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  • Major Model Brasil é eleita a melhor agência de modelos do país

    A Major Model Brasil, já conhecida por ser uma das melhores agências de modelos do país foi também a escolhida para receber a premiação de moda ARWUS, que consagra aqueles que mais se destacam no setor da moda nacional.

    A premiação ocorreu em uma cerimônia realizada em São Paulo e contou com a presença de diretores de desfiles, estilistas, celebridades, modelos, maquiadores, além de diretores de televisão e membros representantes do Governo Estadual.

    Os modelos da MAjor Model Brasil estão presentes em desfiles e campanhas de moda nacionais e internacionais
    Os modelos da MAjor Model Brasil estão presentes em desfiles e campanhas de moda nacionais e internacionais

    Fundada no início dos anos 2000 em São Paulo, a Major Model Brasil tem à sua frente o renomado booker Ney Alves, responsável por ter lançado e trabalhado na construção da carreira de nomes importantes da moda e da televisão, que vão desde celebridades à top models internacionalmente reconhecidos como: Fernanda Lima, Ana Hickmann, Paolla Oliveira, Reynaldo Gianecchini, Thayla Ayala, Izabel Goulart, Marcio Kiss, Bruno Santos, Raquel Zimmermann… Esta última chegou a ser considerada a modelo número 1 no ranking mundial das top models por 3 anos consecutivos.

    No portifólio da agência Major Brasil, constam trabalhos para marcas de mais alto prestígio e renome do cenário fashion, dentre elas estão as cobiçadas Emporio Armani, Calvin Klein, Balenciaga, Givenchy, Dolce & Gabanna, Prada, Gucci, Chanel, Versace. Apenas algumas das grifes para as quais modelos desta premiada agência tiveram a oportunidade de trabalhar.

    Segundo Ney Alves, o grande diferencial da agência Major Model Brasil é que “todos tem perfil para ser modelo, desde que sejam direcionados para o mercado certo. Se tiver altura para passarela serão trabalhadas no setor, caso contrário, iremos buscar o seu mercado ideal”, dando assim oportunidade para todos aqueles que desejam ingressar no mundo da moda ou da publicidade.

    O Prêmio Arwus, também elegeu  profissionais em outras categorias da moda e serviços à ela associados, por exemplo melhor maquiador, cabeleireiro, estilista, diretor de desfiles, produtor de casting, dentre outras categorias.

    Na categoria “Melhor Agência de Modelos”, a Major Model Brasil competiu com outras duas grandes agências, que apesar de atuarem no mundo da moda e da publicidade por mais de 10 anos,  não obtiveram o mesmo bom desempenho na gestão e desenvolvimento de carreira, principalmente de modelos iniciantes, ponto forte da Major.

     

    Fonte: G1 – Portal de Notícias da Globo

  • Em homenagem afetuosa, Charles III relembra os 100 anos de Elizabeth II

    Em homenagem afetuosa, Charles III relembra os 100 anos de Elizabeth II

    Rei relembra legado, momentos marcantes e traços pessoais da monarca em mensagem emocionante. Celebrações também incluem tributos simbólicos à rainha, que morreu em 2022 e segue como uma das figuras mais icônicas da história britânica

    Para marcar o que seria o 100º aniversário de Elizabeth II, o rei Charles III divulgou, nesta terça-feira (21), um vídeo com uma mensagem emocionada em homenagem à mãe.

    “Hoje, ao celebrarmos o que seria o centésimo aniversário da minha amada mãe, a minha família e eu fazemos uma pausa para refletir sobre a vida e a perda de uma soberana que significou tanto para todos nós”, afirmou o monarca, em discurso gravado no palácio. Ele acrescentou que os familiares da rainha “celebrarão, mais uma vez, as muitas bênçãos da sua memória”.

    “A promessa da rainha Isabel de cumprir o seu destino moldou o mundo à sua volta e tocou a vida de inúmeras pessoas na nossa nação”, continuou.

    O vídeo foi acompanhado por imagens de Elizabeth II ao longo da vida. Charles III destacou que a mãe atravessou “mudanças notáveis”, mas que, ao longo das décadas, permaneceu “constante, firme e totalmente dedicada ao povo que serviu”.

    O rei também lembrou que muitos vão recordá-la por seus “momentos de importância nacional”, enquanto outros guardarão memórias mais pessoais, como “um encontro fugaz, um sorriso” ou “uma palavra gentil”.

    Ele ainda mencionou um dos momentos mais marcantes dos últimos anos da rainha, ao citar “aquele brilho maravilhoso nos olhos ao partilhar uma sandes de marmelada com o Urso Paddington nos seus últimos meses de vida”.

    Durante o discurso, Charles III fez referência a uma fala de Elizabeth II ainda na adolescência, quando tinha 14 anos: “Cada um de nós pode fazer a sua parte para tornar o mundo de amanhã num lugar melhor e mais feliz”.

