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  • Cuca vê prejuízo na programação para Neymar após empate vergonhoso do Santos com Recoleta

    Cuca vê prejuízo na programação para Neymar após empate vergonhoso do Santos com Recoleta

    O empate do Santos, nesta terça-feira, na Vila Belmiro, diante do time reserva do Recoleta, pela segunda rodada do Grupo D da Copa Sul-Americana, acabou impactando o planejamento do técnico Cuca para o uso de Neymar.

    “Se tivéssemos feito 10% ou 15% das chances criadas na partida, poderíamos ter tirado ele antes do final. Mas, como não conseguimos, por isso ele jogou até o fim. A ideia era dar um descanso para o jogo com o Fluminense no domingo”, afirmou Cuca na entrevista coletiva.

    O treinador reconheceu a forte cobrança da torcida após o empate por 1 a 1. “Futebol é assim. Essa cobrança não vem do jogo de hoje. Se fosse só hoje, o torcedor entenderia que foi má sorte, depois de criar tantas chances e ter 80% de posse de bola. Mas é um acumulado. A torcida vem sustentando isso há tempo.”

    Cuca voltou a apontar a falta de eficiência nas finalizações como principal motivo do resultado. “O time começou bem o jogo e depois perdemos muitos gols. Com a qualidade que têm nossos jogadores, não podemos perder. O último passe acabou não acontecendo. Não tem muito para explicar. Tem de botar a bola para dentro para ganhar jogos. A torcida tem razão. Se tivéssemos feito os gols, seria um bom jogo, como não fizemos, foi um mau resultado.”

    Agora, o Santos volta a campo no domingo, contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro. No dia 22, a equipe encara o Coritiba pela Copa do Brasil.

    QUATRO SEGUIDOS JOGOS NA VILA

    O Santos volta a campo no domingo, quando o o adversário será o Fluminense pelo Brasileirão. Já no dia 22, a equipe alvinegra entra em campo pela Copa do Brasil contra o Coritiba.

    João Fonseca avançou após derrotar pela primeira vez na carreira o chileno Alejandro Tabilo, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-1) e 6/3; Brasileiro reencontra francês Arthur Rinderknech a partir das 6h desta quarta (15)

    Agência Brasil | 22:47 – 14/04/2026

    Cuca vê prejuízo na programação para Neymar após empate vergonhoso do Santos com Recoleta

  • João Fonseca vence estreia em Munique e disputa oitavas nesta quarta

    João Fonseca vence estreia em Munique e disputa oitavas nesta quarta

    Estreia vitoriosa em clima de revanche. Foi assim a classificação do tenista brasileiro João Fonseca às oitavas de final do ATP 500 de Munique (Alemanha). O carioca de 19 anos avançou após derrotar pela primeira vez na carreira o chileno Alejandro Tabilo, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-1) e 6/3.  O triunfo ocorre quase dois meses após o chileno ter eliminado Fonseca na primeira rodada do ATP 250 de Buenos Aires, no qual busca o bicampeonato. Antes, Tabilo já havia superado o brasileiro nas quartas do ATP 250 de Bucareste (Hungria).

    O carioca volta a competir às 6h (horário de Brasília) desta quarta (15). Atual número 35 do mundo, Fonseca reencontrará o francês Arthur Rinderknech (26º no ranking) e sétimo favorito ao título de Munique. Os dois duelaram na semana passada na segunda rodada do Masters 1000 de Mônaco, com vitória do brasileiro por 2 sets a 1.

    O ATP de Munique é um dos torneios preparatórios para Roland Garrros (França), o segundo Grand Slam do ano. Fonseca busca chegar ao 32º lugar antes de corte do ranking do torneio parisiense, programado para maio. O corte costuma ocorrer seis semanas antes da competição. 

    Bia Haddad interrompe jejum de vitórias

    A paulista Beatriz Haddad Maia cravou hoje a primeira vitória em estreias de simples desta temporada. Foi o primeiro triunfo sob comando de seu novo técnico, o espanhol Carlos Martinez Comet. Cabeça de chave 1 do WTA 125 de Oeiras (Portugal) , Bia avançou às oitavas após superar a anfitriã Francisca Jorge por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/6 (7/3), interrompendo quase sete meses sem vitórias.

