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  • 70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha

    70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha

    Levantamento foi feito da terça-feira (7), quando o cessar-fogo precário entrou em vigor, e a quinta-feira (9); apoio chega a 29% entre os ouvidos do sexo masculino, enquanto 63% desaprovam o conflito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A maioria dos brasileiros é contrária à guerra que Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irã. Segundo o Datafolha, 70% dos ouvidos se dizem contra o conflito, ante 20% que o aprovam. Outros 7% dizem não saber, e 3% são indiferentes ao tema.

    O levantamento foi feito da terça-feira (7), quando o cessar-fogo precário entrou em vigor, e a quinta-feira (9). A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O grau de conhecimento sobre o conflito é alto: 94% disseram ter ouvido falar sobre a crise no Oriente Médio.

    De forma geral, a opinião dos entrevistados pelo instituto é homogênea a respeito da guerra e de seus impactos. Chama a atenção uma disparidade: os homens são mais favoráveis ao conflito do que as mulheres.

    Segundo o Datafolha, o apoio chega a 29% entre os ouvidos do sexo masculino, enquanto 63% desaprovam o conflito. Já a rejeição à guerra vai a 78% entre as mulheres, com apenas 12% de menções favoráveis. Ambos os grupos têm uma margem de erro de 3 pontos.

    Além das mulheres, os grupos com menor apoio registrado à guerra são os menos instruídos (13%) e o mais pobres (16%). Já aprovam mais o conflito os que têm curso superior (26%), evangélicos (29%) e entre mais ricos (30% entre quem ganha de 5 a 10 mínimos, 34% acima disso).

    É grande a percepção do impacto do embate no cotidiano; 92% dizem que a crise influencia os preços dos alimentos. Já 6% descartam este impacto. Para 87%, a economia como um todo é afetada, e 9% não veem efeito.

    Segundo 84% dos entrevistados, o Brasil sofrerá os efeitos da crise, enquanto 12% dizem não acreditar que haverá problemas. O principal evento político do ano no país, a eleição geral de outubro, também será impactada na opinião de 75% dos ouvidos. Já 20% não creem nisso.

    Um dos principais impactos da guerra ocorre sobre o mercado de energia, que viu preços de petróleo e gás dispararem devido ao virtual fechamento da via de 20% dessas commodities no mundo, o estreito de Hormuz, controlado pelo Irã e objeto de disputa direta com Trump -que declarou um bloqueio aos portos de Teerã na segunda (13).

    Preocupado com repercussões inflacionárias, algo de resto fatal em ano eleitoral, o governo Lula anunciou medidas para tentar conter o aumento nos combustíveis, como o corte de taxas e aumento de subvenções.

    No Brasil da polarização, a crise não poderia de deixar de integrar o rol de contenciosos. O apoio à guerra de Donald Trump e de Binyamin Netanyahu entre os bolsonaristas é o dobro do registrado na média geral, segundo o Datafolha.

    O instituto aferiu que 40% dos eleitores declarados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pretende disputar a Presidência em outubro, são a favor do conflito. Outros 51% são contrários. Entre quem votou no seu pai, Jair Bolsonaro, no segundo turno de 2022 contra Lula (PT), o apoio é similar: 37% favoráveis, 54% contra.

    Trump é o ídolo declarado do ex-presidente, que está preso por tentativa de golpe após perder a eleição. Já Netanyahu era um dos líderes mais próximos do brasileiro, dada a conexão da base evangélica bolsonarista com a defesa de Israel. Com efeito, é maior nesse segmento o apoio à guerra.

    Outro filho do clã, o deputado Eduardo (PL-SP), está nos Estados Unidos desde 2025, onde liderou uma campanha fracassada para tentar influenciar o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.

    Inicialmente, Trump aplicou sobretaxas às importações brasileiras e puniu magistrados da corte, mas depois relaxou as medidas e aproximou-se de Lula. É uma novela inconclusa, até pelas críticas do presidente brasileiro ao americano pela guerra. Com efeito, elas encontram eco em seu eleitorado.

    Entre aqueles que votaram em Lula em 2022 e que pretendem fazer o mesmo neste ano, a proporção de rejeição ao conflito é a mesma: 85% são contra e 7% a favor. O presidente e o senador são os líderes neste momento da corrida eleitoral.

