, que havia sido responsável por pedir medidas de investigação contra Lulinha, como a quebra do seu sigilo bancário.

    A PF afirmou em nota que decidiu transferir a investigação para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/CGRC/DICOR/PF). Com isso, o delegado que coordenava o caso acabou sendo substituído. A PF afirma que fez a mudança para dar maior estrutura e “potencializar recursos” para a investigação.

    A mudança desagradou a oposição, que acusa o governo de “interferir na autonomia da PF”. Para o líder da bancada do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), “não existe coincidência”. “Tiraram o delegado responsável pelo inquérito das fraudes do INSS bem no momento mais sensível da investigação, logo depois do pedido de quebra de sigilo bancário do filho mais velho do presidente”, afirmou. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça também pediu esclarecimentos à PF sobre a mudança.

    Empresária diz que nunca repassou dinheiro do Careca do INSS para Lulinha em depoimento à PF

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Memphis evita forçar volta ao Corinthians para não arriscar Copa

    Memphis evita forçar volta ao Corinthians para não arriscar Copa

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – As ausências de Memphis Depay nas partidas do Corinthians, mesmo após mais de uma semana em transição física, têm relação direta com uma precaução do próprio jogador visando a disputa da Copa do Mundo.

    Conforme apurou o UOL, o atacante reclama de incômodos na panturrilha desde a semana passada. As dores persistiram nas atividades dos últimos dias, embora o problema não seja tratado internamente como lesão.

    Ainda assim, o desconforto foi suficiente para que Memphis se posicionasse contra ser relacionado para o duelo desta quinta-feira, diante do Peñarol, em Montevidéu, pela Libertadores.

    O receio do jogador é de que um esforço maior possa agravar o quadro e provocar uma distensão. Dependendo da gravidade, a lesão poderia comprometer sua presença no Mundial.

    ENTRE A CRUZ E A ESPADA

    Internamente, a avaliação é de que a proximidade da Copa do Mundo também tem impactado o lado anímico do jogador, que demonstra preocupação em não perder a oportunidade de disputar o torneio. Pessoas próximas ao atacante, porém, rechaçam qualquer resistência para atuar pelo Corinthians.

    Segundo relatos obtidos pelo UOL, Memphis tem demonstrado vontade de retornar aos gramados e gostaria, inclusive, de ter atuado em uma ou duas partidas antes do período atual. A avaliação, no entanto, é de que uma nova lesão muscular praticamente inviabilizaria a presença do holandês no Mundial.

    O entendimento é de que o atacante vive um cenário delicado: ao mesmo tempo em que precisa voltar a jogar para manter ritmo e consolidar a convocação pela Holanda, também evita acelerar o processo para não correr o risco de sofrer uma contusão mais séria.

    Dessa forma, o atacante optou por ser preservado para não colocar em risco sua condição física. E isso acontece mesmo após a manifestação de Ronaldo Koeman, técnico da seleção holandesa, que afirmou em entrevista a uma emissora local que gostaria de ver Memphis atuando nas últimas três partidas do Corinthians antes da convocação.

    CORINTHIANS ADOTA CAUTELA

    Nos bastidores, o Corinthians também adota cautela no processo de retorno. O clube entende que, após um longo período afastado e já de volta aos treinamentos, o jogador apresentou um desconforto que serviu como sinal de alerta, embora não exista diagnóstico de lesão.

    Existe a expectativa de que Memphis permaneça em transição física até o fim de semana e possa ser relacionado para a partida contra o Atlético Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena. A tendência, caso seja liberado, é que ele inicie no banco de reservas e ganhe alguns minutos ao longo do confronto.

    A presença do atacante contra o Atlético-MG, porém, dependerá da evolução do quadro até os próximos dias. Caso não se sinta seguro, a posição do jogador será respeitada, e ele não voltará a atuar antes da convocação da seleção holandesa.

    Paralelamente, o departamento físico monitora os níveis do atleta com base na carga de treinamentos recentes em comparação às últimas três semanas. Até o momento, as métricas são consideradas abaixo do ideal para um retorno em alto nível.

