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  • Major Model Brasil é eleita a melhor agência de modelos do país

    A Major Model Brasil, já conhecida por ser uma das melhores agências de modelos do país foi também a escolhida para receber a premiação de moda ARWUS, que consagra aqueles que mais se destacam no setor da moda nacional.

    A premiação ocorreu em uma cerimônia realizada em São Paulo e contou com a presença de diretores de desfiles, estilistas, celebridades, modelos, maquiadores, além de diretores de televisão e membros representantes do Governo Estadual.

    Os modelos da MAjor Model Brasil estão presentes em desfiles e campanhas de moda nacionais e internacionais
    Os modelos da MAjor Model Brasil estão presentes em desfiles e campanhas de moda nacionais e internacionais

    Fundada no início dos anos 2000 em São Paulo, a Major Model Brasil tem à sua frente o renomado booker Ney Alves, responsável por ter lançado e trabalhado na construção da carreira de nomes importantes da moda e da televisão, que vão desde celebridades à top models internacionalmente reconhecidos como: Fernanda Lima, Ana Hickmann, Paolla Oliveira, Reynaldo Gianecchini, Thayla Ayala, Izabel Goulart, Marcio Kiss, Bruno Santos, Raquel Zimmermann… Esta última chegou a ser considerada a modelo número 1 no ranking mundial das top models por 3 anos consecutivos.

    No portifólio da agência Major Brasil, constam trabalhos para marcas de mais alto prestígio e renome do cenário fashion, dentre elas estão as cobiçadas Emporio Armani, Calvin Klein, Balenciaga, Givenchy, Dolce & Gabanna, Prada, Gucci, Chanel, Versace. Apenas algumas das grifes para as quais modelos desta premiada agência tiveram a oportunidade de trabalhar.

    Segundo Ney Alves, o grande diferencial da agência Major Model Brasil é que “todos tem perfil para ser modelo, desde que sejam direcionados para o mercado certo. Se tiver altura para passarela serão trabalhadas no setor, caso contrário, iremos buscar o seu mercado ideal”, dando assim oportunidade para todos aqueles que desejam ingressar no mundo da moda ou da publicidade.

    O Prêmio Arwus, também elegeu  profissionais em outras categorias da moda e serviços à ela associados, por exemplo melhor maquiador, cabeleireiro, estilista, diretor de desfiles, produtor de casting, dentre outras categorias.

    Na categoria “Melhor Agência de Modelos”, a Major Model Brasil competiu com outras duas grandes agências, que apesar de atuarem no mundo da moda e da publicidade por mais de 10 anos,  não obtiveram o mesmo bom desempenho na gestão e desenvolvimento de carreira, principalmente de modelos iniciantes, ponto forte da Major.

     

    Fonte: G1 – Portal de Notícias da Globo

  • Selic pode cair mais do que o esperado em 2026 e chegar a 11% 'no mínimo', avaliam gestores

    Selic pode cair mais do que o esperado em 2026 e chegar a 11% 'no mínimo', avaliam gestores

    Bruno Serra, ex-diretor de política monetária do BC (Banco Central) e atual gerente de portfólios do Itaú Asset Management, diz acreditar que a taxa básica de juros deve encerrar em 11% ao ano, “no mínimo”. A análise foi feita em evento do BTG Pactual nesta quarta-feira (25) e endossada por Marco Freire, gestor de investimentos da Kinea, e Christiano Chadad, sócio e gestor do BTG Volt.

    TAMARA NASSIF
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Gestores de investimentos têm divergido quanto à estimativa para a taxa Selic terminal de 2025. Enquanto o consenso do mercado aponta para o juro a 12% ao ano em dezembro, como indicado pelo último boletim Focus, previsões de um patamar menor do que esse começaram a rondar os debates dos economistas.

    Bruno Serra, ex-diretor de política monetária do BC (Banco Central) e atual gerente de portfólios do Itaú Asset Management, diz acreditar que a taxa básica de juros deve encerrar em 11% ao ano, “no mínimo”. A análise foi feita em evento do BTG Pactual nesta quarta-feira (25) e endossada por Marco Freire, gestor de investimentos da Kinea, e Christiano Chadad, sócio e gestor do BTG Volt.

    Serra enumerou uma sequência de dados para sustentar a argumentação. A inflação, diz ele, deve rodar em torno de 3% até o mês de outubro e finalizar em 3,5% no acumulado do ano -uma previsão que só tem a “direção da política fiscal” como entrave. O PIB (Produto Interno Bruto) está perto do potencial, em 2%, sustentado pelo desempenho do agronegócio e da extrativa mineral, encabeçada por Vale e Petrobras.

    “Excluindo agro e minérios, algo que o BC deu muita cor em seu último relatório de política monetária, o resto da economia com potencial inflacionário está em 1,5% e desacelerando. Mercado de trabalho desacelerando. Salários fortes, mas prevejo queda conforme a inflação se aproxima da meta. Mas o juro está em 15%”, afirmou.

