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  • China confirma visita de Trump de 13 a 15 de maio: "A convite de Xi"

    China confirma visita de Trump de 13 a 15 de maio: "A convite de Xi"

    Visita entre 13 e 15 de maio ocorre em meio a tensões comerciais e geopolíticas; encontro deve abordar tarifas, tecnologia, inteligência artificial e negociações bilaterais após trégua firmada em outubro

    A China confirmou nesta segunda-feira (11) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai visitar o país nesta semana, período em que deve se reunir com o líder chinês e discutir o Irã e disputas comerciais. “A convite do Presidente Xi Jinping, o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald J. Trump, vai realizar uma visita de Estado à China de 13 a 15 de maio”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da China, em comunicado.

    Diferentemente do que costuma ocorrer em visitas oficiais, a China evitou até agora confirmar as datas da viagem de Trump, especialmente por causa das incertezas envolvendo a guerra no Oriente Médio. A Casa Branca havia anunciado inicialmente a ida do presidente americano à China para o fim de março ou início de abril.

    No entanto, Donald Trump decidiu adiar a viagem para meados de maio, afirmando que queria priorizar a gestão da crise no Irã, com o bloqueio do Estreito de Ormuz afetando a economia global e os preços da energia no mercado internacional.

    A visita será a primeira de um presidente dos EUA à China desde a realizada por Trump em 2017, durante seu primeiro mandato, e acontece em um momento de diversas disputas bilaterais, que incluem questões relacionadas a Taiwan e ao Mar do Sul da China.

    As restrições americanas à exportação de tecnologia para a China, além de tarifas e temas ligados à inteligência artificial, estarão na pauta da visita, que ocorrerá de quarta a sexta-feira, informou a Casa Branca.

    A viagem acontece após a trégua comercial acertada pelos dois líderes em outubro, na cidade sul-coreana de Busan, e será precedida por negociações comerciais que o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, devem realizar na quarta-feira em Seul.

    Em março, He e Bessent lideraram uma rodada de negociações comerciais de dois dias em Paris, que também contou com a presença do representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

    Durante as conversas, as delegações trataram de temas como terras raras, o déficit comercial americano, possíveis compras chinesas de produtos agrícolas, energia e aeronaves, além da criação de uma espécie de “conselho comercial” para administrar as trocas bilaterais.

    Donald Trump chegará a Pequim na noite de quarta-feira, informou Anna Kelly, vice-secretária de imprensa, a jornalistas.

    Uma cerimônia de boas-vindas e uma reunião bilateral com Xi Jinping estão previstas para a manhã de quinta-feira, seguidas de uma visita ao Templo do Céu à tarde e de um banquete de Estado à noite, acrescentou Kelly.

    Os dois presidentes devem tomar chá juntos, seguido de um almoço de trabalho na sexta-feira, antes de Donald Trump retornar a Washington.

    A visita será uma oportunidade para o republicano “reequilibrar a relação com a China e priorizar a reciprocidade e a justiça, de forma a restaurar a independência econômica americana”, afirmou Anna Kelly. “Esta será uma visita de considerável importância simbólica”, mas que também permitirá que “bons acordos sejam fechados”, assegurou.

     
     
     
     

    China confirma visita de Trump de 13 a 15 de maio: "A convite de Xi"

  • Operação contra Ciro Nogueira e disputa no Senado antecipam embate de Lula e Flávio sobre o Master

    Operação contra Ciro Nogueira e disputa no Senado antecipam embate de Lula e Flávio sobre o Master

    Operação da PF e derrota de indicado ao STF antecipam embate entre Lula e Flávio Bolsonaro, com troca de acusações e estratégias nas redes; caso Banco Master deve ganhar protagonismo na campanha eleitoral, enquanto ambos evitam romper pontes com o Congresso neste momento

    (CBS NEWS) – A operação da Polícia Federal que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a derrota no Senado da indicação de Jorge Messias para uma cadeira no STF (Supremo Tribunal Federal) anteciparam o embate político em torno do caso Master entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Lula se prepara para explorar os desdobramentos dos casos durante a campanha, em agosto, mas evita contaminar agora sua relação com o Congresso Nacional. A ação contra Ciro Nogueira e o veto a Messias, no entanto, levaram seus aliados a colocar desde já na rua a estratégia de ligar o escândalo do Master à direita.

    Ciro Nogueira foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL) e era uma das opções para assumir a vice de Flávio. A suspeita é de que ele tenha recebido dinheiro do Master para defender o banco no Congresso. O parlamentar nega. Desde a operação da PF na quinta (7), isso foi explorado pela esquerda nas redes sociais, gerando desgaste ao adversário, como seus próprios aliados admitem.

    O núcleo duro da campanha do filho de Bolsonaro notou que esse discurso de aliados de Lula repercutiu nas redes sociais e levou a uma reação de Flávio para, mais do que passar a imagem de ser a favor das investigações, tentar atrelar suspeitas de desvios ao PT.

    Ambos os lados tratam o tema com cautela. Flávio não quer prescindir de uma eventual aliança com Ciro Nogueira, que pode ser relevante em termos de tempo de televisão e dinheiro para sua campanha. Antes mesmo da operação, o parlamentar do Piauí já tinha caído nas apostas para a vice.

    Lula, por sua vez, tenta se equilibrar entre a governabilidade e a disputa eleitoral ao lidar com o impacto do escândalo do Master sobre o Congresso e o STF. Logo após a operação da PF, o presidente orientou aliados a não tripudiar.

    A ideia é refutar acusações de instrumentalização da corporação contra adversários, principalmente após o Senado rejeitar a acusação de Messias.

    Um dos argumentos para sustentação dessa estratégia é o de que o relator do caso no STF, ministro André Mendonça, foi indicado pelo ex-presidente Bolsonaro, pai de Flávio.

