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  • Major Model Brasil é eleita a melhor agência de modelos do país

    A Major Model Brasil, já conhecida por ser uma das melhores agências de modelos do país foi também a escolhida para receber a premiação de moda ARWUS, que consagra aqueles que mais se destacam no setor da moda nacional.

    A premiação ocorreu em uma cerimônia realizada em São Paulo e contou com a presença de diretores de desfiles, estilistas, celebridades, modelos, maquiadores, além de diretores de televisão e membros representantes do Governo Estadual.

    Os modelos da MAjor Model Brasil estão presentes em desfiles e campanhas de moda nacionais e internacionais
    Os modelos da MAjor Model Brasil estão presentes em desfiles e campanhas de moda nacionais e internacionais

    Fundada no início dos anos 2000 em São Paulo, a Major Model Brasil tem à sua frente o renomado booker Ney Alves, responsável por ter lançado e trabalhado na construção da carreira de nomes importantes da moda e da televisão, que vão desde celebridades à top models internacionalmente reconhecidos como: Fernanda Lima, Ana Hickmann, Paolla Oliveira, Reynaldo Gianecchini, Thayla Ayala, Izabel Goulart, Marcio Kiss, Bruno Santos, Raquel Zimmermann… Esta última chegou a ser considerada a modelo número 1 no ranking mundial das top models por 3 anos consecutivos.

    No portifólio da agência Major Brasil, constam trabalhos para marcas de mais alto prestígio e renome do cenário fashion, dentre elas estão as cobiçadas Emporio Armani, Calvin Klein, Balenciaga, Givenchy, Dolce & Gabanna, Prada, Gucci, Chanel, Versace. Apenas algumas das grifes para as quais modelos desta premiada agência tiveram a oportunidade de trabalhar.

    Segundo Ney Alves, o grande diferencial da agência Major Model Brasil é que “todos tem perfil para ser modelo, desde que sejam direcionados para o mercado certo. Se tiver altura para passarela serão trabalhadas no setor, caso contrário, iremos buscar o seu mercado ideal”, dando assim oportunidade para todos aqueles que desejam ingressar no mundo da moda ou da publicidade.

    O Prêmio Arwus, também elegeu  profissionais em outras categorias da moda e serviços à ela associados, por exemplo melhor maquiador, cabeleireiro, estilista, diretor de desfiles, produtor de casting, dentre outras categorias.

    Na categoria “Melhor Agência de Modelos”, a Major Model Brasil competiu com outras duas grandes agências, que apesar de atuarem no mundo da moda e da publicidade por mais de 10 anos,  não obtiveram o mesmo bom desempenho na gestão e desenvolvimento de carreira, principalmente de modelos iniciantes, ponto forte da Major.

     

    Fonte: G1 – Portal de Notícias da Globo

  • Navio porta-contêineres é atingido por projétil perto do estreito de Ormu

    Navio porta-contêineres é atingido por projétil perto do estreito de Ormu

    Em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, embarcação foi atingida por projétil não identificado no Golfo Pérsico. Tripulação está segura, mas ataque aumenta a tensão em uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.

    Um navio porta-contêineres foi atingido por um projétil nas proximidades do estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A informação foi divulgada pela UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), agência de segurança marítima vinculada às Forças Armadas do Reino Unido.

    Segundo o órgão, o capitão da embarcação relatou que o navio sofreu danos após ser atingido por um projétil ainda não identificado, mas informou que todos os tripulantes estão em segurança.

    O incidente ocorreu a cerca de 25 milhas náuticas (aproximadamente 46 quilômetros) a noroeste de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. A área fica dentro do Golfo Pérsico, próxima ao estreito de Ormuz, ponto crucial para o comércio global de petróleo.

    A região vive um período de forte tensão após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que colocou a navegação no Golfo sob alerta máximo.

    De acordo com a UKMTO, 14 incidentes envolvendo embarcações foram registrados entre 28 de fevereiro, data em que começou a atual crise militar, e esta terça-feira. Desse total, quatro casos foram classificados como atividades suspeitas, como relatos de explosões ou detonações próximas, enquanto dez ataques atingiram diretamente navios.

    Segundo a agência, esses episódios já deixaram sete marinheiros mortos.

    O estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais importantes do planeta, por onde normalmente passam cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo. No entanto, o fluxo de embarcações caiu drasticamente desde o início da ofensiva militar liderada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

    Teerã respondeu com ameaças de bloquear completamente a passagem. O governo iraniano afirmou que poderá impedir a exportação de “um único litro de petróleo da região” caso os ataques contra o país continuem.