    Ex-top 10 e atual 69ª no ranking, Bia volta à quadra na quinta (16) contra a polonesa Maja Chwalinska (129ª). O horário da partida ainda não foi definido.

    João Fonseca vence estreia em Munique e disputa oitavas nesta quarta

  • Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

    Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

    Dólar continua abaixo de R$ 5 com alívio externo; moeda estadunidense terminou o dia praticamente estável, em R$ 4,993

    O mercado brasileiro teve mais um dia positivo, com a bolsa renovando máximas históricas e o dólar voltando a fechar abaixo de R$ 5. Apesar da continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz, a expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã aliviaram as tensões externas e fizeram o preço do petróleo cair.

    O índice Ibovespa, o principal da bolsa de valores brasileira, encerrou esta terça-feira (14) em alta de 0,33%, aos 198.657,33 pontos. O indicador aproximou-se da marca simbólica dos 200 mil pontos ao atingir 199.354,81 pontos na máxima do dia, às 11h01.

    Com o desempenho recente, o índice acumula alta de: 

    • 0,68% na semana;
    • 5,97% no mês;
    • 23,29% no ano.

    Esta foi a 11ª alta seguida do indicador e o quinto recorde consecutivo. Em 2026, a bolsa brasileira renovou máximas em 18 dias. O Ibovespa subiu apesar do recuo nas ações de petroleiras, afetada pela queda no preço internacional do petróleo.

    Câmbio

    O dólar recuou pelo quinto pregão consecutivo e voltou a fechar abaixo do nível de R$ 5, refletindo o ambiente externo mais favorável ao risco.

    A moeda estadunidense terminou o dia praticamente estável, em R$ 4,993, com:

    • queda de 0,06% no dia;
    • queda de 3,57% em abril;
    • queda de 9,02% no ano.

    Por volta das 11h, a cotação chegou a R$ 4,97, mas o ritmo de queda diminuiu com investidores aproveitando o baixo valor para comprar moeda.

    O movimento foi influenciado pela redução das tensões geopolíticas e pelo enfraquecimento global do dólar. Além disso, dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos, como a inflação ao produtor, reforçaram expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense).

    Petróleo em queda

    Os preços do petróleo tiveram forte recuo nos mercados internacionais, acompanhando a perspectiva de avanço nas negociações envolvendo Irã e Estados Unidos.

    O barril do Brent, usado nas negociações internacionais, caiu 4,6%, para US$ 94,79 em Londres. O barril WTI, do Texas, recuou cerca de 7,9%, a US$ 91,28 em Nova York.

    A queda da cotação do petróleo ajudou a aliviar pressões inflacionárias globais, favorecendo moedas emergentes e ativos de risco.

    Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos

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  • Retiro dos Artistas deixa de ser 'depósito' e ganha novo significado, diz Stepan Nercessian

    Retiro dos Artistas deixa de ser 'depósito' e ganha novo significado, diz Stepan Nercessian

    O Retiro dos Artistas foi centro de uma recente polêmica envolvendo o ator Marcos Oliveira, que reclamou da convivência com outros moradores e afirmou sentir falta de vida sexual no local

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Stepan Nercessian, 72, afirma que o Retiro dos Artistas deixou de ser visto como um destino melancólico para artistas em fim de carreira e passou a representar um espaço de dignidade. Presidente da instituição desde 2002, ele diz que uma de suas principais missões foi mudar a imagem do local.

    “Cansei de repetir que aqui não é um depósito de gente, nem a estação final da carreira de ninguém. Tinha todo esse carma”, afirmou, em entrevista ao podcast Vozes do Retiro.

    O ator também relembrou o papel de Dercy Gonçalves na transformação dessa percepção. Segundo ele, a artista, que viveu no local, ajudou a ressignificar o Retiro dos Artistas -hoje, o centro cultural da instituição leva seu nome. “Ela dizia que, no passado, quando alguém queria rogar uma praga, falava que a pessoa terminaria os dias no Retiro dos Artistas. Hoje, quando se deseja o bem, é o contrário”, contou.

