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  • Entenda o protocolo do 'sobrevivente designado' usado em discurso de Trump

    Entenda o protocolo do 'sobrevivente designado' usado em discurso de Trump

    Donald Trump faz nesta terça-feira (24) pronunciamento do “Estado da União” diante do Congresso; um integrante do gabinete não estará na sede do legislativo para garantir continuidade de governo

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Donald Trump realizou na terça-feira (24) o tradicional discurso anual sobre o Estado da União e chamou atenção ao adotar o protocolo do “sobrevivente designado”, uma prática comum nos Estados Unidos desde a Guerra Fria.

    O protocolo do sobrevivente designado é utilizado pelo governo dos Estados Unidos durante grandes eventos em que todos os principais líderes do país estão reunidos. O objetivo é garantir a continuidade da liderança nacional caso ocorra algum evento catastrófico durante a cerimônia.

    Todos os anos, uma autoridade elegível para a Presidência é escolhida para não comparecer ao evento e permanecer em um local seguro e sigiloso até o fim da sessão. Caso um desastre atinja toda a linha sucessória presente no Capitólio, essa pessoa assume o comando do país.

    Normalmente, o escolhido é um membro do Gabinete presidencial. O nome costuma ser divulgado apenas pouco antes do início do discurso. No evento mais recente, o sobrevivente designado foi o Secretário de Assuntos dos Veteranos, Doug Collins.

    A escolha ocorre de forma estratégica e confidencial, por razões de segurança. Por isso, poucos detalhes são revelados sobre o processo de seleção.

    Para ser designado, é necessário cumprir os requisitos constitucionais para a Presidência dos EUA: ser cidadão nato, ter ao menos 35 anos de idade e residir no país por 14 anos. Ainda assim, há registros históricos de exceções controversas, como no caso da ex-secretária de Estado Madeleine Albright, nascida na atual República Tcheca, e o ex-secretário de Estado Henry Kissinger, nascido na Alemanha.

    A prática remonta à Guerra Fria (1947-1991), período marcado pelo temor de ataques nucleares. O Ato de Sucessão Presidencial de 1947 estabeleceu a ordem de sucessão para garantir estabilidade institucional caso o presidente e seus sucessores imediatos fiquem impossibilitados de exercer o cargo.

    Após a escolha, o sobrevivente designado é levado a um local seguro e distante do evento. Em alguns casos, a autoridade é deslocada para mais de 100 quilômetros do Capitólio. Em 2000, durante o governo Bill Clinton, um dos escolhidos permaneceu a cerca de 144 quilômetros de Washington.

    Em 1996, Donna Shalala, então secretária de Saúde e Serviços Humanos, foi a escolhida. Ela permaneceu na Casa Branca e chegou a pedir pizza para sua equipe enquanto aguardava o fim do discurso. “Eu vi o presidente quando ele saiu e quando ele voltou”, disse à ABC News. “Ele disse: ‘Não faça nada que eu não faria.’”

    Geralmente, os sobreviventes designados são membros do Gabinete. Doug Collins foi escolhido em 2025 e novamente em 2026. Em 2024, o nome indicado foi o então secretário de Educação, Miguel Cardona.

    Na linha de sucessão presidencial, antes que o sobrevivente designado assuma, cinco autoridades estariam à frente: o vice-presidente, o presidente da Câmara dos Representantes, o presidente pro tempore do Senado, o secretário de Estado e o secretário do Tesouro.

    PROTOCOLO VIROU TEMA DE SÉRIE

    O cargo ganhou destaque na cultura pop com a série “Sobrevivente Designado”, da Netflix, estrelada por Kiefer Sutherland. A trama acompanha um integrante de menor escalão do gabinete que se torna presidente após um ataque terrorista matar todos os que estavam à frente na linha sucessória.

    Ao contrário do que a produção sugere, porém, a chamada “maleta nuclear” que acompanha o presidente não é um botão de ataque imediato. Ela contém documentos, códigos e planos estratégicos para diferentes cenários, incluindo respostas militares e procedimentos de segurança.

