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  • Diniz tenta canalizar ‘loucura’ por sucesso à frente do Corinthians

    Diniz tenta canalizar ‘loucura’ por sucesso à frente do Corinthians

    (FOLHAPRESS) – “Aqui, a loucura transcende o jogo”, diz Fernando Diniz, no vídeo produzido para anunciá-lo como técnico do Corinthians. “Meu coração já pulsa no ritmo da Fiel”, afirma, claramente lendo um texto previamente elaborado.

    Enquanto as palavras são ditas, aparecem imagens dos torcedores alvinegros, também chamados de “bando de loucos”. Ao fim do vídeo, surge um Diniz espontâneo, já sem as amarras do roteiro, livrando-se do microfone e brincando: “Agora, vai começar a loucura. Vai, Corinthians!”.

    Criticado pelo comportamento explosivo à beira do campo, com olhos esbugalhados e xingamentos aos jogadores, o treinador de 52 anos espera que isso seja uma porta de entrada para o coração da torcida. Sua proposta de jogo é também habitualmente tratada como insana, quixotesca, porém o componente tático -um futebol de aproximação e troca de passes que parece apropriado para as principais peças do atual elenco preto e branco- tem sido muito menos explorado do que o “sangue no olho” cobrado pela arquibancada.

    “Vivo o futebol de uma maneira intensa”, afirmou, em sua cerimônia de apresentação, na última terça-feira (7). “As pessoas acham que a parte tática tem uma prevalência para mim. Nunca vai ter. Não existe domínio tático que consiga superar a falta de ânimo, de vontade.”

    Enquanto Diniz falava isso, torcedores protestavam na porta do centro de treinamento, pedindo vontade. O time estava em uma sequência de nove partidas sem vitória -que levaram à demissão do técnico Dorival Júnior-, e os jogadores passaram a ter seus carros parados, com cobranças agressivas: “Você está achando que somos otários?”.

    Questionado sobre a manifestação, o técnico a chamou de “supernormal”. Ele foi meia-atacante do Corinthians de 1997 a 1998 e chegou a viver uma emboscada na rodovia dos Imigrantes, na volta de uma derrota para o Santos em Santos, com pedras atiradas no ônibus do clube.

    “Os jogadores precisam aprender a jogar no Corinthians. O torcedor que está aí é aquele que vai ao estádio e ganha o jogo com sua presença”, disse, apresentando uma solução simples para os atletas incomodados: “O que acalma isso aí é ganhar jogo”.

    Foi o que eles fizeram dois dias depois. Em sua estreia na edição 2026 da Copa Libertadores, a equipe derrotou o Platense por 2 a 0, em Vicente López, na Argentina, e interrompeu um período de quase dois meses sem vitória.

    O resultado representou um alívio, é verdade, mas não foi esse o triunfo exigido nos protestos. “Se perder no domingo vocês estão f…”, bradaram os torcedores, referindo-se ao clássico contra o Palmeiras, no estádio de Itaquera, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro.

    “Eu sei a importância que tem um Derby”, afirmou Diniz. “É o maior clássico para o Corinthians, um jogo tradicional. É um jogo que a gente vai encarar como um jogo tem que ser encarado quando jogam Corinthians e Palmeiras.”

    O embate será na zona leste paulistana, aonde chegou o menino Fernando, aos nove meses. Nascido em Patos de Minas, o mineiro fincou raízes perto da sede alvinegra, que fica no Parque São Jorge. Quando Dorival foi demitido e chegou a mensagem do presidente Osmar Stabile, Diniz estava pronto para ir ao clube e assinar seu contrato.

    “Moro na zona leste, você sabe o tanto de corinthiano que tem aqui. Esse torcedor importa muito, o torcedor de estádio…”, afirmou, minimizando a ruidosa parcela da torcida que reprovou sua contratação em redes sociais e enquetes online.

    “Todo o mundo no futebol achou que isto fosse acontecer, pensa que eu tenho uma combinação com o Corinthians. Eu também acho que combino com isto aqui, pela minha maneira inquieta, pela coragem de fazer as coisas. Tem tudo para dar certo”, apostou.

    Para isso, Diniz terá de canalizar o que chamou de “loucura” de maneira produtiva. Seus trabalhos nos últimos anos tiveram um alto muito alto -a conquista da Libertadores pelo Fluminense, em 2023- e baixos bem baixos -a passagem pela seleção brasileira foi breve e péssima.

    Na estreia pelo Corinthians, as câmeras e os microfones buscaram o técnico em momento de pausa para hidratação dos atletas. Ele foi enérgico nas orientações, porém se conteve em uma aparente ânsia para usar palavrões com o lateral direito Matheuzinho.

