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  • Haddad diz que vai ajudar na campanha de Lula, mas não quer ser coordenador

    Haddad diz que vai ajudar na campanha de Lula, mas não quer ser coordenador

    Ministro da Fazenda afirma que pode colaborar na formulação do programa de governo do PT em 2026, nega intenção de disputar eleições e diz que deixará o comando da pasta ainda em janeiro.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que pretende contribuir para o esforço de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas descartou assumir a coordenação da campanha.

    Em entrevista à GloboNews, exibida na noite de quarta-feira, 14, Haddad deixou em aberto a possibilidade de participar da elaboração do programa de governo do PT, como fez em 2018, quando acabou se tornando candidato à Presidência após a prisão de Lula.

    O ministro reiterou que não pretende concorrer a cargos eletivos, mas afirmou que pode dialogar com o partido sobre a melhor forma de contribuição. “Tem muita coisa em jogo, não só na economia. Quero entender a melhor forma pela qual posso ser aproveitado”, declarou.

    Haddad também disse que deixará o comando do Ministério da Fazenda ainda em janeiro, mas não confirmou se será substituído pelo secretário-executivo da pasta, Dario Durigan.
     

     
     

    Haddad diz que vai ajudar na campanha de Lula, mas não quer ser coordenador

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  • Execução do iraniano Erfan Soltani é adiada em meio a sérias preocupações

    Execução do iraniano Erfan Soltani é adiada em meio a sérias preocupações

    Condenado à morte por participar de protestos contra o regime, jovem de 26 anos teve a execução suspensa sem nova data definida, enquanto ONGs alertam para julgamento sumário, isolamento da família e risco iminente de violações graves de direitos humanos.

    A execução de Erfan Soltani, jovem iraniano condenado à morte após participar de protestos contra o regime do Irã, foi suspensa temporariamente, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira por uma organização de direitos humanos. A decisão ocorre em meio à crescente pressão internacional e a denúncias de julgamentos sumários contra manifestantes.

    De acordo com a Hengaw Organization for Human Rights, que cita familiares do jovem de 26 anos, a ordem de execução comunicada à família e marcada para esta quarta-feira não foi cumprida e teve a aplicação adiada por tempo indeterminado. A entidade afirmou que seguirá divulgando atualizações verificadas sempre que novas informações forem confirmadas, apesar das dificuldades impostas pelo bloqueio da internet e pelas severas restrições de comunicação no país.

    A Hengaw ressaltou que a interrupção dos serviços de internet no Irã impede o acompanhamento em tempo real do caso e dificulta a confirmação independente dos desdobramentos. Ainda assim, classificou o adiamento como um alívio momentâneo diante do risco iminente à vida do manifestante.

    Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado por “fontes confiáveis” de que os planos de execução de manifestantes no Irã teriam sido interrompidos, apesar de sinais contraditórios emitidos por autoridades em Teerã.

    Erfan Soltani foi detido na noite de 8 de janeiro, em sua residência, na cidade de Karaj, sob a acusação de envolvimento nos protestos contra o governo iraniano. Dias depois, segundo a Hengaw, familiares foram informados de que a execução ocorreria nesta quarta-feira, sem explicações adicionais.

    Na terça-feira, um parente de Soltani declarou à BBC que a sentença de morte foi proferida em um processo considerado extremamente rápido, concluído em apenas dois dias. A irmã do jovem, que é advogada, tentou intervir no caso, mas foi informada de que não havia recursos possíveis. “Ele é apenas alguém que se opôs à situação atual do Irã e agora recebeu uma sentença de morte por expressar sua opinião”, afirmou um representante da Hengaw.

    O adiamento ocorre em um contexto de endurecimento da repressão estatal. Na terça-feira, o Ministério Público de Teerã informou que um número não especificado de manifestantes será julgado por “moharebeh”, expressão em persa para “guerra contra Deus”, uma das acusações mais graves no país e que pode resultar em pena de morte.

    Segundo a Iran Human Rights, o Irã ocupa a segunda posição mundial em número de execuções, atrás apenas da China. Em 2025, ao menos 1.500 pessoas foram executadas no país. Durante a onda de protestos entre 2022 e 2023, 12 manifestantes foram mortos após condenações capitais, além de outras 12 pessoas executadas por acusações de espionagem para Israel após o conflito entre os dois países.

