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  • Argentina vai na contramão e fecha ciclo para Copa sem enfrentar europeus

    Argentina vai na contramão e fecha ciclo para Copa sem enfrentar europeus

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Argentina encerra seu ciclo de preparação para a Copa do Mundo sem ter enfrentado um rival europeu desde a final do Mundial de 2022, contra a França, no Qatar.

    RIVAIS DE ESCALÕES MENORES

    A Argentina teve 37 jogos durante este ciclo para a Copa do Mundo. Foram 18 partidas pelas Eliminatórias, seis na Copa América e outros 11 amistosos – com mais dois a serem realizados nesta Data Fifa, contra Mauritânia (nesta sexta-feira (27)) e Zâmbia (31/3).

    A seleção teve 21 adversários durante os últimos três anos e três meses. O Equador foi o adversário que a Argentina mais enfrentou, com quatro jogos. Além dos rivais sul-americanos, a Albiceleste duelou contra rivais da América Central, da Ásia e da África.

    O único jogo previsto contra europeu no ciclo foi cancelado. Na Data Fifa de março, a Argentina enfrentaria a Espanha, na Finalíssima (vencedor da Copa América x vencedor da Eurocopa) no Qatar, mas o duelo não aconteceu devido aos ataques iranianos no país árabe e a Federação Argentina não aceitou jogar contra os espanhóis na Espanha.

    A Argentina é a única seleção sul-americana que não enfrentou nenhum adversário europeu no ciclo para a Copa deste ano. Brasil (Inglaterra, Espanha, Croácia e França), Uruguai (Inglaterra), Colômbia (Espanha, Alemanha, Croácia, França e Romênia), Equador (Itália e Holanda), Bolívia (Rússia e Andorra), Peru (Alemanha e Rússia), Chile (França, Rússia e Albânia) e Venezuela (Itália) enfrentaram seleções do Velho Continente.

    Há ainda uma possibilidade de mudança nesta história. A Argentina deve realizar amistosos antes do início da Copa do Mundo já com a lista oficial de convocados e pode decidir enfrentar alguma seleção europeia.

    A Argentina terá um europeu em seu grupo na Copa do Mundo. Os comandados de Lionel Scaloni vão enfrentar a Áustria, na segunda rodada. Jordânia (Ásia) e Argélia (África) completam a chave.

    O cenário atual é parecido com o que aconteceu na preparação para a Copa de 2022. Da Copa de 2018 até a do Qatar, a Argentina enfrentou apenas dois europeus: a Itália, na Finalíssima, e a Estônia.

    CICLO DE MUITAS VITÓRIAS E COM TÍTULO

    A Argentina manteve o embalo da Copa passada durante o ciclo para esta. Foram 35 jogos, com 27 vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Somente Uruguai, Paraguai, Colômbia e Equador venceram Messi e companhia desde o começo de 2023

    O histórico positivo trouxe um título. Em 2024, a Argentina foi campeã da Copa América de forma invicta. A seleção bateu Canadá (duas vezes), Chile, Peru e passou por Equador e Colômbia nos pênaltis.

    RIVAIS DA ARGENTINA APÓS A COPA DE 2022

    Equador (4 vezes)
    Chile (3 vezes)
    Peru (3 vezes)
    Colômbia (3 vezes)
    Venezuela (3 vezes)
    Brasil (2 vezes)
    Paraguai (2 vezes)
    Uruguai (2 vezes)
    Bolívia (2 vezes)
    Canadá (2 vezes)
    Panamá (1 vez)
    Curaçao (1 vez)
    Austrália (1 vez)
    Indonésia (1 vez)
    El Salvador (1 vez)
    Costa Rica (1 vez)
    Guatemala (1 vez)
    Porto Rico (1 vez)
    Angola (1 vez)
    Zâmbia (1 vez)
    Mauritânia (1 vez)

    Argentina vai na contramão e fecha ciclo para Copa sem enfrentar europeus

  • Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas

    Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas

    O documento foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, ontem (26), a prorrogação dos trabalhos da comissão; senador Carlos Viana (foto) é o presidente do colegiado

    O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS pede o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento no esquema de descontos nos benefícios de aposentados e pensionistas. O documento, que tem mais de 4 mil páginas, começou a ser lido na manhã desta sexta-feira (27).