    Washington, por sua vez, declarou que qualquer tentativa de bloquear o estreito poderá levar a uma intensificação da ofensiva militar.

    Diante da sequência de ataques e das ameaças crescentes, companhias de navegação têm evitado a rota, o que fez o tráfego no estreito de Ormuz cair a níveis mínimos nas últimas semanas.
     
     

     

    Navio porta-contêineres é atingido por projétil perto do estreito de Ormu

  • STF autoriza que assessor de Trump visite Bolsonaro na prisão

    STF autoriza que assessor de Trump visite Bolsonaro na prisão

    Darren Beattie, ligado ao Departamento de Estado e aliado de Donald Trump, recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes para visitar o ex-presidente em Brasília. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos por participação em tentativa de golpe após as eleições de 2022

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita de um assessor ligado ao governo dos Estados Unidos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão em Brasília. O encontro está marcado para o dia 18 de março, no complexo penitenciário da capital federal.

    A autorização permite que Darren Beattie, atual assessor sênior do Departamento de Estado dos EUA para temas relacionados ao Brasil, visite Bolsonaro. Segundo a decisão judicial, Beattie poderá estar acompanhado de um intérprete, cuja identidade deverá ser informada previamente às autoridades.

    A defesa de Bolsonaro havia solicitado que a visita ocorresse nos dias 16 ou 17 de março, período em que o assessor norte-americano estará em missão oficial no Brasil. No entanto, Moraes rejeitou a mudança e determinou que o encontro siga o calendário regular de visitas da unidade prisional.

    Na decisão, o ministro afirmou que não há justificativa legal para alterar as regras da prisão. Segundo ele, os visitantes devem se adequar ao regime do sistema penitenciário, e não o contrário.

    Durante a viagem ao Brasil, Darren Beattie também deverá se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e uma das principais lideranças da direita brasileira.

    Beattie já fez críticas públicas ao ministro Alexandre de Moraes, a quem acusou de liderar um suposto sistema de censura contra Bolsonaro e seus apoiadores. O assessor chegou a defender a aplicação de sanções contra o magistrado.

    Bolsonaro está preso desde 25 de novembro de 2025, após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão. A Corte considerou que ele participou da articulação de uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

    Entre os crimes apontados na sentença estão organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado.

    De acordo com as investigações, Bolsonaro nunca reconheceu oficialmente a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2022. Após o resultado, ele passou a questionar o sistema eletrônico de votação e incentivou manifestações de caráter antidemocrático em frente a quartéis militares.

    A crise política culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando milhares de apoiadores do ex-presidente invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, em Brasília, em uma tentativa de impedir o funcionamento das instituições e reverter o resultado eleitoral.

    STF autoriza que assessor de Trump visite Bolsonaro na prisão

  • Trump escolhe viúva de Charlie Kirk como conselheira da Academia da Força Aérea dos EUA

    Trump escolhe viúva de Charlie Kirk como conselheira da Academia da Força Aérea dos EUA

    Charlie Kirk, que era conhecido por propagar discurso de ódio contra minorias, morreu depois de ser baleado no pescoço enquanto participava de um evento na Universidade de Utah Valley, em 10 de setembro de 2025

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou Erika Kirk como conselheira na Academia da Força Aérea. Ela é viúva do ativista de direita Charlie Kirk, morto em um atentado em setembro de 2025.

    O nome de Erika consta no site da Academia da Força Aérea dos EUA como parte do Conselho de Visitantes, um colegiado que analisa a moral e a disciplina dos alunos, o currículo e o ensino, a infraestrutura da instituição, seus assuntos fiscais, métodos acadêmicos e outras questões relacionadas à academia.

    A instituição militar de ensino superior forma oficiais para a Força Aérea e a Força Espacial do país. Os alunos passam por quatro anos de formação e, ao completar o curso, recebem o posto de segundo-tenente.

    Erika substitui o marido, que era membro do conselho. Também são parte do grupo nomeado por Trump Dina Powell, ex-assessora do presidente que é presidente da Meta desde janeiro de 2026, o palestrante Dan Clark, o coronel da Força Aérea aposentado Doug Nikolai e o senador republicano Tommy Tuberville.

    Além dos nomes designados por Trump, fazem parte do Conselho de Visitantes outras dez personalidades, escolhidas pelo Congresso americano.

    Desde a morte do marido, Erika Kirk tomou a frente da organização de mobilização jovem de direita fundada por ele, a Turning Point USA. Ex-Miss Arizona, ela apresenta um podcast e costumava participar de eventos ao lado do marido para discutir o papel da fé cristã em seu casamento e em sua família.

