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  • Guerra no Irã pressiona custos da construção civil no Brasil

    Guerra no Irã pressiona custos da construção civil no Brasil

    Dados recentes mostram que a alta já aparece nos indicadores. O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) acelerou 1,04% em abril, após registrar alta de 0,36% em março, refletindo o encarecimento de insumos para as obras, em movimento associado à disparada do petróleo e seus efeitos sobre combustíveis e logística global.

    ANA PAULA BRANCO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A escalada da guerra no Irã pressiona os custos da construção civil no Brasil, com impacto disseminado sobre materiais, fretes e planejamento das obras, mas sem sinais, por ora, de desabastecimento.

    Dados recentes mostram que a alta já aparece nos indicadores. O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) acelerou 1,04% em abril, após registrar alta de 0,36% em março, refletindo o encarecimento de insumos para as obras, em movimento associado à disparada do petróleo e seus efeitos sobre combustíveis e logística global.

    A inflação preocupa construtores que vão da incorporação imobiliária às obras de infraestrutura. Para o mercado imobiliário, os preços mais altos chegam em um ano em quem especialistas projetavam um cenário de recuperação, impulsionado por um pacote de medidas governamentais e uma expectativa de queda gradual da taxa dos financiamentos.

    Esses aumentos também colidem com o esforço do governo Lula de ampliar o acesso ao financiamento imobiliário. Em março, o conselho curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou a ampliação da renda máxima das famílias elegíveis ao Minha Casa, Minha Vida e do teto dos imóveis que podem ser financiados pelo programa, que é uma vitrine eleitoral de gestões petistas.

    “O INCC de abril mostrou que [a guerra] já está impactando no preço dos produtos. A tendência parece ser um fato e o [INCC] de maio ser impactado também”, diz Dionysio Klavdianos, vice-presidente de inovação da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). “Temos ouvido relatos de aumentos de até 30%. Se isso persistir, haverá impacto no custo das obras e, posteriormente, no preço dos imóveis.”

    O barril de petróleo do tipo Brent, referência internacional, se aproxima de US$ 115 (cerca de R$ 572) em meio à deterioração das relações entre Estados Unidos e Irã e às ameaças envolvendo o estreito de Hormuz -por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

    Os dados do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) apontam que os principais aumentos em abril ocorreram em itens como massa de concreto, cimento, tubos e conexões de PVC -derivados de petróleo-, além de vergalhões e arames de aço ao carbono.

    Em abril, o preço do alumínio atingiu o maior valor em quatro anos em meio à guerra no Irã. O Oriente Médio é responsável por cerca de 9% da oferta global do metal.

    Pelo menos três casas de análise de ações -BTG Pactual, Itaú BBA e Santander- disseram em relatórios divulgados recentemente que os custos pós-guerra podem mexer com as perspectivas do setor. Analistas do BTG Pactual afirmaram que os preços mais alto de materiais como concreto, PVC e alumínio ainda não foram integralmente incorporados aos índices de inflação do setor. O principal risco, de acordo com os analistas, é que as incorporadoras precisem elevar o preço dos imóveis, o que afetaria a demanda dos consumidores.

    “Estamos ficando mais cautelosos em relação a incorporadoras, particularmente com as de baixa renda”, afirmaram os analistas do BBA.
    No início de abril, dez entidades da construção civil enviaram ofícios à Casa Civil e aos ministérios da Fazenda, do Planejamento e das Relações Institucionais pedindo medidas emergenciais diante da disparada dos preços de insumos.

    A proposta inclui a criação de um normativo temporário que estabeleça uma referência para a variação dos índices contratuais -em patamar considerado “justo e suportável”- e permita reajustes mensais enquanto durar o cenário de exceção.

    Além de derivados do petróleo, o preço dos combustíveis também está em alta, impactando diretamente no valor do frete e pressionando toda a cadeia da construção. “O impacto mais imediato é no frete, devido ao diesel. E o frete tem peso relevante, porque é assim que os materiais chegam às obras”, diz Klavdianos.

