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  • Trump e Zelensky reúnem-se hoje. Qual o ponto de situação? Que esperar?

    Trump e Zelensky reúnem-se hoje. Qual o ponto de situação? Que esperar?

    Os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia vão reunir-se este domingo na Florida para discutir o plano para a paz entre Kiev e Moscou. O encontro tem como objetivo finalizar o máximo possível do acordo e discutir como os aliados da Ucrânia podem garantir a segurança do país.

    Os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia vão reunir-se este domingo na Florida por volta das 13h00 locais para discutir o plano para a paz entre Kiev e Moscou. O que se pode esperar?

    O encontro, segundo Volodymyr Zelensky, tem como objetivo  “finalizar o máximo possível” do acordo e discutir com Trump de que forma é que os aliados da Ucrânia podem garantir a segurança do país.

    De acordo com Zelensky, o plano de paz de 20 pontos – inicialmente de 28 – elaborado por Kiev e Washington está “90% pronto”.

    “Não é fácil. Ninguém está dizendo que vamos chegar aos 100% já, mas, mesmo assim, temos de trazer o resultado desejado cada vez mais perto com cada encontro, com cada conversa”, afirmou o presidente ucraniano.

    Os 10% em causa prendem-se principalmente com as questões territoriais, com a Rússia recusando ceder os seus avanços na região do Donbass e reivindicando toda a área como russa.

    Já Zelensky, apesar de uma recusa taxativa inicial, já não põe de parte concessões de território, admitindo levar a questão a um referendo se Moscou concordar com um cessar-fogo. A Constituição ucraniana, note-se, exige que qualquer alteração às fronteiras nacionais sejam aprovadas em referendo.

    No sábado, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, citado pela agência estatal TASS, que se “Kiev não estiver disposto a resolver o assunto pacificamente, a Rússia vai alcançar todos os objetivos da operação militar especial [refere-se à guerra] usando meios militares”.

    Moscou ataca Kiev e faz um morto. Um milhão sem eletricidade 

    Na noite de sexta-feira para sábado, Moscou lançou uma ofensiva massiva contra a capital ucraniana com mais de 500 drones e 40 mísseis. O ataque causou um morto e 19 feridos e deixou mais de um milhão de ucranianos sem eletricidade, numa época do ano em que as temperaturas chegam a temperaturas negativas na Ucrânia.

    Em reação aos ataques, o presidente francês afirmou que a escalada russa contra Kiev mostra claramente o “contraste” entre “a vontade da Ucrânia de construir uma paz duradoura e a determinação da Rússia em prolongar a guerra que iniciou”, segundo fontes do Palácio do Eliseu, citadas pela AFP.

    Zelensky reuniu-se com os aliados europeus no sábado

    Ainda antes do encontro com Donald Trump, o chefe de Estado da Ucrânia reuniu-se com os seus aliados europeus, com o objetivo de “coordenar os preparativos” para a reunião de domingo.

    Na sua conta no X, Zelensky adiantou que esteve em chamada com os líderes europeus, onde foram analisadas as “prioridades mais importantes” assim como o “progresso atual na via diplomática.

    “São necessárias posições firmes tanto na frente de batalha como na diplomacia para impedir Putin de manipular e evadir um fim real e justo para a guerra”, acrescentou.

    Na mesma rede social, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também se pronunciou sobre a reunião, garantindo que “o apoio da UE [União Europeia] à Ucrânia não vai vacilar”. 

    António Costa enumerou ainda “as recentes decisões” da União Europeia (UE) que “fortaleceram a Ucrânia”, ao garantir financiamento para as necessidades daquele país nos próximos dois anos, a “imobilização de ativos soberanos russos a longo prazo” e a prorrogação das sanções contra a Rússia “com novas medidas em curso, se necessário”.

    A guerra entre a Ucrânia e a Rússia dura já há três anos, tendo sido iniciada em 2022 por Moscou numa operação terrestre, e, apesar de várias tentativas de negociações, ainda não viu o seu fim.

    Trump e Zelensky reúnem-se hoje. Qual o ponto de situação? Que esperar?

  • Bolsonaro passa por novo procedimento para tratar crise de soluços

    Bolsonaro passa por novo procedimento para tratar crise de soluços

    O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, que cumpre 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, foi operado novamente, para tratar uma crise de soluços, dois dias depois de ter sido operado a uma hérnia.

