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  • Paraplégico realiza o mergulho mais mortífero do mundo: "É como o abismo"

    Paraplégico realiza o mergulho mais mortífero do mundo: "É como o abismo"

    Shaun Gash, de 55 anos, tornou-se o primeiro paraplégico a completar o desafio no Blue Hole, no Egito, conhecido como “Cemitério dos Mergulhadores”, após seis anos de treino e uma trajetória marcada por superação extrema

    Shaun Gash tem 55 anos, é paraplégico, não possui a perna direita e entrou para a história em setembro de 2025 ao realizar o mergulho considerado o mais perigoso do mundo, no local conhecido como “Cemitério dos Mergulhadores”. Ele é o primeiro paraplégico a completar esse feito.

    Shaun sofreu um grave acidente de carro em 1991, quando tinha apenas 20 anos. Ele estava no banco do passageiro quando o motorista perdeu o controle do veículo ao fazer uma curva.

    O carro saiu da pista e, segundo os médicos, Shaun sobreviveu por pouco. O acidente, no entanto, deixou sequelas severas: lesão na medula espinhal na vértebra T5, fratura de quatro costelas, do ombro esquerdo e perfuração dos dois pulmões.

    Como consequência, Shaun ficou paraplégico, com paralisia do peito para baixo.

    “Eu fiquei muito mal depois do acidente, tive pensamentos suicidas”, contou em entrevista ao New York Post. “Demorei muito tempo para aceitar o que tinha acontecido”, relatou. Segundo ele, a fisioterapia foi fundamental nesse processo.

    Durante a reabilitação, Shaun passou a enxergar o que ainda tinha preservado. “Eu ainda tinha força nos braços. Vi pessoas que não tinham isso”, disse.

    “A partir do momento em que me aceitei e aceitei meu corpo, pensei: ‘Você só precisa continuar vivendo’. O pior cenário já tinha acontecido. O maior risco que ainda corro é morrer, mas isso é igual para todo mundo”, afirmou.

    Em 2018, Shaun precisou amputar a perna direita.

    Decidido a seguir em frente, ele treinou intensamente para manter autonomia e reduzir ao máximo a dependência de cadeira de rodas. O esforço abriu caminho para desafios extremos, acessíveis a poucas pessoas.

    Nesse mesmo ano, durante uma dessas aventuras, Shaun tentou escalar o Ben Nevis, a montanha mais alta do Reino Unido, com 1.345 metros de altitude, na Escócia. Durante a subida, a perna direita sofreu um esmagamento grave, o que levou à amputação do membro.

    Mesmo assim, ele não parou.

    Anos depois, em outubro de 2024, percorreu cerca de 300 quilômetros de canoa em uma travessia entre Chirundu e a Zâmbia, passando por regiões de Moçambique. A jornada durou sete dias.

    Durante o percurso, Shaun relatou a presença constante de animais selvagens, como leões, hipopótamos e crocodilos. À noite, hienas e búfalos circulavam próximos à barraca onde ele dormia.

    “Eu conseguia ouvi-los rosnando. Foi muito emocionante. Eu não tinha nenhuma estratégia de fuga. Se quisessem, teriam me comido”, contou.

    Shaun treinou durante seis anos para enfrentar o mergulho mais fatal do mundo.

    Em setembro de 2025, ele encarou o Blue Hole, no Egito, local que ficou conhecido como “Cemitério dos Mergulhadores”. Estima-se que cerca de 200 pessoas tenham morrido ali nas últimas décadas.

    “É como um abismo”, descreveu. “Nunca ninguém como eu tinha sequer tentado isso antes. Acho que cheguei ao final com cerca de dez minutos de oxigênio no tanque”, afirmou.

    O mergulho envolve uma descida inicial de cerca de 30 metros, seguida por mais 300 metros em direção a um enorme túnel submerso. O Blue Hole tem aproximadamente 100 metros de profundidade e é conectado ao mar aberto por um arco longo e estreito.

    A combinação entre profundidade e extensão do túnel faz com que o consumo de oxigênio seja muito mais rápido do que o normal, o que torna esse mergulho um dos mais perigosos do planeta.