    “Que Deus a abençoe, minha querida mãe . Irá permanecer para sempre nos nossos corações e orações”, concluiu.

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    A rainha Elizabeth II morreu em 2022.

    Para celebrar o centenário e homenagear uma das figuras mais emblemáticas da monarquia britânica, a marca Steiff lançou um ursinho especial em sua memória. O brinquedo recria a cena da famosa festa do chá em que a rainha contracenou com o Urso Paddington, exibida durante o Jubileu de Platina.

    O modelo veste um dos looks mais icônicos da monarca, com casaco verde-limão, chapéu combinando, colar de pérolas e bolsa, em referência ao estilo que marcou sua trajetória pública.

    Em homenagem afetuosa, Charles III relembra os 100 anos de Elizabeth II

  • Em 48h, Trump vai de “Irã concordou com tudo” a “país será destruído”

    Em 48h, Trump vai de “Irã concordou com tudo” a “país será destruído”

    Presidente dos EUA alterna tom sobre negociações com Teerã e faz declarações contraditórias em curto intervalo, passando de otimismo com acordo nuclear a ameaças diretas em meio à tensão no Oriente Médio

    Em menos de 48 horas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou de afirmar, com convicção, que o Irã “concordou com tudo”, incluindo a eliminação de suas reservas de urânio enriquecido, para ameaçar que, caso Teerã não assine um acordo, “o país inteiro vai ser destruído”.

    As declarações contraditórias foram feitas tanto em publicações na rede social Truth Social quanto em entrevistas e ligações telefônicas a jornalistas de diferentes veículos, chegando a apresentar versões opostas em um curto intervalo de tempo.

    Sexta-feira: “Irã concordou com tudo”

    Na sexta-feira, 17 de abril, Trump afirmou à CBS News, por telefone, que o Irã havia “concordado com tudo” em relação a um possível acordo de paz. Segundo ele, o país também aceitaria trabalhar com os Estados Unidos para eliminar todo o urânio enriquecido. Na ocasião, chegou a dizer que os EUA ficariam com esse material.

    O presidente também declarou que Teerã teria concordado em deixar de apoiar grupos como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza, considerados organizações terroristas.

    Poucas horas depois, um representante do Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu, em nota, que “o urânio enriquecido é tão sagrado como o solo iraniano” e que não seria “transferido para lado nenhum e nenhuma circunstância”.

    Sexta-feira à noite: “Não acho que existam muitas diferenças”

    Ainda na sexta-feira, já à noite, Trump voltou a comentar o tema ao chegar a Phoenix. Na ocasião, disse acreditar que não havia “muitas diferenças significativas” entre os dois países.

    “Pode haver. Vamos ver o que acontece. Se houver, vamos ter de as resolver. Mas eu não acho que existam muitas diferenças significativas”, afirmou.

    Domingo: “Se o Irã não assinar, vai ser destruído”

    No sábado, o presidente não se pronunciou sobre o assunto. No domingo, 19 de abril, no entanto, adotou um tom completamente diferente.

    Em entrevista à Fox News, afirmou que “se o Irã não assinar este acordo, o país inteiro vai ser destruído”, acrescentando que as negociações em curso no Paquistão representariam “a última hipótese” para Teerã.

    Pouco depois, ao comentar a morte de um soldado francês, voltou a ameaçar o país, dizendo que poderia atacar infraestruturas estratégicas.

    “Nós estamos a oferecer um acordo justo e razoável e eu espero que eles aceitem, porque, senão, os Estados Unidos vão deitar abaixo todas as centrais elétricas e todas as pontes no Irão”, escreveu na Truth Social.

    Segunda-feira: “Muitas bombas vão explodir”

    Nesta segunda-feira, Trump voltou a alertar o Irã. Em entrevista à Bloomberg, afirmou que o cessar-fogo atual termina “quarta-feira à noite, na hora de Washington”.

    “É muito improvável que eu o prolongue. Eu não vou ser apressado a fazer um mau acordo. Temos todo o tempo do mundo”, disse.

    À PBS News, já havia declarado que, caso o cessar-fogo termine sem um acordo, “então, muitas bombas vão explodir”.

    O cessar-fogo teve início na noite de 7 de abril e foi estabelecido por um período de duas semanas. Sem prorrogação, a previsão inicial era que terminasse na noite de terça-feira, e não na quarta.
     
     

     

    Em 48h, Trump vai de “Irã concordou com tudo” a “país será destruído”

  • Botafogo volta a sofrer transfer ban da Fifa por dívida milionária

    Botafogo volta a sofrer transfer ban da Fifa por dívida milionária

    O Botafogo voltou a sofrer punição da FIFA e entrou novamente na lista de clubes com transfer ban ativo, ficando impedido de registrar novos jogadores.

