Blog

  • Mundo não pode voltar à lei da selva, diz Xi sobre guerra de Trump

    Mundo não pode voltar à lei da selva, diz Xi sobre guerra de Trump

    Pequim eleva tom sobre o conflito após bloqueio que ameaça seus interesses e apresenta plano de paz. Navio chinês com metanol, sob sanções dos EUA, passa por Hormuz pois não vinha de porto iraniano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em um dos comentários mais duros acerca da crise no Oriente Médio, o líder chinês, Xi Jinping, disse nesta terça-feira (14) que não se pode “permitir que o mundo volte à lei da selva” ao comentar as ações do presidente Donald Trump contra o Irã.

    Ele recebia em Pequim o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeque Khaled bin Mohamed bin Zayed al-Nahyan. Os Emirados Árabes Unidos foram o país mais bombardeado pelo Irã na retaliação durante as cinco semanas de conflito iniciado por Estados Unidos e Israel contra o a teocracia.

    Xi, que comanda a principal rival estratégica dos EUA, divulgou um plano genérico defendendo a paz na região, que vive um cessar-fogo frágil, estabelecido há uma semana.

    Segundo os princípios apresentados, a paz precisa de quatro pontos: coexistência pacífica, soberania, proteção ao Estado de Direito e desenvolvimento conjunto. Nada prático em relação aos pontos nevrálgicos da disputa atual, como se vê, como o destino do programa nuclear de Teerã.

    Ainda assim, a citação à lei da selva foi direcionada a Trump. “O Estado de Direito não pode ser usado quando é conveniente e descartado quando não é”, disse o líder chinês, que antes da guerra tinha no Irã o terceiro maior fornecedor de seu petróleo, atrás de Rússia e Arábia Saudita.

    Embora tenha confortáveis reservas de óleo e gás para passar pela instabilidade, Xi vê com preocupação o bloqueio imposto por Trump ao trânsito de navios indo e vindo de portos iranianos, que passou a valer na segunda (13).

    A chancelaria em Pequim afirmou que a restrição é “irresponsável e perigosa”, e pediu a reabertura da vias normais de navegação na região. A negociação direta entre EUA e Irã no Paquistão não avançou, mas há a possibilidade de ser retomada ainda nesta semana ou na próxima, quando expira o cessar-fogo.

    A medida surtiu efeito de limitar ainda mais o tráfego pela região, que antes da guerra via diariamente cerca de 140 embarcações passando pelo estreito de Hormuz, número que caiu a 10% após o conflito.

    Segundo o serviço MarineTraffic, da consultoria britânica Kpler, ao menos seis navios transitaram pelo estreito de Hormuz, o gargalo que o Irã controla e sobre o qual instalou uma rota de pagamento de pedágio ilegal, na segunda depois do bloqueio.

    Elas não estavam sob as restrições do embargo, que é policiado por destróieres americanos na saída de Hormuz, que liga o golfo Pérsico ao de Omã e, dali, os oceanos. Duas aparentemente haviam descarregado produtos em portos iranianos, então ficaram sob a janela dada pela Marinha dos EUA para sair da área.

    Mas outros dois navios estavam sob sanções ocidentais devido a negócios passados com petróleo iraniano, e um deles era chinês -justamente o único que rumou no sentido do oceano Índico. O Rich Star levava 250 mil barris de metanol, segundo a consultoria Kpler, embarcados nos Emirados.

    O Comando Central das Forças Armadas dos EUA, que cobre o Oriente Médio, disse que nenhum navio furou o bloqueio. Mas não está certo a que os militares se referiam. Ao Wall Street Journal, autoridades disseram que talvez 20 embarcações tenham transitado por Hormuz, mas sem violar a medida.

    Aqui a guerra de narrativas de lado a lado é colocada à prova. Trump chegou a dizer que iria abordar quaisquer navios que tivessem aceitado pagar o pedágio iraniano na rota que passa pelas águas territoriais de Teerã -o caminho usual está obstruído por minas.

    O Irã, por sua vez, já disse que não cobraria o pedágio de países aliados. Assim, fica incerta a situação do Rich Star, mas tudo indica que ele passará incólume em seu caminho para a China.

    Em outro ponto de conflito potencial, os EUA estão deslocando ao menos dois navios caça-minas do Pacífico para o Oriente Médio, supostamente para trabalhar na área que o Irã disse ter colocado os explosivos.