    A tática é adotada num momento em que Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tentam restabelecer pontes. Alcolumbre é próximo a Ciro Nogueira e padrinho político do presidente da Amprev (Amapá Previdência), gestora do regime próprio de previdência do estado, que aportou recursos da instituição no Master.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, Alcolumbre sinalizou que deseja um encontro com Lula.

    Mesmo entre aliados de Lula que recomendam cautela, porém, há o consenso de que o caso Master será um dos temas da eleição. A aposta é que o petista precisará fazer “do limão uma limonada” e transformar a derrota de Messias numa pauta eleitoral positiva.

    A ideia é adotar um discurso antissistema na campanha, denunciando a rejeição a um evangélico e a existência de um consórcio entre o centrão e a direita para dificultar o avanço das investigações sobre o banco.

    O embasamento para essa ofensiva é denunciar que a desaprovação de Messias e a derrubada do veto da dosimetria fazem parte de um acordo do centrão com a direita e uma ala do STF para frear as investigações.

    A oposição passou meses pedindo a CPI para investigar o escândalo, mas isso gerou um impasse para a derrubada do veto da dosimetria -que reduz as penas dos condenados por golpismo. Esse tipo de comissão tem instalação obrigatória na primeira sessão do Congresso após a reunião das assinaturas necessárias.

    Dessa forma, Alcolumbre indicou que não convocaria a reunião do Congresso para derrubar o veto até a oposição garantir que não usaria a sessão para pressionar pela instalação da CPI. De fato, o PL de Flávio Bolsonaro não pressionou pela abertura do colegiado durante a votação da dosimetria, no último dia 30.

    O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou à reportagem que o partido vai expor o que seria um consórcio entre centrão e a direita para enterrar a comissão. “De um lado derrubou a dosimetria e do outro protegeu o ministro Alexandre de Moraes e os congressistas envolvidos com o Master, derrubando a CPI. Ficou claro esse acordo”, disse.

    Messias foi apoiado publicamente pelo ministro André Mendonça, que tentou virar votos na oposição para fazer do advogado-geral da União seu colega no STF. Petistas alardearão que Messias foi rejeitado porque, se aprovado, integraria a ala do da corte que defenderia a investigação do Master.

    Apesar do pedido de Lula para não se vangloriar da operação contra Ciro Nogueira, uma ala da esquerda partiu para o ataque, antecipando o discurso da campanha contra Flávio. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), publicou uma montagem que mostra os senadores como uma dupla sertaneja chamada “Rachadinha & Mesadinha”.

    O pré-candidato do PL logo percebeu rapidamente que a operação da PF contra Ciro Nogueira abriria um flanco de desgaste, uma vez que o senador era cotado para ser seu vice. Flávio publicou dois vídeos, feitos em estúdio, defendendo a investigação e atacando a base governista por não ter aderido ao pedido de CPI do Master articulado pela oposição.

    Ele não fez referência a Ciro Nogueira, mas apontou suspeitas sobre o envolvimento do PT da Bahia com o escândalo.

    Interlocutores admitem o receio de Flávio Bolsonaro porque Ciro Nogueira é uma pessoa próxima. Por isso não irão atacá-lo, mas deixam claro que possuem munição para contra-atacar o governo, apontando que o senador do Piauí, apesar de ter sido chefe da Casa Civil de Bolsonaro, antes foi aliado de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff.

    Nesta sexta (8), em entrevista em Florianópolis (SC), Flávio tentou se distanciar do senador do PP e disse que as acusações são graves. “Vocês querem me vincular com o Ciro Nogueira, mas o Banco Master é do Lula”, disse.

    Ele afirmou ainda: “Não é que as pessoas têm proximidade comigo que eu vou ter que responder pelos atos dela”.

    Operação contra Ciro Nogueira e disputa no Senado antecipam embate de Lula e Flávio sobre o Master

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  • Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

    Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

    Documentos apontam que agência contratou influenciadores por até R$ 8 milhões para atacar o Banco Central e o ex-diretor Renato Gomes, com conteúdos e roteiros previamente definidos; Polícia Federal investiga a atuação e já identificou dezenas de perfis envolvidos

    (FOLHAPRESS) – Os ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução da autarquia, Renato Gomes, seguiram uma cartilha com instruções e direcionamentos elaborados pelo projeto de gestão de crise de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    As informações estão em documentos do chamado “Projeto DV”, aos quais a reportagem teve acesso. O nome faz alusão às iniciais do ex-banqueiro.

    Os contratos com os influenciadores foram firmados pela agência Mithi, do publicitário Thiago Miranda. Somados, chegavam a R$ 8 milhões, mas a maior parte foi interrompida após a PF (Polícia Federal) começar a investigar o bombardeio contra o BC, em janeiro.

    O Banco Central virou alvo ao rejeitar a compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília). A PF identificou cerca de 40 perfis que teriam sido contratados por Vorcaro para integrar o projeto.

    As orientações do “Projeto DV” para as publicações eram direcionadas de acordo com o perfil de cada página, com indicações para títulos, textos, fotos e roteiros para vídeos curtos do Instagram. Alguns dos contratados cumpriram os direcionamentos à risca.

    Procurado, Thiago Miranda não quis se pronunciar. Ele irá prestar depoimento nesta terça-feira (12) à PF na investigação que apura os ataques ao BC e aos investigadores do caso Master.

    Dos R$ 8 milhões descritos nos contratos, Miranda fez pagamentos de R$ 3,5 milhões entre o fim de dezembro de 2025 e 5 de janeiro deste ano. As transferências ocorreram após ele ter recebido o mesmo valor da Super Empreendimentos, empresa ligada a Vorcaro.

    A defesa de Vorcaro não quis se manifestar.

    Um dos documentos se refere ao site GPS Brasília, que, além de site próprio, tem 182 mil seguidores no Instagram. O veículo deveria seguir um “tom liberal clássico, em defesa da livre iniciativa, institucional” e publicar títulos como “Fim da gestão Renato Gomes: um erro caro para o sistema financeiro”.