    Entenda o protocolo do 'sobrevivente designado' usado em discurso de Trump

  • China alerta que pode tomar 'medidas necessárias' caso EUA avancem com novas tarifas

    China alerta que pode tomar 'medidas necessárias' caso EUA avancem com novas tarifas

    Pequim disse esperar que Washington trate a implementação do acordo de forma ‘objetiva e racional’ e evite transferir responsabilidades; Donald Trump deve viajar à China em abril para encontro bilateral com o líder chinês Xi Jinping

    O Ministério do Comércio da China afirmou nesta quarta-feira, 25, que tomou conhecimento das declarações do representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, sobre a continuidade da investigação da Seção 301 a respeito do cumprimento, por Pequim, do acordo econômico e comercial de “fase um” firmado entre os dois países, e alertou que adotará medidas necessárias caso Washington avance com novas tarifas.

    Segundo o porta-voz da pasta, desde a entrada em vigor do acordo, no início de 2020, a China tem cumprido suas obrigações “com espírito contratual”, apesar dos impactos da pandemia e dos rupturas nas cadeias de suprimento.

    Pequim sustenta que implementou os compromissos relacionados à proteção de propriedade intelectual e à abertura dos mercados financeiro e agrícola, além de ter promovido a expansão da cooperação comercial.

    Em contrapartida, o governo chinês acusa os EUA de endurecer controles de exportação, restringir investimentos bilaterais e ampliar medidas de contenção em áreas econômicas e comerciais, o que, segundo a pasta, viola o espírito do acordo e prejudica as condições para sua implementação.

    O ministério acrescentou que, desde o ano passado, os dois lados realizaram cinco rodadas de consultas econômicas e comerciais e alcançaram consensos sobre temas como extensão da suspensão de tarifas recíprocas, comércio agrícola, controles de exportação e redução de restrições a investimentos.

    Pequim disse esperar que Washington trate a implementação do acordo de forma “objetiva e racional” e evite transferir responsabilidades. Caso os EUA insistam na investigação ou adotem novas tarifas com base nela, a China afirmou que tomará “todas as medidas necessárias” para defender seus direitos e interesses legítimos.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, deve viajar à China em abril para encontro bilateral com o líder chinês, Xi Jinping.

    China alerta que pode tomar 'medidas necessárias' caso EUA avancem com novas tarifas

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Bill Gates admite casos com russas, mas nega crimes ligados a Epstein

    Bill Gates admite casos com russas, mas nega crimes ligados a Epstein

    Bill Gates, cofundador da Microsoft, admitiu ter tido casos extraconjugais com mulheres russas e pediu desculpas pela sua ligação a Jeffrey Epstein. “Não fiz nada de ilícito. Não vi nada de ilícito”, garantiu.

    O cofundador da Microsoft, Bill Gates, admitiu ter tido casos extraconjugais com duas mulheres russas enquanto estava casado com sua ex-esposa, Melinda French Gates, e pediu desculpas por sua ligação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, garantindo, no entanto, que não fez “nada de ilícito”.

    Segundo revelou o The Wall Street Journal, o bilionário disse aos funcionários de sua fundação, na terça-feira, que voou em um avião particular com Epstein e passou algum tempo com ele nos Estados Unidos e no exterior, mas negou ter participado de qualquer crime.

    “Não fiz nada de ilícito. Não vi nada de ilícito”, disse Gates na reunião. “Para deixar claro, nunca passei tempo com as vítimas, as mulheres que o cercavam.”

    Gates admitiu, contudo, que teve dois casos extraconjugais durante o casamento com Melinda French Gates, que pediu o divórcio em 2021, após uma relação de quase 30 anos.

    “Tive casos extraconjugais, um com uma jogadora de bridge russa que conheci em eventos de bridge e outro com uma física nuclear russa que conheci por meio de atividades comerciais”, disse aos funcionários.

    Em um e-mail de 4 de julho de 2013 enviado a Boris Nikolic, principal conselheiro de Gates para ciência e tecnologia, Epstein mencionou duas mulheres com quem alegava que Gates teria tido casos.