    A informação foi divulgada nesta sexta-feira por sua esposa, Michelle, que afirmou, em uma publicação no Instagram, que o procedimento teve como objetivo “realizar um bloqueio do nervo frênico”, responsável pelo controle do diafragma, já que o marido sofria com soluços diários havia nove meses.

    No dia de Natal, Bolsonaro passou por uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal, ocasião em que os médicos ajustaram a medicação para controlar os soluços e o refluxo gastroesofágico.

    No entanto, na noite de sexta-feira, o ex-presidente brasileiro teve uma forte crise de soluços.

    O ex-chefe de Estado, de 70 anos, já passou por diversas cirurgias para tratar problemas abdominais, hérnias e obstruções intestinais desde que foi esfaqueado no abdômen em 2018, quando era candidato à Presidência da República.

    Jair Bolsonaro está preso em uma unidade prisional desde novembro, após danificar a tornozeleira eletrônica que o mantinha em prisão domiciliar desde agosto.

    Em setembro, o Supremo Tribunal Federal o considerou culpado pelo crime de conspiração para se manter no poder após perder as eleições de 2022 para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

    Bolsonaro alega inocência e afirma estar sendo perseguido pela Justiça.

    Assim que receber alta hospitalar, Bolsonaro deverá retornar ao quarto equipado com geladeira, ar-condicionado e televisão onde cumpre pena, em um prédio da Polícia Federal, em Brasília.

    Bolsonaro passa por novo procedimento para tratar crise de soluços

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  • Justin Bieber denuncia indústria da música: "Usado e pressionado"

    Justin Bieber denuncia indústria da música: "Usado e pressionado"

    Justin Bieber fez um desabafo emocionante onde denunciou a indústria da música. O cantor refletiu sobre a sua trajetória mas garantiu que hoje em dia está mais apaziguado com todas as suas dores pois encontrou a fé.

    Justin Bieber compartilhou alguns momentos do Natal vividos em família, ao lado da esposa Hailey e do filho do casal, Jack Blues, que nasceu em 23 de agosto de 2024.

    Mas o período também foi de reflexão para o artista. O cantor, de 31 anos, desabafou com fãs e seguidores sobre sua trajetória no mundo da música e confessou que viveu momentos difíceis.

    “O Natal é aquela época para refletir e se perguntar o que você realmente quer. O que realmente te realiza?”, questionou.

    “O Natal é um lembrete de Jesus e do dom gratuito do perdão que só Ele pode oferecer.” Bieber explicou ainda que, para ele, tem sido difícil “deixar o ressentimento para trás”.

    “Espero que, onde quer que você esteja, possa ter apoio nesse amor que nos encontra exatamente onde estamos, não importa o que aconteça. Cresci em um sistema que recompensava meu talento, mas nem sempre protegia minha alma.”

    O cantor, que ficou famoso em 2009 ao lançar o EP My World, explicou que passou por momentos muito complicados. “Houve momentos em que me senti usado, pressionado, moldado em algo que eu não escolhi completamente. Esse tipo de pressão deixa feridas que você não vê no palco”, afirmou.

    “Carreguei raiva. Perguntei a Deus por quê. Mas Jesus continua a me encontrar no meio da dor — não justificando o que me feriu, mas me ensinando a não me tornar amargo”, disse ainda o artista.

    “Passei por uma dor que me moldou antes mesmo de eu ter palavras para descrevê-la. Eu estava em um sistema que tirou mais de mim do que protegeu. Não quero destruir a indústria da música. Quero vê-la renovada — mais segura, mais honesta, mais humana”, concluiu.

     
     
     

     
     
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  • "Assustador": Irmãos ajudam motorista escolar durante emergência nos EUA

    "Assustador": Irmãos ajudam motorista escolar durante emergência nos EUA

    Dois irmãos de 8 e 14 anos ajudaram a motorista do ônibus escolar em que seguiam, na manhã do dia 19 de dezembro, em Ashland, no estado norte-americano de Ohio.

    Dois irmãos ajudaram a motorista do ônibus escolar em que viajavam durante uma emergência médica, na manhã do dia 19 de dezembro, em Ashland, no estado norte-americano de Ohio.

