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  • STF tende a confirmar liminar de Dino sobre penduricalhos em aposta para limpar imagem

    STF tende a confirmar liminar de Dino sobre penduricalhos em aposta para limpar imagem

    O julgamento é visto por ministros como uma oportunidade de acenar à sociedade e recompor, pelo menos em parte, a imagem do Supremo

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) tende a referendar a liminar do ministro Flávio Dino que suspendeu os penduricalhos nos salários de servidores públicos, embora haja ressalvas quanto ao método utilizado pelo relator para proferir sua decisão.

    Previsto para esta quarta-feira (25), em sessão presencial, o julgamento é visto por ministros como uma oportunidade de acenar à sociedade e recompor, pelo menos em parte, a imagem do Supremo, desgastada pelas repercussões do inquérito sobre o Banco Master.

    O principal desconforto de uma ala de ministros é com o fato de Dino ter analisado uma reclamação que dizia respeito tão somente a procuradores municipais de Praia Grande (SP) e estendido seus efeitos para o funcionalismo público de todos os níveis da federação.

    Na liminar, Dino justifica essa ampliação, afirmando que “a controvérsia ultrapassa os limites subjetivos do caso concreto” e que é necessário “impor uma jurisprudência estável, íntegra e coerente, atendendo aos princípios da isonomia e da segurança jurídica”.

    O STF analisou pelo menos 12.925 processos sobre o teto do funcionalismo público desde 2000. De acordo com Dino, “não é razoável” que a corte continue arbitrando “caso a caso” indefinidamente.

    Outra ponderação que deve ser levada a debate no plenário, especificamente quanto aos supersalários da magistratura, é de que a regulamentação do tema fique a cargo do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

    Ainda que possam surgir divergências pontuais durante o julgamento, cinco ministros ouvidos reservadamente pela Folha afirmam que a expectativa é de que a decisão de Dino seja confirmada, uma vez que o STF tem jurisprudência firme contra os penduricalhos.

    Em processos similares já julgados pela corte, prevaleceu entre os ministros o entendimento de que essas gratificações não têm natureza indenizatória e, portanto, não podem ser adicionadas à remuneração sem o desconto do “abate-teto”.

    Um dos casos mais inusitados e frequentemente lembrado por ministros é o de um adicional de 40% pago a juízes estaduais do Acre apenas pelo fato de terem curso superior. O benefício foi suspenso pelo Supremo em 2019.

    Em 2023, o STF foi unânime ao declarar inconstitucional a lei que criava o “auxílio-aperfeiçoamento profissional” para que magistrados de Minas Gerais comprassem livros jurídicos e materiais de informática.

    Na quinta-feira (19), em um complemento à liminar, o ministro decidiu proibir a aplicação ou a edição de novas leis que permitam o pagamento de salários ou de verbas indenizatórias acima do teto, fixado hoje em R$ 46.366,19 (salário pago a ministros do Supremo). Esse ponto também será debatido pelo plenário.

    Como mostrou a Folha, a decisão de Dino suspendendo os penduricalhos para servidores municipais, estaduais e federais foi vista como um recado ao presidente da corte, Edson Fachin, expondo um embate interno em torno de uma agenda ética para o tribunal.

    Interlocutores de Dino afirmam que o ministro quis mostrar que o verdadeiro código de conduta para a magistratura passa pela revisão dos supersalários e que fixar regras para a realização de palestras, por exemplo, é algo secundário nesse contexto.

    As regras de conduta são uma aposta de Fachin para tentar restaurar a confiança da sociedade no Supremo, especialmente depois da crise que levou o ministro Dias Toffoli a deixar a relatoria dos inquéritos do Master, agora conduzidos por André Mendonça.

    Os ministros rejeitaram uma arguição de suspeição aberta a partir de relatório da PF (Polícia Federal), que localizou menções a Toffoli em mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master e principal investigado da Operação Compliance Zero.

    Toffoli nega irregularidades e diz que a PF se baseia em “ilações”. O ministro admite ser sócio da empresa Maridt, que vendeu uma participação no resort Tayayá ao fundo Arleen, ligado ao Master. Porém, afirma não ter qualquer relação de amizade com Vorcaro.