    Charlie Kirk morreu depois de ser baleado no pescoço enquanto participava de um evento na Universidade de Utah Valley, em 10 de setembro de 2025. Um mês depois, Trump lhe concedeu a Medalha Presidencial da Liberdade de maneira póstuma. Essa é a mais alta honraria civil do país, e sua outorga é prerrogativa única do presidente americano.

    Trump escolhe viúva de Charlie Kirk como conselheira da Academia da Força Aérea dos EUA

  • Rihanna deixa Los Angeles após atentado a tiros contra sua casa na cidade

    Rihanna deixa Los Angeles após atentado a tiros contra sua casa na cidade

    Ivanna Lisette dirigia um Tesla branco e disparou cerca de dez tiros em direção à residência de Rihanna em Beverly Hills; cantora estava no local no momento do ataque, mas não ficou ferida

    LONDRINA, PR (UOL/CBS NEWS) – Rihanna, 38, foi vista deixando a cidade de Los Angeles na tarde desta terça-feira (10). A cantora embarcou em um voo no Aeroporto de Van Nuys, rumo a destino desconhecido. De acordo com o portal TMZ, funcionários da artista se encarregaram de transportar sua bagagem até o aeroporto antes da viagem.

    Rihanna estaria em “pânico total” após o atentado a tiros que sua casa em LA sofreu anteontem. “Rihanna ouviu os tiros, mas inicialmente ficou confusa sobre o que havia acontecido. Ela não entende por que alguém atacaria sua família”, declarou uma fonte anônima à revista People.

    A suposta autora do ataque, Ivanna Lisette Ortiz, 30, já está presa. Ela foi detida nas proximidades da residência de Rihanna e segue sob custódia na cadeia do Condado de Los Angeles.

    Ivanna teria disparado dez tiros contra a casa de Rihanna. A motivação do crime ainda está sendo investigada.

     

    Rihanna deixa Los Angeles após atentado a tiros contra sua casa na cidade

  • Pão de Açúcar pede recuperação extrajudicial e cita dívidas de R$ 4,5 bilhões

    Pão de Açúcar pede recuperação extrajudicial e cita dívidas de R$ 4,5 bilhões

    Principais credores são os bancos; acordo foi fechado com Itaú e outros detentores de 46% da dívida; grupo reforçou que medida não afeta pagamento a fornecedores e que lojas funcionam normalmente

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A incerteza sobre a “continuidade operacional” do GPA (Grupo Pão de Açúcar), uma das maiores e mais tradicionais empresas do varejo brasileiro, que havia sido mencionada pela administração do grupo no último balanço, foi conhecida com mais detalhes nesta terça (10), quando a empresa anunciou acordo com os seus maiores credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial, que engloba dívidas de R$ 4,5 bilhões.

    Diferentemente do plano de recuperação judicial, pelo qual passa a Americanas, por exemplo, em que todas as dívidas do grupo (trabalhistas, com fornecedores, bancos etc.) são renegociadas na Justiça, na recuperação extrajudicial a empresa escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao judiciário.

    Segundo André Moraes, sócio do Moraes & Savaget Advogados, para iniciar o pedido extrajudicial, é necessária a adesão de credores que representem ao menos um terço das dívidas selecionadas,. Após o protocolo, a empresa tem um prazo de 90 dias para elevar esse apoio para a maioria simples (50% mais um), atingindo o quórum necessário para a validação.

    No caso do GPA, os maiores credores são os bancos. O acordo foi assinado com instituições que concentram 46% dos créditos sujeitos ao plano (R$ 2,1 bilhões), percentual superior ao quórum mínimo de um terço dos créditos afetados, conforme prevê a lei. São elas Itaú, Robobank, HSBC e BTG, apurou a reportagem.

    “Ficam expressamente excluídas obrigações correntes junto a fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas”, afirmou o grupo, em comunicado.

    As ações da empresa enfrentaram forte queda no pregão da B3 desta terça e chegaram a entrar em leilão logo no início das negociações, quando o tombo era de mais de 8%. Fecharam com perdas de 2,93%, a R$ 2,65.

    Segundo a companhia, o plano já produz efeitos imediatos e prevê a suspensão temporária das obrigações financeiras junto aos credores incluídos no processo. Com isso, a empresa tem 90 dias para ampliar a adesão ao acordo e negociar uma solução definitiva para sua estrutura de capital.

    O GPA afirmou que vai divulgar detalhes adicionais sobre o processo e os documentos da reestruturação em seu site de relações com investidores nas próximas semanas.