    O conjunto de fatores leva o gestor a crer que o BC irá entrar em um ciclo de cortes acelerado, em especial ao pesar a inflação corrente em 3% e a desaceleração econômica. “O juro neutro do BC é 8,5%. O do mercado é 9,5%. Eu dou mais 1,5 ponto percentual de lambuja para sugerir que a Selic termina o ano em 11%, para menos, e que no início de 2027 estaremos discutindo um patamar ainda mais baixo.”
    “Juro neutro” significa a taxa de juros real, descontada a inflação. Pressupõe um nível de restrição monetária que mantém a economia em equilíbrio, sem acelerar a inflação, tampouco frear o crescimento econômico.

    Para chegar no patamar neutro conforme as variáveis de inflação e PIB se impõem, Serra prevê que o BC terá de cortar a taxa Selic em um ritmo mais acelerado do que o consenso do mercado prevê. O gestor, que assume ter “uma visão bem fora do consenso”, avalia que a primeira redução da taxa Selic será de 0,5 ponto percentual em maio, seguida por duas de 0,75 ponto a partir de junho.

    “O risco é da Selic parar em 9% no final do ano, e não em 12%.”

    Chadad, do BTG, endossa a perspectiva de cortes acelerados, em especial antes das eleições presidenciais. “Cortar durante o processo eleitoral não faz parte da história do Brasil”, diz.

    Ele ainda ressalta que as previsões se baseiam na manutenção da atual política fiscal até o fim do ano. Se o governo decidir gastar mais, diz ele, o cenário muda, e, ao longo dos próximos anos, “a combinação de Executivo gastando muito com BC perseguindo meta deve chegar ao fim”.

    “O próximo governo, mesmo que seja Lula, terá muita dificuldade em manter esse nível de gasto. Vamos bater em um muro de dívida e talvez voltar a falar em dominância fiscal.”
    Já Freire, da Kinea, avalia que a Selic em 15% é uma “excrescência”, e Selic em 12% também seria.

    “Vou comparar com países emergentes ‘meia boca’, nada de muito maravilhoso. México está com inflação em 4% e o banco central discute juros em torno de 6,5%. África do Sul está com inflação em 3% e juros rodando 6%. Quando falamos de Selic em 12%, é o dobro do juro”, analisa.

    “O Brasil tem um nível de dívida mais alto do que os desses países, mas temos instituições fortes, que funcionam apesar de terem sido fragilizadas recentemente. 12% ainda me parece muito fora do lugar.”

    No boletim Focus desta semana, economistas reduziram pela primeira vez em mais de quatro meses a previsão sobre a Selic terminal, de 12,25% para 12,13%.

    Apesar das previsões, o BC tem adotado cautela antes de dar sinalizações mais robustas sobre o ciclo de cortes. Em evento no dia 11 de fevereiro, Gabriel Galípolo, presidente da instituição, reforçou que a palavra-chave do momento é “calibragem”.

    Ele afirmou que o BC seguirá dependente dos dados e não pretende oferecer sinalizações adicionais sobre os próximos passos do Copom (Comitê de Política Monetária) além do que já foi comunicado. Galípolo também negou que o uso recente dos termos “serenidade” e “parcimônia” representaria alteração na estratégia da instituição. “Não há nenhuma mudança de função de reação”, afirmou.

    “Sobre o resto do ano, qualquer sinalização corre o risco de ser frustrada e causar mais dano do que ajudar”, disse ele, referindo-se ao cenário incerto de geopolítica, mudanças na política econômica dos Estados Unidos e as eleições brasileiras.

    Selic pode cair mais do que o esperado em 2026 e chegar a 11% 'no mínimo', avaliam gestores

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  • Olivia Rodrigo lidera lista do Spotify de maiores músicas do pop da era do streaming

    Olivia Rodrigo lidera lista do Spotify de maiores músicas do pop da era do streaming

    No topo do ranking aparece “Drivers License”, de Olivia Rodrigo, lançada em 2021. A segunda posição ficou com “Pink Pony Club”, de Chappell Roan, lançada em 2020, enquanto o terceiro lugar foi ocupado por “Cruel Summer”, de Taylor Swift, faixa de 2019.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Spotify divulgou, nesta terça-feira (24), a lista das cem principais músicas pop da chamada “era do streaming”, reunindo faixas lançadas de 2015 até hoje. A seleção foi elaborada por uma equipe global de editores da plataforma.

    No topo do ranking aparece “Drivers License”, de Olivia Rodrigo, lançada em 2021. A segunda posição ficou com “Pink Pony Club”, de Chappell Roan, lançada em 2020, enquanto o terceiro lugar foi ocupado por “Cruel Summer”, de Taylor Swift, faixa de 2019.

    O top dez inclui ainda “Don’t Start Now”, de Dua Lipa; “Run Away With Me”, de Carly Rae Jepsen; “Sorry”, de Justin Bieber; “Green Light”, de Lorde; “One Dance”, parceria de Drake com Wizkid e Kyla; “Birds of a Feather”, de Billie Eilish; e “No Tears Left to Cry”, de Ariana Grande.