    O ministro Alexandre de Moraes também está no centro dos desgastes derivados do Master, já que o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci, firmou um contrato de R$ 3,6 milhões mensais com a instituição financeira para representá-la na Justiça.

    O ministro disse, em pronunciamento público durante sessão no STF, que qualquer juiz está impedido de julgar casos cuja banca de advogados inclua um parente. Ele mandou a PF investigar vazamentos de dados fiscais sigilosos de ministros da corte e de seus familiares.

    Na decisão em que suspende os penduricalhos, Dino citou violação ao princípio da moralidade e os caracterizou como um “fenômeno da multiplicação anômala das verbas indenizatórias” que alcançou “patamares absolutamente incompatíveis” com a Constituição.

    Auxiliares de Fachin afirmam que a decisão sobre os supersalários não foi interpretada pelo presidente do Supremo como um recado negativo, já que ele próprio enfrenta o tema no CNJ no âmbito do Observatório da Transparência, criado no primeiro dia de sua gestão.

    Cerca de duas horas depois da decisão de Dino, no intervalo da sessão plenária, Fachin conversou com os pares e decidiu que o melhor seria lidar com o tema o quanto antes, marcando o julgamento ainda para fevereiro, em sessão presencial.

    STF tende a confirmar liminar de Dino sobre penduricalhos em aposta para limpar imagem

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  • Justiça libera R$ 1,4 bilhão do INSS; veja quem recebe

    Justiça libera R$ 1,4 bilhão do INSS; veja quem recebe

    87 mil segurados serão contemplados em 65,3 mil processos com decisões definitivas; dinheiro deve ser depositado até o início de março

    O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 1,4 bilhão para o pagamento de atrasados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a aposentados, pensionistas e outros beneficiários que venceram ações judiciais contra o órgão.

    Os valores correspondem a Requisições de Pequeno Valor (RPVs) — dívidas de até 60 salários mínimos (R$ 97.260, em 2026).

    Ao todo, 87 mil segurados serão contemplados em 65,3 mil processos com decisões definitivas, sem possibilidade de recurso.

    O dinheiro deve ser depositado até o início de março, conforme o cronograma de cada Tribunal Regional Federal (TRF).

    Quem tem direito?

    Recebem neste lote os segurados que:

    • ganharam ação judicial contra o INSS;
    • com valores de até 60 salários mínimos a receber (RPV);
    • com ordem de pagamento emitida pelo juiz em janeiro de 2026;
    • com processo totalmente encerrado (transitado em julgado); e
    • herdeiros de beneficiários falecidos, desde que comprovem vínculo legal.

    Quais benefícios entram?

    As ações envolvem concessão ou revisão de:

    • aposentadorias (idade, tempo de contribuição, invalidez e da pessoa com deficiência);
    • pensão por morte;
    • auxílios, como auxílio-doença; e
    • benefício de Prestação Continuada (BPC).

    Os atrasados são valores retroativos pagos após decisão judicial favorável ao segurado.

    RPV ou precatório: qual a diferença?

    • RPV: até 60 salários mínimos. Pagamento em até 60 dias após a ordem judicial
    • Precatório: acima desse valor. Pago uma vez por ano, conforme calendário federal

    Na consulta do processo, a sigla RPV indica requisição de pequeno valor; “PRC” identifica precatório.

    Como consultar o pagamento?

    O Conselho da Justiça Federal repassa os recursos aos seis TRFs do país, responsáveis pelos depósitos, geralmente em contas abertas na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil.

    Para saber a data e o valor:

    • acesse o site do TRF responsável pelo processo (links na tabela abaixo);
    • informe CPF, número do processo, número da requisição ou OAB do advogado (conforme exigência do tribunal);
    • verifique o campo “valor inscrito na proposta”;
    • após o pagamento, o sistema exibirá o status “Pago total ao juízo”.