    Teerã já disse que qualquer belonave na sua vizinhança será vista como hostil e como uma violação da trégua, ameaçando fazer uso de seu arsenal de mísseis de cruzeiro antinavio e drones. Já Trump falou que ameaças navais à sua Marinha serão “eliminadas”.

    Nesse jogo de quem pisca primeiro, os EUA anunciaram um mal explicado trânsito de dois destróieres por Hormuz no fim de semana, supostamente para trabalhar contra as minas. Ainda que tenham sensores eficazes, esses navios não são desenhados para desabilitar esse tipo de armamento, e não há como saber por onde de fato passaram.

    Mundo não pode voltar à lei da selva, diz Xi sobre guerra de Trump

  • Majur detalha perda de 18 kg e celebra nova fase

    Majur detalha perda de 18 kg e celebra nova fase

    Cantora diz que mudança partiu de incômodo pessoal e priorizou saúde e autoestima. Com acompanhamento médico, caneta emagrecedora, exercícios e reeducação alimentar, artista adota nova rotina

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Majur usou as redes sociais, nesta terça-feira (14), para contar aos seguidores sobre sua transformação física recente. A cantora disse ter eliminado 18 quilos -passando de 106 kg para 88 kg- e celebrou não apenas a mudança no corpo, mas também o impacto positivo na saúde e na autoestima.

    Sem associar a perda de peso a padrões estéticos, ela fez questão de pontuar que a decisão partiu de um incômodo pessoal. “Ser gorda não é defeito, mas eu não estava feliz com o meu corpo”, explicou. O processo começou com acompanhamento médico e o uso de tirzepatida, seguido por uma rotina intensa de exercícios e uma reeducação alimentar.

     
     
     

     
     
    Ver essa foto no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Um post compartilhado por MAJUR (@majur)

    Majur também comentou estar satisfeita ao se ver “de volta” ao corpo desejado e confortável após três meses de dedicação. “E toma aqui: eu, belíssima, meu amor, me sentindo muito bem. Dentro do peso ideal, com 1,93m e 89 kg. O segredo é você querer”, disse.

    A mudança incluiu ajustes importantes no dia a dia. A cantora cortou alimentos como farinha e bebidas alcoólicas, como a cerveja, e passou a investir em uma dieta rica em fibras e proteínas. Ela também afirmou ter reduzido os carboidratos e decidiu manter uma rotina de treinos quatro vezes por semana, intercalados com dias de descanso.

    Majur detalha perda de 18 kg e celebra nova fase

  • Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

    Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

    Metal precioso com entrega prevista para junho fechou em alta de 2,87%, a US$ 4.813,1 por onça-troy; prata para maio avançou 5,11%, a US$ 79,53 por onça-troy

    Os preços do ouro fecharam em alta nesta terça-feira, 14, acima de US$ 4.800 a onça-troy, impulsionados pela desvalorização do dólar americano e pelo petróleo abaixo de US$ 100 o barril, em meio a um quadro de apetite por risco fomentado por expectativas de que os EUA e o Irã possam retomar negociações de paz ainda esta semana.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 1,73%, a US$ 4.850,1 por onça-troy. Na sessão, os contratos futuros de ouro chegaram a tocar a máxima de US$ 4.867,7. Já a prata para maio avançou 5,11%, a US$ 79,53 por onça-troy.

    O índice do dólar americano – que acompanha a moeda americana em relação a uma cesta de moedas principais – cedia 0,3%, para 98,07 pontos perto das 14h30 (de Brasília).

    Segundo o The New York Post, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, em entrevista nesta quarta, que as negociações com o Irã “podem ocorrer nos próximos dois dias” no Paquistão. “Algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá”, disse. Na véspera, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que os EUA mudaram “constantemente” suas demandas durante as negociações do fim de semana em Islamabad. Mas citou progressos nas conversas. Em entrevista na terça, 13, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, também citou progressos nas negociações.

    “O ouro agora é uma questão de defesa cambial”, escrevem analistas da TD Securities. “Historicamente, a percepção de derrota (dos EUA) incentivou aliados a acumular ativos mais seguros, enquanto a percepção de vitória absoluta pode ser necessária, de forma assimétrica, para dissuadir esse comportamento”, notaram.

    “Em outras palavras: a batalha por Ormuz agora se concentra na defesa da moeda”, discorrem os analistas. Para a TD Securities, a fase de defesa da moeda neste conflito é desfavorável ao ouro, enquanto a percepção de uma vitória completa estiver em alta, o que acaba por dissuadir as compras de ouro, já que as nações priorizam as importações de energia, a estabilização econômica e cambial em detrimento da diversificação de reservas”.