    A iniciativa integra o projeto “Spotify Classics”, que procura consolidar um catálogo de obras consideradas clássicas dentro do pop. Segundo a empresa, a curadoria levou em conta critérios qualitativos como impacto cultural, inovação sonora, consistência artística e permanência no debate público nos últimos anos e não apenas o número de streams.

    Olivia Rodrigo lidera lista do Spotify de maiores músicas do pop da era do streaming

  • Nubank tem lucro recorde de US$ 2,87 bilhões em 2025

    Nubank tem lucro recorde de US$ 2,87 bilhões em 2025

    Apenas no quarto trimestre do ano passado, o lucro foi de US$ 894,8 milhões, salto anual de 50% e acima dos US$ 829 milhões esperados por analistas consultados pela Bloomberg.

    JÚLIA MOURA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Nubank teve um lucro líquido de US$ 2,87 bilhões em 2025, 45,6% a mais que o registrado um ano antes, divulgou o banco nesta quarta-feira (25). É o maior resultado já registrado pela instituição.

    Apenas no quarto trimestre do ano passado, o lucro foi de US$ 894,8 milhões, salto anual de 50% e acima dos US$ 829 milhões esperados por analistas consultados pela Bloomberg.

    O ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido), principal métrica de lucratividade dos bancos, subiu de 28% para 30% de 2024 para 2025. Já a receita da fintech subiu 45% no ano passado, indo a US$ 16,3 bilhões.

    O banco segue em expansão internacional, adicionando 17 milhões de novos clientes em 2025, um aumento de 15% ano contra ano, alcançando um total de 131 milhões.

    No Brasil, o Nubank é a maior instituição financeira privada em número de clientes, segundo dados do Banco Central.

    De acordo com a fintech, no México ela atende cerca de 15% da população adulta e é o principal emissor de novos cartões de crédito no país. Na Colômbia, são mais de 4 milhões de clientes.
    Já a concessão de empréstimos teve um ganho mais acelerado. A carteira de crédito total expandiu 40% no ano passado, atingindo US$ 32,7 bilhões. A inadimplência, por sua vez, ficou estável. Os atrasos acima de 90 dias ficaram em 6,6% do total ao fim do ano passado.

    “Ao iniciarmos 2026, permanecemos totalmente focados em vencer na América Latina, enquanto construímos as alavancas que permitirão ao Nubank evoluir para uma plataforma global de serviços financeiros digitais ao longo do tempo”, disse David Vélez, fundador e CEO do Nubank, ao divulgar os resultados.
    Recentemente, a instituição teve a permissão de atuar como um banco nos Estados Unidos.
    RAIO-X | NUBANK EM 2025
    Fundação: 2013
    Lucro líquido: US$ 2,9 bilhões
    Funcionários: 9,5 mil
    Principais concorrentes no Brasil: Inter, C6, Mercado Pago, PagBank, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal

    Nubank tem lucro recorde de US$ 2,87 bilhões em 2025

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  • Le Pen diz que não fará campanha à Presidência da França se tiver de usar tornozeleira eletrônica

    Le Pen diz que não fará campanha à Presidência da França se tiver de usar tornozeleira eletrônica

    “Não podemos fazer campanha nessas condições”, declarou. Essa é “mais uma forma de me impedir de ser candidata” em 2027, afirmou.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A líder parlamentar da Reunião Nacional (RN) na França, Marine Le Pen, afirmou nesta quarta-feira (25), em entrevista à rede BFMTV, que não fará campanha para a próxima eleição presidencial caso seja condenada a usar tornozeleira eletrônica.

    “Não podemos fazer campanha nessas condições”, declarou. Essa é “mais uma forma de me impedir de ser candidata” em 2027, afirmou.

    Le Pen receberá a decisão do Tribunal de Apelação de Paris em 7 de julho, no caso que envolve assessores de eurodeputados da RN, após ter sido condenada em primeira instância, entre outras penas, a dois anos de uso de tornozeleira eletrônica e à proibição de ocupar cargos públicos por cinco anos, com efeito imediato.

    A líder é acusada, juntamente com outros 11 réus da RN, de usar EUR 4,6 milhões (cerca de R$ 29 milhões), destinados a remunerar assessores, para pagar funcionários do partido sem vínculo com o Parlamento Europeu. Ela também foi condenada a quatro anos de prisão, dos quais dois em regime fechado, e recorre em liberdade.
    Seus defensores acusam a Justiça francesa de partidarismo, e a juíza encarregada do caso sofreu ameaças nas redes sociais e passou a andar com seguranças.

    Pouco antes do início do julgamento, em janeiro deste ano, a revista alemã Der Spiegel publicou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cogitou impor sanções contra os juízes encarregados do caso -a exemplo do que fez contra ministros do STF durante o julgamento da trama golpista contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A notícia causou indignação no meio jurídico francês.