    Ao assumir a gestão, Nercessian afirma ter encontrado o espaço em condições precárias. “Estava caótico. A primeira coisa foi recuperar a autoestima de quem vivia ali. Fizemos um trabalho de limpeza e organização, porque o ambiente influencia diretamente a vida das pessoas”, disse.

    O Retiro dos Artistas foi centro de uma recente polêmica envolvendo o ator Marcos Oliveira, conhecido por interpretar o Beiçola no seriado A Grande Família, (2001-2014) da Globo. Ele reclamou da convivência com outros moradores e afirmou sentir falta de vida sexual no local. Dias depois, o ator pediu desculpas e alegou que, no dia da entrevista, não estava bem de saúde. “Estava num momento de muita angústia, passando mal. Então eu quero que as pessoas considerem isso, porque eles pincelaram [momentos] dessa entrevista e fizeram esse pandemônio para sobreviverem”, começou.

    Em nota, a administradora Cida Cabral afirmou que os moradores têm liberdade fora da instituição. “Cada morador tem sua casa e sua privacidade. Porém, o Retiro é uma instituição de longa permanência para idosos. Todo idoso que está com suas condições físicas e psicológicas preservadas tem total condição de sair e explorar essa parte sexual fora do Retiro”, disse ao jornal O Globo.

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  • CEO do Zoom prevê jornada de trabalho de três dias por semana até 2031

    CEO do Zoom prevê jornada de trabalho de três dias por semana até 2031

    Eric Yuan acredita que o crescimento da inteligência artificial ajudará a impulsionar a redução de dias trabalhados na semana; “Eu realmente não acho que precisamos trabalhar cinco dias”, disse

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Enquanto o Brasil discute o fim da escala 6×1, o fundador e CEO do Zoom, Eric Yuan, foi muito além e fez uma previsão ousada para um futuro próximo: semanas com apenas três dias de trabalho.

    O CEO do Zoom tocou no assunto ao ser questionado sobre como seria o mundo daqui a cinco anos. “Como você acha que o mundo vai ficar e qual será o papel do Zoom nesse mundo?”, perguntou Alan Murray, presidente do WSJ Leadership Institute.

    “Gosto muito dessa pergunta, porque odeio trabalhar cinco dias (…) Cinco anos atrás, e até mesmo dois anos atrás, eu dizia que a semana de quatro dias de trabalho seria o novo padrão. Agora eu acho que, em cinco anos, talvez sejam três dias. Não sei ao certo, mas acho que pode ser ainda melhor”, disse Yuan.

    Ele acredita que o crescimento da inteligência artificial ajudará a impulsionar a redução de dias trabalhados na semana. Para ele, as interações humanas serão mais presentes no dia a dia.

    “Eu realmente não acho que precisamos trabalhar cinco dias, porque, literalmente, todos nós vamos ter muitos agentes digitais trabalhando para nós, certo? E acho que vamos ter muito mais tempo para interação humana, como esta aqui. Provavelmente você vai poder passar mais tempo conversando com clientes, parceiros, colegas de escola e membros da família”, afirmou.

    “Olhe para o que fazemos todos os dias: passamos todo o tempo em e-mails, mensagens em canais, reuniões, conversas e fazendo login em sistemas. Acho que os agentes de IA podem realmente nos ajudar. Você pode ter 10 ou até 100 mil agentes digitais trabalhando para você.”

    O CEO do Zoom acredita, inclusive, que já passou da hora de uma nova redução na carga horária semanal. Para isso, ele citou a mudança ocorrida em 1926, quando Henry Ford, dono da Ford Motor Company, inovou e foi um dos primeiros grandes empresários a adotar a semana de cinco dias, com sábado e domingo livres e o mesmo salário no fim do mês.

    “Olhe para a história: Henry Ford revolucionou a semana de trabalho, reduzindo de seis para cinco dias. Cem anos depois, ainda estamos em cinco dias. Este é o momento certo. Tenho quase certeza de que, na verdade, não precisamos mais trabalhar cinco dias”, falou.

    CEO do Zoom prevê jornada de trabalho de três dias por semana até 2031

  • Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

    Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

    Proposta será remetida de hoje para amanhã, afirma José Guimarães; presidentes da Câmara e do Senado discutiram assunto em almoço

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a Casa discuta a redução da jornada de trabalho por meio de PEC (proposta de emenda à Constituição). Lula, porém, reforçou que mesmo com a preferência de Motta pela PEC, enviará um projeto de lei com urgência constitucional para tentar acelerar a tramitação.