    Para tentar conter a alta do diesel, o governo federal criou uma série de medidas, incluindo isenção de impostos federais e incentivo à importação.

    Apesar da alta dos custos, a construção civil descarta, neste momento, uma crise de oferta semelhante à observada durante a pandemia. “Não há falta de materiais e não tem nada paralelo com o que houve na pandemia. Agora, as fábricas estão funcionando. Conseguimos trabalhar”, diz Klavdianos.

    O presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, afirma que o impacto atual é predominantemente de custo, não de oferta, ao longo da cadeia produtiva. Materiais como resinas, polímeros e tintas também já registram alta.

    O principal problema, segundo o setor, é a imprevisibilidade. A volatilidade internacional dificulta o planejamento financeiro das empresas, a formação de preços e a negociação com fornecedores. O setor, que opera com ciclos longos, depende de maior estabilidade para precificar lançamentos e contratos.

    Há ainda limitações estruturais que agravam a exposição ao cenário externo. Diferentemente de outros setores, a construção civil tem baixa capacidade de estocagem. Insumos como concreto e aço são adquiridos conforme o avanço das obras, o que reduz a possibilidade de antecipar compras e proteger margens.

    Mesmo assim, empresas com maior capacidade financeira vêm tentando se antecipar. “Quem tem caixa e consegue armazenar está antecipando compras para formar estoque”, afirma Klavdianos.

    Os custos mais recentes da construção ainda não aparecem nos imóveis que estão sendo entregues, porque esses empreendimentos foram orçados e vendidos há dois ou três anos, quando insumos, mão de obra e crédito estavam em patamares menores.

    A alta atual, porém, já altera a conta dos novos projetos. Com materiais mais caros, fretes pressionados e maior incerteza no planejamento, incorporadores tendem a rever lançamentos, enxugar margens ou repassar preços, o que pode encarecer as próximas entregas e reduzir o ritmo de obras se o cenário se mantiver por tempo prolongado.

    Segundo os analistas do Santander, os balanços das incorporadoras do primeiro trimestre, que começam a ser divulgados nesta semana, devem mostrar que as empresas começam a incluir o preço mais alto do petróleo em seus custos, até mesmo com revisão de orçamentos.

    Muitas empresas têm buscado se defender da escalada de preços. “As construtoras têm resistido a pedidos de reajuste sem comprovação clara de aumento nos custos de produção, solicitado esclarecimentos aos fornecedores e buscado trazer os reajustes para patamares mais equilibrados, além de redobrar a atenção ao planejamento diante da volatilidade”, diz Estefan, do SindusCon-SP.

    Guerra no Irã pressiona custos da construção civil no Brasil

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  • Ex-Miss é presa por se passar por médica e deixar pacientes desfigurados

    Ex-Miss é presa por se passar por médica e deixar pacientes desfigurados

    Segundo informações divulgadas pelo site Radar Online nesta sexta-feira (1º), ela teria provocado ferimentos graves em pacientes, deixando alguns deles “desfigurados”.

    Jenny Rahmadi Fitri, que já participou do Puteri Indonésia, um dos concursos de beleza mais importantes do país, acabou presa após ser acusada de se passar por médica e realizar cirurgias plásticas ilegais. Segundo informações divulgadas pelo site Radar Online nesta sexta-feira (1º), ela teria provocado ferimentos graves em pacientes, deixando alguns deles “desfigurados”.

    Natural da região de Riau, Fitri não possui formação na área da saúde, mas ainda assim operou por mais de cinco anos à frente da própria clínica, a Arauana Beauty Aesthetic Clinic, sem qualquer autorização legal. Apresentando-se como especialista em procedimentos estéticos, ela atraía clientes oferecendo preços reduzidos e condições vantajosas.

