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  • DJ, funkeira e cervejeira: confira como Rosalía tem curtido o fim de ano no Rio de Janeiro

    DJ, funkeira e cervejeira: confira como Rosalía tem curtido o fim de ano no Rio de Janeiro

    Ela foi vista conversando com fãs na Pedra do Sal e fez selfies e vídeos na última segunda-feira (29). Também tomou cerveja em uma roda de amigos ao visitar a favela da Rocinha.

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Ela é gente como a gente. No Brasil, pela segunda vez neste ano, agora para curtir o Réveillon, a cantora espanhola Rosalía, 33, tem curtido o Rio de Janeiro como uma verdadeira carioca, com direito a bermuda larga e chinelo de dedo.

    Ela foi vista conversando com fãs na Pedra do Sal e fez selfies e vídeos na última segunda-feira (29). Também tomou cerveja em uma roda de amigos ao visitar a favela da Rocinha.

    A artista também ensaiou alguns passos de funk carioca e atacou de DJ numa festa. Já há que peça um CPF para ela nas redes sociais.

    No início do mês, o Fantástico (Globo) exibiu uma entrevista com ela no Cristo Redentor. Na ocasião, não fazia todo o calor que tem assolado o país.

    No meio do bate-papo, a artista fugiu de uma barata voadora e virou meme na internet.

    DJ, funkeira e cervejeira: confira como Rosalía tem curtido o fim de ano no Rio de Janeiro

  • Estoques de petróleo dos EUA caem 1,934 milhão barris na semana, afirma DoE

    Estoques de petróleo dos EUA caem 1,934 milhão barris na semana, afirma DoE

    Os estoques de gasolina subiram 5,845 milhões de barris, a 234,334 milhões de barris, ante expectativa de alta de 300 mil. Já os estoques de destilados aumentaram em 4,977 milhão de barris, a 123,679 milhões de barris, ante projeção de avanço de 800 mil barris.

    Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 1,934 milhão de barris, a 422,888 milhões de barris na semana encerrada em 26 de dezembro, informou o Departamento de Energia (DoE). Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam avanço de 100 mil de barris.

    Os estoques de gasolina subiram 5,845 milhões de barris, a 234,334 milhões de barris, ante expectativa de alta de 300 mil. Já os estoques de destilados aumentaram em 4,977 milhão de barris, a 123,679 milhões de barris, ante projeção de avanço de 800 mil barris.

    A taxa de utilização da capacidade das refinarias subiu de 94,6% a 94,7%, contrariando a expectativa de queda a 94,1%.

    Os estoques de petróleo no centro de distribuição de Cushing tiveram alta de 543 mil barris, a 22,112 milhões de barris. A produção média diária de petróleo subiu para 13,827 milhões de barris na semana. Fonte: Dow Jones Newswires.

    Estoques de petróleo dos EUA caem 1,934 milhão barris na semana, afirma DoE

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  • The Economist diz que Lula não deveria disputar um novo mandato por causa da idade

    The Economist diz que Lula não deveria disputar um novo mandato por causa da idade

    Lula é comparado a Joe Biden, o ex-presidente americano que desistiu de concorrer à reeleição devido a limitações impostas pela idade.

    Um editorial publicado pela revista britânica The Economist nesta terça-feira, 30, afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria disputar um novo mandato em 2026 devido à idade. Segundo a publicação, candidatos com mais de 80 anos representam “riscos elevados” para a estabilidade política e institucional, mesmo quando são experientes e populares.

    Lula é comparado a Joe Biden, o ex-presidente americano que desistiu de concorrer à reeleição devido a limitações impostas pela idade. Segundo a publicação, o presidente brasileiro tem 80 anos e, caso seja reeleito, concluiria um eventual quarto mandato aos 85. “Lula é apenas um ano mais novo do que Joe Biden era no mesmo período do ciclo eleitoral de 2024 nos Estados Unidos, e isso terminou de forma desastrosa”, lembra o texto, que também afirma que o carisma do brasileiro “não é escudo contra o declínio cognitivo”.

    O artigo avalia que o presidente brasileiro teve um ano marcado por tensões institucionais e disputas internacionais, mas sobreviveu inclusive à disputa comercial com os Estados Unidos. Porém, diz que a centralidade de Lula limita a renovação política no País.