    Renato Gomes, que deixou o cargo em 31 de dezembro de 2025, foi o principal alvo das publicações encomendadas. Foi a área dele que recomendou o veto à compra do Master pelo BRB.

    Em 1º de janeiro, o portal fez a publicação intitulada “Saída de Renato Gomes do BC deixa indícios de um erro caro para o sistema financeiro”, distribuída no Instagram. O site já havia publicado, em 29 de dezembro, outro texto sob o título “Renato Gomes e um Banco Central fragilizado por decisões erradas”.

    O veículo firmou, em 3 de janeiro, contrato com a Mithi no valor de R$ 100 mil mensais, por um ano. O documento foi assinado por Rafael Badra, sócio do GPS Brasília.

    O acordo, fechado com cláusula de confidencialidade, previa a veiculação de seis conteúdos, metade no Instagram, e a outra no portal de notícias. A Folha teve acesso a comprovantes de pagamento feitos ao portal em 5 de janeiro, neste mesmo valor.

    O diretor e editor Jorge Eduardo disse que mantém contratos publicitários com várias agências. Também afirmou que o GPS Brasília já firmara acordos pontuais com a Mithi -um deles teria validade de um ano, mas foi rescindido dez dias após a assinatura.

    Segundo o editor, a interrupção foi feita por “incompatibilidades entre os conteúdos propostos e a linha editorial”. Ele diz que o site faz cobertura ampla, inclusive de notícias sobre o Master. “Reafirmamos nosso compromisso de fidelidade com os melhores princípios do jornalismo, pilar essencial de uma sociedade evoluída”.

    O projeto também incluiu contrato com uma empresa do jornalista Luiz Bacci, que tem 24,3 milhões de seguidores no Instagram. O pagamento previsto à BN Publicidade e Marketing, de Bacci, foi de R$ 500 mil mensais por seis meses, para 30 postagens mensais.

    Bacci confirmou à reportagem a relação comercial com a Mithi, mas não comentou detalhes. “Em conformidade com nossas diretrizes de compliance e sigilo, não divulgamos informações sobre contratos firmados com nossos clientes”, disse. Segundo Bacci, eles têm negócios desde 2021.

    Ele trabalhou no SBT de maio de 2025 ao fim de ano passado. Procurada, a emissora disse que encerrou o vínculo em 18 de dezembro. “À época de sua contratação, Bacci não foi questionado acerca de eventuais parcerias comerciais em suas redes sociais, inclusive por se tratar de contas pessoais.”

    Já o perfil Not Journal, com 289 mil seguidores, assinou contrato de R$ 30 mil por mês para 12 publicações mensais no Instagram e no site. O Projeto DV determinou que o perfil deveria adotar “tom acadêmico, sóbrio e institucional, com foco na eficiência de mercado”.

    A página, então, publicou textos críticos a Renato Gomes em dezembro e janeiro, com os títulos “Banco Central vira a página de uma gestão de Renato Gomes marcada por mudanças regulatórias, concentração e ruído institucional” e “Gestão Renato Gomes amplia debate sobre credibilidade do Banco Central”.

    O diretor do veículo, Bruno Richards, confirmou o contrato, mas disse que não havia definição de conteúdo. “A gente sempre atuou com muita rigidez no caso Master. Recebemos três notificações extrajudiciais direto do Banco Master”, disse.

    Já os textos publicados em sintonia com o direcionamento da Mithi teriam sido feitos, segundo Richards, por um ex-funcionário. “A única e principal regra é ser fato e não publicarmos fake news”, disse.

    O projeto de Vorcaro previu a compra de 50% do Not Journal. A oferta de R$ 5 milhões foi recusada, diz Richards.

    A conta de Charles Costa Oficial, que tem 696 mil seguidores, recebeu R$ 35 mil de Miranda. Entre as indicações de conteúdo da agência havia: “Renato Gomes sai, mas o estrago no mercado financeiro fica”, o que foi cumprido à risca. Procurado por telefone, WhatsApp e por mensagem direta nas redes desde quarta-feira (6), ele não respondeu.

    O projeto contratou também o influenciador Cardoso Mundo, que recebeu R$ 200 mil de Miranda, segundo os documentos aos quais a reportagem teve acesso. O dono do perfil de 4,6 milhões de seguidores, Paulo Cardoso, confirmou a relação comercial, mas disse não poder divulgar informações comerciais. “Nunca assinamos ou recebemos nenhum valor de contrato de publicidade relacionado a Daniel Vorcaro ou Banco Master”, disse.

    As postagens sobre o assunto no perfil foram deletadas. Segundo Cardoso, devido a um redirecionamento da imagem do portal.

    Já a agência Paulo & Renno Ltda, dona do perfil Marcelo Rennó (1,2 milhão de seguidores), recebeu R$ 78,4 mil. A empresa disse que o valor mencionado refere-se a serviços prestados e formalizados, “sem qualquer relação com campanhas, direcionamentos ou iniciativas dessa natureza”.

    O perfil Alfinetei, que recebeu R$ 500 mil, segundo os documentos, não respondeu à reportagem. Foram enviados pedidos de resposta via WhatsApp e por mensagem direta no Instagram na quarta. A reportagem também mandou emails na quarta para a agência Deu Buzz e para seu dono, Artur Moreno Martins, que assina o contrato, contemplado com a mesma quantia, mas não obteve resposta. Também ligou para o telefone pessoal de Martins e mandou mensagens no WhatsApp e pelo Instagram, na quarta e quinta-feira.

    Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

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  • Flamengo vence, deixa o Grêmio no Z4 e fica mais perto do Palmeiras

    Flamengo vence, deixa o Grêmio no Z4 e fica mais perto do Palmeiras

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Flamengo dominou e venceu o Grêmio, por 1 a 0, neste domingo (10), em Porto Alegre, pela 15ª rodada do Brasileirão.

