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  • Major Model Brasil é eleita a melhor agência de modelos do país

    A Major Model Brasil, já conhecida por ser uma das melhores agências de modelos do país foi também a escolhida para receber a premiação de moda ARWUS, que consagra aqueles que mais se destacam no setor da moda nacional.

    A premiação ocorreu em uma cerimônia realizada em São Paulo e contou com a presença de diretores de desfiles, estilistas, celebridades, modelos, maquiadores, além de diretores de televisão e membros representantes do Governo Estadual.

    Os modelos da MAjor Model Brasil estão presentes em desfiles e campanhas de moda nacionais e internacionais
    Os modelos da MAjor Model Brasil estão presentes em desfiles e campanhas de moda nacionais e internacionais

    Fundada no início dos anos 2000 em São Paulo, a Major Model Brasil tem à sua frente o renomado booker Ney Alves, responsável por ter lançado e trabalhado na construção da carreira de nomes importantes da moda e da televisão, que vão desde celebridades à top models internacionalmente reconhecidos como: Fernanda Lima, Ana Hickmann, Paolla Oliveira, Reynaldo Gianecchini, Thayla Ayala, Izabel Goulart, Marcio Kiss, Bruno Santos, Raquel Zimmermann… Esta última chegou a ser considerada a modelo número 1 no ranking mundial das top models por 3 anos consecutivos.

    No portifólio da agência Major Brasil, constam trabalhos para marcas de mais alto prestígio e renome do cenário fashion, dentre elas estão as cobiçadas Emporio Armani, Calvin Klein, Balenciaga, Givenchy, Dolce & Gabanna, Prada, Gucci, Chanel, Versace. Apenas algumas das grifes para as quais modelos desta premiada agência tiveram a oportunidade de trabalhar.

    Segundo Ney Alves, o grande diferencial da agência Major Model Brasil é que “todos tem perfil para ser modelo, desde que sejam direcionados para o mercado certo. Se tiver altura para passarela serão trabalhadas no setor, caso contrário, iremos buscar o seu mercado ideal”, dando assim oportunidade para todos aqueles que desejam ingressar no mundo da moda ou da publicidade.

    O Prêmio Arwus, também elegeu  profissionais em outras categorias da moda e serviços à ela associados, por exemplo melhor maquiador, cabeleireiro, estilista, diretor de desfiles, produtor de casting, dentre outras categorias.

    Na categoria “Melhor Agência de Modelos”, a Major Model Brasil competiu com outras duas grandes agências, que apesar de atuarem no mundo da moda e da publicidade por mais de 10 anos,  não obtiveram o mesmo bom desempenho na gestão e desenvolvimento de carreira, principalmente de modelos iniciantes, ponto forte da Major.

     

    Fonte: G1 – Portal de Notícias da Globo

  • Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem

    Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem

    Catherine Wieland alegava que estava doente psicologicamente e conseguiu uma licença, no entanto foi flagrada curtindo férias em Cancún, no México; a mulher foi condenada ontem a 28 semanas de prisão

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma britânica que recebeu mais de £ 23 mil (R$ 160 mil) em benefícios sociais alegando ansiedade foi condenada por fraude depois de ser flagrada em uma viagem no México.

    Catherine Wieland, 33, afirmou por mais de dois anos que estava doente psicologicamente. Segundo a BBC, ela alegou ao Departamento de Trabalho e Pensões do Reino Unido estar mal a ponto de não conseguir sair de casa, cozinhar ou se lavar sozinha.

    O órgão, no entanto, encontrou evidências de que ela surfou em Cancún e fez tirolesa durante uma viagem ao México. A apuração também apontou que Wieland visitou o parque temático Thorpe Park três vezes no período em que recebia o benefício.

    Confrontada com extratos bancários, a mulher tentou justificar a situação aos investigadores. “Não sabia que não era permitido sair de casa”, teria dito, conforme citação do jornal britânico.

    A mulher também usou parte do dinheiro em serviços de beleza e lazer. Ela fez 76 agendamentos de beleza, passou por 60 bares, clubes e restaurantes, e pagou por procedimentos como manicure, sessões de bronzeamento e consultas em um dentista na Harley Street, em Londres.

    Após a viagem ao México, ela ainda enviou uma avaliação afirmando que sua condição tinha piorado. O caso envolve pagamentos do PIP (Personal Independence Payment) — benefício destinado a pessoas com deficiência ou limitações de saúde.

    Wieland foi condenada ontem a 28 semanas de prisão, que pode ser convertida a outros tipos de pena. Ela se declarou culpada por não informar mudança das condições psicológicas apresentadas anteriormente.

    A britânica terá de devolver o valor recebido. À Justiça, o governo argumentou que o dinheiro saiu dos contribuintes entre 2021 e 2024.

    O parlamentar do Reino Unido Andrew Western disse que o caso é um exemplo de abuso do sistema. “Isso é um insulto a cada contribuinte que trabalha duro e às pessoas que realmente dependem do PIP. Wieland mentiu repetidamente, explorou o sistema até o último centavo e ainda teve a audácia de dizer que sua condição estava piorando enquanto fazia tirolesa e surfava no México”, afirmou à imprensa local.

    Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem

  • Brasil tem recorde de 66,8% dos trabalhadores na previdência social

    Brasil tem recorde de 66,8% dos trabalhadores na previdência social

    Cobertura previdenciária alcança 68,2 milhões de pessoas ocupadas; é o maior percentual registrado desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

    No trimestre encerrado em fevereiro, o Brasil atingiu o patamar recorde de 66,8% da população ocupada contribuindo para algum regime previdenciário, o que significa 68,196 milhões de trabalhadores cobertos pela Previdência Social.