    Catrina, de 8 anos, estava sentada na parte da frente do ônibus quando percebeu que a condutora não parecia bem. Ao questioná-la, a mulher confirmou que não se sentia bem, balançando a cabeça. A menina então foi avisar o irmão, Charlie, de 14 anos, e os demais estudantes da rede Crestview Local Schools.

    “Corri até ela e perguntei: ‘O que está acontecendo?’. Ela apontou para a garganta, então fui correndo até o fundo do ônibus e chamei os alunos mais velhos”, contou Catrina à ABC News 5.

    A menina explicou que, como o ônibus estava descendo uma ladeira, puxou o freio de mão do veículo. O irmão, por sua vez, usou o rádio do ônibus para entrar em contato com a escola e pedir ajuda.

    “Precisamos de ajuda. A motorista do ônibus não está respirando”, disse.

    O adolescente tentou manter a calma, mas admitiu que a situação “foi assustadora”. “Tentei manter as crianças calmas e garantir que não entrassem em pânico, levando-as para a parte de trás do ônibus”, explicou.

    O superintendente do distrito escolar, Jim Grubbs, informou posteriormente que uma aluna do 8º ano, chamada Kali, também ajudou os irmãos, orientando os estudantes a irem para o fundo do ônibus e ligando para o 112.

    Ele acrescentou ainda que a motorista foi levada para um hospital e que o transporte das crianças foi realizado por outro condutor.

    Tiffany Erwin, mãe de Charlie e Catrina, disse estar orgulhosa dos filhos, que souberam “o que fazer para salvar a vida” da motorista.

    “Fiquei muito orgulhosa. Foi uma sensação avassaladora de alegria. Fiquei feliz por meus filhos terem conhecimento e saberem o que fazer para ajudar alguém, para salvar a vida de alguém”, afirmou.

    Catrina compartilhou do mesmo sentimento e disse que a motorista “precisa estar com a família, para que possam animá-la e lhe dar abraços”.

    "Assustador": Irmãos ajudam motorista escolar durante emergência nos EUA

  • Diretor Tyler Perry é acusado de assédio sexual por ator de um de seus filmes, diz revista

    Diretor Tyler Perry é acusado de assédio sexual por ator de um de seus filmes, diz revista

    Segundo a revista americana Variety, Rodriguez afirma ter sido assediado repetidas vezes ao longo de vários anos na casa que o cineasta mantém em Los Angeles. O processo inclui ainda um pedido de indenização por danos morais.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ator e diretor Tyler Perry foi acusado de assédio sexual pelo ator Mario Rodriguez, que integrou o elenco do filme “Boo! A Madea Halloween” (2016), dirigido por Perry. A ação tramita no Tribunal Superior de Los Angeles, nos Estados Unidos.

    Segundo a revista americana Variety, Rodriguez afirma ter sido assediado repetidas vezes ao longo de vários anos na casa que o cineasta mantém em Los Angeles. O processo inclui ainda um pedido de indenização por danos morais.

    De acordo com a publicação, Rodriguez também move ação contra a produtora Lionsgate, distribuidora da comédia, sob a alegação de que a empresa teria ignorado suas denúncias. O ator pede uma indenização de US$ 77 milhões.

    À Variety, o advogado de Perry, Alex Spiro, afirmou que, “após recentemente fracassar em outro caso contra o senhor Perry, o mesmo advogado agora apresenta uma exigência relacionada a um processo de mais de uma década atrás, que igualmente resultará em uma tentativa frustrada de extorsão”.

    Spiro se refere a outra ação por assédio sexual aberta em junho contra Perry pelo ator Derek Dixon, da série “The Oval”, também criada pelo cineasta. O advogado de Dixon, Jonathan Delshad, é o mesmo que representa Mario Rodriguez no novo processo.

    Diretor Tyler Perry é acusado de assédio sexual por ator de um de seus filmes, diz revista

  • Nova York declara estado de emergência em meio a nevasca

    Nova York declara estado de emergência em meio a nevasca

    A tempestade de neve começou na noite de sexta (26), perdeu força na manhã deste sábado (27) e teve impacto menor do que o inicialmente previsto, mas ainda assim relevante para os padrões recentes da região. No Central Park foram registrados 11 centímetros de neve até as 7h, a maior acumulação no local desde janeiro de 2022. Em áreas da região metropolitana, os volumes chegaram a cerca de 23 centímetros.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul, declarou estado de emergência neste fim de semana diante do que pode ser a maior nevasca a atingir a região em vários anos. A medida vale para a cidade de Nova York, Long Island, o vale do Hudson e outros condados do interior. Em Nova Jersey, a governadora interina, Tahesha Way, adotou a mesma resolução.