    Conforme a publicação, além da idade e das políticas econômicas “medíocres” do seu governo, uma nova campanha eleitoral de Lula seria marcada pelos escândalos de corrupção que se desenrolaram durante seus dois primeiros mandatos, pelos quais “muitos brasileiros não conseguem perdoá-lo.

    O texto, publicado com uma ilustração mostrando Lula grisalho, com uma bandeira do Brasil e uma cabine de votação ao fundo, também faz menção à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por conspiração para um golpe de Estado. Lembra que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegou falsamente que tudo não passava de uma armação e impôs pesadas tarifas punitivas sobre produtos brasileiros, mas depois voltou atrás.

    O periódico defende que o Brasil deveria passar por um processo de renovação política e o presidente Lula poderia ceder lugar a uma nova geração de líderes, já que havia prometido, durante a campanha de 2022, não disputar um quarto mandato. Observa, no entanto, que até o momento não há sinais claros de que Lula prepara um sucessor da esquerda ou do centro.

    A publicação cita uma disputa intensa no campo da direita para ocupar o espaço deixado com prisão de Bolsonaro que, mesmo após ser condenado, ainda mantém “um número surpreendente” de apoiadores, especialmente entre os evangélicos. O texto lembra que Bolsonaro indicou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), como possível candidato presidencial, mas o classifica como “impopular” e “ineficaz”.

    A revista britânica aponta outros possíveis candidatos à presidência, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), descrito como \”ponderado\” e \”democrata\”, além de ser bem mais jovem do que o atual presidente.

    A publicação conclui que as eleições de 2026 serão decisivas para o futuro político do Brasil e recomenda um candidato de centro-direita que se equilibre entre a preservação do meio ambiente, o combate ao crime organizado e o respeito ao estado de direito e as liberdades civis.

    The Economist diz que Lula não deveria disputar um novo mandato por causa da idade

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  • Com ultrapassagem nos minutos finais, etíope vence a São Silvestre

    Com ultrapassagem nos minutos finais, etíope vence a São Silvestre

    Com uma arrancada nos minutos finais, o etíope Muse Gisachew ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong e venceu hoje (31) a centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre.

    Kamosong vinha liderando a prova com folga, mas foi ultrapassado por Gisachew já próximo da linha de chegada, na Avenida Paulista. Kamosong terminou a corrida com o tempo de 44 minutos e 32 segundos, apenas quatro segundos a mais que o vencedor da prova, que fez o tempo de 44 minutos e 28 segundos.

    O brasileiro Fábio de Jesus Correia foi o terceiro colocado, fazendo o tempo de 45 minutos e 06 segundos.

    Na quarta posição chegou o queniano William Kibor, com o tempo de 45 minutos e 28 segundos. Já o também queniano Reuben Logonsiwa Poguisho fechou o pódio, na quinta posição, com 45 minutos e 46 segundos.

    A última vez que o Brasil conquistou a São Silvestre no masculino foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.

     

    Com ultrapassagem nos minutos finais, etíope vence a São Silvestre

  • Surto de síndrome de Guillain-Barré na Índia gera preocupações mundiais

    Surto de síndrome de Guillain-Barré na Índia gera preocupações mundiais

    Cerca de 160 casos foram relatados desde o início do surto

    Pune, uma grande cidade no oeste da Índia, tem testemunhado um número crescente de casos de síndrome de Guillain-Barré desde o início do ano. Investigações apontaram para Campylobacter jejuni, um patógeno responsável por doenças transmitidas por alimentos e reconhecido como um fator-chave por trás da síndrome de Guillain-Barré em todo o mundo. Essa ligação foi estabelecida pela primeira vez na década de 1990 na China rural, onde os surtos da doença coincidiram com as estações das monções devido a crianças brincando em água contaminada por resíduos de aves.

    Os números mais recentes indicam que Pune presenciou 160 casos, com cinco mortes suspeitas. Atualmente, 48 pacientes permanecem em terapia intensiva, 21 estão em ventiladores e 38 receberam alta após o tratamento.

    Conforme mencionado, a disseminação da síndrome de Guillain-Barré ligada à Campylobacter jejuni e não é exclusiva da Índia. Além da China, em 2023, o Peru registrou mais de 200 casos suspeitos e quatro mortes em apenas sete meses, levando o governo a declarar uma emergência nacional de saúde. Dois terços dos afetados foram diagnosticados com infecções causadas por Campylobacter. 