    Entre os indicados estão Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, Maurício Camisotti, do ex-dono do banco Master Daniel Vorcaro, ex-ministros de estado, ex-dirigentes do INSS e parlamentares.

    O documento foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, ontem (26), a prorrogação dos trabalhos da comissão. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse, no início dos trabalhos, que após a leitura do relatório, será concedido pedido de vista pelo tempo de uma hora.

    Na sequência, o texto deve ser colocado para votação. Há a expectativa de que integrantes da comissão, da base do governo, apresentem um relatório alternativo ao de Gaspar.

    “Após a leitura, cada deputado e senador terá 10 minutos para debate antes da votação do relatório de Alfredo Gaspar”, disse Viana.

    Para que os 216 indiciados só se tornam réus pelos crimes listados pela CPMI, é preciso que haja denúncia pelo Ministério Público e que ela seja aceita pela instância judicial competente.

    Indiciamentos

    O principal indiciado é o “careca do INSS”, apontado como líder e articulador do esquema. Também foram indiciados a esposa e o filho do Careca do INSS, Tânia Carvalho dos Santos e Romeu Carvalho Antunes. Já o empresário Maurício Camisotti foi indiciado como operador e intermediário do esquema.

    Entre os indicados estão os ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi; os ex-presidentes do INSS Alessandro Antônio Stefanutto, Leonardo Rolim e Glauco André Fonseca Wamburg.

    Os ex-dirigentes do INSS André Paulo Félix Fidélis (ex‑diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão), Sebastião Faustino de Paula (ex‑diretor de Benefícios).

    Os servidores do INSS Rogério Soares de Souza, Ina Maria Lima da Silva, Jucimar Fonseca da Silva e Wilson de Morais Gaby.

    O ex‑procurador‑geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS  Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e sua esposa, Thaísa Hoffmann Jonasson.

    Além do ex‑diretor‑presidente da Dataprev Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, do diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, Alan do Nascimento Santos e Heitor Souza Cunha, funcionário da Caixa Econômica Federal.

    O relatório pede ainda o indiciamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), dos deputados federais Gorete Pereira (MDB-CE) e Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e do deputado estadual do Maranhão, Edson Cunha de Araújo (PSB-MA). Pediu ainda o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Gaspar, ele teria recebido repasses do Careca do INSS através de uma amiga, a empresária Roberta Luchsinger, também indiciada.

    Gaspar solicitou ainda o indiciamento do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) Carlos Roberto Ferreira Lopes; o ex-dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) Aristides Vera e do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) Abraão Lincoln Ferreira da Cruz.

    Também foram pedidos os indiciamentos do executivo do Banco C6 Consignado S.A  Artur Ildefonso Brotto Azevedo; Augusto Ferreira Lima, executivo do Banco Master S.A e de Eduardo Chedid, executivo do PicPay Bank – Banco Múltiplo S.A.

    Os indiciamentos são pelos crimes de: advocacia administrativa, desobediência, prevaricação, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica, furto mediante fraude, furto eletrônico, violação de sigilo funcional, uso de documento falso, evasão de divisas, falso testemunho, tráfico de influência, condescendência criminosa, peculato, coação no curso do processo, crime de responsabilidade, gestão fraudulenta e temerária e crime contra a economia popular.

    A Agência Brasil entra em contato com a defesa dos citados e está aberta a manifestações.

    Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas

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  • Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição

    Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição

    Chanceler brasileiro participou da reunião de ministros no G7

    O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou países que fazem da destruição promovida nas guerras oportunidades para a obtenção de lucros. O chanceler brasileiro encontra-se na França, onde participou como convidado da reunião entre ministros no G7 – grupo formado pelas sete maiores economias do planeta.

    Em entrevista nesta sexta-feira (27) ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Vieira defendeu, como forma de evitar situações como a atual, em que conflitos locais tenham efeitos negativos globais, a “construção e preservação de mecanismos e cooperação e convivência entre os países”.

    O chanceler argumentou que os conflitos de hoje são diferentes daqueles ocorridos durante as grandes guerras mundiais. 

    “Elas [as guerras atuais] se fracionam e se manifestam em várias formas e modelos diferentes, como vimos em Gaza, na Cisjordânia e na Ucrânia”, disse o ministro.