    Le Pen, que denunciou “um processo político” em várias entrevistas, não se pronunciou em público antes do início do julgamento. Quem falou foi seu pupilo no partido, Jordan Bardella, presidente da RN. Segundo ele, “seria profundamente inquietante para a democracia” que a deputada seja impedida de disputar a Presidência.

    Caso a sentença seja confirmada, o próprio Bardella, de apenas 30 anos, passaria a ser o provável candidato da sigla. Algumas pesquisas o apontam até como mais competitivo que Le Pen, criando uma rivalidade nos bastidores que os dois têm se empenhado em minimizar publicamente.

    A líder de ultradireita descartou, ainda nesta quarta, ter “um papel de tutora” sobre Bardella caso ela não possa se candidatar. Se o presidente do partido for eleito, ela afirma que terá “qualquer papel que ele quiser” no governo. “Em todo caso, o que é certo é que não terei um papel de tutora. Ele nunca esteve sob minha tutela e nunca estará”, declarou.

    Sobre Bardella também pesa uma acusação de desvio de fundos do Parlamento Europeu –no caso dele, para gastos com media training na eleição de 2022. Por enquanto, porém, ele não é réu.

    Le Pen diz que não fará campanha à Presidência da França se tiver de usar tornozeleira eletrônica

  • Proteção ao agro para o acordo entre Mercosul e União Europeia sairá nos próximos dias, diz Alckmin

    Proteção ao agro para o acordo entre Mercosul e União Europeia sairá nos próximos dias, diz Alckmin

    “Hoje [o decreto] é encaminhado para a Casa Civil. Aí ela vai verificar se ouve outros ministérios, e depois finalmente vai para [sanção do] presidente [Lula]”, disse.

    MARIANA BRASIL E MARCOS HERMANSON
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira (25) que o decreto que regulamenta salvaguardas relativas ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia será publicado nos próximos dias.

    “Hoje [o decreto] é encaminhado para a Casa Civil. Aí ela vai verificar se ouve outros ministérios, e depois finalmente vai para [sanção do] presidente [Lula]”, disse.

    As salvaguardas são medidas que preveem proteções jurídicas a setores do agronegócio e da indústria no contexto de acordos comerciais internacionais.

    As declarações foram feitas após reunião de Alckmin com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o relator do acordo Mercosul-UE na Casa, Marcos Pereira (Republicanos-SP), e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

    “Eu vou destacar a importância da aprovação do acordo do Mercosul-União Europeia. Temos um ótimo relator que conhece profundamente o assunto, o relator Marcos Pereira. Estamos otimistas. Esse é um acordo histórico, guardado há mais de 25 anos. O maior acordo entre blocos do mundo”, disse ainda.

    Na fala à imprensa, Alckmin também agradeceu pela aprovação do projeto de lei de manutenção do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center). A proposta, que segue para deliberação do Senado, zera PIS/Pasep, Cofins e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos equipamentos comprados para a implantação, manutenção ou ampliação desses complexos no Brasil.

    O Mercosul e a União Europeia discutem um acordo de livre comércio desde a década de 90, mas o tratado, que envolve um mercado comum de 720 milhões de pessoas, só foi assinado formalmente no último dia 17 de janeiro, em Assunção.

    Quatro dias depois da assinatura do acordo, porém, o Parlamento Europeu decidiu pela revisão jurídica do tratado, na prática congelando-o por até dois anos. Os europeus sofrem forte pressão de empresários da agricultura, que se mobilizaram em diversas capitais do continente contra a aprovação da zona de livre comércio.

    Na direção oposta, o governo brasileiro busca acelerar a tramitação do acordo no Congresso Nacional. O Executivo enxerga a ratificação pelos parlamentares como uma pressão sobre a União Europeia e pede uma espécie de vigência temporária enquanto o Parlamento Europeu revisa os termos do tratado.

    Mas também há resistências internas. Como mostrou a Folha de S. Paulo, a bancada do agronegócio critica as salvaguardas aplicadas pelos europeus para proteger certos setores agrícolas e se movimenta para aprovar medidas recíprocas.

    Entre as medidas discutidas estão regulamentar a Lei da Reciprocidade Econômica (que autoriza o governo a adotar medidas contra países que aplicarem ações unilaterais contra produtos brasileiros), a criação de um “marco legal sobre salvaguardas bilaterais no Brasil” ou uma resolução da Camex (Câmara de Comércio Exterior).

    Proteção ao agro para o acordo entre Mercosul e União Europeia sairá nos próximos dias, diz Alckmin

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  • PSG leva sufoco no fim, mas empata com o Monaco e segue na Champions

    PSG leva sufoco no fim, mas empata com o Monaco e segue na Champions

    (UOL/FOLHAPRESS) – O Paris Saint-Germain até levou o empate no fim, mas avançou às oitavas de final da Liga dos Campeões depois de vencer a ida contra o Monaco por 3 a 2. Nesta quarta-feira, o duelo terminou empatado por 2 a 2 no Parque dos Príncipes.

