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  • Correios assinam contrato de empréstimo de R$ 12 bi com cinco bancos

    Correios assinam contrato de empréstimo de R$ 12 bi com cinco bancos

    O empréstimo tem garantia do Tesouro Nacional e está vinculado ao plano de reestruturação da companhia, que será apresentado pela diretoria dos Correios em entrevista na próxima segunda-feira (29).

    IDIANA TOMAZELLI
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Os Correios assinaram nesta sexta-feira (26) o contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões, concedido por um grupo de cinco bancos, dois deles controlados pelo governo federal. O extrato da operação foi publicado em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) na manhã deste sábado (27).

    O empréstimo tem garantia do Tesouro Nacional e está vinculado ao plano de reestruturação da companhia, que será apresentado pela diretoria dos Correios em entrevista na próxima segunda-feira (29).

    O aval da União sempre foi premissa de toda a operação e representa um compromisso do governo em honrar os pagamentos em caso de inadimplência da estatal. Isso torna praticamente nulo o risco de prejuízo aos bancos.

    Com a assinatura do contrato, os Correios finalmente receberão os recursos do empréstimo. Serão liberados R$ 10 bilhões neste ano e outros R$ 2 bilhões até o final de janeiro de 2026. A previsão é que a primeira parcela dos recursos entre no caixa da empresa na próxima segunda.

    A proposta de empréstimo foi apresentada por um grupo de cinco bancos, formado por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander. Os três últimos entraram apenas recentemente nas negociações, enquanto a Caixa voltou a participar das conversas após a Casa Civil entrar no circuito para que a instituição integrasse o sindicato de bancos.

    Banco do Brasil, Caixa e Bradesco vão emprestar R$ 3 bilhões cada, enquanto Itaú e Santander, R$ 1,5 bilhão cada.

    O custo da operação ficou em 115% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), dentro do teto de 120% estipulado pelo Tesouro Nacional para conceder a garantia soberana. Uma primeira proposta, feita por um grupo distinto de bancos, foi rejeitada devido ao custo elevado, de 136% do CDI. Segundo o Tesouro, a diferença de taxas poderia gerar um custo extra de quase R$ 5 bilhões aos Correios ao longo do contrato.

    O prazo do contrato é de 15 anos, dos quais os três primeiros de carência (período inicial em que a empresa não pagará prestações).
    Inicialmente, o pleito dos Correios era um crédito de R$ 20 bilhões, montante considerado necessário para bancar o plano de reestruturação da empresa em 2025 e 2026.

    Uma primeira proposta, que atendia integralmente ao valor de R$ 20 bilhões, foi apresentada por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. No entanto, o Tesouro travou a contratação e rejeitou conceder a garantia soberana por considerar a taxa de juros muito elevada.

    Com a revisão das condições e a redução do valor, o órgão do Ministério da Fazenda deu sinal verde à operação, respaldado por um decreto que abre caminho para a concessão da garantia soberana. A medida foi antecipada pela Folha de S.Paulo.

    O ato permitiu que os técnicos avaliassem o pedido de aval dos Correios levando em consideração as medidas de ganho de receitas e corte de despesas previstas no plano de reestruturação, mas que ainda não foram implementadas. É diferente do rito habitual, no qual o Ministério da Fazenda analisa a fotografia atual da saúde financeira dos entes ou das estatais -e pelo qual a estatal não conseguiria atestar a capacidade de pagamento necessária para obter a garantia.

    Essa é a primeira vez desde o governo Dilma Rousseff (PT) que a Fazenda abre uma exceção para conceder aval soberano a um empréstimo. Na gestão da ex-presidente, licenças excepcionais permitiram o endividamento de estados já em péssimas condições financeiras, que depois deram calote nos financiamentos.

    Em outro ato, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou um limite específico de R$ 12 bilhões para a contratação da operação de crédito pelos Correios. O colegiado é responsável por regular os limites de crédito do setor público. A medida foi necessária porque o espaço disponível para novos empréstimos estava praticamente esgotado e seria insuficiente para absorver a transação.