    A Iran Human Rights elevou para 734 o número de mortes confirmadas nos protestos atuais, mas admite que o total real pode chegar a milhares. A entidade também estima que mais de 10 mil pessoas tenham sido presas desde o início das manifestações, em 28 de dezembro.

    A Human Rights Watch denunciou uma escalada da repressão no Irã e pediu que a comunidade internacional pressione Teerã a respeitar os direitos humanos e a cooperar com investigações das Nações Unidas. A organização alertou que o bloqueio da internet dificulta a apuração de execuções ilegais e outras violações cometidas durante a repressão.

    Execução do iraniano Erfan Soltani é adiada em meio a sérias preocupações

  • Julio Iglesias reage às acusações de abuso sexual e prepara defesa

    Julio Iglesias reage às acusações de abuso sexual e prepara defesa

    O cantor espanhol afirma que ainda não é o momento de falar publicamente sobre as acusações de agressão sexual e tráfico humano, mas garante que trabalha com sua equipe jurídica para responder às denúncias apresentadas na Espanha.

    Sob acusações graves que abalaram sua imagem pública, Julio Iglesias rompeu parcialmente o silêncio após ser citado em denúncias de agressão sexual e tráfico de seres humanos apresentadas à Justiça espanhola. O cantor afirmou que ainda não é o momento de se pronunciar publicamente, mas confirmou que prepara sua defesa com cautela e atenção a cada detalhe.

    Em entrevista à revista Hola!, o artista limitou-se a dizer que acompanha o caso de perto. Pessoas do círculo íntimo de Iglesias também evitaram declarações oficiais, mas, segundo a publicação, negam as acusações em conversas privadas e dizem estar surpresas com as denúncias.

    As acusações contra Julio Iglesias
    As denúncias foram apresentadas no dia 5 de janeiro ao Ministério Público da Audiência Nacional da Espanha por duas ex-funcionárias do cantor, que afirmam ter sido vítimas de agressões sexuais e de um esquema de tráfico humano. As mulheres são representadas pela organização não governamental Women’s Link, cujas advogadas confirmaram que ambas serão ouvidas pelas autoridades espanholas.

    Os relatos vieram a público após uma investigação jornalística de três anos conduzida pelo jornal elDiario.es e pela emissora norte-americana Univision Noticias. Segundo as denúncias, os episódios teriam ocorrido entre janeiro e outubro de 2021, em residências de Iglesias na República Dominicana e nas Bahamas.

    Uma das mulheres trabalhava como empregada doméstica e a outra como fisioterapeuta. Ambas relatam que o cantor, então com 77 anos, mantinha comportamentos descritos como controladores, abusivos e baseados em assédio e abuso de poder. Uma delas afirma ter sido coagida a manter relações sexuais, além de relatar agressões físicas, incluindo tapas e penetração sem consentimento.

    “Ele me usava todas as noites. Eu me sentia como um objeto, como uma escrava”, declarou a ex-funcionária doméstica. Segundo o depoimento, os abusos teriam ocorrido, em alguns momentos, na presença de um funcionário em posição hierárquica superior.

    As denúncias também apontam possíveis crimes relacionados a tráfico de seres humanos com fins de trabalho forçado e servidão. Entre os elementos citados estão jornadas de até 16 horas diárias, controle de comunicações pessoais, monitoramento de mensagens em celulares e a imposição de exames médicos.

    Julio Iglesias reage às acusações de abuso sexual e prepara defesa

  • Trump diz que, sem os EUA, China ou Rússia vão tomar a Gronelândia

    Trump diz que, sem os EUA, China ou Rússia vão tomar a Gronelândia

    Após reunião sem acordo com autoridades da Dinamarca, presidente dos Estados Unidos reforça discurso expansionista, afirma que a ilha é vital para a segurança nacional e diz não descartar nenhuma opção para assumir o controle do território no Ártico.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta quarta-feira (14) que a Gronelândia passe ao controle norte-americano, horas depois de uma reunião sem avanços na Casa Branca com uma delegação da Dinamarca sobre o tema.