    “Bill corre o risco de passar de homem mais rico a maior hipócrita, Melinda se tornar motivo de chacota, e as doações desaparecerem como consequência”, disse Epstein a Nikolic.

    Poucas semanas depois, Epstein enviou um e-mail de “demissão” para si mesmo, no qual parecia escrever como Nikolic, afirmando que esteve “envolvido em uma grave disputa conjugal entre Melinda e Bill”.

    O mesmo e-mail indicava que Nikolic teria ajudado Gates a obter medicamentos “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas”.

    Bill Gates admitiu ainda que sua ligação com Epstein impactou outras pessoas dentro da Fundação Gates. “Peço desculpas a outras pessoas que foram envolvidas nisso por causa do erro que cometi”, disse, destacando que isso “é o oposto dos valores e objetivos da fundação”.

    Citado pela BBC, um porta-voz da organização afirmou que Gates “falou com franqueza” e “assumiu a responsabilidade por suas ações”.

    Vale lembrar que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, no final de janeiro, três milhões de documentos sobre Jeffrey Epstein. Trata-se de mais de 2.000 vídeos e 180.000 imagens, em grande parte “pornografia”.

    Entre os nomes citados, dos mundos das artes, dos negócios, do esporte e da política, está o de Bill Gates. Há registro de dois e-mails de 18 de julho de 2013, aparentemente escritos por Epstein e que teriam como destinatário Bill Gates.

    Cabe ressaltar que Bill Gates não foi acusado de qualquer irregularidade por nenhuma das vítimas de Epstein, e o fato de seu nome constar nos arquivos não implica qualquer tipo de atividade criminosa.

    Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela em uma prisão federal em Nova Iorque, com um lençol amarrado ao pescoço, em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de exploração sexual.

    Bill Gates admite casos com russas, mas nega crimes ligados a Epstein

  • 'A hora dela vai chegar', afirma Babu sobre Ana Paula

    'A hora dela vai chegar', afirma Babu sobre Ana Paula

    Em conversa com aliados, ator criticou Ana Paula Reanult e ainda a chamou de ‘prepotente’; comentário foi feito na noite de terça-feira (24) logo após a eliminação de Maxiane

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A semana no BBB 26 (Globo) foi marcada pela oficialização do rompimento de Babu Santana com Ana Paula Renault. Nesta terça-feira (24), o brother seguiu dando a sua opinião sobre o jogo da loira.

    Em conversa no quarto Sonho do Grande Amor, Babu analisou as atitudes da mineira e deu a entender que ela influenciou o comportamento da sua maior aliada no jogo.

    “Ela é uma idiota. A hora dela vai chegar. Soberba. A tia Milena não era essa pessoa que ela está agora”, comentou o ator.

    O papo se deu momentos depois de Chaiany pegar as suas malas e mudar de quarto. A goiana deixou o cômodo onde dormia com Ana Paula, Milena, Samira e Juliano Floss e partiu para o segundo andar, onde dividirá espaço com Babu, Leandro Boneco e Solange Couto.

    Mais tarde, na varanda, o ator continuou criticando o jogo de Ana Paula e, após Chaiany elogiar a adversária, Babu relembrou que ele e Boneco também voltaram de paredões e podem ser queridos pelo público. Ele ainda deixou claro que ela não o intimida.

    “Fiquem cheirando a bunda dessa maluca, dessa personagem. […] Medo eu tinha de tomar dura do Bope no beco. Medo de Ana Paula? Já viu uma dura do Bope na favela?”, reiterou.

    Durante a madrugada, o ator também foi tema de conversas da mineira. A loira afirmou que o jogo do adversário é “horroroso” e voltou a falar que ele não ouvia as opiniões dela, de Milena e de Samira.

    Ela ainda deixou claro para Juliano que Babu se tornou um alvo das três e que, dependendo das dinâmicas da semana, ela pode votar nele no próximo paredão. “Tem que ver como é que vai ser a liderança. Aceitar traição calada nós não vamos”, afirmou.