    Ainda que os olhos tenham se arregalado, o grito foi contido. E o time venceu.
    “Eu estive perto de acertar com o Corinthians umas quatro ou cinco vezes, mas agradeço a Deus por não ter dado certo. Hoje, eu estou mais preparado para enfrentar este desafio. Acredito que os 17 anos da minha carreira tenham sido uma preparação para chegar a um clube deste tamanho.”

    Na Sul-Americana, o único resultado positivo foi do São Paulo: 1 a 0 sobre o Boston River, do Uruguai; veja também o resultado de brasileiros na 1ª rodada da Libertadores

    Folhapress | 19:20 – 11/04/2026

    Diniz tenta canalizar ‘loucura’ por sucesso à frente do Corinthians

  • Fora da casa, equipes de Ana Paula e Milena estão em pé de guerra

    Fora da casa, equipes de Ana Paula e Milena estão em pé de guerra

    Equipes das sisters entram em confronto nas redes após episódio envolvendo perfume e crise alérgica; troca de farpas expõe disputa de narrativa e tentativa de defender imagem das participantes fora do reality

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os administradores das redes sociais de Milena Moreira e Ana Paula Renault, do BBB 26, estão em pé de guerra fora da casa. As equipes trocam acusações de “esvaziar situações” para defender a imagem das sisters, que são aliadas no reality.

    A situação surgiu após um incomodo causado por excesso de perfume num quarto, que afetou a alergia da jornalista. Um vídeo mostra a recreadora infantil pedindo, em tom de brincadeira, para jogarem perfume no microfone da sister.
    A página dedicada a Ana Paula publicou um texto dizendo que a situação não deveria ser reduzida ao objeto. “O ponto nunca foi o presente, mas a repetição de atitudes, a falta de reciprocidade e as mudanças de narrativa que acabam esvaziando a situação. Ana Paula não reagiu por interesse, mas pelo contexto e pelas atitudes ao redor”, escreveram.

    Afirmaram ainda que classificar Ana Paula como alguém cruel é o “cúmulo da desonestidade”, e citaram as reações emocionadas da jornalista ao ouvir sobre as crises de ansiedade da sister.

    A equipe de Tia Milena respondeu com ironia: “De esvaziar situações essa equipe entende bem”, e afirmaram que os concorrentes que “estão tentando atribuir a figura de uma pessoa má para quem sempre fez tudo por Ana Paula são os que utilizam da figura de Milena para humanizar a participante, sem qualquer responsabilidade com a pauta”.

    Fora da casa, equipes de Ana Paula e Milena estão em pé de guerra

  • Remake de “Assassin’s Creed Black Flag” pode ser revelado em breve

    Remake de “Assassin’s Creed Black Flag” pode ser revelado em breve

    Jogo já confirmado pela Ubisoft pode aparecer em evento da Sony ainda neste mês; rumores apontam mudanças na jogabilidade, gráficos renovados e possível foco total na era dos piratas, sem trechos na narrativa moderna

    A Ubisoft já confirmou oficialmente o remake de “Assassin’s Creed IV: Black Flag”, e o jogo pode ganhar sua primeira exibição pública em breve. A expectativa é que a revelação aconteça ainda neste mês, possivelmente em um evento que também contaria com participação da Sony.

    De acordo com informações que circulam no fórum ResetERA e foram reforçadas pelo site Insider Gaming, o projeto, que estaria sendo chamado de “Assassin’s Creed: Black Flag Resynced”, pode ser apresentado no dia 16 de abril. Há ainda especulações de que a Sony esteja preparando uma edição do evento State of Play para a mesma data, o que aumentaria as chances de o título aparecer na transmissão.

    Quanto ao lançamento, o Insider Gaming aponta que o jogo deve chegar ao mercado no terceiro trimestre deste ano, o que indica uma estreia entre julho e setembro. Ainda assim, a confirmação oficial sobre data e detalhes deve ficar para os próximos dias.

    Os rumores indicam que não se trata de uma simples atualização visual. A proposta seria oferecer um remake mais robusto, com melhorias significativas nos gráficos e também mudanças na jogabilidade, aproximando a experiência do padrão visto em títulos mais recentes da franquia, como “Assassin’s Creed Shadows”.

    Outro ponto que tem circulado entre as especulações é uma possível mudança na estrutura narrativa. Segundo essas informações, o remake pode eliminar os trechos ambientados na era moderna, concentrando toda a história na jornada de Edward Kenway durante o período dos piratas.

    Enquanto isso, a Microsoft já confirmou que realizará o Xbox Games Showcase no dia 7 de junho, com transmissão online. Após o evento principal, haverá ainda uma apresentação dedicada ao jogo “Gears of War: E-Day”.