    Os dois abordaram a redução da jornada de trabalho durante almoço nesta terça-feira (14), que também contou com a participação do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e do novo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

    O projeto que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1, de seis dias de trabalho e um de descanso, é uma das prioridades do governo para este ano eleitoral.

    Motta definiu pela tramitação em forma de PEC no início de fevereiro e o relator do texto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara deve apresentar o texto nesta quarta-feira (15). A tramitação da PEC é mais demorada, pois requer ainda a criação de uma comissão especial. Depois, o texto deve ser aprovado em dois turnos pelo plenário.

    Setores governistas defendem há semanas o envio de um projeto com urgência constitucional, que tem prazo de 45 dias de tramitação em cada Casa, para acelerar a discussão. O Executivo, porém, hesitou para reduzir as chances de atrito com Motta.

    Na última semana, Motta disse que foi informado pelo então líder do governo, José Guimarães, que o governo havia desistido de enviar o projeto. O Planalto, entretanto, negou esse acordo.

    Parte dos deputados prefere que o projeto tramite em forma de PEC para terem mais protagonismo sobre a proposta, que é popular e tem apelo eleitoral. Motta também teria dito que a proposta retoma o protagonismo da Câmara, segundo o presidente do Republicanos, Marcos Pereira.

    Com esse formato, o Congresso também teria mais poder sobre o tema, uma vez que propostas de emenda à Constituição não dependem de sanção presidencial.

    Ao enviar um projeto de lei, Lula quer manter o direito a veto de trechos da proposta que for aprovada. Além disso, integrantes do governo desconfiam que a Câmara se voltou para a PEC justamente por ser um tipo de projeto com maior dificuldade para ser aprovado.

    Ficou acertado no almoço que, após o envio do projeto, Motta e os representantes do governo discutirão com as demais bancadas da Câmara para definir os próximos passos da discussão.

    “Nós acertamos que vamos enviar o projeto de lei com urgência constitucional sobre o 6×1”, disse Guimarães a jornalistas no Palácio do Planalto. Ele afirmou que o projeto será remetido “de hoje para amanhã”.

    “Uma crise que estava existindo, manda ou não manda, está superada. É um desejo do presidente encaminhar, e o presidente Hugo Motta concordou. Nós vamos sentar lá e discutir”, declarou o ministro das Relações Institucionais.

    Guimarães assumiu a articulação política em cerimônia realizada poucas horas antes, também no Planalto.

    No almoço, também ficou acertado que o projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos não terá votação neste momento. A avaliação do governo é de que o ambiente político está conturbado para este tema. Motta indicou a Lula que aceita retirar o projeto de discussão por tempo indeterminado.

    Na segunda-feira, 13, o relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), demonstrou insatisfação com a retirada do projeto.

    “O governo agora que mande o projeto e depois justifique para a população o aumento dos preços”, disse nesta terça. “Vou ficar aguardando o governo mandar o projeto dele. Estou desafiando o ministro Boulos”, afirmou.

    Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral, é quem articula a proposta pelo lado do governo federal.

    Motta insiste em PEC para fim da escala 6×1, mas Lula mandará projeto mesmo assim

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  • Mundo não pode voltar à lei da selva, diz Xi sobre guerra de Trump

    Mundo não pode voltar à lei da selva, diz Xi sobre guerra de Trump

    Pequim eleva tom sobre o conflito após bloqueio que ameaça seus interesses e apresenta plano de paz. Navio chinês com metanol, sob sanções dos EUA, passa por Hormuz pois não vinha de porto iraniano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em um dos comentários mais duros acerca da crise no Oriente Médio, o líder chinês, Xi Jinping, disse nesta terça-feira (14) que não se pode “permitir que o mundo volte à lei da selva” ao comentar as ações do presidente Donald Trump contra o Irã.

    Ele recebia em Pequim o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed al-Nahyan. Os Emirados Árabes Unidos foram o país mais bombardeado pelo Irã na retaliação durante as cinco semanas de conflito iniciado por Estados Unidos e Israel contra o a teocracia.