    Akliouche abriu o placar para os visitantes, mas Marquinhos e Kvaratskhelia fizeram para o PSG. A virada veio logo depois de o Monaco ficar com um jogador a menos – Coulibaly foi expulso aos 13 minutos do 2º tempo, e os gols parisienses saíram pouco depois.

    Nos acréscimos, Teze ainda empatou, e o Monaco quase virou no fim. Faes teve a chance para fazer 3 a 2 e levar o jogo para a prorrogação, mas desperdiçou.

    O Paris vai encarar Barcelona ou Chelsea nas oitavas de final – o sorteiro definirá os confrontos na sexta-feira. Os duelos da próxima fase estão programados para os dias 10/11 e 17/18 de março.
    PSG e Monaco voltam a campo no sábado, pelo Campeonato Francês. Os parisienses visitam o Le Havre, às 17h05 (de Brasília), enquanto o Monaco recebe o Angers, às 15h.

    COMO FOI O JOGO

    Diferentemente do confronto de ida, no qual abriu 2 a 0 no início, o Monaco desperdiçou duas chances de abrir o placar antes dos 10 minutos. Primeiro, Balogun deu um toque acrobático para Akliouche, que, cara a cara com Safonov, mandou pelo alto para Coulibaly, que pegou de bate-pronto e isolou. Em seguida, Kehrer triscou de cabeça, e a bola passou perto da trave.

    O jogo esfriou, e o Monaco passou a rondar a área do PSG, mas sem conseguir grandes oportunidades. O primeiro chute a gol foi quando Camara conseguiu espaço de longe, mas Safonov pegou sem problemas. Já os mandantes começaram a se abrir no jogo – Doué mandou por cima após erro na saída do goleiro Könh, enquanto Kvaratskhelia se jogou, mas não alcançou o cruzamento rasteiro de Nuno Mendes.

    Quando parecia que o 1º tempo terminaria sem gols, o Monaco fez valer sua postura ofensiva e abriu o placar. Depois de Barcola tabelar com João Neves e acertar o travessão de Könh, Caio Henrique cruzou da esquerda, e Coulibaly foi frio ao passar para Akliouche, que ainda acertou a trave de Safonov antes de fazer 1 a 0 aos 44 minutos.

    O PSG voltou pressionando na etapa final e se aproveitou de uma expulsão para virar. Coulibaly levou dois amarelos praticamente seguidos e foi expulso aos 13 minutos, deixando o Monaco com um a menos. No lance seguinte, Doué chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro para Marquinhos igualar o marcador. Cinco minutos depois, Hakimi chutou de fora da área, o goleiro espalmou, e Kvaratskhelia pegou o rebote para fazer 2 a 1.

    Depois da virada, o Paris ainda teve chances, mas parou em Köhn. Hakimi acertou um foguete no meio que o goleiro espalmou com as duas mãos. Pouco depois, Doué recebeu na entrada da área e acertou no canto, mas o arqueiro foi ágil para ficar com a bola.
    Já nos acréscimos, o Monaco chegou a empatar buscando a reação. Teze aproveitou cruzamento da esquerda e mandou para as redes, empatando o confronto. Pouco depois, Faes quase marcou em cabeceio após cobrança de falta.

    PSG
    Safonov; Hakimi, Marquinhos, Pacho e Nuno Mendes (Lucas Hernández); Zaïre-Emery (Dro Fernández), Vitinha e João Neves; Kvaratskhelia, Doué (Gonçalo Ramos) e Barcola (Lee). T.: Luis Enrique.

    MONACO
    Köhn; Kehrer, Zakaria (Mawissa) e Faes; Vanderson (Nibombe), Bamba (Teze), Lamine Camara e Caio Henrique; Akliouche (Adingra), Balogun (Biereth) e Coulibaly. T.: Sébastien Pocognoli.

    Local: Parque dos Príncipes, em Paris (FRA)
    Árbitro: István Kovács (ROU)
    Assistentes: Mihai Marica (ROU) e Ferencz Tunyogi (ROU)
    VAR: Pol van Boekel (HOL)
    Gols: Marquinhos (14’/2ºT) e Kvaratskhelia (20’/2ºT) (PSG); Akliouche (44’/1ºT) e Teze (47’/2ºT) (MON)Cartões amarelos: Zakaria, Vanderson, Coulibaly e Nibombe (MON)Cartão vermelho: Coulibaly (MON)

    PSG leva sufoco no fim, mas empata com o Monaco e segue na Champions

  • Vini Jr. marca e dança, Real vence Benfica e vai às oitavas da Champions

    Vini Jr. marca e dança, Real vence Benfica e vai às oitavas da Champions

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Real Madrid saiu atrás do placar contra o Benfica, mas virou jogando em casa e avançou às oitavas da Liga dos Campeões. Vitória por 2 a 1, no Santiago Bernabéu, em Madri.

