Blog

  • Proibição a Tifanny é inconstitucional e não tem respaldo científico, dizem especialistas

    Proibição a Tifanny é inconstitucional e não tem respaldo científico, dizem especialistas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A proibição da jogadora de vôlei trans Tifanny Abreu, do Osasco, de participar das finais da Copa Brasil após um veto aprovado por vereadores de Londrina -sede do torneio-, além de não estar respaldada por dados científicos, viola artigos da Constituição e foi duramente criticada por associações LGBTQIA+.

    O projeto, apresentado pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), foi votado na quinta-feira (26) e teve 12 votos favoráveis e quatro contrários.

    No requerimento, Moreno cita a inscrição de Tifanny, 41, na competição e pede que seja cumprida uma lei municipal de 2024 proibindo a “participação de atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento em equipes e times esportivos e em competições, eventos e disputas de modalidades esportivas” em Londrina.

    A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para garantir a participação de Tifanny. O processo foi distribuído à ministra Carmen Lúcia. A expectativa é que ele seja apreciado ainda nesta sexta, antes do início das disputas.

    Segundo Mariana Araújo Evangelista, advogada do Ambiel Bonilha Advogados e especialista em Direito Desportivo, a Constituição Federal, em seu art. 217, I, assegura expressamente a autonomia das entidades desportivas quanto à sua organização e funcionamento.

    “Isso inclui, de forma inequívoca, a definição dos critérios de elegibilidade de atletas nas competições por elas organizadas”, afirmou Mariana.

    Ela acrescentou que o município pode disciplinar aspectos administrativos relacionados à realização de eventos, como alvará, segurança e uso de espaço público, mas não possui competência legislativa para interferir no regulamento técnico de uma competição nacional, tampouco para determinar quem pode ou não competir sob regras estabelecidas pela entidade organizadora.

    “Ao fazê-lo, invade esfera que a Constituição Federal reservou às entidades desportivas.”

    A advogado assinalou ainda que, quando um ato normativo local é utilizado para impedir a participação de atleta que atende aos critérios técnicos da entidade organizadora, com fundamento exclusivamente em sua identidade de gênero, “há sério risco de caracterização de tratamento discriminatório incompatível com a ordem constitucional.”

    “É importante mencionar que Tifanny encontra-se elegível segundo as regras da CBV, que adota procedimento técnico próprio e alinhado a diretrizes internacionais para definição de elegibilidade”, disse Mariana.

    “A substituição desse juízo técnico por decisão político-legislativa local representa ingerência indevida na governança do esporte e cria precedente preocupante de interferência política direta na organização de competições nacionais”, acrescentou a advogada.

    Ao longo dos últimos quatro anos, federações internacionais de diferentes modalidades esportivas passaram a adotar critérios diferentes sobre a participação de mulheres transgênero em competições.

    As mais duras restringiram a participação somente àquelas que tenham concluído o processo de transição de gênero antes de passar pela puberdade masculina, o que costuma ocorrer por volta dos 12 anos. A exigência contraria recomendação da WPATH (Associação Mundial Profissional para a Saúde Transgênero) de que a transição não ocorra antes dos 14 anos.

    A FIVB (Federação Internacional de Vôlei) foi por um caminho diferente. A partir de 2021, a federação internacional delegou que cada confederação nacional de vôlei estabelecesse seus próprios critérios.

    Em junho de 2022, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) anunciou sua nova política, estabelecendo como limite um nível de testosterona abaixo de 5 nmol/L -seguindo recomendação da FIMS (Federação Internacional de Medicina do Esporte)- nos 12 meses anteriores à competição e durante a participação na categoria feminina.

    No caso de Tifanny, seu nível de testosterona costuma ficar em torno de 0,2 nmol/L.