    EFEITO CASINO

    O período de 90 dias funciona como uma trégua nas cobranças enquanto a varejista tenta reorganizar o perfil de seu endividamento e buscar um equilíbrio financeiro. O que está sendo muito difícil, conforme apontam ex-executivos da empresa e fontes próximas ao atual comando, ouvidos pela reportagem.

    O Casino, que comandou o Pão de Açúcar entre 2012 e 2023, fez uma “limpa” nos ativos do grupo, na tentativa de aliviar o seu próprio endividamento na França. Entre 2012, quando passou às mãos do Casino, e 2023, quando os franceses deixaram o controle, o GPA encolheu 64% em receita bruta.

    Sob a gestão do Casino, o grupo usou o caixa da venda das Casas Bahia, em 2019, para comprar a varejista colombiana Éxito, o que, segundo essas fontes, era um ativo não estratégico para o Brasil. Foi uma compra da ordem de US$ 9 bilhões, desfeita cinco anos depois, por cerca de US$ 700 milhões. O restante do dinheiro de Casas Bahia teria sido dividido entre os sócios; já o GPA, que detinha 97% das ações do Éxito, ficou praticamente sem nada.

    De acordo com os executivos, esse capital poderia ter resolvido a dívida líquida do GPA. Mas os franceses seguiram abrindo mão dos ativos em negociações malfeitas, como a venda da CNova, o braço de comércio eletrônico do Casino, do qual o GPA detinha 33%.

    Por meio de sua assessoria de imprensa, o Casino respondeu que sua estrutura acionária e de governança “sofreu alterações significativas” desde abril do ano passado. As mudanças se referem à saída do ex-dono do Casino, Jean-Charles Naouri, que passou o controle do grupo para um consórcio liderado pelo bilionário tcheco Daniel Kretinsky. “Nesse contexto, o Casino não pretende comentar retrospectivamente sobre a gestão anterior do GPA.”

    Entre 2024 e o início de 2025, o Casino foi abrindo mão da sua participação, mas continuou como principal acionista. Essa posição, porém, mudou em maio do ano passado, quando a família Coelho Diniz, dedicada ao varejo no interior de Minas Gerais, se tornou o acionista mais relevante do grupo, somando 24,6% de participação.

    TENTATIVA DE MANTER A CONFIANÇA DOS FORNECEDORES

    A empresa fez questão de destacar no comunicado desta terça que o pagamento dos fornecedores segue normalmente. No último dia 3, o GPA enviou uma carta a fornecedores para tentar conter temores de ruptura no abastecimento das lojas. No documento, o CEO Alexandre Santoro afirmou que as negociações em curso envolviam apenas credores financeiros -principalmente bancos e detentores de dívida- e não afetariam os parceiros comerciais da rede.

    A carta veio no dia seguinte ao rebaixamento da nota do grupo de “A” para “CCC” pela agência de classificação de risco Fitch. A nota indica risco substancial de calote e capacidade muito fraca de pagamento. Foi o segundo corte consecutivo desde novembro, quando o grupo já tinha perdido o grau “AA”. A agência apontou o aumento do risco de refinanciamento das dívidas, a piora da liquidez e a expectativa de fluxo de caixa livre negativo nos próximos anos caso o endividamento não fosse reduzido.

    No comunicado desta terça, a varejista ressaltou estar em dia com pagamentos a fornecedores e parceiros comerciais -grupos que foram excluídos do plano justamente para evitar impactos na operação do negócio. A companhia disse ainda que a recuperação extrajudicial foi desenhada para preservar a operação das lojas. Segundo a empresa, as unidades seguem funcionando normalmente e o abastecimento não será afetado.

    O GPA afirmou que o objetivo da reestruturação é fortalecer o balanço e melhorar a sustentabilidade financeira no longo prazo. A decisão foi autorizada de forma unânime pelo conselho de administração e faz parte de negociações que vinham sendo conduzidas nas últimas semanas com instituições financeiras e detentores de títulos da empresa.

    BALANÇO INDICAVA ROMBO

    No final de fevereiro, a divulgação do balanço de 2025, em que a administração mencionava “incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”, já expôs a dimensão do problema. O GPA possui cerca de R$ 1,7 bilhão em dívidas com vencimento já em 2026 e terminou o último trimestre com capital de giro líquido negativo em aproximadamente R$ 1,2 bilhão. O endividamento total do grupo girava em torno de R$ 4 bilhões.

    Além disso, a companhia revelou a existência de R$ 15 bilhões em disputas tributárias classificadas como “perdas possíveis” -valores que não estão provisionados no balanço, mas que representam um risco potencial. Também existe um passivo trabalhista da ordem de R$ 17 bilhões. Mas essas duas dívidas que somam R$ 32 bilhões não entraram no pedido de recuperação extrajudicial.