    'A hora dela vai chegar', afirma Babu sobre Ana Paula

  • Sneijder recebeu 5 mil ameaças de morte após apoiar Vini contra Prestianni

    Sneijder recebeu 5 mil ameaças de morte após apoiar Vini contra Prestianni

    (UOL/FOLHAPRESS) – Ídolo holandês e vice-campeão mundial em 2010, o ex-jogador Wesley Sneijder afirmou que recebeu até 5.000 ameaças de morte após criticar Gianluca Prestianni, do Benfica, e apoiar Vini Jr, do Real Madrid.

    “Recebi quatro ou cinco mil ameaças de morte vindas da Argentina, na semana passada, por expressar minha opinião”, contou no programa Rondo, do canal holandês Ziggo Sport. Sneijder integra o time de comentaristas da emissora.

    Sneijder fez duras críticas a Prestinanni na semana passada. O holandês afirmou que o argentino deveria “ser homem” e fazer a ofensa ao atacante do Real Madrid sem cobrir o rosto.

    Prestianni deveria ser homem e não tapar a boca enquanto diz isso a Vinicius. Se vai dizer isso, pelo menos diga sem tapar a boca. Wesley Sneijder, ao Ziggo Sport

    O ex-jogador também apoiou Vinicius Jr: “Você está ganhando por 1 a 0, acabou de marcar um gol fantástico, você não vai falar com o árbitro assim. Pode apostar que é verdade. Mas não dá para provar”, completou o holandês.

    Prestianni foi suspenso provisoriamente pela Uefa após a acusação de racismo por Vinicius Jr. O camisa 7 do Real afirmou que foi chamado de ‘macaco’ pelo argentino após marca na vitória por 1 a 0 do time espanhol sobre o Benfica pela ida dos playoffs da Champions.

    O Benfica tenta recorrer da decisão, e o argentino viajou com a delegação para Madri. Além disso, nesta terça-feira (24), o presidente do clube afirmou que “Prestianni é tudo, menos racista”.

    Real Madrid e Benfica se enfrentam nesta quarta-feira (25), às 17h (de Brasília), no Santiago Bernabéu. Os merengues avançam com um empate, enquanto os portugueses buscam um triunfo por dois gols de saldo. Em caso de empate no placar agregado, terá prorrogação e, se necessário, pênaltis.

    Djhordney está na ‘mira’ de Hernán Crespo e pode ganhar novas oportunidades no São Paulo; duelo contra o Coritiba às 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira (25), pela 4ª rodada do Brasileirão

    Folhapress | 12:11 – 25/02/2026

    Sneijder recebeu 5 mil ameaças de morte após apoiar Vini contra Prestianni

  • Bolsonaro pediu mais tempo para decidirmos chapa do Senado em SP, diz Flávio

    Bolsonaro pediu mais tempo para decidirmos chapa do Senado em SP, diz Flávio

    Deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), cotado para um dos apoios ao Senado, também participou do encontro e disse que aceitará a decisão de Flávio e de Jair Bolsonaro

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira, 25, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu um tempo maior para a decisão da chapa ao Senado em São Paulo.

    “Com relação à segunda vaga lá no Senado, ele pediu mais uma vez para aguardar e analisar mais pesquisas e conversar com mais algumas lideranças e também com o Eduardo Bolsonaro para gente tomar uma decisão com mais tranquilidade, um pouquinho mais para frente”, declarou a jornalistas, após visitar seu pai, preso na Papudinha, em Brasília.

    O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), cotado para um dos apoios ao Senado, também participou do encontro e disse que aceitará a decisão de Flávio e de Jair Bolsonaro.

    “Fico feliz em ter o apoio do presidente Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro consolidado para uma das vagas ao Senado, mas deixei muito claro que eu sou soldado desse grande time que está sendo formado. Serei candidato ao que o senador Flávio Bolsonaro me designar isso em condição conjunta com o presidente Bolsonaro”, falou o deputado do PP.

    Flávio deve se reunir na sexta-feira, 27, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para debater a política do Estado.