    Xi, que comanda a principal rival estratégica dos EUA, divulgou um plano genérico defendendo a paz na região, que vive um cessar-fogo frágil, estabelecido há uma semana.

    Segundo os princípios apresentados, a paz precisa de quatro pontos: coexistência pacífica, soberania, proteção ao Estado de Direito e desenvolvimento conjunto. Nada prático em relação aos pontos nevrálgicos da disputa atual, como se vê, como o destino do programa nuclear de Teerã.

    Ainda assim, a citação à lei da selva foi direcionada a Trump. “O Estado de Direito não pode ser usado quando é conveniente e descartado quando não é”, disse o líder chinês, que antes da guerra tinha no Irã o terceiro maior fornecedor de seu petróleo, atrás de Rússia e Arábia Saudita.

    Embora tenha confortáveis reservas de óleo e gás para passar pela instabilidade, Xi vê com preocupação o bloqueio imposto por Trump ao trânsito de navios indo e vindo de portos iranianos, que passou a valer na segunda (13).

    A chancelaria em Pequim afirmou que a restrição é “irresponsável e perigosa”, e pediu a reabertura da vias normais de navegação na região. A negociação direta entre EUA e Irã no Paquistão não avançou, mas há a possibilidade de ser retomada ainda nesta semana ou na próxima, quando expira o cessar-fogo.

    A medida surtiu efeito de limitar ainda mais o tráfego pela região, que antes da guerra via diariamente cerca de 140 embarcações passando pelo estreito de Hormuz, número que caiu a 10% após o conflito.

    Segundo o serviço MarineTraffic, da consultoria britânica Kpler, ao menos seis navios transitaram pelo estreito de Hormuz, o gargalo que o Irã controla e sobre o qual instalou uma rota de pagamento de pedágio ilegal, na segunda depois do bloqueio.

    Elas não estavam sob as restrições do embargo, que é policiado por destróieres americanos na saída de Hormuz, que liga o golfo Pérsico ao de Omã e, dali, os oceanos. Duas aparentemente haviam descarregado produtos em portos iranianos, então ficaram sob a janela dada pela Marinha dos EUA para sair da área.

    Mas outros dois navios estavam sob sanções ocidentais devido a negócios passados com petróleo iraniano, e um deles era chinês -justamente o único que rumou no sentido do oceano Índico. O Rich Star levava 250 mil barris de metanol, segundo a consultoria Kpler, embarcados nos Emirados.

    O Comando Central das Forças Armadas dos EUA, que cobre o Oriente Médio, disse que nenhum navio furou o bloqueio. Mas não está certo a que os militares se referiam. Ao Wall Street Journal, autoridades disseram que talvez 20 embarcações tenham transitado por Hormuz, mas sem violar a medida.

    Aqui a guerra de narrativas de lado a lado é colocada à prova. Trump chegou a dizer que iria abordar quaisquer navios que tivessem aceitado pagar o pedágio iraniano na rota que passa pelas águas territoriais de Teerã -o caminho usual está obstruído por minas.

    O Irã, por sua vez, já disse que não cobraria o pedágio de países aliados. Assim, fica incerta a situação do Rich Star, mas tudo indica que ele passará incólume em seu caminho para a China.

    Em outro ponto de conflito potencial, os EUA estão deslocando ao menos dois navios caça-minas do Pacífico para o Oriente Médio, supostamente para trabalhar na área que o Irã disse ter colocado os explosivos.

    Teerã já disse que qualquer belonave na sua vizinhança será vista como hostil e como uma violação da trégua, ameaçando fazer uso de seu arsenal de mísseis de cruzeiro antinavio e drones. Já Trump falou que ameaças navais à sua Marinha serão “eliminadas”.

    Nesse jogo de quem pisca primeiro, os EUA anunciaram um mal explicado trânsito de dois destróieres por Hormuz no fim de semana, supostamente para trabalhar contra as minas. Ainda que tenham sensores eficazes, esses navios não são desenhados para desabilitar esse tipo de armamento, e não há como saber por onde de fato passaram.

