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  • Tesouro Reserva é lançado: veja como investir, render e sacar na hora

    Tesouro Reserva é lançado: veja como investir, render e sacar na hora

    Novo título público voltado para reserva de emergência começa a operar nesta segunda (11), com rendimento atrelado à Selic, resgates via Pix a qualquer hora e sem marcação a mercado, buscando competir com poupança e cofrinhos digitais

    O Tesouro Nacional lançou o Tesouro Reserva, um novo título público voltado para quem quer guardar dinheiro com facilidade e acesso rápido, funcionando como alternativa à poupança e aos “cofrinhos” de bancos.

    O produto permite investir a partir de R$ 1, com rendimento atrelado à taxa Selic, e foi criado principalmente para a formação de reserva de emergência. O dinheiro pode ser resgatado a qualquer momento, com recebimento via Pix, inclusive fora do horário bancário.

    Neste primeiro momento, o título está disponível apenas para clientes do Banco do Brasil, por meio do aplicativo Investimentos BB. A expectativa é que outras instituições passem a oferecer o produto em breve. As aplicações e resgates podem ser feitos 24 horas por dia, todos os dias da semana.

    Entre os diferenciais, o Tesouro Reserva não possui marcação a mercado, o que evita oscilações no valor aplicado antes do resgate. Na prática, isso significa que o investidor não verá variações negativas no saldo ao retirar o dinheiro antecipadamente, algo comum em outros títulos públicos.

    O rendimento começa a contar a partir do primeiro dia útil após a aplicação. O limite de investimento é de R$ 500 mil por mês por pessoa, sem restrições para saques.

    A proposta é simplificar o acesso ao Tesouro Direto, especialmente para pequenos investidores que priorizam liquidez e previsibilidade. Hoje, muitos utilizam CDBs com liquidez diária, fundos DI ou produtos de bancos digitais justamente pela facilidade de acesso ao dinheiro.

    Apesar das vantagens, o Tesouro Reserva não substitui necessariamente outros investimentos. Alguns CDBs podem oferecer rentabilidade maior, e fundos DI seguem sendo opção para quem busca gestão profissional.

    Na tributação, valem as mesmas regras dos títulos públicos: há cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos, com alíquotas regressivas conforme o tempo da aplicação. Também pode haver cobrança de IOF para resgates em até 30 dias. Os descontos são feitos automaticamente na fonte.

    O novo título amplia as opções para quem busca guardar dinheiro com segurança, liquidez imediata e menos complexidade no dia a dia.
     

    .O que é o Tesouro Reserva?
    É um título público criado para formação de reserva de emergência, com liquidez imediata e rendimento atrelado à taxa básica de juros.

    Quem pode investir?
    Pessoas físicas com conta no Banco do Brasil e acesso ao aplicativo Investimentos BB. Novas plataformas devem aderir ao produto futuramente.

    Como investir?
    O investimento é feito diretamente pelo aplicativo Investimentos BB, de forma digital e simples.

    Qual o valor mínimo?
    A partir de R$ 1.

    Existe limite de investimento?
    Sim. O limite é de R$ 500 mil por mês por investidor.

    Como funciona o rendimento?
    O título acompanha a taxa Selic e começa a render a partir do primeiro dia útil após a aplicação.

    Quando posso resgatar o dinheiro?
    A qualquer momento, com recebimento imediato via Pix.

    Funciona fora do horário bancário?
    Sim. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

    Tem risco de perda ao resgatar antes?
    Não há marcação a mercado, o que evita variações negativas no valor antes do resgate.

    Tem imposto?
    Sim. Há cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos, com alíquotas regressivas. Pode haver IOF para resgates em até 30 dias.

    Substitui poupança ou outros investimentos?
    Pode ser uma alternativa, mas não necessariamente substitui outros produtos. A escolha depende do perfil do investidor e das condições oferecidas por cada instituição financeira.
     
     

     

    Tesouro Reserva é lançado: veja como investir, render e sacar na hora

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  • Avião pega fogo ao pousar no Nepal e aeroporto é fechado; veja as imagens

    Avião pega fogo ao pousar no Nepal e aeroporto é fechado; veja as imagens

    Aeronave da Turkish Airlines com 277 passageiros apresentou incêndio no trem de pouso em Katmandu; todos foram evacuados sem ferimentos, e o aeroporto precisou ser fechado temporariamente para controle da situação e investigação do caso.

    Um avião da companhia turca Turkish Airlines pegou fogo ao aterrissar nesta madrugada (11) no principal aeroporto do Nepal. Apesar do susto, ninguém ficou ferido, mas o incidente obrigou ao fechamento do terminal.

    O voo, que vinha de Istambul com 277 passageiros a bordo, pousou no Aeroporto Internacional Tribhuvan, em Katmandu, com chamas e fumaça no trem de pouso direito.

    Equipes de emergência foram acionadas rapidamente, controlaram o incêndio e retiraram todos os passageiros do Airbus A330 com segurança, de acordo com as autoridades aeroportuárias.