    Jurisdição dos TRFs

    Tribunal Regional Federal Unidades da federação
    1ª Região (sede no DF)

    DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP

    2ª Região (sede no RJ)

    RJ e ES

    3ª Região (sede em SP)

    SP e MS

    4ª Região (sede no RS)

    RS, PR e SC

    5ª Região (sede em PE)

    PE, CE, AL, SE, RN e PB

    6ª Região (sede em MG)

    MG

    Quanto cada TRF vai pagar?

    Valores previdenciários/assistenciais (RPVs do INSS)

    TRF Valor liberado Beneficiários
    1ª Região

    R$ 380.608.873

    19.826
    2ª Região

    R$ 85.873.540

    5.289
    3ª Região

    R$ 127.892.614

    5.223
    4ª Região

    R$ 437.462.566

    29.999

    5ª Região R$ 193.410.882

    15.871

    6ª Região R$ 169.208.914

    10.796

    Total R$ 1,39 bilhão

    87.004

     

    Justiça libera R$ 1,4 bilhão do INSS; veja quem recebe

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  • Ubisoft está desenvolvendo novos "Assassin’s Creed" e "Far Cry"

    Ubisoft está desenvolvendo novos "Assassin’s Creed" e "Far Cry"

    Apesar das recentes demissões e cancelamento de projetos, o CEO da Ubisoft garante que a empresa francesa se encontra trabalhando em vários jogos de duas das suas principais propriedades intelectuais: “Assassin’s Creed” e “Far Cry”

    O CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, concedeu uma entrevista à revista Variety onde revelou que a editora francesa tem vários jogos da saga “Assassin’s Creed” em produção, apontando que também há dois títulos da série “Far Cry” em desenvolvimento.

    As declarações de Guillemot chegam em um momento em que a Ubisoft está passando por uma reestruturação que, de acordo com o próprio, resulta em um foco renovado da empresa francesa nas suas propriedades intelectuais mais populares e lucrativas.

    No caso de “Assassin’s Creed”, o CEO da Ubisoft revelou que, entre os jogos que estão sendo produzidos, há tanto experiências para um jogador como jogos online. Já “Far Cry”, terá aparentemente direito a um novo capítulo da linha principal da série bem como um “spin-off”.

    Apesar disso, ainda não se sabe quando é que a Ubisoft pretende lançar os próximos jogos destas propriedades intelectuais.

    O que se sabe, contudo, é que a Ubisoft decidiu demitir cerca de 40 pessoas no seu estúdio de Toronto, no Canadá – responsável por jogos como “Watch Dogs: Legion” e “Far Cry 6”.

    “Esta decisão não foi tomada de forma leve e não reflete de forma nenhuma o talento, dedicação e contribuições das pessoas impactadas”, pode se ler no comunicado compartilhado pela Ubisoft com o site Mobile Syrup. “De momento, a nossa prioridade é apoiá-los nesta transição com indenizações abrangentes e um robusto programa de colocação profissional”.

    Vale lembrar que este estúdio da Ubisoft é o mesmo que se encontra trabalhando no remake do primeiro título da série “Splinter Cell”, anunciado em 2021. O desenvolvimento do jogo não terá sido impactado.

    Ubisoft está desenvolvendo novos "Assassin’s Creed" e "Far Cry"

  • Wanessa Camargo vive romance com ator Bruno Bevan

    Wanessa Camargo vive romance com ator Bruno Bevan

    Bruno Bevan é ator e já participou de algumas novelas da TV Globo, como “O Outro Lado do Paraíso” (2014), “A Dona do Pedaço” (2017) e “Além da Ilusão” (2022)

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Wanessa Camargo, 43, está conhecendo melhor o ator Bruno Bevan, 37. A informação foi publicada pelo Metrópoles e confirmada pela assessoria da cantora à reportagem.

    Segundo o Metrópoles, Wanessa e Bruno foram vistos trocando carinhos durante a Sapucaí. A assessoria da artista confirmou que eles estão “se conhecendo”.

    Natural de Niterói (TJ), Bruno Bevan atuou em novelas da Globo. Ele participou de “O Outro Lado do Paraíso” (2014), “A Dona do Pedaço” (2017) e “Além da Ilusão” (2022).

    Nas redes sociais, ele compartilha registros de viagens e da prática de esportes, como surfe e musculação. Bruno também é modelo, além de ser formado em publicidade.