    “Vamos ver o que acontece com a Gronelândia. Precisamos da Gronelândia por razões de segurança nacional”, afirmou Trump a jornalistas no Salão Oval. Ele disse manter “uma relação muito boa” com Copenhague, mas reiterou que considera estratégica a incorporação do território.

    Segundo o presidente, se os Estados Unidos não assumirem o controle da ilha, “Rússia e China vão entrar”. “A Dinamarca não teria como impedir, mas nós podemos”, declarou, reforçando que a questão envolve, em sua avaliação, a segurança nacional americana e também a dinamarquesa.

    Trump evitou detalhar quais medidas estaria disposto a adotar para alcançar esse objetivo, mas afirmou que não pretende excluir nenhuma alternativa. “Não vou dizer o que estou disposto a fazer. Certamente não descarto nenhuma opção. A Gronelândia é muito importante para a segurança nacional”, disse.

    O presidente confirmou ainda ter conversado com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que, segundo Trump, teria manifestado interesse em ver algum avanço na questão.

    As declarações ocorreram após o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e a chanceler da Gronelândia, Vivian Motzfeldt, admitirem que a reunião em Washington não mudou a posição dos Estados Unidos. Ambos classificaram o encontro como “franco” e “construtivo”, mas reconheceram a existência de um “profundo desacordo” sobre o futuro do território.

    Diante do impasse, Dinamarca e Gronelândia anunciaram a criação de um grupo de trabalho de alto nível para tentar construir uma “solução comum” para as divergências com Washington a respeito da ilha do Ártico.

    Trump diz que, sem os EUA, China ou Rússia vão tomar a Gronelândia

  • Alimentação de Trump vira alvo de críticas:“Não sei como ainda está vivo"

    Alimentação de Trump vira alvo de críticas:“Não sei como ainda está vivo"

    Secretário da Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., afirmou que o presidente mantém hábitos alimentares considerados ruins, com consumo frequente de fast food, doces e refrigerante, apesar do discurso oficial de promoção de uma vida mais saudável no país.

    O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., afirmou que o integrante da Casa Branca com os hábitos alimentares mais “estranhos” é o próprio presidente Donald Trump. Segundo ele, o republicano mantém uma dieta considerada pouco saudável, baseada em fast food, doces e consumo frequente de refrigerante diet.

    A declaração foi feita durante participação no podcast Katie Miller Pod. Questionado sobre quem teria a alimentação mais inadequada no entorno presidencial, Kennedy Jr. respondeu de forma direta: “O presidente”. Em seguida, detalhou que Trump “se alimenta muito mal”, citando McDonald’s, doces e Coca-Cola Diet como itens recorrentes em sua rotina. “Ele está sempre bebendo Coca-Cola Diet”, afirmou.

    Apesar das críticas à dieta, o secretário de Saúde elogiou a condição física do presidente. Segundo Kennedy Jr., Trump tem uma “constituição extraordinária”. “Não sei como ele ainda está vivo, mas está”, disse, acrescentando que o próprio presidente admite consumir “porcarias”, especialmente durante viagens.

    De acordo com Kennedy Jr., Trump prefere alimentos de grandes redes quando está fora de casa por confiar mais nesses produtos e por receio de passar mal durante compromissos oficiais. “Quando está em Mar-a-Lago ou na Casa Branca, ele come muito bem”, afirmou.

    O secretário relatou ainda que acompanhar o presidente em viagens causa surpresa. “Se você viaja com ele, tem a impressão de que ele está se envenenando o dia todo. Mesmo assim, continua sendo a pessoa mais energética entre nós”, disse. Kennedy Jr. afirmou também que registros médicos indicariam níveis elevados de testosterona para alguém com mais de 70 anos.

    As declarações surgem em um momento em que o governo norte-americano divulga novas recomendações nutricionais à população, em meio a altas taxas de obesidade e diabetes no país. As orientações desestimulam o consumo de alimentos ultraprocessados e com açúcar adicionado, e incentivam uma dieta com mais proteínas, laticínios, frutas e vegetais.