    A percepção do conflito também muda entre seus eleitores declarados. Enquanto 59% dos que dizem votar no senador acreditam que a guerra tem muita influência sobre o Brasil, 46% dizem o mesmo entre os que apoiam a reeleição do presidente.

    Foram entrevistadas 2.004 pessoas com mais de 16 anos em 137 cidades, e o trabalho está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03770/2026.

    70% dos brasileiros são contra a guerra no Irã, aponta Datafolha

  • Flávio Bolsonaro tem maior taxa de rejeição, com 52,6%, contra 47,4% de Lula, aponta CNT/MDA

    Flávio Bolsonaro tem maior taxa de rejeição, com 52,6%, contra 47,4% de Lula, aponta CNT/MDA

    Os resultados fazem parte da 167ª rodada da pesquisa de opinião divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA; foram feitas 2.002 entrevistas entre 8 a 12 de abril

    Pesquisa divulgada nesta terça- feira, 14, pela CNT/MDA mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm hoje a maior rejeição para a eleição presidencial de 2026, com 52,6% dos entrevistados que não votariam nele. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47,4% de rejeição.

    Entre os dois, Lula aparece com o maior potencial de voto, com 35,6% que “votariam com certeza” e mais 15% que “poderiam votar”. Já Flávio tem 25,5% que “votariam com certeza” e 15,1% que “poderiam votar”.

    A pesquisa também testou os potenciais de voto para outros quatro candidatos: Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão). Entre eles, Rebelo e Renan Santos detêm a maior taxa de desconhecimento, com mais de 60%.

    Em seguida, 50,9% dizem não conhecer Ronaldo Caiado e 49,2% afirmam desconhecer Zema.

    Veja todos os testados:

    Lula (PT)

    – Votaria com certeza: 35,6%;

    – Poderia votar: 15%;

    – Não votaria: 47,4%;

    – Não conhece: 0,3%;

    – Não sabe ou não respondeu: 1,7%.

    Flávio Bolsonaro (PL)

    – Votaria com certeza: 25,5%;

    – Poderia votar: 15,1%;

    – Não votaria: 52,6%;

    – Não conhece: 4,6%;

    – Não sabe ou não respondeu: 2%.

    Romeu Zema (Novo)

    – Votaria com certeza: 1,7%;

    – Poderia votar: 21,6%;

    – Não votaria: 26,2%;

    – Não conhece: 49,2%;

    – Não sabe ou não respondeu: 1,3%.

    Ronaldo Caiado (PSD)

    – Votaria com certeza: 2,7%;

    – Poderia votar: 21,1%;

    – Não votaria: 24,3%;

    – Não conhece: 50,9%;

    – Não sabe ou não respondeu: 0,9%.

    Renan Santos (Missão)

    – Votaria com certeza: 1%;

    – Poderia votar: 13,5%;

    – Não votaria: 21,4%;

    – Não conhece: 63,3%;

    – Não sabe ou não respondeu: 0,8%.

    Aldo Rebelo (DC)

    – Votaria com certeza: 0,4%;

    – Poderia votar: 14,3%;

    – Não votaria: 23,1%;

    – Não conhece: 60,8%;

    – Não sabe ou não respondeu: 1,3%.

    Os resultados fazem parte da 167ª rodada da pesquisa de opinião divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o Instituto MDA, e registrada sob o número BR- 02847/2026.

    Foram feitas 2.002 entrevistas entre 8 a 12 de abril, de forma presencial e domiciliar, em 140 municípios de todas as 27 unidades federativas. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais.

    Flávio Bolsonaro tem maior taxa de rejeição, com 52,6%, contra 47,4% de Lula, aponta CNT/MDA

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  • Lena Dunham relata explosões e agressividade de Adam Driver no set de 'Girls'

    Lena Dunham relata explosões e agressividade de Adam Driver no set de 'Girls'

    Ator Adam Driver teria arremessado cadeira contra parede durante ensaio; em livro de memórias, diretora narra relação conturbada

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Lena Dunham, escritora, diretora, atriz e produtora da série “Girls”, lançou recentemente um livro autobiográfico em que reflete sobre suas obras que a deixaram famosa.

    No livro de memórias, chamado “Famesick” (algo como doente/cansada da fama), Dunham conta também sobre o por trás das câmeras de “Girls”. Em especial, a diretora explora sua relação conturbada com Adam Driver, ator que interpretava seu par romântico no seriado, que foi ao ar entre 2012 e 2017.