    Como o valor contratado ficou abaixo dos R$ 20 bilhões, os Correios vão precisar de um novo crédito ou aporte do Tesouro em 2026, ano eleitoral, para conseguir implementar seu plano de reestruturação.
    As medidas incluem a regularização de dívidas com fornecedores e bancos, um novo PDV (programa de demissão voluntária) para desligar 15 mil empregados em 2026 e 2027 e a reformulação de cargos e salários e do plano de saúde da companhia, entre outras iniciativas.

    Em paralelo, os Correios tentam fechar um novo ACT (acordo coletivo de trabalho) com os empregados, já que o atual prevÊ uma série de benefícios acima do estabelecido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A condição não é irregular nem ilegal, mas a companhia considera ser incompatível com sua atual situação financeira.

     

    A estatal propôs, no âmbito da mediação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), limitar algumas cláusulas consideradas de maior impacto nas despesas ou na produtividade, mas a categoria rejeitou a proposta e deflagrou greve nacional.

    A negociação deve ir a dissídio coletivo, uma ação judicial que tem o objetivo de resolver o conflito quando as partes envolvidas (empregador e funcionários) não conseguem chegar a um consenso sobre as condições de trabalho. Significa, na prática, que o TST vai definir quais cláusulas prevalecerão. O julgamento está marcado para terça-feira (30).

    Correios assinam contrato de empréstimo de R$ 12 bi com cinco bancos

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  • Li Martins faz apelo por trabalho após morte do marido: 'Não está fácil'

    Li Martins faz apelo por trabalho após morte do marido: 'Não está fácil'

    Em entrevista ao canal Amar, de Mariana Kupfer, ela diz que não tem conseguido trabalhos após o acidente fatal e que seu lado psicológico está afetado com essa situação.

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Viúva do empresário JP Mantovani desde setembro, após um acidente de moto, a cantora Li Martins, ex-integrante da banda Rouge, afirma que tem passado por uma crise financeira.

    Em entrevista ao canal Amar, de Mariana Kupfer, ela diz que não tem conseguido trabalhos após o acidente fatal e que seu lado psicológico está afetado com essa situação.

    “Tenho aprendido nesse processo a pedir ajuda. Estou construindo uma casa e larguei tudo para cuidar da minha filha e a minha saúde”, conta ela, emocionada. Com Mantovani, tem uma menina de 8 anos.

    “Parei de cantar na turnê que eu fazia para poder estar na rotina da minha filha. Estou em busca de trabalho, pessoas alinhadas ao meu propósito”, comenta a cantora, ao afirmar que pretende exercer seu ofício, mas de uma forma que consiga estar mais tempo em casa para ficar com a filha.

    Mantovani tinha 46 anos e morreu em um acidente de moto na Marginal Pinheiros, em São Paulo. A notícia comoveu fãs e amigos do casal, que acompanharam de perto a história de amor construída ao longo de quase uma década.

    Li Martins faz apelo por trabalho após morte do marido: 'Não está fácil'

  • Após aceite, Bruno Spindel encerra negociações com o Corinthians por demora

    Após aceite, Bruno Spindel encerra negociações com o Corinthians por demora

    FÁBIO LÁZARO, GUILHERME XAVIER E LIVIA CAMILLO
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Bruno Spindel anunciou oficialmente o fim das tratativas para assumir a diretoria de futebol do Corinthians.

    CONTRATO FORMAL FORA DO PRAZO

    O executivo justificou a desistência pela ausência do envio do contrato formal dentro do prazo que havia sido combinado. A decisão ocorre logo após Spindel ter sinalizado positivamente à proposta apresentada pelo presidente Osmar Stabile.

    O Corinthians havia agido com velocidade nos bastidores para vencer a concorrência direta do Botafogo pelo profissional. O clube carioca planejava contratar Spindel para ocupar a vaga de Alessandro Brito, que será deslocado para projetos europeus de John Textor. O “chapéu” alvinegro parecia consolidado até o recuo do dirigente neste sábado.