    No início de janeiro, Trump afirmou publicamente estar em “perfeita saúde” após concluir seu terceiro exame médico desde o retorno à Casa Branca. O presidente disse ter sido aprovado novamente em um teste cognitivo e defendeu que candidatos à Presidência e à Vice-Presidência sejam obrigados a passar por avaliações semelhantes.

    Aos 79 anos, Trump sustenta que mantém uma saúde excelente graças à genética e à prática de exercícios, ainda que restritos ao golfe. Em entrevistas recentes, ele também reconheceu o uso frequente de aspirina e admitiu recorrer a maquiagem para esconder hematomas e pequenos ferimentos, mas reforçou que se considera em plena forma física.

    Alimentação de Trump vira alvo de críticas:“Não sei como ainda está vivo"

  • Após convulsões, Henri Castelli deixa o BBB 26

    Após convulsões, Henri Castelli deixa o BBB 26

    Henri Castelli deixou o BBB 26 após sofrer duas convulsões: a primeira durante a Prova do Líder e a segunda horas depois, já na casa. Ele foi atendido pela equipe médica e levado ao hospital para observação. A produção anunciou sua saída por prioridade à saúde.

    (CBS NEWS) – O ator Henri Castelli não faz mais parte do BBB 26 (Globo) após sofrer convulsões. A primeira foi durante a Prova do Líder de resistência. Ele foi retirado da atração e levado a um hospital.

    O incidente aconteceu por volta das 9h desta quarta-feira (14). Durante a etapa, ele se sentiu mal e caiu de uma plataforma onde estava equilibrado, convulsionando.

    Os demais companheiros de prova indicaram que era necessário a intervenção médica, e ele foi retirado do local e levado a um hospital. Naquele momento, a produção disse que ele estava bem e consciente.

    O ator voltou para a sede no início da tarde e, poucos minutos depois, caiu novamente, dessa vez, na parte externa da casa. Brigido chegou a puxar a língua do artista enquanto a equipe médica entrava para fazer o socorro. Em seguida, todos rezaram pela saúde dele.

    “Como ele teve um segundo episódio [de convulsão], os médicos decidiram mantê-lo em observação. O Henri está bem, está lúcido, mas, diante desse quadro, ele não vai continuar no BBB. A gente lamenta a saída dele do jogo, mas entende que, evidentemente, a saúde é sempre mais importante do que qualquer competição”, afirmou Tadeu Schmidt na edição ao vivo do programa.

    Após convulsões, Henri Castelli deixa o BBB 26

  • Bolsa bate recorde e fecha pela primeira vez acima dos 165 mil pontos

    Bolsa bate recorde e fecha pela primeira vez acima dos 165 mil pontos

    Dólar sobe para R$ 5,40 com tensões sobre suspensão de vistos; o dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,402, com alta de R$ 0,026 (+0,43%)

    Num dia misto no mercado financeiro, a bolsa de valores bateu recorde e fechou, pela primeira vez, acima dos 165 mil pontos. O dólar subiu e voltou a romper a barreira de R$ 5,40 após os Estados Unidos anunciarem a suspensão de vistos para vários países, inclusive o Brasil.

    O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (14) aos 165.146 pontos, com alta de 1,96%. Ações de petroleiras, de mineradoras e de bancos, com maior peso no índice, puxaram a valorização.

    A bolsa brasileira descolou-se das bolsas dos Estados Unidos, que fecharam em queda. A perspectiva de redução de juros na maior economia do planeta, após a divulgação de que a inflação estadunidense desacelerou, beneficiou os países emergentes, inclusive o Brasil. 

    O mercado de câmbio teve um dia mais tenso. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,402, com alta de R$ 0,026 (+0,43%). A cotação iniciou a sessão próxima da estabilidade, mas subiu após a emissora Fox News divulgar que o governo Donald Trump suspendeu, por tempo indeterminado, vistos de imigração para 75 países, inclusive o Brasil.

    Imediatamente após a notícia, a cotação subiu para R$ 5,42. Desacelerou durante a tarde, mas permaneceu acima de R$ 5,40. Apesar da alta desta quarta-feira, a moeda estadunidense acumula queda de 1,6% em 2026.