    Vinicius Júnior deixou o dele e garantiu a classificação dos merengues. Assim como na ida, ele dançou em frente à bandeirinha de escanteio após marcar. O Benfica chegou a abriu o placar com Rafa Silva, mas Tchouaméni empatou para o Real logo na sequência.

    O time comandado por Álvaro Arbeloa chegou à sétima vitória nesta edição da Champions. No jogo de ida, marcado pela acusação de racismo de Vinicius Júnior contra Gianluca Prestianni, o Real venceu por 1 a 0, com golaço de Vini Júnior.

    Nas oitavas, o Real enfrentará Sporting-POR ou Manchester City-ING. Os confrontos da próxima fase serão definidos em sorteio na próxima sexta-feira (27), às 8h (de Brasília).

    DANÇA NA BANDEIRINHA

    Após a dança na bandeirinha de escanteio ser o estopim para uma confusão no jogo de ida que acabou em racismo contra Vinicius Júnior, o brasileiro marcou de novo pelo Real Madrid e repetiu o gesto, desta vez em casa.

    O gol do brasileiro saiu aos 35 minutos do 2º tempo e confirmou a classificação merengue. Acusado por Vini de racismo na ida, o atacante Gianluca Prestianni foi suspenso pela Uefa e não entrou em campo no Santiago Bernabéu.

    LANCES IMPORTANTES

    Antes de a bola rolar, uma faixa com manifestação contra o racismo foi erguida por torcedores do Real Madrid. “Não ao racismo”, dizia a faixa.

    A primeira chance do jogo foi do Benfica. Rafa Silva recebeu na entrada da área e deu uma bela caneta em Asencio. O chute, no entanto, saiu fraco e foi defendido por Courtois.
    Em seguida, o Real Madrid devolveu. Vinicius Júnior tabelou rápido com Arda Guler e tentou chute de bico, mas a bola passou pelo lado esquerdo da rede do gol de Trubin. O brasileiro ficou pedindo pênalti no lance, após carrinho de Nicolás Otamendí, que tentou bloquear o chute.

    Aos 13 minutos, o Benfica abriu o placar e deixou o agregado do confronto empatado. Richard Ríos deu bom passe para Pavlidis, que avançou pela direita da área e tocou para o meio. Asencio desviou em direção ao gol, Courtois defendeu, mas Rafa Silva estava lá para colocar para dentro.

    O empate foi rápido. Aos 15 minutos, Valverde recebeu na direita da área do Benfica e tocou para trás. Na entrada da área, pelo centro, Tchouaméni bateu firme, de chapa e acertou o canto de Trubin. Foi o primeiro gol do volante francês na temporada. Tudo igual no Santiago Bernabéu, e os merengues retomaram a vantagem de um gol no agregado.

    O Real Madrid quase virou, não fosse pelo impedimento de Gonzalo García. Vinicius Júnior cruzou para Valverde, que passou de cabeça para Gonzalo na pequena área. O atacante espanhol foi travado por Otamendí, mas Arda Guler aproveitou a sobra e colocou para dentro, superando o goleiro Trubin. O gol foi anulado após revisão do VAR.

    Courtois salvou o Real. Schjelderup tentou fazer uma fila de dribles dentro da área, mas foi rejeitado pela defesa merengue. No rebote, Ríos bateu forte, rasteiro, mas foi parado pelo goleiro belga, que fez boa defesa em seu canto direito.

    Aos 10 minutos do 2º tempo, Alexander-Arnold recebeu na direita e colocou Dahl para dançar. A batida foi perigosa, com a bola passando rente à trave direita do goleiro do Benfica.
    Vini perdeu a bola no campo de defesa, e o Benfica quase marcou. Pavlidis tocou para Rafa Silva, que bateu bonito de três dedos. A bola parou no travessão de Courtois.

    Fogo amigo. Camavinga e Asencio precisaram ser atendidos após choque de cabeças. O volante francês levantou rapidamente, mas o zagueiro espanhol precisou ser retirado de campo com colar cervical. A partida ficou paralisada por quase 7 minutos. Ambos foram substituídos, e Mastantuono e Alaba entraram.

    Vini fecha a conta e dança. O camisa 7 disparou em contra-ataque pela esquerda e bateu de chapa, rasteiro, superando o goleiro do Benfica. Na comemoração, o brasileiro comemorou com dança na bandeirinha.

    REAL MADRID
    Courtois; Trent Alexander-Arnold, Asencio (Alaba), Rüdiger e Álvaro Carreras (F. García); Valverde, Arda Güler (Palacios), Aurélien Tchouaméni e Camavinga (Mastantuono); Vinicius Júnior e Gonzalo García (Pitarch). T.: Álvaro Arbeloa

    BENFICA
    Anatoliy Trubin; Amar Dedic, Tomás Araujo, Nicolás Otamendi e Samuel Dahl; Leandro Barreiro (Lopes Cabral), Richard Ríos, Andreas Schjelderup (F. Ivanovic), Rafa Silva e Fredrik Aursnes (E. Barrenechea); Vangelis Pavlidis. T.: João Tralhão (auxiliar).

    Local: Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, na Espanha
    Arbitragem: Slavko Vin?i? (SRB)
    Assistentes: Toma? Klan?nik e Andra? Kova?i? (SRB)VAR: Christian Dingert (ALE)
    Cartões amarelos: Richard Ríos (BEN), Nicolás Otamendi (BEN), Raul Asencio (RMA)
    Gols: Rafa Silva (BEN), aos 13 minutos do 1º tempo; Aurélien Tchouaméni (RMA), aos 15 minutos do 1º tempo; Vinicius Júnior (RMA), aos 35 minutos do 2º tempo

    Vini Jr. marca e dança, Real vence Benfica e vai às oitavas da Champions

  • Senado aprova política de proteção a animais resgatados em desastres

    Senado aprova política de proteção a animais resgatados em desastres

    A proposta visa estruturar protocolos permanentes para atuação preventiva e coordenada em casos de emergência. O projeto também prevê medidas preventivas e reparatórias que deverão ser adotadas por empreendedores sujeitos a licenciamento ambiental. 

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) o Projeto de Lei (PL) 2950/2019 que estabelece ações de proteção a animais afetados por emergências, acidentes e por desastres. O projeto, que vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, institui a Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados, com regras para resgate, acolhimento e destinação de animais afetados e altera leis ambientais e de segurança de barragens. 

    A proposta visa estruturar protocolos permanentes para atuação preventiva e coordenada em casos de emergência. O projeto também prevê medidas preventivas e reparatórias que deverão ser adotadas por empreendedores sujeitos a licenciamento ambiental. 

    O foco é a redução da mortalidade de animais domésticos e silvestres em desastres por meio da integração de políticas de proteção ambiental e defesa civil e da maior conscientização sobre direitos e bem-estar animal. 

     

    Veja as ações previstas para cada ente federativo: 

    União: 

    • Apoiar os estados, o Distrito Federal e os municípios no mapeamento das áreas de risco, nos estudos de identificação de risco de desastre e nas demais ações de prevenção, mitigação, resgate, acolhimento e manejo dos animais atingidos 
    • Estabelecer medidas preventivas de segurança contra desastres em unidades de conservação federais

    Estados 

    • Apoiar os municípios na identificação e mapeamento das áreas de risco 
    • Oferecer capacitação de recursos humanos para as ações de proteção, acolhimento e  manejo de animais resgatados

    Municípios 

    • Oferta de capacitação de recursos humanos para as ações de proteção, acolhimento e  manejo de animais resgatados
    • Fiscalização das áreas de risco de desastre
    • Intervenção preventiva e a evacuação dos animais das áreas de alto risco ou vulneráveis
    • Organizar o sistema de resgate e atendimento emergencial à fauna impactada 
    • Prover abrigos temporários para os animais resgatados
    • Estimular a participação de entidades privadas, de associações de voluntários e de organizações não governamentais nas ações de acolhimento dos animais

    Senado aprova política de proteção a animais resgatados em desastres

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  • As previsões de Stephen Hawking estão se tornando realidade?

    As previsões de Stephen Hawking estão se tornando realidade?

    De mudanças climáticas catastróficas a invasões alienígenas, isso é o que o físico teórico previu para o futuro

    Stephen Hawking (1942-2018) era conhecido por seu trabalho sobre buracos negros e relatividade geral. Mas o famoso físico muitas vezes saiu de seu próprio campo de pesquisa e usou seu reconhecimento para destacar o que via como os grandes desafios e ameaças existenciais para a humanidade nas próximas décadas. Variando de temas como alienígenas ao fim do mundo, suas declarações ganharam as manchetes e, às vezes, se mostraram controversas.

    Bateu curiosidade? Clique aqui para ver algumas de suas previsões mais famosas. Será que elas estão realmente acontecendo?

    As previsões de Stephen Hawking estão se tornando realidade?

  • Juros subiram para famílias e empresas em janeiro, mostra BC

    Juros subiram para famílias e empresas em janeiro, mostra BC

    Um dos destaques é a elevação da taxa das operações de cartão de crédito parcelado, com alta de 6,8 p.p., no mês, e de 17,7 p.p., em 12 meses, alcançando 194,9% ao ano.

    Os juros médios para as famílias e empresas continuaram subindo em janeiro deste ano. Para as pessoas físicas, a taxa média de juros alcançou 61% ao ano, com acréscimos de 0,9 ponto percentual (p.p.), no mês, e de 6,7 p.p., em 12 meses, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta quarta-feira (25), pelo Banco Central (BC).

    Um dos destaques é a elevação da taxa das operações de cartão de crédito parcelado, com alta de 6,8 p.p., no mês, e de 17,7 p.p., em 12 meses, alcançando 194,9% ao ano.