    Segundo Dunham, já nas filmagens da primeira temporada começaram sob tensão. Em uma das primeiras cenas de sexo, ela afirma ter perdido o controle da direção quando Driver improvisou movimentos físicos sem aviso prévio. A situação a deixou momentaneamente sem reação e levantou dúvidas sobre sua autoridade no set.

    A diretora também relata episódios de distanciamento. Após assistir ao episódio piloto, Driver teria deixado o local sem explicações e ignorado tentativas de contato dela por semanas. Quando retornou, disse que se afastou pois odeia se ver em cena.

    Outros momentos descritos incluem explosões de irritação do ator. Em um ensaio, frustrado com lapsos de memória de Dunham que não se lembrava de suas falas, ele teria gritado e arremessado uma cadeira contra a parede.

    A diretora escreve que “Um dia, em seu camarim, enquanto eu me desculpava por uma suposta ofensa que não me lembrava de ter cometido, ele se aproximou do meu rosto e disse ‘Nunca se esqueça de que eu te conheço. Eu te conheço muito bem.’ ‘O que você sabe?’, exclamei. ‘Você não vai a festas. Você ama animais. E odeia que falem de você.’ E ele estava certo.”

    Em outro episódio, segundo a diretora, chegou a danificar o próprio camarim após se irritar com um corte de cabelo.

    Apesar dos conflitos, Dunham ainda descreve Driver como alguém que alternava entre comportamento agressivo e gestos de cuidado. Em um período de ansiedade da atriz, ele a visitou repetidamente para oferecer apoio e carinho.

    A convivência próxima, dentro e fora do set, gerou dúvidas pessoais para Dunham, que admite ter questionado se havia reciprocidade emocional. Ainda assim, optou por não ultrapassar certos limites, temendo impactos na dinâmica profissional.

    Ainda sobre a relação com o ator, Dunham diz que quando Driver lhe contou que estava noivo, ela se sentiu “com o coração partido”.

    “Era absurdo ficar com o coração partido, ter pensado que eu significava alguma coisa, que eu desempenhava algum papel além de distração”, escreve ela. “Eu era sua parceira de cena, claro – e, portanto, quando estávamos em cena, sua atenção era penetrante, sua presença absorvente. Mas na vida? Nunca seria eu quem o manteria na linha. Eu não tinha a capacidade. Mesmo no trabalho, eu não conseguia fazer isso, no único lugar onde eu deveria ditar as regras.”

    Os dois teriam se afastado ao longo das temporadas, mantendo uma comunicação quase nula fora das gravações. Na cena final entre seus personagens, porém, Dunham relata que ambos se emocionaram durante as filmagens.

    “Por um instante, senti como se ele estivesse pedindo desculpas”, escreve a diretora. “Talvez eu também estivesse – por nunca ter sabido como lidar com ele, o que ele precisava, como evitar que seu rosto se contorcesse de frustração e raiva.”

    Ao final das filmagens, Dunham conta que os dois tiveram uma última conversa, em que o ator teria dito “Espero que você saiba que sempre te amarei”, antes de se despedir.

    Procurado, o ator não comentou os relatos.

    Lena Dunham relata explosões e agressividade de Adam Driver no set de 'Girls'

  • Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

    Presidente afirma que corrupção só aparece em gestões que combatem crimes. “Eu disse ao companheiro Galípolo: ‘o que eu quero de você é que você preste contas à sociedade de onde é que está a origem disso’”, destacou Lula

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 14, que pediu ao presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que ele torne pública a origem do escândalo do Banco Master. Em entrevista aos veículos de esquerda Brasil 247, Revista Fórum e o Diário do Centro do Mundo (DCM), Lula disse ainda que não quer que Galípolo acuse o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, mas que mostre “quem é quem”.

    “Eu disse ao companheiro Galípolo: ‘o que eu quero de você é que você preste contas à sociedade de onde é que está a origem disso. Eu não quero que você acuse o Roberto Campos porque você não é policial e nem procurador. Eu só quero que você mostre para a sociedade quem é quem no cinema, quem é o artista principal e quem é o coadjuvante’”, afirmou Lula.