    Com o feito, Shaun Gash quebrou seu terceiro recorde mundial: foi o primeiro mergulhador paraplégico a atingir 40 metros de profundidade, permanecer 60 minutos submerso e completar integralmente o percurso do Blue Hole.

    Paraplégico realiza o mergulho mais mortífero do mundo: "É como o abismo"

  • Não vai querer perder a próxima atualização do iPhone

    Não vai querer perder a próxima atualização do iPhone

    Atualização do iPhone deve trazer melhorias na Siri com integração ao Gemini, do Google, mas mudanças mais profundas na assistente virtual só são esperadas para junho, durante a conferência anual de desenvolvedores da empresa

    A Apple deve liberar, nas próximas duas semanas, a versão beta do iOS 26.4, próxima atualização do sistema operacional do iPhone. A informação é do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg.

    Segundo Gurman, o iOS 26.4 trará algumas das funções mais aguardadas pelos usuários, entre elas uma atualização da Siri que passará a contar com recursos de inteligência artificial do Google, por meio do modelo Gemini.

    Apesar da expectativa, a atualização não deve representar a reformulação completa da assistente virtual. A grande mudança na Siri, inspirada em ferramentas como o ChatGPT, estaria prevista apenas para ser apresentada em junho, durante a conferência anual de desenvolvedores da Apple, junto com o iOS 27.

    Se não houver novos adiamentos, a versão beta do iOS 26.4 deve ficar disponível ainda neste mês. Já o lançamento oficial para o público em geral é esperado para o fim de março.

    Não vai querer perder a próxima atualização do iPhone

  • Ex-namorada de ex-marido de Amy Winehouse é achada morta na Inglaterra

    Ex-namorada de ex-marido de Amy Winehouse é achada morta na Inglaterra

    Sarah Aspin, de 47 anos, teve a morte considerada “inexplicável” pela polícia britânica. Ela foi companheira de Blake Fielder-Civil por quase uma década e esteve no centro de um relacionamento marcado por conflitos, exposição midiática e ligações com a história da cantora

    Sarah Aspin, de 47 anos, foi encontrada morta em casa na manhã do último sábado, em Leeds, no condado de West Yorkshire, no norte da Inglaterra. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Sun, que cita autoridades locais envolvidas na apuração. Sarah era ex-companheira de Blake Fielder-Civil, ex-marido da cantora Amy Winehouse, morta em julho de 2011, e esteve por anos no centro de um relacionamento marcado por conflitos e grande exposição pública.

    Ao longo dos anos, Sarah foi frequentemente citada pela imprensa britânica como a mulher que teria contribuído para a separação entre Blake e Amy. Em entrevistas concedidas à mídia, ela afirmou que o ex-marido e a cantora mantinham contato mesmo após o divórcio. “Eu os vi juntos e sei que eles estavam realmente apaixonados, eram almas gêmeas”, disse Sarah em uma entrevista relembrada pelo The Sun. “Ela sempre o amou e ele sempre a amou, mas simplesmente nunca ia dar certo.”

    De acordo com o jornal, a polícia foi acionada para uma residência na região de Swillington após um chamado de preocupação com o bem-estar da moradora. “Uma mulher foi atendida por paramédicos no local, mas morreu pouco tempo depois”, afirmou um porta-voz da polícia ao The Sun. O caso segue sendo tratado como “inexplicável”, e a causa da morte ainda não foi oficialmente determinada. Peritos forenses permaneceram na propriedade até a noite do dia seguinte para a coleta de informações.

    Ainda segundo o tabloide britânico, um homem que estava no imóvel foi detido, mas por um crime não relacionado à morte de Sarah. As autoridades não divulgaram detalhes sobre a identidade dele nem sobre eventual ligação com o caso.

    Vizinhos relataram surpresa e comoção com o ocorrido. “Ela teve seus altos e baixos. Teve outro filho e parecia estar dando a volta por cima”, disse uma moradora da região ao The Sun. “Mas as coisas desandaram novamente, e houve muita movimentação policial, com janelas sendo quebradas”, acrescentou.

    Sarah Aspin e Blake Fielder-Civil se conheceram em 2009, em um centro de reabilitação para dependência química. O relacionamento começou poucos meses após o fim do casamento conturbado de Blake com Amy Winehouse e durou até 2018. Juntos, eles tiveram dois filhos.

    Sarah também afirmou em entrevistas que, no dia da morte de Amy Winehouse, Blake ficou inconsolável. Na ocasião, ele cumpria uma pena de 32 meses de prisão por roubo e porte ilegal de arma de fogo. Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, em Londres, aos 27 anos, e a causa da morte foi apontada como intoxicação alcoólica.

    A investigação sobre a morte de Sarah Aspin segue em andamento, enquanto a polícia aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias do caso.
     
     

     

    Ex-namorada de ex-marido de Amy Winehouse é achada morta na Inglaterra

  • 86% dos imigrantes detidos pelo ICE não tinham antecedentes criminais

    86% dos imigrantes detidos pelo ICE não tinham antecedentes criminais

    Relatório do Departamento de Segurança Interna mostra que a maioria dos quase 400 mil imigrantes presos no primeiro ano do novo governo Trump foi detida por infrações civis de imigração, enquanto apenas uma parcela minoritária respondia por crimes violentos

    Cerca de 86% dos imigrantes detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA no primeiro ano do atual governo de Donald Trump não tinham antecedentes criminais, segundo um relatório do Departamento de Segurança Interna dos EUA divulgado nesta semana.

    De acordo com o documento, citado pela CBS News, menos de 14% dos quase 400 mil imigrantes presos entre 21 de janeiro de 2025 e 31 de janeiro de 2026 tinham histórico criminal ou respondiam por crimes violentos.

    O relatório aponta que quase quatro em cada dez pessoas detidas não possuíam qualquer registro criminal. Em parte dos casos, as acusações se limitavam a infrações civis ligadas à imigração, como permanência irregular no país ou extrapolação do prazo de visto.

    Embora cerca de 60% dos detidos apresentassem algum tipo de registro criminal, a maioria das ocorrências não envolvia crimes violentos. Menos de 2% enfrentavam acusações de homicídio ou agressão sexual, e apenas 2% eram associados a supostas ligações com gangues.

    O número total de detenções realizadas pelo ICE no primeiro ano da nova gestão de Trump foi mais de três vezes superior às cerca de 113 mil registradas em 2024, último ano completo do governo do ex-presidente Joe Biden. Apesar do aumento expressivo, a proporção de detidos com antecedentes criminais caiu de 72% para 60%.

    Os dados reforçam um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles, divulgado em janeiro, que mostrou um crescimento de seis vezes na detenção de imigrantes latinos sem antecedentes criminais desde o início do segundo mandato de Trump. Segundo a universidade, entre fevereiro e setembro de 2025, cerca de 6 mil imigrantes latinos sem histórico criminal foram enviados mensalmente a centros de detenção, ante uma média de 900 por mês no mesmo período de 2024.

    Em resposta à reportagem da CBS News, a secretária adjunta de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, afirmou que crimes como tráfico de drogas, distribuição de pornografia infantil, roubo, fraude, dirigir sob efeito de álcool ou drogas, tráfico de pessoas e aliciamento de menores são classificados oficialmente como não violentos. Segundo ela, aproximadamente 70% dos imigrantes em situação irregular com antecedentes criminais detidos durante a atual administração possuem acusações pendentes ou condenações anteriores.
     

     
     

    86% dos imigrantes detidos pelo ICE não tinham antecedentes criminais

  • Morre Blake Garrett, ator de “Como Comer Minhocas Fritas”, aos 33 anos

    Morre Blake Garrett, ator de “Como Comer Minhocas Fritas”, aos 33 anos

    Artista ficou conhecido pelo papel de Plug no filme infantil de 2006. Segundo a família, ele havia sido diagnosticado recentemente com herpes zoster, e a causa da morte ainda será confirmada após a divulgação do laudo da autópsia

    Morreu aos 33 anos o ator Blake Garrett, conhecido por interpretar o personagem Plug no filme Como Comer Minhocas Fritas, lançado em 2006. A informação foi divulgada pelo site TMZ.

    Segundo a publicação, que conversou com a mãe do ator, Carol Garrett, Blake morreu no domingo, 8 de fevereiro. A família ainda aguarda o resultado da autópsia para a confirmação oficial da causa da morte.