    O aeroporto permaneceu fechado durante a madrugada, e diversos voos com destino a Katmandu foram retidos enquanto as autoridades investigavam o caso e trabalhavam para liberar a única pista disponível.

    O Nepal registra acidentes aéreos com certa frequência, devido ao relevo montanhoso e às condições climáticas instáveis, que dificultam as operações de voo.

    Em 2015, outro avião da Turkish Airlines que tentava pousar em meio a forte neblina saiu da pista escorregadia em Katmandu, provocando o fechamento do aeroporto por vários dias.

    Na ocasião, também não houve feridos, e a aeronave foi posteriormente retirada do local e transformada em um museu.

    Avião pega fogo ao pousar no Nepal e aeroporto é fechado; veja as imagens

  • Veja onde nunca deixar o celular para evitar danos e perda de desempenho

    Veja onde nunca deixar o celular para evitar danos e perda de desempenho

    Especialistas alertam que calor, locais fechados e até hábitos comuns do dia a dia podem comprometer o funcionamento do aparelho; saiba os principais erros e como proteger seu celular no uso cotidiano.ecide guardá-lo. Assim, dizemos-lhe quais os locais onde deve evitar fazê-lo

    Os celulares fazem cada vez mais parte do dia a dia e, por isso, devem ser manuseados e armazenados com cuidado para não comprometer o funcionamento, tanto no curto quanto no longo prazo.

    Isso significa que, além de evitar quedas, exposição à água e manter a saúde da bateria, também é importante guardar o aparelho em locais adequados para preservar o desempenho.

    Segundo o site BGR, uma recomendação comum é não deixar o celular carregando sobre superfícies de tecido, como lençóis, toalhas ou roupas.

    Na pressa de começar a usar um celular novo, é comum ignorar etapas da configuração inicial que podem fazer diferença depois. Veja alguns erros frequentes que devem ser evitados.

    Manter o celular longe de temperaturas elevadas é uma orientação básica e explica vários cuidados importantes no uso diário do aparelho.

    Veja, a seguir, quatro locais onde você não deve deixar o celular por longos períodos:

    Guardar ou carregar o celular próximo a fontes de calor, como notebooks em funcionamento, por exemplo;

    Deixar o celular dentro do carro, seja sobre os bancos ou no porta-luvas;

    No aeroporto, colocar o celular no bolso do casaco dentro da bandeja na hora de passar pela segurança, para evitar esquecê-lo ao recolher os pertences;

    Manter o celular no bolso por longos períodos também não é indicado, já que o calor do corpo pode interferir no funcionamento, especialmente em dias mais quentes.
     
     

     

    Veja onde nunca deixar o celular para evitar danos e perda de desempenho

  • Vampeta diz que campeões de 2002 torcem contra o Brasil na Copa de 2026

    Vampeta diz que campeões de 2002 torcem contra o Brasil na Copa de 2026

    O ex-volante Vampeta voltou ao centro das atenções após uma declaração que tem repercutido nas redes sociais. Campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 2002, ele afirmou que alguns integrantes daquela geração não torcem pelo sucesso do Brasil em novas Copas do Mundo.

    A fala foi feita em entrevista ao Charla Podcast no ano passado, mas voltou a viralizar nos últimos dias. Segundo Vampeta, a suposta postura teria relação com interesses comerciais, já que os campeões do penta ainda mantêm contratos publicitários e visibilidade associada ao título histórico.

    “Vampeta não, todo mundo que foi campeão. Ronaldo já falou: ‘Já pensou se eu falo isso, que eu não torço pelo Brasil? Você pode falar’. Já pensou, Ronaldo e Rivaldo falando ‘Somos contra a Seleção ser campeã’, olha a merda que dá nesse país. Eu falo e falo mesmo”, disse.

    O ex-jogador ainda comentou, em tom descontraído, sobre as conversas com antigos companheiros durante as Copas. “Quando o Galvão Bueno fala assim: ‘Acabou o sonho, Arnaldo’, os caras falam ‘Mais quatro anos, Vamp’ no grupo. Porque no dia que Neymar ganhar, meter o Thiaguinho, o Bruninho em cima do trio, vocês tão todos fodidos”, afirmou.

    Vampeta também analisou as chances da Seleção nas próximas competições e destacou a importância de Neymar. Para ele, o desempenho do time pode mudar bastante dependendo da presença do atacante.

    “Se o Neymar estiver inteiro mesmo, é uma chance grande, o Neymar é foda. Sem o Neymar eu fico mais tranquilo. Olha o capitão Cafu, aparece em tudo. Dunga não vai em nada”, completou, em tom bem-humorado.

    Reconhecido pelo destaque dentro das quadras, Agberto recebeu o título de Melhor Atleta de Cubatão nos anos de 1990 e 1991. A homenagem foi concedida pela administração municipal em reconhecimento à sua trajetória esportiva e às conquistas alcançadas ao longo da carreira.