    Wanessa Camargo vive romance com ator Bruno Bevan

  • Alckmin diz que redução da jornada de trabalho é tendência mundial

    Alckmin diz que redução da jornada de trabalho é tendência mundial

    Em reunião, presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que discussão da escala 6 por 1 não combina com ano eleitoral; vice-presidente disse se tratar de consequência de uma maior automação da economia

    O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, assinou na noite desta segunda-feira (23) um acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para promover e fortalecer as ações de combate a práticas desleais e ilegais no comércio exterior brasileiro.

    No evento, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, aproveitou a cerimônia de assinatura dos protocolos de intenções para pedir ao presidente em exercício que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja adiada para o próximo ano, principalmente por este ser um ano de eleições. 

    “A gente precisa que essa discussão vá para 2027. Nós estamos abertos sempre a debater tudo. Só que em ano eleitoral as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes se conflituam com os interesses do país”, disse Skaf. 

    Em resposta, Alckmin defendeu a necessidade de mudanças na jornada de trabalho e destacou que isso vem acontecendo em todo o mundo. 

    “Há uma tendência mundial de você ter uma redução. Aliás, isso já vem acontecendo. Então, esse é um debate que não deve fazer corridas e deve ser aprofundado, já que você tem situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo. Mas isso é uma tendência”, declarou o presidente em exercício. 

    Defesa comercial

    Ao lado do presidente da Fiesp, Alckmin assinou dois documentos: um protocolo de intenções sobre defesa comercial e outro sobre ambiente regulatório e que pretende combater a burocratização e promover a competitividade.

    “A cooperação com o setor produtivo na defesa comercial vai contribuir para fortalecer o comércio justo e promover um ambiente concorrencial mais equilibrado”, defendeu Alckmin.

    Segundo a Fiesp, o protocolo sobre defesa comercial tem por objeto estabelecer bases para a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, com vistas à promoção do comércio justo e ao adequado uso pelo Brasil dos instrumentos de defesa comercial e de combate a práticas desleais e ilegais de comércio previstos na legislação nacional e internacional. Uma das ações previstas é a criação de uma calculadora de margem de dumping, além do compartilhamento de experiências e ferramentas técnicas.

    O segundo protocolo trata mais especificamente sobre ambiente regulatório e tem por objetivo estabelecer bases para a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, buscando promover a desburocratização, fortalecer e promover a competitividade e a qualidade regulatória no país, reduzir custos regulatórios e administrativos para empresas e sociedade e desenvolver ações para que reduzam barreiras e custos sistêmicos para empreender e investir no Brasil. Nessa proposta está prevista, por exemplo, a ampliação da digitalização dos serviços públicos e integração dos sistemas.

    “Nós vamos tomar uma medida hoje formal, objetivando avançarmos e termos no Brasil, realmente, uma defesa comercial eficiente, para que a gente não possa permitir que os nossos setores e os nossos empregos sejam atacados de uma forma injusta”, disse Skaf na cerimônia de assinatura, que ocorreu durante a reunião da diretoria da Fiesp.

    Selic

    Em fala à diretoria da entidade, Alckmin disse ainda estar confiante que o Comitê de Política Monetária (Copom) comece, já em sua próxima reunião agendada para março, a reduzir a taxa básica de juros (Selic), atualmente estabelecida em 15% ao ano. “Estamos confiantes de que na próxima reunião do Copom comece a redução da taxa de juros”, disse ele.

    Segundo o presidente em exercício, isso deve ocorrer por causa da apreciação do real e da desinflação dos alimentos. “Nós devemos ter aí uma melhora”, acrescentou Alckmin, sobre sua expectativa de melhora na economia com a tendência de redução da taxa de juros.

    Taxação

    Aos empresários e industriais presentes à reunião da Fiesp, Alckmin voltou a falar hoje que considera positiva para o Brasil a nova tarifa global de 15% que foi estabelecida nesta semana pelo governo dos Estados Unidos.

    A medida, que foi anunciada por Trump como uma resposta à decisão da Suprema Corte de derrubar as tarifas sobre produtos importados que haviam sido impostas globalmente por ele no ano passado, foi aplicada a todos os países e representa uma mudança em relação às tarifas anteriores, que variavam por nação.