    Ouro sobe e fecha acima de US$ 4.800 com dólar fraco

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • 70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha

    70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha

    Levantamento foi feito da terça-feira (7), quando o cessar-fogo precário entrou em vigor, e a quinta-feira (9); apoio chega a 29% entre os ouvidos do sexo masculino, enquanto 63% desaprovam o conflito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A maioria dos brasileiros é contrária à guerra que Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irã. Segundo o Datafolha, 70% dos ouvidos se dizem contra o conflito, ante 20% que o aprovam. Outros 7% dizem não saber, e 3% são indiferentes ao tema.

    O levantamento foi feito da terça-feira (7), quando o cessar-fogo precário entrou em vigor, e a quinta-feira (9). A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O grau de conhecimento sobre o conflito é alto: 94% disseram ter ouvido falar sobre a crise no Oriente Médio.

    De forma geral, a opinião dos entrevistados pelo instituto é homogênea a respeito da guerra e de seus impactos. Chama a atenção uma disparidade: os homens são mais favoráveis ao conflito do que as mulheres.

    Segundo o Datafolha, o apoio chega a 29% entre os ouvidos do sexo masculino, enquanto 63% desaprovam o conflito. Já a rejeição à guerra vai a 78% entre as mulheres, com apenas 12% de menções favoráveis. Ambos os grupos têm uma margem de erro de 3 pontos.

    Além das mulheres, os grupos com menor apoio registrado à guerra são os menos instruídos (13%) e o mais pobres (16%). Já aprovam mais o conflito os que têm curso superior (26%), evangélicos (29%) e entre mais ricos (30% entre quem ganha de 5 a 10 mínimos, 34% acima disso).

    É grande a percepção do impacto do embate no cotidiano; 92% dizem que a crise influencia os preços dos alimentos. Já 6% descartam este impacto. Para 87%, a economia como um todo é afetada, e 9% não veem efeito.

    Segundo 84% dos entrevistados, o Brasil sofrerá os efeitos da crise, enquanto 12% dizem não acreditar que haverá problemas. O principal evento político do ano no país, a eleição geral de outubro, também será impactada na opinião de 75% dos ouvidos. Já 20% não creem nisso.

    Um dos principais impactos da guerra ocorre sobre o mercado de energia, que viu preços de petróleo e gás dispararem devido ao virtual fechamento da via de 20% dessas commodities no mundo, o estreito de Hormuz, controlado pelo Irã e objeto de disputa direta com Trump -que declarou um bloqueio aos portos de Teerã na segunda (13).

    Preocupado com repercussões inflacionárias, algo de resto fatal em ano eleitoral, o governo Lula anunciou medidas para tentar conter o aumento nos combustíveis, como o corte de taxas e aumento de subvenções.

    No Brasil da polarização, a crise não poderia de deixar de integrar o rol de contenciosos. O apoio à guerra de Donald Trump e de Binyamin Netanyahu entre os bolsonaristas é o dobro do registrado na média geral, segundo o Datafolha.

    O instituto aferiu que 40% dos eleitores declarados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pretende disputar a Presidência em outubro, são a favor do conflito. Outros 51% são contrários. Entre quem votou no seu pai, Jair Bolsonaro, no segundo turno de 2022 contra Lula (PT), o apoio é similar: 37% favoráveis, 54% contra.

    Trump é o ídolo declarado do ex-presidente, que está preso por tentativa de golpe após perder a eleição. Já Netanyahu era um dos líderes mais próximos do brasileiro, dada a conexão da base evangélica bolsonarista com a defesa de Israel. Com efeito, é maior nesse segmento o apoio à guerra.

    Outro filho do clã, o deputado Eduardo (PL-SP), está nos Estados Unidos desde 2025, onde liderou uma campanha fracassada para tentar influenciar o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.

    Inicialmente, Trump aplicou sobretaxas às importações brasileiras e puniu magistrados da corte, mas depois relaxou as medidas e aproximou-se de Lula. É uma novela inconclusa, até pelas críticas do presidente brasileiro ao americano pela guerra. Com efeito, elas encontram eco em seu eleitorado.

    Entre aqueles que votaram em Lula em 2022 e que pretendem fazer o mesmo neste ano, a proporção de rejeição ao conflito é a mesma: 85% são contra e 7% a favor. O presidente e o senador são os líderes neste momento da corrida eleitoral.