    Até lá, a expectativa gira em torno do que a Ubisoft pretende mostrar oficialmente sobre o novo “Assassin’s Creed”, que já é um dos projetos mais aguardados pelos fãs da franquia.
     
     

     

    Remake de “Assassin’s Creed Black Flag” pode ser revelado em breve

  • Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas

    Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas

    A ferramenta será capaz de indicar se uma ligação telefônica partiu ou não de uma origem confiável (por exemplo, um banco), mesmo nos casos em que golpistas conseguem mascarar o número real do chamador para fingir que o contato partiu de um telefone idôneo e ligado aos contatos do usuário

    (FOLHAPRESS) – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai implementar um sistema que permitirá a verificação de chamadas contra fraudes telefônicas para evitar a aplicação de golpes e exposição indevida de informações sensíveis dos cidadãos.

    A ferramenta será capaz de indicar se uma ligação telefônica partiu ou não de uma origem confiável (por exemplo, um banco), mesmo nos casos em que golpistas conseguem mascarar o número real do chamador para fingir que o contato partiu de um telefone idôneo e ligado aos contatos do usuário.

    O projeto é desenvolvido pelo CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) com recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), vinculado ao Ministério das Comunicações.

    O investimento é calculado em R$ 16,82 milhões até 2028. A implementação será gradual e depende de testes a serem realizados em parceria com as operadoras de telefonia.

    A gerente de soluções blockchain do CPQD, Andreza Lona, afirma que o objetivo é aumentar a segurança e a privacidade dos usuários a partir de uma tecnologia que permita comprovar sua identidade de forma descentralizada, sem a necessidade de armazenar informações pessoais em grandes bancos de dados -muitos deles alvos de hackers para posterior vazamento e venda de informações.

    Emissores de confiança, como órgãos de governo, empresas de telefonia ou instituições bancárias, fornecerão credenciais digitais ao cidadão, que passarão por uma validação na hora de acessar um serviço ou receber uma chamada. Essas credenciais digitais vão funcionar como uma chave de acesso, formulada a partir de métodos mais seguros e menos suscetíveis a fraudes.

    “A origem de uma ligação poderia ser comprovada não só com o número [de quem fez a chamada], mas com uma prova criptográfica”, afirma Lona. A prova criptográfica é feita por meio de algoritmos matemáticos para garantir a integridade e autenticidade de informações digitais.

    Segundo ela, a tecnologia poderá ser empregada até mesmo em ligações por aplicativos como WhatsApp.

    O pesquisador Ismael Ávila, que trabalha na área de soluções blockchain do CPQD, diz que a tecnologia vai permitir que os aplicativos dos bancos instalados em um celular possam incorporar as credenciais para validar ou não as ligações.

    “A credencial vai falar se é uma chamada verificada criptograficamente ou não. Se vem uma chamada de origem fraudulenta que alega ser do banco, não vai ser validada”, afirma.

    Sem a verificação, afirma Ávila, as pessoas correm o risco de atender uma chamada e cair em uma fraude com engenharia social -quando os golpistas usam informações verídicas ou simulam elementos de um ambiente real (como ruídos de um call center) para tentar inspirar confiança e fisgar as vítimas. Para tentar se defender disso, muitos cidadãos recusam até mesmo ligações legítimas, que poderiam ser de seu interesse.

    Hoje, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já oferece o serviço Origem Verificada, que garante às empresas registradas um selo de autenticidade parecido com o que as redes sociais adotam. No entanto, sua cobertura ainda é parcial, já que a adesão será obrigatória apenas em 2028.

    Além disso, a tecnologia empregada deixa algumas brechas, como em chamadas vindas de gateways (portas de entrada) internacionais, redes não integradas ou que passam por equipamentos mais antigos. Por isso, golpistas ainda conseguem adulterar o número de telefone de quem está ligando para se fazer passar por companhias idôneas (técnica conhecida como spoofing).

    A solução do CPQD, segundo os pesquisadores, vai permitir provar a identidade do chamador em qualquer canal e indicar o propósito da ligação. Além disso, em caso de problemas, as credenciais podem ser revogadas.

    O projeto começou a ser desenvolvido em dezembro de 2025 e terá duração de três anos.

    OUTROS USOS

    A ferramenta também abre caminho para outros usos, como revogar uma credencial de acesso à internet em caso de perda, furto ou roubo de celular. Essa seria uma função complementar ao programa Celular Seguro, lançado pela Anatel e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e que já permite o bloqueio do aparelho para chamadas e uso de rede de dados móveis.

    “Celulares furtados não podem ser usados para chamadas, o Celular Seguro bloqueia rapidamente. Só que os bandidos usam esse celular para acessar a rede Wi-Fi e, com isso, muitas vezes conseguem acessar redes sociais da pessoa que era dona do celular, sequestram redes, exigem bitcoin”, afirma Ávila.
    Outra função é permitir a validação de informações do cidadão sem que ele precise compartilhar dados pessoais.

    Lona dá como exemplo uma situação em que alguém precise comprovar ser maior de 18 anos. A credencial vai permitir que isso seja verificado sem obrigar a pessoa a divulgar sua idade ou data de nascimento.

    Em outro caso, um cidadão que esteja em busca de financiamento poderia obtê-lo sem dizer exatamente qual é seu salário ou compartilhar sua declaração de Imposto de Renda, que contém outras informações, como patrimônio ou gastos com saúde e educação. Neste caso, a Receita Federal poderia ser uma emissora confiável de credencial de faixa de renda.

    O escopo final do projeto será definido pelo próprio apetite das operadoras e demais instituições.

    O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, afirma que a tecnologia vai permitir a descentralização de informações que hoje, para serem validadas, ficam armazenadas em bases de dados unificadas, o que facilita grandes vazamentos.

    “Você recebe seu certificado, não precisa de intermediário. Não gera risco de grandes vazamentos, pois seria necessário fraudar o celular de cada usuário”, diz.
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    ENTENDA O NOVO SISTEMA

    Como vai funcionar?
    O projeto prevê a emissão de credenciais digitais verificáveis e descentralizadas, baseadas em padrões internacionais de internet. Órgãos de governo, empresas de telefonia ou instituições bancárias poderão fornecê-las ao cidadão, que as manterá em sua carteira digital no celular. Elas serão validadas na hora de acessar um serviço público ou receber uma chamada.

    O que é uma credencial digital verificável?
    É um documento eletrônico que comprova determinada informação sobre uma pessoa ou empresa. Possui uma assinatura criptográfica que pode ser validada para comprovar a origem.

    Como essa tecnologia pode coibir as fraudes telefônicas?
    O aplicativo do banco instalado no celular do correntista poderá carregar uma credencial e habilitar a validação das ligações recebidas. A chamada será então submetida a uma prova criptográfica: algoritmos matemáticos são usados para ler uma espécie de assinatura que só o banco será capaz de prover às chamadas e, assim, garantir a integridade e autenticidade das informações.

    O que é o spoofing e como esse sistema contribui para evitá-lo?
    O spoofing ocorre quando golpistas conseguem mascarar a real origem de uma ligação para se passar por fontes confiáveis. No visor aparece o número real do banco, mas se trata apenas de uma máscara para disfarçar a fraude.
    As credenciais não evitam diretamente a adulteração do número do chamador, mas alertam que a origem não é o banco, uma vez que a ligação não será aprovada na prova criptográfica.

    Que outras aplicações essa tecnologia terá?
    Será possível revogar credencial de uso de internet em caso de roubo ou furto de celular, para evitar que os bandidos acessem a rede Wi-Fi.
    As credenciais também darão acesso a serviços, evitando o compartilhamento de dados pessoais sensíveis com terceiros. Por exemplo, o cidadão poderá comprovar renda sem informar exatamente seu salário. A técnica usada é conhecida como “prova de conhecimento zero”: uma parte demonstra à outra que uma afirmação é verdadeira sem revelar o dado em si. É algo crucial numa tecnologia blockchain.

    O que é blockchain?
    É uma tecnologia de armazenamento distribuído de dados digitais, com o objetivo de garantir a validade de registros e transações. As informações são organizadas em blocos encadeados sequencialmente, criando um sistema distribuído de registros, que não ficam armazenados em um único servidor. Se um bloco é alterado, a inconsistência é facilmente detectável na cadeia. Por isso, o sistema dificulta adulterações.

    Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • China enfrentará “grandes problemas” se enviar armas ao Irã; diz Trump

    China enfrentará “grandes problemas” se enviar armas ao Irã; diz Trump

    Presidente dos EUA reage a suspeitas de apoio militar de Pequim a Teerã e eleva tensão internacional; negociações de paz fracassam após impasse sobre programa nuclear iraniano e exigências de Washington

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra a China ao comentar a possibilidade de envio de armamentos ao Irã. Segundo ele, uma eventual ajuda militar de Pequim ao regime iraniano pode trazer consequências sérias.

    “Se a China fizer isso, terá grandes problemas, ok?”, afirmou, sem detalhar quais seriam as medidas adotadas por Washington.

    A declaração ocorreu após informações divulgadas pela CNN apontarem que a inteligência americana identificou indícios de que o governo chinês estaria se preparando para enviar sistemas de defesa aérea ao Irã. Entre os equipamentos citados estariam mísseis portáteis antiaéreos, conhecidos como MANPADS.

    O governo chinês reagiu e negou qualquer envolvimento. Em comunicado, a embaixada chinesa em Washington afirmou que o país “nunca forneceu armas a nenhuma das partes envolvidas no conflito” e classificou as acusações como falsas. Também pediu que os Estados Unidos evitem “alegações infundadas” e contribuam para reduzir a escalada de tensão.

    Trump não confirmou se já tratou do tema diretamente com o presidente chinês, Xi Jinping. Os dois líderes têm um encontro previsto para as próximas semanas, e há expectativa de uma possível visita de Xi aos Estados Unidos ainda neste ano.

    Apesar do clima de tensão internacional, o presidente americano também comentou as negociações que vinham sendo realizadas com o Irã e adotou um tom de desinteresse em relação a um eventual acordo. “Independentemente do que aconteça, nós vencemos”, disse. “Para mim, tanto faz se fizermos um acordo ou não.”

    As tratativas ocorreram no Paquistão, com participação de representantes de alto escalão dos dois países. Do lado americano, a delegação foi liderada pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado por nomes como Steve Witkoff e Jared Kushner. Já o Irã foi representado por autoridades como o chanceler Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

    Mesmo com relatos de avanços iniciais, divergências centrais impediram um entendimento, especialmente em torno do controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás.

    No desfecho das negociações, JD Vance confirmou que não houve acordo. Segundo ele, o principal entrave foi a recusa iraniana em aceitar as exigências americanas relacionadas ao programa nuclear.

    “Mas a verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear”, afirmou Vance durante uma breve coletiva de imprensa em Islamabad.

    “Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações”, completou.

    As conversas duraram cerca de 21 horas e foram consideradas de alto nível, com comunicação constante entre Vance, Trump e outros membros do governo americano. O encerramento sem acordo reforça o clima de incerteza e mantém abertas as tensões entre Washington e Teerã.
     
     

     

    China enfrentará “grandes problemas” se enviar armas ao Irã; diz Trump

  • “Está ficando feio”: Carlos Bolsonaro ataca comando do PL e cobra reação

    “Está ficando feio”: Carlos Bolsonaro ataca comando do PL e cobra reação

    Filho de Bolsonaro pressiona Valdemar Costa Neto em meio a racha na direita, com trocas de ataques entre aliados e disputa por protagonismo; críticas expõem desgaste interno e falta de união no partido

    O ex-vereador Carlos Bolsonaro voltou a criticar publicamente a condução interna do Partido Liberal e cobrou uma postura mais ativa do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. Em publicação nas redes sociais neste sábado, ele demonstrou insatisfação com o que considera falta de ação diante de problemas dentro do partido.

    “Valdemar, me ajude a te ajudar, antes que seja tarde… Pelo amor de Deus! Está ficando feio para o partido que está preferindo não ver o que está acontecendo dentro de casa. Isso é um absurdo. Mas por que tanta inércia? Difícil entender. Vai ver é só coincidência…”, escreveu.

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    A cobrança acontece em meio a um cenário de conflitos entre nomes da direita, com trocas públicas de críticas e disputas por espaço político. Nos últimos dias, episódios envolvendo aliados evidenciaram o clima de tensão dentro do campo bolsonarista.

    Entre os casos recentes, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira protagonizaram embates nas redes sociais. Em outro momento, Nikolas também entrou em confronto com o senador Jorge Seif, após divergências sobre a condução de votações no Congresso.

    O atrito começou depois que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, convocou uma sessão para analisar o veto ao chamado PL da Dosimetria, que trata da redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Antes disso, Nikolas havia pressionado publicamente pela realização da sessão.

    Seif reagiu afirmando que “pressão de internet é ótima pra like e monetização”, mas “não é efetiva”. Em resposta, o deputado mineiro elevou o tom e chamou o senador de “vagabundo”.

    Na véspera, Carlos Bolsonaro já havia feito outra publicação direcionada a Valdemar Costa Neto, desta vez pedindo mobilização do partido em defesa do irmão, Flávio Bolsonaro, alvo de uma denúncia apresentada à Procuradoria-Geral da República por suposta propaganda eleitoral antecipada em uma igreja.

    “A democracia venezuelana funcionando a todo vapor desde 2022. Mais uma excelente oportunidade de demonstrar a união e defender, com a verdade, Flávio Bolsonaro. Vamos utilizar o engajamento para isso. Vamos acionar a todos, Valdemar! Vamos, vamos, vamos!”, escreveu.