    Um dos casos relatados envolve uma paciente que pagou por um facelift, mas enfrentou complicações sérias após o procedimento. A vítima apresentou sangramentos intensos e infecções durante o período de recuperação, necessitando de atendimento médico posterior.

    Ade Kuncoro, diretor do departamento de investigação da Polícia de Riau, afirmou: “A vítima teve feridas e inchaço severo, o que exigiu tratamento adicional e cirurgias em várias unidades de saúde em Batam”. Apesar de não correr risco de vida, a paciente ficou “permanentemente desfigurada” e possui cicatrizes que impedem o crescimento de cabelo em determinadas áreas da cabeça.

    De acordo com as autoridades, pelo menos 15 pessoas foram afetadas, mas esse número pode aumentar conforme o avanço das investigações. Entre as principais queixas registradas estão “trauma psicológico, desfiguração e sequelas permanentes”, indicando a gravidade dos danos causados pelas intervenções realizadas ilegalmente.

    Ex-Miss é presa por se passar por médica e deixar pacientes desfigurados

  • Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame no DF: "Imunda"

    Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame no DF: "Imunda"

    Após o episódio, a funcionária deixou a sala e acionou outros membros da equipe médica. O senador, no entanto, teria recusado atendimento posterior. A vítima relatou dor e vermelhidão no rosto e afirmou estar com receio de reencontrá-lo.

    Uma técnica de radiologia procurou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para registrar uma ocorrência contra o senador Magno Malta (PL-ES), acusando-o de agressão durante atendimento no hospital DF Star. De acordo com o relato, o parlamentar teria dado um tapa em seu rosto e a ofendido verbalmente, chamando-a de “imunda” enquanto realizava um exame. O hospital informou que abriu apuração administrativa sobre o caso, registrado na quinta-feira (30).

    Segundo a profissional, o senador estava internado para a realização de uma angiotomografia de tórax e coronariana. Ela era responsável por conduzi-lo até a sala, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos, incluindo a aplicação de soro para acesso venoso. Durante a injeção de contraste, o equipamento detectou uma oclusão e interrompeu automaticamente o exame. Ao verificar, a técnica identificou extravasamento do líquido no braço do paciente.

    Ainda conforme o depoimento, ao explicar que seria necessário fazer compressão no local afetado, o senador reagiu de forma agressiva. Ele teria se levantado e, quando a profissional tentou auxiliá-lo, a atingiu com um tapa no rosto, chegando a entortar seus óculos. Além disso, teria proferido ofensas como “imunda” e “incompetente”.

    Após o episódio, a funcionária deixou a sala e acionou outros membros da equipe médica. O senador, no entanto, teria recusado atendimento posterior. A vítima relatou dor e vermelhidão no rosto e afirmou estar com receio de reencontrá-lo. O caso será investigado pela PCDF.

    Em nota, o hospital declarou que está prestando suporte à colaboradora e permanece à disposição das autoridades. Já o senador alegou falha técnica no procedimento, afirmando que havia alertado sobre dores intensas. “Diante da situação e da forma como foi tratado, o senador deixou sozinho a sala de exames (estava desacompanhado nesse momento). Ressalta-se que Magno Malta possui dificuldades de locomoção e poderia ter sofrido queda ou agravamento do quadro em razão da desorientação causada pelo episódio, o que evidencia a gravidade e a irresponsabilidade da condução adotada”, disse.

    Questionado sobre a agressão, afirmou lembrar apenas da dor causada pelo contraste.

    O parlamentar foi internado após passar mal a caminho do Congresso Nacional. Em vídeo, declarou: “Estou no hospital. Acabei de fazer uma tomografia e, graças a Deus, estou bem. Queria estar no plenário para me pronunciar, porque hoje é um dia muito importante. Mas estou bem. Vou voltar mais forte”.

    Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame no DF: "Imunda"

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  • Shakira lota as areias de Copacabana em ensaio para show deste sábado

    Shakira lota as areias de Copacabana em ensaio para show deste sábado

    A própria artista também apareceu, pouco antes da apresentação, acenando para os fãs na sacada do hotel, fazendo expressões de surpresa diante da multidão.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Shakira lotou as areias de Copacabana, no Rio de Janeiro, em frente ao hotel Copacabana Palace, na noite desta sexta, para o ensaio do show que ela apresentará no palco no sábado. Em vídeos nas redes sociais, fãs mostram uma multidão em clima de Carnaval à espera da colombiana, mesmo ainda com uma barreira de tapumes barrando a visão mais próxima ao palco.

    A própria artista também apareceu, pouco antes da apresentação, acenando para os fãs na sacada do hotel, fazendo expressões de surpresa diante da multidão.

    O show no Rio de Janeiro é gratuito e aberto ao público, a partir das 21h30 deste sábado. A diva se apresenta depois de Lady Gaga e Madonna tomarem o mesmo palco nos anos anteriores. Nesta sexta, acontece a passagem de som e o teste de luz da estrutura.

    No sábado, a expectativa é de um repertório que combine faixas do álbum mais recente de Shakira com sucessos de diferentes fases da carreira. Entre as músicas mais prováveis estão canções novas, como “Puntería” e “La Fuerte”, além de hits como “Hips Don’t Lie”, “Chantaje” e “Suerte (Whenever, Wherever)”. Parcerias recentes, como “TQG”, com Karol G, e “BZRP Music Sessions #53”, com Bizarrap, também devem aparecer, além de “Choka Choka”, com Anitta, e uma possível participação de Ivete Sangalo, segundo rumores que circularam nesta sexta.

    O repertório ainda deve abrir espaço para momentos nostálgicos, com músicas como “Antología”, “Estoy Aquí” e “Pies Descalzos, Sueños Blancos”.

    Shakira lota as areias de Copacabana em ensaio para show deste sábado

  • Médico desvenda segredos de Cristiano Ronaldo: “Manchester era terrível”

    Médico desvenda segredos de Cristiano Ronaldo: “Manchester era terrível”

    Jesús Olmo Navas ocupou o cargo de responsável pelo departamento clínico do Real Madrid entre 2013 e 2017 e, em uma longa entrevista ao jornal britânico The Sun, revelou alguns dos principais “segredos” de Cristiano Ronaldo. Segundo ele, o craque só chegou ao topo graças à enorme dedicação ao treinamento individual.

    “Ele tem muito talento, mas não era o jogador mais talentoso que já vi. Para mim, Messi, Marcelo e até Gareth Bale eram mais talentosos. Mas o Cristiano tinha algo diferente: a capacidade de treinar. Tudo começou no Manchester United”, afirmou o especialista, que hoje tem sua própria clínica em Londres.

    “Ele costumava me dizer: ‘Comecei a treinar sozinho quando fui para Manchester, porque via o tempo ruim e não tinha mais nada para fazer. É uma cidade terrível. O que eu podia fazer?’. Então começou a treinar por conta própria. Treinava com a equipe por 45 minutos e depois sozinho por três ou quatro horas em casa, onde tinha estrutura de treino”, acrescentou.

    Segundo Olmo, essa prática não era comum na época: “Hoje em dia vemos nas redes sociais muitos jogadores com treinadores pessoais, mas naquela época só Ronaldo e Sergio Ramos faziam isso. Depois, isso se espalhou por toda a equipe — e é por isso que éramos tão bons”.

    Ele destacou ainda a cultura competitiva dentro do elenco: “Os jogadores competiam entre si para jogar no fim de semana. Se você cria essa mentalidade em um grande clube, ganha tudo. Quando o PSG tinha Messi, Neymar e Mbappé, eu dizia que era uma bagunça”.

    “Eles jogavam no fim de semana apenas pelo nome. Não havia cultura de esforço”, completou Olmo, que participou de conquistas importantes do clube, como três Ligas dos Campeões, três Supercopas da UEFA, dois Mundiais de Clubes, um Campeonato Espanhol, uma Copa do Rei e uma Supercopa da Espanha.