    Lucros com a guerra

    Nesse cenário, acrescentou, “há países que querem aproveitar a destruição para obter lucros financeiros”, o que, segundo ele, causou grave impacto na economia mundial globalizada.

    A posição brasileira com relação a esses conflitos já é bastante conhecida: construir e preservar mecanismos de cooperação e convivência entre os países, bem como preparar mecanismos que promovam o entendimento e a prevenção dos conflitos.

    “Este é também um dos papéis importantes que as Nações Unidas têm entre seus encargos, assim como os de manter a paz e a segurança internacional”, acrescentou.

    Mauro Vieira reiterou que o Brasil procura se manter em uma posição de equidistância, propondo negociações, na busca por uma razão que leve as partes a saírem da guerra. E, dessa forma, “salvar as vidas de civis e militares; e as infraestruturas econômicas que estão sendo destruídas na região”.

    Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição

  • Vini Jr. e Raphinha não deslancham, e seleção segue carente de protagonistas

    Vini Jr. e Raphinha não deslancham, e seleção segue carente de protagonistas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Quando o atacante Hugo Ekitiké fez o segundo gol da seleção francesa no duelo contra o Brasil no Gillette Stadium, em Boston, parte da torcida nas arquibancadas passou a gritar pelo atacante Neymar, persistentemente ausente das listas de Carlo Ancelotti.

    Aos 34 anos, longe de seu auge físico e com dificuldades para ajudar o Santos neste início de temporada, Neymar segue como esperança de parte da torcida brasileira após mais de dois anos desde sua última aparição com a camisa amarela, em meio à falta de um nome que tenha conseguido assumir o papel de protagonista em seu lugar.

    No confronto contra os franceses nos Estados Unidos, com uma série de desfalques na zaga e no meio de campo, a expectativa era que o poderio ofensivo brasileiro, liderado por Vinicius Junior e Raphinha, pudesse fazer a diferença.

    Apesar de viverem grande fase no Real Madrid e no Barcelona, com a seleção brasileira, a dupla de ataque -que deve estar entre os 11 titulares nos jogos da Copa do Mundo- não tem conseguido repetir o mesmo desempenho há um bom tempo, com a nova atuação apagada contra a França atraindo críticas de torcedores e jornalistas.

    Mesmo com a derrota, o treinador Carlo Ancelotti elogiou seus atacantes depois da partida. “Raphinha jogou muito bem. Depois teve um problema e tivemos de trocá-lo, mas teve muitas oportunidades, com um movimento muito bom sem bola”, afirmou o italiano.

    “O Vini é sempre perigoso. Pode ser que não tenha marcado, mas um atacante sempre pode fazer gols”, emendou o técnico, que não quis falar a respeito das cobranças vindas das arquibancadas por Neymar.

    “Creio que agora temos de falar dos que estão aqui, que jogaram, deram tudo, mostraram a cara. Estou satisfeito e vamos nos preparar para o próximo jogo contra a Croácia.”

    Na temporada 2025/26, Vinicius Junior é um dos principais nomes do Real, vice-líder do Espanhol e classificado às quartas de final da Champions League, contra o Bayern de Munique.

    Ele entrou em campo em 43 partidas pelo clube madrileno, com 17 gols marcados -média de 0,4 por partida- além de mais 9 assistências. Com o Brasil, esteve presente em nove partidas entre 2025 e 2026, com três gols -média de 0,3- e uma assistência.

    No Barcelona, líder do Espanhol e com duelo marcado contra o Atlético de Madrid pela Champions, Raphinha tem 31 jogos na temporada, com 19 gols -média de 0,6- e sete assistências. Pela seleção, foram seis apresentações desde o ano passado, com um gol.

    No único torneio disputado no atual ciclo para o Mundial, a dupla também teve atuação discreta durante a Copa América, com eliminação nas quartas de final para o Uruguai.

    Raphinha fez quatro jogos e marcou no empate com a Colômbia durante o torneio, enquanto Vini Jr. fez três partidas e dois gols, ambos na goleada por 4 a 1 sobre o Paraguai, em dois jogos da fase de grupos.

    Na Copa de 2022, ainda com Neymar em campo, os dois então estreantes em Mundiais também já não haviam alcançado grandes atuações. Vini Jr. fez quatro jogos e marcou na goleada por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul. Raphinha disputou as cinco partidas da campanha brasileira, sem gols.