    “Está ficando feio”: Carlos Bolsonaro ataca comando do PL e cobra reação

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  • Trabalhador poderá sacar até 20% do FGTS para pagar dívidas, diz ministro da Fazenda

    Trabalhador poderá sacar até 20% do FGTS para pagar dívidas, diz ministro da Fazenda

    Secretário da Fazenda detalha plano para liberar saque do FGTS, renegociar dívidas com desconto de até 90% e ampliar crédito a famílias e informais; governo aposta em juros menores e nega caráter eleitoral nas medidas

    (FOLHAPRESS) – À frente do Ministério da Fazenda há menos de um mês, Dario Durigan afirmou em entrevista à Folha que trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, poderão sacar até 20% do saldo do FGTS, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, para quitar dívidas.

    A medida pode liberar cerca de R$ 7 bilhões e integra um programa mais amplo de renegociação, que prevê descontos concedidos pelos bancos e garantia do governo para refinanciamento do saldo restante, com juros menores. O pacote, uma demanda do presidente Lula, também deve incluir linhas de crédito para caminhoneiros, motoristas de aplicativo e taxistas, além de apoio a setores como construção civil e fertilizantes. Durigan nega caráter eleitoral nas ações. “A gente está lidando com os problemas concretos.”

    Ele também afirmou que o atual governo deixará uma situação econômica mais equilibrada. “Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada.”

     
    Folha – A pauta do governo no momento são as medidas para reduzir o endividamento. O cenário é preocupante?

    Dario Durigan – Depois do primeiro Desenrola, teve o começo de corte da Selic, em agosto de 2023, e uma queda do endividamento. No fim de 2024 e durante 2025, a relação é diretamente proporcional entre o aumento da taxa de juros e o endividamento das famílias, dos informais, das pequenas empresas e das grandes. O importante para as pessoas é que elas tomem crédito sustentável. A expectativa é que a gente dê um estímulo agora nessa virada de chave e deixe medidas estruturantes. Vai ter uma limitação na possibilidade de essa pessoa continuar jogando nas bets, uma espécie de quarentena para quem aderir.

    Folha – Por quanto tempo?

    Dario Durigan – O presidente vai arbitrar. A gente tem trabalhado com um prazo de seis meses.

    Folha – Quais serão as ferramentas de estímulo?

    Dario Durigan – Não há gasto público direto. A ideia é que as próprias instituições financeiras façam uma redução da dívida e haja um refinanciamento com uma taxa de juros menor. E aí entra o governo garantindo a inadimplência eventual nessa segunda operação. O governo não vai pagar a dívida das pessoas, mas vai garantir de modo que os bancos façam uma taxa de juros menor. E a gente vai usar o FGO para isso.

    Folha – As pessoas também vão poder fazer um saque extraordinário no FGTS para pagar dívidas mais caras. Como vai funcionar?

    Dario Durigan – Tem duas discussões. O ministro Luiz Marinho identificou uma interpretação inconsistente da Caixa em relação à devolução que já foi feita para as pessoas demitidas e que fizeram a opção do saque-aniversário com consignado. Para corrigir essa interpretação, seria uma devolução de R$ 7 bilhões. A segunda medida envolve um saque limitado do FGTS. O que estamos discutindo? Quanto a gente pode limitar esse saque sem comprometer a sustentabilidade do fundo.

    Folha – Esse limite está em qual faixa?

    Dario Durigan – A gente tem trabalhado com um limite de 20% de saque da conta individual. É o número que está sendo discutido e que tem um impacto contido no fundo.

    Folha – Todos os trabalhadores terão acesso?

    Dario Durigan – Os trabalhadores que ganhem até cinco salários mínimos e que fizerem jus às demais regras. Quem ganha até cinco salários mínimos representa 92% dos brasileiros. Acima disso, tem muito menos gente e dívidas maiores. Não deveríamos mobilizar fundos ou opções de saque para esses casos.

    Folha – O desconto vai ser de quanto?

    Dario Durigan – Espero que de até 90%. Um exemplo: tem uma dívida de R$ 10 mil a juros de 8% ao mês. É impagável. Dá-se um desconto de 90%, fica com uma dívida de R$ 1.000. E, com a garantia do FGO, essa dívida pode ser rolada a 2% ou 2,5% ao mês. Muito menor e pagável. Vamos ter que exigir um desconto mínimo.

    Folha – Vai ter limite de juros?

    Dario Durigan – Como vai ter garantia pública, acho importante ter um juro pactuado ou limitado.

    Folha – Quantas pessoas serão atendidas?

    Dario Durigan – Temos uma expectativa de atender a mais de 30 milhões de pessoas.

    Folha – Quanto isso vai tirar do fundo?

    Dario Durigan – A gente não vai comprometer a sustentabilidade nem as políticas financiadas pelo fundo. Vamos fazer de maneira bem limitada e opcional. Nossa estimativa é por volta de R$ 7 bilhões.

    Folha – Após o Desenrola, houve aumento da inadimplência. O programa fracassou?

    Dario Durigan – Não, ao contrário. O Desenrola cumpriu seu papel. O que a gente viu foi um novo endividamento depois, com juros mais altos. Agora, com expectativa de queda da taxa, é preciso dar condições melhores às famílias.

    Folha – E para as empresas?

    Dario Durigan – O programa tem três frentes. As famílias, os informais e as pequenas empresas. Os informais terão uma linha garantida, porque tomam crédito mais caro.

    Folha – Como será essa linha?

    Dario Durigan – Vamos refinanciar dívidas dos informais, que muitas vezes não têm garantia de renda ou patrimônio. O FGO também vai ajudar a reduzir os juros.

    Folha – Qual é a lógica dessas medidas? Economia ou política?

    Dario Durigan – É uma avaliação econômica do que pode estar disfuncional no país. O endividamento das famílias é preocupante, e estamos enfrentando isso.

    Folha – Há críticas de que seria um pacote eleitoral.

    Dario Durigan – Não se trata de uma questão eleitoral. A gente está lidando com problemas concretos.

    Folha – Haverá medidas para combustíveis?

    Dario Durigan – Não. Vamos aguardar até o fim de maio para uma reavaliação.

    Folha – E a suspensão do imposto de exportação?

    Dario Durigan – É uma medida absurda. A gente recorreu e vai até onde for preciso.

    Folha – O Congresso pode aprovar pautas que aumentam gastos. Há preocupação?

    Dario Durigan – Sim. Estamos enfrentando uma situação de guerra. Esse esforço fiscal não pode ser desviado.

    Folha – O cenário econômico preocupa?

    Dario Durigan – A parte da Fazenda está sendo feita. Estamos garantindo equilíbrio fiscal.

    Folha – E o Banco Central?

    Dario Durigan – Eu não vou comentar o papel do BC. Mas do nosso lado, estamos fortalecendo o fiscal com reformas e cortes.

    Folha – O governo deixará problemas para o próximo mandato?

    Dario Durigan – Não. Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada dentro do governo.
     
     
     

    RAIO-X

    Dario Durigan, 41
    Formado em direito pela USP (Universidade de São Paulo). Atuou como assessor na subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo Dilma Rousseff (PT). Foi diretor de políticas públicas do WhatsApp entre 2020 e 2023, quando assumiu a secretaria-executiva do Ministério da Fazenda. Desde 20 de março, é ministro da Fazenda, sucedendo Fernando Haddad.

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  • Nasa divulga foto de astronautas da Artemis ao lado de cápsula horas após pouso

    Nasa divulga foto de astronautas da Artemis ao lado de cápsula horas após pouso

    Na imagem, Reid Wiseman, 50, Victor Glover, 49, Christina Koch, 47, e Jeremy Hansen, 50, aparecem sorridentes ao lado do módulo que os trouxeram de volta à Terra, batizado pela equipe de Integrity. Os astronautas disseram que o nome representa a base de confiança, respeito, franqueza e humildade entre eles e os demais envolvidos na missão

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Nasa divulgou foto dos astronautas da missão espacial Artemis 2 ao lado da cápsula, que pousou no oeano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos, na noite desta sexta-feira (10), após passar dez dias em viagem espacial ao redor da Lua.

    Na imagem, Reid Wiseman, 50, Victor Glover, 49, Christina Koch, 47, e Jeremy Hansen, 50, aparecem sorridentes ao lado do módulo que os trouxeram de volta à Terra, batizado pela equipe de Integrity. Os astronautas disseram que o nome representa a base de confiança, respeito, franqueza e humildade entre eles e os demais envolvidos na missão.

    O registro foi feito no porta-aviões USS John P. Murtha, onde os astronautas foram levados para os primeiros exames médicos. A previsão é de retornem ao Centro Espacial Johnson da Nasa, em Houston (Texas), neste sábado (11).

    A cápsula, equipada com um escudo protetor, foi usada na etapa final da missão que impôs o desafio à tripulação de sobreviver à temperatura de quase 2.800 graus Celsius devido ao choque com a atmosfera terrestre. Em seguida, foi deflagrado o sistema de frenagem com uso de para-quedas, para reduzir a velocidade de 38,4 mil km/h atingida na chegada à Terra.

    A amerissagem se deu às 21h07 (ainda à tarde, 17h07, na costa oeste dos Estados Unidos), exatamente como o planejado, no ponto culminante de uma cadeia de eventos que começou às 15h53, quando a cápsula usou seu módulo de serviço para realizar a última manobra de correção de trajetória, colocando-a rumo ao seu destino.