    A trajetória de Cristiano Ronaldo no Real Madrid

    Revelado pelo Sporting, Cristiano Ronaldo chegou ao Real Madrid no verão de 2009, vindo do Manchester United, por cerca de 100 milhões de euros — valor que, na época, fez dele o jogador mais caro da história do futebol.

    O português atuou pelo clube por nove temporadas, nas quais marcou 450 gols e deu 120 assistências em 438 jogos oficiais. Durante esse período, conquistou quatro Ligas dos Campeões, duas Supercopas da UEFA, três Mundiais de Clubes, dois Campeonatos Espanhóis, duas Copas do Rei e duas Supercopas da Espanha.

    A despedida do Santiago Bernabéu aconteceu em 2018, quando foi vendido à Juventus por mais de 100 milhões de euros. Depois, retornou ao Manchester United em uma passagem pouco marcante e, posteriormente, se transferiu para a Arábia Saudita, onde atualmente joga pelo Al Nassr.

    Médico desvenda segredos de Cristiano Ronaldo: “Manchester era terrível”

  • Nobel da Paz iraniana, Narges Mohammadi é hospitalizada: "Deterioração"

    Nobel da Paz iraniana, Narges Mohammadi é hospitalizada: "Deterioração"

    A Nobel da Paz Narges Mohammadi foi hospitalizada de urgência na sexta-feira (1º), depois de ter desmaiado pelo menos duas vezes na prisão na qual está detida. Estado de saúde está em “deterioração catastrófica”.

    A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi foi hospitalizada às pressas no noroeste do Irã, na sexta-feira, após desmaiar duas vezes na prisão onde está detida, na cidade de Zanjan.

    A informação foi divulgada pela Fundação Narges Mohammadi, que afirmou que a internação ocorreu após uma “deterioração catastrófica” do estado de saúde da ativista, incluindo dois desmaios e crises cardíacas graves.

    “A família dela, que há semanas luta por sua transferência para instalações adequadas, descreveu essa medida como uma ação desesperada, de última hora, que pode ter chegado tarde demais para atender às suas necessidades críticas”, diz o comunicado.

    O que aconteceu?

    De acordo com seus advogados, acredita-se que Narges Mohammadi tenha sofrido um ataque cardíaco no fim de março. Eles a visitaram alguns dias depois e relataram que ela estava pálida, havia perdido peso e precisava de ajuda para caminhar.

    A fundação afirma que a transferência para o hospital ocorreu “após 140 dias de negligência médica sistemática”, desde sua prisão em 12 de dezembro.

    A pressão arterial perigosamente alta e a rápida perda de cerca de 20 quilos colocaram sua vida em “perigo iminente”.

    Segundo a fundação, a pressão já estava elevada havia três dias. A ativista, de 54 anos, também sentia dores no peito. Sua irmã relatou que Mohammadi vomitou várias vezes antes de desmaiar pela primeira vez na sexta-feira.

    Inicialmente, ela teria recusado ser transferida para o hospital em Zanjan, alegando que cardiologistas já haviam informado que a unidade não tinha estrutura adequada para tratá-la. No entanto, após o segundo desmaio, acabou sendo levada para o local.

    Narges Mohammadi, ativista de direitos humanos e vencedora do Nobel da Paz, tem sido presa em diferentes períodos desde 2016 por sua oposição à pena de morte e ao uso obrigatório do véu.

    Ela foi novamente detida após ser condenada, em 8 de fevereiro, a sete anos e meio de prisão por acusações como conspiração contra a segurança do Estado e propaganda.

    Apesar de um médico legista iraniano ter confirmado a necessidade de pelo menos um mês de cuidados cardíacos especializados, os promotores de Teerã recusaram conceder a suspensão temporária da pena, segundo o relatório da fundação.