    O excesso de discrição da família Coelho Diniz piora o cenário. Desde que se tornaram os principais acionistas do grupo, em maio do ano passado, no lugar do Casino, os Coelho Diniz não deram entrevistas. A família mineira controla uma rede de supermercados de mesmo nome, no leste de Minas Gerais. Faturam cerca de R$ 2 bilhões ao ano e passaram a dar as cartas em uma empresa que fatura mais de R$ 20 bilhões.

    A nova estrutura acionária do GPA foi um dos motivos que levaram ao rebaixamento da nota do grupo. “A Fitch ainda possui visibilidade limitada sobre a estratégia da companhia a médio e longo prazos, bem como em relação ao apetite por risco e à capacidade de executar as medidas necessárias para fortalecer seu perfil de crédito”, informou a agência.

    Pão de Açúcar pede recuperação extrajudicial e cita dívidas de R$ 4,5 bilhões

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Duelo entre Real e City na Champions opõe gigantes do futebol e da economia global

    Duelo entre Real e City na Champions opõe gigantes do futebol e da economia global

    LISBOA, PORTUGAL (FOLHAPRESS) – As redes sociais dos torcedores de Real Madrid e Manchester City lamentaram o sorteio das oitavas de final da Champions League. Os demais fãs de futebol celebraram. Pela sexta vez em sete anos, os dois clubes mais ricos do futebol atual irão se enfrentar num mata-mata do torneio de clubes mais importante do mundo, naquele que vem sendo considerado o “clássico dos clássicos” a nível planetário. A partida de ida, em Madri, será nesta quarta-feira (11), às 17h (de Brasília).

    No ranking da consultoria Deloitte, que mede o faturamento das maiores potências clubísticas, Real e City alternaram-se no primeiro lugar entre 2021 e 2024. Em 2025, o City caiu para o sexto lugar, depois de uma eliminação precoce na Champions justamente contra o time espanhol.

    Pelo segundo ano consecutivo, o clube de Madri ultrapassou um bilhão de euros em faturamento (cerca de R$ 6 bilhões), o triplo do Flamengo, a agremiação mais rica do Brasil. O Real Madrid é o maior vencedor da Champions League, com 15 títulos conquistados. Seis dessas vitórias se deram nos últimos 12 anos.

    O Manchester City, por sua vez, estabeleceu-se como força dominante no mais rico e importante campeonato nacional do mundo, a Premier League. Foram seis títulos nas últimas oito edições. Na temporada atual, o City disputa o troféu ponto a ponto com o Arsenal. Neste momento está atrás na tabela, mas tem um jogo a menos, e o confronto direto entre ambos será na casa do City.

    A partida desta quarta opõe filosofias futebolísticas distintas. O City é comandado por um técnico autoral, o espanhol Pep Guardiola, há dez anos no clube, que coreografa milimetricamente as jogadas de ataque e de defesa. O Real Madrid aposta na improvisação e no talento individual de craques como Vinicius Junior e Mbappé -que é dúvida para o jogo, alternando técnicos que atuam como gestores de egos. A aposta da vez é Álvaro Arbeloa, ex-comandante das categorias de base do clube.

    O confronto entre Real e City representa também uma passagem de bastão na economia do esporte. O Real é o pioneiro dos clubes multiculturais e globalizados dos tempos atuais. Sob a presidência de Santiago Bernabéu, nos anos 1950, o time trouxe astros internacionais como o húngaro Ferenc Puskas, o argentino Alfredo Di Stefano e o brasileiro Didi. Bernabéu foi também um dos criadores do torneio continental que deu origem à Champions.

    Meio século mais tarde, o Manchester City inaugurou uma nova era na trilha do futebol globalizado. Adquirido em 2008 por um fundo dos Emirados Árabes Unidos, o clube -que era uma potência média no futebol inglês- se tornou uma máquina de títulos e uma franquia internacional. Clubes como o New York City, o Girona, da Espanha, e o Bahia, do Brasil fazem parte do grupo City. A estratégia é globalizar a marca ao mesmo tempo que os satélites revelam talentos para a nave-mãe.

    Real e City são também as mais perfeitas traduções do fenômeno identificado por Simon Kuper e Stefan Szymanski no livro “Soccernomics”. Baseados em evidências, os dois autores, especialistas em economia do esporte, mostram como a capacidade de gerar receitas astronômicas e pagar salários altíssimos aos jogadores vem gerando desequilíbrio no futebol mundial.