    Mundo não pode voltar à lei da selva, diz Xi sobre guerra de Trump

  • Majur detalha perda de 18 kg e celebra nova fase

    Majur detalha perda de 18 kg e celebra nova fase

    Cantora diz que mudança partiu de incômodo pessoal e priorizou saúde e autoestima. Com acompanhamento médico, caneta emagrecedora, exercícios e reeducação alimentar, artista adota nova rotina

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Majur usou as redes sociais, nesta terça-feira (14), para contar aos seguidores sobre sua transformação física recente. A cantora disse ter eliminado 18 quilos -passando de 106 kg para 88 kg- e celebrou não apenas a mudança no corpo, mas também o impacto positivo na saúde e na autoestima.

    Sem associar a perda de peso a padrões estéticos, ela fez questão de pontuar que a decisão partiu de um incômodo pessoal. “Ser gorda não é defeito, mas eu não estava feliz com o meu corpo”, explicou. O processo começou com acompanhamento médico e o uso de tirzepatida, seguido por uma rotina intensa de exercícios e uma reeducação alimentar.

     
     
     

     
     
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    Majur também comentou estar satisfeita ao se ver “de volta” ao corpo desejado e confortável após três meses de dedicação. “E toma aqui: eu, belíssima, meu amor, me sentindo muito bem. Dentro do peso ideal, com 1,93m e 89 kg. O segredo é você querer”, disse.

    A mudança incluiu ajustes importantes no dia a dia. A cantora cortou alimentos como farinha e bebidas alcoólicas, como a cerveja, e passou a investir em uma dieta rica em fibras e proteínas. Ela também afirmou ter reduzido os carboidratos e decidiu manter uma rotina de treinos quatro vezes por semana, intercalados com dias de descanso.

    Majur detalha perda de 18 kg e celebra nova fase

  • Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

    Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

    Metal precioso com entrega prevista para junho fechou em alta de 2,87%, a US$ 4.813,1 por onça-troy; prata para maio avançou 5,11%, a US$ 79,53 por onça-troy

    Os preços do ouro fecharam em alta nesta terça-feira, 14, acima de US$ 4.800 a onça-troy, impulsionados pela desvalorização do dólar americano e pelo petróleo abaixo de US$ 100 o barril, em meio a um quadro de apetite por risco fomentado por expectativas de que os EUA e o Irã possam retomar negociações de paz ainda esta semana.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 1,73%, a US$ 4.850,1 por onça-troy. Na sessão, os contratos futuros de ouro chegaram a tocar a máxima de US$ 4.867,7. Já a prata para maio avançou 5,11%, a US$ 79,53 por onça-troy.

    O índice do dólar americano – que acompanha a moeda americana em relação a uma cesta de moedas principais – cedia 0,3%, para 98,07 pontos perto das 14h30 (de Brasília).

    Segundo o The New York Post, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, em entrevista nesta quarta, que as negociações com o Irã “podem ocorrer nos próximos dois dias” no Paquistão. “Algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá”, disse. Na véspera, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que os EUA mudaram “constantemente” suas demandas durante as negociações do fim de semana em Islamabad. Mas citou progressos nas conversas. Em entrevista na terça, 13, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, também citou progressos nas negociações.

    “O ouro agora é uma questão de defesa cambial”, escrevem analistas da TD Securities. “Historicamente, a percepção de derrota (dos EUA) incentivou aliados a acumular ativos mais seguros, enquanto a percepção de vitória absoluta pode ser necessária, de forma assimétrica, para dissuadir esse comportamento”, notaram.

    “Em outras palavras: a batalha por Ormuz agora se concentra na defesa da moeda”, discorrem os analistas. Para a TD Securities, a fase de defesa da moeda neste conflito é desfavorável ao ouro, enquanto a percepção de uma vitória completa estiver em alta, o que acaba por dissuadir as compras de ouro, já que as nações priorizam as importações de energia, a estabilização econômica e cambial em detrimento da diversificação de reservas”.

    Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

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  • 70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha

    70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha

    Levantamento foi feito da terça-feira (7), quando o cessar-fogo precário entrou em vigor, e a quinta-feira (9); apoio chega a 29% entre os ouvidos do sexo masculino, enquanto 63% desaprovam o conflito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A maioria dos brasileiros é contrária à guerra que Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irã. Segundo o Datafolha, 70% dos ouvidos se dizem contra o conflito, ante 20% que o aprovam. Outros 7% dizem não saber, e 3% são indiferentes ao tema.