    A escolha por Spindel foi uma reação estratégica após a recusa do próprio Alessandro Brito, o “plano A” da gestão. Antes de avançar, o nome do executivo passou por uma análise rigorosa do setor de compliance do Timão. O objetivo era blindar a diretoria e trazer um perfil técnico com forte experiência na área financeira.

    Outros nomes do mercado também foram sondados pela diretoria antes do desfecho negativo com o ex-dirigente flamenguista. Paulo Pelaipe preferiu o Grêmio por motivos familiares, enquanto Paulinho optou por seguir no Mirassol. Nos últimos dias, Marcos Braz também passou a ser ventilado como uma possibilidade interna.

    O clube agora enfrenta uma corrida contra o tempo para resolver pendências contratuais em apenas oito dias. Os vínculos de atletas importantes como Romero, Angileri e Talles Magno estão próximos do fim e exigem definição imediata. Atualmente, a única situação resolvida de forma definitiva pela cúpula de futebol foi a permanência de Maycon.

    LEIA A NOTA DE SPINDEL NA ÍNTEGRA

    Com o objetivo de pôr fim a especulações e informações inverídicas, esclareço que, após manifestar concordância com a proposta que me foi apresentada pelo Sport Club Corinthians Paulista para assumir o cargo de Diretor de Futebol Profissional, considero encerradas as tratativas com o clube.

    A decisão decorre da ausência de encaminhamento, em prazo razoável, do contrato formal para assinatura, nos termos previamente acordados.

    Após aceite, Bruno Spindel encerra negociações com o Corinthians por demora

  • BC se vê sob ataque no caso Master e calcula próximos passos

    BC se vê sob ataque no caso Master e calcula próximos passos

    A autarquia se prepara para um embate jurídico sobre as decisões tomadas no escopo da fiscalização sobre o Master e até para uma eventual tentativa de transformar o BC em investigado. Apesar disso, dirigentes demonstram confiança no processo por terem verificado números do Master que, segundo eles, confirmariam uma fraude bilionária nos balanços.

    FÁBIO PUPO
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Atuais membros da direção do Banco Central avaliam que estão sob ataque após terem decretado a liquidação do Banco Master. Em meio a questionamentos de outras autoridades sobre o processo, os integrantes calculam os próximos passos a serem dados.

    A autarquia se prepara para um embate jurídico sobre as decisões tomadas no escopo da fiscalização sobre o Master e até para uma eventual tentativa de transformar o BC em investigado. Apesar disso, dirigentes demonstram confiança no processo por terem verificado números do Master que, segundo eles, confirmariam uma fraude bilionária nos balanços.

    Investigadores afirmaram que o Master teria fabricado cerca de R$ 12 bilhões em créditos falsos, depois repassados ao BRB (Banco de Brasília).

    Procurados por meio da assessoria de imprensa, BC e Master não comentaram.

    O Banco Central decretou a liquidação do Master em 18 de novembro por encontrar no banco tanto problemas de liquidez como “graves violações” às normas do sistema financeiro. Os problemas estavam sobretudo em ativos na parte de crédito do balanço, que na prática foram vistos como inexistentes.

    A análise pelo BC demandou meses de discussão e diversas reuniões com representantes do Master. A liquidação foi anunciada um dia depois que Vorcaro se reuniu com a autarquia e comunicou que viajaria ao exterior para fechar negócio com novos compradores para o banco: a Fictor, empresa pouco conhecida no setor, em conjunto com investidores dos Emirados Árabes cuja identidade não foi revelada.

    Vorcaro foi preso no mesmo dia da reunião com o BC, quando tentava embarcar em um jatinho. Segundo a defesa do banqueiro, a viagem seria para assinar o negócio com os árabes. Para a PF, era um modo de facilitar a fuga do país. Após dez dias, ele foi solto por uma juíza federal.

    Mesmo certos da decisão e dizendo ter todos os elementos que comprovariam a correta atuação no caso, diretores do BC veem a possibilidade de uma tentativa de questionar a liquidação, sob o argumento de que haveria um plano de reestruturação pronto e apresentado, o que tornaria a medida desnecessária. Pesam contra essa argumentação, porém, as fraudes apontadas pelos investigadores.