    Na conversa, Flávio ainda mencionou que, no Distrito Federal, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são pré-candidatas do PL ao Senado. Também disse que, em São Catarina, já está acertado que o governador Jorginho Mello será candidato à reeleição pela legenda.

    Saúde de Bolsonaro

    Flávio voltou a defender a prisão domiciliar de Bolsonaro e afirmou que o pai pareceu mais disposto nesta quarta-feira, mas que teve uma crise de soluço na segunda-feira, 23. “Ele fica sozinho numa cela. Mais uma vez, os efeitos colaterais do remédio que ele toma causam tontura, podem causar outros efeitos colaterais, que é perigoso ele ficar sozinho numa cela”, declarou.

    Bolsonaro pediu mais tempo para decidirmos chapa do Senado em SP, diz Flávio

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  • Em 2025, 129 jornalistas foram assassinados; mais de 80 por Israel

    Em 2025, 129 jornalistas foram assassinados; mais de 80 por Israel

    Dados do Comitê para a Proteção de Jornalistas revelam ainda que dois terços destas mortes (86) são atribuídas às Forças de Defesa de Israel; dos 129 jornalistas assassinados em 2025, a maioria (104) ocorreu durante conflitos

    Ao longo de todo ano passado, 129 profissionais de imprensa morreram no exercício da profissão, de acordo com relatório da Organização não-Governamental (ONG) Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), divulgado nesta quarta-feira (25).

    Trata-se do maior número de mortes já documentado pelo comitê desde que a organização começou a fazer esses registros, há mais de três décadas.

    Os dados da organização, que tem sede em Nova York (EUA), revelam ainda que dois terços destas mortes (86) são atribuídas às Forças de Defesa de Israel. 

    Dos 129 jornalistas assassinados em 2025, a maioria (104) ocorreu durante conflitos. Cinco países concentram 84% das mortes: Israel (86 profissionais de imprensa motos), Sudão (9 mortes), México (6), Rússia (4), e Filipinas (3). 

    Embora o número de profissionais de imprensa assassinados na Ucrânia e no Sudão tenha aumentado, a maioria esmagadora dos casos se refere a vítimas palestinas.

    No relatório, o Comitê lembra que “os conflitos armados atingiram níveis históricos em todo o mundo”, assim como os assassinatos de jornalistas que alcançaram “um recorde sem precedentes”.

    Para o CPJ, a impunidade é um dos principais motivos para a alta dos assassinatos de jornalistas.

    “O crescente número de mortes de jornalistas em todo o mundo é alimentado por uma cultura persistente de impunidade para ataques à imprensa: muito poucas investigações transparentes foram conduzidas.”

    “O fracasso contínuo dos líderes de governo em proteger a imprensa ou responsabilizar seus atacantes também estabelece as bases para mais assassinatos, inclusive em países que não estão em guerra”, afirma a organização, ao citar as mortes na Índia, no México e nas Filipinas.

    Para a presidente da organização Jodie Ginsberg, esses assassinatos acontecem em um momento em que o acesso à informação é “mais importante do que nunca”.

    “Os ataques à imprensa são um dos principais indicadores de ataques a outras liberdades. Muito mais precisa ser feito para evitar esses assassinatos e punir os perpetradores. Todos nós estamos em risco quando os jornalistas são mortos por veicular uma notícia.”

    No relatório, o Comitê lembra que “os assassinatos de jornalistas violam o direito internacional humanitário”, que estipula que profissionais de imprensa são civis e nunca devem ser alvos deliberados. 

    AlvosDentre os casos citados pelo CPJ, estão Hossam Shabat, um correspondente palestino de 23 anos da Al Jazeera no Qatar, morto em março de 2025 em um ataque israelense a seu carro perto do hospital Beit Lahia, no Norte de Gaza.

    Shabat era um dos jornalistas mais conhecidos que ficou em Gaza para informar sobre a guerra de Israel ao território sitiado. Israel acusou Shabat de ser um atirador do Hamas sem fornecer qualquer evidência das acusações.