    Bolsa bate recorde e fecha pela primeira vez acima dos 165 mil pontos

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  • Veto de Lula a emendas contraria parlamentares, mas Congresso pretende evitar crise com governo

    Veto de Lula a emendas contraria parlamentares, mas Congresso pretende evitar crise com governo

    Presidente vetou R$ 400 milhões em repasses e indicou que outros R$ 7 bi serão remanejados; assunto é sensível porque influi na capacidade de congressistas de enviar dinheiro para suas bases

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A decisão do presidente Lula (PT) de vetar R$ 400 milhões em emendas e remanejar outros R$ 7 bilhões desagradou a congressistas, mas não deve ser suficiente para motivar uma nova crise entre o Planalto e o Legislativo. A interpretação foi transmitida à Folha por diversos integrantes do Congresso e do governo.

    Já havia indicações de que Lula faria vetos nessa área. Em dezembro, durante a votação do Orçamento, o governo se esforçou o quanto pode para impedir que o Congresso inflasse o valor das emendas à custa da Previdência e de programas como o Pé-de-Meia, que auxilia estudantes de baixa renda a terminar o ensino médio.

    Esse tipo de movimento do Executivo durante votações de projetos indica que o presidente da República poderá vetar trechos da proposta depois de sua aprovação. Além disso, governistas julgam ter bons argumentos para defender o veto, uma vez que os recursos enviados para emendas fariam falta em projetos com apelo eleitoral.

    Também colabora para o veto não se tornar uma nova crise à reaproximação entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Os dois reforçaram a aliança no fim do ano passado, depois de o chefe do governo nomear Gustavo Feliciano, indicado de Motta, como ministro do Turismo.

    Ainda há um interesse de Motta manter boa relação com Lula durante 2026. O presidente da Câmara, segundo aliados, quer garantir votos da base governista para permanecer na cadeira a partir de 2027 e, também, conquistar apoio do petista ao pai, Nabor Wanderley, que tentará concorrer ao Senado pela Paraíba, estado com forte base lulista.

    Congressistas apontam que, para uma eventual reação, pesa mais a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele, que preside o Congresso, também está em reaproximação com Lula, embora o movimento se dê em velocidade mais lenta do que no caso de Motta.

    Alcolumbre havia se afastado do petista em novembro, quando Lula decidiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) em vez de escolher o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    De acordo com lideranças do Congresso, Alcolumbre não demonstrou até o momento vontade de revidar o veto de Lula ou derrubá-lo. Expoentes do Legislativo, que estão em suas bases eleitorais neste período de recesso, indicam que as atenções para a volta dos trabalhos, em fevereiro, estarão voltadas à instauração de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar as fraudes do Banco Master.

    A criação do colegiado, que obteve as assinaturas mínimas nesta semana, segundo a oposição, enfrenta resistência de diversas alas do Congresso, além do governo. A Amapá Previdência (Amprev), comandada por um aliado de Alcolumbre, aportou R$ 400 milhões em letras do banco. A Rioprevidência e a Iprev de Maceió também aplicaram recursos no Master.

    O assunto é politicamente senível. A mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, teve um contrato milionário com o Master. O ministro Dias Toffoli, relator do caso na Suprema Corte, viajou com um advogado do banco em novembro.
    Orçamento do Congresso

    As emendas são um tema politicamente sensível porque constituem o principal mecanismo para deputados e senadores enviarem dinheiro para obras em suas bases eleitorais. Ao mesmo tempo, consomem recursos que o governo poderia usar para sustentar os próprios projetos.

    Esse tema ganha importância em 2026 por causa das eleições. Deputados e senadores querem atender aos pedidos de prefeitos e outros aliados nos estados o mais rápido possível para fortalecer as máquinas políticas que os apoiarão nas disputas de outubro.

    O presidente da República tem o direito de vetar total ou parcialmente projetos aprovados pelo Legislativo. Deputados e senadores podem rejeitar o veto e restituir o texto aprovado no Congresso, mas para isso precisam de mais da metade dos votos da Câmara e do Senado.

    Uma eventual reação do Legislativo em forma de derrubada de veto, porém, só poderia vir no próximo mês. O Congresso está em recesso até o começo de fevereiro.