    “O país mais beneficiado no mundo [com essa decisão] foi o Brasil”, disse Alckmin, reforçando que o problema maior era quando os Estados Unidos haviam taxado apenas o Brasil.

    “O problema dos 10% + 40% [de taxas] era um problemão [para o Brasil]. Mas essa decisão de 15% não tem problema porque são 15% para nós e para o mundo inteiro. Agora, o país mais beneficiado no mundo foi o Brasil. Abre aí uma avenida em termos de voltar a ter um comércio exterior importante com os Estados Unidos”, afirmou.

    Alckmin diz que redução da jornada de trabalho é tendência mundial

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  • Novas tarifas globais impostas por Donald Trump entram em vigor hoje

    Novas tarifas globais impostas por Donald Trump entram em vigor hoje

    No sábado, o Presidente dos EUA anunciou que a nova tarifa alfandegária global iria aumentar de 10% para 15%, “com efeito imediato”. Esta taxa vai somar-se às “tarifas aduaneiras normais já em vigor”

    Nesta terça-feira (24), entram em vigor as novas tarifas globais de 15% propostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa nova sobretaxa, cujo decreto foi assinado na sexta-feira, visa substituir as taxas alfandegárias indiscriminadas que existiam até então, bem como aquelas previstas nos diversos acordos comerciais assinados desde então com a maioria dos principais parceiros do país.

    No entanto, isso não substitui as chamadas taxas alfandegárias setoriais, que variam de 10% a 50% em diversos setores de atividade, como cobre, automóveis ou madeira para construção.

    O presidente dos Estados Unidos já avisou, entretanto, que todos os países devem cumprir os acordos de tarifas que tenham aceito, apesar da decisão do Supremo Tribunal dos EUA que derrubou muitas das suas tarifas sobre importações.

    No sábado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a nova tarifa alfandegária global iria aumentar de 10% para 15%, “com efeito imediato”.

    Esta taxa vai somar-se às “tarifas aduaneiras normais já em vigor”, afirmou o Presidente republicano, acrescentando que “todos os acordos” continuam válidos e que Washington apenas vai “proceder de forma diferente”.

    A Comissão Europeia exigiu “total clareza” por parte de Washington, defendendo que a situação atual não é favorável a um comércio transatlântico “justo, equilibrado e mutuamente benéfico”, conforme previsto no acordo entre a UE e os EUA.

    “Acordo é acordo. Enquanto maior parceiro comercial dos EUA, a UE espera que os compromissos assumidos sejam respeitados”, declarou a instituição.

    O anúncio aconteceu um dia depois de Trump ter anunciado uma tarifa global de 10% sobre todos os países, por um período de 150 dias.

    Horas antes, o Supremo Tribunal dos EUA determinou, por seis votos contra três, que o Governo norte-americano excedeu os poderes invocados para impor as chamadas “tarifas recíprocas” aos parceiros comerciais de Washington.

    Haddad diz que Competitividade brasileira não era e não será afetada com tarifas

    A competitividade do Brasil não será afetada pelas tarifas globais de 10% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

    “Nossa competitividade não é afetada, como já não era. Nós dissemos desde sempre que isso ia prejudicar o consumidor americano, que no café da manhã, no almoço e no jantar consome produtos brasileiros”, declarou o ministro à imprensa neste sábado (21).

    “O Brasil é grande demais para ser quintal de quem quer que seja. Nós temos que ser parceiros do mundo todo”, disparou o ministro.

    A instabilidade tarifária complica o cenário, mas o Brasil colhe frutos da ação diplomática. “Obviamente que não queríamos estar passando por isso, mas eu penso que, diante do desafio, o Brasil e a diplomacia brasileira andaram bem”, disse. 