    Nobel da Paz iraniana, Narges Mohammadi é hospitalizada: "Deterioração"

  • EUA anunciam retirada de 5.000 soldados da Alemanha

    EUA anunciam retirada de 5.000 soldados da Alemanha

    O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ordenou a retirada de cerca de 5.000 soldados da Alemanha no espaço de um ano, anunciou o Pentágono na sexta-feira (1º).

    A retirada representa cerca de 15% das forças norte-americanas estacionadas no país europeu.

    “Esperamos que a retirada esteja concluída nos próximos seis a doze meses”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em comunicado.

    Atualmente, cerca de 35 mil soldados americanos estão posicionados na Alemanha.

    Na última quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — que tem demonstrado repetidamente insatisfação com a OTAN por não colaborar com os EUA na guerra contra o Irã — anunciou que sua administração estava “avaliando e analisando a possível redução de tropas na Alemanha”.

    Na quinta-feira, ele admitiu que a redução pode ser ampliada para outros países da aliança, como Espanha e Itália.

    EUA anunciam retirada de 5.000 soldados da Alemanha

  • Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

    Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

    John Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple no mês de setembro e terá, desde logo, de lidar com dois grandes desafios enquanto novo líder da empresa de forma a manter a boa “saúde” da empresa.

    Será em setembro deste ano que John Ternus assumirá o cargo de novo CEO da Apple e, de acordo com o Financial Times, o novo líder da “empresa da maçã” já terá dois grandes desafios pela frente.

    O primeiro desafio será o aumento no preço da memória RAM e de outros componentes, o que tem levado várias empresas a reajustar os preços de seus dispositivos eletrônicos.

    Segundo a publicação, até pouco tempo a memória RAM representava cerca de 10% do custo final de um iPhone, mas, com os aumentos recentes, esse valor pode chegar a até 45% do preço final. Diante disso, Ternus terá que decidir se a Apple absorve esse custo, reduzindo sua margem de lucro, ou se repassa o aumento aos consumidores, correndo o risco de afetar as vendas.

    O segundo desafio está na diversificação dos locais de produção dos produtos da Apple.

    Embora a maior parte dos dispositivos ainda seja fabricada na China e na Índia, nos últimos anos aumentou a pressão dos Estados Unidos para que a empresa também amplie sua produção em território americano.

    No passado, o atual CEO Tim Cook conseguiu equilibrar essa situação com boas relações políticas, inclusive durante o governo Trump. Agora, resta saber como Ternus conseguirá manter esse equilíbrio sem prejudicar a imagem da Apple nos EUA ou na China.

    Novo CEO quer superar antecessor

    O ano de 2026 marcará a chegada de um novo CEO à Apple. Após 15 anos sob a liderança de Tim Cook, a empresa passará a ser comandada por John Ternus, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente sênior de engenharia de hardware.

    Ternus já deverá assumir oficialmente durante o evento anual da Apple, em setembro, ocasião em que a empresa deve apresentar seu primeiro smartphone dobrável — provisoriamente chamado de iPhone Fold ou iPhone Ultra.

    Esse lançamento deve ser apenas o início de uma série de novidades. Segundo a Bloomberg, a Apple planeja entrar em cerca de dez novas categorias de produtos nos próximos anos.

    “[John] Ternus está se preparando para uma verdadeira avalanche de produtos”, afirma a publicação, destacando que ele pode levar a Apple a explorar mais categorias do que Tim Cook ao longo de seus 15 anos no comando. “Com o iPhone dobrável e outros lançamentos, a empresa poderá entrar em aproximadamente dez novas categorias, o que permitiria a Ternus superar rapidamente seu antecessor nesse aspecto.”

    Vale lembrar que, sob a liderança de Cook, a Apple entrou em poucas novas categorias: relógios inteligentes, fones de ouvido sem fio e dispositivos de realidade virtual e aumentada, com o Apple Watch, os AirPods e o Vision Pro, respectivamente.