    Veto de Lula a emendas contraria parlamentares, mas Congresso pretende evitar crise com governo

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  • Oprah Winfrey conta ter ganho 9 kg após interromper uso de canetas emagrecedoras

    Oprah Winfrey conta ter ganho 9 kg após interromper uso de canetas emagrecedoras

    Oprah afirmou que começou a utilizar as canetas emagrecedoras em 2023, quando pesava 107 kg

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A apresentadora Oprah Winfrey, 71, segue falando abertamente sobre sua relação com o peso. Em entrevista recente, ela revelou ter ganhado cerca de 9 kg em pouco tempo após interromper o uso de canetas emagrecedoras.

    “Fiquei sem os medicamentos durante todo o ano passado e engordei aproximadamente 9 kg. Queria me testar. Todo mundo dizia que eu iria engordar, e eu pensei: ‘vou provar que consigo, vou fazer trilhas, vou me exercitar’, mas engordei”, contou no programa Today.

    Oprah afirmou que começou a utilizar as canetas emagrecedoras em 2023, quando pesava 107 kg. Ao longo de dois anos, perdeu 23 kg. No início de 2025, decidiu interromper o tratamento e disse não se arrepender da escolha, já que tem conseguido controlar os chamados “ruídos alimentares”, como pensamentos constantes e intrusivos sobre comida.

    Além do uso dos medicamentos, a apresentadora destacou mudanças importantes em seu estilo de vida nos últimos anos. Ela contou que parou de consumir álcool, passou a se exercitar diariamente e desenvolveu uma relação mais saudável com a alimentação e com o próprio corpo.

    Essa nova fase, inclusive, virou tema de um livro. Oprah Winfrey é coautora de Enough (“Já Chega”, em tradução livre), escrito em parceria com a médica Ania M. Jastreboff. A obra aborda hábitos alimentares e práticas saudáveis na cozinha, além de reflexões sobre comportamento e bem-estar.

    Oprah Winfrey conta ter ganho 9 kg após interromper uso de canetas emagrecedoras

  • Toffoli cita “fartos indícios” de novos crimes de dono do Banco Master

    Toffoli cita “fartos indícios” de novos crimes de dono do Banco Master

    Ministro determinou que bens apreendidos fiquem lacrados no STF

    O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse haver “fartos indícios” de que os suspeitos investigados no caso do Banco Master continuam a praticar crimes, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. 

    Toffoli fez a observação ao autorizar a nova fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quarta-feira (14) pela Polícia Federal (PF). Na decisão, o ministro reclamou da demora para o cumprimento de medidas de prisão e buscas, que foram realizadas um dia depois do prazo determinado por ele. 

    As medidas, que incluem a prisão preventiva de Fabiano Campos Zettel e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens, deveriam ter sido cumpridas até o dia 13 de janeiro pela autoridade policial, frisou Toffoli, “diante da gravidade dos fatos e necessidade de aprofundamento da investigação, com fartos indícios de práticas criminosas de todos os envolvidos”, escreveu o ministro.  

    Relator do caso Master, Toffoli afirmou ter lhe causado “espécie” a demora no cumprimento das diligências, “posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaraterizando as provas essenciais ao deslinde da causa”. Ele acusou a PF de “falta de empenho no cumprimento da ordem judicial”. 

    Zettel foi preso de madrugada, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para os Emirados Árabes Unidos. As demais diligências foram cumpridas a partir das 6h. 

    Além da prisão de Zettel, foram alvo de mandados de busca o empresário Nelson Tanure, gestor de fundos ligados ao Master, e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos. 

    Segundo as investigações, eles são suspeitos de desvios de recursos do sistema financeiro para abastecer o patrimônio pessoal. Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão. Diversos carros e outros itens de luxo foram apreendidos, bem como mais de R$ 90 mil em espécie. 

    Defesa

    Em nota, a defesa do dono do Master informou que ele tem colaborado com as autoridades: “Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.”

    “O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, diz o texto.

    A Agência Brasil busca contato e deixa o espaço aberto para as defesas de todos os citados. 

    EntendaEm novembro, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e Daniel Vorcaro foram alvos da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos falsos. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados, segundo as investigações. 

    Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) rejeitou a negociação. Em novembro, foi decretada a liquidação da instituição de Vorcaro.

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