    A sanção está relacionada a uma dívida com o Ludogorets pela contratação do atacante Rwan Cruz. O jogador foi adquirido em fevereiro de 2025 por 8 milhões de euros, valor que não foi quitado.

    O novo bloqueio expõe as dificuldades financeiras enfrentadas pela SAF comandada por John Textor, que também resultaram na saída do diretor financeiro Anderson Santos, mais um nome importante da gestão.

    O clube já havia passado por situação semelhante entre dezembro e janeiro, quando foi punido por não pagar o Atlanta United pela transferência de Thiago Almada. Na ocasião, um acordo chegou a ser firmado, mas não foi integralmente cumprido, levando o Botafogo a solicitar novos prazos para quitar os valores.

    Nesta segunda-feira (20), estava prevista uma assembleia convocada por Textor para aprovar a emissão de novas ações, com o objetivo de levantar cerca de R$ 125 milhões e aliviar o caixa. No entanto, a reunião não atingiu o quórum necessário e deverá ser realizada em segunda convocação na próxima semana.

    Um relatório de consultoria contratado pelo clube aponta que o endividamento da SAF gira em torno de R$ 2,5 bilhões, com base em dados até 31 de dezembro de 2025, evidenciando o cenário de crise que se intensifica nos bastidores do Botafogo.

    Segundo pesquisa Datafolha, 54% da população diz não ter interesse em assistir aos jogos do Mundial. O instituto ouviu 2.004 pessoas, entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

    Folhapress | 20:45 – 20/04/2026

    Botafogo volta a sofrer transfer ban da Fifa por dívida milionária

  • Quase metade das músicas enviadas diariamente são geradas por IA, diz Deezer

    Quase metade das músicas enviadas diariamente são geradas por IA, diz Deezer

    Relatório aponta crescimento acelerado de faixas criadas por IA, que já representam quase metade dos envios diários. Plataforma diz limitar alcance e monetização desses conteúdos, enquanto maioria dos usuários não consegue distinguir músicas artificiais das produzidas por humanos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Deezer revelou que 44% das novas músicas enviadas diariamente para a plataforma são geradas por inteligência artificial. O dado foi divulgado em um relatório publicado pelo serviço nesta segunda, e o documento também mostra que cerca de 75 mil faixas geradas artificialmente são publicadas por dia.

    No ano passado, conforme a plataforma de streaming, apenas cerca de 20 mil canções criadas com IA eram publicadas diariamente, o que equivale a 18% do total apresentado atualmente. O Deezer diz que sinaliza as músicas identificadas e as remove das recomendações de usuários e impede a monetização das mesmas. Segundo o serviço, conteúdos do tipo estão apenas entre 1% e 3% das reproduções.

    No último mês de novembro, a plataforma também divulgou um estudo internacional que indicava que 97% dos usuários são incapazes de diferenciar músicas geradas por IA daquelas produzidas por humanos.

    Quase metade das músicas enviadas diariamente são geradas por IA, diz Deezer

  • Anne Hathaway é eleita a mais bonita do ano pela revista People

    Anne Hathaway é eleita a mais bonita do ano pela revista People

    Atriz é destaque da lista anual da People aos 43 anos, em meio ao retorno com sequência de “O Diabo Veste Prada” e novos projetos no cinema. Hathaway relembra desafios da carreira e fala sobre amadurecimento e autoestima

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A revista americana People elegeu Anne Hathaway a pessoa mais bonita de 2026. A atriz estampa a capa da edição da publicação que traz sua tradicional lista anual de belos e belas ao redor do mundo.

    Aos 43 anos, Hathaway está de volta aos holofotes por estrelar a continuação de “O Diabo Veste Prada”, que chega aos cinemas no próximo dia 30. Uma das atrizes mais requisitadas de Hollywood, ela protagoniza outros quatro filmes que estreiam neste ano nos Estados Unidos.

    A publicação resgata a trajetória da americana, que descobriu que queria atuar quando tinha três anos. Ela, cuja mãe é atriz, disse que os pais a seguraram por dez anos, e então ela conseguiu um agente por conta própria.

    Sobre o longa original de “O Diabo Veste Prada”, disse que ficou estressada e ansiosa durante as gravações, mas que foi uma das “experiências mais hilariantes” por causa das pessoas com quem trabalhou -ela atuou ao lado de Meryl Streep, Emily Blunt e Stanley Tucci, que voltam na sequência.

    Outro episódio marcante de sua filmografia foi quando viveu a Mulher-Gato em “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, em 2012. Seu traje preto e colado causou muitos comentários à época. Hathaway desabafou que se incomodava quando as pessoas perguntavam quanto peso ela teve de perder para entrar no figurino. “Não gostava que a entrada para a pergunta fosse essa, e não: ‘quão forte você teve que ficar para fazer esse papel?’”, comentou.