    O BC se vê hoje diante da necessidade de explicar a decisão ao STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Dias Toffoli marcou uma acareação entre representantes do caso para a próxima terça-feira (30).

    Uma convocação já era esperada, em parte, uma vez que um despacho do magistrado em 15 de dezembro já havia determinado oitivas de investigados e do BC em até 30 dias. A diretoria da autarquia até citava, em conversas informais, que o compromisso poderia alterar planos e viagens para o fim do ano.

    Na véspera de Natal, no entanto, Toffoli surpreendeu ao marcar uma acareação, o que causou estranheza entre juristas por ser um instrumento usado para confrontar versões diferentes após depoimentos anteriores. Toffoli não colheu depoimentos individuais dos envolvidos.

    A acareação será feita entre Vorcaro; Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do BC; e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília, estatal do Distrito Federal que negociou a compra do Master, barrada pelo BC).

    O ministro determinou a acareação dentro de um processo sigiloso pelo qual é responsável no tribunal. Desde o começo de dezembro, diligências e medidas ligadas à investigação sobre o Master e Vorcaro têm que passar pelo crivo de Toffoli, por decisão do próprio magistrado.

    Conforme publicou a Folha de S.Paulo, a acareação terá como um de seus focos justamente a atuação do BC. A audiência pode levar o órgão regulador para o centro das investigações.

    Toffoli teria indicado a integrantes de seu gabinete que pretende esclarecer o momento em que o BC tomou conhecimento das suspeitas sobre o Master, as medidas na fiscalização do mercado de títulos bancários e determinar eventuais responsáveis por falhas nesse processo. Até o momento, ele não teria dado sinais de que pretende anular a liquidação do banco.

    O assunto Master chegou ao STF após pedido da defesa do banqueiro. A solicitação foi feita após um envelope com documentos de um negócio imobiliário relacionado ao deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) ter sido encontrado em uma busca e apreensão.

    O caso Master tem colocado em xeque a atuação de ministros do STF no caso. No fim de novembro, no mesmo dia em que a Justiça mandou soltar o banqueiro da prisão, Toffoli embarcava em jatinho para Lima junto com o advogado de um diretor do Master para ver um jogo de futebol. Além disso, o escritório ligado à família de Moraes tem contratos milionários com o banco.

    Paralelamente, o TCU (Tribunal de Contas da União) também analisa o caso. O ministro Jhonatan de Jesus determinou que o BC se explicasse sobre o caso e sugeriu que a decisão do BC pode ter sido extrema e precipitada. O questionamento não recebeu objeções de outros ministros do tribunal por enquanto.

    Segundo o despacho, a ação da autoridade monetária sugere que o BC pode ter demorado para buscar alternativas de mercado para o Master. Além disso, avalia que o BC poderia ter considerado soluções menos onerosas. O BC já formulou sua resposta ao TCU.

    BC se vê sob ataque no caso Master e calcula próximos passos

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  • Em ano eleitoral, Flamengo quer se envolver mais em temas políticos em Brasília

    Em ano eleitoral, Flamengo quer se envolver mais em temas políticos em Brasília

    IGOR SIQUEIRA
    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Flamengo quer aproveitar as eleições brasileiras de 2026 para se engajar mais em assuntos políticos em Brasília.

    O clube entende que há discussões no período que precisam de atuação classificada como “proativa” por parte do presidente Luiz Eduardo Baptista.

    Um dos principais pontos é o combo de vetos da Lei Geral do Esporte que devem ser analisados pelos parlamentares.

    O texto entrou em vigor em 2023 com uma lista de vetos de Lula – 355 ainda estão pendentes de análise no Congresso.

    “Vamos ter uma atuação importante em Brasília em 2026. Tivemos uma atuação reativa neste ano. Ano que vem, será proativa. Tem vários vetos à Lei que foram impostos por este governo”, disse Bap, durante apresentação dos resultados financeiros do Fla em 2025.

    O rubro-negro entende que há questões importantes a serem aprovadas.

    “Os esportes olímpicos do Flamengo dependem muito disso”, disse ele.