    Antes do duelo em Boston, Vinicius Junior já havia abordado sobre a pressão e o desafio de tentar repetir seu bom desempenho com o clube espanhol também junto da seleção brasileira.

    “Sempre tento estar na minha melhor fase, fazendo gols e dando assistências, porque assim fico mais tranquilo, mais feliz, e eu estando mais feliz, todo mundo do meu lado também está mais feliz e confiante. E espero que tudo que faço pelo Real Madrid eu possa vir a fazer aqui na seleção brasileira, que é o meu maior objetivo, onde eu sempre sonhei estar”, afirmou o atacante.

    “Quero dar muito orgulho para o nosso país e muita alegria para toda nossa nação.”

    A seleção brasileira volta a campo na próxima terça-feira (31), em duelo contra a Croácia, às 21h (horário de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando, na Flórida.

    A reedição do duelo pelas quartas de final da Copa de 2022, quando a seleção de Tite foi eliminada nos pênaltis, é a última partida antes da lista final de convocados para o Mundial, que deve ser divulgada no dia 18 de maio.

    Vini Jr. e Raphinha não deslancham, e seleção segue carente de protagonistas

  • Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem

    Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem

    Catherine Wieland alegava que estava doente psicologicamente e conseguiu uma licença, no entanto foi flagrada curtindo férias em Cancún, no México; a mulher foi condenada ontem a 28 semanas de prisão

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma britânica que recebeu mais de £ 23 mil (R$ 160 mil) em benefícios sociais alegando ansiedade foi condenada por fraude depois de ser flagrada em uma viagem no México.

    Catherine Wieland, 33, afirmou por mais de dois anos que estava doente psicologicamente. Segundo a BBC, ela alegou ao Departamento de Trabalho e Pensões do Reino Unido estar mal a ponto de não conseguir sair de casa, cozinhar ou se lavar sozinha.

    O órgão, no entanto, encontrou evidências de que ela surfou em Cancún e fez tirolesa durante uma viagem ao México. A apuração também apontou que Wieland visitou o parque temático Thorpe Park três vezes no período em que recebia o benefício.

    Confrontada com extratos bancários, a mulher tentou justificar a situação aos investigadores. “Não sabia que não era permitido sair de casa”, teria dito, conforme citação do jornal britânico.

    A mulher também usou parte do dinheiro em serviços de beleza e lazer. Ela fez 76 agendamentos de beleza, passou por 60 bares, clubes e restaurantes, e pagou por procedimentos como manicure, sessões de bronzeamento e consultas em um dentista na Harley Street, em Londres.

    Após a viagem ao México, ela ainda enviou uma avaliação afirmando que sua condição tinha piorado. O caso envolve pagamentos do PIP (Personal Independence Payment) — benefício destinado a pessoas com deficiência ou limitações de saúde.

    Wieland foi condenada ontem a 28 semanas de prisão, que pode ser convertida a outros tipos de pena. Ela se declarou culpada por não informar mudança das condições psicológicas apresentadas anteriormente.

    A britânica terá de devolver o valor recebido. À Justiça, o governo argumentou que o dinheiro saiu dos contribuintes entre 2021 e 2024.

    O parlamentar do Reino Unido Andrew Western disse que o caso é um exemplo de abuso do sistema. “Isso é um insulto a cada contribuinte que trabalha duro e às pessoas que realmente dependem do PIP. Wieland mentiu repetidamente, explorou o sistema até o último centavo e ainda teve a audácia de dizer que sua condição estava piorando enquanto fazia tirolesa e surfava no México”, afirmou à imprensa local.

    Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem

  • Brasil tem recorde de 66,8% dos trabalhadores na previdência social

    Brasil tem recorde de 66,8% dos trabalhadores na previdência social

    Cobertura previdenciária alcança 68,2 milhões de pessoas ocupadas; é o maior percentual registrado desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

    No trimestre encerrado em fevereiro, o Brasil atingiu o patamar recorde de 66,8% da população ocupada contribuindo para algum regime previdenciário, o que significa 68,196 milhões de trabalhadores cobertos pela Previdência Social.

    Esse é o maior percentual registrado desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que coleta informações sobre a participação no mercado de trabalho com pessoas de 14 anos ou mais.

    Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte, por exemplo.