    O gol do Flamengo foi de Carrascal, trazendo alívio ao time na etapa final, depois de muitas chances desperdiçadas no primeiro tempo.

    O resultado na Arena do Grêmio deixa o Flamengo mais perto do Palmeiras na briga pela liderança do Brasileirão.

    O clube carioca chegou a 30 pontos, enquanto o Palmeiras tem 34. O time de Leonardo Jardim tem um jogo a menos, e o confronto direto entre eles será dia 23, no Maracanã.

    Para o Grêmio, a derrota confirmou a entrada na zona de rebaixamento, já que o Corinthians venceu o São Paulo na rodada. O time gaúcho está com 17 pontos.
    Apesar de vencer, o Flamengo ganhou dor de cabeça para a próxima rodada, já que Jorginho e Evertton Araújo estão suspensos.

    Na próxima rodada, o Grêmio visita o Bahia, às 16h, domingo. No mesmo dia, mas às 19h, o Flamengo encara o Athletico, também fora de casa.

    CHANCES E SUSTOS

    O Flamengo, em geral, foi melhor que o Grêmio no primeiro tempo. Mas isso não quer dizer que tenha escapado sem perrengues.

    O que deu certo para o time de Leonardo Jardim foi o volume de jogo, especialmente nos primeiros 25 minutos. O Flamengo conseguiu uma enxurrada de finalizações, mas não conseguiu o gol.

    Plata, por exemplo, acertou o travessão. Carrascal, a trave. O goleiro Weverton trabalhou bastante também, especialmente em chute perigosíssimo de Samuel Lino.

    O Grêmio passou momentos de dificuldade para proteger a entrada da área, o que propiciou duas finalizações de Evertton Araújo. Mas ele mandou por cima.
    A contrapartida do time da casa foram algumas descidas do Grêmio com Caio Paulista, Amuzu e Gabriel Mec.

    Rossi também deu um susto na torcida do Flamengo. Na saída de bola com os pés, acabou se atrapalhando, chutou a si mesmo e mal conseguiu dar um toque para frente. O Grêmio recuperou a posse com o goleiro ainda fora da meta, mas Léo Pereira cobriu a trapalhada, tirando o chute gremista em cima da linha.

    Os momentos de desorganização defensiva do Flamengo resultaram também em dois amarelos para os volantes Jorginho e Evertton Araújo. Ambos estão suspensos para o duelo com o Athletico.

    INSISTÊNCIA DÁ RESULTADO

    O Flamengo continuou no modo engatilhado para atacar. Jorginho foi o grande maestro do time, dando o tom da paciência para achar espaços na retraída defesa gremista.

    Mas o gol do Flamengo só saiu depois das primeiras alterações -forçadas- feitas por Leonardo Jardim.

    Emerson Royal entrou no lugar de Ayrton Lucas, com incômodo no joelho, e Varela virou lateral-esquerdo. Ao mesmo tempo, Luiz Araújo substituiu Plata.

    Construindo com linhas bem adiantadas, o Flamengo encontrou o gol. Léo Ortiz achou ótimo passe perto da linha de fundo para Royal, que escorou para o centro da área. Carrascal apareceu livre e tirou o zero do placar.

    Para Carrascal, o gol pode abrir uma nova fase, já que recentemente ele desfalcou o time por indisciplina: engatou suspensões no STJD por causa de dois cartões vermelhos no ano.

    O Grêmio estava nas cordas. O Flamengo conseguiu controlar muito bem as tentativas esporádicas do time da casa, mesmo depois de Luís Castro abandonar a formação com três zagueiros.

    O Flamenfo teve oportunidades para ampliar, mas o placar ficou magro. Suficiente. Mais um passo dado pelo time carioca para reduzir a distância em relação ao Palmeiras.

    GRÊMIO
    Weverton, Pavón (Braithwaite), Gustavo Martins, Balbuena, Viery e Pedro Gabriel (Caio Paulista); Leonel Pérez (Tiaguinho), Noriega e Gabriel Mec; Amuzu (Enamorado) e Carlos Vinícius. Técnico: Luís Castro.

    FLAMENGO
    Rossi, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas (Emerson Royal); Evertton Araújo, Jorginho e Carrascal (De La Cruz); Plata (Luiz Araújo), Samuel Lino e Pedro (Bruno Henrique). Técnico: Leonardo Jardim.

    Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
    Árbitro: Davi Lacerda (ES)
    Assistentes: Bruno Raphael Pires (Fifa-GO) e Pedro Amorim de Freitas (ES)
    Cartões amarelos: Pavón (GRE); Jorginho, Evertton Araújo, Pedro (FLA)
    Gols: Carrascal, 23’/2ºT (1-0)

    Treinador alemão do Barcelona chora a morte do pai. Clube blaugrana pode sagar-se bicampeão espanhol na noite deste domingo caso vença ou empate frente ao Real Madrid, no El Clásico.

    Notícias ao Minuto Brasil | 12:36 – 10/05/2026

    Flamengo vence, deixa o Grêmio no Z4 e fica mais perto do Palmeiras

  • Após três meses da morte da filha, ator diz que tem sido um 'pesadelo para a família'

    Após três meses da morte da filha, ator diz que tem sido um 'pesadelo para a família'

    Ator descreveu perda da filha como um “pesadelo” e falou sobre a luta dela contra problemas graves de saúde mental; Katherine, de 42 anos, foi encontrada morta em casa, com indícios de suicídio, após anos de tratamento.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ator e comediante Martin Short se pronunciou após a morte de sua filha, Katherine Short, que faleceu em fevereiro. Ela tinha 42 anos.

    “Tem sido um pesadelo para a família”, disse Short ao CBS Sunday Morning sobre a morte de Katherine. “Mas o entendimento [é] de que saúde mental e câncer, como o da minha esposa, são ambos doenças, e às vezes as doenças são terminais. E minha filha lutou por muito tempo contra problemas extremos de saúde mental, transtorno de personalidade borderline, entre outras coisas, e fez o melhor que pôde até não conseguir mais.”