    A menção é à isenção de impostos para equipamentos ou materiais esportivos de ponta que são importados.

    Nos últimos anos, o Flamengo se envolveu em temas ligados ao futebol que passaram por Brasília, como Profut, Lei do Mandante e, mais recentemente, a um aspecto da reforma tributária que afeta clubes associativos e SAFs.

    “Havia a legislação que queria forçar que o clube social pagasse 11% de impostos, e a SAF, 5%. O clube social ia pagar mais do que SAF? Foi uma briga horrorosa, algumas discussões acaloradas. No final das contas, foi definido que os dois vão pagar 5%. Vai se desmistificar a ideia de que ‘ah, sou SAF, sou melhor. Sou clube social, vai ser pior’. A gestão é que vai falar mais forte”, afirmou Bap.
    Nos bastidores, o Flamengo tem bom trânsito com parlamentares do Progressistas. Foi esse o caminho usado na discussão recente sobre o imposto.

    O ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello é deputado federal pelo PSB, mas é oposição a Bap na política rubro-negra.

    Em ano eleitoral, Flamengo quer se envolver mais em temas políticos em Brasília

  • Silvinei é transferido para Brasília após ser preso no Paraguai em tentativa de fuga

    Silvinei é transferido para Brasília após ser preso no Paraguai em tentativa de fuga

    O bolsonarista foi detido no Paraguai na sexta-feira (26), quando tentava embarcar em um voo para El Salvador utilizando um passaporte falso.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques foi transferido para Brasília neste sábado (27) para cumprir prisão preventiva. Ele passou a noite em Foz do Iguaçu (PR).

    O bolsonarista foi detido no Paraguai na sexta-feira (26), quando tentava embarcar em um voo para El Salvador utilizando um passaporte falso.

    Silvinei foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) como participante de um dos núcleos da trama golpista do governo Jair Bolsonaro (PL). Ele aguardava o fim da tramitação do seu caso em liberdade, monitorado por tornozeleira eletrônica.

    A defesa de Silvinei solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o ex-diretor da PRF seja mantido preso em Santa Catarina, preferencialmente em São José ou Florianópolis. Como justificativa, afirmaram que ele possui “vínculos familiares, sociais e profissionais consolidados” no local.

    “Circunstância que contribui para a estabilidade da custódia e para a preservação de sua integridade física e psíquica, além de facilitar o exercício pleno da ampla defesa, sem qualquer prejuízo à jurisdição deste Supremo Tribunal Federal”, acrescentaram.

    Caso o pedido seja negado por Moraes, a defesa pede então que Silvinei seja levado para a Papudinha, unidade da Polícia Militar no Distrito Federal. Os advogados afirmaram que a estrutura é “compatível com casos de elevada exposição institucional, reduzindo riscos objetivos à integridade do custodiado.”

    A Polícia Federal detectou uma falha no monitoramento da tornozeleira eletrônica de Vasques às 3h do dia 25 de dezembro. Segundo relatos dos agentes, naquele horário o equipamento parou de transmitir o sinal de GPS.

    A primeira equipe acionada para verificar a perda de sinal da tornozeleira foi a Polícia Penal de Santa Catarina, por volta das 20h desta quinta (25). Silvinei já não estava em seu apartamento, no município de São José.

    Por volta das 23h, uma equipe da Superintendência Regional da Polícia Federal em Santa Catarina esteve no local para apurar um possível descumprimento das medidas restritivas.

    Silvinei teria usado um carro alugado para sair do prédio em que morava, em Santa Catarina, em direção ao Paraguai. Horas antes de romper a tornozeleira, o ex-diretor da PRF organizou seus pertences. Vestindo calça de moletom, camiseta e um boné, ele levou até o veículo bolsas, tapetes higiênicos para cachorros e um pitbull.

    A PF informou os principais passos de uma tentativa de fuga de Silvinei ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que decretou sua prisão preventiva.