    Novas tarifas globais impostas por Donald Trump entram em vigor hoje

  • Após 38 anos na Microsoft, CEO da Xbox vai deixar a empresa

    Após 38 anos na Microsoft, CEO da Xbox vai deixar a empresa

    Além da saída do CEO da Microsoft Gaming, Phil Spencer, a presidente da Xbox também está de saída. O CEO da Microsoft, Satya Nadella, já apontou uma nova pessoa para o cargo da divisão de videojogos

    O CEO da divisão de videojogos da Microsoft, Phil Spencer, já não se encontra no cargo de liderança da Xbox. Em vez dele está Asha Sharma, o nome escolhido para liderar a Microsoft Gaming por Satya Nadella e que até agora ocupava o cargo de presidente da divisão CoreAI da empresa.

    Spencer compartilhou a decisão de deixar o cargo de CEO na sua página na rede social X, destacando que depois de 38 anos na empresa chegou a altura de sair.

    “Estou muito feliz pela Asha Sharma, que assume o cargo de CEO”, escreveu Spencer. “Ela está se juntando a um grupo incrível de pessoas, equipes cheias de talento, paixão e um profundo compromisso com os jogadores que servem. Vê-la a se dedicar com curiosidade e um desejo genuíno de fortalecer a base que construímos me dá confiança de que as nossas comunidades Xbox receberão um excelente apoio nos próximos anos”.

    Já Satya Nadella disse que a decisão foi tomada no ano passado pelo próprio Phil Spencer, isto apesar de, em julho do ano passado, a Xbox ter respondido a um rumor sobre a saída do então presidente executivo afirmando que Spencer “não pretende se aposentar nos próximos tempos”.

    “No ano passado, o Phil [Spencer] tomou a decisão de se aposentar e, desde então, temos falado sobre o planejamento da sucessão”, afirmou Nadella de acordo com o site The Verge. “Quero agradecer ao Phil pela sua liderança e parceria extraordinárias. Ao longo de 38 anos na Microsoft, incluindo os 12 anos liderando a divisão de Gaming, o Phil ajudou a transformar o que fazemos e como fazemos”.

    No que diz respeito a Sharma, a nova CEO da Microsoft Gaming tem um currículo que não é apenas composto pelo trabalho que tem feito na área de Inteligência Artificial da tecnológica de Redmond. Sharma, que abandonou a Microsoft em 2013, passou entretanto pela Meta como vice-presidente de produto e engenharia e também pela Instacart, onde foi COO. A agora CEO da Microsoft Gaming regressou à gigante tecnológica em 2024.

    Na primeira mensagem após assumir o cargo, Sharma afirmou que quer reafirmar o compromisso da Xbox com os jogadores que continuam fiéis à marca desde o lançamento do primeiro console em 2001. 

    “Vamos celebrar as nossas raízes com um compromisso renovado ao Xbox começando com o console que moldou quem somos”, pode se ler na mensagem de Sharma compartilhada pelo site The Verge. “É o que nos liga aos jogadores e fãs que investem na Xbox e aos programadores que criam experiências ambiciosas para ela”.

    A saída de Spencer e entrada em cena de Sharma não é a única mudança no corpo executivo da Microsoft Gaming. Sarah Bond, que servia até aqui como presidente da Xbox e que era tida como a sucessora mais provável de Spencer, também está de saída da empresa.

    Numa mensagem compartilhada na respetiva página no LinkedIn, Bond deixa uma mensagem de gratidão a todos os “jogadores, developers, parceiros e equipe” com que interagiu nos últimos oito anos em que ocupou o cargo.

    “Decidi que este é o momento certo para dar o meu próximo passo, tanto pessoalmente como profissionalmente”, escreve Bond, destacando que continuará temporariamente para acompanhar a transição de Sharma no cargo de CEO.

    Matt Booty, que até aqui era responsável pelos estúdios internos do Xbox, será promovido a vice-presidente executivo e “Chief Content Officer” e reportará diretamente à nova CEO.

    Após 38 anos na Microsoft, CEO da Xbox vai deixar a empresa

  • Babu e Ana Paula rompem e ator propõe novo grupo com Chaiany e Boneco no BBB 26

    Babu e Ana Paula rompem e ator propõe novo grupo com Chaiany e Boneco no BBB 26

    Sem conversar com Ana Paula, o ator estava se afastando da sister e criticando as movimentações dela no reality show; Juliano Floss saiu em defesa da jornalista e rebateu críticas à ela

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O grupo formado por Ana Paula Renault, Babu Santana, Juliano Floss e Milena Moreira está com os dias contados no BBB 26. Após trocar de quarto, marcando seu afastamento da turma, Babu desabafou novamente com Solange Couto sobre sua antipatia por Milena.