    A percepção do conflito também muda entre seus eleitores declarados. Enquanto 59% dos que dizem votar no senador acreditam que a guerra tem muita influência sobre o Brasil, 46% dizem o mesmo entre os que apoiam a reeleição do presidente.

    Foram entrevistadas 2.004 pessoas com mais de 16 anos em 137 cidades, e o trabalho está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03770/2026.

    70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha

  • Flávio Bolsonaro tem maior taxa de rejeição, com 52,6%, contra 47,4% de Lula, aponta CNT/MDA

    Flávio Bolsonaro tem maior taxa de rejeição, com 52,6%, contra 47,4% de Lula, aponta CNT/MDA

    Os resultados fazem parte da 167ª rodada da pesquisa de opinião divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA; foram feitas 2.002 entrevistas entre 8 a 12 de abril

    Pesquisa divulgada nesta terça- feira, 14, pela CNT/MDA mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm hoje a maior rejeição para a eleição presidencial de 2026, com 52,6% dos entrevistados que não votariam nele. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47,4% de rejeição.

    Entre os dois, Lula aparece com o maior potencial de voto, com 35,6% que “votariam com certeza” e mais 15% que “poderiam votar”. Já Flávio tem 25,5% que “votariam com certeza” e 15,1% que “poderiam votar”.

    A pesquisa também testou os potenciais de voto para outros quatro candidatos: Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão). Entre eles, Rebelo e Renan Santos detêm a maior taxa de desconhecimento, com mais de 60%.

    Em seguida, 50,9% dizem não conhecer Ronaldo Caiado e 49,2% afirmam desconhecer Zema.

    Veja todos os testados:

    Lula (PT)

    – Votaria com certeza: 35,6%;

    – Poderia votar: 15%;

    – Não votaria: 47,4%;

    – Não conhece: 0,3%;

    – Não sabe ou não respondeu: 1,7%.

    Flávio Bolsonaro (PL)

    – Votaria com certeza: 25,5%;

    – Poderia votar: 15,1%;

    – Não votaria: 52,6%;

    – Não conhece: 4,6%;

    – Não sabe ou não respondeu: 2%.

    Romeu Zema (Novo)

    – Votaria com certeza: 1,7%;

    – Poderia votar: 21,6%;

    – Não votaria: 26,2%;

    – Não conhece: 49,2%;

    – Não sabe ou não respondeu: 1,3%.

    Ronaldo Caiado (PSD)

    – Votaria com certeza: 2,7%;

    – Poderia votar: 21,1%;

    – Não votaria: 24,3%;

    – Não conhece: 50,9%;

    – Não sabe ou não respondeu: 0,9%.

    Renan Santos (Missão)

    – Votaria com certeza: 1%;

    – Poderia votar: 13,5%;

    – Não votaria: 21,4%;

    – Não conhece: 63,3%;

    – Não sabe ou não respondeu: 0,8%.

    Aldo Rebelo (DC)

    – Votaria com certeza: 0,4%;

    – Poderia votar: 14,3%;

    – Não votaria: 23,1%;

    – Não conhece: 60,8%;

    – Não sabe ou não respondeu: 1,3%.

    Os resultados fazem parte da 167ª rodada da pesquisa de opinião divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, e registrada sob o número BR- 02847/2026.

    Foram feitas 2.002 entrevistas entre 8 a 12 de abril, de forma presencial e domiciliar, em 140 municípios de todas as 27 unidades federativas. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.

    Flávio Bolsonaro tem maior taxa de rejeição, com 52,6%, contra 47,4% de Lula, aponta CNT/MDA

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Lena Dunham relata explosões e agressividade de Adam Driver no set de 'Girls'

    Lena Dunham relata explosões e agressividade de Adam Driver no set de 'Girls'

    Ator Adam Driver teria arremessado cadeira contra parede durante ensaio; em livro de memórias, diretora narra relação conturbada

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Lena Dunham, escritora, diretora, atriz e produtora da série “Girls”, lançou recentemente um livro autobiográfico em que reflete sobre suas obras que a deixaram famosa.

    No livro de memórias, chamado “Famesick” (algo como doente/cansada da fama), Dunham conta também sobre o por trás das câmeras de “Girls”. Em especial, a diretora explora sua relação conturbada com Adam Driver, ator que interpretava seu par romântico no seriado, que foi ao ar entre 2012 e 2017.