    Esse é o maior percentual registrado desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que coleta informações sobre a participação no mercado de trabalho com pessoas de 14 anos ou mais.

    Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte, por exemplo.

    Apesar do percentual recorde, o Brasil teve número maior de contribuintes para a previdência no quarto trimestre de 2025, quando foram contabilizados 68,496 milhões. Porém, como o número total de ocupados era maior, essa fatia representou 66,5%.

    O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

    Mercado formal

    O economista Rodolpho Tobler, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), atribui o recorde ao mercado de trabalho formal.

    “A gente tem cada vez mais pessoas trabalhando, especialmente no emprego formal. Com o emprego formal sendo mais forte, tendo uma recuperação mais intensa que os empregos informais, isso faz com que a contribuição da previdência suba também”, explicou à Agência Brasil.

    O IBGE revelou que, no trimestre encerrado em fevereiro, o número de empregados no setor privado com carteira assinada foi de 39,2 milhões, estável em relação ao trimestre móvel terminado em novembro e em relação ao mesmo período de 2025. Tobler classifica o resultado como “muito positivo”.

    “Vagas formais são mais associadas a empregos de produtividade mais alta, de remuneração mais alta também e, principalmente, a essa questão da previdência”, diz.  

    A Pnad apontou que o mercado de trabalho alcançou recorde no rendimento mensal do trabalhador, com R$ 3.679, o maior já registrado ─ 2% acima do trimestre encerrado em novembro de 2025 e 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Esse valor é real, ou seja, já desconta a inflação dos períodos de comparação.

    “A nossa população está entrando no processo de envelhecimento, e essa questão da previdência sempre vai ser um ponto sensível. Então, quanto mais gente no emprego formal, quanto mais gente contribuindo, menor pode ser esse problema da previdência no médio e longo prazo”, analisa.

    Para o economista, a tendência é se manter o aumento do percentual de trabalhadores contribuintes, “especialmente se a economia continuar crescendo”.

    A pesquisa do IBGE mostra que o país sempre teve taxa de trabalhadores contribuintes para instituto de previdência acima de 60%. O menor índice foi 61,9%, que pertence ao trimestre encerrado em maio de 2012.

    Brasil tem recorde de 66,8% dos trabalhadores na previdência social

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Vitória de Ana Paula Renault como líder no BBB 26 vira comemoração em SP

    Vitória de Ana Paula Renault como líder no BBB 26 vira comemoração em SP

    Moradores de bairros de SP celebram resultado como final de campeonato e vídeo repercute; veja. Conquista da jornalista movimenta o jogo e reforça engajamento do público com o reality

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A vitória de Ana Paula Renault na Prova do Líder do BBB 26 não ficou restrita aos muros da casa mais vigiada do país. Do lado de fora, a conquista virou motivo de festa.

    Um vídeo que circula nas redes sociais mostra moradores de um condomínio em São Paulo comemorando o resultado em coro, com gritos e comemoração coletiva, como se estivessem assistindo a uma final esportiva.

    A repercussão acontece em um momento importante do jogo. Após semanas vendo outros participantes dominarem as lideranças, Ana Paula finalmente conseguiu assumir o posto mais estratégico da casa, o que pode mudar os rumos da competição.

    A disputa pela liderança foi marcada por equilíbrio. Na etapa final, a jornalista enfrentou Alberto Cowboy e Leandro Boneco em uma dinâmica que exigia não só sorte, mas também cálculo. Os jogadores precisaram somar pontos e, em seguida, multiplicar os resultados –foi nesse momento que Ana Paula levou a melhor.

    Dentro da casa, aliados como Milena, Juliano e Samira comemoraram a vitória.

     

    Vitória de Ana Paula Renault como líder no BBB 26 vira comemoração em SP

  • Quem é Vitor Reis, zagueiro convocado por Ancelotti para a seleção

    Quem é Vitor Reis, zagueiro convocado por Ancelotti para a seleção

    (UOL/FOLHAPRESS) – O zagueiro Vitor Reis, do Girona, foi convocado por Carlo Ancelotti nessa quinta-feira (26) para o amistoso contra a Croácia, na próxima terça (31), em Orlando. Ele foi convocado no lugar de Marquinhos, que sentiu dores no quadril e não participou do jogo contra a França.

    QUEM É ELE?

    Natural de São José dos Campos (SP), Vitor Reis começou sua carreira nas categorias de base do Palmeiras, em 2016, no sub-11. No alviverde, o zagueiro foi bicampeão brasileiro sub-17 em 2022 e 2023, além de ter sido capitão da seleção brasileira no Mundial sub-17, em 2023.

    Vitor sempre foi considerado promessa. Em 2023, ele foi eleito pelo jornal The Guardian como um dos 60 jovens jogadores do mundo com maior potencial.

    Zagueiro foi chamado para integrar elenco profissional no mesmo ano em que estreou na Copinha. Vitor fez sua primeira participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2024, quando o Palmeiras foi eliminado pelo Aster Itaquá na terceira fase do torneio. Já pelo profissional, ele estreou em junho do mesmo ano, e não voltou a integrar as categorias de base do clube.

    Passagem curta no profissional. Pelo Palmeiras, Vitor Reis só disputou 22 jogos, sendo titular em 19 deles e marcando dois gols, contra Corinthians e Flamengo, respectivamente.

    Rumo à Inglaterra. O zagueiro foi negociado para o Manchester City por 37 milhões de euros fixos, sem bônus, conforme apuração do UOL. Ele foi anunciado no dia 21 de janeiro de 2025, e assinou um contrato de 4 anos, válido até o meio de 2029.

    Poucas oportunidades no City. Mesmo sendo a maior venda de um zagueiro brasileiro na história, Vitor teve poucas chances na Inglaterra, atuando somente em 5 partidas desde seu anúncio.