    Notícias ao Minuto Brasil | 05:15 – 11/05/2026


    Vampeta diz que campeões de 2002 torcem contra o Brasil na Copa de 2026

  • China confirma visita de Trump de 13 a 15 de maio: "A convite de Xi"

    China confirma visita de Trump de 13 a 15 de maio: "A convite de Xi"

    Visita entre 13 e 15 de maio ocorre em meio a tensões comerciais e geopolíticas; encontro deve abordar tarifas, tecnologia, inteligência artificial e negociações bilaterais após trégua firmada em outubro

    A China confirmou nesta segunda-feira (11) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai visitar o país nesta semana, período em que deve se reunir com o líder chinês e discutir o Irã e disputas comerciais. “A convite do Presidente Xi Jinping, o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald J. Trump, vai realizar uma visita de Estado à China de 13 a 15 de maio”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da China, em comunicado.

    Diferentemente do que costuma ocorrer em visitas oficiais, a China evitou até agora confirmar as datas da viagem de Trump, especialmente por causa das incertezas envolvendo a guerra no Oriente Médio. A Casa Branca havia anunciado inicialmente a ida do presidente americano à China para o fim de março ou início de abril.

    No entanto, Donald Trump decidiu adiar a viagem para meados de maio, afirmando que queria priorizar a gestão da crise no Irã, com o bloqueio do Estreito de Ormuz afetando a economia global e os preços da energia no mercado internacional.

    A visita será a primeira de um presidente dos EUA à China desde a realizada por Trump em 2017, durante seu primeiro mandato, e acontece em um momento de diversas disputas bilaterais, que incluem questões relacionadas a Taiwan e ao Mar do Sul da China.

    As restrições americanas à exportação de tecnologia para a China, além de tarifas e temas ligados à inteligência artificial, estarão na pauta da visita, que ocorrerá de quarta a sexta-feira, informou a Casa Branca.

    A viagem acontece após a trégua comercial acertada pelos dois líderes em outubro, na cidade sul-coreana de Busan, e será precedida por negociações comerciais que o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, devem realizar na quarta-feira em Seul.

    Em março, He e Bessent lideraram uma rodada de negociações comerciais de dois dias em Paris, que também contou com a presença do representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.

    Durante as conversas, as delegações trataram de temas como terras raras, o déficit comercial americano, possíveis compras chinesas de produtos agrícolas, energia e aeronaves, além da criação de uma espécie de “conselho comercial” para administrar as trocas bilaterais.

    Donald Trump chegará a Pequim na noite de quarta-feira, informou Anna Kelly, vice-secretária de imprensa, a jornalistas.

    Uma cerimônia de boas-vindas e uma reunião bilateral com Xi Jinping estão previstas para a manhã de quinta-feira, seguidas de uma visita ao Templo do Céu à tarde e de um banquete de Estado à noite, acrescentou Kelly.

    Os dois presidentes devem tomar chá juntos, seguido de um almoço de trabalho na sexta-feira, antes de Donald Trump retornar a Washington.

    A visita será uma oportunidade para o republicano “reequilibrar a relação com a China e priorizar a reciprocidade e a justiça, de forma a restaurar a independência econômica americana”, afirmou Anna Kelly. “Esta será uma visita de considerável importância simbólica”, mas que também permitirá que “bons acordos sejam fechados”, assegurou.

     
     
     
     

    China confirma visita de Trump de 13 a 15 de maio: "A convite de Xi"

  • Operação contra Ciro Nogueira e disputa no Senado antecipam embate de Lula e Flávio sobre o Master

    Operação contra Ciro Nogueira e disputa no Senado antecipam embate de Lula e Flávio sobre o Master

    Operação da PF e derrota de indicado ao STF antecipam embate entre Lula e Flávio Bolsonaro, com troca de acusações e estratégias nas redes; caso Banco Master deve ganhar protagonismo na campanha eleitoral, enquanto ambos evitam romper pontes com o Congresso neste momento

    (CBS NEWS) – A operação da Polícia Federal que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a derrota no Senado da indicação de Jorge Messias para uma cadeira no STF (Supremo Tribunal Federal) anteciparam o embate político em torno do caso Master entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Lula se prepara para explorar os desdobramentos dos casos durante a campanha, em agosto, mas evita contaminar agora sua relação com o Congresso Nacional. A ação contra Ciro Nogueira e o veto a Messias, no entanto, levaram seus aliados a colocar desde já na rua a estratégia de ligar o escândalo do Master à direita.

    Ciro Nogueira foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL) e era uma das opções para assumir a vice de Flávio. A suspeita é de que ele tenha recebido dinheiro do Master para defender o banco no Congresso. O parlamentar nega. Desde a operação da PF na quinta (7), isso foi explorado pela esquerda nas redes sociais, gerando desgaste ao adversário, como seus próprios aliados admitem.

    O núcleo duro da campanha do filho de Bolsonaro notou que esse discurso de aliados de Lula repercutiu nas redes sociais e levou a uma reação de Flávio para, mais do que passar a imagem de ser a favor das investigações, tentar atrelar suspeitas de desvios ao PT.