    Segundo Rogério Friedman, médico endocrinologista, professor titular da Faculdade de Medicina da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e consultor da ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem), embora no meio acadêmico ainda não haja consenso em torno de eventual vantagem trans na categoria feminina, a melhor evidência que se tem até o momento para ser usada nesses casos é o nível de testosterona da atleta.

    “Até que surjam evidências científicas diferentes que justifiquem uma revisão, pelo menos no ambiente do vôlei, é um assunto bem resolvido”, afirmou Friedman.

    “Existem regras, elas estão sendo atendidas perfeitamente, não há o que discutir”, acrescentou o especialista.

    Presidente da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), Bruna Benevides afirmou que as proibições a atletas trans têm forte cunho ideológico-partidário.

    “Violar o direito da Tifanny não tem a ver com legislação, com ciência. Tem a ver com a tentativa deliberada de negar o reconhecimento de humanidade da pessoa trans”, afirmou Bruna.

    Segundo levantamento da associação, são mais de 80 leis nas esferas municipal e estadual que vedam a participação de atletas trans em competições esportivas.

    “O ímpeto transfóbico continua atuando de maneira institucionalizada, para fragilizar nossos direitos e acessos à cidadania”, acrescentou ela.

    O Osasco afirmou em nota que Tifanny atua no vôlei nacional há mais de oito anos e é uma atleta “exemplar, dedicada e que cumpre rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).”

    “Ela está, portanto, regularmente inscrita e apta a disputar qualquer competição sob a chancela da CBV.”

    O clube disse ainda que a interferência de legislações municipais sobre regras de competições federadas cria um precedente perigoso que ameaça a isonomia e a integridade das disputas esportivas no país.

    “Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação.”

    Proibição a Tifanny é inconstitucional e não tem respaldo científico, dizem especialistas

  • Anthropic recusa ampliar uso militar de IA nos EUA e sofre ameaça do Pentágono

    Anthropic recusa ampliar uso militar de IA nos EUA e sofre ameaça do Pentágono

    Atualmente, a Anthropic é a única empresa de IA autorizada a atuar formalmente em operações confidenciais; crise provocou reação no Vale do Silício

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um confronto entre o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e a startup de inteligência artificial Anthropic expôs divergências sobre o uso militar irrestrito de sistemas avançados de IA e mobilizou funcionários de grandes empresas de tecnologia.

    No centro da disputa está a recusa da companhia, dona do chatbot Claude, em flexibilizar regras que limitam aplicações em armas autônomas letais e vigilância doméstica em massa, condição apontada como essencial pelo Pentágono para manter e ampliar contratos.

    O impasse se intensificou após o CEO da Anthropic, Dario Amodei, rejeitar nesta quinta (26) o que descreveu como a “oferta final” do governo para continuidade do fornecimento de seus modelos mais avançados às Forças Armadas.

    O prazo dado pelo Pentágono para a oferta acaba às 19h01 (horário de Brasília) desta sexta-feira (27).

    Segundo Amodei, aceitar os termos significaria enfraquecer princípios adotados pela empresa para impedir usos considerados eticamente inaceitáveis.

    “Não podemos remover proteções fundamentais que evitam aplicações como vigilância em massa ou sistemas autônomos ofensivos sem supervisão adequada”, afirmou, de acordo com relatos sobre as negociações.

    A resposta do Pentágono veio em tom de advertência. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, ameaçou cancelar contratos existentes e excluir a empresa da cadeia de suprimentos da defesa nacional caso não haja acordo. A medida abriria espaço para concorrentes assumirem projetos estratégicos, inclusive em missões confidenciais.

    O subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia, Emil Michael, indicou que ainda há margem para negociação. “Estou aberto a mais conversas”, disse em entrevista à emissora de televisão Bloomberg TV, acrescentando que o departamento apresentou “concessões significativas” na redação contratual.