    Apesar do percentual recorde, o Brasil teve número maior de contribuintes para a previdência no quarto trimestre de 2025, quando foram contabilizados 68,496 milhões. Porém, como o número total de ocupados era maior, essa fatia representou 66,5%.

    O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

    Mercado formal

    O economista Rodolpho Tobler, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), atribui o recorde ao mercado de trabalho formal.

    “A gente tem cada vez mais pessoas trabalhando, especialmente no emprego formal. Com o emprego formal sendo mais forte, tendo uma recuperação mais intensa que os empregos informais, isso faz com que a contribuição da previdência suba também”, explicou à Agência Brasil.

    O IBGE revelou que, no trimestre encerrado em fevereiro, o número de empregados no setor privado com carteira assinada foi de 39,2 milhões, estável em relação ao trimestre móvel terminado em novembro e em relação ao mesmo período de 2025. Tobler classifica o resultado como “muito positivo”.

    “Vagas formais são mais associadas a empregos de produtividade mais alta, de remuneração mais alta também e, principalmente, a essa questão da previdência”, diz.  

    A Pnad apontou que o mercado de trabalho alcançou recorde no rendimento mensal do trabalhador, com R$ 3.679, o maior já registrado ─ 2% acima do trimestre encerrado em novembro de 2025 e 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Esse valor é real, ou seja, já desconta a inflação dos períodos de comparação.

    “A nossa população está entrando no processo de envelhecimento, e essa questão da previdência sempre vai ser um ponto sensível. Então, quanto mais gente no emprego formal, quanto mais gente contribuindo, menor pode ser esse problema da previdência no médio e longo prazo”, analisa.

    Para o economista, a tendência é se manter o aumento do percentual de trabalhadores contribuintes, “especialmente se a economia continuar crescendo”.

    A pesquisa do IBGE mostra que o país sempre teve taxa de trabalhadores contribuintes para instituto de previdência acima de 60%. O menor índice foi 61,9%, que pertence ao trimestre encerrado em maio de 2012.

    Brasil tem recorde de 66,8% dos trabalhadores na previdência social

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  • Vitória de Ana Paula Renault como líder no BBB 26 vira comemoração em SP

    Vitória de Ana Paula Renault como líder no BBB 26 vira comemoração em SP

    Moradores de bairros de SP celebram resultado como final de campeonato e vídeo repercute; veja. Conquista da jornalista movimenta o jogo e reforça engajamento do público com o reality

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A vitória de Ana Paula Renault na Prova do Líder do BBB 26 não ficou restrita aos muros da casa mais vigiada do país. Do lado de fora, a conquista virou motivo de festa.

    Um vídeo que circula nas redes sociais mostra moradores de um condomínio em São Paulo comemorando o resultado em coro, com gritos e comemoração coletiva, como se estivessem assistindo a uma final esportiva.

    A repercussão acontece em um momento importante do jogo. Após semanas vendo outros participantes dominarem as lideranças, Ana Paula finalmente conseguiu assumir o posto mais estratégico da casa, o que pode mudar os rumos da competição.

    A disputa pela liderança foi marcada por equilíbrio. Na etapa final, a jornalista enfrentou Alberto Cowboy e Leandro Boneco em uma dinâmica que exigia não só sorte, mas também cálculo. Os jogadores precisaram somar pontos e, em seguida, multiplicar os resultados –foi nesse momento que Ana Paula levou a melhor.

    Dentro da casa, aliados como Milena, Juliano e Samira comemoraram a vitória.

     

    Vitória de Ana Paula Renault como líder no BBB 26 vira comemoração em SP

  • Quem é Vitor Reis, zagueiro convocado por Ancelotti para a seleção

    Quem é Vitor Reis, zagueiro convocado por Ancelotti para a seleção

    (UOL/FOLHAPRESS) – O zagueiro Vitor Reis, do Girona, foi convocado por Carlo Ancelotti nessa quinta-feira (26) para o amistoso contra a Croácia, na próxima terça (31), em Orlando. Ele foi convocado no lugar de Marquinhos, que sentiu dores no quadril e não participou do jogo contra a França.

    QUEM É ELE?

    Natural de São José dos Campos (SP), Vitor Reis começou sua carreira nas categorias de base do Palmeiras, em 2016, no sub-11. No alviverde, o zagueiro foi bicampeão brasileiro sub-17 em 2022 e 2023, além de ter sido capitão da seleção brasileira no Mundial sub-17, em 2023.