    O presidente disse ainda que a Polícia Federal precisa afirmar que os crimes desvendados desde 2023 foram feitos a partir de operacionalizações do governo dele.

    Lula afirmou ainda que a corrupção só aparece nos governos de quem combate os crimes, e que eles ficam ocultos em gestões que não se preocupam com o tema.

    “Quando você apura a corrupção e prende o bandido, aparece a corrupção. Aparece no governo de quem? De quem combate a corrupção. De quem não combate a corrupção não aparece”, declarou o presidente.

    O presidente voltou a dizer que irá criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Congresso Nacional aprovar a PEC da Segurança Pública.

    Na pauta econômica, Lula disse que o governo está estudando formas de aliviar as dívidas de estudantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que, segundo o presidente, outra vez estão ficando “no vermelho”.

    Lula diz que pediu a Galípolo que mostre 'quem é quem' no escândalo do Master

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  • Bia Haddad vence em estreia em Portugal e encerra jejum de quase sete meses

    Bia Haddad vence em estreia em Portugal e encerra jejum de quase sete meses

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Beatriz Haddad Maia voltou a vencer em uma chave principal do circuito e avançou, nesta terça-feira (14), às oitavas de final do WTA 125 de Oeiras, em Portugal. A brasileira superou a portuguesa Francisca Jorge por 2 sets a 0. Bia fechou o jogo com parciais de 6/4 e 7/6 (7/3).

    Foi o primeiro triunfo de Bia em uma chave principal desde setembro de 2025. Até então, a última vitória dela tinha sido em 17 de setembro de 2025, no WTA 500 de Seul, quando ela derrotou a sul-coreana Da-yeon Back. Em fevereiro, ela superou a qatari Mubaraka Al-Naimi, mas pelo quali do WTA 1.000 de Doha.

    Vitória também marca o início da parceria de Bia com o técnico espanhol Carlos Martinez Comet. O vínculo é tratado como um período de testes e, por enquanto, está previsto para durar ao menos até Wimbledon, em julho.

    Bia não jogava desde 17 de março, quando caiu na estreia do Miami Open. Na ocasião, ela foi eliminada pela turca Zeynep Sonmez e, depois disso, optou por ajustar a rotina antes da sequência no saibro europeu.

    A brasileira encara Maja Chwalinska, da Polônia, nas oitavas de final. Ainda não foram divulgados data e horário.

    O primeiro brasileiro a disputar uma Copa por outra seleção foi Filó, em 1934, pela Itália. Relembre também alguns brasileiros em Copa do Mundo por outras seleções!

    Folhapress | 15:24 – 14/04/2026

    Bia Haddad vence em estreia em Portugal e encerra jejum de quase sete meses

  • Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

    Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

    O depoimento de Eduardo estava previsto para ocorrer por meio de videoconferência, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou na sala virtual da audiência

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não compareceu nesta terça-feira (14) ao interrogatório marcado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na ação penal que trata do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. 

    O depoimento estava previsto para ocorrer por meio de videoconferência, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou na sala virtual. Por ser réu no processo, Eduardo não é obrigado a prestar depoimento.

    Em novembro do ano passado, por unanimidade, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. Ele responde pelo crime de coação no curso do processo. 

    Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

    Antes de marcar o depoimento, Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

    Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).

    Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório no Supremo

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  • Morre Mister Sam, produtor que fez Gretchen famosa nos anos 1970, aos 80

    Morre Mister Sam, produtor que fez Gretchen famosa nos anos 1970, aos 80

    Mister Sam foi o responsável pelo primeiro álbum da cantora Gretchen; DJ argentino se consolidou no mercado brasileiro com mixes dançantes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morreu, nesta segunda-feira (13), Santiago Juan Carlos Malna, conhecido como Mister Sam, aos 80 anos, produtor musical que lançou a cantora Gretchen. A morte foi divulgada por ela em suas redes sociais.

    “Hoje me despeço de alguém que não foi apenas um compositor… mas, sim, parte da minha história e de tantos momentos que marcaram a minha trajetória artística”, escreveu Gretchen. “Muito honrada de saber que para ele eu fui o seu maior orgulho e maior criação.”

    Mister Sam nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1946, e veio ao Brasil nos anos 1970. Ele atuou como DJ e suas compilações dançantes ficaram populares em festas da época. Em 1979, ele produziu o primeiro álbum de Gretchen, “My Name Is Gretchen”.