    A enfermidade chamou a atenção dos brasileiros em julho de 2023, quando houve um surto na América do Sul. Na ocasião, o governo do Peru decretou estado emergência sanitária nacional devido ao “aumento incomum” de casos. Segundo os dados do Ministério da Saúde local, o país vizinho registrou 182 pacientes com a doença no primeiro semestre de 2023. Desse total, quatro morreram. Além disso, até um famoso desenvolveu a doença. No dia 11 de junho de 2024, o ator Reynaldo Gianecchini revelou que desenvolveu a condição. Em entrevista ao podcast PodDelas, o artista contou que a síndrome afetou parte de seus movimentos.

    De todas as doenças autoimunes que existem, a síndrome de Guillain-Barré é definitivamente uma das menos comuns. Essa condição, que afeta os nervos do corpo e causa fraqueza muscular que evolui para paralisia, é grave e pode matar. A boa notícia é que pode ser tratada com um rápido diagnóstico.

    Surto de síndrome de Guillain-Barré na Índia gera preocupações mundiais

  • Entenda por que operações do Banco Master com a Reag estão sob investigação

    ANA PAULA BRANCO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um relatório do Banco Central (BC) enviado ao TCU (Tribunal de Contas da União) aponta indícios de…
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    Entenda por que operações do Banco Master com a Reag estão sob investigação

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  • Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

    Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

    A tendência é de reconciliação nas próximas semanas, mas os estresses ainda aparecem em conversas reservadas. De acordo com aliados, a relação ainda está longe do patamar do início da gestão de Alcolumbre.

    CAIO SPECHOTO
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – De volta ao comando do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) alternou momentos em 2025 como principal fiador do governo Lula (PT) no Legislativo e atritos causados pelas indicações do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e de dirigentes das agências reguladoras.

    A tendência é de reconciliação nas próximas semanas, mas os estresses ainda aparecem em conversas reservadas. De acordo com aliados, a relação ainda está longe do patamar do início da gestão de Alcolumbre.

    O senador do Amapá, que já havia sido presidente do Senado e do Congresso de 2019 a 2021, voltou ao comando da Casa neste ano com um apoio amplo que incluiu o governo e o PT, mas também da maioria da oposição. Nos meses seguintes, tornou-se o principal aliado do Planalto no Legislativo.

    Senadores influentes da base governista avaliam que Alcolumbre foi responsável por angariar o apoio aos projetos de interesse do Executivo no Senado e foi mais importante nessa função inclusive do que os líderes do governo no Legislativo, a quem tradicionalmente cabe esse papel.

    Lula enfrentou dificuldades na Câmara dos Deputados e teve no Senado sua principal fonte de governabilidade no Legislativo.

    Senadores lulistas reclamam de falta de mobilização de correligionários do presidente da República para defender os projetos do governo e cobram mudanças para a reta final do mandato, principalmente às vésperas do período eleitoral.

    As interações entre os dois presidentes de Poder ao longo do ano, relatam políticos à reportagem, costumavam ser em tom informal. Na última semana, Lula disse se considerar amigo tanto de Alcolumbre quanto do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    O anúncio da aposentadoria do agora ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso, em outubro, deu início a um afastamento entre Alcolumbre e o governo que evoluiu para uma crise política, agora em fase de resolução.

    O presidente do Senado e integrantes influentes da Casa queriam que o presidente da República escolhesse Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga aberta na Suprema Corte. Quando Lula anunciou, no fim de novembro, que tinha optado por Jorge Messias, a relação com Alcolumbre estremeceu.

    O Senado ainda não votou a indicação de Messias -ele só assumirá a cadeira no STF se for aprovado pela maioria da Casa. Um dos principais apoiadores do indicado de Lula, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), perdeu interlocução com Alcolumbre.

    No mesmo dia em que Lula anunciou seu escolhido para o STF, Alcolumbre informou à imprensa que colocaria em votação no Senado o projeto de aposentadoria especial de agentes de saúde, uma proposta com alto custo fiscal e que contrariava os interesses do Planalto.

    Aliados do petista entenderam o ato como uma retaliação. É comum se referir a projetos com impacto fiscal colocados em votação contra a vontade do governo como “pauta bomba”. Alcolumbre fez um forte discurso público rechaçando as críticas.

    O presidente do Senado disse que o governo teve seu apoio nos momentos mais difíceis e lembrou das vezes em que o Legislativo aumentou os gastos públicos a pedido do Executivo.