    A tempestade de neve começou na noite de sexta (26), perdeu força na manhã deste sábado (27) e teve impacto menor do que o inicialmente previsto, mas ainda assim relevante para os padrões recentes da região. No Central Park foram registrados 11 centímetros de neve até as 7h, a maior acumulação no local desde janeiro de 2022. Em áreas da região metropolitana, os volumes chegaram a cerca de 23 centímetros.

    O mau tempo também provocou transtornos no transporte aéreo. Centenas de voos foram cancelados nos três principais aeroportos da região, e as interrupções se estenderam até a manhã de sábado, quando cerca de 20% das partidas dos aeroportos LaGuardia e JFK foram suspensas. Passageiros relataram dificuldades para conseguir realocação, hospedagem ou reembolso.

    Moradores acordaram com um cenário que se tornou raro nos últimos invernos, com ruas escorregadias e calçadas cobertas de neve. O Serviço Nacional de Meteorologia suspendeu os alertas de tempestade para a cidade na manhã de sábado, mantendo apenas a previsão de neve fraca ao longo do dia.

    A prefeitura mobilizou equipes de limpeza urbana, com tratores e caminhões espalhando sal para reduzir o risco de acidentes. Segundo o Departamento de Saneamento, a preparação começou ainda na sexta, com aplicação preventiva de salmoura nas vias e reforço da frota.

    As previsões oscilaram ao longo do dia. A governadora Kathy Hochul disse que a cidade deve receber apenas 10 centímetros de neve. O prefeito de Nova York, Eric Adams, afirmou que as áreas mais ao norte da cidade podem receber até 28 centímetros. Rajadas de vento de até 80 km/h reforçaram os pedidos para que a população evitasse deslocamentos desnecessários.

    Apesar dos transtornos, a nevasca marcou uma exceção em uma sequência de invernos atipicamente secos. Nova York ficou de 2022 a 2024 sem episódios relevantes de neve, e no último inverno a cidade registrou pouco mais de 30 centímetros ao longo de toda a estação.

    Nova York declara estado de emergência em meio a nevasca

  • Correios assinam contrato de empréstimo de R$ 12 bi com cinco bancos

    Correios assinam contrato de empréstimo de R$ 12 bi com cinco bancos

    O empréstimo tem garantia do Tesouro Nacional e está vinculado ao plano de reestruturação da companhia, que será apresentado pela diretoria dos Correios em entrevista na próxima segunda-feira (29).

    IDIANA TOMAZELLI
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Os Correios assinaram nesta sexta-feira (26) o contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões, concedido por um grupo de cinco bancos, dois deles controlados pelo governo federal. O extrato da operação foi publicado em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) na manhã deste sábado (27).

    O empréstimo tem garantia do Tesouro Nacional e está vinculado ao plano de reestruturação da companhia, que será apresentado pela diretoria dos Correios em entrevista na próxima segunda-feira (29).

    O aval da União sempre foi premissa de toda a operação e representa um compromisso do governo em honrar os pagamentos em caso de inadimplência da estatal. Isso torna praticamente nulo o risco de prejuízo aos bancos.

    Com a assinatura do contrato, os Correios finalmente receberão os recursos do empréstimo. Serão liberados R$ 10 bilhões neste ano e outros R$ 2 bilhões até o final de janeiro de 2026. A previsão é que a primeira parcela dos recursos entre no caixa da empresa na próxima segunda.

    A proposta de empréstimo foi apresentada por um grupo de cinco bancos, formado por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander. Os três últimos entraram apenas recentemente nas negociações, enquanto a Caixa voltou a participar das conversas após a Casa Civil entrar no circuito para que a instituição integrasse o sindicato de bancos.

    Banco do Brasil, Caixa e Bradesco vão emprestar R$ 3 bilhões cada, enquanto Itaú e Santander, R$ 1,5 bilhão cada.

    O custo da operação ficou em 115% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), dentro do teto de 120% estipulado pelo Tesouro Nacional para conceder a garantia soberana. Uma primeira proposta, feita por um grupo distinto de bancos, foi rejeitada devido ao custo elevado, de 136% do CDI. Segundo o Tesouro, a diferença de taxas poderia gerar um custo extra de quase R$ 5 bilhões aos Correios ao longo do contrato.