    O disco tinha os primeiros hits pop que consolidariam a fama nacional da cantora, como “Freak Le Boom Boom”. Além de Gretchen, Mister Sam também trabalhou com a banda Dominó, e foi responsável pela produção de músicas como “Baila Baila Comigo”.

    Em projetos com outros artistas, Mister Sam colaborou também com Rita Cadillac e Lady Lu.

    Morre Mister Sam, produtor que fez Gretchen famosa nos anos 1970, aos 80

  • Amazon fecha compra da Globalstar de olho em conexões celulares via satélite

    Amazon fecha compra da Globalstar de olho em conexões celulares via satélite

    Amazon irá adquirir as operações atuais de satélites, infraestrutura e ativos da Globalstar, incluindo licenças de espectro para serviços móveis via satélite (MSS), com autorizações globais

    A Amazon fechou a compra da Globalstar em um negócio de US$ 11,57 bilhões, o que permitirá que sua rede de satélites em órbita baixa (LEO) ofereça conexões diretas para dispositivos, em uma iniciativa para competir com a Starlink, de Elon Musk.

    Os acionistas da Globalstar poderão optar por receber US$ 90 por ação em dinheiro ou 0,3210 ação ordinária da Amazon para cada ação da Globalstar, com valor limitado a US$ 90 por ação.

    Pelo acordo, a Amazon adquirirá as operações atuais de satélites, infraestrutura e ativos da Globalstar, incluindo licenças de espectro para serviços móveis via satélite (MSS), com autorizações globais.

    A Amazon LEO implantará seu próprio sistema de satélites de conexão direta a dispositivos a partir de 2028.

    “A combinação do espectro da Globalstar e de suas capacidades consolidadas de MSS com a escala, o desempenho e o alcance da Amazon LEO permitirá que a Amazon entregue conectividade contínua para clientes consumidores, corporativos e governamentais em todo o mundo”, disseram as empresas em comunicado.

    A expectativa é que a transação seja concluída em 2027.

    A Amazon também selou um acordo com a Apple para viabilizar serviços via satélite para o iPhone e o Apple Watch.

    *Com informações da Dow Jones Newswires

    *Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

    Amazon fecha compra da Globalstar de olho em conexões celulares via satélite

  • FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

    FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

    Apesar de pressões, guerra favorece exportadores de commodities. Para o Brasil, a projeção do Fundo Monetário Internacional foi elevada de 1,6% para 1,9% no mesmo período

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia global para 2026 e alertou para o risco de recessão caso a guerra no Oriente Médio se prolongue. Ao mesmo tempo, a instituição elevou a estimativa para o Brasil, impulsionado pela alta das commodities energéticas.

    Segundo o relatório Perspectiva Econômica Mundial, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global foi revisado de 3,3% para 3,1% em 2026. A mudança reflete os impactos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã sobre preços de energia, cadeias produtivas e confiança dos mercados.

    Para o Brasil, a projeção foi elevada de 1,6% para 1,9% no mesmo período. De acordo com o FMI, o país tende a ser menos afetado que economias da Ásia, Europa e África e pode até se beneficiar no curto prazo por ser exportador líquido de energia.

    Guerra pressiona inflação

    O FMI avalia que o cenário atual representa um risco maior para a economia global do que choques recentes, como a onda de tarifas comerciais dos Estados Unidos. Segundo o economista-chefe da instituição, Pierre-Olivier Gourinchas, a escalada no Golfo Pérsico pode ter efeitos significativamente mais graves do que o previsto.

    No cenário considerado base, o conflito teria duração limitada, com preço médio do petróleo em torno de US$ 82 por barril em 2026. Ainda assim, haveria desaceleração global.

    Em um cenário mais adverso, com petróleo acima de US$ 100 por barril até 2027, o mundo poderia se aproximar de uma recessão.

    Já em uma hipótese mais severa, com preços chegando a US$ 110 em 2026 e US$ 125 em 2027, a inflação global ultrapassaria 6%, exigindo novos apertos monetários por parte dos bancos centrais.

    Brasil se beneficia

    Apesar do ambiente externo mais desafiador, o Brasil aparece entre os poucos países com revisão positiva nas projeções. O FMI atribui esse movimento ao aumento das receitas com exportações de petróleo e outras commodities (bens primários com cotação internacional).

    Ainda assim, o crescimento brasileiro segue moderado em comparação com outras economias emergentes. Para 2027, a previsão é de expansão de 2%, abaixo do estimado anteriormente, refletindo a desaceleração global, custos mais altos de insumos e condições financeiras mais restritivas.

    O fundo destaca que fatores como reservas internacionais elevadas, menor dependência de dívida em moeda estrangeira e câmbio flutuante devem ajudar o país a enfrentar choques externos.

    Impactos nas grandes economias

    Entre as principais economias, os Estados Unidos devem crescer 2,3% em 2026, com leve desaceleração em 2027. A zona do euro enfrenta um cenário mais desafiador, com crescimento projetado em cerca de 1,1%, pressionado pelos custos de energia.

    A China deve ter expansão de 4,4% em 2026, enquanto o Japão mantém crescimento mais modesto, próximo de 0,7%.

    Economia global mais vulnerável

    O FMI ressalta que as projeções consideram um cenário relativamente controlado para o conflito. Caso haja escalada mais intensa ou interrupções prolongadas no fornecimento de energia, os efeitos sobre crescimento, inflação e mercados financeiros podem ser significativamente mais severos.

    O relatório indica que a economia global entra em um período de maior fragilidade, com maior sensibilidade a choques geopolíticos. Segundo o fundo, o desempenho melhor do Brasil aparece como um alívio pontual, dependente de fatores externos.

    FMI corta previsão para economia global, mas eleva PIB do Brasil

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  • Gilmar Mendes diz que não há base legal para CPI indiciar ministros

    Gilmar Mendes diz que não há base legal para CPI indiciar ministros

    CPI do Crime Organizado pede indiciamento de ministros do STF; Gilmar Mendes avalia que o relatório final da CPI de fazer “cortina de fumaça” diante da omissão da comissão em cumprir seu objetivo original

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (14) não haver base legal para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado possa indiciar ministros da Corte por crime de responsabilidade. 

    Em relatório final sobre os trabalhos da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) indiciou os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, bem como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade como “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa” e “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. 

    A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master, que tramita no Supremo. 

    O relatório da CPI, de 221 páginas, ainda precisa ser aprovado pela comissão, em sessão marcada para esta terça-feira. 

    Críticas

    Após o documento vir a público, Gilmar Mendes publicou uma mensagem na rede social X criticando o relatório e o trabalho da CPI. 

    “O pedido do relator da CPI do Crime Organizado, voltado ao indiciamento de ministros do STF sem base legal, nos leva a uma reflexão sobre o papel e os poderes das CPIs”, afirmou Mendes.

    O ministro entende que o relatório “flerta com a arbitrariedade” ao querer criminalizar a concessão de habeas corpus contra abusos de poder. 

    Gilmar Mendes disse ser “elementar, até mesmo para um estudante de Direito, que o indiciamento constitui ato privativo de delegado de polícia e não se aplica a crimes de responsabilidade”. 

    De acordo com o ministro, tais crimes são regidos por lei própria, a Lei de Impeachment (Lei 1.079/1950), que atribui somente à Mesa Diretora do Senado, à Comissão Especial e ao Plenário da Casa as atribuições para processar crimes de responsabilidade, “sem sequer prever a atuação de CPIs nesse procedimento”. 

    Cortina de fumaça 

    Decano do Supremo, Gilmar Mendes avalia que o relatório final da CPI de fazer “cortina de fumaça” diante da omissão da comissão em cumprir seu objetivo original, de investigar a atuação de policiais que tenham “cruzado para o lado sombrio das milícias”. 

    “O relatório revela verdadeira cortina de fumaça, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e ao dedicar-se a engrossar a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos”, escreveu Gilmar Mendes. 

    Flávio Dino

    O ministro do Supremo Flávio Dino, que não foi indiciado pela CPI do Crime Organizado, também saiu em defesa da Corte e de seus ministros. 

    Ele afirmou ser um “imenso erro” colocar o Supremo como o “maior problema nacional”. 

    Dino ressalta que o relatório final da CPI não cita ninguém ligado de fato ao crime organizado e que o Supremo constantemente toma decisões de combate ao problema. 

    “É uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc.”, escreveu Dino nas redes sociais. 

    Gilmar Mendes diz que não há base legal para CPI indiciar ministros

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