    Há um receio interno de que Memphis volte a jogar sem estar em sua condição física ideal. Esse eventual cenário aumentaria o risco de uma nova lesão e dificultaria que ele atuasse com a intensidade considerada necessária.

    Memphis evita forçar volta ao Corinthians para não arriscar Copa

  • Em Cannes, Selton Mello diz que 'Ainda Estou Aqui' mudou tudo em sua carreira

    Em Cannes, Selton Mello diz que 'Ainda Estou Aqui' mudou tudo em sua carreira

    Ator Selton Mello está em ‘La Perra’, que estreia no festival de cinema. Filme chileno, que está sendo apresentado em Cannes, tem produção de Rodrigo Teixeira

    CANNES, FRANÇA (CBS NEWS) – Com uma jaqueta preta para se proteger do vento na ensolarada Riviera Francesa, Selton Mello fala empolgado sobre os rumos de sua carreira, que teve uma guinada para fora do Brasil desde o sucesso de “Ainda Estou Aqui”.

    O longa de Walter Salles, que o ator protagonizou ao lado de Fernanda Torres, foi coroado melhor filme internacional e deu ao Brasil o seu primeiro Oscar. Durante toda a campanha nos Estados Unidos e na Europa, Mello era visivelmente o mais animado da equipe, e publicava constantemente vídeos nas redes sociais sobre as andanças entre jantares glamurosos e exibições para votantes e celebridades para a divulgação do filme.

    O brasileiro diz que “Ainda Estou Aqui” também mudou a forma como o Brasil é visto pela indústria cinematográfica internacional. “O filme abriu as portas para o que temos de melhor e para nossos artistas. Passou a haver um interesse maior.”

    Agora, Mello está no Festival de Cannes para a estreia de “La Perra”, da chilena Dominga Sotomayor, exibido fora de competição na mostra paralela Quinzena dos Cineastas. A produção é de Rodrigo Teixeira, também responsável pelo longa de Salles.

    “‘Ainda Estou Aqui’ mudou tudo para mim, nessa altura da minha vida. E veio em um momento bonito, em que estou maduro”, diz Mello, de costas para a praia na Croisette. Ele começou a atuar ainda criança, aos dez anos, em novelas como “Berço de Ferro” e “Sinhá Moça”. Já adulto, se imortalizou no cinema brasileiro em filmes como “O Auto da Compadecida” e “O Cheiro do Ralo”.

    São 45 anos de uma carreira prolífica no Brasil. Agora, Mello começou a ser cotado para papéis em produções hollywoodianas, como “Anaconda”, lançado no ano passado, e o próprio “La Perra”. Ele também grava neste ano “Zero K”, em São Paulo, filme do americano Michael Almereyda com Caleb Landry Jones e Peter Sarsgaard.

    “Quando eu anunciei a estreia de ‘Anaconda’, foi a primeira vez na minha vida que eu disse: ‘estreia hoje no mundo inteiro’”, conta o ator. Com Jack Black e Paul Rudd, o blockbuster tinha no set drones e equipes infladas, uma estrutura que Mello diz nunca ter visto antes.

    Em “La Perra”, Mello faz uma participação curta, mas essencial para o desenvolvimento da trama. A história acompanha a solitária Silvia, que vive em uma ilha remota no sul do Chile. Ela resgata uma cachorra filhote e dá a ela o mesmo nome que daria a filha que nunca teve. Conforme o vínculo entre Silvia e o animal se desenvolve, ela é obrigada a enfrentar seus fantasmas do passado.

    Com “La Perra”, Mello diz experimentar um sentimento inédito. “Por falarmos português, somos quase uma ilha. Atores como Gael Garcia e Ricardo Darin, por falarem espanhol, fazem filmes no México, na Espanha. A gente não circula”, diz, citando o colega mexicano e argentino. “Agora eu entrei nessa engrenagem do cinema latino-americano, e isso me deu uma sensação de pertencimento.”

    Em Cannes, Selton Mello diz que 'Ainda Estou Aqui' mudou tudo em sua carreira