    O prazo do contrato é de 15 anos, dos quais os três primeiros de carência (período inicial em que a empresa não pagará prestações).
    Inicialmente, o pleito dos Correios era um crédito de R$ 20 bilhões, montante considerado necessário para bancar o plano de reestruturação da empresa em 2025 e 2026.

    Uma primeira proposta, que atendia integralmente ao valor de R$ 20 bilhões, foi apresentada por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. No entanto, o Tesouro travou a contratação e rejeitou conceder a garantia soberana por considerar a taxa de juros muito elevada.

    Com a revisão das condições e a redução do valor, o órgão do Ministério da Fazenda deu sinal verde à operação, respaldado por um decreto que abre caminho para a concessão da garantia soberana. A medida foi antecipada pela Folha de S.Paulo.

    O ato permitiu que os técnicos avaliassem o pedido de aval dos Correios levando em consideração as medidas de ganho de receitas e corte de despesas previstas no plano de reestruturação, mas que ainda não foram implementadas. É diferente do rito habitual, no qual o Ministério da Fazenda analisa a fotografia atual da saúde financeira dos entes ou das estatais -e pelo qual a estatal não conseguiria atestar a capacidade de pagamento necessária para obter a garantia.

    Essa é a primeira vez desde o governo Dilma Rousseff (PT) que a Fazenda abre uma exceção para conceder aval soberano a um empréstimo. Na gestão da ex-presidente, licenças excepcionais permitiram o endividamento de estados já em péssimas condições financeiras, que depois deram calote nos financiamentos.

    Em outro ato, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou um limite específico de R$ 12 bilhões para a contratação da operação de crédito pelos Correios. O colegiado é responsável por regular os limites de crédito do setor público. A medida foi necessária porque o espaço disponível para novos empréstimos estava praticamente esgotado e seria insuficiente para absorver a transação.

    Como o valor contratado ficou abaixo dos R$ 20 bilhões, os Correios vão precisar de um novo crédito ou aporte do Tesouro em 2026, ano eleitoral, para conseguir implementar seu plano de reestruturação.
    As medidas incluem a regularização de dívidas com fornecedores e bancos, um novo PDV (programa de demissão voluntária) para desligar 15 mil empregados em 2026 e 2027 e a reformulação de cargos e salários e do plano de saúde da companhia, entre outras iniciativas.

    Em paralelo, os Correios tentam fechar um novo ACT (acordo coletivo de trabalho) com os empregados, já que o atual prevÊ uma série de benefícios acima do estabelecido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A condição não é irregular nem ilegal, mas a companhia considera ser incompatível com sua atual situação financeira.

     

    A estatal propôs, no âmbito da mediação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), limitar algumas cláusulas consideradas de maior impacto nas despesas ou na produtividade, mas a categoria rejeitou a proposta e deflagrou greve nacional.

    A negociação deve ir a dissídio coletivo, uma ação judicial que tem o objetivo de resolver o conflito quando as partes envolvidas (empregador e funcionários) não conseguem chegar a um consenso sobre as condições de trabalho. Significa, na prática, que o TST vai definir quais cláusulas prevalecerão. O julgamento está marcado para terça-feira (30).

    Correios assinam contrato de empréstimo de R$ 12 bi com cinco bancos

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  • Li Martins faz apelo por trabalho após morte do marido: 'Não está fácil'

    Li Martins faz apelo por trabalho após morte do marido: 'Não está fácil'

    Em entrevista ao canal Amar, de Mariana Kupfer, ela diz que não tem conseguido trabalhos após o acidente fatal e que seu lado psicológico está afetado com essa situação.

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Viúva do empresário JP Mantovani desde setembro, após um acidente de moto, a cantora Li Martins, ex-integrante da banda Rouge, afirma que tem passado por uma crise financeira.

    Em entrevista ao canal Amar, de Mariana Kupfer, ela diz que não tem conseguido trabalhos após o acidente fatal e que seu lado psicológico está afetado com essa situação.

    “Tenho aprendido nesse processo a pedir ajuda. Estou construindo uma casa e larguei tudo para cuidar da minha filha e a minha saúde”, conta ela, emocionada. Com Mantovani, tem uma menina de 8 anos.