    Atualmente, a Anthropic é a única empresa de IA autorizada a atuar formalmente em operações confidenciais, segundo fontes da administração ouvidas pelo Financial Times. Sua eventual exclusão representaria oportunidade comercial para rivais que já mantêm contratos milionários com o Departamento de Defesa e negociam expansão para projetos sigilosos. Entre eles estão a OpenAI, o Google e a xAI, de Elon Musk.

    A crise provocou reação no Vale do Silício. Funcionários da Amazon, do Google e da Microsoft enviaram carta aberta nesta sexta-feira (27) aos seus superiores pedindo que apoiem a Anthropic e rejeitem contratos que envolvam armas autônomas ou monitoramento em larga escala.

    “Sabemos que [o Pentágono] procurará rapidamente adotar outros modelos sem essas salvaguardas, independentemente de tentarem forçar a Anthropic a cumpri-las”, diz a carta. “Estamos escrevendo para instar nossas próprias empresas a também se recusarem a cumprir as exigências”, complementa.

    O documento é endossado por grupos como a Communications Workers of America, que tem 700 mil integrantes, e a Alphabet Workers Union, além de coletivos de funcionários da DeepMind e da Amazon. Mais de 270 funcionários assinaram petição pública defendendo que suas empresas mantenham “últimas barreiras” claras para o uso militar da IA.

    Internamente, o debate também divide lideranças. O CEO da OpenAI, Sam Altman, informou a funcionários que tenta intermediar um entendimento entre a Anthropic e o Pentágono.

    Já o diretor científico do Google DeepMind, Jeff Dean, afirmou que “vigilância em massa viola princípios constitucionais e tem efeito inibidor sobre a liberdade de expressão”, reiterando compromisso anterior contra armas autônomas letais.

    Por outro lado, executivos do setor reconhecem a complexidade do tema. Mark Chen, diretor de pesquisa da OpenAI, declarou que a empresa não descarta contratos com o Departamento de Defesa, mas que mantém discussões internas sobre limites aceitáveis de uso.

    “Não é uma decisão de cima para baixo”, afirmou, destacando a diversidade de opiniões entre pesquisadores. O desfecho das negociações poderá redefinir parâmetros da colaboração entre empresas de tecnologia e o aparato de defesa dos EUA.

    Anthropic recusa ampliar uso militar de IA nos EUA e sofre ameaça do Pentágono

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Filha de Solange Couto comenta falas da mãe no BBB 26

    Filha de Solange Couto comenta falas da mãe no BBB 26

    Morena Mariah fala pela primeira vez após episódio ‘lamentável’ da atriz no reality; ativista diz que vem recebendo insultos devido ao que Solange faz no confinamento

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Filha de Solange Couto, a ativista e comunicadora Morana Mariah usou as redes sociais para se manifestar pela primeira vez sobre as falas da mãe. No BBB 26, ao se referir a Ana Paula Renault ou Samira Sagr, ela disse que a confinada seria “infeliz” por ter nascido de “trepada mal dada” e “sarro de trem”.

    “Nos últimos dias, tenho recebido ataques, acusações e tentativas de me expor a partir de uma violência que vivi. Não sou porta-voz de ninguém além de mim mesma. Não administro nem trabalho na comunicação da minha mãe, e nunca estive à frente de seus perfis”, começou.

    “Não me levantarei para atacar a minha mãe enquanto ela está confinada. Ela terá a oportunidade, quando sair, de refletir e se responsabilizar por suas falas, que reconheço como problemáticas e refletem, infelizmente, a estrutura machista e violenta à qual todas as mulheres estão submetidas, inclusive eu mesma”, escreveu.

    Na sequência, a ativista, que afirma ter trabalhado diretamente no Sistema de Garantia de Direitos, no enfrentamento à violência sexual, pontuou que o melhor a fazer agora é preservar.

    “Em minha trajetória como ativista e comunicadora, em casos de repercussão pública, atuei, opinei e me posicionei. Mas, neste momento, sou filha, sou familiar e meu papel é respeitar a mulher que me fez ser quem eu sou”, comentou.