    Após 30 dias de utilização do crédito rotativo, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito seguindo essa modalidade de juros.

     

    Ainda assim, a carteira de cartão de crédito rotativo ainda opera com os juros mais elevados do mercado. Apesar do recuo de 13,7 p.p., no mês, e de 26,3 p.p., em 12 meses, a taxa do cartão rotativo ficou em 424,5% ao ano em janeiro.

    O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.

    Outros destaques nas operações para pessoas físicas, em janeiro, são as altas nas taxas de crédito pessoal não consignado (1,5 p.p.), financiamento para aquisição de veículos (1,3 p.p.) e crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado (1,2 p.p.).

    No caso das operações com empresas, a taxa média situou-se em 25,2% ao ano no fim de janeiro, com acréscimo de 1,6 p.p., no mês, e 1,1 p.p., em 12 meses.

    Em janeiro, esse desempenho foi influenciado, basicamente, pelo aumento sazonal das taxas médias de desconto de duplicatas e outros recebíveis (0,9 p.p.) e pelo incremento de outras modalidades, como capital de giro com prazo superior a 365 dias (1,8 p.p.), cheque especial (25,9 p.p.) e cartão rotativo (63,9 p.p.).

    Essas são as taxas no crédito livre, nas quais os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes.

    Já o crédito direcionado ─ com regras definidas pelo governo ─ é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

    No caso do crédito direcionado, a taxa média para pessoas físicas ficou em 11,2% ao ano, estável no mês e com redução de 0,1 p.p., em 12 meses. Para empresas, os juros subiram 0,8 p.p., no mês, e caíram 0,7 p.p., em 12 meses, para 13% ao ano.

    Juros em alta

    Considerando recursos livres e direcionados, a taxa média de juros das novas contratações de crédito chegou, em janeiro de 2026, a 32,8% ao ano, para famílias e empresas. Houve incremento de 0,7 p.p., no mês, e de 2,9 p.p., em 12 meses.

    Como esperado, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação.

    Ao aumentar a taxa, o BC visa esfriar a demanda e conter a inflação, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que as pessoas consumam menos, e com que os preços subam menos.

    A taxa básica de juros está no maior nível desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano.

    Já o spread bancário das novas contratações situou-se em 21,9 p.p., com acréscimo de 0,8 p.p., no mês, e de 3,5 p.p., em 12 meses. Esse termo diz respeito à diferença entre o custo de captação dos recursos pelos bancos e as taxas médias cobradas dos clientes. O spread é uma margem que cobre custos operacionais, riscos de inadimplência, impostos e outros gastos e resulta, assim, no lucro dos bancos.

    Saldo do crédito

    No mês passado, as concessões de crédito chegaram a R$ 651,5 bilhões, resultado de um aumento de 1,5% no mês, com ajuste sazonal. Houve elevações de 2,2% nas operações com pessoas jurídicas e de 1,6% nas operações pactuadas com pessoas físicas.

    No acumulado em 12 meses até janeiro de 2026, as concessões nominais variaram 9,4%, sendo 9,7% nas operações com empresas e 9,1% com famílias.

    Com isso, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 7,115 trilhões, o que representa uma redução de 0,2%, em janeiro, e uma alta de 10,1%, em 12 meses.

    As carteiras de crédito para pessoas jurídicas e famílias, respectivamente, fecharam o mês com saldos de R$ 2,654 trilhões e de R$ 4,460 trilhões, nessa ordem.

    Já o crédito ampliado ao setor não financeiro ─ que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos, independentemente da fonte (bancário, mercado de títulos ou dívida externa) ─ alcançou R$ 20,812 trilhões.

    Foi constatado um ligeiro recuo de 0,3%, no mês, principalmente devido à redução de 3,4% dos saldos dos empréstimos externos, impactados pela valorização de 4,95% do real.

    Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 12,6%, prevalecendo as elevações da carteira de empréstimos do SFN, em 9,9%, e dos títulos públicos de dívida, em 19,1%.

    Endividamento das famílias

    Segundo os números do Banco Central, a inadimplência também vem aumentando e foi de 4,2% em janeiro. São considerados, nesse caso, os atrasos acima de 90 dias nos pagamentos.

    No segmento empresarial, o percentual situou-se em 2,6% e, no crédito às famílias, a inadimplência atingiu 5,2%.

    O endividamento das famílias ficou em 49,7% em dezembro do ano passado, fechando 2025 com aumento de 1,3 p.p. no ano. Esse número considera a relação entre o saldo das dívidas e a renda familiar acumulada em 12 meses.

    Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, o endividamento ficou em 31,2% no último mês de 2025.

    Já o comprometimento da renda ─ relação entre o valor médio a ser pago em dívidas e a renda média apurada no período ─ ficou em 29,2% em dezembro, com aumento de 1,7 p.p. no ano.

    O endividamento e comprometimento de renda são indicadores apresentados com uma defasagem maior, pois o Banco Central usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Juros subiram para famílias e empresas em janeiro, mostra BC

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