    Segundo Dunham, já nas filmagens da primeira temporada começaram sob tensão. Em uma das primeiras cenas de sexo, ela afirma ter perdido o controle da direção quando Driver improvisou movimentos físicos sem aviso prévio. A situação a deixou momentaneamente sem reação e levantou dúvidas sobre sua autoridade no set.

    A diretora também relata episódios de distanciamento. Após assistir ao episódio piloto, Driver teria deixado o local sem explicações e ignorado tentativas de contato dela por semanas. Quando retornou, disse que se afastou pois odeia se ver em cena.

    Outros momentos descritos incluem explosões de irritação do ator. Em um ensaio, frustrado com lapsos de memória de Dunham que não se lembrava de suas falas, ele teria gritado e arremessado uma cadeira contra a parede.

    A diretora escreve que “Um dia, em seu camarim, enquanto eu me desculpava por uma suposta ofensa que não me lembrava de ter cometido, ele se aproximou do meu rosto e disse ‘Nunca se esqueça de que eu te conheço. Eu te conheço muito bem.’ ‘O que você sabe?’, exclamei. ‘Você não vai a festas. Você ama animais. E odeia que falem de você.’ E ele estava certo.”

    Em outro episódio, segundo a diretora, chegou a danificar o próprio camarim após se irritar com um corte de cabelo.

    Apesar dos conflitos, Dunham ainda descreve Driver como alguém que alternava entre comportamento agressivo e gestos de cuidado. Em um período de ansiedade da atriz, ele a visitou repetidamente para oferecer apoio e carinho.

    A convivência próxima, dentro e fora do set, gerou dúvidas pessoais para Dunham, que admite ter questionado se havia reciprocidade emocional. Ainda assim, optou por não ultrapassar certos limites, temendo impactos na dinâmica profissional.

    Ainda sobre a relação com o ator, Dunham diz que quando Driver lhe contou que estava noivo, ela se sentiu “com o coração partido”.

    “Era absurdo ficar com o coração partido, ter pensado que eu significava alguma coisa, que eu desempenhava algum papel além de distração”, escreve ela. “Eu era sua parceira de cena, claro – e, portanto, quando estávamos em cena, sua atenção era penetrante, sua presença absorvente. Mas na vida? Nunca seria eu quem o manteria na linha. Eu não tinha a capacidade. Mesmo no trabalho, eu não conseguia fazer isso, no único lugar onde eu deveria ditar as regras.”

    Os dois teriam se afastado ao longo das temporadas, mantendo uma comunicação quase nula fora das gravações. Na cena final entre seus personagens, porém, Dunham relata que ambos se emocionaram durante as filmagens.

    “Por um instante, senti como se ele estivesse pedindo desculpas”, escreve a diretora. “Talvez eu também estivesse – por nunca ter sabido como lidar com ele, o que ele precisava, como evitar que seu rosto se contorcesse de frustração e raiva.”

    Ao final das filmagens, Dunham conta que os dois tiveram uma última conversa, em que o ator teria dito “Espero que você saiba que sempre te amarei”, antes de se despedir.

    Procurado, o ator não comentou os relatos.

    Lena Dunham relata explosões e agressividade de Adam Driver no set de 'Girls'

  • Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Presidente afirma que corrupção só aparece em gestões que combatem crimes. “Eu disse ao companheiro Galípolo: ‘o que eu quero de você é que você preste contas à sociedade de onde é que está a origem disso’”, destacou Lula

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 14, que pediu ao presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que ele torne pública a origem do escândalo do Banco Master. Em entrevista aos veículos de esquerda Brasil 247, Revista Fórum e o Diário do Centro do Mundo (DCM), Lula disse ainda que não quer que Galípolo acuse o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, mas que mostre “quem é quem”.

    “Eu disse ao companheiro Galípolo: ‘o que eu quero de você é que você preste contas à sociedade de onde é que está a origem disso. Eu não quero que você acuse o Roberto Campos porque você não é policial e nem procurador. Eu só quero que você mostre para a sociedade quem é quem no cinema, quem é o artista principal e quem é o coadjuvante’”, afirmou Lula.

    O presidente disse ainda que a Polícia Federal precisa afirmar que os crimes desvendados desde 2023 foram feitos a partir de operacionalizações do governo dele.

    Lula afirmou ainda que a corrupção só aparece nos governos de quem combate os crimes, e que eles ficam ocultos em gestões que não se preocupam com o tema.