    “O [programa] Pé-de-Meia custa para o Estado brasileiro R$ 12 bilhões por ano, e nós votamos aqui para 4 milhões de estudantes, o que dá, nos próximos oito anos, quase R$ 100 bilhões”, disse Alcolumbre em 25 de novembro. “Não foi bomba”, afirmou ele. O senador disse que as acusações eram motivo de indignação.

    Alcolumbre repetiu os argumentos recentemente em conversas com o alto escalão do governo sobre corte de gastos públicos. O motivo foram declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cobrando responsabilidade fiscal do Congresso.

    Depois, no início de dezembro, o presidente do Senado reclamou com integrantes do governo por Lula ter dito que o Congresso havia sequestrado o Orçamento por meio das emendas -recursos que deputados e senadores podem enviar para obras em suas bases eleitorais.

    Os atritos começaram a esfriar nas últimas semanas. Lula teve conversas com senadores poderosos e próximos de Alcolumbre, como Weverton Rocha (PDT-MA), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL).
    Ao mesmo tempo, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), aliado de Alcolumbre no Amapá, também trabalhou para reaproximar os chefes do Executivo e do Legislativo.
    Depois da última sessão do Congresso em 2025, Alcolumbre foi questionado se havia conversado ou se conversaria com Lula. “Se eu for convidado, eu vou”, respondeu. Os dois conversaram por telefone e, dias depois, encontraram-se pessoalmente.

    Lula agradeceu ao presidente do Senado pelos projetos de interesse do governo aprovados no Legislativo e voltou a defender que Pacheco concorra ao governo de Minas Gerais -mas ouviu que o mineiro não está com essa disposição.

    Também o sondou sobre o clima para a indicação de Messias, mas essa parte da conversa não teve conclusão e a resolução ficará para a retomada dos trabalhos, em fevereiro.

    Aliados do presidente do Senado avaliam que a relação entre ele e Lula ainda não voltou a ser o que foi durante a maior parte de 2025, mas que a tendência atual é de melhora.

    Antes da indicação de Messias, governo e Senado já tiveram outros atritos, como o impasse em torno dos nomes dos diretores escolhidos por Lula para agências reguladoras. Esses cargos também precisam do aval dos senadores, e divergências atrasaram por meses as nomeações.

    Parte das agências e autarquias continua acéfala ou com cargos vagos, como a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e, a partir de janeiro, duas diretorias do Banco Central.
    Outro ponto de estresse com o governo foi a campanha de Alcolumbre nos bastidores para derrubar o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, um dos mais próximos de Lula. Ele foi inicialmente indicado pela cúpula do Senado, mas perdeu apoio após desentendimentos sobre projetos e cargos do ministério, e medidas provisórias do setor foram quase rejeitadas em meio a esse embate.

    O petista, porém, se recusou a demitir o auxiliar.

    Alcolumbre alterna entre atritos e aliança com Lula após volta ao comando do Senado

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  • Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou

    Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou

    Lançado pelo líder do regime, Xi Jinping, em 2012, o “sonho chinês” defende que uma nação mais jovem é o caminho para a prosperidade -o que significa, nas entrelinhas, manter o status de potência e avançar ainda mais economicamente, sobretudo em relação ao Ocidente.

    VICTORIA DAMASCENO
    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – Por mais de 35 anos os casais chineses só podiam, por lei, ter um filho, até uma diretriz entrar em vigor em 1º de janeiro de 2016 e autorizá-los, naquele momento, a ter dois. Hoje, dez anos após o fim da Política do Filho Único, a China ainda colhe os efeitos de décadas de restrição e enfrenta uma crise demográfica que dificulta a realização do chamado “sonho chinês”.

    Se, em 1979, quando foi criada, a política buscava conter um crescimento populacional visto como ameaça ao desenvolvimento social e econômico do país, hoje as lideranças do Partido Comunista batem cabeça para estimular o rejuvenescimento da população e garantir que a força produtiva continue sustentando o crescimento econômico.

    Lançado pelo líder do regime, Xi Jinping, em 2012, o “sonho chinês” defende que uma nação mais jovem é o caminho para a prosperidade -o que significa, nas entrelinhas, manter o status de potência e avançar ainda mais economicamente, sobretudo em relação ao Ocidente. O conceito também se opõe ao sonho americano, ao subordinar a realização individual ao sucesso coletivo e à liderança do PC.

    “A história demonstra que o futuro e o destino de cada um de nós estão intimamente ligados aos de nosso país e de nossa nação. Só podemos prosperar quando nosso país e nossa nação prosperarem. Alcançar o rejuvenescimento da nação chinesa é uma missão gloriosa e árdua, que exige o esforço dedicado do povo chinês, geração após geração”, disse Xi em discurso naquele ano. “Agora estamos mais próximos desse objetivo e mais confiantes e capazes de alcançá-lo do que em qualquer outro momento da história.”

    Mais de uma década depois, em outubro deste ano, durante as comemorações do aniversário de fundação da República Popular da China, o dirigente afirmou que “alcançar o grande rejuvenescimento da nação chinesa é uma causa sem precedentes”, indicando que atingir o objetivo ainda está distante.

    Desde que assumiu o cargo, Xi anunciou medidas para enfrentar a crise demográfica. Além de encerrar a política do filho único, em 2021 ampliou para três o número de filhos permitidos por casal. Outros incentivos, como subsídios nacionais para o cuidado de crianças pequenas e a redução dos custos associados à gravidez, também foram implementados.

    Apesar dos esforços, a natalidade na China segue em queda, apontando para uma população cada vez mais envelhecida e para uma sobrecarga econômica associada ao fenômeno.

    Quando a política foi criada, em 1979, nasciam mais pessoas do que morriam. Eram registrados 17,8 nascimentos e 6,2 mortes por mil habitantes, o que levou o regime a considerar urgente a contenção do crescimento populacional. Já os dados mais recentes, de 2024, mostram que essa relação se inverteu, com a mortalidade chegando a 7,8 por mil, superando a taxa de nascimentos, de 6,8.
    Na prática, a China passou de um crescimento natural positivo de 11,6 por mil para um declínio populacional de cerca de -1, consolidando uma tendência que já se arrasta há anos.

    Para Yi Fuxian, pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) e autor de “Big Country with an Empty Nest” (País Grande com um Ninho Vazio, em português), a China enfrenta uma crise demográfica e civilizacional sem precedentes. “Se esta crise não for resolvida, o chamado ‘sonho chinês’ não será um sonho de grande rejuvenescimento da nação chinesa, mas um pesadelo de colapso demográfico e civilizacional”, afirma.

    Um relatório de 2024 do Banco Mundial atribui parte da desaceleração da economia chinesa ao envelhecimento da população, apontando que, de 2003 a 2012, o crescimento médio anual foi de 10,5%, enquanto de 2013 a 2022 caiu para 6,2%.

    “Sem políticas e ajustes comportamentais que mitiguem esses efeitos, o envelhecimento pode reduzir ainda mais o tamanho da força de trabalho, diminuir a poupança das famílias -o que pode reduzir os recursos disponíveis para investimento e para o reequilíbrio da economia-, pressionar as finanças do governo e afetar negativamente a produtividade”, diz o documento.

    Remédios como reforma previdenciária, estímulo à participação feminina no mercado de trabalho e automação de processos industriais vêm sendo administrados. Ainda assim, as medidas têm se mostrado insuficientes para conter a crise e transformar o “sonho chinês” em realidade.

    O status da China como potência, para Yi, decorre de sua grande população. Em 1800, o país respondia por cerca de 34% da população mundial, segundo o projeto Our World in Data, uma parceria da Universidade de Oxford com a organização Global Change Data Lab. De 1950 a 1980, essa proporção permaneceu estável, em torno de 22%.

    Em 2025, porém, a China representa cerca de 17% da população global, segundo estimativas do Worldometer. O cenário é considerado desfavorável às ambições do PC.

    “Se a China tiver a sorte de estabilizar sua taxa de fecundidade em 0,8, sua população total cairá para 1 bilhão em 2050 e para 320 milhões em 2100, o que representaria, respectivamente, 11% e 3% da população mundial”, diz o pesquisador.

    Dez anos após fim da política de filho único, 'sonho chinês' de nação rejuvenescida ainda não se realizou

  • Israel proíbe atuação de 37 ONGs na Faixa de Gaza, incluindo Médicos Sem Fronteiras

    Israel proíbe atuação de 37 ONGs na Faixa de Gaza, incluindo Médicos Sem Fronteiras

    Entre as organizações proscritas estão algumas das ONGs mais reconhecidas do mundo, como a Médicos sem Fronteiras (MSF) e a ActionAid. Os grupos dizem que as novas regras estipuladas por Israel e comunicadas no início de 2025 violam leis de privacidade da União Europeia e podem colocar em risco a vida dos trabalhadores.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Israel vai proibir a atuação de 37 organizações de ajuda humanitária na Faixa de Gaza a partir desta quinta-feira (1º) depois que as ONGs se recusaram a acatar novas exigências para operar no território -como fornecer a Tel Aviv informações detalhadas de seus trabalhadores palestinos.