    Na noite do último domingo (22), Milena foi emparedada e Babu não manifestou sua solidariedade, o que irritou Ana Paula. “O Babu não chegou nem para dar um tapinha nas costas da tia Milena, acho que ele está com outra percepção”, falou a veterana.

    “Ficou claro que ele não quer se comprometer. Para mim não tem mais respeito nenhum. Isso é jogo de comprometimento e ele não quis se comprometer”, avaliou Ana Paula.

    Juliano completou que ficou chateado porque o ator o tirou da prova do anjo. “Gosto muito dele, mas ele chapou. Falei isso para ele com todas as palavras”, disse o tiktoker.

    Enquanto isso, em conversa com Chaiany Andrade, Babu sugeriu a formação de um novo grupo. “A gente está pensando em fechar eu, Boneco, Breno, Solange e você”, propôs o ator.

    “Vai ser menos gente, vai ser menos confuso”, continuou Babu. “Por que lá, o pessoal bota uma ideia e aperta a mente. Não acreditei, nem parece que estou há um mês jogando com Juliano. Não quero me decepcionar com ninguém mais na minha vida, não.”

    Juliano e Babu, que tinham amizade desde o início do jogo, se desentenderam algumas vezes no final de semana.

    Babu e Ana Paula rompem e ator propõe novo grupo com Chaiany e Boneco no BBB 26

  • Presidentes de PL e União Brasil querem barrar fim da escala 6×1 na CCJ da Câmara

    Presidentes de PL e União Brasil querem barrar fim da escala 6×1 na CCJ da Câmara

    Parlamentares de direita e extrema-direita entendem que a pauta, que defende trabalhadores, é uma bandeira da esquerda e vão tentar barrar a proposta antes de chegar no plenário da Câmara

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antonio Rueda, disseram que a oposição tentará travar a tramitação da proposta sobre o fim da escala 6×1 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados para evitar que o texto vá a plenário, onde as chances de ser derrubado seriam menores.

    “É difícil um cidadão que é candidato a deputado federal, que é candidato a senador, votar contra [o fim da escala] 6×1 se colocarem para votar. Nós vamos trabalhar para não deixar votar”, disse Valdemar a um grupo de empresários, em um jantar na região da Faria Lima, em São Paulo, promovido pelo grupo Esfera, na noite desta segunda-feira (23).

    Valdemar foi aplaudido após a fala e seguiu. “Vamos trabalhar para isso. Vamos mudar a vida para isso. E o que nós pretendemos fazer é trabalhar com o presidente da Câmara e segurar isso aí na CCJ”, afirmou.

    O texto que prevê o fim da escala 6×1 a ser analisado pelos deputados é a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), à qual foi apensada a proposta de Reginaldo Lopes (PT-MG).

    A PEC de Lopes, assim como a de Erika, altera o artigo 7º da Constituição, criando a jornada máxima de 36 horas semanais, que podem ser distribuídas ao longo da semana como o empregador achar melhor. Por dia, o limite de trabalho é de oito horas.

    Os trabalhadores poderão ter jornada de 5×2, segundo a PEC de Lopes, em setores como o de bancos, por exemplo, trabalhando sete horas diárias. Na de Érika, no entanto, são quatro dias de trabalho.

    Rueda também criticou a proposta. “Eu tenho uma posição pessoal. Quando você olha para qualquer país desenvolvido, essa proposta é muito danosa para a economia e para o setor produtivo. E ela é posta de maneira eleitoral. Então, é muito claro que isso aí tem por finalidade colher dividendo eleitoral”, disse.

    O presidente do União, por sua vez, disse aos presentes que será difícil para parlamentares votarem contra a proposta caso ela chegue ao plenário, justamente por causa, segundo ele, do calendário eleitoral.