    Outro caso citado pela ONG, é o do repórter da Al Jazeera, Anas al-Sharif, que alertou publicamente que sua vida estava em perigo depois de difamações repetidas e infundadas por Israel.

    Após anos de ameaças, Al-Sharif foi assassinado em agosto de 2025, ao lado de três outros jornalistas da Al Jazeera e dois freelancers, após um ataque a uma tenda que abriga jornalistas perto do Hospital Al-Shifa.

    Gangues e estados autoritários

    Além dos conflitos armadas em todo o mundo, a organização também cita um estado de direito fraco, facções criminosas com liberdade para praticar crimes, e líderes políticos corruptos como fatores que teriam propiciado a morte de profissionais de imprensa nos seguintes países: Bangladesh, Colômbia, Guatemala, Honduras, Índia, México, Nepal, Peru, Filipinas, Paquistão e Arábia Saudita.

    “Em alguns desses países, esses assassinatos se tornaram comuns. Pelo menos um jornalista foi morto no México e na Índia todos os anos nos últimos 10 anos, e pelo menos um jornalista foi morto em Bangladesh e na Colômbia – assim como por Israel – todos os anos nos últimos cinco anos.”

    Drones

    A CPJ chama a atenção ainda para a alta no número de ataques a profissionais de imprensa com uso de drone. De acordo com a organização, o número passou de duas mortes em 2023, para 39 óbitos em 2025. 

    Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, os drones têm sido usados por ambos os países para ataques e vigilância.

    “Em 2025, a Rússia intensificou sua guerra de drones, usando-os para atacar repetidamente civis na Ucrânia, incluindo jornalistas. Os quatro jornalistas mortos na Ucrânia em 2025 foram atingidos por drones russos”, informou o CPJ, sinalizando que o ano passado foi o primeiro em que o CPJ assassinatos de jornalistas por drones, durante a guerra Rússia-Ucrânia. 

    *Com informações da RTP

     

    Em 2025, 129 jornalistas foram assassinados; mais de 80 por Israel

  • Foragido da Justiça, Oruam lança música e aparece com tornozeleira eletrônica em clipe

    Foragido da Justiça, Oruam lança música e aparece com tornozeleira eletrônica em clipe

    Oruam foi preso em julho de 2025 após virar réu por de tentativa de homicídio contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, a Polícia Civil do Rio de Janeiro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após descumprir reiteradamente a medida cautelar de monitoramento, o rapper Oruam lançou um novo clipe nas redes sociais na terça (24). Nele, aparece usando tornozeleira eletrônica.

    Na letra de “Freestyle de um Foragido”, ele fala sobre a Justiça e o sistema brasileiro. “Acho que estou lutando a guerra do meu pai. Acho que estou pagando um pecado que nem é meu”, diz um trecho. “Acho que o culpado sou eu por esperar algo em troca de alguém que só quer me matar”, aborda em outro.

    Filho do traficante Marcinho VP, chefe do Comando Vermelho, Oruam é considerado foragido por descumprir as regras do monitoramento eletrônico e teve a ordem de prisão restabelecida por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

    O ministro Joel Ilan Paciornik apontou que o cantor permaneceu por longos períodos com o equipamento descarregado, em alguns casos por até dez horas, o que provocou falhas nos registros de movimentação e comprometeu a fiscalização.

    No dia 11 de fevereiro, Márcia Nepomuceno, a mãe do rapper Oruam, divulgou um vídeo nas redes sociais após a Polícia Federal receber orientação para prender o cantor caso ele tentasse deixar o país.

    Ela negou que o filho tenha intenção de fugir do Brasil. Emocionada, afirmou que Oruam adoeceu e queria que ele se entregasse. “Já tem um tempo que meu filho não está bem, é visível o estado que meu filho chegou”, disse. “Todos os meus dias eu luto, eu quero que o meu filho se entregue”, finalizou.

    Oruam foi preso em julho de 2025 após virar réu por de tentativa de homicídio contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele passou 69 dias na prisão e deixou o local usando uma máscara do Homem-Aranha.