    Carol relatou que o filho procurou atendimento médico de emergência na semana passada, em Oklahoma, após sentir dores intensas. Na ocasião, ele foi diagnosticado com herpes zoster, também conhecido como zona. A mãe afirmou ainda que existe a possibilidade de Blake ter se automedicado para aliviar a dor e acredita que a morte pode ter sido consequência de um acidente trágico.

    De acordo com ela, o ator vinha vivendo um período positivo nos últimos três anos, em Tulsa, após conseguir se manter sóbrio e retomar a rotina longe dos excessos. “Ele estava aproveitando a vida”, disse.

    Blake Garrett nasceu em Austin, no Texas, e começou a atuar ainda criança, participando de produções locais como Aladdin and His Magical Lamp e Peanuts: A Charlie Brown Tribute. Aos 10 anos, integrou a turnê internacional do espetáculo Barney’s Colorful World.

    O reconhecimento maior veio em 2006, quando viveu Plug em Como Comer Minhocas Fritas, adaptação do livro infantil homônimo. O papel lhe rendeu o prêmio Young Artist Award na categoria de Melhor Elenco Jovem.

    O que é herpes zoster

    De acordo com informações do SNS 24 (Serviço Nacional de Saúde Português), o herpes zoster, popularmente chamado de zona, é uma doença causada pela reativação do vírus da varicela, o Varicella-Zoster, que pertence à família dos herpesvírus. Após a infecção inicial, o vírus permanece adormecido no organismo e pode ser reativado anos depois, especialmente em situações de baixa imunidade ou com o avanço da idade.

    Os sintomas costumam começar com dor intensa ou coceira localizada na pele. Dias depois, surgem manchas vermelhas que evoluem para bolhas cheias de líquido e, posteriormente, formam crostas. As lesões geralmente aparecem em forma de faixa em uma região específica do corpo.

    Outros sintomas possíveis incluem sensação de calor, formigamento, dormência na área afetada, febre, calafrios, dor de cabeça e desconforto abdominal. A dor é o sintoma mais frequente e costuma ser descrita como uma sensação de queimação ou pontadas intensas.
     

    Morre Blake Garrett, ator de “Como Comer Minhocas Fritas”, aos 33 anos

  • Estados Unidos registram maior percepção de corrupção da história

    Estados Unidos registram maior percepção de corrupção da história

    Relatório de 2025 da Transparência Internacional mostra que o país alcançou sua menor pontuação histórica no Índice de Percepção da Corrupção, refletindo avanço da desconfiança sobre instituições públicas e retrocessos no combate a práticas ilícitas, com impactos que ultrapassam as fronteiras dos Estados Unidos.

    A corrupção segue em alta inclusive em democracias consideradas consolidadas, com destaque negativo para os Estados Unidos, que registraram em 2025 o pior desempenho de sua história no Índice de Percepção da Corrupção (IPC). Os dados constam no relatório divulgado nesta terça-feira pela Transparência Internacional.

    Segundo o levantamento, mesmo que os acontecimentos mais recentes de 2025 ainda não estejam totalmente refletidos, os Estados Unidos apresentaram uma queda expressiva na avaliação e alcançaram 64 pontos em uma escala que vai de 0, considerado altamente corrupto, a 100, visto como muito íntegro.

    Os países com melhor desempenho no ranking continuam concentrados no topo da tabela, com pontuações acima de 80. A liderança é da Dinamarca, com 89 pontos, seguida por Finlândia, com 88, e Singapura, com 84. A ONG, no entanto, alerta que nem mesmo essas nações estão imunes a práticas corruptas, especialmente quando facilitam lavagem de dinheiro ou a circulação de recursos ilícitos provenientes de outros países, fenômeno que não é plenamente captado pelo índice.

    Casos como os de Suíça e Singapura, ambos bem posicionados no ranking, são citados no relatório como exemplos de países frequentemente criticados por permitirem a movimentação de dinheiro de origem ilegal.

    Em escala global, a média do IPC ficou em 42 pontos, o nível mais baixo registrado em mais de dez anos. De acordo com a Transparência Internacional, mais de dois terços dos países avaliados, 122 dos 180 analisados, obtiveram pontuação inferior a 50, o que evidencia dificuldades generalizadas no combate à corrupção.

    O relatório também aponta que o número de países com notas acima de 80 caiu drasticamente na última década, passando de 12 para apenas cinco. A deterioração do cenário nos Estados Unidos, segundo a ONG, tem efeitos globais, especialmente por conta do impacto de leis como a que regula práticas de corrupção no exterior, que influencia empresas de diversos países.

    A Transparência Internacional cita ainda decisões adotadas no início do segundo mandato de Donald Trump, em 2025, como o congelamento temporário de mecanismos de controle, interpretadas como sinais de maior tolerância a práticas comerciais corruptas. Além disso, os cortes na ajuda norte-americana a organizações da sociedade civil no exterior teriam enfraquecido iniciativas globais de combate à corrupção.

    Esse contexto, segundo os analistas, encorajou governos de outros países a restringirem ainda mais a atuação de organizações não-governamentais, jornalistas e vozes independentes. Como reflexo, a percepção da corrupção também piorou em países como Canadá, Nova Zelândia e em diversas nações da Europa Ocidental, incluindo Reino Unido, França e Suécia.

    Desde 2012, 13 países da Europa Ocidental e da União Europeia apresentaram queda significativa no índice, enquanto apenas sete conseguiram avanços relevantes. Apesar do cenário preocupante, o presidente da Transparência Internacional, François Valérian, destacou que a corrupção não é inevitável e defendeu ações firmes dos governos para proteger o espaço cívico e garantir a integridade institucional.

    O relatório aponta ainda que a repressão à sociedade civil se intensificou na última década em países como Geórgia, Indonésia e Peru, onde novas leis limitaram o financiamento de ONGs e estimularam campanhas de intimidação. Em ambientes assim, jornalistas e ativistas enfrentam cada vez mais obstáculos para denunciar abusos de poder.

    Situações extremas são observadas em países como Rússia e Venezuela, onde a repressão forçou críticos ao exílio e aumentou os riscos para quem expõe irregularidades. Segundo a Transparência Internacional, desde 2012, ao menos 150 jornalistas que investigavam corrupção fora de zonas de guerra foram assassinados, quase todos em países com altos índices de corrupção.

    Na base do ranking, aparecem países marcados por instabilidade e forte repressão à sociedade civil, como Sudão do Sul, Somália e Venezuela. O relatório alerta que esse cenário ameaça também nações que registraram quedas expressivas nos últimos anos, como Turquia, Hungria e Nicarágua.
     
     
     

    Estados Unidos registram maior percepção de corrupção da história

  • Lula reforça discurso voltado a mulheres em evento com críticas a Tarcísio

    Lula reforça discurso voltado a mulheres em evento com críticas a Tarcísio

    Lula ainda criticou homens que, por preconceito, não se submetem ao exame de toque para a detecção precoce do câncer de próstata: “Enquanto a mulher se submete a um monte de exames, o homão tem vergonha de tomar uma dedada”.

    BRUNO RIBEIRO E ANA GABRIELA OLIVEIRA LIMA
    MAUÁ, SP, E SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em um discurso repleto de quebras de protocolo, com uso de palavrões, o presidente Lula (PT) exaltou políticas contra a violência à mulher, atacou indiretamente o adversário Jair Bolsonaro (PL) e criticou homens com medo de “uma dedada”, em referência ao exame de detecção de câncer de próstata.

    O petista este em Mauá (Grande São Paulo) na tarde desta segunda-feira (9) para evento sobre investimentos em saúde e educação.

    Em clima de campanha, o presidente focou em setores considerados cruciais para o resultado das eleições, como os jovens, com quem fala a partir da bandeira da educação, e as mulheres. Lula associou os dois segmentos e focou na necessidade de educação das mulheres, dizendo que “menina sem educação vai ser assediada”.

    “A mulher não é propriedade do homem. Ela é livre”, afirmou. “Uma mulher, quando tem uma profissão, vai morar com alguém se quiser, vai ficar com alguém se ela gostar”, disse. “Não pode ficar [com alguém] por conta de um prato de comida.”