    Silvinei Vasques tentou embarcar para El Salvador utilizando um passaporte paraguaio emitido em nome de Julio Eduardo. Ele levava uma carta, na qual dizia ter câncer no cérebro e não conseguir escutar ou falar e que viajaria para fazer um tratamento médico.

    Após a tentativa frustrada de fuga de Silvinei Vasques, a Polícia Federal determinou prisão domiciliar para outros condenados pela trama golpista.

    Como mostrou a coluna Painel, a PF esteve na casa do ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins para comunicar a decisão. Ele usa tornozeleira eletrônica e tinha autorização para sair de casa durante o dia, agora revogada.

    Silvinei é transferido para Brasília após ser preso no Paraguai em tentativa de fuga

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  • Morre Cida Guimarães, bicampeã sul-americana e pioneira do basquete

    Morre Cida Guimarães, bicampeã sul-americana e pioneira do basquete

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Maria Aparecida Cardoso Guimarães, conhecida como Cida Guimarães, pioneira do basquete brasileiro, morreu aos 95 anos, neste sábado. A causa da morte não foi divulgada.

    ÍCONE DO BASQUETE

    A ex-pivô foi um dos principais nomes da seleção brasileira de basquete durante a década de 1950. A notícia do falecimento foi confirmada pela Confederação Brasileira de Basketball (CBB).

    A atleta conquistou dois títulos sul-americanos em 1954 e 1958 representando o Brasil. O currículo na seleção inclui ainda duas medalhas de prata e uma de bronze na mesma competição continental. Em Jogos Pan-Americanos, Cida subiu ao pódio com uma prata e um bronze.

    Cida pertencia a uma família com trajetória consolidada na modalidade esportiva. Ela chegou a atuar na equipe nacional ao lado da irmã, Maria Helena Cardoso, que fez história como jogadora e técnica. Natural de Descalvado (SP), a ex-pivô teve quatro filhos.

    Um de seus filhos é o ex-armador Ricardo Cardoso Guimarães, o Cadum, campeão pan-americano em 1987. Ele seguiu os passos da mãe e disputou quatro edições consecutivas dos Jogos Olímpicos entre 1980 e 1992. A família é referência na história do basquete paulista e nacional.

    LEIA A NOTA DE PESAR DA CBB

    O basquete brasileiro perdeu neste sábado uma de suas primeiras estrelas, dentro e fora de quadra. Nos deixou Maria Aparecida Cardoso Guimarães, a Cida.

    Bicampeã Sul-Americana com a Seleção Brasileira em 1954 e 1959*, Cida ajudou a construir um caminho sólido para as novas gerações que viriam depois, rompendo preconceitos e conquistando espaço e títulos!

    Cida iniciou a caminhada de uma família basqueteira, e é mãe do nosso querido Cadum Guimarães, Eduardo, Ângela e Márcia, além de irmã de Maria Helena Cardoso.

    Nossas condolências aos amigos e familiares. Cida é um exemplo de garra, talento e amor ao basquete e à vida!

    Morre Cida Guimarães, bicampeã sul-americana e pioneira do basquete

  • Treinador e três filhos morrem em acidente de barco na Indonésia

    Treinador e três filhos morrem em acidente de barco na Indonésia

    O futebol espanhol está de luto neste sábado com a morte de Fernando Martín, treinador da equipe feminina B do Valencia, e de três de seus filhos, de 9, 10 e 12 anos, em decorrência de um acidente envolvendo a embarcação turística em que viajavam, na Indonésia, segundo informações divulgadas pela rádio espanhola Cadena COPE.

    A embarcação, chamada KM Putri Sakinah, navegava pelas águas do Parque Nacional de Komodo, nas proximidades da ilha de Padar, quando foi atingida por ondas superiores a dois metros, que provocaram uma falha no motor. O técnico, de 44 anos, e os três filhos mais velhos ficaram presos, enquanto a esposa e a filha mais nova, Mar, de sete anos, conseguiram escapar sem ferimentos.

    “Houve uma anomalia meteorológica imprevisível, com ondas de grande porte que duraram pouco tempo e provocaram o naufrágio da embarcação”, explicou Stephanus Risdiyanto, responsável pela Autoridade Portuária e Capitania do Porto de Labuan Bajo, durante entrevista coletiva.