    Vitor sempre foi considerado promessa. Em 2023, ele foi eleito pelo jornal The Guardian como um dos 60 jovens jogadores do mundo com maior potencial.

    Zagueiro foi chamado para integrar elenco profissional no mesmo ano em que estreou na Copinha. Vitor fez sua primeira participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2024, quando o Palmeiras foi eliminado pelo Aster Itaquá na terceira fase do torneio. Já pelo profissional, ele estreou em junho do mesmo ano, e não voltou a integrar as categorias de base do clube.

    Passagem curta no profissional. Pelo Palmeiras, Vitor Reis só disputou 22 jogos, sendo titular em 19 deles e marcando dois gols, contra Corinthians e Flamengo, respectivamente.

    Rumo à Inglaterra. O zagueiro foi negociado para o Manchester City por 37 milhões de euros fixos, sem bônus, conforme apuração do UOL. Ele foi anunciado no dia 21 de janeiro de 2025, e assinou um contrato de 4 anos, válido até o meio de 2029.

    Poucas oportunidades no City. Mesmo sendo a maior venda de um zagueiro brasileiro na história, Vitor teve poucas chances na Inglaterra, atuando somente em 5 partidas desde seu anúncio.

    Empréstimo para o Girona pensando na Copa. Em agosto de 2025, o zagueiro foi emprestado para o Girona,da Espanha, também gerido pelo grupo City. A movimentação veio depois de um pedido dele para ser negociado, pensando em ter mais oportunidades para conseguir ir à seleção, conforme apurou o UOL à época.

    Titular absoluto na Espanha. Desde seu empréstimo, Vitor Reis atuou em 29 partidas pelo Girona, sendo titular em 28 delas. O zagueiro é o jogador da equipe com mais duelos ganhos e o segundo com mais passes feitos.

    Vitor Reis se apresenta à seleção na noite desta sexta-feira (27), no hotel onde a delegação está concentrado, e já participará do treino de sábado.

    O Brasil volta a campo na terça-feira (31), às 21h (Brasília), contra a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos.

    Jogadora de vôlei do Osasco afirma que questionamentos não são apenas pelo desempenho esportivo. Decisão deve aumentar judicialização, com ações em torno dos direitos fundamentais, preveem especialistas

    Folhapress | 14:24 – 27/03/2026

    Quem é Vitor Reis, zagueiro convocado por Ancelotti para a seleção

  • Proibição a atletas trans nas Olimpíadas é um retrocesso que ataca todas mulheres, diz Tifanny

    Proibição a atletas trans nas Olimpíadas é um retrocesso que ataca todas mulheres, diz Tifanny

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Principal expoente da causa trans no esporte brasileiro de alto rendimento nos últimos anos, a jogadora de vôlei Tifanny Abreu afirmou que a determinação do COI (Comitê Olímpico Internacional) de impôr testes genéticos para liberar a participação de atletas na categoria feminina representa um retrocesso na luta de todas as mulheres.

    Tendo convivido com uma série de questionamentos sobre sua presença em quadra ao longo da carreira, a jogadora do Osasco afirmou ter recebido com um sentimento de tristeza a resolução do Comitê Olímpico.

    “Muita gente tenta reduzir esse debate a um ataque exclusivo às pessoas trans, mas não é só sobre isso. É sobre mulheres. Sobre todas as mulheres”, disse a atleta por meio de nota.

    Na quinta-feira (26), o COI anunciou que apenas atletas biologicamente do sexo feminino, cujo gênero será determinado por um teste genético único de triagem, serão elegíveis para participar de competições na categoria feminina nos Jogos Olímpicos.

    Segundo a entidade, a política visa “proteger a categoria feminina”, como parte de sua iniciativa para estabelecer uma regra universal para competidores no esporte feminino de elite.

    Sob críticas de grupos LGBTQIA+ e de direitos humanos, entidades esportivas, federações internacionais e governos vêm promovendo um endurecimento das regras sobre a participação de mulheres transgênero em competições e eventos esportivos ao longo dos últimos meses.

    A alegação é a de que as ações visam preservar a justiça na categoria feminina e estariam embasadas em supostas vantagens competitivas em relação às atletas cis, devido a exposição à testosterona quando ainda se identificavam com o gênero masculino. Pesquisadores ressaltam, porém, que os dados disponíveis não são suficientes para confirmar suposta vantagem.