    Novo CEO da Apple terá de lidar com dois (grandes) desafios

  • Japão adquire pela primeira vez petróleo russo desde encerramento de Ormuz

    Japão adquire pela primeira vez petróleo russo desde encerramento de Ormuz

    A petrolífera japonesa Taiyo Oil adquiriu um carregamento de petróleo bruto russo, informaram hoje os meios de comunicação dos dois países, na primeira compra de crude de Tóquio a Moscou desde o encerramento do estreito de Ormuz.

    Um petroleiro proveniente do projeto russo Sakhalin-2 deve chegar em breve ao arquipélago japonês, afirmou um representante do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão à agência de notícias Kyodo.

    A mesma fonte explicou que a compra — parte da estratégia de Tóquio para diversificar o abastecimento energético — ocorre no contexto da suspensão temporária de sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo.

    O jornal japonês Nikkei informou que a aquisição pela Taiyo Oil, a quarta maior refinaria do Japão, é, por enquanto, uma medida pontual solicitada pela Agência de Recursos Naturais e Energia do país.

    De acordo com um comunicado da refinaria, citado pela agência russa Tass, “não foi tomada nenhuma decisão sobre futuras compras de petróleo bruto” proveniente de Sakhalin-2.

    O início da guerra envolvendo Israel e os Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro, somado ao fechamento quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã e ao bloqueio naval norte-americano contra navios e portos iranianos, provocou uma forte instabilidade no fornecimento global de petróleo, afetando especialmente a Ásia.

    O Japão, que importa cerca de 90% do petróleo da região impactada pelo conflito, vem buscando nas últimas semanas diversificar suas fontes de energia. O país também liberou milhões de barris de suas reservas estratégicas e concedeu subsídios às empresas do setor para reduzir os preços dos combustíveis.

    O governo japonês começou a disponibilizar no mercado o equivalente a 20 dias de consumo de suas reservas estatais de petróleo na sexta-feira, apesar de ter registrado um atraso devido ao mau tempo. Essa é a segunda liberação de reservas desde o início do conflito.

    Japão adquire pela primeira vez petróleo russo desde encerramento de Ormuz

  • Atriz de "Friends" revela salários astronômicos do elenco da série

    Atriz de "Friends" revela salários astronômicos do elenco da série

    Lisa Kudrow, a famosa Phoebe de “Friends”, revelou numa entrevista que ela e os seus colegas recebem cerca de 20 milhões de dólares por ano devido ao sucesso duradouro da série.

    Lisa Kudrow, conhecida por interpretar Phoebe Buffay na série de grande sucesso Friends, deu uma entrevista ao The Times na qual falou sobre os valores que ela e seus colegas receberam — e ainda recebem — graças ao projeto.

    A atriz, atualmente com 62 anos, revelou que ela, Jennifer Aniston, Courteney Cox, David Schwimmer e Matt LeBlanc (Matthew Perry, que interpretava Chandler, morreu em 2023) recebem cerca de 20 milhões de dólares por ano (aproximadamente 17 milhões de euros) devido às reprises da série em canais de TV ao redor do mundo e à presença em plataformas de streaming.

    Esse valor, no entanto, não é fixo e pode variar de ano para ano, embora continue sendo alto.

    Lisa Kudrow também explicou que Friends “conseguiu capturar um tipo de inocência que talvez uma geração mais jovem nunca tenha tido a oportunidade de experimentar”, ao comentar sobre fãs que nasceram após o último episódio, exibido em 2004. Vale destacar que essa geração já cresceu em um mundo com internet, algo perceptível ao assistir à série.

    Friends foi exibida entre 1994 e 2004 e teve um total de dez temporadas. O elenco principal incluía Jennifer Aniston como Rachel Green, Courteney Cox como Monica Geller, David Schwimmer como Ross Geller, Matt LeBlanc como Joey Tribbiani e Matthew Perry como Chandler Bing, que faleceu em 28 de outubro de 2023, aos 54 anos, vítima de uma overdose acidental de cetamina.

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