    Ao todo, 11 pessoas estavam a bordo da embarcação turística. Destas, sete foram resgatadas com vida, incluindo quatro tripulantes e um guia. Fernando Martín e os três filhos morreram no acidente. Já a esposa, a filha mais nova e outro cidadão espanhol, cuja identidade ainda não foi divulgada, foram salvos.

    Homenagens se multiplicam

    A primeira manifestação pública sobre a tragédia partiu do próprio Valencia, que divulgou uma nota de pesar nas redes sociais, afirmando estar “profundamente consternado com o falecimento de Fernando Martín, treinador da equipe feminina B, e de três de seus filhos, em um trágico acidente de barco ocorrido na Indonésia, conforme confirmado pelas autoridades locais”.

    “Em um momento tão difícil, queremos expressar nosso apoio e nossas condolências aos familiares, amigos e a todos os companheiros do Valencia, da equipe feminina e da academia”, acrescentou o clube. Pouco depois, foi a vez da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) prestar sua homenagem.

    “A RFEF se une à dor pela perda de Fernando Martín, treinador da equipe feminina B do Valencia, e de três de seus filhos, no naufrágio de uma embarcação turística na Indonésia. Manifestamos nossas mais sinceras condolências aos familiares e amigos”, afirmou a entidade. A La Liga também se pronunciou, enviando “suas mais sinceras condolências” aos familiares e amigos do treinador.


    Treinador e três filhos morrem em acidente de barco na Indonésia

  • Virginia e Carlinhos Maia brigam por causa de brigadeiro com maconha

    Virginia e Carlinhos Maia brigam por causa de brigadeiro com maconha

    Após o evento, Carlinhos Maia afirmou publicamente que havia comido o doce. Em vídeos publicados nos stories do Instagram, o influenciador disse que tinha conhecimento do conteúdo do brigadeiro e assumiu a escolha. “Eu comi brisadeiro, maconha dentro, fiquei muito doido. Eu sabia que tinha maconha no brigadeiro, comi porque eu quis”, declarou. A fala gerou críticas imediatas de seguidores e de outros convidados da festa.

    Uma suposta ingestão de “brisadeiro” — doce conhecido por levar maconha entre os ingrediente — provocou uma polêmica entre influenciadores nos últimos dias e ganhou grande repercussão nas redes sociais. O episódio teria ocorrido durante a festa de Natal promovida por Virginia Fonseca no Galpão VF, em Goiás, que reuniu diversos convidados famosos.

    Após o evento, Carlinhos Maia afirmou publicamente que havia comido o doce. Em vídeos publicados nos stories do Instagram, o influenciador disse que tinha conhecimento do conteúdo do brigadeiro e assumiu a escolha. “Eu comi brisadeiro, maconha dentro, fiquei muito doido. Eu sabia que tinha maconha no brigadeiro, comi porque eu quis”, declarou. A fala gerou críticas imediatas de seguidores e de outros convidados da festa.

    Entre os que se manifestaram estava Lucas Guedez, amigo de Virginia Fonseca, que classificou a atitude como “sem noção total”. A declaração deu início a um bate-boca público. Em resposta, Carlinhos Maia rebateu o comentário e afirmou que Lucas também teria experimentado o doce. “Você comeu também. Eu levei um pedaço e dei. Comeu eu e você”, disse, em tom irônico, ao negar que o episódio tivesse sido tão grave.

    Na sequência, Maia tentou contextualizar a situação, afirmando que a ingestão ocorreu em um ambiente controlado e sem a presença de crianças. Ele reconheceu que a atitude foi inadequada, disse já ter pedido desculpas a quem considerava importante e afirmou que seu comportamento é conhecido por ser espontâneo e sem filtros. O influenciador também ressaltou o carinho que tem por Virginia Fonseca e afirmou que não houve intenção de desrespeitar a anfitriã.