    Em comunicação com a central de comando, assim que cápsula tocou as águas do Pacífico, a tripulação afirmou estar bem.

    Nasa divulga foto de astronautas da Artemis ao lado de cápsula horas após pouso

  • Teerã diz que "ninguém estava à espera" de um acordo imediato com EUA

    Teerã diz que "ninguém estava à espera" de um acordo imediato com EUA

    Teerã afirma que exigências “irracionais” travaram negociações, enquanto Washington cobra compromisso contra armas nucleares; apesar do fracasso, lados indicam que diálogo pode continuar e não descartam um acordo futuro

    O governo do Irã afirmou que não esperava um acordo imediato com os Estados Unidos nas primeiras negociações realizadas entre os dois países. A declaração foi feita após o fracasso das conversas em Islamabad, que tinham como objetivo avançar para um entendimento sobre o conflito no Oriente Médio.

    Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, o resultado já era previsível desde o início. “Era evidente desde o início que não devíamos esperar chegar a um acordo numa única sessão [de negociações]. Ninguém estava à espera disso”, disse à televisão estatal.

    Ele também indicou que o diálogo não está encerrado e que novas tratativas devem ocorrer com apoio de aliados regionais. “Estou certo de que os contactos com o Paquistão, bem como com os outros amigos na região, irão prosseguir”, afirmou.

    Antes disso, a emissora estatal IRIB informou que as negociações fracassaram por causa das exigências dos americanos. “A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas da parte [iraniana], as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim”, comunicou.

    Do lado americano, o vice-presidente JD Vance confirmou o encerramento das tratativas sem acordo. Segundo ele, o impasse ocorreu porque Teerã não aceitou abrir mão de seu programa nuclear.

    “A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear”, declarou.

    “Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações”, acrescentou.

    Vance também afirmou que Washington deixou uma proposta final na mesa. “E partimos daqui, e partimos daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento, que é a nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam”, disse.

    A menção a uma proposta final tem sido interpretada por veículos de imprensa internacionais como um indicativo de que as negociações podem continuar, mantendo aberta a possibilidade de um acordo mais amplo no futuro.
     
     

     

    Teerã diz que "ninguém estava à espera" de um acordo imediato com EUA

  • Morre Silvio Matos, ator e dublador que virou fenômeno na internet

    Morre Silvio Matos, ator e dublador que virou fenômeno na internet

    Artista de 82 anos teve carreira no teatro, na TV e na dublagem, mas ganhou nova geração de fãs após viralizar em vídeos de humor; ele também manteve canal próprio com reflexões, poemas e mensagens que conquistaram milhares de seguidores

    Morreu neste sábado, aos 82 anos, o ator e dublador Silvio Matos, que construiu uma carreira no teatro, na televisão e, mais recentemente, conquistou nova projeção na internet.

    O artista ganhou grande visibilidade em 2011 ao interpretar o personagem Seu Fernando, um idoso irreverente, em um vídeo do canal Parafernalha, criado por Felipe Neto. O sucesso do conteúdo, que alcançou milhões de visualizações, abriu espaço para a participação em diversos esquetes. Mais tarde, Silvio passou a produzir seus próprios vídeos no YouTube, onde compartilhava reflexões, poemas e orações. Sua última publicação na plataforma foi feita no ano passado.

    Nascido em São Vicente de Minas, no interior de Minas Gerais, em 19 de abril de 1943, ele vivia no Rio de Janeiro. Deixa a esposa, a atriz Aliomar de Matos, com quem trabalhou em novelas nos anos 1970, além de filhos, netos e bisnetos.

    A trajetória profissional começou ainda na década de 1950, como operador de som e locutor na Rádio Cultura de Lorena, no interior de São Paulo. Após atuar em programas humorísticos no rádio, decidiu seguir carreira no teatro. Iniciou nos bastidores, como camareiro e assistente de artistas como Procópio Ferreira, até conseguir sua primeira oportunidade como ator, em 1962, na peça “Nina”.

    Na televisão, participou de produções em emissoras como TV Globo e Record TV, geralmente em papéis secundários, contracenando com nomes como Glória Menezes e Tarcísio Meira. Entre seus trabalhos mais recentes estão as séries “Louco por Elas”, de 2013, e “Família Paraíso”, de 2022.

    Como dublador, também marcou presença ao dar voz a personagens como tio Arthur e sr. MacElroy na versão brasileira de A Feiticeira. Além disso, participou de produções voltadas ao público infantil, como Carrossel, Mundo da Lua e Castelo Rá-Tim-Bum.

     
     
     

    Morre Silvio Matos, ator e dublador que virou fenômeno na internet