    Morena encerrou o discurso ao dizer que não comentaria mais sobre o “lamentável episódio” nem sobre outras pautas relacionadas ao programa.

    “Encerro aqui minha manifestação. Por se tratar de uma questão extremamente sensível que não vem recebendo o respeito necessário, não vou responder à imprensa, não darei entrevista e não entrarei em debate público”, garantiu.

    “A única coisa que exijo é o mínimo: respeito. Ataques, mentiras, imputações e assédio serão devidamente tratados no âmbito jurídico e qualquer ataque à minha filha será denunciado às autoridades competentes.”

     

    Filha de Solange Couto comenta falas da mãe no BBB 26

  • Estamos discutindo tomada amigável de Cuba, diz Trump

    Estamos discutindo tomada amigável de Cuba, diz Trump

    Líder cubano Miguel Díaz-Canel promete defender país de ‘qualquer agressão terrorista’ dos EUA; tensão entre os países aumentou nesta semana após incidente com barco terminar em quatro mortos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu na sexta-feira (27) uma “aquisição amigável” de Cuba. “Eles não têm dinheiro, não têm nada agora. Mas estão conversando conosco e talvez façamos uma aquisição amigável de Cuba”, disse Trump a repórteres.

    O tom vai de encontro à fala, nesta quinta-feira (26), do líder cubano Miguel Díaz-Canel, que afirmou que a ilha caribenha se defenderá de “qualquer agressão terrorista”.

    Díaz-Canel se pronunciou após um incidente na costa do país envolvendo uma lancha registrada no estado americano da Flórida terminar com quatro mortos e seis feridos na quarta (25).

    “Cuba se defenderá com determinação e firmeza diante de qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional”, escreveu ele no X.

    O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também se pronunciou na rede social. “Cuba teve de enfrentar inúmeras infiltrações terroristas e agressivas procedentes dos Estados Unidos desde 1959, com um alto custo em vidas, feridos e danos materiais.”

    O incidente com o barco pode deteriorar ainda mais a relação entre os dois países, que vinha piorando desde que Washington capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro. Caracas interrompeu a entrega de petróleo a Cuba, levando o país a uma grave escassez de combustíveis.

    O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, afirmou ter ordenado a abertura de uma investigação em conjunto com outros órgãos, e o congressista cubano-americano Carlos A. Giménez exigiu “uma investigação imediata sobre esse massacre”.

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta quarta que Washington responderá proporcionalmente ao ocorrido assim que tiver todas as informações sobre os mortos, incluindo sua nacionalidade. “Vale lembrar que é muito incomum ver tiroteios assim em alto-mar”, afirmou.

     

    Estamos discutindo tomada amigável de Cuba, diz Trump

  • Vice-líder do governo diz que Haddad é o melhor nome para disputar eleições de SP

    Vice-líder do governo diz que Haddad é o melhor nome para disputar eleições de SP

    “É um nome que estamos torcendo para que seja o nosso candidato”, disse o deputado Alencar Santana (PT-SP), vice-líder do governo na Câmara

    O deputado federal Alencar Santana (PT-SP), vice-líder do governo na Câmara, afirmou nesta sexta-feira, 27, que ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o melhor nome do PT para concorrer ao governo de São Paulo contra Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições em outubro. Segundo o parlamentar, os aliados estão na expectativa da decisão a ser tomada pelo ministro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

    “É um nome que estamos torcendo para que seja o nosso candidato”, disse o deputado em entrevista ao UOL. Acho que o Haddad é o melhor nome para fazer essa disputa por algumas razões. Primeiro, ele disputou o segundo turno na eleição de 2022, onde os projetos foram apresentados. O governador Tarcísio, apesar de estar bem posicionado, por ora, na pesquisa, não tem um adversário direto e ele vem perdendo percentual ao longo do tempo”, afirmou.