    A repercussão dividiu opiniões nas redes sociais. Parte do público criticou o consumo da substância em uma confraternização que também contou com crianças, enquanto outros minimizaram o episódio. Após a polêmica, Carlinhos Maia afirmou não guardar ressentimentos em relação a Virginia, elogiando-a como mãe e empresária, mas fez críticas a pessoas que classificou como “bajuladores”.

    Virginia Fonseca não se pronunciou diretamente sobre o caso. Fãs notaram, porém, que ela limitou os comentários em suas redes sociais. Na manhã deste sábado (27), a influenciadora e Lucas Guedez compartilharam um registro de uma chamada de vídeo, trocando mensagens de apoio e amizade. Em seguida, Lucas publicou um texto com indiretas, falando sobre diferenças de mentalidade e a decisão de se afastar de determinadas pessoas.

    Virginia e Carlinhos Maia brigam por causa de brigadeiro com maconha

  • Vitinha por Vinícius Jr? Veja o “plano” traçado pelo Real Madrid

    Vitinha por Vinícius Jr? Veja o “plano” traçado pelo Real Madrid

    Vinícius Júnior tem contrato com o Real Madrid até junho de 2027 — ou seja, até o fim da próxima temporada — e, sem um acordo próximo para renovação, a possibilidade de deixar o Santiago Bernabéu já na próxima janela de transferências de verão ganha cada vez mais força.

    O atacante brasileiro já teria deixado claro que deseja se tornar o jogador mais bem pago do elenco comandado por Xabi Alonso. A diretoria liderada por Florentino Pérez, no entanto, não pretende atender a essa exigência e mantém a proposta original sobre a mesa, na expectativa de que o atleta a aceite — ao mesmo tempo em que recupere seu melhor nível de desempenho.

    Ainda assim, segundo informações divulgadas neste sábado pela rádio espanhola Cadena SER, os dirigentes do Real Madrid já começaram a desenhar um plano alternativo, caso sejam obrigados a abrir mão de um de seus principais ativos, evitando perdê-lo sem custos ao fim do contrato.

    Está em análise o chamado “plano V”, que prevê a venda de Vinícius Júnior por, no mínimo, 100 milhões de euros. O valor arrecadado seria utilizado na contratação de Vitinha, jogador formado no Porto e que, com a camisa do Paris Saint-Germain, se consolidou entre os principais meio-campistas do futebol mundial.

    A cúpula merengue entende que grande parte das fragilidades apresentadas nesta temporada está ligada à falta de um jogador capaz de dar sustentação ao meio-campo, especialmente após as saídas de Luka Modrić e Toni Kroos. Nesse cenário, o internacional português seria visto como o nome ideal para reorganizar o setor.

    Vitinha, o “melhor meio-campista do mundo”, pode deixar de ser “impossível”

    Andrés Onrubia, colaborador da publicação, não poupou elogios a Vitinha: “Desde que passou a atuar regularmente, seu desempenho elevou consideravelmente o nível do PSG. Foi com Luis Enrique que ele se transformou no melhor meio-campista do mundo. No ano passado, renovou contrato até 2030, mas, embora na França não existam cláusulas de rescisão, há acordos de venda”.

    A mesma fonte acrescenta que os atuais campeões franceses teriam um entendimento informal com o ex-jogador do Porto, permitindo sua saída caso cheguem propostas na casa dos 100 milhões de euros ao Parque dos Príncipes. Já o comentarista Pacojo Delgado demonstrou cautela em relação ao sucesso da negociação.

    “Não confirmo nem desminto. Digo apenas que isso está no ar. Do ponto de vista do jogador, ele vai dizer agora que não, que, no meio da temporada, é impossível afirmar que quer sair. Mas que esse assunto será discutido, disso eu tenho certeza”, afirmou, alimentando mais um possível capítulo dessa novela do mercado.

    Rodri Hernández, espanhol do Manchester City, era o principal alvo do Real Madrid para o meio-campo, mas os problemas físicos que ele continua enfrentando escancaram as portas para que Vitinha possa, de fato, desembarcar no Santiago Bernabéu em um futuro não muito distante.

    Vitinha por Vinícius Jr? Veja o “plano” traçado pelo Real Madrid