    Katherine, a mais velha dos três filhos adotados por Short e sua falecida esposa, Nancy Dolman, morreu por ferimento de arma de fogo.

    Katherine, que era psicóloga e assistente social, foi encontrada morta em sua casa, no bairro de Hollywood Hills, em Los Angeles, com indícios de suicídio, segundo o jornal Los Angeles Times.

    Assistente social, Katherine dedicou sua carreira à defesa da saúde mental, trabalhando com uma organização beneficente que se concentra em reduzir o preconceito em torno das doenças mentais.

    A mãe de Katherine, a atriz Nancy Dolman, morreu de câncer de ovário em 2010. Short já havia falado sobre a dificuldade de perder uma esposa, dizendo ao The Guardian: “Foram dois anos difíceis para meus filhos. Essa é a coisa da vida sobre a qual vivemos em negação, de que isso jamais acontecerá conosco ou com nossos entes queridos, e quando acontece você ganha um pouco e sofre um pouco. Não há grande surpresa.”

    Short será destaque em um novo documentário da Netflix, “Marty, Life Is Short”, com estreia prevista para 12 de maio. O filme explora suas mais de cinco décadas no entretenimento, incluindo imagens de arquivo e entrevistas com colaboradores.

    Após três meses da morte da filha, ator diz que tem sido um 'pesadelo para a família'

  • Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra, e tensão aumenta no Oriente Médio

    Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra, e tensão aumenta no Oriente Médio

    Presidente dos EUA classificou como “totalmente inaceitável” a proposta iraniana para encerrar o conflito, elevando a tensão nas negociações; troca de ataques e movimentação militar no Golfo mantêm cenário instável e ampliam incertezas sobre um possível acordo de paz

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste domingo (10) a resposta enviada pelo Irã à proposta americana para encerrar a guerra no Oriente Médio, o que aumenta as incertezas sobre as negociações por um acordo de paz.

    “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gostei -TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu Trump na plataforma Truth Social, com as habituais maiúsculas, sem informar detalhes sobre o conteúdo.

    Mais cedo, a agência estatal iraniana Irna havia informado que Teerã enviou aos EUA uma resposta pelo Paquistão, que atua como mediador nas negociações. Segundo a imprensa local, o Irã propôs o encerramento imediato da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, a suspensão do bloqueio naval imposto pelas forças americanas, garantias de que não haveria mais ataques, e o fim das sanções econômicas, incluindo as restrições de Washington à venda de petróleo do país persa.

    O jornal The Wall Street Journal informou, com base em autoridades não identificadas, que o Irã também propôs diluir parte de seu urânio enriquecido e transferir o restante para um terceiro país. Teerã ainda teria exigido compensação pelos danos causados na guerra.

    A proposta inicial dos EUA, por sua vez, previa a interrupção dos combates antes da abertura de negociações sobre temas mais sensíveis, entre eles o fim do programa nuclear iraniano, o que Teerã rejeita.

    As negociações ocorreram num contexto de pressão sobre Donald Trump para conter a crise no Oriente Médio antes de sua viagem à China, prevista para esta semana. O republicano deve chegar na quinta-feira (14) ao país asiático, onde irá se reunir com o líder Xi Jinping. No encontro, o americano deve pressionar o chinês para ajudar a conter a guerra no Oriente Médio.

    Os EUA enfrentam dificuldades para ampliar apoio externo. Países da Otan, a aliança militar ocidental, rejeitaram pedidos de Washington para enviar navios e ajudar na reabertura do estreito de Hormuz sem que haja antes um acordo de paz abrangente.

    Apesar de um cessar-fogo parcial no conflito, que já dura um mês, drones foram detectados neste domingo sobre diversos países do Golfo, evidenciando que a tensão regional permanece alta.

    Os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado dois drones vindos do Irã. O Qatar informou que um cargueiro vindo de Abu Dhabi foi atingido por um drone em suas águas territoriais. Já o Kuwait divulgou ter acionado suas defesas aéreas contra aeronaves não identificadas que entraram em seu espaço aéreo.

    Ainda assim, o navio operado pela empresa QatarEnergy atravessou o estreito de Hormuz em segurança e navegava em direção ao Porto Qasim, no Paquistão, segundo dados da empresa de análise marítima Kpler. Foi o primeiro navio qatariano transportando gás natural liquefeito a cruzar a rota desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro.

    Segundo autoridades ouvidas pela imprensa local, a travessia foi autorizada pelo regime iraniano como um gesto para fortalecer a confiança com o Paquistão e o Qatar, outro mediador das negociações.

    O conflito já provocou instabilidade nos mercados de energia e ampliou temores sobre os impactos na economia global, além de causar milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano.

    Ainda neste domingo, foi publicada uma entrevista de Trump à jornalista Sharyl Attkisson. Na conversa, gravada na semana passada, o presidente afirmou que levaria apenas duas semanas para atacar “todos os alvos restantes” no Irã e declarou que a república islâmica já estava “militarmente derrotada”.

    Segundo Trump, os EUA já teriam atingido cerca de 70% dos alvos considerados prioritários, embora ainda existam outros pontos que poderiam ser atacados.

    Já o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou em entrevista ao programa “60 Minutes”, da CBS News, também exibida neste domingo, que a guerra contra o Irã ainda “não terminou”.

    Segundo Netanyahu, o Irã ainda mantém material nuclear enriquecido que precisaria ser removido, além de instalações de enriquecimento que, segundo ele, deveriam ser desmanteladas. O premiê israelense acrescentou que Trump compartilha posição semelhante.

    O estreito de Hormuz tornou-se um dos principais focos de tensão da guerra. Antes do conflito, iniciado em 28 de fevereiro, a passagem concentrava cerca de 20% do comércio global de petróleo. Desde o início dos confrontos, o Irã restringiu fortemente a circulação de embarcações estrangeiras.