    Empréstimo para o Girona pensando na Copa. Em agosto de 2025, o zagueiro foi emprestado para o Girona,da Espanha, também gerido pelo grupo City. A movimentação veio depois de um pedido dele para ser negociado, pensando em ter mais oportunidades para conseguir ir à seleção, conforme apurou o UOL à época.

    Titular absoluto na Espanha. Desde seu empréstimo, Vitor Reis atuou em 29 partidas pelo Girona, sendo titular em 28 delas. O zagueiro é o jogador da equipe com mais duelos ganhos e o segundo com mais passes feitos.

    Vitor Reis se apresenta à seleção na noite desta sexta-feira (27), no hotel onde a delegação está concentrado, e já participará do treino de sábado.

    O Brasil volta a campo na terça-feira (31), às 21h (Brasília), contra a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos.

    Jogadora de vôlei do Osasco afirma que questionamentos não são apenas pelo desempenho esportivo. Decisão deve aumentar judicialização, com ações em torno dos direitos fundamentais, preveem especialistas

    Folhapress | 14:24 – 27/03/2026

    Quem é Vitor Reis, zagueiro convocado por Ancelotti para a seleção

  • Proibição a atletas trans nas Olimpíadas é um retrocesso que ataca todas mulheres, diz Tifanny

    Proibição a atletas trans nas Olimpíadas é um retrocesso que ataca todas mulheres, diz Tifanny

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Principal expoente da causa trans no esporte brasileiro de alto rendimento nos últimos anos, a jogadora de vôlei Tifanny Abreu afirmou que a determinação do COI (Comitê Olímpico Internacional) de impôr testes genéticos para liberar a participação de atletas na categoria feminina representa um retrocesso na luta de todas as mulheres.

    Tendo convivido com uma série de questionamentos sobre sua presença em quadra ao longo da carreira, a jogadora do Osasco afirmou ter recebido com um sentimento de tristeza a resolução do Comitê Olímpico.

    “Muita gente tenta reduzir esse debate a um ataque exclusivo às pessoas trans, mas não é só sobre isso. É sobre mulheres. Sobre todas as mulheres”, disse a atleta por meio de nota.

    Na quinta-feira (26), o COI anunciou que apenas atletas biologicamente do sexo feminino, cujo gênero será determinado por um teste genético único de triagem, serão elegíveis para participar de competições na categoria feminina nos Jogos Olímpicos.

    Segundo a entidade, a política visa “proteger a categoria feminina”, como parte de sua iniciativa para estabelecer uma regra universal para competidores no esporte feminino de elite.

    Sob críticas de grupos LGBTQIA+ e de direitos humanos, entidades esportivas, federações internacionais e governos vêm promovendo um endurecimento das regras sobre a participação de mulheres transgênero em competições e eventos esportivos ao longo dos últimos meses.

    A alegação é a de que as ações visam preservar a justiça na categoria feminina e estariam embasadas em supostas vantagens competitivas em relação às atletas cis, devido a exposição à testosterona quando ainda se identificavam com o gênero masculino. Pesquisadores ressaltam, porém, que os dados disponíveis não são suficientes para confirmar suposta vantagem.

    Para além do debate sobre atributos físicos, Tifanny também citou na nota o caso da deputada Erika Hilton, que teve questionada sua eleição à presidência da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, pelo fato de ser uma mulher trans.

    A deputada “teve sua identidade questionada ao ponto de tentarem retirá-la de um espaço que é, justamente, de representação das mulheres. Se antes o argumento era “vantagem” ou “força”, nesse caso foi o quê?”, questionou Tifanny .

    “Isso mostra que nunca foi só sobre desempenho. É sobre quem é reconhecida como mulher”, acrescentou a ponteira, que chegou a ter a participação vetada por vereadores de Londrina em um torneio na cidade no fim de fevereiro.

    A ministra Carmen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu liminar autorizando a participação de Tifanny na competição, com a jogadora conquistando o título da Copa do Brasil com o Osasco.

    Segundo a atleta, as novas regras do COI podem prejudicar muitas mulheres, “inclusive cis, por critérios cada vez mais questionáveis. E isso precisa ser discutido com responsabilidade, não com exclusão.”

    “Existe um discurso de que tudo isso é para “proteger o esporte feminino”, mas na prática a gente vê outra coisa. Quando o assunto envolve pessoas trans, sempre surge uma tentativa de tirar, excluir, questionar sua presença, independentemente do contexto”, afirmou Tifanny.

    “Direitos não podem andar para trás. O mundo não pode regredir. Ou a gente se posiciona agora, ou aceita ver conquistas sendo desmontadas pouco a pouco por uma extrema direita que insiste em excluir, dividir, destruir”, acrescentou ela.

    DIREITOS FUNDAMENTAIS EM XEQUE, APONTAM ESPECIALISTAS

    Profissionais da área do Direito avaliam que a imposição do COI, ainda que alegadamente embasada em critérios científicos, tende a aumentar a judicialização em torno do tema.

    Advogada do Ambiel Bonilha Advogados e especialista em direito desportivo, Mariana Araújo Evangelista afirmou que, sob a ótica jurídica, a medida evidencia a prevalência do princípio da integridade competitiva sobre o da inclusão, ao menos no contexto do esporte de alto rendimento.

    “Ainda que fundamentada em argumentos científicos e de segurança, a adoção de um critério biológico rígido tende a enfrentar questionamentos relevantes sob a perspectiva de direitos fundamentais, especialmente no que diz respeito à proporcionalidade e à vedação à discriminação”, afirmou Mariana.

    “A ausência de consenso científico absoluto sobre vantagens competitivas pode fragilizar a justificativa para uma restrição tão ampla”, acrescentou a especialista.