    Já há alguns anos o ranking da Deloitte vem consolidando um “top 10” que representa a hiperelite do futebol. Seis dos clubes de maior faturamento no mundo são ingleses, o que consolida a Premier League como o campeonato nacional mais interessante do mundo -e dá a exata dimensão da façanha do City, hegemônico numa disputa hipercompetitiva.

    Real Madrid e Barcelona também aparecem todos os anos no “top 10”, o que transformou a La Liga num campeonato restrito a duas superpotências.

    Completam o “top 10” o Bayern de Munique e o Paris Saint-Germain. A disparidade entre esses dois clubes e todos os outros em seus respectivos países acabou com a graça dos campeonatos alemão e francês. O Bayern venceu 12 das 13 últimas edições da Bundesliga, enquanto o PSG se sagrou campeão em oito das últimas dez disputas da Ligue 1.

    Nesse cenário hiperconcentrado, a Champions se tornou o único lugar onde todos os grandes se encontram. Neste ano, nove dos “top 10” estão na fase de mata-mata, o que gera a expectativa de vários confrontos diretos. O vencedor do “clássico dos clássicos” entre Real Madrid e Manchester City emergirá como um favorito natural na disputa. Nada, no entanto, está garantido. Outros gigantes estão à espreita no caminho até a final prevista para o dia 30 de maio em Budapeste.

    CONFRONTOS ENTRE REAL E CITY EM MATA-MATAS NA CHAMPIONS

    2019-20 – Oitavas de final
    Real Madrid 1×2 Manchester City
    Manchester City 2×1 Real Madrid
    Manchester City classificado

    2021-2022 – Semifinal
    Manchester City 4×3 Real Madrid
    Real Madrid 3×1 Manchester City
    Real Madrid classificado

    2022-2023 – Semifinal
    Real Madrid 1×1 Manchester City
    Manchester City 4×0 Real Madrid
    Manchester City classificado

    2023-2024 – Quartas de final
    Real Madrid 3×3 Manchester City
    Manchester City 1×1 Real Madrid
    Real Madrid classificado na decisão por pênaltis

    2024-2025 – Playoff eliminatório
    Manchester City 2×3 Real Madrid
    Real Madrid 3×1 Manchester City
    *Real Madrid classificado

    Duelo entre Real e City na Champions opõe gigantes do futebol e da economia global

  • TSE retoma julgamento que pode cassar governador do Rio de Janeiro

    TSE retoma julgamento que pode cassar governador do Rio de Janeiro

    Cláudio Castro é acusado de abuso de poder político em campanha; o governador poderá ficar inelegível por oito anos, e novas eleições para o estado do Rio de Janeiro devem ser convocadas

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou há pouco o julgamento do processo que pede a cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Claúdio Castro, por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022. A sessão é transmitida pela TV Justiça.

    Em novembro do ano passado, a relatora do caso, ministra Maria Isabel Galotti, votou pela cassação de Castro, mas a análise do caso foi suspensa por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que será o próximo a votar.

    Se o entendimento da relatora for mantido, Castro poderá ficar inelegível por oito anos, e novas eleições para o governo do estado devem ser convocadas. 

    O voto da relatora também condenou o ex-vice-governador Thiago Pampolha, Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj, e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União), ex-secretário de governo.  

    Recurso 

    O Ministério Público Eleitoral (MPE) e a coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) pretendem reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024  absolveu o governador e os outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

    O MPE afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.

    De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.

    Defesa 

    Antes da suspensão do julgamento, o advogado Fernando Neves, representante de Castro, disse que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj e não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades.  

    TSE retoma julgamento que pode cassar governador do Rio de Janeiro

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  • Virginia Fonseca e Zé Felipe procuram babá para filho caçula com salário de R$ 18,5 mil

    Virginia Fonseca e Zé Felipe procuram babá para filho caçula com salário de R$ 18,5 mil

    Candidata também precisa ter experiência comprovada com cuidados infantis e disponibilidade para acompanhar a rotina da família; casal é pai de Maria Alice, Maria Flor e José Leornado

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A influenciadora Virginia Fonseca e o cantor Zé Felipe estariam em busca de uma nova babá para cuidar do filho caçula do casal, José Leonardo. Segundo informações que circulam nas redes sociais, a vaga ofereceria salário de R$ 18,5 mil e exige formação superior em enfermagem.

    A possibilidade de contratação repercutiu nesta terça-feira (10). De acordo com os relatos, a candidata também precisa ter experiência comprovada com cuidados infantis e disponibilidade para acompanhar a rotina da família.