    Apesar da carreira de sucesso, Hathaway contou que se sentia desajeitada até o fim dos seus 30 anos. “Quando eu era criança, achava falar muito difícil. Então tinha um pouco de estresse e ansiedade em relação a, tipo, me comunicar.”

    Hoje, ela é segura de si. Sobre envelhecer, deu como dica ser mais séria sobre como você cuida de si mesma, além de não se deixar mais levar tanto pelas coisas. Hathaway vive com o marido, o produtor de cinema Adam Shulman, 45, e os dois filhos, Jonathan, 10, e Jack, 6.

    Anne Hathaway é eleita a mais bonita do ano pela revista People

  • Empresa dos EUA compra única mina brasileira de terras raras

    Empresa dos EUA compra única mina brasileira de terras raras

    Aquisição bilionária coloca mina brasileira sob controle dos EUA e reforça disputa global por minerais estratégicos. Negócio prevê contrato de longo prazo e expansão da cadeia produtiva fora da Ásia, hoje dominada pela China.
     

    A empresa brasileira Serra Verde, especializada em terras raras, foi adquirida pela norte-americana USA Rare Earth (USAR) em uma negociação avaliada em cerca de US$ 2,8 bilhões. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (20) pelas companhias.

    A Serra Verde opera a mina de Pela Ema, em Minaçu (GO). Com o acordo, a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, em produção desde 2024, passa a ser controlada por uma empresa dos Estados Unidos.

    A operação é estratégica por envolver a produção de terras raras pesadas consideradas críticas, como disprósio, térbio e ítrio. Esses materiais são fundamentais para a fabricação de ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones, aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência e também em setores como semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial. Atualmente, mais de 90% da produção global desses minerais está concentrada na China.

    Segundo a Serra Verde, a transação pode resultar na criação de uma das maiores empresas do setor no mundo. A produção em Goiás ainda está na fase inicial, mas há expectativa de expansão até 2030.

    “As operações de mineração e processamento da Serra Verde terão um papel central no estabelecimento da primeira cadeia de suprimentos de terras raras da mina ao ímã fora da Ásia, quando combinadas com as capacidades de mineração e ‘downstream’ da USAR”, informou a empresa.

    Contrato de 15 anos

    O acordo prevê um contrato de fornecimento de 15 anos para abastecer uma empresa de propósito específico (SPV), financiada por agências do governo dos Estados Unidos e investidores privados, com 100% da produção da primeira fase, com preços mínimos garantidos.

    “O acordo proporciona fluxos de caixa seguros e previsíveis, reduzindo riscos e apoiando novos investimentos”, afirmou a USAR em comunicado.

    A expectativa é criar uma multinacional com operações no Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido, atuando em toda a cadeia de valor das terras raras, da extração à fabricação de ímãs.

    A negociação ocorre em meio a críticas do presidente Donald Trump à dependência global da produção chinesa, tema que tem gerado tensões com Pequim.

    “Esses marcos demonstram a capacidade do Brasil de assumir papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimento de terras raras”, afirmou Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração.

    O mercado reagiu positivamente ao anúncio. Por volta das 15h30, as ações da USAR na Nasdaq subiam mais de 8%.

    A operação prevê a manutenção da equipe da empresa brasileira, com dois executivos integrando a diretoria da USAR: Sir Mick Davis e Thras Moraitis.

     
     

    Empresa dos EUA compra única mina brasileira de terras raras

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  • Brasil e Alemanha firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras

    Brasil e Alemanha firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras

    Acordo prevê cooperação em pesquisa, inovação e exploração de minerais estratégicos, além de novos investimentos e parcerias em áreas como clima, tecnologia e indústria, fortalecendo relações bilaterais em meio à transição energética global.

    Brasil e Alemanha assinaram, nesta segunda-feira (20), em Hannover, uma declaração conjunta de intenções para ampliar a cooperação científica e tecnológica na área de minerais críticos e estratégicos, considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento de tecnologias emergentes.

    O ato foi firmado durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu com o chanceler alemão Friedrich Merz.

    O acordo, celebrado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha, estabelece bases para intensificar ações conjuntas em pesquisa, desenvolvimento e inovação ao longo de toda a cadeia produtiva desses insumos.

    Os minerais críticos são fundamentais para tecnologias modernas, defesa e transição energética, como baterias, painéis solares e turbinas, e sua oferta enfrenta riscos de escassez ou concentração em poucos fornecedores.

    O Brasil concentra algumas das maiores reservas dessas matérias-primas no mundo. Após o encontro bilateral, Lula destacou a necessidade de agregar valor à produção nacional. “Nossas reservas também nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer exportações excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities”, afirmou.

    Segundo o acordo, os países devem ampliar a cooperação em exploração, extração e processamento de minerais como terras raras, além de incentivar pesquisa, desenvolvimento e inovação para fortalecer cadeias produtivas, soberania tecnológica e capacidades industriais.