    Foragido da Justiça, Oruam lança música e aparece com tornozeleira eletrônica em clipe

  • Crespo prepara cria de Cotia para ser opção contra o Coritiba

    Crespo prepara cria de Cotia para ser opção contra o Coritiba

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Relacionado para enfrentar o Coritiba nesta quarta-feira (25), o meio-campista Djhordney está na ‘mira’ de Hernán Crespo para começar a ter mais oportunidades no elenco principal.

    POSSÍVEL CHANCE

    O jovem de 18 anos pode ganhar minutos no time misto desta quarta, no Couto Pereira.

    Djhordney chegou ao São Paulo por empréstimo do Novorizontino e rapidamente ganhou espaço. Após o vice-campeonato da Copinha, a diretoria exerceu a opção de compra prevista em contrato e adquiriu 70% dos direitos econômicos do atleta por R$ 1 milhão. O clube do interior manteve uma parcela e poderá lucrar em uma eventual negociação futura

    Dentro de campo, o meia foi um dos nomes mais constantes da equipe sub-20. Campeão da Copa do Brasil da categoria no fim da temporada passada, ele também teve papel relevante na campanha da Copinha, sendo elogiado principalmente pela boa leitura de jogo.

    O jogador ficou fora do embate que terminou em 3 a 3 com o Palmeiras, nesta segunda-feira, pela 2ª rodada do Brasileirão sub-20.

    O bom desempenho acelerou o processo de integração ao elenco profissional. O técnico Hernán Crespo já citou publicamente gostar do jogador e que trabalha para adaptá-lo à dinâmica do meio de campo do time principal.

    Em um cenário de time misto e provável preservação de nomes como Danielzinho e Marcos Antônio, Djhordney desponta como alternativa para ganhar minutos no Couto Pereira, inicialmente saindo do banco.

    TIME MISTO

    O Tricolor deverá poupar vários titulares no jogo de logo mais, já de olho no Choque-Rei de domingo, no gramado sintético da Arena Barueri. O clássico vale vaga na final do Estadual.

    O UOL apurou que nomes como Lucas e Calleri estão relacionados para o embate e viajaram para Curitiba, mas não devem ser titulares.

    Danielzinho, com desgaste, Lucca, com queixas de incômodo muscular, e Alisson, com virose, são baixas certas.

    A bola rola no Couto Pereira às 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira (25), pela 4ª rodada do Brasileirão. A transmissão é do Prime Video.

    A judoca deixou o Flamengo já avaliando o futuro, com o desejo de se tornar treinadora, caminho que a irmã, Raquel Silva, já segue. “Hoje, aos 33 anos, acredito que Los Angeles pode ser minha última Olimpíada”, disse a atleta

    Folhapress | 11:12 – 25/02/2026

    Crespo prepara cria de Cotia para ser opção contra o Coritiba

  • EUA enviam supercaças a Israel antes de negociar com o Irã

    EUA enviam supercaças a Israel antes de negociar com o Irã

    É a primeira vez que americanos operam o modelo furtivo ao radar F-22 no Estado judeu, sinalizando opção de ataque semelhante ao de 2025; Trump mantém ameaça de guerra enquanto equipes de negociação retomam as conversas sobre programa nuclear de Teerã em Genebra

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em um movimento significativo no seu cerco militar ao Irã, o governo de Donald Trump enviou uma esquadrilha do mais poderoso caça do arsenal americano para Israel. É a primeira vez que o F-22 Raptor opera no Estado judeu.

    Os aviões estavam havia uma semana em Lakenheath, no Reino Unido. Ao menos 12 deles decolaram na terça-feira (24) rumo a um ponto não revelado do sul de Israel, provavelmente a base aérea de Nevatim. Segundo relatos da imprensa israelense, um dos caças teve um problema e voltou, sendo incerto se seguiu viagem depois.

    A chegada dos F-22 ocorre às vésperas da crucial reunião entre equipes negociadoras do Irã e dos Estados Unidos sob a mediação de Omã em Genebra, na Suíça, marcada para esta quinta (26).