    Também neste domingo, a agência semioficial Tasnim informou que um navio graneleiro de bandeira panamenha, com destino ao Brasil, conseguiu passar pela via marítima após utilizar uma rota designada pelas Forças Armadas iranianas.

     

    Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra, e tensão aumenta no Oriente Médio

  • Guerra pressiona caixa de companhias aéreas no Brasil, e setor prevê impacto na aviação regional

    Guerra pressiona caixa de companhias aéreas no Brasil, e setor prevê impacto na aviação regional

    Alta do combustível após tensões no Oriente Médio já leva companhias aéreas a reduzir voos no Brasil; setor prevê mais cancelamentos, impacto na demanda e prejuízos financeiros, com maior efeito esperado na aviação regional nos próximos meses

    (FOLHAPRESS) – Companhias aéreas brasileiras começam a estimar o prejuízo causado pela disparada no preço dos combustíveis após a escalada dos conflitos no Oriente Médio nos últimos meses. O setor prevê aumento no número de cancelamentos, com um baque esperado para a aviação regional, e especialistas apontam impacto financeiro futuro para as empresas.

    Por ora, a Abear, associação que representa as três principais companhias aéreas brasileiras, Gol, Azul e Latam, não vê risco de falta de combustíveis nos próximos meses. Isso porque a maior parte do QAV (querosene de aviação) usado pelas empresas no Brasil é produzido em território nacional.

    Juliano Norman, presidente da entidade, diz que, apesar disso, a passagem mais cara por causa da alta nos combustíveis pode desestimular a demanda. Por isso, segundo ele, as companhias já vêm ajustando a malha, com redução dos voos projetados para os próximos meses.

    De acordo com um levantamento exclusivo feito pela Abear a partir de dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Brasil registrou uma queda de 3,3% no número de voos projetados para o mês de maio.

    Os dados referem-se especificamente ao mercado doméstico e regular (sem táxis aéreos, fretados, aviação executiva etc.).

    Em 2 de abril de 2026, estavam previstos 2.193 voos por dia no Brasil em maio, segundo o levantamento. O patamar caiu para 2.121 voos por dia em 6 de maio, quando a associação voltou a fazer o monitoramento.

    No total projetado para o mês, são 2.225 voos a menos em todo o país em relação à primeira projeção.

    Norman afirma que, se a situação com os combustíveis não mudar, os cancelamentos devem continuar crescendo nos próximos meses. Segundo ele, a aviação regional deve ser mais afetada do que a ponte aérea entre Rio e São Paulo e outras rotas mais movimentadas.

    “Tem um limite do quanto você consegue repassar. Claro que isso é rota a rota. Os mercados mais premium absorvem mais, os outros, menos. Tem um limite. E fica simplesmente inviável”, afirma.

    Nos resultados trimestrais divulgados pelas companhias aéreas nesta semana, as empresas anunciaram prejuízo financeiro gerado pela alta dos combustíveis.
    A Latam disse que a guerra causou um impacto de US$ 40 milhões (cerca de R$ 200 milhões) no primeiro trimestre deste ano.

    O conflito fez a empresa rever projeções para uma série de indicadores. Antes, a aérea previa um preço de US$ 90 por barril de petróleo. Agora, a empresa projeta que esse patamar suba para US$ 170 no segundo e no terceiro trimestres de 2026, e para US$ 150 no final do ano.

    Em dezembro, a Latam projetava que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançaria uma margem entre US$ 4,2 bilhões e US$ 4,6 bilhões em 2026. Agora, essa faixa caiu para entre US$ 3,8 bilhões e US$ 4,2 bilhões.

    A Latam disse em nota que prevê atualmente em junho de 2026 um crescimento de 8% na sua capacidade doméstica medida em ASK (Assentos-Quilômetros Oferecidos) na comparação com junho de 2025. Trata-se de uma redução de 3% no crescimento originalmente planejado para o mês, de acordo com a empresa.

    Durante entrevista a jornalistas na última semana, a Folha de S. Paulo questionou Jerome Cardier, CEO da Latam, se a empresa prevê falta de combustível nos próximos meses. O executivo disse que a companhia tem acompanhado com os parceiros comerciais um potencial risco de falta de disponibilidade de QAV -cenário fora de cogitação, por enquanto, segundo ele.

    “Isso depende muito do que acontecer nas próximas semanas e meses em relação à disponibilidade de combustível. Mas hoje a gente ainda não tem nenhum risco mapeado de desabastecimento dos destinos onde a Latam opera”, afirmou.

    Em teleconferência a investidores, o CEO da Azul, John Rodgerson, disse que o fluxo de caixa da empresa foi impactado negativamente por uma redução no ATL (sigla em inglês para o valor dos bilhetes vendidos antes da viagem). Segundo ele, o cenário é resultado dos efeitos da guerra no Irã e, por consequência, da menor capacidade na operação da empresa.

    “Esse impacto deve ter caráter pontual, ocorrendo apenas enquanto ajustamos nossos níveis de capacidade. À medida que a capacidade se normalizar, o ATL também deve retornar a níveis mais típicos”, afirmou o executivo na teleconferência.

    Companhia de capital fechado, a Gol não divulga seus resultados trimestrais. Em nota à reportagem, a empresa disse que se manifesta por meio da Abear.
    Na opinião de Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos, entre as três maiores companhias aéreas do país, a maior prejudicada pela alta no preço dos combustíveis deve ser a Gol.

    “A Azul tem muitas rotas exclusivas em que ela opera sozinha, e a Latam, por ser um grupo internacional, tem negociação global de combustível, tem maior poder de barganha. A Gol opera majoritariamente no mercado doméstico brasileiro em regiões de alta competição”, explica.