    “Quando você apura a corrupção e prende o bandido, aparece a corrupção. Aparece no governo de quem? De quem combate a corrupção. De quem não combate a corrupção não aparece”, declarou o presidente.

    O presidente voltou a dizer que irá criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Congresso Nacional aprovar a PEC da Segurança Pública.

    Na pauta econômica, Lula disse que o governo está estudando formas de aliviar as dívidas de estudantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que, segundo o presidente, outra vez estão ficando “no vermelho”.

    Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Bia Haddad vence em estreia em Portugal e encerra jejum de quase sete meses

    Bia Haddad vence em estreia em Portugal e encerra jejum de quase sete meses

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Beatriz Haddad Maia voltou a vencer em uma chave principal do circuito e avançou, nesta terça-feira (14), às oitavas de final do WTA 125 de Oeiras, em Portugal. A brasileira superou a portuguesa Francisca Jorge por 2 sets a 0. Bia fechou o jogo com parciais de 6/4 e 7/6 (7/3).

    Foi o primeiro triunfo de Bia em uma chave principal desde setembro de 2025. Até então, a última vitória dela tinha sido em 17 de setembro de 2025, no WTA 500 de Seul, quando ela derrotou a sul-coreana Da-yeon Back. Em fevereiro, ela superou a qatari Mubaraka Al-Naimi, mas pelo quali do WTA 1.000 de Doha.

    Vitória também marca o início da parceria de Bia com o técnico espanhol Carlos Martinez Comet. O vínculo é tratado como um período de testes e, por enquanto, está previsto para durar ao menos até Wimbledon, em julho.

    Bia não jogava desde 17 de março, quando caiu na estreia do Miami Open. Na ocasião, ela foi eliminada pela turca Zeynep Sonmez e, depois disso, optou por ajustar a rotina antes da sequência no saibro europeu.

    A brasileira encara Maja Chwalinska, da Polônia, nas oitavas de final. Ainda não foram divulgados data e horário.

    O primeiro brasileiro a disputar uma Copa por outra seleção foi Filó, em 1934, pela Itália. Relembre também alguns brasileiros em Copa do Mundo por outras seleções!

    Folhapress | 15:24 – 14/04/2026

    Bia Haddad vence em estreia em Portugal e encerra jejum de quase sete meses

  • Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

    Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

    O depoimento de Eduardo estava previsto para ocorrer por meio de videoconferência, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou na sala virtual da audiência

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não compareceu nesta terça-feira (14) ao interrogatório marcado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na ação penal que trata do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. 

    O depoimento estava previsto para ocorrer por meio de videoconferência, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou na sala virtual. Por ser réu no processo, Eduardo não é obrigado a prestar depoimento.

    Em novembro do ano passado, por unanimidade, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. Ele responde pelo crime de coação no curso do processo. 

    Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

    Antes de marcar o depoimento, Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

    Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).

    Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Morre Mister Sam, produtor que fez Gretchen famosa nos anos 1970, aos 80

    Morre Mister Sam, produtor que fez Gretchen famosa nos anos 1970, aos 80

    Mister Sam foi o responsável pelo primeiro álbum da cantora Gretchen; DJ argentino se consolidou no mercado brasileiro com mixes dançantes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morreu, nesta segunda-feira (13), Santiago Juan Carlos Malna, conhecido como Mister Sam, aos 80 anos, produtor musical que lançou a cantora Gretchen. A morte foi divulgada por ela em suas redes sociais.

    “Hoje me despeço de alguém que não foi apenas um compositor… mas, sim, parte da minha história e de tantos momentos que marcaram a minha trajetória artística”, escreveu Gretchen. “Muito honrada de saber que para ele eu fui o seu maior orgulho e maior criação.”

    Mister Sam nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1946, e veio ao Brasil nos anos 1970. Ele atuou como DJ e suas compilações dançantes ficaram populares em festas da época. Em 1979, ele produziu o primeiro álbum de Gretchen, “My Name Is Gretchen”.

    O disco tinha os primeiros hits pop que consolidariam a fama nacional da cantora, como “Freak Le Boom Boom”. Além de Gretchen, Mister Sam também trabalhou com a banda Dominó, e foi responsável pela produção de músicas como “Baila Baila Comigo”.

    Em projetos com outros artistas, Mister Sam colaborou também com Rita Cadillac e Lady Lu.

    Morre Mister Sam, produtor que fez Gretchen famosa nos anos 1970, aos 80