    “Parei de cantar na turnê que eu fazia para poder estar na rotina da minha filha. Estou em busca de trabalho, pessoas alinhadas ao meu propósito”, comenta a cantora, ao afirmar que pretende exercer seu ofício, mas de uma forma que consiga estar mais tempo em casa para ficar com a filha.

    Mantovani tinha 46 anos e morreu em um acidente de moto na Marginal Pinheiros, em São Paulo. A notícia comoveu fãs e amigos do casal, que acompanharam de perto a história de amor construída ao longo de quase uma década.

    Li Martins faz apelo por trabalho após morte do marido: 'Não está fácil'

  • Após aceite, Bruno Spindel encerra negociações com o Corinthians por demora

    Após aceite, Bruno Spindel encerra negociações com o Corinthians por demora

    FÁBIO LÁZARO, GUILHERME XAVIER E LIVIA CAMILLO
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Bruno Spindel anunciou oficialmente o fim das tratativas para assumir a diretoria de futebol do Corinthians.

    CONTRATO FORMAL FORA DO PRAZO

    O executivo justificou a desistência pela ausência do envio do contrato formal dentro do prazo que havia sido combinado. A decisão ocorre logo após Spindel ter sinalizado positivamente à proposta apresentada pelo presidente Osmar Stabile.

    O Corinthians havia agido com velocidade nos bastidores para vencer a concorrência direta do Botafogo pelo profissional. O clube carioca planejava contratar Spindel para ocupar a vaga de Alessandro Brito, que será deslocado para projetos europeus de John Textor. O “chapéu” alvinegro parecia consolidado até o recuo do dirigente neste sábado.

    A escolha por Spindel foi uma reação estratégica após a recusa do próprio Alessandro Brito, o “plano A” da gestão. Antes de avançar, o nome do executivo passou por uma análise rigorosa do setor de compliance do Timão. O objetivo era blindar a diretoria e trazer um perfil técnico com forte experiência na área financeira.

    Outros nomes do mercado também foram sondados pela diretoria antes do desfecho negativo com o ex-dirigente flamenguista. Paulo Pelaipe preferiu o Grêmio por motivos familiares, enquanto Paulinho optou por seguir no Mirassol. Nos últimos dias, Marcos Braz também passou a ser ventilado como uma possibilidade interna.

    O clube agora enfrenta uma corrida contra o tempo para resolver pendências contratuais em apenas oito dias. Os vínculos de atletas importantes como Romero, Angileri e Talles Magno estão próximos do fim e exigem definição imediata. Atualmente, a única situação resolvida de forma definitiva pela cúpula de futebol foi a permanência de Maycon.

    LEIA A NOTA DE SPINDEL NA ÍNTEGRA

    Com o objetivo de pôr fim a especulações e informações inverídicas, esclareço que, após manifestar concordância com a proposta que me foi apresentada pelo Sport Club Corinthians Paulista para assumir o cargo de Diretor de Futebol Profissional, considero encerradas as tratativas com o clube.

    A decisão decorre da ausência de encaminhamento, em prazo razoável, do contrato formal para assinatura, nos termos previamente acordados.

    Após aceite, Bruno Spindel encerra negociações com o Corinthians por demora

  • BC se vê sob ataque no caso Master e calcula próximos passos

    BC se vê sob ataque no caso Master e calcula próximos passos

    A autarquia se prepara para um embate jurídico sobre as decisões tomadas no escopo da fiscalização sobre o Master e até para uma eventual tentativa de transformar o BC em investigado. Apesar disso, dirigentes demonstram confiança no processo por terem verificado números do Master que, segundo eles, confirmariam uma fraude bilionária nos balanços.

    FÁBIO PUPO
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Atuais membros da direção do Banco Central avaliam que estão sob ataque após terem decretado a liquidação do Banco Master. Em meio a questionamentos de outras autoridades sobre o processo, os integrantes calculam os próximos passos a serem dados.

    A autarquia se prepara para um embate jurídico sobre as decisões tomadas no escopo da fiscalização sobre o Master e até para uma eventual tentativa de transformar o BC em investigado. Apesar disso, dirigentes demonstram confiança no processo por terem verificado números do Master que, segundo eles, confirmariam uma fraude bilionária nos balanços.

    Investigadores afirmaram que o Master teria fabricado cerca de R$ 12 bilhões em créditos falsos, depois repassados ao BRB (Banco de Brasília).