    Entre os compromissos estão o apoio à inovação, especialmente por pequenas e médias empresas, o desenvolvimento de projetos conjuntos, o intercâmbio de cientistas e técnicos e a criação de um programa bilateral de financiamento, previsto para 2026.

    Outros acordos

    Além da cooperação em minerais críticos, Brasil e Alemanha firmaram outros 14 atos durante a visita oficial.

    Entre eles, há um acordo para reforçar o combate a crimes ambientais, como desmatamento, tráfico de fauna e flora, pesca e mineração ilegais, e outro voltado à cooperação em inteligência artificial, com foco em governo digital e aplicações industriais.

    Também foi assinada uma carta de intenções para ampliar os recursos destinados ao Fundo de Combate às Mudanças Climáticas, coordenado pelo governo brasileiro e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco de desenvolvimento alemão KfW deve aportar cerca de 500 milhões de euros.

    Os dois países ainda formalizaram parcerias nas áreas de defesa, pesquisa oceânica, apoio a micro e pequenas empresas, pesquisa aeroespacial, tecnologias quânticas e economia circular.

    Em sua segunda visita oficial à Alemanha neste mandato, Lula foi recebido com honras militares em Hannover. O Brasil está entre os poucos países com os quais a Alemanha mantém uma parceria estratégica, o mais alto nível de relação diplomática.

    “Essa proximidade é mais importante do que nunca nesses tempos de tantas mudanças na ordem mundial. Queremos fortalecer o benefício comum e expandir nossa rede. Queremos ser parceiros fortes e com ideias afins”, afirmou Merz.

    Além da reunião bilateral, Lula discursou na abertura da Hannover Messe, considerada a maior feira industrial do mundo, que neste ano tem o Brasil como destaque, e participou de encontro com empresários, destacando oportunidades no setor de biocombustíveis. 

    Brasil e Alemanha firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras

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  • Dino propõe reforma do Judiciário e abre novo embate com Fachin por agenda ética

    Dino propõe reforma do Judiciário e abre novo embate com Fachin por agenda ética

    Proposta de reforma do Judiciário amplia debate no STF e expõe divergências internas. Dino defende mudanças estruturais, com foco em transparência, punição e eficiência, enquanto tema reacende discussões sobre atuação da corte e confiança pública.

    (CBS NEWS) – Em meio à crise de imagem do STF (Supremo Tribunal Federal) e às disputas internas entre integrantes da corte, o ministro Flávio Dino propôs, nesta segunda-feira (20), uma nova reforma do Poder Judiciário.

    A iniciativa, exposta pelo ministro em artigo publicado no portal ICL Notícias, abre uma nova frente de embate com o grupo do presidente da corte, Edson Fachin, em torno de uma agenda ética e moral para a magistratura.

    “O Brasil precisa de mais Justiça, não menos, como parecem pretender certos discursos superficiais sobre uma suposta ‘autocontenção’, vista como uma ‘pedra filosofal’”, critica Dino no artigo.

    A autocontenção do Judiciário é uma das bandeiras mais defendidas por Fachin na sua gestão -ele usou a expressão, por exemplo, em discurso em março.

    O presidente do STF, no entanto, tem dito a interlocutores que não vê clima de tensão na corte, mas discordâncias naturais sobre assuntos institucionais. Procurado pela reportagem, Fachin afirmou, por meio da secretaria de comunicação do tribunal, que a iniciativa de Dino “merece aplauso e apoio”.

    Dino propõe a criação de tipos penais mais rigorosos para crimes cometidos por juízes e procuradores e cita a necessidade de regular “direitos, deveres, remuneração, impedimentos, ética e disciplina das carreiras jurídicas”.

    As duas sugestões se somam a outras 13 que, segundo ele, “demonstram a necessidade de uma verdadeira reforma do Judiciário, que resolva problemas concretos atualmente vivenciados por empresas e cidadãos, além do próprio Poder Público”.

    Desde fevereiro, decisões proferidas por Dino têm sido interpretadas como recados a Fachin e como uma forma de forçar o presidente do STF a enfrentar certos temas, como as verbas pagas acima do teto e a aposentadoria compulsória como punição a magistrados infratores. O artigo desta segunda-feira cita esses dois pontos.

    Interlocutores de Dino afirmam que, enquanto Fachin insiste na aprovação de um código de conduta para regulamentar, por exemplo, a realização de palestras e manifestações públicas de ministros, os reais problemas do Judiciário são de outra natureza.

    “Mudanças superficiais, assentadas em slogans fáceis, ou de caráter puramente retaliatório não fortalecem o Brasil. O que o robustece é uma Justiça rápida, acessível e confiável“, escreveu Dino no artigo.