    Ambos os lados tratam o tema com cautela. Flávio não quer prescindir de uma eventual aliança com Ciro Nogueira, que pode ser relevante em termos de tempo de televisão e dinheiro para sua campanha. Antes mesmo da operação, o parlamentar do Piauí já tinha caído nas apostas para a vice.

    Lula, por sua vez, tenta se equilibrar entre a governabilidade e a disputa eleitoral ao lidar com o impacto do escândalo do Master sobre o Congresso e o STF. Logo após a operação da PF, o presidente orientou aliados a não tripudiar.

    A ideia é refutar acusações de instrumentalização da corporação contra adversários, principalmente após o Senado rejeitar a acusação de Messias.

    Um dos argumentos para sustentação dessa estratégia é o de que o relator do caso no STF, ministro André Mendonça, foi indicado pelo ex-presidente Bolsonaro, pai de Flávio.

    A tática é adotada num momento em que Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tentam restabelecer pontes. Alcolumbre é próximo a Ciro Nogueira e padrinho político do presidente da Amprev (Amapá Previdência), gestora do regime próprio de previdência do estado, que aportou recursos da instituição no Master.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, Alcolumbre sinalizou que deseja um encontro com Lula.

    Mesmo entre aliados de Lula que recomendam cautela, porém, há o consenso de que o caso Master será um dos temas da eleição. A aposta é que o petista precisará fazer “do limão uma limonada” e transformar a derrota de Messias numa pauta eleitoral positiva.

    A ideia é adotar um discurso antissistema na campanha, denunciando a rejeição a um evangélico e a existência de um consórcio entre o centrão e a direita para dificultar o avanço das investigações sobre o banco.

    O embasamento para essa ofensiva é denunciar que a desaprovação de Messias e a derrubada do veto da dosimetria fazem parte de um acordo do centrão com a direita e uma ala do STF para frear as investigações.

    A oposição passou meses pedindo a CPI para investigar o escândalo, mas isso gerou um impasse para a derrubada do veto da dosimetria -que reduz as penas dos condenados por golpismo. Esse tipo de comissão tem instalação obrigatória na primeira sessão do Congresso após a reunião das assinaturas necessárias.

    Dessa forma, Alcolumbre indicou que não convocaria a reunião do Congresso para derrubar o veto até a oposição garantir que não usaria a sessão para pressionar pela instalação da CPI. De fato, o PL de Flávio Bolsonaro não pressionou pela abertura do colegiado durante a votação da dosimetria, no último dia 30.

    O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou à reportagem que o partido vai expor o que seria um consórcio entre centrão e a direita para enterrar a comissão. “De um lado derrubou a dosimetria e do outro protegeu o ministro Alexandre de Moraes e os congressistas envolvidos com o Master, derrubando a CPI. Ficou claro esse acordo”, disse.

    Messias foi apoiado publicamente pelo ministro André Mendonça, que tentou virar votos na oposição para fazer do advogado-geral da União seu colega no STF. Petistas alardearão que Messias foi rejeitado porque, se aprovado, integraria a ala do da corte que defenderia a investigação do Master.

    Apesar do pedido de Lula para não se vangloriar da operação contra Ciro Nogueira, uma ala da esquerda partiu para o ataque, antecipando o discurso da campanha contra Flávio. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), publicou uma montagem que mostra os senadores como uma dupla sertaneja chamada “Rachadinha & Mesadinha”.

    O pré-candidato do PL logo percebeu rapidamente que a operação da PF contra Ciro Nogueira abriria um flanco de desgaste, uma vez que o senador era cotado para ser seu vice. Flávio publicou dois vídeos, feitos em estúdio, defendendo a investigação e atacando a base governista por não ter aderido ao pedido de CPI do Master articulado pela oposição.

    Ele não fez referência a Ciro Nogueira, mas apontou suspeitas sobre o envolvimento do PT da Bahia com o escândalo.

    Interlocutores admitem o receio de Flávio Bolsonaro porque Ciro Nogueira é uma pessoa próxima. Por isso não irão atacá-lo, mas deixam claro que possuem munição para contra-atacar o governo, apontando que o senador do Piauí, apesar de ter sido chefe da Casa Civil de Bolsonaro, antes foi aliado de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff.

    Nesta sexta (8), em entrevista em Florianópolis (SC), Flávio tentou se distanciar do senador do PP e disse que as acusações são graves. “Vocês querem me vincular com o Ciro Nogueira, mas o Banco Master é do Lula”, disse.

    Ele afirmou ainda: “Não é que as pessoas têm proximidade comigo que eu vou ter que responder pelos atos dela”.

    Operação contra Ciro Nogueira e disputa no Senado antecipam embate de Lula e Flávio sobre o Master

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  • Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

    Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

    Documentos apontam que agência contratou influenciadores por até R$ 8 milhões para atacar o Banco Central e o ex-diretor Renato Gomes, com conteúdos e roteiros previamente definidos; Polícia Federal investiga a atuação e já identificou dezenas de perfis envolvidos

    (FOLHAPRESS) – Os ataques coordenados contra o BC (Banco Central) e o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução da autarquia, Renato Gomes, seguiram uma cartilha com instruções e direcionamentos elaborados pelo projeto de gestão de crise de Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    As informações estão em documentos do chamado “Projeto DV”, aos quais a reportagem teve acesso. O nome faz alusão às iniciais do ex-banqueiro.

    Os contratos com os influenciadores foram firmados pela agência Mithi, do publicitário Thiago Miranda. Somados, chegavam a R$ 8 milhões, mas a maior parte foi interrompida após a PF (Polícia Federal) começar a investigar o bombardeio contra o BC, em janeiro.

    O Banco Central virou alvo ao rejeitar a compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília). A PF identificou cerca de 40 perfis que teriam sido contratados por Vorcaro para integrar o projeto.

    As orientações do “Projeto DV” para as publicações eram direcionadas de acordo com o perfil de cada página, com indicações para títulos, textos, fotos e roteiros para vídeos curtos do Instagram. Alguns dos contratados cumpriram os direcionamentos à risca.

    Procurado, Thiago Miranda não quis se pronunciar. Ele irá prestar depoimento nesta terça-feira (12) à PF na investigação que apura os ataques ao BC e aos investigadores do caso Master.

    Dos R$ 8 milhões descritos nos contratos, Miranda fez pagamentos de R$ 3,5 milhões entre o fim de dezembro de 2025 e 5 de janeiro deste ano. As transferências ocorreram após ele ter recebido o mesmo valor da Super Empreendimentos, empresa ligada a Vorcaro.

    A defesa de Vorcaro não quis se manifestar.

    Um dos documentos se refere ao site GPS Brasília, que, além de site próprio, tem 182 mil seguidores no Instagram. O veículo deveria seguir um “tom liberal clássico, em defesa da livre iniciativa, institucional” e publicar títulos como “Fim da gestão Renato Gomes: um erro caro para o sistema financeiro”.

    Renato Gomes, que deixou o cargo em 31 de dezembro de 2025, foi o principal alvo das publicações encomendadas. Foi a área dele que recomendou o veto à compra do Master pelo BRB.

    Em 1º de janeiro, o portal fez a publicação intitulada “Saída de Renato Gomes do BC deixa indícios de um erro caro para o sistema financeiro”, distribuída no Instagram. O site já havia publicado, em 29 de dezembro, outro texto sob o título “Renato Gomes e um Banco Central fragilizado por decisões erradas”.

    O veículo firmou, em 3 de janeiro, contrato com a Mithi no valor de R$ 100 mil mensais, por um ano. O documento foi assinado por Rafael Badra, sócio do GPS Brasília.

    O acordo, fechado com cláusula de confidencialidade, previa a veiculação de seis conteúdos, metade no Instagram, e a outra no portal de notícias. A Folha teve acesso a comprovantes de pagamento feitos ao portal em 5 de janeiro, neste mesmo valor.

    O diretor e editor Jorge Eduardo disse que mantém contratos publicitários com várias agências. Também afirmou que o GPS Brasília já firmara acordos pontuais com a Mithi -um deles teria validade de um ano, mas foi rescindido dez dias após a assinatura.

    Segundo o editor, a interrupção foi feita por “incompatibilidades entre os conteúdos propostos e a linha editorial”. Ele diz que o site faz cobertura ampla, inclusive de notícias sobre o Master. “Reafirmamos nosso compromisso de fidelidade com os melhores princípios do jornalismo, pilar essencial de uma sociedade evoluída”.

    O projeto também incluiu contrato com uma empresa do jornalista Luiz Bacci, que tem 24,3 milhões de seguidores no Instagram. O pagamento previsto à BN Publicidade e Marketing, de Bacci, foi de R$ 500 mil mensais por seis meses, para 30 postagens mensais.

    Bacci confirmou à reportagem a relação comercial com a Mithi, mas não comentou detalhes. “Em conformidade com nossas diretrizes de compliance e sigilo, não divulgamos informações sobre contratos firmados com nossos clientes”, disse. Segundo Bacci, eles têm negócios desde 2021.

    Ele trabalhou no SBT de maio de 2025 ao fim de ano passado. Procurada, a emissora disse que encerrou o vínculo em 18 de dezembro. “À época de sua contratação, Bacci não foi questionado acerca de eventuais parcerias comerciais em suas redes sociais, inclusive por se tratar de contas pessoais.”

    Já o perfil Not Journal, com 289 mil seguidores, assinou contrato de R$ 30 mil por mês para 12 publicações mensais no Instagram e no site. O Projeto DV determinou que o perfil deveria adotar “tom acadêmico, sóbrio e institucional, com foco na eficiência de mercado”.

    A página, então, publicou textos críticos a Renato Gomes em dezembro e janeiro, com os títulos “Banco Central vira a página de uma gestão de Renato Gomes marcada por mudanças regulatórias, concentração e ruído institucional” e “Gestão Renato Gomes amplia debate sobre credibilidade do Banco Central”.

    O diretor do veículo, Bruno Richards, confirmou o contrato, mas disse que não havia definição de conteúdo. “A gente sempre atuou com muita rigidez no caso Master. Recebemos três notificações extrajudiciais direto do Banco Master”, disse.

    Já os textos publicados em sintonia com o direcionamento da Mithi teriam sido feitos, segundo Richards, por um ex-funcionário. “A única e principal regra é ser fato e não publicarmos fake news”, disse.

    O projeto de Vorcaro previu a compra de 50% do Not Journal. A oferta de R$ 5 milhões foi recusada, diz Richards.

    A conta de Charles Costa Oficial, que tem 696 mil seguidores, recebeu R$ 35 mil de Miranda. Entre as indicações de conteúdo da agência havia: “Renato Gomes sai, mas o estrago no mercado financeiro fica”, o que foi cumprido à risca. Procurado por telefone, WhatsApp e por mensagem direta nas redes desde quarta-feira (6), ele não respondeu.

    O projeto contratou também o influenciador Cardoso Mundo, que recebeu R$ 200 mil de Miranda, segundo os documentos aos quais a reportagem teve acesso. O dono do perfil de 4,6 milhões de seguidores, Paulo Cardoso, confirmou a relação comercial, mas disse não poder divulgar informações comerciais. “Nunca assinamos ou recebemos nenhum valor de contrato de publicidade relacionado a Daniel Vorcaro ou Banco Master”, disse.

    As postagens sobre o assunto no perfil foram deletadas. Segundo Cardoso, devido a um redirecionamento da imagem do portal.

    Já a agência Paulo & Renno Ltda, dona do perfil Marcelo Rennó (1,2 milhão de seguidores), recebeu R$ 78,4 mil. A empresa disse que o valor mencionado refere-se a serviços prestados e formalizados, “sem qualquer relação com campanhas, direcionamentos ou iniciativas dessa natureza”.

    O perfil Alfinetei, que recebeu R$ 500 mil, segundo os documentos, não respondeu à reportagem. Foram enviados pedidos de resposta via WhatsApp e por mensagem direta no Instagram na quarta. A reportagem também mandou emails na quarta para a agência Deu Buzz e para seu dono, Artur Moreno Martins, que assina o contrato, contemplado com a mesma quantia, mas não obteve resposta. Também ligou para o telefone pessoal de Martins e mandou mensagens no WhatsApp e pelo Instagram, na quarta e quinta-feira.

    Ataque coordenado por Vorcaro contra BC seguiu cartilha de agência, com contratos de R$ 8 milhões

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  • Flamengo vence, deixa o Grêmio no Z4 e fica mais perto do Palmeiras

    Flamengo vence, deixa o Grêmio no Z4 e fica mais perto do Palmeiras

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Flamengo dominou e venceu o Grêmio, por 1 a 0, neste domingo (10), em Porto Alegre, pela 15ª rodada do Brasileirão.

    O gol do Flamengo foi de Carrascal, trazendo alívio ao time na etapa final, depois de muitas chances desperdiçadas no primeiro tempo.

    O resultado na Arena do Grêmio deixa o Flamengo mais perto do Palmeiras na briga pela liderança do Brasileirão.

    O clube carioca chegou a 30 pontos, enquanto o Palmeiras tem 34. O time de Leonardo Jardim tem um jogo a menos, e o confronto direto entre eles será dia 23, no Maracanã.

    Para o Grêmio, a derrota confirmou a entrada na zona de rebaixamento, já que o Corinthians venceu o São Paulo na rodada. O time gaúcho está com 17 pontos.
    Apesar de vencer, o Flamengo ganhou dor de cabeça para a próxima rodada, já que Jorginho e Evertton Araújo estão suspensos.

    Na próxima rodada, o Grêmio visita o Bahia, às 16h, domingo. No mesmo dia, mas às 19h, o Flamengo encara o Athletico, também fora de casa.

    CHANCES E SUSTOS

    O Flamengo, em geral, foi melhor que o Grêmio no primeiro tempo. Mas isso não quer dizer que tenha escapado sem perrengues.

    O que deu certo para o time de Leonardo Jardim foi o volume de jogo, especialmente nos primeiros 25 minutos. O Flamengo conseguiu uma enxurrada de finalizações, mas não conseguiu o gol.

    Plata, por exemplo, acertou o travessão. Carrascal, a trave. O goleiro Weverton trabalhou bastante também, especialmente em chute perigosíssimo de Samuel Lino.

    O Grêmio passou momentos de dificuldade para proteger a entrada da área, o que propiciou duas finalizações de Evertton Araújo. Mas ele mandou por cima.
    A contrapartida do time da casa foram algumas descidas do Grêmio com Caio Paulista, Amuzu e Gabriel Mec.

    Rossi também deu um susto na torcida do Flamengo. Na saída de bola com os pés, acabou se atrapalhando, chutou a si mesmo e mal conseguiu dar um toque para frente. O Grêmio recuperou a posse com o goleiro ainda fora da meta, mas Léo Pereira cobriu a trapalhada, tirando o chute gremista em cima da linha.

    Os momentos de desorganização defensiva do Flamengo resultaram também em dois amarelos para os volantes Jorginho e Evertton Araújo. Ambos estão suspensos para o duelo com o Athletico.

    INSISTÊNCIA DÁ RESULTADO

    O Flamengo continuou no modo engatilhado para atacar. Jorginho foi o grande maestro do time, dando o tom da paciência para achar espaços na retraída defesa gremista.

    Mas o gol do Flamengo só saiu depois das primeiras alterações -forçadas- feitas por Leonardo Jardim.

    Emerson Royal entrou no lugar de Ayrton Lucas, com incômodo no joelho, e Varela virou lateral-esquerdo. Ao mesmo tempo, Luiz Araújo substituiu Plata.

    Construindo com linhas bem adiantadas, o Flamengo encontrou o gol. Léo Ortiz achou ótimo passe perto da linha de fundo para Royal, que escorou para o centro da área. Carrascal apareceu livre e tirou o zero do placar.

    Para Carrascal, o gol pode abrir uma nova fase, já que recentemente ele desfalcou o time por indisciplina: engatou suspensões no STJD por causa de dois cartões vermelhos no ano.

    O Grêmio estava nas cordas. O Flamengo conseguiu controlar muito bem as tentativas esporádicas do time da casa, mesmo depois de Luís Castro abandonar a formação com três zagueiros.

    O Flamenfo teve oportunidades para ampliar, mas o placar ficou magro. Suficiente. Mais um passo dado pelo time carioca para reduzir a distância em relação ao Palmeiras.

    GRÊMIO
    Weverton, Pavón (Braithwaite), Gustavo Martins, Balbuena, Viery e Pedro Gabriel (Caio Paulista); Leonel Pérez (Tiaguinho), Noriega e Gabriel Mec; Amuzu (Enamorado) e Carlos Vinícius. Técnico: Luís Castro.

    FLAMENGO
    Rossi, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas (Emerson Royal); Evertton Araújo, Jorginho e Carrascal (De La Cruz); Plata (Luiz Araújo), Samuel Lino e Pedro (Bruno Henrique). Técnico: Leonardo Jardim.

    Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
    Árbitro: Davi Lacerda (ES)
    Assistentes: Bruno Raphael Pires (Fifa-GO) e Pedro Amorim de Freitas (ES)
    Cartões amarelos: Pavón (GRE); Jorginho, Evertton Araújo, Pedro (FLA)
    Gols: Carrascal, 23’/2ºT (1-0)

    Treinador alemão do Barcelona chora a morte do pai. Clube blaugrana pode sagar-se bicampeão espanhol na noite deste domingo caso vença ou empate frente ao Real Madrid, no El Clásico.

    Notícias ao Minuto Brasil | 12:36 – 10/05/2026

    Flamengo vence, deixa o Grêmio no Z4 e fica mais perto do Palmeiras

  • Após três meses da morte da filha, ator diz que tem sido um 'pesadelo para a família'

    Após três meses da morte da filha, ator diz que tem sido um 'pesadelo para a família'

    Ator descreveu perda da filha como um “pesadelo” e falou sobre a luta dela contra problemas graves de saúde mental; Katherine, de 42 anos, foi encontrada morta em casa, com indícios de suicídio, após anos de tratamento.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ator e comediante Martin Short se pronunciou após a morte de sua filha, Katherine Short, que faleceu em fevereiro. Ela tinha 42 anos.

    “Tem sido um pesadelo para a família”, disse Short ao CBS Sunday Morning sobre a morte de Katherine. “Mas o entendimento [é] de que saúde mental e câncer, como o da minha esposa, são ambos doenças, e às vezes as doenças são terminais. E minha filha lutou por muito tempo contra problemas extremos de saúde mental, transtorno de personalidade borderline, entre outras coisas, e fez o melhor que pôde até não conseguir mais.”

    Katherine, a mais velha dos três filhos adotados por Short e sua falecida esposa, Nancy Dolman, morreu por ferimento de arma de fogo.

    Katherine, que era psicóloga e assistente social, foi encontrada morta em sua casa, no bairro de Hollywood Hills, em Los Angeles, com indícios de suicídio, segundo o jornal Los Angeles Times.

    Assistente social, Katherine dedicou sua carreira à defesa da saúde mental, trabalhando com uma organização beneficente que se concentra em reduzir o preconceito em torno das doenças mentais.

    A mãe de Katherine, a atriz Nancy Dolman, morreu de câncer de ovário em 2010. Short já havia falado sobre a dificuldade de perder uma esposa, dizendo ao The Guardian: “Foram dois anos difíceis para meus filhos. Essa é a coisa da vida sobre a qual vivemos em negação, de que isso jamais acontecerá conosco ou com nossos entes queridos, e quando acontece você ganha um pouco e sofre um pouco. Não há grande surpresa.”

    Short será destaque em um novo documentário da Netflix, “Marty, Life Is Short”, com estreia prevista para 12 de maio. O filme explora suas mais de cinco décadas no entretenimento, incluindo imagens de arquivo e entrevistas com colaboradores.