    Entre os requisitos estaria ainda a possibilidade de viagens internacionais. Como Virginia e Zé Felipe costumam se deslocar com frequência para compromissos fora do país, a profissional precisaria ter passaporte válido e flexibilidade para viagens.

    O casal também é pai de Maria Alice e Maria Flor. A estrutura de apoio doméstico contaria atualmente com uma equipe de seis a sete babás, que se revezam em turnos para cuidar das três crianças.

    A busca por uma nova profissional ocorre após a saída da babá Vilmeci Passarinho, conhecida nas redes sociais como “Tia Vil”. A ex-funcionária, que trabalhou cerca de cinco anos com a família, disse ter decidido priorizar o acompanhamento da filha neste momento.

    Nas redes sociais, Vilmeci afirmou que a denúncia de abuso sexual está sendo tratada na Justiça e que, por isso, não pode divulgar detalhes ou nomes envolvidos. A ex-funcionária, que trabalhou cerca de cinco anos com a família, disse ter decidido priorizar o acompanhamento da filha neste momento.

    Virginia Fonseca e Zé Felipe procuram babá para filho caçula com salário de R$ 18,5 mil

  • Lula cancela ida a posse de Kast no Chile após Flávio confirmar presença

    Lula cancela ida a posse de Kast no Chile após Flávio confirmar presença

    Presença do presidente foi requisitada pelo líder eleito após encontro amistoso no Panamá, em janeiro; ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, vai representar o governo brasileiro

    BRASÍLIA, DF E BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a viagem que faria para a posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, marcada para esta quarta-feira (11). O recuo ocorre um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmar a presença no evento.

    A informação foi revelada pelo G1 e confirmada pela Folha de S.Paulo por pessoas ligadas ao presidente. A agenda de Lula, divulgada diariamente, não havia sido publicada até por volta das 13h, quando foi confirmado o cancelamento da viagem. Já a equipe do senador Flávio Bolsonaro confirmou que o político irá ao Chile. Ele deve chegar ao país na tarde desta terça-feira (10).

    Os motivos para a mudança de planos ainda não foram esclarecidos pelo governo brasileiro, que segue sem manifestação oficial. Na manhã desta terça, Lula recebeu o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, uma reunião de despachos que já estava prevista antes do cancelamento da viagem.

    O ministro foi designado para representar o governo brasileiro no evento.

    A previsão era de que Lula fosse ao Chile nesta terça para comparecer à posse e a demais compromissos oficiais na quarta.

    A agenda previa um encontro bilateral na manhã desta quarta-feira entre Lula e Kast no Palácio Presidencial Cerro Castillo, em Viña del Mar. Em seguida, Lula iria participar da cerimônia de posse no Congresso Nacional chileno, em Valparaíso.

    Entre os temas previstos estavam discussões sobre comércio exterior, investimentos e turismo. O Brasil também é um dos países que apoiam a candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas.

    A presença do brasileiro seria uma nova sinalização de que a relação com o líder da direita chilena seria pragmática e contrastaria com os atritos com Javier Milei, da Argentina, posse na qual Lula não compareceu, em dezembro de 2023.

    Kast é visto como o político mais à direita a comandar o Chile desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-90). Com sua posse, o país encerra um período de quatro anos da liderança esquerdista de Gabriel Boric, aliado de Lula na região.

    Além da questão diplomática, Chile e Brasil têm interesses em comum como o fluxo de turistas entre os dois países, a rota bioceânica do país andino e o setor aéreo, entre outros.

    A presença de Lula foi requisitada mais de uma vez pelo líder chileno, que se encontrou com Lula na última passagem dos dois pelo Panamá, no fim de janeiro deste ano. Em conversa de mais de uma hora, ambos haviam reiterado a importância de manter e aprofundar as relações bilaterais, com ênfase na ampliação da colaboração mútua em áreas como infraestrutura, energia renovável, comércio e turismo.

    Como mostrou a Folha, Lula saiu satisfeito do encontro, segundo pessoas a par da conversa. Na ocasião, ambos os líderes reconheceram representar correntes ideológicas distintas, mas defenderam que o relacionamento bilateral seja marcado por pragmatismo.

    Esta não é a primeira posse de um líder latino de direita a qual Lula não comparece. Antes, o presidente brasileiro não foi ao evento em La Paz (Bolívia) que marcou início do mandato de Rodrigo Paz, candidato que pôs fim ao domínio da esquerda no país vizinho. Na ocasião, o Brasil foi representado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

    Lula chegou a participar da cerimônia de posse de Santiago Peña, presidente de direita do Paraguai.

    Lula cancela ida a posse de Kast no Chile após Flávio confirmar presença

  • Wrexham vive conto de fadas hollywoodiano e sonha com a Premier League

    Wrexham vive conto de fadas hollywoodiano e sonha com a Premier League

    PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) – Décimo-nono colocado da quinta divisão inglesa na temporada 2019-20, em meros seis anos o Wrexham tornou-se pretendente a uma vaga na bilionária Premier League. Os cínicos poderiam retrucar que esse conto de fadas seria impossível sem os milhões dos dois atores hollywoodianos que compraram o modesto clube do País de Gales. Mas a euforia autêntica da torcida local vem comovendo fãs do mundo inteiro, com a ajuda das redes sociais e das plataformas de streaming.

    “Teve gente que entrou em clubes de futebol, gastou muito dinheiro e não teve o sucesso que o Wrexham teve”, comenta o repórter Will Unwin, do jornal londrino “The Guardian”, que tem acompanhado a ascensão do Wrexham ao longo dos anos.

    Wrexham é uma cidade de 45 mil habitantes no norte do País de Gales, sede de um clube profissional considerado o terceiro mais antigo do mundo: foi fundado em 1864, apenas um ano após a criação do futebol “association”. É um dos cinco times galeses que optam pelas ligas inglesas, em vez da Cymru Premier (“Cymru” é o nome de Gales na língua galesa).

    O Wrexham nunca passou da segunda divisão inglesa, da qual caiu em 1982, iniciando um declínio inexorável. Tudo mudou em 2020, quando o ator americano Rob McElhenney (da série “It’s Always Sunny in Philadelphia”, do canal FX) assistiu ao documentário “Sunderland até Morrer”, no Netflix, sobre a luta do rebaixado clube inglês para retornar à Premier League.

    Fascinado, McElhenney decidiu procurar um time para produzir um fenômeno parecido. Juntou-se ao colega canadense Ryan Reynolds (“Deadpool”) e comprou o Wrexham no final de 2020, por meros 2 milhões de libras (cerca de R$ 18 milhões em valor corrigido pela inflação).

    O investimento deu frutos, tanto na tela quanto nos campos. A série “Bem-Vindos ao Wrexham”, lançada pelo canal FX em 2022, ganhou inúmeros prêmios, enquanto o time subiu de divisão três anos seguidos entre 2023 e 2025.

    A dez rodadas do final da Championship (a segunda divisão) deste ano, o Wrexham ocupa o sexto lugar. Terceiro, quarto, quinto e sexto colocados disputam um mata-mata por uma vaga na Premier League.

    À frente do Wrexham, McElhenney e Reynolds têm se comportado, pelo menos por enquanto, de forma diferente da de outros milionários donos de clubes de futebol. Comparecem a muitos jogos, às vezes levando consigo celebridades. Contrataram executivos que entendem do assunto, mas mantiveram no clube funcionários antigos. “Ainda há muito das raízes. Eles só modernizaram onde era preciso modernizar”, analisa Will Unwin.

    A sustentabilidade do clube ainda é duvidosa, mas os dois atores têm procurado investir com comedimento. “É um bom elenco, mas não de Premier League”, explica Unwin. O site especializado Transfermarkt estima o plantel atual em R$ 400 milhões. Será preciso gastar mais: hoje o último colocado da Premier League, o Wolverhampton, vale quatro vezes mais.

    O Wrexham tornou-se o orgulho do norte do País de Gales – mas só do norte, conta Unwin: há uma forte rivalidade com os sulistas Swansea, também da segunda divisão inglesa, e Cardiff City, atualmente na terceira. Antes do sucesso, em Wrexham torcia-se mais pelos times das vizinhas Liverpool e Manchester.

    Na semana passada, o Wrexham foi notícia no mundo inteiro ao enfrentar o Chelsea, vencedor da Copa do Mundo de Clubes da Fifa no ano passado, pelas oitavas de final da FA Cup, a Copa da Inglaterra. Jogando em seu modesto estádio (10 mil lugares), o Racecourse Ground, o time galês só foi eliminado na prorrogação, por 4 a 2.

    No dia do jogo, em entrevista à ESPN, Ryan Reynolds negou um boato de que seu próximo projeto seja comprar o Santa Cruz, do Recife. “Prefiro fazer uma coisa só bem feita do que 50 malfeitas”, esclareceu.

    Mesmo que não suba este ano, o Wrexham dará continuidade a seu projeto. Em julho, fará uma excursão aos EUA, que inclui um amistoso em Nova York contra um gigante do futebol inglês, o Liverpool, algo impensável apenas sete anos atrás.

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