    Um dos primeiros pontos da reforma de Dino faz referência indireta ao caso Banco Master, ao propor criar “critérios para expedição de precatórios e para cessão de tais créditos a empresas e fundos, visando eliminar precatórios temerários e fraudulentos”.

    O ministro também propõe “tramitação adequada de processos na Justiça Eleitoral, evitando o indevido prolongamento atualmente verificado, causando insegurança jurídica e tumultos na esfera política, como se verifica atualmente em dois Estados”.

    Dino se refere aos casos do Rio de Janeiro e de Roraima -os respectivos governadores respondiam a processos de cassação que demoraram meses até serem efetivamente pautados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    O assunto motivou troca de farpas entre o decano da corte, Gilmar Mendes, e a presidente do TSE, Cármen Lúcia, na sessão da semana passada. A ministra disse que seguiu todos os ritos e que não procede a alegação de que os casos tenham “ficado na gaveta”.

    A lista de Dino também fixa “limites para o uso de inteligência artificial na tramitação de processos judiciais” e mais transparência na arrecadação e no uso dos recursos que integram o Fundo de Modernização do Judiciário.

    Outra sugestão de Dino é a criação de instâncias especializadas, em todos os tribunais, para dar mais agilidade a processos sobre crimes contra a pessoa, crimes contra a dignidade sexual e improbidade administrativa.

    Ele mencionou ainda a “revisão das competências constitucionais do STF e dos tribunais superiores” e a discussão sobre “requisitos processuais para acesso recursal” às cortes superiores, como o STJ (Superior Tribunal de Justiça), com o objetivo de agilizar ações judiciais.

    O ministro diz ainda que decisões do STF sobre temas que envolvem grandes interesses, como a pandemia, negacionismo climático, big techs e emendas parlamentares, fizeram crescer os debates na sociedade sobre o papel da corte.

    “O STF foi alvo de retaliações estrangeiras, sem, contudo, se curvar a imposições, o que provavelmente ampliou sentimentos vis. De outra face, é inequívoco que em um mundo marcado por tantas desigualdades, conflitos e precariedades institucionais, reformas são bem-vindas, quando inspiradas pelo interesse público e revestidas de consistência técnica”, afirmou.

    Dino afirma que a última reforma foi há 22 anos e que é chegada a hora de os órgãos que integram o sistema de Justiça e as entidades representativas de seus membros debaterem “um novo ciclo de mudanças constitucionais e legais”.

    O PT, partido do presidente Lula, também passou a defender reforma no Judiciário nas últimas semanas. O presidente do partido, Edinho Silva, disse que mudanças são necessárias “para que as falhas deixem de acontecer”.

    Fachin tem defendido a elaboração de um código de ética desde o ano passado e designou Cármen Lúcia para relatar uma proposta. As discussões ocorrem em meio ao desgaste da corte com as investigações sobre o Master, que levantaram suspeitas sobre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

    O presidente do STF afirmou que Dino traz, com as propostas, “uma reflexão oportuna e bem estruturada sobre a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário, tratando o tema com seriedade institucional e senso de responsabilidade republicana”.

    “Ao evitar soluções simplistas, o texto valoriza um diagnóstico consistente e propõe caminhos que dialogam com demandas reais da sociedade, especialmente no que diz respeito à eficiência, transparência e fortalecimento da confiança pública nas instituições.”

    Fachin destacou a ênfase que Dino deu “à ética e à responsabilidade funcional, sem perder de vista as garantias essenciais da magistratura”. Para o presidente do STF, a proposta equilibra de forma sóbria a independência judicial com mecanismos de controle, “reforçando a ideia de que credibilidade institucional depende, também, da capacidade de reconhecer falhas e corrigi-las com firmeza e justiça”.

    “Por fim, o texto contribui para qualificar o debate público ao tratar a reforma do Judiciário como um processo contínuo, aberto e plural. Ao estimular a reflexão e o diálogo, oferece uma base sólida para a construção de consensos, sempre orientados pelo interesse público e pela preservação dos valores que sustentam o Estado de Direito”, conclui o presidente do STF.

    Dino propõe reforma do Judiciário e abre novo embate com Fachin por agenda ética

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  • Quem é John Ternus, o próximo CEO da Apple

    Quem é John Ternus, o próximo CEO da Apple

    Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook -que lidera a Apple desde 2011 e se tornará presidente executivo do conselho. Aos 50 anos, Ternus se tornará CEO com a mesma idade que Cook tinha quando assumiu o posto do cofundador Steve Jobs, em 2011

    PELOTAS, RS (CBS NEWS) – A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que o executivo John Ternus será o próximo CEO da companhia. O veterano chefe de hardware irá conduzir a empresa enquanto a fabricante do iPhone se prepara para mudanças em todo o setor impulsionadas pela IA (inteligência artificial).

    Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook -que lidera a Apple desde 2011 e se tornará presidente executivo do conselho. Aos 50 anos, Ternus se tornará CEO com a mesma idade que Cook tinha quando assumiu o posto do cofundador Steve Jobs, em 2011.

    Ele também passará a fazer parte do conselho de administração da empresa.
    Ternus é natural do estado da Califórnia e entrou na equipe de design de produtos da Apple em 2001 e se tornou vice-presidente de engenharia de hardware em 2013. Ele passou a integrar a equipe executiva da empresa em 2021, quando assumiu seu cargo atual de vice-presidente sênior de engenharia de hardware, reportando-se a Cook.

    Antes da Apple, Ternus trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ele se formou em engenharia mecânica pela Universidade da Pensilvânia, onde fez parte da equipe de natação. Para seu projeto de conclusão de curso, ele projetou um dispositivo que permitia a tetraplégicos usar movimentos da cabeça para controlar um braço mecânico de alimentação.

    CUIDADOSO E DISCRETO

    Ternus supervisionou algumas das apostas mais importantes da Apple em hardware nos últimos anos, incluindo as equipes responsáveis por iPhone, iPad, Mac, Apple Watch e AirPods.

    Ele teve um papel fundamental na retomada das vendas de produtos como os computadores Mac da Apple, que ganharam participação de mercado nos últimos anos. Também apresentou mais recentemente o iPhone Air no ano passado, a maior reformulação do iPhone desde 2017.

    Por volta de 2018, a Apple considerou adicionar um pequeno laser aos seus iPhones. O componente permitiria aos consumidores tirar fotos melhores, mapear seus arredores com mais precisão e usar novos recursos de realidade aumentada. Mas também custaria à Apple cerca de US$ 40 por aparelho, reduzindo os lucros da empresa.

    Foi Ternus que sugeriu adicionar o componente apenas aos modelos mais caros do iPhone, disseram duas pessoas familiarizadas com as discussões ao New York Times. Esses dispositivos, argumentou Ternus à época, tendiam a ser comprados pelos clientes mais fiéis da Apple, que ficariam empolgados com a nova tecnologia. Os consumidores comuns, por outro lado, provavelmente não se importariam.

    Encontrar o equilíbrio entre adicionar novos recursos aos produtos da Apple enquanto cuida do resultado financeiro tem definido o estilo cuidadoso e discreto de Ternus, conhecido por sua atenção aos detalhes e seu conhecimento da vasta rede de fornecedores da Apple –características que também definiram o estilo de gestão de Cook.

    Ambos também são considerados colaboradores equilibrados, capazes de navegar pela burocracia de uma das empresas mais ricas do mundo sem criar atritos. “Se você quer fazer um iPhone todo ano, Ternus é o cara certo”, disse Cameron Rogers, que trabalhou em gestão de engenharia de produtos e software na Apple de 2005 a 2022.

    TRAJETÓRIA NA APPLE

    Ternus é o primeiro CEO da Apple em três décadas a ter passado sua carreira trabalhando com hardware. Diferentemente de alguns dos outros candidatos a substituir Cook, ele trabalhou em muitos dos dispositivos da Apple, bem como nas operações globais que fabricam esses produtos.

    No entanto, ele assume como um relativo desconhecido fora da empresa. Internamente, ele é mais conhecido por manter produtos do que por desenvolver novos, de acordo com seis ex-funcionários. E Ternus, que foi engenheiro no Vale do Silício durante toda a sua vida adulta, tem exposição limitada às questões políticas e responsabilidades associadas ao cargo máximo da Apple.

    Nos quatro anos após se formar em 1997, ele projetou headsets e outros produtos em uma startup de realidade virtual. Ele então entrou na Apple, trabalhando primeiro em telas para Macs enquanto a empresa fazia a transição dos coloridos iMacs do final dos anos 90.

    Em cerca de três anos, se tornou gerente, disse Steve Siefert, o primeiro chefe de Ternus na Apple. Durante esse período, a equipe mudou de andar, passando de um escritório fechado para um layout majoritariamente aberto com alguns escritórios. Quando foi promovido, Ternus teve a opção de se mudar para um desses escritórios, mas recusou.

    Ternus era “um homem do povo”, disse Siefert, acrescentando que a decisão de sentar com sua equipe provavelmente ajudou Ternus a gerenciar e motivar sua equipe. Quando Siefert se aposentou em 2011, liberando seu escritório, Ternus mais uma vez disse que queria permanecer no espaço aberto.

    Em 2005, Ternus havia sido promovido para liderar a equipe de engenharia de hardware da Apple para iMacs enquanto ela desenvolvia a série G5, disse Michael D. Hillman, que ajudou a contratar Ternus e trabalhou com ele na Apple por mais de uma década.

    Ternus passou longos períodos trabalhando com fabricantes na Ásia, disse Hillman. O executivo viajava entre o continente e o Vale do Silício e aprendeu como podia ser difícil fazer um fornecedor de manufatura entregar conforme as expectativas de design da Apple. A Apple também colocou Ternus com um consultor externo para aconselhá-lo sobre liderança.