    Para Santana, caso eleito, Haddad terá a oportunidade de complementar o projeto do governo Lula para o Estado de São Paulo, “seja diretamente com os municípios, seja, por exemplo, ajudando o governo do Estado a fazer o túnel Santos-Guarujá, uma coisa antiga que quem está viabilizando é o governo federal. Ou o trem Jundiaí-Campinas, que também é recurso federal”, disse o deputado.

    Questionado sobre os planos do PT para o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), nome que também pode fortalecer o palanque do partido em São Paulo, Santana afirmou que “Alckmin merece todo o respeito e gratidão”.

    “O movimento que foi feito tanto por ele quanto pelo presidente Lula foram de grande novidade na política em 2022 e essenciais para garantir a vitória naquelas eleições. Ele está fazendo um grande trabalho como ministro e uma postura exemplar como vice-presidente. Logicamente, se ele decidir que quer disputar o governo de São Paulo ou que quer disputar o Senado, nós vamos respeitá-lo e ele será prioridade”, afirmou.

    “Eu não tenho dúvida de que essa dupla está indo bem e tem tudo para ganhar novamente as eleições deste ano, porque simbolizam projetos que eram antagônicos, mas que em nome da democracia brasileira se uniram e merecem continuar”, disse, em referência a Lula e Alckmin.

    Nesta quinta-feira, 26, Haddad e Lula conversaram em jantar no Palácio da Alvorada para acertar sua candidatura ao governo de São Paulo. Após meses negando que disputaria as eleições neste ano, aliados dizem que o ministro afirmou que será candidato porque nunca poderia negar um pedido feito pelo presidente. Haddad é hoje considerado o sucessor natural de Lula no PT, a partir de 2030, e sua entrada no páreo dará essa sinalização.

    Vice-líder do governo diz que Haddad é o melhor nome para disputar eleições de SP

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Entenda a briga entre Neymar e Thiago Mendes

    Entenda a briga entre Neymar e Thiago Mendes

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A ‘treta’ entre Neymar e Thiago Mendes não começou nesta quinta-feira (26), quando o atacante do Santos e o volante do Vasco discutiram em campo e ainda trocaram farpas em entrevistas. O problema entre os dois apareceu pela primeira vez em 2020, no Campeonato Francês.

    Entrada dura. Em dezembro de 2020, o Paris Saint-Germain, de Neymar, recebeu o Lyon, de Thiago Mendes, pelo Campeonato Francês. Nos acréscimos do segundo tempo, o então volante do Lyon deu carrinho por trás no atacante brasileiro. Neymar caiu no gramado e teve que ser substituído. Ele deixou o campo chorando.

    Thiago Mendes foi punido inicialmente com cartão amarelo, mas foi expulso após revisão do VAR. Depois da partida, ele levou um gancho e foi suspenso por três jogos. Neymar teve um entorse no tornozelo esquerdo e ficou fora de ação por cerca de três semanas.

    O volante pediu desculpas a Neymar após o jogo. “Espero que ele esteja bem.

    Em hipótese nenhuma eu tive a intenção de machucá-lo. Sabemos que Neymar é um dos melhores jogadores do mundo”, disse, em vídeo publicado nas redes sociais. “Que ele possa se recuperar rapidamente e possa trazer alegria ao torcedor. Aqui fica mais uma vez os meus sinceros pedidos de desculpa”, completou o volante.

    Neymar Pai também se envolveu na confusão e ficou ‘na bronca’ com o volante. Para o empresário, Neymar sofreu um ‘rodízio de faltas’ durante a partida, que terminou com vitória do Lyon por 1 a 0.

