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  • Dólar fecha a R$ 4,89, menor nível desde janeiro de 2024; Bolsa avança

    Dólar fecha a R$ 4,89, menor nível desde janeiro de 2024; Bolsa avança

    Dólar fecha a R$ 4,895 com queda de 0,54% e acumula baixa de 10,8% no ano; Bolsa de Valores brasileira foi impactada e encerrou o dia em alta de 0,48%, a 184.108 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em mais de dois anos, com queda de 0,54%, cotado a R$ 4,895, nesta sexta-feira (8). É o menor valor de fechamento da moeda desde 15 de janeiro de 2024, quando terminou o dia a R$ 4,866.

    Durante o pregão, os investidores repercutiram dados do mercado de trabalho dos EUA mais fortes do que o esperado em abril e um ambiente global mais favorável a ativos de risco, o que beneficiou o real.

    Apesar da ausência de novidades relevantes, as negociações no Oriente Médio também seguiram no radar. O comportamento mais estável do petróleo beneficiou os mercados acionários.

    A Bolsa de Valores brasileira foi impactada e encerrou o dia em alta de 0,48%, a 184.108 pontos, recuperando parte das perdas da véspera.

    No ano, a moeda norte-americana tem uma baixa acumulada de 10,8%, e o Ibovespa, alta de 14,3%. Na semana, o dólar e Bolsa recuaram 1,2% e 1,7%, respectivamente.

    O principal fator do pregão foi a divulgação dos dados de emprego de abril nos Estados Unidos. A economia norte-americana abriu 115 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, acima da expectativa de 62 mil vagas, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho em relatório divulgado nesta sexta-feira. A taxa de desemprego permaneceu em 4,3%.

    Economistas atribuíram parte dos resultados a um ajuste no modelo que o governo usa para estimar quantos empregos foram criados ou perdidos. Segundo eles, a grande rotatividade de empresas criadas dificulta a estimativa de empregos associados a essas companhias.

    O indicador é a principal referência do mercado para acompanhar o emprego nos EUA. Os dados reforçaram a percepção de resiliência da economia norte-americana e diminuíram os riscos de uma estagflação -quando o crescimento esfria e a inflação aumenta.

    Segundo o FedWatch da CME, o mercado aposta majoritariamente que o Fed manterá os juros na faixa de 3,5% a 3,75% nas próximas reuniões da instituição em 2026.

    Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o resultado confirma um mercado de trabalho equilibrado e resiliente. Isso ocorre mesmo em meio ao conflito no Oriente Médio. “Ao observar os indicadores, o Fed enxerga uma economia que não demanda qualquer tipo de afrouxamento monetário neste momento.”

    Segundo ele, os dados sinalizam que o foco do Fed deve se deslocar para o monitoramento da inflação, “especialmente no que diz respeito aos impactos do conflito”. “Esse cenário é consistente com a postura que Powell indicou na última reunião do Fed: aguardar e observar antes de sinalizar qualquer movimento”.

    Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, também destaca que o Fed ganha mais conforto para definir a trajetória de juros. Segundo ele, os resultados afastam os temores “de uma desaceleração econômica que flertava com o risco de estagflação”.

    Os dados repercutem no exterior, onde o dólar cai e as Bolsas sobem. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana, recuou 0,39%. Nos EUA, S&P 500 e o Nasdaq fecharam em recordes, com avanços de 0,84% e 1,71%.

    Os dados também reforçaram o diferencial de juros do Brasil em relação aos EUA. No final de abril, o Fed manteve a taxa de juros inalterada na faixa de 3,5% a 3,75%. No mesmo dia, o Copom anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic a 14,5% ao ano.

    Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, esse é um dos fatores que beneficiam o mercado doméstico e ajudam a explicar a valorização do real e Bolsa ao longo de 2026.

    “O Brasil tem alguns fatores particulares. Além de atrair fluxo para a Bolsa devido a essa realocação geográfica, o país oferece um diferencial de juros importante. O real é uma das moedas com maior carrego entre os emergentes e, ao mesmo tempo, é extremamente líquido para o investidor internacional montar e desmontar posições”, afirma.