    Ele falou em mudar o currículo escolar, da creche à universidade, para que os homens aprendam “que não são melhores que as mulheres” e disse que é preciso intervir em casos de agressão. “Mulher não é saco de pancada de ninguém. Mulher tem que ser respeitada, ela passa o dia inteiro cuidando das crianças, lavando merda, lavando fralda, lavando cama, lavando banheiro, fazendo comida. Chega em casa, tem dois ovos para comer […] É só ovo? É só ovo! Não comprou carne porque ela não tinha dinheiro, ela não tem culpa. Não está gostando da comida, vai para a cozinha fazer”, disse.

    No mesmo tom, o presidente afirmou que “nós homens, quando tomamos uma cachaça fora e chegamos em casa tarde, a gente quer que nossa mulher entenda. ‘Não, amor, entenda, eu estava com os meus amigos, eu estava jogando bola’. A gente quer que a mulher compreenda, mas, quando a gente chega em casa, que a mulher não está e ela demora meia hora para chegar, nós já ficamos putos da vida, ficamos nervosos e já ficamos xingando”.

    Lula ainda criticou homens que, por preconceito, não se submetem ao exame de toque para a detecção precoce do câncer de próstata: “Enquanto a mulher se submete a um monte de exames, o homão tem vergonha de tomar uma dedada”.

    Além do presidente, os ministros da Saúde, Alexandre Padilha (PT), da Educação, Camilo Santana (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) fizeram discursos -todos eles em tom eleitoral, comparando a gestão atual com a de Bolsonaro e a de Michel Temer (MDB).

    Alckmin, por exemplo, criticou a educação do governo anterior. “A única discussão era homeschooling: estudar fora da escola. Estudar em casa. Proposta racista que nasceu nos EUA, quando a Suprema Corte decidiu que deviam estudar na mesma escola brancos e negros”, disse. “Hoje, a prioridade é creche para a mamãe poder ter tranquilidade, escola de tempo integral, Pé-de-meia”, afirmou.

    Já Padilha alfinetou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao dizer que há governos, como o de Tarcísio, sinalizando que é iniciativa local o programa Agora Tem Especialistas, do governo federal.

    “Tem estado que criou a tabela do estado tal. Aqui em São Paulo está acontecendo isso. Vai na TV, fala que criou uma tabela com o nome do estado de São Paulo e não mostra que 70% do recurso dessa tabela é do governo federal, é o presidente Lula que coloca, repassa os recursos para as secretarias estaduais e municipais”.

    “Eu só quero que se reconheça que o ex-presidente que governou esse país não deu um real para esse estado durante todo o período que governou”, afirmou Padilha, em referência a Bolsonaro, padrinho político de Tarcísio.

    Ao lado de prefeitos do ABC filiados ao PL, Lula também atacou o antecessor. “Se todo presidente da República e todos os governadores fizessem assim, a gente teria muito menos problemas. Vocês sabem que, no governo passado, os estados do Nordeste que não estavam do lado do presidente não receberam um centavo de ajuda para nada. E podem ter certeza de que eu estou colocando mais dinheiro no estado de São Paulo do que qualquer presidente”.

    Ao falar de caravanas para mutirões de exames que seu governo estava entregando, o presidente cometeu um ato falho. Disse que entregaria as unidades com “a Marisa”, em referência à primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, de quem ele é viúvo desde 2017, para depois se corrigir e dizer “Janja” – Rosângela Lula da Silva, 59, com quem é casado desde 2022.

    O petista, candidato à reeleição no pleito de 2026, deu a largada para a eleição com estratégia que mira valorizar programas de governo como o Pé-de-meia, Gás do Povo e Desenrola, como mostrou a Folha.

    Pela manhã, o presidente participou de ato no Insituto Butantan, em São Paulo, onde anunciou investimento na infraestrutura e produção de vacinas e insumos imunobiológicos. No evento, Esper Kallás, diretor do instituto, se emocionou ao falar da importância da ciência e do SUS (Sistema Único de Sáude) no país.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não compareceu ao ato. Já Lula reforçou o discurso, um dos pilares para a campanha de reeleição, de soberania nacional e cutucou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: se “conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião num presidente, não ficaria provocando a gente”, disse Lula.

    Lula reforça discurso voltado a mulheres em evento com críticas a Tarcísio

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Hugo Calderano vira número 2 do mundo e 1º sul-americano na posição

    Hugo Calderano vira número 2 do mundo e 1º sul-americano na posição

    O mesatentista Hugo Carioca é o novo vice-líder do ranking mundial, após atualização da lista da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF, na sigla em inglês) nesta segunda-feira (9). Além de alcançar a posição inédita na carreira, o brasileiro tornou-se o primeiro atleta das Américas a ocupar a colocação da modalidade, tradicionalmente dominada por asiáticos e europeus. Calderano assumiu o segundo lugar após ultrapassar o chinês Wang Chuqin. O topo no ranking segue com outro chinês: Wang Chuqin.

    “É um grande orgulho para mim levar o Brasil a mais um lugar inédito na história do tênis de mesa. Esse feito é fruto de uma temporada incrível, a melhor da minha carreira até aqui. O ano está só começando e espero alcançar outros grandes resultados”, disse Calderano em depoimento à Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

    Calderano iniciou 2026 como medalha de bronze no WTT Star Contender de Doha (Catar). Na temporada passada, o mesatenista de 26 anos enfileirou ótimos resultados: em abril ele subiu da quinta para a terceira posição no ranking, após conquistar a Copa do Mundo em Macau (China), país com mais estrelas na modalidade. Um mês depois, ele foi vice-campeão mundial em Doha – até então, somente asiáticos e europeus haviam disputado a final.

    A atual número 2 do mundo, o brasileiro assinou contrato na última sexta (6) com o FC Saarbrücken, clube alemão que disputa a Bundesliga, a Copa da Alemanha e a Liga dos Campeões. Após quase 10 anos atuando no TTF Liebherr Ochsenhausen, Calderano anunciou nas redes sociais que defenderá o novo clube temporada 2026/27.  

    Hugo Calderano vira número 2 do mundo e 1º sul-americano na posição

  • Guantánamo: Capítulos sombrios da prisão sem fim

    Guantánamo: Capítulos sombrios da prisão sem fim

    O presidente dos EUA disse que a instalação deve abrigar “os piores estrangeiros ilegais criminosos que ameaçam o povo americano”

    Donald Trump ordenou a construção de um centro de detenção na Base Naval da Baía de Guantánamo, em Cuba, para abrigar até 30.000 migrantes. O presidente dos EUA disse que a instalação deve ser separada da prisão militar de alta segurança da base e deve abrigar “os piores estrangeiros ilegais criminosos que ameaçam o povo americano”. A base tem sido usada há muito tempo para prender imigrantes, uma prática que tem sido criticada por alguns grupos de direitos humanos. Mas a mudança proposta trouxe memórias sombrias de quando a Baía de Guantánamo estava atolada em controvérsia após a detenção de “combatentes inimigos” depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

    Guantánamo: Capítulos sombrios da prisão sem fim

  • Dólar cai a R$ 5,18 e atinge menor valor desde maio de 2024; Bolsa fecha em novo recorde

    Dólar cai a R$ 5,18 e atinge menor valor desde maio de 2024; Bolsa fecha em novo recorde

    A última vez em que a moeda americana esteve nesse patamar foi em 28 de maio de 2024, há quase 21 meses, quando encerrou o dia a R$ 5,160.

    MATHEUS DOS SANTOS
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,187, nesta segunda-feira (9), e renovou a mínima em quase dois anos. A última vez em que a moeda americana esteve nesse patamar foi em 28 de maio de 2024, há quase 21 meses, quando encerrou o dia a R$ 5,160.

    A moeda se desvalorizou em meio a um cenário global de maior apetite ao risco. O movimento foi desencadeado por um alerta de autoridades chinesas a instituições financeiras do país para reduzirem a exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.

    No cenário doméstico, a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em um evento promovido pela ABBC (Associação Brasileira de Bancos) também influenciou o pregão.
    A Bolsa, por outro lado, avançou 1,79%, aos 186.241 pontos, impulsionada pelo desempenho positivo de Vale e dos bancos. É a primeira vez que o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, fecha acima dos 186 mil pontos.

    O pregão repercutiu um alerta da China para que bancos limitem a compra de Treasuries, os títulos do Tesouro americano, em meio a dúvidas crescentes sobre a atratividade dos ativos dos Estados Unidos.