    “Eu tenho aqui o deputado Maurício, que é do meu partido lá em Rondônia. Ele sabe a dificuldade que vai ter se isso for para votação e ele votar contra. Ele vai perder dividendo eleitoral. Vai perder voto. É uma posição muito cruel para quem está disputando uma reeleição”, afirmou, referindo-se ao deputado federal Maurício Carvalho (União-RO), presente no evento.

    “Eu acho que a gente tem que ter inteligência, acho que a gente tem que ter perspicácia para, dentro da boa política, dentro do diálogo, a gente tentar segurar essa proposta. Porque, se essa proposta for a plenário, ela é avassaladora”, afirmou.

    “Eu não sei como você vai segurar. Eu tenho dentro do meu partido 30 votos. Talvez o Valdemar tenha 40. Mas a esquerda já parte por 140, 150 votos. É um assunto muito penoso para o setor produtivo”, disse Rueda.

    O jantar entre os dirigentes partidários teve como objetivo levar aos empresários a visão que ambos têm sobre o cenário eleitoral. Valdemar e Rueda apoiam a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

    No evento, Valdemar disse ter orientado Flávio a buscar nomes para a composição de sua equipe similares ao papel que Paulo Guedes teve na campanha de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

    “Ele tem que vir com propostas econômicas. Tem que ir atrás do pessoal que ajudou ele, o Paulo Guedes, para poder mostrar e fazer propostas na economia que tenham resultados futuros”, afirmou o presidente do PL.

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  • Bragantino anuncia multa a zagueiro por declarações misóginas contra árbitra

    Bragantino anuncia multa a zagueiro por declarações misóginas contra árbitra

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Red Bull Bragantino anunciou nesta segunda-feira (23) que o zagueiro Gustavo Marques receberá uma multa de 50% do total de seus vencimentos como punição por declarações misóginas feitas contra a árbitra Daiane Muniz, no último sábado (21), depois da derrota para o São Paulo, em partida válida pelas quartas de final do Campeonato Paulista.

    O jogador também não será relacionado para o confronto contra o Athletico Paranaense, na quarta-feira (25), pelo Campeonato Brasileiro.

    Em nota, o clube paulista também afirmou que o valor descontado do atleta será destinado à ONG Rendar, que cuida de mulheres em situação de vulnerabilidade em Bragança Paulista.

    Autor do gol da equipe do interior paulista na derrota de sua equipe por 2 a 1, Marques disparou críticas ao trabalho da árbitra, atribuindo supostas falhas durante a partida ao fato de ela ser mulher. Após a repercussão negativa das falas, o atleta se desculpou.

    “Primeiramente, quero falar da arbitragem. Porque não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians, e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho. Eu acho que ela não foi honesta”, afirmou Marques, em entrevista à TNT Sports após a partida, ainda no gramado.

    “A gente trabalha todo dia, deixa a família em casa, para ela vir e acabar com nosso sonho. Era um sonho da gente chegar à semifinal”, acrescentou o zagueiro.

    Com passagens por América-MG e Benfica, o jogador de 24 anos disse ainda que a FPF (Federação Paulista de Futebol) não deve “colocar uma mulher” para apitar jogos importantes do estadual.

    A FPF publicou nota em que condenou duramente as falas de Gustavo Marques: “É com profunda indignação e revolta que a Federação Paulista de Futebol recebeu a entrevista do atleta”.

    A federação acrescentou que Daiane Muniz “é uma árbitra FPF/CBF/Fifa da mais alta qualidade técnica, correta e de caráter” e que encaminhará as declarações à Justiça Desportiva, “para que esta tome todas as providências cabíveis”.

    Na saída dos vestiários, já arrependido, Marques afirmou em entrevista a jornalistas que havia procurado Daiane para se desculpar pelas declarações.

    “Estou aqui para pedir perdão para todas as mulheres do mundo, do Brasil. Eu falei coisas que não deveria naquele momento”, afirmou o zagueiro. “Estou mal, triste. A minha esposa já me xingou, minha mãe já me xingou. Todo ser humano erra. Estou aqui para pedir perdão para todas as mulheres.”

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    Folhapress | 22:45 – 23/02/2026

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