    Para além do debate sobre atributos físicos, Tifanny também citou na nota o caso da deputada Erika Hilton, que teve questionada sua eleição à presidência da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, pelo fato de ser uma mulher trans.

    A deputada “teve sua identidade questionada ao ponto de tentarem retirá-la de um espaço que é, justamente, de representação das mulheres. Se antes o argumento era “vantagem” ou “força”, nesse caso foi o quê?”, questionou Tifanny .

    “Isso mostra que nunca foi só sobre desempenho. É sobre quem é reconhecida como mulher”, acrescentou a ponteira, que chegou a ter a participação vetada por vereadores de Londrina em um torneio na cidade no fim de fevereiro.

    A ministra Carmen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu liminar autorizando a participação de Tifanny na competição, com a jogadora conquistando o título da Copa do Brasil com o Osasco.

    Segundo a atleta, as novas regras do COI podem prejudicar muitas mulheres, “inclusive cis, por critérios cada vez mais questionáveis. E isso precisa ser discutido com responsabilidade, não com exclusão.”

    “Existe um discurso de que tudo isso é para “proteger o esporte feminino”, mas na prática a gente vê outra coisa. Quando o assunto envolve pessoas trans, sempre surge uma tentativa de tirar, excluir, questionar sua presença, independentemente do contexto”, afirmou Tifanny.

    “Direitos não podem andar para trás. O mundo não pode regredir. Ou a gente se posiciona agora, ou aceita ver conquistas sendo desmontadas pouco a pouco por uma extrema direita que insiste em excluir, dividir, destruir”, acrescentou ela.

    DIREITOS FUNDAMENTAIS EM XEQUE, APONTAM ESPECIALISTAS

    Profissionais da área do Direito avaliam que a imposição do COI, ainda que alegadamente embasada em critérios científicos, tende a aumentar a judicialização em torno do tema.

    Advogada do Ambiel Bonilha Advogados e especialista em direito desportivo, Mariana Araújo Evangelista afirmou que, sob a ótica jurídica, a medida evidencia a prevalência do princípio da integridade competitiva sobre o da inclusão, ao menos no contexto do esporte de alto rendimento.

    “Ainda que fundamentada em argumentos científicos e de segurança, a adoção de um critério biológico rígido tende a enfrentar questionamentos relevantes sob a perspectiva de direitos fundamentais, especialmente no que diz respeito à proporcionalidade e à vedação à discriminação”, afirmou Mariana.

    “A ausência de consenso científico absoluto sobre vantagens competitivas pode fragilizar a justificativa para uma restrição tão ampla”, acrescentou a especialista.

    Ela disse ainda esperar que a decisão do Comitê Olímpico funcione como uma espécie de catalisador para novas restrições em âmbito internacional, tanto por federações internacionais quanto por legislações nacionais.

    “A tendência é que disputas envolvendo elegibilidade esportiva ganhem ainda mais espaço em instâncias como o Tribunal Arbitral do Esporte, o CAS, consolidando esse debate como um dos mais sensíveis e atuais do direito desportivo”, disse Mariana.

    Especialista em direito desportivo, Higor Maffei Bellini afirmou que o COI é a organizadora dos Jogos e detém competência regulatória para fixar critérios de elegibilidade e participação nas suas competições, inclusive em matéria de categoria feminina.

    “Isso não significa, porém, que a decisão seja imune a controle jurídico.”

    Bellini disse que o CAS (Tribunal Arbitral do Esporte) deve ser a via a qual muitos atletas e entidades poderão recorrer, mas ressaltou que “é importante não tratar essa via arbitral como ponto final absoluto”.

    “A experiência recente mostra que, uma vez esgotado o controle na Suíça, inclusive perante o Tribunal Federal Suíço, a discussão pode avançar para a jurisdição europeia de direitos humanos”, afirmou o especialista.

    Ele citou o caso da corredora sul-africana Caster Semenya, bicampeã olímpica nos 800 m, com triunfos em Londres, em 2012, e no Rio de Janeiro, em 2016. Seu quadro é classificado como hiperandrogenismo, um tipo de distúrbio endócrino que gera produção de testosterona acima da média.