    Entre as organizações proscritas estão algumas das ONGs mais reconhecidas do mundo, como a Médicos sem Fronteiras (MSF) e a ActionAid. Os grupos dizem que as novas regras estipuladas por Israel e comunicadas no início de 2025 violam leis de privacidade da União Europeia e podem colocar em risco a vida dos trabalhadores.

    Tel Aviv, por sua vez, acusa a MSF de contratar pessoas ligadas ao grupo terrorista Hamas e diz que a medida é necessária para que incidentes do tipo não se repitam. A ONG nega.

    Uma vez que as Forças Armadas israelenses controlam todo o acesso a Gaza por terra, mar e ar, grupos humanitários que prestam serviços à população no território palestino precisam seguir uma série de restrições estipuladas por Israel para operar no local.

    As Nações Unidas condenaram a medida. “A suspensão (…) é revoltante”, disse em nota o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, o austríco Volker Türk. “Trata-se do episódio mais recente em um padrão de restrições ilegais ao acesso humanitário, incluindo a proibição de Israel à UNRWA [agência para refugiados palestinos da ONU, que Israel acusa de ligações com o Hamas]”.

    “Insto todos os Estados-membros, em especial aqueles com influência, a tomar medidas urgentes e insistir que Israel permita a entrada imediata e irrestrita de ajuda humanitária em Gaza. Suspensões arbitrárias pioram ainda mais o que já é uma situação intolerável para a população de Gaza”, afirmou Türk.

    Em comunicado, os ministros das Relações Exteriores de dez países desenvolvidos expressaram “grave preocupação” com a situação humanitária em Gaza. “Com o inverno se intensificando, civis em Gaza enfrentam condições terríveis, com chuvas e baixas temperaturas”, diz o texto assinado por Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Japão, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça.

    “A situação é catastrófica. 1,3 milhão de pessoas ainda precisam de abrigos, mais da metade da infraestrutura médica não funciona plenamente e enfrenta escassez de suprimentos e equipamento. O colapso total do saneamento básico deixou 740 mil pessoas vulneráveis a enchentes tóxicas”, diz a nota, que pede a suspensão de “restrições desmedidas [de Israel]”.

    Israel proíbe atuação de 37 ONGs na Faixa de Gaza, incluindo Médicos Sem Fronteiras

  • Morre o empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas Club, aos 74 anos

    Morre o empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas Club, aos 74 anos

    Em nota, a família declarou que Oscar viveu intensamente e foi fiel às suas convicções e à sua liberdade. Em setembro do ano passado, a boate, ponto de encontro de garotas de programa, completou 30 anos e promoveu uma grande festa, que lotou seus salões.

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nome tradicional da noite paulistana e dono da casa noturna Bahamas Club, o empresário Oscar Maroni morreu nesta quarta (31), aos 74 anos. A confirmação veio por parte da assessoria pessoal dele.

    Em nota, a família declarou que Oscar viveu intensamente e foi fiel às suas convicções e à sua liberdade. Em setembro do ano passado, a boate, ponto de encontro de garotas de programa, completou 30 anos e promoveu uma grande festa, que lotou seus salões.

    “Mais do que um empresário, foi um homem que marcou seu tempo e deixou uma história que jamais será esquecida. Agradecemos todas as manifestações de carinho e respeito neste momento de dor”, diz um trecho.

    A causa da morte não foi revelada, mas ele tinha Alzheimer e no último ano estava internado em uma casa de repouso na capital paulista.

    Os filhos do empresário entraram com pedido de curatela, que responsabiliza um dos herdeiros por administrar o patrimônio do pai. Maroni deixa quatro filhos: Aritana, Aratã, Acauã e Aruã. Aritana é ex-participante dos reality shows Masterchef (Band), A Fazenda (Record) e Power Couple (Record)

    O velório será restrito a familiares e amigos próximos.

    Morre o empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas Club, aos 74 anos

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