    Procurados por meio da assessoria de imprensa, BC e Master não comentaram.

    O Banco Central decretou a liquidação do Master em 18 de novembro por encontrar no banco tanto problemas de liquidez como “graves violações” às normas do sistema financeiro. Os problemas estavam sobretudo em ativos na parte de crédito do balanço, que na prática foram vistos como inexistentes.

    A análise pelo BC demandou meses de discussão e diversas reuniões com representantes do Master. A liquidação foi anunciada um dia depois que Vorcaro se reuniu com a autarquia e comunicou que viajaria ao exterior para fechar negócio com novos compradores para o banco: a Fictor, empresa pouco conhecida no setor, em conjunto com investidores dos Emirados Árabes cuja identidade não foi revelada.

    Vorcaro foi preso no mesmo dia da reunião com o BC, quando tentava embarcar em um jatinho. Segundo a defesa do banqueiro, a viagem seria para assinar o negócio com os árabes. Para a PF, era um modo de facilitar a fuga do país. Após dez dias, ele foi solto por uma juíza federal.

    Mesmo certos da decisão e dizendo ter todos os elementos que comprovariam a correta atuação no caso, diretores do BC veem a possibilidade de uma tentativa de questionar a liquidação, sob o argumento de que haveria um plano de reestruturação pronto e apresentado, o que tornaria a medida desnecessária. Pesam contra essa argumentação, porém, as fraudes apontadas pelos investigadores.

    O BC se vê hoje diante da necessidade de explicar a decisão ao STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Dias Toffoli marcou uma acareação entre representantes do caso para a próxima terça-feira (30).

    Uma convocação já era esperada, em parte, uma vez que um despacho do magistrado em 15 de dezembro já havia determinado oitivas de investigados e do BC em até 30 dias. A diretoria da autarquia até citava, em conversas informais, que o compromisso poderia alterar planos e viagens para o fim do ano.

    Na véspera de Natal, no entanto, Toffoli surpreendeu ao marcar uma acareação, o que causou estranheza entre juristas por ser um instrumento usado para confrontar versões diferentes após depoimentos anteriores. Toffoli não colheu depoimentos individuais dos envolvidos.

    A acareação será feita entre Vorcaro; Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do BC; e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília, estatal do Distrito Federal que negociou a compra do Master, barrada pelo BC).

    O ministro determinou a acareação dentro de um processo sigiloso pelo qual é responsável no tribunal. Desde o começo de dezembro, diligências e medidas ligadas à investigação sobre o Master e Vorcaro têm que passar pelo crivo de Toffoli, por decisão do próprio magistrado.

    Conforme publicou a Folha de S.Paulo, a acareação terá como um de seus focos justamente a atuação do BC. A audiência pode levar o órgão regulador para o centro das investigações.

    Toffoli teria indicado a integrantes de seu gabinete que pretende esclarecer o momento em que o BC tomou conhecimento das suspeitas sobre o Master, as medidas na fiscalização do mercado de títulos bancários e determinar eventuais responsáveis por falhas nesse processo. Até o momento, ele não teria dado sinais de que pretende anular a liquidação do banco.

    O assunto Master chegou ao STF após pedido da defesa do banqueiro. A solicitação foi feita após um envelope com documentos de um negócio imobiliário relacionado ao deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) ter sido encontrado em uma busca e apreensão.

    O caso Master tem colocado em xeque a atuação de ministros do STF no caso. No fim de novembro, no mesmo dia em que a Justiça mandou soltar o banqueiro da prisão, Toffoli embarcava em jatinho para Lima junto com o advogado de um diretor do Master para ver um jogo de futebol. Além disso, o escritório ligado à família de Moraes tem contratos milionários com o banco.

    Paralelamente, o TCU (Tribunal de Contas da União) também analisa o caso. O ministro Jhonatan de Jesus determinou que o BC se explicasse sobre o caso e sugeriu que a decisão do BC pode ter sido extrema e precipitada. O questionamento não recebeu objeções de outros ministros do tribunal por enquanto.

    Segundo o despacho, a ação da autoridade monetária sugere que o BC pode ter demorado para buscar alternativas de mercado para o Master. Além disso, avalia que o BC poderia ter considerado soluções menos onerosas. O BC já formulou sua resposta ao TCU.

    BC se vê sob ataque no caso Master e calcula próximos passos

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