    Ela disse ainda esperar que a decisão do Comitê Olímpico funcione como uma espécie de catalisador para novas restrições em âmbito internacional, tanto por federações internacionais quanto por legislações nacionais.

    “A tendência é que disputas envolvendo elegibilidade esportiva ganhem ainda mais espaço em instâncias como o Tribunal Arbitral do Esporte, o CAS, consolidando esse debate como um dos mais sensíveis e atuais do direito desportivo”, disse Mariana.

    Especialista em direito desportivo, Higor Maffei Bellini afirmou que o COI é a organizadora dos Jogos e detém competência regulatória para fixar critérios de elegibilidade e participação nas suas competições, inclusive em matéria de categoria feminina.

    “Isso não significa, porém, que a decisão seja imune a controle jurídico.”

    Bellini disse que o CAS (Tribunal Arbitral do Esporte) deve ser a via a qual muitos atletas e entidades poderão recorrer, mas ressaltou que “é importante não tratar essa via arbitral como ponto final absoluto”.

    “A experiência recente mostra que, uma vez esgotado o controle na Suíça, inclusive perante o Tribunal Federal Suíço, a discussão pode avançar para a jurisdição europeia de direitos humanos”, afirmou o especialista.

    Ele citou o caso da corredora sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica nos 800 m, com triunfos em Londres, em 2012, e no Rio de Janeiro, em 2016. Seu quadro é classificado como hiperandrogenismo, um tipo de distúrbio endócrino que gera produção de testosterona acima da média.

    Em 2019, nova política da World Athletics determinou que corredoras com o quadro de Semenya se submetessem a tratamento hormonal para reduzir a testosterona se quisessem continuar participando de provas entre 400 m e 1.600 m. Distâncias em que, na avaliação da federação, poderiam levar vantagem.

    A recomendação foi rejeitada pela atleta, que disse sofrer discriminação da federação. Ela acabou impedida de competir nas distâncias.

    Em julho de 2025, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) decidiu que a Suíça, sede do COI e do CAS, violou o direito da atleta a um julgamento justo.
    “A discussão deixa de ser apenas de organização do esporte e passa a envolver também direitos civis ou direitos humanos, tanto das mulheres cis quanto das mulheres trans”, afirmou Bellini.

    De um lado, a pretensão de assegurar que mulheres cis disputem vagas em condições de igualdade material, sem influência de fatores biológicos ligados ao desenvolvimento masculino; de outro, o direito da pessoa trans de não ser discriminada e de participar de uma atividade que também tem dimensão econômica, já que o esporte de alto rendimento é trabalho e meio de subsistência para muitas atletas.

    “Como os Jogos de Los Angeles serão apenas em 2028, há tempo, em tese, para que atletas diretamente atingidas tentem discutir não só a validade esportiva da norma perante o CAS, mas depois também a sua legalidade em tribunais europeus, sob a ótica da igualdade, da não discriminação, do acesso efetivo à justiça e da proteção dos direitos fundamentais de mulheres trans e cis.”

    Proibição a atletas trans nas Olimpíadas é um retrocesso que ataca todas mulheres, diz Tifanny

  • Finlândia condena deputada por dizer que homossexualidade é "distúrbio"

    Finlândia condena deputada por dizer que homossexualidade é "distúrbio"

    Uma deputada finlandesa foi condenada ao pagamento de uma multa de 1.800 euros (cerca de 11 mil reais), após ter alegado que a homossexualidade é um “distúrbio do desenvolvimento”

    Uma deputada religiosa finlandesa foi condenada pelo Supremo Tribunal do país ao pagamento de uma multa de 1.800 euros (cerca de 11 mil reais), nesta quinta-feira (26), depois de ter alegado que a homossexualidade é um “distúrbio do desenvolvimento”.

    Päivi Räsänen, médica e membro do Partido Democrata-Cristão, fez as afirmações que a levaram a ser condenada por incitamento ao ódio em um panfleto publicado pela primeira vez em 2004. Mais tarde, a parlamentar reproduziu o texto no site da Fundação Luterana da Finlândia e da Diocese da Missão Evangélica Finlandesa, em 2007, de acordo com o The Guardian.

    Em uma votação de três a dois, o Supremo Tribunal considerou-a culpada por ter republicado o panfleto no Facebook, em 2019, e no seu site, em 2020. O órgão judicial condenou-a, assim, ao pagamento de uma multa..

    “O Supremo Tribunal considera que Räsänen deve ter compreendido que, por exemplo, afirmar que a homossexualidade é um distúrbio do desenvolvimento psicossexual é, à luz dos conhecimentos médicos atuais, uma afirmação incorreta”, lia-se no veredito, citado pela agência Reuters.

    A deputada, que tinha sido absolvida por tribunais de instâncias inferiores, contou com o apoio da Alliance Defending Freedom, um grupo jurídico conservador sediado nos Estados Unidos que defende a liberdade de expressão e que tentou utilizar o caso para ilustrar a tese de que “a Europa está censurando o mundo”.

    Aliás, em fevereiro, os republicanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos convidaram Räsänen para abordar o seu caso na Comissão Judiciária, em Washington, em uma audiência intitulada “A ameaça da Europa à liberdade de expressão e à inovação americanas”.

    Räsänen admitiu que o veredito foi “um choque” e adiantou à imprensa que poderá considerar a possibilidade de recorrer da decisão junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

    Entretanto, membros do governo do Partido dos Finlandeses e do Partido Democrata-Cristão apelaram não só à defesa da liberdade de expressão, como a uma mudança na lei, uma vez que, na sua ótica, “é muito difícil para as pessoas saberem o que é proibido e o que é permitido”.

    Vale destacar que o Supremo Tribunal absolveu Räsänen de uma outra acusação, que teve por base uma imagem compartilhada pela deputada nas redes sociais, em 2019, na qual constava uma citação da Bíblia que condenava as relações homossexuais.

    Finlândia condena deputada por dizer que homossexualidade é "distúrbio"

  • MDB pressiona Pacheco a entrar no partido de olho em palanque forte em MG

    MDB pressiona Pacheco a entrar no partido de olho em palanque forte em MG

    A pouco mais de uma semana do fim do prazo para mudança de partido, porém, o senador tem repetido que sua decisão ainda não está tomada. Pacheco filiou aliados de Minas ao PSB e afirmou a pessoas próximas que vê a sigla como um bom caminho político

    (CBS NEWS) – Encorajada pelo presidente Lula (PT), a ala governista do MDB reforçou o convite de filiação ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) de olho na construção da candidatura dele ao Governo de Minas e em uma aliança nacional com o PT.

    Na terça-feira (24), após uma conversa com Lula, dirigentes do MDB telefonaram para Pacheco e pediram uma posição até o fim da semana, reafirmando o desejo de que se filie ao partido e se lance ao Palácio Tiradentes. Em favor da sigla, alegam oferecer melhor estrutura para a disputa ao Governo de Minas.

    Pacheco ainda não descarta se filiar ao PSB, embora o próprio Lula já tenha dito anteriormente que vê o MDB como a melhor opção política para ele.

    Desde que anunciou sua saída do PSD, no ano passado, Pacheco tem sido cortejado pelo MDB, pelo PSB e pelo União Brasil. Nos últimos dias, as conversas se afunilaram entre os dois primeiros.

    A pouco mais de uma semana do fim do prazo para mudança de partido, porém, o senador tem repetido que sua decisão ainda não está tomada. Pacheco filiou aliados de Minas ao PSB e afirmou a pessoas próximas que vê a sigla como um bom caminho político.

    Nesta quarta (25), o senador participou de um jantar com integrantes do PSB -encontro que foi visto pelo grupo como a selagem de um acordo. O presidente nacional, João Campos (PE), o presidente mineiro, Otacílio Costa, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), reforçaram o convite.

    No MDB, Pacheco ainda enfrenta as ressalvas da direção, hoje inclinada a liberar os estados para apoiar Lula ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente. Apesar disso, a bancada emedebista do Senado diz não abrir mão do colega.

    “Nós não podemos desconhecer o que significará para o partido a volta do Pacheco ao MDB”, afirmou o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) à reportagem nesta quarta, acrescentando que Pacheco é um dos principais quadros da política.

    De acordo com aliados de Lula, a entrada de Pacheco no MDB poderia ampliar a possibilidade de uma aliança formal com o partido na disputa presidencial. O presidente, segundo esses relatos, não desistiu de contar com o MDB na busca pela reeleição.

    Na noite de terça, reunidos no Palácio do Planalto, Lula e emedebistas passaram em revista as alianças do partido nos estados, levando em consideração como seus diretórios estaduais se posicionariam diante de uma proposta de união com o PT na corrida presidencial.

    Os dirigentes do MDB apontaram unidades da federação onde seria necessária uma intervenção direta de Lula para a costura de acordos. A Bahia e o Maranhão foram citados como lugares onde se exige uma ação do presidente. Na Bahia, a relação dos dois partidos foi descrita como autofágica.

    Pacheco afirma que a sua decisão sobre a candidatura ao Governo de Minas Gerais também passa pelo alinhamento do campo político de Lula no estado -o que inclui nomes como o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), pré-candidata ao Senado, do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silva (PSD), e do ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), que colocou o nome dele à disposição do MDB para a candidatura ao governo mineiro.

    Em busca de um palanque robusto em Minas, Lula é um dos principais entusiastas da candidatura de Pacheco. A pedido do presidente, petistas suspenderam conversas em que procuraram um plano B no estado. Lula também recorreu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que convencesse o senador a concorrer.

    Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas é apontada como fundamental para a reeleição do presidente.

    MDB pressiona Pacheco a entrar no partido de olho em palanque forte em MG

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Ana Paula Renault conquista sua primeira liderança no BBB 26

    Ana Paula Renault conquista sua primeira liderança no BBB 26

    A sister se consagrou líder pela primeira vez na temporada e escolheu Milena, Juliano Floss e Samira para compor o seu VIP. Com a imunidade concedida pela coroa, ela garantiu a sua vaga no Top 10 do programa

    (CBS NEWS) – A décima primeira prova do líder do BBB 26 (Globo) aconteceu na quinta-feira (26) e foi dividida em duas partes. A primeira fase aconteceu à tarde e classificou Ana Paula Renault, Alberto Cowboy e Leandro Boneco. A final aconteceu durante o programa ao vivo e coroou a veterana.

    A sister se consagrou líder pela primeira vez na temporada e escolheu Milena, Juliano Floss e Samira para compor o seu VIP. Com a imunidade concedida pela coroa, ela garantiu a sua vaga no Top 10 do programa.

    O novo líder tomará uma decisão importante ainda nesta sexta-feira (27), quando ocorre a formação do 11º paredão do reality. Ele deverá indicar um adversário direto para a berlinda. Antes da votação, haverá a prova do Anjo que, desta vez, será autoimune.

    A menos de um mês da grande final, que acontece em 21 de abril, o programa entrou em modo turbo. Os brothers terão que enfrentar dois paredões por semana. A primeira eliminação expressa vai acontecer neste domingo (29).
    Entenda a dinâmica

    Na primeira fase, os competidores precisavam reorganizar peças em um tabuleiro até que a fileira superior ficasse composta apenas por blocos com a letra B. O apresentador Tadeu Schmidt ressaltou as regras: não era permitido desalinhá-las, quebrar o tabuleiro ou arrancar peças.

    Ana Paula (57 segundos), Cowboy (28 segundos) e Boneco (38 segundos) avançaram para a decisão. A sister Marciele foi a única desclassificada da dinâmica.

    Na fase final da prova, os brothers tinham a missão de acumular pontos no jogo. Cada jogador tinha seu próprio tabuleiro no qual precisava abrir casas que continham números positivos ou negativos.

    Depois, em um novo tabuleiro, eles precisavam procurar multiplicadores para melhorar a pontuação. Após a conclusão da prova, Cowboy somou 228,4 pontos, Ana Paula somou 421,2 pontos e Boneco somou 329.4 pontos.

    Ana Paula Renault conquista sua primeira liderança no BBB 26

  • Americanas acelera saída da recuperação judicial para ter mais acesso a crédito, diz CEO

    Americanas acelera saída da recuperação judicial para ter mais acesso a crédito, diz CEO

    Nas lojas físicas, canal que concentra 93% das vendas totais, as vendas aumentaram 4% no intervalo, período em que a Americanas também apresentou redução de 18,1% nas despesas gerais e administrativas.

    (FOLHAPRESS) – Vendas em alta exigem mais crédito, tanto junto a fornecedores quanto a bancos. Mas esse aumento de limite só vem para empresas fora da recuperação judicial (RJ). Foi por isso que a Americanas antecipou o pedido para deixar o processo, dois anos e um mês após a homologação da RJ na Justiça, disse à reportagem o CEO da empresa, Fernando Soares, 47. No Brasil, a duração média de uma RJ é de três anos e meio a cinco anos após a homologação.

    A solicitação da saída da RJ, que ainda precisa ser aprovada pela Justiça, foi feita na noite desta quarta-feira (25), quando a varejista também apresentou o balanço do quarto trimestre de 2025. A RJ teve início em janeiro de 2023, quando a Americanas declarou dívidas de R$ 43 bilhões, e foi homologada em fevereiro de 2024. Pela Lei de Recuperação Judicial (11.101/2005), as empresas podem solicitar a saída dois anos após a homologação.

    “Os números [do balanço] chamaram a nossa atenção e culminaram nessa decisão de antecipar o pedido [de saída da RJ], porque apontaram mais um ano de muita melhora operacional”, diz Soares, destacando a alta de 7,8% nas vendas “mesmas lojas” em comparação ao mesmo período do ano anterior -o indicador é importante porque permite saber se as vendas crescem, mesmo sem a empresa inaugurar novos pontos ou canais de venda.

    Nas lojas físicas, canal que concentra 93% das vendas totais, as vendas aumentaram 4% no intervalo, período em que a Americanas também apresentou redução de 18,1% nas despesas gerais e administrativas. “É uma declaração importante para o mercado e o nosso time também, de que é hora de mudar de fase no jogo.”

    Soares afirma que a varejista tem crescido de forma expressiva em categorias como bebidas e limpeza, o que pede mais limite de crédito. “Essa conversa você só pode ter [com bancos e fornecedores] no pós-recuperação judicial”.

    O executivo assumiu o cargo em 1º de outubro, no lugar de Leonardo Coelho, responsável por comandar a Americanas depois que veio à tona a fraude contábil de R$ 25,3 bilhões. Se o trabalho de Coelho se concentrou em manter a operação de pé em meio ao maior escândalo contábil da história do país, o de Soares está em fazê-la crescer. Mas existem dúvidas se a empresa está de fato em uma fase consistente, como diz o executivo.

    O time de analistas financeiros que acompanhava o desempenho da varejista não emite mais relatórios sobre a companhia. Em 14 casas, o papel está “em revisão” desde a recuperação judicial.

    O ano da Americanas encerrou com prejuízo de R$ 271 milhões, frente a um lucro de R$ 8,3 bilhões em 2024, que havia sido obtido graças a efeitos contábeis decorrentes da reestruturação de dívidas.

    Em 2025, a companhia registrou vendas brutas consolidadas de R$ 17 bilhões, queda de 9% sobre 2024. A receita líquida atingiu R$ 12,3 bilhões, recuo de 1,2%. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 33,2%, para R$ 1,1 bilhão. O Ebitda ajustado ex-IFRS 16 (que considera o aluguel das lojas) somou R$ 277 milhões, alta de 156,3% sobre o ano anterior.

    André Pimentel, sócio da consultoria Performa Partners, chama a atenção para a linha de “outras receitas/despesas operacionais”, que foi positiva em R$ 1,2 bilhão em 2025. Na conta, entram R$ 830 milhões referentes a créditos de ICMS e Pis e Cofins, R$ 164 milhões referentes a renegociações de contratos de TI e R$ 160 milhões de acordos tributários federais e estaduais.

    “Sem essas receitas não recorrentes, ou seja, com as quais não se conta todo trimestre, o Ebitda ex-IFRS 16 seria negativo em R$ 912 milhões”, afirma Pimentel. Um Ebitda negativo indica que a operação da companhia não gera caixa suficiente para cobrir seus custos e despesas diretas.

    Além disso, diz o consultor, a dívida bruta subiu R$ 213 milhões, para R$ 1,99 bilhão, enquanto as disponibilidades totais (soma de todos os recursos da empresa) caíram R$ 300 milhões, para R$ 2,48 bilhões. “Como resultado, o caixa líquido recuou 51%, para R$ 488 milhões. Como um negócio desses pode se manter de pé?”, questiona o especialista, que trabalhou na reestruturação da Americanas no fim dos anos 1990, quando estava na Galeazzi & Associados.

    Na opinião de Eugênio Foganholo, sócio da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, a Americanas ainda não redescobriu a sua vocação no varejo -deixou de ser uma das líderes do canal online, onde era forte em eletroeletrônicos, e tenta se adaptar ao modelo de conveniência baseado em lojas físicas. “É uma empresa ainda em busca de um conceito, de uma proposta de valor”, diz.

    Já para Alberto Serrentino, sócio da Varese Retail, o novo modelo Americanas se mantém. “O parque de lojas da rede é muito bom. Embora muitos pontos tenham sido fechados [mais de 400 durante a RJ], as lojas têm muito tráfego e são destino de quem procura bomboniere, higiene e beleza”, afirma.

    As compras sazonais, como as de Páscoa, são a grande força da Americanas, diz Serrentino. “Eles trabalham muito bem com a ampliação de mix em categorias sazonais, como Páscoa, Natal, volta às aulas e Dia das Crianças”, diz o consultor, para quem a rede está retomando gradualmente a confiança dos fornecedores. “Acredito que eles saíram da UTI, mas ainda têm uma longa reabilitação pela frente.”

    RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA VAREJISTA FOI MAIS RÁPIDA QUE A MÉDIA

    De acordo com dados do Observatório da Insolvência, que analisa processos de recuperação judicial e falência no Brasil, os processos de recuperação judicial no país têm duração média de três anos e meio a cinco anos, a contar da data da homologação do plano pela Justiça.

    “O prazo depende da complexidade do caso, do número de credores e do efetivo cumprimento do plano”, diz o advogado Filipe Denki, sócio da Veritas Administração Judicial. “Caso a saída da Americanas se confirme, terá sido um processo bem rápido”, diz ele, lembrando, a título de comparação, a recuperação judicial da Oi. A tele passou cerca de seis anos na primeira RJ, e voltou a ingressar nesse regime em novembro do ano passado.

    No geral, segundo Denki, os planos de pagamento aprovados em recuperação judicial têm duração média de 10 anos no Brasil. “Quando se trata de grandes empresas, tende a ser ainda mais extenso, diante da maior complexidade e do número elevado de credores envolvidos”, diz. No caso da Americanas, o prazo de pagamento é de 20 anos. Mesmo saindo da recuperação, a empresa deve cumprir o cronograma.
    *
    RAIO-X AMERICANAS
    Fundação: 1929
    Sede: Rio de Janeiro
    Funcionários: 23.988
    Lojas: 1.452, em todos os estados do país e no Distrito Federal

    Centros de distribuição: Seropédica (RJ), Uberlândia (MG), Itapevi (SP), Benevides (PA), Cabo de Santo Agostinho (PE), Simões Filho (BA), São José dos Pinhais (PR) e Gravataí (RS)
    Principais concorrentes: supermercados, lojas de cosméticos, lojas de doces
    Receita líquida 2025: R$ 12,3 bilhões

    Americanas acelera saída da recuperação judicial para ter mais acesso a crédito, diz CEO

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  • Tarcísio emplaca nomes do próprio governo em agências reguladoras após reforma para blindar órgãos

    Tarcísio emplaca nomes do próprio governo em agências reguladoras após reforma para blindar órgãos

    A condução de mais um membro do governo para o cargo de diretor-presidente acontece dentro das regras previstas na reforma das agências reguladoras que Tarcísio patrocinou e aprovou em 2024.

    (FOLHAPRESS) – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), emplacou mais um integrante de seu governo no comando das agências reguladoras do estado. Com a nomeação de Diego Domingues para a presidência da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) nesta quarta (25), o chefe do Executivo paulista terá ex-subordinados à frente de todas as três autarquias que regulam e fiscalizam serviços públicos.

    A condução de mais um membro do governo para o cargo de diretor-presidente acontece dentro das regras previstas na reforma das agências reguladoras que Tarcísio patrocinou e aprovou em 2024. A reestruturação foi defendida pelo governador com o argumento de garantir mais autonomia e profissionalizar o comando das entidades. De lá para cá, todas as indicações saíram de secretarias estaduais.

    É o caso de Domingues, número dois da SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos). A pasta é responsável pela elaboração de projetos de concessão e privatização do governo, muitos dos quais ficam sob a supervisão da Arsesp –agência que ele passa a comandar agora.

    O nome de Domingues foi aprovado em sabatina da Comissão de Infraestrutura da Alesp (Assembleia Legislativa), que é presidida pelo deputado Luiz Fernando Teixeira (PT) e tem maioria de aliados do governador.

    Servidor de carreira na gestão estadual, Domingues já exerceu cargos na Secretaria da Fazenda e terá mandato na Arsesp até 1º de julho de 2030. Ao assumir como diretor-presidente, ele deixa o cargo de secretário-executivo da SPI, pasta onde trabalha desde 2023. Durante esse período, a secretaria ajudou a estruturar projetos como a privatização da Sabesp e as PPPs (parcerias público-privadas) de escolas estaduais. Agora ele fiscalizará esses serviços.

    “Participei marginalmente [da privatização da Sabesp]. A Secretaria é bastante grande, mas, sim, participei parcialmente”, admitiu Domingues durante oitiva na Alesp, em 11 de fevereiro deste ano.

    Durante a sabatina na Comissão de Infraestrutura, Domingues foi questionado por deputados do PT e do PSOL se não haveria conflito de interesses em assumir a presidência de um órgão responsável por fiscalizar companhias nas quais ele trabalhou no processo de privatização. Segundo ele, não há conflito, já que a Arsesp possui autonomia orçamentária e financeira, e toma decisões por meio do conselho diretor.

    O novo secretário-executivo de Parcerias e Investimentos será Thiago Mesquita Nunes, justamente o último presidente da Arsesp.

    Domingues virou o número dois da SPI em 2024, depois que seu antecessor no cargo, André Isper Barnabé, foi indicado por Tarcísio para comandar a Artesp, que supervisiona concessões de rodovias, trens, metrôs e transportes em geral. 

    A elaboração de projetos desses setores também é de responsabilidade da secretaria estadual.

    Antes de entrar no governo Tarcísio em 2023, Barnabé teve passagem pela Artesp, ocupando a função de superintendente entre 2017 e 2019. De todos os indicados pelo governo, é o único com experiência prévia na agência que assumiu.

    Meses depois da nomeação de Barnabé, Tarcísio indicou outro integrante de seu governo para uma agência reguladora. Nesse caso, para a recém-criada SP Águas, que regula recursos hídricos, concessão de outorgas e fiscaliza a segurança de barragens. Desde dezembro de 2024, a entidade passou a ser comandada por Camila Viana, então subsecretária de recursos hídricos e saneamento básico na Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística).

    A pasta teve protagonismo no projeto de privatização da Sabesp, inclusive com atuação direta de Camila. Hoje, ela comanda uma agência responsável por outorgas e licenças de uso hídrico em São Paulo -temas sensíveis para a companhia de saneamento.

    Em nota enviada pela assessoria de comunicação, o Governo de São Paulo disse que as indicações foram realizadas com base em critérios técnicos, experiência comprovada nos setores regulados e capacidade de gestão de estruturas complexas.

    “Todos os indicados possuem reconhecida qualificação técnica, trajetória na administração pública e conhecimento específico das áreas sob regulação. A experiência acumulada na gestão estadual contribui para uma atuação regulatória mais eficiente e alinhada ao interesse público, sem prejuízo à autonomia das agências”, afirmou.

    A reportagem questionou se o governo não via conflito com as indicações -haja vista que os diretores-presidentes fiscalizam concessões e projetos que eles mesmos ajudaram a estruturar-, mas não teve resposta.

    Procuradas para comentar, Arsesp, Artesp e SP Águas disseram que seus posicionamentos estariam contemplados na nota do governo estadual.

    No evento de sanção da reforma das agências reguladoras, em setembro de 2024, Tarcísio afirmou que São Paulo passaria a ter as melhores agências do país, e um dos motivos seria a rigidez nos critérios de escolha dos diretores.

    A legislação padronizou e detalhou travas que já existiam para a nomeação de pessoas que atuam em empresas reguladas. Também ampliou os impedimentos, incluindo dirigentes partidários, dirigentes sindicais e políticos com mandato legislativo. Não há vedação para pessoas com cargos no Executivo.

    A reforma também criou um pacote de requisitos mínimos de experiência para os cargos, deixando explícitas a ausência de subordinação hierárquica em relação ao governo e a autonomia financeira.

    A nomeação de Domingues para a Arsesp encerra o ciclo de indicações para o comando das agências reguladoras da atual gestão Tarcísio. Como os mandatos de diretores são de cinco anos, as próximas conduções começarão em 2030.

    Mesmo com uma eventual mudança no governo paulista nas eleições de 2026, a presidência das entidades seguirá com os ex-integrantes do governo Tarcísio. Isso porque, com as regras de estabilidade previstas na reforma das agências, os diretores não podem ser exonerados.

    Em nota, a Apar-SP (Associação dos Profissionais das Agências Reguladoras do Estado de São Paulo) afirmou que a credibilidade do modelo regulatório depende da independência institucional, da qualificação técnica e da diversidade nos órgãos decisórios. A entidade diz ser natural que as indicações à diretoria passem pelo Executivo, mas defende que o processo de escolha priorize critérios técnicos, com experiência comprovada nos setores regulados e compromisso com a autonomia decisória, para evitar riscos de conflitos de interesse.

    A associação acrescentou que a eficácia da reforma das agências depende da coerência nas indicações, sobretudo após mudanças que aumentaram as prerrogativas das presidências e extinguiram instâncias como conselhos de orientação, tornando o “rigor técnico” do indicado o principal freio e contrapeso.

    A Apar-SP também cobrou valorização do quadro de carreira, citando que a Arsesp tem corpo técnico formado há mais de 15 anos e profissionais com mais de 20 anos de experiência, mas que esse potencial “ainda não foi plenamente aproveitado” nas indicações à diretoria.

    CONHEÇA AS AGÊNCIAS REGULADORAS DE SP
    ARSESP
    – O que é: autarquia que regula serviços públicos no estado, com foco maior em gás canalizado, saneamento básico e concessões de escolas. Também tem atuação no setor elétrico por meio de convênio com a Aneel, que é a responsável por concessões de energia no país.
    – Atribuições: fiscalizar, controlar e acompanhar a qualidade dos serviços regulados, incluindo cumprimento de contratos e definição de tarifas.
    – Criação: dezembro de 2007
    – Número de diretores: cinco
    ARTESP
    – O que é: agência reguladora dos serviços públicos de transporte no estado de São Paulo.
    – Atribuições: regular, controlar e fiscalizar concessões, permissões e autorizações de transporte (rodovias, ferrovias, metrôs, aeroportos regionais, transporte coletivo intermunicipal e outros modais), com atuação sobre qualidade do serviço, cumprimento de contratos e tarifas.
    – Criação: janeiro de 2002
    – Número de diretores: cinco
    SP ÁGUAS
    – O que é: agência reguladora do estado de São Paulo que substituiu o antigo Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica).
    – Atribuições: regulação de recursos hídricos, concessão de outorgas, fiscalização de usos e segurança de barragens, monitoramento hidrológico.
    – Criação: setembro de 2024
    – Número de diretores: cinco

    Tarcísio emplaca nomes do próprio governo em agências reguladoras após reforma para blindar órgãos

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