    Para ele, investidores estão aumentando exposição a emergentes por conta da política econômica do governo norte-americano e vendo o país como um mercado com juros atrativos, espaço para corte de juros no futuro, inflação convergindo para a meta e um Banco Central responsável. “Tudo isso sustenta esse fluxo para o país”.

    O pregão também foi marcado pelo confronto envolvendo EUA e Irã no Oriente Médio. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um cessar-fogo permanece em vigor, apesar da intensificação dos combates na região.

    Segundo o chefe da diplomacia de Washington, Marco Rubio, o país espera receber ainda nesta sexta-feira uma resposta do Irã à sua mais recente proposta para encerrar a guerra no Oriente Médio.

    Na quinta-feira, Trump afirmou que três destróieres da Marinha dos EUA foram atacados enquanto atravessavam o estreito de Hormuz, via por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás.

    Os Emirados Árabes Unidos também disseram que suas defesas aéreas estavam enfrentando ameaças de mísseis e drones do Irã no início da sexta-feira, embora os detalhes fossem escassos.

    Na quarta-feira, um porta-voz do Paquistão afirmou que os dois países estavam próximos de um acordo. O tratado envolveria três pontos: o fim formal da guerra, o desbloqueio no estreito de Hormuz e uma janela de 30 dias para negociações sobre um acordo mais amplo, segundo as pessoas ouvidas.

    Para Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX, “o mercado pondera entre a sinalização de Trump de que o cessar-fogo segue em vigor e o ceticismo crescente em relação à possibilidade de um acordo definitivo de paz”.

    O conflito no Oriente Médio bloqueia o fluxo no estreito de Hormuz. A paralisação tem gerado um temor de um repique inflacionário global por levar os preços de petróleo a dispararem. Nesta sexta, o contrato de julho do petróleo Brent, referência mundial, subia 0,43%, a US$ 100,49, por volta das 17h.

    Dólar fecha a R$ 4,89, menor nível desde janeiro de 2024; Bolsa avança

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  • Arthur sofre edema, e Palmeiras segue com problemas na lateral

    Arthur sofre edema, e Palmeiras segue com problemas na lateral

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Palmeiras foi a campo na Academia de Futebol, nesta sexta-feira (8), em preparação para a sequência do Brasileirão. O Verdão atualizou o boletim médico e informou problema físico em Arthur.

    Arthur teve detectado pelo Palmeiras um edema na coxa direita nos exames de reapresentação. O clube informou que o lateral não participou das atividades de campo e ficou no Núcleo de Saúde e Performance.

    Arthur ganhou espaço com a lesão sofrida por Piquerez e Jefté. O jovem de 20 anos foi titular no último jogo, na vitória contra o Bahia.

    Jefté já se recuperou e, à disposição de Abel Ferreira, pode voltar a começar entre os titulares. O brasileiro, inclusive, entrou no lugar do próprio Arthur no último jogo, contra o Sporting Cristal, pela Libertadores.

    O Palmeiras também informou a evolução no tratamento de Piquerez. O uruguaio realizou uma cirurgia no tornozelo direito no final de março, mas já realiza atividades no gramado. O foco de retorno, no entanto, é para a Copa do Mundo pela seleção do Uruguai.

    Outro desfalque do Palmeiras nos últimos jogos foi Vitor Roque. O atacante se recupera de uma cirurgia no tornozelo esquerdo no início da semana e segue afastado dos gramados, em tratamento na parte interna do clube.

    O último jogo de Vitor Roque pelo Palmeira aconteceu pela Copa do Brasil, contra a Jacuipense. Desde então, o atacante acabou perdendo os jogos contra: Bragantino, Cerro Porteño, Santos e Sporting Cristal.

    Apesar do desfalque no ataque, o Palmeiras tem ao menos o retorno de Paulinho. O atacante retornou no clássico contra o Santos e segue trabalhando para ganhar maior minutagem na sequência da temporada.

    O Palmeiras vai a campo contra o Remo no próximo domingo (10), pelo Brasileirão. O confronto não acontece há 23 anos, quando o time paraense venceu em 2003 pela Série B. O jogo acontece a partir das 16h (de Brasília).

    Arthur sofre edema, e Palmeiras segue com problemas na lateral

  • Cantor sertanejo Adriano Muniz é encontrado morto em apartamento no DF

    Cantor sertanejo Adriano Muniz é encontrado morto em apartamento no DF

    Vizinhos desconfiaram da ausência do cantor no prédio e decidiram chamar os Bombeiros; causa da morte do sertanejo ainda é desconhecida

    O cantor sertanejo Adriano Muniz, 43, foi encontrado morto em seu apartamento em Vicente Pires, no Distrito Federal. A informação foi confirmada pela reportagem com a Polícia Civil.

    Vizinhos acionaram o Corpo de Bombeiros, na tarde desta quinta-feira (7), após notarem a ausência do cantor.

    Os moradores do prédio relataram que Adriano não abria a porta do apartamento há dias.

    A equipe médica confirmou o óbito no local. Os bombeiros entraram no imóvel e, com o apoio do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), atestaram a morte do artista.

    A causa da morte do sertanejo ainda é desconhecida. A 38ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal assumiu a investigação do caso.

    Adriano Muniz divulgou uma nova turnê em suas redes sociais duas semanas antes de morrer. O projeto musical se chamava Tour Recomeço.

    O cantor demonstrava otimismo com a nova fase da carreira. “Tenho certeza que esse projeto vai chegar chegando e que irei ultrapassar fronteiras jamais imagináveis… Tour Recomeço! Conto com todos vocês!”, disse Adriano em uma postagem.

    A reportagem tenta contato com a assessoria de imprensa do cantor. O texto receberá atualizações assim que a equipe de Adriano Muniz emitir um posicionamento oficial.

    Cantor sertanejo Adriano Muniz é encontrado morto em apartamento no DF

  • Ciro Nogueira diz que operação da PF é tentativa de manchar sua 'honra'

    Ciro Nogueira diz que operação da PF é tentativa de manchar sua 'honra'

    Presidente do PP foi alvo de busca e apreensão na quinta (7); defesa disse repudiar ‘qualquer ilação de ilicitude’; Senador é suspeito de receber mesada de R$ 500 mil de dono do Banco Master

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Um dia após ser alvo da Polícia Federal, o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), afirmou nesta sexta-feira (8) que a operação contra ele por suspeitas de envolvimento no caso do Banco Master foi uma tentativa de manchar sua ‘honra pessoal’.

    “Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, escreveu Ciro em nota divulgada em suas redes sociais.

    Essa é a primeira vez que o senador se manifesta a respeito da operação da PF. Ele foi alvo de busca e apreensão na quinta (7). Segundo a corporação, Ciro teria recebido quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do Master.

    Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.

    Veja abaixo a nota da defesa de Ciro Nogueira:

    “O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse em nota que a defesa “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.

    Ele diz que o senador está comprometido em contribuir com a Justiça “a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.

    Afirma ainda que “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”.

    Ciro Nogueira diz que operação da PF é tentativa de manchar sua 'honra'

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  • Mendonça autoriza transferência de ex-presidente do BRB para Papudinha

    Mendonça autoriza transferência de ex-presidente do BRB para Papudinha

    Decisão do ministro indica andamento de negociações de delação premiada. Investigações apontam que Paulo Henrique Costa foi peça essencial na aquisição de carteiras do Master

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atutorizou nesta sexta-feira (8) a transfência do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa, preso em 16 de abril por envolvimento nas fraudes do Banco Master, para o 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

    A decisão é um indício para o andamento das negociações de um acordo de colaboração premiada.

    Costa foi preso em abril em seu apartamento no Noroeste, região nobre de Brasília, e levado até a Superintendência da PF. A medida foi autorizada pelo relator do caso na corte. No mesmo dia, ele foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, também na capital federal.

    Paulo Henrique Costa é investigado por seu papel na tentativa de compra do Master pelo BRB e na compra de carteiras oferecidas pelo banco de Daniel Vorcaro, além das operações em que o banqueiro e seus associados se tornaram acionistas do Banco de Brasília.

    Segundo o Ministério Público, Costa “foi peça essencial” na viabilização da aquisição dessas carteiras.

    As investigações indicam que o executivo teria ocultado seis imóveis recebidos como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões , dos quais cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos, conforme os elementos reunidos até o momento da operação.

    Advogado de Costa, Cléber Lopes disse anteriormente que seu cliente não praticou crime algum e que a prisão realizada pela PF foi um exagero por parte da Justiça. Ele disse que não mudará a estratégia e segue “firme na convicção de que o Paulo Henrique não cometeu crime algum”.

    Mendonça autoriza transferência de ex-presidente do BRB para Papudinha

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  • Ludmilla é anunciada como atração do Global Citizen no dia 6 de junho

    Ludmilla é anunciada como atração do Global Citizen no dia 6 de junho

    Evento de mobilização contra pobreza também trará Lauryn Hill e Wyclef Jean. Apresentações acontecerão de forma gratuita na praia de Ipanema

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cantora Ludmilla será uma das principais atrações do Global Citizen 2026, evento global de mobilização para o fim da pobreza extrema. O show dela acontecerá na praia de Ipanema, no dia 6 de junho, de forma gratuita.

    Com apresentação de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, o evento também contará com apresentações de Ms. Lauryn Hill e Wyclef Jean.

    “É muito especial fazer parte do Global Citizen na minha cidade. A música tem esse poder de conectar todo mundo e essa é uma oportunidade de usar isso para falar do que realmente importa, que é o nosso mundo e o futuro das próximas gerações”, diz a cantora brasileira.

    Além dos shows, o Global Citizen contará ao longo da noite com anúncios e compromissos alinhados às metas da campanha.

    A confraternização integra a programação da Rio Nature & Climate Week, uma iniciativa que reúne líderes, organizações e a sociedade civil para discutir soluções para desafios globais urgentes. Energia limpa, educação infantil, segurança alimentar, geração de empregos e saúde global estão entre os temas debatidos.

    Ludmilla é anunciada como atração do Global Citizen no dia 6 de junho

  • É preciso aproximar EUA e Brasil, diz deputada americana após encontro de Lula e Trump

    É preciso aproximar EUA e Brasil, diz deputada americana após encontro de Lula e Trump

    Congressista afirma que Brasil é parceiro fundamental na América Latina e defende cooperação. Para parlamentar, política externa de Washington tem buscado enfraquecer democracia e sistema judiciário

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – Após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, a deputada democrata Sydney Kamlager-Dove, copresidente do Brazil Caucus -frente suprapartidária do Congresso dos EUA dedicada às relações com o Brasil- afirmou estar satisfeita em ver “uma mensagem positiva saindo do encontro”. Ela disse ainda esperar que a administração americana “possa trabalhar para aproximar o Brasil, não afastá-lo”.

    Os chefes de Estado se reuniram nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington. Após três horas de conversa, ambos avaliaram o encontro como positivo. Trump afirmou que Lula é um “bom homem” e “cara inteligente” e disse que eles tiveram uma “boa reunião”.

    Já o petista se disse otimista com a parceria com os EUA e falou até em “amor à primeira vista” com o republicano.

    À reportagem, Kamlager-Dove destacou que o “Brasil é um parceiro fundamental na América Latina” e afirmou lamentar que a política externa do governo Trump tenha “sido amplamente guiada por pessoas que buscam enfraquecer a democracia e o sistema judiciário brasileiro”.

    Segundo ela, essa abordagem gera ruídos desnecessários em uma relação que, na sua avaliação, deveria ser marcada pela cooperação e pelo diálogo institucional.

    Kamlager-Dove, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou por meio de carta junto a outros parlamentares que o presidente Trump abriu uma guerra comercial para “defender o seu colega líder da tentativa de golpe”. Eles pediam que Trump encerrasse “imediatamente seus esforços para minar a democracia brasileira”, suspendendo “tarifas ilegais que afetam a economia americana”.

    Agora, ela cita episódios recentes de tensão entre os dois países ao longo do último ano.

    Entre eles, menciona a imposição de tarifas que chegaram a 50% sobre determinados produtos brasileiros -posteriormente reduzidas após o primeiro encontro entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral da ONU no ano passado- e a aplicação de sanções a autoridades brasileiras, como o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, incluído na Lei Magnitsky no mesmo período.

    Para a deputada, esse conjunto de medidas teve impacto negativo na relação bilateral. Ela avalia que a “imposição de tarifas irresponsáveis, sanções a juízes brasileiros e ameaças de designar organizações como terroristas estrangeiras criaram atritos onde poderia haver cooperação”.

    A crítica dela acontece em meio ao momento em que os Estados Unidos, por meio do Departamento do Estado, estuda designar facções brasileiras como terroristas, enquanto o governo brasileiro trabalha para evitá-lo.

    O presidente Lula afirmou que o assunto não foi levado à mesa nesta quinta-feira, mas que entregou a Trump uma proposta de combate ao crime organizado.

    A minuta foi apresentada por integrantes do governo brasileiro a suas contrapartes americanas em abril e estaria mais robusta nesta reunião. Lula afirmou que o documento foi entregue em inglês para o republicano, que teria prometido ler durante a noite.

    É preciso aproximar EUA e Brasil, diz deputada americana após encontro de Lula e Trump

  • Ministro do TCU libera novos consignados do INSS após recurso da AGU

    Ministro do TCU libera novos consignados do INSS após recurso da AGU

    Cartões consignados continuam suspensos por suspeita de fraude

    O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Marcos Bemquerer Costa autorizou nesta sexta-feira (8) a retomada da concessão de novos empréstimos pessoais consignados do INSS, após analisar um recurso apresentado pelo governo federal.

    A decisão tem efeito imediato e vale até o julgamento definitivo do caso pelo plenário da Corte.

    As modalidades de “cartão de crédito consignado” e “cartão consignado de benefício”, no entanto, continuam suspensas por determinação do tribunal.

    Empréstimos liberados

    A decisão atende a um pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) após o TCU determinar, na semana passada, a suspensão de novas operações de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS.

    No recurso, o Executivo argumentou que a interrupção dos empréstimos pessoais poderia gerar impactos econômicos e sociais relevantes, ao dificultar o acesso ao crédito por parte dos segurados.

    Segundo o governo, a medida poderia empurrar aposentados para linhas de crédito mais caras, aumentar o risco de superendividamento e reduzir a circulação de dinheiro na economia.

    Ao liberar novamente os empréstimos pessoais, o ministro afirmou que houve avanço na implementação de mecanismos de segurança no sistema utilizado para as operações.

    “Novas informações acerca do estágio avançado da implementação das demandas estruturantes da segurança dos empréstimos pessoais consignados justificam, excepcionalmente, a suspensão da medida cautelar”, escreveu Bemquerer na decisão.

    Cartões suspensos

    Apesar da liberação parcial, o TCU manteve proibidas as novas concessões nas modalidades:

    • cartão de crédito consignado;
    • cartão consignado de benefício.

    Esses produtos são considerados mais sensíveis pelo tribunal devido ao maior número de indícios de irregularidades encontrados nas auditorias. A suspensão continuará válida até nova análise da Corte.

    Entenda o caso

    Em 29 de abril, o TCU determinou a suspensão imediata de novos empréstimos consignados do INSS após identificar falhas de segurança no sistema “eConsignado”.

    Segundo o tribunal, havia risco de danos financeiros aos aposentados e também aos cofres públicos.

    Entre os problemas apontados estavam:

    • contratos sem autorização dos beneficiários;
    • empréstimos feitos em nome de pessoas falecidas;
    • fraudes de identidade;
    • falhas na validação biométrica;
    • desvio de recursos;
    • ausência de documentação;
    • cobrança de taxas abusivas.

    A decisão ocorreu após auditorias apontarem indícios de práticas abusivas e possível vazamento de dados sigilosos de aposentados e pensionistas.

    Dados preocupam

    Relatórios da Controladoria-Geral da União mostraram forte incidência de problemas nos cartões consignados.

    Segundo a CGU:

    • 36% dos entrevistados disseram não reconhecer a contratação do cartão;
    • 25% afirmaram não ter solicitado o produto;
    • 36% relataram não ter recebido os valores do saque;
    • 78% disseram não receber as faturas dos cartões.

    O TCU avaliou que as falhas expõem aposentados a golpes financeiros e aumentam o risco de endividamento irregular.

    Mercado bilionário

    A suspensão dos consignados havia gerado preocupação no mercado financeiro e dentro do governo. O setor movimenta cerca de R$ 100 bilhões e atende milhões de aposentados e pensionistas do INSS.

    Segundo estimativas do setor bancário, cerca de 17 milhões de beneficiários poderiam ser afetados pela paralisação das operações. Desse total, mais da metade estaria negativada e sem acesso a outras linhas tradicionais de crédito.

    Mudanças futuras

    Além da suspensão parcial, o governo federal também anunciou mudanças permanentes no crédito consignado do INSS.

    A medida provisória (MP) da nova versão do Desenrola Brasil, publicada nesta semana, prevê o fim gradual do cartão consignado.

    Pelas novas regras:

    • o produto começará a ser reduzido em 2027;
    • o limite de comprometimento da renda cairá progressivamente;
    • a modalidade deixará de existir a partir de 2029.

    A MP também alterou regras do empréstimo consignado tradicional.

    Entre as mudanças:

    • o prazo máximo de pagamento aumentará de oito para nove anos;
    • o limite total de comprometimento da renda cairá de 45% para 40%;
    • posteriormente, esse percentual será reduzido gradualmente até 30%.

    Ministro do TCU libera novos consignados do INSS após recurso da AGU

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  • Tite revela arrependimento por pênaltis na Copa de 2022

    Tite revela arrependimento por pênaltis na Copa de 2022

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico Tite relatou um único arrependimento na eliminação da seleção brasileira para a Croácia na Copa do Mundo de 2022: a escolha da ordem dos batedores dos pênaltis. Mais precisamente, de Neymar.

    Neymar não chegou a cobrar sua penalidade, pois era o quinto da lista, e a disputa terminou em 4 a 2 para os croatas. À época, Tite foi muito criticado pela escolha. Em entrevista ao ge, revelou arrepender-se por isso.

    “Todas as críticas feitas a mim pelo Neymar não ter batido o primeiro pênalti estão corretas. Eu errei. Isso asseguraria a vitória? Não sei. Mas ele deveria ter sido o primeiro batedor”, afirmou o treinador gaúcho.

    JOGO CONSISTENTE

    À parte das críticas pelas cobranças de pênalti, o técnico viu um “jogo consistente” do Brasil, que, segundo ele, ofereceu poucas chances aos adversários.

    “Eu estava olhando o jogo, olhando o jogo… e assisti de novo ao jogo. Não teve nenhum lance de perigo maior da Croácia. Eu tenho o hábito de dizer que o campo fala, a bola fala. [Contra a Croácia] o jogo não falou, o jogo escondeu”, disse o treinador.

    Tite revela arrependimento por pênaltis na Copa de 2022

  • Intel e Apple fecham acordo preliminar para fabricação de chips, diz jornal

    Intel e Apple fecham acordo preliminar para fabricação de chips, diz jornal

    Wall Street Journal diz que ainda não foi definido quais produtos receberão os chips. Intel teve 10% das ações repassadas para governo dos EUA no início da gestão Donald Trump

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Intel chegou a um acordo preliminar com a Apple para a fabricação de chips para serem usados nos aparelhos da criadora do iPhone, segundo informação do jornal The Wall Street Journal divulgada nesta sexta-feira (8).

    A publicação diz que ainda não está definido quais serão os produtos da Apple que receberão os semicondutores da Intel, de acordo com as pessoas familiarizadas com o assunto.

    As negociações começaram há mais de um ano e o acordo foi fechado nos últimos meses. O The Wall Street Journal procurou as duas empresas, mas elas se recusaram a comentar.

    A Intel vinha enfrentando crise financeira até o início da gestão Donald Trump, que depois adquiriu 10% das ações da empresa ao converter US$ 9 bilhões em subsídios federais em participação na fabricante de chips. A intenção do governo era fortalecer a Intel na disputa contra TSMC, de Taiwan, e Samsung, da Coreia do Sul.

    Além da Apple, a Intel fechou recentemente acordos com a SpaceX, de Elon Musk, e a Nvidia. De acordo com o The Wall Street Journal, o secretario do Comércio, Howard Lutnick, conversou repetidamente ao longo de 2025 com Apple, SpaceX e Nvidia para que elas fechassem negócios com a Intel.

    Intel e Apple fecham acordo preliminar para fabricação de chips, diz jornal