    Adalberto Febeliano, ex-diretor de Relações Institucionais da Azul e especialista em aviação civil, afirma que a Azul tem a vantagem de operar em rotas onde ela não tem concorrência. Segundo ele, porém, essa vantagem é relativa, já que o custo do combustível afeta todas as rotas.

    O CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse em teleconferência com investidores e jornalistas nesta sexta-feira (8) que a fabricante brasileira ainda não registrou nenhum efeito do aumento dos preços dos combustíveis nem dos cancelamentos de voos pelas companhias aéreas. Segundo ele, as vendas estão normais tanto na área de aviação comercial quanto na de jatinhos (aviação executiva).

    O executivo diz que, internamente, a diretoria da companhia está dando mais atenção para os processos de gestão de custo e gestão de eficiência, para que estejam preparados para algum impacto futuro.

    Guerra pressiona caixa de companhias aéreas no Brasil, e setor prevê impacto na aviação regional

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  • STF deve seguir tendência de redução de penas mesmo após Moraes suspender lei em casos do 8/1

    STF deve seguir tendência de redução de penas mesmo após Moraes suspender lei em casos do 8/1

    Ministros veem tendência de o STF validar a Lei da Dosimetria, apesar das decisões de Moraes que suspendem sua aplicação em casos do 8 de Janeiro; corte busca evitar conflito com o Congresso e dar segurança jurídica antes do julgamento no plenário

    (CBS NEWS) – Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) dizem apostar em uma confirmação ampla da Lei da Dosimetria mesmo após decisões do ministro Alexandre de Moraes pela suspensão da aplicação do texto em casos concretos até uma definição sobre o tema pelo plenário da corte.

    Alguns integrantes do tribunal também manifestaram incômodo com o caminho escolhido pelo colega para lidar com a matéria.

    Desde sábado (9), o ministro tem dado decisões nos casos de condenados pelos ataques do 8 de Janeiro suspendendo a aplicação da redução de penas em cada um deles. Até o momento, já foram mais de dez ações com essa resposta. No entanto, ele ainda não deu decisões nas ações que questionam a Lei da Dosimetria em si.

    Dessa forma, a lei não foi suspensa de forma geral. As suspensões determinadas por Moraes devem, assim, valer até o tema ser debatido e julgado pelo colegiado. A perspectiva de que a lei seja declarada válida foi afirmada à reportagem por três ministros e três assessores neste domingo (10).

    A legislação aprovada pelo Congresso Nacional pode reduzir as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados por tentativa de golpe de Estado e pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    Parlamentares que tiveram contato com ministros do STF ao longo do fim de semana relatam que Moraes não deve demorar a enviar para deliberação do plenário as ações que questionam a lei, das quais ele também é relator.

    Ainda de acordo com esses relatos, a tendência do STF deve ser a de validar a Lei da Dosimetria até para evitar um novo conflito com a cúpula do Congresso e com a maior parte dos congressistas. O projeto de lei foi aprovado por ampla maioria em dezembro, acabou vetado por Lula (PT) e, novamente, a maior parte dos parlamentares se posicionou a favor da lei, derrubando o veto no último dia 30.

    A interlocutores do Legislativo Moraes justificou sua decisão como necessária para buscar segurança jurídica, ou seja, para não correr o risco de que presos do 8 de Janeiro fossem soltos com base em uma lei que, mais adiante, seria considerada inconstitucional.

    As ações que questionam a constitucionalidade da lei, movidas pela federação PSOL-Rede e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa), foram distribuídas na noite de sexta (8), e o próprio Moraes foi sorteado para comandar sua tramitação. Portanto, além de relatar os casos relacionados à trama golpista, o ministro também vai conduzir as ações sobre a redução de penas aos crimes relacionados aos casos.

    Com isso, caberá a Moraes ditar o ritmo do andamento dessas ações, incluindo o momento em que elas irão ao plenário para o julgamento. Até o momento, ele apenas pediu informações das partes, Presidência e Congresso, sobre a matéria, como é praxe.

    Por meio delas, ele poderia conceder uma liminar para suspender temporariamente a lei de forma geral. Mas isso levaria, de acordo com o regimento interno da corte, necessariamente ao encaminhamento da decisão para referendo do plenário.

    Por enquanto, o ministro despachou apenas nos casos concretos, o que não exige a avaliação dos pares de forma automática.

    “A superveniência de interposição de ação direta de inconstitucionalidade e, consequentemente a pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade, configura fato processual novo e relevante, que poderá influenciar no julgamento dos pedidos realizados pela defesa, recomendando a suspensão da aplicação da lei, por segurança jurídica”, disse.

    Do lado do Palácio do Planalto, auxiliares de Lula avaliam que a conclusão do imbróglio ainda está em aberto, dada a divisão interna em relação ao tema e o contexto atual do Supremo. Com isso, não seria descartável a possibilidade de a corte promover alterações no texto.

    Parte dos ministros discorda do PL da Dosimetria por entender que a medida significa um incentivo a novos atos antidemocráticos, mas mesmo entre esses magistrados há um consenso de que a definição das penas é uma prerrogativa do Congresso.

    Um dos pontos que podem ser questionados pelos magistrados, segundo um desses interlocutores, é quanto ao método de “fatiamento” do veto. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), retirou trechos do veto de Lula antes da votação, sob o argumento de que essas partes poderiam flexibilizar a progressão de pena para crimes graves.

    Outra avaliação do Planalto foi a de que a decisão de Moraes foi acertada. Com ela, evita-se que alguém se beneficie indevidamente com a lei, antes da decisão final do STF.

    Procurado pela reportagem, o relator do PL da Dosimetria na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou estar tranquilo de que “o pleno do Supremo vai dizer que a lei é constitucional”. “Vamos ter uma vitória importante”, acrescentou.

    Ao longo da tramitação do texto no Congresso, Paulinho, que é próximo de Moraes, afirmou em diversas ocasiões que a medida foi construída ouvindo opiniões das bancadas e também de ministros do STF, justamente para evitar que ela terminasse barrada na corte.