    Ternus se tornou um tenente-chave de Dan Riccio, seu antecessor como chefe de hardware da Apple. Em 2013, o papel de Ternus havia se expandido para incluir a supervisão das equipes de Mac e iPad.

    Nos últimos anos, ele assumiu mais responsabilidade por atualizações nos produtos da Apple. Ele liderou o iPhone Air, lançado no ano passado com um novo design fino, e foi um líder-chave na transição da Apple do uso de chips da Intel em Macs para o uso dos próprios chips da empresa em 2020. Ternus também esteve envolvido nas experimentações da Apple com telefones dobráveis, de acordo com uma das pessoas próximas à empresa.

    “A promoção de Ternus indica que a empresa vai focar em novos dispositivos de hardware, como celulares dobráveis, óculos, dispositivos de realidade virtual e AI pins”, disse Gil Luria, diretor-geral da D.A. Davidson & Co.

    Quem é John Ternus, o próximo CEO da Apple

  • Governo Trump manda delegado da PF que atuou no caso Ramagem deixar o país

    Governo Trump manda delegado da PF que atuou no caso Ramagem deixar o país

    Governo dos EUA acusa delegado brasileiro de interferir em caso migratório e pede sua saída do país. Episódio envolve prisão de Alexandre Ramagem e gera tensão entre autoridades, com PF afirmando não ter sido notificada formalmente

    (CBS NEWS) – O governo Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (20) que um funcionário brasileiro teria atuado para manipular o sistema de imigração “para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território” americano.

    O funcionário citado seria o delegado da PF (Polícia Federal) Marcelo Ivo de Carvalho, que atua em Miami, conforme a Folha apurou. Ele atua como adido da PF em Miami e teve participação no caso que levou à prisão do ex-delegado federal e ex-deputado Alexandre Ramagem, na semana passada pelo ICE, a agência de imigração dos EUA. Ramagem foi solto dois dias depois.

    Marcelo retorna ao Brasil nesta terça-feira (21), segundo fontes da PF ouvidas pela reportagem.

    Após a prisão do ex-deputado, a Polícia Federal afirmou que teria havido uma ação conjunta entre EUA e Brasil.

    Porém, como a Folha mostrou, um documento do Departamento de Segurança Interna apontava que o ex-deputado estava com o visto vencido e, por isso, poderia ser passível de deportação ao Brasil. Após a saída de Ramagem da prisão, o ex-deputado gravou um vídeo nas redes sociais em que agradeceu a alta cúpula do governo Donald Trump pela sua soltura.

    Ele também disse que entrou “regularmente nos EUA, com passaporte válido, visto válido” e que, na sequência, entrou com pedido de asilo.

    “Rebeca e eu estamos dentro de todos os procedimentos e todas as fases, o que nos confere estado de permanência regular nos EUA. E aqui eu venho agradecer o governo americano, da mais alta cúpula do governo Trump”, afirma Ramagem no vídeo.

    Após a informação publicada pelo governo Trump, agora a PF diz que não foi notificada pelo pedido sobre a saída de Ivo do território americano.

    “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA. Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso”, diz um post da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que foi publicado pelas redes sociais.

    Outro post idêntico foi publicado pelo escritório de relações ocidentais do Departamento do Estado dos EUA.

    Marcelo Ivo foi designado, em março de 2023, para exercer a função de oficial de ligação junto ao ICE (sigla em ingês para Serviço de Imigração e Alfândega), em Miami. Esse tipo de missão para os policiais federais brasileiros tem um período específico. No caso da função junto ao ICE, era de dois anos.

    A permanência do delegado -que antes foi superintendente da PF na Paraíba- foi prorrogada, até agosto de 2026, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União.

    Mas, em 17 de março deste ano, o delegado-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinou a substituição de Marcelo por outra delegada, Tatiana Torres. A troca formal, portanto, se deu antes do episódio da prisão de Ramagem.

    A partir do episódio envolvendo o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento na trama golpista, o delegado Marcelo foi “convidado” a deixar os EUA, segundo policiais ouvidos pela reportagem.

    Fontes da PF dizem que a diplomacia americana tem a prerrogativa para pedir uma substituição do tipo e que Marcelo Ivo voltaria ao Brasil de toda forma, como já estava previsto. A saída foi acelerada, segundo essas fontes, em razão dos acontecimentos relacionados a Ramagem e da pressão feita pelo governo de Donald Trump.

    O caso de Ramagem passou pelo então oficial de ligação junto ao ICE, segundo esses policiais.

    Ramagem foi condenado à prisão no ano passado na mesma ação que levou à cadeia o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Governo Trump manda delegado da PF que atuou no caso Ramagem deixar o país

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