    Após três meses da morte da filha, ator diz que tem sido um 'pesadelo para a família'

  • Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra, e tensão aumenta no Oriente Médio

    Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra, e tensão aumenta no Oriente Médio

    Presidente dos EUA classificou como “totalmente inaceitável” a proposta iraniana para encerrar o conflito, elevando a tensão nas negociações; troca de ataques e movimentação militar no Golfo mantêm cenário instável e ampliam incertezas sobre um possível acordo de paz

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste domingo (10) a resposta enviada pelo Irã à proposta americana para encerrar a guerra no Oriente Médio, o que aumenta as incertezas sobre as negociações por um acordo de paz.

    “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gostei -TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu Trump na plataforma Truth Social, com as habituais maiúsculas, sem informar detalhes sobre o conteúdo.

    Mais cedo, a agência estatal iraniana Irna havia informado que Teerã enviou aos EUA uma resposta pelo Paquistão, que atua como mediador nas negociações. Segundo a imprensa local, o Irã propôs o encerramento imediato da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, a suspensão do bloqueio naval imposto pelas forças americanas, garantias de que não haveria mais ataques, e o fim das sanções econômicas, incluindo as restrições de Washington à venda de petróleo do país persa.

    O jornal The Wall Street Journal informou, com base em autoridades não identificadas, que o Irã também propôs diluir parte de seu urânio enriquecido e transferir o restante para um terceiro país. Teerã ainda teria exigido compensação pelos danos causados na guerra.

    A proposta inicial dos EUA, por sua vez, previa a interrupção dos combates antes da abertura de negociações sobre temas mais sensíveis, entre eles o fim do programa nuclear iraniano, o que Teerã rejeita.

    As negociações ocorreram num contexto de pressão sobre Donald Trump para conter a crise no Oriente Médio antes de sua viagem à China, prevista para esta semana. O republicano deve chegar na quinta-feira (14) ao país asiático, onde irá se reunir com o líder Xi Jinping. No encontro, o americano deve pressionar o chinês para ajudar a conter a guerra no Oriente Médio.

    Os EUA enfrentam dificuldades para ampliar apoio externo. Países da Otan, a aliança militar ocidental, rejeitaram pedidos de Washington para enviar navios e ajudar na reabertura do estreito de Hormuz sem que haja antes um acordo de paz abrangente.

    Apesar de um cessar-fogo parcial no conflito, que já dura um mês, drones foram detectados neste domingo sobre diversos países do Golfo, evidenciando que a tensão regional permanece alta.

    Os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado dois drones vindos do Irã. O Qatar informou que um cargueiro vindo de Abu Dhabi foi atingido por um drone em suas águas territoriais. Já o Kuwait divulgou ter acionado suas defesas aéreas contra aeronaves não identificadas que entraram em seu espaço aéreo.

    Ainda assim, o navio operado pela empresa QatarEnergy atravessou o estreito de Hormuz em segurança e navegava em direção ao Porto Qasim, no Paquistão, segundo dados da empresa de análise marítima Kpler. Foi o primeiro navio qatariano transportando gás natural liquefeito a cruzar a rota desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro.

    Segundo autoridades ouvidas pela imprensa local, a travessia foi autorizada pelo regime iraniano como um gesto para fortalecer a confiança com o Paquistão e o Qatar, outro mediador das negociações.

    O conflito já provocou instabilidade nos mercados de energia e ampliou temores sobre os impactos na economia global, além de causar milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano.

    Ainda neste domingo, foi publicada uma entrevista de Trump à jornalista Sharyl Attkisson. Na conversa, gravada na semana passada, o presidente afirmou que levaria apenas duas semanas para atacar “todos os alvos restantes” no Irã e declarou que a república islâmica já estava “militarmente derrotada”.

    Segundo Trump, os EUA já teriam atingido cerca de 70% dos alvos considerados prioritários, embora ainda existam outros pontos que poderiam ser atacados.

    Já o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou em entrevista ao programa “60 Minutes”, da CBS News, também exibida neste domingo, que a guerra contra o Irã ainda “não terminou”.

    Segundo Netanyahu, o Irã ainda mantém material nuclear enriquecido que precisaria ser removido, além de instalações de enriquecimento que, segundo ele, deveriam ser desmanteladas. O premiê israelense acrescentou que Trump compartilha posição semelhante.

    O estreito de Hormuz tornou-se um dos principais focos de tensão da guerra. Antes do conflito, iniciado em 28 de fevereiro, a passagem concentrava cerca de 20% do comércio global de petróleo. Desde o início dos confrontos, o Irã restringiu fortemente a circulação de embarcações estrangeiras.

    Também neste domingo, a agência semioficial Tasnim informou que um navio graneleiro de bandeira panamenha, com destino ao Brasil, conseguiu passar pela via marítima após utilizar uma rota designada pelas Forças Armadas iranianas.

     

    Trump rejeita proposta do Irã para encerrar guerra, e tensão aumenta no Oriente Médio