    Um jogador aplica uma tesoura irresponsável, violenta, pelo lado, atravessa o espaço físico de outro, sem nem opção de defesa. Não medimos isso durante todo o jogo onde o Neymar sofreu o tradicional rodízio de faltas, e sempre violentas, e com isso vamos alimentando esse tipo de jogador e de atitude. Assim realmente o futebol vai perder. Até quando a culpa será da vítima? Neymar Pai, em texto publicado nas redes sociais

    AMEAÇAS E PROVOCAÇÕES

    O técnico do Lyon na época, Rudi Garcia, chegou a revelar que Thiago Mendes recebeu ameaças de morte nas redes sociais. “Hoje, nos permitimos muito facilmente insultar ou dizer coisas horríveis. Não são mais as redes sociais, mas as redes de casos sociais”, disse.

    Mais de cinco anos depois, Thiago Mendes e Neymar voltaram a se estranhar em campo. Eles discutiram, deram uma encarada, e ambos levaram cartão amarelo.

    O camisa 10 do Santos chegou a chamar o volante de ‘babaca’ em entrevista na saída de campo. “Ele me quebrou uma vez no PSG e me prometeu hoje. Vamos ver se é homem suficiente para me quebrar de novo”, disse, ao sportv, no intervalo.

    Thiago Mendes disse que Neymar o ‘desrespeitou’. “É normal, é futebol. Cada um tem que defender sua equipe. Só pedi pouco de respeito e ele mandou nossa torcida calar a boca, falei nada demais e ele me desrespeitou. Foi um jogo só do Neymar. Juiz só apitou para ele, nada para a gente”, afirmou, ao fim do jogo.

    Provocações de torcedores. Após o desentendimento no jogo entre Santos e Vasco, internautas provocaram o volante vascaíno com comentários dizendo que o jogador é fã de Neymar, fotos do craque e algumas ofensas.

    Entenda a briga entre Neymar e Thiago Mendes

  • Quem é Duda Freire, amiga de Virginia que teve pai preso por tráfico

    Quem é Duda Freire, amiga de Virginia que teve pai preso por tráfico

    Dyogo Hilario Tocafundo, pai da influenciadora Duda Freire, é acusado de gerir uma rede de tráfico de drogas na capital goiana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A influenciadora Duda Freire, amiga de Virginia Fonseca, foi surpreendida nessa madrugada com a prisão do pai. Dyogo Hilario Tocafundo é acusado de gerir uma rede de tráfico de drogas na capital goiana.

    De acordo com o jornal Metrópoles, o homem, que estava foragido, atuava nos bairros nobres de Goiânia.

    Assim como a amiga, Duda fez sua estreia no Carnaval carioca neste ano. Ela foi destaque na Grande Rio e desfilou em cima de um carro alegórico.

    No Revéillon, as amigas também estavam juntas. Duda participou da festança promovida por Virginia em Trancoso (Bahia), com a presença de Angélica e Luciano Huck.

    Até para Madri, assistir jogo de Vini Jr., Duda já foi. “De ontem com minha dupla e deu Real Madrid”, escreveu Virginia em uma foto publicada nas redes com a amiga.

    Com 2,9 milhões de seguidores, Duda, de 20 anos, faz campanhas de biquíni, moda fitness e suplementos alimentares. Até o momento, ela não se pronunciou sobre a prisão do pai.

    Quem é Duda Freire, amiga de Virginia que teve pai preso por tráfico

  • Nasa desiste de tentar levar humanos à superfície da Lua na missão Artemis 3

    Nasa desiste de tentar levar humanos à superfície da Lua na missão Artemis 3

    Novo plano prevê voo em 2027 em órbita baixa da Terra para testar integração com módulos; ideia da agência é pousar no satélite natural na Artemis 4 em 2028

    BOGOTÁ, COLÔMBIA (CBS NEWS) – O administrador da Nasa, Jared Isaacman, anunciou nesta sexta-feira (27) a desistência de tentar levar humanos à superfície da Lua na Artemis 3 em 2027. O novo plano para a missão é testar os módulos de pouso lunar em um voo em órbita baixa da Terra.

    O objetivo de pousar e fazer com que humanos voltem a andar sobre o solo do satélite natural da Terra foi empurrado para a Artemis 4, programa para 2028.

    “Basicamente, vamos antecipar a Artemis 3 para lançamento em 2027 com um perfil de missão revisado. Então, em vez de ir diretamente para um pouso lunar, vamos nos empenhar em fazer um encontro em órbita baixa da Terra com um ou ambos os nossos módulos de pouso lunar, para testar operações integradas entre a Orion e o módulo de pouso”, afirmou o chefe da Nasa.

    A Nasa também desistiu de atualizar seu foguete SLS (Space Launch System) para, em vez disso, se concentrar no aumento da frequência de voos, que tem sido lenta em comparação com foguetes mais novos. A medida impacta o contrato de aproximadamente US$ 2 bilhões da Boeing para construir um estágio superior mais potente do SLS, cujo plano acabou cancelado.

    Isaacman afirmou que é necessário reconstruir capacidades importantes dentro da Nasa e que não é ideal um lançamento a cada três anos -hoje, a distância do lançamento da Artemis 1 para a atual 2. Segundo ele, as missões deveriam ser anuais e lançamentos tão pouco frequentes seriam prejudiciais por perda de “memória muscular”.

    O chefe da Nasa comparou a situação atual ao histórico de ida à Lua no século passado com as missões Apollo. Ele afirmou que a diferença de tempo entre as missões eram de meses.

    Segundo ele, de toda forma, foram necessárias muitas missões de preparação, citando os programas Mercury e Gemini. “Temos que voltar ao básico.”

    Tanto a SpaceX, de Elon Musk, quanto a Blue Origin, de Jeff Bezos, estão desenvolvendo módulos para o programa Artemis, em uma disputa para ver qual empresa será a primeira a realizar o pouso na Lua para a Nasa.

    A Boeing e a Northrop Grumman são responsáveis pela construção do SLS, que transporta a cápsula de astronautas Orion. Esta cápsula, fabricada pela Lockheed Martin, levará os astronautas até um dos módulos de pouso lunares no espaço antes da tentativa de pouso na Lua.

    A missão atualizada da Artemis 3 envolverá a Orion, com astronautas a bordo, demonstrando sua capacidade de acoplar com um ou ambos os módulos de pouso lunar em órbita baixa da Terra. O processo é uma etapa crucial no caminho da agência até a Lua.

    Nasa desiste de tentar levar humanos à superfície da Lua na missão Artemis 3

  • Diesel e gasolina caem em fevereiro e etanol sobe por fatores sazonais, aponta IPTL

    Diesel e gasolina caem em fevereiro e etanol sobe por fatores sazonais, aponta IPTL

    Em média, o preço do diesel S-10 recuou 0,32%, a gasolina 0,15%, e o etanol subiu 1,49%; fevereiro foi marcado por recuos nos preços dos dois tipos de diesel na maior parte do País

    O diesel e a gasolina registraram queda de preços em fevereiro, enquanto o etanol teve alta puxada por fatores sazonais, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) divulgado nesta sexta-feira, 27. Em média, o preço do diesel S-10 recuou 0,32%, a gasolina 0,15%, e o etanol subiu 1,49%.

    “O leve recuo no preço médio da gasolina em fevereiro indica um cenário de relativa estabilidade para o combustível, após as oscilações registradas nos meses anteriores. Já o aumento no valor do etanol pode estar relacionado a fatores sazonais e à dinâmica de oferta e demanda, comum neste período entre safras”, disse em nota o diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

    Já o recuo do diesel, na avaliação de Mascarenhas, “indica um momento de relativa estabilidade após os reajustes observados anteriormente”. Para ele, apesar da queda, os valores ainda permanecem em um patamar elevado, o que mantém a pressão sobre os custos do transporte rodoviário e, consequentemente, sobre toda a cadeia logística.

    Diesel

    Na análise regional, fevereiro foi marcado por recuos nos preços dos dois tipos de diesel na maior parte do País. A principal exceção foi o diesel comum no Nordeste, que registrou alta de 0,63%. No Sudeste, o combustível apresentou estabilidade, com preço médio de R$ 6,21.