    Segundo a Bloomberg, reguladores chineses aconselharam instituições financeiras a reduzir a exposição a esses papéis devido a preocupações com concentração de risco e volatilidade. Autoridades pediram que os bancos limitem novas aquisições de títulos do governo americano e orientaram instituições com maior exposição a reduzir suas posições.

    O Banco Popular da China e a Administração Nacional de Regulação Financeira não comentaram o assunto.

    “Esse movimento pressionou o dólar, uma vez que o maior comprador de Treasuries -e grande gerador de demanda por dólares- reduziu sua atuação”, diz Higor Rabelo, especialista da Valor Investimentos.

    No cenário internacional, a moeda também desvalorizou, com o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outros seis fortes moedas, caindo 0,80%. No último dia 29, o dólar já havia fechado cotado a R$ 5,194, mínima anual da moeda até então.

    Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, a valorização do real durante o dia é reflexo de um bom momento em 2026. “O desempenho está apoiado em boas perspectivas para mercados emergentes, na expectativa de cortes da taxa Selic nas próximas reuniões (mantendo um diferencial de juros com os EUA atrativo) e no movimento generalizado de diversificação global para fora dos EUA”.

    Ainda no cenário internacional, o PLD (Partido Liberal Democrático), sigla da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, conquistou 316 assentos na Câmara Baixa, resultado muito além dos 233 necessários para garantir a maioria simples, segundo os dados coletados pela emissora pública NHK.

    Com a vitória, o PLD fortaleceu seu poder, uma vez que governa o país de maneira quase ininterrupta desde 1955. As ações japonesas atingiram níveis recordes após o resultado, com o índice Nikkei avançando 3,9%, a 56.363 pontos.

    Para Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, episódio também impactou a Bolsa brasileira. “Os resultados da eleição japonesa que trazem ao país um panorama de expansão fiscal e cortes de impostos ajudaram a impulsionar o apetite global por risco”, diz.

    Com um maior controle fiscal, cresce a previsão de uma política monetária menos restritiva, o que favorece ativos de risco.

    Perri também destaca que o movimento de rotação global, que favorece mercados emergentes, impulsionando a Bolsa. Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, o volume aportado por investidores estrangeiros na B3 em janeiro deste ano superou a soma total do ano de 2025.

    No ambiente doméstico, Gabriel Galípolo, presidente do BC, reforçou que a autarquia terá uma condução gradual da política monetária brasileira, sinalizando que o ritmo de cortes na taxa Selic acompanhará indicadores.

    “A gente está numa situação diferente do que estávamos naquele momento quando a gente concluiu a alta (dos juros)… Mas também esta não é uma volta da vitória, porque justamente a gente ainda tem dados que mostram uma resiliência econômica, por isso que a gente está falando de um ajuste”, afirmou em evento, em São Paulo.
    A fala está em linha com a ata do Copom divulgada na semana passada. O documento sinalizou um possível corte da taxa Selic em março, após melhora do cenário inflacionário, mas destacou a necessidade de manter os juros em patamar elevado até que o processo de convergência da inflação ao centro da meta esteja consolidado.

    O alvo central de inflação do Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para analistas, a ata reforçou a perspectiva de início do ciclo de cortes, mas deixou em aberto o ritmo do afrouxamento monetário, que seguirá dependente dos dados.

    Alexandre Viotto, chefe de banking da EQI Investimentos, afirma que o discurso de Galípolo transmitiu uma mensagem de controle. “A leitura predominante é de que o ciclo de cortes de juros deve ser suave -não se espera, por exemplo, reduções agressivas de 0,5 ponto percentual em sequência”.

    O comportamento deve beneficiar o chamado “carry trade” brasileiro. Nele, pega-se dinheiro emprestado a taxas mais baixas, como a dos EUA, para investir em ativos com alta rentabilidade, como a renda fixa brasileira. Assim, quanto mais atrativo o carry trade, mais dólares tendem a entrar no Brasil.

    A temporada de balanços também seguiu no radar de analistas. Após Santander, Itaú e Bradesco, o BTG Pactual divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025.

    O banco registrou alta anual de 40,3% no lucro, alcançando R$ 4,6 bilhões no período, levemente acima da expectativa de R$ 4,56 bilhões apurada pela LSEG.

    Também estão previstos para esta segunda-feira os balanços de BB Seguridade, Motiva e Banco Pan.

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