    Enquanto o texto era debatido no Congresso, a resistência dos ministros do Supremo em relação ao projeto caiu na medida em que ele foi calibrado -a anistia total pedida pelos bolsonaristas foi substituída pela redução de penas.

    O que facilitou a aceitação do projeto foi o entendimento de uma ala da corte de que os efeitos da proposta não são automáticos para todos os réus, incluindo Bolsonaro, mas avaliados caso a caso, a critério do relator.

    Totalmente rejeitada pelos magistrados e até por parte do centrão, a anistia ampla não teve apoio para avançar no Legislativo. Ministros e parlamentares, então, estabeleceram um diálogo em torno dos contornos do texto que foi aprovado no Congresso.

    Moraes chegou a dizer em dezembro, em sessão da Primeira Turma, que “atenuar as penas seria um recado à sociedade de que o Brasil tolera ou tolerará novos flertes contra a democracia”.

    No entanto, ele sinalizou a uma pessoa próxima que, se essa foi a opção do Congresso, cabe a ele apenas aplicar as mudanças a pedido das defesas, pois alterações legais que sejam mais benéficas aos réus devem obrigatoriamente retroagir.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, Moraes foi um dos ministros do STF a manter um canal de diálogo com parlamentares sobre os contornos do projeto de lei, dando até sugestões concretas para a redação do texto.

    Assessores e auxiliares de ministros avaliam que a vigência da Lei da Dosimetria pode ajudar a arrefecer as tensões, ao mesmo tempo em que preserva o poder do STF na execução das penas.

    STF deve seguir tendência de redução de penas mesmo após Moraes suspender lei em casos do 8/1

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  • Dos acenos à escolta ao hospital: Passageiros já estão fora de Tenerife

    Dos acenos à escolta ao hospital: Passageiros já estão fora de Tenerife

    Alguns passageiros já embarcaram em aviões até os países de origem e há aqueles que já deram entrada no hospital, como é o caso dos espanhóis, que vão cumprir quarentena numa unidade de Madrid.

    A operação de desembarque e repatriação dos passageiros do MV Hondius já acontece há algumas horas e deve ser interrompida no fim da tarde deste domingo, sendo retomada na segunda-feira. Vários aviões já decolaram, e os 14 espanhóis já chegaram inclusive ao Hospital Gómez Ulla, em Madri, onde irão cumprir quarentena.

    Na tarde deste domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a operação deve continuar até as 19h de segunda-feira.

    As imagens também mostram a escolta realizada entre o aeroporto de Madri e o Hospital Gómez Ulla.

    Vale destacar que algumas dezenas de tripulantes permanecerão no MV Hondius e seguirão rumo aos Países Baixos, país de origem da embarcação. Entre eles está um cidadão português que optou por não ir para Portugal, já que não mora no país, escolhendo seguir viagem para os Países Baixos.

    Dos acenos à escolta ao hospital: Passageiros já estão fora de Tenerife

  • Pai de técnico do Barcelona morre horas antes do jogo com Real Madrid

    Pai de técnico do Barcelona morre horas antes do jogo com Real Madrid

    Hansi Flick está de luto pela morte do pai. A confirmação foi feita pelo FC Barcelona em comunicado, poucas horas antes de o clube catalão poder conquistar o bicampeonato espanhol no El Clásico contra o Real Madrid, marcado para este domingo.

    “O FC Barcelona e toda a família blaugrana querem expressar seu carinho a Hansi Flick pelo falecimento de seu pai. Compartilhamos sua dor e estamos ao seu lado neste momento tão difícil para ele e sua família”, diz a nota oficial do clube.

    Apesar da perda, o técnico alemão segue concentrado com a equipe para a partida desta noite e estará no banco de reservas, segundo o jornal Mundo Deportivo.

    Hansi Flick, de 61 anos, assumiu o comando do FC Barcelona no verão de 2024 e conseguiu devolver o título espanhol ao clube já em sua primeira temporada. Agora, em sua segunda temporada, está novamente perto de conquistar mais uma La Liga, precisando apenas vencer ou empatar diante do rival Real Madrid.

    Neste momento, faltando quatro rodadas para o fim do campeonato — ou seja, 12 pontos ainda em disputa — o FC Barcelona tem 11 pontos de vantagem sobre o Real Madrid e pode praticamente confirmar o título neste confronto da 35ª rodada.

    Caso o bicampeonato seja confirmado, este será o quinto título de Hansi Flick no futebol espanhol, onde já conquistou um campeonato, uma Copa do Rei e duas Supercopa da Espanha.

    Real Madrid em crise
    Se no FC Barcelona as coisas caminham bem, apesar da eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da UEFA para o Atlético de Madrid, o mesmo não pode ser dito do Real Madrid, que se prepara para terminar mais uma temporada sem títulos e com o vestiário em clima de tensão.

    Ao longo da última semana, surgiram relatos de vários episódios de conflito entre jogadores. Dois deles chegaram até mesmo a se envolver fisicamente após o treino de quinta-feira, o que levou a um processo disciplinar e ao pagamento de uma multa de 500 mil euros para cada um.

    Aurélien Tchouaméni e Federico Valverde brigaram no vestiário depois de um treino muito intenso. Durante a confusão, o uruguaio caiu e bateu a testa em uma mesa, precisando levar pontos e ser encaminhado ao hospital, onde foi diagnosticado com traumatismo craniano.

    Por conta da lesão, Federico Valverde ficará fora do El Clásico deste domingo. Já Aurélien Tchouaméni, apesar da multa, não sofreu punição esportiva. Outro desfalque importante no Camp Nou será Kylian Mbappé, que segue em recuperação de lesão.

    Vale lembrar que a partida entre FC Barcelona e Real Madrid está marcada para as 20h deste domingo.

    Pai de técnico do Barcelona morre horas antes do jogo com Real Madrid