    Trump ameaça atacar os iranianos caso não haja um acordo acerca do programa nuclear dos aiatolás. O americano quer o fim do enriquecimento de urânio pelo país, e também insiste no desmantelamento das capacidade de lançamento de mísseis balísticos dos persas.

    Teerã rejeita ambas as coisas, mas diz renunciar à bomba atômica e ofereceu diluir os 400 kg de urânio enriquecido a 60%, capaz de ser usado em talvez 15 artefatos de baixo rendimento, que produziu de forma acelerada de 2022 para cá.

    Em troca, quer o relaxamento das sanções que foram retomadas pelos EUA depois do fracasso do acordo de 2015 sobre o programa nuclear. Em 2018, Trump deixou o arranjo, que trocava as punições por diversos limites à capacidade de enriquecimento de urânio do Irã.

    No seu discurso sobre o Estado da União, na noite de terça, Trump voltou a dizer prefere uma solução diplomática, mas que está pronto para atacar. Ele afirmou de forma exagerada que destruiu o programa iraniano com o ataque feito a três instalações nucleares em junho passado, mas que os aiatolás querem “começar tudo de novo”.

    O inédito ataque de 2025 ocorreu no escopo da guerra de 12 dias entre Israel e o Irã, na qual as capacidades de defesa aérea da teocracia foram severamente degradadas. Teerã lançou cerca de 600 dos seus estimados 2.000 mísseis balísticos, mas depois do bombardeio americano apenas fez uma retaliação simbólica e previamente combinada contra uma base dos EUA no Qatar, encerrando o conflito.

    Agora tudo é diferente. Trump mobilizou o maior poderio aeronaval desde a guerra de 2003 contra o Iraque na região. Segundo a ONG americana Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais há hoje 18 navios de guerra americanos em torno do teatro de operações do Irã, 2 deles porta-aviões.

    É muito poder de fogo, mas parece insuficiente para uma guerra de maior duração visando a derrubada do regime. Em 2003, eram 55 navios contra o ditador Saddam Hussein, 5 deles porta-aviões, e havia o componente terrestre que não está presente no atual cerco.

    Segundo a inteligência israelense, o nível atual de forças americanas, sem contar a provável ajuda do Estado judeu, dá para cerca de uma semana de guerra em alta intensidade. Isso tudo leva ao cenário já especulado pelo próprio Trump de um ataque focado.

    Aí entra o simbolismo do F-22. O Raptor é um caça furtivo aos radares usado para superioridade aérea -destruir inimigos e abrir caminho abatendo inimigos e desabilitando baterias antiaéreas. Eles foram empregados desta forma no ataque de 2025, no qual as bombas em si foram despejadas pelos B-2.

    Bombardeiro também furtivo ao radar, o B-2 pode fazer missões de longo alcance, como em junho, quando um grupo deles voou diretamente dos EUA e voltou, em 37 horas de ação apoiadas por aviões-tanque. Agora, o Reino Unido vetou o uso de suas bases para servir de escala numa ação, sugerindo uma repetição de 2025.

    A inédita presença dos F-22 em Israel sinaliza que essa opção está mesmo na mesa, restando saber se um ataque duro para decapitar o regime teria o efeito de encerrá-lo ou apenas forçaria mais negociações.

    Para analistas como o iraniano radicado nos EUA Trita Parsi, se houver risco existencial, Teerã irá retaliar com força contra bases americanas na região e Israel -país que já está em alerta máximo. Outro foco de ação deve ser o estratégico estreito de Hormuz, por onde passam 20% do petróleo e do gás liquefeito do mundo.

    Além disso, matar o líder Ali Khamenei e as cabeças da teocracia pode ter o efeito de jogar o país ou numa ditadura militar ou em guerra civil, ambos caminhos desastrosos.

    Ausentes da discussão estão os milhares de manifestantes contrários ao regime, cujos megaprotestos fizeram Trump prometer ajuda que não veio em janeiro, abrindo caminho para uma repressão que matou talvez mais de 5.000 pessoas.

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