    Entre as quedas mais relevantes, o diesel comum teve sua maior redução no Centro-Oeste, de 0,79%, chegando a R$ 6,24. Já o diesel S-10 registrou o recuo mais expressivo no Sul, de 0,50%, com preço médio de R$ 6,02. Os preços mais em conta para ambos os tipos de diesel foram encontrados no Sul: R$ 5,98 para o comum e R$ 6,02 para o S-10. Já os preços mais caros foram os do Norte: R$ 6,75 para o comum e R$ 6,61 para o S-10.

    Etanol

    Na análise por regiões, todas registraram aumento para etanol em fevereiro. A mais alta foi registrada no Nordeste, de 1,59%, fazendo com que o biocombustível fosse comercializado por, em média, R$ 5,11. O Norte segue com o etanol mais caro, com preço médio de R$ 5,34 (+0,75%). Já o etanol mais competitivo foi o da região Sudeste, com média de R$ 4,69 (+1,52%).

    Gasolina

    Em relação à gasolina, a maioria das regiões acompanhou a tendência nacional de queda, com destaque para Centro-Oeste e Sul, com recuo de 0,46%. O Nordeste foi a única região onde o combustível ficou mais caro, com aumento de 0,15% em relação a janeiro (R$ 6,53). O maior preço médio em fevereiro foi o do Norte, R$ 6,83 (estável), e o mais competitivo, o do Sudeste, com média de R$ 6,33 (-0,16%).

    Diesel e gasolina caem em fevereiro e etanol sobe por fatores sazonais, aponta IPTL

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Casa do Patrão aposta em dinâmica com três casas e jogo de poder para fisgar público

    Casa do Patrão aposta em dinâmica com três casas e jogo de poder para fisgar público

    Novo reality idealizado por Boninho divide participantes entre privilégios, pressão e convivência estratégica; programa estreia em abril na Record TV e no Disney+, com decisões do público influenciando o rumo da disputa

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Falta pouco menos de dois meses para a estreia de Casa do Patrão, novo reality idealizado por Boninho, e a expectativa só aumenta. A atração, que promete apostar alto em estratégia e convivência, reunirá participantes anônimos em um confinamento intenso e cheio de disputas.

    Divulgados nesta quinta-feira (26), os detalhes do formato revelam um jogo dividido em três ambientes interligados: a Casa do Patrão, a Casa do Trampo e a Casa da Convivência. Mais do que cenários, os espaços funcionam como peças-chave na engrenagem da disputa.

    A Casa do Patrão, ocupada semanalmente por quem assume o comando do jogo, concentra privilégios, conforto e poder. O participante que conquistar o posto poderá escolher aliados para compartilhar as mordomias e, principalmente, tomar decisões que impactam diretamente a rotina dos demais jogadores.

    Do outro lado, a Casa do Trampo impõe uma realidade bem diferente. Sem acesso aos benefícios, os participantes encaram regras mais rígidas, tarefas obrigatórias e uma rotina de pressão constante. É o espaço onde resistência, organização e jogo emocional fazem toda a diferença.

    Já a Casa da Convivência funciona como o coração do reality. Neutra e de circulação obrigatória, ela reúne todos os participantes para conversas, embates, alianças e votações. É ali que o jogo se desenha diante das câmeras -e onde as relações podem mudar a qualquer momento.

    A cada ciclo, as decisões do Patrão reverberam nas demais casas e ajudam a redesenhar os rumos da competição. Enquanto isso, o público assume papel decisivo ao escolher quem continua na disputa.

    O programa vai estar simultâneamente na grade da Record e na plataforma do Disney+.O formato estreia em abril, com data exata ainda a ser confirmada.

    Casa do Patrão aposta em dinâmica com três casas e jogo de poder para fisgar público