    Em 2019, nova política da World Athletics determinou que corredoras com o quadro de Semenya se submetessem a tratamento hormonal para reduzir a testosterona se quisessem continuar participando de provas entre 400 m e 1.600 m. Distâncias em que, na avaliação da federação, poderiam levar vantagem.

    A recomendação foi rejeitada pela atleta, que disse sofrer discriminação da federação. Ela acabou impedida de competir nas distâncias.

    Em julho de 2025, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) decidiu que a Suíça, sede do COI e do CAS, violou o direito da atleta a um julgamento justo.
    “A discussão deixa de ser apenas de organização do esporte e passa a envolver também direitos civis ou direitos humanos, tanto das mulheres cis quanto das mulheres trans”, afirmou Bellini.

    De um lado, a pretensão de assegurar que mulheres cis disputem vagas em condições de igualdade material, sem influência de fatores biológicos ligados ao desenvolvimento masculino; de outro, o direito da pessoa trans de não ser discriminada e de participar de uma atividade que também tem dimensão econômica, já que o esporte de alto rendimento é trabalho e meio de subsistência para muitas atletas.

    “Como os Jogos de Los Angeles serão apenas em 2028, há tempo, em tese, para que atletas diretamente atingidas tentem discutir não só a validade esportiva da norma perante o CAS, mas depois também a sua legalidade em tribunais europeus, sob a ótica da igualdade, da não discriminação, do acesso efetivo à justiça e da proteção dos direitos fundamentais de mulheres trans e cis.”

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  • Finlândia condena deputada por dizer que homossexualidade é "distúrbio"

    Finlândia condena deputada por dizer que homossexualidade é "distúrbio"

    Uma deputada finlandesa foi condenada ao pagamento de uma multa de 1.800 euros (cerca de 11 mil reais), após ter alegado que a homossexualidade é um “distúrbio do desenvolvimento”

    Uma deputada religiosa finlandesa foi condenada pelo Supremo Tribunal do país ao pagamento de uma multa de 1.800 euros (cerca de 11 mil reais), nesta quinta-feira (26), depois de ter alegado que a homossexualidade é um “distúrbio do desenvolvimento”.

    Päivi Räsänen, médica e membro do Partido Democrata-Cristão, fez as afirmações que a levaram a ser condenada por incitamento ao ódio em um panfleto publicado pela primeira vez em 2004. Mais tarde, a parlamentar reproduziu o texto no site da Fundação Luterana da Finlândia e da Diocese da Missão Evangélica Finlandesa, em 2007, de acordo com o The Guardian.

    Em uma votação de três a dois, o Supremo Tribunal considerou-a culpada por ter republicado o panfleto no Facebook, em 2019, e no seu site, em 2020. O órgão judicial condenou-a, assim, ao pagamento de uma multa..

    “O Supremo Tribunal considera que Räsänen deve ter compreendido que, por exemplo, afirmar que a homossexualidade é um distúrbio do desenvolvimento psicossexual é, à luz dos conhecimentos médicos atuais, uma afirmação incorreta”, lia-se no veredito, citado pela agência Reuters.

    A deputada, que tinha sido absolvida por tribunais de instâncias inferiores, contou com o apoio da Alliance Defending Freedom, um grupo jurídico conservador sediado nos Estados Unidos que defende a liberdade de expressão e que tentou utilizar o caso para ilustrar a tese de que “a Europa está censurando o mundo”.

    Aliás, em fevereiro, os republicanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos convidaram Räsänen para abordar o seu caso na Comissão Judiciária, em Washington, em uma audiência intitulada “A ameaça da Europa à liberdade de expressão e à inovação americanas”.

    Räsänen admitiu que o veredito foi “um choque” e adiantou à imprensa que poderá considerar a possibilidade de recorrer da decisão junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

    Entretanto, membros do governo do Partido dos Finlandeses e do Partido Democrata-Cristão apelaram não só à defesa da liberdade de expressão, como a uma mudança na lei, uma vez que, na sua ótica, “é muito difícil para as pessoas saberem o que é proibido e o que é permitido”.

    Vale destacar que o Supremo Tribunal absolveu Räsänen de uma outra acusação, que teve por base uma imagem compartilhada pela deputada nas redes sociais, em 2019, na qual constava uma citação da Bíblia que condenava as relações homossexuais.

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