    O levantamento foi feito da terça-feira (7), quando o cessar-fogo precário entrou em vigor, e a quinta-feira (9). A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O grau de conhecimento sobre o conflito é alto: 94% disseram ter ouvido falar sobre a crise no Oriente Médio.

    De forma geral, a opinião dos entrevistados pelo instituto é homogênea a respeito da guerra e de seus impactos. Chama a atenção uma disparidade: os homens são mais favoráveis ao conflito do que as mulheres.

    Segundo o Datafolha, o apoio chega a 29% entre os ouvidos do sexo masculino, enquanto 63% desaprovam o conflito. Já a rejeição à guerra vai a 78% entre as mulheres, com apenas 12% de menções favoráveis. Ambos os grupos têm uma margem de erro de 3 pontos.

    Além das mulheres, os grupos com menor apoio registrado à guerra são os menos instruídos (13%) e o mais pobres (16%). Já aprovam mais o conflito os que têm curso superior (26%), evangélicos (29%) e entre mais ricos (30% entre quem ganha de 5 a 10 mínimos, 34% acima disso).

    É grande a percepção do impacto do embate no cotidiano; 92% dizem que a crise influencia os preços dos alimentos. Já 6% descartam este impacto. Para 87%, a economia como um todo é afetada, e 9% não veem efeito.

    Segundo 84% dos entrevistados, o Brasil sofrerá os efeitos da crise, enquanto 12% dizem não acreditar que haverá problemas. O principal evento político do ano no país, a eleição geral de outubro, também será impactada na opinião de 75% dos ouvidos. Já 20% não creem nisso.

    Um dos principais impactos da guerra ocorre sobre o mercado de energia, que viu preços de petróleo e gás dispararem devido ao virtual fechamento da via de 20% dessas commodities no mundo, o estreito de Hormuz, controlado pelo Irã e objeto de disputa direta com Trump -que declarou um bloqueio aos portos de Teerã na segunda (13).

    Preocupado com repercussões inflacionárias, algo de resto fatal em ano eleitoral, o governo Lula anunciou medidas para tentar conter o aumento nos combustíveis, como o corte de taxas e aumento de subvenções.

    No Brasil da polarização, a crise não poderia de deixar de integrar o rol de contenciosos. O apoio à guerra de Donald Trump e de Binyamin Netanyahu entre os bolsonaristas é o dobro do registrado na média geral, segundo o Datafolha.

    O instituto aferiu que 40% dos eleitores declarados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pretende disputar a Presidência em outubro, são a favor do conflito. Outros 51% são contrários. Entre quem votou no seu pai, Jair Bolsonaro, no segundo turno de 2022 contra Lula (PT), o apoio é similar: 37% favoráveis, 54% contra.

    Trump é o ídolo declarado do ex-presidente, que está preso por tentativa de golpe após perder a eleição. Já Netanyahu era um dos líderes mais próximos do brasileiro, dada a conexão da base evangélica bolsonarista com a defesa de Israel. Com efeito, é maior nesse segmento o apoio à guerra.

    Outro filho do clã, o deputado Eduardo (PL-SP), está nos Estados Unidos desde 2025, onde liderou uma campanha fracassada para tentar influenciar o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.

    Inicialmente, Trump aplicou sobretaxas às importações brasileiras e puniu magistrados da corte, mas depois relaxou as medidas e aproximou-se de Lula. É uma novela inconclusa, até pelas críticas do presidente brasileiro ao americano pela guerra. Com efeito, elas encontram eco em seu eleitorado.

    Entre aqueles que votaram em Lula em 2022 e que pretendem fazer o mesmo neste ano, a proporção de rejeição ao conflito é a mesma: 85% são contra e 7% a favor. O presidente e o senador são os líderes neste momento da corrida eleitoral.

    A percepção do conflito também muda entre seus eleitores declarados. Enquanto 59% dos que dizem votar no senador acreditam que a guerra tem muita influência sobre o Brasil, 46% dizem o mesmo entre os que apoiam a reeleição do presidente.

    Foram entrevistadas 2.004 pessoas com mais de 16 anos em 137 cidades, e o trabalho está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03770/2026.

    70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha